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APOSTILA PRÁTICA E ROTEIRO DE ESTUDO
Profa. Margarete Akemi KishiR
2025 – 1
NORMAS DISCIPLINARES GERAIS 
Para um bom andamento da ATIVIDADES:
✔ Pontualidade – serão tolerados 15 minutos de atraso somente no horário de entrada, não sendo permitida a entrada em laboratório após
este tempo – OBRIGATORIAMENTE
✔ Permanência definitiva (ou não) em laboratório - evite o "entra e sai" constante; caso necessite sair da aula solicite ao professor e/ou monitor;
✔ Regras de Biossegurança – Manual de Normas Técnicas:
✔ Uso OBRIGATÓRIO em LABORATÓRIO:
· Avental de manga longa
· Calça comprida
· Calçado fechado
· Cabelo preso
OBS.: Na ausência de alguns destes itens acima não será permitida a entrada.
✔ EXPRESSAMENTE PROIBIDO O USO:
· Calça legging
· Calça jeans estilo rasgado
· Calçados abertos e/ou com saltos, crocs etc
· Adornos (brinco, colares, pulseiras, anéis etc)
· Esmaltes escuros
OBS.: A presença de alguns destes itens acima não será permitida a entrada.
NORMAS DE SEGURANÇA EM LABORATÓRIO MAGISTRAL
1. O item segurança de laboratório é de suma importância durante o aprendizado e no exercício profissional. Assim, sempre utilize vestuário branco adequado, além de equipamentos de proteção individual e do produto (EPI e EPP) como JALECO DE MANGAS LONGAS, MÁSCARA, ÓCULOS DE PROTEÇÃO, LUVAS DESCARTÁVEIS, PROPÉ e outros que se fizerem necessários. Lembre-se que você é ou será farmacêutico (a).
2. Joias, sapatos abertos, roupas curtas, maquiagem, cabelo longos soltos, unhas longas, esmalte escuro, etc. são itens inadequadas, durante a manipulação de produtos farmacêuticos em qualquer escala.
3. O laboratório de farmacotécnica é um local de manipulação de medicamentos para uso interno e externo, assim é proibido pentear os cabelos, fumar, comer ou beber, mascar chicletes, etc. neste ambiente.
4. Antes de adentrar na área de manipulação, já esteja devidamente equipado com os equipamentos de proteção individual e do produto anteriormente citados.
5. Mantenha seu material didático distante da área de manipulação. Lembre-se, que você está se tornando um farmacêutico,
6. A organização é um item importante durante a execução de qualquer técnica, principalmente na manipulação de medicamentos. Assim, siga as mesmas instruções: guarde seu material num local apropriado, vista os equipamentos de segurança supracitados. Pouco a pouco você se tornará um profissional técnico-científico.
7. Antes de iniciar a manipulação esquematize o que irá fazer, escolha as vidrarias adequadas quanto ao tamanho, espécie, material, etc. Certifique-se da escolha e observe-as se estão perfeitamente limpas. É REGRA SANITIZÁ-LAS (antes e depois da manipulação) com etanol 70% ou outro descontaminante padronizado, assim como a bancada onde a manipulação será efetuada.
8. Evite CONTAMINAÇÕES CRUZADAS, assim seja criterioso na escolha e arrumação das vidrarias necessárias, principalmente conta-gotas, pipetas, espátulas, tampas de recipientes, etc. Essências, soluções de corantes, etc., normalmente são medidas por conta-gotas e pipetas. Não os troque. Evite contaminação cruzada.
9. Cuidado com as matérias-primas desconhecidas, não os prove nem os inale.
10. Cuidado com substâncias inflamáveis. Não as utilize próximas de chamas.
11. A vidraria utilizada em aula prática deverá ser higienizada com detergente neutro, esponja, água corrente, água destilada e etanol a 70% e as bancadas devidamente limpas.
12. Todas essas normas fazem parte das BOAS PRÁTICAS DE MANIPUALAÇÃO E ESTÃO EM CONCORDÂNCIA COM A RDC 67/07 E SUAS ATUALIZAÇÕES
*******ATENÇÃO:
O objetivo deste material é ser um instrumento de auxílio na execução da aula prática e como material de estudo complementar da disciplina. Este material é utilizado na elaboração de todas das Avaliações.
· As PRÉ e PÓS AULAS serão consideradas como atividades de semanais de laboratório OBRIGATÓRIAS
· As PRÉ-AULAS (pré discussões) deverão ser executadas de forma grupal e entregue obrigatoriamente no dia da aula de laboratório correspondente no MOODLE.
· A finalidade das pré-discussões é a familiarização com o aspecto teórico das técnicas anteriormente à realização do experimento. Caso seja necessário correção a mesma ser com as devidas correções quando necessário.
· Todas as PÓS AULA (RELATÓRIO/ATIVIDADE) de aula prática DEVEM SER ENTREGUES 7 DIAS APÓS A AULA executada via MOODLE obrigatoriamente.
· A finalidade das pós-discussões é o aprimoramento das informações disponibilizadas em aula teórica e prática. Caso seja necessário correção a mesma ser com as devidas correções quando necessário.
· PRÉ E PÓS-AULAS, deverão conter obrigatoriamente:
· Nome da empresa
· Nome dos membros do grupo
A ausência de qualquer dos itens acima acarreta diminuição na nota.
· Quando for necessária a rotulagem dos produtos manipulados pelos grupos, eles devem conter obrigatoriamente:
· Nome do grupo
· Nome do produto
· Data de fabricação
A ausência de qualquer dos itens acima acarreta diminuição na nota.
Quais são as principais diferenças entre a Homeopatia e a Medicina comum (alopatia)?
Alopatia e homeopatia são sistemas terapêuticos para tratar doenças, porém com princípios diferentes. Neste artigo, vamos ver o que é cada uma dessas terapêuticas; quais são as principais diferenças entre alopatia e homeopatia e as vantagens e desvantagens entre alopatia e homeopatia.
Alopatia e homeopatia:
· Homeopatia – A homeopatia é uma terapia desenvolvida pelo médico alemão Samuel Hahnemann há mais de 200 anos, que baseia-se no princípio similia similibus curantur (semelhante cura semelhante). Isso significa que a homeopatia trata os pacientes com medicamentos que causam sintomas parecidos com os provocados pela doença.
· Alopatia – A alopatia trata as doenças com medicamentos que provocam reações contrárias aos sintomas dessas doenças, ou seja, “cura pelo contrário”. É a chamada medicina tradicional em que se usa, por exemplo, um antitérmico para combater a febre, um analgésico para combater a dor ou um antibiótico contra uma infecção bacteriana.
Essa é a principal diferença entre alopatia e homeopatia, mas também existem outras diferenças que veremos ao longo desse artigo, assim como vamos ver, também, a etimologia de alopatia e homeopatia; exemplos de tratamentos com alopatia e homeopatia; qual a diferença entre a formação do médico que faz tratamento de alopatia e homeopatia e quais as vantagens e desvantagens da alopatia e homeopatia. Aqui, vamos entender melhor qual é o princípio da homeopatia e se pode tomar alopatia e homeopatia juntas.
***** Ambos os tratamentos alopáticos e homeopáticos possuem sistema científico definido, com princípios específicos e metodologia de pesquisa própria que comprovam a sua eficácia para a promoção da saúde, podendo também em grande parte dos casos serem utilizados de forma complementar, uma vez que diversas doenças não são curadas apenas combatendo seus sintomas. O uso de ambas, alopatia e homeopatia, podem ser utilizadas de forma integrativa, nesses casos, o benefício da homeopatia é evitar que a doença volte após a interrupção do tratamento alopático, uma vez que o primeiro combate a causa do problema, enquanto o segundo trata seus sintomas.
SAIBA MAIS: https://homeopatiabrasil.com.br/principais-diferencas-homeopatia-e-alopatia/
AULA – Conceitos Gerais e Infraestrutura
Referência Bibliográfica obrigatória: RDC67/07 / Slide de aula Objetivo:
· Entender a estrutura física da Farmácia com Manipulação e seus reflexos nas boas práticas de manipulação de medicamentos de uso humano.
· Compreender a legislação em vigor específico para Homeopatia.
Exercícios – PÓS AULA
1) Segundo a RDC 67/2007, na farmácia Magistral a cada 6 meses, no mínimo, devem ser feitos testes físico-químicos e microbiológicos para monitorar a qualidade da água de abastecimento, mantendo-se os respectivos registros. As especificações para a água potável devem ser estabelecidas de acordo com a legislação vigente. Entre as análises físico-químicas, a serem realizadas, podem-se citar algumas.EXCETO:
a) valor de pH.	b) nitritos.	c) cloro residual livre.	d) turbidez.	e) sólidos totais dissolvidos.
2) A preparação de medicamentos tem exigência dos cumprimentos de Boas Práticas de Manipulação para garantia de sua eficácia. Em relação a isso, julgue as proposições abaixo, colocando F (falso) ou V (verdadeiro):
a) A aquisição de matérias primas de fornecedores certificados é importante e exigível
b) A especificação de uma matéria prima farmacêutica estabelece os requisitos de qualidade da substância
c) A água destilada, ao setor obtida no próprio laboratório, tem o seu controle de qualidade dispensável
d) A água deionizada como veículo farmacotécnico é preferível à agua destilada
e) O armazenamento de matérias primas deve respeitar o controle de temperatura e de umidade
f) É obrigatório ter uma área de recebimento de matéria prima especifica de uso homeopático
g) No laboratório de manipulação homeopática é imprescindível a presença de odores, inclusive provenientes do funcionário
h) As matérias primas de uso homeopáticos dever ser armazenados em local segregados as demais matérias primas para evitar a contaminação cruzada.
3) Pela RDC 67, de 08/10/2007, todas as farmácias com manipulação devem garantir a qualidade físico-química e microbiológica da sua água potável. Esta será o ponto de partida para a obtenção da água purificada, a ser utilizada em todas as preparações farmacêuticas. Para melhorar a qualidade da água potável podem ser realizados alguns pré- tratamentos, além de um tratamento posterior de purificação, de forma a se obter a água purificada. Este método será escolhido pelo Farmacêutico responsável, de acordo com suas necessidades. Uma combinação possível das etapas de pré-tratamento e tratamento, respectivamente, é:
a) filtração e abrandamento.	b) filtração e osmose reversa. c) troca iônica e destilação.
d) destilação e troca iônica.	e) destilação e osmose reversa.
4) Descreva os cuidados básicos para o armazenamento e transporte dos medicamentos homeopáticos.
5) Considerando a RDC67/2007, que dispõe sobre as Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para uso humano em farmácias, a definição: “conjunto de medidas que visam assegurar que os produtos manipulados sejam consistentemente manipulados e controlados, com padrões de qualidade apropriados para o uso pretendido e requerido na prescrição” corresponde a:
a) Controle de qualidade (CQ). b) Garantia de qualidade (GQ). c) Boas Práticas de Manipulação em Farmácias (BPM F). d) Calibração do processo (CP). e) Validação de processos (VP)
6) Descrever onde o laboratório de manipulação de medicamentos deve estar localizado na infraestrutura da empresa.
7) Listar os equipamentos específicos e equipamentos básicos
8) O que é e quando é necessário a presença de sala de coleta de bioterápicos?
9) Quais são as regras para área ou local de lavagem e inativação? 
10) Cite a legislação vigente sobre o exercício profissional farmacêuticos em homeopatia, e explique quais os pré- requisitos necessários para assumir a responsabilidade técnica em homeopatia.
11) De acordo com a RDC 238 de 25 de julho de 2018, que trata do registro de medicamentos dinamizados, responda:
a) O que é medicamento dinamizado?
b) Qual a diferença entre a Arnica 6CH (medicamento homeopático) e Arnica D1 (medicamento antroposófico)
12) Elabore as normas de biossegurança para a sala de coleta e manipulação de bioterápicos.
13) Elabore os procedimentos de: RDC 67/07; Farmacopeia Homeopática.
· Lavagem e inativação da vidraria utilizados no laboratório de homeopatia.
· Limpeza do laboratório de homeopatia
AULAS
a) Insumo Inerte (II) e Insumo Ativo (IA) - Farm. Hom. Bras. 3ª ed.
b) Avaliação de prescrições homeopáticas
OBSERVAÇÃO: É IMPRESCINDÍVEL O USO DE MÁSCARA E TOCA DESCARTÁVEIS
Pré Aula
· Explique a diferença entre os diversos métodos de preparação das soluções hidroalcóolicas previsto na Farm. Hom. Bras. 3ª ed.
· Construa o fluxograma – POP – preparação das soluções hidroalcóolicas de sua empresa
a) Insumo Inerte (II) e Insumo Ativo (IA)- Farm. Hom. Bras. 3ª ed.
Objetivo:
- Preparação das concentrações de álcoois utilizados nas diferentes formas farmacêuticas.
Técnica:	→
Método de obtenção de Soluções Hidroalcóolica:
A preparação é facultada tanto a critérios volumétricos V/V (volume do álcool por volume de água empregada) quanto o critério ponderal P/P (peso do álcool por peso da água empregada), ou ainda outros critérios (V/P, P/V) desde que se mantenha o critério do início ao fim da operação. Todavia, recomendamos o método ponderal, pois ele apresenta a vantagem da exatidão e dispensa o uso de vários frascos graduados.
Ponderal: p/p (peso do álcool por peso da água)
Ci x Pi = Cf x Pf, onde:
· Ci = concentração inicial
· Pi = peso inicial
· Cf = concentração final
· Pf = peso final
****Empregamos o álcool nas mais diversas graduações para a elaboração das tinturas; dinamizações homeopáticas; fabricação e manipulação dos medicamentos.
****Prepare as soluções hidro alcoólicas com concentrações ponderais à partir do etanol a 96% para utilização nas próximas atividades:
· 500mL de etanol a 70%
· 100mL de etanol a 20%
· 200mL de etanol a 30%
· Procedimento experimental:
· Separe os béqueres e identifique-os
· Separe água purificada
· Fazer os cálculos para as quantidades de álcool e água necessários para a preparação
· Pesar a água e o álcool separadamente
· Homogeneizar
· Enfrascar e rotular
· Exercício 1:
1) Utilizando a fórmula acima – ponderal - construa uma tabela de preparação das seguintes Soluções Hidroalcóolicas: 20% - 350mL; 30% - 1200mL e 70% - 2500mL; considere a concentração inicial do Etanol de partida como a 96%.
2) O que é II, quais são os II e qual é a finalidade dos II?
3) Qual a finalidade das diversas soluções hidroalcóolicas e da solução glicerinada?
4) Em relação ao alcoometria, coloque F (falso) ou V (verdadeiro):
a) O alcoômetro é utilizado para determinar o grau alcoólico de misturas de água/álcool, álcool/sorbitol e álcool/propilenoglicol.
b) O alcoômetro deve ser, para a determinação do grau alcoólico de uma solução, limpo, seco e previamente embebido no álcool etílico do ensaio.
c) Para se preparar um álcool a 70%, é necessário ser utilizadas misturas de dois álcoois na concentração de 80 e 40% na proporção 4:5.
d) Ao se adicionar 100mL de água a 200mL de álcool a 90%, obtém-se um teor alcoólico a 60%.
5) Cite e explique os cuidados durante a preparação e armazenamento das soluções hidro alcoólicas.
6) Construa um POP de preparação de Insumos Inertes da sua empresa.
b) Avaliação de prescrições homeopáticas
Objetivo: Entender as prescrições homeopáticas.
Ex.:
· Lycopodium clavatum 30CH XX/30 álcool 30%
· Retirar do estoque 20 gotas da matriz de Lycopodium clavatum 30CH; INSUMO ATIVO
· Completar com 30ml de solução hidroalcoólica a 30% (V/V); INSUMO INERTE
· Homogeneizar;
· Dispensar em frasco com capacidade para 30ml.
· Origem: vegetal
· Lachesis muta 30CH	XX/20
· Retirar do estoque 20 gotas da matriz de Lachesis muta 30CH; INSUMO ATIVO
· Completar com 20ml de água purificada (V/V); INSUMO INERTE
· Homogeneizar;
· Dispensar em frasco com capacidade para 30ml.
· Origem: animal
· Aurum metallicum 30CH	X/X/20
· Retirar do estoque 10 gotas da matriz de Aurum metallicum 30CH; INSUMO ATIVO
· Adicionar 10 gotas de etanol a 96%; INSUMO INERTE
· Completar com 20ml de água purificada (V/V); INSUMO INERTE
· Homogeneizar;
· Dispensar em frasco com capacidade para 30ml.
· Origem: mineral
Exercício 2:
1. Nas prescrições seguintes informe a origem dos medicamentos homeopáticos, o insumo inerte utilizado na dispensação e a quantidade de medicamentos a ser dispensando, considere que sua empresa adota como padrão:
· frascos de 20mL para dispensação.
· glóbulos n°3 (300mg)
· comprimidos 300mg
a) Calcarea carbônica 9CH – tomar 5 gotas a cada 12hs por 45 dias.
b) Mercurius solubilis 12CH – tomar 5 glóbulos de hora e hora por 2 dias e após 4x ao dia por 15 dias.
c) Sepia succus 200CH (etanol 15%) – tomar3 gotas em jejum durante 60 dias.
d) Tabacum 6CH + Cocculus 6CH ãã – tomar 1 comprimido 5x ao dia até melhorar.
e) Platinum metallicum 200CH XX/20 – tomar ao deitar-se em jejum
f) Arsenicum álbum 300CH V/X/20 – tomar 4 gotas 3 vezes ao dia por 70 dias.
2. Como deve ser o rótulo dos medicamentos homeopáticos abaixo descritos? Monte um rotulo, sugerindo nomes fictícios que abrangem todos os dados necessários que devem compor o rótulo de um medicamento horneopatico:
a) Lycopodium clavatum 30CH XX/30 – tomar todo o conteúdo do frasco, em jejum
b) Veratrum álbum 12DH – tomar 5 glóbulos 4 x ao dia
AULAS
a) Tintura mãe – Forma Farmacêutica Básica
b) Escala Centesimal e Decimal
c) Métodos: Korsakov (K) e Fluxo Contínuo (FC)
Pré Aula
· Qual a diferença entre a Tintura oficinal – Farm. Bras. 7ª ed. – e a Tintura mãe - Farm. Hom. Bras. 3ª ed.
· Qual a importância de conhecer o resíduo sólido na preparação das tinturas mães? Qual a diferença entre o resíduo sólido e resíduo seco?
· Elabore fluxogramas – POP – de produção ou manipulação de medicamentos na escala centesimal e decimal
a) TINTURA MÃE
Objetivo: - Entender a farmacotécnica de preparação das Tinturas Mães
- Observar as características organolépticas de Tinturas Mães
· Segundo a FARMACOPÉIA HOMEOPÁTICA BRASILEIRA, FHB, III (2011), forma farmacêutica básica é toda preparação que constitui o ponto inicial para a obtenção das formas farmacêuticas derivadas, representada pela Tintura-mãe.
· Tintura-mãe é a preparação líquida, resultante da ação dissolvente e/ou extrativa de um insumo inerte hidro alcoólico sobre uma determinada droga.
PREPARAÇÃO DE TINTURA-MÃE DE ORIGEM VEGETAL
Droga: vegetal fresco ou dessecado.
Parte empregada: vegetal inteiro, parte ou secreção.
Líquido extrator: etanol em diferentes graduações segundo monografia da droga. Caso não haja especificação em monografias, o teor alcoólico no início da extração deverá ser de 60% (v/v) e ao final da extração deverá ser de 55% (v/v) a 65% (v/v).
Método de extração: maceração ou percolação.
Relação resíduo sólido/volume final da TM: 1:10 (p/v) (10%).
· Quando a tintura for preparada a partir de material de origem vegetal fresco, o cálculo de novo teor alcoólico deverá ser realizado, uma vez que água presente na planta diluirá este teor. ou dessecado.
· A escolha do teor alcoólico original se dará em função do resíduo sólido (R.Sol.) de cada planta, sendo: (FHB, III 2011):
Cálculo de Resíduo Sólido:
· Pesar 100g do vegetal limpo e rasurá-lo em pequenos fragmentos.
· Colocar essa amostra em uma cápsula de porcelana previamente tarada, tomando o cuidado de evitar que os fragmentos fiquem sobrepostos.
· Levar a cápsula à estufa até que o vegetal elimine toda água e atinja peso constante.
· Esse peso final corresponderá ao r. sol. do vegetal disponível para a preparação da TM.
 Para as plantas que contêm resinas, materiais voláteis e óleos essenciais, a temperatura da estufa não deve exceder os 50ºC. Para as demais, a dessecação poderá ocorrer até 100ºC.
Se o r. sol. obtido for inferior a 20%, considerá-lo igual a 20%.
*****Para obter a quantidade final da TM, multiplicar o peso total do r. sol. por 10. Portanto a relação droga/insumo inerte é de 1:10 (p/v), ou seja, 10%. A amostra do vegetal utilizada para calcular o r. sol. deverá ser descartada.
Exemplo:
· r.sol. encontrado = 25%
· vegetal fresco disponível = 1.000g
· 25% de 1.000g = 250g
· 	Portanto, 250g do vegetal refere-se ao teor de r. sol. e 750g refere-se ao teor de água. Logo, a quantidade final de TM a obter será igual a 250g X 10 = 2.500
Exercícios:
1. Responda para cada uma das preparações abaixo as seguintes questões:
· Qual o Volume de TM?
· Qual o Grau alcoólico necessário?
· Qual o Processo de preparação?
· Qual é a Força medicamentosa?
a) Preparar um certo volume de TM a partir de 1000g de bulbos frescos de Allium sativum, cujo RS=27%.
b) Preparar um certo volume de TM a partir de 1000g de sumidades floridas secas de Camommilla.
c) Preparar um certo volume de TM a partir de 1000g de plantas cujo RS=42%.
d) Preparar um certo volume de TM a partir de 800g de bulbos frescos de Allium cepa, cujo RS=38%.
2. Qual a diferença no método de preparação de TM de origem vegetal e animal?
3. Elaborar o procedimento operacional padrão de sua empresa do processo geral de maceração e percolação de origem vegetal e animal.
b) ESCALA CENTESIMAL e DECIMAL
· Objetivo: Este procedimento descreve a farmacotécnica de manipulação das escalas centesimal e decimal.
· Materiais:
· Soluções corantes etanol 70% - INSUMO ATIVO
· Solução hidro alcoólica a 70% - INSUMO INERTE
· Cloreto de sódio - INSUMO ATIVO
· Água purificada – ISUMO INERTE
· Frascos para dinamização: a capacidade dos frascos deve ser, pelo menos ½ e no máximo 1/3 do volume da diluição;
· Anteparo de dinamização;
· Cânulas;	
- Batoques e tampas
· Procedimento
Técnica I: ponto de partida solução corante
1) Escala Centesimal
· Selecionar um frasco de 30mL;
· Pesar 0,15g (3 gotas) da solução de corante e completar com etanol 70% para 15g.
· Succussionar para obter a 1CH;
· Repetir o processo para obtenção da 2CH e 3CH
2) Escala Decimal
· Selecionar um frasco de 30mL;
· Pesar 1,5g (30 gotas) da solução de corante e completar com etanol 70% para 15g;
· Succussionar para obter a 1DH;
· Repetir o processo para obtenção da 2DH a 6DH
Técnica II: ponto de partida cloreto de sódio
Escala Centesimal
· Selecionar um frasco de 30mL;
· Pesar 0,15g de cloreto de sódio;
· Acrescentar 14,85g de água purificada;
· Succussionar para obter a 1CH
· Repetir o processo para obtenção da 2CH e 3CH
OBS.:
Serão executadas 100 sucussões através do processo manual.
A sucussão será executada através de movimento contínuo e ritmado, no sentido vertical, com o antebraço, de modo que produza choque no fundo do frasco contra um anteparo semirrígido.
Nas três primeiras diluições centesimais ou nas 6 primeiras diluições decimais o insumo inerte é igual ao do ponto de partida.
1mL de água = 20 gotas / Densidades: Etanol 70% - 0,990209
Exercício:
1) Qual a diferença de tonalidade da 3CH com a 3DH e porque ocorre (se correr) esta diferença de tonalidade? A coloração da 3CH é igual a qual dinamização decimal?
2) Se você preparar no método Korsakov, qual a diferença da técnica?
3) Para a dinamização do medicamento homeopático o tamanho do frasco importa? Caso importe qual é o requisito deste espaço?
4) O medicamento Nux vômica 6DH pode ser substituído pela Nux vômica 3CH? Explique.
5) Explique por que no caso do NaCl utilizamos água nas três dinamizações centesimais ou nas seis primeiras dinamizações decimais?
6) Para cada um dos medicamentos abaixo, construa um fluxograma de manipulação; indicando:
· os insumos inertes e suas quantidades em volume, gotas ou gramas
· o insumo ativo em volume, gotas ou gramas
a) Arnica 6CH á partir da TM;
b) Arnica 2DH á partir da TM;
c) Kali bichormicum 3CH á partir do mineral solúvel em água
c) MÉTODOS: KORSAKOV (K) e FLUXO CONTÍNUO (FC)
 Korsakov (K)
· Objetivo: Informar o procedimento de manipulação da técnica Korsakoviana e sua diferença com o método Hahnemanniano
· Ponto de partida: Matriz na potência 30 CH em etanol a 77% (v/v).
· Insumo inerte: Etanol a 77% (v/v) nas preparações intermediárias e etanol a 30% (v/v) na dispensação.
· Número de frascos: Frasco único.
· Volume: O líquido a ser dinamizado deverá ocupar 1/2 a 2/3 da capacidade do frasco.
· Escala: Não definida.
· Número de sucussões: 100.
· Processo: Diluição e sucussão. Manual ou mecânico.
· Técnica. Colocar num frasco quantidade suficiente da matriz na potência 30 CH de modo que ocupe de 1/2 a 2/3 de sua respectiva capacidade. Emborcar o frasco, deixando o líquido escorrer livremente por cinco segundos. Adicionar o insumo inerte na quantidade previamente estabelecida e sucussionar por 100 vezes. A resultante dessa sequência de operações corresponde à 31 K. Repetir esse procedimento para obter as dinamizações subsequentes.
A dispensação do medicamento preparado segundo método Korsakoviano devese dar a partir de 31 K até a 100 000 K como limite máximo.
É vedada a estocagem de medicamentos preparados por esse método.
Embalagem e armazenamento. Recipiente de vidro âmbar, bem fechado, protegido do calor, umidade, radiações e luz direta.
Prazo de validade. A ser determinado, caso a caso, conforme legislação pertinente.
Preparar: Aurum metallicum 33K – 20Ml
· Material
- Ponto de partida: 30CH
- Capacidade de frasco: 30 mL
- Número de frascos: ÚNICO
· Técnica
Passo 1:
· A partir do frasco de 30 mL com 30CH
· Verter o frasco por 	.
· Adicionar 	 de etanol no mesmo título do medicamento _________30CH
- Sucussionar 	 vezes
- Teremos __________
Passo 2:
· A partir do frasco de 30 mL com 31K	-
- Verter o frasco por 	.
· Adicionar 	 de etanol no mesmo título do medicamento	31K
- Sucussionar 	 vezes 
- Teremos 		
Passo 3:
- A partir do frasco de 30 mL com 32K
- Verter o frasco por 	.
- Adicionar ________________ de etanol no mesmo título do medicamento 32K
- Sucussionar 	 vezes 
- Teremos 		
Fluxo Contínuo (FC)
Objetivo: Informar o procedimento de manipulação da técnica de Fluxo contínuo sua diferença com o método Hahnemanniano
Introdução
O método de fluxo contínuo é utilizado para preparar altíssimas diluições. Surgiu como uma simplificação do método de Korsakov, também não Hahnemanniano. É utilizado com o auxílio de equipamentos constituído de uma câmara de dinamização, onde se realiza as diluições e sucussões. O veículo sempre utilizado é a água destilada, sendo um método misto, uma vez que emprega como ponto de partida o medicamento na 30CH, parando-se duas dinamizações anteriores a desejada, chegando nela manualmente e com o veículo adequado.
Ponto de partida: Matriz na potência 30 CH em etanol a 77% (v/v).
Insumo inerte: Água purificada.
Número de frascos: Câmara de dinamização única.
Controle da vazão: Deve garantir que um fluxo contínuo e constante de insumo inerte passe através da câmara de dinamização de forma controlada para que no final de 100 rotações o conteúdo da câmara seja completamente renovado.
Escala: Não definida.
Número de rotações: Nesse método considera-se que 100 rotações equivalem a 100 sucussões, pois a cada 100 rotações obtêm-se uma nova potência.
Processo: Diluição e turbilhonamento contínuos. Mecânico.
Características obrigatórias do equipamento.
Técnica.
· Adicionar o volume da matriz de partida em etanol a 77% (v/v) ou superior, equivalente à capacidade volumétrica da câmara do aparelho. A entrada de água purificada e a rotação do motor serão acionadas simultaneamente.
· A dinamização inicia-se sempre com a câmara cheia.
· O processo será reiniciado com a última potência FC em que ele foi interrompido, adicionando o volume da matriz de partida equivalente à capacidade volumétrica da câmara do aparelho.
· Acionar, então, a entrada da água purificada e o motor, simultaneamente.
· Interromper o processo sempre duas potências antes da desejada.
· Para o preparo das duas últimas potências será seguido o método hahnemanniano em escala centesimal, usando como insumo inerte etanol a 77% (v/v) ou superior.
· Somente as potências em etanol a 77% (v/v) poderão ser estocadas.
A dispensação do medicamento preparado segundo o Método de fluxo contínuo deve se dar a partir da 200 FC até a 100 000 FC, como limite máximo.
Embalagem e armazenamento. Recipiente de vidro âmbar, bem fechado, protegido do calor, umidade, radiações e luz direta.
Prazo de validade. A ser determinado, caso a caso, conforme legislação pertinente.
Exercício:
1. Descrever o preparo dos medicamentos homeopáticos: Belladona 6CH liq.; Syzygium jabolanm 1CH liq. e responda as questões abaixo:
· Quantos frascos serão utilizados no processo?
· Calcular a quantidade de tintura mãe e insumo inerte a serem utilizados.
· Nas dinamizações iniciais (3CH e/ou 6DH) qual insumo inerte será utilizado e porquê?
· Nas dinamizações intermediárias pode ou deve ser utilizado a solução hidro alcóolica 70%, porque?
· Porque o insumo inerte de dispensação é diferente e o que o determina?
2. Qual a diferença entre o método Hahnemanniano e o Korsakoviano?
3. Qual a diferença entre a Calcarea carbônica 200CH e a Calcarea carbônica 200FC? Construa uma tabela demonstrando claramente a diferença. Eles são intercambiáveis?
 
AULA – Trituração
Pré Aula
Elabore um fluxograma – POP
· do método de trituração até a 3CH e passagem para a fase líquida, ou seja, para a 4CH.
· manipulação floral para dispensação.
· manipulação de LM liquida para dispensação.
Objetivo: Este procedimento descreve todas as etapas da TRITURAÇÃO
1. Materiais e equipamentos:
✔ Balança semi analítica
✔ Gral de vidro e pistilo
✔ Espátulas
✔ Corante
✔ Enxofre
✔ Lactose
✔ Papel de pesagem
✔ Rótulos
2. Manipular a 1CH de corante.
AULA – Solubilização da trituração
Objetivo: Entender a solubilização das triturações 3CH e 6DH
Para solubilizar a parte sólida.
A. Para solubilizar a 6DH trit., considerando que a lactose não é solúvel a frio na proporção de 1/10 (p/V), aquecer água purificada entre 40◦C e 45◦C. Adicionar 10 partes desta água aquecida sobre 1 parte da 6DH trit. e homogeneizar até completa dissolução e resfriamento. Em seguida, sucussionar 100 vezes para obter a 7 DH. Esta preparação intermediária não pode ser estocada. Para preparar a 8DH, diluir 1 parte da 7DH em 9 partes de álcool a 30% (V/V) para dispensar e igual ou superior a 70% (V/V) para estocar.
B. Para solubilizar a 3 CH trit., dissolver 1 parte desta trituração em 80 partes de água purificada, completar com 20 partes de álcool a 96% (V/V) e sucussionar 100 vezes, para obter a 4 CH. Esta preparação intermediária não pode ser estocada. As demais dinamizações serão preparadas em álcool de graduação igual ou superior a 70% (V/V) para estocar e álcool a 30% (V/V) para dispensar.
· Conservação. Recipiente bem fechado, protegido do calor, umidade e da luz direta.
· Prazo de Validade. A ser determinado, caso a caso, conforme legislação pertinente.
Exercício:
a) Qual o objetivo da trituração?
b) Se a LM prevê a trituração de todos os pontos de partida, como triturar um insumo ativo líquido?
c) Como solubilizamos as triturações 3CH e 6DH? 
AULA – Formas farmacêuticas de uso internoPré Aula
- Qual a diferença entre as formas farmacêuticas dos medicamentos homeopáticos e os alopáticos?
- Liste os medicamentos homeopáticos industrializados – nas diferentes formas farmacêuticas - existentes no mercado farmacêutico brasileiro.
Objetivo: Entender o processo de manipulação das formas farmacêuticas de uso interno.
FORMULAÇÕES LÍQUIDAS
· Com um insumo ativo: exemplo
Técnica: Diluição do insumo ativo no volume adequado de insumo inerte.
· Exemplos:
a) Lycopodium clavatum 30 CH - XX/30mL
Lycopodium clavatum 30 CH	XX gotas 
Água purificada		 30 mL
b) Lycopodium clavatum 30 CH - X/V/30 mL
Lycopodium clavatum 30 CH X gotas 
Etanol a 96% (v/v)	 V gotas
Água purificada	30 mL
· Com mais de um insumo ativo: exemplo
 Técnica:
· Preparar, separadamente, nas dinamizações desejadas, os medicamentos constantes da formulação em etanol a 30% (v/v). No caso de medicamentos com insumos ativos nas potências de 3 CH e 6 DH, inclusive, utilizar no preparo o mesmo teor alcoólico do ponto de partida.
· Misturar essas preparações em partes iguais ou nas proporções adequadas para o volume indicado:
· Exemplos
a) Belladona 6 CH / Phytolacca dec. 6 CH ãã	30 mL
· Procedimento: misturar 30 mL de cada medicamento obtendo-se o volume final de 60 mL.
b) Belladona 6 CH	1%
Phytolacca dec. 6 CH	2%
Etanol a 30% (v/v) ...... qsp	30 mL
· Procedimento: misturar 0,3 mL (1%) de Belladona 6 CH com 0,6 mL (2%) de Phytolacca dec. 6 CH e completar o volume para 30 mL com álcool a 30% (v/v).
· LM exemplo
 Técnica:
· Separar 1 microglóbulo e colocar no frasco de 30mL
· Dissolver com 1 gota de água
· Acrescentar 20mL de etanol a 30%
· Homogeneizar
 FORMULAÇÕES SÓLIDAS
1) FORMA FARMACÊUTICA COMPRIMIDOS – 5g
Técnica de Impregnação:
· Prepararo insumo ativo líquido, na potência desejada, em etanol 70% ou superior a 77% (v/v) (equivalente a 70% (p/p)).
· Impregnar os comprimidos inertes com insumo ativo líquido na proporção de no mínimo 10%.
2) FORMA FARMACÊUTICA GLOBULOS – 5g
Técnica de Impregnação: 
· Preparar o insumo ativo líquido, na potência desejada, em etanol igual ou superior a 77% (v/v) (equivalente a 70% (p/p)).
· Impregnar os glóbulos inertes com o insumo ativo líquido na proporção de, no mínimo, 5% (v/p).
3) FORMA FARMACÊUTICA PÓ – 5g
Técnica de Impregnação: 
· Preparar o insumo ativo líquido, na potência desejada, em etanol igual ou superior a 77% (v/v) (equivalente a 70% (p/p)).
· Impregnar a lactose com o insumo ativo líquido na proporção de, no mínimo, 10% (v/p).
Exercício:
I) Para a manipulação do Mercurius solubilis 6CH – 1 frasco / 15g de glóbulos - Chupar 5 glóbulos 3 vezes ao dia:
1. Responda:
· Qual o insumo inerte usado para a dispensação? 	
· Qual a proporção de insumo ativo usado? 	
· Qual a técnica de preparo? 	
2. Detalhe a preparação deste medicamento partindo do mineral insolúvel mercurius solubilis, de acordo com a Farm. Hom. Bras. destacando os seguintes itens:
· Capacidade do frasco a ser utilizado: 	
· Graduação alcoólica do veículo: 	
· Quantidade de insumo ativo: 	
· Quantidade de insumo inerte: 	
· Número de sucussões: 	
· Técnica de impregnação: 	
II) Para a manipulação do Thuya occidentalis 6CH – 1 frasco / 10g comprimido - Tomar 1 comprimido 3x ao dia
1. Responda:
· Qual o insumo inerte usado na dispensação? 	
· Qual a proporção de insumo ativo usado? 	
· Qual a técnica de preparo? 	
2. Detalhe a preparação deste medicamento considerando como ponto de partida a TM de Thuya occidentalis (etanol 60%), de acordo com a Farm. Hom. Bras. destacando os seguintes itens:
· Capacidade do frasco a ser utilizado: 	
· Graduação alcoólica do veículo: 	
· Quantidade de insumo ativo: 	
· Quantidade de insumo inerte: 	
· Número de sucussões: 	
· Técnica de impregnação: 	
IV) Como deve ser manipulado Gelsemium sempervirens 200CH: construa fluxogramas
1) glóbulos DU (dose única)
2) comprimidos DU
3) liquido DU
4) liquido 20Ml
a) insumo ativo: 199CH
b) insumo ativo: TM em etanol 70%
AULA – Controle de qualidade de Insumos Inertes
Pré Aula
Construa um fluxograma – POP – de sua empresa para as análises de identificação para cada um dos insumos inertes utilizados na preparação do medicamento homeopático.
1) Identificação de glóbulos
Objetivo: Entender o processo de controle de qualidade de glóbulos, lactose e TM
IDENTIFICAÇÃO
· Dissolver 10 g de glóbulos inertes em água purificada e completar o volume para 100 mL. A solução é límpida (5.2.25) FB 5 e incolor (5.2.12) FB 5.
· A 3 mL da solução descrita no teste A. de Identificação, adicionar 3 mL do tartarato cúprico alcalino SR. Aquecer até a ebulição. Observa-se a formação de precipitado alaranjado.
· A 3 mL da solução descrita no teste A. de Identificação, adicionar 3 mL de reagente de Tollens. Aquecer à ebulição. Desenvolve-se precipitado negro (lactose).
· A 5 mL de ácido clorídrico, adicionar alguns cristais de ácido indolilacético e cinco gotas da solução descrita no teste A. de Identificação. Agitar. Deixar em repouso. Desenvolve-se cor violeta (sacarose).
· A 4 mL da solução descrita no teste A. de Identificação, adicionar 6 mL de ácido sulfúrico 0,5 M. Aquecer por um minuto, esfriar e neutralizar ao papel de tornassol com hidróxido de sódio SR. Adicionar 5 mL de tartarato cúprico alcalino SR e levar à ebulição por um minuto. Deve produzir um precipitado vermelho-tijolo.
2) Identificação de Lactose Objetivo: Entender o processo de controle de qualidade de lactose 
IDENTIFICAÇÃO
· A 5 mL de solução saturada de lactose, aquecida, adicionar 5 mL de hidróxido de sódio 0,1 M. Aquecer
· ligeiramente. Desenvolve-se coloração amarela que passa a parda-avermelhada.
· A 5 mL da solução de lactose a 1% (p/v), adicionar 2 mL de hidróxido de sódio SR e três gotas de sulfato cúprico SR. A solução torna-se azul e límpida. Aquecer a fervura. Forma-se precipitado vermelho.
· Aquecer 5 mL de solução aquosa de lactose a 5% (p/v) adicionada de 5 mL de hidróxido de amônio concentrado e saturado com cloreto de amônio. Aquecer em banho-maria a 80 °C por 10 minutos. Desenvolve-se coloração vermelha.
· A 0,2 g de lactose, adicionar 0,4 g de cloridrato de fenilidrazina, 0,6 g de acetato de sódio cristalizado e 4 mL de água purificada. Em tubo provido de tampa, aquecer o tubo em banho-maria fervente. Agitar o tubo ocasionalmente sem retirá-lo do banho. Observa-se a formação de precipitado cristalino amarelo que decompõe a 200 °C.
Exercício:
1. A RDC 67/2007, ditam algumas recomendações quanto ao Controle de Qualidade de medicamentos homeopáticos, sendo então o principal objetivo das farmacopeias a regulamentação para proporcionar uniformidade as preparações farmacêuticas, elas devem conter as regras e os princípios de preparação, controle e conservação dos medicamentos e sempre que necessário fazer consulta nestes compêndios oficiais. Para medicamentos homeopáticos existe uma grande dificuldade em conseguir esse controle. Quais as razões desta dificuldade e como relacionamos as BPM com estas dificuldades?
2. Quais são as análises físico-químicas para o controle de qualidade do etanol a 70% e da água purificada?
3. De acordo com a RDC 67/2007 qual a periodicidade e tipo análise do controle de qualidade do etanol 70%, da água purificada e da água de abastecimento?
4. Construa um fluxograma de controle de qualidade das matrizes de usa empresa.
3) Identificação de TM Objetivo: Conhecer os laudos de análise e fichas técnicas dos insumos ativos e inertes. Entender os ensaios de qualidade para identificação das TM.
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 Centro de Ciências Biológicas e da Saúde – Farmácia - Homeopatia 
 
Campus Higienópolis: Rua da Consolação, 896 Consolação São Paulo – SP CEP 01302-907
Tel. (11) 2114-8000 www.mackenzie.br - 
Exercício:
- Construa um fluxograma de controle de qualidade das tinturas mães – de 4 TM de origem vegetal - de sua empresa, contendo análises organolépticas e identificação. 
AULA - Formas Farmacêuticas de uso externo
Pré Aula
1. Construa uma tabela com os veículos e/ou excipientes utilizados para a manipulação das formas farmacêuticas de uso externo, incluindo a proporção de incorporação dos insumos ativos em cada uma destas formas.
Objetivo: Entender o processo de manipulação das formas farmacêuticas de uso externo
1. Materiais e equipamentos:	
· Balança analítica
· Gral e pistilo
· Espátulas
· Potes de 30g
· Veículos e excipientes diversos
· Tinturas mães e/ou extratos fluidos: Calêndula, Arnica, Hamamelis, Aescullus hip., Centela, Propolis.
2. Técnica
· fsa 30g de cada produto
AULA – Manipulação de Essências Florais
Objetivo: Entender o processo de manipulação das essências florais
1. Materiais e equipamentos:	
· Frasco de 30mL
· Tampa lacre furada
· Cânula de vidro
· Bulbo
· Essencias Florais
· Brandy a 30%
· Proveta 50mL
2. Técnica
· Execução em aula
AULA – Validação de método
Pré Aula
Construa um fluxograma – POP – da sua empresa do setor de garantia da qualidade sobre seus métodos de validação.
EXEMPLO DE PADRONIZAÇÃO (VALIDAÇÃO) DE VIDRARIA:
Teste de gotejamento para medicamentos homeopáticos - Farm. Hom. Bras.3ª ed. 9.1.13 
O teste de gotejamento visa determinar o número de gotas por mililitro, para um lote de dispositivo de gotejadores (conta-gotas ou gotejador), usando água purificada ou etanol em diferentes graduações.
 DETERMINAÇÃO DO NÚMERO DE GOTAS POR MILILITRO
1. O gotejamento deve ser realizado com a cânula acoplada ao bulbo (conta-gotas) na posição vertical ou vidro com dispositivo gotejador na posição e ângulo de inclinação adequado.
2.O teste deve ser realizado em temperatura adequada (20 °C ± 2 °C). 
3. Separar 30 unidades. 
4. Proceder o teste utilizando 10 unidades.
5. É necessária a padronização do número de gotas por mL para cada solução teste. 
6. Utilizar como solução teste água purificada ou etanol em diferentes graduações. 
7. Esse teste deverá ser realizado a cada lote de dispositivos gotejadores.
 Procedimento
· Para cada dispositivo, determinar o número de gotas requerido para completar um volume de 1mL em uma proveta calibrada de 10 mL.
· Registrar o número de gotas contidas neste 1 mL.
· Repetir o processo para as 10 unidades testadas.
· Calcular a média, o desvio padrão e o desvio padrão relativo, referente ao número de gotas por mL determinado para cada unidade, segundo as expressões:
 Critérios
· O lote de dispositivos gotejadores será validado se o número de gotas, para cada uma das 10 unidades testadas, estiver entre 85,0% e 115,0% da média, e o desvio padrão relativo (DPR) não for maior que 6,0%. Se uma unidade estiver fora da faixa de 85,0% a 115,0% da média ou o DPR for maior que 6,0%, testar mais 20 unidades.
· O produto cumpre o teste se no máximo uma das trinta unidades estiver fora da faixa de 85,0% a 115,0% da média de gotas calculada para o lote, sendo que nenhuma unidade deve extrapolar a faixa de 75,0% a 125,0% da média e o DPR não deve ser maior que 7,8%. 
 DETERMINAÇÃO DO NÚMERO DE GOTAS POR mL 
Caso o lote de gotejadores cumpra o teste, será utilizada a média dos resultados encontrados como o número de gotas por mL para esse lote de dispositivos gotejadores.
I) Validação do método de impregnação de glóbulos
Objetivo: Este procedimento descreve o procedimento de validação do método de impregnação de glóbulos
1. Materiais e equipamentos:	
- Glóbulos inertes
· Vidro relógio
· Balança analítica
· Pipeta de 5ml a 10mL
· Solução de Azul de Violeta genciana 0,3% em etanol 90%
· Cálice ou béquer de 15ml
· Cânulas e bulbo
2. Descrição da técnica
· Técnica 1: Tríplice impregnação
· Pesar 13,0g de glóbulos inertes
· Pesar 0,91g da solução corante de violeta de gengiana (7%)
· Impregnar os glóbulos da seguinte maneira: 
- Impregnar com 0,3g e secar
- Impregnar com mais 0,3g e secar
- Impregnar com o restante de 0,3g e secar
· Técnica 2: Simples impregnação
· Pesar 13,0g de glóbulos inertes
· Pesar 0,91g da solução corante de violeta de gengiana (7%)
· Impregnar os glóbulos com a solução acima de uma vez só e secar.
Responda:
1) Qual das técnicas melhor impregnou os glóbulos?
2) Quanto tempo levou para secar os glóbulos em cada uma das técnicas?
3) Qual a técnica que a legislação preconiza?
4) Qual o procedimento adotado por sua empresa? Justifique.
5) Quando é importante realizar uma validação?
a) atualização tecnológica;
b) qualificação de impurezas;
c) mudança na formulação
d) implementação de novos métodos analíticos;
e) todas as respostas acima
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