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Sumário
Sumário
BOAS VINDAS! 
Antes de qualquer coisa, quero te parabenizar pela escolha. Isso diz muito sobre seu 
comprometimento. 
Nossa equipe organizou cada detalhe com carinho e, acima de tudo, profissionalismo. 
Aproveite! 
Mas esteja atento à seguinte observação: 
Este material NÃO DEVE SER ENCARADO COM UM CURSO, em hipótese alguma. 
Na verdade, depois de incansáveis horas de estudo, compilação e estruturação para facilitar 
sua vida, trazemos apenas aquilo que cai em prova, e de maneira completamente mastigada. 
Cada explicação deve ser mais do que suficiente para sua compreensão rapidamente, 
entretanto, lembre-se disso: Para aprender algo, você deve forçar o seu cérebro a revisar 
informações. NÃO NEGLIGENCIE AS REVISÕES. 
No mais, agora, você está livre das “neuras” de montar materiais, rabiscar folhas, etc. 
É você e sua mente e utilizando 200% da capacidade com um material que realmente importa 
para sua aprovação. 
O MÉTODO DOS APROVADOS 
A frase “cada pessoa tem seu próprio método de estudo” não deve ser levada 100% a 
sério. 
Sim, algumas pessoas têm facilidade para adquirir conhecimento utilizando Flashcards, outras 
mapas mentais, etc., mas A ESTRUTURA DE AQUISIÇÃO DE INFORMAÇÕES QUE O 
CÉREBRO HUMANO UTILIZA É UMA SÓ. 
Não reinvente a roda; faça o básico bem feito. 
Para te auxiliar nisso, criamos este material pautados no que a ciência considera mais efetivo 
para o aprendizado. Você não precisa ficar procurando materiais ou questões. Conforme você 
avança neste material, as questões avançam também. 
Para uma revisão ainda mais efetiva, procure por nossos materiais em Flashcard. 
Bons estudos. 
Sumário
IMPORTANTE: VIOLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS É UMA 
INFRAÇÃO GRAVE 
Este conteúdo destina-se apenas ao uso pessoal. Não compartilhe-o em nenhuma hipótese. 
Prezado(a) leitor(a), 
Este material demandou inúmeras horas de estudo, pesquisa e produção de conteúdo. Todo 
esse esforço foi empregado com o objetivo de oferecer-lhe o melhor material possível para 
auxiliá-lo(a) em seus estudos. 
Além do esforço intelectual de uma grande equipe, há também o esforço monetário para 
adquirir e manter equipamentos, softwares, hospedagem de sites, servidores, design e a 
equipe envolvida, pois nenhum trabalho é realizado de forma voluntária por aqui. 
Não compartilhe este material por meio algum, seja em sites, e-mails, grupos, etc. Caso você 
se depare com qualquer forma de compartilhamento suspeito, peço que denuncie 
imediatamente essa fonte ilegal. 
Pirataria É CRIME, sujeito a punições que podem incluir até QUATRO anos de prisão, além 
de multa, conforme o artigo 184 do Código Penal. 
Desejamos sucesso, paz, saúde e garra. Vença primeiro em sua mente, então qualquer 
batalha estará ganha. 
Bons Estudos! 
Sumário
Tópico Página
Introdução ao Dir Constitucional 5
Princípios de Interpretação da Constituição 9
Princípios Constitucionais 9
Analise Específica do Artigo 1 ao 4 13
Lei Seca: Constituição 21
Artigo 5 23
Direitos Sociais 35
Nacionalidade 40
Direitos Políticos 41
Partidos Políticos 43
Organização Político-Administrativa 45
Poder Legislativo 52
Poder Executivo 65
 
5
 
CONCEPÇÕES E SENTIDOS DE CONSTITUIÇÃO: 
Sociológico (Ferdinand Lassale): Constituição é 
a soma dos fatores reais de poder na prática, ou seja, 
é como a Constituição deveria ser na sua efetividade. 
A Constituição é um fato social e não uma mera folha 
de papel. 
 
Jurídico (Hans Kelsen): Constituição é uma 
norma jurídica pura, positivada em um texto formal. No 
sentido lógico-jurídico, é uma norma hipotética; no 
sentido jurídico-positivo, é uma norma escrita. 
Político (Karl Schmitt): Teoria decisionista. A 
Constituição é a decisão política fundamental e é 
preocupada com o conteúdo das normas e não com a 
sua forma. As leis constitucionais são parte do texto, 
mas sem muita relevância comparado aos temas de 
grande relevância jurídica, como a forma de estado.
CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES
Origem: 
- Outorgadas: impostas; não há constituinte 
- Democrática / Promulgada / Popular: constituinte eleito 
pelo povo 
- Cesaristas / Bonapartista: imposta unilateralmente e o 
povo a legitima via REFERENDO 
- Pactuadas / Dualistas: pacto entre forças políticas rivais 
Forma: 
- Escritas / Instrumental: efeito estabilizante, racionalizador, 
instrumental, de segurança jurídica, e de calculabilidade e 
publicidade. ÚNICO documento escrito. 
- Não escrita / Costumeira / Consuetudinária: leis esparsas, 
costumes, jurisprudências, ou seja, NÃO significa que não 
existem documentos escritos! – são as constituições LEGAIS 
ou INORGÂNICAS 
Modo: 
- Dogmática: valores em voga no momento da elaboração - 
SEMPRE escrita e por um constituinte. 
- Histórica: constrói-se no lento evoluir da sociedade - NÃO é 
escrita, e sim costumeira. São mais estáveis. 
Extensão: 
- Analíticas / Prolixas / Expansivas: conteúdo extenso (EX: 
CF/88) 
- Sintéticas / Concisas / Sumárias / Negativas: restringem-
se às matérias materialmente constitucionais, buscando limitar 
o poder do Estado (EX: Constituição dos EUA). 
Finalidade: 
- Constituição Garantia: limitam-se aos direitos de 1a 
geração, ou seja, LIMITAR ação do Estado. 
- Constituição Dirigente: Normas PROGRAMÁTICAS 
(metas, programas e objetivos) – definem DIRETRIZES para a 
ação estatal, não apenas princípios. 
Sistema: 
- Principiológicas / Aberta: princípios são mais importantes 
que as regras (EX: CF/88). 
- Preceitual: regras são mais importantes que os princípios.
Conteúdo:  
CONTEÚDO MATERIAL: 
- Organização do Estado 
- Limitações ao poder do Estado 
- Aquisição, exercício e transmissão do poder 
NORMAS MATERIALMENTE 
CONSTITUCIONAIS: 
- Podem estar em uma constituição escrita 
- Podem estar fora da constituição, como os tratados de DH 
NORMAS FORMALMENTE CONSTITUCIONAIS:
- Contidas em documento solene, como a CF/1988 
- Podem não ser "tão fundamentais", como no caso do Colégio 
Dom Pedro II 
 
6
ESTABILIDADE: 
- Imutáveis 
- Rígidas: modificadas apenas por procedimento mais 
dificultoso que para as leis 
- Pressuposto para o controle de constitucionalidade 
abstrato 
- Semirrígidas: parte modificada por procedimento simples e 
parte mais dificultoso 
- Flexíveis: modificadas pelo mesmo procedimento que as 
leis, sem supremacia formal e sem controle de 
constitucionalidade 
ONTOLÓGICA: 
- Normativas: efetivamente regulam e se adequam à 
realidade social 
- Nominativas: buscam regular, mas não conseguem e são 
prospectivas 
- Semânticas: apenas formalizam o status quo e legitimam os 
detentores do poder
EFICÁCIA DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS:
PLENA
Autoaplicável e pode ser regulamentada, mas 
não restringível. Remédios constitucionais são 
normas de eficácia plena.
CONTIDA
Autoaplicáveis, mas podem ser restringidas pela 
própria CF, pelo legislador infraconstitucional ou por 
conceitos ético-jurídicos indeterminados. 
Aplicabilidade possivelmente não integral.
Limitada 
Não autoaplicáveis - reserva legal. Produzem 
efeitos jurídicos mínimos. Aplicabilidade 
indireta, mediata, diferida e não integral.
Princípio institutivo ou organizativo: 
estruturação, criação e organização dos entes, 
poderes, etc.
Princípio programático: princípios, diretrizes e 
programas a serem cumpridos.
programáticas: 
-Consubstanciam programas e diretrizes para 
atuação futura dos órgãos estatais. Sua função 
é estabelecer os caminhos que os órgãos 
estatais deverão trilhar para o atendimento da 
vontade do Constituinte.
ELEMENTOS DAS CONSTITUIÇÕES 
(JOSÉ AFONSO DA SILVA):
Orgânicos: normas que regulam a estrutura do 
Estado e do Poder.
Limitativos: normas que limitam a atuação do 
Estado.
Socioideológicos: compromisso com o bem-
estar social, como os Direitos Sociais.
De Estabilização Constitucional: solução de 
conflitos constitucionais, como a ADI e a intervenção.
Formais de Aplicabilidade: regras de aplicação 
da Constituição, como o preâmbulo e o ADCT.
NORMAS CONSTITUCIONAIS NO TEMPO:
Revogação 
- NovaCláusula da reserva do possível não pode ser 
evocada quando falta o básico, quando o mínimo 
necessário para a existência digna é negado às 
pessoas 
Teoria do reserva do possível encontra limites na 
chamada teoria do mínimo existencial. 
Estado não pode alegar não ter dinheiro para efetivar 
certos direitos sociais considerados mínimos ou 
essenciais para a fruição de uma vida humana digna 
Teoria do mínimo existencial permite que certos 
direitos sociais considerados essenciais para a fruição 
de uma vida digna sejam juridicamente exigíveis por 
seus titulares 
Mesmo sendo normas de caráter programático, 
alguns direitos sociais são exigíveis por meio da 
intervenção do Poder Judiciário 
EXEMPLOS PRÁTICOS EM DECISÕES 
JUDICIAIS 
Para consolidar a compreensão dos pontos 
abordados, leremos trechos da ementa de um 
importante precedente do STF. 
O acórdão considerou correta a sentença que obrigou o 
Município de São Paulo a matricular as crianças de até cinco 
anos de idade em unidades de ensino próximas de sua 
residência ou do endereço do trabalho dos responsáveis 
legais, sob pena de multa diária por criança não atendida. Foi 
concluído que há legitimidade jurídica da utilização das 
"astreintes" contra o poder público, que tem obrigação de 
respeitar os direitos das crianças, inclusive o direito à 
educação infantil assegurado pela Constituição (CF, art. 208, 
IV, na redação dada pela EC no 53/2006). O dever jurídico de 
executar políticas de educação infantil é imposto ao poder 
público, notadamente ao município (CF, art. 211, § 2o), sendo 
legítima a intervenção do Poder Judiciário em caso de 
omissão estatal na implementação dessas políticas públicas. A 
proteção judicial de direitos sociais, como no caso da 
educação infantil, não transgride o postulado da Separação de 
Poderes. É possível a intervenção do Poder Judiciário em 
caso de omissão estatal injustificável em políticas públicas, 
levando em consideração a escassez de recursos e as 
"escolhas trágicas" que precisam ser feitas. Isso é amparado 
pela reserva do possível, mínimo existencial, dignidade da 
pessoa humana e vedação do retrocesso social. (ARE 
639.337 AGR, Rel. Min. Celso de Mello, 2a Turma, julgado em 
23/08/2011). 
JUDICIALIZAÇÃO DO DIREITO À SAÚDE 
Definição de Judicialização: 
Transferência de decisões sobre reconhecimento e 
concretização de um direito para o Poder Judiciário, que 
seriam da competência dos Poderes Executivo e Legislativo. 
Causas da judicialização:
Tendência mundial 
Modelo institucional brasileiro 
Significado da judicialização:
Transferência de poder para juízes e tribunais 
Alterações na linguagem, na argumentação e no modo de 
participação da sociedade 
Importância da Judicialização do direito à 
saúde:
Tema central em debates doutrinários e jurisprudenciais 
Relacionado à reserva do possível e mínimo existencial. 
Quando a judicialização se trata do direito à saúde, 
o assunto ganha maior relevância e polêmica, devido à 
ineficiência do sistema público de saúde e da atuação inábil 
dos Poderes Executivo e Legislativo na condução de uma 
política pública de qualidade. 
O direito à saúde é um direito fundamental social, 
definido como completo bem-estar físico, mental e social, 
relacionado ao princípio da dignidade da pessoa humana. 
Apesar de sua relevância, há uma falta de políticas 
públicas eficientes para a promoção de uma saúde 
pública de qualidade, o que resulta em um aumento das 
demandas judiciais coletivas e individuais. 
EXEMPLOS DE CASOS: As demandas incluem 
solicitações para o fornecimento de medicamentos, 
 
35
próteses, vagas em UTI, internações hospitalares, 
cirurgias, exames e tratamentos fora do domicílio, 
inclusive no exterior. 
Pronunciamentos Mais Importantes e 
Recentes do STF: 
ADPF (MC) 45-DF3, de relatoria do Min. Celso de 
Mello: 
A responsabilidade pela assistência à saúde é 
solidária entre os entes federados, de acordo com o 
entendimento do STF e é responsabilidade de todos 
garantir tratamento médico adequado aos 
necessitados. 
O jurisdicionado pode propor ação contra um ou 
mais entes federados e o magistrado deve direcionar 
a efetivação da medida pleiteada para o ente 
responsável. 
Decidiu-se também que o direito à saúde tem 
prioridade em relação à cláusula da reserva do 
possível em casos que possam afetar o mínimo 
existencial. 
A assistência à saúde tem primazia constitucional 
reconhecida e a falta de eficiência, descaso 
governamental, incompetência na gestão de recursos 
e falta de visão política não podem ser obstáculos 
para o cumprimento do dever do Estado em garantir o 
direito à saúde e à vida, sob pena de graves violações 
aos direitos fundamentais da cidadania. 
DIREITOS SOCIAIS RELACIONADOS AO 
TRABALHO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 
1988: 
Enunciam direitos; 
São de natureza protetiva; 
Criam mecanismos assecuratórios das relações de 
trabalho (direito de greve, sindicalização, etc.); 
Questões sobre direitos dos trabalhadores são mais 
simples e requerem a reprodução do texto constitucional na 
disciplina de Direito Constitucional; 
Questões mais complexas são apresentadas na disciplina 
de Direito do Trabalho; 
Serão realizados apontamentos pertinentes e importantes 
para a prova, sem aprofundamento excessivo. 
Classificação dos direitos individuais dos 
trabalhadores urbanos e rurais 
DIREITOS SOCIAIS 
 Direito ao trabalho e à garantia do emprego 
 Direitos referentes ao salário haurido pelo trabalhador 
 Direitos referentes à proteção do trabalhador 
 Direitos concernentes ao repouso do trabalhador 
 Outros direitos sociais do trabalhador 
 Direitos sociais do trabalhador doméstico 
DIREITOS REFERENTES AO 
SALÁRIO DO TRABALHADOR 
Salário-mínimo (fixado em lei, nacionalmente 
unificado, capaz de atender às necessidades vitais 
básicas do trabalhador e sua família) 
Vedação da vinculação do salário mínimo para 
qualquer fim, a fim de preservar seu poder aquisitivo 
Exceções para o uso do salário mínimo: fixação da 
indenização em salários mínimos (corrigido por índice 
oficial) e fixação de pensão alimentícia (para garantir 
as mesmas necessidades básicas dos trabalhadores 
em geral) 
Proibição da vinculação do salário mínimo 
como indexador de base de cálculo de vantagem 
de servidor público ou de empregado, nem ser 
substituído por decisão judicial (Súmula Vinculante nº 
4). 
Piso salarial proporcional à extensão e à 
complexidade do trabalho (art. 7o, V). 
 
36
Obs.1: União delegou competência aos Estados e ao 
Distrito Federal para instituir piso salarial em casos 
que não há mínimo definido em lei federal, convenção 
ou acordo coletivo de trabalho. 
Obs.2: É permitido fixar o piso salarial em múltiplos do 
salário mínimo desde que o reajuste não esteja 
automaticamente vinculado ao reajuste do salário 
mínimo. A utilização do salário mínimo como 
parâmetro para a fixação do salário-base não afronta o 
art. 7o, IV, da CF/88 nem a SV 4. 
Irredutibilidade do salário:    
Exceções: 
 Convenção coletiva 
 Acordo coletivo 
Salário garantido nunca abaixo do mínimo para 
trabalhadores com remuneração variável 
Exceção: militares não têm essa garantia, de acordo 
com decisão do STF. 
Militares têm regime e direitos próprios, diferente dos 
servidores civis. 
Estado deve apenas fornecer condições adequadas 
para o serviço militar obrigatório. 
(C) DIREITOS REFERENTES À 
PROTEÇÃO DO TRABALHADOR: 
Proteção do mercado de trabalho da mulher, 
mediante incentivos específicos, nos termos da lei (art. 
7o, XX). 
Redução dos riscos inerentes ao trabalho, por 
meio de normas de saúde, higiene e segurança (art. 
7o, XXII). 
Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo 
do empregador, sem excluir a indenização a que este 
está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa (art. 
7o, XXVIII). 
Proibição de trabalho noturno, perigoso ou 
insalubre para menores de 18 anos e de qualquer 
trabalho para menores de 16 anos, exceto na 
condição de aprendiza partir dos 14 anos (Art. 7º, 
XXXIII). 
ATENÇÃO 
A Constituição não proíbe expressamente o 
trabalho insalubre de empregadas grávidas ou 
lactantes, mas a CLT, por meio da Lei nº 13.287/2016, 
proibiu tal prática. 
No entanto, a Lei nº 13.467/2017 (Reforma 
Trabalhista) alterou a redação do art. 394-A da CLT para 
permitir que empregadas grávidas ou lactantes possam 
trabalhar em atividades insalubres, desde que cumpridos 
requisitos e precauções. 
MAS O JOGO VIROU, OUTRA VEZ: 
A ADI (ação direta de inconstitucionalidade) nº 5938/DF 
foi ajuizada para impugnar tal dispositivo, alegando que a 
permissão para o trabalho insalubre seria inconstitucional 
por violar a proteção à maternidade, gestação, saúde, 
mulher, nascituro, recém-nascidos, trabalho e meio 
ambiente equilibrado. 
O STF julgou a ação procedente e declarou a 
inconstitucionalidade da expressão "quando apresentar 
atestado de saúde, emitido por médico de confiança da 
mulher, que recomende o afastamento", contida nos incisos II 
e III do art. 394-A da CLT. 
Assim, o STF entendeu que o trabalho de gestantes 
e lactantes em atividades insalubres viola a 
Constituição Federal, que protege a maternidade, 
mercado de trabalho da mulher, redução dos riscos do 
trabalho e a proteção da mulher e da criança. 
DIREITOS CONCERNENTES AO 
REPOUSO DO TRABALHADOR 
R e p o u s o s e m a n a l r e m u n e r a d o , 
preferencialmente aos domingos (art. 7, XV). 
 
37
Obs: Constituição não torna obrigatório repouso aos 
domingos, mas determina preferência. 
Exceções devem ser razoáveis e objetivas, não 
podendo ser arbitradas pelo empregador. 
Férias anuais remuneradas com, no mínimo, um 
terço a mais do que o salário normal (art. 7, XVII). 
Licença à gestante/adoção: duração de 120 
dias, sem prejuízo do emprego e do salário (art. 7, 
XVIII). 
Segundo decisão do STF (RE 778.889), a licença 
maternidade se aplica tanto à mãe gestante quanto 
adotante, por igual período de 120 dias, com base na 
interpretação sistemática da Constituição. Além disso, 
segundo a ADI 6327, o marco inicial para contagem da 
licença é a data da alta da mãe ou do recém-nascido, 
especialmente nos casos de internações que 
excederem 2 semanas. Esta medida corrige a omissão 
legislativa, que desconsiderava o tempo de internação 
para fins de contagem de licença, prejudicando mães 
e crianças prematuras. 
Licença-paternidade: 
Nos termos da lei (art. 7, XIX) 
Prazo atual é de cinco dias (art. 10, § 1 do ADCT) 
Aposentadoria: 
Garantida (art. 7, XXIV) 
DIREITOS DOS TRABALHADORES DOMÉSTICOS 
Em 1988, apenas uma parcela dos direitos 
trabalhistas foi garantida ao empregado doméstico pelo 
art. 7o. 
Em 2013, a Emenda Constitucional 72 limitou o 
trabalho em oito horas diárias como um direito básico 
dos domésticos. 
Ainda assim, a equiparação jurídica não foi completa. 
Os direitos previstos nos incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, 
XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI e 
XXXIII do art. 7o são aplicáveis aos trabalhadores domésticos. 
Atendidas as condições estabelecidas em lei, os 
previstos nos incisos I, II, III, IX, XII, XXV e XXVIII também 
são assegurados, bem como sua integração à previdência 
social. 
QUAIS SÃO OS DIREITOS QUE NÃO SE 
APLICAM AOS DOMÉSTICOS? 
Direitos garantidos aos trabalhadores em geral que não 
se aplicam aos domésticos: 
Piso salarial proporcional à extensão e à 
complexidade do trabalho. 
Participação nos lucros, ou resultados, 
desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente, 
participação na gestão da empresa, conforme definido 
em lei. 
Jornada de seis horas para o trabalho 
realizado em turnos ininterruptos de revezamento, 
salvo negociação coletiva. 
Proteção do mercado de trabalho da mulher, 
mediante incentivos específicos, nos termos da lei. 
Adicional de remuneração para as atividades 
penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei. 
Proteção em face da automação, na forma da 
lei. 
Proibição de distinção entre trabalho manual, 
técnico e intelectual ou entre os profissionais 
respectivos. 
Igualdade de direitos entre o trabalhador com 
vínculo empregatício permanente e o trabalhador 
avulso. 
CLASSIFICAÇÃO DOS DIREITOS DOS 
TRABALHADORES COLETIVAMENTE 
CONSIDERADOS 
Regulação da organização coletiva de 
trabalhadores ou empregadores pela Constituição 
 
38
Possibilidade de defesa dos interesses de cada 
grupo de forma coletiva, visando melhores condições 
de trabalho 
Regras constitucionais do direito coletivo do 
trabalho estão nos artigos 8º ao 11º 
Artigos 8º, incisos V, VII e VIII prevêem algumas 
exceções de direitos do trabalhador individualmente 
considerado 
DIREITOS INDIVIDUAIS RELACIONADOS À 
SINDICALIZAÇÃO 
Livre associação profissional ou sindical garantida 
pela Constituição (art. 8o, caput); 
Aposentados filiados têm o direito de votar e ser 
votados nas organizações sindicais (art. 8o, VII); 
Dirigentes sindicais têm estabilidade provisória no 
emprego, não podendo ser dispensados a partir do 
registro de sua candidatura, ainda que suplente, até 
um ano após o final de seu mandato (art. 8o, VIII). A 
exceção ocorre caso cometa falta grave, nos termos 
da lei. Vale lembrar que o empregado com 
representação sindical só pode ser despedido 
mediante inquérito em que se apure falta grave, de 
acordo com a súmula no 197 do STF. 
DIREITOS COLETIVOS DE 
SINDICALIZAÇÃO: 
Liberdade sindical Lei não pode exigir autorização 
do Estado para fundação de sindicato, exceto registro 
no órgão competente. Poder Público não pode 
interferir ou intervir na organização sindical. 
Unicidade sindical Vedada criação de mais de uma 
organização sindical representativa de categoria 
profissional ou econômica na mesma base territorial. 
Base territorial definida pelos trabalhadores ou 
empregadores interessados, não podendo ser inferior 
à área de um município. Legitimidade dos sindicatos 
para representação de determinada categoria 
depende de registro no Ministério do Trabalho. 
Legitimidade processual dos sindicatos Cabe ao 
sindicato a defesa dos direitos e interesses coletivos 
ou individuais da categoria, inclusive em questões 
judiciais ou administrativas. Sindicatos possuem 
legitimidade processual para atuar na defesa de todos 
e quaisquer direitos subjetivos individuais e coletivos 
dos integrantes da categoria por eles representada, 
atuando como substitutos processuais. 
CONTRIBUIÇÃO SINDICAL 
A assembleia geral fixará a contribuição para custeio 
do sistema confederativo da representação sindical 
respectiva 
Será descontada em folha, quando se tratar de categoria 
profissional 
É independente da contribuição prevista em lei 
Reforma Trabalhista de 2017 acabou com a 
obrigatoriedade da contribuição sindical prevista na CLT 
Empregado passa a ter opção em contribuir ou não com 
o sindicato de sua categoria com valor correspondente à 
remuneração de um dia de trabalho 
Súmula Vinculante no 40 do STF preceitua que a 
contribuição confederativa só é exigível dos filiados ao 
sindicato respectivo 
Participação Obrigatória dos Sindicatos nas 
Negociações Coletivas de Trabalho 
O texto constitucional confere ao sindicato a defesa dos 
direitos da categoria 
Sua participação é obrigatória nas negociações 
coletivas (art. 8o, VI). 
GREVE NO SERVIÇO PÚBLICO 
(i) O direito de greve dos servidores públicos é garantido 
pela Constituição Federal (art. 37, VII), condicionado à 
regulamentação por lei específica que ainda não foi editada. 
 
39
(ii) O STF aplicou a legislação existente para o setor 
privado (Lei 7.783/1989) aos servidores públicos por 
analogia, a fim de viabilizar o exercício do direito de greve 
até a edição da lei específica. 
(iii) A vedação ao exercício de greve se aplica apenas aos 
policiais civis e servidores públicos que atuam diretamente 
na segurança pública. 
(iv) O rol de serviços essenciais previsto na Lei 7.783/1989 
é exemplificativo, o que permite ao Poder Judiciário ampliar 
as restrições ao direito de greve em casosnão previstos na 
lei. 
DOIS ARTIGOS IMPORTANTÍSSIMOS 
PARA PROVA 
  Art. 10. É assegurada a participação dos 
trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos 
públicos em que seus interesses profissionais ou 
previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação. 
 
Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos 
empregados, é assegurada a eleição de um 
representante destes com a finalidade exclusiva de 
promover-lhes o entendimento direto com os 
empregadores. 
GRAVE BEM ESTE NÚMERO 200. Ele é campeão de 
incidência em provas de Concurso Público. 
 
40
NACIONALIDADE 
I. NATOS 
a. Nascidos na RFB, mesmo que de pais estrangeiros, 
contanto que eles não estejam a serviço de seu país; 
b. Nascidos no estrangeiro de pai ou mãe brasileira, 
desde que qualquer um deles esteja a serviço da RFB1 
(organismo em que o Brasil é parte); 
c. Nascidos no estrangeiro de pai ou mãe brasileira, 
desde que sejam registrados em repartição brasileira OU 
venham a residir na RFB e optem, em qualquer tempo, 
depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade BR. 
II. NATURALIZADOS 
a. (...) originários de países de língua PT: residência por 
1 ano ininterrupto e idoneidade moral – ato discricionário; 
b. (...) qualquer nacionalidade: residentes > 15 anos 
ininterruptos e sem condenação penal, desde que 
requeiram a nacionalidade BR – ato vinculado STF (RE 
264.848): ato (portaria do MJ) meramente declaratório, 
RETROAGINDO à data do pedido. STF (RMS 27.840): ato 
de naturalização SOMENTE pode ser anulado por via 
JUDICIAL, e NÃO por mero ato administrativo. 
§1o: 
Portugueses com residência permanente têm direitos 
inerentes ao brasileiro naturalizado, se houver reciprocidade 
em favor dos brasileiros. 
Exceção: os casos previstos na Constituição, para brasileiros 
natos. 
§2o: 
Lei não pode fazer distinção entre natos e naturalizados, 
exceto nos casos previstos na Constituição. 
§3o: 
São privativos de brasileiros natos os cargos de carreira 
diplomática, oficial das FFAA e ministro da Defesa (único que 
deve ser nato). 
§4o: 
Perda da nacionalidade: 
Cancelamento da naturalização por decisão judicial, por 
atividade nociva ao interesse nacional. 
Adquirir outra nacionalidade, exceto nos casos de 
reconhecimento de nacionalidade originária pela lei 
estrangeira ou imposição de naturalização como 
condição para permanência ou exercício de direitos civis 
no país estrangeiro. 
A perda não é automática e não pode ser feita por ato 
do Presidente ou do Ministério da Justiça. 
Art. 13: 
A língua portuguesa é o idioma oficial da RFB. 
§1o: 
São símbolos da RFB a bandeira, o hino, as armas e o selo 
nacionais. 
§2o: 
O Distrito Federal e os municípios poderão ter símbolos 
próprios. 
 
41
DIREITOS POLÍTICOS (ART. 14) 
- Voto: universal, direto e secreto 
 - Mediante: plebiscito (antes), referendo (depois), 
iniciativa popular (processo legislativo) 
- ALISTAMENTO e VOTO: 
 - Obrigatórios para maiores de 18 anos 
 - Facultativos para analfabetos, maiores de 70 anos, 
e jovens entre 16 e 18 anos 
- Não são alistáveis como eleitores: ESTRANGEIROS e 
CONSCRITOS em serviço militar obrigatório 
- CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE 
 
- Domicílio eleitoral na circunscrição 
    - Idade mínima: 
 - 35 anos para PR, VPR e Senador 
 - 30 anos para GOV e VGOV 
 - 21 anos para DF / DE, PRF, VPRF e Juiz de Paz 
 - 18 anos para VE 
- Chefes do Executivo e sucessores/substitutos podem ser 
reeleitos apenas uma vez 
- STF não permite terceiro mandato consecutivo de prefeito 
em qualquer município 
- Chefes do Executivo devem renunciar até 6 meses antes 
do pleito para concorrerem a outros cargos 
§7o - Inelegíveis no território de jurisdição do titular, o 
cônjuge e parentes consanguíneos ou afins até o 2o grau 
ou por adoção, do Chefe do Executivo ou de quem os 
substituiu nos 6 meses anteriores ao pleito, salvo o 
candidato à reeleição. A dissolução da sociedade ou do 
vínculo conjugal, no curso do mandato, não afasta a 
inelegibilidade prevista no §7o. São inelegíveis para o cargo 
de chefe do Executivo o cônjuge e os parentes, indicados 
no §7o, do titular do mandato, salvo se este, reelegível, 
tenha falecido, renunciado ou se afastado definitivamente 
do cargo até 6 meses antes do pleito. 
§8o - O militar alistável é elegível, atendidas as 
seguintes condições: 
I - menos de 10 anos de serviço, deverá afastar-se da 
atividade; 
II – mais de 10 anos: será agregado e, se eleito, 
passará para a inatividade. 
§9o - A Lei Complementar estabelecerá outros casos de 
inelegibilidade e os prazos de sua cessação. 
Ação de Impugnação de Mandato Eletivo: 
§10 e §11 - AIME: O mandato eletivo poderá ser 
impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de 15 dias da 
diplomação, instruída a ação com provas de abuso do 
poder econômico, corrupção ou fraude. A AIME 
tramitará em segredo de justiça, respondendo o autor se 
temerária ou de manifesta má-fé. 
§§12 e 13 - Com a EC 111/21, concomitantemente às 
eleições municipais serão realizadas consultas públicas 
sobre questões locais. A convocação para essas consultas 
deverá ser realizada em até 90 dias antes da data das 
eleições. Não é permitida a utilização de propaganda 
gratuita no rádio e na TV para a divulgação dos argumentos 
favoráveis e contrários àquilo que está sendo consultado. 
Vedação de Cassação de Direitos 
Políticos. 
EXCEÇÕES 
- Perda: 
- Cancelamento da naturalização por sentença 
(Transitada em julgado). 
- Recusa de cumprir obrigação imposta ou prestação 
alternativa. 
- Aquisição voluntária de outra nacionalidade 
(suspensão). 
- Incapacidade civil absoluta. 
- Condenação criminal (TEJ, enquanto durarem seus 
efeitos). 
- Improbidade administrativa (após trânsito em 
julgado). 
 
42
DETALHES IMPORTANTES 
Alterações no processo eleitoral em lei entrarão em 
vigor na data de publicação, não se aplicando à eleição 
que ocorra em até 1 ano. 
 
Anualidade é considerada cláusula pétrea pelo STF e 
inclui emendas constitucionais que alterem o processo 
eleitoral. 
 
43
PARTIDOS POLÍTICOS: 
- Livre criação, fusão, incorporação e extinção de 
partidos. 
- PROIBIÇÃO de recebimento de recursos de entidade 
ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes. 
- Autonomia para definir sua estrutura interna. 
- Estabelecer regras sobre escolha, formação e duração 
de seus órgãos permanentes e provisórios. 
- Adotar critérios de escolha e regime de coligações nas 
eleições majoritárias. 
- VEDADA a celebração de coligações nas eleições 
proporcionais. 
- Estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária. 
- Registrar no TSE após adquirir personalidade jurídica. 
- Direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito 
ao rádio e TV de acordo com a LEI. 
- Direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito 
ao rádio e TV somente se obtiverem, nas eleições para a 
CD, no MÍN. 3% dos votos válidos, distribuídos em pelo 
menos 1/3 das UFs, com um MÍN. de 2% dos votos 
válidos em cada uma delas, ou se tiverem elegido pelo 
menos 15 Deputados Federais distribuídos em pelo 
menos 1/3 das UFs. 
- VEDADA a utilização de organização paramilitar pelos 
partidos políticos. 
INFIDELIDADE PARTIDÁRIA 
- NÃO HÁ PERDA DE MANDATO
 1) Candidato eleito por partido sem fundo partidário e tempo 
de rádio e TV 
 2) Saída do partido com anuência deste 
 3) Justa causa estabelecida em lei 
- HÁ PERDA DE MANDATO
 - Para Deputados e Vereadores (cargos eletivos 
proporcionais) que se desligarem do partido. 
Incentivo à participação política das mulheres (EC 
117/2022): 
Recursos para implementação: 
- 5% mínimos do Fundo Partidário serão destinados à 
promoção e difusão da participação política das mulheres, 
de acordo com interesses intrapartidários 
- 30% mínimos do Fundo Especial de Financiamento de 
Campanha e tempo de propaganda gratuita no rádio e TV 
deverão ser destinados proporcionalmente às respectivas 
candidatas 
Distribuição dos recursos:- Realizada conforme critérios e normas estatutárias dos 
respectivos partidos 
- Considerando a autonomia e interesse partidário. 
 
44
ESTADO E FEDERAÇÃO 
- Estado é a nação politicamente organizada; 
- Nação é uma união em comunidade (conceito 
sociológico); 
- Elementos constitutivos do Estado: Território (dimensão 
física), Povo (dimensão pessoal), Governo soberano 
(dimensão política); 
- Governo soberano é a autoridade/poder que não se 
sujeita a qualquer outra, sendo uno, indivisível, inalienável e 
imprescritível; 
- Titularidade do poder é do povo, conforme o Art. 1º §u da 
Constituição; 
- Povo exerce o poder por meio de representantes eleitos 
ou diretamente, nos termos da Constituição. 
Características da Federação 
- Descentralização 
- Pessoas jurídicas autônomas politicamente 
- Autonomia política: 
 - Auto-organização (Constituições Estaduais) 
 - Autolegislação (criação de leis pelos entes) 
 - Autoadministração 
 - Autogoverno 
 
45
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-
ADMINISTRATIVA DA REPÚBLICA 
FEDERATIVA DO BRASIL: 
- União 
- Estados 
- Distrito Federal 
- Municípios 
Todos autônomos, nos termos da Constituição. 
A República Federativa do Brasil é a única 
soberana. 
Capital federal: Brasília (não sinônimo de Distrito 
Federal). 
Os Territórios Federais integram a União e não 
são autônomos. Sua criação e transformação em 
Estado ou reintegração ao Estado de origem serão 
reguladas em lei complementar. 
Alterações na estrutura da federação: 
A alteração da Federação é Cláusula Pétrea: é 
imutável. Mas, estas são as possíveis reorganizações do 
espaço territorial: 
 - Cisão (subdivisão): ente A -> B e C. 
 -Desmembramento-formação: parte do ente se 
desmembra formando um novo ente: A -> "A-B" e “B". 
 -Desmembramento-anexação: parte do ente se 
desmembra, mas se anexa a outro existente: A e C -> A-B e 
C+B. 
 - Fusão: dois ou mais entes formam um ente novo: A + B 
-> C. 
 - Incorporação: ente B incorpora outro ente, que deixa de 
existir: A e B -> B (+A). 
É POSSÍVEL A FORMAÇÃO DE NOVOS 
ESTADOS ? 
 
Formação de Estados 
Requisitos:
Consulta prévia (plebiscito) para a população 
diretamente interessada 
Oitiva das Assembleias Legislativas e; 
Edição de Lei Complementar pelo Congresso Nacional. 
Formação dos Municípios: 
- Disciplinada no art. 18, §4º 
- Depende de criação, incorporação, fusão ou 
desmembramento 
- Lei estadual deve regular dentro do período determinado 
por LC Federal 
- Requer consulta prévia por plebiscito com populações 
envolvidas 
- Estudos de Viabilidade Municipal devem ser 
apresentados e publicados na forma da lei 
Requisitos: 
Edição de LC Federal 
Aprovação de LO Federal para estudo de viabilidade 
Realização e divulgação de Estudos de Viabilidade 
Municipal 
consulta prévia por plebiscito 
LO Estadual para criação, incorporação, fusão ou 
desmembramento. 
VEDAÇÕES FEDERATIVAS 
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios:
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, 
embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus 
representantes relações de dependência ou aliança, 
ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse 
público; 
II - recusar fé aos documentos públicos; 
 
46
III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. 
As vedações têm como objetivo tornar mais 
harmoniosas as interações entre os entes 
federados, garantir a igualdade entre os cidadãos e 
proteger o direito de liberdade religiosa. O princípio da 
isonomia federativa também é respeitado, impedindo a 
distinção entre brasileiros ou preferências entre eles. 
BENS PÚBLICOS 
Terras Devolutas:
- Regra: Estado (Art. 26, IV) 
Exceção: União (Art. 20, II) - indispensáveis à defesa das 
fronteiras, fortificações e construções militares, vias federais 
de comunicação e preservação ambiental. 
Lagos, Rios e Águas Correntes:
Regra: Estado (Art. 26, I) 
Exceção: União (Art. 20, III) - banhem mais de um Estado, 
sirvam de limites com outros países, se estendam a território 
estrangeiro ou dele provenham, terrenos marginais e praias 
fluviais. 
Ilhas Fluviais e Lacustres:
Regra: Estado (Art. 26, III) 
Exceção: União (Art. 20, II) - zonas limítrofes com outros 
países. 
Águas Superficiais ou Subterrâneas, Fluentes, 
Emergentes e em Depósito:
- Regra: Estado (Art. 26, I) 
- Exceção: União (Art. 20, I) - zonas limítrofes com outros 
países. 
Ilhas Oceânicas e Costeiras:
Regra: Estado (Art. 26, II) 
 Exceção: Município (Art. 20, IV) - quando sede do 
Município. 
Exceção: União (Art. 20, IV) - áreas afetadas ao serviço 
público e unidades ambientais federais. 
BENS DA UNIÃO: 
- Recursos naturais da plataforma continental e zona 
econômica exclusiva 
- Mar territorial 
- Terrenos de marinha e seus acrescidos 
- Potenciais de energia hidráulica 
- Recursos minerais, inclusive os do subsolo 
- Cavidades naturais subterrâneas e sítios 
arqueológicos e pré-históricos 
- Terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. 
REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS: 
Diferencia-se: 
Competência Material: 
- Competência administrativa em realizar coisas 
- Exclusiva da União (Art. 21) 
- Comum para todos, inclusive municípios (Art. 23) 
Competência Legislativa e Regulamentar: 
- PrivaTiva da União (Art. 22) 
- ConcorrenTe para União, Estados e DF (Art. 24) 
 - Competência da União é para estabelecer normas 
gerais (Art. 24, §1º) 
 - Competência suplementar dos Estados é permitida 
(Art. 24, §2º) 
 - Inexistindo lei federal, Estados exercem competência 
plena (Art. 24, §3º) 
 - Lei federal suspende eficácia de lei estadual quando 
contrária (Art. 24, §4º) 
PRINCÍPIOS NA REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA: 
- Princípio da predominância do interesse:  
 - União = matérias de interesse nacional 
 - Estados = matérias de interesse regional 
 
47
 - Municípios = matérias de interesse local 
- Princípio da subsidiariedade: 
 - Exercício da competência pelo ente mais próximo do 
"problema" 
- Competências:
 - União: expressamente previstas 
 - Estados: residuais 
 - Municípios: expressamente previstas 
Competências da União: 
- Competência exclusiva (Art. 21) 
- Competência material (iniciam por verbos) 
-Competências gerais (normas gerais, instituir diretrizes) 
- Competências sensíveis (guerra, atividades nucleares) 
Art. 21. Competências da União: 
- Explorar serviços de radiodifusão sonora e de sons e 
imagens; 
- Explorar serviços de transporte ferroviário e 
aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais, ou 
que transponham os limites de Estado ou Território; 
- Explorar serviços de transporte rodoviário 
interestadual e internacional de passageiros; 
- Organizar e manter a polícia civil, a polícia penal, a 
polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito 
Federal, bem como prestar assistência financeira ao 
Distrito Federal para a execução de serviços públicos, por 
meio de fundo próprio. 
Competência privativa da União (Art. 22):
Esta é uma Competência legislativa para regulamentar. 
A r t . 2 2 .  C o m p e t e p r i v a t i v a m e n t e à 
União legislar sobre: 
- Desapropriação 
- Trânsito e transporte 
- Registros públicos 
- Propaganda comercial 
Observação: Mesmo sendo privativa da União legislar 
sobre desapropriação, todos os entes podem realizar 
desapropriações por competência material. 
MNEMÔNICO
CAPACETE DE PM
C = Comercial
A = Agrário
P = Penal
A = Aeronáutico
C = Civil
E = Eleitoral
T = Trabalho
E = Espacial
P = Processual
M = Marítimo
Competência comum: 
- Assuntos importantes para todos 
- Temas coletivos 
- Zelar pela guarda da Constituição 
- Saúde 
- Meio ambiente 
- Fomentar a cultura 
Art. 23. Competência comum da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios: 
VIII - Fomentar a produção agropecuária e organizar 
o abastecimento alimentar; 
XII - Estabelecer e implantar política de educação para 
a segurança do trânsito.*  
*Apesar da competênciapara legislar sobre trânsito 
ser privativa da União, todos os entes têm 
competência para estabelecer educação no trânsito. 
Competência legislativa concorrente: União, Estados 
e Distrito Federal 
 
48
- Direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e 
urbanístico 
- Juntas comerciais 
- Produção e consumo 
- Educação, cultura, ensino, desporto, ciência, tecnologia, 
pesquisa, desenvolvimento e inovação 
- Previdência social, proteção e defesa da saúde 
(competência concorrente) 
- Os demais direitos são de competência privativa da 
União 
- A competência para legislar sobre seguridade social é 
privativa da União (Art. 22, XXXII). 
MNEMÔNICO
Lembre-se do ursinho PUFET 
P = Penitenciário 
U = Urbanístico 
F = Financeiro 
E = Econômico 
T = Tributário 
Competências dos Estados e do Distrito Federal: 
- O Distrito Federal possui competência legislativa 
híbrida, ou seja, pode legislar como os Estados e 
Municípios (Art. 32, § 1º). 
- A competência dos Estados é residual, ou seja, 
podem exercer todas as competências que não lhes sejam 
vedadas pela Constituição (Art. 25, §1º). 
A competência para instituir impostos e 
contribuições residuais é da União (Art. 154, I 
e Art. 195, §4º). 
Além disso, a Constituição elenca algumas 
competências expressamente para os Estados: 
Exploração de serviços locais de gás canalizado 
(Art. 25, §2º) 
Possibilidade de instituição de regiões 
metropol i tanas, aglomerações urbanas e 
microrregiões (Art. 25, §3º). 
Competências dos Municípios: 
- Competência legislativa: 
 - Competência exclusiva: legislar sobre assuntos de 
interesse local (Art. 30, I) 
 - Competência suplementar: suplementar a legislação 
federal e estadual no que couber (Art. 30, II) 
- Competência administrativa: 
 - Instituir e arrecadar os tributos de sua competência e 
aplicar suas rendas, com a obrigação de prestar contas e 
publicar balancetes nos prazos definidos por lei (Art. 30, III) 
 - Criar, organizar e suprimir distritos, observando a 
legislação estadual (Art. 30, IV) 
 - Organizar e prestar serviços públicos de interesse 
local, incluindo transporte coletivo, que é essencial (Art. 30, 
V) 
 - Manter programas de educação infantil e ensino 
fundamental, em cooperação técnica e financeira com a 
União e o Estado (Art. 30, VI) 
 - Prestar serviços de atendimento à saúde da população, 
em cooperação técnica e financeira com a União e o Estado 
(Art. 30, VII) 
 - Promover adequado ordenamento territorial, mediante 
planejamento e controle do uso, parcelamento e ocupação do 
solo urbano (Art. 30, VIII) 
 
 
49
Competência nos serviços:
- União (Art. 21 XII): Explorar, diretamente ou mediante 
autorização, concessão ou permissão (...). 
- Estado (Art. 25, § 2º): Cabe aos Estados explorar 
diretamente, ou mediante concessão (...). 
- Município (Art. 30, V): Prestar, diretamente ou sob regime de 
concessão ou permissão (...). 
 Observação: Apenas a União pode delegar serviços 
 por autorização, concessão ou permissão; o Estado 
 apenas por concessão e o município por concessão 
 ou permissão. Se a questão associar a delegação 
 de um serviço do Estado por permissão, por 
 exemplo, já podemos considerá-la como errada. 
 
50
- INTERVENÇÕES:  
   
Mecanismo excepcional da Constituição Federal
- Utilizada quando não há mais recursos para resolver a 
situação 
- Limita temporariamente a autonomia do ente federativo
Tipos de Intervenção
- Federal: União intervém nos Estados ou no Distrito 
Federal
- Estadual: Estados intervêm em seus municípios
- União pode intervir em municípios, mas apenas em 
territórios federais
Motivos para Intervenção
- Garantir integridade constitucional
- Manter ordem pública
- Reorganizar finanças dos estados e municípios
- A Intervenção não viola o Estado Democrático de 
Direito. 
- Entes federativos têm autonomia, mas ela pode ser 
limitada em certos casos. 
- Garantia da ordem e do cumprimento das normas 
constitucionais e legais para todos os Estados e 
Municípios. 
- Princípios a serem seguidos em caso de intervenção: 
Excepcionalidade, Necessidade, Temporariedade e 
Formalidade. 
- Hipóteses previstas na Constituição Brasileira para a 
decretação da Intervenção Federal e da Estadual.
Intervenção Federal:
- Realizada pela União em Estados, no Distrito Federal 
ou nos Municípios de Territórios Federais.
- União só realiza intervenção para:
 - Manter a integridade nacional;
 - Repelir invasão estrangeira ou de um estado em outro;
 - Encerrar grave comprometimento da ordem pública;
 - Garantir o livre exercício dos Poderes;
 - Reorganizar as finanças do estado que suspendeu o 
pagamento da dívida fundada por mais de dois anos 
consecutivos ou que deixou de entregar receitas tributárias 
aos seus Municípios dentro dos prazos;
 - Garantir a execução de lei federal, ordem ou decisão 
judicial;
 - Assegurar a observância dos princípios constitucionais 
sensíveis.
- Exemplo: União pode realizar intervenção federal na Bahia 
caso o estado se recuse a prestar contas.
- Intervenção federal formalizada através de Decreto 
Federal, especificando a amplitude, o prazo e, se for o caso, 
um interventor.
- Decreto submetido ao Congresso Nacional em até 24 
horas para apreciação.
Quem Pode Pedir Intervenção Federal?
- Por Solicitação (intervenção federal solicitada pelo 
poder coagido) 
- Por Requisição (intervenção federal requisitada pelo 
STF, STJ, TSE ou STF para garantir o livre exercício do 
Poder Judiciário ou prover a execução de lei federal, 
ordem ou decisão judicial) 
- Por provimento do STF, de representação do 
PGR (intervenção federal decretada após provimento de 
representação por desrespeito aos Princípios 
Constitucionais Sensíveis ou recusa ao cumprimento de 
lei federal) 
- Espontânea (intervenção federal decidida pelo 
presidente, com consulta prévia ao Conselho da República 
e Conselho de Defesa Nacional)
Intervenção Estadual:
- Realizada pelos Estados em seus Municípios;
 
51
- O Estado só intervém no município se houver:
• Dívida fundada sem justificativa por dois anos 
consecutivos;
• Falta de prestação de contas;
• Não cumprimento do mínimo em saúde e educação;
• Não observância dos princípios constitucionais;
• Necessidade de execução de lei, ordem ou decisão judicial;
A intervenção é decretada pelo governador do Estado;
O Tribunal de Justiça precisa aprovar a representação em 
algumas hipóteses;
 
52
PODER LEGISLATIVO 
DAS SESSÕES E REUNIÕES
Reuniões ou sessões legislativas:
1. Sessão ordinária:
 Realizada anualmente no Congresso Nacional.
 Período: de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 
22 de dezembro.
2. Sessão extraordinária:
 Convocada em casos de urgência ou interesse público 
relevante.
 Pode ser convocada pelo Presidente do Senado, Presidente 
da República, Presidentes da Câmara dos Deputados e do 
Senado ou por requerimento da maioria dos membros de 
ambas as Casas.
 Necessita da aprovação da maioria absoluta de cada Casa 
do Congresso Nacional.
3. Sessão conjunta:
 Realizada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado 
Federal juntos.
 Objetivos:
 a) Inaugurar a sessão legislativa.
 b) Elaborar o regimento comum e regular a criação de 
serviços comuns às duas Casas.
 c) Receber o compromisso do Presidente e do Vice-
Presidente da República.
 d) Deliberar sobre veto presidencial.
4. Sessão preparatória:
 Realizada por cada Casa (Senado e Câmara dos 
Deputados) separadamente.
 Ocorre a partir de 1º de fevereiro no primeiro ano da 
legislatura.
 Objetivos:
 a) Posse dos membros.
 b) Eleição das Mesas Diretoras.
 c) Mandato de 2 anos para as Mesas.
 d) Vedação de recondução para o mesmo cargo na eleição 
seguinte. 
O Poder Legislativo federal é exercido pelo Congresso 
Nacional, composto pela Câmara dos Deputados e pelo 
Senado Federal. 
A Câmara dos Deputados é composta por 513 
representantes do povo, eleitos por sistema proporcional 
emcada estado, território e no Distrito Federal. Cada 
estado deve ter no mínimo 8 e no máximo 70 deputados. 
O mandato dos deputados é de 4 anos. 
Já o Senado Federal é composto por três senadores 
de cada estado e do Distrito Federal, sendo eleitos 
segundo o princípio majoritário. Cada senador é eleito com 
dois suplentes. O mandato dos senadores é de 8 anos, com 
renovação de 1/3 e 2/3 do Senado a cada 4 anos. O 
Poder Legislativo federal é bicameral.
• Sistema Proporcional: 
◦ P a r t i d o t e m r e p r e s e n t a ç ã o 
proporcional ao percentual de votos 
◦ Usa-se o método do quociente eleitoral 
Exemplo: partido com 10% dos 
votos terá 10% das cadeiras 
• Sistema Majoritário: 
◦ Candidato com maior número de votos 
é eleito 
• Função legislativa do Congresso Nacional: 
◦ Elaborar leis 
◦ Regras de deliberação das decisões: 
◦ Artigo 47 da CF 
◦ Maioria simples dos votos 
◦ Maioria dos presentes 
◦ Maioria absoluta de seus membros 
presente 
• Legislatura: período de 4 anos do mandato 
parlamentar (Senador tem 2 Legislaturas) 
◦ Cada Legislatura tem 4 sessões 
legislativas 
 
53
• Sessão Legislativa: período anual de atividade 
do Congresso 
◦ Cada sessão legislativa ordinária tem 
2 períodos legislativos ordinários: 
▪ 1º período: 2 de fevereiro a 
17 de julho 
▪ 2º período: 1º de agosto a 22 
de dezembro 
• Atribuições do Congresso Nacional
Dividem-se nas atribuições que precisam de sanção do 
presidente e nas que não precisam. 
• Artigo 48 (necessitam de sanção do presidente):
• Artigo 49 (não necessitam de sanção):
Algumas das atribuições são:
• Autorização para o presidente da República 
declarar guerra; 
• Aprovação de tratados internacionais; 
• Fiscalização contábil, financeira e orçamentária 
do Executivo; 
• Julgamento de autoridades em casos de crimes 
de responsabilidade. 
Competência Privativa do Congresso Nacional:
• Dispor sobre todas as matér ias de 
competência da União, especialmente sobre: 
• Fixação e modificação do efetivo das 
Forças Armadas (não confundir com a 
competência do presidente de exercer o 
comando supremo das Forças Armadas) 
• Concessão de anistia (enquanto fica com o 
presidente a competência de concessão de 
indulto) 
• Criação, transformação e extinção de 
cargos, empregos e funções públicas, observado 
o que estabelece o art. 84, VI, b (lembre-se 
também da competência do presidente para 
extinção dos cargos vagos por decreto autônomo 
(Art. 84 XXV)) 
• Organização administrativa, judiciária, do 
Ministério Público e da Defensoria Pública da 
União e dos Territórios e organização judiciária 
e do Ministério Público do Distrito Federal 
• Moeda, seus limites de emissão, e montante 
da dívida mobiliária federal 
• Fixação do subsídio dos Ministros do 
Supremo Tribunal Federal, observado o que 
dispõem os arts. 39, § 4º; 150, II; 153, III; e 153, 
§ 2º, I (a fixação do subsídio dos Ministros do 
STF depende de lei, entretanto a iniciativa é do 
próprio STF (Art. 96, II, b)) 
Competência exclusiva do Congresso Nacional:
• Autorizar presidentes a se ausentarem do país 
por mais de 15 dias 
• Aprovar estado de defesa, estado de sítio e 
intervenção federal 
• Sustar atos normativos do Poder Executivo que 
exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de 
delegação legislativa 
• Fixar subsídios de Presidente, Vice-Presidente 
da República e Ministros de Estado 
• Julgar anualmente as contas prestadas pelo 
Presidente da República e apreciar relatórios sobre 
a execução dos planos de governo 
Competência da Câmara dos Deputados:
• Competências constitucionais: 
◦ I. Autorizar, por dois terços de seus 
membros, a instauração de processo 
contra Presidente e o Vice-Presidente da 
República e os Ministros de Estado, tanto 
para o crime comum (STF) quanto para 
crime de responsabilidade (Senado). 
Trata-se do juízo de admissibilidade. 
• II. Proceder à tomada de contas do 
Presidente da República , quando não 
apresentadas ao Congresso Nacional dentro de 
sessenta dias após a abertura da sessão legislativa. 
Atente-se ao prazo de 60 dias, pois é muito cobrado 
em prova. 
• Demais competências: internas. 
Competências privativas do Senado Federal: 
• Processar e julgar autoridades nos crimes de 
responsabilidade: 
 
54
◦ Presidente e Vice-Presidente da 
República 
◦ Ministros de Estado e Comandantes 
da Marinha, do Exército e da Aeronáutica 
◦ Ministros do Supremo Tribunal Federal 
◦ Membros do Conselho Nacional de 
Justiça e do Conselho Nacional do 
Ministério Público 
◦ Procurador-Geral da República e 
Advogado-Geral da União 
 
Aprovar previamente, por voto secreto após arguição 
pública, a escolha de:
• Ministro do Supremo Tribunal Federal 
• Ministros do Tribunal de Contas da União 
• Procurador-Geral da República 
• Chefe de Missão Diplomática de caráter 
permanente 
 
Aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a 
exoneração de ofício do Procurador-Geral da República 
antes do término de seu mandato.
Competências do Senado Federal sobre Finanças 
Públicas:
• Fixar limites globais da dívida consolidada da 
União, Estados, DF e Municípios por proposta do 
Presidente da República (VI) 
• Dispor sobre limites globais e condições para 
operações de crédito externo e interno da União, 
Estados, DF e Municípios, suas autarquias e 
entidades controladas pelo Poder Público federal 
(VII) 
• Dispor sobre limites e condições para 
concessão de garantia da União em operações de 
crédito externo e interno (VIII) 
• Estabelecer limites globais e condições para 
a dívida mobiliária dos Estados, DF e Municípios 
(IX) 
Resumo 
• Congresso Nacional 
◦ Assuntos sensíveis 
◦ Assuntos de abordagem nacional ou 
internacional 
• Senado Federal (Art. 52) 
◦ Julgamento de autoridades 
◦ Aprovação de autoridades 
◦ Finanças públicas 
• Exceção exclusiva do CN (Art. 48) 
◦ Matéria f inanceira, cambial e 
monetária 
◦ Instituições financeiras e suas 
operações 
◦ Moeda, seus limites de emissão e 
montante da dívida mobiliária federal 
• Câmara dos Deputados (Art. 51) 
◦ Autor ização do processo de 
impeachment 
◦ Tomada de contas do Presidente não 
apresentadas ao CN 
DAS COMISSÕES (ART. 58) 
 Art. 58. O Congresso Nacional e suas Casas terão 
comissões permanentes e temporárias, constituídas na 
forma e com as atribuições previstas no respectivo 
regimento ou no ato de que resultar sua criação.
§ 1º Na constituição das Mesas e de cada Comissão, é 
assegurada, tanto quanto possível, a representação 
proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares 
que participam da respectiva Casa.
§ 2º Às comissões, em razão da matéria de sua 
competência, cabe:
I discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma 
do regimento, a competência do Plenário, salvo se houver 
recurso de um décimo dos membros da Casa;
II realizar audiências públicas com entidades da 
sociedade civil;
III convocar Ministros de Estado para prestar 
informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições;
IV receber petições, reclamações, representações 
ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões 
das autoridades ou entidades públicas;
V solicitar depoimento de qualquer autoridade ou 
cidadão;
VI apreciar programas de obras, planos nacionais, 
regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir 
parecer.
CPIs
 
55
§ 3º As comissões parlamentares de inquérito, que 
terão poderes de investigação próprios das autoridades 
judiciais, além de outros previstos nos regimentos das 
respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos 
Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou 
separadamente, mediante requerimento de um terço de 
seus membros, para a apuração de fato determinado e 
por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, 
encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a 
responsabilidade civil ou criminal dos infratores.
§ 4º Durante o recesso, haverá uma Comissão 
representativa do Congresso Nacional, eleita por suas 
Casas na última sessão ordinária do período legislativo, 
com atribuições definidasno regimento comum, cuja 
composição reproduzi rá, quanto possível , a 
proporcionalidade da representação partidária.
COMISSÕES PARLAMENTARES DE INQUÉRITO 
(CPI) 
OBJETO: fato determinado (+ investigação de fatos 
surgidos no curso)
PRAZO: STF (+ sucessivas prorrogações na mesma 
legislatura)
PODERES: próprios das autoridades judiciais (+ outros 
nos RIs)
CRIAÇÃO: req. 1/3 da Casa/Congresso Nacional 
(vinculada)
RELATÓRIO: conclusivo (+ encaminhado ao MP p/ AP | 
AC).
PODERES DAS CPIs:
• Quebra de sigilo bancário, telefônico e fiscal; 
• Determinação de exames, perícias e diligências; 
• Requisição de documentos e informações de 
órgãos; 
• Convocação e interrogatório de pessoas; 
• Ouvir testemunhas sob juramento e sob pena de 
condução coercitiva; 
• Utilização de documentos oriundos de inquérito 
sigiloso; 
• Busca e apreensão, desde que não viole 
domicílio; 
• Prisão de qualquer pessoa em flagrante delito. 
LIMITAÇÕES DAS CPIs:
• Interceptação telefônica; 
• Convocação do Chefe do Executivo; 
• Quebra de sigilo judicial; 
• Busca e apreensão domiciliar*; 
• Anulação de atos do Executivo (compete ao 
Congresso Nacional); 
• Ordem de prisão, salvo flagrante; 
• Medidas cautelares (arresto, bloqueio de bens, 
etc.); 
• Formulação de denúncia ao Judiciário (MP); 
• Investigação de negócios entre particulares, 
salvo interesse público; 
• CPI federal não pode investigar fatos de 
competência dos estados, do Distrito Federal e dos 
municípios. 
JURISPRUDÊNCIA SOBRE O ASSUNTO:
STF MS 25.966:
Medidas que restringem direitos só são válidas se:
• Pertinentes 
• Indispensáveis 
• Motivadas 
• Com prazo definido 
• Aprovadas pela MA 
Art. 50:
Câmara dos Deputados, Senado Federal ou Comissão 
podem convocar Ministros ou titulares de órgãos 
subordinados à Presidência da República para prestarem 
informações pessoalmente
Ausência sem justificação é crime de responsabilidade.
Mesa da Câmara dos Deputados e Senado Federal 
podem encaminhar pedidos escritos de informações.
Recusa, não atendimento em 30 dias ou prestação falsa 
é crime de responsabilidade
DO PROCESSO LEGISLATIVO 
O processo legislativo é um procedimento com 
finalidade de produção legislativa.
- ATOS NORMATIVOS PRIMÁRIOS ELABORADOS:
 1. Emendas à Constituição;
 2. Leis complementares;
 3. Leis ordinárias;
 
56
 4. Leis delegadas;
 5. Medidas provisórias;
 6. Decretos legislativos;
 7. Resoluções.
- ATOS NORMATIVOS PRIMÁRIOS FORA DO 
ESCOPO DO PROCESSO LEGISLATIVO:
 1. Decretos autônomos (competência do chefe do 
executivo);
 2. Regimentos dos tribunais (competência dos 
tribunais).
- ATOS NORMATIVOS SECUNDÁRIOS:
 1. Decretos regulamentares.
- FORMALIDADE DO PROCESSO LEGISLATIVO:
 
- A Constituição expressa que a lei complementar 
disporá sobre a elaboração, redação, alteração e 
consolidação das leis. 
 - A Lei complementar em questão é a 95 de 1998.
NOÇÕES DE PROCESSO LEGISLATIVO: 
Fases do processo legislativo ordinário: 
1ª – Fase introdutória: 
- Iniciativa do projeto de lei 
2ª – Fase Constitutiva: 
- Deliberação parlamentar (Discussão e aprovação/
rejeição pelo legislativo)
- Deliberação executiva (Sanção ou veto do chefe do 
Executivo)
3ª – Fase Complementar: 
- Promulgação da lei (Declaração da existência) 
- Publicação da lei (Comunicação da existência)
Iniciativa das Leis:
- Complementares e ordinárias: membros ou 
Comissões da Câmara dos Deputados, Senado Federal, 
Congresso Nacional, Presidente da República, STF, 
Tribunais Superiores, PGR e cidadãos.
- Iniciativa Popular:
- Federal: proposta na Câmara dos Deputados por 1% 
do eleitorado nacional + de pelo menos 5 estados + ao 
menos 0,3% dos eleitores de cada estado.
- Estadual: regulada por Lei Ordinária.
- Municipal: subscrita por no mínimo 5% do eleitorado.
Leis de iniciativa privativa do Presidente da 
República:
I - Fixação ou modificação dos efetivos das Forças 
Armadas
II - Disposições sobre:
 a) Criação de cargos, funções ou empregos públicos na 
administração direta e autárquica ou aumento de sua 
remuneração;
   b) Organização administrativa e judiciária, matéria 
tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da 
administração dos Territórios;
 c) Servidores públicos da União e Territórios, seu regime 
jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria;
 d) Organização do Ministério Público e da Defensoria 
Pública da União, bem como normas gerais para a 
organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Territórios;
 e) Criação e extinção de Ministérios e órgãos da 
administração pública, observado o disposto no art. 84, VI;
  f) Militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, 
provimento de cargos, promoções, estabilidade, remuneração, 
reforma e transferência para a reserva. (*a extinção de cargos 
vagos pode ser realizada por decreto.)
1. Projeto é iniciado na Câmara dos Deputados, 
exceto se for de autoria do Senado Federal. 
2. Casa iniciadora pode: 
 - Rejeitar o projeto (projeto é arquivado); 
 - Aprovar o projeto (projeto vai para Casa revisora). 
3. Casa revisora pode: 
 - Emendar o projeto (projeto volta para Casa 
iniciadora); 
 - Rejeitar o projeto (projeto é arquivado); 
 - Aprovar sem emendas (projeto vai para sanção/veto 
do Presidente). 
4. Emendas: 
 
57
 - Emenda (apenas o que foi modificado) será 
apreciada pela Casa iniciadora. 
 - Casa iniciadora pode: não aprovar as emendas (vale 
o Projeto inicial) ou aprovar as emendas (vale o Projeto 
modificado). 
 - Casa iniciadora não pode mais alterar o texto, 
apenas aprovar ou não as emendas. 
5. Emendas parlamentares: os parlamentares podem 
modificar os textos de lei (emendas parlamentares). 
6. Vedação à aumento de despesa prevista (Art. 63 
da Constituição): não será admitido aumento da despesa 
prevista nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente 
da República, ressalvado o LOA e LDO, e nos projetos 
sobre organização dos serviços administrativos da Câmara 
dos Deputados, do Senado Federal, dos Tribunais Federais 
e do Ministério Público.
Sanção e Veto: 
- Sanção: 
 - Expressa: formalizada antes do prazo de 15 dias 
úteis.
 - Tácita: decorrido o prazo de 15 dias úteis.
- Veto: 
 - Motivo: inconstitucionalidade ou contrariedade ao 
interesse público.
 - Prazo: 15 dias úteis contados do recebimento do 
projeto.
 - Comunicação: ao Presidente do Senado Federal 
em até 48 horas.
 - Abrangência do veto parcial: texto integral de 
artigo, parágrafo, inciso ou alínea.
 - Apreciação do veto: em sessão conjunta dentro de 
30 dias contados do recebimento.
 - Rejeição do veto: exige voto da maioria absoluta.
 - Deliberação não realizada dentro do prazo: 
proposição sobrestada até votação final.
 - Projeto veto não mantido: enviado para 
promulgação pelo Presidente da República.
Trancamento da pauta no processo legislativo:
- MP não apreciada em 45 dias contados da 
publicação
- Projeto de lei do Presidente com solicitação de 
urgência não deliberado em 45 dias
- Veto presidencial não apreciado por Deputados e 
Senado em 30 dias.
Aprovação:
- Lei Ordinária: Maioria Simples (maioria dos presentes)
- Lei Complementar: Maioria Absoluta (maioria do 
quórum máximo) 
Art. 69: As leis complementares serão aprovadas por 
maioria absoluta.
ECS (EMENDAS À CONSTITUIÇÃO)
- Iniciativa no poder derivado reformador (Art. 60):
1/3 dos membros da Câmara dos Deputados ou 
do Senado Federal
 
Presidente da República
 
Mais da 1/2 das Assembleias Legislativas das 
unidades da Federação, manifestando-se pela maioria 
relativa de seus membros
- Discussão e votação (Art. 60, §2º):
 
em cada Casa do Congresso Nacional
 
em 2 turnos
 
3/5 dos votos dos respectivos membros de cada 
casa (Câmara e Senado)
 Promulgação (Art. 60, §3º):
 
Pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado 
Federal, com o respectivo número de ordem (não pelo 
Presidente)
 
58
Limitações às EmendasConstitucionais:
- Limitação Procedimental: a Constituição não poderá 
ser emendada durante intervenção federal, estado de 
defesa, ou estado de sítio.
- Limitação Material: não será objeto de deliberação a 
proposta de emenda tendente a abolir:
 I. a forma federativa de Estado (forma republicana não 
é cláusula pétrea);
 II. o voto direto, secreto, universal e periódico (voto 
obrigatório não é cláusula pétrea);
 III. a separação dos poderes; e
 IV. os direitos e garantias individuais.
Limitação Formal: 
- Princípio da irrepetibilidade:
- Matéria constante de proposta de emenda rejeitada 
ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova 
proposta na mesma sessão legislativa. 
- Emendas Constitucionais: não pode haver nova 
proposta na mesma sessão legislativa
- Medidas provisórias: vedada a reedição na mesma 
sessão legislativa se rejeitada ou perdida a eficácia por 
decurso de prazo
- Leis ordinárias e complementares: rejeitadas só 
podem ser objeto de novo projeto na mesma sessão 
legislativa com proposta da maioria absoluta dos membros 
das Casas do Congresso Nacional
Conclusão: O Princípio da irrepetibilidade é aplicado de 
forma relativa no processo legislativo.
Informações importantes sobre ECs:
- Ausência de iniciativa popular 
- Ausência de iniciativa reservada 
- Ausência de participação dos Municípios 
- Participação dos Estados e do Distrito Federal 
- Não se submete a sanção ou veto do Chefe do Poder 
Executivo 
- Presidente da República não dispõe de competência 
para promulgação de uma emenda à Constituição
MEDIDAS PROVISÓRIAS
- Medidas Provisórias: atos normativos primários 
gerais com força de lei
- Utilizadas pelo Presidente da República em casos de 
relevância e urgência
- Submetidas de imediato ao Congresso Nacional 
(Art. 62)
- Constituição Federal veda a edição de 
medidas provisórias sobre matéria:
Nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos 
políticos e direito eleitoral; 
Direito penal, processual penal e processual civil; 
Organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, 
a carreira e a garantia de seus membros; 
Planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento 
e créditos adicionais e suplementares, ressalvados os 
créditos extraordinários;
Que vise a detenção ou sequestro de bens, de poupança 
popular ou qualquer outro ativo financeiro;
Reservada a lei complementar;
Já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo 
Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do 
Presidente da República.
- Prazo para a MP ser votada: 60 dias, prorrogável por 
mais 60 dias uma única vez.
- Se a MP não for apreciada em até 45 dias, ocorrerá 
o trancamento de pauta.
- Em caso de rejeição ou perda de eficácia da MP, o 
Congresso Nacional deve disciplinar as relações 
jurídicas delas decorrentes por meio de um decreto 
legislativo. 
Se o decreto legislativo não for editado em até 60 dias 
após a rejeição ou perda de eficácia da MP, as 
relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos 
praticados durante sua vigência continuam regidas 
pela MP.
 
59
Procedimento da MP 
- Presidente edita a MP
- MP é submetida ao Congresso Nacional (CN), que 
tem 60+60 dias para apreciar; 
- Comissão mista emite parecer sobre a MP antes 
de ser apreciada pelos plenários da Câmara dos 
Deputados e Senado Federal. 
- Se MP for convertida em lei, Presidente do Senado 
Federal a promulgará 
- Se MP for rejeitada, CN disciplinará relações jurídicas 
por decreto legislativo
- Se MP for modificada, Presidente sanciona ou veta o 
"projeto de lei de conversão" 
Medida Provisória no Direito Tributário:
- Possível, desde que respeitados os requisitos de 
relevância e urgência.
- MP que implique instituição ou majoração de 
impostos excepcionados só produz efeitos no exercício 
financeiro seguinte se convertida em lei até o último dia 
daquele em que foi editada.
- Impostos (em regra): efeitos no exercício financeiro 
seguinte a conversão da MP em lei.
- Demais tributos e impostos excepcionados: 
efeitos a partir da publicação da MP.
LEIS DELEGADAS:
- Presidente solicita delegação ao Congresso Nacional 
(Art. 68). 
- Delegação será por meio de resolução do Congresso 
Nacional (Art. 68, §2º). 
- Tipos de delegação: típica/própria e atípica/imprópria 
(Art. 68, caput e §3º). 
- Apreciação do projeto pelo Congresso Nacional em 
votação única, vedada qualquer emenda (Art. 68, §3º). 
- Matérias que não serão objeto de delegação: atos de 
competência exclusiva do Congresso Nacional, de 
competência privativa da Câmara dos Deputados ou do 
Senado Federal, matéria reservada à lei complementar, 
organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, 
carreira e garantia de seus membros, nacionalidade, 
cidadania, direitos individuais, políticos e eleitorais, planos 
plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos (Art. 68, 
§1º).
Para uma compreensão completa do tema, veja a lei 
seca atualizada abaixo:
SEÇÃO VIII
DO PROCESSO LEGISLATIVO
SUBSEÇÃO I
DISPOSIÇÃO GERAL
 Art. 59. O processo legislativo compreende a 
elaboração de:
I - emendas à Constituição;
II - leis complementares;
III - leis ordinárias;
IV - leis delegadas;
V - medidas provisórias;
VI - decretos legislativos;
VII - resoluções.
Parágrafo único. Lei complementar disporá sobre a 
elaboração, redação, alteração e consolidação das 
leis.
SUBSEÇÃO II
DA EMENDA À CONSTITUIÇÃO
 Art. 60. A Constituição poderá ser emendada 
mediante proposta:
I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara 
dos Deputados ou do Senado Federal;
II - do Presidente da República;
III - de mais da metade das Assembléias Legislativas 
das unidades da Federação, manifestando-se, cada 
uma delas, pela maioria relativa de seus membros.
 
60
§ 1º A Constituição não poderá ser emendada na 
vigência de intervenção federal, de estado de defesa 
ou de estado de sítio.
§ 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa 
do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-
se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos 
votos dos respectivos membros.
§ 3º A emenda à Constituição será promulgada pelas 
Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado 
Federal, com o respectivo número de ordem.
§ 4º Não será objeto de deliberação a proposta de 
emenda tendente a abolir:
I - a forma federativa de Estado;
II - o voto direto, secreto, universal e periódico;
III - a separação dos Poderes;
IV - os direitos e garantias individuais.
§ 5º A matéria constante de proposta de emenda 
rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser 
objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.
SUBSEÇÃO III
DAS LEIS
 Art. 61. A iniciativa das leis complementares e 
ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da 
Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do 
Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao 
Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, 
ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na 
forma e nos casos previstos nesta Constituição.
§ 1º São de iniciativa privativa do Presidente da 
República as leis que:
I - fixem ou modifiquem os efetivos das Forças 
Armadas;
II - disponham sobre:
a) criação de cargos, funções ou empregos públicos 
na administração direta e autárquica ou aumento de 
sua remuneração;
b) organização administrativa e judiciária, matéria 
tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal 
da administração dos Territórios;
c) servidores públicos da União e Territórios, seu 
regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e 
aposentadoria; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 18, de 1998)
d) organização do Ministério Público e da Defensoria 
Pública da União, bem como normas gerais para a 
organização do Ministério Público e da Defensoria 
Pública dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Territórios;
e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da 
administração pública, observado o disposto no art. 
84, VI; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 32, de 2001)
f) militares das Forças Armadas, seu regimejurídico, 
provimento de cargos, promoções, estabilidade, 
remuneração, reforma e transferência para a reserva. 
 (Incluída pela Emenda Constitucional nº 18, de 
1998)
§ 2º A iniciativa popular pode ser exercida pela 
apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de 
lei subscrito por, no mínimo, um por cento do 
eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco 
Estados, com não menos de três décimos por cento 
dos eleitores de cada um deles.
 Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o 
Presidente da República poderá adotar medidas 
provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de 
imediato ao Congresso Nacional. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre 
matéria: (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 32, de 2001)
I – relativa a: (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 32, de 2001)
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos 
políticos e direito eleitoral; (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
b) direito penal, processual penal e processual civil; 
 (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 
2001)
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério 
Público, a carreira e a garantia de seus membros; 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, 
orçamento e créditos adicionais e suplementares, 
ressalvado o previsto no art. 167, § 3º; (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
II – que vise a detenção ou seqüestro de bens, de 
poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro; 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
III – reservada a lei complementar; (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
IV – já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo 
Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do 
Presidente da República. (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc18.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc18.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc18.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc18.htm#art61%C2%A71iif
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc18.htm#art61%C2%A71iif
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
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61
§ 2º Medida provisória que implique instituição ou 
majoração de impostos, exceto os previstos nos arts. 
153, I, II, IV, V, e 154, II, só produzirá efeitos no 
exercício financeiro seguinte se houver sido convertida 
em lei até o último dia daquele em que foi editada. 
 (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 
2001)
§ 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos 
§§ 11 e 12 perderão eficácia, desde a edição, se não 
forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias, 
prorrogável, nos termos do § 7º, uma vez por igual 
período, devendo o Congresso Nacional disciplinar, 
por decreto legislativo, as relações jurídicas delas 
decorrentes. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 32, de 2001)
§ 4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da 
publicação da medida provisória, suspendendo-se 
durante os períodos de recesso do Congresso 
Nacional. (Incluído pela Emenda Constitucional 
nº 32, de 2001)
§ 5º A deliberação de cada uma das Casas do 
Congresso Nacional sobre o mérito das medidas 
provisórias dependerá de juízo prévio sobre o 
atendimento de seus pressupostos constitucionais. 
 (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 
2001)
§ 6º Se a medida provisória não for apreciada em até 
quarenta e cinco dias contados de sua publicação, 
entrará em regime de urgência, subseqüentemente, 
em cada uma das Casas do Congresso Nacional, 
ficando sobrestadas, até que se ultime a votação, 
todas as demais deliberações legislativas da Casa em 
que estiver tramitando. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 32, de 2001)
§ 7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a 
vigência de medida provisória que, no prazo de 
sessenta dias, contado de sua publicação, não tiver a 
sua votação encerrada nas duas Casas do Congresso 
Nacional. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 32, de 2001)
§ 8º As medidas provisórias terão sua votação iniciada 
na Câmara dos Deputados. (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 9º Caberá à comissão mista de Deputados e 
Senadores examinar as medidas provisórias e sobre 
elas emitir parecer, antes de serem apreciadas, em 
sessão separada, pelo plenário de cada uma das 
Casas do Congresso Nacional. (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 10. É vedada a reedição, na mesma sessão 
legislativa, de medida provisória que tenha sido 
rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por 
decurso de prazo. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 32, de 2001)
§ 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere 
o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou perda de 
eficácia de medida provisória, as relações jurídicas 
constituídas e decorrentes de atos praticados durante 
sua vigência conservar-se-ão por ela regidas. 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 12. Aprovado projeto de lei de conversão alterando o 
texto original da medida provisória, esta manter-se-á 
integralmente em vigor até que seja sancionado ou 
vetado o projeto. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 32, de 2001)
 Art. 63. Não será admitido aumento da despesa 
prevista:
I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da 
República, ressalvado o disposto no art. 166, § 3º e § 
4º;
II - nos projetos sobre organização dos serviços 
administrativosda Câmara dos Deputados, do Senado 
Federal, dos Tribunais Federais e do Ministério 
Público.
 Art. 64. A discussão e votação dos projetos de lei de 
iniciativa do Presidente da República, do Supremo 
Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores terão 
início na Câmara dos Deputados.
§ 1º O Presidente da República poderá solicitar 
urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa.
§ 2º Se, no caso do § 1º, a Câmara dos Deputados e o 
Senado Federal não se manifestarem sobre a 
proposição, cada qual sucessivamente, em até 
quarenta e cinco dias, sobrestar-se-ão todas as 
demais deliberações legislativas da respectiva Casa, 
com exceção das que tenham prazo constitucional 
determinado, até que se ultime a votação. 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 
2001)
§ 3º A apreciação das emendas do Senado Federal 
pela Câmara dos Deputados far-se-á no prazo de dez 
dias, observado quanto ao mais o disposto no 
parágrafo anterior.
§ 4º Os prazos do § 2º não correm nos períodos de 
recesso do Congresso Nacional, nem se aplicam aos 
projetos de código.
 Art. 65. O projeto de lei aprovado por uma Casa será 
revisto pela outra, em um só turno de discussão e 
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62
votação, e enviado à sanção ou promulgação, se a 
Casa revisora o aprovar, ou arquivado, se o rejeitar.
Parágrafo único. Sendo o projeto emendado, voltará à 
Casa iniciadora.
 Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluída a 
votação enviará o projeto de lei ao Presidente da 
República, que, aquiescendo, o sancionará.
§ 1º - Se o Presidente da República considerar o 
projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou 
contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou 
parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados 
da data do recebimento, e comunicará, dentro de 
quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado 
Federal os motivos do veto.
§ 2º O veto parcial somente abrangerá texto integral 
de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea.
§ 3º Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do 
Presidente da República importará sanção.
§ 4º O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro 
de trinta dias a contar de seu recebimento, só 
podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta 
dos Deputados e Senadores. (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 76, de 2013)
§ 5º Se o veto não for mantido, será o projeto enviado, 
para promulgação, ao Presidente da República.
§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido 
no § 4º, o veto será colocado na ordem do dia da 
sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, 
até sua votação final. (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 7º Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e 
oito horas pelo Presidente da República, nos casos 
dos § 3º e § 5º, o Presidente do Senado a promulgará, 
e, se este não o fizer em igual prazo, caberá ao Vice-
Presidente do Senado fazê-lo.
 Art. 67. A matéria constante de projeto de lei rejeitado 
somente poderá constituir objeto de novo projeto, na 
mesma sessão legislativa, mediante proposta da 
maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas 
do Congresso Nacional.
 Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo 
Presidente da República, que deverá solicitar a 
delegação ao Congresso Nacional.
§ 1º Não serão objeto de delegação os atos de 
competência exclusiva do Congresso Nacional, os de 
competência privativa da Câmara dos Deputados ou 
do Senado Federal, a matéria reservada à lei 
complementar, nem a legislação sobre:
I - organização do Poder Judiciário e do Ministério 
Público, a carreira e a garantia de seus membros;
II - nacionalidade, cidadania, direitos individuais, 
políticos e eleitorais;
III - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e 
orçamentos.
§ 2º A delegação ao Presidente da República terá a 
forma de resolução do Congresso Nacional, que 
especificará seu conteúdo e os termos de seu 
exercício.
§ 3º Se a resolução determinar a apreciação do 
projeto pelo Congresso Nacional, este a fará em 
votação única, vedada qualquer emenda.
 Art. 69. As leis complementares serão aprovadas por 
maioria absoluta.
DEPUTADOS E SENADORES 
Prerrogativas dos Deputados e Senadores: 
Imunidade material: 
 - Invulnerabilidade civil e penal por opiniões, palavras e 
votos 
 - Válido para Senadores e Deputados federais e 
estaduais 
 - Necessário estar atuando na qualidade de 
parlamentar 
 - Opiniões e palavras devem estar relacionadas ao 
mandato 
 - Abrangida em todo o território nacional 
Os vereadores são invioláveis civil e penalmente por 
suas opiniões, palavras e votos, desde que estejam agindo 
na qualidade de Vereador e que as opiniões e palavras 
tenham relação com o mandato. Além disso, sua atuação é 
limitada geograficamente ao respectivo município. 
Imunidades formais: 
Prisão: 
 - Só podem ser presos desde a expedição do 
diploma, no caso de flagrante de crime inafiançável. 
 - Os autos serão remetidos dentro de 24 horas à 
Casa respectiva. 
 - Pelo voto da maioria absoluta de seus membros, 
será resolvido sobre a manutenção ou não da prisão. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc76.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc76.htm#art1
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
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63
Foro por prerrogativa de função:Constituição revoga inteiramente a anterior.
- Normas constitucionais anteriores só podem ser 
absorvidas como normas infraconstitucionais de forma 
expressa.
Recepção:
- Analisa-se a compatibilidade MATERIAL entre norma 
infraconstitucional pré-constitucional e a Constituição atual.
- Incompatibilidade FORMAL não impede a recepção.
Desconstitucionalização:
- Normas constitucionais anteriores são absorvidas 
como normas infraconstitucionais só de forma expressa. 
 
7
Inconstitucionalidade Superveniente 
NÃO aceita no Brasil. STF entende que lei 
inconstitucional é um ato nulo, que NÃO admite a 
constitucionalidade / inconstitucionalidade superveniente.
Repristinação:
- Só é permitida de forma expressa.
- Efeito repristinatório pode ocorrer se uma lei B revoga 
a lei A e o STF suspende a lei B por medida cautelar com 
efeito “EX NUNC”, fazendo a lei A voltar a vigorar 
automaticamente salvo manifestação contrária.
Mutação Constitucional:
- Processos informais sem modificação do texto 
constitucional.
PODER CONSTITUINTE 
PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO (PCO):
- Não há direito adquirido, ato jurídico perfeito, nem coisa 
julgada em face de decisão do PCO. 
- Teoria adotada no Brasil: positivismo jurídico. 
- PCO é pré-jurídico - natureza política. 
- Formas básicas de exercício do PC: 
 - Convenção: pelo povo, direta ou indiretamente; 
 - Outorga: ação de usurpadores do poder. 
- É inicial, autônomo/ilimitado, incondicionado e 
permanente.
PODER CONSTITUINTE DERIVADO DECORRENTE:
- Poder dos estados-membros de elaborar as suas 
próprias constituições. 
- Cuidado! DF possui LOrg, mas com status de CE. 
- Deriva de outro poder que o instituiu (neste caso o 
PCO). 
- É subordinado a regras materiais e condicionado - 
exercício deve seguir as regras previamente estabelecidas.
PODER CONSTITUINTE DERIVADO REFORMADOR:
- Poder de editar emendas à Constituição.
PODER CONSTITUINTE DIFUSO:
- STF altera a CF via mutação no sentido.
MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO DA 
CONSTITUIÇÃO:
Interpretativista: Juiz não pode transcender o que diz a 
constituição 
Não-Interpretativista: Juiz tem maior liberdade. Valores 
substantivos (justiça, liberdade, igualdade) 
Científico espiritual: Considera os valores da 
sociedade e da CF e a realidade social presente. Busca-se 
a interpretação da constituição como um conjunto, em um 
processo de integração comunitária. 
Tópico-Problemático: Prevalência do PROBLEMA 
sobre a norma 
Hermenêutico-Concretizador: Prevalência da NORMA 
sobre o problema. "Espiral hermenêutica” 
Normativo estruturante: NORMA = texto APLICADO à 
realidade - prioriza-se a concretização em detrimento da 
interpretação. 
Métodos Clássicos (Savigny)
Sistemático: vê a norma a ser interpretada como inserida em 
um sistema.
Histórico / Genético: busca investigar as origens e entender 
o contexto de produção. 
 
8
Teleológico: busca a FINALIDADE da norma. (EX: expandir o 
conceito de “casa”)
Jurídico: identidade entre lei e constituição. CF interpretada 
pelas regras tradicionais de hermenêutica.
 
9
PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO DA 
CONSTITUIÇÃO:
 
Não Se Deve Confundir os Métodos com os 
Princípios. 
Métodos são práticos, são processos pelos quais a 
interpretação ocorre. Já os princípios norteiam os métodos de 
maneira teórica, mas que devem ser obedecidas. Servem 
como limites aos métodos. Princípio é a moldura e Método é 
a obra de arte. 
Princípios: 
 Unidade da Constituição - análise integrada das 
normas para evitar contradições;
 Efeito Integrador - interpretações que favoreçam 
a integração política e social e reforcem a unidade 
política são prestigiadas;
 Justeza/Conformidade Funcional - visa evitar a 
modificação da repartição de funções estabelecida na 
CF;
  Concordância Prática ou Harmonização - 
deve-se ponderar os valores dos princípios e normas, 
evitando o sacrifício total de um em relação ao outro;
Força Normativa - adotar interpretação que 
garanta maior eficácia e permanência das normas 
para evitar que se tornem uma "letra morta";
 Máxima Efetividade - buscar a máxima 
efetividade dos direitos fundamentais;
Interpretação Conforme a Constituição (Leis) - 
preferir a interpretação que mais se aproxima da 
Constituição em caso de normas polissêmicas, com 
ou sem redução de texto. Art. 28, § único, Lei 9.868 - 
tem eficácia contra todos e efeito vinculante (ADI/
ADC). 
INTRODUÇÃO AOS PRINCÍPIOS 
CONSTITUCIONAIS 
Para uma melhor compreensão, entenda a divisão feita 
pelo professor Canotilho. 
 Basicamente se dividem em duas categorias: 
(i) político-constitucionais e (ii) jurídico-constitucionais. 
Os princípios político-constitucionais são 
decisões políticas fundamentais expressas em 
normas e estruturam o sistema jurídico. São 
considerados fundamentais e se referem às 
características mais importantes do Estado, como o 
princípio republicano, o federativo, a separação dos 
poderes e a dignidade da pessoa humana. 
Os princípios jurídico-constitucionais são 
princípios gerais presentes na ordem jurídica nacional 
e derivam dos princípios político-constitucionais. Eles 
estão enunciados no texto constitucional, e são 
exemplos o princípio da legalidade, da isonomia e da 
proteção social dos trabalhadores, entre outros. 
ESTRUTURA DE UM ESTADO 
*Entenda-se ESTADO como país. Estados-Membro é 
que são os estados da nossa federação, como o Estado de 
São Paulo, o Estado da Bahia, etc. 
Escolhas básicas para estruturação de um Estado: 
- Forma de Estado: federada (artigos 1° e 18 da CF/
88) 
- Forma de Governo: republicana (artigo 1° da CF/88) 
- Sistema de Governo: presidencialista. 
Vejamos em detalhes: 
FORMA DE GOVERNO 
- Republicana 
- Monárquica 
O Brasil optou pela República: 
- Significa "coisa pública", "coisa do povo" 
Princípios de uma República:
 - Eletividade (governantes são eleitos pelos governados) 
 - Temporariedade (eleitos por prazo certo e determinado) 
 
10
 - Possibilidade de responsabilização (governante pode ser 
responsabilizado por infrações relacionadas à sua atuação 
política - crimes de responsabilidade) 
Desde o Decreto nº 1 de 15 de novembro de 1889, o 
Brasil é um país republicano. 
A Constituição de 1891 foi a primeira a adotar essa 
forma de governo, e todas as subsequentes seguiram essa 
mesma linha. 
Vale lembrar que a primeira Constituição do país, a de 
1824, estabelecia uma monarquia. 
A monarquia é a forma de governo mais antiga ainda em vigor, 
e suas características são a irresponsabilidade política do 
monarca, a hereditariedade na transmissão do poder e a 
vitaliciedade no exercício do poder. Mesmo com a tradição 
republicana, o Brasil começou como uma monarquia com a 
Constituição de 1824. 
SISTEMA DE GOVERNO 
- Permite identificar a relação entre os Poderes dentro de 
um Estado 
- Sistemas básicos: presidencialismo e parlamentarismo 
(i) Surgimento:
- Presidencialismo surgiu nos EUA na Constituição de 1787 
- Parlamentarismo teve contornos iniciados na Inglaterra do 
século XI 
(ii) Chefia:
Presidencialismo: chefia é una, com todas as funções 
executivas concentradas no Poder Executivo, 
desempenhada pelo Presidente da República 
- Presidente da República não depende do apoio da maioria 
dos Parlamentares para se eleger ou governar 
- Programa de governo pode ser divergente das concepções 
partilhadas pela maioria do Parlamento 
- Presidente precisará arquitetar um apoio de uma maioria 
parlamentar para governar num cenário multipartidário 
- Vínculo político entre Poder Executivo e Legislativo é 
construído posteriormente 
- Presidencialismo de coalizão no Brasil. 
Parlamentarismo: chefia é dual, desempenhada pelo 
Monarca ou pelo Presidente da República (chefia de 
Estado) e pelo chefe de Governo (como no caso da 
Itália, Alemanha e Áustria) 
- Monarca e Presidente possuem atribuições meramente 
protocolares 
- Chefia de Governo é realizada pelo 1o Ministro 
- 1o Ministro governa com o Conselho de Ministros, que 
compõe seu gabinete 
- Parcela das funções- Desde a expedição do diploma, serão julgados 
perante o Supremo Tribunal Federal. 
 - Infrações penais que guardarem relação com o 
mandato. 
Processo: 
- Instaurado processo criminal contra Deputados e 
Senadores 
- Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa 
respectiva 
- Casa respectiva poderá sustar o andamento da ação 
até a decisão final 
- Sustação requer iniciativa de partido político e voto da 
maioria dos membros 
Imunidade probatória: 
- Não obrigados a testemunhar sobre informações 
recebidas ou prestadas em razão do mandato 
- Não obrigados a revelar pessoas que lhes confiaram 
ou de quem receberam informações 
Prerrogativa testemunhal: 
- Ajustarão com autoridade competente local, dia e hora 
para serem inqueridos. 
Estado de Sítio: 
- Prerrogativas só podem ser suspensas mediante 
votação de 2/3 dos membros da Casa respectiva 
- Para casos de atos praticados fora do recinto do 
Congresso Nacional que sejam incompatíveis com a 
execução da medida 
Imunidade Material e Formal: 
- Deputados estaduais e distritais possuem imunidade 
material e formal relativa ao processo 
- Vereadores possuem imunidade material com 
limitação territorial 
Prerrogativas do Presidente da República: 
- Imunidade formal: não possui 
Imunidades materiais: 
- Prisão: Presidente não pode ser preso antes de 
sentença condenatória. 
- Foro por prerrogativa de função: Presidente julgado 
pelo Supremo Tribunal Federal em casos de infrações 
penais comuns relacionadas com mandato e pelo Senado 
Federal em casos de crime de responsabilidade. 
Processo: 
- Só poderá ser processado e julgado por crime comum 
ou de responsabilidade 
- Autorização da Câmara dos Deputados necessária 
- 2/3 dos membros devem aprovar 
Suspensão das funções: 
- Recebimento da denúncia pelo STF ou pelo Senado 
- Presidente ficará suspenso das funções por 180 dias 
- Se julgamento não estiver concluído após o prazo, 
afastamento será cessado 
- Processo continuará normalmente 
IMUNIDADES 
Prisão de Deputados e Senadores: 
- Possível em caso de flagrante de crime inafiançável. 
- Autos remetidos à Casa respectiva para decisão sobre 
manutenção da prisão. 
- Decisão tomada por maioria absoluta. 
Prisão do Presidente da República: 
- Não sujeito a prisão cautelar ou em flagrante. 
- Exceção: sentença condenatória. 
PROCESSO 
Deputados e Senadores: 
 - Não é necessário autorização prévia 
 - Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa 
respectiva 
 - Casa pode sustar a ação pelo voto da maioria de seus 
membros, com iniciativa do partido político representado 
Presidente da República 
 - Só pode ser processado e julgado com autorização da 
Câmara dos Deputados 
 - Autorização requer decisão de dois terços de seus 
membros 
 - Se denúncia recebida pelo Supremo Tribunal Federal 
ou pelo Senado Federal, o Presidente fica suspenso por 
180 dias 
 - Se o julgamento não estiver concluído após 180 dias, 
o afastamento do Presidente cessa, mas o processo 
continua. 
SUSPENSÃO: 
- Deputados e Senadores: possível suspensão do 
processo 
 
64
- Presidente da República: aceita a denúncia, PR fica 
automaticamente suspenso das funções. 
VEDAÇÕES-INCOMPATIBILIDADES DOS 
DEPUTADOS E SENADORES 
I. Vedações Funcionais  
- Desde a expedição do diploma > Aceitar ou exercer 
cargo, função ou emprego remunerado em pessoa jurídica 
de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de 
economia mista ou empresa concessionária de serviço 
público, inclusive os de que sejam demissíveis "ad nutum" 
- Desde a Posse > Ocupar cargo ou função de que 
sejam demissíveis "ad nutum" e/ou aceitar ou exercer 
cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que 
sejam demissíveis "ad nutum" em pessoa jurídica de direito 
público, autarquia, empresa pública, sociedade de 
economia mista ou empresa concessionária de serviço 
público 
CONTRATUAIS: 
- Diploma expedido: 
- Contrato com pessoa jurídica de direito público, 
autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista 
ou empresa concessionária de serviço público 
- Exceção para contrato com cláusulas uniformes. 
POLÍTICAS: 
- Posse 
- Ser titulares de mais de um cargo ou mandato público 
eletivo 
PROFISSIONAIS: 
- Com diploma expedido 
- Não podem: 
 - Ser proprietários, controladores ou diretores de 
empresa que tenha contrato com pessoa jurídica de direito 
público e receba benefícios 
 - Exercer função remunerada em empresa com 
contrato com pessoa jurídica de direito público 
 - Patrocinar causa em que qualquer das entidades 
(pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa 
pública, sociedade de economia mista ou empresa 
concessionária de serviço público) seja interessada. 
PERDA DO MANDATO 
PROCEDIMENTO: 
- Automática/Declarada: 
A perda será declarada pela Mesa da Casa respectiva, 
de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus 
membros, ou de partido político representado no Congresso 
Nacional, assegurada ampla defesa. 
- Votada/decidida: 
A perda será decidida pela Casa respectiva, por maioria 
absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de 
partido político representado no Congresso Nacional, 
assegurada ampla defesa. 
HIPÓTESES 
Automática/Declarada: 
- Deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à 
terça parte das sessões ordinárias da Casa a que 
pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada; 
- Perder ou tiver suspensos os direitos políticos; 
- Decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos na 
Constituição. 
Votada/decidida: 
- Infringir as vedações parlamentares; 
- Proceder de modo incompatível com o decoro 
parlamentar: 
 a) casos definidos no regimento interno; 
 b) abuso das prerrogativas asseguradas a membro do 
Congresso Nacional; 
 c) percepção de vantagens indevidas. 
- Sofrer condenação criminal em sentença transitada 
em julgado. 
Obs.: A renúncia de parlamentar submetido a 
processo que vise ou possa levar à perda do mandato 
terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais. 
Casos em Que Deputados e Senadores 
Não Perdem o Mandato: 
- Deputado ou Senador investido no cargo de: 
Ministro de Estado; Governador de Território; Secretário 
de Estado, do Distrito Federal, de Território, de Prefeitura 
de Capital; Chefe de missão diplomática temporária. 
Obs.: nesses casos, o Deputado ou Senador poderá 
optar pela remuneração do mandato. 
 
65
- Licenciado por motivo de doença, ou para tratar, 
sem remuneração, de interesse particular, desde que, 
neste caso, o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias 
por sessão legislativa. 
Obs.: O suplente será convocado nos casos de vaga, 
de investidura ou de licença superior a cento e vinte 
dias. Não havendo suplente, far-se-á eleição para 
preenchê-la se faltarem mais de quinze meses para o 
término do mandato. 
PODER EXECUTIVO 
   |__ CHEFE DE ESTADO 
 • Representa o Estado nas relações internacionais 
 • Corporifica a unidade interna 
 • É a "cara" do país 
   |__ CHEFE DE GOVERNO 
 • Gerencia os negócios internos do Estado 
 • Exerce liderança na política nacional 
 • Orienta decisões gerais e dirige a máquina 
administrativa 
FORMAS E SISTEMAS DE GOVERNO 
FORMAS DE GOVERNO: 
Monarquia: concentração do poder político em uma só 
pessoa, cargo vitalício e hereditário; 
República: povo tem direito de escolher seus 
governantes, governantes são escolhidos temporariamente 
e devem prestar contas. 
SISTEMAS DE GOVERNO: 
Dependendo do sistema de governo adotado em uma 
república, a participação direta ou indireta do povo na 
administração pode variar. 
1. PRESIDENCIALISMO: 
Chefe de governo e de Estado é o presidente; 
Governantes são escolhidos pelo povo; 
Separação dos poderes; 
Independência entre os poderes; 
Harmonia entre os poderes. 
2. PARLAMENTARISMO: 
Chefe de governo administra o país; 
Chefe de Estado cuida das relações externas e forças 
armadas; 
Chefe de Estado é escolhido pelos parlamentares; 
Governantes são escolhidos pelo povo; 
Interdependênciaentre legislativo e executivo; 
Descentralização da chefia de governo e de Estado; 
Dissolução do parlamento com convocação de novas 
eleições gerais, por injunção do chefe de Estado. 
Sobre o Presidente e Vice-Presidente da República: 
Eleição: sistema majoritário de 2 turnos, maioria 
ABSOLUTA dos votos VÁLIDOS (50% +1) 
Em caso de morte, desistência ou impedimento antes 
do 2o turno: 
 1) Convocado, entre os remanescentes, o de MAIOR 
VOTAÇÃO; 
 2) Se dentre os remanescentes houver empate, 
convoca-se o de maior idade 
Posse: PR / VPR tomarão posse em até 10 dias, em 
sessão do Congresso Nacional, mandato começa em 05/
janeiro do ano seguinte 
Substituição: VPR substitui o PR diante de 
impedimentos. Em caso de vacância: 
 Presidente não tomar posse em 10 dias, salvo força 
maior; 
 Ausência do país por +15 dias sem autorização do 
Congresso Nacional, aplica-se aos estados; 
 Vacância do cargo de Presidente, o Vice-Presidente 
assume. 
Dupla Vacância STF (ADI 1057/21): autonomia dos E, 
DF e M para legislar, desde que previsto eleições, diretas 
ou indiretas. 
 02 primeiros anos do mandato: eleições diretas em 90 
dias 
 02 últimos anos do mandato: eleições indiretas em 30 
dias. 
ATRIBUIÇÕES PRIVATIVAS DO PRESIDENTE 
 Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da 
República:
I - nomear e exonerar os Ministros de Estado;
II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a 
direção superior da administração federal;
III - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos 
previstos nesta Constituição;
 
66
IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem 
como expedir decretos e regulamentos para sua fiel 
execução;
V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente;
VI – dispor, mediante decreto, 
sobre: (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 32, de 2001)
a) organização e funcionamento da administração 
federal, quando não implicar aumento de despesa 
nem criação ou extinção de órgãos 
públicos; (Incluída pela Emenda 
Constitucional nº 32, de 2001)
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando 
vagos; (Incluída pela Emenda 
Constitucional nº 32, de 2001)
VII - manter relações com Estados estrangeiros e 
acreditar seus representantes diplomáticos;
VIII - celebrar tratados, convenções e atos 
internacionais, sujeitos a referendo do Congresso 
Nacional;
IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio;
X - decretar e executar a intervenção federal;
XI - remeter mensagem e plano de governo ao 
Congresso Nacional por ocasião da abertura da 
sessão legislativa, expondo a situação do País e 
solicitando as providências que julgar necessárias;
XII - conceder indulto e comutar penas, com 
audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em 
lei;
XIII - exercer o comando supremo das Forças 
Armadas, nomear os Comandantes da Marinha, do 
Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-
generais e nomeá-los para os cargos que lhes são 
privativos; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 23, de 02/09/99)
XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, 
os Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos 
Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, 
o Procurador-Geral da República, o presidente e os 
diretores do banco central e outros servidores, quando 
determinado em lei;
XV - nomear, observado o disposto no art. 73, os 
Ministros do Tribunal de Contas da União;
XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos 
nesta Constituição, e o Advogado-Geral da União;
XVII - nomear membros do Conselho da República, 
nos termos do art. 89, VII;
XVIII - convocar e presidir o Conselho da República e 
o Conselho de Defesa Nacional;
XIX - declarar guerra, no caso de agressão 
estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou 
referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das 
sessões legislativas, e, nas mesmas condições, 
decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional;
XX - celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do 
Congresso Nacional;
XXI - conferir condecorações e distinções honoríficas;
XXII - permitir, nos casos previstos em lei 
complementar, que forças estrangeiras transitem pelo 
território nacional ou nele permaneçam 
temporariamente;
XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano 
plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias 
e as propostas de orçamento previstos nesta 
Constituição;
XXIV - prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, 
dentro de sessenta dias após a abertura da sessão 
legislativa, as contas referentes ao exercício anterior;
XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, 
na forma da lei;
XXVI - editar medidas provisórias com força de lei, nos 
termos do art. 62;
XXVII - exercer outras atribuições previstas nesta 
Constituição.
XXVIII - propor ao Congresso Nacional a decretação 
do estado de calamidade pública de âmbito nacional 
previsto nos arts. 167-B, 167-C, 167-D, 167-E, 167-F e 
167-G desta Constituição. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 109, de 2021)
Parágrafo único. O Presidente da República poderá 
delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII 
e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao 
Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral 
da União, que observarão os limites traçados nas 
respectivas delegações.
SEÇÃO III
DA RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA 
REPÚBLICA
 Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do 
Presidente da República que atentem contra a 
Constituição Federal e, especialmente, contra:
I - a existência da União;
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc23.htm#art84xiii
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc23.htm#art84xiii
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc23.htm#art84xiii
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1
 
67
II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder 
Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes 
constitucionais das unidades da Federação;
III - o exercício dos direitos políticos, individuais e 
sociais;
IV - a segurança interna do País;
V - a probidade na administração;
VI - a lei orçamentária;
VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei 
especial, que estabelecerá as normas de processo e 
julgamento.
 Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da 
República, por dois terços da Câmara dos Deputados, 
será ele submetido a julgamento perante o Supremo 
Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou 
perante o Senado Federal, nos crimes de 
responsabilidade.
§ 1º O Presidente ficará suspenso de suas funções:
I - nas infrações penais comuns, se recebida a 
denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal 
Federal;
II - nos crimes de responsabilidade, após a 
instauração do processo pelo Senado Federal.
§ 2º Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o 
julgamento não estiver concluído, cessará o 
afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular 
prosseguimento do processo.
§ 3º Enquanto não sobrevier sentença condenatória, 
nas infrações comuns, o Presidenteda República não 
estará sujeito a prisão.
§ 4º O Presidente da República, na vigência de seu 
mandato, não pode ser responsabilizado por atos 
estranhos ao exercício de suas funções.
Competência privativa da União: definição dos crimes 
de responsabilidade e normas de processo e julgamento. 
Crimes de responsabilidade do Presidente da 
República: atentados contra a Constituição Federal e, em 
especial, contra a existência da União, exercício dos direitos 
políticos, individuais e sociais, livre exercício do Legislativo, 
Judiciário, MP e dos poderes constitucionais das UFs, 
segurança interna do país, probidade na administração, lei 
orçamentária e cumprimento das leis e decisões judiciais. 
JURISPRUDÊNCIAS 
Art. 86, § 4o. Presidente da República: imunidade não 
extensível a outras autoridades 
Presidente da República não pode ser responsabilizado 
por atos estranhos ao exercício de suas funções durante o 
mandato. 
Regra não se aplica a prefeitos, governadores, 
legisladores 
Única imunidade do PR extensível aos governadores é 
o juízo de admissibilidade 
Rito processual de julgamento: 
No impeachment, todas as votações são abertas 
Aplicação subsidiária do RICD / RISF ao 
impeachment não viola a reserva legal 
Competência legislativa: 
Definição dos crimes de responsabilidade e 
normas de processo e julgamento é competência 
privativa da União 
Ação penal contra governador: 
Vedado às UFs instituir normas que condicionem a 
instauração de ação penal contra governador, por 
crime comum, à previa autorização da AL 
STJ pode dispor sobre a aplicação de medidas 
cautelares penais, inclusive afastamento do cargo. 
MINISTROS DE ESTADO: 
Escolhidos pelo Presidente 
Maiores de 21 anos 
Competências: 
Expedir IN p/ execução das leis, decretos e 
regulamentos 
Referendar atos emanados e decretos assinados 
pelo PR 
Apresentar relatório ANUAL de gestão ao PR 
Exercer orientação, coordenação e supervisão dos 
órgãos e entidades da ADMF na área de sua 
competência 
 
68
LEI: 
Criação e extinção de Ministérios e órgãos da 
ADMP. 
Conselho da República (ConR): 
Órgão superior de consulta do PR 
Composto por líderes da CD/SF, 6 BRA natos com 
+35 anos, mandato de 3 anos, sem recondução (2-PR 
| 2-CD | 2-SF) 
Competência para se pronunciar sobre 
intervenção federal, estado de defesa e de sítio e 
questões relevantes para estabilidade das instituições 
democráticas. 
PR pode convocar MINISTRO p/ participar de 
reunião quando na pauta estiver questão relacionada 
ao seu Ministério. 
Conselho de Defesa (ConD): 
Órgão de consulta do PR sobre soberania e 
defesa do EDD 
Composto pelo MD, MRE, MPOG e comandante 
das FFAA 
Competência para opinar sobre intervenção 
federal, estado de defesa e de sítio, declaração de 
guerra e celebração da paz; segurança do território, a 
garantia da independência nacional e defesa do EDD. 
PODER EXECUTIVO ESTADUAL: 
Governador perderá mandato se assumir outro 
cargo ou função na ADMD/ADMI (exceto concurso 
público) 
Subsídios do Governador, do Vice-Governador e 
dos Secretários de Estado serão fixados por LEI DE 
INICIATIVA da Assembleia Legislativa. 
PODER EXECUTIVO MUNICIPAL 
ELEIÇÃO 
Eleição do Prefeito:  
 Menos de 200 mil eleitores: 
 
 Eleição simultânea para prefeitos e vereadores 
 - Não há 2º turno 
 - Candidato com maior número de votos é eleito 
 
 Mais de 200 mil eleitores: 
 Mesmos moldes do Presidente 
 Haverá 2º turno 
DUPLA VACÂNCIA 
Municípios têm autonomia política para disciplinar 
o processo de escolha dos sucessores no caso de 
dupla vacância 
Constituição estadual não pode interferir 
 
69
 
70
 1. [Julgue o item a seguir, referente à Constituição 
da República. O inciso IV do art. 3º trata da promoção 
do bem de todos sem preconceito. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 17] 
 
 2. [Julgue o item a seguir, referente à Constituição 
da República. A igualdade é um princípio geral do 
ordenamento e pedra angular do regime democrático. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 17] 
 
 3. [Julgue o item a seguir, referente à Constituição 
da República. A Constituição é uma norma jurídica 
pura, positivada em um texto formal, segundo a 
concepção de Hans Kelsen. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 12] 
 
 4. [Julgue o item a seguir, referente à Constituição 
da República. No sentido político, a Constituição 
espelha os fatores reais de poder, isto é, revela a 
vontade da elite política dominante do momento. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Errado. 12] 
 
 5. [Julgue o item a seguir, referente à administração 
pública. A administração pública é composta apenas 
pelo Poder Executivo. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Errado. 17] 
 
 6. [Julgue o item a seguir, referente à administração 
pública. A função típica do Poder Legislativo é 
administrar. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Errado. 17] 
 
 7. [Julgue o item a seguir, referente à administração 
pública. A função típica do Poder Executivo é julgar. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Errado. 17] 
 
 8. [Julgue o item a seguir, referente à administração 
pública. A função típica do Poder Judiciário é legislar. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Errado. 17] 
 
 9. [Julgue o item a seguir, referente à administração 
pública. A função atípica do Poder Legislat 
 
ivo é julgar. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 12] 
 
 10. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. A função atípica do Poder 
Executivo é legislar. 
 
71
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 12] 
 
 11. [Julgue o item a seguir, referente à administração 
pública. A função atípica do Poder Judiciário é 
administrar. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 12] 
 
 12. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. A administração pública direta é 
composta pelos órgãos e entidades da administração 
pública que possuem personalidade jurídica própria. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Errado. 12] 
 
 13. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. A administração pública indireta 
é composta pelos órgãos e entidades da 
administração pública que não possuem 
personalidade jurídica própria. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Errado. 12] 
 
 14. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. A administração pública pode 
ser centralizada ou descentralizada. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 12] 
 
 15. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. A administração pública 
centralizada é aquela em que os órgãos e entidades 
estão subordinados diretamente ao chefe do Poder 
Executivo. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 12] 
 
 16. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. A administração pública 
descentralizada é aquela em que os órgãos e 
entidades possuem autonomia administrativa e 
financeira. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 12] 
 
 17. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. A administração pública indireta 
é composta pelas empresas públicas, sociedades de 
economia mista e fundações públicas. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 17] 
 
 18. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. As empresas públicas são 
entidades da administração pública indireta que 
possuem personalidade jurídica de direito privado. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 17] 
 
72
 
 19. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. As sociedades de economia 
mista são entidades da administração pública indireta 
que possuem personalidade jurídica de direito público. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Errado. 17] 
 
 20. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. As fundações públicas são 
entidades da administração pública indireta que 
possuempersonalidade jurídica de direito privado. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Errado. 17] 
 
 21. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. A licitação é um procedimento 
administrativo obrigatório para a contratação de obras, 
serviços, compras e alienações na administração 
pública. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 17] 
 
 22. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. A dispensa de licitação é 
permitida em casos de emergência ou de calamidade 
pública. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 17] 
 
 23. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. A inexigibilidade de licitação é 
permitida quando houver inviabilidade de competição. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 17] 
 
 24. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. A modalidade de licitação mais 
utilizada é o pregão. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 17] 
 
 25. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. O pregão é uma modalidade de 
licitação exclusiva para a contratação de 
 
bens e serviços comuns. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 64] 
 
 26. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. A modalidade de licitação 
convite é utilizada para contratações de pequeno valor. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 64] 
 
 27. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. A modalidade de licitação 
tomada de preços é utilizada para contratações de 
médio valor. 
 
 
73
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 64] 
 
 28. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. A modalidade de licitação 
concorrência é utilizada para contratações de grande 
valor. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 64] 
 
 29. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. A modalidade de licitação leilão 
é utilizada para a venda de bens móveis inservíveis 
para a administração pública. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 64] 
 
 30. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. A modalidade de licitação 
concurso é utilizada para a seleção de projetos ou 
trabalhos técnicos, científicos ou artísticos. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 64] 
 
 31. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. A modalidade de licitação 
concurso é utilizada para a contratação de serviços de 
publicidade. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Errado. 64] 
 
 32. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. A modalidade de licitação 
concurso é utilizada para a contratação de serviços de 
consultoria. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 64] 
 
 33. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. A modalidade de licitação 
concurso é utilizada para a contratação de serviços de 
engenharia. 
 
 ☐Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Errado. 49] 
 
34. [Julgue o item a seguir, referente à administração 
pública. A modalidade de licitação concurso é utilizada 
para a contratação de serviços de limpeza e 
conservação. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Errado. 12] 
 
 35. [Julgue o item a seguir, referente à 
administração pública. A modalidade de licitação 
concurso é utilizada para a contratação de serviços de 
vigilância. 
 
 ☐ Certo 
 ☐ Errado 
 
 Resposta: Certo. 12]executivas (chefia de Governo) é do 
Poder Legislativo 
- Vínculo político necessário entre Poder Executivo e 
Legislativo é construído "a priori” 
- Relação de confiança e apoio deve se manter durante todo 
o exercício do cargo 
- Possibilidade constante de dissolução/queda do Gabinete 
pelo Parlamento 
(iv) Mandato 
Presidencialismo: 
- Mandato cumprido por prazo certo e previamente 
determinado (4 anos no Brasil) 
- Não é possível destituir o Presidente da República do seu 
cargo por mera liberalidade do Parlamento 
- Única possibilidade de abreviar o mandato é por condenação 
por crime de responsabilidade 
Parlamentarismo: 
- 1º Ministro chefiando o Governo por tempo indeterminado 
- Mandato não tem prazo previamente determinado 
 
11
(v) Principais vantagens 
Presidencialismo: 
- Estabilidade decorrente de mandatos com prazo certo 
- Legitimidade, uma vez que o candidato eleito tem grande 
aceitação popular 
Parlamentarismo: 
- Relação harmoniosa e bem articulada entre os Poderes 
- Superar crises políticas de forma mais rápida e menos 
dolorosa, com substituição simplificada do Governo 
FORMA DE ESTADO 
- Refere-se à divisão do poder político em razão de um 
território 
- Princípio federativo é adotado como critério organizador 
na Carta Constitucional 
- Forma de Estado no Brasil é federada 
- Não confundir com forma de governo (republicana) ou 
sistema de governo (presidencialista) 
FORMA DE ESTADO 
Relaciona-se com a divisão no exercício do poder 
político em razão do território. 
Existem duas formas usuais: Estado unitário e Estado 
federado. 
Estado unitário: 
- Característica marcante é a centralização política. 
- O poder encontra-se em um único núcleo estatal, do 
qual emanam todas as decisões. 
- Existe descentralização administrativa. 
- O Brasil já foi um Estado Unitário. 
 
Estado federado: 
- A nota marcante é a descentralização no exercício do 
poder político. 
- O poder é pulverizado em mais de uma entidade 
política. 
- Todas funcionam como centros emanadores de 
comandos normativos e decisórios. 
- Os entes da federação incluem: União, Estados-
membros, Distrito Federal e Municípios. 
- Só o Estado Federal possui soberania, os entes 
federados possuem autonomia. 
Isso quer dizer que o Estado Federal - o Brasil, como 
um todo - é soberano perante outros países, isto é, 
totalmente independente. 
- Indissolubilidade do vínculo federativo, com a 
consequente inexistência do direito à secessão. 
A FEDERAÇÃO NA CONSTITUIÇÃO DA 
REPÚBLICA DE 1988: 
- 1ª Constituição brasileira (1824): Estado unitário 
- 1ª Constituição republicana (1891): Federação 
resultante da segregação de competências entre 
entidades federadas 
- Constituições subsequentes: Adotam a federação 
- Constituição de 1988: Federação é princípio 
fundamental e cláusula pétrea 
- Entes federados: União, Estados-membros, Distrito 
Federal e Municípios, todos autônomos entre si, sem 
hierarquia 
- Vínculo indissolúvel: Não há direito de secessão 
- Soberania: Exclusiva da República Federativa do Brasil 
- Entes federados: Dotados de autonomia. 
 
12
QUESTÕES 
QUESTÃO 1 
Ano: 2021 
Banca: Quadrix 
Órgão: CRT-04 
Provas: Agente de Fiscalização - Edificações/Construção 
Civil 
Com relação ao conceito e aos sentidos de constituição, 
julgue o item. 
No sentido político, a constituição espelha os fatores 
reais de poder, isto é, revela a vontade da elite política 
dominante do momento. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
COMENTÁRIOS 
GABARITO: Errado - Alternativa B 
Sociológico (Ferdinand Lassale): Constituição é a 
soma dos fatores reais de poder na prática, ou seja, é como 
a Constituição deveria ser na sua efetividade. A 
Constituição é um fato social e não uma mera folha de 
papel. 
QUESTÃO 2 
Ano: 2022 
Banca: Ibest 
Órgão: CRMV-DF 
Prova: Agente de Fiscalização
Existem várias concepções a serem tomadas para 
definir o termo “Constituição”, e alguns autores preferem a 
ideia da expressão tipologia dos conceitos de Constituição 
em várias acepções (LENZA, 2019). Quanto ao conceito de 
Constituição em seus diversos sentidos, julgue o item. 
Na concepção de Hans Kelsen, a palavra Constituição, 
em seu sentido lógico-jurídico, tem o significado de norma 
fundamental hipotética. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
COMENTÁRIOS 
GABARITO: Certo - Alternativa A 
Jurídico (Hans Kelsen): Constituição é uma norma 
jurídica pura, positivada em um texto formal. No sentido 
lógico-jurídico, é uma norma hipotética; no sentido jurídico-
positivo, é uma norma escrita.X` 
PRÉVIA DO ASSUNTO 
De Que Tratam os 4 Primeiros Artigos da 
Constituição da República? 
Os 4 primeiros artigos da Constituição da República 
Federativa do Brasil estabelecem princípios 
fundamentais e diretrizes gerais para a organização do 
país. Podemos considerá-los o início do nosso 
ordenamento jurídico, o ponto de partida. 
Eles falam diretamente sobre: 
- União indissolúvel da República Federativa do 
Brasil, constituída em Estado Democrático de Direito; 
- Soberania popular (todo o poder emana do povo); 
- Fundamentos: sociedade livre, justa e solidária; 
garantia do desenvolvimento nacional; erradicação da 
pobreza e redução das desigualdades sociais e 
regionais; promoção do bem de todos, sem 
discriminação; 
- Princípios nas relações internacionais: prevalência 
dos direitos humanos, igualdade entre os Estados, 
repúdio ao terrorismo e ao racismo, cooperação para o 
progresso da humanidade; 
 
13
- Busca pela integração econômica, política, social e 
cultural entre os povos da América Latina para a formação 
de uma comunidade latino-americana de nações. 
Antes do aprofundamento, vejamos alguns 
conceitos que serão úteis: 
Forma de Estado: Federação (federalismo 
cooperativo); 
MNEMÔNICO: FÉ NA FEDERAÇÃO 
Forma de Governo: República; 
MNEMÔNICO: FOGO NA REPÚBLICA 
Sistema de Governo: Presidencialismo; 
MNEMÔNICO: SIGO O PRESIDENTE 
Regime de Governo: Democracia (com 
participação semidireta do povo); 
MNEMÔNICO: REGO A DEMOCRACIA 
OUTROS CONCEITOS IMPORTANTÍSSIMOS 
Direitos: Bens e vantagens prescritos na norma 
constitucional 
Deveres: Instrumentos para assegurar o exercício 
dos direitos e reparar eventuais violações 
GERAÇÃO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS 
Gerações de direitos constitucionais são uma forma de 
classificar os direitos humanos em diferentes 
categorias ou fases históricas, de acordo com sua 
evolução e reconhecimento na sociedade. Essa 
classificação ajuda a compreender a progressão dos 
direitos ao longo do tempo e reflete a expansão e o 
desenvolvimento dos direitos fundamentais nas 
constituições e nas legislações de diversos países. 
A teoria das gerações de direitos surgiu como resultado 
das mudanças sociais e políticas que ocorreram ao longo 
dos séculos, levando a uma ampliação gradual do escopo 
dos direitos protegidos e reconhecidos pela lei. 
Essas gerações são frequentemente associadas a 
momentos históricos específicos e às demandas 
sociais que surgiram em cada período. 
GERAÇÕES
1ª Geração: Liberdade e Direitos Civis e Políticos 
2ª Geração: Igualdade e Direitos Sociais Econômicos 
Culturais 
3ª Geração: Fraternidade e Direitos Difusos 
4ª Geração: Direito à democracia, à informação, ao 
pluralismo e à engenharia genética 
ANÁLISE ESPECÍFICA DOS ARTIGOS 1° A 4° 
ARTIGO 1° 
 
14
O artigo primeiro deixa claro 3 pilares que regem a 
nossa nação: A Forma de Estado, O Regime de Governo e 
os Fundamentos da República Federativa do Brasil. 
Forma de Estado que o Brasil adota: 
União indissolúvel dos Estados, Municípios e do 
Distrito Federal 
O Regime de Governo que o Brasil adota: 
Estado Democrático de Direito 
Fundamentos: 
 - Soberania 
 - Cidadania 
 - Dignidade da pessoa humana 
 - Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa 
 - Pluralismo político 
Para memorizar os incisos (FUNDAMENTOS) do 
art. 1°: 
So-Ci-Di-Va-Plu. 
Vejamos cada um em detalhes: 
SOBERANIA 
Soberania é propriedade essencial de todo Estado 
Nacional.País precisa de soberania para ser considerado como tal. 
Ter soberania significa não se subordinar a nenhum país 
no cenário internacional e ser um poder supremo no cenário 
interno. 
Soberania pode ser lida em duas perspectivas. 
Na ótica internacional, significa independência e igualdade 
entre os Estados. 
Na perspectiva interna, significa supremacia da 
Constituição sobre todas as outras normas. 
CIDADANIA 
Cidadania é o direito que todo indivíduo possui de 
participar da vida política do Estado. Isso pode ser feito 
por meio do exercício dos direitos políticos, atuando em 
plebiscitos ou referendos, propondo ação popular ou 
subscrição de um projeto de lei. A construção do Estado 
requer a participação de todos os cidadãos em múltiplas 
frentes de ação. 
Idealmente, deve haver uma relação harmoniosa entre 
a sociedade e os eleitos para uma atividade política robusta 
e constante. 
DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA 
O art. 1° afirma que a dignidade da pessoa humana é o 
terceiro fundamento do nosso ordenamento. Esse valor-
fonte é a base de todos os direitos fundamentais e um 
ingrediente argumentativo crucial. Ele impede a 
funcionalização e a tratamento das pessoas como objetos. 
O STF afirmou que a dignidade da pessoa humana é 
um vetor interpretativo e valor-fonte que inspira todo o 
ordenamento constitucional vigente no Brasil. Isso 
significa que a Dignidade da Pessoa Humana é um 
princípio central no país, que coloca o ser humano 
como preocupação central do Estado. É dever do Estado 
garantir que a pessoa não seja mercantilizada e promover o 
desenvolvimento da personalidade humana. 
A dignidade da pessoa humana é um princípio 
fundamental que tem sido amplamente utilizado pela 
Corte Suprema e pela doutrina para embasar questões 
pertinentes aos Direitos Fundamentais. Através da 
elaboração de súmulas vinculantes, a relevância desse 
princípio foi comprovada em várias decisões importantes. A 
Súmula Vinculante 11 é um exemplo disso, já que 
determina que o uso de algemas só é permitido em casos 
excepcionais de resistência ou perigo à integridade física do 
preso ou de terceiros, através de autorização por escrito, 
sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal. A 
Súmula Vinculante 56, por sua vez, determina que a falta de 
um estabelecimento penal adequado não justifica a 
 
15
manutenção do condenado em um regime prisional mais 
severo. 
Direito à vida apresentado em duas perspectivas: 
i) Direito de continuar vivo (não ser morto); 
ii) Direito à vida digna. 
Constituição brasileira veda a pena de morte, exceto em 
guerra declarada. 
Proteção à vida digna vai além da subsistência física e 
inclui acesso a bens, serviços essenciais, liberdades e 
direitos, proibição de tratamento desmerecedor e penas 
cruéis. 
Decisões importantes do STF:
(i) Julgamento da ADPF n° 54 em 2012 - declarou a 
inconstitucionalidade da interpretação que tipifica como crime 
a interrupção da gravidez de feto anencefálico, violando 
preceitos como a laicidade do Estado, a dignidade da pessoa 
humana, a proteção da autonomia, da liberdade, da 
privacidade e da saúde. 
(ii) Reconhecimento de direitos previdenciários a casais 
homoafetivos em 2003, embrião do entendimento de que 
entidade familiar não se limita à união estável entre homem e 
mulher; consolidado em 2011 no julgamento da ADI 4.277 e 
ADPF 132, reconhecendo o direito fundamental à orientação 
sexual e a legitimidade jurídica da união homoafetiva como 
entidade familiar, baseados em princípios como a dignidade 
da pessoa humana, a liberdade, a autodeterminação, a 
igualdade, o pluralismo, a intimidade, a não discriminação e a 
busca da felicidade. 
(iii) O STF considera constitucionais os preceitos da Lei de 
Biossegurança que permitem o uso de células-tronco 
embrionárias de embriões humanos fertilizados in vitro e não 
utilizados para pesquisas e terapias, pois não ferem o direito à 
vida ou à dignidade da pessoa humana. 
(iv) Em 2018, o STF declarou que condução coercitiva para 
interrogatório é incompatível com a Constituição Federal, pois 
restringe temporariamente a liberdade sem nenhum direito 
legal ou motivo justo, e trata o indivíduo como culpado, 
violando a dignidade da pessoa humana. 
(v) Em 2018, o STF reconheceu o direito dos transgêneros de 
alterar seu nome e gênero diretamente em seus registros 
civis, sem a obrigação de comprovar certificações médicas e 
psicológicas. Isso foi feito com base nos princípios da 
dignidade da pessoa humana, da inviolabilidade da intimidade, 
da vida privada, da honra e da imagem. 
VALORES SOCIAIS DO TRABALHO E DA LIVRE 
INICIATIVA 
- Opção constitucional pelo sistema econômico 
capitalista, com propriedade privada dos meios de 
produção e livre iniciativa. 
- Economia de livre mercado com foco no bem-estar 
social e melhoria das condições de vida da sociedade. 
- Art. 170 da CF/88 reforça a valorização do trabalho 
humano e livre iniciativa para assegurar existência digna 
conforme ditames da justiça social. 
- Fundamento em estudo garante liberdade para iniciar, 
organizar e gerir atividade econômica, mas não é 
absoluto. 
- Ordens econômicas são orientadas pelos princípios da 
proteção do consumidor e livre concorrência, legitimando 
intervenções estatais para correção de falhas de mercado e 
defesa dos direitos do consumidor e igualdade de 
concorrência. 
PLURALISMO POLÍTICO 
- Reconhece a diversidade da sociedade 
- Permite a defesa de ideias e concepções diferentes 
- Tolerância com ideias efetivamente contraditórias 
- Assegura a liberdade de expressão e participação 
democrática 
*Não deve ser confundido com pluripartidarismo ou 
multipartidarismo (apesar de ser consequência do 
pluralismo) 
 
16
- Pluralismo político não ampara práticas e condutas 
discriminatórias e abusivas que espalham ódio e 
intolerância. 
- Discursos que incitam o preconceito e a discriminação 
s ã o 
violadores do direito à liberdade de expressão e 
manifestação e podem constituir crime. 
ANÁLISE ESPECÍFICA DOS ARTIGOS 1° A 4° 
ARTIGO 2° 
O ponto central desse artigo é a Separação de 
Poderes. 
Separação dos poderes
Origem em "A Política" de Aristóteles 
Foi aprofundada em "Segundo Tratado do Governo" de 
John Locke 
Reconhecimento mundial em "O espírito das leis" de 
Montesquieu 
- Montesquieu não defendia uma separação rígida e isolada 
dos poderes 
- Propôs bases de um governo moderado e controlado 
- O objetivo era evitar identidade entre aqueles que 
exercem as funções estatais (evitar confusão entre o que 
era o governo e o que eram as pessoas que governavam) 
- É imprescindível manter os poderes vinculados e em 
interdependência 
- Cada poder deve controlar os outros dois e ser por eles 
também controlado (conhecido como ‘FREIOS E 
CONTRAPESOS') 
A "Separação dos Poderes” no Brasil é conhecida como 
"Tripartição funcional do Poder". 
No Artigo 2, a Constituição estabelece que são Poderes 
da União, independentes e harmônicos entre si, o 
Legislativo, o Executivo e o Judiciário. 
ATENÇÃO 
 
SEPARAÇÃO DOS PODERES EM DETALHES 
- Poderes são independentes entre si
- Especialização funcional 
- Cada poder possui funções constitucionalmente delineadas 
 
 - Independência orgânica
- Tarefas são exercidas sem interferência ou subordinação a 
qualquer outro Poder 
- Independência deve ser entendida com temperamentos 
O Estado contemporâneo não mais aceita a ideia de 
separação rígida 
 
17
Relação entre os Poderes será construída de forma 
harmônica 
 
 - Todos os Poderes exercem todas as funções
Sistema de freios e contrapesos: 
- Cada Poder age para impedir o exercício arbitrário do outro 
SISTEMA DE FREIOS E CONTRAPESOS EM 
DETALHES 
Dentre as situações que consagram o sistema de 
freios e contrapesos na Constituição, destacam-se: 
1) Controle de constitucionalidade das leis pelo 
Judiciário; 
2) Veto presidencial aos projetos aprovados pelo 
Legislativo; 
3) Derrubada do veto presidencial pelo Legislativo; 
4) Rejeiçãode Medida Provisória pelo Legislativo; 
5) Aprovação do Senado para nomeação de 
autoridades; 
6) Condenação do Presidente pelo Senado em 
processo de impeachment. 
ANÁLISE ESPECÍFICA DOS ARTIGOS 1° A 4° 
ARTIGO 3° 
Objetivos Fundamentais da República Federativa do 
Brasil: 
I. Construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
II. Garantir o desenvolvimento nacional; 
III. Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as 
desigualdades sociais e regionais; 
IV. Promover o bem de todos, sem preconceitos de 
origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de 
discriminação. 
Esses objetivos fundamentais orientam a República 
Federativa do Brasil e todas as políticas públicas 
adotadas pelo Estado. Eles são metas, propósitos e 
finalidades que ainda não foram completamente 
alcançados, mas que guiam o povo brasileiro em sua busca 
por uma sociedade mais justa e solidária. 
É importante observar que os objetivos estão 
expressos em verbos no infinitivo, revelando nosso 
compromisso em construir, garantir, erradicar, reduzir e 
promover, em vez de apenas declarar intenções. 
MNEMÔNICO
Construir 
Garantir 
Erradicar 
Reduzir 
Promover 
"A pessoa de nome CONSGA pode ERRAR uma questão 
e, se isso acontecer, ela REPROVA". 
- O aspecto central é referente ao inciso IV do art. 
3°, que trata da promoção do bem de todos sem 
preconceito; 
Esse inciso é um corolário do princípio da 
igualdade; 
- A igualdade é um princípio geral do ordenamento e 
pedra angular do regime democrático; 
PODER FUNÇÃO TÍPICA FUNÇÃO ATIPICA
EXECUTIVO Administrar
Julgar 
e legislar
LEGISLATIVO Legislar e 
Fiscalizar
Julgar 
e Administrar
JUDICIÁRIO Julgar Legislar
 e Administrar
 
18
- A Constituição protege a igualdade para evitar que 
grupos de pessoas sejam deixadas em indignidade e 
abandono social/jurídico/fático; 
- As ações afirmativas são mecanismos poderosos de 
inclusão social que corrigem e mitigam os efeitos das 
discriminações no passado; 
- As ações afirmativas são práticas ou políticas estatais 
que tratam diferentemente certos grupos vulneráveis, 
buscando redistribuir bens e oportunidades para corrigir 
distorções; 
- No Brasil, um exemplo de ações afirmativas é a 
política de cotas étnico-raciais para a seleção e ingresso de 
estudantes em universidades; 
Exemplo: O STF entende que a reserva de vagas 
para estudantes afrodescendentes na Universidade de 
Brasília é adequada e proporcional ao atingimento dos 
objetivos e compatível com os valores e princípios da 
Constituição. 
ANÁLISE ESPECÍFICA DOS ARTIGOS 1° A 4° 
ARTIGO 4° 
Princípios que regem a República Federativa do 
Brasil nas Relações Internacionais: 
- Independência nacional 
- Prevalência dos direitos humanos 
- Autodeterminação dos povos 
- Não intervenção 
- Igualdade entre os Estados 
- Defesa da paz 
- Solução pacífica dos conflitos 
- Repúdio ao terrorismo e ao racismo 
- Cooperação entre os povos para o progresso da 
humanidade 
- Concessão de asilo político. 
ATENÇÃO 
O examinador cosuma misturar os artigos com 
princípios fundamentais para confundir. 
O Inciso I do artigo 4° é a “Independência Nacional” 
relacionada à soberania na comunidade de Estados. 
A Carta das Nações Unidas reconhece a soberania 
como um dos princípios fundamentais que regem as 
relações internacionais. 
O Inciso II é a “Prevalência dos Direitos Humanos”, 
onde os Estados pautam suas relações internacionais com 
o ideal de fazer imperar os direitos humanos. 
Vejamos em detalhes: 
PRINCÍPIOS DAS RELAÇÕES 
INTERNACIONAIS EM DETALHES 
NÃO ESTÃO ORGANIZADOS NA MESMA SEQUÊNCIA DA 
CONSTITUIÇÃO 
Princípio da autodeterminação dos povos:
- Liberdade de um grupo em se separar do Estado e se 
organizar em um Estado Nacional novo 
- Reconhecimento da validade do novo Estado se a 
comunidade que pleiteia sua independência estiver em uma 
das seguintes condições: 
 (i) sob domínio colonial e se insurja contra a condição de 
colônia (Resolução 1514 da Assembleia Geral da ONU de 
1960) 
 
(ii) não vive em domínio colonial, mas encontra-se sob regime 
de opressão ou discriminação no seio do Estado que integra 
(Resolução 2526 da Assembleia Geral da ONU de 1970) 
Princípio da não-intervenção:
- Não interferência em temas considerados exclusivamente 
domésticos dos demais Estados 
- Respeito à soberania de cada Estado 
 
19
- Ideal de paz perpétua mundial baseado no respeito recíproco 
entre os países em relação à integridade territorial e às 
decisões políticas domésticas. 
Princípio da Igualdade entre os Estados
- Soberania e autodeterminação dos povos 
- Comunidade de Estados deve se respeitar mutuamente 
- Todos os participantes estão em posição de igualdade no 
cenário internacional 
- Mesmo com diferenças políticas, sociais e econômicas, 
todos têm igualdade em direitos e obrigações 
- Sociedade internacional é composta de membros que se 
situam em um mesmo patamar de importância e igualdade 
Princípio da Defesa da Paz
- Paz é o objetivo supremo da comunidade internacional 
- Propósito fundamental das Nações Unidas é manter a paz e 
a segurança internacionais 
- Tomar medidas efetivas para evitar ameaças à paz e reprimir 
os atos de agressão 
- Chegar, por meios pacíficos e de conformidade com os 
princípios da justiça e do direito internacional, a um ajuste ou 
solução das controvérsias ou situações que possam levar a 
uma perturbação da paz 
JÁ SE PERGUNTOU POR QUE O BRASIL 
NÃO SE ENVOLVE EM GUERRAS? POR 
QUE O NOSSO PAÍS É TÃO PACÍFICO? 
Princípio da Solução Pacífica dos Conflitos: 
Resolver conflitos pacificamente, sem uso da força. 
- Pacto Briand-Kellog: Estados signatários devem basear 
mudanças em relações mútuas em meios pacíficos e dentro 
da ordem e da paz. 
- Princípio do Repúdio ao Terrorismo e ao Racismo: 
repudiar racismo para promover eliminação da 
discriminação racial nas relações internacionais. Absoluta 
rejeição ao terrorismo para alcançar a paz social e 
solucionar controvérsias pacificamente. 
Terrorismo é afronta aos direitos humanos e segurança 
dos Estados. 
Princípio da Cooperação entre os Povos para o 
Progresso da Humanidade
- Não existia antes de 1945 (fim da segunda guerra 
mundial) 
Surge da vontade dos Estados de trabalharem juntos pelo 
bem comum. 
Princípio fundamental do direito internacional hoje em 
dia. 
Valores maiores, especialmente a conquista do 
progresso da humanidade 
Estados devem promover níveis mais altos de vida, 
trabalho efetivo, progresso e desenvolvimento 
econômico e social para todos os povos 
Cooperação na solução de problemas internacionais 
econômicos, sociais, sanitários e culturais/educacionais 
Princípio da Concessão de Asilo Político
Mecanismo de proteção da pessoa humana e solidariedade 
internacional, para indivíduos que sofrem perseguições 
políticas, religiosas ou por livre manifestação do pensamento. 
ATENÇÃO 
Parágrafo único do art. 4° prevê: República 
Federativa do Brasil busca integração econômica, política, 
social e cultural dos povos da América Latina para formar 
uma comunidade latino-americana de nações. 
O examinador pode trocar a expressão por outra para 
confundir. Fique alerta! 
 
20
Como os Concursos Cobram Este Assunto? 
A maior parte das questões sobre os princípios 
fundamentais cobrará a literalidade dos dispositivos, 
sendo importante uma leitura atenta e cuidadosa do texto 
constitucional para acertar as questões na prova. 
Para te ajudar nisso, deixamos o texto 
constitucional GRIFADO, com algumas observações, 
na próxima página. 
 
21
Constituição 
Federal 
Título I 
I - DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS (arts. 1º a 4º) 
ART. 1º 
A República Federativa do Brasil, formada pela união 
indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, 
constitui-se em Estado democrático de direito e tem como 
fundamentos: 
I - a soberania; 
II - a cidadania; 
· Lei nº 9265, de 12.2.1996, que disciplina a 
gratuidade dos atos necessários ao exercício da 
cidadania. 
III - a dignidadeda pessoa humana; 
IV - os valores sociais do trabalho e da livre 
iniciativa; 
V - o pluralismo político. 
So-Ci-Di-Va-Plu. 
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o 
exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, 
nos termos desta Constituição. 
· 
Iniciativa popular, arts. 14, caput, III, 61, caput e 
§ 1º da CF. 
Direitos políticos, arts. 14 a 16 da CF. 
ART. 2º 
São Poderes da União, independentes e harmônicos 
entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. 
ART. 3º 
 Constituem objetivos fundamentais da República 
Federativa do Brasil: 
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
II - garantir o desenvolvimento nacional; 
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir 
as desigualdades sociais e regionais; 
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de 
origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de 
discriminação. 
Lei nº 7716, de 5.11.1989, que define os crimes 
resultantes de preconceito de raça ou de cor. 
Lei nº 8081, de 21.9.1990, que estabelece os crimes e 
as penas aplicáveis aos atos discriminatórios ou de 
preconceito de raça, cor, religião, etnia ou procedência 
nacional, praticados pelos meios de comunicação ou 
por publicação de qualquer natureza. 
Lei nº 9459, de 13/05/1997, que os define crimes 
resultantes de preconceito de raça e cor. 
ART. 4º 
A República Federativa do Brasil rege-se nas suas 
relações internacionais pelos seguintes princípios: 
I - independência nacional; 
II - prevalência dos direitos humanos; 
III - autodeterminação dos povos; 
IV - não-intervenção; 
V - igualdade entre os Estados; 
VI - defesa da paz; 
VII - solução pacífica dos conflitos; 
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
· 
Lei nº 8072, de 25.7.1990, que dispõe sobre os crimes 
hediondos, nos termos do art. 5º, inciso XLIII, da 
Constituição Federal, e determina outras providências. 
· 
 
22
Lei nº 9695, de 20.8.1998, que acrescenta incisos ao 
art. 1º da Lei nº 8072, de 25 de julho de 1990, que 
dispõe sobre os crimes hediondos, e altera os arts. 2º, 
5º e 10 da Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1997, e dá 
outras providências. 
· 
Lei nº 7716, de 5.11.1989, que define os crimes 
resultantes de preconceito de raça ou de cor. 
· 
Lei nº 8081, de 21.9.1990, que estabelece os crimes e 
as penas aplicáveis aos atos discriminatórios ou de 
preconceito de raça, cor, religião, etnia ou procedência 
nacional, praticados pelos meios de comunicação ou 
por publicação de qualquer natureza. 
· 
Lei nº 9459, de 13/05/1997, que define os crimes 
resultantes de preconceito de raça e cor. 
IX - cooperação entre os povos para o progresso da 
humanidade; 
X - concessão de asilo político. 
· Lei nº 9474, de 1997, que define mecanismos para a 
implementação do Estatuto dos Refugiados de 1951, e 
determina outras providências. 
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil 
buscará a integração econômica, política, social e 
cultural dos povos da América Latina, visando à 
formação de uma comunidade latino-americana de nações. 
· Decreto nº 350, de 21.11.1991, que promulga o 
Tratado para a Constituição de um Mercado Comum 
entre a República Argentina, a República Federativa 
do Brasil, a República do Paraguai e a República 
Oriental do Uruguai (Tratado Mercosul). 
· Decreto nº 922, de 10.9.1993, que promulga o 
Protocolo para a Solução de Controvérsias, firmado 
em Brasília em 17 de dezembro de 1991, no âmbito do 
Mercado Comum do Sul (Mercosul). 
 
23
ATENÇÃO 
O grande “pulo do gato” para as matérias de Direito em 
concursos públicos é que não existe pulo do gato. 
A grande maioria dos aprovados tem algo em 
comum: leram a “lei seca” várias vezes, privilegiando-a 
acima de teorias. Isso quer dizer que você deve focar no 
texto das leis (especialmente da constituição), pois a 
maioria das questões não passam de jogos de sete 
erros: as questões retiram alguma palavra ou adicionam 
para que você avalie se o texto está correto ou não. 
Não reinvente a roda: estude a lei seca. 
Para facilitar o seu estudo, abaixo você encontrará os 
artigos em sua literalidade, mas com a marcação e 
esquematização de alguns detalhes. 
ART 5° 
- Todos são iguais perante a lei, sem distinção de 
qualquer natureza 
Brasileiro x Estrangeiro 
A CF (Constituição Federal) pode autorizar distinção, mas a lei 
não pode fazê-lo. 
- Garantia do direito à vida, liberdade, igualdade, 
segurança e propriedade. 
DIREITO À VIDA 
Princípio fundamental garantido pela Constituição 
Federal de 1988 do Brasil e pela doutrina jurídica 
 
Artigo 5º da Constituição: "todos são iguais perante a 
lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se 
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a 
inviolabilidade do direito à vida” 
 
- Princípio básico de que todas as pessoas têm o direito 
de viver e que esse direito deve ser protegido pelo 
Estado 
- Abrange não apenas o direito de não ser morto, mas 
também o direito de ter acesso a condições adequadas de 
vida 
 
- Inclui alimentação, moradia, saúde, educação e 
segurança 
- Responsabilidade do Estado 
 - Garantir a ausência de ameaças à vida 
 - Promover condições que assegurem uma vida digna 
para todos os cidadãos 
Pesquisas com célula tronco não violam o direito à vida, 
pois a inviolabilidade é de um indivíduo já personalizado. 
PRINCÍPIO DA ISONOMIA 
- Auto-aplicável e não suscetível de regulamentação ou 
complementação 
Divide-se TEORICAMENTE em ISONOMIA MATERIAL 
E ISONOMIA FORMAL. 
- Isonomia Material: tratar igualmente situações 
semelhantes e de forma desigual as situações desiguais 
A Lei Maria da Penha é um exemplo de isonomia 
material, uma vez que a grande maioria dos casos de 
violência doméstica ocorre com a mulher sendo vítima, 
o que fez com que o legislador criasse mecanismos 
para defender essa parcela da sociedade que está 
mais vulnerável a esse tipo de crime. 
 
24
Outro exemplo pode ser o tratamento diferenciado que 
é dado a cadeirantes, idosos e gestantes. Em vista de 
sua condição limitada de locomoção, o tratamento a 
eles dispensado é diferente, é desigual, mas na 
medida de sua desigualdade (uma simples rampa de 
acesso, para cadeirantes - ou uma simples preferência 
na fila do banco para gestantes e idosos). 
- Isonomia Formal: prevista no texto da lei, coibindo 
privilégios e abusos especiais. 
I - Homens e Mulheres têm igualdade de direitos e 
obrigações, conforme a CF. 
II - A legalidade prevalece sobre as obrigações, e 
ninguém deve obedecer a uma ordem ilegal, sendo o dever 
de um cidadão se opor a ela. 
(Aqui temos o conceito de LEI em sentido AMPLO) 
III - Ninguém deve ser submetido a tortura ou 
tratamento desumano ou degradante. O uso de algemas 
deve ser excepcional, com justificativa por escrito e 
punição caso não cumprido. 
IV - A manifestação do pensamento é livre, mas o 
anonimato é proibido. 
A denúncia anônima não é aceita formalmente para a 
instauração de IP, porém um procedimento informal 
pode ser realizado. 
V - O direito de resposta é proporcional à ofensa e 
inclui indenização por danos materiais, morais e à imagem. 
O sigilo de denúncias contra administradores é 
proibido. 
VI - Os locais de culto e suas liturgias são 
protegidos por lei. 
VII - A assistência religiosa é assegurada em 
entidades civis e militares de internação coletiva, de acordo 
com a lei. 
Exemplos desse tipo de entidade civil: presídios, 
estabelecimentos hospitalares, clínicas, sanatórios 
VIII - Ninguém pode ser privado de direitos por 
crença ou convicção filosófica ou política, exceto se desejar 
se eximir de obrigação legalmente imposta e se recusar a 
cumprir uma prestação alternativa. 
Exemplo: Os adventistas guardam o sábado (crença - 
convicção filosófica) e por isso não realizam algumas 
provas de concurso público, mas a eles é dada a 
oportunidade de realizar a prova em outro momento. 
Portanto, caso desejem ingressar no serviço público, 
devem se submeter às mesmas etapas de provas quetodos os outros candidatos, mas de maneira 
alternativa (em dia ou horário diferente). Se recusarem 
essa ALTERNATIVA, não podem ingressar no serviço 
público por nenhuma “brecha”. 
X – Inviolabilidade dos direitos á intimidade, vida 
privada, honra e imagem das pessoas, com direito de 
indenização pelo dano material ou moral (PF / PJ). 
STF (ADI 4815): autorização prévia não é exigida para 
publicação de biografias. 
 
25
STF (RE 215.984): direito à imagem é autônomo e 
não requer ofensa à reputação para reparação de 
dano moral. 
XI – Inviolabilidade do domicílio: NENHUM indivíduo 
pode entrar em residência sem consentimento do morador, 
exceto em caso de: 
Flagrante delito, 
Desastre, 
Prestação de socorro ou 
Determinação judicial - durante o dia. 
O termo "residência" inclui qualquer espaço privado, 
usado para exercício de profissão ou atividade, e não 
inclui locais públicos como bares e restaurantes. 
Provas obtidas à noite por escuta ambiental são 
permitidas. 
INVIOLABILIDADE DO SIGILO 
- Correspondência 
- Comunicações telegráficas 
- Dados e comunicações telefônicas (exceto 
investigação criminal ou instrução processual penal) 
 
EXCEÇÕES:
- Procedimento de persecução penal permite 
compartilhamento de dados colhidos no IP com RFB para 
procedimento administrativo fiscal de irregularidades fiscais 
despidas de ilícito penal. 
- Ilícita a prova obtida por interceptação telefônica via 
denúncia anônima ou a mando de juiz incompetente, 
mesmo que seja indispensável. 
- Lícita a utilização de conversa telefônica feita por terceiros 
com autorização de um dos interlocutores sem o 
conhecimento do outro fundada em legítima defesa. 
- Lícita gravação de conversa telefônica feita por um dos 
interlocutores, sem conhecimento do outro, quando 
ausente causa de sigilo ou reserva da conversação. 
- Lícito para adm. penitenciária interceptar correspondências, 
excepcionalmente. 
- Interceptação de conversa telefônica somente permitida 
para judiciário. 
- Sigilo das ligações permitido para judiciário e CPIs. 
- Lícita a prova obtida pelo policial a partir da verificação, no 
celular de indivíduo preso em flagrante delito, dos registros 
das últimas ligações. 
- Constitucional o compartilhamento, sem prévia autorização 
judicial, dos RIFs e da íntegra dos procedimentos 
fiscalizatórios da Receita Federal com órgãos de persecução 
penal para fins criminais. 
XIII - Exercício livre de profissões, sujeito às 
qualificações da LEI. 
STF (RE 414.426): Inscrição em conselho de 
fiscalização só exigida em atividades com potencial 
lesivo. 
XV - Livre locomoção no território nacional em tempo 
de paz, sujeita a restrições da LEI (eficácia contida). 
XVI - Direito de reunião protegido por MS, com apenas 
prévio aviso à autoridade exigido, independentemente de 
autorização. 
XVII - Reuniões com fins lícitos permitidas, mas 
vedadas as de caráter paramilitar. 
XVIII - Criação de associações e cooperativas 
independe de autorização e não pode sofrer 
interferência estatal. 
XIX - Associações só podem ser compulsoriamente 
dissolvidas ou ter atividades suspensas por decisão 
judicial, exigindo TEJ no primeiro caso. 
XXI - Representação judicial ou extrajudicial de filiados 
só pode ocorrer com autorização expressa. 
XXIV - Desapropriação por necessidade, utilidade 
pública ou interesse social só pode ocorrer com justa e 
prévia indenização em dinheiro, ressalvados casos da 
CF. 
XXVI - Pequena propriedade rural trabalhada pela 
família não pode ser objeto de penhora para pagamento 
de débitos decorrentes de sua atividade. 
 
26
XXVII - Direito exclusivo de propriedade intelectual 
pertence aos autores, sendo transmitido aos herdeiros pelo 
tempo que a LEI fixar. 
Artigo XXVIII - Direitos Autorais 
- Proteção às participações individuais em obras 
coletivas 
- Reprodução da imagem e voz humana, incluindo 
atividades esportivas 
- Direito de fiscalização do uso econômico das obras 
criadas ou participadas 
Artigo XXIX - Propriedade Industrial 
- Autores de inventos industriais têm privilégio 
temporário para sua utilização 
Súmula 386 do STF: 
- Execução de obra musical por artistas remunerados 
é exigível direito autoral, exceto quando a orquestra 
for de amadores 
Artigo XXXI - Sucessão de bens de estrangeiros no 
país 
- Regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge 
ou filhos brasileiros, salvo se a lei pessoal do falecido for 
mais favorável (testamento) 
Artigo XXXIII - Direito à informação 
- Todos têm direito a receber informações de 
interesse particular, coletivo ou geral dos órgãos 
públicos, desde que prestadas dentro do prazo 
estabelecido em lei. Exceto informações cujo sigilo é 
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. 
Artigo XXXIV - Direitos assegurados sem 
pagamento de taxas
- Direito de petição para defesa de direitos ou contra 
ilegalidade ou abuso de poder 
- Obtenção de certidões para defesa de direitos e 
esclarecimentos. 
XXXV: Lei não exclui apreciação judicial para 
lesão ou ameaça a direito. 
Lei não pode condicionar acesso ao exaurimento da via 
administrativa. São três hipóteses que exigem esgotamento da 
via administrativa: HD, Justiça Desportiva e reclamação contra 
descumprimento de SV pela ADMP. 
XXXVI: Lei não prejudica direito adquirido, ato 
jurídico perfeito e coisa julgada. 
A teoria subjetiva de proteção dos direitos adquiridos do STF 
(Súmula 654) dispõe que a garantia da irretroatividade da lei 
não pode ser invocada pela entidade estatal que a editou. Não 
há direito adquirido em normas constitucionais originárias, 
mudança do padrão de moeda, criação ou aumento de tributo 
e mudança de regime jurídico. Lei nova não afeta efeitos 
futuros de contratos celebrados antes da sua vigência, para 
não violar o ato jurídico perfeito. 
APOSENTADORIA: É suficiente preencher os requisitos 
antes da vigência da lei, independentemente do momento 
em que o requerimento foi feito. 
XXXVII: Não há juízo ou tribunal de exceção. 
Não viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do 
devido processo legal a atração do processo do corréu para o 
foro por prerrogativa de função de um dos denunciados por 
continência ou conexão. 
XXXVIII – JÚRI:
- Crimes dolosos contra a vida (incluindo latrocínio) 
a) Plenitude de defesa 
b) Sigilo das votações 
c) Soberania dos veredictos 
- Competência do júri prevalece sobre foro por 
prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela 
constituição estadual (não prevalece sobre foro previsto na 
CF) 
XLII – Racismo:
- Inafiançável e imprescritível 
 
27
- Reclusão 
XLIII – Tortura, tráfico, terrorismo e 
hediondos:
- Inafiançáveis, insuscetíveis de graça, anistia ou indulto 
- Graça engloba indulto e comutação de penas, de 
competência do Presidente da República. 
XLIV – Ação de grupos armados:
- Inafiançável e imprescritível 
XLVI – Lei:
- Individualização da pena e adotará diversas medidas, 
incluindo perda de bens e prestação social alternativa 
XLVIII – Pena:
- Cumprida em estabelecimentos distintos de acordo com a 
natureza do delito, a idade e o sexo 
LI – Extradição:
- Nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em 
caso de crime comum (antes da naturalização), ou 
envolvimento em tráfico (lei – antes ou depois da 
naturalização) 
LV – Direitos dos litigantes:
- Assegurados o contraditório e a ampla defesa 
- Direito do defensor ter acesso aos elementos de prova já 
documentados em procedimento investigatório, realizado por 
órgão com competência de polícia judiciária, inclusive as 
sigilosas 
- Inconstitucional exigência de depósito ou arrolamento 
prévios de dinheiro ou bens para admisibilidade de recurso 
administrativo. 
LVI - Prov. obtidas por meios ilícitos são 
INADMISSÍVEIS.
- Prova ilícita não contamina todo o processo 
- Prova ilegal divide-se em: (a) afronta o direito MATERIAL; (b) 
afronta o direito PROCESSUAL 
- LVII - Ninguém será culpado até o trânsito 
em julgado
- Cabe aoMP comprovar, de forma inequívoca, a 
culpabilidade do acusado 
- Impossibilidade de exigir da defesa provas referentes a fatos 
negativos 
- STF (ADCs 43, 44 e 54/2019) julgou constitucional o art. 283 
do CPP 
- O cumprimento da pena só pode ter início com o 
esgotamento de todos os recursos 
- A execução provisória da pena é proibida, exceto em prisão 
preventiva. 
LVIII - RG civ. ident. ≠ id. crim. exc. lei. 
LXV - Prisão ilegal = relax. imediata por aut. judic. 
LXVI - Ninguém preso se lei adm. lib. provis. com/s/
fiança. 
LXVII - Prisão civ. ≠ dívida, exc. inadimp. vol. e inesc. 
obr. alim. 
LXXV - Estado inden. conden. por err. judic. e preso 
além tempo fix. 
LXXVI - Reg. civ. nasc. e cert. ób. grat. p/ pobres, só 
cas. não. 
LXXVIII - Raz. dur. proc. asseg. junt. judic. e adm. 
LXXIX - Dir. prot. dados pes. asseg. nos meios dig. seg. 
lei. §1: Normas dir. e gar. fund. apl. imed. §4: Brasil subm. 
Juris. TPI c/ adesão. 
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS:
- HC repressivo 
- HC preventivo 
LXVIII - HABEAS CORPUS
- Garante a liberdade de locomoção e proteção contra 
ilegalidade ou abuso de poder 
IMPETRANTE: 
- Qualquer pessoa natural em seu favor ou de outrem 
- MP ou PJ em favor de pessoa natural 
 
28
- Juiz de ofício 
JURISPRUDÊNCIA: 
- STF (Súmula 695): Não cabe HC quando já extinta a pena 
privativa de liberdade. 
- STF (Súmula 694): Não cabe HC contra pena de exclusão 
de militar ou de perda de patente ou de função pública. 
- STF (Súmula 693): Não cabe HC contra decisão 
condenatória a pena de multa, ou relativo a processo em 
curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única 
cominada. 
- STF (Súmula 691): Não compete ao STF conhecer de HC 
impetrado contra decisão do relator que, em HC requerido a 
tribunal superior, indefere a liminar - (o instrumento correto é o 
Agravo Interno). 
- STF (Súmula 606): Não cabe HC originário para o Tribunal 
Pleno de decisão de Turma, ou do Plenário, proferida em HC 
ou no respectivo recurso – mas cabe contra ato individual 
formalizado por integrante do STF (STF, HC130620). 
- STF (Súmula 395): Não se conhece de recurso de HC cujo 
objeto seja resolver sobre o ônus das custas [...] 
- STF (HC 103.823): HC não é meio adequado para impugnar 
ato alusivo a sequestro de bens móveis e imóveis bem como a 
bloqueio de valores. 
- STF (RE 338.840): Não há que se falar em violação ao art. 
142, § 2o, da CF, se a concessão de HC, impetrado contra 
punição disciplinar militar, volta-se tão-somente para os 
pressupostos de sua legalidade, excluindo o mérito. 
- STF (AI 573.623): O HC é medida idônea para impugnar 
decisão judicial que autoriza a quebra de sigilos fiscal e 
bancário em procedimento criminal. 
- STF (HC 72.391): A petição com que impetrado o HC deve 
ser redigida em português, sob pena de não conhecimento do 
writ constitucional. 
LXIX - MANDADO DE SEGURANÇA INDIVIDUAL
Proteção de direito líquido e certo não amparado por HC ou 
HD quando responsável pela ilegalidade ou abuso de poder 
for autoridade pública ou agente de PJ no exercício de 
atribuições do poder público. 
LXX - MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO
MS coletivo impetrado por 
a) Partido com representação no CN (em favor de pessoa ou 
coletividade) 
b) Organização Sindical, entidade de Classe ou Associação 
legalmente constituída e em funcionamento pelo menos 
01 ano, em defesa dos interesses de seus membros ou 
associados. 
- 1 Representantes ou órgãos de partidos políticos, 
administradores de entidades autárquicas, dirigentes de PJ ou 
PF no exercício de atribuições do poder público. 
- Líquido e certo: Não admite dilação probatória, pois as 
provas são pré-constituídas (i.e. não admite provas 
testemunhais nem periciais). 
JURISPRUDÊNCIA E LEGISLAÇÃO (LEI 12.016/2009): 
STJ: 
- MS não serve para dar efeito suspensivo a recurso 
criminal do MP. 
- MS não substitui a ação popular. 
- É cabível MS contra ato em licitação de EP ou SEM. 
STF: 
- É constitucional lei que fixa prazo de decadência para 
impetração de MS (120 dias). 
- Controvérsia sobre matéria de direito não impede 
concessão de MS. 
- Não cabe condenação em honorários de advogado na 
ação de MS. 
- Pedido de reconsideração na via ADM não interrompe 
prazo para MS. 
- MS não é substitutivo de ação de cobrança para 
remunerações atrasadas de servidor público. 
- Não cabe MS contra decisão judicial com trânsito em 
julgado. 
- Não cabe MS contra ato judicial da qual caiba recurso 
ou correição. 
- Não cabe MS contra lei em tese (privativo da ADI) - 
contra lei de efeitos concretos, o STF admite. 
- A entidade de classe tem legitimidade para MS ainda 
quando a pretensão veiculada interesse apenas a uma 
parte da respectiva categoria. 
- Impetração de MS coletivo por entidade de classe em 
favor dos associados independe de autorização destes. 
STF (Súmula 624): 
- Não compete ao STF conhecer originariamente o MS 
contra atos de outros tribunais 
 
29
- Competência para apreciar o MS contra atos e 
omissões de tribunais é do próprio tribunal 
STF (Súmula 510): 
- Praticado o ato por autoridade, no exercício de 
competência delegada, contra ela cabe o MS ou a medida 
judicial. 
STF (Súmula 429): 
- A existência de recurso administrativo com efeito 
suspensivo não impede o uso do MS contra omissão da 
autoridade. 
STF (Súmula 271): 
- Concessão de MS não produz efeitos patrimoniais em 
relação a período pretérito, os quais devem ser reclamados 
administrativamente ou pela via judicial própria. 
STF (MS 30.717): 
- Órgãos públicos despersonalizados têm legitimidade 
ativa e passiva para impetrar MS restrito à atuação 
funcional e em defesa de suas atribuições institucionais 
(não para ações comuns). 
STF (RE 472.489): 
- A injusta recusa estatal em fornecer certidões, não 
obstante presentes os pressupostos legitimadores dessa 
pretensão, autorizará a utilização de instrumentos 
processuais adequados, como o MS ou a própria ACP. 
- Eventual perda da representatividade não prejudica o 
MS pendente, uma vez que a legitimidade há de ser 
contemporânea à impetração. 
- É cabível liminar em MS, exceto para casos de 
compensação de CT, entrega de mercadoria proveniente do 
exterior, equiparação/reclassificação de servidores públicos 
e/ou concessão ou aumento de vantagens de servidores. 
STF (RE 669.367): 
- O impetrante pode desistir de MS a qualquer tempo, 
ainda que proferida decisão de mérito a ele favorável, sem 
anuência da parte contrária. 
- Em caso de urgência, o MS pode ser impetrado via 
fax, telegrama ou outro meio eletrônico de autenticidade 
comprovada. 
Lei 12.016, Art. 22: 
- No MS coletivo, a sentença fará coisa julgada 
limitadamente aos membros do grupo ou categoria 
substituídos pelo impetrante. 
- Não cabe MS contra os atos de gestão comercial 
praticados pelos administradores de EP, SEM e de 
concessionária de serviço público. (art. 1º, §2º) 
MANDADO DE INJUNÇÃO 
- Art. 5o, LXXI: 
Falta de norma regulamentadora inviabiliza exercício 
dos direitos constitucionais 
- Legislação (Lei 13.300/2016)  
- Legitimados como impetrantes (art. 3o): 
- PF / PJ titulares dos direitos, liberdades ou 
prerrogativas 
- Eficácia da decisão (art. 9o cc §§1o e 2o): 
- Limitada às partes, pode ter eficácia ultra partes ou erga 
omnes 
- Prejuízo (art. 11, §único): 
- Impetração prejudicada se norma regulamentadora for 
editada antes da decisão 
- Jurisprudência STF (MI 725): 
- PJ de direito público (ex: municípios) pode impetrar MI. 
HABEAS DATA
LXXII - Possibilidade de concessão de HD para: 
a) Conhecimento de informações sobre a pessoa do 
impetrante, encontradas em bancos de dados públicos ou 
governamentais - se informações são de interesse público ou 
coletivo, MS é utilizado. 
b) Retificação de dados, quando não preferir um processo 
sigiloso, judicial ou administrativo. 
JURIS PRUDÊNCIA STJ (Súmula 2): Habeas Data não é 
concedido se não houve recusa de informações por parte da 
autoridade administrativa. 
 
 
30
STF (HD90 AgR): A ação de Habeas Data visa proteger a 
privacidade do indivíduo contra abusos no registro e/ou 
divulgação de dados pessoais falsos ou equivocados. 
Habeas Data não é um meio válido para obter vista de 
processo administrativo. 
Ação Popular:
- Qualquer cidadão pode propor 
- Objetivo: anular ato lesivo ao patrimônio público, à 
moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao 
patrimônio histórico e cultural 
- Isenção de custas e ônus da sucumbência na 1ª instância, 
salvo comprovada má-fé 
- Condenação a pagar 10x as custas em caso de má-fé 
- Desistência: autor pode desistir ou ser absolvido, mas 
qualquer cidadão ou representante do MP pode continuar a 
ação nos 90 dias seguintes. 
 
31
DIREITOS SOCIAIS: EVOLUÇÃO HISTÓRICA 
Antes de estudarmos os direitos sociais no Brasil, é 
importante entender como eles surgiram no mundo. 
No século XIX e início do XX, a Revolução Industrial 
causou grande mudança na sociedade, substituindo a 
mão-de-obra humana por máquinas nas atividades 
agropecuárias e gerando migração em massa das pessoas 
para as cidades em busca de trabalho nas fábricas. No 
entanto, os trabalhadores eram obrigados a cumprir 
jornadas de trabalho extenuantes em ambientes 
insalubres e sofriam com salários baixos e a 
exploração do trabalho infantil. Isso resultou na 
organização das classes operárias para exigir dos patrões e 
do Estado condições melhores para os trabalhadores. 
Os direitos sociais foram conquistados gradualmente 
por meio de lutas, sendo a Constituição Mexicana em 
1917 e a Constituição de Weimar em 1919 as primeiras 
a prevê-los em seus textos. 
No Brasil, a Constituição de 1934 foi a primeira a 
contemplar os direitos sociais. Na Constituição de 1988, 
eles foram inseridos no título constitucional destinado aos 
direitos e garantias fundamentais e possuem aplicação 
imediata, ou seja, podem ser exigidos sem necessidade de 
regulamentação por lei. 
 
CONCEITOS IMPORTANTES 
Direitos sociais são direitos fundamentais que garantem 
condições mínimas de vida digna e igualdade social por 
meio de políticas públicas. 
Titulares: 
Qualquer pessoa pode ser titular de direitos sociais, com 
exceções conforme o direito em questão. 
Destinatários: 
Os direitos sociais destinam-se principalmente aos mais 
fragilizados economicamente e abrangem áreas como 
educação, saúde, seguridade social e lazer, entre outros. 
PESSOAS JURÍDICAS SÃO TITULARES 
DE DIREITOS SOCIAIS? 
Só se os Direitos Sociais em questão forem compatíveis 
com a natureza da pessoa jurídica. 
Exemplo: uma pessoa jurídica pode reivindicar o 
direito à segurança se os serviços públicos de 
segurança não são prestados de forma satisfatória no 
local onde está situada. 
Garantia e implementação dos direitos sociais: 
Esses direitos obrigam e vinculam os poderes públicos. 
A maioria dos direitos sociais só é realizada com a 
atuação prestacional direta do Estado, em serviços públicos 
para a população 
ESTRUTURAÇÃO DOS DIREITOS SOCIAIS 
NA CONSTITUIÇÃO: 
Artigo 6: Direitos sociais básicos (educação, saúde, 
alimentação, trabalho, moradia, transporte, lazer, 
segurança, previdência social, proteção à maternidade e à 
infância e assistência aos desamparados) 
 
32
Artigos 7 a 11: Direito ao trabalho e proteção aos 
trabalhadores urbanos e rurais 
Artigos 193 e seguintes: Desdobramento dos direitos 
sociais do artigo 6 no Título VIII, que trata "Da ordem 
social". 
Direitos sociais básicos previstos no art. 6 da 
Constituição Federal de 1988: 
Educação 
Saúde 
Alimentação 
Trabalho 
Moradia 
Transporte 
Lazer 
Segurança 
Previdência social 
Proteção à maternidade e à infância 
Assistência aos desamparados 
Modificações neste rol de direitos sociais: 
EC 26/2000: incluiu o direito à moradia 
EC 64/2010: incluiu o direito à alimentação 
EC 90/2015: incluiu o direito ao transporte 
MNEMÔNICO PARA DECORAR o ROL DO ARTIGO 6: 
ATENÇÃO 
EC n° 114, de dezembro de 2021
Adicionou parágrafo único ao art. 6: 
Todo brasileiro em situação de vulnerabilidade social terá 
direito a uma renda básica familiar garantida pelo poder 
público em programa permanente de transferência de renda. 
*Normas e requisitos de acesso serão determinados em lei. 
Observada a legislação fiscal e orçamentária. 
EFICÁCIA E CONCRETIZAÇÃO DOS 
DIREITOS SOCIAIS 
Direitos sociais são dinâmicos e novos direitos são 
conquistados e positivados conforme as demandas sociais 
surgem. 
Os poderes públicos não podem subtrair os direitos 
sociais já conquistados, como o direito à saúde, pois são 
considerados cláusulas pétreas implícitas. 
A vedação do retrocesso é um princípio 
constitucional implícito que impede a revogação ou 
redução de direitos sociais já regulamentados e 
efetivados sem criar mecanismos alternativos de 
compensação. 
Esse princípio funciona como um limite às medidas do 
Estado que representem retrocesso social, sempre 
impulsionando a atuação estatal para o 
aperfeiçoamento e incremento dos direitos sociais. 
A vedação do retrocesso é aplicável a qualquer direito 
fundamental vigente na ordem constitucional brasileira. 
QUÃO FORTE É o NOSSO COMPROMISSO 
COM OS DIREITOS SOCIAIS? 
Objetivos Fundamentais da República Federativa 
(Constituição Federal de 1988, artigo 3º) são: 
Erradicar a pobreza 
Reduzir as desigualdades sociais e a marginalização 
 
33
Construir uma sociedade livre, justa e solidária 
A Implementação e efetivação de direitos sociais 
pelo Estado são indispensáveis para cumprir tais 
objetivos, mas a realidade do país mostra falhas na 
atuação dos poderes públicos. 
Os serviços de saúde e educação são exemplos de 
ineficiência. 
SE o DINHEIRO PÚBLICO É LIMITADO, PODE-
SE DESCUMPRIR OS MANDAMENTOS 
CONSTITUCIONAIS SOBRE DIREITOS 
SOCIAIS? 
É suficiente justificar o descumprimento de obrigações 
impostas pelo texto constitucional ao poder público? 
Cláusula/Princípio da reserva do possível
 Considera a condição econômica do Estado e sua 
capacidade financeira em efetivar os direitos sociais. 
 Inexistência de recursos públicos suficientes justifica a 
não plena efetivação dos direitos sociais 
 Capacidade financeira do Estado é limitada para 
atender a toda população uniformemente 
 Recursos públicos são alocados para atender apenas 
uma parcela de direitos em detrimento de outros 
 PORTANTO, a atuação político-administrativa do Estado 
limitada ao economicamente possível. 
DEVE-SE ANALISAR o SEGUINTE: 
POSSIBILIDADE FÁTICA: 
TEMOS DINHEIRO PARA GASTAR COM 
ISSO?  
Efetiva disponibilidade dos recursos públicos financeiros 
 necessários à satisfação do direito prestacional. 
POSSIBILIDADE JURÍDICA: 
ESTAMOS AUTORIZADOS A GASTAR COM 
ISSO? 
Autorização orçamentária para cobrir as despesas de 
 determinada prestação 
 RAZOABILIDADE DA EXIGÊNCIA 
É RAZOÁVEL GASTARMOS COM ISSO? 
Toda a sociedade arcaria com os custos da prestação 
 exigida? 
Exigência poderá ser denegada pelo Estado mesmo 
 com recursos públicos para atendê-la. 
Exemplo: 
 O poder público não está obrigado a fornecer 
remédios que não estão previstos no SUS, se existem 
outros igualmente eficazes. 
 Se o paciente quer utilizar remédio não previsto no 
SUS, deve arcar com os custos da aquisição. 
A situação do Estado brasileiro é delicada e os 
governantes enfrentarão dificuldades para efetivar todos os 
direitos sociais. Eles terão que fazer "escolhas trágicas" 
para priorizar alguns direitos e deixar outros de lado. 
Isso significa que a realização dessas escolhas será 
sempre trágica, beneficiando uns e prejudicando outros. O 
administrador público dirá que não gosta de ter que 
escolher entre direitos, mas é economicamente inviável 
atender a todos. Memorize a expressão "escolhas trágicas", 
muito usada pela jurisprudência. 
MAIS DETALHES SOBRE 
A “RESERVA DO POSSÍVEL" 
Justifica a dificuldade estatal em efetivar direitos 
fundamentais sociais. 
Alegação de insuficiência de recursos públicos não 
pode ser utilizada ilimitadamente 
 
34

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