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Essa ideia dos autores remete-nos a uma das lições que Paulo Freire deixou, sobre a educação ser um ato político, da impossibilidade de ser neutra, como se não houvesse relação entre educação e sociedade. Segundo Freire, é tão impossível negar a natureza política do processo educativo quanto caráter educativo do ato político. É preciso ter clareza das seguintes questões: a favor de quem e do que desenvolvemos a educação ou a atividade política. Portanto, pensar a educação é estar atento a questão do poder. Partindo dessa colocação, podemos pensar que, no caso do currículo e dos conhecimentos selecionados para ser ensinado, professor tem poder de escolher a favor de quem e do que ele esta trabalhando. E nesse sentido que Giroux e Simon defendem a necessidade da introdução da cultura popular nos conhecimentos selecionados pelo professor. Para eles, educação baseada numa pedagogia critica procura questionar de que forma podemos trabalhar para a reconstrução da imaginação social em beneficio da liberdade humana". É importante que ensinar e o aprender estejam associados com os objetivos da educação do estudante, no sentido de que consigam compreender por que as coisas são como são e como vieram a se tornar assim, ou seja, buscando tornar familiar estranho e estranho familiar, a fim de poderem visualizar um mundo que ainda não esta em ordem, para ampliar as possibilidades de melhoria das condições de vida. 14 Segundo Gimeno Sacristán (1993), o currículo é efetivado por meio de várias instâncias, desde aquelas que pensam e planejam até sua efetivação na sala de aula. Entre as formas de elaboração do currículo, há o currículo prescrito, que compreende conjunto de normas, leis e determinações oficiais que fixam os conteúdos a serem desenvolvidos em cada nível de ensino, normatizando e ordenando os conhecimentos que devem ser trabalhados na Educação Básica (Ed. Inf., fund. E Ens Méd.) e Tb no ensino superior. Ainda segundo esse autor é necessário compreender que a política educacional interfere na prática cotidiana da sala de aula e que o currículo prescrito é um forte instrumento da política curricular. Partindo dessas considerações, explique o que autor entende por política e como essa política chega e interfere no que é ensinado na sala de aula. Resp: A Política curricular é compreendida por Sacristán como: um aspecto especifico da política educativa, que estabelece a forma de selecionar, ordenar e mudar o currículo dentro do sistema educativo, tornando claro o poder e a autonomia que diferentes agentes tem sobre ele, intervindo, dessa forma, na distribuição do conhecimento dentro do sistema escolar e incidindo na pratica educativa, enquanto apresenta currículo a seus consumidores, ordena seus conteúdos e códigos de diferentes tipos. A política curricular, a partir das considerações de compreende todas as iniciativas, projetos e reformas que vêm do Poder Público para a educação, interferindo na organização do ensino, no conteúdo e ou na distribuição do conhecimento dentro do sistema educacional. 15 Currículo é um conceito polissêmico, ou seja, possui vários sentidos, dependendo de como interpretamos a dos autores que escolhemos para compreende Portanto, não possui uma única definição, e sua explicação deve estar contextualizada para que seja mais bem compreendida. Podemos conceituar currículo pela abordagem tradicional, critica ou pós critica do currículo. Assim, embasado nas diferentes abordagens do currículo, defina esse conceito na visão tradicional, na visão critica e na visão pós critica. Resp: As teorias tradicionais irão argumentar no sentido de reforçar as reafirmações padrões de comportamento e modos de pensar de acordo com as necessidades do capitalismo. Assim, tendo esse objetivo maior, essas teorias focam no ensino a sua discussão, não realizando criticas a estrutura social existente. Já as teorias críticas focam seu olhar para a crítica da estrutura social existente e como determinados conhecimentos escolhidos para serem ensinados nas escolas reforçam a estrutura capitalista. Dessa forma, essas teorias discutem, com muita propriedade, a questão do poder, já que "selecionar é uma operação de poder".

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