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69 BA N CO D O B RA SI L 4. Resposta: Letra C. Eis uma questão que exige conhecimento de conceitos, no caso, conceito de cultura adaptativa e cultura não adap- tativa. As primeiras se caracterizam pela sua maleabilidade e flexibilidade, enquanto as segundas, por sua rigidez e conservadorismo. Vejamos algumas características de cada uma. Fig.3: Culturas organizacionais adaptativas e não-adaptativas. Fonte: CHIAVENATO, 2004. Como podemos ver acima, a alternativa que melhor descreve a cultura não adaptativa é a C. 5. Resposta: Letra A. Aqui novamente vemos presente o Código de Ética do Banco do Brasil, que rege o seguinte: 3.3. Fornecedores 3.3.1. Adotamos critérios de seleção, contratação e avaliação, de foma imparcial e transparente, que permitam plu- ralidade e concorrência entre fornecedores E também poderíamos citar, como reforço no comportamento reprovado do funcionário, no tocante às Normas de Conduta, o aspecto que trata do Conflito de Interesses, conforme rege: 4.2. Conflito de Interesses 4.2.1. Exercer sua função de forma isenta, eximindo-se de fazer uso da condição de funcionário para obter vantagem para si ou para terceiros. 4.2.3. Privar-se de deliberar assuntos sobre os quais tenha interesse conflitante com o do Banco ou nas decisões, controle ou liquidação de negócios com as pessoas a seguir indicadas, bem como com Empresas onde figurem como dirigentes ou sócios: 4.2.3.1. o próprio funcionário; 4.2.3.2. o cônjuge ou o companheiro do funcionário; 4.2.3.3. parentes do funcionário de até 3º grau. Portanto, como é bem claro, não somente houve conflito de interesse, mas principalmente, a total ausência de im- parcialidade, como aponta a alternativa A. 6. Resposta: Letra D. Bem, nem precisaríamos citar o código de ética para responder à essa questão, mas, para que não reste dúvidas, vamos a ele 3.2. Alta Administração, Funcionários e Colaboradores 3.2.1. Zelamos pelo estabelecimento de um ambiente de trabalho digno e saudável, pautando as relações entre su- periores hierárquicos, subordinados, pares e colaboradores pelo respeito e pela cordialidade. 3.2.2. Repudiamos condutas que possam caracterizar assédio de qualquer natureza 7. Resposta: Letra C. Para responder à questão, faz-se necessário saber que em qualquer situação a compartilhamento de senhas é tido como reprovável ou proibido, ainda mais em uma instituição financeira. 70 BA N CO D O B RA SI L 8. Resposta: Letra D. Para responder à questão, faz-se necessário ter em conta que se trata de uma questão com mais de um ponto de vista. Normalmente, essa situação seria con- siderada um tipo de assédio, porém, há sentenças nesse sentido dada por Varas de Trabalho que já fo- ram reformuladas pelo TRT e TST, justificando que a conduta se revelou “mera estratégia para incremento da produtividade”, ou seja, divulgar internamente que um funcionário não atingiu meta de produtividade não gera automaticamente direito de indenização, se o ato for feito sem exageros e sem humilhar o traba- lhador, não há ilegalidade. Para que possa entender melhor, e para que não haja dúvidas, faz-se necessário rever o conceito de assédio moral. Vejamos: Assédio moral ou violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Pode-se dizer que ele é tão antigo quanto o trabalho. A novidade reside na intensificação, gravidade, amplitude e banalização do fenômeno e na abordagem que tenta estabelecer o nexo-causal com a organização do trabalho e tratá-lo como não inerente ao trabalho. É necessário distinguir o conceito de humilhação. Dessa maneira, trata-se de um sentimento de ser ofendido/a, menosprezado/a, rebaixado/a, inferiorizado/a, submetido/a, vexado/a, constrangido/a e ultrajado/a pelo outro/a. É sentir-se um ninguém, sem valor, inútil. Magoado/a, revoltado/a, perturbado/a, mortificado/a, traído/a, envergonhado/a, indignado/a e com raiva. A humilhação causa dor, tristeza e sofrimento. Agora, quanto ao assédio moral no trabalho, também vale alguns apontamentos. Vejamos: É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humi- lhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárqui- cas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organiza- ção, forçando-o a desistir do emprego. Caracteriza- -se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas ne- gativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicu- larizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, frequentemente, re- produzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o ’pacto da tole- rância e do silêncio’ no coletivo, enquanto a vítima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, ’perdendo’ sua autoestima. Conhecendo os conceitos acima, você verá que um ato isolado de humilhação, como propõe a questão acima, não é assédio moral. Para que seja considerado assédio moral é preciso que haja: – repetição sistemática – intencionalidade (forçar o outro a abrir mão do em- prego) – direcionalidade (uma pessoa do grupo é escolhida como bode expiatório) – temporalidade (durante a jornada, por dias e meses) – degradação deliberada das condições de trabalho Entretanto, quer seja um ato ou a repetição deste ato, devemos combater firmemente por constituir uma violência psicológica, causando danos à saúde física e mental, não somente daquele que é excluído, mas de todo o coletivo que testemunha esses atos. O desabrochar do individualismo reafirma o perfil do ’novo’ trabalhador: ’autônomo, flexível’, capaz, com- petitivo, criativo, agressivo, qualificado e empregável. Estas habilidades o qualificam para a demanda do mercado que procura a excelência e saúde perfeita. Estar ’apto’ significa responsabilizar os trabalhado- res pela formação/qualificação e culpabilizá-los pelo desemprego, aumento da pobreza urbana e miséria, desfocando a realidade e impondo aos trabalhadores um sofrimento perverso. A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental*, que podem evoluir para a incapacida- de laborativa, desemprego ou mesmo a morte, consti- tuindo um risco invisível, porém concreto, nas rela- ções e condições de trabalho. Enfim, trata-se de assunto complexo, no entanto, o enunciado cita o código de ética do BB, portanto, no momento nossa analise se pautará no dispositivo in- terno citado, que rege: [...] 3.2. Alta Administração, Funcionários e Colaboradores 3.2.1. Zelamos pelo estabelecimento de um ambiente de trabalho digno e saudável, pautando as relações en- tre superiores hierárquicos, subordinados, pares e cola- boradores pelo respeito e pela cordialidade. 3.2.2. Repudiamos condutas que possam caracterizar assédio de qualquer natureza [...] Dessa forma, temos como gabarito a alternativa D. 9. Resposta: Letra B. O enunciado por si só já direciona à resposta, no tre- cho: “a quantidade e as características dos valores mo- biliários” , que automaticamente nos remete à CVM. Mas temos também o estatuto, conforme indicado no enunciado, que rege: Art. 17. Sem prejuízo dos procedimentos de autorre- gulação atualmente adotados, os membros do Con- selho de Administração e da Diretoria Executiva do Bancodeverão: I – comunicar ao Banco, à CVM – Comissão de Valores Mobiliários e à bolsa de valores : a) imediatamente após a investidura no cargo, a quan- tidade e as características dos valores mobiliários ou derivativos de que sejam titulares, direta ou indireta- mente, de emissão do Banco, de suas controladas ou 71 BA N CO D O B RA SI L das sociedades coligadas relacionadas à sua área de atuação, além daqueles de titularidade de seus res- pectivos cônjuges, companheiros e dependentes in- cluídos na declaração anual do imposto de renda; Portanto, a alternativa correta é a B. 10. Resposta: Letra C. O enunciado fala de uma abordagem sistêmica, que nos remete ao sistema aberto e, que tem como carac- terísticas: A estrutura de sistemas abertas é formada pela inte- ração e intercâmbio da organização com o ambiente. De acordo com as mudanças do ambiente externo, a organização se adapta para sobreviver mudando seus produtos, técnicas e estruturas. São vistas como um sistema dinâmico e aberto, no qual o sistema é um conjunto de elementos mutuamente dependentes que interagem entre si com determina- dos objetivos e realizam determinadas funções. Vejamos os erros das alternativas: a) o sistema aberto lida com adaptação doa ambientes internos e externos b) a cultura é aplicada a todos na organização, não apenas à cúpula. d) o sistema aberta é dinâmico, buscando a adaptação frente às mudanças necessárias. e) trata-se de sistema que pode ser gerenciado. Dessa forma, temos como correta a alternativa C. 11. Resposta: Letra D. Para responder à questão, faz-se necessário conhecer o DECRETO Nº 6.029/07, ART. 16, PARÁGRAFO 2º. Ve- jamos: Art. 16. As Comissões de Ética não poderão escusar-se de proferir decisão sobre matéria de sua competência alegando omissão do Código de Conduta da Alta Ad- ministração Federal, do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal ou do Código de Ética do órgão ou entidade, que, se existente, será suprida pela analogia e invocação aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. § 1º Havendo dúvida quanto à legalidade, a Comissão de Ética competente deverá ouvir previamente a área jurídica do órgão ou entidade. § 2º Cumpre à CEP responder a consultas sobre aspec- tos éticos que lhe forem dirigidas pelas demais Comis- sões de Ética e pelos órgãos e entidades que integram o Executivo Federal, bem como pelos cidadãos e ser- vidores que venham a ser indicados para ocupar cargo ou função abrangida pelo Código de Conduta da Alta Administração Federal. 12. Resposta: Letra A. Para responder à questão, faz-se necessário conhecer o Código de Ética do Banco do Brasil, no tópico que trata de assuntos referentes a “Governos”, fica claro a existência de uma parceria entre o BB e o poder pú- blico quando no que diz respeito a implementação de politicas, projetos e programas socioeconômicos, com foco no desenvolvimento sustentável. Vejamos ao pé da letra o que rege o código no item: 3.7. Governos 3.7.1. Somos parceiros do poder público na imple- mentação de políticas, projetos e programas socioe- conômicos voltados para o desenvolvimento susten- tável do Brasil e dos países em que atuamos. 13. Resposta: Letra E. É preciso verificar todas as alternativas, dentre elas, quais apontam características da empresa. Tendo em vista que esse era o foco da consultoria, até aí tudo bem. O ponto a ser analisado é, dentre todas essas características, qual está relacionada com o conceito de cultura organizacional. Quando falamos em cultura organizacional, estamos falando em um conjunto formado por três níveis de conhecimento: os pressupostos básicos (as crenças que são consideradas adquiridas em relação à empre- sa e à natureza humana), os valores (princípios, nor- mas e modelos importantes) e os artefatos (resultados perceptíveis da ação de uma empresa, que são apoia- dos pelos valores), que envolve todos os membros da organização, independente no nível hierárquico que ocupe. Diante dessa colocação, ao analisarmos as alternati- vas, a única que refere-se à comportamento, que é um dos pressupostos básicos da cultura é a alternativa E. 14. Resposta: Letra C. Para começar, temos algumas alternativas com seus respectivos conceitos invertidos: B e E (conceitos in- vertidos) – portanto, erradas. O conceito indicado na alternativa D, faz parte do con- junto de normas da organização e não do fluxo de processos. Na alternativa A, se temos poder formal, a comunica- ção precisa ser sistemática, e não assistemática. Nos resta, portanto, a alternativa C. 15. Resposta: Letra B. A Cultura Organizacional é o conjunto de crenças, va- lores, rituais, bem como a missão e visão que caracte- rizam a organização. (Por Chiavenato) Analisando as alternativas, temos, portanto, que nos resta a alternativa B.