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De acordo com: • Referencial bibliográfico contemporâneo • Principais páginas do governo federal • Análise de Provas Recentes Augustinho PALUDO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 4ª edição revista e atualizada Au gu st in ho PA LU D O AD M IN IS TR AÇ ÃO P ÚB LI CA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Augustinho PALUDO • Livro mais completo de Administração Pública da Atualidade • Utilizado pelas principais bancas de concursos • Guia conceitual para o gestor público • Fonte de pesquisa para trabalhos acadêmicos Ou tro s tít ul os d a ED IT OR A JU SP OD IV M 9 788544 233795 ISBN 978-85-442-3379-5 Bacharel em Administração, pós- graduado em Administração Pública, MBA em Gestão Pública, Mestrando em Planejamento e Governança Pública. É professor de Orçamento Público, Administração Financeira e Orçamentária, LRF, Administração Pública e Planejamento Governamental em cursinhos de Curitiba, em Pós-Graduação, e no Programa Gestão Brasil, e Tutor de cursos da Esaf nessas áreas. Foi Diretor de Planejamento, Orçamento e Finanças na Justiça Federal do Paraná; Analista de Finanças e Controle da CGU-RS; e atualmente é Analista Administrativo- Auditor do TRE-PR, aprovado nos seguintes concursos: 6º lugar – Analista Administrativo TRE-SC/2005; 16º lugar – Analista de Finanças e Controle da CGU na Região Sul/2006; 3o lugar – Analista de Orçamento do MPU no Paraná/2007; 2º lugar – Analista Administrativo do TRE-PR/2007. Em 2008 foi novamente aprovado no concurso de AFC-CGU para Brasília e convocado para assumir o cargo. Em 2019 foi aprovado em 1º lugar na prova classificatória para o Mestrado na UTFPR. O conteúdo deste livro é direcionado para os concursos de Auditor de Controle Externo do TCU, Analista de Finanças e Controle da CGU, Concursos do Ciclo de Gestão do Poder Executivo, Auditor Fiscal da Receita Federal, Auditor Fiscal do Trabalho, Analista Administrativo do Poder Judiciário, Tribunais de Contas Estaduais, Fiscais de ISS e todos os concursos que contenham a disciplina de Administração Pública. Meu linguajar é objetivo, como é fácil perceber, pois considero que o estudante para concursos não tem tempo a perder com palavras excessivas que não se traduzem em conhecimentos específicos e úteis para responder aos questionamentos das bancas. Por inúmeras vezes, deixei de lado meu ego de escritor para transcrever palavras de outros autores que melhor souberam definir conceitos/características do tema, ou para citar trechos de escritores de renome – tudo com a finalidade de facilitar o correto entendimento da matéria e o acerto das questões. (...) Conquistar uma vaga no serviço público só depende de você: se estiver disposto a estudar com dedicação e perseverança, então a vaga já é sua. Trata-se apenas de uma questão de tempo! Boa sorte a todos! Prof. Augustinho Paludo INCLUI Livro de Questões Comentadas BEST SELLER capa_administracao_publica.indd 1capa_administracao_publica.indd 1 03/04/2020 16:39:4903/04/2020 16:39:49 MATERIAL COMPLEMENTAR PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 2 Questões COMENTADAS de Administração Pública 4ª Edição 2021 Esta 4ª edição/2021 do livro Questões Comentadas de Administração Pública Encontra-se registrada na Biblioteca Nacional sob nº 769.910. Portanto, todos os direitos estão reservados. Nos termos da Lei que resguarda os direitos autorais, É proibida a comercialização total ou parcial de qualquer forma ou meio, eletrônico ou mecânico, inclusive por meio de processos xerográficos, fotocópias e gravação, sem a permissão por escrito do autor. Edição e Coordenação: do próprio autor. Fechamento da edição: 21 de outubro de 2021. Curitiba-Pr. PALUDO, Augustinho Vicente. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 3 Dedico este livro aos meus filhos Luis Otavio, Ana Laisa, e Jose Pedro. De tudo, ficam três coisas: A certeza de que estamos sempre começando, A certeza de que é preciso continuar, A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar. Portanto devemos: Fazer da interrupção um caminho novo, Da queda, um passo de dança, Do medo, uma escada, Do sonho, uma ponte, Da procura, um encontro. Poema atribuído a Fernando Sabino PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 4 O Autor Augustinho Vicente Paludo é Bacharel em Administração pelas Faculdades SPEI, com Especialização em Administração Pública pelas Faculdades Unibrasil, MBA em Gestão Pública pela Faculdade Tecnológica Fatex-Expert, Mestre em Planejamento e Governança Pública pela UTFPR. É professor de Orçamento Público, Administração Financeira e Orçamentária, LRF, Administração Pública e Planejamento Governamental em cursinhos preparatórios para concursos públicos em Curitiba e Tutor de cursos da Esaf nessas áreas. Possui experiência de mais de 20 anos no meio público. Foi Diretor de Planejamento, Orçamento e Finanças na Justiça Federal do Paraná; Analista de Finanças e Controle da CGU-RS; e atualmente é Analista Administrativo do TRE-PR com exercício na Secretaria de Controle Interno e Auditoria. Voltou a estudar para concursos públicos em 2005, tendo obtido os seguintes resultados: 6º lugar – Analista Administrativo TRE- SC/2005; 16º lugar – Analista de Finanças e Controle da CGU na Região Sul/2006; 3º lugar – Analista de Orçamento do MPU no Paraná/2007; 2º lugar – Analista Administrativo do TRE-PR/2007. Em 2008 foi novamente aprovado no concurso de AFC-CGU para Brasília e convocado para assumir a vaga em julho de 2009. Em 2019 foi aprovado em 1º lugar na prova classificatória para o Mestrado na UTFPR, concluído em fev/2021 com o conceito “A”. Augustinho Paludo atua, também, como professor de pós-graduação nos módulos de Orçamento Público, Administração Pública e Planejamento Governamental. A partir do segundo semestre de 2010 tem recebido dezenas de convites (alguns aceitos) para ministrar aulas (concursos e pós-graduação) em cursinhos e instituições educacionais de diversas capitais brasileiras. Em 2013 foi convidado pela Fundação Fernando Henrique Cardoso (em parceria com a EBS-Estação Business Scholl) e está ministrando 4 módulos relacionados com Administração Pública, Orçamento Público e Planejamento Governamental no Programa GESTÃO BRASIL (destinado a capacitar gestores e servidores públicos municipais em nível nacional). Em abril de 2021 gravou o Curso Nacional de Implementação da Governança Organizacional em Órgãos e Entidades Públicas, disponível na empresa JML. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 5 APRESENTAÇÃO Preliminarmente - muito obrigado - a todos os alunos que adquiriram este livro e enviaram e-mails com elogios e sugestões de aprimoramento. Foi uma surpresa a forma como os alunos acolheram as edições anteriores. Esse reconhecimento nos encheu de orgulho e aumentou a satisfação e o prazer com que nos dedicamos a esta obra, bem como a responsabilidade quanto ao conteúdo apresentado. Imerso no mundo dos concursos, antes como concurseiro, nos últimos anos como professor e escritor, tenho constatado comentários com o seguinte teor: “Isso eu nunca vi”, “De onde a banca tirou isso”, “Isso não tem em livro nenhum”, etc. Em face disso, percebi que, em meu livro de teoria havia conteúdo suficiente para responder as questões de concursos. Assim, os comentários das questões aqui apresentadas, salvo quando indicadas outras fontes, são originários das obras Administração Pública (90%) e Administração Geral e Pública para a AFRF e AFT (ambos da editora JUSPODIVM). Nesta Quarta edição/2021 o livro tem 930 questões. Já são 9 Bancas citando diretamente meu nome/livro; outras dezenas e dezenas de questões são quasejurídico e aos princípios éticos e morais - cuja atuação concorre para a realização do objetivo maior do Estado: a promoção do bem comum da coletividade. E-Verdadeira. A titularidade do poder pertence ao “povo” que o exerce através de seus representantes eleitos. Os Governos utilizam-se da estrutura da administração pública para realizar seus objetivos. A administração pública “é pública” porque trata da coisa pública - age em nome da sociedade e para a sociedade. “Por tratar da coisa pública, que afeta diretamente os administrados e a própria administração, a administração pública está sujeita a controles de fiscalização, correção e orientação” (Paludo, 2017). Portanto, as PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 27 ações da administração geram consequências para os cidadãos e para a sociedade como um todo, e ainda, para os governos - que tem sua avaliação influenciada pela boa ou má atuação da administração pública. 72.FGV-AnalistaDireito-TJ-AM/2014. Com relação ao sentido da expressão Administração Pública, analise as afirmativas a seguir. I. Administração Pública, em sentido formal, relaciona-se à pessoa que executa atividades da administração. II. Administração Pública, em sentido material, relaciona-se à atividade administrativa desempenhada pelo Estado. III. Administração Pública, em sentido subjetivo, relaciona-se às pessoas jurídicas que executam a Administração Pública em sentido objetivo, às atividades de execução desempenhadas pelo Estado. Comentários I.Falsa. Conforme texto a seguir, o sentido formal refere-se ao conjunto de pessoas jurídicas e órgãos. II.Verdadeira. Conforme texto a seguir, o sentido material relaciona-se com o exercício da atividade/função administrativa. III.Verdadeira. Sentido subjetivo são as pessoas jurídicas e órgãos que executam a atividade/função administrativa, que é o sentido objetivo da administração pública. Segundo Paludo (2017), “Vários conceitos são utilizados para definir a Administração Pública: Quanto à ciência da administração: Administração pública é o ramo da administração aplicada nas administrações direta e indireta das três esferas (ou níveis) de Governo: federal, estadual e municipal; Quanto à ciência jurídica: corresponde às atividades desenvolvidas pelos entes públicos, dentro dos limites legais, com o fim de prestar serviços ao Estado e a sociedade em prol do bem comum. A dimensão jurídica, oriunda do direito administrativo, permite apresentar dois conceitos específicos, e, como complemento, um conceito operacional: O sentido Subjetivo/Formal/Orgânico: corresponde ao conjunto de Pessoas Jurídicas e Órgãos Públicos criados para realizar a função administrativa do Estado, cujas atividades são desempenhadas pelos seus agentes - portanto, nesse sentido temos as pessoas jurídicas de direito público interno, as pessoas jurídicas da administração indireta, os órgãos da administração direta e os agentes públicos; O sentido Objetivo/Material/Funcional: corresponde à função administrativa propriamente dita e às atividades necessárias à prestação dos serviços públicos em geral. Nesse conceito, inclui-se tanto a função administrativa desempenhada pelo governo (decisões de governo), como as desempenhadas pelos órgãos e demais entes públicos (decisões administrativas e ações de execução); Pode-se, ainda, utilizar o conceito operacional de administração pública definido por Hely Lopes Meirelles como “o desempenho perene e sistemático, legal e técnico, dos serviços do Estado, ou por ele assumidos, em benefício da coletividade” (Paludo, 2017). 73.CEPERJ-AnalistaPlanejamento/Gestão-SEPLAG-RJ/2013. Sobre administração pública. Os fins da administração pública resumem-se ao objetivo de garantir o bem comum da coletividade administrada. Comentários Segundo Paludo (2017), “Estado é a organização político-jurídica de uma nação para a promoção do bem-estar de todos. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 28 Governo traduz-se no modo pelo qual o Estado é administrado: como são definidos os objetivos e as diretrizes gerais de atuação, fixadas as políticas públicas e tomadas as decisões político-administrativas – que irão orientar/guiar a atuação administrativa direcionada à realização dos fins pretendidos pelo Estado e a promoção do bem comum da coletividade. Enquanto o Estado detém o poder soberano, o Governo decide politicamente os principais objetivos, as políticas públicas e as diretrizes de ação nacional, e a administração pública é responsável pela execução: cabe a esta implementar as decisões dos governos tendo em vista a realização dos objetivos estabelecidos e o bem-estar da coletividade”. Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está correta, visto que Estado, Governo e Administração Pública têm como objetivo primordial a promoção do bem-estar da coletividade. 74.FCC-AnalistaAdministrativo-TJPE/2012. Dentre as características da Administração Pública, é correto afirmar que esta A) tem amplo poder de decisão, mesmo fora da área de suas atribuições, e com faculdade de opção política sobre qualquer matéria objeto da apreciação. B) não pode ser considerada uma atividade neutra, normalmente vinculada à lei ou à norma técnica, mas sim atividade política e discricionária. C) comanda os administrados com responsabilidade constitucional e política, mas sem responsabilidade profissional pela execução. D) é dotada de conduta independente, motivo pelo qual não tem cabimento uma conduta de natureza hierarquizada. E) não pratica atos de governo; mas pratica tão somente atos de execução, com maior ou menor autonomia funcional, segundo a competência do órgão e de seus agentes. Comentários A-Falsa. Uma das características da administração Pública é que ela “Possui competência limitada - a administração pública só possui poder para decidir e comandar a área de sua competência (competência específica). A competência, por sua vez, é estabelecida por lei e fixa os limites da atuação administrativa, de seus órgãos e agentes” (Paludo, 2017). Portanto, não há que se falar em “amplo poder de decisão” e muito menos “fora da área de suas atribuições” - essas são características de Governo. B-Falsa. Outra característica da administração Pública é o fato de que ela “É neutra - a administração pública deve tratar a todos igualmente. Como parte da estrutura do Estado, perseguindo o bem comum da coletividade, não lhe é permitido afastar-se desse fim pretendido pelo Estado e expresso pelas normas e princípios vigentes. Não pode, pois, a administração favorecer/discriminar pessoas, políticos, determinada categoria ou região, em detrimento dos demais, sob pena de desvio de finalidade e ofensa ao ordenamento jurídico vigente” (Paludo, 2017). As atividades política e discricionária são características de Governo. C-Falsa. Também é característica da administração Pública o fato de que ela “Tem responsabilidade técnica - ao prestar serviços públicos e praticar atos administrativos, a Administração Pública obedece às normas jurídicas e técnicas. O desvio a essas normas invalidará o ato praticado e responsabilizará o agente que o praticou. Os agentes públicos são responsáveis pelos atos que praticam, e estão sujeitos à prestação de contas perante a própria administração, aos órgãos de controle, e a sociedade” (Paludo, 2017). Quem comanda com responsabilidade constitucional e política é o Governo. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 29 D-Falsa. A administração Pública não é independente, mas “É hierarquizada - a estrutura da Administração Pública obedece a uma hierarquia, em que há subordinação dos órgãos inferiores aos superiores. Os agentes lotados nos órgãos inferiores (ainda que chefes hierárquicos) também obedecem às instruções das autoridades que comandam os órgãos superiores” (Paludo,2017). Quem atua de forma independente na condução da coisa pública é o Governo. E-Verdadeira. A administração Pública “É executora - a administração, direta ou indiretamente, centralizada ou descentralizada, executa as atividades desejadas pelo Estado, tendo em vista o bem-estar da coletividade. A atividade administrativa pública é de execução: presta serviços públicos e pratica atos administrativos através de seus órgãos e agentes. Ela não pratica atos políticos nem atos de governo” (Paludo, 2017). Obs.: Esta questão, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas foi elaborada com base em meu livro Administração Pública (recorte parcial). 75.CESPE-Técnico-TRE-GO/2015. No que se refere ao regime jurídico-administrativo brasileiro e aos princípios da administração pública. O regime jurídico-administrativo brasileiro está fundamentado em dois princípios dos quais todos os demais decorrem, a saber: o princípio da supremacia do interesse público sobre o privado e o princípio da indisponibilidade do interesse público. 76.FUNDEP-AnalistaAdministrativo-LagoaSanta/2019. Pela lei, a Administração tem o poder para requisitar, desapropriar, intervir, policiar e punir. Entretanto, se, ao lançar mão desses poderes, a autoridade administrativa objetiva prejudicar um inimigo político, beneficiar um amigo, conseguir vantagens para si ou para terceiros, ela estará precedendo o interesse particular. Consequentemente, estará se desviando da finalidade e da autoridade da Administração, pois se irá contra o princípio da supremacia do interesse público. 77.OBJETIVA.ControladorInterno-AntonioPrado/2020. Com base na obra de DI PIETRO, analise a afirmativa: o princípio da supremacia do interesse público permite ao administrador público editar atos que preservem a finalidade pública, mesmo em detrimento da finalidade particular. Comentários Segundo Paludo (2020), “O regime jurídico-administrativo tem como base dois princípios: Para a grande maioria dos autores são os princípios da Indisponibilidade do Interesse Público, e da Supremacia do Interesse Público sobre o privado. Para Maria Silvia Z. Di Pietro são os princípios da Legalidade, e da Supremacia do Interesse Público sobre o privado. Desses dois princípios decorrem os demais princípios administrativos”. Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão 75 está correta nos dois sentidos: tanto no que se refere aos princípios citados como no fato deles serem a base para os demais princípios; a 76e77 estão corretas e se referem ao princício da supremacia do interesse público. 78.AVM-Técnico-Administrativo-PI/2021. A administração pública direta e indireta obedecerá aos princípios de: Legalidade; impessoalidade; moralidade; publicidade; eficácia. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 30 79.COPESE.Assessor-Legisl/Adm-PI/2020. A Administração Pública direta e indireta, de qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, Entidades, Órgãos e Agentes, obedecerá a princípios legais que os permitirão alcançar seus objetivos. Os princípios da Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Eficiência, estão previstos na constituição federal de 1988. 80.CEBRASPE-Auditor-DF/2020. Em relação à organização do Estado e da administração pública, julgue o item: O princípio da legalidade se aplica apenas ao Poder Executivo federal. 81.CESPE-AssistenteAdministraçãoFUB/2015. Acerca dos princípios. A administração pública é regida por princípios fundamentais que atingem todos os entes da Federação: União, estados, municípios e o Distrito Federal. 82.CESPE-AnalistaAdministrativoTRT10/2013. Os princípios constitucionais da administração pública se limitam à esfera do Poder Executivo, já que o Poder Judiciário e o Poder Legislativo não exercem função administrativa. Comentários Segundo Paludo (2020), “Com a Constituição de 1988, a Administração Pública recebeu tratamento em capítulo próprio, estabelecendo-se então princípios constitucionais de observância obrigatória. Tanto a administração direta como a indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios deverão obedecer aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. A função administrativa é típica do Poder Executivo, mas também é exercida nos poderes Judiciário e Legislativo, para atender suas necessidades específicas”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima a questão 78e79 estão corretas: citam os princípios constitucionais aplicáveis à administração pública; a 80 está errada: os princípios se aplicam a todas as esferas e poderes; a 81 está correta porque todos os entes da Federação e todos os órgãos e entidades de qualquer poder são obrigados a obedecer aos princípios estabelecidos pela CF/1988; e a questão 82 está errada porque todos os poderes exercem atividade administrativa e devem respeitar os princípios constitucionais. 83.FCC-AnalistaPrev-MANAUSPREV/2015. Sabe-se que a Administração pública sujeita- se a princípios gerais que informam sua atuação, bem como à licitação para a contratação de aquisições de bens e serviços, obrigação que também é orientada por princípios específicos. A relação entre esses princípios é de A) exclusão, na medida em que os princípios gerais cedem lugar à aplicação de princípios específicos quando se trata de licitação de obras e serviços. B) subsidiariedade, pois primeiro são aplicáveis os princípios gerais e somente diante de lacunas é que são invocados os princípios específicos do regime de licitações. C) hierarquia, visto que alguns princípios estão acima de outros, tal como o princípio da eficiência é superior ao princípio da vinculação ao instrumento convocatório. D) complementaridade, visto que o caso concreto pode ensejar a aplicação de um ou mais desses princípios, inexistindo relação de hierarquia ou preferência. E) solidariedade, tendo em vista que todos os princípios, gerais ou específicos, podem ser aplicados em conjunto, submetendo-se, em nível de hierarquia, ao princípio da legalidade. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 31 Comentários Segundo Paludo (2017), “Os princípios são inter-relacionados e possuem exceções. Não é possível interpretar um princípio isoladamente, pois os princípios jurídicos não são incomunicáveis entre si. Cada princípio deve ser compreendido e aplicado sem a perda da harmonia e da coerência do sistema, mediante interpretação sistemática que preserve a harmonia, a racionalidade e a congruência em sua aplicação às situações concretas vividas pela Administração Pública, quando em suas relações com os administrados e a sociedade. Não existe hierarquia entre os princípios constitucionais, todos eles são importantes. No entanto, na aplicação concreta, caso a caso, o gestor público, analisando a conveniência e oportunidade, pode atribuir maior valor a um princípio em detrimento de outro”. Portanto, com resposta direta no texto acima, a alternativa D é a verdadeira e a resposta da questão: os princípios não são aplicados isoladamente nem há hierarquia entre eles; a relação é de complementaridade. 84.FCM-Administrador-CEFET-MG/2019. A Administração Pública é regida por alguns princípios fundamentais, os quais servem como parâmetros para o seu exercício em qualquer organização pública. O Princípio da Impessoalidade: Tem como intuito dar direcionamento para que o agente público, ao praticar o ato administrativo, seja imparcial e busque o bem público. 85.FADESP-AuxiliarAdministrativo-PA/2020. O artigo 37 da Constituição Federal e a Emenda Constitucional 19/1998 elencam cinco princípios da Administração Pública. A divulgação de obras realizadas por determinado órgão da administração direta municipal, associando-a diretamente com o agente público responsável por seu desenvolvimento, fereo seguinte princípio da administração pública: impessoalidade. 86.VUNESP-AnalistaPPeGestão-PMSP/2015. O caput do artigo 37, na Constituição Federal de 1988, estabelece princípios constitucionais a serem observados e cumpridos pela administração pública direta e indireta. Um desses princípios refere-se à orientação, aos gestores públicos, de que o trato da coisa pública (res publica) tenha como objeto principal a prestação de serviços ao cidadão, cumprindo sua finalidade, sem discriminações de qualquer natureza. Esse princípio é o da impessoalidade. Comentários Segundo Paludo (2020), “Em obediência ao princípio da impessoalidade, o agente público ao praticar o ato deve ser imparcial, buscar somente o fim público pretendido pela lei, sem privilégios ou discriminações de qualquer natureza, bem como, não pode fazê- lo para promoção pessoal, mas exclusivamente para interesses público-coletivos”. Portanto, em harmonia com o texto acima as questões estão corretas: a 484e485 contêm afirmativas que expressam o princípio da impessoalidade; e a 86 tem resposta clara e direta no texto acima. Obs.: A questão 86, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas tem recorte parcial de conteúdo de meu livro Administração Pública. 87.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. Analise o trecho a seguir. “A atividade administrativa deve ser exercida com presteza, perfeição e rendimento funcional.” O princípio fundamental da Administração Pública ao qual o trecho faz referência é Eficiência. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 32 88.IBADE-Analista-GestãoPública-ES/2020. Considere os princípios administrativos expressos na Constituição Federal. O núcleo do princípio Y é a procura de produtividade e economicidade e, o que é mais importante, a exigência de reduzir os desperdícios de dinheiro público, o que impõe a execução dos serviços públicos com presteza, perfeição e rendimento funcional, prestando-se, assim, um atendimento de excelência para os administrados. Nesse contexto, é certo dizer que Y representa o princípio da eficiência. 89.FCC-ACE-TC-CE/2015. O princípio da eficiência constante da Constituição da República possui conteúdo variável, relacionado com a finalidade da atuação da Administração pública, de modo que nem sempre significa o direcionamento da ação estatal a juízos puramente econômicos, recomendando a utilização mais satisfatória dos recursos públicos caso a caso. Comentários As questões 87e88 estão corretas e têm resposta direta no texto do meu livro a seguir. Quanto a questão 89, vamos analisá-la: quanto ao conceito e quanto a exceção. Quanto ao conceito. Segundo Paludo (2020), “O princípio da eficiência é o mais novo princípio constitucional a incidir sobre a atuação da Administração Pública. Ele foi inserido no ordenamento jurídico brasileiro (art. 37 da CF/1988) pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998. Este princípio exige que o agente público execute os serviços com perfeição, presteza e rendimento funcional (Hely Lopes Meirelles). A administração e os agentes públicos, respeitando as normas, devem procurar a melhor, mais eficiente e mais eficaz forma de prestarem os serviços públicos à população, com qualidade e a tempo”. Quanto à exceção. Ao tratar das peculiaridades da administração pública, Paludo (2020) afirma: “A eficiência e a eficácia das entidades públicas medem-se não somente pela correta utilização dos recursos, mas principalmente pelo cumprimento de sua missão ... Em muitas situações a questão da eficiência, ou de investimentos necessários, será deixada em segundo plano, para que possa ser trabalhada a questão social (ações de combate à pobreza, de inclusão social e de promoção da cidadania)”. Portanto, a questão 89 está correta, visto que o princípio da eficiência deve ser aplicado considerando os fins da administração: a promoção do bem-estar da coletividade. 90.FUNDATEC-TécnicoRH-BAGÉ-RS/2020. O Art. 37 da Constituição Federal define que a Administração Pública Direta e Indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá expressamente, além dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência, ao princípio da: Publicidade. 91.PROGEP-Auditor-Uberlândia/2020. A Administração Pública é regida por princípios que vêm estabelecidos no caput do art. 37 da Constituição da República. Acerca de tais princípios, é correto afirmar que o princípio da publicidade corrobora a ideia de que a Administração deve agir de maneira transparente já que cuida da coisa pública. Tal princípio é considerado absoluto no Ordenamento Jurídico Nacional. Comentários Segundo Paludo (2020), “Princípio da publicidade. Os atos administrativos normativos e judiciais devem ser publicados para produzirem efeitos externos. A divulgação oficial dos atos administrativos constitui requisito de eficácia e moralidade do ato administrativo, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição e nas leis (em casos de relevante interesse público). PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 33 Esse princípio consagra o dever administrativo de manter a transparência em seus comportamentos. A finalidade da publicação é dar conhecimento dos atos/ações ao público em geral, e iniciar a produção de seus efeitos. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 90 está correta e a questão 91 está errada: existem situações que demandam sigilo. 92.CESPE-Técnico-TRE-RS/2015. A respeito de organização administrativa. A definição dos órgãos, entes e pessoas que compõem o aparelho administrativo estatal decorre do estudo da organização administrativa do Estado. Comentários Segundo Paludo (2017) “A organização da administração pública compreende: a criação de órgãos e entidades, a sua estruturação, eventuais alterações e extinções; as atribuições de competências administrativas aos Órgãos e Entidades e a criação/extinção de cargos/funções. É matéria tratada pelo Direito Administrativo, mas amparada em dispositivos constitucionais”. Portanto, a questão está correta: a definição/criação de órgãos, entidades, cargos e agentes decorre da organização do Estado-Administração. 93.CESPE-AUDITOR-SEFAZ-AL/2020. A respeito da organização político-administrativa do Estado brasileiro, julgue o item: É viável a extinção de órgãos públicos por meio de decreto do presidente da República na hipótese de redução de despesa para a União. 94.FCC-AssessorJurídico-TC-PI/2014. Entre as competências privativas do Presidente da República, encontram-se a seguinte: dispor, mediante decreto, sobre organização e funcionamento da Administração federal, ainda que implique aumento de despesa ou criação de órgãos públicos; e editar medidas provisórias com força de lei. Comentários Segundo Paludo (2020), “A organização da Administração Pública Federal pode ser assim sintetizada: A criação e extinção de ministérios, órgãos e autarquias deverá ocorrer mediante lei de iniciativa privativa do Presidente da República e aprovada pelo Congresso Nacional. Em algumas situações, no entanto, o Presidente da República pode dispor, mediante decreto, sobre a organização e o funcionamento da Administração Pública Federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos (CF, art. 84, VI, a). Portanto, as duas questões estão erradas: 93 porque extinção de órgão depende de lei; 94 porque quando implica aumento da despesa foge à competência do presidente e depende de anuência do Poder Legislativo. 95.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Acerca da organização da administração pública. A competência é renunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo nos casos de delegação ou avocação. Comentários PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de AdministraçãoPública, 4ª ed, 2021. 34 Segundo Paludo (2017), “A competência é irrenunciável, no entanto pode haver avocação desde que não se trate de competência exclusiva do órgão subordinado, bem como pode haver delegação desde que as atribuições não sejam privativas do delegante”. Portanto, a questão está errada, pois a competência é atribuída por lei e é irrenunciável. 96.ESAF-Fiscal-Rendas-RJ. Sobre a organização da administração pública brasileira, é correto afirmar que a) por serem qualificadas como autarquias de natureza especial, as agências reguladoras integram a administração direta. b) ao contrário do que ocorre em relação às autarquias, a lei não cria empresas públicas, apenas autoriza sua instituição. c) agências reguladoras e agências executivas são categorias de entidades pertencentes à administração indireta. d) a Constituição Federal veda, aos municípios, a criação de autarquias. e) no âmbito federal, as empresas públicas subordinam-se, hierarquicamente, aos ministérios a que se vinculem. Comentários A-Falsa. “Agências Reguladoras são autarquias especiais criadas para exercer as funções de regulação e fiscalização, e, embora sujeitas à supervisão ministerial, se encontram fora da hierarquia administrativa e da influência política. Essas agências são autarquias com regime jurídico especial, que atendem ao princípio da especialidade, e sua maior independência ocorre em relação ao Poder Executivo, apenas” (Paludo, 2017). Todas as autarquias são entidades da administração indireta. B-Verdadeira. “As empresas públicas são entidades dotadas de personalidade jurídica de Direito Privado. Também possuem patrimônio próprio, mas o capital é exclusivo do ente estatal (União, Estado, Município). Podem ser unipessoais, quando o capital pertencer apenas a um ente público, e serão pluripessoais quando pertencer a mais de um ente público. Sua criação é autorizada por lei para explorar atividade econômica ... No entanto, as empresas públicas poderão ser criadas para outras finalidades; para prestar serviços públicos não-exclusivos, que não envolvam o poder de império. Diferente das autarquias, as empresas públicas não são criadas por lei, mas autorizadas por ela: a lei autoriza e, em outro momento, o Presidente da República a institui, mediante decreto (CF/1988, art. 37, XIX). Podem assumir a forma de S/A, sociedade civil, sociedade comercial ou outra forma admitida em direito. Ex.: Correios, Caixa Econômica Federal, Serpro etc” (Paludo, 2017). C-Falsa. Tanto as agências reguladoras como as agências executivas (oriundas de autarquias e fundações) são entidades da administração indireta. No entanto, não se trata de “categorias”, mas apenas de entidades: categoria é um gênero que comporta várias espécies. D-Falsa. “As autarquias são pessoas jurídicas administrativas e correspondem a uma extensão da Administração direta, visto que prestam serviços públicos e executam atividades típicas do Estado de forma descentralizada. As autarquias correspondem a uma especialização da Administração Pública, que pode abarcar serviços, atividades e obras. Excepcionalmente possuem capacidade genérica (é o caso dos territórios federais, atualmente inexistentes)” (Paludo, 2017). Tanto a União, como os Estados e os Municípios, poderão criar Autarquias para atender suas especificidades. E-Falsa. “Controle hierárquico – é aquele que decorre da hierarquia administrativa, em que os órgãos e agentes inferiores são subordinados aos órgãos e agentes superiores. É PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 35 caracterizado por termos como supervisão, fiscalização, coordenação, orientação, revisão, aprovação ou avocação. Controle finalístico – é o controle que os órgãos da Administração direta exercem sobre as entidades da Administração indireta” (Paludo, 2017). Portanto, incide sobre as empresas públicas um controle finalístico e não um controle hierárquico, pois este é um controle exercido dentro da mesma pessoa jurídica. 97.COPESE.Assessor-Legisl/Adm-PI/2020. Acerca da organização e funcionamento da administração pública no Brasil, analise as afirmativas: I.A administração pública brasileira compreende dois grandes grupos de instituições formados pela Administração direta e Administração indireta. II.A Administração direta compreende a estrutura administrativa da Presidência da República e dos diversos Ministérios, bem como o conjunto das instituições e unidades organizacionais de cada um dos poderes que integram a União, os Estados e os Municípios. III. A Administração indireta compreende as instituições com personalidade jurídica própria, criadas para realizar atividades governamentais de forma descentralizada. Comentários Segundo Paludo (2020), “A Administração Pública, conforme o art. 37 da Constituição Federal de 1988, compreende a Administração direta e a Administração indireta. A Administração direta é composta por órgãos integrantes dos três poderes, que possuem competências específicas, e a Administração indireta é composta por entidades que possuem personalidade jurídica própria; ora de Direito Público e ora de Direito Privado”. Portanto, em harmonia com o texto acima, os três itens estão corretos. A questão da descentralização está correta e será vista mais adiante. 98.FGV-TÉCNICOADMINISTRATIVO-TJCE/2020. Para aumentar seu poder de controle e supervisão da Administração Indireta, certo governante resolveu centralizar várias atividades para seus entes estatais. Assim, a Administração Direta passou a contar com mais órgãos. 99.FCC-AnalistaAdministrativo-TJPE/2012. Em relação aos órgãos e agentes da Administração Pública é correto afirmar: A) a atuação dos órgãos não é imputada à pessoa jurídica que eles integram, mas tendo a prerrogativa de representá-la juridicamente por meio de seus agentes, desde que judiciais. B) a atividade dos órgãos públicos não se identifica e nem se confunde com a da pessoa jurídica, visto que há entre a entidade e seus órgãos relação de representação ou de mandato. C) como partes das entidades que integram os órgãos são meros instrumentos de ação dessas pessoas jurídicas, preordenados ao desempenho das funções que lhes forem atribuídas pelas normas de sua constituição e funcionamento. D) os órgãos públicos são dotados de personalidade jurídica e vontade própria, que são atributos do corpo e não das partes porque estão ao lado da estrutura do Estado. E) ainda que o agente ultrapasse a competência do órgão não surge a sua responsabilidade pessoal perante a entidade, posto não haver considerável distinção entre a atuação funcional e pessoal. Comentários PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 36 Segundo Paludo (2020), “A Administração direta compreende as competências e serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos Ministérios, assim como os órgãos dos poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público da União. A Administração direta é composta pelos próprios órgãos dos poderes que compõem as pessoas jurídicas de Direito Público com capacidade política ou administrativa. São os órgãos da Presidência da República, os Ministérios, a Advocacia- Geral da União, a Câmara Federal, o Senado, o Tribunal de Contas da União, os Tribunais do Poder Judiciário e o Ministério Público da União. É importante destacar que os Conselhos também constituem órgãos públicos da Administração direta. Alguns têm origem constitucional, como o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, mas, em regra, são criados por lei e têm como atribuições o assessoramento, orientação, a deliberação e a fiscalização, na sua área de atuação. Esses órgãos não possuem personalidade jurídica própria e pertencem ao ente público maior (União, Estados, Municípios). A Administração Pública direta atua através de seus órgãos e agentes que expressam a vontade políticada pessoa jurídica a que estão ligados. Os órgãos não têm capacidade jurídica, não constituem pessoa jurídica, apenas possuem competências: são centros de competências despersonalizados, cuja atuação, na pessoa de seus agentes, é imputada à entidade estatal a que pertencem” (Paludo, 2017). Portanto, a questão 98 está correta: órgãos são da administração direta; e a alternativa C é a verdadeira e a resposta da questão 99. A alternativa A é falsa, pois os órgãos não são representados pelos seus agentes; a alternativa B porque a relação entre órgãos e pessoa jurídica é de “imputação” e não de representação ou mandato; a alternativa D porque os órgãos não têm personalidade jurídica e vontade própria; e a alternativa E porque não é permitido ultrapassar a competência estabelecida (se ultrapassar configura abuso de poder e o ato é considerado ilegal e nulo). 100.AOCP-GestorPúblico-Uberlândia/2015. A partir da promulgação da CF/1988, o processo de ampliação da chamada esfera pública foi consolidado por meio do entendimento de que só com a sociedade mobilizada a democracia participativa pode avançar. O controle do poder requer a organização da sociedade civil. Nesse contexto, existem as arenas de participação e deliberação instituídas pelo Estado, como os Conselhos e Comissões. Os Conselhos são organizações deliberativas constituídas em cada instância do governo, com caráter permanente e de composição paritária. Comentários Segundo Paludo (2017), “É importante destacar que os Conselhos também constituem órgãos públicos da Administração direta. Alguns têm origem constitucional, como o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, mas, em regra, são criados por lei e têm como atribuições o assessoramento, a orientação, a deliberação e a fiscalização na sua área de atuação. Conselhos, como os de educação, saúde, assistência social – são canais de participação/decisão na gestão pública – compostos com paridade de membros entre o poder público e representantes da sociedade local”. Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está correta: conselhos têm poder de deliberação e composição paritária. 101.FCC-TécnicoJudiciário-TRF3/2020. Para maior especialização na execução de atividades de sua competência, os entes políticos podem promover a criação de entidades descentralizadas, que comporão a chamada Administração Indireta. No tocante à PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 37 Administração Indireta abrange as autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público. 102.FCC-AnalistaAdministrativo-TRE-SP/2012. Entidades administrativas, na administração pública brasileira, A) não possuem capacidade de auto-organização. B) possuem autonomia política. C) são pessoas jurídicas de direito privado. D) não podem possuir autonomia financeira. E) detêm apenas uma parcela limitada do poder político. Comentários Segundo Paludo (2020), “A Administração indireta é composta, exclusivamente, por pessoas administrativas; é constituída por entidades de Direito Público e Privado. Todas têm personalidade jurídica própria e autonomia, e agem por outorga do serviço ou pela delegação da execução. Compõem a Administração Pública indireta: as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e os consórcios públicos instituídos como associação pública. As entidades da Administração indireta exercem de forma descentralizada as atividades administrativas ou exploram atividade econômica, e encontram-se vinculadas aos órgãos da Administração direta (ao Ministério correspondente). Em regra, quando prestam serviços públicos ou de interesse público são denominadas autarquias ou fundações; quando exploram a atividade econômica referem-se às empresas públicas e sociedades de economia mista”. As entidades da administração indireta têm autonomia administrativa e financeira, respeitados os limites estabelecidos, que não se confunde com a autonomia política concedida aos entes políticos – União, Estados, DF e Municípios, e que compreende a capacidade de auto-organização, autogoverno e autoadministração. “Não confunda essa autonomia Política concedida aos entes da federação com a autonomia Administrativa concedida às entidades da Administração Indireta” (Paludo, 2017). Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão 101 está correta; na 102 a alternativa A é a verdadeira e a resposta da questão. A alternativa B é falsa porque essas entidades não possuem autonomia política, apenas administrativa; a alternativa C porque podem ser tanto de direito público como de direito privado; a alternativa D porque elas possuem autonomia financeira; e a alternativa E porque essas entidades não detêm poder político, apenas administrativo. 103.CONTEMAX.AgenteAdministrativo-DAMIÃO/2020. Acerca dos entes que compõem a administração pública indireta, analise a afirmativa: Autarquia é pessoa jurídica de direito público que desenvolve atividade típica de Estado, com liberdade para agir nos limites administrativos da lei específica que as criou. 104.FCC-AuditorPI/2015. A respeito da Administração Indireta. Autarquias são pessoas jurídicas de direito público, que desempenham serviço público descentralizado, com capacidade de auto-administração. 105.CESPE-EspecialistaProcessos-MEC/2014. No âmbito federal, as autarquias são entes da administração indireta dotados de personalidade jurídica própria e criados por lei para executar atividades típicas da administração. Essas entidades sujeitam-se à PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 38 supervisão ministerial, mas não se subordinam hierarquicamente ao ministério correspondente. Comentários Segundo Paludo (2020), “As autarquias são pessoas jurídicas administrativas e correspondem a uma extensão da Administração direta, visto que prestam serviços públicos e executam atividades típicas do Estado de forma descentralizada. São atribuídas às autarquias as seguintes características principais: são criadas por lei específica; possuem personalidade jurídica própria de Direito Público; possuem patrimônio e receita próprios; possuem capacidade específica, restrita a sua área de atuação (especialização); possuem autonomia administrativa e financeira (mas não econômica); encontram-se sujeitas ao controle ou tutela do Ministério a que se encontram vinculadas; seus bens são impenhoráveis e enquadram-se no conceito de descentralização administrativa”. Portanto, as três questões estão corretas: apresentam conceitos e características verdadeiras acerca das autarquias (controle/tutela do Ministério é Supervisão Ministerial). 106.FCC-AnalistaGestão-MetroSP/2012. É a Entidade pública, com patrimônio total ou parcialmente público, instituída pelo Estado e cuja função é a realização de determinados fins e sua criação deve ser autorizada por lei específica para a prestação de serviço público, sendo ente autônomo, dotado de personalidade jurídica que tanto pode ser pública quanto privada: A) Fundação. B) Autarquia. C) Empresa pública. D) Sociedade de economia mista. E) Ministério. Comentários A questão trata das características que identificam as Entidades da Administração Indireta. Vejamos: O termo “entidade” nos remete a administração indireta, portanto a alternativa “E” não poderia ser a verdadeira, visto que Ministérios são Órgãos da Administração Direta. “Instituída” pelo Estado - essa afirmativa remete à Fundação, Empresa Pública ou Sociedade de Economia Mista, portanto a alternativa “B” não poderia ser a verdadeira, porque a Autarquia só pode ser “criada” por lei específica (artigo 37, XIX, da CF/88). “Personalidade jurídica pública ou privada” - essa alternativa exclui a Empresa Pública e a Sociedade de Economia Mista, pois elas, necessariamente, possuempersonalidade jurídica de direito privado. Por outro lado, essa mesma alternativa remete especificamente às Fundações, que podem ter personalidade jurídica de direito público ou de direito privado, dependendo de como e por quem foi instituída. Portanto, a alternativa A é verdadeira e a resposta da questão. Todas as demais foram descartadas conforme acima exposto. Mas atenção: há uma polêmica quanto à instituição/criação de Fundações: De acordo com a CF/88, artigo 37, XIX “somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação”. Segundo Paludo (2017), “De acordo com a CF/88, não é a lei que cria/institui a fundação - visto que ela apenas autoriza sua instituição - mas um ato posterior: um decreto do PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 39 presidente da república. As fundações são instituídas por decreto e devem, necessariamente, ter seu estatuto registrado no registro competente: a fundação passará a existir apenas após efetuado esse registro. No entanto, para o STF e parte da doutrina, é possível a criação de Fundação Pública diretamente pela lei (seria o caso de uma Fundação Autárquica). Por exemplo: para Maria Silvia Di Pietro, as Fundações Públicas não inscrevem seus atos constitutivos no registro civil porque “sua personalidade jurídica decorre da lei. Fundação Autárquica configura-se quando a Fundação Pública é criada diretamente pela lei e independe de registro. No entanto, continua válido o entendimento de que as fundações são autorizadas por lei – e não criadas por ela. Portanto, as duas vertentes encontram amparo: a primeira na doutrina e jurisprudência, e a segunda na Constituição Federal.” 107.CONTEMAX.AgenteAdministrativo-DAMIÃO/2020. Acerca dos entes que compõem a administração pública indireta, analise a afirmativa. Fundação Pública é pessoa jurídica composta por um patrimônio personalizado, que presta atividade não lucrativa e atípicas de poder público, mas de interesses coletivo, como educação, cultura, pesquisa e outros, sempre merecedoras de amparo Estatal. Comentários A questão está correta: reveja os comentários da questão anterior. 108.FGV-TécnicoAdm-TRE-PA/2011. É considerado requisito para a qualificação de autarquia ou fundação como agência executiva: a) ter celebrado contrato de prestação de serviços por, no mínimo, um ano com o respectivo Ministério Supervisor; b) ter celebrado contrato de permissão e/ou concessão com o respectivo Ministério Supervisor. c) ter plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional concluído há, no mínimo, seis meses; d) ter celebrado contrato de gestão com o respectivo Ministério Superior; e) ter plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional concluído há, no mínimo, um ano. Comentários Segundo Paludo (2017), “De acordo com o Caderno Mare, Agência Executiva é uma qualificação a ser concedida, por decreto presidencial específico, a autarquias e fundações públicas responsáveis por atividades e serviços exclusivos do Estado. Não se institui uma nova figura jurídica na Administração Pública, mas concede-se uma qualificação, que proporcionará a essas agências maior flexibilidade e autonomia, mediante um regime jurídico especial. As candidatas à qualificação devem apresentar dois requisitos básicos: a) ter celebrado contrato de gestão com o respectivo Ministério supervisor; b) ter um plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional, voltado para a melhoria da qualidade da gestão e para a redução de custos, já concluído ou em andamento. Esse contrato de gestão assinado é mais que um simples convênio – é um contrato de parceria – visto que seus vínculos são mais profundos e duradouros e seus recursos são garantidos mediante a inclusão direta no orçamento geral da união”. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 40 Portanto, em harmonia com o texto acima, a alternativa D é a verdadeira e a resposta da questão. As alternativas AeB são falsas porque contrato de gestão é um contrato de parceria, não de serviços, nem de concessão/permissão; as alternativas CeE porque não é obrigatório que o plano esteja concluído, basta que esteja em andamento. 109.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. No que concerne às Agências Reguladoras, importantes entidades criadas para fiscalizar e regular serviços de determinados setores econômicos, analise a afirmativa: As agências podem existir tanto em âmbito federal quanto estadual e municipal, desde que criadas por lei. 110.VUNESP-AnalistaEMPLASA/2014. As Agências Reguladoras distinguem-se das demais autarquias porque suas leis instituidoras lhe outorgam certas prerrogativas que não são encontráveis na maioria das entidades autárquicas comuns, como, por exemplo, o de serem criadas por lei e de serem dotadas de autonomia financeira, administrativa e poderes normativos complementares à legislação própria do setor. Comentários Segundo Paludo (2020), “Agências Reguladoras são autarquias especiais criadas para exercer as funções de regulação e fiscalização, e, embora sujeitas à supervisão ministerial, se encontram fora da hierarquia administrativa e da influência política. São pessoas jurídicas de direito público criadas por lei de iniciativa do Chefe do Poder Executivo, e seus diretores são nomeados pelo Presidente da República após aprovação pelo Senado Federal. Embora haja diferenças nas leis de criação dessas agências, regra geral, a independência contempla: ausência de subordinação hierárquica, decisões em caráter final, mandato fixo e estável de seus dirigentes (não coincidentes com o mandato governamental), e autonomia financeira e administrativa. As atividades regulatórias não contemplam a edição de atos normativos primários (estes são de competência do Congresso Nacional); a regulação é específica para assuntos de sua competência, e deve estar prevista em lei”. Portanto, as questões estão corretas: 109, podem ser criadas pela União, Estados ou Municípios; 110, tem autonomia financeira, administrativa e poderes normativos complementares à legislação. 111.CEBRASPE-Auditor-DF/2020. Acerca da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias, no âmbito da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios: As empresas públicas e as sociedades de economia mista gozam de privilégios fiscais não extensivos às sociedades comerciais do setor privado. 112.CESPE-AuditorFUB/2015. No que diz respeito a administração pública. Tanto na empresa pública, quanto na sociedade de economia mista, há derrogação apenas parcial do regime de direito público pelo regime de direito privado. Comentários Segundo Paludo (2017), “O regime jurídico das empresas públicas e também das sociedades de economia mista é híbrido: predominantemente privado, mas derrogado por normas de Direito Público. A interferência das normas públicas será menor quando explorarem atividade econômica e maior quando prestarem serviços públicos”. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 41 Portanto, conforme figura acima a questão 111 está errada: apenas as SEM que prestam serviços públicos podem ter privilégios não extensivos às empresas comerciais; a 112 está correta, há derrogação parcial das normas de direito privado por normas de direito público. 113.FGV-Administrador-DefensoriaRJ/2020. Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) identificou 491 consórcios públicos em todo o Brasil. Quanto ao consórcio público (Lei 11.107/05), é correto afirmar que poderá ser constituído tanto como pessoa jurídica de direito público quanto de direito privado. Comentários Segundo Paludo (2020), “Os consórcios públicos,a partir da Lei nº 11.107/2005, possuem personalidade jurídica própria, que pode ser de Direito Público ou de Direito Privado. Se for de natureza privada, assumirá a forma de associação civil; se de Direito Público, denominar-se-á associação pública (uma espécie de autarquia interfederativa) e integrará a Administração indireta de todos os entes da Federação consorciados”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 114.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. Até recentemente, havia o entendimento dos especialistas de que a sociedade poderia ser classificada em dois setores, o primeiro sendo o Poder Público e o segundo o Mercado. Com o crescente número de demandas sociais não atendidas pelo Estado, um terceiro setor começa se consolidar e ganhar importância no atendimento das demandas da sociedade. Corresponde a uma organização do terceiro setor: Entidade de Apoio. 115.ESAF-AFRF/2014. Em se tratando do terceiro setor. O terceiro setor compreende as entidades da sociedade civil de fins públicos e lucrativos coexistindo com o primeiro setor, que é o Estado, e o segundo setor, que é o mercado. 116.CESPE-Administrador-Correios/2011. Sobre organização da administração pública. As entidades paraestatais não integram a administração direta nem a administração indireta, mas colaboram com o Estado no desempenho de atividades de interesse público, como são os casos do SENAC e do SENAI. Comentários Segundo Paludo (2017), “O primeiro setor é o Estatal, o segundo setor é o mercado e o terceiro setor são as entidades que não se enquadram no primeiro ou no segundo setor. Trata-se de um espaço público não estatal em que ocorre a participação privada em assuntos de interesse público. Essas entidades paraestatais, embora possuam personalidade de Direito Privado, não são entidades públicas nem privadas. Não são públicas porque não são pessoas de Direito Predomina Regime de Direito Privado Não há privilégios fiscais diferenciados Não tem imunidade recíproca Não sujeitas a responsabilidade civil objetiva Predomina Regime de Direito Público Podem ter privilégios fiscais exclusivos Podem ter imunidade recíproca Sujeitas a responsabilidade civil objetiva EP e SEM que Exploram atividade econômica EP e SEM que Prestam Serviços Públicos Principais Diferenças - Quanto a Finalidade PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 42 Público, e não são privadas porque não visam ao lucro. Elas são um meio-termo. Colaboram com o Estado desenvolvendo atividades de interesse público, e por isso contam com a sua proteção e fomento. O terceiro setor é composto por: serviços sociais autônomos, entidades de apoio (fundações privadas, associações, cooperativas), organizações sociais, organizações sociais de interesse público, Instituições Comunitárias de Educação Superior e Ongs diversas. Também denominadas paraestatais, desempenham serviços não exclusivos de Estado”. Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão 114 está correta: entidades de apoio são do terceiro setor; a 115 está errada porque as entidades do terceiro setor não visam o lucro; e a 116 está correta porque o Senac e o Senai referem-se aos serviços sociais autônomos, que integram o terceiro setor. 117.FCC-AnalistaTesouro-PI/2015. Uma das formas consagradas de parceria entre governo e sociedade corresponde à atuação das denominadas Organizações Sociais, que podem ser definidas como entidades privadas, sem fins lucrativos, que recebem qualificação específica e delegação do Poder público para desempenhar serviço público não exclusivo. 118.FGV-FiscalTributos-NITEROI/2015. As pessoas qualificadas como organizações sociais (OS’s) devem ostentar alguns fundamentos ou características principais, conforme exigido pela Lei nº 9.637/98, por exemplo, destinar-se ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde. Comentários Segundo Paludo (2017), “As Organizações Sociais surgiram no contexto da reforma do Estado (1995), no Programa Nacional de Publicização regulamentado pela Lei nº 9.637/1998. Para o Caderno Mare nº 02, Organizações Sociais são um modelo de organização pública não estatal, destinado a absorver atividades publicizáveis, mediante qualificação específica (desempenham serviços não exclusivos de Estado). Organizações Sociais são pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, criadas por particulares, cujas atividades se dirigem ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde. No que se refere à saúde, essas atividades são consideradas serviços públicos”. Portanto, as duas questões estão corretas porque apresentam conceito e características válidas para as Organizações Sociais-OS. 119.FGV-AnalistaAdministrativo-MP-RJ/2020. O Município Alfa decidiu estimular a participação de organização da sociedade civil sem fins lucrativos, que não contasse com qualquer qualificação obtida com base em legislação específica, em projetos de interesse público e recíproco. Para tanto, lançou chamamento público para que os interessados apresentassem os seus projetos, sendo celebrado ajuste com a organização vencedora, que seria contemplada com a transferência de recursos financeiros. À luz da sistemática vigente, o referido ajuste terá a forma de termo de colaboração. Comentários PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 43 Segundo Paludo (2020), ”A Lei n. 13.019/2014 estabeleceu as parcerias voluntárias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil, para a consecução de finalidades de interesse público e recíproco. A parceria formaliza-se pela assinatura de termo de colaboração (para planos de trabalho propostos pela administração pública) ou termo de fomento (para planos propostos pelas organizações da sociedade civil) – quando há transferência de recursos financeiros; ou, ainda, acordo de cooperação, quando não envolver transferência de recursos”. Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está correta: foi a administração que deu início ao plano (chamamento) e envolve a transferência de recursos financeiros: por isso é termo de colaboração. Obs.: Esta questão – como centenas de outras – não cita meu nome, mas usa os mesmos termos que estão no meu livro Administração Pública, há vários anos. 120.FGV-TÉCNICOADMINISTRATIVO-TJCE/2020. Com o escopo de fomentar a especialização do órgão, determinado Tribunal de Justiça, no exercício de função administrativa, observadas as formalidades legais, subdividiu o então Departamento de Engenharia e Licitações em dois novos departamentos, um de Engenharia e outro de Licitações. De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, esse desmembramento de um órgão em dois, com o objetivo de melhorar a prestação do serviço público e assim atender ao princípio da eficiência, é a: A) delegação administrativa; B) centralização administrativa; C) concentração administrativa; D) desconcentração administrativa; E) descentralização administrativa. 121.CESPE-Técnico-TRE-GO/2015. Acerca dos conceitos ligados à organização administrativa. Na desconcentração, há divisão de competências dentro da estrutura da entidade pública com atribuição para desempenhar determinada função. 122.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Acerca da desconcentração. Ocorre a chamada desconcentração no âmbito de uma mesma pessoa jurídica, surge relação de hierarquia, de subordinação entre os órgãos dela resultantes. 123.FGV-ACI-Recife/2014. Sobre organização da administração pública. A criação de órgãos dentro da própria estrutura da Administração, denominados centros de competência, é exemplo de desconcentração. Comentários Segundo Paludo (2020), “A desconcentração administrativa é utilizada naAdministração direta e refere-se à transferência de competência dos órgãos superiores para os órgãos inferiores, mas dentro da mesma pessoa jurídica. Regra geral, a desconcentração se aplica à Administração direta, mas também pode ocorrer na Administração indireta, quando repartir suas competências internamente. Essa desconcentração pode ocorrer do ente estatal-pessoa jurídica (União, Estado, Município) para seus próprios órgãos ou desses órgãos para os órgãos inferiores. Em qualquer dessas opções, trata-se de uma simples distribuição de competências. A desconcentração administrativa representa uma simples divisão/repartição das funções públicas, entre os órgãos ou entre estes e órgãos inferiores, mantendo-se a hierarquia. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 44 Em regra, esse desmembramento é feito para atender ao princípio da eficiência”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, na questão 120 a Alternativa D é a resposta; e as questões 121a123 estão corretas. Todas contêm afirmativas verdadeiras acerca da desconcentração administrativa. 124.FGV-Administrador-DefensoriaRJ/2020. Em relação às formas de descentralização e desconcentração administrativa, analise o item a seguir: A descentralização transfere competências para outra pessoa jurídica, ou física. 125.CESPE-AnalistaAdministrativo-CADE/2014. Com relação à administração pública. A descentralização, como princípio fundamental da administração pública federal, pressupõe duas pessoas jurídicas distintas, o Estado e a entidade que executará o serviço. Comentários Segundo Paludo (2020), “A descentralização administrativa é uma técnica jurídica em que se atribui personalidade jurídica a uma entidade, para que ela preste serviços públicos ou realize atividades públicas ou de utilidade pública. Essas entidades são autônomas, têm personalidade jurídica própria, e agem em seu nome, quer pela outorga dos serviços, quer pela delegação de sua execução. A administração descentralizada, regra geral, corresponde à Administração indireta (mas também pode ser direcionada à iniciativa privada), e ocorre quando as atribuições são executadas por uma pessoa jurídica diferente do Estado. Exige-se duas pessoas jurídicas distintas: o Estado, que transfere as atribuições, e uma outra pessoa jurídica, que executará esses serviços. Dito de forma mais simples, descentralizar significa transferir/distribuir competências para um terceiro: para uma outra pessoa jurídica (ou, eventualmente, física)”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões estão corretas. 124, a descentralização eventualmente poderá ser para pessoa física; 125, a descentralização exige duas pessoas jurídicas: o Estado e a entidade que executará o serviço. 126.VUNESP-AnalistaAdministrativo-CETESB/2013. Sobre descentralização. Quando o Estado cria uma entidade e a ela transfere, por lei, determinado serviço público, essa descentralização administrativa é denominada outorga. 127.FCC-Administrador-DefensoriaSP/2015. Determinada Secretaria de Estado transfere um conjunto de competências administrativas específicas para outra pessoa jurídica, sem o estabelecimento de contrato ou ato administrativo. Esse é caso de descentralização funcional. Comentários Vimos que descentralizar significa “transferir/distribuir competências” para outra pessoa jurídica, ou, eventualmente, física: dentro ou fora da administração. Segundo Paludo (2017), “Quando a descentralização ocorre mediante outorga, o Estado cria uma pessoa jurídica e transfere a ela competências e prerrogativas suas. A outorga ocorre para autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e entidades paraestatais criadas por lei. Descentralização por serviços, funcional ou técnica – compreende a transferência de atribuições da Administração Pública para as pessoas jurídicas de Direito Público ou PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 45 Privado. Essas entidades são criadas por lei e correspondem à Administração indireta. Essa espécie de descentralização denomina-se “outorga”, e ocorre para autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e entidades paraestatais (OS)”. Portanto, as duas questões estão corretas: esse tipo de descentralização tanto pode ser denominada “outorga” ou “por serviços, funcional ou técnica”. Nos dois casos o Estado cria uma outra pessoa jurídica e a ela transfere a titularidade e a execução dos serviços. 128.FCC-AnalistaTesouro-PI/2015. Os conceitos de descentralização e desconcentração englobam descentralização por colaboração, quando, por meio de contrato ou ato administrativo unilateral, se transfere a execução de determinado serviço público a pessoa jurídica de direito privado. Comentários Segundo Paludo (2017), “Descentralização Por colaboração – esse tipo de descentralização transfere apenas a execução dos serviços, mantendo a titularidade em mãos do Poder Público. Essa descentralização, denominada “delegação”, corresponde a um ato jurídico bilateral ou unilateral, e tem como formas de delegação: a concessão, a permissão e a autorização”. Portanto, a questão está correta, a descentralização por colaboração se dá mediante contrato (bilateral) ou ato administrativo (unilateral) e transfere apenas a execução do serviço. 129.MSC-AgenteContábil-RJ/2021. Acerca de centralização e descentralização: Concessão de serviço público é a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante a licitação, na modalidade de concorrência, a pessoa física, jurídica, ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco, por prazo determinado. 130.CESPE-AUDITOR-DF/2020. Acerca da concessão de serviços públicos: Concessão de serviço público é um contrato administrativo pelo qual a administração pública delega a terceiro a execução de um serviço público, para que este o realize em seu próprio nome e por sua conta e risco, sendo-lhe assegurada a respectiva remuneração. Comentários Segundo Paludo (2020), “São formas de delegação: a concessão, a permissão e a autorização. A concessão de serviço público é a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstrem capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco, e por prazo determinado; a permissão de serviço público é a delegação, a título precário, mediante licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco. Por fim, a autorização foi conceituada pela doutrina como ato administrativo discricionário e precário, para delegar a particular a prestação de serviços que não exigem execução pela Administração, nem pedem especialização na sua prestação ao público”. Portanto, com resposta direta no texto acima, as duas questões estão corretas. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 46 Quadro-resumo das descentralizações. Capítulo 3. CONVERGÊNCIAS E DIFERENÇAS ENTRE A GESTÃO PÚBLICA E A GESTÃO PRIVADA 131.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Acerca da administração pública, julgue o item: As técnicas de gestão organizacional contemporâneas são aplicáveis a organizações públicas e privadas, de forma indistinta. 132.FCM-AssistenteLegislativo-Queluzito-MG/2020. A Administração Pública, assim como a privada, tem cada vez mais se preocupado com o alcance de um bom desempenho na realização de suas atividades. Para tanto, essas duas administrações utilizam indicadores como os de eficácia e de eficiência. 133.CESPE.EspecialistaGestão-SES-ES/2011. Acerca da administração. Os processos de planejamento, organização, execução e controle são ações fundamentaisque norteiam as atividades organizacionais na tomada de decisão, na gestão de recursos e na definição de objetivos, nas esferas pública e privada. 134.CESPE-Analista-SEAD-PB/2010. Sobre administração. Constitui uma das grandes dificuldades dos gestores, nas iniciativas privada e pública, a utilização de ferramentas administrativas para a gestão estratégica de organizações. 135.AOCP-AnalistaAdministrativo-UF-JF/2015. Os princípios da governança pública não são distintos dos aplicados na governança corporativa. No entanto, a diferença básica entre a governança pública em relação à governança corporativa é que os gestores públicos têm sob sua responsabilidade bens que pertencem à sociedade. Comentários Segundo Paludo (2017), “Nas comparações entre a Administração Pública e a administração privada certamente existem mais convergências do que diferenças. Por exemplo: todas as entidades privadas ou públicas utilizarão técnicas administrativas como o planejamento, a organização, a direção e o controle, assim como as técnicas relacionadas à motivação e avaliação de resultados. A divisão do trabalho também utilizará técnicas semelhantes, e haverá funções idênticas como a orçamentária/financeira, a contábil, a de recursos humanos; ambas utilizarão indicadores para avaliar resultados etc. Tanto a Administração Pública quanto a privada sofrem influência do ambiente no qual atuam: fatores políticos, sociais, econômicos e tecnológicos. POLÍTICA Competências Próprias CF, artigos 21,22,23,24 ... Para União, Estados, DF e Municípios Por Outorga Cria-se Entidade e Transfere: Competência e Execução Por Delegação Só Transfere Execução Territorial ou Geográfica Para os extintos Territórios Federais Por Serviços,Funcional,Técnica Para a Administração Indireta ou, eventualmente paraestatais Por Colaboração Para Concessionários, Permissionários e Autorizatários ADMINISTRATIVA ADMINISTRATIVA D E S C E N T R A L IZ A Ç Ã O Competências "Emprestadas" do Poder Central Competências "Emprestadas" do Poder Central PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 47 Mas esses itens, assim como outros não citados, irão apresentar algumas variações mesmo entre as organizações privadas. A administração pública pode e deve melhorar suas práticas a partir da utilização de técnicas consagradas pela iniciativa privada – o que não pode é simplesmente aplicar as práticas privadas sem uma adaptação adequada à realidade pública”. Por fim, tanto a administração pública como a privada terão dificuldades na utilização de ferramentas, técnicas e tecnologias modernas, na realização de mudanças e na implementação das decisões e ações necessárias ao alcance dos objetivos”. Portanto, de forma clara e com respostas direta no texto acima, a questão 131 está errada: deve existir adaptação para o meio público; e as demais questões estão corretas: 132 ambas utilizam indicadores; 133 elenca com assertividade funções comuns à esfera pública e privada; 134 se refere às dificuldades enfrentadas por gestores públicos e privados na utilização de técnicas e ferramentas de gestão; e a 135 por afirmar que os princípios da governança são semelhantes (veja capítulo 6), respeitadas as particularidades públicas, que administra bens coletivos. 136.FCC-AnalistaAdministrativoMP-AM/2013. Acera das convergências e divergências entre as organizações públicas e privadas: a administração direta tem como objetivo proporcionar o bem-estar à coletividade, enquanto a iniciativa privada tem como objetivo primordial o lucro. 137.ESAF-AFRF/2014. Diversas características inerentes à natureza pública diferenciam as organizações da administração pública das organizações da iniciativa privada. As organizações privadas buscam o lucro financeiro e formas de garantir a sustentabilidade do negócio. A administração pública busca gerar valor para a sociedade e formas de garantir o desenvolvimento sustentável, sem perder de vista a obrigação de utilizar os recursos de forma eficiente. 138.FCC-AnalistaLegislativo-PE/2014(adaptado). A respeito das semelhanças e diferenças entre gestão pública e gestão privada, considere: A finalidade precípua das atividades de caráter privado é a sobrevivência em um ambiente de alta competitividade, enquanto o objetivo da atividade pública é a geração de valor público em forma de serviços aos cidadãos. Comentários Segundo Paludo (2017), “São características fundamentais utilizadas nas comparações, que diferenciam a Administração Pública da administração privada: o Governo/Administração Pública tem como objetivo maior proporcionar o bem-estar à coletividade – enquanto a iniciativa privada tem como objetivo primordial o lucro financeiro; O Governo existe para servir aos interesses gerais da sociedade, mediante ações que gerem valor aos cidadãos - a empresa privada serve aos interesses de um indivíduo ou grupo”. Portanto, as três questões estão corretas: a 136 porque Estado/Governo/Administração Pública tem como objetivo maior proporcionar o bem-estar à coletividade, e a iniciativa privada o lucro financeiro; e as 137e138 porque a iniciativa privada busca o lucro financeiro e formas de garantir a sobrevivência e sustentabilidade de sua empresa, enquanto que a administração pública busca servir a sociedade prestando serviços que geram valor para os cidadãos. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 48 139.AVM-Técnico-Administrativo-PI/2021. Sobre os princípios constitucionais e sua aplicação: o administrador público só pode atuar em conformidade com o que determina a Lei, devendo obedecer a todas as formas legislativas, mas o administrador privado tem maior liberdade de atuação. 140.ESAF-AFRF/2014. Diversas características inerentes à natureza pública diferenciam as organizações da administração pública das organizações da iniciativa privada. A administração pública só pode fazer o que a lei permite, enquanto a iniciativa privada pode fazer tudo que não estiver proibido por lei. A legalidade fixa os parâmetros de controle da administração e do administrador, para evitar desvios de conduta. Comentários Segundo Paludo (2017), “São características fundamentais utilizadas nas comparações, que diferenciam a Administração Pública da administração privada: os princípios do artigo 37 da CF/1988 são obrigatórios para a Administração Pública – e não se aplicam à administração privada (ou se aplicam de forma diferenciada como o princípio da legalidade, que permite ao privado fazer tudo que não seja proibido pela lei, mas somente permite atuação pública nos casos autorizados pela lei). O administrador público somente pode fazer aquilo que a lei permite ou autoriza, e nos limites dessa autorização. A legalidade da ação não está resumida na ausência de oposição à lei, mas pressupõe autorização dela como condição de sua ação, uma vez que o sistema legal constitui fundamento jurídico de toda ação administrativa”. Assim, a lei fixa os parâmetros para controle da administração e da atuação do administrador público. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas: a administração/gestor público somente pode atuar se autorizado/determinado pela lei e nos limites dessa autorização/determinação, enquanto o administrador privado tem maior liberdade de atuação. 141.CESPE-AnalistaAdministrativo-TRT8/2016. No que se refere as convergências e diferenças entre a gestão pública e a gestão privada, analise: No contexto das entidades públicas, a eficiência e a eficácia - mensuradas na iniciativa privada por fatores como aumento de receitas e expansão de mercados – estão relacionadas a correta utilização dos recursos e, primordialmente, a qualidade do atendimento prestado ao cidadão e a sociedade. Comentários Segundo Paludo (2017), “A eficiência e a eficáciadas entidades públicas medem-se não somente pela correta utilização dos recursos, mas principalmente pelo cumprimento de sua missão e pelo atendimento, com qualidade, das necessidades e demandas do cidadão e da sociedade – na iniciativa privada medem-se pelo aumento de suas receitas, pela redução de seus gastos, ou pela expansão de seus mercados”. Portanto, a questão está correta e tem resposta direta no texto acima. Obs.: Esta questão, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas é recorte de texto de meu livro Administração Pública. 142.FGV-ACE-TC-BA/2014. Quanto às convergências e diferenças entre a gestão pública e a gestão privada: O “cliente”, mesmo com a adoção das novas tecnologias gerenciais na Administração Pública, continuará a pagar pelos serviços colocados à sua disposição por PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 49 força da coletividade, mesmo que ele não faça uso de todos esses serviços, enquanto na Administração Privada, o “cliente” somente paga pelos serviços que de fato utiliza. 143.FCC-AnalistaLegislativo-PE/2014. A respeito das semelhanças e diferenças entre gestão pública e gestão privada, considere: O cliente atendido pelo setor público, paga diretamente pelos serviços por meio dos impostos, que mantêm total simetria de valor com os serviços adquiridos; ao passo que o cliente do setor privado remunera indiretamente a organização, pagando pelo bem ou serviço adquirido. Comentários Segundo Paludo (2020), “São características fundamentais utilizadas nas comparações, que diferenciam a Administração Pública da administração privada: na Administração Pública o “cliente” paga os serviços através de impostos, mesmo sem usar – enquanto que na iniciativa privada ele só paga pelo bem/serviço que compra ou utiliza”. Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão 142 está correta e a questão 143 está errada: o cliente/usuário da administração pública paga os serviços – indiretamente, via impostos - mesmo sem usar, enquanto que na iniciativa privada o cliente somente paga pelo que utiliza/adquire. 144.ESAF-AFRF/2014. Diversas características inerentes à natureza pública diferenciam as organizações da administração pública das organizações da iniciativa privada. A administração pública e as organizações privadas não podem fazer acepção de pessoas, devem tratar a todos igualmente e com qualidade. O tratamento diferenciado não é permitido por lei. 145.FGV-AdministradorPGE-RO/2015. Os serviços públicos devem considerar os aspectos que diferenciam organizações públicas e privadas. A esse respeito, é correto afirmar que equidade e tratamento de qualidade a todos pela administração pública afastam-se dos critérios diferenciais de tratamento das empresas privadas. 146.FCC-AnalistaLeg.Administrativo-PE/2014. A respeito das semelhanças e diferenças entre gestão pública e gestão privada, considere: As ações que buscam qualidade no setor privado, em geral, referem-se a metas de competitividade no sentido da obtenção, manutenção e expansão de mercado; ao passo que no setor público, a meta é a busca da excelência no atendimento a todos os cidadãos, ao menor custo possível. Comentários Segundo Paludo (2017), “São características fundamentais utilizadas nas comparações, que diferenciam a Administração Pública da administração privada: a administração Pública deve ser transparente (divulgar objetivos, ações e resultados) e tratar as pessoas/cidadãos com equidade (diferencia apenas casos previstos em lei) – na gestão privada a transparência não é obrigatória e às pessoas têm tratamento diferenciado de acordo com os interesses corporativos; a eficiência e a eficácia das entidades públicas medem-se não somente pela correta utilização dos recursos, mas principalmente pelo cumprimento de sua missão e pelo atendimento, com qualidade, das necessidades e demandas do cidadão e da sociedade – na iniciativa privada medem-se pelo aumento de suas receitas, pela redução de seus gastos, ou pela expansão de seus mercados”. Portanto, a questão 144 está errada porque a administração privada pode diferenciar pessoas, assim como, em casos especiais previstos na lei (idosos etc), a administração PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 50 pública pode tratar pessoas de forma deferente; a questão 145 está correta: o fato da administração pública tratar todos com equidade a diferencia da administração privada que pode tratar clientes de forma diferenciada; e a questão 146 está correta: a administração privada busca reduzir custos, aumentar competitividade e expandir seus mercados ao passo que a administração pública busca atender todos os cidadãos com qualidade. 147.FCC-AnalistaAdministrativo-TRT19/2014. Gestão pública e gestão privada apresentam algumas convergências importantes, mas também diferenças significativas em decorrência da natureza e regime jurídico aplicável a cada qual. A respeito do tema, considere: I. Os conceitos de eficiência, eficácia e efetividade são próprios da gestão privada, aplicando-se à gestão pública apenas de forma subsidiária ao princípio do interesse público. II. O princípio da legalidade aplicável à gestão pública possui a mesma conotação do aplicável à gestão privada, tendo, contudo, maior prevalência na gestão pública. III. O cliente da iniciativa privada paga, apenas, pelos serviços que utiliza, enquanto o cliente da Administração pública os financia através de tributos, mesmo sem usá-los. Comentários I-Falsa. Os conceitos de eficiência, eficácia e efetividade aplicam-se integralmente ao meio público, e somente em situações especiais podem ser excepcionalizados “Em muitas situações a questão da eficiência, ou de investimentos necessários, será deixada em segundo plano, para que possa ser trabalhada a questão social (ações de combate à pobreza, de inclusão social e de promoção da cidadania)” (Paludo, 2017). II-Falsa. O princípio da legalidade é diferente nos meios público e privado “Os princípios do art. 37 da CF/1988 são obrigatórios para a Administração Pública – e não se aplicam à administração privada (ou se aplicam de forma diferenciada, como o princípio da legalidade, que permite ao privado fazer tudo que não seja proibido pela lei, mas somente permite atuação pública nos casos autorizados pela lei)” (Paludo, 2017). III-Verdadeira. “Na Administração Pública o ‘cliente’ paga os serviços através de impostos, mesmo sem usar – enquanto que na iniciativa privada ele só paga pelo bem/serviço que compra ou utiliza” (Paludo, 2017). 148.FCC-AnalistaAdministrativo-TRT4/2011. Com relação às convergências entre a gestão pública e a gestão privada. Deve-se gerir um órgão público como quem administra uma empresa, isto é, buscando compatibilizar custos e resultados, atuar com os olhos no cliente-consumidor e tomar decisões rápidas para aproveitar oportunidades de mercado. Comentários Segundo Paludo (2017), “Vemos, portanto, que a área pública demanda formas especiais de administração, porque os governos são diferentes. São inúmeras as situações e dificuldades enfrentadas pelos governos, desde a questão cultural, a desigualdade social, até a rigidez legal e o controle incidente sobre a utilização dos recursos públicos. No entanto, o gestor público pode e deve compatibilizar custos com resultados; pode e deve tomar decisões rápidas com vistas a aproveitar oportunidades – mantendo o foco no cidadão-cliente e em suas necessidades. A administração pública pode e deve melhorar suas práticas a partir da utilização de técnicas consagradas pela iniciativa privada – o que não pode é simplesmente aplicar as práticas privadas sem uma adaptação adequada à realidade pública”. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 51 Complemento: A questão não está dizendo que - em tudo - deve-se gerir um órgãoum copiar/colar; mais de 200 questões tem recortes diretos do meu livro; e, na maioria das questões é possível perceber uma grande semelhança entre o texto de meus livros e o texto dos enunciados das questões. As questões comentadas nesta obra estão divididas em duas partes: questões comentadas das principais bancas (FCC, CESP, ESAF, FGV, AOCP, VUNESP, FCM, FUNDATEC, FUNDEP, OBJETIVA etc); e provas comentadas da Controladoria Geral da União (2012), Auditor Fiscal da Receita Federal (2012 e 2014), Tribunal de Contas da União (2013 e 2015), e AnalistaAdministrativo PG-PE/2019. Meu compromisso é manter os livros atualizados e em sintonia com o entendimento das bancas. Assim, assegure-se de que seu livro de estudos esteja atualizado. Outro compromisso é responder a todos os e-mails recebidos via CONTATO do site www.comopassar.com.br / www.augustinhopaludo.com.br. Assim, em caso de dúvida, encaminhe seu e-mail, e eu responderei. A todos, sugiro que leiam os artigos “Como Passar em Concursos” e “O Segredo Para Passar Em Concursos”, disponíveis no site acima, pois eles contêm o que acredito ser o mais importante acerca da preparação e conquista do cargo público - e certamente o(a) ajudará nessa caminhada. Dica: nem sempre o conteúdo do edital traduz o que é cobrado na prova. Portanto, além desse livro, leia com atenção todo o conteúdo do livro-texto de Administração Pública, e você estará preparado para enfrentar qualquer concurso que envolva essa matéria; e, lembre-se: na hora da prova, Deus o(a) ajudará a lembrar daquilo que você estudou! Portanto, estude com perseverança que você conquistará o cargo público com o qual sonha. Boa sorte a todos. O Autor PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 6 SUMÁRIO Parte 1 - Questões Comentadas de Administração Pública Capítulo 1 Conceitos Gerais e Processo Administrativo ..................................................... 8 Capítulo 2 Estrutura e Organização do Estado, Governo, Administração .......................... 18 Capítulo 3 Convergências e Diferenças entre a Gestão Pública e a Gestão Privada ......... 46 Capítulo 4 Modelos de Administração Pública .................................................................... 52 Capítulo 5 Histórico, Evolução e Reformas da Administração Pública no Brasil ................ 67 Capítulo 6 Governabilidade, Governança e Accountability ................................................. 82 Capítulo 7 TI, SI, Gestão do Conhecimento, Governo Eletrônico e Transparência ............ 91 Capítulo 8 Comunicação e Redes ..................................................................................... 107 Capítulo 9 Novas Tecnologias Gerenciais – Aplicação e Impacto .................................... 120 Capítulo 10 Qualidade na Administração Pública ...............................................................131 Capítulo 11 O Cliente na Gestão Pública e a Excelência em Serviços Públicos ................139 Capítulo 12 Gestão por Resultados ................................................................................... 148 Capítulo 13 Empreendedorismo Governamental ............................................................... 159 Capítulo 14 Ciclo de Gestão .............................................................................................. 164 Capítulo 15 Gestão Estratégica, Planejamento Estratégico e BSC ................................... 178 Capítulo 16 Gestão de Projetos ......................................................................................... 194 Capítulo 17 Gestão de Processos ..................................................................................... 205 Capítulo 18 Gestão de Contratos ....................................................................................... 216 Capítulo 19 Noções de Políticas Públicas ......................................................................... 225 Capítulo 20 Controle da Administração Pública ................................................................. 236 Parte 2 - Provas Comentadas 1. Analista de Finanças e Controle – CGU/2012 ............................................................... 253 2. Auditor Fiscal da Receita Federal – 2012 ...................................................................... 262 3. Auditor de Controle Externo – TCU/2013 ...................................................................... 265 4. Auditor Fiscal da Receita Federal – 2014 ...................................................................... 275 5.Auditor de Controle Externo – TCU/2015 ....................................................................... 279 6.CEBRASPE-AnalistaAdministrativo-PG-PE/2019 ........................................................... 285 Referências Bibliográficas .............................................................................................. 287 PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 7 PARTE 1 Questões Comentadas de Administração Pública PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 8 Capítulo 1.CONCEITOS GERAIS E PROCESSO ADMINISTRATIVO 1.COPESE.Assessor-Legisl/Adm-PI/2020. A definição de administração tem passado por mudanças a partir das transformações ocorridas no meio no qual as organizações estão inseridas. A esse respeito analise a afirmativa: Administração é o ato de planejar, organizar, dirigir, coordenar e controlar os esforços de um grupo de indivíduos que, agindo em conjunto, buscam um resultado comum. 2.COPESE.Assessor-Legisl/Adm-PI/2020. A definição de administração tem passado por mudanças a partir das transformações ocorridas no meio no qual as organizações estão inseridas. A esse respeito analise a afirmativa: Administração é o ato de tomar decisões e realizar ações de forma a aproveitar da melhor forma as circunstâncias externas, em favor da sobrevivência e do progresso da organização. Comentários Segundo Paludo (2020), “Administração é um termo tradicional que corresponde ao ato de administrar, ao qual podem ser imputadas três dimensões principais: Como ciência, é o ramo do conhecimento que trata das organizações (conjunto de teorias histórico-evolutivas estudada nos cursos de graduação); Como área administrativa corresponde ao todo administrativo: estrutura e recursos. Envolve a criação de um ambiente favorável ao desempenho das atividades de todas as áreas (e não somente as da área administrativa); Como função administrativa compreende: planejar, organizar, dirigir, coordenar e controlar as atividades de todas as áreas (e não somente as da área administrativa). O exercício pleno da função administrativa, pelo administrador, envolve a tomada de decisão (amparada num planejamento, diretrizes, objetivos e estratégias) com vistas a conduzir a organização/instituição ao futuro desejado, promovendo harmonia, cooperação, integração e o alinhamento de esforços de todas as áreas e subáreas, dirigindo-os para o alcance dos resultados visados pela organização/instituição”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as duas questões estão corretas: a primeira tem resposta no final do primeiro parágrafo e a segunda tem resposta no segundo parágrafo. Obs.: Esses conceitos de Administração (questões 1 e 2) e de Gestão (questão 3) – do meu Livro Administração Pública – foram citados no E-book dos Anais do Fórum Internacional de Administração, RJ, 2015. 3.AOCP-GestorPúblico-Uberlândia/2015. Pode-se afirmar que Gestão é a arte de planejar, organizar, coordenar, comandar e controlar assuntos de interesse coletivo por meio da mobilização de estruturas e recursos do Estado. Em relação ao assunto, a Gestão pode ser compreendida em três níveis. São eles: A) Gestão Administrativa, Gestão dapúblico como quem administra uma empresa, mas apenas quanto a compatibilizar custos e resultados, valorizar o cliente-consumidor e aproveitar as oportunidades. Portanto, a questão está correta, porque a administração pública pode utilizar práticas de gestão privada para melhorar sua atuação (com as adaptações necessárias). Obs.: Esta questão, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas tem recorte de texto de meu livro Administração Pública. 149.FCC-AnalistaAdministrativo-TRE-SE/2015(adaptado). Sobre as convergências e diferenças entre a Administração privada e pública, é correto afirmar que Administração privada é caracterizada por uma gestão gerencial, semelhante à Administração pública. 150.CESPE-AnalistaAdministrativoMI/2013. As organizações públicas assemelham-se às organizações privadas na medida em que também necessitam da aplicação dos processos administrativos de planejamento, organização, direção e controle, porém diferenciam-se na forma de aplicação. 151.CESPE-AnalistaContábil-TRE-ES/2011. Segundo a teoria da administração pública, os papéis e as capacidades não são prontamente transferíveis do setor privado para o setor público porque a natureza das tarefas executadas é fundamentalmente diferente. Comentários Já vimos no início deste capítulo que - existem mais convergências do que diferenças – entre administração pública e privada; vimos também que entidades privadas ou públicas utilizarão técnicas administrativas como planejamento, organização, direção, controle, etc; vimos ainda que esses e outros itens - irão apresentar algumas variações na aplicação mesmo entre as organizações privadas. Segundo Paludo (2017), “Vemos, portanto, que a área pública demanda formas especiais de administração, porque os governos são diferentes. São inúmeras as situações e dificuldades enfrentadas pelos governos, desde a questão cultural, a desigualdade social, até a rigidez burocrática, a legislação complexa, a escassez de recursos e o controle legal e social incidente sobre toda sua atuação. Torres (1997) afirma que os modelos privados de gestão necessitam de uma adequação que “não é trivial” e deve levar em consideração as características inerentes ao setor público, que são diferentes das do setor privado. A administração pública pode e deve melhorar suas práticas a partir da utilização de técnicas consagradas pela iniciativa privada – o que não pode é simplesmente aplicar as práticas privadas sem uma adaptação adequada à realidade pública”. Portanto, as três questões estão corretas: a 149 porque administração privada utiliza gestão gerencial semelhante (não igual) à Administração pública; a 150 porque planejamento, organização, direção, controle, irão apresentar variações na aplicação ao meio público; e a 151 porque as teorias, técnicas e processos oriundos da iniciativa privada não são prontamente transferíveis: necessitam serem adaptados à realidade pública, haja vista suas peculiaridades. 152.QUADRIX-Administrador-CRA-PA/.2019. Acerca das diferenças entre a gestão pública e a gestão privada, julgue o item: No aspecto político, a gestão privada tem autonomia decisória, já na Administração Pública o funcionamento e os resultados, bons ou maus, têm impacto político. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 52 Comentários Segundo Paludo (2020), “A qualidade na prestação dos serviços e os resultados obtidos pela Administração Pública, bons ou maus, terão impacto político, enquanto na área privada os bons resultados aumentarão o valor da empresa e o preço de suas ações”. Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está correta. Capítulo 4. MODELOS DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 153.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. Partindo-se de uma perspectiva histórica, verifica-se que a administração pública através de três modelos básicos: a administração pública patrimonialista, a burocrática e a gerencial. Essas três formas se sucedem no tempo, sem que, no entanto, qualquer uma delas seja inteiramente abandonada. 154.CESPE-AnalistaAdministração-MP-PA/2020. Considerando os fatos decorrentes da evolução da administração pública no Brasil, analise a afirmativa: predomina no Brasil a administração pública gerencial, que se fortaleceu no país à época do movimento Diretas Já, período em que se iniciou uma mudança cultural na administração pública. 155.CESPE-AnalistaAdministração-MP-PA/2020. Considerando os fatos decorrentes da evolução da administração pública no Brasil, analise a afirmativa: o modelo de gestão pública adotado no Brasil encontra-se consolidado, de maneira que as formas de gestão, nos distintos órgãos públicos, se mantêm inalteradas nas mudanças de governo. 156.ESAF-Analista-Susep/2010. Sobre administração pública. Uma adequada compreensão do processo evolutivo da administração pública brasileira nos revela que, de certa forma, patrimonialismo, burocracia e gerencialismo convivem em nossa administração contemporânea. Comentários Segundo Paludo (2017), “Dentro de uma perspectiva histórico-evolutiva, é possível distinguir três modelos diferentes de Administração Pública: a administração patrimonialista, a administração burocrática e a administração gerencial. Embora, historicamente, seja marcante um tipo predominante de administração, é possível afirmar que, na atualidade, a administração gerencial é o modelo vigente; que a administração burocrática ainda é aplicada no núcleo estratégico do Estado e em muitas organizações públicas; e que persistem traços/práticas patrimonialistas de administração nos dias atuais. É possível afirmar, ainda, que existem fragmentos de todas as teorias administrativas nas organizações públicas”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 153 está correta: existem os três modelos e nenhum foi inteiramente abandonado; a 154 está errada: a administração gerencial surgiu depois das diretas já; a 155 está errada: as formas de gestão não se mantém inalteradas: ora evoluem, ora retrocedem; e a 156 está correta; Administração Gerencial Modelo Predominante Administração Burocrática Ainda Utilizada Administração Patrimonialista Existem traços/práticas Demais Modelos Existem Fragmentos ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ATUAL PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 53 embora o modelo gerencial seja o predominante, o patrimonialismo e a burocracia também estão presentes na administração pública contemporânea. 157.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. Acerca dos modelos de administração pública. O modelo da Administração Pública Patrimonialista tem como característica a distinção entre o que é patrimônio público e o que é patrimônio privado. Existe a separação entre a res publica (coisa pública) e a res principis (coisa do príncipe). 158.FGV-Administrador-DefensoriaRO/2015. As reformas administrativas no Brasil, em grande medida, mostraram-se voltadas à eliminação do patrimonialismo. Em relação ao patrimonialismo, é correto afirmar que o quadro administrativo é formado por pessoas com vínculo de fidelidade pessoal. 159.CESPE-AdministradorUNIPAMPA/2013. No modelo de administração pública patrimonialista, os servidores públicos possuem status de nobreza real, e os cargos funcionam como recompensas, o que contribui para a prática de nepotismo. 160.FMP-AnalistaOrçamento-PGJ-AC/2013. Sobre o modelo patrimonialista de administração pública: pode-se afirmar que no patrimonialismo se confunde o que é público e o que é privado. 161.ESAF-EPPG-MPOG-2003/2008. Acerca das características da administração patrimonialista. No patrimonialismo os governantes consideram-se donos do Estado e o administram como sua propriedade, a autoridade é exclusivamente hereditária, gerando corrupção, nepotismo e ineficiência. Comentários Segundo Paludo (2017), “Mesmo de forma desorganizada, o patrimonialismo foio primeiro modelo de administração do Estado. Nele não havia distinção entre a administração de bens públicos e bens particulares: tudo que existia nos limites territoriais de seu “reinado” era tido como domínio do soberano (maior autoridade do Estado no exercício do poder, que num passado mais distante corresponde à figura do rei) que podia utilizar livremente os bens sem qualquer prestação de contas à sociedade. No patrimonialismo os cargos eram todos de livre nomeação do soberano, que os direcionava a parentes diretos e demais amigos da família, concedendo-lhes parcelas de poder diferenciadas, de acordo com os seus critérios pessoais de confiança. Prática frequente era a troca de favores por cargos públicos (neste caso não se tratava de parentes e amigos, mas de interesses políticos ou econômicos). Regra geral, quem detinha um cargo público o considerava como um bem próprio de caráter hereditário (passava de geração para geração). Não havia divisão do trabalho; os cargos denominavam-se prebendas ou sinecuras, e quem os exercia gozava de status da nobreza real. O Estado era tido como propriedade do soberano, e o aparelho do Estado (a administração) funcionava como uma extensão de seu poder. Em face da não distinção entre o público e o privado, a corrupção e o nepotismo foram traços marcantes desse tipo de administração. A base desse poder absoluto estava na tradição/hereditariedade vinculada à pessoa do soberano, que contava com um forte aparato administrativo direcionado à arrecadação de impostos, e com uma força militar para defender seu(s) território(s) e intimidar os opositores”. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 54 Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão 157 está errada: a principal caraterística é a confusão e não a distinção entre o público e o privado; as demais questões estão corretas. A 158 porque o quadro administrativo tinha vínculos de fidelidade pessoal; a 159 porque havia nepotismo, os cargos funcionam como recompensas (troca de favores) e quem os ocupava tinha status de nobreza real; e as questões 160e161 porque no patrimonialista não havia distinção entre o público e o privado: tudo era propriedade do rei/soberano, a autoridade vinha da tradição/hereditariedade, e havia corrupção, nepotismo e ineficiência. 162.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Com relação as características descritas à forma de administração. A Administração Patrimonialista é uma administração do Estado, mas não é pública. Sobrevive nos regimes democráticos imperfeitos através do clientelismo. 163.FCC-FiscalRendas/Gestão-SP/2013. Sobre Administração Pública e modelos de administração. O Modelo de Gestão Pública Patrimonialista é típico das monarquias absolutistas. Comentários Segundo Paludo (2017), “Nesse período histórico, o Estado-Administração não pensava de forma coletiva e não procurava prestar serviços à população, que era relegada ao descaso. Consequentemente, o foco das ações não era o atendimento das necessidades sociais e nem o desenvolvimento da nação, e os benefícios oriundos do Estado e da Administração não eram destinados ao povo, mas para um pequeno grupo encabeçado pelo chefe do Executivo (o soberano). Essa forma de administração patrimonialista vigorou nos Estados absolutistas ou de democracia imperfeita, de forma predominante, até a segunda metade do século XIX”. Portanto, as duas questões estão corretas. A 162 porque a Administração Patrimonialista não era pública (não era voltada para o atendimento das necessidades coletivas) e ainda sobrevive em democracias imperfeitas, como o Brasil; e a 163 porque o modelo Patrimonialista é típico das monarquias/estados absolutistas. 164.FCC-AnalistaTesouro-PI/2015. Entre as características do modelo de gestão administrativa patrimonialista pode ser apontado, em uma análise crítica, A) a excessiva ênfase no conceito de supremacia do interesse público sobre o privado, colocando o administrado a serviço do Estado e não o contrário. B) a ausência de carreiras administrativas, bem assim de clara distinção entre patrimônio público e privado. C) o excesso de verticalização e padronização dos procedimentos. D) a estrutura hierárquica inflexível, afastando a meritocracia e propiciando o abuso de poder pela autoridade central. E) o apego exagerado às regras, privilegiando a forma em detrimento do interesse do cidadão. Comentários A-Falsa. No patrimonialismo não havia interesse público/coletivo. “O Estado-Administração não pensava de forma coletiva e não procurava prestar serviços à população ... os benefícios não eram destinados ao povo, mas para um pequeno grupo encabeçado pelo chefe do Executivo (o soberano)” (Paludo, 2017). B-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “Pode-se resumir as principais características da PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 55 administração patrimonialista: ... confusão entre a propriedade privada e a propriedade pública; ausência de carreiras administrativas”. C-Falsa. Verticalização e padronização de procedimentos são características da burocracia. D-Falsa. Primeira parte: errada; não havia carreiras administrativas, logo, não havia estrutura hierárquica. Segunda parte: certa; não havia meritocracia e havia abuso de poder pela autoridade central (o soberano). E-Falsa. Apego exagerado às normas, privilegiando a forma em detrimento do interesse do cidadão, é característica da burocracia. 165.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. Partindo-se de uma perspectiva histórica, verifica-se que a administração pública evoluiu através de três modelos básicos: a administração pública patrimonialista, a burocrática e a gerencial. O modelo da Administração Pública Burocrática surge como forma de combater a corrupção e o nepotismo patrimonialista. São princípios desse modelo: a profissionalização, a ideia de carreira, a hierarquia funcional, a impessoalidade e o formalismo. 166.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. Partindo-se de uma perspectiva histórica, verifica-se que a administração pública evoluiu através de três modelos básicos: a administração pública patrimonialista, a burocrática e a gerencial. O modelo de Administração Pública Burocrática surge como resposta, de um lado, à expansão das funções econômicas e sociais do Estado, e, de outro, ao desenvolvimento tecnológico e à globalização da economia mundial. 167.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Acerca da administração do Estado, julgue o item: No modelo burocrático, os cargos públicos não são profissionalizados e as esferas econômica e política se apresentam unificadas. Comentários Segundo Paludo (2020), “A Administração Pública burocrática surge na segunda metade do século XIX, na época do Estado liberal, como forma de combater a corrupção e o nepotismo patrimonialista. Constituem princípios orientadores do seu desenvolvimento a profissionalização, a ideia de carreira, a hierarquia funcional, a impessoalidade, o formalismo”. Portanto de forma clara e com resposta direta no texto acima a questão 165 está correta e a 166 está errada: retrata o surgimento da administração gerencial (como veremos adiante). A 167 está errada: o profissionalismo é marca da Burocracia. Obs.: A questão 165, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas é recorte direto de texto de meu livro Administração Pública. 168.VUNESP-AnalistaPPeGestão-PMSP/2015. Para o intelectual alemão Max Weber, a expansão da burocracia é inevitável nas sociedades modernas; a autoridade burocrática é a única forma de lidar com as exigências administrativas dos sistemas sociais de larga escala. De acordo com Weber, a burocracia surgiu como uma resposta racional e eficiente à medida que as tarefas ganharam complexidade, o que levou ao avanço dos sistemas de controle e gerenciamento. 169.FCC-AgenteLegislativo-SP/2010. Com relação à administração pública burocrática.Surge na segunda metade do século XIX, na época do Estado liberal, com o objetivo de combater a corrupção e o nepotismo patrimonialista. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 56 Comentários Segundo Paludo (2017), “Causas do surgimento da burocracia: surgimento das organizações de grande porte, a pressão pelo atendimento de demandas sociais, à corrupção e o nepotismo existentes na área pública, o crescimento da burguesia comercial e industrial, indicavam que o Estado liberal deveria ceder seu espaço a um Estado mais organizado e de cunho econômico - concomitantemente era preciso reestruturar e fortalecer a Administração Pública para que pudesse cumprir suas novas funções. A Administração Pública burocrática surge na segunda metade do século XIX, na época do Estado liberal, como forma de combater a corrupção e o nepotismo patrimonialista. Como forma de poder/dominação, a burocracia utiliza o caráter racional e o conhecimento técnico para assegurar a eficiência de sua atuação. Guia-se por regras formais padronizadas que asseguram tratamento igualitário para casos semelhantes, e define com perfeição as relações de poder e de subordinação, bem como a distribuição das atividades para o alcance dos fins estabelecidos”. Portanto, as duas questões estão corretas. A 168 porque a burocracia foi uma resposta racional e eficiente para o avanço das complexidades (surgimento de organizações de grande porte, pressão das demandas sociais, crescimento da burguesia comercial e industrial) e levou ao avanço dos sistemas de controle e gerenciamento (combate a corrupção e nepotismo); e a 169 porque indica com exatidão o surgimento da burocracia e seu objetivo principal. 170.FCM-TécnicoAdministração-CARNAIBA-MG/2019. As organizações são grupos sociais formais fundamentais para o funcionamento da sociedade moderna. Max Weber foi um dos principais autores que contribuíram com os estudos sobre as organizações, o qual definiu o tipo ideal de burocracia – um modelo abstrato que retrata elementos que constituem qualquer organização formal do mundo real. 171.CESPE-AnalistaGestão-INMETRO/2009. Para Weber, não existe um tipo de burocracia ideal, pois essa é a expressão concreta da administração do capitalismo moderno, em que o Estado e o mercado atuam conjuntamente na garantia do bem-estar social dos cidadãos. Nesse sentido, a burocracia seria a forma mais racional e eficiente de organização administrativa, avançando sobre o modelo patrimonialista, evitando medidas metódicas para a realização regular e contínua dos deveres do Estado. Comentários Segundo Paludo (2017), “Weber descreveu a burocracia como um tipo ideal ... o Brasil nunca teve uma burocracia weberiana pura porque às normas legais deixavam brechas contrárias à burocracia racional-legal. O tipo ideal de burocracia de Weber era um modelo superior de administração, baseada na racionalidade e no conhecimento técnico-profissional, que levaria à eficiência – tanto na administração pública, como nas organizações privadas”. Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão 170 está correta e a 171 está errada: para Weber, existia um modelo ideal de burocracia capaz de assegurar eficiência às organizações, e porque a burocracia utilizava amplamente medidas metódicas padronizadas para a regular prestação dos serviços do Estado. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 57 172.CEPERJ-AnalistaPlanej/Gestão-SEPLAG-RJ/2013. Sobre administração pública e modelos de administração. A burocracia, enquanto forma da dominação, se sustenta sobre o seguinte: conhecimento técnico. Comentários Segundo Paludo (2017), “É o conhecimento técnico-profissional que garante a superioridade da burocracia. Como forma de dominação, a burocracia utiliza o caráter racional e o conhecimento técnico para assegurar a eficiência de sua atuação. A administração burocrática era considerada superior às demais formas de administrar. Segundo Weber (1966), a fonte principal da superioridade da administração burocrática reside no papel do conhecimento técnico que, através do desenvolvimento da moderna tecnologia e dos métodos econômicos na produção de bens, tornou-se totalmente indispensável, indiferente que o sistema seja capitalista ou socialista. A burocracia tem um papel central na sociedade como elemento fundamental de qualquer tipo de administração de massa. A burocracia é superior em saber, tanto o da técnica quanto o dos fatos concretos, o que normalmente é privilégio de empresa capitalista”. Portanto, a questão está correta, visto que o conhecimento técnico assegurava a superioridade da burocracia sobre as demais teorias administrativas da época. Obs.: Essa questão, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas é recorte parcial de texto de meu livro Administração Pública, que escrevo desde 2010. 173.FCC-Administrador-DefensoriaSP/2015. São características do modelo burocrático de administração: hierarquia, legalidade, especialização e meritocracia. 174.VUNESP-AnalistaPPeGestão-PMSP/2015. Sobre administração pública. O modelo burocrático weberiano baseia-se em impessoalidade, legalidade e profissionalismo. 175.FGV-AdministradorPGE-RO/2015. A respeito de uma administração pública que segue o modelo racional-legal, é correto afirmar que: define as organizações públicas como voltadas para descobrir os meios mais eficientes para os fins politicamente dados. 176.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. Com relação as escolas de administração e suas características, analise a afirmativa a seguir: na burocracia o recrutamento é feito por regras previamente estabelecidas, prevalecendo a meritocracia. Comentários Segundo Paludo (2020), “Na verdade, Weber não conceituou a burocracia, mas apresentou características/dimensões que a caracterizam. A burocracia apresenta as seguintes características principais: caráter legal das normas, caráter formal das comunicações, caráter racional e divisão do trabalho (a divisão do trabalho é horizontal e feita de forma racional, com vistas a assegurar a eficiência e o alcance dos objetivos); hierarquia da autoridade, rotinas e procedimentos padronizados, impessoalidade nas relações, competência técnica e meritocracia, especialização da administração, profissionalização dos funcionários, previsibilidade de funcionamento. É normal as bancas mencionarem apenas algumas características para definir a burocracia, como: poder racional-legal, profissionalização, hierarquia, impessoalidade e formalismo. O caráter “racional” da burocracia significa escolher racionalmente os meios adequados PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 58 para alcançar os fins desejados”. Portanto, em harmonia com o texto acima, todas as questões estão corretas: todas apresentam características diretas da burocracia. 177.COPESE.Assessor-Legisl/Adm-PI/2020. Max Weber é considerado o criador do modelo burocrático, a partir da sua obra Sociologia da Burocracia. O modelo burocrático funcionou satisfatoriamente na era industrial, especialmente, nas grandes organizações que atuavam em um ambiente estável. Sobre a burocracia de Max Weber, analise a afirmativa: O modelo burocrático é usado exclusivamente na administração pública. Comentários Segundo Paludo (2020), “A Burocracia corresponde a uma instituição Administrativa (pública ou privada), cujos pilares são o caráter legal das normas e procedimentos, a racionalidade, a formalidade etc. Caracterizava-se como uma forma superior de organização capaz de realizar, de modo eficiente e em grande escala, as atividades administrativas, através do trabalho de muitos funcionários, organizado de maneira racional”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está errada. 178.UEPB-Administrador/2012. A administração pública evoluiu noBrasil por meio de três modelos básicos de administração, que são descritos como Administração Patrimonial, Burocrática e Gerencial. Coloque V se a afirmativa for verdadeira e F se afirmativa for falsa. I. Administração Patrimonialista: surge como resposta à expansão das funções econômicas e sociais do Estado. II. Administração Burocrática: desgaste proveniente do desenvolvimento do capitalismo e da democracia. III. Administração Gerencial: controle sobre os resultados. IV. Administração Patrimonialista: forma de combater a corrupção e o nepotismo patrimonialista. V. Administração Burocrática: poder racional-legal: profissionalização, carreira, hierarquia funcional, impessoalidade e formalismo. Comentários I.Falsa. Quem surge como resposta à expansão das funções econômicas e sociais do Estado é o modelo gerencial. “A Administração Pública Gerencial emerge na segunda metade do século XX, como resposta à expansão das funções econômicas e sociais do Estado, ao desenvolvimento tecnológico e à globalização da economia mundial” (Paludo, 2017). II.Falsa. O desgaste da administração burocrática foi proveniente da ineficiência na prestação de serviços e dos altos custos de manutenção da máquina pública. A partir da CF/1988, “A administração pública se tornou mais burocrática, mais hierárquica, mais rígida e mais centralizada ... houve um encarecimento significativo do custeio da máquina administrativa no que se refere a gastos com pessoal, bens e serviços, e um enorme aumento da ineficiência dos serviços públicos” (Paludo, 2017). III.Verdadeira. Na administração gerencial o controle se desloca “dos meios, do processo” para “os fins, resultados”. A preocupação com resultados surge no paradigma pós- burocrático, mas é mais fortemente tratada no modelo gerencial. “A administração gerencial, ao contrário, preocupa-se especificamente com os resultados” (Paludo, 2017). PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 59 IV.Falsa. O modelo de administração pública que visava combater a corrupção e o nepotismo patrimonialista era o modelo burocrático. “A administração pública burocrática surgiu com a filosofia de combater as práticas patrimonialistas” (Paludo, 2017). V.Verdadeira. Embora existam outras, a afirmativa contém as principais características do modelo burocrático de administração pública. “É normal as bancas mencionarem apenas algumas características para definir a burocracia, como: poder racional-legal, profissionalização, hierarquia, impessoalidade e formalismo” (Paludo, 2017). 179.CESPE-EspecialistaGestãoTELEBRÁS/2013. Sobre administração pública, analise a afirmativa: O projeto de desenvolvimento nacional não foi implementado no Brasil em virtude das ações da administração burocrática desse país. Comentários Segundo Paludo (2017), “O projeto de desenvolvimento nacional somente foi implementado graças ao empenho e a competência da burocracia brasileira. Para Luciano Martins (1995), os altos escalões da Administração Pública seguiram essas normas e tornaram-se a melhor burocracia estatal da América Latina. Os administradores públicos brasileiros são majoritariamente competentes, honestos e dotados de espírito público. Estas qualidades, que eles demonstraram desde os anos 1930, quando a Administração Pública profissional foi implantada no Brasil, foram um fator decisivo para o papel estratégico que o Estado desempenhou no desenvolvimento econômico brasileiro. A implantação da indústria de base nos anos 1940 e 1950; o ajuste nos anos 1960; o desenvolvimento da infraestrutura e a instalação da indústria de bens de capital nos anos 1970; de novo o ajuste e a reforma financeira nos anos 1980; e a liberalização comercial, nos anos 1990, não teriam sido possíveis se não fosse a competência e o espírito público da burocracia brasileira”. Portanto, de forma clara e direta, a questão está errada, visto que a burocracia brasileira atuou positiva e decisivamente no projeto de desenvolvimento nacional, sendo considerada a melhor da América Latina. Obs.: Essa questão, como centenas de outras – não cita meu nome – mas foi elaborada a partir do conteúdo de meu livro Administração Pública, apenas inverteu termos. 180.UFRJ-TécnicoEducação/2012. “A Administração Pública burocrática surge na segunda metade do século XIX, na época do Estado Liberal (...). Constituem princípios orientadores do seu desempenho a profissionalização, a ideia de carreira, a hierarquia funcional, a impessoalidade, o formalismo, em síntese: o poder racional-legal.” (PALUDO, Augustinho Vicente. Administração Pública. Rio de Janeiro: Campus/Elsevier, 2012, p. 56). A Administração Pública burocrática surgiu com a filosofia de combate à a) Corrupção e ao nepotismo patrimonialista. b) Monarquia e ao movimento sindicalista. c) Revolução operária e ao feudalismo. d) Burocracia e ao nepotismo patrimonialista. e) Igreja e ao movimento sindicalista. Comentários “A Administração Pública burocrática surge na segunda metade do século XIX, na época do Estado liberal, como forma de combater a corrupção e o nepotismo patrimonialista” (Paludo, 2012;2017). Portanto, de forma inequívoca, a alternativa A é a verdadeira, pois indica direta e PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 60 corretamente que a filosofia da administração burocrática era combater práticas patrimonialistas como a corrupção e o nepotismo. Obs: Essa questão 180, como dezenas de outras, cita diretamente o meu nome/trechos de meu livro Administração Pública, em 9 bancas diferentes. Se considerar a utilização em discursivas e para manter/alterar resposta de questões, esse número de questões e de bancas é bem maior. 181.FCM-AgenteAdministrativo-FETI/2019. Com relação aos modelos de administração pública. Uma das críticas que podem ser atribuídas ao modelo burocrático se refere ao papelório e à valorização excessiva dos regulamentos. 182.COPESE.Assessor-Legisl/Adm-PI/2020. Weber identificou inúmeras razões que tem permitido o avanço da burocracia sobre outras formas de associação. Apesar de a burocracia ser um modelo muito utilizado, Merton identificou que este também apresenta anomalias no seu funcionamento, chamadas de disfunções, que levam à ineficiência e às imperfeições. Apresenta uma disfunção da burocracia: Despersonalização do relacionamento. 183.FUNDATEC-AdministradorCRP-RS/2019. O modelo burocrático parte da ideia de que a administração deve ser formalista, centrada nos procedimentos a serem seguidos e na hierarquia das decisões. Assim, haveria eficiência para a organização focada nos seus princípios. Entretanto, o apego exagerado aos princípios burocráticos pode trazer algumas disfunções. Apresenta uma disfunção da burocracia: Resistência às mudanças. 184.FGV-Administrador-DefensoriaRJ/2020. Embora tenha sido responsável por mudanças positivas para a Administração Pública brasileira, o modelo de Administração Pública Burocrática trouxe consigo algumas disfunções, a exemplo da dificuldade de respostas às mudanças do meio externo, dando prioridade às questões internas do sistema. Comentários Segundo Paludo (2020), “Principais desvantagens (disfunções) da burocracia: Apego exagerado às regras e regulamentos internos – o servidor burocrático era mais valorizado por conhecer as regras e procedimentos do que pelos conhecimentos técnico- profissionais: fato decorrente é que se transforma essas regras em objetivos a perseguir, deixando em segundo plano os fins visados pela organização. Para Robert Kaplan (1966), o apego é exagerado quando a “observação rigorosa das normas interfere na consecução dos fins da organização”; Formalismo exagerado e excesso de papelório – todos os atos deveriam ser formais e escritos (documentados), o que gerava uma enorme quantidade de pastas contendo documentos, em grande parte desnecessários; Resistência a mudanças – uma vez aprendidasas regras que determinam como fazer, o servidor burocrata reage contrário a novas formas de se fazer (reage contrário a mudanças), visto que lhe causam insegurança; Desconsideração à pessoa do servidor (despersonalização) – olha-se os cargos existentes na estrutura hierárquica da organização, sem consideração com o lado pessoal de quem os ocupa: o relacionamento torna-se impessoal – o que dificulta a colaboração para a solução de problemas; Rigidez e falta de flexibilidade – a necessidade de atuar sempre de acordo com as normas previamente estabelecidas não permite agilidade e flexibilidade à administração burocrática: afasta-se a capacidade criativa e a inovação. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 61 A administração burocrática preocupava-se com os procedimentos internos (com os meios) e consigo mesma – e dava pouca importância aos resultados efetivos”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, todas as questões estão corretas. 185.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. Entre a administração pública burocrática e administração gerencial, houve o denominado paradigma pós-burocrático. Diferentemente do Modelo da Administração Pública Gerencial, no paradigma pós- burocrático o foco era evitar a corrupção e o nepotismo. 186.FCC-AnalistaAdministrativo-TRE-CE/2012. Fundamenta-se nos princípios da confiança e da descentralização da decisão, exigência de formas flexíveis de gestão, horizontalização de estruturas, descentralização de funções, incentivos à criatividade, avaliação sistêmica e principalmente recompensa por desempenho, ou resultados. São características deste paradigma de gestão pública pós-burocrático. Comentários Segundo Paludo (2020), “O paradigma pós-burocrático constitui ‘um meio termo’ entre a gestão pública burocrática e a administração gerencial. O paradigma pós-burocrático corresponde a um conjunto de ideias contrárias às práticas burocráticas, e é baseado nos princípios da confiança, descentralização, flexibilidade, orientação para o cidadão e para o mercado, e busca por resultados”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 185 está errada e a questão 186 está correta: todo o seu conteúdo é passível de ser enquadrado no paradigma pós-burocrático. 187.ESAF-Analista-ANAC/2016. Analise as afirmativas a seguir, quanto ao modelo de administração: Administração Pública Patrimonialista; Administração Pública Burocrática; Administração Pública Gerencial. I-Modelo de gestão que tem como princípios orientadores do seu desenvolvimento: a profissionalização, a ideia de carreira, a hierarquia funcional, a impessoalidade e o formalismo, em síntese, o poder racional-legal. II-Modelo de gestão em que o aparelho do Estado funciona como uma extensão do poder soberano, e seus auxiliares, servidores, possuem status de nobreza real. III-Modelo de gestão que constitui um avanço e, até certo ponto, um rompimento com a Administração Pública Burocrática. Isso não significa, entretanto, negação de todos os seus princípios. Comentários I-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “Administração Pública burocrática ... Constituem princípios orientadores do seu desenvolvimento a profissionalização, a ideia de carreira, a hierarquia funcional, a impessoalidade, o formalismo, em síntese: o poder racional-legal”. II-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “Administração Pública Patrimonialista ... O Estado era tido como propriedade do soberano, e o aparelho do Estado funcionava como uma extensão de seu poder ... os cargos denominavam-se prebendas ou sinecuras, e quem os exercia gozava de status da nobreza real”. III-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “A Administração Pública gerencial constitui um avanço, e, até certo ponto, um rompimento com a Administração Pública burocrática. Isso não significa, entretanto, que negue todos os seus princípios”. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 62 Obs.: Esta questão, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas é recorte de texto de meu livro Administração Pública (muitas, o recorte é parcial). 188.CESPE-AUDITOR-DF/2020. Em relação aos modelos de administração pública, julgue o item: O modelo de administração pública gerencial respondeu à expansão das funções econômicas e sociais da sociedade com uma proposta de diminuição do tamanho do Estado. Comentários Segundo Paludo (2020), “A administração Pública gerencial surgiu, no mundo, ao final da década de 1970 e no Brasil com o Plano Diretor de Reforma do Aparelho de Estado em 1995. A Administração Pública gerencial emerge na segunda metade do século XX, como resposta à expansão das funções econômicas e sociais do Estado, e ao desenvolvimento tecnológico e à globalização da economia mundial. Reduz-se o papel do Estado como produtor ou prestador direto de serviços, para direcioná-lo ao papel de regulador, controlador e fiscalizador”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 189.QUADRIX-ADMINISTRADOR-CFO/2020. Acerca da administração pública, julgue o item: Na administração pública gerencial, a estratégia volta‐se para a definição precisa dos objetivos que o administrador público deverá atingir em sua unidade e para o estabelecimento de controles a posteriori dos resultados. 190.COPESE.Assessor-Legisl/Adm-PI/2020. Com relação aos modelos de administração pública, analise a afirmativa a seguir: apresenta uma ênfase da administração pública gerencial: o atendimento ao Cliente-Cidadão. 191.FCC-TécnicoControle-TC-CE/2015. A Administração pública gerencial emergiu na segunda metade do século passado como estratégia para tornar a gestão pública mais eficiente. A Administração pública gerencial atribuiu ao Estado o papel de regulador e delegou parte da execução dos serviços públicos à Administração indireta, às organizações sociais e à iniciativa privada. 192.FCC-AnalistaAdm-TRE-RR/2015. O movimento da Nova Gestão Pública sugere novos paradigmas gerenciais para a Administração pública, um dos quais é a gestão por resultados. É característica desse modelo: passagem de uma gestão autocentrada para uma abordagem que se orienta pela identificação e atendimento às necessidades e interesses dos cidadãos. 193.FGV-AssistenteAdm-Defensoria-MT/2015. Apresentam pontos fundamentais do modelo de administração pública gerencial: Foco nos cidadãos, como beneficiários da administração e Busca de resultados, como fator determinante de gestão. 194.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. Partindo-se de uma perspectiva histórica, verifica-se que a administração pública evoluiu através de três modelos básicos: a administração pública patrimonialista, a burocrática e a gerencial. No modelo da Administração Pública Gerencial, o aparelho do Estado funciona como uma extensão do poder do soberano, e os seus auxiliares, servidores, possuem status de nobreza real. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 63 Comentários Segundo Paludo (2020), “A reforma gerencial significa a introdução da cultura e das técnicas gerenciais modernas na Administração Pública (regra geral, oriundas da iniciativa privada). Reduz-se o papel do Estado como produtor ou prestador direto de serviços, para direcioná-lo ao papel de regulador, controlador e fiscalizador. Foi considerado essencial a busca da eficiência, a redução de custos, o aumento da qualidade; tudo dirigido ao atendimento das necessidades dos cidadãos. As principais ideias da administração gerencial eram: definição precisa de objetivos, maior autonomia ao gestor na utilização dos recursos e controle a posteriori de resultados”. Portanto, as questões 189a193 estão corretas: todas abordam conceitos e características verdadeiras da administração pública gerencial; e a questão 194 está errada: refere-se ao patrimonialismo195.UFRJ-TécnicoEducação/2012. “A Administração Pública gerencial constitui um avanço, e, até certo ponto, um rompimento com a Administração Pública burocrática. Isso não significa, entretanto, que negue todos os seus princípios. Pelo contrário, a Administração Pública gerencial está apoiada na anterior, da qual conserva alguns de seus princípios fundamentais (...).” (PALUDO, Augustinho. Administração Pública. Rio de Janeiro: Campus/Elsevier, 2012, p. 64). A diferença fundamental da administração gerencial para a burocrática está a) no sistema de governo, que agora é basicamente parlamentarista. b) na forma de estado, que agora tem como meta o bem comum. c) no regime político, que agora é predominantemente democrático. d) na forma de controle, que agora passa a ter foco nos resultados. e) na forma de governo, que agora é essencialmente republicana. 196.FGV.AdministradorFlorianópolis/2014. Sobre os contornos e propostas da Nova Administração Pública, é possível incluir: o controle por resultados, a posteriori, em vez de um controle passo a passo dos processos administrativos. Comentários A administração Burocrática, preocupada em separar o “público X privado”, e em combater práticas patrimonialistas como a corrupção e o nepotismo – exercia um forte controle dos processos, (controle dos meios); como admissão de pessoal, compras etc; a administração gerencial, ao contrário, preocupa-se com os resultados oferecidos aos cidadãos. “A diferença fundamental da administração gerencial para a burocrática está na forma de controle – que agora se concentra nos resultados, nos fins pretendidos” (Paludo, 2012,2017). Portanto, na questão 195 a alternativa D é a verdadeira, pois indica direta e corretamente a mudança fundamental da administração burocrática para a gerencial: o deslocamento do controle para avaliar os resultados efetivos. A questão 196 está correta sob o mesmo argumento: a administração gerencial utiliza o controle por resultados; a posteriori. Obs: Essa questão 195, como dezenas de outras, cita diretamente o meu nome/trechos de meu livro Administração Pública, em 9 bancas diferentes. Se considerar a utilização em discursivas e para manter/alterar resposta de questões, esse número de questões e de bancas é bem maior. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 64 197.FCC-AnalistaAdministrativoTRT1/2013. A Administração pública gerencial, implantada a partir dos movimentos de modernização e reforma do Estado que ganharam ênfase nos anos 1990, possui como características: descentralização dos processos decisórios, formas flexíveis de gestão, remuneração por desempenho, competição administrativa e orientação para o cidadão-cliente. 198.FGV.AdministradorFlorianópolis/2014. Na opinião de Luiz Carlos Bresser Pereira (1998), um estado norteado por uma cultura burocrática não está a serviço dos cidadãos. É possível compreender essa afirmação do autor se considerarmos que a reforma gerencial da Administração Pública no Brasil e a Nova Administração Pública advogam que: os serviços prestados ao Estado precisam ser realizados de forma competitiva. Comentários As questões cobram características da administração pública gerencial: corresponde a um misto daquelas divulgadas pelo “Caderno Mare nº 01”; características da nova administração pública em geral; e outras características que aponto em meu livro. Segundo Paludo (2017), “Na Administração Pública gerencial assegura-se autonomia (flexibilidade) ao administrador na gestão dos recursos humanos, materiais e financeiros que lhe forem colocados à disposição para que possa atingir os objetivos contratados ... adicionalmente, pratica-se a competição administrada no interior do próprio Estado, quando há a possibilidade de estabelecer concorrência entre unidades internas. No plano da estrutura organizacional, a descentralização e a redução dos níveis hierárquicos tornam-se essenciais. No segundo estágio da nova gestão pública Flexibilizou-se a gestão ... Na área de recursos humanos, são características: Remuneração por desempenho (teoria), carreiras horizontais, capacitação continuada, realocação de servidores conforme necessidades”. O “Caderno Mare 01”, indica como característica da administração pública gerencial a orientação da ação do Estado para o cidadão-usuário ou cidadão-cliente. Ainda segundo Paludo, “Foi considerado essencial na administração gerencial: busca da eficiência, redução de custos e aumento da qualidade dirigido ao atendimento das demandas do cidadão”. Portanto, as duas questões estão corretas, visto que todas as características mencionadas referem-se à administração gerencial/nova administração pública. Um meio utilizado para a “competição” entre órgãos públicos é o Prêmio Nacional em Gestão Pública, em que os melhores órgãos/entidades demonstram suas práticas e os resultados obtidos. 199.FGV-AnalistaAdministrativo-MP-RJ/2020. O novo gestor do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, durante seu discurso de posse, enfatizou a necessidade de adaptar e transferir os conhecimentos gerenciais desenvolvidos no setor privado para o setor público. Com base nessa fala, conclui-se que o novo gestor é adepto do seguinte paradigma de Administração Pública: new public management. 200.FGV.AdministradorFlorianópolis/2014(adaptado). No que concerne à reforma da função pública. Existem contradições que ocorrem, dentre outros fatores, devido ao fato de a Nova Administração Pública importar valores oriundos do setor privado para o setor público. 201.FCC-AnalistaAdministrativo-TRE-CE/2012. A descentralização administrativa com grande delegação de autoridade, tendo por princípio estar mais próximo do consumidor do serviço público e ser mais fiscalizado pela população, gerar competição entre as PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 65 organizações do setor público, com a extensão no fornecimento de serviços públicos entre o setor público, privado e voluntário, numa estrutura de pluralismo institucional, caracterizam na gestão pública o paradigma do consumidor (consumerism). 202.FCC-Administrador-DefensoriaSP/2015. A nova gestão pública, modelo gerencial, têm como principais características: Public Service Orientation: Accountability e equidade. 203.QUADRIX-ADMINISTRADOR-CFO/2020. No que concerne à Nova Administração Pública: No consumerism, há o incremento na busca pela qualidade, embora o usuário do serviço permaneça sendo tratado como mero contribuinte. Comentários As questões tratam da Nova Gestão Pública e de seus estágios: Gerencial Puro (managerialism); Consumerism e Public Service Orientation - PSO. Segundo Paludo (2020), “Gerencialismo puro ou Managerialism. Este primeiro estágio gerencial foi “inspirado” na administração de empresas privadas e surgiu na administração pública como resposta à crise fiscal do Estado, voltando-se para a busca no incremento da eficiência no setor público. Buscava reconstruir o Estado em bases pós-burocráticas e identificou-se com as ideias neoliberais, introduzindo técnicas de gerenciamento concomitantes com programas de ajuste estrutural. Os programas implementados eram focados na redução de custos, enxugamento de pessoal e aumento da eficiência, com clara definição das responsabilidades, dos objetivos organizacionais e maior consciência acerca do valor dos recursos públicos. Consumerism. Este segundo estágio gerencial passa a direcionar suas ações com foco no "cliente": o cidadão. Flexibilizou-se a gestão e introduziu-se a perspectiva da qualidade como uma estratégia voltada para a satisfação do consumidor, através de medidas que visavam tornar o poder público mais leve, ágil e competitivo: descentralização administrativa, criação de opções de atendimento, incentivo à competição entre organizações públicas e adoção do modelo contratual na prestação dos serviços. O planejamentoestratégico começa a ser utilizado pelas organizações públicas. Abrucio (1997) menciona ainda a contratualização dos serviços públicos. Public Service Orientation-PSO. Este terceiro estágio ainda vigente, surgiu na Inglaterra e EUA no início da década de 90, e agregou princípios mais ligados à cidadania, como accountability e equidade, buscando superar a ideia de que a administração pública deve tratar os administrados somente como clientes. O PSO inclui a participação do cidadão e da sociedade nas decisões públicas”. Portanto, as questões 199a202 estão corretas: 199, o modelo gerencial é oriundo da iniciativa privada; 200 refere-se ao primeiro estágio, o gerencial puro; 201 refere-se ao segundo estágio, consumerism; 202 refere-se ao terceiro estágio, PSO. A questão 203 está errada: no consumerism o usuário-cidadão é tratado como cliente. 204.FCC-Administrador-DefensoriaRR/2015. Na Administração pública gerencial, A) o Gerencialismo Puro é um dos modelos gerenciais, que busca o aumento da participação social a partir da utilização de instrumentos de transparência. B) a burocracia é caracterizada pelo controle de procedimentos, que alinha os objetivos da organização aos resultados a serem alcançados. C) o Public Service Orientation é um dos modelos burocráticos, que busca o fortalecimento do controle de procedimentos e da meritocracia. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 66 D) o patrimonialismo é caracterizado pela interpermeabilidade entre os patrimônios público e privados de líderes carismáticos. E) o Consumerism é um dos modelos gerenciais, que busca a qualidade e a efetividade dos serviços públicos. Comentários A-Falsa. Como visto na questão anterior, o Gerencialismo Puro visava principalmente a redução de custos e aumento da eficiência. Aumento da participação social e transparência são características do PSO. B-Falsa. O controle de procedimentos alinha objetivos aos resultados? Não. Segundo Paludo (2017), “Alinhamento significa harmonia e coerência entre objetivo, estratégia, plano de ação e metas - com - a estrutura, competências, tecnologias e demais recursos disponíveis - mais o apoio e envolvimento da alta administração, diretores e gerentes, e o engajamento/comprometimento das equipes de implementação”. C-Falsa. O Public Service Orientation corresponde ao terceiro estágio da nova administração pública, e não à burocracia. D-Falsa. O patrimonialismo é caracterizado pela impermeabilidade (in – e não inter) a participação social-privada. E-Verdadeira. O Consumerism é o segundo estágio da nova administração pública – em que se deu a busca pela qualidade dos serviços públicos – como visto na questão anterior. 205.FCC-AnalistaControle-TC-PR/2011. Sobre a Nova Gestão Pública e a identificação de seu modus operandi, considere as afirmativas abaixo: I. A profissionalização da administração, em qualquer esfera do Estado, com a aplicação de modelos de gestão estritamente na forma e no conteúdo, como os utilizados na esfera privada. II. Uma descentralização do Estado, com a passagem de funções, transferência de atividades e responsabilidades para outros níveis de governo, chegando até o âmbito municipal. III. O enfoque privilegiado nos processos organizacionais, superando o enfoque centrado em funções e departamentos. IV. O fortalecimento da visão empreendedora, explicada pelo necessário personalismo na condução de ações para obtenção de resultados. Comentários Nesta questão, a banca trata do “modus operandi”, da prática adotada pela nova Gestão Pública (nova administração gerencial). I-Falsa. A administração está se profissionalizando e uma das formas adotadas foi a criação de carreiras públicas especializadas nas diversas áreas do Poder Executivo (principalmente as relacionadas ao planejamento, orçamento, finanças, gestão e controle). Foram e estão sendo utilizados modelos, ferramentas e técnicas da gestão privada, no entanto, não são estritamente na forma e no conteúdo os utilizados na esfera privada. “A área pública demanda formas especiais de administração, porque os governos são diferentes. A administração pública pode e deve melhorar suas práticas a partir da utilização de técnicas consagradas pela iniciativa privada – o que não pode é simplesmente aplicar as práticas privadas sem uma adaptação adequada à realidade pública” (Paludo, 2017). II-Verdadeira. “Princípios das reformas gerenciais: desburocratização, descentralização, foco no cidadão, competitividade, profissionalismo, ética, transparência, e accountability” (Paludo, 2017). Assim, a descentralização está no bojo da nova administração PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 67 gerencial, e houve transferência de atividades e responsabilidades para Estados e Municípios. III-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “As organizações modernas aperfeiçoaram suas operações e passaram a adotar a gestão de processos como meio de melhorar a eficiência na produção de bens e serviços e melhorar a eficácia dos resultados. A visão organizacional por processos rompe os antigos departamentos funcionais em busca de maior coordenação de esforços e está baseada num conjunto de atividades inter- relacionadas e sequenciais, focadas no cliente e na geração de valor em produtos e serviços”. IV-Falsa. O empreendedorismo faz parte da nova gestão pública, no entanto, não há que se falar em “personalismo”, visto que as soluções são fruto de consenso. “O governo empreendedor adota uma gestão moderna - coordenada, compartilhada, descentralizada – aberta à participação e ao trabalho em equipe, em que a iniciativa e a pró-atividade são incentivadas com vistas à criação de valor para os usuários dos serviços e para a própria gestão pública” (Paludo, 2017). Capítulo 5. HISTÓRICO, EVOLUÇÃO E REFORMAS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NO BRASIL 206.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. A respeito da trajetória da administração pública brasileira: Entre meados do século XIX até 1930, período antecedente ao governo de Getúlio Vargas, a administração pública brasileira apresentava-se notoriamente patrimonialista, com Estado oligárquico e uma sociedade mercantil e senhorial. 207.FGV-AdministradorPGE-RO/2015. Analise o trecho a seguir. “A administração pública brasileira, mesmo quando incipiente, esteve sempre marcada pelo desempenho de funções vicárias e compensatórias, desempenhando um papel de segurar posição e função a significativo contingente de pessoas, colaborando para a formação de parte expressiva das elites nacionais. Este processo acabou por deformá-la, atrelando-a ao cumprimento de encargos não administrativos e vinculando toda a sua sistemática aos mecanismos de trocas políticas e legitimação do Estado.” A administração pública descrita associa-se à noção de Estado: A) autoritário e burocrático; B) participativo e do bem-estar; C) oligárquico e patrimonial; D) profissional e pós-burocrático; E) empreendedor e regulador. Comentários O conteúdo das questões compreende desde o período pré-republicano até o início do Governo de Getúlio Vargas. Segundo Paludo (2017), “Bresser-Pereira (2001) considera que, nesse período, “o Brasil era um Estado oligárquico dominado por uma elite de senhores de terra (burguesia rural) e de políticos patrimonialistas”. Bresser cita Raymundo Faoro para dizer que “o poder político do Estado está concentrado em um estamento aristocrático-burocrático de juristas, letrados e militares que derivam seu poder e sua renda do próprio Estado”. A função primordial do Estado, segundo Bresser, “era garantir empregos para a classe média pobre ligada aos proprietários rurais”. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 68 No patrimonialismo vigente, os estamentos utilizavam sua parcela de poder para se apropriar e usufruir de vantagens do Estado: eram também denominados burocrataspatrimonialistas, pois suas rendas provinham do Estado. Na visão de Wanderley Santos (2006), as oligarquias dominavam a cena política, e a maior marca do Estado era um intervencionismo regulatório direcionado para o principal produto de exportação da época: o café”. Portanto, a questão 206 está correta, e na questão 207 a Alternativa C é a resposta da questão (as oligarquias eram a Burguesia Rural e os que “sugavam” o Estado eram os Patrimonialistas). A alternativa A está errada porque a burocracia somente surgirá no Brasil em 1930, com Getúlio Vargas; a B porque Estado de bem-estar começará a surgir no período militar, e terá seu auge no Governo Lula; a D porque “profissional” vem da burocracia que surgirá mais tarde assim como a pós-burocracia; e a E porque estado empreendedor e regulador surgirá a partir da década de 1970 no mundo e 1995 no Brasil. 208.ESAF-EPPG-MPOG/2009. Em nosso país, o processo que permeia a formação do Estado nacional e da Administração Pública se revela pelas seguintes constatações, exceto: a) a administração colonial se caracterizou pela centralização, formalismo e morosidade, decorrentes, em grande parte, do vazio de autoridade no imenso território. b) a partir da administração pombalina, pouco a pouco, o empirismo paternalista do absolutismo tradicional foi sendo substituído pelo racionalismo típico do despotismo esclarecido. c) a transferência da corte portuguesa, em 1808, e a consequente elevação do Brasil a parte integrante do Reino Unido de Portugal constituíram as bases do Estado nacional, com todo o aparato necessário à afirmação da soberania e ao funcionamento do autogoverno. d) a partir da Revolução de 1930, o Brasil passou a empreender um continuado processo de modernização das estruturas e processos do aparelho do Estado. e) a República Velha, ao promover grandes alterações na estrutura do Governo, lançou a economia rumo à industrialização e a Administração Pública rumo à burocracia weberiana. Comentários A-Verdadeira. A administração colonial sempre foi centralizada, formal e morosa. Quanto ao vazio institucional, esse fato ainda foi objetivo de programa no governo Lula cerca de 200 anos depois: preencher o vazio institucional (onde o estado deveria estar presente e atuante e não está). Portanto, havia um imenso vazio de autoridade/institucional no período colonial. B-Verdadeira. Trata-se da administração de Marquês de Pombal (1750-1777). É claro que - pouco a pouco - vai-se evoluindo; que pouco a pouco o empirismo e o absolutismo (típicos de épocas passadas) foram sendo substituídos pelo racionalismo (um dos símbolos da evolução e da modernidade): nem é questão de conhecimento histórico da administração pública brasileira, mas de bom senso e de lógica. C-Verdadeira. “O marco para a construção do Estado nacional e da administração pública brasileira ocorreu em 1808, com a chegada da corte portuguesa ao Brasil, na cidade de Rio de Janeiro. “O fato é que a transferência da corte e mais tarde a elevação do Brasil a parte integrante do Reino Unido de Portugal constituíram as bases do Estado nacional, com todo o aparato necessário à afirmação da soberania e ao funcionamento do autogoverno” - Burguesia Rural - Políticos Patrimonialistas Primeiro Plano Segundo Plano - Estamentos: Juristas e Militares Quem Detinha o PODER PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 69 (Frederico Costa, 2008). A coroa portuguesa veio acompanhada de milhares de pessoas (os dados divergem entre 5 e mais de 10 mil pessoas), e tanto o rei como seus nobres se instalaram em palacetes e casas de ricos comerciantes e fidalgos, desalojando-os” (Paludo, 2017). D-Verdadeira. “No Brasil, o modelo de administração burocrática emerge a partir dos anos 30 ... a administração pública sofre um processo de racionalização ... Com o objetivo de realizar a modernização administrativa foi criado o Departamento Administrativo do Serviço Público - DASP, (1936/1938)” (Paludo, 2017). Esse processo continuou com diversas iniciativas de reformas modernizadoras, passando pela reforma do DL 200/67 e pela reforma gerencial de 1995, que por sua vez, continua a ser aperfeiçoada. E-Falsa. Afirmativa de fácil compreensão e com erros materiais. Não houve “grandes alterações” na república velha (Bresser-Pereira chega a afirmar que ‘nada mudou’), nem foi nessa república que se lançou a economia brasileira rumo à industrialização e a administração pública rumo à burocracia weberiana - mas foi a partir da década de 1930, com Getúlio Vargas e a criação do DASP. 209.FGV-Administrador-DefensoriaRJ/2020. A Administração Pública Burocrática ganha força no Brasil em 1938, com a criação do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), que tinha entre seus objetivos o implemento dos princípios da estrutura burocrática à Administração Pública do país, em particular do Governo Federal. 210.VUNESP-AuditorCI-PMSP/2015. Nos anos 1930 começa, ainda de forma tímida, uma mudança de padrão no funcionamento do Estado brasileiro. O Estado passa a intervir no processo de produção de bens e serviços e vai saindo de uma forma colonial para um modelo de Estado que privilegia a racionalização, a padronização e a legalidade em todas as áreas de sua atuação, provocando, pela primeira vez, a modernização administrativa. Esse modelo é o burocrático. 211.FCC-Auditor-TCE-AM/2015. O modelo de Administração pública implementado por Getúlio Vargas a partir da década de 1930, com o intuito de modernizar a gestão pública conforme os princípios burocráticos weberianos, foi a primeira reforma administrativa institucionalizada da história brasileira e caracterizou-se pela criação do Departamento Administrativo do Serviço Público − DASP. 212.CESPE-AnalistaAdministrativo-CADE/2014. Acerca das reformas administrativas. A criação do DASP representou a primeira reforma administrativa do país e a afirmação dos princípios centralizadores e hierárquicos da burocracia clássica. 213.CESPE-AnalistaAdministrativoSTF/2013. Considerando a evolução da administração pública. Um dos objetivos da reforma da administração pública brasileira no governo de Getúlio Vargas era instaurar um regime burocrático de gestão, com fundamento nos preceitos de Weber. Comentários Segundo Paludo (2020), “No Brasil, o modelo de administração burocrática emerge a partir dos anos 1930. Ela surge num quadro de aceleração da industrialização brasileira, em que o Estado assume papel decisivo intervindo pesadamente no setor produtivo de bens e serviços. A partir da reforma empreendida no Governo Vargas por Maurício Nabuco e Luiz Simões Lopes, a Administração Pública sofre um processo de racionalização que se traduziu no surgimento das primeiras carreiras burocráticas e na tentativa de adoção PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 70 do concurso como forma de acesso ao serviço público. As primeiras medidas adotadas por Vargas foram de cunho saneador das finanças públicas, e de racionalização administrativa. Fato decorrente, seguiu-se uma significativa centralização no nível político, econômico e administrativo, emergindo um Estado autoritário, que deu início ao processo de modernização da Administração Pública e de industrialização do país. Com o objetivo de realizar a modernização administrativa, foi criado o Departamento Administrativo do Serviço Público – Dasp, em 1936/1938. Nos primórdios, a Administração Pública brasileira sofre a influência da teoria da administração clássica e científica (Taylor e Fayol), tendendo à racionalização, mediante a simplificação, padronização e aquisição racional de materiais, revisão de estruturas e aplicação de métodos na definição de procedimentos. Em 1937, Vargas deflagra um golpe de Estado instituindo o chamado Estado Novo, sendo o DASP o órgão central encarregado de comandaras reformas. Os principais objetivos do DASP podem ser assim resumidos: centralizar e reorganizar a administração pública mediante ampla reforma; definir política para a gestão de pessoal; e racionalizar métodos, procedimentos e processos administrativos em geral. Num sentido mais amplo, o objetivo era combater as práticas patrimonialistas de gestão. A atuação do Estado intervencionista ocorreu em três frentes: criação de órgãos e departamentos formuladores de políticas públicas capazes de promover a integração entre o Governo e a sociedade (conselhos, basicamente); mediante expansão dos órgãos permanentes (diversos ministérios, órgãos de regulação, fiscalização e controle), alcançando também as funções de planejamento e orçamento; expansão das atividades empresariais do Estado, que passou a executar diretamente atividades e serviços (empresas públicas, sociedades de economia mista, autarquias e fundações)”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, todas as questões estão corretas: 209, com a criação do DASP em 1938, a Burocracia começa ser implementada no Brasil, a começar na esfera Federal; 210, o Estado Brasileiro interviu diretamente na produção de bens e serviços, utilizou a racionalização burocrática e modernizou a administração pública; 211e212, a primeira reforma na administração pública brasileira foi realizada por Vargas, na década de 1930, por meio do DASP (foram utilizadas as teorias da administração clássica/científica e da burocracia de Weber); e a 213 porque com a reforma promovida por Getúlio Vargas, houve a implantação da administração burocrática no Brasil. 214.FCC-AnalistaTesouro-PI/2015. A criação do Departamento Administrativo do Serviço Público-DASP foi um marco importante na Administração pública federal, com a introdução de características de administração burocrática, com ênfase na centralização e reorganização da Administração, gestão de pessoal e racionalização de procedimentos. Comentários Como visto na questão anterior, os principais objetivos do DASP eram “centralizar e reorganizar a administração pública mediante ampla reforma; definir política para a gestão de pessoal; e racionalizar métodos, procedimentos e processos administrativos em geral. Num sentido mais amplo, o objetivo era combater as práticas patrimonialistas de gestão” (Paludo, 2017). Portanto, de forma inequívoca, a questão está correta e tem resposta direta no texto acima. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 71 215.CESPE-AnalistaAdministrativoMI/2013. Sobre administração pública. Na área de administração de recursos humanos, o Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP) inspirou-se no princípio do mérito profissional para estruturar a burocracia. Comentários Segundo Paludo (2017), “No que diz respeito à administração dos recursos humanos, o Dasp representou a tentativa de formação de uma burocracia brasileira nos moldes weberianos, baseada no princípio do mérito profissional. Entretanto, embora tenham sido valorizados instrumentos importantes à época, tais como o instituto do concurso público e do treinamento, não se chegou a adotar de forma consistente uma política de recursos humanos que respondesse às necessidades do Estado. O Dasp era um órgão singular e dotado de amplos poderes. Promoveu a unificação dos recursos humanos, mediante a universalização do sistema de mérito. Registre-se que o primeiro passo do sistema de mérito na organização de pessoal do setor público surgiu com a Constituição Federal de 1934”. Portanto, a questão está correta porque o DASP utilizou o sistema de mérito para estruturar a área de recursos humanos da administração pública brasileira. 216.ESAF-APO-MPOG/2010. A análise da evolução da administração pública brasileira, a partir dos anos 1930, permite concluir acertadamente que: a) com o Estado Novo e a criação do DASP, a admissão ao serviço público passou a ser feita exclusivamente por meio de concurso público, sendo descontinuadas as práticas do clientelismo e da indicação por apadrinhamento; b) a reforma trazida pelo Decreto-lei nº 200/1967 propugnou pela descentralização funcional do aparelho do Estado mediante delegação de autoridade aos órgãos da administração indireta para a consecução de muitas das funções e metas do governo; c) a partir de meados do século XX, com o desenvolvimentismo, deu-se a ampliação e a consolidação da administração direta, principal gestora das políticas públicas implementadas pela administração indireta; d) a partir dos anos 1980, dadas a falência do estado do bem-estar social, a crise fiscal e a redemocratização, as reformas do aparelho do Estado passaram a seguir uma estratégia única e homogênea; e) os ‘50 Anos em 5’ e a construção de Brasília, no período JK, representaram a pedra fundamental do que viria a ser a adoção do gerencialismo no serviço público. Comentários A-Falsa. “Em 1939, por meio do decreto-lei 1.713, entra em vigor o Estatuto dos Funcionários públicos Civis da União, estabelecendo o concurso público para algumas classes de nível superior, no entanto, o número de servidores contratados sem concurso foi bem maior do que os concursados. A lei dos funcionários públicos civis da união, no entanto, somente foi aprovada em 1951 (lei 1.711). Ainda no que se refere aos recursos humanos, o DASP também fomentava o treinamento dos servidores para o exercício de suas funções” (Paludo, 2017). Portanto, apenas para algumas carreiras de nível superior era exigido concurso público - e as práticas clientelistas/de apadrinhamento continuaram a existir até a promulgação da CF/1988: quando o concurso se tornou obrigatório para todos os cargos, tanto para a administração direta como para a administração indireta. B-Verdadeira. “O fato mais marcante nas alterações promovidas pelo DL 200/67 foi a descentralização para a administração indireta ... uma descentralização no nível PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 72 administrativo, através da Administração indireta (descentralização funcional)” (Paludo, 2017). C-Falsa. “Para a implantação do plano de metas JK instituiu o ‘Conselho de Desenvolvimento’, que atuava através de ‘grupos de executivos’. A opção por criar estruturas paralelas foi uma estratégia para evitar confrontos com a burocracia pública, que por ser rígida e inflexível era totalmente inadequada a realização do plano de metas ... A expansão da administração indireta ganha força no final da década de 50 e na década de 60, originando o problema da dicotomia: a administração direta (burocrática, formal e defasada) e a administração indireta (tecnocrática, moderna): a primeira mais rígida e a segunda mais flexível” (Paludo, 2017). D-Falsa. A partir dos anos 1980 houve mesmo a falência do estado do bem-estar social (no mundo). No entanto, as reformas não seguiram estratégia única e homogênea: primeiro adotaram-se ideias neoliberais e depois as reformas percorreram três estágios diferentes: o Gerencial Puro (managerialism); o Consumerism e o Public Service Orientation - PSO. E-Falsa. Nessa época não existia nada que pudesse lembrar a administração gerencial; os ‘50 Anos em 5’ de JK marcaram a administração para o desenvolvimento. “Embora existam várias iniciativas anteriores, e outras no período militar posterior - o “Estado desenvolvimentista” ou a “administração para o desenvolvimento” tem como marca o governo de JK” (Paludo, 2017). 217. ITAME-ACI-COLINAS-GO/2020. Acerca da administração pública no Brasil. São princípios fundamentais das atividades da Administração Federal, instituídos pelo DL200/1967: Controle, Planejamento, Centralização. 218.FGV-AgenteFiscalização-TC-SP/2015. A reforma do aparelho do Estado introduzida pelo Decreto-Lei nº 200 de 1967 trouxe algumas iniciativas no sentido de romper com o modelo burocrático estabelecido por Getúlio Vargas. A reformaproposta centrava-se em diversos conceitos, entre elas a delegação de competência como instrumento de descentralização administrativa para assegurar rapidez e objetividade. 219.CESPE-Administrador-FUB/2015. Relativo à evolução da administração pública no Brasil. Com a reforma administrativa de 1967, buscou-se melhorar a dinâmica de funcionamento da administração pública, por meio da descentralização de várias atividades para a administração indireta, como autarquias e fundações. 220.CESPE-Administrador-ENAP/2015. A respeito das reformas administrativas no Brasil e da organização administrativa da União. A reforma administrativa de 1967, realizada por meio do Decreto-lei n.º 200, ampliou a administração indireta, transferindo atividades para fundações e empresas públicas. 221.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. A respeito da trajetória da administração pública brasileira: No Brasil, a nova administração pública, iniciada com o DL 200/1967, teve como proposta de redução do tamanho do Estado e migrou para a proposta de reforma das instituições. Comentários Segundo Paludo (2020), “Agrupamos as alterações promovidas pelo DL 200/67 em quatro blocos: Referente aos princípios: institui-se os princípios do planejamento, descentralização, delegação de autoridade, coordenação e controle; Referente a estrutura da administração pública: expandiu as empresas públicas, as sociedades de economia mista, as fundações públicas e as autarquias (a administração indireta como um todo); e PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 73 reorganizou a administração direta em 16 ministérios (Justiça, Fazenda, e Planejamento, Educação e Cultura, Saúde, Interior, Relações Exteriores, Agricultura, Indústria e Comércio, Minas e Energia, Transportes, Trabalho e Previdência Social, Comunicação, Exército, Marinha, e Aeronáutica); Referente aos aspectos administrativos internos: estabeleceu regras para a aquisição direta de bens e serviços, ou mediante contratação; Referente aos recursos humanos: fortaleceu e expandiu o sistema de mérito, e estabeleceu diretrizes para elaboração de plano de classificação de cargos. O fato mais marcante nas alterações promovidas pelo DL nº 200/1967 foi a descentralização para a Administração indireta, juntamente com a delegação de autoridade (para a FCC foi a desconcentração)”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões 217a220 estão corretas: 217 contém princípios instituídos pelo DL 200; 218 porque a reforma de 1967 contemplou diversos pontos, incluindo a delegação de competência como instrumento de descentralização administrativa; 219 porque a descentralização ocorreu principalmente para autarquias e fundações; 220 porque houve forte ampliação da administração indireta como um todo. A 221 está errada: houve expansão da administração pública, especialmente da administração indireta. 222.QUADRIX-ADMINISTRADOR-CFO/2020. Acerca da administração pública, julgue o item: A edição do Decreto‐Lei n.º 200/1967 é considerada como o primeiro momento da administração gerencial na Administração Pública no Brasil. Comentários Segundo Paludo (2020), “Os escritos de Bresser-Pereira apontam o DL nº 200/1967 como o primeiro momento da administração gerencial no Brasil”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 223.FCC-AnalistaAdministrativoMP-AM/2013. Considere as afirmações acerca do Decreto-Lei nº 200/67, que trouxe profundas alterações na organização e funcionamento da Administração Pública. I. Afastou os princípios do planejamento, descentralização, coordenação e controle. II. Expandiu as empresas públicas, as sociedades de economia mista e as autarquias. III. Fortaleceu e expandiu o sistema de mérito e estabeleceu diretrizes para elaboração de plano de classificação de cargos. Comentários I-Falsa. Como visto na questão anterior, “institui-se os princípios do planejamento, descentralização, delegação de autoridade, coordenação e controle” (Paludo (2017). II-Verdadeira. “Expandiu as empresas públicas, as sociedades de economia mista, as fundações públicas e as autarquias (a administração indireta como um todo)” (Paludo, 2017). III-Verdadeira. “fortaleceu e expandiu o sistema de mérito, e estabeleceu diretrizes para elaboração de plano de classificação de cargos” (Paludo, 2017). 224.FGV-AnalistaAdministrativo-TJ-PIAUÍ/2015. A reforma do Estado no âmbito do Decreto Lei nº 200/67 é amplamente conhecida pela implantação da noção de administração direta e indireta. Segundo diversos analistas e estudiosos, dado o conjunto de ações visando a sua implementação, surgiram naquele momento da reforma consequências inadequadas, dentre as quais destacam-se: geração de práticas PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 74 patrimonialistas na administração indireta por meio de contratações sem concurso público, ocasionando nepotismo. Comentários Segundo Paludo (2017), “A reforma do DL nº 200/1967, no entanto, apresentou duas consequências inesperadas: a possibilidade de contratar sem concursos trouxe à tona as antigas práticas patrimonialistas-clientelistas; e a falta de preocupação com a Administração direta, deixando de realizar concursos e de desenvolver carreiras específicas. Na verdade, o núcleo estratégico foi enfraquecido em face da estratégia oportunista do regime militar”. Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão está correta: a contratação sem concursos gerou práticas patrimonialistas-clientelistas e nepotismo. 225.ESAF-AFC-CGU/2006. Sobre administração pública. O principal objetivo do Programa Nacional de Desburocratização instituído em 1979 era dinamizar e simplificar o funcionamento da Administração Pública Federal. 226.FCC-AnalistaAdministrativoTRT1/2013.Sobre administração pública. Pode-se apontar como uma das características do Programa Nacional de Desburocratização, implantado no início dos anos 80, o foco no usuário do serviço público, concentrando-se na produção de mudanças no comportamento e na atuação da burocracia pública. Comentários Segundo Paludo (2017), “Helio Beltrão assume o recém-criado Ministério Extraordinário de Desburocratização, com a proposta de mudar a Administração Pública, de forma a direcioná-la para o atendimento das demandas do cidadão, ou, no dizer de Beltrão, ‘retirar o usuário da condição colonial de súdito para investi-lo na de cidadão, destinatário de toda a atividade do Estado’. O Programa Nacional de Desburocratização, elaborado pela SEMOR e instituído pelo Ministro Hélio Beltrão através do Decreto n° 83.740/79, visava o aumento na eficiência e a economia de recursos através da melhoria dos processos administrativos; além, é claro, de atender as demandas do cidadão e conter a expansão da administração indireta. Atuou primeiro na simplificação de procedimentos e na eliminação de informações desnecessárias. No início dos anos 80, o PrND direcionou suas ações para a desestatização através de privatizações. Pretendia transferir para a iniciativa privada as atividades e serviços não essenciais: o governo atuaria no fomento e apoio e manteria as atividades de controle”. Portanto, em harmonia com o texto acima, as duas questões estão corretas. A 225 porque o objetivo do PrND era melhorar o funcionamento da Administração Pública Federal; e a 226 porque as mudanças propunham uma mudança cultural na administração burocrática, com foco no atendimento das demandas dos cidadãos. 227.CESPE-ACE-TC-AC/2008. Sobre administração pública no Brasil. Com a redemocratização do Brasil, em 1985, o país passou imediatamente do modelo de administração burocrática para o gerencial. Comentários Segundo Paludo (2017), “A ditadura cedeu lugar à democracia, com José Sarney assumindo a Presidência da República em face da morte de Tancredo Neves. O Governo Sarney tentou conter os gastos públicosProdução e Gestão Operacional. B) Gestão de Recursos Humanos, Gestão Financeira e Gestão Orçamentária. C) Gestão Estratégica, Gestão Tática e Gestão Operacional. D) Gestão Tática, Gestão Administrativa e Gestão de Recursos Humanos. E) Gestão Fiscal, Gestão Estratégica e Gestão Jurídica. Comentários Segundo Paludo (2017), “Gestão é um termo recente, moderno, e corresponde ao ato de gerir, e também é mais bem compreendido se analisado em três dimensões: ... Quando se refere à função de gerir, também compreende as funções de planejar, organizar, dirigir, PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 9 coordenar e controlar as atividades da área (ou de todas as áreas), e utiliza conhecimentos, técnicas e ferramentas inovadores (em regra, de forma mais ágil e inteligente) na busca de melhores resultados em todos os aspectos possíveis. Quanto aos níveis, a administração ou gestão pode ser classificada em: estratégica, tática e operacional”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a alternativa C é a verdadeira e a resposta da questão. 4.FCC-Auditor-MP-Paraíba/2015. Sobre os conceitos de eficiência, eficácia e efetividade, é correto afirmar: A) A eficiência limita-se à avaliação dos recursos empregados, assegurando que eles sejam mínimos. B) A eficácia refere-se à avaliação dos impactos de curto prazo. C) A efetividade compreende a avaliação da implementação das políticas públicas. D) A relação entre os resultados, os impactos e os recursos empregados para alcançá-los diz respeito à eficiência. E) As metas e objetivos estão relacionadas à eficácia. Comentários Segundo Paludo (2017), “Economicidade: é a minimização dos custos dos recursos utilizados na produção de bens ou execução de serviços; é a operacionalidade ao mínimo custo possível, sem comprometer os padrões de qualidade. Demonstra a capacidade de gerir adequadamente os recursos financeiros colocados à sua disposição; Eficiência: é o uso racional e econômico dos insumos na produção de bens e serviços, é uma relação entre: insumos, produtos, qualidade e custo. Insumos são recursos humanos, materiais e componentes. A eficiência também considera o custo dos insumos e não pode comprometer a qualidade; Eficácia: é o grau de alcance das metas (ou objetivos de curto prazo), é uma medida de resultados utilizada para avaliar o desempenho da administração. Demonstra a capacidade de entregar bens/serviços imediatos. A eficácia não considera custos; Efetividade: é o impacto final das ações, é o grau de satisfação das necessidades e dos desejos da sociedade com os serviços prestados pela instituição. A efetividade vai além das entregas imediatas (metas/objetivos) e analisa a transformação causada pela execução das ações”. A-Falsa. O conteúdo refere-se ao conceito de economicidade. B-Falsa. Impactos refere-se à efetividade. C-Falsa. A efetividade analisa o impacto final – após a implementação das políticas. D-Falsa. Essa relação envolve eficácia (resultados), efetividade (impactos) e eficiência (recursos). Portanto, é muito mais que eficiência. E.Verdadeira. Conforme texto acima, a eficácia refere-se ao alcance das metas e objetivos de curto prazo. 5.FCC-AnalistaTesouro-PI/2015. É consenso que a atuação da Administração pública deve estar pautada pela busca do atendimento das necessidades e das expectativas da Avaliação Interna Avaliação de Resultados CUSTOS INSUMOS PRODUTOS RESULTADOS m e t a s RESULTADOS impacto final ECONOMICIDADE EFICIÊNCIA EFICÁCIA EFETIVIDADE PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 10 sociedade pelos serviços prestados. Quando o impacto final das ações da Administração atinge tal escopo, é correto dizer que seu desempenho corresponde ao grau de A) accountability. B) eficácia. C) eficiência. D) efetividade. E) economicidade. Comentários A-Falsa. Accountability refere-se à prestação de contas, e será visto no capítulo 6. B-Falsa. Conforme texto acima, eficácia é o nível de alcance de metas e objetivos de curto prazo. C-Falsa. Conforme texto acima, eficiência é uma relação entre: insumos, produtos, qualidade e custo. D-Verdadeira. Conforme texto na questão 2, efetividade avalia o impacto final das ações. E.Falsa. Conforme texto acima, economicidade é a minimização dos custos dos recursos. 6.FCC-Administrador-DPRR/2015. Na avaliação de um programa de transferência de renda, é considerado o número de famílias que saíram da pobreza como um indicador que se refere à economicidade. 7.CESPE-AnalistaMMA/2014. Acerca de temas importantes para a administração. Segundo o gespública, se os serviços públicos são fornecidos com mais qualidade e maior possibilidade de acesso, a dimensão “resultados” será observada pela economicidade medida por esses elementos de desempenho. Comentários Segundo Paludo (2017), “Economicidade: é a minimização dos custos dos recursos utilizados na execução das ações, sem comprometer os padrões de qualidade. Demonstra a capacidade de gerir adequadamente os recursos financeiros colocados à sua disposição”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as duas questões estão erradas, pois não se referem ao conceito de economicidade. A 6 trata da efetividade e a 7 tem aspectos relacionados com a eficiência e a eficácia. 8.IBADE-Analista-GestãoPública-ES/2020. A respeito da avaliação das ações administrativas. Considere que a meta pode ser direcionada para medir a produtividade e a economicidade e, o que é mais importante, a redução de desperdícios: esse pensamento coaduna com a eficiência. 9.CONSULPLAN-Administrador-CEFET-RJ/2014. A eficiência é um fator inerente e de suma importância para o desenvolvimento das funções administrativas. A eficiência refere- se ao processo, isto é, à utilização dos recursos por parte da organização de maneira econômica e sem desperdícios. 10.CESPE-Auditor-TCDF/2014. Acerca de Indicadores. Ao analisar um indicador de eficiência, um consultor poderá verificar de imediato o impacto que o produto/processo causa na organização. Comentários PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 11 Segundo Paludo (2017), “Eficiência: é o uso racional e econômico dos insumos na produção de bens e serviços, é uma relação entre: insumos, produtos, qualidade e custo. Insumos são recursos humanos, materiais e componentes. A eficiência também considera o custo dos insumos e não pode comprometer a qualidade”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 8 está correta: ela não se refere à meta, mas o que se quer medir: a eficiência (produtividade e economicidade); a 9 está correta, pois se refere ao conceito de eficiência; e a questão 10 está errada, visto que seu conteúdo trata da efetividade. 11.FGV-Administrador-DefensoriaRJ/2020. A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro decide promover um mutirão para oferecer assistência jurídica aos presos, visando reduzir a população carcerária do Estado em 10%. Após a apuração do resultado do mutirão, verificou-se que a redução foi de apenas 5%, permitindo a constatação de que o mutirão foi falho em relação à: A) eficiência; B) eficácia; C) excelência; D) economicidade; E) execução. 12.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Acerca da avaliação e mensuração do desempenho governamental, analise: Eficácia corresponde ao resultado de um processo, que compreende a orientação metodológica adotada e a atuação estabelecida na consecução de objetivos e metas, em um tempo determinado, e considera o plano, programa ou projeto originalmente composto. 13.CESPE-Auditor-CGPI/2015. Acerca de avaliação. Eficácia, definida como grau de alcance das metas programadas em determinado período de tempo, é uma das dimensões aferidas por meio dos indicadores de desempenho. 14.FGV-Administrador-CARUARU/2015. Acerca dosmediante a racionalização das estruturas PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 75 administrativas e de recursos humanos ... Passado o regime militar e vigente o regime democrático, “as iniciativas no campo da Administração Pública continuaram mesclando iniciativas burocráticas com medidas de cunho gerencial” (Peregrino, 2009) ... Um novo projeto de reforma administrativa foi aprovado em 1985, através do Decreto nº 91.309/1985 ... No entanto, mais uma vez as reformas não foram implementadas, por causa dos problemas de ordem econômico-financeiros, aliados à falta de apoio político”. Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão está errada. Não houve reformas na administração pública no Governo Sarney, apenas tentativas. A reforma gerencial ocorre somente em 1995, no Governo de Fernando Henrique Cardoso. 228.CESPE-Auditor-TCDF/2014. A respeito das reformas administrativas e da redefinição do papel do Estado. A Constituição Federal de 1988 materializou um grande avanço em termos de administração pública gerencial, principalmente no que se refere à redução de custos dos recursos humanos e ao foco em resultados. 229.CESPE-Administrador-ENAP/2015. A respeito das reformas administrativas no Brasil e da organização administrativa da União. A Constituição Federal de 1988 representou um avanço à descentralização do poder público, uma vez que acrescentou poderes à administração indireta por meio da flexibilização de suas normas operacionais. Comentários Segundo Paludo (2017), “Na Constituição de 1988, a um retrocesso burocrático sem precedentes. Se por um lado a Constituição de 1988 limitou a discricionariedade administrativa exagerada que existia no período autoritário-militar, por outro, engessou a atuação do Executivo, além de conceder aos órgãos de controle (Tribunais de Contas) prerrogativas capazes de cercear a ação administrativa (possibilidade de sustar unilateralmente atos, e, em situações específicas, até mesmo contratos). Com as regras da CF/1988, a Administração Pública se tornou mais burocrática, mais hierárquica, mais rígida, mais centralizada e mais cara ... O aumento dos gastos com pessoal nos Estados e Municípios foi maior do que na União ... Com a Constituição de 1988 ocorreu o inverso do ocorrido com o DL nº 200/1967: aqui a centralização foi administrativa e a descentralização foi política”. Portanto, as questões 228e229 estão erradas: 228 porque esse momento representou um retrocesso e não um avanço, e não houve redução de custos: ela se tornou mais cara; a 229 porque as regras da CF/1988 tornaram a administração indireta menos flexível. 230.COPEVE-Administrador-UFAL/2014. “Se por um lado a Constituição de 1988 limitou a discricionariedade administrativa exagerada que existia no período autoritário-militar, por outro, engessou a atuação do executivo, além de conceder aos órgãos de controle (Tribunais de Conta) prerrogativas capazes de cercear a ação administrativa [...]” PALUDO, Augustinho Vicente. Administração Pública: teoria e questões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010, p. 99. Assinale a opção correta quanto à discricionariedade administrativa. A) Poder de decisão do administrador público ligado a dois ou mais caminhos, de forma arbitrária. B) Poder de decisão do administrador público ligado a um único caminho definido em lei. C) Poder de decisão do administrador público ligado a um único caminho arbitrário. D) Representa que o administrador público não possui poder de decisão. E) Poder de decisão do administrador público ligado a dois ou mais caminhos, sujeita ao controle jurisdicional. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 76 Portanto, a resposta da questão é a alternativa E: a discricionariedade permite ao gestor escolher entre dois ou mais caminhos, sempre sujeito ao controle jurisdicional. Obs: Essa questão 230, como dezenas de outras, cita diretamente o meu nome/trechos de meu livro Administração Pública, em 9 bancas diferentes. Se considerar a utilização em discursivas e para manter/alterar resposta de questões, esse número de questões e de bancas é bem maior. 231.FUNDEP-Analista-Políticas Públicas-MG/2020. Na obra O neoliberalismo: história e implicações (2014), o geógrafo David Harvey analisa as diversas características desse “paradigma” econômico e como o Estado deve se comportar para a implantação desse paradigma. Segundo esse autor, é característica do neoliberalismo: Apoio à participação de instituições financeiras internacionais no mercado interno. Comentários Adepto do liberalismo e das ideias do “Consenso de Washington”, Collor acreditava que a Administração Federal tinha crescido demais, e mesmo sem ter uma proposta formal promoveu equivocada e desastrada reforma administrativa. Segundo Paludo (2020), “O Consenso de Washington apregoava: estado mínimo, disciplina fiscal, reforma tributária, desregulamentação da economia, liberalização do comércio internacional, taxa de câmbio flutuante, juros de mercado. Essa teoria durou menos de uma década: os países que adotaram essas medidas tiveram péssimos resultados”. Portanto, a questão está correta: neoliberalismo coaduna-se com as ideias do Consenso de Washington, dentre elas a liberação do comercio internacional, que responde a questão. Registre-se que as nações que adotam essas ideias tiveram péssimos resultados e as abandonaram uma década depois. 232.FCC-Esp.Administração-MP-SE/2009. Acerca das principais causas que levaram à Reforma do Aparelho do Estado, implementada no Brasil nos anos 1990: I) crise fiscal, caracterizada pela crescente perda de crédito por parte do Estado e pelo esgotamento da poupança pública; II) necessidade de implementação de uma política de ajuste fiscal, como consequência do cumprimento de obrigações com organismos internacionais; III) a crise do modelo burocrático de administração, permeado por práticas patrimonialistas e clientelistas; IV) a incapacidade do Governo de gerar poupança interna e com isso realizar os investimentos públicos demandados pela sociedade. Comentários Segundo Paludo (2017), “A crise estava presente desde os anos 1970, mas se tornou clara a partir da segunda metade dos anos 1980. As causas foram: a crise fiscal do Estado; o esgotamento da estratégia de intervenção no mercado via substituição de importações; e a superação da administração burocrática, que, centralizada, tornou-se inflexível, cara e ineficiente”. I-Verdadeira. “A crise do Estado definiu-se então: como uma crise fiscal, caracterizada pela crescente perda do crédito por parte do Estado e pela poupança pública que se torna negativa” (Paludo, 2017). II-Verdadeira. “Assim, tornou-se inadiável: o ajustamento fiscal duradouro; reformas econômicas orientadas para o mercado, que, acompanhadas de uma política industrial e PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 77 tecnológica, garantam a concorrência interna e criem as condições para o enfrentamento da competição internacional” (Paludo, 2017). Nessa época o Brasil tinha que honrar compromissos assumidos junto ao FMI, inclusive de ordem financeira. III-Verdadeira. Uma das causas foi o modelo de administração, “a superação da administração burocrática, que, centralizada, tornou-se inflexível, cara e ineficiente”. A administração burocrática era incapaz de prestar serviços com qualidade aos cidadãos; no entanto, ainda se faz presente no Núcleo Estratégico. IV-Verdadeira. Como vimos no item “I”, a poupança pública tornou-se negativa. Tal fato, aliado com a enorme dívida pública, consumia os recursos existentes – impedindo a realização dos investimentos necessários para assegurar o crescimento da nação. 233.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. A respeito da reforma do aparelho do Estado, julgue o item: No âmbito da administração pública gerencial, os controles a posterioridos resultados devem ser extremamente severos. 234.VUNESP-AuditorCI-PMSP/2015. O instrumento balizador da reforma e modernização do Estado brasileiro, em 1995, rumo à Nova Gestão Pública (NGP) que pretendeu eliminar, entre outras coisas, o elevado déficit de desempenho da Administração Pública na prestação dos serviços públicos, foi o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado. 235.CESPE-Administrador-ENAP/2015. A respeito das reformas administrativas no Brasil e da organização administrativa da União. A administração federal foi o foco do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, que também incluiu as administrações estaduais e municipais. 236.QUADRIX-ADMINISTRADOR-CFO/2020. No que concerne à reforma da Administração Pública: As reformas previstas no Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado tinham o objetivo de promover o reforço da governança, que consiste no poder e na legitimidade para governar. Comentários Segundo Paludo (2017), “Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado-PDRAE. As principais ideias da administração gerencial eram: definição precisa de objetivos, maior autonomia ao gestor na utilização dos recursos e controle a posteriori de resultados. Foram definidos quatro objetivos globais para a reforma do aparelho do Estado: Aumentar a governança do Estado, ou seja, sua capacidade administrativa de governar com efetividade e eficiência, voltando a ação dos serviços do Estado para o atendimento dos cidadãos; Limitar a ação do Estado àquelas funções que lhe são próprias, reservando, em princípio, os serviços não exclusivos para a propriedade pública não estatal, e a produção de bens e serviços para o mercado, para a iniciativa privada; Transferir da União para os Estados e Municípios as ações de caráter local: só em casos de emergência cabe a ação direta da União; Transferir parcialmente da União para os Estados as ações de caráter regional, de forma a permitir maior parceria entre os Estados e a União”. Portanto, em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas: 233 controles à posteriori rígidos; 234 no Brasil foi o PDRAE de 1995 que implantou a administração gerencial/nova administração pública, e houve ações para eliminação do déficit de desempenho: definição de objetivos, controle de resultados e melhoria da governança; a 235 a reforma de 1995 também incluiu Estados e Municípios (transferir para os Estados e Municípios as ações de caráter local); 236, aumentar a Governança era objetivo do PDRAE. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 78 237.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. No que se refere ao Plano de Reforma do Aparelho do Estado: Com a implantação do Plano de Reforma do Aparelho do Estado, foi intensificado o papel do Estado como executor direto de serviços, além de regulador e provedor de serviços sociais. 238.CESPE-Administrador-ENAP/2015. Quanto a evolução da administração pública. A transformação do Estado provedor em regulador implica a modificação da cultura burocrática, de modo a estabelecer padrões de gerenciamento das políticas públicas próprios à nova função. 239.CESPE-AnalistaAdministrativoMI/2013. Sobre administração pública. Na perspectiva da reforma gerencial, o Estado amplia seu papel de prestador direto de serviços, abstendo- se, porém, do papel de regulador de serviços sociais como educação e saúde. Comentários Segundo Paludo (2017), “O mesmo Estado – que intervirá na economia para alavancar seu desenvolvimento – agora deve se concentrar na regulação e controle, mantendo apenas as atividades essenciais, e deixando para o terceiro setor e o mercado as demais atividades: o Estado afasta-se da função de executor/promotor e agente ativo do processo de desenvolvimento econômico e social – para atuar no fomento, regulação, fiscalização e controle. Reduz-se o papel do Estado como produtor ou prestador direto de serviços, para direcioná-lo ao papel de regulador, controlador e fiscalizador. Busca-se fortalecer as funções de regulação e de coordenação no nível federal, aliado à descentralização das funções executivas para os níveis estadual e municipal”. Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão 237 está errada: foi reduzido o papel do Estado como executor; a 238 está correta: a mudança do Estado provedor para Estado regulador implica mudança de cultura (tratada na dimensão-gestão); e a questão 239 está errada: com a reforma gerencial o Estado reduziu seu papel de prestador direto de serviços e ampliou seu papel de regulador. 240.VUNESP-AnalistaEMPLASA/2014. Sobre administração pública. Reordenar a posição estratégica do Estado na economia, transferindo, à iniciativa privada, atividades indevidamente exploradas pelo setor público, é um dos objetivos da criação do Plano Diretor da Reforma do Estado – PDRE. Comentários Segundo Paludo (2017), “No aparelho do Estado (Administração Pública) é possível distinguir quatro setores: ... Produção de Bens e Serviços Para o Mercado. Corresponde à área de atuação das empresas. É caracterizada pelas atividades econômicas voltadas para o lucro que ainda permanecem no aparelho do Estado como, por exemplo, as do setor de infraestrutura. Estão no Estado seja porque faltou capital ao setor privado para realizar o investimento, seja porque são atividades naturalmente monopolistas, nas quais o controle via mercado não é possível, tornando-se necessário, no caso de privatização, a regulamentação rígida. Os objetivos desse setor eram: dar continuidade ao processo de privatização, através do Conselho de Desestatização; reorganizar e fortalecer os órgãos de regulação dos PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 79 monopólios naturais que fossem privatizados; e implantar contratos de gestão às empresas que não pudessem ser privatizadas”. Portanto, a questão está correta: transferir para a iniciativa privada (privatizar) era um dos objetivos do Plano Diretor da Reforma do Estado – PDRE. 241.FCC-AnalistaAdministrativoMP-AM/2013. Entre os objetivos globais do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, iniciado pelo Ministro Bresser Pereira, em 1995, e consolidado com a Emenda Constitucional no 19/1998, NÃO se inseriu a) o aumento de governança do Estado, ou seja, sua capacidade administrativa de governar com efetividade e eficiência, voltando sua ação para o atendimento do cidadão. b) a ação limitada do Estado àquelas ações que lhe são próprias, reservando, em princípio, os serviços não exclusivos para a propriedade pública não estatal. c) a transferência da União para os Estados e Municípios das ações de caráter local: só em casos de emergência cabe a ação direta da União. d) a transferência parcial da União para os Estados das ações de caráter regional, de forma a permitir maior parceria entre os Estados e a União. e) o fortalecimento do denominado Núcleo Estratégico do Estado, que corresponde aos setores onde o Estado atua simultaneamente com outras organizações públicas não estatais. Comentários Segundo Paludo (2017), “Foram definidos quatro objetivos globais para a reforma do aparelho do Estado: Aumentar a governança do Estado, ou seja, sua capacidade administrativa de governar com efetividade e eficiência, voltando a ação dos serviços do Estado para o atendimento dos cidadãos; Limitar a ação do Estado àquelas funções que lhe são próprias, reservando, em princípio, os serviços não exclusivos para a propriedade pública não estatal, e a produção de bens e serviços para o mercado, para a iniciativa privada; Transferir da União para os Estados e Municípios as ações de caráter local: só em casos de emergência cabe a ação direta da União; Transferir parcialmente da União para os Estados as ações de caráter regional, de forma a permitir maior parceria entre os Estados e a União”. Portanto, a alternativa E é falsa e a resposta da questão: no Núcleo Estratégico somenteo Estado atua; não há atuação simultânea com outras organizações públicas não estatais. Todas as demais afirmativas correspondem aos objetivos globais do Pdrae/1995. 242.QUADRIX-Administrador-CFO/2020. No que concerne à reforma da Administração Pública: As atividades exclusivas do Estado representam as atividades em que ele exerce seu poder extroverso, isto é, o poder de regulamentar, fiscalizar e fomentar. 243.FGV-AssistenteAdm-Defensoria-MT/2015. A respeito da administração pública. O modelo de administração pública gerencial pressupõe que o Estado é dividido em quatro setores: núcleo estratégico, atividades exclusivas, atividades não exclusivas e produção de bens e serviços. Indica uma atividade não exclusiva do Estado: a prestação de serviços de educação. 244.FCC-AnalistaTesouro-PI/2015. Sobre administração pública. A crise enfrentada pelo Estado nos anos 1980, decorrente tanto das constrições fiscais como das distorções que a Administração havia experimentado nas décadas anteriores, inspirou a apresentação, sob o comando do então Ministro Bresser Pereira, do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 80 Estado, que contempla, entre suas diretrizes, a publicização, baseada na transferência para organizações públicas não estatais de atividades não exclusivas de Estado. 245.FGV-Administrador-DefensoriaRO/2015. No Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado foram previstas algumas mudanças institucionais relacionadas à ação do Estado. Dentre elas, destacou-se à época a estratégia de publicização, visando à criação das Organizações Sociais que atuariam no setor do Estado denominado: Serviços Não- Exclusivos. 246.FCC-AnalistaGestão-CNMP/2015. Sobre administração pública. De acordo com o Plano Diretor da Reforma do Estado, é correto afirmar que a administração dos museus deveria ser realizada em parceria entre o setor público estatal e o setor público não-estatal. Comentários As questões tratam da nova estrutura do Estado Brasileiro, a partir da reforma de 1995. Segundo Paludo (2017), “No aparelho do Estado (Administração Pública) é possível distinguir quatro setores: 1.Núcleo Estratégico. Corresponde ao Governo, em sentido lato. É o setor que define as leis e as políticas públicas, e cobra o seu cumprimento. É o setor onde as decisões estratégicas são tomadas. Corresponde aos poderes Legislativo e Judiciário, ao Ministério Público e, no Poder Executivo, ao Presidente da República, aos ministros e aos seus auxiliares e assessores diretos, responsáveis pelo planejamento e formulação das políticas públicas; 2.Atividades Exclusivas. Corresponde ao setor em que são prestados serviços que só o Estado pode realizar. São serviços em que se exerce o poder extroverso do Estado – o poder de regulamentar, fiscalizar e fomentar; 3.Serviços Não Exclusivos. Corresponde ao setor onde o Estado atua simultaneamente com outras organizações públicas não estatais e privadas. As instituições desse setor não possuem o poder de Estado; 4.Produção de Bens e Serviços Para o Mercado. Corresponde à área de atuação das empresas. É caracterizada pelas atividades econômicas voltadas para o lucro que ainda permanecem no aparelho do Estado como, por exemplo, as do setor de infraestrutura. Estão no Estado seja porque faltou capital ao setor privado para realizar o investimento, seja porque são atividades naturalmente monopolistas, nas quais o controle via mercado não é possível, tornando-se necessário, no caso de privatização, a regulamentação rígida. Seus objetivos eram: dar continuidade ao processo de privatização, através do Conselho de Desestatização; reorganizar e fortalecer os órgãos de regulação dos monopólios naturais que fossem privatizados; e implantar contratos de gestão às empresas que não pudessem ser privatizadas”. Portanto, com resposta direta no texto acima, todas as questões estão corretas: 242 atividades exclusivas usam do poder extroverso do Estado; 243 descreve com exatidão os setores do Estado e indica a educação como atividade não exclusiva; 244e245 mencionam assertivamente que publicização é a transferência para organizações públicas não estatais, de atividades não exclusivas de Estado (mediante criação de organizações sociais); e a 246 porque os serviços não exclusivos/ setor público não estatal compreende museus (e também universidades e hospitais). 247.CEPERJ-AnalistaPlanej/Gestão-SEPLAG-RJ/2013. No tocante à Administração Pública Gerencial, pode-se argumentar que, nas suas três dimensões, a reforma gerencial avançou de maneira adequada nos seguintes níveis: A) institucional e financeiro B) administrativo e cultural PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 81 C) institucional e operacional D) administrativo e gerencial E) institucional e cultural Comentários Segundo Paludo (2017), “A estratégia da reforma do aparelho do Estado está concebida a partir de três dimensões: Dimensão institucional-legal – trata da reforma do sistema jurídico e das relações de propriedade. Essa reforma permitirá mudanças estruturais no funcionamento do aparelho do Estado, já que pressupõe a eliminação dos principais entraves no sistema jurídico-legal. Dimensão cultural – concentra-se na transição de uma cultura burocrática para uma cultura gerencial. A mudança cultural viabilizará a operacionalização da cultura gerencial centrada em resultados, através da efetiva parceria com a sociedade e da cooperação entre administradores e funcionários. Dimensão da gestão pública – pretende aperfeiçoar a administração burocrática vigente e introduzir a administração gerencial, incluindo os aspectos de modernização da estrutura organizacional e dos métodos de gestão. A reforma possibilitará concretizar novas práticas gerenciais e assim obter avanços significativos, ainda que os constrangimentos legais não sejam totalmente removidos. Ao mesmo tempo em que operam de forma complementar, essas dimensões guardam certa independência, pois também seguem estratégias próprias”. De imediato, é possível descartar as alternativas A, C e D, visto que indicam dimensão não contemplada na reforma gerencial. A dificuldade consiste em identificar se os avanços ocorrerem mais na dimensão “administrativa (gestão) e cultural” ou na dimensão “institucional e cultural”. Na dimensão institucional foram aprovadas emendas constitucionais (como a PEC 19/1998) e legislação infraconstitucional, bem como houve reestruturação e reorganização de parte da Administração Pública do Poder Executivo Federal. Na dimensão cultural houve significativa mudança no comportamento/atitude da administração pública mediante conscientização de que ela existe para atender as demandas da sociedade/cidadão, bem como intensificaram-se as parcerias com outras instituições públicas e com a iniciativa privada. Na dimensão administração/gestão, como visto no capítulo modelos de gestão, ainda hoje coexistem na administração pública o modelo patrimonialista, o burocrático e o gerencial - sendo o gerencial predominante. Portanto, a afirmativa E é a verdadeira e a resposta da questão: as informações disponíveis indicam que as dimensões institucional e cultural avançaram mais que a dimensão administrativa/gestão. Obs.: Essa questão – como tantas outras – a julgar pelos termos utilizados e a proximidade do conteúdo que escrevo – foi elaborada com base no meu livro Administração Pública. 248.CESPE-EspecialistaGestão-TELEBRAS/2015. Quanto à evolução da administração e seu papel no contexto público. Uma distinção entre as últimas reformas do setor público e as anteriores é que, agora, a ênfase está na mudança de procedimentos e não mais na reestruturação organizacional. Comentários Vimos na questão anterior que houve avanços na dimensão institucional: houve alteração no marco jurídico e houve reestruturação e reorganização de parteda Administração Pública do Poder Executivo Federal. Segundo Paludo (2020), “Percebe-se que o desafio está na dimensão Gestão; na PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 82 mudança de procedimentos e na melhoria das práticas de gestão, no sentido de expurgar práticas patrimonialistas e práticas indesejáveis da burocracia – para consolidar os procedimentos/práticas da administração gerencial, e avançar na incorporação das orientações da governança a serem transformadas em práticas de gestão”. Portanto, em harmonia com o conteúdo acima, a questão está correta: é preciso expurgar práticas patrimonialistas ainda existentes e práticas indesejáveis da burocracia – para consolidar os procedimentos/práticas da administração gerencial. Capítulo 6. GOVERNABILIDADE, GOVERNANÇA E ACCOUNTABILITY 249.FUNDEP-AnalistaAdministrativo-LagoaSanta/2019. Leia o fragmento a seguir. “A governabilidade tem na governança seu meio de atuação. Assim, uma boa governança auxilia no processo de legitimação dos governos e aumenta sua governabilidade.” PALUDO, Augustinho. Administração Pública. Elsevier: Rio de janeiro, 2013, p. 131. Em relação ao fragmento, analise as afirmativas. I. A governabilidade, como Paludo aborda, refere-se à cúpula dos governos, seja nacional, estadual ou municipal. II. A governabilidade no nível de órgão / entidade pública é decorrente do poder de governar e da legitimidade democrática do Estado-Nação. Apoia-se na imagem institucional favorável junto à sociedade e na confiança depositada pelos cidadãos e outras partes interessadas na sua atuação. III. A governança envolve o modo pelo qual o governo se organiza para prestar serviços à sociedade, a forma como realiza a gestão dos recursos públicos, a transparência ou divulgação das informações, o seu relacionamento com a sociedade civil e o modo como constrói os arranjos ou acordos institucionais necessários para a implementação das políticas públicas. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s) A) I, apenas. B) II, apenas. C) II e III, apenas. D) I, II e III. Comentários Segundo Paludo (2019), “A governabilidade acima abordada refere-se à cúpula dos governos: Nacional, Estadual e Municipal. A governabilidade em nível de Órgão/Entidade pública é decorrente do poder de governar e da legitimidade democrática do Estado/Nação. Ela apoia-se na imagem institucional favorável junto à sociedade e na confiança depositada pelos cidadãos e outras partes interessadas na sua atuação. A governança é ampla e envolve: o modo/forma pelo qual o Governo se organiza para prestar serviços à sociedade; o modo/forma de gestão dos recursos públicos; o modo/forma como divulga suas informações; o modo/forma como se relaciona com a sociedade civil; e o modo/forma como constrói os arranjos/acordos institucionais necessários à implementação das políticas públicas”. Portanto, com resposta direta no texto acima, as três afirmativas estão corretas e a Alternativa D é a resposta da questão. Obs: Essa questão 249, como dezenas de outras, cita diretamente o meu nome/trechos de meu livro Administração Pública, em 9 bancas diferentes. Se considerar a utilização PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 83 em discursivas e para manter/alterar resposta de questões, esse número é ainda maior. 250.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. Julgue o item a seguir, a respeito de governabilidade e governança: Governabilidade refere-se ao conjunto de elementos que determinam a capacidade de gestão da administração pública, baseando-se, portanto, no conceito de efetividade. 251.CESPE-Auditor-CGPI/2015. Quanto a Governabilidade e Governança. Para a administração pública, governabilidade e governança são sinônimos e se referem, como conceito, às condições e à legitimidade do governo perante a sociedade. 252.CESPE-TécnicoECT/2011. Governança e governabilidade são conceitos distintos, contudo fortemente relacionados, até mesmo, complementares. O primeiro refere-se às condições substantivas de exercício do poder e de legitimidade do Estado; o segundo representa os aspectos instrumentais do exercício do poder, ou seja, a capacidade do Estado de formular e implementar políticas públicas. Comentários Segundo Paludo (2020), “No contexto da reforma do aparelho do Estado, iniciada em 1995, constatou-se que o “problema” do Brasil estava na governança e não na governabilidade – a questão não era falta de apoio político ou popular, mas falta de capacidade técnica- operacional. Os conceitos de governabilidade e governança são indissociáveis e complementares, ou no dizer de Vinicius Araujo (2002), ‘mantêm entre si uma relação muito forte e o seu vínculo instável, dinâmico e indissolúvel’. A separação dos termos serve apenas para fins didáticos e analíticos: mas a diferenciação existe, como veremos a seguir. A governabilidade se refere às condições substantivas de exercício do poder e de legitimidade do Estado, enquanto que a governança se refere aos aspectos instrumentais do exercício do poder, ou seja, a capacidade do Estado/Administração de formular e implementar políticas públicas”. Portanto, em harmonia com o texto acima, as questões estão erradas: 250 se refere à governança; 251 governabilidade e governança não são sinônimos; 252 inverteu os conceitos de governança e governabilidade. 253.CESPE-AnalistaAdministração-MP-PA/2020. Acerca de Governabilidade e governança, analise o item a seguir: É necessário que o governo seja capaz de intermediar os interesses distintos e que haja harmonia nas relações entre os poderes políticos, se refere à governabilidade. 254.FCC-ACE-TCPI/2014. Sobre administração pública e conceitos decorrentes. A legitimidade, traduzida em apoio político e social, diz respeito a governabilidade. 255.FGV-AdministradorLegislativo-CARUARU/2015. Conceitos como governança e governabilidade passaram a ser importantes para a compreensão e o gerenciamento das novas realidades surgidas no país. A esse respeito, Governabilidade refere-se à legitimidade para exercer o poder e propor as transformações necessárias. 256.CESPE-ACE-TCU/2008. Sobre administração pública. A governabilidade diz respeito às condições sistêmicas e institucionais sob as quais se dá o exercício do poder, tais como as PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 84 características do sistema político, a forma de governo, as relações entre os poderes e o sistema de intermediação de interesses. Comentários Segundo Paludo (2017), “A governabilidade refere-se ao poder político em si, que deve ser legítimo e contar com o apoio da população e de seus representantes. No dizer de Bresser-Pereira (1998) significa capacidade política de governar, “governabilidade é uma capacidade política de governar derivada da relação de legitimidade do Estado e do seu governo com a sociedade. Para Vinicius Araújo (2002), a governabilidade “refere-se às próprias condições substantivas/materiais de exercício do poder e legitimidade do Estado e do seu governo, derivadas de sua postura diante da sociedade civil e do mercado”. Governabilidade refere-se à legitimidade, visto que se os governos não forem legitimados não haverá condições necessárias para governar. A fonte ou origem da governabilidade são os cidadãos e a cidadania organizada, os partidos políticos, as associações e demais agrupamentos representativos da sociedade. O desafio da governabilidade consiste em conciliar os muitos interesses desses atores (na maioria divergentes) e reuni-los num objetivo comum a ser perseguido por todos (ou vários objetivos comuns). Assim, a capacidade de articular-se em alianças políticas e pactos sociais constitui-se em fator crítico para viabilização dos objetivos do Estado. Essa tentativa de articulação, que a governabilidade procura, é uma forma de intermediação de interesses;entre eles inclui-se o clientelismo e o corporativismo”. Portanto, em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas: 253 intermediar interesses é governabilidade; 254 legitimidade diz respeito a governabilidade; 255 para promover mudanças o governo deve ser legítimo: assim contará com o apoio necessário na implementação dos programas/projetos e na fiscalização dos serviços públicos; 256 aborda conceito correto de governabilidade, inclusive quanto à intermediação de interesses. 257.FGV-Auditor-CGE-MA/2014. O clientelismo, o corporativismo e o neocorporativismo são meios utilizados pelos governos para obtenção de apoio, com vistas a aumentar sua legitimidade. A esse respeito, analise as afirmativas a seguir. I. O corporativismo é utilizado para remover ou neutralizar conflitos econômicos relacionados à concorrência de mercados, conflitos sociais relacionados à luta de classes e conflitos políticos relacionados a divergências partidárias. II. No neocorporativismo ou corporativismo societal as entidades privadas conquistaram o direito de participar do processo decisório. III. O clientelismo consiste em uma ação entre desiguais em que um é o patrão e os demais, clientes. Neste tipo de relação, políticos asseguram os votos dos setores pobres da população em troca de empregos e serviços. Comentários I-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “O corporativismo é utilizado para remoção ou neutralização de conflitos: econômicos, relacionados à concorrência de mercado; sociais, relacionados à luta de classes; e políticos, relacionados aos conflitos partidários”. II-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “No neocorporativismo (ou corporativismo societal) as entidades privadas que conquistam o direito de participar do processo decisório”. III-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “O clientelismo consiste numa ação entre desiguais (assimétrica) em que um é o patrão e os demais são clientes. Segundo Surama Pinto (1997), “neste tipo de relação políticos e/ou o Governo trocam com setores pobres da população votos por empregos e serviços sem a mediação de terceiros”. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 85 Obs.: Esta, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas o texto é recorte de meu livro Administração Pública (parte delas o recorte é parcial). 258.FGV-Administrador-Defensoria-MT/2015. Os princípios básicos de governança corporativa, segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC, estão listados a seguir: Transparência, Equidade, Prestação de contas e Responsabilidade corporativa. 259.ESAF-AFRF/2014. Sobre administração pública, analise: Entre as melhores práticas de governança corporativa recomendadas pelo Instituto Nacional de Governança Corporativa para a área de gestão estão a transparência, a clareza e a objetividade na prestação de contas. Comentários Segundo Paludo (2017), “Na iniciativa privada a governança corporativa representa o modo como as organizações são administradas e controladas, e como interagem com as partes interessadas - com vistas a agregar valor, melhorar sua imagem e assegurar a sustentabilidade. Inclui políticas, regulamentos/instruções, controle, processos, estratégia e cultura, e orienta-se pelos princípios da transparência, equidade, responsabilidade por resultados, cumprimento das normas e accountability. Para o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa o conselho de administração é o guardião do sistema de governança – e a governança é guardiã dos direitos das partes”. Portanto, em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas. As duas apresentam com assertividade princípios da governança corporativa do IBGC (accountability=prestação de contas). 260.IDIB-Administrador-CRM-PB/2021. Avalie o conceito a seguir e assinale a alternativa que apresenta o termo ao qual ele se refere: Capacidade técnica e financeira de governar, competência para tomar decisões e executar políticas públicas que supram as demandas da sociedade (PALUDO, 2010). A) governança B) governabilidade C) accountability D) accountability social Comentários Segundo Paludo (2020), “Governança pública é compreendida como a capacidade de governar, capacidade de decidir e implementar políticas públicas que atendam às necessidades da população, preservando o equilíbrio de poder e interesses entre governo, administração pública e sociedade/cidadãos”. Portanto, a Alternativa A é a resposta da questão, conforme texto acima. 261.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. No contexto da reforma do aparelho do Estado, iniciada em 1995, constatou-se que o “problema” do Brasil estava na governança e não na governabilidade. O texto do Pdrae (1995) menciona que o Governo brasileiro não carece de “governabilidade”, ou seja, de poder para governar, dada sua legitimidade democrática e o apoio com que conta na sociedade civil. Enfrenta, entretanto, um problema de governança (PALUDO, 2013, p 155). A respeito do conceito de governança, assinale a resposta INCORRETA: PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 86 A) Governança é a capacidade financeira e administrativa, em um sentido amplo, de um governo implementar políticas. B) Governança é a capacidade de agregar os diversos interesses, estabelecendo-se, assim, mais uma ponte entre a governança e a governabilidade. C) Governança é a capacidade do Estado de transformar em realidade, de forma eficiente e efetiva, as decisões tomadas. D) Governança é a capacidade que o Estado tem para agregar os múltiplos interesses dispersos pela sociedade e apresentar-lhes um objetivo comum a curto, médio e longo prazos. E) Governança é a capacidade de governar, capacidade de decidir e implementar políticas públicas que atendam às necessidades da população. Comentários Segundo Paludo (2019), “No contexto da reforma do aparelho do Estado, iniciada em 1995, constatou-se que o “problema” do Brasil estava na governança e não na governabilidade – a questão não era falta de apoio político ou popular, mas falta de capacidade técnica- operacional. O texto do Pdrae (1995) menciona que o Governo brasileiro não carece de “governabilidade”, ou seja, de poder para governar, dada sua legitimidade democrática e o apoio com que conta na sociedade civil. Enfrenta, entretanto, um problema de governança, na medida em que sua capacidade de implementar as políticas públicas é limitada pela rigidez e ineficiência da máquina administrativa”. Portanto, a Alternativa D está errada e é a resposta da questão: se refere a governabilidade; todas as demais referem-se a Governança como abordado em meu livro. Obs: Essa questão 260, como dezenas de outras, cita diretamente o meu nome/trechos de meu livro Administração Pública, em 9 bancas diferentes. Se considerar a utilização em discursivas e para manter/alterar resposta de questões, esse número é ainda maior. 262.FCC-AnalistaTesouro-PI/2015. Governança, na Administração pública, pode ser entendida como o braço instrumental da governabilidade, envolvendo o modo como o Governo se organiza para atender às necessidades da população. 263.FGV-AdministradorLegislativo-CARUARU/2015. Conceitos como governança e governabilidade passaram a ser importantes para a compreensão e o gerenciamento das novas realidades surgidas no país. A esse respeito, Governança reúne as condições técnicas, financeiras e gerenciais para formular e implementar políticas públicas. 264.VUNESP-AuditorCI-PMSP/2015. O conceito de governança nas organizações públicas refere-se à forma como o aparelho do Estado exerce suas funções e à qualidade do exercício do poder no atendimento às demandas dos cidadãos. 265.COPESE-AdministradorMP-TO/2013. Acerca do tema Administração Pública. Aumentar a capacidade administrativa de gerenciar com efetividade e eficiência, orientando a ação dos serviços do Estado para o atendimento ao cidadão é o que denominamosde aumento de governança. Comentários Segundo Paludo (2017), “Governança pública, no entanto, é compreendida como a capacidade de governar, capacidade de decidir e implementar políticas públicas que atendam às necessidades da população, preservando o equilíbrio de poder e interesses PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 87 entre governo, administração pública e sociedade/cidadãos. Segundo Bresser-Pereira (1998), “governança é a capacidade financeira e administrativa, em sentido amplo, de um governo implementar políticas”. Dito de outra forma, Governança pública é o exercício do poder político-administrativo pelo Governo/Administração no gerenciamento e controle da utilização dos recursos (econômicos, sociais, técnicos, infraestrutura etc) necessários à formulação e implementação de políticas públicas. A governança se refere aos aspectos instrumentais do exercício do poder, ou seja, a capacidade do Estado/Administração de formular e implementar políticas públicas. Governança relaciona-se com a competência técnica, que abrange as capacidades gerencial, financeira e técnica propriamente dita, e tem nos agentes públicos, em sentido amplo, e nos servidores públicos, em sentido estrito, a sua fonte de origem. “Existe governança em um Estado quando seu governo tem as condições financeiras e administrativas para transformar em realidade as decisões que toma”. A governança é ampla e envolve: o modo/forma pelo qual o Governo se organiza para prestar serviços à sociedade; o modo/forma de gestão dos recursos públicos; o modo/forma como divulga suas informações; o modo/forma como se relaciona com a sociedade civil; e o modo/forma como constrói os arranjos/acordos institucionais necessários à implementação das políticas públicas. Dito de outra forma, a governança envolve estruturas, funções e atividades político-administrativas, sociais e legais, para assegurar que os resultados sejam alcançados e atendam as partes interessadas, especialmente os cidadãos”. Portanto, em harmonia com o texto acima, todas as questões estão corretas: 262 (governança é instrumental e envolve o modo como o Governo se organiza para atender às necessidades da população); 263 (Governança compreende as condições técnicas, financeiras e gerenciais para formular e implementar políticas públicas); 264 ( governança é forma como o aparelho do Estado (administração) exerce suas funções para atender demandas dos cidadãos); e 265 (aumentar a capacidade administrativa pública significa aumentar a governança). 266.FGV-AdministradorPGE-RO/2015. A distinção entre os conceitos de governança pública e governabilidade são fundamentais para compreender o quadro atual da gestão pública brasileira. Desse modo, considerando-se que atualmente as políticas públicas são implementadas em rede, entende-se governança pública como: padrões de articulação e cooperação entre atores públicos e privados e arranjos institucionais que coordenam transações dentro e através das fronteiras do sistema econômico. 267.VUNESP-AnalistaPPeGestão-PMSP/2015. A adoção do modelo de governança tem sido identificada em vários países ocidentais nos últimos anos. A respeito desse modelo, é correto afirmar que governança é a gestão compartilhada e interinstitucional que envolve o setor público, o setor produtivo e o terceiro setor. Comentários Segundo Paludo (2017), “Um novo termo surgiu nesse contexto: é a nova governança pública – que inclui a participação do mercado e da sociedade civil nas decisões –, o que dificulta ainda mais a distinção dos termos governança versus governabilidade. A nova governança seria uma espécie de “ponte” entre os interesses do mercado e da sociedade civil e a governabilidade. Palavras como alianças, acordos, parcerias e cooperação (entre governo, mercado e sociedade) surgem fortes nesse novo conceito. A nova governança contempla a possibilidade de múltiplas participações e parcerias PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 88 intra e interorganizacionais na tomada de decisão e na implementação/controle das políticas públicas, gerando corresponsabilidade. Outro termo recente é a governança eletrônica/digital, que abrange o termo Governo Eletrônico, sendo este um dos meios para efetivação dessa governança. Governança eletrônica refere-se à capacidade dos governos utilizarem as tecnologias de informação e comunicação para – com a participação dos cidadãos – definir e implementar políticas públicas com mais eficiência e efetividade. Pode ser vista como uma evolução do Governo Eletrônico, focando maior participação dos cidadãos no meio público. A governança eletrônica/digital utiliza a forma de “redes”, que permitem mais participação dos cidadãos no meio público, assim como na luta pela solução e atendimento de demandas locais”. Portanto, as duas questões estão corretas. A 266, políticas públicas são implementadas em rede e governança pública compreende articulação e cooperação entre atores públicos e privados em geral; a 267, a nova governança é uma gestão compartilhada entre setor público, privado e terceiro setor. 268.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Com relação a governança, governabilidade e accountability, julgue o item: Accountability refere-se aos mecanismos disponíveis para a prestação de contas das ações realizadas em nome de políticas públicas. 269.CESPE-AnalistaAdministração-MP-PA/2020. Acerca de governabilidade e accountability, analise a afirmativa: A prestação de contas de maneira transparente e a responsabilização de agentes públicos por improbidade administrativa são atos inerentes à gestão pública e se referem a accountability. 270.QUADRIX-ADMINISTRADOR-CFO/2020. No que concerne ao accountability na Administração Pública: A accountability pode ser compreendida como a possibilidade de responsabilização dos maus gestores por atos praticados com inobservância da legislação ou do interesse público. 271.FGV-AdministradorLegislativo-CARUARU/2015. O termo accountability tem sido relacionado à prestação de contas de uma maneira geral e, às vezes, apenas contábil e financeira. No conceito formal de accountability, entretanto, o ato de um agente público prestar contas a outros atores, formal e legalmente, apresenta-se nas seguintes dimensões: transparência, responsividade e coerção. 272.CESPE-ACI-Administrador-TCE-SC/2016. Acerca da transparência na administração pública. Na administração pública, o termo accountability inclui a obrigação de os agentes públicos prestarem contas, a utilização de boas práticas de gestão e a responsabilização pelos atos e resultados decorrentes da utilização de recursos públicos. 273.VUNESP-AuditorCI-PMSP/2015. Uma ideia de accountability, comumente aceita e genérica, é a que se refere ao controle e à fiscalização dos agentes públicos que têm a obrigação de prestar contas sobre o uso adequado dos recursos e o cumprimento de suas promessas. Comentários Segundo Paludo (2020), “A noção de accountability encontra-se relacionada com o uso do poder e dos recursos públicos, em que o titular da coisa pública é o cidadão, e não os políticos eleitos. Nas experiências de accountability quase sempre “estão presentes três PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 89 dimensões: informação, justificação e punição”. Essas dimensões podem ser vistas como diferentes modos para se evitar e corrigir abusos cometidos por governos, políticos e gestores públicos, “obrigando que seu exercício seja transparente; obrigando que os atos praticados sejam justificados; e sujeitando o poder à ameaça de sofrer sanções” (Schleder, apud Ana Mota, 2006). O conceito de accountability pressupõe duas partes: uma que delega a responsabilidade e a outra que é responsável por gerir os recursos. Concomitantemente, cria-se a obrigação de prestação de contas por parte de quem administraos recursos, que deverá demonstrar por meio dos resultados obtidos o bom uso desses recursos. Accountability pode ser entendido como a ‘capacidade do sistema político de prestar contas de suas promessas aos cidadãos’. Em auditoria, accountability é “a obrigação de responder por uma responsabilidade outorgada”. Isso inclui o lado que delega responsabilidade e o lado que presta contas pelos recursos utilizados. Accountability inclui a obrigação de prestar contas, a utilização de boas práticas de gestão e a responsabilização pelos atos e resultados decorrentes da utilização dos recursos públicos. Outro termo utilizado nesse contexto é a ‘responsividade’, em que os governantes responsivos obedecem aos desejos ou às determinações dos cidadãos (o que os levaria a adotar políticas para atender a esses desejos). Os governos são responsivos “quando promovem os interesses dos cidadãos, adotando políticas escolhidas pelos cidadãos” (Araújo; Gomes, 2006). A responsividade não é um termo autônomo, ela se vincula ao termo accountability, como um de seus elementos, assim como a responsabilidade”. Portanto, em harmonia com o texto acima, todas as questões estão corretas: 268e269 prestação de contas é accountability; 270 responsabilização faz parte da accountability; 271 (accountability inclui três dimensões: informação/transparência, justificação/responsividade e punição/coerção); 272 resposta direta no texto; 273 (accountability refere-se à obrigação de prestar contas do uso dos recursos e das promessas). Obs.: A questão 272, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas é recorte de texto de meu livro Administração Pública. 274.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Com relação a governança, governabilidade e accountability, julgue o item: O controle da atividade dos políticos e dos governos exercida pelos cidadãos por meio de voto constitui um mecanismo de accountability horizontal. 275.FGV-Administrador-DefensoriaRJ/2020. A existência de eleições livres e justas é um dos elementos essenciais para a democracia de um país. É por meio delas que o povo adquire o poder de expressar sua satisfação ou insatisfação com a atuação de seus governantes e as políticas públicas executadas. Nesse sentido, o mecanismo representado pelo voto, por meio do qual a população exerce controle sobre os seus governantes, é conhecido como accountability vertical. 276.FCC-Auditor-MP-Paraíba/2015. Sobre accountability e formas de controle, é correto afirmar: A accountability horizontal é exercida por meio dos controles mútuos entre os Poderes e da atuação de órgãos autônomos. 277.FGV-AdministradorLegislativo-CARUARU/2015. Com relação aos processos de accountability: Accountability vertical refere-se à prestação de contas do governo para a sociedade. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 90 278.VUNESP-AnalistaPPeGestão-PMSP/2015. É correto afirmar que a accountability pode ser vista de forma bidimensional, sendo que a accountability vertical pressupõe uma ação entre desiguais, enquanto a accountability horizontal é a relação entre os iguais e, portanto, dos checks and balances. Comentários Segundo Paludo (2020), “O accountability legal é obrigação que decorre das normas jurídicas vigentes. Na literatura há menção a três tipos de accountability: o horizontal e o vertical, estabelecidos por Guillermo O’donnel, e o societal. O accountability horizontal ocorre através da mútua fiscalização e controle existente entre os poderes (os freios e contrapesos), ou entre os órgãos, por meio dos Tribunais de Contas ou Controladorias Gerais e agências fiscalizadoras – pressupõe uma ação entre iguais ou autônomos. A ação entre iguais ocorre entre os poderes (freios e contrapesos) e a ação entre autônomos se dá mediante as agências e órgãos (dos poderes ou independentes). O accountability vertical ocorre quando os cidadãos controlam os políticos e governos por meio de plebiscito, referendo e voto, ou mediante o exercício do controle social – pressupõe uma ação entre desiguais. O accountability vertical tem caráter político e pode ser considerado um mecanismo de soberania popular, incidindo sobre os atos dos políticos e demais agentes públicos. Os principais mecanismos/instrumentos são o voto e a ação popular. Para O’donel apud Ana Mota (2006), accountability vertical são “os mecanismos institucionais que possibilitam ao cidadão e à sociedade civil exigir a prestação de contas pelos agentes públicos, sendo as eleições livres e justas o principal”. O terceiro tipo é o accountability social (ou societal), que não está ligado ao cidadão e ao voto, mas às diversas entidades sociais como associações, sindicatos, ONGs, mídia etc., que investigam e denunciam abusos cometidos, e cobram responsabilização. É uma espécie de controle social realizado pela sociedade civil, que procura alcançar também os burocratas gestores, e não somente políticos ou governos. O accountability societal é incapaz de aplicar sanções contra os agentes públicos em casos de transgressões, pois não possui competência/poder legal para isso; e pressupõe a existência de liberdade de expressão para denunciar os erros/falhas dos governos e gestores públicos”. Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão 274 está errada: controle pelos cidadãos é accountability vertical; e as demais estão corretas: 275 refere-se a accountability vertical; 276 o horizontal utiliza controles mútuos entre os Poderes e órgãos autônomos; 277 prestar contas à sociedade é accountability vertical; 278 accountability vertical ocorre entre desiguais e o accountability horizontal entre iguais (checks and balances=freios e contrapesos). 279.FGV-AgenteFiscalização-TC-SP/2015. Há autores que afirmam que o exercício do Accountability não é fácil e apontam um conjunto de desafios para o seu pleno desenvolvimento no Brasil, dentre eles: mudanças quanto à celeridade dos processos, principalmente, envolvendo os casos de corrupção nas diferentes esferas. 280.AugustinhoPaludo/2020. Quanto ao termo accountability. Embora constatados avanços, o Brasil ainda é caracterizado como um país onde há uma fraca accountability. Comentários PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 91 Segundo Paludo (2017), “Os autores consideram que no Brasil existe “uma situação de fraca accountability”. O resultado vem de uma baixa pressão por transparência e prestação de contas pela sociedade, aliada ao “insulamento” dos governos em relação à sociedade civil. Danielle Fiabane (2001) destaca o desafio de substituir valores tradicionais como o patrimonialismo e o clientelismo pelos valores sociais emergentes, e vê no controle social organizado uma forma de melhorar o accountability no Brasil, pressionando os governos e gestores públicos a prestarem contas de suas decisões/ações com responsividade”. Podemos citar como motivos pela não punição: a elaboração de leis/normas que deixam “brechas” para afastar/minimizar a punibilidade; a morosidade dos processos judiciais, principalmente quando se trata de casos de corrupção envolvendo políticos e altas autoridades; a corrupção que adentrou Tribunais de Contas e Tribunais Judiciários de todo o Brasil”. Portanto, as duas questões estão corretas. A 279 indica a falta de celeridade processual; e a 280 indica a fraca accountability no Brasil: ausência de responsabilização/punição pela má utilização dos recursos. Capítulo 7. TI, SI, GESTÃO DO CONHECIMENTO, GOVERNO ELETRÔNICO E TRANSPARÊNCIA 281.FCC-ACE-TC-CE/2015. Sobre a adoção e a trajetória das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) no setor público brasileiro, é correto afirmar que a adoção mais disseminada das TICs está associada a um processo de modernização da gestão pública. Comentários Segundo Paludo (2017), “A Tecnologia da Informação pode ser definida como o conjunto de todas as atividades e soluçõesprovidas por recursos de computação; designa o conjunto de recursos tecnológicos e computacionais para geração e uso da informação. Na verdade, as aplicações de TI são tantas, e estão ligadas às mais diversas áreas, que nenhuma definição consegue designá-la por completo ... No contexto do Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado (1995) já foram abordadas questões relacionadas ao uso de TI. Tratava-se de Sistemas de Gestão Pública capazes de oferecer transparência às ações governamentais; disponibilizar informações aos gestores para a tomada de decisão; e facilitar o acesso dos cidadãos a essas informações. O uso das TIC ajudaram a modernizar o Estado e as formas de prestação de serviços, de informações e de interação com o cidadão e a sociedade”. Portanto, a questão está correta, a trajetória das TI’s demonstraram sua importância e utilização estratégica – que ajudaram a modernizar a administração pública. 282.FCC-AnalistaPrev-MANAUSPREV/2015. Em relação aos custos e benefícios da Tecnologia da Informação−TI e dos Sistemas de Informação −SIs nas organizações, analise I. organizações podem utilizar, estrategicamente, os SIs ou utilizar a TI apenas como um suporte eficiente nas operações diárias. Mas, uma empresa que enfatiza os usos estratégicos da TI pode utilizá-la como um diferenciador competitivo. II. uma organização alcança um melhor retorno de investimentos (ROI) em TI, quando opta pela implantação de SIs de apoio à decisão, já que todos os grandes investimentos nestes tipos de SIs têm retorno garantido. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 92 III. a TI tem um papel estratégico nas organizações ao desenvolver produtos, serviços e capacidades que reduzam alguma desvantagem ou confiram vantagem competitiva. Apesar de ser uma área crítica, há organizações que optam pela terceirização de atividades de TI, visando a redução de custos. IV. a TI está redefinindo os fundamentos dos negócios. Atendimento ao cliente, operações, estratégias de produto, de marketing e de distribuição dependem muito, ou até totalmente, dos SIs. A TI e seus custos são parte integrante dos investimentos das empresas. Comentários I-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “Do operacional ao estratégico, a Tecnologia de Informação tornou-se um poderoso instrumento para a obtenção de vantagem competitiva, sendo também facilitadora no processo de adaptação das organizações às mudanças ocorridas no ambiente”. II-Falsa. Nenhum investimento tem retorno garantido: são tantas as variáveis que não há como ter segurança absoluta quanto ao retorno esperado. Basta pensar o Brasil em 2015: quem esperava tamanha recessão? Certamente a recessão ocasionou o fracasso de muitos investimentos (inclusive de TI). III-Verdadeira. “As TI são utilizadas em larga escala nas organizações, tanto no nível operacional quanto no nível estratégico” (Paludo, 2017). Quanto a terceirização: aplica-se a atividades acessórias; e é um fenômeno mundial utilizado para a redução de custos nas empresas. IV-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “Dado o seu potencial inovador e facilitador, as TI’s logo passaram a ocupar um papel estratégico, permitindo redesenhar processos produtivos, criar novos produtos e relacionar-se em rede com clientes e fornecedores, e também com outras organizações, de forma colaborativa. Quem souber reconhecer a importância da TI, gerenciá-la adequadamente e utilizá-la corretamente, disporá de um poderoso instrumento, de um diferencial competitivo”. Sim, os custos de TI integram os investimentos das empresas. 283.CESPE-AnalistaPlanejamento-INCA/2010. Sobre administração. Sistemas de informação transformam dados brutos em informações úteis por meio de três atividades básicas: entrada, processamento e saída. 284.VUNESP-AnalistaRH-Itatiba/2015. A partir de um processo de transformação de dados em informações, utilizando-se geralmente da tecnologia da informação, tem-se o SIG-Sistema de Informações Gerenciais. O SIG é voltado para a geração de elementos necessários para o processo decisório da empresa. Comentários Segundo Paludo (2017), “Os Sistemas de Informação abrangem o estudo e o desenvolvimento de modelos, técnicas e ferramentas computacionais para auxiliar pessoas e organizações a utilizarem as informações de forma eficiente: eles transformam dados em informações úteis mediante três atividades básicas: entrada, processamento e saída. Sistemas de informação são um “conjunto de componentes inter-relacionados”, utilizados para coletar, processar, armazenar e distribuir a informação. Independente de qual seja o Sistema de Informação, ele apresenta duas finalidades principais: dar suporte à tomada de decisões; e dar suporte ao controle de uma organização”. Portanto, em harmonia com o texto acima, as duas questões estão corretas. Trazem conceitos e características diretas acerca dos Sistemas de Informação. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 93 285.FMP-AnalistaCE-PGJ-AC/2013. Sobre administração. Em relação à Tecnologia da Informação (TI), que dá suporte aos processos organizacionais, o sistema que trabalha em um nível mais elevado porque prioriza as informações e não os dados é chamado de Sistema de Informações Executivas (SIE). Comentários Segundo Paludo (2017), “A importância e a evolução dos SI estão diretamente relacionados ao crescimento das TI. O sucesso de um Sistema de Informação em uma organização depende de Tecnologia da Informação apropriada, das pessoas que irão utilizá-la e da qualidade da informação produzida. No contexto organizacional, eles apoiam os processos de negócio, as operações, a tomada de decisões e o gerenciamento de estratégias competitivas. Existem dezenas de sistemas de informação ... Sistema de Informação Executiva utilizados pela alta administração como suporte as decisões estratégicas da empresa, realizam análises, destacam aspectos importantes e fornecem informações avançadas (internas e externas)”. Portanto, a questão está correta em todos os aspectos abordados. 286.FCC-AnalistaPrev-MANAUSPREV/2015. Sobre os sistemas de informação, considere: I. Os sistemas de suporte às operações enfatizam a produção de resultados específicos de informação que podem ser usados pelos gerentes, tornando desnecessário o processamento adicional pelos sistemas de informação gerencial. II. Os sistemas de processamento de transação consistem em um tipo de suporte às operações capazes de processar transações de lote e em tempo real. Um sistema de Ponto De Venda − PDV, por exemplo, pode transmitir dados em tempo real ou à noite (em lote). III. Os sistemas de informação gerencial fornecem fácil acesso às análises do desempenho do negócio, às ações dos concorrentes e ao desenvolvimento econômico para apoiar o planejamento estratégico. Os sistemas de informação executiva incluem os sistemas de relatórios e análise de vendas, desempenho da produção e tendências de custo. IV. Os sistemas de gestão de conhecimento, os sistemas funcionais de negócios, os sistemas de informação estratégica e os sistemas especialistas também constituem-se em outras categorias de sistemas de informação. Comentários Segundo Paludo (2015), “Existem dezenas de sistemas de informação. 1.Sistemas de Apoio/Suporte às Operações servem de base para os demais sistemas: processam transações, controlam processos, atualizam dados e fornecem algumas informações básicas. Nesse conceito inclui-se o Sistema de Processamento de Transações, utilizados em nível operacional para executar transações, registrar e transmitir dados das atividades diárias rotineiras (folha de pagamento, controle de estoque etc); 2.Sistemas de Apoio Gerencial: fornecem informações para a tomada de decisão em geral. Nesse conceito inclui-se: Sistema de Apoio à Decisão, utilizados por gerentes para manipular banco de dados e obter informações para tomar decisõese resolver problemas organizacionais; Sistema de Informação Gerencial também destinados a gerentes e diretores, fornece informações para o planejamento, monitoramento e controle das funções da empresa, e projeções de futuro; Sistema de Informação Executiva utilizados pela alta administração como suporteàs decisões estratégicas da empresa, realizam análises, destacam aspectos importantes e fornecem informações avançadas (internas e externas)”. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 94 I. Falsa. Conforme texto acima, sistemas de suporte às operações só apoiam as atividades do dia-a-dia e fornecem informações básicas; portanto é necessário sistema adicional de informação gerencial. II. Verdadeira. Conforme texto acima, sistemas de processamento de transação servem para registrar operações diárias e transmitir os dados em tempo real. III. Falsa. Os sistemas de informação executiva são utilizados pela alta administração como suporte as decisões estratégicas da empresa. Relatórios de vendas, produção e custo fazem parte do sistema de apoio à decisão e sistema de informação gerencial. IV. Verdadeira. Conforme texto acima: existem dezenas de sistemas de informação, divididos em diversas categorias. 287.FCC-AnalistaGestão-CNMP/2015. Sobre administração e TI. Os Sistemas de Informação são construídos com Dados, Informação, Conhecimento e Inteligência. 288.CESPE-Administrador-SPG-DF/2009. Sobre administração. A respeito de dado, informação e conhecimento. Sabedoria, conhecimento, informação e dados são conceitos distintos. 289.FADESP-Administrador-COREN-PA/2013. Sobre administração. Nos Sistemas de Informação, dados são correspondências de um atributo, característica ou propriedade que, sozinho, não tem significado. 290.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Com relação a dado, informação, conhecimento e inteligência: Um dado que está inserido em um contexto pode ser denominado de informação. Comentários Segundo Paludo (2020), “Um dado representa menos que informação, e conhecimento representa mais que informação. Espartaco Coelho (2004), citando Drucker, afirma que “dados nada dizem sobre a própria importância ou relevância. Porém, os dados são importantes para as organizações - em grande medida, porque são matéria-prima essencial para a criação de informação”. A informação é a ponte entre os dados brutos e o conhecimento que a informação é capaz de gerar. O conhecimento constrói-se a partir das informações, acrescentando-se a ação racional humana. É essa ação humana que transforma a informação em conhecimento. Conhecimento é uma informação útil, possível de ser utilizada nas organizações para resolver problemas ou realizar melhoramentos, ou, ainda, para amparar decisões ou construir algo completamente novo. Em síntese: Uma palavra/número só é um dado; um dado agregado a algo/alguém (ou um conjunto de dados organizados) é uma informação; uma informação útil, passível de ser utilizada para algum fim, denomina-se conhecimento”. Portanto, em harmonia com o texto acima, todas as questões estão corretas. A 287 descreve os quatro itens de maneira precisa: dados, informação, inteligência (ação racional) e conhecimento; a 288 porque afirma que os conceitos são diferentes; a 289 porque dados sozinhos não têm significado: eles são insumos para construir a informação; e a 290 dado inserido num contexto é informação. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 95 291.FGV.AdministradorFlorianópolis/2014. Acerca da gestão. A gestão do conhecimento apoia-se em um conjunto de processos relativos à geração, organização, desenvolvimento e distribuição de conteúdos relevantes a serem disponibilizados. 292.FCC-ACE-TCGO/2014. Acerca da gestão. Segundo Thomas Davenport, é correto afirmar que a gestão do conhecimento é altamente política. Comentários Segundo Paludo (2017), “Gestão do conhecimento refere-se ao modo como é gerenciado o conhecimento dentro das organizações – o modo de aprender, de trabalhar, de produzir e de consumir –, além de ser um meio para garantir que todos tenham acesso às informações e aos conhecimentos de que necessitam. A gestão do conhecimento é mais ampla que a gestão da informação. Ela envolve a gestão da informação, novas práticas de gestão de RH e a mudança organizacional, além da criação e incorporação do conhecimento aos produtos, serviços e sistemas”. Portanto, as questões estão corretas. A 291 traz um conceito coerente da gestão do conhecimento; a 292 afirma que adotar a gestão do conhecimento é decisão política: claro! envolve a gestão da informação, novas práticas de RH e mudança organizacional, além da criação e incorporação do conhecimento aos produtos, serviços e sistemas; ou seja, muda toda a empresa – portanto depende de decisão política para fazer ou não fazer. 293.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. Sobre o processo conhecido por espiral do conhecimento, responsável pela gestão do conhecimento em uma organização, analise a afirmativa: Afirma que o conhecimento explícito pode ser compartilhado por meio de manuais ou documentos, possibilitando sua internalização pelos funcionários da organização. 294.ESAF-AFRF/2014. Analise o item a seguir: Na criação do conhecimento, o conhecimento tácito é pessoal, difícil de formalizar e comunicar. Já o conhecimento explícito refere-se ao que pode ser transmitido na linguagem formal. 295.CESPE-AnalistaAdmPública-TCDF/2014. Relativo ao conhecimento. O conhecimento tácito é fruto de aprendizado e experiência devida e é disseminado de maneira formalizada e declarada por meio de artigos e livros. Comentários Segundo Paludo (2017), “Necessário se faz diferenciar dois tipos de conhecimento: o tácito e o explícito – que são complementares. O tácito é um conhecimento pessoal, subjetivo, não codificado, adquirido pela pessoa após o desempenho continuado de determinada atividade; o explícito corresponde ao conhecimento formal, codificado, que pode ser comunicado ou difundido”. Portanto, em harmonia com o texto acima, as questões 293e294 estão corretas e integralmente coerentes com o texto acima; e a questão 295 está errada: o conhecimento tácito não é disseminado de modo formalizado, mas mediante observação, imitação e prática. 296.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. De acordo com Nonaka e Takeuchi (1995), “os conhecimentos nas organizações devem ser gerenciados de forma articulada e cíclica. Esse processo denomina-se espiral do conhecimento”. Corresponde aos quatro PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 96 passos necessários para completar a espiral do conhecimento, segundo Nonaka e Takeuchi. Socialização – Externalização – Combinação – Internalização. 297.FGV.AdministradorFlorianópolis/2014. Uma empresa iniciou seu processo de gestão do conhecimento. Uma das primeiras iniciativas foi levantar, junto aos operadores de máquinas de produção, os procedimentos adotados em caso de pane do maquinário – pois não havia padrões definidos e as soluções para essas situações eram criadas “na hora do problema” pelos operadores mais antigos, muito experientes. A partir desse levantamento, foram elaborados manuais com os procedimentos que seriam, posteriormente, transmitidos em treinamentos para novos operadores. Esse processo representou transformação de conhecimento tácito em conhecimento explícito. 298.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Analise a afirmativa a seguir acerca da gestão do conhecimento: Na criação do conhecimento, o modo de conversão do conhecimento em que se dá a internalização é o momento em que ocorre o aprendizado e a aquisição do novo conhecimento tácito na prática. 299.FCC-AFR-RJ/2014. Na busca de construir uma Gestão do Conhecimento, uma empresa pratica Brainstorming aberto para resolver problemas de elevada complexidade. Segundo Nonaka e Takeuchiessa prática é um exemplo de internalização, que converte o conhecimento explícito em conhecimento tácito. Comentários Segundo Paludo (2017), “O processo de criação do conhecimento organizacional necessita da interação entre esses dois conhecimentos: o tácito e o explícito. Segundo Nonaka e Takeuchi (1997), a criação do conhecimento pode ocorrer de quatro modos diferentes: Socialização: trabalha-se o compartilhamento de experiências pessoais. Quem detém o conhecimento realiza a atividade e os interessados aprendem através da observação, da imitação e da prática; Externalização: trabalha-se a conversão do conhecimento tácito em conhecimento explícito, utilizando-se de metáforas, conceitos, hipóteses, analogias etc. Constitui-se em fator crítico na criação do conhecimento, pois o torna formal. O conhecimento é registrado através de palavras/números e facilmente transmissível; Combinação: trabalha-se a conversão de conhecimento explícito em conhecimento explícito: um ou vários conhecimentos explícitos. Pode ocorrer através de indivíduos, documentos, reuniões, redes etc. Em regra, envolve períodos de treinamento para aquisição desses conhecimentos; Internalização: trabalha-se a conversão do conhecimento explícito em tácito, o que envolve efetivamente o fazer: “aprender fazendo”. Em regra, origina-se de outras formas de aquisição de conhecimentos, e necessita de manuais, diagramas, documentos etc., ou de demonstrações reais para ser internalizado”. Portanto, com resposta direta no texto acima, as questões estão corretas: a 296 indica os quatro processos e as 297a299 apresentam exemplos assertivos de criação de conhecimento. 300.ESAF-Analista-ANAC/2016. Assinale a opção correta. a) A criação do conhecimento organizacional é uma interação contínua e dinâmica entre os gestores da organização. b) A criação do conhecimento organizacional é uma interação contínua e dinâmica entre conhecimento tácito e conhecimento explícito. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 97 c) A criação do conhecimento empírico é uma interação contínua e dinâmica entre operadores de natureza tácita e operadores de natureza explícita. d) A atualização do conhecimento organizacional é uma interação contínua e dinâmica entre agentes tácitos e explícitos. e) A criação do conhecimento organizacional é uma interação formal e informal entre gestores de natureza tácita e gestores de natureza explícita. Comentários Segundo Paludo (2017), “O processo de criação do conhecimento organizacional necessita da interação entre esses dois conhecimentos: o tácito e o explícito. A interação contínua e dinâmica entre o conhecimento tácito e o conhecimento explícito; a internalização e socialização dos conhecimentos - capaz de criar novos conhecimentos - foi representada graficamente por Nonaka e Takeuchi e denominada a espiral do conhecimento”. Portanto, de forma inequívoca, a alternativa B é a verdadeira e a resposta da questão. Obs.: Esta questão, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas é recorte parcial de texto de meu livro Administração Pública. 301.FCC-AnalistaAdm-TRE-RR/2015. Acerca da gestão e TI. Nonaka e Takeuchi (1995) afirmam que os conhecimentos nas organizações devem ser gerenciados de forma articulada e cíclica. Esse processo denomina-se Espiral do Conhecimento. Comentários Segundo Paludo(2017), “A interação contínua e dinâmica entre o conhecimento tácito e o conhecimento explícito; a internalização e socialização dos conhecimentos - capaz de criar novos conhecimentos - foi representada graficamente por Nonaka e Takeuchi e denominada ‘a espiral do conhecimento’. Esse processo pode ocorrer na própria organização ou entre organizações diferentes que atuam de forma compartilhada”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. Governo Eletrônico 302.FCC-ACE-TCPI/2014. Sobre Governo Eletrônico. A Lei Complementar nº 101/2000 estabelece, em seu artigo 48, que os meios eletrônicos são, dentre outros, instrumentos da transparência na gestão fiscal. Nesse sentido, é correto afirmar que o Governo Eletrônico pode ser definido como o programa governamental direcionado à disponibilização de informações e serviços à sociedade através de novos canais de relacionamento entre governo e cidadãos, utilizando-se, para isto, de recursos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). 303.VUNESP-AnalistaPPeGestão-PMSP/2015. Acerca do Governo Eletrônico. Governo aberto é entendido como conjunto de ações articuladas de transparência, participação, inovação e integridade nas políticas públicas e incentiva investimento em tecnologia para promover participação, consulta a informações e acesso a serviços. 304.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. A respeito do governo eletrônico, julgue o item: Segundo a Estratégia de Governança Digital do governo federal, serviço público digital é o serviço público cuja prestação ocorre por meio eletrônico, sem necessidade de atendimento presencial. Comentários PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 98 Segundo Paludo (2017), “O Governo Eletrônico (ou Governo Digital) procura construir um elo entre o operacional e o estratégico, assim como busca novas formas de relacionamento com a sociedade: Governo Eletrônico é um instrumento para melhorar os serviços públicos e o relacionamento com a sociedade, mediante a utilização das tecnologias da informação e comunicação. Assim, podemos definir Governo Eletrônico – GE como as ações de governo direcionadas a disponibilizar informações e serviços à sociedade e novos canais de relacionamento direto entre governo e cidadãos, mediante o uso de recursos da Tecnologia da Informação e Comunicação, em especial a internet. O GE utiliza essas tecnologias para disponibilizar uma gama de informações e melhorar os serviços oferecidos ao cidadão. Para a OCDE (2003), “Governo Eletrônico é definido como o uso das TIC, em particular a internet, como ferramenta para levar a um melhor governo”. Portanto, em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas. A 302 traz o conceito de governo eletrônico que utilizo; a 303 contém uma série de características típicas do governo eletrônico/governo aberto; a 304 serviço digital/eletrônico não precisa de atendimento presencial: é prestado por meio eletrônico. Obs.: A questão 302, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas tem recorte de texto de meu livro Administração Pública (recorte parcial). 305.FCC-Administrador-DefensoriaSP/2015. Em relação ao fortalecimento do governo eletrônico e à adoção das Tecnologias de Informação e Comunicação − TICs na Administração pública brasileira, é correto afirmar: A) Na década de 1990, iniciou-se um processo de melhoria da gestão interna e aumento da eficiência dos processos administrativos e financeiros por meio das TICs. B) Nos anos 2000, iniciou-se um processo de uso das TICs para o apoio na prestação de serviços. C) Na década de 1980, a entrega de alguns serviços passou a ser via internet. D) Até a década de 1990, as TICs ainda não tinham sido adotadas. E) No final da década de 1990, a entrega de serviços via internet passou a ser disponibilizada. Comentários Segundo Paludo (2017), “O termo Governo Eletrônico começou a ser utilizado por volta dos anos 1980, após a disseminação do e-commerce pelas empresas privadas, sempre associado às Tecnologias da Informação e Comunicação –TIC. Num momento mais atual, artigos têm abordado “fases” da evolução em relação ao uso das TIC no setor público brasileiro. Nesse sentido, Eduardo Diniz et al. (2009), citando Reinhard e Dias, aborda quatro grandes períodos: “pioneirismo (dos anos 1950 até meados dos anos 1960); centralização (de meados dos anos 1960 até o final dos anos 1970); terceirização (anos 1980); e governo eletrônico propriamente dito (a partir dosindicadores: Eficácia é um conceito que implica no alcance dos objetivos independentemente dos custos envolvidos. Comentários Segundo Paludo (2020), “Eficácia: é o grau de alcance das metas (ou objetivos de curto prazo), é uma medida de resultados utilizada para avaliar o desempenho da administração. Demonstra a capacidade de entregar bens/serviços imediatos. A eficácia não considera custos”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, na questão 11 a Alternativa B é a resposta: meta é eficácia; e as questões 12a14 estão corretas: todas apresentam com assertividade o conceito/característica de eficácia. 15.FGV-Administrador-DefensoriaRO/2015. Na construção do mapa de indicadores de gestão de um programa público, o dirigente solicitou à equipe que fossem incluídos indicadores capazes de mensurar as consequências e os impactos da ação para o público- alvo e a sociedade. Nesse sentido, o dirigente estava referindo-se aos indicadores de efetividade. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 12 16.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Acerca da avaliação e mensuração do desempenho governamental, analise: Efetividade demonstra se os impactos gerados pelos produtos ou serviços prestados pelas organizações atendem às necessidades e expectativas da sociedade. Comentários Segundo Paludo (2017), “Efetividade: é o impacto final das ações, é o grau de satisfação das necessidades e dos desejos da sociedade com os serviços prestados pela instituição. A efetividade vai além das entregas imediatas (metas/objetivos) e analisa a transformação causada pela execução das ações”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas: refletem com assertividade o conceito de efetividade. 17.FCC-AnalistaJudiciário-TRF3/2019. O conceito de desenvolvimento sustentável, tal como tratado no Relatório Brundtland, elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento criada pela Assembleia das Nações Unidas em 1983, predica que A) o modelo ecologicamente sustentável não se compatibiliza com desenvolvimento econômico, cabendo uma escolha ética pelo primeiro por parte das futuras gerações. B) os recursos naturais são finitos e toda forma de desenvolvimento que utilize esses insumos deve ser tida como deletéria. C) o desenvolvimento pressupõe degradação, daí porque os países mais desenvolvidos devem ser taxados e a receita revertida para países que optaram por preservar sua biodiversidade. D) se deve adequar, compulsoriamente, a velocidade das mudanças tecnológicas à capacidade de absorção pelo ecossistema dos impactos correspondentes. E) se deve satisfazer as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades. 18.FUNDEP-Fiscal-Tributos-BarãoCocais-MG/2020. A recessão trouxe maior consciência em relação ao consumo, mas não é a única explicação para o avanço da onda minimalista. À medida que cresce uma nova geração – mais preocupada com o meio ambiente e mais ligada ao uso do que à aquisição – o conceito também cresce. [...] afetou a geração mais nova que, alterando seus hábitos de consumo, valoriza a sustentabilidade. Comentários Segundo Paludo (2020), “A sustentabilidade envolve o equilíbrio nas ações e na busca de resultados, de forma que atendam às necessidades das partes e, ao mesmo tempo, preservem os recursos naturais para as próximas gerações (o uso de recursos não pode superar sua capacidade de renovação, respeitando a diversidade de vida no planeta). A sustentabilidade inclui as dimensões econômica, social e ambiental. Para o CNJ, o desenvolvimento sustentável deve ser ecologicamente correto, economicamente viável e socialmente justo”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, na questão 17 a alternativa E é a resposta; e a questão 18 está correta: é simples uso da lógica e da razão: a sustentabilidade está sendo mais valorizada. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 13 Processo Administrativo 19.FCM-AssistenteLegislativo-Queluzito-MG/2020. O chamado processo de administração refere-se a um conjunto de funções definido ainda no início do sec. XX como elementos básicos para um bom funcionamento de uma organização. São elas: planejar, organizar, dirigir, controlar. 20.FUNDATEC-AgenteAdministrativo-GRAMADO/2019. Analise a afirmativa: Ao conjunto das funções administrativas, consideradas como um todo integrado, dá-se o nome de processo administrativo. Esse conjunto busca explicar como as funções administrativas são desenvolvidas pelas organizações. Desse modo, os papéis executados nas organizações por seus gestores são a base da Administração e representam as funções desempenhadas pelos administradores. 21.FGV-Administrador-Defensoria-MT/2015. Sobre administração. Conforme aceitas hoje, as funções do processo administrativo são: Planejamento, organização, direção e controle. 22.FCC-TécnicoCNMP/2015. Sobre o processo administrativo. O processo administrativo é composto por quatro funções específicas: planejamento, organização, direção e controle. Comentários Segundo Paludo (2017), “O processo administrativo tradicional compreende as funções da administração definidas por Fayol na longínqua 1916 como planejar, dirigir, organizar e controlar. Embora atualmente haja quem prefira acrescentar mais um componente: a comunicação. Também chamadas de etapas, as funções administrativas clássicas vistas de forma integrada e cíclica constituem o denominado Processo Administrativo, mas se analisarmos essas funções isoladamente, então teremos as funções administrativas (do administrador)”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as quatro questões estão corretas. 23.IDIB-AssistenteAdministrativo-TO/2020. Considerando o contexto do processo administrativo, assinale a única alternativa correlacionada com a função de planejamento. A) controle do macroambiente B) foco exclusivo na avaliação de desempenho C) definição dos objetivos organizacionais D) fiscalização ambiental 24.AOCP-Administrador-Uberlândia/2015. A função administrativa que define objetivos e decide sobre os recursos e tarefas necessários para alcançá-los adequadamente é o planejamento. 25.FCC-AnalistaAdministrativoMP-AM/2013. Dentro da Teoria Geral da Administração, a função de Planejamento refere-se, especificamente, às decisões sobre os objetivos e os recursos necessários para sua consecução. 26.CESPE-AnalistaGestão-BACEN/2014. A respeito de planejamento. Planejamento é o processo no qual são definidos, após a tomada de decisão, os objetivos a serem atingidos por uma organização. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 14 Comentários Segundo Paludo (2020), “O planejamento corresponde à primeira e a mais importante das quatro funções administrativas, e consiste num processo racional para determinar antecipadamente os objetivos e os meios para alcançá-los (projetos, ações, métodos, técnicas, etc)”. No livro Planejamento Governamental, 2ed, Atlas, 2014, Paludo e Procopiuk definem planejamento como “um processo racional para a tomada de decisão, com vistas a selecionar e executar um conjunto de ações, necessárias e suficientes, que possibilitarão partir de uma situação atual existente e alcançar uma situação futura desejada". Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, na questão 23 a Alternativa C é a resposta; e as demais questões estão corretas, pois indicam assertivamente aspectos ligados a função ‘planejamento’. 27.FCC-AnalistaAdm-TRE-Amapá/2015. As características do planejamento tático são: indica a participação de cada unidade no planejamento global, seu horizonte temporal é de médio prazo, e é definido por cada unidade organizacional como contribuição ao planejamento estratégico.anos 1990)”. Eduardo Diniz et al. (2009) analisa o foco das ações de TIC desenvolvidas em “três fases: gestão interna (1970 a 1992); serviço e informações ao cidadão (1993 a 1998); e a entrega de serviços via internet (a partir de 1999)”. A.Falsa. A utilização de TI na gestão interna ocorreu no período 1970-1992. B.Falsa. A utilização interna de TI na prestação de serviços iniciou nas décadas de 1960/1970. C.Falsa. Na década de 1980 a utilização era apenas interna e não havia entrega de serviços pela internet. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 99 D.Falsa. Como visto acima, a utilização das TICs no meio público começou ainda na década de 1960 – o governo eletrônico é que veio mais tarde. E. Verdadeira. Ao final da década de 1990 já tínhamos o governo eletrônico atuando em todas as frentes: interna, externa e para cooperação/integração. 306.VUNESP-AnalistaEMPLASA/2014. As ações para a implantação do Governo Eletrônico no Brasil surgiram em 2000, avançando, posteriormente, por meio de um conjunto de diretrizes que atua em três frentes fundamentais: junto ao cidadão; na melhoria da sua própria gestão interna; na integração com parceiros e fornecedores. A primeira prioridade estabelecida, a partir das diretrizes, é a promoção da cidadania. Comentários Segundo Paludo (2017), “A prioridade do Governo Eletrônico é a promoção da cidadania”. Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está correta. Os demais itens também estão corretos e serão vistos na questão seguinte. 307.FUNDEB-Escriturário-SantaBárbara-MG/2019. O Governo Eletrônico, com informações e serviços disponibilizados pela internet e por outros meios de comunicação, impacta diretamente a transparência e a eficiência da gestão pública municipal e estadual abrangendo quatro linhas de ações. São linhas de ação, exceto: a) Aquelas dirigidas ao cidadão: procuram oferecer informações e serviços aos cidadãos em geral. b) Aquelas voltadas à eficiência interna: relativas ao funcionamento interno dos órgãos do governo, com destaque para sua utilização nos processos de licitações e contratações em geral. c) Aquelas orientadas à cooperação: referentes a portais do governo ou sites públicos definidos como uma forma de acesso à internet proporcionada por algum órgão público, em que são disponibilizados serviços, informações, links para diversos outros portais, etc. d) Aquelas direcionadas à gestão do conhecimento: com o propósito de gerar e manter um banco de dados amplo e atualizado dos diversos conhecimentos do governo, para servir como fonte de informação e inovação e gerar melhorias nos processos em geral. 308.FGV-Auditor-CGE-MA/2014. A política de governo eletrônico está baseada em normas que priorizam a cidadania. Acerca do tema, analise a afirmativa a seguir: são fundamentos do governo eletrônico a eficiência da gestão interna, integração com parceiros e fornecedores e atendimento aos cidadãos. Comentários Segundo Paludo (2017), “O Governo Eletrônico, com serviços e informações prestados pela internet e por outros meios de comunicação, abrange quatro linhas de ação: Voltadas ao cidadão: procuram oferecer informações e serviços aos cidadãos em geral, com qualidade e agilidade, e um canal para a participação dos cidadãos nas decisões públicas; Voltadas à eficiência interna: relativas ao funcionamento interno dos órgãos de governo, com destaque para sua utilização nos processos de licitações e contratações em geral; Voltadas à cooperação: têm a finalidade de integrar os diversos órgãos governamentais, assim como promover a integração com outras organizações públicas, públicas não estatais e privadas; Voltadas à gestão do conhecimento: visam gerar e manter um banco de dados atualizado dos conhecimentos do Governo, para servir como fonte de informação e inovação a gerar melhorias nos processos em geral”. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 100 Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, na questão 306 a Alternativa D está errada e é a resposta da questão; a 308 está correta: indica três das quatro linhas de ação e não contém erros. Obs.: A questão 307, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas foi elaborada com recortes de textos de meu livro Administração Pública. 309.FGV-AdministradorPGE-RO/2015. A implantação e a operação do Governo Eletrônico pelo Governo Federal, no Brasil, segue um conjunto de diretrizes dentre as quais destaca- se aquela em que: A) a inclusão digital é dimensão dissociável; B) a integração deve envolver outros níveis de governo e poderes; C) a prioridade é a singularidade e a iniquidade perante a lei; D) a segregação de recursos deve ser potencializada; E) o software livre é um recurso casual na sua implantação. Comentários Segundo Paludo (2017), “São princípios/diretrizes do Governo Eletrônico: A prioridade do Governo Eletrônico é a promoção da cidadania; A inclusão digital é indissociável do Governo Eletrônico; O software livre é um recurso estratégico para a implementação do Governo Eletrônico; A Gestão do Conhecimento é um instrumento estratégico de articulação e gestão das políticas públicas do Governo Eletrônico; O Governo Eletrônico deve racionalizar o uso de recursos; O Governo Eletrônico deve contar com um arcabouço integrado de políticas, sistemas, padrões e normas; Integração das ações de Governo Eletrônico com outros níveis de governo e outros poderes”. A.Falsa. A inclusão digital é indissociável do governo eletrônico. B.Verdadeira. Integração das ações de Governo Eletrônico deve envolver outros níveis de governo e poderes. C.Falsa. A prioridade do Governo Eletrônico é a promoção da cidadania. D.Falsa. O Governo Eletrônico deve racionalizar o uso de recursos (e não segregar). E.Falsa. O software livre é um recurso estratégico para a implementação do Governo Eletrônico. 310. FCC-FiscalRendas/Gestão-SP/2013. Movimento inovador na gestão pública brasileira, ocorrido nos últimos vinte e cinco anos, o governo eletrônico, impulsionado pela experiência do governo federal, ele se espalhou por estados e capitais. Apesar de não proporcionar grandes resultados em termos de organização das informações, a tecnologia da informação tem levado à redução dos custos, bem como ao aumento da transparência nas compras governamentais, reduzindo o potencial de corrupção. O ponto em que houve maior avanço, com a criação do governo eletrônico, foi a plena interatividade com os cidadãos. Comentários Segundo Paludo (2017), “O desenvolvimento de programas de Governo Eletrônico teve como princípio a utilização das modernas tecnologias de informação e comunicação (TIC) para democratizar o acesso à informação. O termo Governo Eletrônico pode ser visto como a evolução das TIC e de sua utilização no meio público. O uso interno das TIC visa elevar a eficiência administrativa a um novo patamar, ao mesmo tempo em que se busca a redução de custos, que pode originar-se de diversas maneiras: melhoria no desempenho de atividades internas, queda no preço das aquisições, redução/eliminação de distorções, redução da corrupção, dentre outras”. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 101 Nessa questão dois pontos merecem destaque: primeiro, o GE proporcionou uma revolução positiva na organização e disponibilização das informações; segundo, embora o Governo Eletrônico tenha promovido a interação entre governo e cidadão – não é possível falar em “plena interatividade” haja vista que grande parte da população não tem acesso as ferramentas de TI para essa interação (parte da população nem tem acesso à internet). Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão está errada, no que se refere aos dois itens acima elencados – as demais informações acerca do Governo Eletrônico estão corretas. Transparência Eletrônica311.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. Avalie a assertiva abaixo quanto a transparência. Transparência é a obrigação que têm as pessoas ou entidades às quais se tenham confiado recursos, incluídas as empresas e organizações públicas, de assumir as responsabilidades e de informar a quem lhes delegou essas responsabilidades. Comentários Segundo Paludo (2020), “De forma simples, a transparência é a divulgação de informações relevantes da organização, de forma clara, completa, regular e oportuna, para todos os interessados; é uma obrigação que pessoas e entidades que tenham recebido recursos públicos informem a quem lhes delegou essa responsabilidade. “A transparência se concretiza quando os cidadãos e a sociedade civil organizada têm acesso as mais variadas informações governamentais” Nayra Figueiredo (2016)”. Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 312.CESPE-Auditor-CGPI/2015. A respeito de transparência. A transparência, referente à possibilidade de acesso do cidadão às informações governamentais, é um elemento essencial para o controle do aparelho do Estado pela sociedade. 313.FCC-AFCE-TCE-PI/2014. A Lei Complementar no 101/2000 estabelece, em seu artigo 48, que os meios eletrônicos são, dentre outros, instrumentos da transparência na gestão fiscal. Nesse sentido, é correto afirmar que a transparência é inerente ao Estado Burocrático. Insere-se na democracia, permitindo o amplo acesso às comprovações de transferências documentais entre os departamentos, fomentando o interesse pelo controle formal exercido sobre as entidades públicas por meio do Tribunal de Contas e aplicando-se exclusivamente ao Poder Executivo. Comentários Segundo Paludo (2017), “É comum a concepção de governo eletrônico como instrumento de transparência e accountability dos governos (Otávio Prado, 2009). A transparência viabilizada pela internet inclui a disponibilização de todo o tipo de informação sobre: o Governo, a Administração, a estrutura de governo e dos órgãos, o processo decisório, as políticas públicas, as contratações e compras públicas em geral, a prestação de contas dos recursos utilizados, legislação etc. A disponibilização da prestação de contas através da internet proporciona a transparência da gestão governamental no contexto democrático, e é uma forma de concretização do accountability governamental. A transparência é inerente aos Estados democráticos modernos; insere-se no bojo da democracia. Para José Jardim (2008), “um dos pressupostos do Estado moderno é a sua visibilidade social”. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 102 Num ambiente democrático a sociedade tem direito a informações transparentes: quanto mais houver transparência nas informações, mais democráticos serão os governos e a sociedade. Mesmo que os cidadãos não disponham de tempo ou conhecimentos técnicos necessários para a fiscalização e o controle das contas de governo e demais informações disponibilizadas pela internet, a própria disponibilização da informação já se constitui numa espécie de controle”. Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão 312 está correta: a transparência disponibiliza informações aos cidadãos e serve para controle da administração pública; e a questão 313 está errada: a transparência é inerente ao Estado democrático (não Burocrático); permite aos cidadãos o acesso a informação (não entre departamentos); fomenta o controle social (não o controle formal); e aplica-se a todos os poderes e órgãos (não somente Poder Executivo). 314.Esaf/Cespe/Fcc-2010/11/12. A respeito da transparência via Internet, assinale a opção incorreta. a) A divulgação de informações via internet é uma exigência dos regimes democráticos. b) As novas tecnologias podem facilitar a transparência, e, ao mesmo tempo, dificultar o controle, dependendo da linguagem utilizada. c) A Internet irá substituir todas as outras formas de divulgação de informações e de interação entre o cidadão e a administração pública. d) As informações em geral divulgadas pela internet, ao mesmo tempo em que aumentaram a transparência, podem permitir a ocultação de informações importantes. e) Apesar dos avanços proporcionados pela internet, sempre haverá oportunidades de tornar os atos e ações governamentais mais transparentes, mediante o uso de novas tecnologias. Comentários A-Verdadeira. “O Governo Eletrônico atende a “uma maior exigência da sociedade civil sobre transparência, participação e eficiência” (Wagner Araújo; Marco Gomes, 2006) ... A transparência é inerente aos Estados democráticos modernos; insere-se no bojo da democracia. Para José Jardim (2008), “um dos pressupostos do Estado moderno é a sua visibilidade social”. Num ambiente democrático a sociedade tem direito a informações transparentes: quanto mais houver transparência nas informações, mais democráticos serão os governos e a sociedade” (Paludo, 2017). B-Verdadeira. As novas tecnologias facilitaram/facilitam a transparência (divulgação de informações em geral), no entanto, se não forem divulgadas em linguajar acessível, não se compreenderá o teor divulgado, e nesse caso, não há como controlar aquilo que não se entende: prejudica o controle. C-Falsa. A Internet foi um avanço dos mais significativos e em nível mundial, no entanto, sempre haverá outras formas de interação e de divulgação. Por exemplo, para atos oficiais importantes é obrigatória a divulgação no Diário Oficial (da União ou do Estado). D-Verdadeira. “Os governos não divulgam todas as informações, mas todas as informações que é de seu interesse divulgar. ‘Nunca terão ido tão longe as possibilidades de visibilidade e também de invisibilidade do Estado (José Jardim, 2008)’” (Paludo, 2017). Portanto, a regra é a divulgação, mas como exceção, existe a ocultação/não-divulgação de informações contrárias aos interesses dos governos. E-Verdadeira. “Estamos apenas no começo da era do conhecimento. Há ainda um potencial enorme, infinito, a ser explorado na área de Tecnologia da Informação e Comunicação” (Paludo, 2017). Assim, com o evoluir das tecnologias, a qualquer momento PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 103 poderão surgir novas e melhores formas de divulgação de informações, com vistas a aumentar a transparência das ações governamentais. 315.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Com relação a dado, informação, conhecimento e inteligência: O portal brasileiro de dados abertos (www.dados.gov.br) disponibiliza diversos conjuntos de dados em diversos formatos como PDF, CSV, HTML e JSON. Comentários Segundo Paludo (2020), “Portal Brasileiro de Dados Abertos. A política de dados abertos foi instituída pelo Decreto 8777/2016, tendo como um de seus objetivos aprimorar a cultura de transparência pública. Dados abertos são aqueles que qualquer pessoa pode livremente acessá-los, utilizá-los, modificá-los e compartilhá-los para qualquer finalidade – com exigências mínimas quanto a sua preservação. O Portal dados.gov.br - portal brasileiro de dados abertos chegou com objetivo ousado: ser o ponto central para a busca e o acesso a dados públicos governamentais no Brasil. Em final de agosto de 2016, já haviam disponíveis 1.120 conjuntos de dados/informações, que serão disponibilizadas em diversos formatos como HTML, PDF, CSV, JSON etc. Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 316.FCC-ACE-TCGO/2014. A certificação digital é uma forma de demonstrar e certificar a identidade do titular da assinatura digital. É correto afirmar que a entidade subordinada à hierarquia da ICP-Brasil, responsável por emitir, distribuir, renovar, revogar e gerenciar certificados digitais, é chamada de Autoridade Certificadora. Comentários Segundo Paludo (2017), “Ainda no que se refere à transparência eletrônica, no ano de 2001, destaca-se a certificação digital (ICP-Brasil), definida como“atividade de reconhecimento em meio eletrônico que se caracteriza pelo estabelecimento de uma relação única, exclusiva e intransferível entre uma chave de criptografia e uma pessoa física, jurídica, máquina ou aplicação. Esse reconhecimento é inserido em um Certificado Digital, por uma Autoridade Certificadora” (Brasil, 2007). O ICP-Brasil comprova que você é você na internet. Essa certificação permite a divulgação das informações com mais fidedignidade e confiabilidade”. Portanto, a questão está correta: a certificação digital é realizada por meio da autoridade certificadora que é subordinada a ICP-Brasil. 317.FUNDATEC-ContadorMunicipal-SC/2020. Acerca da transparência e da LRF: A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e se corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas. 318.CETREDE-FiscalTributos-CE/2021. De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal Lei Complementar nº 101, são instrumentos de transparência da gestão fiscal: Os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; As prestações de contas, a disponibilidade de caixa, as demonstrações contábeis e o respectivo parecer prévio; O Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal. 319.FGV-Administrador-Defensoria-MT/2015. Considerando os instrumentos de transparência da gestão fiscal, analise as afirmativas a seguir. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 104 I. Transparência quanto à despesa: serão disponibilizados todos os atos praticados pelas unidades gestoras no decorrer da execução da despesa, no momento de sua realização, com a disponibilização mínima dos dados referentes ao número do correspondente processo, ao bem fornecido ou ao serviço prestado, à pessoa física ou jurídica beneficiária do pagamento e ao procedimento licitatório realizado. II. Transparência quanto à receita: disponibilizarão lançamento e recebimento de toda a receita das unidades gestoras, inclusive referente a recursos extraordinários. III. Transparência quanto ao patrimônio: é facultada a disponibilização das contas apresentadas pelo Chefe do Poder Executivo ao respectivo Poder Legislativo, durante todo o exercício, para consulta e apreciação pelos cidadãos e instituições da sociedade. 320.FGV-Auditor-CGE-MA/2014. Quanto à transparência na Administração Pública, analise as afirmativas a seguir. IV. Incentiva a participação popular por meio de audiências públicas durante os processos de elaboração e discussão dos planos, das Leis de Diretrizes Orçamentárias e dos orçamentos. V. Dá pleno conhecimento e libera, em tempo real, informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de acesso público. VI. Adota sistemas integrados de administração financeira e de controle, que atendam ao padrão mínimo de qualidade estabelecido pelo Poder Legislativo da União. Comentários As questões tratam da transparência imposta pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo Paludo (2020), “Efetivamente, hoje não é possível falar em transparência sem considerar a LRF. Se não fosse essa lei, não teríamos o nível de divulgação de informações públicas, principalmente sobre a gestão fiscal, a toda a população. A Lei de Responsabilidade Fiscal-LRF é um divisor de águas na história das finanças em termos de transparência das contas públicas no Brasil. Ela apresenta vários instrumentos de transparência da gestão fiscal, aos quais será dada ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos de acesso público: os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; as prestações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões simplificadas desses documentos. Segundo a LRF, a transparência será assegurada também mediante: I–incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos de elaboração e discussão dos planos, Lei de Diretrizes Orçamentárias e orçamentos; II– liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de acesso público; III–adoção de sistema integrado de administração financeira e controle, que atenda a padrão mínimo de qualidade estabelecido pelo Poder Executivo da União e também ao seguinte: os entes da Federação disponibilizarão a qualquer pessoa física ou jurídica o acesso a informações referentes a: quanto à despesa: todos os atos praticados pelas unidades gestoras no decorrer da execução da despesa, no momento de sua realização, com a disponibilização mínima dos dados referentes ao número do correspondente processo, ao bem fornecido ou ao serviço prestado, à pessoa física ou jurídica beneficiária do pagamento e, quando for o caso, ao procedimento licitatório realizado; quanto à receita: o lançamento e o recebimento de toda a receita das unidades gestoras, inclusive referente a recursos extraordinários. A LRF ainda estabelece que as contas apresentadas pelo chefe do Poder Executivo ficarão disponíveis, durante todo o exercício, no respectivo Poder Legislativo e no órgão PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 105 técnico responsável pela sua elaboração, para consulta e apreciação pelos cidadãos e instituições da sociedade”. Portanto, com resposta direta no texto acima, temos as seguintes respostas: questão 317e318 estão corretas; na 319-320: I.Verdadeira. Corresponde ao disposto na LRF referente à despesa; II.Verdadeira. Corresponde ao disposto na LRF quanto à receita; III.Falsa. É obrigatória a disponibilização das contas apresentadas pelo Chefe do Poder Executivo; IV.Verdadeira. Corresponde ao disposto na LRF quanto a participação popular; V.Verdadeira. Corresponde ao disposto na LRF quanto a liberação de informações em tempo real; VI.Falsa. Os padrões mínimos de qualidade serão estabelecidos pelo Poder Executivo (não pelo poder Legislativo). 321.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Com relação a governança e transparência, julgue o item: O acesso a informação governamental pelos cidadãos é uma estratégia de promoção da transparência pública. 322.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. Considerando as disposições da Lei federal n.º 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação), julgue o item: De acordo com a Lei de Acesso à Informação, informações a respeito de condutas praticadas por agentes públicos que impliquem violação dos direitos humanos não poderão ser objeto de restrição de acesso. 323.FCC-ACE-TC-CE. A Lei de Acesso à informação, Lei no 12.527/2011, regula como direito obter tanto informação sobre atividades exercidas pelos órgãos e entidades, quanto informação contida em registros ou documentos, produzidos ou acumulados por seus órgãos ou entidades, recolhidos ou não a arquivos públicos, entre outras. 324.CESPE-Técnico-TRE-RS/2015. Analise a opção de acordo com o disposto na Lei n.º 12.527/2011. Entidades privadas sem fins lucrativos que recebam recursos para a realização de ações de interesse público somente estão submetidas à publicidade na parcela relativa aos recursos públicos recebidos e à sua destinação. 325.VUNESP-AnalistaPPeGestão-PMSP/2015. Analise a alternativa, a respeito da Lei de Acesso à Informação. Estão submetidas à LAI as organizações não governamentais que receberem recursos públicos. Comentários Segundo Paludo (2017), “A Lei de Acesso à Informação, Lei nº 12.527/2011, visa assegurar o direito fundamental de acesso à informação. Ela se aplica a todos os Órgãos e Entidades dos três poderes, e também às entidades privadas sem fins lucrativos que recebam recursos públicos (no que se refere à parcela de recursos recebidos)”. Portanto, com resposta direta no texto acima, todas as questões estão corretas. 321, a LAI promove a transparência;322 se implicar em violação dos direitos humanos não pode ter sigilo; 323 a LAI regula o acesso a informação das atividades dos órgãos e entidades; as 324-325 a LAI inclui entidades privadas sem fins lucrativos que recebam recursos públicos. 326.CESPE-TécnicoGestãoTELEBRAS/2013. Sobre acesso a informação. É dever dos órgãos e entidades, mediante requerimento, a divulgação de informações de interesse coletivo ou geral por eles produzidas ou custodiadas. O pedido deve ser apresentado em formulário padrão, contendo, obrigatoriamente, nome do requerente, número de documento PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 106 de identificação, especificação da informação requerida, motivo determinante da solicitação e endereço do requerente. 327.FCC-JulgadorAdm.Tributário-PE/2015. Suponha que a Secretaria da Fazenda tenha contratado uma consultoria especializada para revisar seu fluxo de processos, objetivando diminuir o intervalo de tempo verificado entre as autuações e o encaminhamento para ajuizamento das correspondentes execuções fiscais. Determinado cidadão solicitou cópia do procedimento de contratação da consultoria, do respectivo contrato e também dos estudos realizados pela consultoria. De acordo com a legislação que disciplina o acesso à informação, o acesso às informações solicitadas independe de justificativa, sendo necessária, contudo, a identificação do requerente. Comentários Segundo Paludo (2017), “A Lei no 12.527/2011 (e o Decreto 7724/2012) visam assegurar o direito fundamental de acesso à informação ... Além disso, a referida lei também obriga que os órgãos e entidades públicas, independentemente de requerimento, divulguem em local de fácil acesso, as informações de interesse coletivo ou geral por eles produzidas ou custodiadas. Além de outros meios, é obrigatória a divulgação dessas informações em sítios oficiais na internet. Segundo o artigo 12º do Decreto 7724/2012, o pedido de acesso à informação não precisa conter o motivo determinante da solicitação. O artigo 10º, § 1º, é claro: para o acesso a informações de interesse público, a identificação do requerente não pode conter exigências que inviabilizem a solicitação. Sob a égide dessa lei, qualquer interessado poderá requerer informação sem a necessidade de justificativas, inclusive as relacionadas à remuneração recebida pelos servidores públicos em sentido amplo, que deverão ser atendidas de imediato, ou no prazo máximo de vinte dias”. Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão 326 está errada; porque a divulgação de informações de interesse coletivo ou geral é uma obrigação que independe de requerimento, e porque não há obrigatoriedade de registrar o motivo pelo qual a informação foi solicitada; e a questão 327 está certa porque as exigências para o acesso a informações não podem inviabilizar sua solicitação. 328.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. A Lei n. 12.527, de 2011, assegura o direito fundamental de acesso à informação e deve ser executado em conformidade com os princípios básicos da administração pública. O acesso a informações públicas será assegurado mediante a criação de serviço de informações ao cidadão, em local com condições apropriadas para atender e orientar o público quanto ao acesso a informações. Comentários Segundo Paludo (2017), “O acesso à informação será assegurado mediante: I–criação de serviço de informações ao cidadão, nos órgãos e entidades do poder público, em local com condições apropriadas para: atender e orientar o público quanto ao acesso a informações; informar sobre a tramitação de documentos nas suas respectivas unidades; protocolizar documentos e requerimentos de acesso a informações; e II–realização de audiências ou consultas públicas, incentivo à participação popular ou a outras formas de divulgação”. Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão está correta: os órgãos e entidades devem assegurar o direito de acesso à informação assegurando as condições necessários. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 107 329.FCC-AuditorPI/2015. Determinado cidadão solicitou à dirigente de órgão integrante da Administração pública informações sobre ato praticado pela referida autoridade, consistente na contratação de instituição especializada para a realização de auditorias em contratos celebrados pelo referido órgão. De acordo com as disposições da Lei nº 12.527/2011, que disciplina o acesso à informação, a referida autoridade administrativa não poderá negar a disponibilização das informações relativas à contratação, bem assim dos resultados das auditorias realizadas. Comentários Segundo Paludo (2017), “Salvo alguns casos de sigilo e de informações imprescindíveis à segurança da sociedade ou do Estado – o acesso às demais informações encontram-se assegurado por esta lei”. Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão está correta: devem ser disponibilizadas as informações relativas à contratação porque não se trata de caso de sigilo; bem como porque é uma imposição da LRF a publicação de informações acerca das contratações (despesas públicas). 330.AugustinhoPaludo/2020. Acerca da transparência na administração pública. Se comparada com o período de Governos anteriores, a transparência na administração pública diminuiu com o Governo Bolsonaro. Comentários Segundo Paludo (2020), “Registre-se, no entanto, que a transparência diminuiu no Governo Bolsonaro, restringindo, inclusive pontos da própria LAI, conforme Decreto 9690/2019. Segundo Michener e Mohallen (2020), houve proliferação de ações contrárias à transparência no primeiro escalão do Governo, incluindo o Presidente. Lopes (2020, p. 95e104) afirma que a “administração do governo Bolsonaro é marcada por acusações de manipulação e ocultação de dados”, e que “Bolsonaro acumula um vasto acervo de medidas que emolduram obstáculos à transparência”. Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão está correta: a transparência pública diminuiu com o Governo Bolsonaro. 8. COMUNICAÇÃO E REDES 331.COPESE.Assessor-Legisl/Adm-PI/2020. Sobre a comunicação nas organizações, analise a afirmativa: A comunicação é de suma importância para a realização das atividades na organização, sem uma boa comunicação é difícil conseguir uma administração eficiente. 332.CONSULPLAN.AssessorStoAmaro-SP/2020. A respeito da comunicação nas organizações, analise a afirmativa: A Comunicação é utilizada por organizações para disseminar assuntos de seu interesse, interna ou externamente. 333.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Acerca da comunicação, analise a afirmativa a seguir: são propósitos da comunicação organizacional proporcionar informação e compreensão necessárias à condução das tarefas, e proporcionar motivação, cooperação e satisfação nos cargos. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 108 334.CESPE-AnalistaAdministrativo-ANTT/2013. Acerca da Comunicação. Considere que um gestor público tenha transmitido uma ordem aos seus funcionários e não tenha recebido feedback. Nessa situação, não houve processo de comunicação, visto que o gestor não pôde avaliar o correto entendimento da orientação recebida. Comentários Segundo Paludo (2020), “O sistema de comunicação de uma organização é a forma pela qual as informações necessárias ao funcionamento da estrutura organizacional são transmitidas a todos os interessados, e que permite a integração de todos em torno de objetivos comuns. O que comunicar, quem deve comunicar, qual o momento adequado e qual o meio a ser utilizado para comunicar são questões que precisam ser definidas previamente, a fim de que a comunicação possa ser eficiente e eficaz. A comunicação interna (ou administrativa) ... facilitar o relacionamento, a interação e a flexibilidade. Dissemina os objetivos organizacionais, facilita a troca deinformações, contribui para que haja um clima propício e favorável no ambiente de trabalho, reforça a confiança, fortalece o comprometimento das pessoas, e informa os programas e ações a serem executados. A simples transmissão da informação sem o recebimento é o mesmo que não comunicar. O processo de comunicação somente se completa com o recebimento e o entendimento da mensagem pelo destinatário”. Portanto, em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas. 331 comunicação é importante e indispensável para uma administração eficiente; 332 a comunicação dissemina informações interna e externamente; 333 comunicação transmite a todos a informação necessária à execução das tarefas e proporciona cooperação e motivação; e a 334 se não houver feedback não houve a comunicação: não dá para saber se o destinatário entendeu a mensagem da forma como foi transmitida. 335.CESPE-AnalistaComunicação-STJ/2015. No que se refere às novas tecnologias da comunicação. No ciberespaço, a convergência de mídias também pode ser entendida como hibridização de tecnologias e linguagens. Comentários Segundo Paludo (2017), “Com as novas tecnologias e o advento da era da informação, há uma grande produção e recepção de informações em tempo real; há uma constante troca de informações com atores mais participativos, mais críticos e mais bem informados. As tecnologias da informação facilitaram e intensificaram a comunicação institucional e pessoal, ao proporcionarem uma variada gama de opções como: aplicativos de texto, editoração eletrônica, bancos de dados, transmissão de documentos via fax, mensagens e arquivos via e-mail, consultas diversas através da internet, TV digital e TV a cabo com telejornais 24hs por dia; e houve convergência de mídias, tecnologias e linguagens”. Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão está correta: houve hibridização e convergência de mídias, tecnologias e linguagens. 336.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Acerca da comunicação, analise a afirmativa a seguir: a comunicação nas organizações apresentam-se de forma diferenciada, podendo ser formais ou informais, orais ou escritas, ascendentes, descendentes e laterais. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 109 337.FCC-AnalistaAdm-TJAP/2014. A Comunicação Interna utilizada na gestão organizacional é caracterizada por utilizar como veículos relatórios, circulares, boletins, folhas soltas, folhetos completos, folders, jornais, revistas, manuais de instrução e apostilas. 338.FGV-AssistenteAdm-Defensoria-MT/2015. Sobre os tipos de comunicação organizacional, analise a afirmativa a seguir: uma comunicação entre departamentos ou entre setores é um exemplo de comunicação horizontal. 339.CESPE-AnalistaAdministrativoTJ-CE/2014. Com relação ao processo de comunicação organizacional. A resolução de problemas intradepartamentais, a coordenação interdepartamental e as iniciativas de melhoria e mudança ensejam comunicação organizacional do tipo horizontal ou lateral. 340.FGV-AssistenteAdm-Defensoria-MT/2015. Sobre os tipos de comunicação organizacional, analise a afirmativa a seguir: uma sugestão de melhoria é um tipo de comunicação ascendente, e uma instrução de trabalho é um exemplo de comunicação descendente. Comentários Segundo Paludo (2017), “A comunicação organizacional é um sistema que compreende o fluxo de informações entre a organização e seu ambiente interno e externo, e que permite à organização funcionar de forma integrada e eficaz. A comunicação administrativa é responsável pela circulação das informações em uma organização. É um instrumento de coerência e coesão organizacional, que se encontra presente tanto nas instituições públicas quanto nas empresas privadas. A comunicação interna (ou administrativa) percorre todas as áreas e ajuda a construir a própria cultura e a identidade organizacional, além de facilitar o relacionamento, a interação e a flexibilidade. Contribui para que haja um clima propício e favorável no ambiente de trabalho, reforça a confiança, fortalece o comprometimento das pessoas, e informa os programas e ações a serem executados. A comunicação externa é a que torna a empresa conhecida perante o mercado, às instituições e a sociedade. A comunicação institucional (interna ou externa) é a responsável pela formação da imagem pública das organizações e ocorre mediante a divulgação de sua missão, visão, valores e crenças, e filosofias, etc. A comunicação pode ser formal ou informal. A formal segue uma hierarquia dentro da empresa, respeitando a administração, os valores existentes e os objetivos estabelecidos (é utilizada para tornar a organização conhecida). A informal não possui regra alguma, passando até mesmo por cima das autoridades constituídas (rádio corredor). A comunicação apresenta diversos fluxos: horizontal – realizada entre unidades organizacionais diferentes, mas de mesmo nível hierárquico; vertical – realizada entre níveis diferentes dentro da mesma organização, ou em unidades organizacionais em que uma seja superior a outra (matriz x filial); diagonal/transversal – realizado entre unidades organizacionais e níveis diferentes; lateral ocorre entre funcionários/equipes/departamentos distintos; ascendente – ocorre de baixo para cima; descendente – ocorre de cima para baixo”. Portanto, em harmonia com o texto acima, todas as questões estão corretas. A 336 por especificar as várias formas de comunicação organizacional; a 337 por detalhar instrumentos utilizados pela comunicação interna; a 338 por citar exemplo de comunicação horizontal; a 339 porque a comunicação horizontal ou lateral pode ocorrer intra ou entre PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 110 departamentos; e a 340 por apresentar exemplos válidos de comunicação ascendente e descendente. 341.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. A respeito da comunicação organizacional. A comunicação interna, sob suas diferentes formas: gerencial, administrativa, jornais internos, intranet deve atuar de forma integrada, fortalecendo os sustentáculos da imagem institucional. 342.CESPE-AnalistaComunicação-INCA/2010. Acerca da comunicação. A comunicação integrada faz uso de práticas e ferramentas das áreas de relações públicas, jornalismo e publicidade para construir redes formais e informais de comunicação nas instituições. 343.CESPE-AnalistaComunicaçãoINPI/2013. Acerca da comunicação. A comunicação integrada compreende as diversas modalidades comunicacionais, como a comunicação interna, a administrativa, a institucional e a mercadológica. Comentários Segundo Paludo (2017), “A comunicação fragmentada evoluiu para a comunicação integrada, estabelecida com base numa política única e global, em que todas as áreas formam um processo único de comunicação, que inclui desde o planejamento da imagem institucional, seus atributos, os objetivos da comunicação, os diversos públicos, os planos de ação, o discurso e o feedback. Deve existir sinergia entre todos os envolvidos, e antecipadamente deve ser definido o que comunicar, como comunicar, quando comunicar e quem são os responsáveis pela comunicação: inclui também as redes formais e informais. Segundo Patrícia Almeida (2005), quando se trabalha a gestão integrada, “a organização constrói uma identidade corporativa forte e sintonizada com a sociedade contemporânea, fortalecendo seu conceito institucional diante de todos os públicos e a opinião pública”. Portanto, em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas porque a comunicação integrada abrange vários canais e visa fortalecer a imagem institucional; tanto envolve a participação de diversas áreas/atores e a interação/construção de redes formais e informais; como compreende a comunicação interna, a administrativa, a institucional e a mercadológica. 344.CEBRASPE-AssistenteAdministrativo/2020. Acerca da comunicaçãoorganizacional. O processo de comunicação nas organizações ocorre efetivamente quando a mensagem é interpretada pelo receptor. Comentários Segundo Paludo (2020), “A simples transmissão da informação sem o recebimento é o mesmo que não comunicar. O processo de comunicação somente se completa com o recebimento e o entendimento da mensagem pelo destinatário”. Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 345.CEBRASPE-AssistenteAdministrativo/2020. Acerca da comunicação organizacional. Quando a compreensão do receptor sobre a mensagem não coincide com o significado emitido pelo emissor da mensagem, caracteriza-se um ruído na comunicação. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 111 346.IDIB-AssistenteAdministrativo-TO/2020. Acerca do processo de comunicação, analise a afirmativa a seguir: o feedback pode ser utilizado como forma de verificar se a pessoa entendeu ou não a mensagem enviada. 347.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Acerca da comunicação, analise a afirmativa a seguir: Um processo de comunicação é unidirecional e torna-se eficaz quando o destinatário decodifica a mensagem e agrega-lhe um significado próximo à ideia que a fonte tentou transmitir. 348.CESPE-AnalistaComunicaçãoSERPRO/2013. Na transmissão de uma mensagem entre emissor e receptor, dada a possibilidade de ruído no canal, certo grau de redundância é fundamental para garantir a recuperação do sentido pela audiência. 349.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Acerca da comunicação, analise a afirmativa a seguir: O processo de comunicação pode ser eficiente e eficaz. A eficiência se relaciona com os meios utilizados e a eficácia com o objetivo de transmitir uma mensagem com significado. Comentários Segundo Paludo (2017), “A comunicação pode ser vista como um processo composto por várias etapas, aqui apresentadas em maior número, com a finalidade de facilitar a compreensão desse processo: Emissor/Fonte: é a pessoa que, desejando se comunicar, emite a mensagem para a outra parte; Mensagem: é o conjunto de símbolos, é a ideia que o emissor quer transmitir; Codificador: é o meio ou equipamento utilizado para converter a mensagem em código passível de ser transmitido; Transmissor: é o meio ou aparelho utilizado para transportar a mensagem do emissor/fonte ao canal; Canal: é o meio de transmissão da mensagem entre a fonte e o destino; Decodificador: é o meio ou aparelho que decodifica a mensagem e a torna compreensível; Receptor/Destino: é a pessoa para quem a mensagem foi enviada. É o destinatário da mensagem, que deve recebê-la e compreendê-la; Feedback: é a parte da resposta do receptor que retorna ao emissor, e permite confirmar se a mensagem foi corretamente compreendida; Ruído: é toda interferência estranha à mensagem que torna a comunicação menos eficaz: pode ser barulho, informação ambígua, canal inadequado, aparelho com defeito etc. Em todo processo de comunicação sempre existe algum ruído”. Como visto já visto, a comunicação deve ser “eficiente e eficaz”: a eficiência por ser medida interna refere-se aos meios e a eficácia por ser medida externa refere-se aos resultados/objetivos - transmitir a mensagem ao receptor/destino. Portanto, em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: 345 está correta: corresponde a um ruído na comunicação; 346 está correta: feedback serve para confirmar se a pessoa entendeu a mensagem; 347 está errada: processo de comunicação é bi ou multidirecional; 348 está correta: toda comunicação existe algum tipo de ruído Processo de Comunicação Simplificado R uí do R uí do Emissor/fonte Mensagem Receptor/Destino R uí do Feedback R uí do Ruído Ruido PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 112 (redundância é utilizada nas organizações como forma de amenizar os ruídos e melhorar a comunicação); e a 349 está correta: a comunicação pode ser eficiente e eficaz. 350.FCC-AgenteComunicação-DefensoriaSP/2015. Sobre comunicação. A prática profissional de um comunicólogo em uma instituição pública pauta-se por uma abordagem que promova o exercício da cidadania. 351.CESPE-AnalistaComunicaçãoINPI/2013. Acerca da comunicação pública. Comunicação pública é um conceito com múltiplos significados, mas uma acepção pertinente para as relações públicas é a de comunicação no âmbito da sociedade civil organizada. 352.CESPE-AnalistaPlanejamento-ABIN/2010. Considerando o processo de comunicação na gestão pública: a publicidade de utilidade pública deve vincular-se a objetivos sociais de inquestionável interesse público e assumir caráter educativo, informativo ou de orientação social. Comentários Segundo Paludo (2017), “A comunicação pública insere-se no contexto democrático, em que participam ativamente todos os setores da sociedade. A retomada da democracia em 1985 constituiu fator determinante para o desenvolvimento da comunicação pública, haja vista a repressão existente no regime militar. No contexto democrático a sociedade tem direito à informação. Pierre Zemor (2009) entende que a comunicação pública “é troca e compartilhamento de informações de utilidade pública ou de compromissos de interesses gerais”. A comunicação pública compreende não somente a comunicação praticada pelos entes públicos, mas principalmente a que ocorre em espaços públicos comuns, envolvendo governos, seus órgãos, entidades paraestatais e não governamentais, e a sociedade em geral, e que de alguma forma envolve o interesse público. Para Maria Oliveira (2004), o papel da comunicação pública é servir de interlocutora entre estes diferentes entes sociais. Os meios de comunicação serão os elos entre as instituições públicas e os demais atores participantes. O interesse público permeia toda a comunicação pública. No aspecto social, busca aproximar setores diferentes da sociedade, conscientizar e educar a população sobre seus direitos e deveres, e sobre a importância de sua participação no meio público. A comunicação pública pode ser vista como um “bem público”, assim, a informação e o conhecimento devem ser acessíveis a toda a sociedade. A comunicação pública acontece no “espaço público”, onde a cidadania se fortalece. A sociedade civil influencia a atuação e a comunicação pública ao apresentar suas necessidades, lutar contra injustiças e exigir direitos e respeito aos valores sociais. De acordo com o § 1º, do artigo 37, da CF/1988, a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social”. Portanto, em harmonia com o texto acima, as três questões estão corretas: todas diretamente abordadas pelo texto acima. 353.FCC-AnalistaAdministrativo-TRT4/2011. Sobre comunicação. Para reduzir as dificuldades de comunicação nas organizações públicas derivadas do padrão burocrático de gestão é recomendável fortalecer os fluxos laterais ou horizontais de informação. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 113 Comentários Segundo Paludo (2017), “A comunicação governamental deve auxiliar na transformação gradativa da cultura burocrática, ainda dominante na gestão pública, para a nova cultura gerencial democrática, em que seja valorizada a contribuição de todos os indivíduos na construção de significados comuns. Em regra, tanto a comunicação lateral como a horizontal são internas: a lateral ocorre entre funcionários/equipes/departamentos distintos, enquanto que a horizontal ocorre numa mesma equipe/departamento de trabalho de mesmo nível hierárquico (para alguns autores a comunicação horizontal pode também ocorrer entre departamentos/unidades organizacionais de mesmo nível hierárquico)”. Portanto, a questão está correta: fortalecer e melhorar os fluxos laterais ou horizontais de informação significa melhorar a comunicação intra e entreequipes/departamentos/ unidades organizacionais. 354.ESAF-AFC-CGU/2012. A expressão “Comunicação Pública” é utilizada em vários sentidos. Um dos mais utilizados, inclusive no Brasil, designa as ações de comunicação social das várias esferas do poder público. I. A comunicação pública é uma forma de construir a agenda pública, prestar contas, mobilizar a população para a execução de políticas públicas e promover o debate público. II. A comunicação promovida pelos governos de quaisquer níveis se utiliza de diversos instrumentos, inclusive de campanhas publicitárias e de utilidade pública. III. As ações de comunicação desenvolvidas pelos governos tradicionalmente envolvem o uso dos meios de comunicação social (a mídia), mas recentemente passou a utilizar também instrumentos comuns na comunicação corporativa como os 0800, call centers, e as chamadas novas mídias. Comentários Segundo Paludo (2017), “A comunicação pública compreende, não somente a comunicação praticada pelos entes públicos, mas principalmente a que ocorre em espaços públicos comuns, envolvendo governos, seus órgãos, entidades paraestatais e não governamentais e a sociedade em geral, e que de alguma forma envolvem o interesse público. O interesse público permeia toda a comunicação pública, que utiliza os mais variados canais para informar, ser informada, debater e tomar decisões de interesse público. O objetivo principal da comunicação pública é informar, mas também são seus objetivos educar, sensibilizar, mobilizar, interagir: informar a sociedade em geral sobre a atuação do Governo; informar sobre a utilização dos recursos públicos; educar a sociedade sobre as questões de interesse geral; criar um canal que permita estabelecer uma relação de diálogo com os cidadãos e a sociedade. A comunicação pública tem participação dos entes públicos das três esferas. Promove/fomenta o debate público, ajuda a construir a agenda pública e utiliza os mais diversos canais/meios/instrumentos disponíveis”. Portanto, as três afirmativas são verdadeiras – todas compreendidas no texto acima. Resta claro que a comunicação pública compreende o contido na afirmativa I; e que a comunicação promovida pelos governos utiliza os mais variados instrumentos (afirmativa II) e soluções proporcionadas pelas tecnologias para suas campanhas publicitárias e de utilidade pública; dentre eles encontram-se os 0800, call centers, etc (afirmativa III). PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 114 355.FCC-AnalistaAdministrativo-TRT15/2013. A finalidade da Comunicação Governamental, segundo PALUDO (2010), deve contemplar a) todas as ações e atividades desempenhadas pelo governo e seus órgãos para apresentar as informações e a prestação de contas. b) a estratégica de planejamento voltada ao contexto de uma empresa, utilizando a assessoria de imprensa e a comunicação interna. c) o processo político de interação no qual prevalecem a expressão, a interpretação e o diálogo. d) os sistemas de transmissão de mensagens para um público vasto, disperso e heterogêneo, utilizando áreas da imprensa periódica, rádio, televisão e cinema. e) o estabelecimento da comunicação em um ambiente eticamente desafiador, rapidamente mutável, politicamente sensível, movido a conflitos, culturalmente diversificado, utilizando mídias digitais e tradicionais. Comentários Segundo Paludo (2010,2017), “A comunicação governamental contempla todas as ações e atividades desempenhadas pelos governos, seus órgãos e entidades, com a finalidade de apresentar para a opinião pública as informações de seu interesse, e a prestação de contas de sua atuação”. Portanto, a alternativa A é a verdadeira e a resposta da questão, pois indica direta e assertivamente o conteúdo da comunicação governamental. Obs: Essa questão 355, como dezenas de outras, cita diretamente o meu nome/trechos de meu livro Administração Pública, em 9 bancas diferentes. Se considerar a utilização em discursivas e para manter/alterar resposta de questões, esse número é ainda maior. 356.AugustinhoPaludo/2016. Julgue a afirmativa: a comunicação Pública e a comunicação Governamental têm o mesmo significado e aplicação prática. 357.CESPE-AnalistaComunicaçãoINPI/2013. Acerca da comunicação. A comunicação pública confunde-se com o conceito de comunicação publicitária e segue o modelo da bala mágica, ou da agulha hipodérmica, por sua capacidade de gerar respostas imediatas e mecânicas. Comentários Segundo Paludo (2017), “A comunicação pública é mais ampla do que a comunicação governamental. Importante papel desempenhado pela comunicação governamental, além de proporcionar a transparência das decisões e ações governamentais, é conscientizar os cidadãos para as ações públicas, para a importância de sua participação individual na construção do coletivo. Embora preocupada com fatos, a comunicação governamental contempla mais que a divulgação das decisões e ações de governo e a prestação de contas: contempla o estímulo para o engajamento da população na vida pública. Somos da opinião que a comunicação política ou de marketing não é pública, visto que não atende aos interesses públicos, mas aos interesses específicos de políticos (governantes ou não)”. Portanto, as duas questões estão erradas; a primeira porque, embora semelhantes e com aspectos comuns, comunicação pública e comunicação governamental não têm o mesmo significado e aplicação prática: o interesse público permeia a comunicação pública, e o interesse dos governos (interesses públicos e políticos) permeia a comunicação PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 115 governamental; e a segunda porque comunicação publicitária/marketing é diferente de comunicação pública: ela não atende ao interesse público, mas interesses específicos. 358.AugutinhoPaludo/2020. Acerca do conteúdo das comunicações. As Fake News sempre existiram, contudo elas aumentaram na última década. A solução, no entanto, não está no cerceamento da comunicação, mas no combate a quem delas se utiliza. Comentários Segundo Paludo (2021), “O mais novo desafio para as comunicações e a liberdade de expressão são as falsas notícias (fake news). Embora não se trata de algo novo (Tamara Pinto, 2020), as informações falsas se agigantaram em tamanho e velocidade nas redes sociais, causando danos morais e financeiros, e também para a coletividade. As Fake News existem hà muito tempo; no entanto, se agigantaram em tamanho e velocidade nas últimas décadas. A solução não deve se concentrar no cerceamento e limitação da liberdade de expressão e comunicação; mas na investigação e punição de quem as elabora, divulga e delas se beneficia, assim como das plataformas, jornais e outras bases que reiteradamente as publicam”. Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está correta. Redes 359.AOCP-GestorPúblico-Uberlândia/2015. As redes de cooperação são teias flexíveis e abertas de relacionamento que compartilham os mais diversos recursos e necessidades entre os entes que a compõem. Com relação às redes de cooperação: compartilham confiança e cumplicidade; possuem interesses e projetos comuns; possuem respeito mútuo e conflitos administráveis; são heterogêneas, competem e colaboram entre si ao mesmo tempo. 360.CESPE-EspecialistaGestãoTELEBRÁS/2013. Acerca de redes. A rede, uma estrutura de comunicação e de gestão aberta e dispersiva, pode ser expandida de forma ilimitada, haja vista o contexto vivenciado pelas organizações que a compõem. 361.CESPE-AnalistaComunicaçãoSERPRO/2013. Acerca de redes. O uso das redes sociais digitais nas organizações intensifica a comunicação horizontal ou lateral entre pares ou pessoas com interesses ou posições semelhantes. 362.FCC-AnalistaAdministrativoMP-AM/2013. A respeito de redes. As redes organizacionais possuem como característica, dentre outras, um modelo de gestãohorizontal, com compartilhamento de conhecimentos. 363.FCC-AnalistaAdministrativoTRT1/2013. A respeito de redes. As redes organizacionais podem ser estabelecidas entre diferentes pessoas e/ou instâncias de uma mesma organização, entre organizações e seus diferentes clientes externos e entre diferentes organizações públicas. 364.FCC-TécnicoFES-MG/2013. Sobre as denominadas redes organizacionais, é correto afirmar que correspondem a uma teia de relacionamentos, elos e conexões construídos e utilizados para o benefício das pessoas e membros da organização. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 116 365.FCC-AnalistaAdministrativo-TRT9/2013. A estratégia de redes representa um grande potencial de aumento da efetividade da gestão pública. Esta afirmativa é verdadeira, desde que seja evitado o problema típico na gestão de redes organizacionais que é a indefinição na responsabilização pela obtenção dos resultados. 366.CESPE-AnalistaAdministrativo-CADE/2014. Acerca da gestão de redes organizacionais. A gestão de redes organizacionais pressupõe a existência de uma autoridade central e a definição de um único objetivo organizacional. Comentários Segundo Paludo (2017), “Redes são organizações temporárias (várias organizações independentes - ou organizações e demais atores) conectadas pela Tecnologia da Informação, com compartilhamento de competências, ideias, soluções, infraestrutura, processos - e muita colaboração -, com vistas à resolução de problemas ou a obtenção de ganhos de toda espécie. Uma rede é uma estrutura de comunicação e de gestão aberta, dispersiva, dinâmica, moderna e ‘capaz de se expandir de forma ilimitada’: é a estrutura atual das organizações modernas. É um espaço em que as pessoas e grupos interagem, compartilhando ideias e recursos de forma ágil e eficiente, para encontrar soluções para os problemas ou visando alcançar objetivos comuns. Redes são formas superiores de organização, que tendem para a excelência, pois promovem inovações, trabalham com flexibilidade, com cooperação e envolvimento pessoal. Em rede, a atividade de cada participante é fortalecida, e nelas há espaço, inclusive, para conflitos administráveis e competição positiva. As redes podem ser intra e interorganizacionais. As intraorganizacionais ultrapassam os antigos departamentos e unem a empresa como um todo, tanto em busca de soluções gerais quanto específicas. Essa interação entre as diversas equipes ou grupos facilita a adaptação às constantes mudanças no ambiente. As interorganizacionais alcançam outras empresas diversas que estão dispostas a cooperarem entre si, numa espécie de “governança em rede”, em que a colaboração permite adquirir competências novas e de alto valor para o incremento de sua competitividade. Parcerias, acordos, contratos e joint ventures também fazem parte desse contexto. Para Manuel Castells (1999), “a cooperação e os sistemas em rede oferecem a única possibilidade de dividir custos e riscos, bem como manter-se em dia com a informação constantemente renovada”. Redes utilizam o modelo de gestão horizontal, definida por Herman Bakvis e Luc Juillet (2004) como: “a coordenação e gestão de um conjunto de atividades entre duas ou mais unidades organizacionais, em que as unidades em questão não exercem controle hierárquico sobre as outras e cujo objetivo é gerar resultados que não podem ser alcançados isoladamente por elas”. Os diversos atores sociais trabalham em rede de forma coletiva: organizações, sociedade civil em geral, intelectuais, lideranças políticas e sociais, e voluntários, que interagem em busca de soluções que permitam melhores resultados para toda a população. “Mobilizam-se em torno de temas que afetam o dia a dia, reforçando a colaboração e a solidariedade como instrumentos eficazes para a ação e a experimentação de novas formas de resolução de problemas” (Pedro Jacobi, 2000). O conceito de rede também pode ser visto como uma forma ampliada da teoria de sistemas, em que as relações incluem entidades públicas, organizações privadas, fornecedores, usuários dos serviços e consumidores em geral, e onde a atuação de um participante influencia a atuação dos demais. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 117 As redes são tidas como formas modernas e superiores de se administrar. Afirmam os autores que alguns dos resultados obtidos em redes somente as melhores empresas do mercado poderiam alcançar, e que as redes têm vantagens extras, como a possibilidade de realizar trocas sem estarem sujeitas aos riscos e incertezas de mercado; e que os agentes comportam-se de acordo com a coordenação, sem a necessidade da rigidez das estruturas burocráticas. As redes são mais flexíveis, se adaptam mais facilmente às mudanças e se mostram capazes de cumprir diferentes funções, que incluem tanto a função estratégica, no que se refere à redução da incerteza em relação à atitude dos demais atores, parceiros e competidores, ou relacionadas ao aumento da competitividade; quanto a função instrumental, de melhorar a eficácia dos resultados esperados. A marca central das ações em rede é a cooperação, obtida através da confiança entre os diversos atores autônomos e interdependentes, mas que trabalham como um grupo, por determinado período de tempo, respeitando e considerando os interesses dos parceiros, cientes de que as redes são um caminho para o alcance de seus objetivos particulares. Mas trabalhar em redes também apresenta dificuldades como: necessidade de conhecer as tecnologias, capacidade de resignação, capacidade para desenvolver projetos conjuntos, pensamento participativo e coletivo, respeito às adversidades. Registre-se, ainda, que por terem muitos atores envolvidos, fica difícil identificar com precisão quem é o responsável pela utilização dos recursos e pela obtenção dos resultados. Sem essa definição precisa a accountability (prestação de contas e responsabilização pelos resultados) fica prejudicada”. Portanto, as questões 359a365 estão corretas, cujas respostas são facilmente identificadas no texto acima; e a questão 366 está errada: não existe uma autoridade central nas redes de gestão e comunicação. 367.FCC-AnalistaAdministrativo-TRT19/2014. A organização em forma de rede é um fenômeno importante nas estruturas sociais e organizacionais contemporâneas, tendo como característica: A) adoção de modelo de gestão verticalizado, com coordenação estruturada para evitar a dispersão de informações. B) presença de estruturas rígidas de divisão do trabalho e circulação das informações em uma cadeia ramificada de comunicação. C) apresentar estruturas com pouca dispersão e concentração do trânsito de informações e um único canal de comunicação. D) modelo de gestão da comunicação hierarquizado de acordo com os papeis que os agentes desempenham na organização. E) serem policêntricas, com autonomia dos participantes, compartilhamento de conhecimentos e cooperação. Comentários Segundo Paludo (2017), “Redes são organizações temporárias (várias organizações independentes – ou organizações e demais atores) conectadas pela Tecnologia da Informação, com compartilhamento de competências, conhecimentos, ideias, soluções, infraestrutura, processos -e muita colaboração-, com vistas à resolução de problemas ou à obtenção de ganhos de toda espécie. As redes são policêntricas e não se adaptam às formas tradicionais de controle, mas utilizam alternativas mais democráticas como autonomia, flexibilidade e coordenação. A marca central das ações em rede é a cooperação ... Cabe destacar, ainda, que as PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 118 redes, em regra, preservam a autonomia dos parceiros e facilitam o aprendizado”. Portanto, de forma inequívoca, a alternativa E é a correta e a resposta da questão. 368.FCC-AnalistaAdm-TRT-RS/2015.As redes organizacionais envolvem a agregação de múltiplos atores e interação para compartilhamento de ideias e recursos de forma ágil e eficiente. O Estado-rede combina vários princípios da atuação Administrativa, incluindo: I. Subsidiariedade: o Estado deve ser substituído pela sociedade quando sua atuação não seja essencial. II. Flexibilidade: estrutura administrativa flexível para adaptação às mutações internas e externas. III. Centralização: existência de um canal exclusivo de comunicação, com vistas a evitar a dispersão de esforços. Comentários Segundo Paludo (2017), “O Estado-rede combina vários princípios de atuação administrativa: subsidiariedade – o Estado deve ser substituído pela sociedade em tudo o que não seja essencial; adoção de tecnologias – modernizar a gestão pública mediante investimentos em equipamentos, softwares e treinamento de pessoal; transparência – tornar públicas as ações/decisões como medida para combater a corrupção e o nepotismo (atuação conjunta dos órgãos de controle e da sociedade); participação dos cidadãos – fomento à participação dos cidadãos com vistas ao fortalecimento da democracia, aumento da legitimação dos governos e formação de novos canais de comunicação; novos agentes da administração – capacitar os servidores públicos e remunerá-los melhor do que a iniciativa privada, a fim de atrair os melhores profissionais; flexibilidade – estrutura administrativa flexível para adaptação às constantes e diversas mutações nacionais e globais; coordenação –estabelecer meios de cooperação entre as instituições públicas e os demais atores; aprendizado – aprender com os erros constatados, e utilizá-los para aperfeiçoar a gestão. Portanto, com resposta direta no texto acima, os itens I e II estão corretos. O item III está errado porque não existe centralização, mas participação, flexibilidade e coordenação. 369. CESPE-ACI-CGE-CE/2019. O Estado-rede caracteriza-se por a) concentrar o poder decisório em órgãos federais. b) promover a departamentalização de suas políticas públicas. c) fortalecer a centralidade de atividades meio. d) compartilhar a autoridade com uma série de instituições. e) implementar processos decisórios hierárquicos. Comentários Segundo Paludo (2020), “A atuação em rede é um novo modelo de relação entre Estado/Administração, a iniciativa privada, a sociedade civil e o cidadão em particular – que envolve negociação, confiança, parcerias, transparência e compartilhamento de poder/autoridade com outras instituições. A opção pela gestão em forma de redes implica uma escolha de caráter político, pois esse tipo de parceria envolve questões de poder. A atuação em redes de cooperação vem alterando as relações de poder e as relações da Administração Pública com a sociedade”. Portanto, com resposta direta no teto acima, a Alternativa D é a resposta da questão. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 119 370.VUNESP-AnalistaPPeGestão-PMSP/2015. Há, atualmente, novos arranjos institucionais em operação no governo federal brasileiro, definidos como o conjunto de regras, mecanismos e processos que determinam como se coordenam os atores e interesses na implementação de uma política específica. A respeito desses novos arranjos institucionais: há uma grande heterogeneidade nos novos arranjos institucionais, que tentam incorporar questões como intersetorialidade, participação social e relações federativas. Comentários Segundo Paludo (2017), “Com a retomada da democracia, os cidadãos veem aumentado seu campo de participação nas decisões políticas e administrativas, facilitado principalmente pelo advento das novas tecnologias, em especial a internet. Os arranjos produtivos locais, fazem parte da agenda política nacional e visam o desenvolvimento local. Em forma de rede, incluem atores políticos, econômicos, sociais, aliados ao conhecimento acadêmico-científico, e visam desenvolver, manter ou ampliar determinada atividade – aproveitando as potencialidades e os recursos de cada região. Esses arranjos estabelecem uma ponte entre território e atividade econômica, que não se restringe ao município, em que são criados setores produtivos e inovativas locais, com maior efetividade ao empreendedorismo, incluindo a participação de agentes locais e atores coletivos, e coordenadores regionais ou nacionais (Larissa Vieira, 2016). Vários autores afirmam que ‘a complexidade dos problemas sociais’ e a ‘diversidade de atores e interesses’ impulsionaram a formação e o crescimento das redes de políticas públicas. Esses aspectos forçam um modelo de cooperação entre governo, grupos sociais e cidadãos. Segundo Agranoff e McGuire (1999), redes são “arranjos multiorganizacionais para resolver problemas que não podem ser abordados, ou abordados facilmente, através de uma única organização. Nesse contexto, o processo racional central dos governos cede seu lugar ao processo participativo híbrido, envolvendo atores estatais e não estatais”. Portanto, de forma inequívoca, a questão está correta e em harmonia com o texto acima. 371.CEBRASPE-ADMINISTRADOR-CODEVASF/2021. Acerca da gestão de redes em políticas públicas, julgue o item: Uma das desvantagens do estabelecimento de redes organizacionais nas políticas públicas é o aumento dos custos inerentes ao compartilhamento de experiências de soluções tecnológicas. Comentários. Segundo Paludo (2020), “Estado Rede. Para Larissa Vieira (2016) as redes permitem reduzir a cadeia burocrática e os custos administrativos, estreitam a relação entre administradores e cidadãos, permitem melhores serviços aos cidadãos, e possibilitam a aprendizagem e criação de diversas soluções para problemas”. Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está errada: redes diminuem custos. 372.AOCP-Analista-PRODEB/2018. Acerca das redes no meio público. Considerando a atuação da administração pública, no campo da definição de políticas para o desenvolvimento sustentável, unir as capacidades locais envolvendo setor público e privado é um dos caminhos indicados. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 120 373.AOCP-AnalistaAdministrativo-UF-JF/2015. Respeitadas as diversidades e as diferenças, é factível identificar interesses comuns nas atividades humanas visando à efetivação do desenvolvimento sustentável contemplando o desenvolvimento econômico, social e ambiental. No contexto da nova gestão pública brasileira, é necessário para que este desenvolvimento sustentável aconteça: a construção de uma nova relação entre os setores público, privado e terceiro setor em todos os âmbitos. Comentários Segundo Paludo (2020), “As redes também são utilizadas pelos governos para a promoção do desenvolvimento sustentável local, em que são vistas como novas formas de organização e ação envolvendo atores sociais nacionais, regionais e locais, objetivando promover mudanças, sejam elas de cunho econômico, cultural ou social. Nesse sentido, as redes são vistas como “estratégia de ação coletiva, visando uma transformação social em um determinado local” (Scherer-Warren, 1999). No processo de desenvolvimento sustentável, a organização e a mobilização dos atores sociais locais são elementos cruciais, visto que esse desenvolvimento ultrapassa em muito o aspecto econômico e necessita da mobilização dos recursos e competências locais em espírito de solidariedade e adesão: o que pressupõe o fortalecimento das redes, envolvendo as diferentes esferas sociais ou econômicas. Importante destacar que esse caminho de desenvolvimento não nasce de uma vontade ou de um projeto específico, mas de uma construção coletiva, mediante o engajamento de cidadãos, associações e grupos locais, fomentados e incentivados pelo aporte de recursos dos governos nacionais: é um projeto que envolve o setor público, iniciativa privada, terceiro setor e sociedade”. Portanto, com respostadireta no texto acima, as duas questões estão corretas. Capítulo 9. NOVAS TECNOLOGIAS GERENCIAIS – APLICAÇÃO E IMPACTO 374.OBJETIVA.ControladorInterno-AntonioPrado/2020. Considerando-se o que dispõe PALUDO, sobre as novas tecnologias gerenciais, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: (1) Diagrama de Pareto. (2) Benchmarking. (3) Diagrama de Ishikawa. ( ) É um processo contínuo de medição de produtos, serviços e práticas, em relação aos concorrentes mais competitivos ou às empresas reconhecidas como líderes. ( ) É uma forma especial de gráfico de barras verticais (histograma) que permite determinar quais problemas resolver e qual a prioridade. Direciona os esforços para os problemas mais importantes, visto que permite selecionar e visualizar itens ou fatores em sua ordem crescente de importância e utilizá-los para melhora da qualidade, redução de custos, etc. ( ) Expressa, de modo simples e fácil, a série de causas e efeitos de um processo ou um problema. É uma forma sequencial e ordenada para se descrever ou separar todas as fases e partes de um problema. a) 1 - 2 - 3. b) 2 - 3 - 1. c) 3 - 2 - 1. d) 2 - 1 - 3. e) 3 - 1 - 2. Resposta alternativa D. Os comentários veremos nas questões seguintes. Obs: Essa questão 374, como dezenas de outras, cita diretamente o meu nome/trechos de meu livro Administração Pública, em 9 bancas diferentes. Se considerar a utilização em discursivas e para manter/alterar resposta de questões, esse número é ainda maior. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 121 375.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. Para manter a competitividade, ajustando-se a ambientes cada vez mais globalizados e imprevisíveis, torna-se importante que as empresas assumam novas posturas, sempre sustentáveis e transparentes diante das questões ambientais, sobretudo na maneira como operam seus negócios. A aplicação da Ética e da Responsabilidade Socioambiental é vista hoje como uma estratégia pontual, uma vantagem competitiva nas organizações, que, certamente, serão avaliadas e analisadas criteriosamente por seus stakeholders da cadeia produtiva, compreendidos entre clientes internos e externos, investidores e a sociedade. Comentários Segundo Paludo (2020), “A competitividade no mundo globalizado e mutável forçou as empresas para além das tecnologias, exigindo novas posturas mais transparentes e sustentáveis, que envolvem questões éticas e questões ambientais no modo como operam seus negócios. As empresas passaram a adotar estratégias que combinam condutas éticas, responsabilidade socioambiental e maior transparência, como forma de melhorar sua imagem e aumentar sua competitividade”. Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está correta: ações de transparência e sustentabilidade fortalecem a competitividade das empresas. 376.QUADRIX-ADMINISTRADOR-CFO/2020. A respeito da competitividade e inovação, julgue o item: planejar a inovação é identificar o que precisa mudar, encontrar modelos disponíveis no mercado ou desenvolver modelos próprios, e promover a mudança que aumentará a competitividade. 377.FCC-AnalistaAdm-TRE-RR/2015. As organizações de hoje operam em um ambiente cada vez mais dinâmico, exigindo que elas se adaptem constantemente a novas situações. Por isso, a redução dos níveis de burocratização é importante para que a organização consiga promover mudanças e melhorias nos processos de trabalho. Comentários Segundo Paludo (2017), “Com o aumento da competitividade entre as empresas (e por que não dizer entre as nações?), houve uma intensa busca por inovações – amparadas em grande parte nas novas tecnologias – como forma de superação dos concorrentes na procura por novos mercados, melhoria de produtos, novos produtos, redução de custos, melhoria da qualidade, aumento da eficiência, incremento nos lucros etc. Importante destacar que a inovação deve ser planejada, para que seja positiva para a instituição e para os usuários. A globalização e as inovações tecnológicas provocaram mudanças drásticas nas organizações privadas e públicas. Nesse ambiente competitivo, a estabilidade desapareceu e as organizações passaram a conviver num ambiente instável, complexo e em constante mutação. As organizações se tornaram sistemas abertos sujeitas a mudanças como forma de se adaptar ao ambiente e como meio de garantir a própria sobrevivência no longo prazo. A produção de bens e serviços públicos ou privados agora deve atender aos padrões mundiais de preço, qualidade, segurança etc. Ato decorrente, a busca por novas formas de se fazer se tornou uma constante. ... Os principais impactos verificados nas organizações foram: ... a estruturação do trabalho mudou da visão do controle para a de facilitação do aprendizado, com diminuição de níveis hierárquicos”. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 122 Portanto, em harmonia com o texto acima, as duas questões estão corretas: a 376 porque a inovação deve ser planejada; a 377 porque reduzir a burocratização é uma das inovações/mudanças promovidas pelas empresas para aumentar sua competitividade. 378.CESPE-EspecialistaProjetos-ME/2020. Quanto as ferramentas de gestão, julgue o item. O Benchmarking assim como o Brainstorming são técnicas que analisam os concorrentes e subdividem suas atividades em partes menores, visando à identificação, à compreensão, o tratamento e melhoria. 379.CESPE-Técnico-TRE-RS/2015. Sobre administração. O benchmarking é uma das formas mais rápidas, baratas e úteis de se obter inspiração para melhorar a qualidade em serviços. 380.FCM-TécnicoAdministração-CARNAIBA-MG/2019. Uma das técnicas utilizadas para melhorar os processos organizacionais é identificar as melhores práticas desenvolvidas por outras organizações. Tal técnica é conhecida como Benchmarking. A essência dessa técnica é a de buscar as melhores práticas como forma de desenvolver e de ganhar vantagens competitivas. 381.FCC-AnalistaAdministrativoMP-AM/2013. Sobre novas tecnologias. A ferramenta de avaliação que identifica as melhores instituições, métodos e estratégias que elas utilizam para o sucesso de suas áreas funcionais e processos, comparando essas práticas com as da organização avaliada e verificando como estas podem ser melhoradas, denomina-se benchmarking. 382.DOMCINTRA-AdministradorPMBH/2013. Uma organização busca melhorar a qualidade de seus produtos e serviços mensurando, estatisticamente, seus resultados e a compara com os próprios padrões ou com os padrões das empresas de referência do mercado. Esse procedimento se refere à técnica denominada Benchmarking. Comentários Segundo Paludo (2017), “O glossário do GesPública define benchmarking como “um processo contínuo de medição de produtos, serviços e práticas (processos), em relação aos concorrentes mais competitivos, ou às empresas reconhecidas como líderes”. Procura-se identificar o ‘melhor do melhor’, os fatores-chaves que influenciam a produtividade, a qualidade e os resultados dessas empresas, com a finalidade de aprimorar os produtos e serviços da organização. Para utilizar o benchmarking a organização precisa: conhecer suas operações e avaliar seus pontos fortes e fracos (processos e diagnósticos internos), e selecionar indicadores e fatores de comparabilidade; conhecer/selecionar os concorrentes e organizações líderes do mercado, identificar suas práticas, habilidades, pontos fortes e resultados, para compará- los com as práticas, os pontos fortes/fracos e resultados de sua empresa; e implantar na organização o “melhor do melhor”: os pontos fortes e as práticas dos concorrentes, e, se possível, ultrapassá-los – monitorando os resultados. O Benchmarking pode ser externo ou interno (usado para identificar/copiar/implementar melhores práticas de outros departamentos ou unidades da organização)”.28.CESPE-AnalistaAdministração-MP-PA/2020. A respeito do planejamento, analise a afirmativa: em uma organização, o planejamento operacional especifica as atividades a serem realizadas a curto prazo, com detalhamento das atividades cotidianas da organização e da maneira de executá-las. Comentários Segundo Paludo (2020), “O Planejamento pode ser estratégico, tático ou operacional. O estratégico é de responsabilidade da alta administração, tem foco no longo prazo e na efetividade, abrange toda a organização, define rumos, objetivos, estratégias, etc; o tático é decorrente do estratégico, tem foco na eficácia, orienta-se para o médio prazo, aloca recursos, e é feito para cada área funcional, cuja responsabilidade cabe aos diretores/gerentes departamentais; e o operacional tem foco no curto prazo e na eficiência - na execução das ações que tornarão concretos os planejamentos tático e estratégico: é o momento em que se define o que fazer, como fazer, quem fará, e com que meios. Cada tipo de planejamento comporta objetivos específicos, mas todos concorrem para o alcance dos objetivos estratégicos da organização”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas, 27 apresenta com assertividade aspectos relacionados com o planejamento tático, e a 28 com o planejamento operacional. 29.SEBRASPE-AssistenteAdministrativo/2020. As atribuições típicas da função organização incluem a definição de recursos e atribuição de autoridade e responsabilidade para a realização de tarefas. Tipo de Planejamento Perspectiva Temporal Conteúdo do Plano Escopo ou Abrangência Foco Estratégico Longo Prazo Amplo e Genérico Toda a Organização 1º.Efetividade 2º.Eficácia Tático Médio Prazo Pouco Detalhado Setor ou Área 1º.Eficácia 2º.Efetividade e Eficiência Operacional Curto Prazo Detalhado Atividades/Tarefas 1º.Eficiência 2º.Eficácia PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 15 30.FGV-TÉCNICOADMINISTRATIVO-TJCE/2020. Um desembargador responsável por um órgão do Poder Judiciário constatou que era necessário rever a estrutura e os processos internos do referido órgão. Após diagnóstico profissional e planejamento, começaram as mudanças e várias atividades e recursos foram redistribuídos. A função da administração responsável pela distribuição de tarefas e recursos na organização é organização. 31.FUNDATEC-AdministradorCRP-RS/2019. O processo administrativo compreende o conjunto das funções administrativas, as quais fazem parte de um todo integrado. Nesse sentido, quando os gestores estruturam os recursos disponíveis para que tudo o que foi planejado possa ser executado, eles estão atuando na função de Organização. 32.AOCP-AnalistaAdministrativo-UF-PEL/2015. Sobre administração e processo administrativo. O resultado final do processo de organização é o desenho da estrutura organizacional. Comentários Segundo Paludo (2020), “A função administrativa de organizar inclui todos os recursos (financeiros, humanos etc) e conduz necessariamente à criação da estrutura organizacional - compreende os meios que a organização necessita para pôr em prática o planejamento elaborado e para o desempenho das demais funções administrativas. Organizar é procurar a melhor forma para executar o que foi planejado, a melhor forma para agir. Compreende organizar a estrutura e agrupar as atividades necessárias para realizar o planejamento estabelecido: estabelecer a estrutura com os sistemas de Autoridades, Atividades e Comunicação”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, todas as questões estão corretas, pois apresentam com assertividade aspectos relacionados com a função ‘organização’. Na 29: autoridade (sistema de autoridade), tarefa (sistema de atividades). Obs.: As questões 31-32, como tantas outras – sugerem que foram elaboradas a partir desse livro Administração Pública, pois o texto da questão utiliza termos presentes em meu livro desde a 4ª edição/2015. 33.FGV-TécnicoAdministrativo-TJCE/2020. Para aumentar a eficácia do Tribunal, foi contratado um consultor com o objetivo de melhorar todas as funções administrativas de determinado setor. Uma dessas funções administrativas tem dupla atribuição: monitorar as atividades planejadas, assegurando que sejam executadas conforme planejado, e corrigir os desvios, a partir de medidas corretivas. Tal função administrativa é a direção. 34.QUADRIX-ADMINISTRADOR-CFO/2020. Quanto às funções de administração, julgue o item: A função de direção tem como atribuição a designação das atividades necessárias ao alcance dos objetivos planejados. 35.CONSULPLAN-AdministradorPORTOVELHO/2014. A administração tem por finalidade interpretar os objetivos propostos pela organização e transformá-los em ação. Em relação à função administrativa de direção, é correto afirmar que visa a execução e manutenção das rotinas da organização e envolve uma maior interação humana que nas demais funções da administração. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 16 36.FGV-Administrador-AL-MT/2014. Sobre administração. Os estilos de liderança dos gestores, que são usados para motivar as pessoas a atingirem os objetivos propostos, estão baseados no princípio de administração denominado direção. Comentários Segundo Paludo (2020), “Direção compreende guiar e orientar o comportamento das pessoas para o alcance dos objetivos pretendidos. É uma atividade gerencial que envolve liderança, comunicação e motivação. Dirigir (ou liderar) significa interpretar os planos para as pessoas e dar instruções e orientações sobre como executá-los, a fim de garantir o alcance dos objetivos. Dirigir significa fazer acontecer. O papel do dirigente é acionar a empresa, é fazer as coisas acontecerem. É uma função complexa, visto que envolve as relações interpessoais como liderança, comunicação, motivação, orientação, solução de conflitos e ambiente de trabalho”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: questão 33 está errada: essa é função de controle; 34 está correta (distribuir as atividades para que sejam executadas é direção – definir o sistema de atividades é organização); 35e36 estão corretas, pois apresentam com assertividade aspectos relacionados com a função ‘direção’. O final da 35 “envolve maior interação humana” está certíssima: direção envolve liderança, comunicação, motivação, orientação, solução de conflitos. 37.QUADRIX-ADMINISTRADOR-CFO/2020. Quanto ao processo administrativo e as atividades de controle: A primeira fase do controle consiste no estabelecimento de padrões e critérios para desempenho. 38.FCC-TécnicoCNMP/2015. O processo administrativo é composto por funções específicas. Sobre controle, é correto afirmar: um dos primeiros passos é estabelecer previamente os objetivos ou padrões que se deseja alcançar e manter. 39.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. O processo de controle pode ser definido em alto nível com uma sequência de quatro atividades: estabelecer padrões de desempenho (indicadores de desempenho), medir o desempenho, comparar o desempenho com os padrões para determinar desvios e adotar medidas corretivas para ajustar o desempenho ao padrão esperado. 40.SEBRASPE-AssistenteAdministrativo/2020. Sobre o processo administrativo. Definir padrões de desempenho e ações corretivas, caso aqueles não sejam atingidos, é tarefa típica da função do processo administrativo denominada controle. Comentários Segundo Paludo (2017), “O controle tem a finalidade de assegurar que o planejado, organizado e dirigido seja executado em conformidade com o determinado, visando o alcance dos objetivos. O controle é assim constituído: existência de um padrão, objetivo ou meta, observação do desempenho, comparação do desempenho com o padrão estabelecido e ação corretiva para os desvios. ControlarPortanto, em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: 378 está errada: o Brainstorming tem outra finalidade (coletar ideias); as demais estão corretas: 379 é mais PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 123 rápido, barato e útil ver o que já existe de melhor do que tentar desenvolver algo novo; as 380a382 estão em perfeita harmonia com o texto acima. 383.QUADRIX-ADMINISTRADOR-CFO/2020. Quanto a gestão da qualidade. O Kaizen representa o aprimoramento radical e abrupto da organização, implementado por meio do envolvimento ativo e comprometido da alta direção da organização no que ela faz e na maneira como as coisas são feitas. 384.CONSULPLAN-AdministradorALAGOAS/2014. Sobre novas ferramentas. Não é exatamente um programa, mas uma filosofia de qualidade que busca o aprimoramento contínuo dos processos e produtos. É uma atitude de busca constante da qualidade. O texto se refere ao Kaizen. 385.CESPE-AdministradorEBC/2011. Julgue o item: Kaizen, palavra de origem japonesa que significa melhoria contínua, é utilizada, no âmbito do estudo das organizações, para designar a redução de desperdícios. Comentários Segundo Paludo (2020), “A melhoria contínua é uma técnica de mudança organizacional lenta, suave e ininterrupta, centrada nas atividades em equipes. Visa aumentar a qualidade dos produtos e serviços dentro de programas a longo prazo. Seu foco é a melhoria gradual e contínua, através da colaboração e participação das pessoas, para realizarem suas tarefas um pouco melhor a cada dia. O Kaizen é uma filosofia de qualidade cujo foco é melhorar continuamente a qualidade dos produtos e serviços, com o apoio das equipes de trabalho. O Kaizen promove a melhoria através da eliminação de problemas identificados, objetivando fazer melhor as atividades/tarefas e conquistar resultados específicos relacionados à satisfação dos clientes (produtos/serviços), ou relacionados com a redução de custos de fabricação, estoques e distribuição”. Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão 383 está errada: Kaizen não faz ação radical; e as 384e385 estão corretas e têm resposta direta no texto. 386. FCM-Administrador-CEFET-MG/2019. Com o passar dos anos, o setor público passou a adotar ferramentas e tecnologias gerenciais oriundas do setor privado, com o intuito de melhorar o desempenho de suas organizações em termos de processos, produtos e serviços. Nesse aspecto, analise a afirmativa: O Downsizing refere-se a um processo de enxugamento das organizações, o que significa a aplicação de ações como a redução de níveis hierárquicos e das operações ao mínimo necessário ao negócio (core business), assim como a transferência de operações não-essenciais para terceiros. 387.CESPE-EspecialistaProcessos-MEC/2014. Relativo à administração. O downsizing é a abordagem mais indicada quando se pretende diminuir a resistência a melhorias realizadas na organização. 388.CESPE-AnalistaAdministradorMS/2013. Julgue o item: Nas organizações atuais, achatadas, competitivas e voltadas para o downsizing, os funcionários altamente comprometidos apresentam dificuldade de adaptação, principalmente porque a amplitude de controle é maior. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 124 Comentários Segundo Paludo (2017), “O downsizing promove redução de níveis hierárquicos (mediante a fusão de departamentos ou gerências intermediárias) e o enxugamento organizacional, para reduzir as operações ao essencial do negócio (core business); e transfere as operações não essenciais para terceiros com capacidade de fazê-lo melhor e mais barato (terceirização). O enxugamento substitui a cultura baseada na desconfiança e no policiamento externo (que utiliza um contingente excessivo de comandos e controles) por uma nova cultura, que investe em treinamento para a qualidade e apoia a inovação, a iniciativa e o comprometimento das pessoas”. Portanto, a questão 386 está correta e tem resposta direta no texto acima; as 387-388 estão erradas: 387 porque o downsizing não é utilizado para diminuir resistência, mas para promover mudanças; 388 porque no downsizing o controle é amenizado ao mesmo tempo que é fortalecido o treinamento e a inovação; e os funcionários mais comprometidos terão mais facilidades na adaptação. 389.IFMS-AssistenteAdministração-CEFET-MS/2019. O ciclo PDCA pode ser utilizado para o gerenciamento contínuo das atividades de uma organização. É um método usado para controlar e melhorar as atividades de um processo. A sigla advém do inglês para Plan (planejar), Do (executar), Check (checar/controle) e Act ou Adjust (ajustar). Quanto a esta ferramenta, marque a alternativa INCORRETA: A) A etapa Plan (planejar) pode ser explicada como: estabelecer objetivos, metas e os meios para alcançá-los. B) A etapa Do (executar) pode ser explicada como: executar as atividades propostas no planejamento. C) A etapa Control (checar/controle) pode ser explicada como: monitorar/controlar a execução e verificar o grau de cumprimento do que foi planejado. D) A etapa Adjust (ajustar) pode ser explicada como: identificar eventuais falhas, mas não as corrigir, já que a alteração de uma atividade ou processo que já esteja consolidado geraria custos dispensáveis para a instituição. E) O ciclo PDCA se traduz na própria ideia de melhoramento contínuo, permitindo a identificação e correção das falhas de uma ação. 390.FCC-AnalistaAdm-TRE-Paraiba/2015. Entre as metodologias comumente mencionadas pela literatura para a gestão de processos destaca-se o Ciclo PDCA, que possui entre as principais características que podem ser apontadas, a busca pela minimização de erros. 391.FGV-Auditor-CGE-MA/2014. As novas tecnologias que surgiram em função do aumento da concorrência entre as empresas privadas passaram, num segundo momento, a ser utilizadas pelas organizações públicas. A ferramenta que busca a lógica do “fazer certo desde a primeira vez”, utilizada para controlar e melhorar processos, é denominada Ciclo PDCA. 392.ESAF-APO-GerProjetos/Governança/2015. A ferramenta de gestão criada por Walter Shewhart e, mais tarde, amplamente divulgada por Willian Deming, cujo objetivo é implementar um processo de melhoria contínua, através de ciclos de planejamento e controle de uma determinada atividade, é denominada Ciclo PDCA. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 125 393.FGV-Agente-TC-BA/2014. Na análise e melhoria contínua da qualidade em uma organização, após o desenvolvimento de um processo deve‐se verificar se as expectativas dos clientes estão sendo atendidas. Em muitos casos, tal análise pode apontar para a necessidade de melhorias e, nesse caso, o ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Action) pode ser usado como suporte. 394.FCC-AnalistaAdm-TRT13/2014. Julgue o item acerca do PDCA: O Ciclo PDCA inclui as seguintes etapas sequenciais: planejamento; execução; controle/verificação; ação avaliativa/corretiva. 395.CESPE-ACE-TCU/2015. Acerca de aspectos relacionados à administração pública. O ciclo PDCA compõe-se das seguintes etapas: planejamento, execução, controle ou verificação e ação corretiva. Comentários Segundo Paludo (2017), “O Ciclo PDCA teve origem na década de 1920, com Shewhart, nos Estados Unidos, mas tornou-se conhecido como ciclo de Deming a partir de 1950, no Japão. Para o glossário do GesPública, Ciclo PDCA é uma ferramenta que busca a lógica para fazer certo desde a primeira vez. O PDCA padroniza as informações de controle, reduz e evita erros lógicos, facilita o entendimento das informações, melhora a realização das atividades e proporciona resultados mais confiáveis. O PDCA É uma técnica simples para o controle de processos, que também pode ser utilizada para o gerenciamento contínuo das atividades de uma organização. É um método usado para controlar e melhorarconsiste em comparar o que foi planejado, os objetivos estabelecidos, os resultados pretendidos - com os alcançados - para avaliar o sucesso ou insucesso de todo o processo administrativo. O controle visa assegurar bons resultados e a melhoria contínua do Processo de Administrar”. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 17 Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, todas as questões estão corretas, pois indicam assertivamente o conceito e atividades da função ‘controle’. Obs.: As questões – inclusive a 40, como tantas outras – sugere que foram elaboradas a partir deste livro Administração Pública, pois o texto da questão utiliza termos presentes em meu livro desde a 4ª edição/2015. Características das Organizações Modernas 41.AugustinhoPaludo/2020. Além das tradicionais, há diversas características recentes das Organizações Modernas de sucesso, como: Uso intensivo dos recursos de TI; Gestão da informação e do conhecimento; Ênfase na competitividade e satisfação dos clientes; Aprendizado Organizacional; Governança Corporativa. Comentários Segundo Paludo (2020), “Além das tradicionais, há diversas características recentes das Organizações Modernas de sucesso, como: Uso intensivo dos recursos de TI ...; Gestão da informação e do conhecimento ...; Ênfase na competitividade e satisfação dos clientes ...; Aprendizado Organizacional ...; Governança Corporativa ...”. Portanto, a afirmativa está correta e apresenta as principais características recentes das atuais organizações de sucesso. 42.UFSC-Administrador/2018. Acerca da estrutura organizacional e de sua importância para a dinâmica das organizações. A complexidade de uma estrutura organizacional está relacionada à quantidade de unidades que a organização possui espalhadas geograficamente e, também, pelo número de divisões e departamentos que podem ser especializados funcionalmente. Comentários Segundo Paludo (2020), A estrutura é a forma pela qual a organização irá se estruturar, e coordenar os esforços para alcançar seus objetivos. Ela influencia a escolha da estratégia, e também é influenciada pela estratégia, pela cultura, pelo tipo de produto/serviço, pela tecnologia, etc ... Quanto maior o número de unidades espalhadas geograficamente e o número de departamentos, maior será a complexidade da estrutura organizacional. Portanto, a questão está correta e encontra resposta direta no texto acima. Obs.: A questão 42, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas tem recorte de texto do meu livro Administração Pública. 43.FCC-Administrador-COPERGAS/2016. Os critérios de departamentalização correspondem à forma como as atividades são logicamente agrupadas em órgãos de uma empresa. Entre os critérios de departamentalização comumente utilizados, analise as proposições a seguir: I. por produto, quando grupam-se em um mesmo órgão todas as atividades diretamente relacionadas a determinado produto ou serviço, independentemente da sua natureza ou especialidade. II. por área geográfica, quando grupam-se em um mesmo órgão todas as atividades exercidas em determinada região. III. funcional, quando o grupamento de atividades é feito com o objetivo de atender a determinado grupo de pessoas, clientes internos e externos. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 18 Comentários I.Verdadeira. Segundo Paludo (2020), “Produtos/Serviços. A empresa é subdividida em unidades de produção, com agrupamento de atividades/tarefas conforme o tipo de produto/serviço, independente da especialidade ou natureza. É aplicável às empresas que têm diversos produtos/serviços”. II.Verdadeira. Segundo Paludo (2020), “Geográfica: Orienta-se para o mercado, com agrupamento das atividades geograficamente em determinada região ... É mais indicada para organizações em redes, e, se forem do tipo Matriz-x-Filial haverá perda da especialização e duplicação de atividades. É utilizada por grandes organizações, que atuam em diferentes Estados ou Países, com diferentes tipos de cultura”. III.Falsa. Segundo Paludo (2020), “Funcional. O agrupamento das atividades/tarefas é feito de acordo com as funções, por especialistas. É pouco flexível, mas é segura, facilita o relacionamento, e indicada para ambientes estáveis: ainda é o modelo mais utilizado pelas empresas”. Capítulo 2.ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DO ESTADO, GOVERNO, ADMINISTRAÇÃO 44.ENEM-Ensino superior/2016. Leia o texto abaixo e depois responda à questão: Conforme Paludo (2012), a República Federativa do Brasil é um Estado Democrático de Direito, pois se fundamenta em um ordenamento jurídico democrático, com eleições livres e periódicas para escolha do governo. De acordo com os conceitos abordados na bibliografia básica da disciplina, analise as proposições abaixo e indique (V) para verdadeiro e (F) para falso no que se refere aos elementos que caracterizam esse quadro. ( ) ordenamento jurídico constitucional-legal. ( ) independência entre os poderes. ( ) existência de direitos e garantias individuais. ( ) no Estado de Direito, nenhum cidadão é submetido às leis. A) V, F, V, V. B) V, V, V, V. C) F, V, V, V. D) V, V, F, F. E) V, V, V, F. Comentários Segundo Paludo (2020), “A República Federativa do Brasil constitui-se em um Estado Democrático de Direito. Estado Democrático de Direito é o Estado que se fundamenta num ordenamento jurídico democrático, com eleições livres e periódicas para escolha do Governo, e possui elementos que o caracterizam: soberania popular; ordenamento jurídico constitucional-legal; independência entre os poderes; e existência de direitos e garantias individuais”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a Alternativa E é a resposta da questão: apenas a última afirmativa está errada, pois os cidadãos submetem-se as leis. Obs: Essa questão 44, como dezenas de outras, cita diretamente o meu nome/trechos de meu livro Administração Pública, em 9 bancas diferentes. Se considerar a utilização em discursivas e para manter/alterar resposta de questões, esse número é ainda maior. 45.IASP-ConsultorLegislativo-RJ/2020. Analise a afirmativa: O Estado Democrático de Direito, caracterizador do Estado Constitucional, significa que o Estado se rege por normas democráticas, com eleições livres, periódicas e pelo povo, bem como o respeito das autoridades públicas aos direitos e garantias fundamentais é proclamado, por exemplo, no PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 19 caput do art. 1º da Constituição da República Federativa do Brasil, que adotou, igualmente, em seu parágrafo único, o denominado princípio democrático ao afirmar que “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Comentários Segundo Paludo (2020), “A soberania popular encontra respaldo no artigo 1º, parágrafo único da CF/1988: todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Portanto, com resposta direta no texto-resposta da questão anterior – complementado com o conteúdo acima, a questão está correta. 46.PROGEP-Auditor-Uberlândia/2020. Sobre a organização política e administrativa da República Federativa do Brasil, analise a afirmativa a seguir: a República Federativa do Brasil compreende a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios, todos autônomos. 47.CESPE-AgteAdministrativo-PF/2014. A respeito da organização político-administrativa. A União, os estados, o Distrito Federal DF e os municípios compõem a organização político- administrativa da República Federativa do Brasil. 48.FGV-ContadorSEDUC-AM/2014. Sobre a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil. Compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todosautônomos, nos termos da Constituição. Comentários Segundo Paludo (2020), “A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, conforme assegurado no art. 18 da Constituição de 1988”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões estão corretas, indicam assertivamente os componentes da organização da república federativa do Brasil. 49.FCM-TécnicoAdministração-CARNAIBA-MG/2019. Avalie a afirmativa a seguir a respeito da República Federativa do Brasil. É formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal. 50.VUNESP-PoliciaCivil-SP/2014. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em um Estado democrático de Direito. Comentários Segundo Paludo (2020), “A República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos Estados, Municípios e do Distrito Federal. Constitui um Estado Democrático de Direito, e possui três poderes independentes e harmônicos entre si: Legislativo, Executivo e Judiciário”. Fique atento para a diferença entre formação e organização: Segundo Paludo (2020) “A formação da República Federativa brasileira inclui apenas Estados, Municípios e Distrito Federal, mas a organização política inclui também a União (União, Estados, Municípios e Distrito Federal)”. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 20 Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões estão corretas em todos os aspectos mencionados. 51.IASP-ConsultorLegislativo-RJ/2020. Leia o trecho a seguir e assinale ao que segue: Inadmissível qualquer pretensão de separação de um Estado-membro, do Distrito Federal ou de qualquer Município da Federação, inexistindo em nosso ordenamento jurídico o denominado direito de secessão. O trecho veicula ensinamento sobre a indissolubilidade da República Federativa do Brasil. Comentários Segundo Paludo (2020), “Há possibilidade de Estados-membros incorporarem-se entre si, subdividirem-se ou desmembrarem-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais; assim como é possível a criação, incorporação, fusão e o desmembramento de Municípios – atendidos os requisitos constitucionais-legais –, porém, não há possibilidade de um ente da federação constituir um novo Estado independente: não há o direito de secessão na República Federativa do Brasil”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 52.CEBRASPE-AuxiliarAdministrativo-TJ-PA/2020. Acerca da organização do Estado Brasileiro. A autonomia do Estado para gerir negócios próprios, pela ação administrativa do governador, denomina-se autogoverno. 53.CESPE-AnalistaAdmPública-TCDF/2014. Acerca da organização político-administrativa do Estado Federal brasileiro. A autonomia dos estados-membros caracteriza-se pela sua capacidade de auto-organização, autolegislação, autogoverno e autoadministração, ao passo que a soberania da União manifesta-se em todos esses elementos. 54.FGV-AuditorFiscal-Cuiaba/2014. Sobre a organização político-administrativa do Estado brasileiro, analise: O Estado brasileiro divide-se em entes federativos de três diferentes níveis organizados hierarquicamente. Comentários Segundo Paludo (2020), “Somente o Estado Federal detém a soberania. A União (no plano interno), os Estados e os Municípios têm apenas autonomia política, administrativa e financeira. Não existe hierarquia entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios. A autonomia, que a CF/1988 garante, se resume a três tipos especiais: auto-organização – organizam-se mediante constituição e leis próprias; autogoverno – capacidade de elegerem seus governantes e demais representantes políticos, e organizar os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; autoadministração – organização para a prestação dos serviços de sua competência, compreendendo as atividades administrativas, tributárias e legislativas necessárias”. Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão 52 está correta: gerir negócios pela ação administrativa enquadra-se em autogoverno; as 53e54 estão erradas. A 53 porque autolegislação não é item válido (está contida na auto-organização) e porque a União não detém soberania; e a 54 porque não existe hierarquia entre a União, Estados, DF e Municípios: trata-se de entes autônomos. 55.CESPE-AuditorFiscal-ES/2008. A União é entidade federativa autônoma em relação aos estados-membros e municípios, e cabe a ela exercer as prerrogativas de soberania do PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 21 Estado brasileiro ao representar a República Federativa do Brasil nas relações internacionais. Comentários O Estado é o único que detém o poder soberano. Segundo Paludo (2017), “A União, os Estados-membros, o Distrito Federal e os Municípios são entidades estatais, que, segundo a Constituição Federal, são autônomos entre si. Somente o Estado Federal detém a soberania. A União (no plano interno), os Estados e os Municípios têm apenas autonomia: política, administrativa e financeira”. No entanto, o Estado é um “ente moral, intangível” que necessita de alguém para representá-lo, e esse alguém é a União Federal. Quando a União representa o Estado Brasileiro ela age em nome do Estado e usa de suas prerrogativas, dentre elas, a soberania. “A União quando age em nome próprio é Pessoa Jurídica de Direito Público Interno com autonomia apenas, mas quando age em nome da Federação representa o Estado Brasileiro nas relações internacionais com plena soberania” (Paludo, 2017). Portanto, a questão está correta porque quando a União representa o Estado Federal, ela utiliza a soberania do Estado: age com soberania. 56.PROGEP-Auditor-Uberlândia/2020. Sobre a organização política e administrativa da República Federativa do Brasil, analise a afirmativa: os territórios federais integram a União, e sua criação, transformação em estado ou reintegração ao estado de origem serão reguladas em lei complementar. 57.CESPE-AuditorFUB/2015. No que diz respeito a organização do Estado brasileiro. As autarquias territoriais não detêm autonomia política. Comentários Segundo Paludo (2020), “Os territórios (atualmente inexistentes) não são entes federativos - são Autarquias Territoriais integrantes da estrutura da União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões estão corretas. A 57, apenas os entes federativos detêm autonomia. 58.CESPE-ContadorPF/2014. No que se refere aos princípios fundamentais e à organização do Estado brasileiro. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos estados, municípios e Distrito Federal, adota a federação como forma de Estado. 59.CESPE-AuditorFUB/2015. No que diz respeito a organização do Estado. O Brasil adota a forma de Estado unitário puro, em que as competências estatais são exercidas de maneira centralizada pela unidade que concentra o poder político. Comentários No Brasil, a forma de Estado é a Federal e a forma de Governo é a República. Segundo Paludo (2017), “O Brasil é classificado como um Estado composto, da espécie Federal, pois apresenta duas esferas de governo: a nacional (União) e a regional (Estados). A federação brasileira ainda traz um ente federativo exclusivo, que são os Municípios. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 22 O federalismo brasileiro é cooperativo, visto que a divisão de competências não é rígida: há competências comuns e concorrentes, e com frequência vê-se atuação conjunta da União, Estados e Municípios. Os Estados podemser simples ou compostos: simples/unitário é o Estado Unitário que apresenta apenas uma esfera central de governo; compostos são os Estados Federados (poder repartido/descentralizado); a Confederação (união de estados soberanos); a União Real e a União Pessoal (precária)”. Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão 58 está correta: o Brasil adota a Federação como forma de Estado; e a questão 59 está errada porque o Brasil não adota o Estado simples/unitário. 60.CESPE-Administrador-ENAP/2015. A respeito das noções de Estado, governo e administração pública. Povo, território e governo compõem os três elementos constitutivos do conceito de Estado. 61.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. O Estado é pessoa jurídica territorial soberana formada por três elementos indissociáveis e indispensáveis para a noção de um Estado independente: Território, Povo e Governo. Comentários Segundo Paludo (2017), “Os elementos do Estado moderno, apontados pela doutrina, são: povo, território, poder e soberania (ou povo, território e poder/governo soberano). Nesse ponto, é importante não confundir povo com nação: povo é o agrupamento de pessoas que residem em um determinado território; nação, além do agrupamento de pessoas, inclui traços culturais comuns como tradições, idioma, costumes e religião”. Porque as questões mencionam Governo e não soberania? Veja: “O Estado exerce seu poder através do Governo ... enquanto o Estado detém o poder extroverso, o Governo é quem exerce esse poder, de forma soberana” (Paludo, 2017). Portanto, em harmonia com o texto acima, as duas questões estão corretas por abordar com assertividade os elementos constitutivos do Estado: povo, território e governo soberano. 62.CESPE-ContadorPF/2014. No que se refere aos princípios fundamentais e à organização do Estado brasileiro. O estabelecimento pela CF de que todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos seus termos, evidencia a adoção da democracia semidireta ou participativa. Comentários Segundo Paludo (2017), “O Regime Político adotado no Brasil é a Democracia semidireta. Democracia semidireta/representativa é aquela onde o poder do povo é exercido através de representantes eleitos, ao mesmo tempo em que é assegurada a participação direta da população em algumas decisões, por meio de plebiscito, referendo e iniciativa popular. Na democracia direta o poder é exercido diretamente pelo povo (que elabora as leis, julga e administra”. Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão está correta por abordar com assertividade características da democracia brasileira. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 23 63.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. A respeito da organização do estado brasileiro, em relação ao sistema presidencialista, tem-se como pressuposto a ideia de que A) inexiste a tipicidade de funções, dado que o Presidente pode exercer tipicamente tanto a capacidade executiva, quanto a legislativa e jurisdicional. B) a separação dos Poderes delimita a atividade estatal de legislação, acarretando em uma relação dependente e harmônica entre os organismos políticos. C) a administração pública é interpretada de forma subjetiva, considerando-se apenas os órgãos administrativos, em detrimento das ações efetivamente governamentais. D) o sistema de freios e contrapesos garante a soberania de cada poder, viabilizando a arbitrariedade administrativa ao Presidente da República. E) a chamada dupla função do Presidente da República ocorre quando ele exerce as funções de Chefe de Estado e Chefe de Governo. 64.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. A respeito da organização do estado brasileiro analise o item: o sistema de governo está relacionado com a maneira como funciona a relação entre os Poderes Legislativo e Executivo de um país, tendo sido adotado no Brasil o tipo presidencialista. 65.CESPE-Administrador-ENAP/2015. Com relação ao sistema político brasileiro e às relações entre Estado, governo e administração pública. O Brasil é uma república federativa presidencialista, uma vez que o seu chefe de Estado e de governo, o presidente da República, é eleito democraticamente e por tempo limitado. Comentários Segundo Paludo (2020), “Os governos podem assumir a forma de monarquia ou de república, e adotar como sistema de governo o presidencialismo ou o parlamentarismo. O Brasil adota a República e o Presidencialismo. A Forma refere-se ao modo como ocorre a instituição e a transmissão do poder, e a relação dos governos com os governados, enquanto que o Sistema refere-se ao modo como se relacionam os poderes Legislativo e Executivo. São características do presidencialismo: o presidente é escolhido para governar por um prazo fixo e determinado; a escolha do presidente é feita pelo povo (regra geral de maneira direta, e excepcionalmente indireta); o presidente da república assume a chefia de Estado e de Governo; a chefia do executivo é exercida de modo unipessoal; há responsabilidade do governo perante o povo; o presidente da república possui poder de veto, de interferir nas atividades legislativas (Lima, 2005; Dallari, 2007). São características da república: eletividade dos governantes; temporalidade do mandato; representatividade popular; dever de prestação de contas”. Portanto, em harmonia com o texto acima, na questão 63 a Alternativa E é a resposta; a questão 64e65 estão corretas e contêm afirmativas verdadeiras acerca do sistema de governo e da república federativa presidencialista adotada no Brasil. 66.Esaf-Analista-CVM/2010. Analise os itens a seguir, a respeito das entidades políticas e administrativas, e marque com V se a assertiva for verdadeira e com F se for falsa. I- A autonomia de uma entidade política decorre de sua capacidade de auto-organização, autogoverno e autoadministração. II- São entidades políticas a União, os Estados, os Municípios, o Distrito Federal e suas autarquias e fundações públicas. III- As entidades políticas e administrativas surgem da descentralização administrativa. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 24 IV- As entidades políticas são pessoas jurídicas de direito público, enquanto as entidades administrativas são pessoas jurídicas de direito privado. Comentários I-Verdadeira. “A autonomia, que a CF/1988 garante, se resume a três tipos especiais: auto-organização – organizam-se mediante constituição e leis próprias; autogoverno – capacidade de elegerem seus governantes e demais representantes políticos; autoadministração – organização para a prestação dos serviços de sua competência, compreendendo as atividades administrativas, tributárias e legislativas necessárias” (Paludo, 2017). II-Falsa. Como vimos em questões anteriores, a organização política da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Órgãos e entidades (inclusive autarquias e fundações) referem-se à organização administrativa. III-Falsa. Apenas entidades administrativas surgem da descentralização administrativa: as entidades políticas surgem da organização do Estado, com repartição de competências. “A Administração Indireta é composta exclusivamente por pessoas administrativas; é constituida pôr entidades de direito público e privado” (Paludo, 2017). IV-Falsa. As entidades políticas são pessoas jurídicas de direito público, da administração direta. “A administração direta é composta pelos próprios órgãos dos poderes que compõem as pessoas jurídicas de direito público com capacidade política ou administrativa” (Paludo, 2017). No entanto, como visto no item III, as entidades administrativas podem ser de direito público ou direito privado: as Autarquias serão sempre de direito público, as Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista sempre de direito privado; e as Fundações podem ser de Direito Públicoe, eventualmente, direito privado. Administração Pública 67.FCM-Administrador-CEFET-MG/2019. Sobre a noção de Administração Pública, Paludo (2012, p.20) explica que “[...] em sentido amplo compreende: o governo (que toma decisões políticas), a estrutura administrativa, e a administração (que executa essas decisões). Em sentido estrito compreende apenas as funções administrativas de execução dos programas de governo e demais atividades”. No que diz respeito às características da Administração Pública, é correto afirmar que ela a) tem um fim em si mesma. b) tem competência ilimitada. c) tem poder político, jurídico e administrativo. d) está acima das normas jurídicas e técnicas. e) é neutra e persegue o bem comum da coletividade. Comentários Segundo Paludo (2020), ”A administração pública em sentido amplo compreende: o governo (que toma as decisões políticas), a estrutura administrativa e a administração (que executa essas decisões). Em sentido estrito compreende apenas as funções administrativas de execução dos programas de governo, prestação de serviços e demais atividades. É neutra – a Administração Pública deve tratar a todos igualmente. A finalidade principal da Administração Pública é contribuir para o alcance dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil (art. 3º da CF/88) e do objetivo maior do Estado: promoção do bem-estar da coletividade”. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 25 Portanto, a Alternativa E é a resposta da questão, conforme demonstrado no texto acima. Obs: Essa questão 67, como dezenas de outras, cita diretamente o meu nome/trechos de meu livro Administração Pública, em 9 bancas diferentes. Se considerar a utilização em discursivas e para manter/alterar resposta de questões, esse número é ainda maior. 68.FCC-AnalistaAdministrativo-TRE-PR/2012. Atos de governo são diferentes dos atos de Administração: a Administração não pratica atos de governo; pratica tão somente atos de execução, com maior ou menor autonomia funcional, segundo a competência dos órgãos e de seus agentes. 69.CESPE-AnalistaAdministrativoMI/2013. Os conceitos de governo e administração não se equiparam; o primeiro refere-se a uma atividade essencialmente política, ao passo que o segundo, a uma atividade eminentemente técnica. 70.AOCP-AnalistaAdministrativo-UF-GO/2015. Em sua versão moderna, o Estado contém um conjunto de organismos de decisão e de execução. O conjunto desses organismos que executam as funções do Estado é denominado Administração Pública. Comentários Segundo Paludo (2017), “Governo traduz-se no modo pelo qual o Estado é administrado: como são definidos os objetivos e as diretrizes gerais de atuação, fixadas as políticas públicas e tomadas as decisões político-administrativas – que irão orientar/guiar a atuação administrativa direcionada à realização dos fins pretendidos pelo Estado e a promoção do bem comum da coletividade. O conceito material de Governo refere-se às atividades executivas, legislativas e judiciárias, desempenhadas pelo Governo em sentido formal (os três poderes). Em sentido estrito, o Governo é a autoridade soberana que dita as ordens; é o “agente público” que conduz a nação: o Governo stritu sensu corresponde ao Chefe do Poder Executivo. A Administração Pública possui as seguintes características principais: É executora – a Administração, direta ou indiretamente, centralizada ou descentralizada, executa as atividades desejadas pelo Estado, tendo em vista o bem-estar da coletividade: presta serviços públicos e pratica atos administrativos através de seus órgãos e agentes. Ela não pratica atos políticos nem atos de governo; Tem responsabilidade técnica – ao prestar serviços públicos e praticar atos administrativos, a Administração Pública obedece à normas jurídicas e técnicas. O desvio a essas normas invalidará o ato praticado e responsabilizará o agente que o praticou. Os agentes públicos são responsáveis pelos atos que praticam, e estão sujeitos à prestação de contas perante a própria Administração, aos órgãos de controle e a sociedade. Enquanto o Estado detém o poder soberano, o Governo decide politicamente os principais objetivos, as políticas públicas e as diretrizes de ação nacional, e a administração pública é responsável pela execução: cabe a esta implementar as decisões dos governos tendo em vista a realização dos objetivos estabelecidos e o bem estar da coletividade”. Portanto, em harmonia com o texto acima, as três questões estão corretas: o Governo exerce atividade política e pratica atos de decisão; a administração pública é técnica e seus atos são de execução. PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 26 71.UEPB-Administrador/2012. O conceito de Administração Pública é amplo e complexo. A ausência de uma definição clara e consistente do termo Administração Pública decorre da diversidade dos sentidos e da própria expressão, quer diferentes campos por meio dos quais se desenvolve a atividade administrativa. Na visão de alguns autores, Administração Pública é: assinale a alternativa INCORRETA. A) Em sentido institucional, é o conjunto de órgãos instituídos para a consecução dos objetivos do governo. No sentido operacional é o desempenho perene e sistemático, legal e técnico, dos serviços próprios do Estado ou por ele assumidos em benefício da coletividade. B) É a direção suprema dos negócios públicos. E que através do conjunto de poderes e órgãos constitucionais exerce o complexo de funções básicas de estado, com manifestação de soberania, instituí e conduz as políticas sociais e econômicas, fixando objetivos do Estado e, também, tem a responsabilidade da manutenção da Ordem Jurídica vigente. C) É a parte da ciência da Administração que se refere ao governo, e se ocupa, principalmente, do poder executivo, no qual se faz o trabalho de governo, embora haja problemas administrativos relacionados aos Poderes Judiciário e Legislativo. D) É a gestão dos bens e interesses qualificados da comunidade, nos âmbitos Federal, Estadual e Municipal, segundo os preceitos do direito e da moral visando o bem comum. E) É a ocupação de todos aqueles que atuam em nome do povo – em nome da sociedade, que delega de forma legal – e cujas ações têm consequências para os indivíduos e grupos sociais. Comentários A-Verdadeira. A palavra Institucional refere-se aos Órgãos e Entidades, que, por certo, são criados/instituídos para a consecução dos objetivos do Governo, e para o alcance do objetivo maior do Estado: a promoção do bem-estar da coletividade. A segunda parte do enunciado também está correta, “Pode-se, ainda, utilizar o conceito operacional de administração pública definido por Hely Lopes Meirelles como o desempenho perene e sistemático, legal e técnico, dos serviços do Estado, ou por ele assumidos, em benefício da coletividade” (Paludo, 2017). B-Falsa. O conteúdo desta alternativa refere-se ao Governo e não à administração. “O Governo traduz-se no modo pelo qual o Estado é administrado: como são definidos os objetivos e as diretrizes gerais de atuação, fixadas as políticas públicas e tomadas as decisões político-administrativas ...” (Paludo, 2017). C-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “administração é a ciência que trata das organizações. Em sentido estrito compreende apenas as funções administrativas de execução dos programas de governo e demais atividades”. Portanto, na área pública, administração é a parte que se ocupa em executar, em fazer acontecer, e que se concentra no poder Executivo - embora haja também administração pública nos poderes Judiciário e Legislativo (para atender suas necessidades específicas). D-Verdadeira. A administração pública é aplicada nos âmbitos Federal, Estadual e Municipal, e é encarregada de gerir os bens e interesses da sociedade - sempre com observância aos princípios e normas impostos pelo ordenamento