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•  Referencial bibliográfico 
contemporâneo
• Principais páginas do
governo federal
• Análise de Provas Recentes
Augustinho 
PALUDO
ADMINISTRAÇÃO 
PÚBLICA
4ª edição
revista e atualizada
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ADMINISTRAÇÃO 
PÚBLICA
Augustinho
PALUDO
• Livro mais completo de 
Administração Pública da Atualidade
• Utilizado pelas
principais bancas de concursos
• Guia conceitual
para o gestor público
• Fonte de pesquisa para
trabalhos acadêmicos
Ou
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9 788544 233795
ISBN 978-85-442-3379-5
Bacharel em Administração, pós-
graduado em Administração Pública,
MBA em Gestão Pública, Mestrando 
em Planejamento e Governança 
Pública. É professor de Orçamento 
Público, Administração Financeira e 
Orçamentária, LRF, Administração Pública 
e Planejamento Governamental em 
cursinhos de Curitiba, em Pós-Graduação,
e no Programa Gestão Brasil, e Tutor de 
cursos da Esaf nessas áreas. Foi Diretor 
de Planejamento, Orçamento e Finanças 
na Justiça Federal do Paraná; Analista 
de Finanças e Controle da CGU-RS; e 
atualmente é Analista Administrativo-
Auditor do TRE-PR, aprovado nos 
seguintes concursos: 6º lugar – Analista 
Administrativo TRE-SC/2005; 16º lugar 
– Analista de Finanças e Controle da CGU 
na Região Sul/2006; 3o lugar – Analista 
de Orçamento do MPU no Paraná/2007; 
2º lugar – Analista Administrativo do 
TRE-PR/2007. Em 2008 foi novamente 
aprovado no concurso de AFC-CGU para 
Brasília e convocado para assumir o cargo. 
Em 2019 foi aprovado em 1º lugar na prova 
classificatória para o Mestrado na UTFPR.
O conteúdo deste livro é direcionado para os concursos de Auditor de Controle 
Externo do TCU, Analista de Finanças e Controle da CGU, Concursos do Ciclo 
de Gestão do Poder Executivo, Auditor Fiscal da Receita Federal, Auditor Fiscal 
do Trabalho, Analista Administrativo do Poder Judiciário, Tribunais de Contas 
Estaduais, Fiscais de ISS e todos os concursos que contenham a disciplina de 
Administração Pública.
Meu linguajar é objetivo, como é fácil perceber, pois considero que o estudante para 
concursos não tem tempo a perder com palavras excessivas que não se traduzem 
em conhecimentos específicos e úteis para responder aos questionamentos das 
bancas.
Por inúmeras vezes, deixei de lado meu ego de escritor para transcrever palavras 
de outros autores que melhor souberam definir conceitos/características do tema, 
ou para citar trechos de escritores de renome – tudo com a finalidade de facilitar 
o correto entendimento da matéria e o acerto das questões. (...)
Conquistar uma vaga no serviço público só depende de você: se estiver disposto
a estudar com dedicação e perseverança, então a vaga já é sua. Trata-se apenas 
de uma questão de tempo!
Boa sorte a todos!
Prof. Augustinho Paludo
INCLUI
Livro de Questões 
Comentadas
BEST SELLER
capa_administracao_publica.indd 1capa_administracao_publica.indd 1 03/04/2020 16:39:4903/04/2020 16:39:49
MATERIAL COMPLEMENTAR
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
2 
 
 
Questões COMENTADAS de Administração Pública 
4ª Edição 2021 
 
 
 
Esta 4ª edição/2021 do livro Questões Comentadas de Administração Pública 
Encontra-se registrada na Biblioteca Nacional sob nº 769.910. 
Portanto, todos os direitos estão reservados. 
Nos termos da Lei que resguarda os direitos autorais, 
É proibida a comercialização total ou parcial de qualquer forma ou 
 meio, eletrônico ou mecânico, inclusive por meio de processos xerográficos, 
fotocópias e gravação, sem a permissão por escrito do autor. 
Edição e Coordenação: do próprio autor. 
Fechamento da edição: 21 de outubro de 2021. 
Curitiba-Pr. 
PALUDO, Augustinho Vicente. 
 
 
 
 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
3 
 
Dedico este livro aos meus filhos 
Luis Otavio, Ana Laisa, 
e Jose Pedro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
De tudo, ficam três coisas: 
 
A certeza de que estamos sempre começando, 
A certeza de que é preciso continuar, 
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar. 
 
 
Portanto devemos: 
 
Fazer da interrupção um caminho novo, 
Da queda, um passo de dança, 
Do medo, uma escada, 
Do sonho, uma ponte, 
Da procura, um encontro. 
 
Poema atribuído a 
Fernando Sabino 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
4 
 
 
O Autor 
 
 
 
 
 
Augustinho Vicente Paludo é Bacharel em Administração pelas Faculdades 
SPEI, com Especialização em Administração Pública pelas Faculdades Unibrasil, MBA 
em Gestão Pública pela Faculdade Tecnológica Fatex-Expert, Mestre em Planejamento e 
Governança Pública pela UTFPR. É professor de Orçamento Público, Administração 
Financeira e Orçamentária, LRF, Administração Pública e Planejamento Governamental 
em cursinhos preparatórios para concursos públicos em Curitiba e Tutor de cursos da 
Esaf nessas áreas. Possui experiência de mais de 20 anos no meio público. Foi Diretor de 
Planejamento, Orçamento e Finanças na Justiça Federal do Paraná; Analista de Finanças 
e Controle da CGU-RS; e atualmente é Analista Administrativo do TRE-PR com exercício 
na Secretaria de Controle Interno e Auditoria. Voltou a estudar para concursos públicos 
em 2005, tendo obtido os seguintes resultados: 6º lugar – Analista Administrativo TRE-
SC/2005; 16º lugar – Analista de Finanças e Controle da CGU na Região Sul/2006; 3º 
lugar – Analista de Orçamento do MPU no Paraná/2007; 2º lugar – Analista Administrativo 
do TRE-PR/2007. Em 2008 foi novamente aprovado no concurso de AFC-CGU para 
Brasília e convocado para assumir a vaga em julho de 2009. 
Em 2019 foi aprovado em 1º lugar na prova classificatória para o Mestrado na 
UTFPR, concluído em fev/2021 com o conceito “A”. 
Augustinho Paludo atua, também, como professor de pós-graduação nos módulos 
de Orçamento Público, Administração Pública e Planejamento Governamental. 
A partir do segundo semestre de 2010 tem recebido dezenas de convites (alguns 
aceitos) para ministrar aulas (concursos e pós-graduação) em cursinhos e instituições 
educacionais de diversas capitais brasileiras. Em 2013 foi convidado pela Fundação 
Fernando Henrique Cardoso (em parceria com a EBS-Estação Business Scholl) e está 
ministrando 4 módulos relacionados com Administração Pública, Orçamento Público e 
Planejamento Governamental no Programa GESTÃO BRASIL (destinado a capacitar 
gestores e servidores públicos municipais em nível nacional). 
Em abril de 2021 gravou o Curso Nacional de Implementação da Governança 
Organizacional em Órgãos e Entidades Públicas, disponível na empresa JML. 
 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
5 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
 Preliminarmente - muito obrigado - a todos os alunos que adquiriram este livro e 
enviaram e-mails com elogios e sugestões de aprimoramento. Foi uma surpresa a forma 
como os alunos acolheram as edições anteriores. Esse reconhecimento nos encheu de 
orgulho e aumentou a satisfação e o prazer com que nos dedicamos a esta obra, bem 
como a responsabilidade quanto ao conteúdo apresentado. 
 
Imerso no mundo dos concursos, antes como concurseiro, nos últimos anos como 
professor e escritor, tenho constatado comentários com o seguinte teor: “Isso eu nunca vi”, 
“De onde a banca tirou isso”, “Isso não tem em livro nenhum”, etc. Em face disso, percebi 
que, em meu livro de teoria havia conteúdo suficiente para responder as questões de 
concursos. Assim, os comentários das questões aqui apresentadas, salvo quando indicadas 
outras fontes, são originários das obras Administração Pública (90%) e Administração 
Geral e Pública para a AFRF e AFT (ambos da editora JUSPODIVM). 
 
Nesta Quarta edição/2021 o livro tem 930 questões. Já são 9 Bancas citando 
diretamente meu nome/livro; outras dezenas e dezenas de questões são quasejurídico e aos princípios 
éticos e morais - cuja atuação concorre para a realização do objetivo maior do Estado: a 
promoção do bem comum da coletividade. 
E-Verdadeira. A titularidade do poder pertence ao “povo” que o exerce através de seus 
representantes eleitos. Os Governos utilizam-se da estrutura da administração pública 
para realizar seus objetivos. A administração pública “é pública” porque trata da coisa 
pública - age em nome da sociedade e para a sociedade. “Por tratar da coisa pública, que 
afeta diretamente os administrados e a própria administração, a administração pública 
está sujeita a controles de fiscalização, correção e orientação” (Paludo, 2017). Portanto, as 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
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ações da administração geram consequências para os cidadãos e para a sociedade 
como um todo, e ainda, para os governos - que tem sua avaliação influenciada pela boa ou 
má atuação da administração pública. 
 
72.FGV-AnalistaDireito-TJ-AM/2014. Com relação ao sentido da expressão Administração 
Pública, analise as afirmativas a seguir. 
I. Administração Pública, em sentido formal, relaciona-se à pessoa que executa atividades 
da administração. 
II. Administração Pública, em sentido material, relaciona-se à atividade administrativa 
desempenhada pelo Estado. 
III. Administração Pública, em sentido subjetivo, relaciona-se às pessoas jurídicas que 
executam a Administração Pública em sentido objetivo, às atividades de execução 
desempenhadas pelo Estado. 
 
Comentários 
I.Falsa. Conforme texto a seguir, o sentido formal refere-se ao conjunto de pessoas 
jurídicas e órgãos. 
II.Verdadeira. Conforme texto a seguir, o sentido material relaciona-se com o exercício da 
atividade/função administrativa. 
III.Verdadeira. Sentido subjetivo são as pessoas jurídicas e órgãos que executam a 
atividade/função administrativa, que é o sentido objetivo da administração pública. 
Segundo Paludo (2017), “Vários conceitos são utilizados para definir a Administração 
Pública: Quanto à ciência da administração: Administração pública é o ramo da 
administração aplicada nas administrações direta e indireta das três esferas (ou níveis) de 
Governo: federal, estadual e municipal; Quanto à ciência jurídica: corresponde às 
atividades desenvolvidas pelos entes públicos, dentro dos limites legais, com o fim de 
prestar serviços ao Estado e a sociedade em prol do bem comum. A dimensão jurídica, 
oriunda do direito administrativo, permite apresentar dois conceitos específicos, e, como 
complemento, um conceito operacional: O sentido Subjetivo/Formal/Orgânico: 
corresponde ao conjunto de Pessoas Jurídicas e Órgãos Públicos criados para realizar 
a função administrativa do Estado, cujas atividades são desempenhadas pelos seus 
agentes - portanto, nesse sentido temos as pessoas jurídicas de direito público interno, as 
pessoas jurídicas da administração indireta, os órgãos da administração direta e os agentes 
públicos; O sentido Objetivo/Material/Funcional: corresponde à função administrativa 
propriamente dita e às atividades necessárias à prestação dos serviços públicos em geral. 
Nesse conceito, inclui-se tanto a função administrativa desempenhada pelo governo 
(decisões de governo), como as desempenhadas pelos órgãos e demais entes públicos 
(decisões administrativas e ações de execução); Pode-se, ainda, utilizar o conceito 
operacional de administração pública definido por Hely Lopes Meirelles como “o 
desempenho perene e sistemático, legal e técnico, dos serviços do Estado, ou por ele 
assumidos, em benefício da coletividade” (Paludo, 2017). 
 
73.CEPERJ-AnalistaPlanejamento/Gestão-SEPLAG-RJ/2013. Sobre administração 
pública. Os fins da administração pública resumem-se ao objetivo de garantir o bem comum 
da coletividade administrada. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Estado é a organização político-jurídica de uma nação para a 
promoção do bem-estar de todos. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
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Governo traduz-se no modo pelo qual o Estado é administrado: como são definidos os 
objetivos e as diretrizes gerais de atuação, fixadas as políticas públicas e tomadas as 
decisões político-administrativas – que irão orientar/guiar a atuação administrativa 
direcionada à realização dos fins pretendidos pelo Estado e a promoção do bem comum 
da coletividade. 
Enquanto o Estado detém o poder soberano, o Governo decide politicamente os principais 
objetivos, as políticas públicas e as diretrizes de ação nacional, e a administração pública 
é responsável pela execução: cabe a esta implementar as decisões dos governos tendo 
em vista a realização dos objetivos estabelecidos e o bem-estar da coletividade”. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está correta, visto que Estado, 
Governo e Administração Pública têm como objetivo primordial a promoção do bem-estar da 
coletividade. 
 
74.FCC-AnalistaAdministrativo-TJPE/2012. Dentre as características da Administração 
Pública, é correto afirmar que esta 
A) tem amplo poder de decisão, mesmo fora da área de suas atribuições, e com faculdade 
de opção política sobre qualquer matéria objeto da apreciação. 
B) não pode ser considerada uma atividade neutra, normalmente vinculada à lei ou à norma 
técnica, mas sim atividade política e discricionária. 
C) comanda os administrados com responsabilidade constitucional e política, mas sem 
responsabilidade profissional pela execução. 
D) é dotada de conduta independente, motivo pelo qual não tem cabimento uma conduta de 
natureza hierarquizada. 
E) não pratica atos de governo; mas pratica tão somente atos de execução, com maior ou 
menor autonomia funcional, segundo a competência do órgão e de seus agentes. 
 
Comentários 
A-Falsa. Uma das características da administração Pública é que ela “Possui competência 
limitada - a administração pública só possui poder para decidir e comandar a área de sua 
competência (competência específica). A competência, por sua vez, é estabelecida por lei e 
fixa os limites da atuação administrativa, de seus órgãos e agentes” (Paludo, 2017). 
Portanto, não há que se falar em “amplo poder de decisão” e muito menos “fora da área de 
suas atribuições” - essas são características de Governo. 
B-Falsa. Outra característica da administração Pública é o fato de que ela “É neutra - a 
administração pública deve tratar a todos igualmente. Como parte da estrutura do Estado, 
perseguindo o bem comum da coletividade, não lhe é permitido afastar-se desse fim 
pretendido pelo Estado e expresso pelas normas e princípios vigentes. Não pode, pois, a 
administração favorecer/discriminar pessoas, políticos, determinada categoria ou região, em 
detrimento dos demais, sob pena de desvio de finalidade e ofensa ao ordenamento jurídico 
vigente” (Paludo, 2017). As atividades política e discricionária são características de 
Governo. 
C-Falsa. Também é característica da administração Pública o fato de que ela “Tem 
responsabilidade técnica - ao prestar serviços públicos e praticar atos administrativos, a 
Administração Pública obedece às normas jurídicas e técnicas. O desvio a essas normas 
invalidará o ato praticado e responsabilizará o agente que o praticou. Os agentes públicos 
são responsáveis pelos atos que praticam, e estão sujeitos à prestação de contas perante a 
própria administração, aos órgãos de controle, e a sociedade” (Paludo, 2017). Quem 
comanda com responsabilidade constitucional e política é o Governo. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
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D-Falsa. A administração Pública não é independente, mas “É hierarquizada - a estrutura 
da Administração Pública obedece a uma hierarquia, em que há subordinação dos órgãos 
inferiores aos superiores. Os agentes lotados nos órgãos inferiores (ainda que chefes 
hierárquicos) também obedecem às instruções das autoridades que comandam os órgãos 
superiores” (Paludo,2017). Quem atua de forma independente na condução da coisa 
pública é o Governo. 
E-Verdadeira. A administração Pública “É executora - a administração, direta ou 
indiretamente, centralizada ou descentralizada, executa as atividades desejadas pelo 
Estado, tendo em vista o bem-estar da coletividade. A atividade administrativa pública é de 
execução: presta serviços públicos e pratica atos administrativos através de seus órgãos e 
agentes. Ela não pratica atos políticos nem atos de governo” (Paludo, 2017). 
Obs.: Esta questão, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas foi 
elaborada com base em meu livro Administração Pública (recorte parcial). 
 
75.CESPE-Técnico-TRE-GO/2015. No que se refere ao regime jurídico-administrativo 
brasileiro e aos princípios da administração pública. O regime jurídico-administrativo 
brasileiro está fundamentado em dois princípios dos quais todos os demais decorrem, a 
saber: o princípio da supremacia do interesse público sobre o privado e o princípio da 
indisponibilidade do interesse público. 
 
76.FUNDEP-AnalistaAdministrativo-LagoaSanta/2019. Pela lei, a Administração tem o 
poder para requisitar, desapropriar, intervir, policiar e punir. Entretanto, se, ao lançar mão 
desses poderes, a autoridade administrativa objetiva prejudicar um inimigo político, 
beneficiar um amigo, conseguir vantagens para si ou para terceiros, ela estará precedendo 
o interesse particular. Consequentemente, estará se desviando da finalidade e da 
autoridade da Administração, pois se irá contra o princípio da supremacia do interesse 
público. 
 
77.OBJETIVA.ControladorInterno-AntonioPrado/2020. Com base na obra de DI PIETRO, 
analise a afirmativa: o princípio da supremacia do interesse público permite ao 
administrador público editar atos que preservem a finalidade pública, mesmo em detrimento 
da finalidade particular. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “O regime jurídico-administrativo tem como base dois princípios: 
 Para a grande maioria dos autores são os princípios da Indisponibilidade do Interesse 
Público, e da Supremacia do Interesse Público sobre o privado. 
 Para Maria Silvia Z. Di Pietro são os princípios da Legalidade, e da Supremacia do 
Interesse Público sobre o privado. 
Desses dois princípios decorrem os demais princípios administrativos”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão 75 está correta nos dois sentidos: 
tanto no que se refere aos princípios citados como no fato deles serem a base para os 
demais princípios; a 76e77 estão corretas e se referem ao princício da supremacia do 
interesse público. 
 
78.AVM-Técnico-Administrativo-PI/2021. A administração pública direta e indireta 
obedecerá aos princípios de: Legalidade; impessoalidade; moralidade; publicidade; eficácia. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
30 
 
79.COPESE.Assessor-Legisl/Adm-PI/2020. A Administração Pública direta e indireta, de 
qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, 
Entidades, Órgãos e Agentes, obedecerá a princípios legais que os permitirão alcançar 
seus objetivos. Os princípios da Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Eficiência, estão 
previstos na constituição federal de 1988. 
 
80.CEBRASPE-Auditor-DF/2020. Em relação à organização do Estado e da administração 
pública, julgue o item: O princípio da legalidade se aplica apenas ao Poder Executivo 
federal. 
 
81.CESPE-AssistenteAdministraçãoFUB/2015. Acerca dos princípios. A administração 
pública é regida por princípios fundamentais que atingem todos os entes da Federação: 
União, estados, municípios e o Distrito Federal. 
 
82.CESPE-AnalistaAdministrativoTRT10/2013. Os princípios constitucionais da 
administração pública se limitam à esfera do Poder Executivo, já que o Poder Judiciário e o 
Poder Legislativo não exercem função administrativa. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Com a Constituição de 1988, a Administração Pública recebeu 
tratamento em capítulo próprio, estabelecendo-se então princípios constitucionais de 
observância obrigatória. Tanto a administração direta como a indireta de qualquer dos 
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios deverão obedecer 
aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. 
A função administrativa é típica do Poder Executivo, mas também é exercida nos poderes 
Judiciário e Legislativo, para atender suas necessidades específicas”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima a questão 78e79 estão 
corretas: citam os princípios constitucionais aplicáveis à administração pública; a 80 está 
errada: os princípios se aplicam a todas as esferas e poderes; a 81 está correta porque 
todos os entes da Federação e todos os órgãos e entidades de qualquer poder são 
obrigados a obedecer aos princípios estabelecidos pela CF/1988; e a questão 82 está 
errada porque todos os poderes exercem atividade administrativa e devem respeitar os 
princípios constitucionais. 
 
83.FCC-AnalistaPrev-MANAUSPREV/2015. Sabe-se que a Administração pública sujeita-
se a princípios gerais que informam sua atuação, bem como à licitação para a contratação 
de aquisições de bens e serviços, obrigação que também é orientada por princípios 
específicos. A relação entre esses princípios é de 
A) exclusão, na medida em que os princípios gerais cedem lugar à aplicação de princípios 
específicos quando se trata de licitação de obras e serviços. 
B) subsidiariedade, pois primeiro são aplicáveis os princípios gerais e somente diante de 
lacunas é que são invocados os princípios específicos do regime de licitações. 
C) hierarquia, visto que alguns princípios estão acima de outros, tal como o princípio da 
eficiência é superior ao princípio da vinculação ao instrumento convocatório. 
D) complementaridade, visto que o caso concreto pode ensejar a aplicação de um ou mais 
desses princípios, inexistindo relação de hierarquia ou preferência. 
E) solidariedade, tendo em vista que todos os princípios, gerais ou específicos, podem ser 
aplicados em conjunto, submetendo-se, em nível de hierarquia, ao princípio da legalidade. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
31 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Os princípios são inter-relacionados e possuem exceções. Não é 
possível interpretar um princípio isoladamente, pois os princípios jurídicos não são 
incomunicáveis entre si. Cada princípio deve ser compreendido e aplicado sem a perda 
da harmonia e da coerência do sistema, mediante interpretação sistemática que preserve 
a harmonia, a racionalidade e a congruência em sua aplicação às situações concretas 
vividas pela Administração Pública, quando em suas relações com os administrados e a 
sociedade. 
Não existe hierarquia entre os princípios constitucionais, todos eles são importantes. No 
entanto, na aplicação concreta, caso a caso, o gestor público, analisando a conveniência 
e oportunidade, pode atribuir maior valor a um princípio em detrimento de outro”. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, a alternativa D é a verdadeira e a resposta 
da questão: os princípios não são aplicados isoladamente nem há hierarquia entre eles; a 
relação é de complementaridade. 
 
84.FCM-Administrador-CEFET-MG/2019. A Administração Pública é regida por alguns 
princípios fundamentais, os quais servem como parâmetros para o seu exercício em 
qualquer organização pública. O Princípio da Impessoalidade: Tem como intuito dar 
direcionamento para que o agente público, ao praticar o ato administrativo, seja imparcial e 
busque o bem público. 
 
85.FADESP-AuxiliarAdministrativo-PA/2020. O artigo 37 da Constituição Federal e a 
Emenda Constitucional 19/1998 elencam cinco princípios da Administração Pública. A 
divulgação de obras realizadas por determinado órgão da administração direta municipal, 
associando-a diretamente com o agente público responsável por seu desenvolvimento, fereo seguinte princípio da administração pública: impessoalidade. 
 
86.VUNESP-AnalistaPPeGestão-PMSP/2015. O caput do artigo 37, na Constituição 
Federal de 1988, estabelece princípios constitucionais a serem observados e cumpridos 
pela administração pública direta e indireta. Um desses princípios refere-se à orientação, 
aos gestores públicos, de que o trato da coisa pública (res publica) tenha como objeto 
principal a prestação de serviços ao cidadão, cumprindo sua finalidade, sem discriminações 
de qualquer natureza. Esse princípio é o da impessoalidade. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Em obediência ao princípio da impessoalidade, o agente 
público ao praticar o ato deve ser imparcial, buscar somente o fim público pretendido pela 
lei, sem privilégios ou discriminações de qualquer natureza, bem como, não pode fazê-
lo para promoção pessoal, mas exclusivamente para interesses público-coletivos”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima as questões estão corretas: a 484e485 contêm 
afirmativas que expressam o princípio da impessoalidade; e a 86 tem resposta clara e direta 
no texto acima. 
Obs.: A questão 86, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas tem 
recorte parcial de conteúdo de meu livro Administração Pública. 
 
87.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. Analise o trecho a seguir. “A atividade 
administrativa deve ser exercida com presteza, perfeição e rendimento funcional.” O 
princípio fundamental da Administração Pública ao qual o trecho faz referência é Eficiência. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
32 
 
88.IBADE-Analista-GestãoPública-ES/2020. Considere os princípios administrativos 
expressos na Constituição Federal. O núcleo do princípio Y é a procura de produtividade e 
economicidade e, o que é mais importante, a exigência de reduzir os desperdícios de 
dinheiro público, o que impõe a execução dos serviços públicos com presteza, perfeição e 
rendimento funcional, prestando-se, assim, um atendimento de excelência para os 
administrados. Nesse contexto, é certo dizer que Y representa o princípio da eficiência. 
 
89.FCC-ACE-TC-CE/2015. O princípio da eficiência constante da Constituição da República 
possui conteúdo variável, relacionado com a finalidade da atuação da Administração 
pública, de modo que nem sempre significa o direcionamento da ação estatal a juízos 
puramente econômicos, recomendando a utilização mais satisfatória dos recursos públicos 
caso a caso. 
 
Comentários 
As questões 87e88 estão corretas e têm resposta direta no texto do meu livro a seguir. 
Quanto a questão 89, vamos analisá-la: quanto ao conceito e quanto a exceção. 
Quanto ao conceito. Segundo Paludo (2020), “O princípio da eficiência é o mais novo 
princípio constitucional a incidir sobre a atuação da Administração Pública. Ele foi inserido 
no ordenamento jurídico brasileiro (art. 37 da CF/1988) pela Emenda Constitucional nº 19, 
de 1998. Este princípio exige que o agente público execute os serviços com perfeição, 
presteza e rendimento funcional (Hely Lopes Meirelles). A administração e os agentes 
públicos, respeitando as normas, devem procurar a melhor, mais eficiente e mais eficaz 
forma de prestarem os serviços públicos à população, com qualidade e a tempo”. 
Quanto à exceção. Ao tratar das peculiaridades da administração pública, Paludo (2020) 
afirma: “A eficiência e a eficácia das entidades públicas medem-se não somente pela 
correta utilização dos recursos, mas principalmente pelo cumprimento de sua missão ... 
Em muitas situações a questão da eficiência, ou de investimentos necessários, será 
deixada em segundo plano, para que possa ser trabalhada a questão social (ações de 
combate à pobreza, de inclusão social e de promoção da cidadania)”. 
Portanto, a questão 89 está correta, visto que o princípio da eficiência deve ser aplicado 
considerando os fins da administração: a promoção do bem-estar da coletividade. 
 
90.FUNDATEC-TécnicoRH-BAGÉ-RS/2020. O Art. 37 da Constituição Federal define que 
a Administração Pública Direta e Indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá expressamente, além dos princípios de 
legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência, ao princípio da: Publicidade. 
 
91.PROGEP-Auditor-Uberlândia/2020. A Administração Pública é regida por princípios 
que vêm estabelecidos no caput do art. 37 da Constituição da República. Acerca de tais 
princípios, é correto afirmar que o princípio da publicidade corrobora a ideia de que a 
Administração deve agir de maneira transparente já que cuida da coisa pública. Tal princípio 
é considerado absoluto no Ordenamento Jurídico Nacional. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Princípio da publicidade. Os atos administrativos normativos e 
judiciais devem ser publicados para produzirem efeitos externos. A divulgação oficial dos 
atos administrativos constitui requisito de eficácia e moralidade do ato administrativo, 
ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição e nas leis (em casos de 
relevante interesse público). 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
33 
 
Esse princípio consagra o dever administrativo de manter a transparência em seus 
comportamentos. A finalidade da publicação é dar conhecimento dos atos/ações ao 
público em geral, e iniciar a produção de seus efeitos. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 90 está correta e 
a questão 91 está errada: existem situações que demandam sigilo. 
 
92.CESPE-Técnico-TRE-RS/2015. A respeito de organização administrativa. A definição 
dos órgãos, entes e pessoas que compõem o aparelho administrativo estatal decorre do 
estudo da organização administrativa do Estado. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A organização da administração pública compreende: a 
criação de órgãos e entidades, a sua estruturação, eventuais alterações e extinções; as 
atribuições de competências administrativas aos Órgãos e Entidades e a criação/extinção 
de cargos/funções. É matéria tratada pelo Direito Administrativo, mas amparada em 
dispositivos constitucionais”. 
Portanto, a questão está correta: a definição/criação de órgãos, entidades, cargos e 
agentes decorre da organização do Estado-Administração. 
 
93.CESPE-AUDITOR-SEFAZ-AL/2020. A respeito da organização político-administrativa do 
Estado brasileiro, julgue o item: É viável a extinção de órgãos públicos por meio de decreto 
do presidente da República na hipótese de redução de despesa para a União. 
 
94.FCC-AssessorJurídico-TC-PI/2014. Entre as competências privativas do Presidente da 
República, encontram-se a seguinte: dispor, mediante decreto, sobre organização e 
funcionamento da Administração federal, ainda que implique aumento de despesa ou 
criação de órgãos públicos; e editar medidas provisórias com força de lei. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A organização da Administração Pública Federal pode ser assim 
sintetizada: A criação e extinção de ministérios, órgãos e autarquias deverá ocorrer 
mediante lei de iniciativa privativa do Presidente da República e aprovada pelo Congresso 
Nacional. 
Em algumas situações, no entanto, o Presidente da República pode dispor, mediante 
decreto, sobre a organização e o funcionamento da Administração Pública Federal, 
quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos 
públicos (CF, art. 84, VI, a). 
Portanto, as duas questões estão erradas: 93 porque extinção de órgão depende de lei; 94 
porque quando implica aumento da despesa foge à competência do presidente e depende 
de anuência do Poder Legislativo. 
 
95.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Acerca da organização da administração 
pública. A competência é renunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi 
atribuída como própria, salvo nos casos de delegação ou avocação. 
 
Comentários 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de AdministraçãoPública, 4ª ed, 2021. 
 
34 
 
Segundo Paludo (2017), “A competência é irrenunciável, no entanto pode haver 
avocação desde que não se trate de competência exclusiva do órgão subordinado, bem 
como pode haver delegação desde que as atribuições não sejam privativas do delegante”. 
Portanto, a questão está errada, pois a competência é atribuída por lei e é irrenunciável. 
 
96.ESAF-Fiscal-Rendas-RJ. Sobre a organização da administração pública brasileira, é 
correto afirmar que 
a) por serem qualificadas como autarquias de natureza especial, as agências reguladoras 
integram a administração direta. 
b) ao contrário do que ocorre em relação às autarquias, a lei não cria empresas públicas, 
apenas autoriza sua instituição. 
c) agências reguladoras e agências executivas são categorias de entidades pertencentes à 
administração indireta. 
d) a Constituição Federal veda, aos municípios, a criação de autarquias. 
e) no âmbito federal, as empresas públicas subordinam-se, hierarquicamente, aos 
ministérios a que se vinculem. 
 
Comentários 
A-Falsa. “Agências Reguladoras são autarquias especiais criadas para exercer as 
funções de regulação e fiscalização, e, embora sujeitas à supervisão ministerial, se 
encontram fora da hierarquia administrativa e da influência política. Essas agências são 
autarquias com regime jurídico especial, que atendem ao princípio da especialidade, e 
sua maior independência ocorre em relação ao Poder Executivo, apenas” (Paludo, 2017). 
Todas as autarquias são entidades da administração indireta. 
B-Verdadeira. “As empresas públicas são entidades dotadas de personalidade jurídica de 
Direito Privado. Também possuem patrimônio próprio, mas o capital é exclusivo do ente 
estatal (União, Estado, Município). Podem ser unipessoais, quando o capital pertencer 
apenas a um ente público, e serão pluripessoais quando pertencer a mais de um ente 
público. Sua criação é autorizada por lei para explorar atividade econômica ... No entanto, 
as empresas públicas poderão ser criadas para outras finalidades; para prestar serviços 
públicos não-exclusivos, que não envolvam o poder de império. 
Diferente das autarquias, as empresas públicas não são criadas por lei, mas 
autorizadas por ela: a lei autoriza e, em outro momento, o Presidente da República a 
institui, mediante decreto (CF/1988, art. 37, XIX). Podem assumir a forma de S/A, sociedade 
civil, sociedade comercial ou outra forma admitida em direito. Ex.: Correios, Caixa 
Econômica Federal, Serpro etc” (Paludo, 2017). 
C-Falsa. Tanto as agências reguladoras como as agências executivas (oriundas de 
autarquias e fundações) são entidades da administração indireta. No entanto, não se trata 
de “categorias”, mas apenas de entidades: categoria é um gênero que comporta várias 
espécies. 
D-Falsa. “As autarquias são pessoas jurídicas administrativas e correspondem a uma 
extensão da Administração direta, visto que prestam serviços públicos e executam 
atividades típicas do Estado de forma descentralizada. As autarquias correspondem a 
uma especialização da Administração Pública, que pode abarcar serviços, atividades e 
obras. Excepcionalmente possuem capacidade genérica (é o caso dos territórios federais, 
atualmente inexistentes)” (Paludo, 2017). Tanto a União, como os Estados e os Municípios, 
poderão criar Autarquias para atender suas especificidades. 
E-Falsa. “Controle hierárquico – é aquele que decorre da hierarquia administrativa, em 
que os órgãos e agentes inferiores são subordinados aos órgãos e agentes superiores. É 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
35 
 
caracterizado por termos como supervisão, fiscalização, coordenação, orientação, revisão, 
aprovação ou avocação. Controle finalístico – é o controle que os órgãos da 
Administração direta exercem sobre as entidades da Administração indireta” (Paludo, 2017). 
Portanto, incide sobre as empresas públicas um controle finalístico e não um controle 
hierárquico, pois este é um controle exercido dentro da mesma pessoa jurídica. 
 
97.COPESE.Assessor-Legisl/Adm-PI/2020. Acerca da organização e funcionamento da 
administração pública no Brasil, analise as afirmativas: 
I.A administração pública brasileira compreende dois grandes grupos de instituições 
formados pela Administração direta e Administração indireta. 
II.A Administração direta compreende a estrutura administrativa da Presidência da 
República e dos diversos Ministérios, bem como o conjunto das instituições e unidades 
organizacionais de cada um dos poderes que integram a União, os Estados e os 
Municípios. 
III. A Administração indireta compreende as instituições com personalidade jurídica própria, 
criadas para realizar atividades governamentais de forma descentralizada. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A Administração Pública, conforme o art. 37 da Constituição 
Federal de 1988, compreende a Administração direta e a Administração indireta. A 
Administração direta é composta por órgãos integrantes dos três poderes, que possuem 
competências específicas, e a Administração indireta é composta por entidades que 
possuem personalidade jurídica própria; ora de Direito Público e ora de Direito Privado”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, os três itens estão corretos. A questão da 
descentralização está correta e será vista mais adiante. 
 
98.FGV-TÉCNICOADMINISTRATIVO-TJCE/2020. Para aumentar seu poder de controle e 
supervisão da Administração Indireta, certo governante resolveu centralizar várias 
atividades para seus entes estatais. Assim, a Administração Direta passou a contar com 
mais órgãos. 
 
99.FCC-AnalistaAdministrativo-TJPE/2012. Em relação aos órgãos e agentes da 
Administração Pública é correto afirmar: 
A) a atuação dos órgãos não é imputada à pessoa jurídica que eles integram, mas tendo a 
prerrogativa de representá-la juridicamente por meio de seus agentes, desde que judiciais. 
B) a atividade dos órgãos públicos não se identifica e nem se confunde com a da pessoa 
jurídica, visto que há entre a entidade e seus órgãos relação de representação ou de 
mandato. 
C) como partes das entidades que integram os órgãos são meros instrumentos de ação 
dessas pessoas jurídicas, preordenados ao desempenho das funções que lhes forem 
atribuídas pelas normas de sua constituição e funcionamento. 
D) os órgãos públicos são dotados de personalidade jurídica e vontade própria, que são 
atributos do corpo e não das partes porque estão ao lado da estrutura do Estado. 
E) ainda que o agente ultrapasse a competência do órgão não surge a sua responsabilidade 
pessoal perante a entidade, posto não haver considerável distinção entre a atuação 
funcional e pessoal. 
 
Comentários 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
36 
 
Segundo Paludo (2020), “A Administração direta compreende as competências e 
serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos 
Ministérios, assim como os órgãos dos poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério 
Público da União. A Administração direta é composta pelos próprios órgãos dos 
poderes que compõem as pessoas jurídicas de Direito Público com capacidade política ou 
administrativa. São os órgãos da Presidência da República, os Ministérios, a Advocacia-
Geral da União, a Câmara Federal, o Senado, o Tribunal de Contas da União, os Tribunais 
do Poder Judiciário e o Ministério Público da União. É importante destacar que os 
Conselhos também constituem órgãos públicos da Administração direta. Alguns têm 
origem constitucional, como o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, 
mas, em regra, são criados por lei e têm como atribuições o assessoramento, orientação, 
a deliberação e a fiscalização, na sua área de atuação. 
Esses órgãos não possuem personalidade jurídica própria e pertencem ao ente público 
maior (União, Estados, Municípios). A Administração Pública direta atua através de seus 
órgãos e agentes que expressam a vontade políticada pessoa jurídica a que estão 
ligados. Os órgãos não têm capacidade jurídica, não constituem pessoa jurídica, apenas 
possuem competências: são centros de competências despersonalizados, cuja atuação, 
na pessoa de seus agentes, é imputada à entidade estatal a que pertencem” (Paludo, 
2017). 
Portanto, a questão 98 está correta: órgãos são da administração direta; e a alternativa C é 
a verdadeira e a resposta da questão 99. A alternativa A é falsa, pois os órgãos não são 
representados pelos seus agentes; a alternativa B porque a relação entre órgãos e pessoa 
jurídica é de “imputação” e não de representação ou mandato; a alternativa D porque os 
órgãos não têm personalidade jurídica e vontade própria; e a alternativa E porque não é 
permitido ultrapassar a competência estabelecida (se ultrapassar configura abuso de poder 
e o ato é considerado ilegal e nulo). 
 
100.AOCP-GestorPúblico-Uberlândia/2015. A partir da promulgação da CF/1988, o 
processo de ampliação da chamada esfera pública foi consolidado por meio do 
entendimento de que só com a sociedade mobilizada a democracia participativa pode 
avançar. O controle do poder requer a organização da sociedade civil. Nesse contexto, 
existem as arenas de participação e deliberação instituídas pelo Estado, como os 
Conselhos e Comissões. Os Conselhos são organizações deliberativas constituídas em 
cada instância do governo, com caráter permanente e de composição paritária. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “É importante destacar que os Conselhos também constituem 
órgãos públicos da Administração direta. Alguns têm origem constitucional, como o 
Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, mas, em regra, são criados por 
lei e têm como atribuições o assessoramento, a orientação, a deliberação e a fiscalização 
na sua área de atuação. Conselhos, como os de educação, saúde, assistência social – são 
canais de participação/decisão na gestão pública – compostos com paridade de membros 
entre o poder público e representantes da sociedade local”. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está correta: conselhos têm poder 
de deliberação e composição paritária. 
 
101.FCC-TécnicoJudiciário-TRF3/2020. Para maior especialização na execução de 
atividades de sua competência, os entes políticos podem promover a criação de entidades 
descentralizadas, que comporão a chamada Administração Indireta. No tocante à 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
37 
 
Administração Indireta abrange as autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades 
de economia mista controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público. 
 
102.FCC-AnalistaAdministrativo-TRE-SP/2012. Entidades administrativas, na 
administração pública brasileira, 
A) não possuem capacidade de auto-organização. 
B) possuem autonomia política. 
C) são pessoas jurídicas de direito privado. 
D) não podem possuir autonomia financeira. 
E) detêm apenas uma parcela limitada do poder político. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A Administração indireta é composta, exclusivamente, por 
pessoas administrativas; é constituída por entidades de Direito Público e Privado. Todas 
têm personalidade jurídica própria e autonomia, e agem por outorga do serviço ou pela 
delegação da execução. Compõem a Administração Pública indireta: as autarquias, as 
fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e os 
consórcios públicos instituídos como associação pública. 
As entidades da Administração indireta exercem de forma descentralizada as atividades 
administrativas ou exploram atividade econômica, e encontram-se vinculadas aos órgãos 
da Administração direta (ao Ministério correspondente). Em regra, quando prestam serviços 
públicos ou de interesse público são denominadas autarquias ou fundações; quando 
exploram a atividade econômica referem-se às empresas públicas e sociedades de 
economia mista”. 
As entidades da administração indireta têm autonomia administrativa e financeira, 
respeitados os limites estabelecidos, que não se confunde com a autonomia política 
concedida aos entes políticos – União, Estados, DF e Municípios, e que compreende a 
capacidade de auto-organização, autogoverno e autoadministração. “Não confunda essa 
autonomia Política concedida aos entes da federação com a autonomia Administrativa 
concedida às entidades da Administração Indireta” (Paludo, 2017). 
Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão 101 está correta; na 102 a 
alternativa A é a verdadeira e a resposta da questão. A alternativa B é falsa porque essas 
entidades não possuem autonomia política, apenas administrativa; a alternativa C porque 
podem ser tanto de direito público como de direito privado; a alternativa D porque elas 
possuem autonomia financeira; e a alternativa E porque essas entidades não detêm poder 
político, apenas administrativo. 
 
103.CONTEMAX.AgenteAdministrativo-DAMIÃO/2020. Acerca dos entes que compõem a 
administração pública indireta, analise a afirmativa: Autarquia é pessoa jurídica de direito 
público que desenvolve atividade típica de Estado, com liberdade para agir nos limites 
administrativos da lei específica que as criou. 
 
104.FCC-AuditorPI/2015. A respeito da Administração Indireta. Autarquias são pessoas 
jurídicas de direito público, que desempenham serviço público descentralizado, com 
capacidade de auto-administração. 
 
105.CESPE-EspecialistaProcessos-MEC/2014. No âmbito federal, as autarquias são 
entes da administração indireta dotados de personalidade jurídica própria e criados por lei 
para executar atividades típicas da administração. Essas entidades sujeitam-se à 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
38 
 
supervisão ministerial, mas não se subordinam hierarquicamente ao ministério 
correspondente. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “As autarquias são pessoas jurídicas administrativas e 
correspondem a uma extensão da Administração direta, visto que prestam serviços 
públicos e executam atividades típicas do Estado de forma descentralizada. 
São atribuídas às autarquias as seguintes características principais: são criadas por lei 
específica; possuem personalidade jurídica própria de Direito Público; possuem patrimônio 
e receita próprios; possuem capacidade específica, restrita a sua área de atuação 
(especialização); possuem autonomia administrativa e financeira (mas não econômica); 
encontram-se sujeitas ao controle ou tutela do Ministério a que se encontram 
vinculadas; seus bens são impenhoráveis e enquadram-se no conceito de 
descentralização administrativa”. 
Portanto, as três questões estão corretas: apresentam conceitos e características 
verdadeiras acerca das autarquias (controle/tutela do Ministério é Supervisão Ministerial). 
 
106.FCC-AnalistaGestão-MetroSP/2012. É a Entidade pública, com patrimônio total ou 
parcialmente público, instituída pelo Estado e cuja função é a realização de determinados 
fins e sua criação deve ser autorizada por lei específica para a prestação de serviço público, 
sendo ente autônomo, dotado de personalidade jurídica que tanto pode ser pública quanto 
privada: 
A) Fundação. 
B) Autarquia. 
C) Empresa pública. 
D) Sociedade de economia mista. 
E) Ministério. 
 
Comentários 
A questão trata das características que identificam as Entidades da Administração Indireta. 
Vejamos: O termo “entidade” nos remete a administração indireta, portanto a alternativa 
“E” não poderia ser a verdadeira, visto que Ministérios são Órgãos da Administração Direta. 
“Instituída” pelo Estado - essa afirmativa remete à Fundação, Empresa Pública ou 
Sociedade de Economia Mista, portanto a alternativa “B” não poderia ser a verdadeira, 
porque a Autarquia só pode ser “criada” por lei específica (artigo 37, XIX, da CF/88). 
“Personalidade jurídica pública ou privada” - essa alternativa exclui a Empresa Pública e 
a Sociedade de Economia Mista, pois elas, necessariamente, possuempersonalidade 
jurídica de direito privado. Por outro lado, essa mesma alternativa remete especificamente 
às Fundações, que podem ter personalidade jurídica de direito público ou de direito 
privado, dependendo de como e por quem foi instituída. 
Portanto, a alternativa A é verdadeira e a resposta da questão. Todas as demais foram 
descartadas conforme acima exposto. 
Mas atenção: há uma polêmica quanto à instituição/criação de Fundações: 
De acordo com a CF/88, artigo 37, XIX “somente por lei específica poderá ser criada 
autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista 
e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua 
atuação”. 
Segundo Paludo (2017), “De acordo com a CF/88, não é a lei que cria/institui a fundação 
- visto que ela apenas autoriza sua instituição - mas um ato posterior: um decreto do 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
39 
 
presidente da república. As fundações são instituídas por decreto e devem, 
necessariamente, ter seu estatuto registrado no registro competente: a fundação passará a 
existir apenas após efetuado esse registro. 
No entanto, para o STF e parte da doutrina, é possível a criação de Fundação Pública 
diretamente pela lei (seria o caso de uma Fundação Autárquica). Por exemplo: para Maria 
Silvia Di Pietro, as Fundações Públicas não inscrevem seus atos constitutivos no registro 
civil porque “sua personalidade jurídica decorre da lei. 
Fundação Autárquica configura-se quando a Fundação Pública é criada diretamente pela 
lei e independe de registro. No entanto, continua válido o entendimento de que as 
fundações são autorizadas por lei – e não criadas por ela. Portanto, as duas vertentes 
encontram amparo: a primeira na doutrina e jurisprudência, e a segunda na Constituição 
Federal.” 
 
107.CONTEMAX.AgenteAdministrativo-DAMIÃO/2020. Acerca dos entes que compõem a 
administração pública indireta, analise a afirmativa. Fundação Pública é pessoa jurídica 
composta por um patrimônio personalizado, que presta atividade não lucrativa e atípicas de 
poder público, mas de interesses coletivo, como educação, cultura, pesquisa e outros, 
sempre merecedoras de amparo Estatal. 
 
Comentários 
A questão está correta: reveja os comentários da questão anterior. 
 
108.FGV-TécnicoAdm-TRE-PA/2011. É considerado requisito para a qualificação de 
autarquia ou fundação como agência executiva: 
a) ter celebrado contrato de prestação de serviços por, no mínimo, um ano com o respectivo 
Ministério Supervisor; 
b) ter celebrado contrato de permissão e/ou concessão com o respectivo Ministério 
Supervisor. 
c) ter plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional concluído há, 
no mínimo, seis meses; 
d) ter celebrado contrato de gestão com o respectivo Ministério Superior; 
e) ter plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional concluído há, 
no mínimo, um ano. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “De acordo com o Caderno Mare, Agência Executiva é uma 
qualificação a ser concedida, por decreto presidencial específico, a autarquias e fundações 
públicas responsáveis por atividades e serviços exclusivos do Estado. Não se institui uma 
nova figura jurídica na Administração Pública, mas concede-se uma qualificação, que 
proporcionará a essas agências maior flexibilidade e autonomia, mediante um regime 
jurídico especial. 
As candidatas à qualificação devem apresentar dois requisitos básicos: a) ter celebrado 
contrato de gestão com o respectivo Ministério supervisor; b) ter um plano estratégico de 
reestruturação e de desenvolvimento institucional, voltado para a melhoria da qualidade da 
gestão e para a redução de custos, já concluído ou em andamento. 
Esse contrato de gestão assinado é mais que um simples convênio – é um contrato de 
parceria – visto que seus vínculos são mais profundos e duradouros e seus recursos são 
garantidos mediante a inclusão direta no orçamento geral da união”. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
40 
 
Portanto, em harmonia com o texto acima, a alternativa D é a verdadeira e a resposta da 
questão. As alternativas AeB são falsas porque contrato de gestão é um contrato de 
parceria, não de serviços, nem de concessão/permissão; as alternativas CeE porque não é 
obrigatório que o plano esteja concluído, basta que esteja em andamento. 
 
109.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. No que concerne às Agências Reguladoras, 
importantes entidades criadas para fiscalizar e regular serviços de determinados setores 
econômicos, analise a afirmativa: As agências podem existir tanto em âmbito federal quanto 
estadual e municipal, desde que criadas por lei. 
 
110.VUNESP-AnalistaEMPLASA/2014. As Agências Reguladoras distinguem-se das 
demais autarquias porque suas leis instituidoras lhe outorgam certas prerrogativas que não 
são encontráveis na maioria das entidades autárquicas comuns, como, por exemplo, o de 
serem criadas por lei e de serem dotadas de autonomia financeira, administrativa e poderes 
normativos complementares à legislação própria do setor. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Agências Reguladoras são autarquias especiais criadas para 
exercer as funções de regulação e fiscalização, e, embora sujeitas à supervisão ministerial, 
se encontram fora da hierarquia administrativa e da influência política. 
São pessoas jurídicas de direito público criadas por lei de iniciativa do Chefe do Poder 
Executivo, e seus diretores são nomeados pelo Presidente da República após aprovação 
pelo Senado Federal. Embora haja diferenças nas leis de criação dessas agências, regra 
geral, a independência contempla: ausência de subordinação hierárquica, decisões em 
caráter final, mandato fixo e estável de seus dirigentes (não coincidentes com o mandato 
governamental), e autonomia financeira e administrativa. 
As atividades regulatórias não contemplam a edição de atos normativos primários 
(estes são de competência do Congresso Nacional); a regulação é específica para assuntos 
de sua competência, e deve estar prevista em lei”. 
Portanto, as questões estão corretas: 109, podem ser criadas pela União, Estados ou 
Municípios; 110, tem autonomia financeira, administrativa e poderes normativos 
complementares à legislação. 
 
111.CEBRASPE-Auditor-DF/2020. Acerca da empresa pública, da sociedade de economia 
mista e de suas subsidiárias, no âmbito da União, dos estados, do Distrito Federal e dos 
municípios: As empresas públicas e as sociedades de economia mista gozam de privilégios 
fiscais não extensivos às sociedades comerciais do setor privado. 
 
112.CESPE-AuditorFUB/2015. No que diz respeito a administração pública. Tanto na 
empresa pública, quanto na sociedade de economia mista, há derrogação apenas parcial do 
regime de direito público pelo regime de direito privado. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “O regime jurídico das empresas públicas e também das 
sociedades de economia mista é híbrido: predominantemente privado, mas derrogado por 
normas de Direito Público. A interferência das normas públicas será menor quando 
explorarem atividade econômica e maior quando prestarem serviços públicos”. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
41 
 
 
Portanto, conforme figura acima a questão 111 está errada: apenas as SEM que prestam 
serviços públicos podem ter privilégios não extensivos às empresas comerciais; a 112 está 
correta, há derrogação parcial das normas de direito privado por normas de direito público. 
 
113.FGV-Administrador-DefensoriaRJ/2020. Levantamento da Confederação Nacional de 
Municípios (CNM) identificou 491 consórcios públicos em todo o Brasil. Quanto ao consórcio 
público (Lei 11.107/05), é correto afirmar que poderá ser constituído tanto como pessoa 
jurídica de direito público quanto de direito privado. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Os consórcios públicos,a partir da Lei nº 11.107/2005, possuem 
personalidade jurídica própria, que pode ser de Direito Público ou de Direito Privado. 
Se for de natureza privada, assumirá a forma de associação civil; se de Direito Público, 
denominar-se-á associação pública (uma espécie de autarquia interfederativa) e integrará 
a Administração indireta de todos os entes da Federação consorciados”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
 
114.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. Até recentemente, havia o entendimento dos 
especialistas de que a sociedade poderia ser classificada em dois setores, o primeiro sendo 
o Poder Público e o segundo o Mercado. Com o crescente número de demandas sociais 
não atendidas pelo Estado, um terceiro setor começa se consolidar e ganhar importância no 
atendimento das demandas da sociedade. Corresponde a uma organização do terceiro 
setor: Entidade de Apoio. 
 
115.ESAF-AFRF/2014. Em se tratando do terceiro setor. O terceiro setor compreende as 
entidades da sociedade civil de fins públicos e lucrativos coexistindo com o primeiro setor, 
que é o Estado, e o segundo setor, que é o mercado. 
 
116.CESPE-Administrador-Correios/2011. Sobre organização da administração pública. 
As entidades paraestatais não integram a administração direta nem a administração 
indireta, mas colaboram com o Estado no desempenho de atividades de interesse público, 
como são os casos do SENAC e do SENAI. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “O primeiro setor é o Estatal, o segundo setor é o mercado e o 
terceiro setor são as entidades que não se enquadram no primeiro ou no segundo 
setor. Trata-se de um espaço público não estatal em que ocorre a participação privada em 
assuntos de interesse público. 
Essas entidades paraestatais, embora possuam personalidade de Direito Privado, não são 
entidades públicas nem privadas. Não são públicas porque não são pessoas de Direito 
Predomina Regime de Direito Privado
Não há privilégios fiscais diferenciados
Não tem imunidade recíproca
Não sujeitas a responsabilidade civil objetiva
Predomina Regime de Direito Público
Podem ter privilégios fiscais exclusivos
Podem ter imunidade recíproca
Sujeitas a responsabilidade civil objetiva
EP e SEM que 
Exploram atividade 
econômica
EP e SEM que 
Prestam Serviços 
Públicos
Principais Diferenças - Quanto a Finalidade
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
42 
 
Público, e não são privadas porque não visam ao lucro. Elas são um meio-termo. 
Colaboram com o Estado desenvolvendo atividades de interesse público, e por isso 
contam com a sua proteção e fomento. 
O terceiro setor é composto por: serviços sociais autônomos, entidades de apoio 
(fundações privadas, associações, cooperativas), organizações sociais, organizações 
sociais de interesse público, Instituições Comunitárias de Educação Superior e Ongs 
diversas. Também denominadas paraestatais, desempenham serviços não exclusivos de 
Estado”. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão 114 está correta: entidades de 
apoio são do terceiro setor; a 115 está errada porque as entidades do terceiro setor não 
visam o lucro; e a 116 está correta porque o Senac e o Senai referem-se aos serviços 
sociais autônomos, que integram o terceiro setor. 
 
117.FCC-AnalistaTesouro-PI/2015. Uma das formas consagradas de parceria entre 
governo e sociedade corresponde à atuação das denominadas Organizações Sociais, que 
podem ser definidas como entidades privadas, sem fins lucrativos, que recebem 
qualificação específica e delegação do Poder público para desempenhar serviço público 
não exclusivo. 
 
118.FGV-FiscalTributos-NITEROI/2015. As pessoas qualificadas como organizações 
sociais (OS’s) devem ostentar alguns fundamentos ou características principais, conforme 
exigido pela Lei nº 9.637/98, por exemplo, destinar-se ao ensino, à pesquisa científica, ao 
desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à 
saúde. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “As Organizações Sociais surgiram no contexto da reforma do 
Estado (1995), no Programa Nacional de Publicização regulamentado pela Lei nº 
9.637/1998. Para o Caderno Mare nº 02, Organizações Sociais são um modelo de 
organização pública não estatal, destinado a absorver atividades publicizáveis, mediante 
qualificação específica (desempenham serviços não exclusivos de Estado). 
Organizações Sociais são pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, 
criadas por particulares, cujas atividades se dirigem ao ensino, à pesquisa científica, ao 
desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e 
à saúde. No que se refere à saúde, essas atividades são consideradas serviços públicos”. 
Portanto, as duas questões estão corretas porque apresentam conceito e características 
válidas para as Organizações Sociais-OS. 
 
119.FGV-AnalistaAdministrativo-MP-RJ/2020. O Município Alfa decidiu estimular a 
participação de organização da sociedade civil sem fins lucrativos, que não contasse com 
qualquer qualificação obtida com base em legislação específica, em projetos de interesse 
público e recíproco. Para tanto, lançou chamamento público para que os interessados 
apresentassem os seus projetos, sendo celebrado ajuste com a organização vencedora, 
que seria contemplada com a transferência de recursos financeiros. À luz da sistemática 
vigente, o referido ajuste terá a forma de termo de colaboração. 
 
Comentários 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
43 
 
Segundo Paludo (2020), ”A Lei n. 13.019/2014 estabeleceu as parcerias voluntárias entre a 
administração pública e as organizações da sociedade civil, para a consecução de 
finalidades de interesse público e recíproco. 
A parceria formaliza-se pela assinatura de termo de colaboração (para planos de trabalho 
propostos pela administração pública) ou termo de fomento (para planos propostos pelas 
organizações da sociedade civil) – quando há transferência de recursos financeiros; ou, 
ainda, acordo de cooperação, quando não envolver transferência de recursos”. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está correta: foi a administração 
que deu início ao plano (chamamento) e envolve a transferência de recursos financeiros: 
por isso é termo de colaboração. 
Obs.: Esta questão – como centenas de outras – não cita meu nome, mas usa os mesmos 
termos que estão no meu livro Administração Pública, há vários anos. 
 
120.FGV-TÉCNICOADMINISTRATIVO-TJCE/2020. Com o escopo de fomentar a 
especialização do órgão, determinado Tribunal de Justiça, no exercício de função 
administrativa, observadas as formalidades legais, subdividiu o então Departamento de 
Engenharia e Licitações em dois novos departamentos, um de Engenharia e outro de 
Licitações. De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, esse desmembramento de 
um órgão em dois, com o objetivo de melhorar a prestação do serviço público e assim 
atender ao princípio da eficiência, é a: 
A) delegação administrativa; 
B) centralização administrativa; 
C) concentração administrativa; 
D) desconcentração administrativa; 
E) descentralização administrativa. 
 
121.CESPE-Técnico-TRE-GO/2015. Acerca dos conceitos ligados à organização 
administrativa. Na desconcentração, há divisão de competências dentro da estrutura da 
entidade pública com atribuição para desempenhar determinada função. 
 
122.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Acerca da desconcentração. Ocorre a 
chamada desconcentração no âmbito de uma mesma pessoa jurídica, surge relação de 
hierarquia, de subordinação entre os órgãos dela resultantes. 
 
123.FGV-ACI-Recife/2014. Sobre organização da administração pública. A criação de 
órgãos dentro da própria estrutura da Administração, denominados centros de competência, 
é exemplo de desconcentração. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A desconcentração administrativa é utilizada naAdministração 
direta e refere-se à transferência de competência dos órgãos superiores para os órgãos 
inferiores, mas dentro da mesma pessoa jurídica. Regra geral, a desconcentração se 
aplica à Administração direta, mas também pode ocorrer na Administração indireta, 
quando repartir suas competências internamente. 
Essa desconcentração pode ocorrer do ente estatal-pessoa jurídica (União, Estado, 
Município) para seus próprios órgãos ou desses órgãos para os órgãos inferiores. Em 
qualquer dessas opções, trata-se de uma simples distribuição de competências. 
A desconcentração administrativa representa uma simples divisão/repartição das funções 
públicas, entre os órgãos ou entre estes e órgãos inferiores, mantendo-se a hierarquia. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
44 
 
Em regra, esse desmembramento é feito para atender ao princípio da eficiência”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, na questão 120 a 
Alternativa D é a resposta; e as questões 121a123 estão corretas. Todas contêm 
afirmativas verdadeiras acerca da desconcentração administrativa. 
 
124.FGV-Administrador-DefensoriaRJ/2020. Em relação às formas de descentralização e 
desconcentração administrativa, analise o item a seguir: A descentralização transfere 
competências para outra pessoa jurídica, ou física. 
 
125.CESPE-AnalistaAdministrativo-CADE/2014. Com relação à administração pública. A 
descentralização, como princípio fundamental da administração pública federal, pressupõe 
duas pessoas jurídicas distintas, o Estado e a entidade que executará o serviço. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A descentralização administrativa é uma técnica jurídica em 
que se atribui personalidade jurídica a uma entidade, para que ela preste serviços públicos 
ou realize atividades públicas ou de utilidade pública. Essas entidades são autônomas, têm 
personalidade jurídica própria, e agem em seu nome, quer pela outorga dos serviços, quer 
pela delegação de sua execução. 
A administração descentralizada, regra geral, corresponde à Administração indireta (mas 
também pode ser direcionada à iniciativa privada), e ocorre quando as atribuições são 
executadas por uma pessoa jurídica diferente do Estado. Exige-se duas pessoas jurídicas 
distintas: o Estado, que transfere as atribuições, e uma outra pessoa jurídica, que 
executará esses serviços. 
Dito de forma mais simples, descentralizar significa transferir/distribuir competências para 
um terceiro: para uma outra pessoa jurídica (ou, eventualmente, física)”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões estão corretas. 
124, a descentralização eventualmente poderá ser para pessoa física; 125, a 
descentralização exige duas pessoas jurídicas: o Estado e a entidade que executará o 
serviço. 
 
126.VUNESP-AnalistaAdministrativo-CETESB/2013. Sobre descentralização. Quando o 
Estado cria uma entidade e a ela transfere, por lei, determinado serviço público, essa 
descentralização administrativa é denominada outorga. 
 
127.FCC-Administrador-DefensoriaSP/2015. Determinada Secretaria de Estado transfere 
um conjunto de competências administrativas específicas para outra pessoa jurídica, sem o 
estabelecimento de contrato ou ato administrativo. Esse é caso de descentralização 
funcional. 
 
Comentários 
Vimos que descentralizar significa “transferir/distribuir competências” para outra pessoa 
jurídica, ou, eventualmente, física: dentro ou fora da administração. 
Segundo Paludo (2017), “Quando a descentralização ocorre mediante outorga, o Estado 
cria uma pessoa jurídica e transfere a ela competências e prerrogativas suas. A 
outorga ocorre para autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia 
mista e entidades paraestatais criadas por lei. 
Descentralização por serviços, funcional ou técnica – compreende a transferência de 
atribuições da Administração Pública para as pessoas jurídicas de Direito Público ou 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
45 
 
Privado. Essas entidades são criadas por lei e correspondem à Administração indireta. Essa 
espécie de descentralização denomina-se “outorga”, e ocorre para autarquias, fundações, 
empresas públicas, sociedades de economia mista e entidades paraestatais (OS)”. 
Portanto, as duas questões estão corretas: esse tipo de descentralização tanto pode ser 
denominada “outorga” ou “por serviços, funcional ou técnica”. Nos dois casos o Estado cria 
uma outra pessoa jurídica e a ela transfere a titularidade e a execução dos serviços. 
 
128.FCC-AnalistaTesouro-PI/2015. Os conceitos de descentralização e desconcentração 
englobam descentralização por colaboração, quando, por meio de contrato ou ato 
administrativo unilateral, se transfere a execução de determinado serviço público a pessoa 
jurídica de direito privado. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Descentralização Por colaboração – esse tipo de 
descentralização transfere apenas a execução dos serviços, mantendo a titularidade em 
mãos do Poder Público. Essa descentralização, denominada “delegação”, corresponde a 
um ato jurídico bilateral ou unilateral, e tem como formas de delegação: a concessão, a 
permissão e a autorização”. 
Portanto, a questão está correta, a descentralização por colaboração se dá mediante 
contrato (bilateral) ou ato administrativo (unilateral) e transfere apenas a execução do 
serviço. 
 
129.MSC-AgenteContábil-RJ/2021. Acerca de centralização e descentralização: 
Concessão de serviço público é a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, 
mediante a licitação, na modalidade de concorrência, a pessoa física, jurídica, ou consórcio 
de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco, por 
prazo determinado. 
 
130.CESPE-AUDITOR-DF/2020. Acerca da concessão de serviços públicos: Concessão de 
serviço público é um contrato administrativo pelo qual a administração pública delega a 
terceiro a execução de um serviço público, para que este o realize em seu próprio nome e 
por sua conta e risco, sendo-lhe assegurada a respectiva remuneração. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “São formas de delegação: a concessão, a permissão e a 
autorização. A concessão de serviço público é a delegação de sua prestação, feita pelo 
poder concedente, mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou 
consórcio de empresas que demonstrem capacidade para seu desempenho, por sua conta 
e risco, e por prazo determinado; a permissão de serviço público é a delegação, a título 
precário, mediante licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente 
à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta 
e risco. Por fim, a autorização foi conceituada pela doutrina como ato administrativo 
discricionário e precário, para delegar a particular a prestação de serviços que não exigem 
execução pela Administração, nem pedem especialização na sua prestação ao público”. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, as duas questões estão corretas. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
46 
 
 
Quadro-resumo das descentralizações. 
Capítulo 3. CONVERGÊNCIAS E DIFERENÇAS ENTRE A GESTÃO PÚBLICA E A 
GESTÃO PRIVADA 
131.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Acerca da administração pública, julgue o item: As técnicas 
de gestão organizacional contemporâneas são aplicáveis a organizações públicas e 
privadas, de forma indistinta. 
 
132.FCM-AssistenteLegislativo-Queluzito-MG/2020. A Administração Pública, assim 
como a privada, tem cada vez mais se preocupado com o alcance de um bom desempenho 
na realização de suas atividades. Para tanto, essas duas administrações utilizam 
indicadores como os de eficácia e de eficiência. 
 
133.CESPE.EspecialistaGestão-SES-ES/2011. Acerca da administração. Os processos de 
planejamento, organização, execução e controle são ações fundamentaisque norteiam as 
atividades organizacionais na tomada de decisão, na gestão de recursos e na definição de 
objetivos, nas esferas pública e privada. 
 
134.CESPE-Analista-SEAD-PB/2010. Sobre administração. Constitui uma das grandes 
dificuldades dos gestores, nas iniciativas privada e pública, a utilização de ferramentas 
administrativas para a gestão estratégica de organizações. 
 
135.AOCP-AnalistaAdministrativo-UF-JF/2015. Os princípios da governança pública não 
são distintos dos aplicados na governança corporativa. No entanto, a diferença básica entre 
a governança pública em relação à governança corporativa é que os gestores públicos têm 
sob sua responsabilidade bens que pertencem à sociedade. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Nas comparações entre a Administração Pública e a 
administração privada certamente existem mais convergências do que diferenças. Por 
exemplo: todas as entidades privadas ou públicas utilizarão técnicas administrativas 
como o planejamento, a organização, a direção e o controle, assim como as técnicas 
relacionadas à motivação e avaliação de resultados. A divisão do trabalho também utilizará 
técnicas semelhantes, e haverá funções idênticas como a orçamentária/financeira, a 
contábil, a de recursos humanos; ambas utilizarão indicadores para avaliar resultados 
etc. Tanto a Administração Pública quanto a privada sofrem influência do ambiente no qual 
atuam: fatores políticos, sociais, econômicos e tecnológicos. 
POLÍTICA Competências Próprias CF, artigos 21,22,23,24 ...
Para União, Estados, DF e 
Municípios 
Por Outorga
Cria-se Entidade e Transfere: 
Competência e Execução
Por Delegação Só Transfere Execução
Territorial ou Geográfica
Para os extintos 
Territórios Federais
Por Serviços,Funcional,Técnica
Para a Administração Indireta 
ou, eventualmente paraestatais
Por Colaboração
Para Concessionários, 
Permissionários e Autorizatários
ADMINISTRATIVA
ADMINISTRATIVA
D
E
S
C
E
N
T
R
A
L
IZ
A
Ç
Ã
O
Competências "Emprestadas" 
do Poder Central
Competências "Emprestadas" 
do Poder Central
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
47 
 
Mas esses itens, assim como outros não citados, irão apresentar algumas variações 
mesmo entre as organizações privadas. A administração pública pode e deve melhorar suas 
práticas a partir da utilização de técnicas consagradas pela iniciativa privada – o que não 
pode é simplesmente aplicar as práticas privadas sem uma adaptação adequada à 
realidade pública”. 
Por fim, tanto a administração pública como a privada terão dificuldades na utilização 
de ferramentas, técnicas e tecnologias modernas, na realização de mudanças e na 
implementação das decisões e ações necessárias ao alcance dos objetivos”. 
Portanto, de forma clara e com respostas direta no texto acima, a questão 131 está errada: 
deve existir adaptação para o meio público; e as demais questões estão corretas: 132 
ambas utilizam indicadores; 133 elenca com assertividade funções comuns à esfera pública 
e privada; 134 se refere às dificuldades enfrentadas por gestores públicos e privados na 
utilização de técnicas e ferramentas de gestão; e a 135 por afirmar que os princípios da 
governança são semelhantes (veja capítulo 6), respeitadas as particularidades públicas, que 
administra bens coletivos. 
 
136.FCC-AnalistaAdministrativoMP-AM/2013. Acera das convergências e divergências 
entre as organizações públicas e privadas: a administração direta tem como objetivo 
proporcionar o bem-estar à coletividade, enquanto a iniciativa privada tem como objetivo 
primordial o lucro. 
 
137.ESAF-AFRF/2014. Diversas características inerentes à natureza pública diferenciam as 
organizações da administração pública das organizações da iniciativa privada. As 
organizações privadas buscam o lucro financeiro e formas de garantir a sustentabilidade do 
negócio. A administração pública busca gerar valor para a sociedade e formas de garantir o 
desenvolvimento sustentável, sem perder de vista a obrigação de utilizar os recursos de 
forma eficiente. 
 
138.FCC-AnalistaLegislativo-PE/2014(adaptado). A respeito das semelhanças e 
diferenças entre gestão pública e gestão privada, considere: A finalidade precípua das 
atividades de caráter privado é a sobrevivência em um ambiente de alta competitividade, 
enquanto o objetivo da atividade pública é a geração de valor público em forma de serviços 
aos cidadãos. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “São características fundamentais utilizadas nas comparações, 
que diferenciam a Administração Pública da administração privada: o 
Governo/Administração Pública tem como objetivo maior proporcionar o bem-estar à 
coletividade – enquanto a iniciativa privada tem como objetivo primordial o lucro 
financeiro; O Governo existe para servir aos interesses gerais da sociedade, mediante 
ações que gerem valor aos cidadãos - a empresa privada serve aos interesses de um 
indivíduo ou grupo”. 
Portanto, as três questões estão corretas: a 136 porque Estado/Governo/Administração 
Pública tem como objetivo maior proporcionar o bem-estar à coletividade, e a iniciativa 
privada o lucro financeiro; e as 137e138 porque a iniciativa privada busca o lucro financeiro 
e formas de garantir a sobrevivência e sustentabilidade de sua empresa, enquanto que a 
administração pública busca servir a sociedade prestando serviços que geram valor para os 
cidadãos. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
48 
 
139.AVM-Técnico-Administrativo-PI/2021. Sobre os princípios constitucionais e sua 
aplicação: o administrador público só pode atuar em conformidade com o que determina a 
Lei, devendo obedecer a todas as formas legislativas, mas o administrador privado tem 
maior liberdade de atuação. 
 
140.ESAF-AFRF/2014. Diversas características inerentes à natureza pública diferenciam as 
organizações da administração pública das organizações da iniciativa privada. A 
administração pública só pode fazer o que a lei permite, enquanto a iniciativa privada pode 
fazer tudo que não estiver proibido por lei. A legalidade fixa os parâmetros de controle da 
administração e do administrador, para evitar desvios de conduta. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “São características fundamentais utilizadas nas comparações, 
que diferenciam a Administração Pública da administração privada: os princípios do artigo 
37 da CF/1988 são obrigatórios para a Administração Pública – e não se aplicam à 
administração privada (ou se aplicam de forma diferenciada como o princípio da 
legalidade, que permite ao privado fazer tudo que não seja proibido pela lei, mas somente 
permite atuação pública nos casos autorizados pela lei). 
O administrador público somente pode fazer aquilo que a lei permite ou autoriza, e nos 
limites dessa autorização. A legalidade da ação não está resumida na ausência de oposição 
à lei, mas pressupõe autorização dela como condição de sua ação, uma vez que o sistema 
legal constitui fundamento jurídico de toda ação administrativa”. 
Assim, a lei fixa os parâmetros para controle da administração e da atuação do 
administrador público. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas: a 
administração/gestor público somente pode atuar se autorizado/determinado pela lei e nos 
limites dessa autorização/determinação, enquanto o administrador privado tem maior 
liberdade de atuação. 
 
141.CESPE-AnalistaAdministrativo-TRT8/2016. No que se refere as convergências e 
diferenças entre a gestão pública e a gestão privada, analise: No contexto das entidades 
públicas, a eficiência e a eficácia - mensuradas na iniciativa privada por fatores como 
aumento de receitas e expansão de mercados – estão relacionadas a correta utilização dos 
recursos e, primordialmente, a qualidade do atendimento prestado ao cidadão e a 
sociedade. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “A eficiência e a eficáciadas entidades públicas medem-se não 
somente pela correta utilização dos recursos, mas principalmente pelo cumprimento de sua 
missão e pelo atendimento, com qualidade, das necessidades e demandas do cidadão e da 
sociedade – na iniciativa privada medem-se pelo aumento de suas receitas, pela redução 
de seus gastos, ou pela expansão de seus mercados”. 
Portanto, a questão está correta e tem resposta direta no texto acima. 
Obs.: Esta questão, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas é 
recorte de texto de meu livro Administração Pública. 
 
142.FGV-ACE-TC-BA/2014. Quanto às convergências e diferenças entre a gestão pública e 
a gestão privada: O “cliente”, mesmo com a adoção das novas tecnologias gerenciais na 
Administração Pública, continuará a pagar pelos serviços colocados à sua disposição por 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
49 
 
força da coletividade, mesmo que ele não faça uso de todos esses serviços, enquanto na 
Administração Privada, o “cliente” somente paga pelos serviços que de fato utiliza. 
 
143.FCC-AnalistaLegislativo-PE/2014. A respeito das semelhanças e diferenças entre 
gestão pública e gestão privada, considere: O cliente atendido pelo setor público, paga 
diretamente pelos serviços por meio dos impostos, que mantêm total simetria de valor com 
os serviços adquiridos; ao passo que o cliente do setor privado remunera indiretamente a 
organização, pagando pelo bem ou serviço adquirido. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “São características fundamentais utilizadas nas comparações, 
que diferenciam a Administração Pública da administração privada: na Administração 
Pública o “cliente” paga os serviços através de impostos, mesmo sem usar – enquanto que 
na iniciativa privada ele só paga pelo bem/serviço que compra ou utiliza”. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão 142 está correta e a questão 143 
está errada: o cliente/usuário da administração pública paga os serviços – indiretamente, 
via impostos - mesmo sem usar, enquanto que na iniciativa privada o cliente somente paga 
pelo que utiliza/adquire. 
 
144.ESAF-AFRF/2014. Diversas características inerentes à natureza pública diferenciam as 
organizações da administração pública das organizações da iniciativa privada. A 
administração pública e as organizações privadas não podem fazer acepção de pessoas, 
devem tratar a todos igualmente e com qualidade. O tratamento diferenciado não é 
permitido por lei. 
 
145.FGV-AdministradorPGE-RO/2015. Os serviços públicos devem considerar os 
aspectos que diferenciam organizações públicas e privadas. A esse respeito, é correto 
afirmar que equidade e tratamento de qualidade a todos pela administração pública 
afastam-se dos critérios diferenciais de tratamento das empresas privadas. 
 
146.FCC-AnalistaLeg.Administrativo-PE/2014. A respeito das semelhanças e diferenças 
entre gestão pública e gestão privada, considere: As ações que buscam qualidade no setor 
privado, em geral, referem-se a metas de competitividade no sentido da obtenção, 
manutenção e expansão de mercado; ao passo que no setor público, a meta é a busca da 
excelência no atendimento a todos os cidadãos, ao menor custo possível. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “São características fundamentais utilizadas nas comparações, 
que diferenciam a Administração Pública da administração privada: a administração 
Pública deve ser transparente (divulgar objetivos, ações e resultados) e tratar as 
pessoas/cidadãos com equidade (diferencia apenas casos previstos em lei) – na 
gestão privada a transparência não é obrigatória e às pessoas têm tratamento diferenciado 
de acordo com os interesses corporativos; a eficiência e a eficácia das entidades públicas 
medem-se não somente pela correta utilização dos recursos, mas principalmente pelo 
cumprimento de sua missão e pelo atendimento, com qualidade, das necessidades e 
demandas do cidadão e da sociedade – na iniciativa privada medem-se pelo aumento de 
suas receitas, pela redução de seus gastos, ou pela expansão de seus mercados”. 
Portanto, a questão 144 está errada porque a administração privada pode diferenciar 
pessoas, assim como, em casos especiais previstos na lei (idosos etc), a administração 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
50 
 
pública pode tratar pessoas de forma deferente; a questão 145 está correta: o fato da 
administração pública tratar todos com equidade a diferencia da administração privada que 
pode tratar clientes de forma diferenciada; e a questão 146 está correta: a administração 
privada busca reduzir custos, aumentar competitividade e expandir seus mercados ao 
passo que a administração pública busca atender todos os cidadãos com qualidade. 
 
147.FCC-AnalistaAdministrativo-TRT19/2014. Gestão pública e gestão privada 
apresentam algumas convergências importantes, mas também diferenças significativas em 
decorrência da natureza e regime jurídico aplicável a cada qual. A respeito do tema, 
considere: 
I. Os conceitos de eficiência, eficácia e efetividade são próprios da gestão privada, 
aplicando-se à gestão pública apenas de forma subsidiária ao princípio do interesse público. 
II. O princípio da legalidade aplicável à gestão pública possui a mesma conotação do 
aplicável à gestão privada, tendo, contudo, maior prevalência na gestão pública. 
III. O cliente da iniciativa privada paga, apenas, pelos serviços que utiliza, enquanto o 
cliente da Administração pública os financia através de tributos, mesmo sem usá-los. 
 
Comentários 
I-Falsa. Os conceitos de eficiência, eficácia e efetividade aplicam-se integralmente ao meio 
público, e somente em situações especiais podem ser excepcionalizados “Em muitas 
situações a questão da eficiência, ou de investimentos necessários, será deixada em 
segundo plano, para que possa ser trabalhada a questão social (ações de combate à 
pobreza, de inclusão social e de promoção da cidadania)” (Paludo, 2017). 
II-Falsa. O princípio da legalidade é diferente nos meios público e privado “Os princípios do 
art. 37 da CF/1988 são obrigatórios para a Administração Pública – e não se aplicam à 
administração privada (ou se aplicam de forma diferenciada, como o princípio da legalidade, 
que permite ao privado fazer tudo que não seja proibido pela lei, mas somente permite 
atuação pública nos casos autorizados pela lei)” (Paludo, 2017). 
III-Verdadeira. “Na Administração Pública o ‘cliente’ paga os serviços através de impostos, 
mesmo sem usar – enquanto que na iniciativa privada ele só paga pelo bem/serviço que 
compra ou utiliza” (Paludo, 2017). 
 
148.FCC-AnalistaAdministrativo-TRT4/2011. Com relação às convergências entre a 
gestão pública e a gestão privada. Deve-se gerir um órgão público como quem administra 
uma empresa, isto é, buscando compatibilizar custos e resultados, atuar com os olhos no 
cliente-consumidor e tomar decisões rápidas para aproveitar oportunidades de mercado. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Vemos, portanto, que a área pública demanda formas especiais 
de administração, porque os governos são diferentes. São inúmeras as situações e 
dificuldades enfrentadas pelos governos, desde a questão cultural, a desigualdade social, 
até a rigidez legal e o controle incidente sobre a utilização dos recursos públicos. 
No entanto, o gestor público pode e deve compatibilizar custos com resultados; pode e 
deve tomar decisões rápidas com vistas a aproveitar oportunidades – mantendo o foco no 
cidadão-cliente e em suas necessidades. A administração pública pode e deve melhorar 
suas práticas a partir da utilização de técnicas consagradas pela iniciativa privada – o 
que não pode é simplesmente aplicar as práticas privadas sem uma adaptação adequada à 
realidade pública”. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
51 
 
Complemento: A questão não está dizendo que - em tudo - deve-se gerir um órgãoum 
copiar/colar; mais de 200 questões tem recortes diretos do meu livro; e, na maioria das 
questões é possível perceber uma grande semelhança entre o texto de meus livros e o 
texto dos enunciados das questões. 
As questões comentadas nesta obra estão divididas em duas partes: questões 
comentadas das principais bancas (FCC, CESP, ESAF, FGV, AOCP, VUNESP, FCM, 
FUNDATEC, FUNDEP, OBJETIVA etc); e provas comentadas da Controladoria Geral da 
União (2012), Auditor Fiscal da Receita Federal (2012 e 2014), Tribunal de Contas da União 
(2013 e 2015), e AnalistaAdministrativo PG-PE/2019. 
 
 Meu compromisso é manter os livros atualizados e em sintonia com o entendimento 
das bancas. Assim, assegure-se de que seu livro de estudos esteja atualizado. Outro 
compromisso é responder a todos os e-mails recebidos via CONTATO do site 
www.comopassar.com.br / www.augustinhopaludo.com.br. Assim, em caso de dúvida, 
encaminhe seu e-mail, e eu responderei. 
 
A todos, sugiro que leiam os artigos “Como Passar em Concursos” e “O Segredo 
Para Passar Em Concursos”, disponíveis no site acima, pois eles contêm o que acredito 
ser o mais importante acerca da preparação e conquista do cargo público - e certamente 
o(a) ajudará nessa caminhada. 
 
Dica: nem sempre o conteúdo do edital traduz o que é cobrado na prova. 
Portanto, além desse livro, leia com atenção todo o conteúdo do livro-texto de 
Administração Pública, e você estará preparado para enfrentar qualquer concurso que 
envolva essa matéria; e, lembre-se: na hora da prova, Deus o(a) ajudará a lembrar 
daquilo que você estudou! Portanto, estude com perseverança que você conquistará o 
cargo público com o qual sonha. 
 
Boa sorte a todos. 
O Autor 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
6 
 
SUMÁRIO 
 
 
Parte 1 - Questões Comentadas de Administração Pública 
 
 
Capítulo 1 Conceitos Gerais e Processo Administrativo ..................................................... 8 
Capítulo 2 Estrutura e Organização do Estado, Governo, Administração .......................... 18 
Capítulo 3 Convergências e Diferenças entre a Gestão Pública e a Gestão Privada ......... 46 
Capítulo 4 Modelos de Administração Pública .................................................................... 52 
Capítulo 5 Histórico, Evolução e Reformas da Administração Pública no Brasil ................ 67 
Capítulo 6 Governabilidade, Governança e Accountability ................................................. 82 
Capítulo 7 TI, SI, Gestão do Conhecimento, Governo Eletrônico e Transparência ............ 91 
Capítulo 8 Comunicação e Redes ..................................................................................... 107 
Capítulo 9 Novas Tecnologias Gerenciais – Aplicação e Impacto .................................... 120 
Capítulo 10 Qualidade na Administração Pública ...............................................................131 
Capítulo 11 O Cliente na Gestão Pública e a Excelência em Serviços Públicos ................139 
Capítulo 12 Gestão por Resultados ................................................................................... 148 
Capítulo 13 Empreendedorismo Governamental ............................................................... 159 
Capítulo 14 Ciclo de Gestão .............................................................................................. 164 
Capítulo 15 Gestão Estratégica, Planejamento Estratégico e BSC ................................... 178 
Capítulo 16 Gestão de Projetos ......................................................................................... 194 
Capítulo 17 Gestão de Processos ..................................................................................... 205 
Capítulo 18 Gestão de Contratos ....................................................................................... 216 
Capítulo 19 Noções de Políticas Públicas ......................................................................... 225 
Capítulo 20 Controle da Administração Pública ................................................................. 236 
 
Parte 2 - Provas Comentadas 
 
1. Analista de Finanças e Controle – CGU/2012 ............................................................... 253 
2. Auditor Fiscal da Receita Federal – 2012 ...................................................................... 262 
3. Auditor de Controle Externo – TCU/2013 ...................................................................... 265 
4. Auditor Fiscal da Receita Federal – 2014 ...................................................................... 275 
5.Auditor de Controle Externo – TCU/2015 ....................................................................... 279 
6.CEBRASPE-AnalistaAdministrativo-PG-PE/2019 ........................................................... 285 
 
Referências Bibliográficas .............................................................................................. 287 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
7 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PARTE 1 
 
 
Questões Comentadas 
de Administração Pública 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
8 
 
Capítulo 1.CONCEITOS GERAIS E PROCESSO ADMINISTRATIVO 
1.COPESE.Assessor-Legisl/Adm-PI/2020. A definição de administração tem passado por 
mudanças a partir das transformações ocorridas no meio no qual as organizações estão 
inseridas. A esse respeito analise a afirmativa: Administração é o ato de planejar, organizar, 
dirigir, coordenar e controlar os esforços de um grupo de indivíduos que, agindo em 
conjunto, buscam um resultado comum. 
 
2.COPESE.Assessor-Legisl/Adm-PI/2020. A definição de administração tem passado por 
mudanças a partir das transformações ocorridas no meio no qual as organizações estão 
inseridas. A esse respeito analise a afirmativa: Administração é o ato de tomar decisões e 
realizar ações de forma a aproveitar da melhor forma as circunstâncias externas, em favor 
da sobrevivência e do progresso da organização. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Administração é um termo tradicional que corresponde ao ato de 
administrar, ao qual podem ser imputadas três dimensões principais: Como ciência, é o 
ramo do conhecimento que trata das organizações (conjunto de teorias histórico-evolutivas 
estudada nos cursos de graduação); Como área administrativa corresponde ao todo 
administrativo: estrutura e recursos. Envolve a criação de um ambiente favorável ao 
desempenho das atividades de todas as áreas (e não somente as da área administrativa); 
Como função administrativa compreende: planejar, organizar, dirigir, coordenar e 
controlar as atividades de todas as áreas (e não somente as da área administrativa). 
O exercício pleno da função administrativa, pelo administrador, envolve a tomada de 
decisão (amparada num planejamento, diretrizes, objetivos e estratégias) com vistas a 
conduzir a organização/instituição ao futuro desejado, promovendo harmonia, 
cooperação, integração e o alinhamento de esforços de todas as áreas e subáreas, 
dirigindo-os para o alcance dos resultados visados pela organização/instituição”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as duas questões estão 
corretas: a primeira tem resposta no final do primeiro parágrafo e a segunda tem resposta 
no segundo parágrafo. 
Obs.: Esses conceitos de Administração (questões 1 e 2) e de Gestão (questão 3) – do 
meu Livro Administração Pública – foram citados no E-book dos Anais do Fórum 
Internacional de Administração, RJ, 2015. 
 
3.AOCP-GestorPúblico-Uberlândia/2015. Pode-se afirmar que Gestão é a arte de 
planejar, organizar, coordenar, comandar e controlar assuntos de interesse coletivo por 
meio da mobilização de estruturas e recursos do Estado. Em relação ao assunto, a Gestão 
pode ser compreendida em três níveis. São eles: 
A) Gestão Administrativa, Gestão dapúblico como quem administra uma empresa, mas apenas quanto a compatibilizar 
custos e resultados, valorizar o cliente-consumidor e aproveitar as oportunidades. 
Portanto, a questão está correta, porque a administração pública pode utilizar práticas de 
gestão privada para melhorar sua atuação (com as adaptações necessárias). 
Obs.: Esta questão, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas tem 
recorte de texto de meu livro Administração Pública. 
 
149.FCC-AnalistaAdministrativo-TRE-SE/2015(adaptado). Sobre as convergências e 
diferenças entre a Administração privada e pública, é correto afirmar que Administração 
privada é caracterizada por uma gestão gerencial, semelhante à Administração pública. 
 
150.CESPE-AnalistaAdministrativoMI/2013. As organizações públicas assemelham-se às 
organizações privadas na medida em que também necessitam da aplicação dos processos 
administrativos de planejamento, organização, direção e controle, porém diferenciam-se na 
forma de aplicação. 
 
151.CESPE-AnalistaContábil-TRE-ES/2011. Segundo a teoria da administração pública, 
os papéis e as capacidades não são prontamente transferíveis do setor privado para o setor 
público porque a natureza das tarefas executadas é fundamentalmente diferente. 
 
Comentários 
Já vimos no início deste capítulo que - existem mais convergências do que diferenças – 
entre administração pública e privada; vimos também que entidades privadas ou públicas 
utilizarão técnicas administrativas como planejamento, organização, direção, 
controle, etc; vimos ainda que esses e outros itens - irão apresentar algumas variações 
na aplicação mesmo entre as organizações privadas. 
Segundo Paludo (2017), “Vemos, portanto, que a área pública demanda formas especiais 
de administração, porque os governos são diferentes. São inúmeras as situações e 
dificuldades enfrentadas pelos governos, desde a questão cultural, a desigualdade social, 
até a rigidez burocrática, a legislação complexa, a escassez de recursos e o controle legal e 
social incidente sobre toda sua atuação. Torres (1997) afirma que os modelos privados de 
gestão necessitam de uma adequação que “não é trivial” e deve levar em consideração as 
características inerentes ao setor público, que são diferentes das do setor privado. 
A administração pública pode e deve melhorar suas práticas a partir da utilização de 
técnicas consagradas pela iniciativa privada – o que não pode é simplesmente aplicar as 
práticas privadas sem uma adaptação adequada à realidade pública”. 
Portanto, as três questões estão corretas: a 149 porque administração privada utiliza 
gestão gerencial semelhante (não igual) à Administração pública; a 150 porque 
planejamento, organização, direção, controle, irão apresentar variações na aplicação ao 
meio público; e a 151 porque as teorias, técnicas e processos oriundos da iniciativa privada 
não são prontamente transferíveis: necessitam serem adaptados à realidade pública, haja 
vista suas peculiaridades. 
 
152.QUADRIX-Administrador-CRA-PA/.2019. Acerca das diferenças entre a gestão 
pública e a gestão privada, julgue o item: No aspecto político, a gestão privada tem 
autonomia decisória, já na Administração Pública o funcionamento e os resultados, bons ou 
maus, têm impacto político. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
52 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A qualidade na prestação dos serviços e os resultados obtidos 
pela Administração Pública, bons ou maus, terão impacto político, enquanto na área 
privada os bons resultados aumentarão o valor da empresa e o preço de suas ações”. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
Capítulo 4. MODELOS DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
153.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. Partindo-se de uma perspectiva 
histórica, verifica-se que a administração pública através de três modelos básicos: a 
administração pública patrimonialista, a burocrática e a gerencial. Essas três formas se 
sucedem no tempo, sem que, no entanto, qualquer uma delas seja inteiramente 
abandonada. 
 
154.CESPE-AnalistaAdministração-MP-PA/2020. Considerando os fatos decorrentes da 
evolução da administração pública no Brasil, analise a afirmativa: predomina no Brasil a 
administração pública gerencial, que se fortaleceu no país à época do movimento Diretas 
Já, período em que se iniciou uma mudança cultural na administração pública. 
 
155.CESPE-AnalistaAdministração-MP-PA/2020. Considerando os fatos decorrentes da 
evolução da administração pública no Brasil, analise a afirmativa: o modelo de gestão 
pública adotado no Brasil encontra-se consolidado, de maneira que as formas de gestão, 
nos distintos órgãos públicos, se mantêm inalteradas nas mudanças de governo. 
 
156.ESAF-Analista-Susep/2010. Sobre administração pública. Uma adequada 
compreensão do processo evolutivo da administração pública brasileira nos revela que, de 
certa forma, patrimonialismo, burocracia e gerencialismo convivem em nossa administração 
contemporânea. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Dentro de uma perspectiva histórico-evolutiva, é possível 
distinguir três modelos diferentes de Administração Pública: a administração 
patrimonialista, a administração burocrática e a administração gerencial. 
Embora, historicamente, seja marcante um tipo predominante de administração, é possível 
afirmar que, na atualidade, a administração gerencial é o modelo vigente; que a 
administração burocrática ainda é aplicada no núcleo estratégico do Estado e em muitas 
organizações públicas; e que persistem traços/práticas patrimonialistas de 
administração nos dias atuais. É possível afirmar, ainda, que existem fragmentos de todas 
as teorias administrativas nas organizações públicas”. 
 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 153 está correta: 
existem os três modelos e nenhum foi inteiramente abandonado; a 154 está errada: a 
administração gerencial surgiu depois das diretas já; a 155 está errada: as formas de 
gestão não se mantém inalteradas: ora evoluem, ora retrocedem; e a 156 está correta; 
Administração Gerencial Modelo Predominante
Administração Burocrática Ainda Utilizada
Administração Patrimonialista Existem traços/práticas
Demais Modelos Existem Fragmentos
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ATUAL
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
53 
 
embora o modelo gerencial seja o predominante, o patrimonialismo e a burocracia também 
estão presentes na administração pública contemporânea. 
 
157.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. Acerca dos modelos de 
administração pública. O modelo da Administração Pública Patrimonialista tem como 
característica a distinção entre o que é patrimônio público e o que é patrimônio privado. 
Existe a separação entre a res publica (coisa pública) e a res principis (coisa do príncipe). 
 
158.FGV-Administrador-DefensoriaRO/2015. As reformas administrativas no Brasil, em 
grande medida, mostraram-se voltadas à eliminação do patrimonialismo. Em relação ao 
patrimonialismo, é correto afirmar que o quadro administrativo é formado por pessoas com 
vínculo de fidelidade pessoal. 
 
159.CESPE-AdministradorUNIPAMPA/2013. No modelo de administração pública 
patrimonialista, os servidores públicos possuem status de nobreza real, e os cargos 
funcionam como recompensas, o que contribui para a prática de nepotismo. 
 
160.FMP-AnalistaOrçamento-PGJ-AC/2013. Sobre o modelo patrimonialista de 
administração pública: pode-se afirmar que no patrimonialismo se confunde o que é público 
e o que é privado. 
 
161.ESAF-EPPG-MPOG-2003/2008. Acerca das características da administração 
patrimonialista. No patrimonialismo os governantes consideram-se donos do Estado e o 
administram como sua propriedade, a autoridade é exclusivamente hereditária, gerando 
corrupção, nepotismo e ineficiência. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Mesmo de forma desorganizada, o patrimonialismo foio 
primeiro modelo de administração do Estado. Nele não havia distinção entre a 
administração de bens públicos e bens particulares: tudo que existia nos limites territoriais 
de seu “reinado” era tido como domínio do soberano (maior autoridade do Estado no 
exercício do poder, que num passado mais distante corresponde à figura do rei) que 
podia utilizar livremente os bens sem qualquer prestação de contas à sociedade. 
No patrimonialismo os cargos eram todos de livre nomeação do soberano, que os 
direcionava a parentes diretos e demais amigos da família, concedendo-lhes parcelas de 
poder diferenciadas, de acordo com os seus critérios pessoais de confiança. Prática 
frequente era a troca de favores por cargos públicos (neste caso não se tratava de parentes 
e amigos, mas de interesses políticos ou econômicos). Regra geral, quem detinha um cargo 
público o considerava como um bem próprio de caráter hereditário (passava de geração 
para geração). Não havia divisão do trabalho; os cargos denominavam-se prebendas ou 
sinecuras, e quem os exercia gozava de status da nobreza real. 
O Estado era tido como propriedade do soberano, e o aparelho do Estado (a 
administração) funcionava como uma extensão de seu poder. Em face da não distinção 
entre o público e o privado, a corrupção e o nepotismo foram traços marcantes desse tipo 
de administração. 
A base desse poder absoluto estava na tradição/hereditariedade vinculada à pessoa do 
soberano, que contava com um forte aparato administrativo direcionado à arrecadação de 
impostos, e com uma força militar para defender seu(s) território(s) e intimidar os 
opositores”. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
54 
 
Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão 157 está errada: a principal 
caraterística é a confusão e não a distinção entre o público e o privado; as demais questões 
estão corretas. A 158 porque o quadro administrativo tinha vínculos de fidelidade pessoal; 
a 159 porque havia nepotismo, os cargos funcionam como recompensas (troca de favores) 
e quem os ocupava tinha status de nobreza real; e as questões 160e161 porque no 
patrimonialista não havia distinção entre o público e o privado: tudo era propriedade do 
rei/soberano, a autoridade vinha da tradição/hereditariedade, e havia corrupção, nepotismo 
e ineficiência. 
 
162.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Com relação as características descritas à 
forma de administração. A Administração Patrimonialista é uma administração do Estado, 
mas não é pública. Sobrevive nos regimes democráticos imperfeitos através do clientelismo. 
 
163.FCC-FiscalRendas/Gestão-SP/2013. Sobre Administração Pública e modelos de 
administração. O Modelo de Gestão Pública Patrimonialista é típico das monarquias 
absolutistas. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Nesse período histórico, o Estado-Administração não pensava 
de forma coletiva e não procurava prestar serviços à população, que era relegada ao 
descaso. Consequentemente, o foco das ações não era o atendimento das 
necessidades sociais e nem o desenvolvimento da nação, e os benefícios oriundos do 
Estado e da Administração não eram destinados ao povo, mas para um pequeno grupo 
encabeçado pelo chefe do Executivo (o soberano). 
Essa forma de administração patrimonialista vigorou nos Estados absolutistas ou de 
democracia imperfeita, de forma predominante, até a segunda metade do século XIX”. 
Portanto, as duas questões estão corretas. A 162 porque a Administração Patrimonialista 
não era pública (não era voltada para o atendimento das necessidades coletivas) e ainda 
sobrevive em democracias imperfeitas, como o Brasil; e a 163 porque o modelo 
Patrimonialista é típico das monarquias/estados absolutistas. 
 
164.FCC-AnalistaTesouro-PI/2015. Entre as características do modelo de gestão 
administrativa patrimonialista pode ser apontado, em uma análise crítica, 
A) a excessiva ênfase no conceito de supremacia do interesse público sobre o privado, 
colocando o administrado a serviço do Estado e não o contrário. 
B) a ausência de carreiras administrativas, bem assim de clara distinção entre patrimônio 
público e privado. 
C) o excesso de verticalização e padronização dos procedimentos. 
D) a estrutura hierárquica inflexível, afastando a meritocracia e propiciando o abuso de 
poder pela autoridade central. 
E) o apego exagerado às regras, privilegiando a forma em detrimento do interesse do 
cidadão. 
 
Comentários 
A-Falsa. No patrimonialismo não havia interesse público/coletivo. “O Estado-Administração 
não pensava de forma coletiva e não procurava prestar serviços à população ... os 
benefícios não eram destinados ao povo, mas para um pequeno grupo encabeçado pelo 
chefe do Executivo (o soberano)” (Paludo, 2017). 
B-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “Pode-se resumir as principais características da 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
55 
 
administração patrimonialista: ... confusão entre a propriedade privada e a propriedade 
pública; ausência de carreiras administrativas”. 
C-Falsa. Verticalização e padronização de procedimentos são características da burocracia. 
D-Falsa. Primeira parte: errada; não havia carreiras administrativas, logo, não havia 
estrutura hierárquica. Segunda parte: certa; não havia meritocracia e havia abuso de poder 
pela autoridade central (o soberano). 
E-Falsa. Apego exagerado às normas, privilegiando a forma em detrimento do interesse do 
cidadão, é característica da burocracia. 
 
165.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. Partindo-se de uma perspectiva 
histórica, verifica-se que a administração pública evoluiu através de três modelos básicos: a 
administração pública patrimonialista, a burocrática e a gerencial. O modelo da 
Administração Pública Burocrática surge como forma de combater a corrupção e o 
nepotismo patrimonialista. São princípios desse modelo: a profissionalização, a ideia de 
carreira, a hierarquia funcional, a impessoalidade e o formalismo. 
 
166.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. Partindo-se de uma perspectiva 
histórica, verifica-se que a administração pública evoluiu através de três modelos básicos: a 
administração pública patrimonialista, a burocrática e a gerencial. O modelo de 
Administração Pública Burocrática surge como resposta, de um lado, à expansão das 
funções econômicas e sociais do Estado, e, de outro, ao desenvolvimento tecnológico e à 
globalização da economia mundial. 
 
167.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Acerca da administração do Estado, julgue o item: No 
modelo burocrático, os cargos públicos não são profissionalizados e as esferas econômica 
e política se apresentam unificadas. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A Administração Pública burocrática surge na segunda metade do 
século XIX, na época do Estado liberal, como forma de combater a corrupção e o nepotismo 
patrimonialista. Constituem princípios orientadores do seu desenvolvimento a 
profissionalização, a ideia de carreira, a hierarquia funcional, a impessoalidade, o 
formalismo”. 
Portanto de forma clara e com resposta direta no texto acima a questão 165 está correta e 
a 166 está errada: retrata o surgimento da administração gerencial (como veremos 
adiante). A 167 está errada: o profissionalismo é marca da Burocracia. 
Obs.: A questão 165, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas é 
recorte direto de texto de meu livro Administração Pública. 
 
168.VUNESP-AnalistaPPeGestão-PMSP/2015. Para o intelectual alemão Max Weber, a 
expansão da burocracia é inevitável nas sociedades modernas; a autoridade burocrática é a 
única forma de lidar com as exigências administrativas dos sistemas sociais de larga escala. 
De acordo com Weber, a burocracia surgiu como uma resposta racional e eficiente à 
medida que as tarefas ganharam complexidade, o que levou ao avanço dos sistemas de 
controle e gerenciamento. 
 
169.FCC-AgenteLegislativo-SP/2010. Com relação à administração pública burocrática.Surge na segunda metade do século XIX, na época do Estado liberal, com o objetivo de 
combater a corrupção e o nepotismo patrimonialista. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
56 
 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Causas do surgimento da burocracia: surgimento das 
organizações de grande porte, a pressão pelo atendimento de demandas sociais, à 
corrupção e o nepotismo existentes na área pública, o crescimento da burguesia comercial 
e industrial, indicavam que o Estado liberal deveria ceder seu espaço a um Estado mais 
organizado e de cunho econômico - concomitantemente era preciso reestruturar e fortalecer 
a Administração Pública para que pudesse cumprir suas novas funções. 
A Administração Pública burocrática surge na segunda metade do século XIX, na época 
do Estado liberal, como forma de combater a corrupção e o nepotismo patrimonialista. 
Como forma de poder/dominação, a burocracia utiliza o caráter racional e o 
conhecimento técnico para assegurar a eficiência de sua atuação. Guia-se por regras 
formais padronizadas que asseguram tratamento igualitário para casos semelhantes, e 
define com perfeição as relações de poder e de subordinação, bem como a distribuição das 
atividades para o alcance dos fins estabelecidos”. 
Portanto, as duas questões estão corretas. A 168 porque a burocracia foi uma resposta 
racional e eficiente para o avanço das complexidades (surgimento de organizações de 
grande porte, pressão das demandas sociais, crescimento da burguesia comercial e 
industrial) e levou ao avanço dos sistemas de controle e gerenciamento (combate a 
corrupção e nepotismo); e a 169 porque indica com exatidão o surgimento da burocracia e 
seu objetivo principal. 
 
170.FCM-TécnicoAdministração-CARNAIBA-MG/2019. As organizações são grupos 
sociais formais fundamentais para o funcionamento da sociedade moderna. Max Weber foi 
um dos principais autores que contribuíram com os estudos sobre as organizações, o qual 
definiu o tipo ideal de burocracia – um modelo abstrato que retrata elementos que 
constituem qualquer organização formal do mundo real. 
 
171.CESPE-AnalistaGestão-INMETRO/2009. Para Weber, não existe um tipo de 
burocracia ideal, pois essa é a expressão concreta da administração do capitalismo 
moderno, em que o Estado e o mercado atuam conjuntamente na garantia do bem-estar 
social dos cidadãos. Nesse sentido, a burocracia seria a forma mais racional e eficiente de 
organização administrativa, avançando sobre o modelo patrimonialista, evitando medidas 
metódicas para a realização regular e contínua dos deveres do Estado. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Weber descreveu a burocracia como um tipo ideal ... o Brasil 
nunca teve uma burocracia weberiana pura porque às normas legais deixavam brechas 
contrárias à burocracia racional-legal. 
O tipo ideal de burocracia de Weber era um modelo superior de administração, baseada 
na racionalidade e no conhecimento técnico-profissional, que levaria à eficiência – tanto na 
administração pública, como nas organizações privadas”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão 170 está correta e a 171 está errada: 
para Weber, existia um modelo ideal de burocracia capaz de assegurar eficiência às 
organizações, e porque a burocracia utilizava amplamente medidas metódicas 
padronizadas para a regular prestação dos serviços do Estado. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
57 
 
172.CEPERJ-AnalistaPlanej/Gestão-SEPLAG-RJ/2013. Sobre administração pública e 
modelos de administração. A burocracia, enquanto forma da dominação, se sustenta sobre 
o seguinte: conhecimento técnico. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “É o conhecimento técnico-profissional que garante a 
superioridade da burocracia. 
Como forma de dominação, a burocracia utiliza o caráter racional e o conhecimento 
técnico para assegurar a eficiência de sua atuação. A administração burocrática era 
considerada superior às demais formas de administrar. Segundo Weber (1966), a fonte 
principal da superioridade da administração burocrática reside no papel do 
conhecimento técnico que, através do desenvolvimento da moderna tecnologia e dos 
métodos econômicos na produção de bens, tornou-se totalmente indispensável, indiferente 
que o sistema seja capitalista ou socialista. A burocracia tem um papel central na sociedade 
como elemento fundamental de qualquer tipo de administração de massa. A burocracia é 
superior em saber, tanto o da técnica quanto o dos fatos concretos, o que normalmente é 
privilégio de empresa capitalista”. 
Portanto, a questão está correta, visto que o conhecimento técnico assegurava a 
superioridade da burocracia sobre as demais teorias administrativas da época. 
Obs.: Essa questão, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas é 
recorte parcial de texto de meu livro Administração Pública, que escrevo desde 2010. 
 
173.FCC-Administrador-DefensoriaSP/2015. São características do modelo burocrático 
de administração: hierarquia, legalidade, especialização e meritocracia. 
 
174.VUNESP-AnalistaPPeGestão-PMSP/2015. Sobre administração pública. O modelo 
burocrático weberiano baseia-se em impessoalidade, legalidade e profissionalismo. 
 
175.FGV-AdministradorPGE-RO/2015. A respeito de uma administração pública que 
segue o modelo racional-legal, é correto afirmar que: define as organizações públicas como 
voltadas para descobrir os meios mais eficientes para os fins politicamente dados. 
 
176.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. Com relação as escolas de administração e 
suas características, analise a afirmativa a seguir: na burocracia o recrutamento é feito por 
regras previamente estabelecidas, prevalecendo a meritocracia. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Na verdade, Weber não conceituou a burocracia, mas 
apresentou características/dimensões que a caracterizam. A burocracia apresenta as 
seguintes características principais: caráter legal das normas, caráter formal das 
comunicações, caráter racional e divisão do trabalho (a divisão do trabalho é horizontal e 
feita de forma racional, com vistas a assegurar a eficiência e o alcance dos objetivos); 
hierarquia da autoridade, rotinas e procedimentos padronizados, impessoalidade nas 
relações, competência técnica e meritocracia, especialização da administração, 
profissionalização dos funcionários, previsibilidade de funcionamento. 
É normal as bancas mencionarem apenas algumas características para definir a 
burocracia, como: poder racional-legal, profissionalização, hierarquia, impessoalidade e 
formalismo. 
O caráter “racional” da burocracia significa escolher racionalmente os meios adequados 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
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para alcançar os fins desejados”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, todas as questões estão corretas: todas 
apresentam características diretas da burocracia. 
 
177.COPESE.Assessor-Legisl/Adm-PI/2020. Max Weber é considerado o criador do 
modelo burocrático, a partir da sua obra Sociologia da Burocracia. O modelo burocrático 
funcionou satisfatoriamente na era industrial, especialmente, nas grandes organizações que 
atuavam em um ambiente estável. Sobre a burocracia de Max Weber, analise a afirmativa: 
O modelo burocrático é usado exclusivamente na administração pública. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A Burocracia corresponde a uma instituição Administrativa 
(pública ou privada), cujos pilares são o caráter legal das normas e procedimentos, a 
racionalidade, a formalidade etc. Caracterizava-se como uma forma superior de 
organização capaz de realizar, de modo eficiente e em grande escala, as atividades 
administrativas, através do trabalho de muitos funcionários, organizado de maneira 
racional”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está errada. 
 
178.UEPB-Administrador/2012. A administração pública evoluiu noBrasil por meio de três 
modelos básicos de administração, que são descritos como Administração Patrimonial, 
Burocrática e Gerencial. Coloque V se a afirmativa for verdadeira e F se afirmativa for falsa. 
I. Administração Patrimonialista: surge como resposta à expansão das funções econômicas 
e sociais do Estado. 
II. Administração Burocrática: desgaste proveniente do desenvolvimento do capitalismo e da 
democracia. 
III. Administração Gerencial: controle sobre os resultados. 
IV. Administração Patrimonialista: forma de combater a corrupção e o nepotismo 
patrimonialista. 
V. Administração Burocrática: poder racional-legal: profissionalização, carreira, hierarquia 
funcional, impessoalidade e formalismo. 
 
Comentários 
I.Falsa. Quem surge como resposta à expansão das funções econômicas e sociais do 
Estado é o modelo gerencial. “A Administração Pública Gerencial emerge na segunda 
metade do século XX, como resposta à expansão das funções econômicas e sociais do 
Estado, ao desenvolvimento tecnológico e à globalização da economia mundial” (Paludo, 
2017). 
II.Falsa. O desgaste da administração burocrática foi proveniente da ineficiência na 
prestação de serviços e dos altos custos de manutenção da máquina pública. A partir da 
CF/1988, “A administração pública se tornou mais burocrática, mais hierárquica, mais rígida 
e mais centralizada ... houve um encarecimento significativo do custeio da máquina 
administrativa no que se refere a gastos com pessoal, bens e serviços, e um enorme 
aumento da ineficiência dos serviços públicos” (Paludo, 2017). 
III.Verdadeira. Na administração gerencial o controle se desloca “dos meios, do processo” 
para “os fins, resultados”. A preocupação com resultados surge no paradigma pós-
burocrático, mas é mais fortemente tratada no modelo gerencial. “A administração 
gerencial, ao contrário, preocupa-se especificamente com os resultados” (Paludo, 2017). 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
59 
 
IV.Falsa. O modelo de administração pública que visava combater a corrupção e o 
nepotismo patrimonialista era o modelo burocrático. “A administração pública burocrática 
surgiu com a filosofia de combater as práticas patrimonialistas” (Paludo, 2017). 
V.Verdadeira. Embora existam outras, a afirmativa contém as principais características do 
modelo burocrático de administração pública. “É normal as bancas mencionarem apenas 
algumas características para definir a burocracia, como: poder racional-legal, 
profissionalização, hierarquia, impessoalidade e formalismo” (Paludo, 2017). 
 
179.CESPE-EspecialistaGestãoTELEBRÁS/2013. Sobre administração pública, analise a 
afirmativa: O projeto de desenvolvimento nacional não foi implementado no Brasil em 
virtude das ações da administração burocrática desse país. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “O projeto de desenvolvimento nacional somente foi 
implementado graças ao empenho e a competência da burocracia brasileira. Para 
Luciano Martins (1995), os altos escalões da Administração Pública seguiram essas normas 
e tornaram-se a melhor burocracia estatal da América Latina. 
Os administradores públicos brasileiros são majoritariamente competentes, honestos e 
dotados de espírito público. Estas qualidades, que eles demonstraram desde os anos 1930, 
quando a Administração Pública profissional foi implantada no Brasil, foram um fator 
decisivo para o papel estratégico que o Estado desempenhou no desenvolvimento 
econômico brasileiro. A implantação da indústria de base nos anos 1940 e 1950; o ajuste 
nos anos 1960; o desenvolvimento da infraestrutura e a instalação da indústria de bens de 
capital nos anos 1970; de novo o ajuste e a reforma financeira nos anos 1980; e a 
liberalização comercial, nos anos 1990, não teriam sido possíveis se não fosse a 
competência e o espírito público da burocracia brasileira”. 
Portanto, de forma clara e direta, a questão está errada, visto que a burocracia brasileira 
atuou positiva e decisivamente no projeto de desenvolvimento nacional, sendo considerada 
a melhor da América Latina. 
Obs.: Essa questão, como centenas de outras – não cita meu nome – mas foi elaborada a 
partir do conteúdo de meu livro Administração Pública, apenas inverteu termos. 
 
180.UFRJ-TécnicoEducação/2012. “A Administração Pública burocrática surge na 
segunda metade do século XIX, na época do Estado Liberal (...). Constituem princípios 
orientadores do seu desempenho a profissionalização, a ideia de carreira, a hierarquia 
funcional, a impessoalidade, o formalismo, em síntese: o poder racional-legal.” (PALUDO, 
Augustinho Vicente. Administração Pública. Rio de Janeiro: Campus/Elsevier, 2012, p. 56). 
A Administração Pública burocrática surgiu com a filosofia de combate à 
a) Corrupção e ao nepotismo patrimonialista. 
b) Monarquia e ao movimento sindicalista. 
c) Revolução operária e ao feudalismo. 
d) Burocracia e ao nepotismo patrimonialista. 
e) Igreja e ao movimento sindicalista. 
 
Comentários 
“A Administração Pública burocrática surge na segunda metade do século XIX, na época do 
Estado liberal, como forma de combater a corrupção e o nepotismo patrimonialista” 
(Paludo, 2012;2017). 
Portanto, de forma inequívoca, a alternativa A é a verdadeira, pois indica direta e 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
60 
 
corretamente que a filosofia da administração burocrática era combater práticas 
patrimonialistas como a corrupção e o nepotismo. 
Obs: Essa questão 180, como dezenas de outras, cita diretamente o meu nome/trechos 
de meu livro Administração Pública, em 9 bancas diferentes. Se considerar a utilização 
em discursivas e para manter/alterar resposta de questões, esse número de questões e de 
bancas é bem maior. 
 
181.FCM-AgenteAdministrativo-FETI/2019. Com relação aos modelos de administração 
pública. Uma das críticas que podem ser atribuídas ao modelo burocrático se refere ao 
papelório e à valorização excessiva dos regulamentos. 
 
182.COPESE.Assessor-Legisl/Adm-PI/2020. Weber identificou inúmeras razões que tem 
permitido o avanço da burocracia sobre outras formas de associação. Apesar de a 
burocracia ser um modelo muito utilizado, Merton identificou que este também apresenta 
anomalias no seu funcionamento, chamadas de disfunções, que levam à ineficiência e às 
imperfeições. Apresenta uma disfunção da burocracia: Despersonalização do 
relacionamento. 
 
183.FUNDATEC-AdministradorCRP-RS/2019. O modelo burocrático parte da ideia de que 
a administração deve ser formalista, centrada nos procedimentos a serem seguidos e na 
hierarquia das decisões. Assim, haveria eficiência para a organização focada nos seus 
princípios. Entretanto, o apego exagerado aos princípios burocráticos pode trazer algumas 
disfunções. Apresenta uma disfunção da burocracia: Resistência às mudanças. 
 
184.FGV-Administrador-DefensoriaRJ/2020. Embora tenha sido responsável por 
mudanças positivas para a Administração Pública brasileira, o modelo de Administração 
Pública Burocrática trouxe consigo algumas disfunções, a exemplo da dificuldade de 
respostas às mudanças do meio externo, dando prioridade às questões internas do sistema. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Principais desvantagens (disfunções) da burocracia: 
Apego exagerado às regras e regulamentos internos – o servidor burocrático era mais 
valorizado por conhecer as regras e procedimentos do que pelos conhecimentos técnico-
profissionais: fato decorrente é que se transforma essas regras em objetivos a perseguir, 
deixando em segundo plano os fins visados pela organização. Para Robert Kaplan (1966), o 
apego é exagerado quando a “observação rigorosa das normas interfere na consecução dos 
fins da organização”; 
Formalismo exagerado e excesso de papelório – todos os atos deveriam ser formais e 
escritos (documentados), o que gerava uma enorme quantidade de pastas contendo 
documentos, em grande parte desnecessários; 
Resistência a mudanças – uma vez aprendidasas regras que determinam como fazer, o 
servidor burocrata reage contrário a novas formas de se fazer (reage contrário a 
mudanças), visto que lhe causam insegurança; 
Desconsideração à pessoa do servidor (despersonalização) – olha-se os cargos 
existentes na estrutura hierárquica da organização, sem consideração com o lado pessoal 
de quem os ocupa: o relacionamento torna-se impessoal – o que dificulta a colaboração 
para a solução de problemas; 
Rigidez e falta de flexibilidade – a necessidade de atuar sempre de acordo com as 
normas previamente estabelecidas não permite agilidade e flexibilidade à administração 
burocrática: afasta-se a capacidade criativa e a inovação. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
61 
 
A administração burocrática preocupava-se com os procedimentos internos (com os 
meios) e consigo mesma – e dava pouca importância aos resultados efetivos”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, todas as questões estão 
corretas. 
 
185.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. Entre a administração pública 
burocrática e administração gerencial, houve o denominado paradigma pós-burocrático. 
Diferentemente do Modelo da Administração Pública Gerencial, no paradigma pós-
burocrático o foco era evitar a corrupção e o nepotismo. 
 
186.FCC-AnalistaAdministrativo-TRE-CE/2012. Fundamenta-se nos princípios da 
confiança e da descentralização da decisão, exigência de formas flexíveis de gestão, 
horizontalização de estruturas, descentralização de funções, incentivos à criatividade, 
avaliação sistêmica e principalmente recompensa por desempenho, ou resultados. São 
características deste paradigma de gestão pública pós-burocrático. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “O paradigma pós-burocrático constitui ‘um meio termo’ entre a 
gestão pública burocrática e a administração gerencial. 
O paradigma pós-burocrático corresponde a um conjunto de ideias contrárias às práticas 
burocráticas, e é baseado nos princípios da confiança, descentralização, flexibilidade, 
orientação para o cidadão e para o mercado, e busca por resultados”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 185 está errada e 
a questão 186 está correta: todo o seu conteúdo é passível de ser enquadrado no 
paradigma pós-burocrático. 
 
187.ESAF-Analista-ANAC/2016. Analise as afirmativas a seguir, quanto ao modelo de 
administração: Administração Pública Patrimonialista; Administração Pública Burocrática; 
Administração Pública Gerencial. 
I-Modelo de gestão que tem como princípios orientadores do seu desenvolvimento: a 
profissionalização, a ideia de carreira, a hierarquia funcional, a impessoalidade e o 
formalismo, em síntese, o poder racional-legal. 
II-Modelo de gestão em que o aparelho do Estado funciona como uma extensão do poder 
soberano, e seus auxiliares, servidores, possuem status de nobreza real. 
III-Modelo de gestão que constitui um avanço e, até certo ponto, um rompimento com a 
Administração Pública Burocrática. Isso não significa, entretanto, negação de todos os seus 
princípios. 
 
Comentários 
I-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “Administração Pública burocrática ... Constituem 
princípios orientadores do seu desenvolvimento a profissionalização, a ideia de carreira, a 
hierarquia funcional, a impessoalidade, o formalismo, em síntese: o poder racional-legal”. 
II-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “Administração Pública Patrimonialista ... O Estado 
era tido como propriedade do soberano, e o aparelho do Estado funcionava como 
uma extensão de seu poder ... os cargos denominavam-se prebendas ou sinecuras, e 
quem os exercia gozava de status da nobreza real”. 
III-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “A Administração Pública gerencial constitui um 
avanço, e, até certo ponto, um rompimento com a Administração Pública burocrática. Isso não 
significa, entretanto, que negue todos os seus princípios”. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
62 
 
Obs.: Esta questão, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas é 
recorte de texto de meu livro Administração Pública (muitas, o recorte é parcial). 
 
188.CESPE-AUDITOR-DF/2020. Em relação aos modelos de administração pública, julgue 
o item: O modelo de administração pública gerencial respondeu à expansão das funções 
econômicas e sociais da sociedade com uma proposta de diminuição do tamanho do 
Estado. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A administração Pública gerencial surgiu, no mundo, ao final da 
década de 1970 e no Brasil com o Plano Diretor de Reforma do Aparelho de Estado em 
1995. 
A Administração Pública gerencial emerge na segunda metade do século XX, como resposta 
à expansão das funções econômicas e sociais do Estado, e ao desenvolvimento 
tecnológico e à globalização da economia mundial. Reduz-se o papel do Estado como 
produtor ou prestador direto de serviços, para direcioná-lo ao papel de regulador, 
controlador e fiscalizador”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
 
189.QUADRIX-ADMINISTRADOR-CFO/2020. Acerca da administração pública, julgue o 
item: Na administração pública gerencial, a estratégia volta‐se para a definição precisa dos 
objetivos que o administrador público deverá atingir em sua unidade e para o 
estabelecimento de controles a posteriori dos resultados. 
 
190.COPESE.Assessor-Legisl/Adm-PI/2020. Com relação aos modelos de administração 
pública, analise a afirmativa a seguir: apresenta uma ênfase da administração pública 
gerencial: o atendimento ao Cliente-Cidadão. 
 
191.FCC-TécnicoControle-TC-CE/2015. A Administração pública gerencial emergiu na 
segunda metade do século passado como estratégia para tornar a gestão pública mais 
eficiente. A Administração pública gerencial atribuiu ao Estado o papel de regulador e 
delegou parte da execução dos serviços públicos à Administração indireta, às organizações 
sociais e à iniciativa privada. 
 
192.FCC-AnalistaAdm-TRE-RR/2015. O movimento da Nova Gestão Pública sugere novos 
paradigmas gerenciais para a Administração pública, um dos quais é a gestão por 
resultados. É característica desse modelo: passagem de uma gestão autocentrada para 
uma abordagem que se orienta pela identificação e atendimento às necessidades e 
interesses dos cidadãos. 
 
193.FGV-AssistenteAdm-Defensoria-MT/2015. Apresentam pontos fundamentais do 
modelo de administração pública gerencial: Foco nos cidadãos, como beneficiários da 
administração e Busca de resultados, como fator determinante de gestão. 
 
194.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. Partindo-se de uma perspectiva 
histórica, verifica-se que a administração pública evoluiu através de três modelos básicos: a 
administração pública patrimonialista, a burocrática e a gerencial. No modelo da 
Administração Pública Gerencial, o aparelho do Estado funciona como uma extensão do 
poder do soberano, e os seus auxiliares, servidores, possuem status de nobreza real. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
63 
 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A reforma gerencial significa a introdução da cultura e das 
técnicas gerenciais modernas na Administração Pública (regra geral, oriundas da iniciativa 
privada). Reduz-se o papel do Estado como produtor ou prestador direto de serviços, para 
direcioná-lo ao papel de regulador, controlador e fiscalizador. 
Foi considerado essencial a busca da eficiência, a redução de custos, o aumento da 
qualidade; tudo dirigido ao atendimento das necessidades dos cidadãos. 
As principais ideias da administração gerencial eram: definição precisa de objetivos, 
maior autonomia ao gestor na utilização dos recursos e controle a posteriori de resultados”. 
Portanto, as questões 189a193 estão corretas: todas abordam conceitos e características 
verdadeiras da administração pública gerencial; e a questão 194 está errada: refere-se ao 
patrimonialismo195.UFRJ-TécnicoEducação/2012. “A Administração Pública gerencial constitui um 
avanço, e, até certo ponto, um rompimento com a Administração Pública burocrática. Isso 
não significa, entretanto, que negue todos os seus princípios. Pelo contrário, a 
Administração Pública gerencial está apoiada na anterior, da qual conserva alguns de seus 
princípios fundamentais (...).” (PALUDO, Augustinho. Administração Pública. Rio de Janeiro: 
Campus/Elsevier, 2012, p. 64). A diferença fundamental da administração gerencial para a 
burocrática está 
a) no sistema de governo, que agora é basicamente parlamentarista. 
b) na forma de estado, que agora tem como meta o bem comum. 
c) no regime político, que agora é predominantemente democrático. 
d) na forma de controle, que agora passa a ter foco nos resultados. 
e) na forma de governo, que agora é essencialmente republicana. 
 
196.FGV.AdministradorFlorianópolis/2014. Sobre os contornos e propostas da Nova 
Administração Pública, é possível incluir: o controle por resultados, a posteriori, em vez de 
um controle passo a passo dos processos administrativos. 
 
Comentários 
A administração Burocrática, preocupada em separar o “público X privado”, e em 
combater práticas patrimonialistas como a corrupção e o nepotismo – exercia um forte 
controle dos processos, (controle dos meios); como admissão de pessoal, compras etc; a 
administração gerencial, ao contrário, preocupa-se com os resultados oferecidos aos 
cidadãos. 
“A diferença fundamental da administração gerencial para a burocrática está na forma de 
controle – que agora se concentra nos resultados, nos fins pretendidos” (Paludo, 
2012,2017). 
Portanto, na questão 195 a alternativa D é a verdadeira, pois indica direta e corretamente a 
mudança fundamental da administração burocrática para a gerencial: o deslocamento do 
controle para avaliar os resultados efetivos. A questão 196 está correta sob o mesmo 
argumento: a administração gerencial utiliza o controle por resultados; a posteriori. 
Obs: Essa questão 195, como dezenas de outras, cita diretamente o meu nome/trechos 
de meu livro Administração Pública, em 9 bancas diferentes. Se considerar a utilização 
em discursivas e para manter/alterar resposta de questões, esse número de questões e de 
bancas é bem maior. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
64 
 
197.FCC-AnalistaAdministrativoTRT1/2013. A Administração pública gerencial, 
implantada a partir dos movimentos de modernização e reforma do Estado que ganharam 
ênfase nos anos 1990, possui como características: descentralização dos processos 
decisórios, formas flexíveis de gestão, remuneração por desempenho, competição 
administrativa e orientação para o cidadão-cliente. 
 
198.FGV.AdministradorFlorianópolis/2014. Na opinião de Luiz Carlos Bresser Pereira 
(1998), um estado norteado por uma cultura burocrática não está a serviço dos cidadãos. É 
possível compreender essa afirmação do autor se considerarmos que a reforma gerencial 
da Administração Pública no Brasil e a Nova Administração Pública advogam que: os 
serviços prestados ao Estado precisam ser realizados de forma competitiva. 
 
Comentários 
As questões cobram características da administração pública gerencial: corresponde a um 
misto daquelas divulgadas pelo “Caderno Mare nº 01”; características da nova 
administração pública em geral; e outras características que aponto em meu livro. 
Segundo Paludo (2017), “Na Administração Pública gerencial assegura-se autonomia 
(flexibilidade) ao administrador na gestão dos recursos humanos, materiais e financeiros 
que lhe forem colocados à disposição para que possa atingir os objetivos contratados ... 
adicionalmente, pratica-se a competição administrada no interior do próprio Estado, 
quando há a possibilidade de estabelecer concorrência entre unidades internas. No plano 
da estrutura organizacional, a descentralização e a redução dos níveis hierárquicos 
tornam-se essenciais. 
No segundo estágio da nova gestão pública Flexibilizou-se a gestão ... Na área de 
recursos humanos, são características: Remuneração por desempenho (teoria), carreiras 
horizontais, capacitação continuada, realocação de servidores conforme necessidades”. 
O “Caderno Mare 01”, indica como característica da administração pública gerencial a 
orientação da ação do Estado para o cidadão-usuário ou cidadão-cliente. Ainda segundo 
Paludo, “Foi considerado essencial na administração gerencial: busca da eficiência, redução 
de custos e aumento da qualidade dirigido ao atendimento das demandas do cidadão”. 
Portanto, as duas questões estão corretas, visto que todas as características mencionadas 
referem-se à administração gerencial/nova administração pública. Um meio utilizado para a 
“competição” entre órgãos públicos é o Prêmio Nacional em Gestão Pública, em que os 
melhores órgãos/entidades demonstram suas práticas e os resultados obtidos. 
 
199.FGV-AnalistaAdministrativo-MP-RJ/2020. O novo gestor do Ministério Público do 
Estado do Rio de Janeiro, durante seu discurso de posse, enfatizou a necessidade de 
adaptar e transferir os conhecimentos gerenciais desenvolvidos no setor privado para o 
setor público. Com base nessa fala, conclui-se que o novo gestor é adepto do seguinte 
paradigma de Administração Pública: new public management. 
 
200.FGV.AdministradorFlorianópolis/2014(adaptado). No que concerne à reforma da 
função pública. Existem contradições que ocorrem, dentre outros fatores, devido ao fato de 
a Nova Administração Pública importar valores oriundos do setor privado para o setor 
público. 
 
201.FCC-AnalistaAdministrativo-TRE-CE/2012. A descentralização administrativa com 
grande delegação de autoridade, tendo por princípio estar mais próximo do consumidor do 
serviço público e ser mais fiscalizado pela população, gerar competição entre as 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
65 
 
organizações do setor público, com a extensão no fornecimento de serviços públicos entre o 
setor público, privado e voluntário, numa estrutura de pluralismo institucional, caracterizam 
na gestão pública o paradigma do consumidor (consumerism). 
 
202.FCC-Administrador-DefensoriaSP/2015. A nova gestão pública, modelo gerencial, 
têm como principais características: Public Service Orientation: Accountability e equidade. 
 
203.QUADRIX-ADMINISTRADOR-CFO/2020. No que concerne à Nova Administração 
Pública: No consumerism, há o incremento na busca pela qualidade, embora o usuário do 
serviço permaneça sendo tratado como mero contribuinte. 
 
Comentários 
As questões tratam da Nova Gestão Pública e de seus estágios: Gerencial Puro 
(managerialism); Consumerism e Public Service Orientation - PSO. 
Segundo Paludo (2020), “Gerencialismo puro ou Managerialism. Este primeiro estágio 
gerencial foi “inspirado” na administração de empresas privadas e surgiu na administração 
pública como resposta à crise fiscal do Estado, voltando-se para a busca no incremento da 
eficiência no setor público. Buscava reconstruir o Estado em bases pós-burocráticas e 
identificou-se com as ideias neoliberais, introduzindo técnicas de gerenciamento 
concomitantes com programas de ajuste estrutural. Os programas implementados eram 
focados na redução de custos, enxugamento de pessoal e aumento da eficiência, com 
clara definição das responsabilidades, dos objetivos organizacionais e maior consciência 
acerca do valor dos recursos públicos. 
Consumerism. Este segundo estágio gerencial passa a direcionar suas ações com foco no 
"cliente": o cidadão. Flexibilizou-se a gestão e introduziu-se a perspectiva da qualidade 
como uma estratégia voltada para a satisfação do consumidor, através de medidas que 
visavam tornar o poder público mais leve, ágil e competitivo: descentralização 
administrativa, criação de opções de atendimento, incentivo à competição entre 
organizações públicas e adoção do modelo contratual na prestação dos serviços. O 
planejamentoestratégico começa a ser utilizado pelas organizações públicas. Abrucio 
(1997) menciona ainda a contratualização dos serviços públicos. 
Public Service Orientation-PSO. Este terceiro estágio ainda vigente, surgiu na Inglaterra 
e EUA no início da década de 90, e agregou princípios mais ligados à cidadania, como 
accountability e equidade, buscando superar a ideia de que a administração pública deve 
tratar os administrados somente como clientes. O PSO inclui a participação do cidadão e da 
sociedade nas decisões públicas”. 
Portanto, as questões 199a202 estão corretas: 199, o modelo gerencial é oriundo da 
iniciativa privada; 200 refere-se ao primeiro estágio, o gerencial puro; 201 refere-se ao 
segundo estágio, consumerism; 202 refere-se ao terceiro estágio, PSO. A questão 203 está 
errada: no consumerism o usuário-cidadão é tratado como cliente. 
 
204.FCC-Administrador-DefensoriaRR/2015. Na Administração pública gerencial, 
A) o Gerencialismo Puro é um dos modelos gerenciais, que busca o aumento da 
participação social a partir da utilização de instrumentos de transparência. 
B) a burocracia é caracterizada pelo controle de procedimentos, que alinha os objetivos da 
organização aos resultados a serem alcançados. 
C) o Public Service Orientation é um dos modelos burocráticos, que busca o fortalecimento 
do controle de procedimentos e da meritocracia. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
66 
 
D) o patrimonialismo é caracterizado pela interpermeabilidade entre os patrimônios público 
e privados de líderes carismáticos. 
E) o Consumerism é um dos modelos gerenciais, que busca a qualidade e a efetividade dos 
serviços públicos. 
 
Comentários 
A-Falsa. Como visto na questão anterior, o Gerencialismo Puro visava principalmente a 
redução de custos e aumento da eficiência. Aumento da participação social e 
transparência são características do PSO. 
B-Falsa. O controle de procedimentos alinha objetivos aos resultados? Não. Segundo 
Paludo (2017), “Alinhamento significa harmonia e coerência entre objetivo, estratégia, 
plano de ação e metas - com - a estrutura, competências, tecnologias e demais recursos 
disponíveis - mais o apoio e envolvimento da alta administração, diretores e gerentes, e o 
engajamento/comprometimento das equipes de implementação”. 
C-Falsa. O Public Service Orientation corresponde ao terceiro estágio da nova 
administração pública, e não à burocracia. 
D-Falsa. O patrimonialismo é caracterizado pela impermeabilidade (in – e não inter) a 
participação social-privada. 
E-Verdadeira. O Consumerism é o segundo estágio da nova administração pública – em 
que se deu a busca pela qualidade dos serviços públicos – como visto na questão anterior. 
 
205.FCC-AnalistaControle-TC-PR/2011. Sobre a Nova Gestão Pública e a identificação de 
seu modus operandi, considere as afirmativas abaixo: 
I. A profissionalização da administração, em qualquer esfera do Estado, com a aplicação de 
modelos de gestão estritamente na forma e no conteúdo, como os utilizados na esfera 
privada. 
II. Uma descentralização do Estado, com a passagem de funções, transferência de 
atividades e responsabilidades para outros níveis de governo, chegando até o âmbito 
municipal. 
III. O enfoque privilegiado nos processos organizacionais, superando o enfoque centrado 
em funções e departamentos. 
IV. O fortalecimento da visão empreendedora, explicada pelo necessário personalismo na 
condução de ações para obtenção de resultados. 
 
Comentários 
Nesta questão, a banca trata do “modus operandi”, da prática adotada pela nova Gestão 
Pública (nova administração gerencial). 
I-Falsa. A administração está se profissionalizando e uma das formas adotadas foi a criação 
de carreiras públicas especializadas nas diversas áreas do Poder Executivo (principalmente 
as relacionadas ao planejamento, orçamento, finanças, gestão e controle). Foram e estão 
sendo utilizados modelos, ferramentas e técnicas da gestão privada, no entanto, não são 
estritamente na forma e no conteúdo os utilizados na esfera privada. “A área pública 
demanda formas especiais de administração, porque os governos são diferentes. A 
administração pública pode e deve melhorar suas práticas a partir da utilização de técnicas 
consagradas pela iniciativa privada – o que não pode é simplesmente aplicar as práticas 
privadas sem uma adaptação adequada à realidade pública” (Paludo, 2017). 
II-Verdadeira. “Princípios das reformas gerenciais: desburocratização, descentralização, 
foco no cidadão, competitividade, profissionalismo, ética, transparência, e accountability” 
(Paludo, 2017). Assim, a descentralização está no bojo da nova administração 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
67 
 
gerencial, e houve transferência de atividades e responsabilidades para Estados e 
Municípios. 
III-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “As organizações modernas aperfeiçoaram suas 
operações e passaram a adotar a gestão de processos como meio de melhorar a 
eficiência na produção de bens e serviços e melhorar a eficácia dos resultados. A visão 
organizacional por processos rompe os antigos departamentos funcionais em busca de 
maior coordenação de esforços e está baseada num conjunto de atividades inter-
relacionadas e sequenciais, focadas no cliente e na geração de valor em produtos e 
serviços”. 
IV-Falsa. O empreendedorismo faz parte da nova gestão pública, no entanto, não há que 
se falar em “personalismo”, visto que as soluções são fruto de consenso. “O governo 
empreendedor adota uma gestão moderna - coordenada, compartilhada, descentralizada – 
aberta à participação e ao trabalho em equipe, em que a iniciativa e a pró-atividade são 
incentivadas com vistas à criação de valor para os usuários dos serviços e para a própria 
gestão pública” (Paludo, 2017). 
Capítulo 5. HISTÓRICO, EVOLUÇÃO E REFORMAS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
NO BRASIL 
206.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. A respeito da trajetória da administração pública brasileira: 
Entre meados do século XIX até 1930, período antecedente ao governo de Getúlio Vargas, 
a administração pública brasileira apresentava-se notoriamente patrimonialista, com Estado 
oligárquico e uma sociedade mercantil e senhorial. 
 
207.FGV-AdministradorPGE-RO/2015. Analise o trecho a seguir. “A administração pública 
brasileira, mesmo quando incipiente, esteve sempre marcada pelo desempenho de funções 
vicárias e compensatórias, desempenhando um papel de segurar posição e função a 
significativo contingente de pessoas, colaborando para a formação de parte expressiva das 
elites nacionais. Este processo acabou por deformá-la, atrelando-a ao cumprimento de 
encargos não administrativos e vinculando toda a sua sistemática aos mecanismos de 
trocas políticas e legitimação do Estado.” A administração pública descrita associa-se à 
noção de Estado: 
A) autoritário e burocrático; 
B) participativo e do bem-estar; 
C) oligárquico e patrimonial; 
D) profissional e pós-burocrático; 
E) empreendedor e regulador. 
 
Comentários 
O conteúdo das questões compreende desde o período pré-republicano até o início do 
Governo de Getúlio Vargas. 
Segundo Paludo (2017), “Bresser-Pereira (2001) considera que, nesse período, “o Brasil 
era um Estado oligárquico dominado por uma elite de senhores de terra (burguesia rural) 
e de políticos patrimonialistas”. Bresser cita Raymundo Faoro para dizer que “o poder 
político do Estado está concentrado em um estamento aristocrático-burocrático de juristas, 
letrados e militares que derivam seu poder e sua renda do próprio Estado”. A função 
primordial do Estado, segundo Bresser, “era garantir empregos para a classe média 
pobre ligada aos proprietários rurais”. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
68 
 
 
No patrimonialismo vigente, os estamentos utilizavam sua parcela de poder para se 
apropriar e usufruir de vantagens do Estado: eram também denominados burocrataspatrimonialistas, pois suas rendas provinham do Estado. Na visão de Wanderley Santos 
(2006), as oligarquias dominavam a cena política, e a maior marca do Estado era um 
intervencionismo regulatório direcionado para o principal produto de exportação da época: o 
café”. 
Portanto, a questão 206 está correta, e na questão 207 a Alternativa C é a resposta da 
questão (as oligarquias eram a Burguesia Rural e os que “sugavam” o Estado eram os 
Patrimonialistas). A alternativa A está errada porque a burocracia somente surgirá no Brasil 
em 1930, com Getúlio Vargas; a B porque Estado de bem-estar começará a surgir no 
período militar, e terá seu auge no Governo Lula; a D porque “profissional” vem da 
burocracia que surgirá mais tarde assim como a pós-burocracia; e a E porque estado 
empreendedor e regulador surgirá a partir da década de 1970 no mundo e 1995 no Brasil. 
 
208.ESAF-EPPG-MPOG/2009. Em nosso país, o processo que permeia a formação do 
Estado nacional e da Administração Pública se revela pelas seguintes constatações, exceto: 
a) a administração colonial se caracterizou pela centralização, formalismo e morosidade, 
decorrentes, em grande parte, do vazio de autoridade no imenso território. 
b) a partir da administração pombalina, pouco a pouco, o empirismo paternalista do 
absolutismo tradicional foi sendo substituído pelo racionalismo típico do despotismo 
esclarecido. 
c) a transferência da corte portuguesa, em 1808, e a consequente elevação do Brasil a 
parte integrante do Reino Unido de Portugal constituíram as bases do Estado nacional, com 
todo o aparato necessário à afirmação da soberania e ao funcionamento do autogoverno. 
d) a partir da Revolução de 1930, o Brasil passou a empreender um continuado processo de 
modernização das estruturas e processos do aparelho do Estado. 
e) a República Velha, ao promover grandes alterações na estrutura do Governo, lançou a 
economia rumo à industrialização e a Administração Pública rumo à burocracia weberiana. 
 
Comentários 
A-Verdadeira. A administração colonial sempre foi centralizada, formal e morosa. Quanto ao 
vazio institucional, esse fato ainda foi objetivo de programa no governo Lula cerca de 200 
anos depois: preencher o vazio institucional (onde o estado deveria estar presente e 
atuante e não está). Portanto, havia um imenso vazio de autoridade/institucional no período 
colonial. 
B-Verdadeira. Trata-se da administração de Marquês de Pombal (1750-1777). É claro que - 
pouco a pouco - vai-se evoluindo; que pouco a pouco o empirismo e o absolutismo (típicos 
de épocas passadas) foram sendo substituídos pelo racionalismo (um dos símbolos da 
evolução e da modernidade): nem é questão de conhecimento histórico da administração 
pública brasileira, mas de bom senso e de lógica. 
C-Verdadeira. “O marco para a construção do Estado nacional e da administração pública 
brasileira ocorreu em 1808, com a chegada da corte portuguesa ao Brasil, na cidade de Rio 
de Janeiro. “O fato é que a transferência da corte e mais tarde a elevação do Brasil a parte 
integrante do Reino Unido de Portugal constituíram as bases do Estado nacional, com todo 
o aparato necessário à afirmação da soberania e ao funcionamento do autogoverno” 
- Burguesia Rural
- Políticos Patrimonialistas
Primeiro Plano
Segundo Plano - Estamentos: Juristas e Militares
Quem Detinha 
o 
PODER
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
69 
 
(Frederico Costa, 2008). A coroa portuguesa veio acompanhada de milhares de pessoas 
(os dados divergem entre 5 e mais de 10 mil pessoas), e tanto o rei como seus nobres se 
instalaram em palacetes e casas de ricos comerciantes e fidalgos, desalojando-os” (Paludo, 
2017). 
D-Verdadeira. “No Brasil, o modelo de administração burocrática emerge a partir dos anos 
30 ... a administração pública sofre um processo de racionalização ... Com o objetivo de 
realizar a modernização administrativa foi criado o Departamento Administrativo do 
Serviço Público - DASP, (1936/1938)” (Paludo, 2017). Esse processo continuou com 
diversas iniciativas de reformas modernizadoras, passando pela reforma do DL 200/67 e 
pela reforma gerencial de 1995, que por sua vez, continua a ser aperfeiçoada. 
E-Falsa. Afirmativa de fácil compreensão e com erros materiais. Não houve “grandes 
alterações” na república velha (Bresser-Pereira chega a afirmar que ‘nada mudou’), nem foi 
nessa república que se lançou a economia brasileira rumo à industrialização e a 
administração pública rumo à burocracia weberiana - mas foi a partir da década de 1930, 
com Getúlio Vargas e a criação do DASP. 
 
209.FGV-Administrador-DefensoriaRJ/2020. A Administração Pública Burocrática ganha 
força no Brasil em 1938, com a criação do Departamento Administrativo do Serviço Público 
(DASP), que tinha entre seus objetivos o implemento dos princípios da estrutura burocrática 
à Administração Pública do país, em particular do Governo Federal. 
 
210.VUNESP-AuditorCI-PMSP/2015. Nos anos 1930 começa, ainda de forma tímida, uma 
mudança de padrão no funcionamento do Estado brasileiro. O Estado passa a intervir no 
processo de produção de bens e serviços e vai saindo de uma forma colonial para um 
modelo de Estado que privilegia a racionalização, a padronização e a legalidade em todas 
as áreas de sua atuação, provocando, pela primeira vez, a modernização administrativa. 
Esse modelo é o burocrático. 
 
211.FCC-Auditor-TCE-AM/2015. O modelo de Administração pública implementado por 
Getúlio Vargas a partir da década de 1930, com o intuito de modernizar a gestão pública 
conforme os princípios burocráticos weberianos, foi a primeira reforma administrativa 
institucionalizada da história brasileira e caracterizou-se pela criação do Departamento 
Administrativo do Serviço Público − DASP. 
 
212.CESPE-AnalistaAdministrativo-CADE/2014. Acerca das reformas administrativas. A 
criação do DASP representou a primeira reforma administrativa do país e a afirmação dos 
princípios centralizadores e hierárquicos da burocracia clássica. 
 
213.CESPE-AnalistaAdministrativoSTF/2013. Considerando a evolução da administração 
pública. Um dos objetivos da reforma da administração pública brasileira no governo de 
Getúlio Vargas era instaurar um regime burocrático de gestão, com fundamento nos 
preceitos de Weber. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “No Brasil, o modelo de administração burocrática emerge a 
partir dos anos 1930. Ela surge num quadro de aceleração da industrialização brasileira, 
em que o Estado assume papel decisivo intervindo pesadamente no setor produtivo de 
bens e serviços. A partir da reforma empreendida no Governo Vargas por Maurício Nabuco 
e Luiz Simões Lopes, a Administração Pública sofre um processo de racionalização 
que se traduziu no surgimento das primeiras carreiras burocráticas e na tentativa de adoção 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
70 
 
do concurso como forma de acesso ao serviço público. 
As primeiras medidas adotadas por Vargas foram de cunho saneador das finanças públicas, 
e de racionalização administrativa. Fato decorrente, seguiu-se uma significativa 
centralização no nível político, econômico e administrativo, emergindo um Estado 
autoritário, que deu início ao processo de modernização da Administração Pública e de 
industrialização do país. 
Com o objetivo de realizar a modernização administrativa, foi criado o Departamento 
Administrativo do Serviço Público – Dasp, em 1936/1938. Nos primórdios, a 
Administração Pública brasileira sofre a influência da teoria da administração clássica e 
científica (Taylor e Fayol), tendendo à racionalização, mediante a simplificação, 
padronização e aquisição racional de materiais, revisão de estruturas e aplicação de 
métodos na definição de procedimentos. 
Em 1937, Vargas deflagra um golpe de Estado instituindo o chamado Estado Novo, 
sendo o DASP o órgão central encarregado de comandaras reformas. Os principais 
objetivos do DASP podem ser assim resumidos: centralizar e reorganizar a administração 
pública mediante ampla reforma; definir política para a gestão de pessoal; e racionalizar 
métodos, procedimentos e processos administrativos em geral. Num sentido mais amplo, 
o objetivo era combater as práticas patrimonialistas de gestão. 
A atuação do Estado intervencionista ocorreu em três frentes: criação de órgãos e 
departamentos formuladores de políticas públicas capazes de promover a integração entre 
o Governo e a sociedade (conselhos, basicamente); mediante expansão dos órgãos 
permanentes (diversos ministérios, órgãos de regulação, fiscalização e controle), 
alcançando também as funções de planejamento e orçamento; expansão das atividades 
empresariais do Estado, que passou a executar diretamente atividades e serviços 
(empresas públicas, sociedades de economia mista, autarquias e fundações)”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, todas as questões estão 
corretas: 209, com a criação do DASP em 1938, a Burocracia começa ser implementada 
no Brasil, a começar na esfera Federal; 210, o Estado Brasileiro interviu diretamente na 
produção de bens e serviços, utilizou a racionalização burocrática e modernizou a 
administração pública; 211e212, a primeira reforma na administração pública brasileira foi 
realizada por Vargas, na década de 1930, por meio do DASP (foram utilizadas as teorias da 
administração clássica/científica e da burocracia de Weber); e a 213 porque com a reforma 
promovida por Getúlio Vargas, houve a implantação da administração burocrática no Brasil. 
 
214.FCC-AnalistaTesouro-PI/2015. A criação do Departamento Administrativo do Serviço 
Público-DASP foi um marco importante na Administração pública federal, com a introdução 
de características de administração burocrática, com ênfase na centralização e 
reorganização da Administração, gestão de pessoal e racionalização de procedimentos. 
 
Comentários 
Como visto na questão anterior, os principais objetivos do DASP eram “centralizar e 
reorganizar a administração pública mediante ampla reforma; definir política para a 
gestão de pessoal; e racionalizar métodos, procedimentos e processos 
administrativos em geral. Num sentido mais amplo, o objetivo era combater as práticas 
patrimonialistas de gestão” (Paludo, 2017). 
Portanto, de forma inequívoca, a questão está correta e tem resposta direta no texto acima. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
71 
 
215.CESPE-AnalistaAdministrativoMI/2013. Sobre administração pública. Na área de 
administração de recursos humanos, o Departamento Administrativo do Serviço Público 
(DASP) inspirou-se no princípio do mérito profissional para estruturar a burocracia. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “No que diz respeito à administração dos recursos humanos, o 
Dasp representou a tentativa de formação de uma burocracia brasileira nos moldes 
weberianos, baseada no princípio do mérito profissional. Entretanto, embora tenham sido 
valorizados instrumentos importantes à época, tais como o instituto do concurso público e 
do treinamento, não se chegou a adotar de forma consistente uma política de recursos 
humanos que respondesse às necessidades do Estado. 
O Dasp era um órgão singular e dotado de amplos poderes. Promoveu a unificação dos 
recursos humanos, mediante a universalização do sistema de mérito. Registre-se que o 
primeiro passo do sistema de mérito na organização de pessoal do setor público surgiu com 
a Constituição Federal de 1934”. 
Portanto, a questão está correta porque o DASP utilizou o sistema de mérito para 
estruturar a área de recursos humanos da administração pública brasileira. 
 
216.ESAF-APO-MPOG/2010. A análise da evolução da administração pública brasileira, a 
partir dos anos 1930, permite concluir acertadamente que: 
a) com o Estado Novo e a criação do DASP, a admissão ao serviço público passou a ser 
feita exclusivamente por meio de concurso público, sendo descontinuadas as práticas do 
clientelismo e da indicação por apadrinhamento; 
b) a reforma trazida pelo Decreto-lei nº 200/1967 propugnou pela descentralização funcional 
do aparelho do Estado mediante delegação de autoridade aos órgãos da administração 
indireta para a consecução de muitas das funções e metas do governo; 
c) a partir de meados do século XX, com o desenvolvimentismo, deu-se a ampliação e a 
consolidação da administração direta, principal gestora das políticas públicas 
implementadas pela administração indireta; 
d) a partir dos anos 1980, dadas a falência do estado do bem-estar social, a crise fiscal e a 
redemocratização, as reformas do aparelho do Estado passaram a seguir uma estratégia 
única e homogênea; 
e) os ‘50 Anos em 5’ e a construção de Brasília, no período JK, representaram a pedra 
fundamental do que viria a ser a adoção do gerencialismo no serviço público. 
 
Comentários 
A-Falsa. “Em 1939, por meio do decreto-lei 1.713, entra em vigor o Estatuto dos 
Funcionários públicos Civis da União, estabelecendo o concurso público para algumas 
classes de nível superior, no entanto, o número de servidores contratados sem 
concurso foi bem maior do que os concursados. A lei dos funcionários públicos civis da 
união, no entanto, somente foi aprovada em 1951 (lei 1.711). Ainda no que se refere aos 
recursos humanos, o DASP também fomentava o treinamento dos servidores para o 
exercício de suas funções” (Paludo, 2017). Portanto, apenas para algumas carreiras de 
nível superior era exigido concurso público - e as práticas clientelistas/de 
apadrinhamento continuaram a existir até a promulgação da CF/1988: quando o concurso 
se tornou obrigatório para todos os cargos, tanto para a administração direta como para a 
administração indireta. 
B-Verdadeira. “O fato mais marcante nas alterações promovidas pelo DL 200/67 foi a 
descentralização para a administração indireta ... uma descentralização no nível 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
72 
 
administrativo, através da Administração indireta (descentralização funcional)” (Paludo, 
2017). 
C-Falsa. “Para a implantação do plano de metas JK instituiu o ‘Conselho de 
Desenvolvimento’, que atuava através de ‘grupos de executivos’. A opção por criar 
estruturas paralelas foi uma estratégia para evitar confrontos com a burocracia pública, 
que por ser rígida e inflexível era totalmente inadequada a realização do plano de metas ... 
A expansão da administração indireta ganha força no final da década de 50 e na década 
de 60, originando o problema da dicotomia: a administração direta (burocrática, formal e 
defasada) e a administração indireta (tecnocrática, moderna): a primeira mais rígida e a 
segunda mais flexível” (Paludo, 2017). 
D-Falsa. A partir dos anos 1980 houve mesmo a falência do estado do bem-estar social (no 
mundo). No entanto, as reformas não seguiram estratégia única e homogênea: primeiro 
adotaram-se ideias neoliberais e depois as reformas percorreram três estágios diferentes: o 
Gerencial Puro (managerialism); o Consumerism e o Public Service Orientation - PSO. 
E-Falsa. Nessa época não existia nada que pudesse lembrar a administração gerencial; os 
‘50 Anos em 5’ de JK marcaram a administração para o desenvolvimento. “Embora existam 
várias iniciativas anteriores, e outras no período militar posterior - o “Estado 
desenvolvimentista” ou a “administração para o desenvolvimento” tem como marca o 
governo de JK” (Paludo, 2017). 
 
217. ITAME-ACI-COLINAS-GO/2020. Acerca da administração pública no Brasil. São 
princípios fundamentais das atividades da Administração Federal, instituídos pelo 
DL200/1967: Controle, Planejamento, Centralização. 
 
218.FGV-AgenteFiscalização-TC-SP/2015. A reforma do aparelho do Estado introduzida 
pelo Decreto-Lei nº 200 de 1967 trouxe algumas iniciativas no sentido de romper com o 
modelo burocrático estabelecido por Getúlio Vargas. A reformaproposta centrava-se em 
diversos conceitos, entre elas a delegação de competência como instrumento de 
descentralização administrativa para assegurar rapidez e objetividade. 
 
219.CESPE-Administrador-FUB/2015. Relativo à evolução da administração pública no 
Brasil. Com a reforma administrativa de 1967, buscou-se melhorar a dinâmica de 
funcionamento da administração pública, por meio da descentralização de várias atividades 
para a administração indireta, como autarquias e fundações. 
 
220.CESPE-Administrador-ENAP/2015. A respeito das reformas administrativas no Brasil 
e da organização administrativa da União. A reforma administrativa de 1967, realizada por 
meio do Decreto-lei n.º 200, ampliou a administração indireta, transferindo atividades para 
fundações e empresas públicas. 
 
221.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. A respeito da trajetória da administração pública brasileira: 
No Brasil, a nova administração pública, iniciada com o DL 200/1967, teve como proposta 
de redução do tamanho do Estado e migrou para a proposta de reforma das instituições. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Agrupamos as alterações promovidas pelo DL 200/67 em quatro 
blocos: Referente aos princípios: institui-se os princípios do planejamento, 
descentralização, delegação de autoridade, coordenação e controle; Referente a estrutura 
da administração pública: expandiu as empresas públicas, as sociedades de economia 
mista, as fundações públicas e as autarquias (a administração indireta como um todo); e 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
73 
 
reorganizou a administração direta em 16 ministérios (Justiça, Fazenda, e Planejamento, 
Educação e Cultura, Saúde, Interior, Relações Exteriores, Agricultura, Indústria e Comércio, 
Minas e Energia, Transportes, Trabalho e Previdência Social, Comunicação, Exército, 
Marinha, e Aeronáutica); Referente aos aspectos administrativos internos: estabeleceu 
regras para a aquisição direta de bens e serviços, ou mediante contratação; Referente aos 
recursos humanos: fortaleceu e expandiu o sistema de mérito, e estabeleceu diretrizes 
para elaboração de plano de classificação de cargos. 
O fato mais marcante nas alterações promovidas pelo DL nº 200/1967 foi a 
descentralização para a Administração indireta, juntamente com a delegação de 
autoridade (para a FCC foi a desconcentração)”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões 217a220 estão 
corretas: 217 contém princípios instituídos pelo DL 200; 218 porque a reforma de 1967 
contemplou diversos pontos, incluindo a delegação de competência como instrumento de 
descentralização administrativa; 219 porque a descentralização ocorreu principalmente para 
autarquias e fundações; 220 porque houve forte ampliação da administração indireta como 
um todo. A 221 está errada: houve expansão da administração pública, especialmente da 
administração indireta. 
 
222.QUADRIX-ADMINISTRADOR-CFO/2020. Acerca da administração pública, julgue o 
item: A edição do Decreto‐Lei n.º 200/1967 é considerada como o primeiro momento da 
administração gerencial na Administração Pública no Brasil. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Os escritos de Bresser-Pereira apontam o DL nº 200/1967 como o 
primeiro momento da administração gerencial no Brasil”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
 
223.FCC-AnalistaAdministrativoMP-AM/2013. Considere as afirmações acerca do 
Decreto-Lei nº 200/67, que trouxe profundas alterações na organização e funcionamento da 
Administração Pública. 
I. Afastou os princípios do planejamento, descentralização, coordenação e controle. 
II. Expandiu as empresas públicas, as sociedades de economia mista e as autarquias. 
III. Fortaleceu e expandiu o sistema de mérito e estabeleceu diretrizes para elaboração de 
plano de classificação de cargos. 
 
Comentários 
I-Falsa. Como visto na questão anterior, “institui-se os princípios do planejamento, 
descentralização, delegação de autoridade, coordenação e controle” (Paludo (2017). 
II-Verdadeira. “Expandiu as empresas públicas, as sociedades de economia mista, as 
fundações públicas e as autarquias (a administração indireta como um todo)” (Paludo, 
2017). 
III-Verdadeira. “fortaleceu e expandiu o sistema de mérito, e estabeleceu diretrizes para 
elaboração de plano de classificação de cargos” (Paludo, 2017). 
 
224.FGV-AnalistaAdministrativo-TJ-PIAUÍ/2015. A reforma do Estado no âmbito do 
Decreto Lei nº 200/67 é amplamente conhecida pela implantação da noção de 
administração direta e indireta. Segundo diversos analistas e estudiosos, dado o conjunto 
de ações visando a sua implementação, surgiram naquele momento da reforma 
consequências inadequadas, dentre as quais destacam-se: geração de práticas 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
74 
 
patrimonialistas na administração indireta por meio de contratações sem concurso público, 
ocasionando nepotismo. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “A reforma do DL nº 200/1967, no entanto, apresentou duas 
consequências inesperadas: a possibilidade de contratar sem concursos trouxe à tona as 
antigas práticas patrimonialistas-clientelistas; e a falta de preocupação com a Administração 
direta, deixando de realizar concursos e de desenvolver carreiras específicas. Na verdade, 
o núcleo estratégico foi enfraquecido em face da estratégia oportunista do regime militar”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão está correta: a contratação sem 
concursos gerou práticas patrimonialistas-clientelistas e nepotismo. 
 
225.ESAF-AFC-CGU/2006. Sobre administração pública. O principal objetivo do Programa 
Nacional de Desburocratização instituído em 1979 era dinamizar e simplificar o 
funcionamento da Administração Pública Federal. 
 
226.FCC-AnalistaAdministrativoTRT1/2013.Sobre administração pública. Pode-se 
apontar como uma das características do Programa Nacional de Desburocratização, 
implantado no início dos anos 80, o foco no usuário do serviço público, concentrando-se na 
produção de mudanças no comportamento e na atuação da burocracia pública. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Helio Beltrão assume o recém-criado Ministério Extraordinário de 
Desburocratização, com a proposta de mudar a Administração Pública, de forma a 
direcioná-la para o atendimento das demandas do cidadão, ou, no dizer de Beltrão, 
‘retirar o usuário da condição colonial de súdito para investi-lo na de cidadão, destinatário 
de toda a atividade do Estado’. 
O Programa Nacional de Desburocratização, elaborado pela SEMOR e instituído pelo 
Ministro Hélio Beltrão através do Decreto n° 83.740/79, visava o aumento na eficiência e a 
economia de recursos através da melhoria dos processos administrativos; além, é claro, de 
atender as demandas do cidadão e conter a expansão da administração indireta. Atuou 
primeiro na simplificação de procedimentos e na eliminação de informações 
desnecessárias. No início dos anos 80, o PrND direcionou suas ações para a 
desestatização através de privatizações. Pretendia transferir para a iniciativa privada as 
atividades e serviços não essenciais: o governo atuaria no fomento e apoio e manteria as 
atividades de controle”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, as duas questões estão corretas. A 225 porque 
o objetivo do PrND era melhorar o funcionamento da Administração Pública Federal; e a 
226 porque as mudanças propunham uma mudança cultural na administração burocrática, 
com foco no atendimento das demandas dos cidadãos. 
 
227.CESPE-ACE-TC-AC/2008. Sobre administração pública no Brasil. Com a 
redemocratização do Brasil, em 1985, o país passou imediatamente do modelo de 
administração burocrática para o gerencial. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “A ditadura cedeu lugar à democracia, com José Sarney 
assumindo a Presidência da República em face da morte de Tancredo Neves. O Governo 
Sarney tentou conter os gastos públicosProdução e Gestão Operacional. 
B) Gestão de Recursos Humanos, Gestão Financeira e Gestão Orçamentária. 
C) Gestão Estratégica, Gestão Tática e Gestão Operacional. 
D) Gestão Tática, Gestão Administrativa e Gestão de Recursos Humanos. 
E) Gestão Fiscal, Gestão Estratégica e Gestão Jurídica. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Gestão é um termo recente, moderno, e corresponde ao ato de 
gerir, e também é mais bem compreendido se analisado em três dimensões: ... Quando se 
refere à função de gerir, também compreende as funções de planejar, organizar, dirigir, 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
9 
 
coordenar e controlar as atividades da área (ou de todas as áreas), e utiliza 
conhecimentos, técnicas e ferramentas inovadores (em regra, de forma mais ágil e 
inteligente) na busca de melhores resultados em todos os aspectos possíveis. 
Quanto aos níveis, a administração ou gestão pode ser classificada em: estratégica, tática 
e operacional”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a alternativa C é a 
verdadeira e a resposta da questão. 
 
4.FCC-Auditor-MP-Paraíba/2015. Sobre os conceitos de eficiência, eficácia e efetividade, é 
correto afirmar: 
A) A eficiência limita-se à avaliação dos recursos empregados, assegurando que eles sejam 
mínimos. 
B) A eficácia refere-se à avaliação dos impactos de curto prazo. 
C) A efetividade compreende a avaliação da implementação das políticas públicas. 
D) A relação entre os resultados, os impactos e os recursos empregados para alcançá-los 
diz respeito à eficiência. 
E) As metas e objetivos estão relacionadas à eficácia. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Economicidade: é a minimização dos custos dos recursos 
utilizados na produção de bens ou execução de serviços; é a operacionalidade ao mínimo 
custo possível, sem comprometer os padrões de qualidade. Demonstra a capacidade de 
gerir adequadamente os recursos financeiros colocados à sua disposição; Eficiência: é o 
uso racional e econômico dos insumos na produção de bens e serviços, é uma relação 
entre: insumos, produtos, qualidade e custo. Insumos são recursos humanos, materiais 
e componentes. A eficiência também considera o custo dos insumos e não pode 
comprometer a qualidade; Eficácia: é o grau de alcance das metas (ou objetivos de 
curto prazo), é uma medida de resultados utilizada para avaliar o desempenho da 
administração. Demonstra a capacidade de entregar bens/serviços imediatos. A eficácia 
não considera custos; Efetividade: é o impacto final das ações, é o grau de satisfação 
das necessidades e dos desejos da sociedade com os serviços prestados pela 
instituição. A efetividade vai além das entregas imediatas (metas/objetivos) e analisa a 
transformação causada pela execução das ações”. 
 
A-Falsa. O conteúdo refere-se ao conceito de economicidade. 
B-Falsa. Impactos refere-se à efetividade. 
C-Falsa. A efetividade analisa o impacto final – após a implementação das políticas. 
D-Falsa. Essa relação envolve eficácia (resultados), efetividade (impactos) e eficiência 
(recursos). Portanto, é muito mais que eficiência. 
E.Verdadeira. Conforme texto acima, a eficácia refere-se ao alcance das metas e objetivos 
de curto prazo. 
 
5.FCC-AnalistaTesouro-PI/2015. É consenso que a atuação da Administração pública 
deve estar pautada pela busca do atendimento das necessidades e das expectativas da 
Avaliação Interna Avaliação de Resultados
CUSTOS INSUMOS PRODUTOS
RESULTADOS 
m e t a s
RESULTADOS 
impacto final
ECONOMICIDADE EFICIÊNCIA EFICÁCIA EFETIVIDADE
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
10 
 
sociedade pelos serviços prestados. Quando o impacto final das ações da Administração 
atinge tal escopo, é correto dizer que seu desempenho corresponde ao grau de 
A) accountability. 
B) eficácia. 
C) eficiência. 
D) efetividade. 
E) economicidade. 
 
Comentários 
A-Falsa. Accountability refere-se à prestação de contas, e será visto no capítulo 6. 
B-Falsa. Conforme texto acima, eficácia é o nível de alcance de metas e objetivos de curto 
prazo. 
C-Falsa. Conforme texto acima, eficiência é uma relação entre: insumos, produtos, 
qualidade e custo. 
D-Verdadeira. Conforme texto na questão 2, efetividade avalia o impacto final das ações. 
E.Falsa. Conforme texto acima, economicidade é a minimização dos custos dos recursos. 
 
6.FCC-Administrador-DPRR/2015. Na avaliação de um programa de transferência de 
renda, é considerado o número de famílias que saíram da pobreza como um indicador que 
se refere à economicidade. 
 
7.CESPE-AnalistaMMA/2014. Acerca de temas importantes para a administração. 
Segundo o gespública, se os serviços públicos são fornecidos com mais qualidade e maior 
possibilidade de acesso, a dimensão “resultados” será observada pela economicidade 
medida por esses elementos de desempenho. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Economicidade: é a minimização dos custos dos recursos 
utilizados na execução das ações, sem comprometer os padrões de qualidade. Demonstra 
a capacidade de gerir adequadamente os recursos financeiros colocados à sua disposição”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as duas questões estão 
erradas, pois não se referem ao conceito de economicidade. A 6 trata da efetividade e a 7 
tem aspectos relacionados com a eficiência e a eficácia. 
 
8.IBADE-Analista-GestãoPública-ES/2020. A respeito da avaliação das ações 
administrativas. Considere que a meta pode ser direcionada para medir a produtividade e a 
economicidade e, o que é mais importante, a redução de desperdícios: esse pensamento 
coaduna com a eficiência. 
 
9.CONSULPLAN-Administrador-CEFET-RJ/2014. A eficiência é um fator inerente e de 
suma importância para o desenvolvimento das funções administrativas. A eficiência refere-
se ao processo, isto é, à utilização dos recursos por parte da organização de maneira 
econômica e sem desperdícios. 
 
10.CESPE-Auditor-TCDF/2014. Acerca de Indicadores. Ao analisar um indicador de 
eficiência, um consultor poderá verificar de imediato o impacto que o produto/processo 
causa na organização. 
 
Comentários 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
11 
 
Segundo Paludo (2017), “Eficiência: é o uso racional e econômico dos insumos na 
produção de bens e serviços, é uma relação entre: insumos, produtos, qualidade e 
custo. Insumos são recursos humanos, materiais e componentes. A eficiência também 
considera o custo dos insumos e não pode comprometer a qualidade”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 8 está correta: ela 
não se refere à meta, mas o que se quer medir: a eficiência (produtividade e 
economicidade); a 9 está correta, pois se refere ao conceito de eficiência; e a questão 
10 está errada, visto que seu conteúdo trata da efetividade. 
 
11.FGV-Administrador-DefensoriaRJ/2020. A Defensoria Pública do Estado do Rio de 
Janeiro decide promover um mutirão para oferecer assistência jurídica aos presos, visando 
reduzir a população carcerária do Estado em 10%. Após a apuração do resultado do 
mutirão, verificou-se que a redução foi de apenas 5%, permitindo a constatação de que o 
mutirão foi falho em relação à: 
A) eficiência; 
B) eficácia; 
C) excelência; 
D) economicidade; 
E) execução. 
 
12.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Acerca da avaliação e mensuração do 
desempenho governamental, analise: Eficácia corresponde ao resultado de um processo, 
que compreende a orientação metodológica adotada e a atuação estabelecida na 
consecução de objetivos e metas, em um tempo determinado, e considera o plano, 
programa ou projeto originalmente composto. 
 
13.CESPE-Auditor-CGPI/2015. Acerca de avaliação. Eficácia, definida como grau de 
alcance das metas programadas em determinado período de tempo, é uma das dimensões 
aferidas por meio dos indicadores de desempenho. 
 
14.FGV-Administrador-CARUARU/2015. Acerca dosmediante a racionalização das estruturas 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
75 
 
administrativas e de recursos humanos ... Passado o regime militar e vigente o regime 
democrático, “as iniciativas no campo da Administração Pública continuaram mesclando 
iniciativas burocráticas com medidas de cunho gerencial” (Peregrino, 2009) ... Um novo 
projeto de reforma administrativa foi aprovado em 1985, através do Decreto nº 91.309/1985 
... No entanto, mais uma vez as reformas não foram implementadas, por causa dos 
problemas de ordem econômico-financeiros, aliados à falta de apoio político”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão está errada. Não houve reformas na 
administração pública no Governo Sarney, apenas tentativas. A reforma gerencial ocorre 
somente em 1995, no Governo de Fernando Henrique Cardoso. 
 
228.CESPE-Auditor-TCDF/2014. A respeito das reformas administrativas e da redefinição 
do papel do Estado. A Constituição Federal de 1988 materializou um grande avanço em 
termos de administração pública gerencial, principalmente no que se refere à redução de 
custos dos recursos humanos e ao foco em resultados. 
 
229.CESPE-Administrador-ENAP/2015. A respeito das reformas administrativas no Brasil 
e da organização administrativa da União. A Constituição Federal de 1988 representou um 
avanço à descentralização do poder público, uma vez que acrescentou poderes à 
administração indireta por meio da flexibilização de suas normas operacionais. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Na Constituição de 1988, a um retrocesso burocrático sem 
precedentes. Se por um lado a Constituição de 1988 limitou a discricionariedade 
administrativa exagerada que existia no período autoritário-militar, por outro, engessou a 
atuação do Executivo, além de conceder aos órgãos de controle (Tribunais de Contas) 
prerrogativas capazes de cercear a ação administrativa (possibilidade de sustar 
unilateralmente atos, e, em situações específicas, até mesmo contratos). 
Com as regras da CF/1988, a Administração Pública se tornou mais burocrática, mais 
hierárquica, mais rígida, mais centralizada e mais cara ... O aumento dos gastos com 
pessoal nos Estados e Municípios foi maior do que na União ... Com a Constituição de 
1988 ocorreu o inverso do ocorrido com o DL nº 200/1967: aqui a centralização foi 
administrativa e a descentralização foi política”. 
Portanto, as questões 228e229 estão erradas: 228 porque esse momento representou um 
retrocesso e não um avanço, e não houve redução de custos: ela se tornou mais cara; a 
229 porque as regras da CF/1988 tornaram a administração indireta menos flexível. 
 
230.COPEVE-Administrador-UFAL/2014. “Se por um lado a Constituição de 1988 limitou a 
discricionariedade administrativa exagerada que existia no período autoritário-militar, por 
outro, engessou a atuação do executivo, além de conceder aos órgãos de controle 
(Tribunais de Conta) prerrogativas capazes de cercear a ação administrativa [...]” PALUDO, 
Augustinho Vicente. Administração Pública: teoria e questões. Rio de Janeiro: Elsevier, 
2010, p. 99. Assinale a opção correta quanto à discricionariedade administrativa. 
A) Poder de decisão do administrador público ligado a dois ou mais caminhos, de forma 
arbitrária. 
B) Poder de decisão do administrador público ligado a um único caminho definido em lei. 
C) Poder de decisão do administrador público ligado a um único caminho arbitrário. 
D) Representa que o administrador público não possui poder de decisão. 
E) Poder de decisão do administrador público ligado a dois ou mais caminhos, sujeita ao 
controle jurisdicional. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
76 
 
Portanto, a resposta da questão é a alternativa E: a discricionariedade permite ao gestor 
escolher entre dois ou mais caminhos, sempre sujeito ao controle jurisdicional. 
Obs: Essa questão 230, como dezenas de outras, cita diretamente o meu nome/trechos 
de meu livro Administração Pública, em 9 bancas diferentes. Se considerar a utilização 
em discursivas e para manter/alterar resposta de questões, esse número de questões e de 
bancas é bem maior. 
 
231.FUNDEP-Analista-Políticas Públicas-MG/2020. Na obra O neoliberalismo: história e 
implicações (2014), o geógrafo David Harvey analisa as diversas características desse 
“paradigma” econômico e como o Estado deve se comportar para a implantação desse 
paradigma. Segundo esse autor, é característica do neoliberalismo: Apoio à participação de 
instituições financeiras internacionais no mercado interno. 
 
Comentários 
Adepto do liberalismo e das ideias do “Consenso de Washington”, Collor acreditava que a 
Administração Federal tinha crescido demais, e mesmo sem ter uma proposta formal 
promoveu equivocada e desastrada reforma administrativa. 
Segundo Paludo (2020), “O Consenso de Washington apregoava: estado mínimo, 
disciplina fiscal, reforma tributária, desregulamentação da economia, liberalização do 
comércio internacional, taxa de câmbio flutuante, juros de mercado. Essa teoria durou 
menos de uma década: os países que adotaram essas medidas tiveram péssimos 
resultados”. 
Portanto, a questão está correta: neoliberalismo coaduna-se com as ideias do Consenso 
de Washington, dentre elas a liberação do comercio internacional, que responde a questão. 
Registre-se que as nações que adotam essas ideias tiveram péssimos resultados e as 
abandonaram uma década depois. 
 
232.FCC-Esp.Administração-MP-SE/2009. Acerca das principais causas que levaram à 
Reforma do Aparelho do Estado, implementada no Brasil nos anos 1990: 
I) crise fiscal, caracterizada pela crescente perda de crédito por parte do Estado e pelo 
esgotamento da poupança pública; 
II) necessidade de implementação de uma política de ajuste fiscal, como consequência do 
cumprimento de obrigações com organismos internacionais; 
III) a crise do modelo burocrático de administração, permeado por práticas patrimonialistas e 
clientelistas; 
IV) a incapacidade do Governo de gerar poupança interna e com isso realizar os 
investimentos públicos demandados pela sociedade. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “A crise estava presente desde os anos 1970, mas se tornou clara 
a partir da segunda metade dos anos 1980. As causas foram: a crise fiscal do Estado; o 
esgotamento da estratégia de intervenção no mercado via substituição de importações; e a 
superação da administração burocrática, que, centralizada, tornou-se inflexível, cara e 
ineficiente”. 
I-Verdadeira. “A crise do Estado definiu-se então: como uma crise fiscal, caracterizada 
pela crescente perda do crédito por parte do Estado e pela poupança pública que se torna 
negativa” (Paludo, 2017). 
II-Verdadeira. “Assim, tornou-se inadiável: o ajustamento fiscal duradouro; reformas 
econômicas orientadas para o mercado, que, acompanhadas de uma política industrial e 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
77 
 
tecnológica, garantam a concorrência interna e criem as condições para o enfrentamento da 
competição internacional” (Paludo, 2017). Nessa época o Brasil tinha que honrar 
compromissos assumidos junto ao FMI, inclusive de ordem financeira. 
III-Verdadeira. Uma das causas foi o modelo de administração, “a superação da 
administração burocrática, que, centralizada, tornou-se inflexível, cara e ineficiente”. A 
administração burocrática era incapaz de prestar serviços com qualidade aos cidadãos; no 
entanto, ainda se faz presente no Núcleo Estratégico. 
IV-Verdadeira. Como vimos no item “I”, a poupança pública tornou-se negativa. Tal fato, 
aliado com a enorme dívida pública, consumia os recursos existentes – impedindo a 
realização dos investimentos necessários para assegurar o crescimento da nação. 
 
233.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. A respeito da reforma do aparelho do 
Estado, julgue o item: No âmbito da administração pública gerencial, os controles a 
posterioridos resultados devem ser extremamente severos. 
 
234.VUNESP-AuditorCI-PMSP/2015. O instrumento balizador da reforma e modernização 
do Estado brasileiro, em 1995, rumo à Nova Gestão Pública (NGP) que pretendeu eliminar, 
entre outras coisas, o elevado déficit de desempenho da Administração Pública na 
prestação dos serviços públicos, foi o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado. 
 
235.CESPE-Administrador-ENAP/2015. A respeito das reformas administrativas no Brasil 
e da organização administrativa da União. A administração federal foi o foco do Plano 
Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, que também incluiu as administrações 
estaduais e municipais. 
 
236.QUADRIX-ADMINISTRADOR-CFO/2020. No que concerne à reforma da 
Administração Pública: As reformas previstas no Plano Diretor da Reforma do Aparelho do 
Estado tinham o objetivo de promover o reforço da governança, que consiste no poder e na 
legitimidade para governar. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado-PDRAE. As 
principais ideias da administração gerencial eram: definição precisa de objetivos, maior 
autonomia ao gestor na utilização dos recursos e controle a posteriori de resultados. Foram 
definidos quatro objetivos globais para a reforma do aparelho do Estado: Aumentar a 
governança do Estado, ou seja, sua capacidade administrativa de governar com 
efetividade e eficiência, voltando a ação dos serviços do Estado para o atendimento dos 
cidadãos; Limitar a ação do Estado àquelas funções que lhe são próprias, reservando, 
em princípio, os serviços não exclusivos para a propriedade pública não estatal, e a 
produção de bens e serviços para o mercado, para a iniciativa privada; Transferir da União 
para os Estados e Municípios as ações de caráter local: só em casos de emergência 
cabe a ação direta da União; Transferir parcialmente da União para os Estados as 
ações de caráter regional, de forma a permitir maior parceria entre os Estados e a União”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas: 233 controles à 
posteriori rígidos; 234 no Brasil foi o PDRAE de 1995 que implantou a administração 
gerencial/nova administração pública, e houve ações para eliminação do déficit de 
desempenho: definição de objetivos, controle de resultados e melhoria da governança; a 
235 a reforma de 1995 também incluiu Estados e Municípios (transferir para os Estados e 
Municípios as ações de caráter local); 236, aumentar a Governança era objetivo do PDRAE. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
78 
 
 
237.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. No que se refere ao Plano de Reforma 
do Aparelho do Estado: Com a implantação do Plano de Reforma do Aparelho do Estado, 
foi intensificado o papel do Estado como executor direto de serviços, além de regulador e 
provedor de serviços sociais. 
 
238.CESPE-Administrador-ENAP/2015. Quanto a evolução da administração pública. A 
transformação do Estado provedor em regulador implica a modificação da cultura 
burocrática, de modo a estabelecer padrões de gerenciamento das políticas públicas 
próprios à nova função. 
 
239.CESPE-AnalistaAdministrativoMI/2013. Sobre administração pública. Na perspectiva 
da reforma gerencial, o Estado amplia seu papel de prestador direto de serviços, abstendo-
se, porém, do papel de regulador de serviços sociais como educação e saúde. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “O mesmo Estado – que intervirá na economia para alavancar seu 
desenvolvimento – agora deve se concentrar na regulação e controle, mantendo apenas 
as atividades essenciais, e deixando para o terceiro setor e o mercado as demais 
atividades: o Estado afasta-se da função de executor/promotor e agente ativo do 
processo de desenvolvimento econômico e social – para atuar no fomento, regulação, 
fiscalização e controle. 
Reduz-se o papel do Estado como produtor ou prestador direto de serviços, para 
direcioná-lo ao papel de regulador, controlador e fiscalizador. Busca-se fortalecer as 
funções de regulação e de coordenação no nível federal, aliado à descentralização das 
funções executivas para os níveis estadual e municipal”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão 237 está errada: foi reduzido o papel 
do Estado como executor; a 238 está correta: a mudança do Estado provedor para Estado 
regulador implica mudança de cultura (tratada na dimensão-gestão); e a questão 239 está 
errada: com a reforma gerencial o Estado reduziu seu papel de prestador direto de serviços 
e ampliou seu papel de regulador. 
 
240.VUNESP-AnalistaEMPLASA/2014. Sobre administração pública. Reordenar a posição 
estratégica do Estado na economia, transferindo, à iniciativa privada, atividades 
indevidamente exploradas pelo setor público, é um dos objetivos da criação do Plano 
Diretor da Reforma do Estado – PDRE. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “No aparelho do Estado (Administração Pública) é possível 
distinguir quatro setores: ... Produção de Bens e Serviços Para o Mercado. Corresponde 
à área de atuação das empresas. É caracterizada pelas atividades econômicas voltadas 
para o lucro que ainda permanecem no aparelho do Estado como, por exemplo, as do setor 
de infraestrutura. Estão no Estado seja porque faltou capital ao setor privado para realizar 
o investimento, seja porque são atividades naturalmente monopolistas, nas quais o 
controle via mercado não é possível, tornando-se necessário, no caso de privatização, a 
regulamentação rígida. 
Os objetivos desse setor eram: dar continuidade ao processo de privatização, através 
do Conselho de Desestatização; reorganizar e fortalecer os órgãos de regulação dos 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
79 
 
monopólios naturais que fossem privatizados; e implantar contratos de gestão às empresas 
que não pudessem ser privatizadas”. 
Portanto, a questão está correta: transferir para a iniciativa privada (privatizar) era um dos 
objetivos do Plano Diretor da Reforma do Estado – PDRE. 
 
241.FCC-AnalistaAdministrativoMP-AM/2013. Entre os objetivos globais do Plano Diretor 
da Reforma do Aparelho do Estado, iniciado pelo Ministro Bresser Pereira, em 1995, e 
consolidado com a Emenda Constitucional no 19/1998, NÃO se inseriu 
a) o aumento de governança do Estado, ou seja, sua capacidade administrativa de governar 
com efetividade e eficiência, voltando sua ação para o atendimento do cidadão. 
b) a ação limitada do Estado àquelas ações que lhe são próprias, reservando, em princípio, 
os serviços não exclusivos para a propriedade pública não estatal. 
c) a transferência da União para os Estados e Municípios das ações de caráter local: só em 
casos de emergência cabe a ação direta da União. 
d) a transferência parcial da União para os Estados das ações de caráter regional, de forma 
a permitir maior parceria entre os Estados e a União. 
e) o fortalecimento do denominado Núcleo Estratégico do Estado, que corresponde aos 
setores onde o Estado atua simultaneamente com outras organizações públicas não 
estatais. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Foram definidos quatro objetivos globais para a reforma do 
aparelho do Estado: Aumentar a governança do Estado, ou seja, sua capacidade 
administrativa de governar com efetividade e eficiência, voltando a ação dos serviços do 
Estado para o atendimento dos cidadãos; Limitar a ação do Estado àquelas funções que 
lhe são próprias, reservando, em princípio, os serviços não exclusivos para a propriedade 
pública não estatal, e a produção de bens e serviços para o mercado, para a iniciativa 
privada; Transferir da União para os Estados e Municípios as ações de caráter local: 
só em casos de emergência cabe a ação direta da União; Transferir parcialmente da 
União para os Estados as ações de caráter regional, de forma a permitir maior parceria 
entre os Estados e a União”. 
Portanto, a alternativa E é falsa e a resposta da questão: no Núcleo Estratégico somenteo Estado atua; não há atuação simultânea com outras organizações públicas não estatais. 
Todas as demais afirmativas correspondem aos objetivos globais do Pdrae/1995. 
 
242.QUADRIX-Administrador-CFO/2020. No que concerne à reforma da Administração 
Pública: As atividades exclusivas do Estado representam as atividades em que ele exerce 
seu poder extroverso, isto é, o poder de regulamentar, fiscalizar e fomentar. 
 
243.FGV-AssistenteAdm-Defensoria-MT/2015. A respeito da administração pública. O 
modelo de administração pública gerencial pressupõe que o Estado é dividido em quatro 
setores: núcleo estratégico, atividades exclusivas, atividades não exclusivas e produção de 
bens e serviços. Indica uma atividade não exclusiva do Estado: a prestação de serviços de 
educação. 
 
244.FCC-AnalistaTesouro-PI/2015. Sobre administração pública. A crise enfrentada pelo 
Estado nos anos 1980, decorrente tanto das constrições fiscais como das distorções que a 
Administração havia experimentado nas décadas anteriores, inspirou a apresentação, sob o 
comando do então Ministro Bresser Pereira, do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
80 
 
Estado, que contempla, entre suas diretrizes, a publicização, baseada na transferência para 
organizações públicas não estatais de atividades não exclusivas de Estado. 
 
245.FGV-Administrador-DefensoriaRO/2015. No Plano Diretor da Reforma do Aparelho 
do Estado foram previstas algumas mudanças institucionais relacionadas à ação do Estado. 
Dentre elas, destacou-se à época a estratégia de publicização, visando à criação das 
Organizações Sociais que atuariam no setor do Estado denominado: Serviços Não-
Exclusivos. 
 
246.FCC-AnalistaGestão-CNMP/2015. Sobre administração pública. De acordo com o 
Plano Diretor da Reforma do Estado, é correto afirmar que a administração dos museus 
deveria ser realizada em parceria entre o setor público estatal e o setor público não-estatal. 
 
Comentários 
As questões tratam da nova estrutura do Estado Brasileiro, a partir da reforma de 1995. 
Segundo Paludo (2017), “No aparelho do Estado (Administração Pública) é possível 
distinguir quatro setores: 1.Núcleo Estratégico. Corresponde ao Governo, em sentido 
lato. É o setor que define as leis e as políticas públicas, e cobra o seu cumprimento. É o 
setor onde as decisões estratégicas são tomadas. Corresponde aos poderes Legislativo 
e Judiciário, ao Ministério Público e, no Poder Executivo, ao Presidente da República, aos 
ministros e aos seus auxiliares e assessores diretos, responsáveis pelo planejamento e 
formulação das políticas públicas; 2.Atividades Exclusivas. Corresponde ao setor em que 
são prestados serviços que só o Estado pode realizar. São serviços em que se exerce o 
poder extroverso do Estado – o poder de regulamentar, fiscalizar e fomentar; 3.Serviços 
Não Exclusivos. Corresponde ao setor onde o Estado atua simultaneamente com 
outras organizações públicas não estatais e privadas. As instituições desse setor não 
possuem o poder de Estado; 4.Produção de Bens e Serviços Para o Mercado. 
Corresponde à área de atuação das empresas. É caracterizada pelas atividades 
econômicas voltadas para o lucro que ainda permanecem no aparelho do Estado como, por 
exemplo, as do setor de infraestrutura. Estão no Estado seja porque faltou capital ao setor 
privado para realizar o investimento, seja porque são atividades naturalmente 
monopolistas, nas quais o controle via mercado não é possível, tornando-se necessário, no 
caso de privatização, a regulamentação rígida. Seus objetivos eram: dar continuidade ao 
processo de privatização, através do Conselho de Desestatização; reorganizar e 
fortalecer os órgãos de regulação dos monopólios naturais que fossem privatizados; e 
implantar contratos de gestão às empresas que não pudessem ser privatizadas”. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, todas as questões estão corretas: 242 
atividades exclusivas usam do poder extroverso do Estado; 243 descreve com exatidão os 
setores do Estado e indica a educação como atividade não exclusiva; 244e245 mencionam 
assertivamente que publicização é a transferência para organizações públicas não estatais, 
de atividades não exclusivas de Estado (mediante criação de organizações sociais); e a 246 
porque os serviços não exclusivos/ setor público não estatal compreende museus (e 
também universidades e hospitais). 
 
247.CEPERJ-AnalistaPlanej/Gestão-SEPLAG-RJ/2013. No tocante à Administração 
Pública Gerencial, pode-se argumentar que, nas suas três dimensões, a reforma gerencial 
avançou de maneira adequada nos seguintes níveis: 
A) institucional e financeiro 
B) administrativo e cultural 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
81 
 
C) institucional e operacional 
D) administrativo e gerencial 
E) institucional e cultural 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “A estratégia da reforma do aparelho do Estado está concebida a 
partir de três dimensões: Dimensão institucional-legal – trata da reforma do sistema 
jurídico e das relações de propriedade. Essa reforma permitirá mudanças estruturais no 
funcionamento do aparelho do Estado, já que pressupõe a eliminação dos principais 
entraves no sistema jurídico-legal. Dimensão cultural – concentra-se na transição de uma 
cultura burocrática para uma cultura gerencial. A mudança cultural viabilizará a 
operacionalização da cultura gerencial centrada em resultados, através da efetiva parceria 
com a sociedade e da cooperação entre administradores e funcionários. Dimensão da 
gestão pública – pretende aperfeiçoar a administração burocrática vigente e introduzir a 
administração gerencial, incluindo os aspectos de modernização da estrutura organizacional 
e dos métodos de gestão. A reforma possibilitará concretizar novas práticas gerenciais e 
assim obter avanços significativos, ainda que os constrangimentos legais não sejam 
totalmente removidos. 
Ao mesmo tempo em que operam de forma complementar, essas dimensões guardam certa 
independência, pois também seguem estratégias próprias”. 
De imediato, é possível descartar as alternativas A, C e D, visto que indicam dimensão não 
contemplada na reforma gerencial. A dificuldade consiste em identificar se os avanços 
ocorrerem mais na dimensão “administrativa (gestão) e cultural” ou na dimensão 
“institucional e cultural”. 
Na dimensão institucional foram aprovadas emendas constitucionais (como a PEC 
19/1998) e legislação infraconstitucional, bem como houve reestruturação e reorganização 
de parte da Administração Pública do Poder Executivo Federal. Na dimensão cultural 
houve significativa mudança no comportamento/atitude da administração pública mediante 
conscientização de que ela existe para atender as demandas da sociedade/cidadão, bem 
como intensificaram-se as parcerias com outras instituições públicas e com a iniciativa 
privada. Na dimensão administração/gestão, como visto no capítulo modelos de gestão, 
ainda hoje coexistem na administração pública o modelo patrimonialista, o burocrático e o 
gerencial - sendo o gerencial predominante. 
Portanto, a afirmativa E é a verdadeira e a resposta da questão: as informações 
disponíveis indicam que as dimensões institucional e cultural avançaram mais que a 
dimensão administrativa/gestão. 
Obs.: Essa questão – como tantas outras – a julgar pelos termos utilizados e a proximidade 
do conteúdo que escrevo – foi elaborada com base no meu livro Administração Pública. 
 
248.CESPE-EspecialistaGestão-TELEBRAS/2015. Quanto à evolução da administração e 
seu papel no contexto público. Uma distinção entre as últimas reformas do setor público e 
as anteriores é que, agora, a ênfase está na mudança de procedimentos e não mais na 
reestruturação organizacional. 
 
Comentários 
Vimos na questão anterior que houve avanços na dimensão institucional: houve alteração 
no marco jurídico e houve reestruturação e reorganização de parteda Administração 
Pública do Poder Executivo Federal. 
Segundo Paludo (2020), “Percebe-se que o desafio está na dimensão Gestão; na 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
82 
 
mudança de procedimentos e na melhoria das práticas de gestão, no sentido de expurgar 
práticas patrimonialistas e práticas indesejáveis da burocracia – para consolidar os 
procedimentos/práticas da administração gerencial, e avançar na incorporação das 
orientações da governança a serem transformadas em práticas de gestão”. 
Portanto, em harmonia com o conteúdo acima, a questão está correta: é preciso expurgar 
práticas patrimonialistas ainda existentes e práticas indesejáveis da burocracia – para 
consolidar os procedimentos/práticas da administração gerencial. 
Capítulo 6. GOVERNABILIDADE, GOVERNANÇA E ACCOUNTABILITY 
249.FUNDEP-AnalistaAdministrativo-LagoaSanta/2019. Leia o fragmento a seguir. “A 
governabilidade tem na governança seu meio de atuação. Assim, uma boa governança 
auxilia no processo de legitimação dos governos e aumenta sua governabilidade.” 
PALUDO, Augustinho. Administração Pública. Elsevier: Rio de janeiro, 2013, p. 131. Em 
relação ao fragmento, analise as afirmativas. 
I. A governabilidade, como Paludo aborda, refere-se à cúpula dos governos, seja nacional, 
estadual ou municipal. 
II. A governabilidade no nível de órgão / entidade pública é decorrente do poder de governar 
e da legitimidade democrática do Estado-Nação. Apoia-se na imagem institucional favorável 
junto à sociedade e na confiança depositada pelos cidadãos e outras partes interessadas na 
sua atuação. 
III. A governança envolve o modo pelo qual o governo se organiza para prestar serviços à 
sociedade, a forma como realiza a gestão dos recursos públicos, a transparência ou 
divulgação das informações, o seu relacionamento com a sociedade civil e o modo como 
constrói os arranjos ou acordos institucionais necessários para a implementação das 
políticas públicas. 
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s) 
A) I, apenas. 
B) II, apenas. 
C) II e III, apenas. 
D) I, II e III. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2019), “A governabilidade acima abordada refere-se à cúpula dos 
governos: Nacional, Estadual e Municipal. 
A governabilidade em nível de Órgão/Entidade pública é decorrente do poder de 
governar e da legitimidade democrática do Estado/Nação. Ela apoia-se na imagem 
institucional favorável junto à sociedade e na confiança depositada pelos cidadãos e outras 
partes interessadas na sua atuação. 
A governança é ampla e envolve: o modo/forma pelo qual o Governo se organiza para 
prestar serviços à sociedade; o modo/forma de gestão dos recursos públicos; o modo/forma 
como divulga suas informações; o modo/forma como se relaciona com a sociedade civil; e o 
modo/forma como constrói os arranjos/acordos institucionais necessários à implementação 
das políticas públicas”. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, as três afirmativas estão corretas e a 
Alternativa D é a resposta da questão. 
Obs: Essa questão 249, como dezenas de outras, cita diretamente o meu nome/trechos 
de meu livro Administração Pública, em 9 bancas diferentes. Se considerar a utilização 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
83 
 
em discursivas e para manter/alterar resposta de questões, esse número é ainda maior. 
 
250.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. Julgue o item a seguir, a respeito de 
governabilidade e governança: Governabilidade refere-se ao conjunto de elementos que 
determinam a capacidade de gestão da administração pública, baseando-se, portanto, no 
conceito de efetividade. 
 
251.CESPE-Auditor-CGPI/2015. Quanto a Governabilidade e Governança. Para a 
administração pública, governabilidade e governança são sinônimos e se referem, como 
conceito, às condições e à legitimidade do governo perante a sociedade. 
 
252.CESPE-TécnicoECT/2011. Governança e governabilidade são conceitos distintos, 
contudo fortemente relacionados, até mesmo, complementares. O primeiro refere-se às 
condições substantivas de exercício do poder e de legitimidade do Estado; o segundo 
representa os aspectos instrumentais do exercício do poder, ou seja, a capacidade do 
Estado de formular e implementar políticas públicas. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “No contexto da reforma do aparelho do Estado, iniciada em 1995, 
constatou-se que o “problema” do Brasil estava na governança e não na governabilidade 
– a questão não era falta de apoio político ou popular, mas falta de capacidade técnica-
operacional. 
Os conceitos de governabilidade e governança são indissociáveis e complementares, ou 
no dizer de Vinicius Araujo (2002), ‘mantêm entre si uma relação muito forte e o seu vínculo 
instável, dinâmico e indissolúvel’. A separação dos termos serve apenas para fins didáticos 
e analíticos: mas a diferenciação existe, como veremos a seguir. 
A governabilidade se refere às condições substantivas de exercício do poder e de 
legitimidade do Estado, enquanto que a governança se refere aos aspectos instrumentais 
do exercício do poder, ou seja, a capacidade do Estado/Administração de formular e 
implementar políticas públicas”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, as questões estão erradas: 250 se refere à 
governança; 251 governabilidade e governança não são sinônimos; 252 inverteu os 
conceitos de governança e governabilidade. 
 
253.CESPE-AnalistaAdministração-MP-PA/2020. Acerca de Governabilidade e 
governança, analise o item a seguir: É necessário que o governo seja capaz de intermediar 
os interesses distintos e que haja harmonia nas relações entre os poderes políticos, se 
refere à governabilidade. 
 
254.FCC-ACE-TCPI/2014. Sobre administração pública e conceitos decorrentes. A 
legitimidade, traduzida em apoio político e social, diz respeito a governabilidade. 
 
255.FGV-AdministradorLegislativo-CARUARU/2015. Conceitos como governança e 
governabilidade passaram a ser importantes para a compreensão e o gerenciamento das 
novas realidades surgidas no país. A esse respeito, Governabilidade refere-se à 
legitimidade para exercer o poder e propor as transformações necessárias. 
 
256.CESPE-ACE-TCU/2008. Sobre administração pública. A governabilidade diz respeito às 
condições sistêmicas e institucionais sob as quais se dá o exercício do poder, tais como as 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
84 
 
características do sistema político, a forma de governo, as relações entre os poderes e o sistema 
de intermediação de interesses. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “A governabilidade refere-se ao poder político em si, que deve 
ser legítimo e contar com o apoio da população e de seus representantes. No dizer de 
Bresser-Pereira (1998) significa capacidade política de governar, “governabilidade é uma 
capacidade política de governar derivada da relação de legitimidade do Estado e do seu 
governo com a sociedade. Para Vinicius Araújo (2002), a governabilidade “refere-se às 
próprias condições substantivas/materiais de exercício do poder e legitimidade do Estado 
e do seu governo, derivadas de sua postura diante da sociedade civil e do mercado”. 
Governabilidade refere-se à legitimidade, visto que se os governos não forem legitimados 
não haverá condições necessárias para governar. A fonte ou origem da governabilidade são 
os cidadãos e a cidadania organizada, os partidos políticos, as associações e demais 
agrupamentos representativos da sociedade. 
O desafio da governabilidade consiste em conciliar os muitos interesses desses atores 
(na maioria divergentes) e reuni-los num objetivo comum a ser perseguido por todos (ou 
vários objetivos comuns). Assim, a capacidade de articular-se em alianças políticas e pactos 
sociais constitui-se em fator crítico para viabilização dos objetivos do Estado. Essa tentativa 
de articulação, que a governabilidade procura, é uma forma de intermediação de 
interesses;entre eles inclui-se o clientelismo e o corporativismo”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas: 253 intermediar interesses 
é governabilidade; 254 legitimidade diz respeito a governabilidade; 255 para promover mudanças o 
governo deve ser legítimo: assim contará com o apoio necessário na implementação dos 
programas/projetos e na fiscalização dos serviços públicos; 256 aborda conceito correto de 
governabilidade, inclusive quanto à intermediação de interesses. 
 
257.FGV-Auditor-CGE-MA/2014. O clientelismo, o corporativismo e o neocorporativismo 
são meios utilizados pelos governos para obtenção de apoio, com vistas a aumentar sua 
legitimidade. A esse respeito, analise as afirmativas a seguir. 
I. O corporativismo é utilizado para remover ou neutralizar conflitos econômicos 
relacionados à concorrência de mercados, conflitos sociais relacionados à luta de classes e 
conflitos políticos relacionados a divergências partidárias. 
II. No neocorporativismo ou corporativismo societal as entidades privadas conquistaram o 
direito de participar do processo decisório. 
III. O clientelismo consiste em uma ação entre desiguais em que um é o patrão e os demais, 
clientes. Neste tipo de relação, políticos asseguram os votos dos setores pobres da 
população em troca de empregos e serviços. 
 
Comentários 
I-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “O corporativismo é utilizado para remoção ou 
neutralização de conflitos: econômicos, relacionados à concorrência de mercado; sociais, 
relacionados à luta de classes; e políticos, relacionados aos conflitos partidários”. 
II-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “No neocorporativismo (ou corporativismo societal) 
as entidades privadas que conquistam o direito de participar do processo decisório”. 
III-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “O clientelismo consiste numa ação entre desiguais 
(assimétrica) em que um é o patrão e os demais são clientes. Segundo Surama Pinto 
(1997), “neste tipo de relação políticos e/ou o Governo trocam com setores pobres da 
população votos por empregos e serviços sem a mediação de terceiros”. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
85 
 
Obs.: Esta, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas o texto é 
recorte de meu livro Administração Pública (parte delas o recorte é parcial). 
 
258.FGV-Administrador-Defensoria-MT/2015. Os princípios básicos de governança 
corporativa, segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC, estão 
listados a seguir: Transparência, Equidade, Prestação de contas e Responsabilidade 
corporativa. 
 
259.ESAF-AFRF/2014. Sobre administração pública, analise: Entre as melhores práticas de 
governança corporativa recomendadas pelo Instituto Nacional de Governança Corporativa 
para a área de gestão estão a transparência, a clareza e a objetividade na prestação de 
contas. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Na iniciativa privada a governança corporativa representa o 
modo como as organizações são administradas e controladas, e como interagem com as 
partes interessadas - com vistas a agregar valor, melhorar sua imagem e assegurar a 
sustentabilidade. Inclui políticas, regulamentos/instruções, controle, processos, estratégia e 
cultura, e orienta-se pelos princípios da transparência, equidade, responsabilidade por 
resultados, cumprimento das normas e accountability. Para o Instituto Brasileiro de 
Governança Corporativa o conselho de administração é o guardião do sistema de 
governança – e a governança é guardiã dos direitos das partes”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas. As duas 
apresentam com assertividade princípios da governança corporativa do IBGC 
(accountability=prestação de contas). 
 
260.IDIB-Administrador-CRM-PB/2021. Avalie o conceito a seguir e assinale a alternativa 
que apresenta o termo ao qual ele se refere: Capacidade técnica e financeira de governar, 
competência para tomar decisões e executar políticas públicas que supram as demandas 
da sociedade (PALUDO, 2010). 
A) governança 
B) governabilidade 
C) accountability 
D) accountability social 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Governança pública é compreendida como a capacidade de 
governar, capacidade de decidir e implementar políticas públicas que atendam às 
necessidades da população, preservando o equilíbrio de poder e interesses entre governo, 
administração pública e sociedade/cidadãos”. 
Portanto, a Alternativa A é a resposta da questão, conforme texto acima. 
 
261.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. No contexto da reforma do 
aparelho do Estado, iniciada em 1995, constatou-se que o “problema” do Brasil estava na 
governança e não na governabilidade. O texto do Pdrae (1995) menciona que o Governo 
brasileiro não carece de “governabilidade”, ou seja, de poder para governar, dada sua 
legitimidade democrática e o apoio com que conta na sociedade civil. Enfrenta, entretanto, 
um problema de governança (PALUDO, 2013, p 155). A respeito do conceito de 
governança, assinale a resposta INCORRETA: 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
86 
 
A) Governança é a capacidade financeira e administrativa, em um sentido amplo, de um 
governo implementar políticas. 
B) Governança é a capacidade de agregar os diversos interesses, estabelecendo-se, assim, 
mais uma ponte entre a governança e a governabilidade. 
C) Governança é a capacidade do Estado de transformar em realidade, de forma eficiente e 
efetiva, as decisões tomadas. 
D) Governança é a capacidade que o Estado tem para agregar os múltiplos interesses 
dispersos pela sociedade e apresentar-lhes um objetivo comum a curto, médio e longo 
prazos. 
E) Governança é a capacidade de governar, capacidade de decidir e implementar políticas 
públicas que atendam às necessidades da população. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2019), “No contexto da reforma do aparelho do Estado, iniciada em 1995, 
constatou-se que o “problema” do Brasil estava na governança e não na governabilidade – 
a questão não era falta de apoio político ou popular, mas falta de capacidade técnica-
operacional. O texto do Pdrae (1995) menciona que o Governo brasileiro não carece de 
“governabilidade”, ou seja, de poder para governar, dada sua legitimidade democrática e 
o apoio com que conta na sociedade civil. Enfrenta, entretanto, um problema de 
governança, na medida em que sua capacidade de implementar as políticas públicas é 
limitada pela rigidez e ineficiência da máquina administrativa”. 
Portanto, a Alternativa D está errada e é a resposta da questão: se refere a 
governabilidade; todas as demais referem-se a Governança como abordado em meu livro. 
Obs: Essa questão 260, como dezenas de outras, cita diretamente o meu nome/trechos 
de meu livro Administração Pública, em 9 bancas diferentes. Se considerar a utilização 
em discursivas e para manter/alterar resposta de questões, esse número é ainda maior. 
 
262.FCC-AnalistaTesouro-PI/2015. Governança, na Administração pública, pode ser 
entendida como o braço instrumental da governabilidade, envolvendo o modo como o 
Governo se organiza para atender às necessidades da população. 
 
263.FGV-AdministradorLegislativo-CARUARU/2015. Conceitos como governança e 
governabilidade passaram a ser importantes para a compreensão e o gerenciamento das 
novas realidades surgidas no país. A esse respeito, Governança reúne as condições 
técnicas, financeiras e gerenciais para formular e implementar políticas públicas. 
 
264.VUNESP-AuditorCI-PMSP/2015. O conceito de governança nas organizações públicas 
refere-se à forma como o aparelho do Estado exerce suas funções e à qualidade do 
exercício do poder no atendimento às demandas dos cidadãos. 
 
265.COPESE-AdministradorMP-TO/2013. Acerca do tema Administração Pública. 
Aumentar a capacidade administrativa de gerenciar com efetividade e eficiência, orientando 
a ação dos serviços do Estado para o atendimento ao cidadão é o que denominamosde 
aumento de governança. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Governança pública, no entanto, é compreendida como a 
capacidade de governar, capacidade de decidir e implementar políticas públicas que 
atendam às necessidades da população, preservando o equilíbrio de poder e interesses 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
87 
 
entre governo, administração pública e sociedade/cidadãos. Segundo Bresser-Pereira 
(1998), “governança é a capacidade financeira e administrativa, em sentido amplo, de um 
governo implementar políticas”. Dito de outra forma, Governança pública é o exercício do 
poder político-administrativo pelo Governo/Administração no gerenciamento e controle da 
utilização dos recursos (econômicos, sociais, técnicos, infraestrutura etc) necessários à 
formulação e implementação de políticas públicas. 
A governança se refere aos aspectos instrumentais do exercício do poder, ou seja, a 
capacidade do Estado/Administração de formular e implementar políticas públicas. 
Governança relaciona-se com a competência técnica, que abrange as capacidades 
gerencial, financeira e técnica propriamente dita, e tem nos agentes públicos, em sentido 
amplo, e nos servidores públicos, em sentido estrito, a sua fonte de origem. “Existe 
governança em um Estado quando seu governo tem as condições financeiras e 
administrativas para transformar em realidade as decisões que toma”. 
A governança é ampla e envolve: o modo/forma pelo qual o Governo se organiza para 
prestar serviços à sociedade; o modo/forma de gestão dos recursos públicos; o 
modo/forma como divulga suas informações; o modo/forma como se relaciona com a 
sociedade civil; e o modo/forma como constrói os arranjos/acordos institucionais 
necessários à implementação das políticas públicas. Dito de outra forma, a governança 
envolve estruturas, funções e atividades político-administrativas, sociais e legais, para 
assegurar que os resultados sejam alcançados e atendam as partes interessadas, 
especialmente os cidadãos”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, todas as questões estão corretas: 262 
(governança é instrumental e envolve o modo como o Governo se organiza para atender às 
necessidades da população); 263 (Governança compreende as condições técnicas, 
financeiras e gerenciais para formular e implementar políticas públicas); 264 ( governança é 
forma como o aparelho do Estado (administração) exerce suas funções para atender 
demandas dos cidadãos); e 265 (aumentar a capacidade administrativa pública significa 
aumentar a governança). 
 
266.FGV-AdministradorPGE-RO/2015. A distinção entre os conceitos de governança 
pública e governabilidade são fundamentais para compreender o quadro atual da gestão 
pública brasileira. Desse modo, considerando-se que atualmente as políticas públicas são 
implementadas em rede, entende-se governança pública como: padrões de articulação e 
cooperação entre atores públicos e privados e arranjos institucionais que coordenam 
transações dentro e através das fronteiras do sistema econômico. 
 
267.VUNESP-AnalistaPPeGestão-PMSP/2015. A adoção do modelo de governança tem 
sido identificada em vários países ocidentais nos últimos anos. A respeito desse modelo, é 
correto afirmar que governança é a gestão compartilhada e interinstitucional que envolve o 
setor público, o setor produtivo e o terceiro setor. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Um novo termo surgiu nesse contexto: é a nova governança 
pública – que inclui a participação do mercado e da sociedade civil nas decisões –, o que 
dificulta ainda mais a distinção dos termos governança versus governabilidade. A nova 
governança seria uma espécie de “ponte” entre os interesses do mercado e da sociedade 
civil e a governabilidade. Palavras como alianças, acordos, parcerias e cooperação 
(entre governo, mercado e sociedade) surgem fortes nesse novo conceito. 
A nova governança contempla a possibilidade de múltiplas participações e parcerias 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
88 
 
intra e interorganizacionais na tomada de decisão e na implementação/controle das 
políticas públicas, gerando corresponsabilidade. 
Outro termo recente é a governança eletrônica/digital, que abrange o termo Governo 
Eletrônico, sendo este um dos meios para efetivação dessa governança. Governança 
eletrônica refere-se à capacidade dos governos utilizarem as tecnologias de informação e 
comunicação para – com a participação dos cidadãos – definir e implementar políticas 
públicas com mais eficiência e efetividade. Pode ser vista como uma evolução do Governo 
Eletrônico, focando maior participação dos cidadãos no meio público. A governança 
eletrônica/digital utiliza a forma de “redes”, que permitem mais participação dos cidadãos 
no meio público, assim como na luta pela solução e atendimento de demandas locais”. 
Portanto, as duas questões estão corretas. A 266, políticas públicas são implementadas em 
rede e governança pública compreende articulação e cooperação entre atores públicos e 
privados em geral; a 267, a nova governança é uma gestão compartilhada entre setor 
público, privado e terceiro setor. 
 
268.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Com relação a governança, governabilidade e 
accountability, julgue o item: Accountability refere-se aos mecanismos disponíveis para a 
prestação de contas das ações realizadas em nome de políticas públicas. 
 
269.CESPE-AnalistaAdministração-MP-PA/2020. Acerca de governabilidade e 
accountability, analise a afirmativa: A prestação de contas de maneira transparente e a 
responsabilização de agentes públicos por improbidade administrativa são atos inerentes à 
gestão pública e se referem a accountability. 
 
270.QUADRIX-ADMINISTRADOR-CFO/2020. No que concerne ao accountability na 
Administração Pública: A accountability pode ser compreendida como a possibilidade de 
responsabilização dos maus gestores por atos praticados com inobservância da legislação 
ou do interesse público. 
 
271.FGV-AdministradorLegislativo-CARUARU/2015. O termo accountability tem sido 
relacionado à prestação de contas de uma maneira geral e, às vezes, apenas contábil e 
financeira. No conceito formal de accountability, entretanto, o ato de um agente público 
prestar contas a outros atores, formal e legalmente, apresenta-se nas seguintes dimensões: 
transparência, responsividade e coerção. 
 
272.CESPE-ACI-Administrador-TCE-SC/2016. Acerca da transparência na administração 
pública. Na administração pública, o termo accountability inclui a obrigação de os agentes 
públicos prestarem contas, a utilização de boas práticas de gestão e a responsabilização 
pelos atos e resultados decorrentes da utilização de recursos públicos. 
 
273.VUNESP-AuditorCI-PMSP/2015. Uma ideia de accountability, comumente aceita e 
genérica, é a que se refere ao controle e à fiscalização dos agentes públicos que têm a 
obrigação de prestar contas sobre o uso adequado dos recursos e o cumprimento de suas 
promessas. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A noção de accountability encontra-se relacionada com o uso do 
poder e dos recursos públicos, em que o titular da coisa pública é o cidadão, e não os 
políticos eleitos. Nas experiências de accountability quase sempre “estão presentes três 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
89 
 
dimensões: informação, justificação e punição”. Essas dimensões podem ser vistas 
como diferentes modos para se evitar e corrigir abusos cometidos por governos, políticos e 
gestores públicos, “obrigando que seu exercício seja transparente; obrigando que os atos 
praticados sejam justificados; e sujeitando o poder à ameaça de sofrer sanções” (Schleder, 
apud Ana Mota, 2006). 
O conceito de accountability pressupõe duas partes: uma que delega a responsabilidade e 
a outra que é responsável por gerir os recursos. Concomitantemente, cria-se a obrigação de 
prestação de contas por parte de quem administraos recursos, que deverá demonstrar por 
meio dos resultados obtidos o bom uso desses recursos. 
Accountability pode ser entendido como a ‘capacidade do sistema político de prestar 
contas de suas promessas aos cidadãos’. Em auditoria, accountability é “a obrigação de 
responder por uma responsabilidade outorgada”. Isso inclui o lado que delega 
responsabilidade e o lado que presta contas pelos recursos utilizados. 
Accountability inclui a obrigação de prestar contas, a utilização de boas práticas de 
gestão e a responsabilização pelos atos e resultados decorrentes da utilização dos 
recursos públicos. 
Outro termo utilizado nesse contexto é a ‘responsividade’, em que os governantes 
responsivos obedecem aos desejos ou às determinações dos cidadãos (o que os levaria a 
adotar políticas para atender a esses desejos). Os governos são responsivos “quando 
promovem os interesses dos cidadãos, adotando políticas escolhidas pelos cidadãos” 
(Araújo; Gomes, 2006). A responsividade não é um termo autônomo, ela se vincula ao 
termo accountability, como um de seus elementos, assim como a responsabilidade”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, todas as questões estão corretas: 268e269 
prestação de contas é accountability; 270 responsabilização faz parte da accountability; 
271 (accountability inclui três dimensões: informação/transparência, 
justificação/responsividade e punição/coerção); 272 resposta direta no texto; 273 
(accountability refere-se à obrigação de prestar contas do uso dos recursos e das 
promessas). 
Obs.: A questão 272, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas é 
recorte de texto de meu livro Administração Pública. 
 
274.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Com relação a governança, governabilidade e 
accountability, julgue o item: O controle da atividade dos políticos e dos governos exercida 
pelos cidadãos por meio de voto constitui um mecanismo de accountability horizontal. 
 
275.FGV-Administrador-DefensoriaRJ/2020. A existência de eleições livres e justas é um 
dos elementos essenciais para a democracia de um país. É por meio delas que o povo 
adquire o poder de expressar sua satisfação ou insatisfação com a atuação de seus 
governantes e as políticas públicas executadas. Nesse sentido, o mecanismo representado 
pelo voto, por meio do qual a população exerce controle sobre os seus governantes, é 
conhecido como accountability vertical. 
 
276.FCC-Auditor-MP-Paraíba/2015. Sobre accountability e formas de controle, é correto 
afirmar: A accountability horizontal é exercida por meio dos controles mútuos entre os 
Poderes e da atuação de órgãos autônomos. 
 
277.FGV-AdministradorLegislativo-CARUARU/2015. Com relação aos processos de 
accountability: Accountability vertical refere-se à prestação de contas do governo para a 
sociedade. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
90 
 
 
278.VUNESP-AnalistaPPeGestão-PMSP/2015. É correto afirmar que a accountability pode 
ser vista de forma bidimensional, sendo que a accountability vertical pressupõe uma ação 
entre desiguais, enquanto a accountability horizontal é a relação entre os iguais e, portanto, 
dos checks and balances. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “O accountability legal é obrigação que decorre das normas 
jurídicas vigentes. Na literatura há menção a três tipos de accountability: o horizontal e o 
vertical, estabelecidos por Guillermo O’donnel, e o societal. 
O accountability horizontal ocorre através da mútua fiscalização e controle existente entre 
os poderes (os freios e contrapesos), ou entre os órgãos, por meio dos Tribunais de Contas 
ou Controladorias Gerais e agências fiscalizadoras – pressupõe uma ação entre iguais ou 
autônomos. A ação entre iguais ocorre entre os poderes (freios e contrapesos) e a 
ação entre autônomos se dá mediante as agências e órgãos (dos poderes ou 
independentes). 
O accountability vertical ocorre quando os cidadãos controlam os políticos e governos 
por meio de plebiscito, referendo e voto, ou mediante o exercício do controle social – 
pressupõe uma ação entre desiguais. O accountability vertical tem caráter político e pode 
ser considerado um mecanismo de soberania popular, incidindo sobre os atos dos políticos 
e demais agentes públicos. Os principais mecanismos/instrumentos são o voto e a ação 
popular. Para O’donel apud Ana Mota (2006), accountability vertical são “os mecanismos 
institucionais que possibilitam ao cidadão e à sociedade civil exigir a prestação de contas 
pelos agentes públicos, sendo as eleições livres e justas o principal”. 
O terceiro tipo é o accountability social (ou societal), que não está ligado ao cidadão e ao 
voto, mas às diversas entidades sociais como associações, sindicatos, ONGs, mídia etc., 
que investigam e denunciam abusos cometidos, e cobram responsabilização. É uma 
espécie de controle social realizado pela sociedade civil, que procura alcançar também os 
burocratas gestores, e não somente políticos ou governos. O accountability societal é 
incapaz de aplicar sanções contra os agentes públicos em casos de transgressões, pois 
não possui competência/poder legal para isso; e pressupõe a existência de liberdade de 
expressão para denunciar os erros/falhas dos governos e gestores públicos”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão 274 está errada: controle pelos 
cidadãos é accountability vertical; e as demais estão corretas: 275 refere-se a 
accountability vertical; 276 o horizontal utiliza controles mútuos entre os Poderes e órgãos 
autônomos; 277 prestar contas à sociedade é accountability vertical; 278 accountability 
vertical ocorre entre desiguais e o accountability horizontal entre iguais (checks and 
balances=freios e contrapesos). 
 
279.FGV-AgenteFiscalização-TC-SP/2015. Há autores que afirmam que o exercício do 
Accountability não é fácil e apontam um conjunto de desafios para o seu pleno 
desenvolvimento no Brasil, dentre eles: mudanças quanto à celeridade dos processos, 
principalmente, envolvendo os casos de corrupção nas diferentes esferas. 
 
280.AugustinhoPaludo/2020. Quanto ao termo accountability. Embora constatados 
avanços, o Brasil ainda é caracterizado como um país onde há uma fraca accountability. 
 
Comentários 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
91 
 
Segundo Paludo (2017), “Os autores consideram que no Brasil existe “uma situação de 
fraca accountability”. O resultado vem de uma baixa pressão por transparência e 
prestação de contas pela sociedade, aliada ao “insulamento” dos governos em relação à 
sociedade civil. Danielle Fiabane (2001) destaca o desafio de substituir valores tradicionais 
como o patrimonialismo e o clientelismo pelos valores sociais emergentes, e vê no controle 
social organizado uma forma de melhorar o accountability no Brasil, pressionando os 
governos e gestores públicos a prestarem contas de suas decisões/ações com 
responsividade”. 
Podemos citar como motivos pela não punição: a elaboração de leis/normas que deixam 
“brechas” para afastar/minimizar a punibilidade; a morosidade dos processos judiciais, 
principalmente quando se trata de casos de corrupção envolvendo políticos e altas 
autoridades; a corrupção que adentrou Tribunais de Contas e Tribunais Judiciários de todo 
o Brasil”. 
Portanto, as duas questões estão corretas. A 279 indica a falta de celeridade processual; e 
a 280 indica a fraca accountability no Brasil: ausência de responsabilização/punição pela 
má utilização dos recursos. 
Capítulo 7. TI, SI, GESTÃO DO CONHECIMENTO, GOVERNO ELETRÔNICO E 
TRANSPARÊNCIA 
281.FCC-ACE-TC-CE/2015. Sobre a adoção e a trajetória das Tecnologias de Informação e 
Comunicação (TICs) no setor público brasileiro, é correto afirmar que a adoção mais 
disseminada das TICs está associada a um processo de modernização da gestão pública. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “A Tecnologia da Informação pode ser definida como o conjunto 
de todas as atividades e soluçõesprovidas por recursos de computação; designa o conjunto 
de recursos tecnológicos e computacionais para geração e uso da informação. Na verdade, 
as aplicações de TI são tantas, e estão ligadas às mais diversas áreas, que nenhuma 
definição consegue designá-la por completo ... 
No contexto do Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado (1995) já foram abordadas 
questões relacionadas ao uso de TI. Tratava-se de Sistemas de Gestão Pública capazes de 
oferecer transparência às ações governamentais; disponibilizar informações aos gestores 
para a tomada de decisão; e facilitar o acesso dos cidadãos a essas informações. 
O uso das TIC ajudaram a modernizar o Estado e as formas de prestação de serviços, 
de informações e de interação com o cidadão e a sociedade”. 
Portanto, a questão está correta, a trajetória das TI’s demonstraram sua importância e 
utilização estratégica – que ajudaram a modernizar a administração pública. 
 
282.FCC-AnalistaPrev-MANAUSPREV/2015. Em relação aos custos e benefícios da 
Tecnologia da Informação−TI e dos Sistemas de Informação −SIs nas organizações, analise 
I. organizações podem utilizar, estrategicamente, os SIs ou utilizar a TI apenas como um 
suporte eficiente nas operações diárias. Mas, uma empresa que enfatiza os usos 
estratégicos da TI pode utilizá-la como um diferenciador competitivo. 
II. uma organização alcança um melhor retorno de investimentos (ROI) em TI, quando opta 
pela implantação de SIs de apoio à decisão, já que todos os grandes investimentos nestes 
tipos de SIs têm retorno garantido. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
92 
 
III. a TI tem um papel estratégico nas organizações ao desenvolver produtos, serviços e 
capacidades que reduzam alguma desvantagem ou confiram vantagem competitiva. Apesar 
de ser uma área crítica, há organizações que optam pela terceirização de atividades de TI, 
visando a redução de custos. 
IV. a TI está redefinindo os fundamentos dos negócios. Atendimento ao cliente, operações, 
estratégias de produto, de marketing e de distribuição dependem muito, ou até totalmente, 
dos SIs. A TI e seus custos são parte integrante dos investimentos das empresas. 
 
Comentários 
I-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “Do operacional ao estratégico, a Tecnologia de 
Informação tornou-se um poderoso instrumento para a obtenção de vantagem 
competitiva, sendo também facilitadora no processo de adaptação das organizações às 
mudanças ocorridas no ambiente”. 
II-Falsa. Nenhum investimento tem retorno garantido: são tantas as variáveis que não há 
como ter segurança absoluta quanto ao retorno esperado. Basta pensar o Brasil em 2015: 
quem esperava tamanha recessão? Certamente a recessão ocasionou o fracasso de muitos 
investimentos (inclusive de TI). 
III-Verdadeira. “As TI são utilizadas em larga escala nas organizações, tanto no nível 
operacional quanto no nível estratégico” (Paludo, 2017). Quanto a terceirização: aplica-se a 
atividades acessórias; e é um fenômeno mundial utilizado para a redução de custos nas 
empresas. 
IV-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “Dado o seu potencial inovador e facilitador, as TI’s 
logo passaram a ocupar um papel estratégico, permitindo redesenhar processos 
produtivos, criar novos produtos e relacionar-se em rede com clientes e fornecedores, e 
também com outras organizações, de forma colaborativa. Quem souber reconhecer a 
importância da TI, gerenciá-la adequadamente e utilizá-la corretamente, disporá de um 
poderoso instrumento, de um diferencial competitivo”. Sim, os custos de TI integram os 
investimentos das empresas. 
 
283.CESPE-AnalistaPlanejamento-INCA/2010. Sobre administração. Sistemas de 
informação transformam dados brutos em informações úteis por meio de três atividades 
básicas: entrada, processamento e saída. 
 
284.VUNESP-AnalistaRH-Itatiba/2015. A partir de um processo de transformação de 
dados em informações, utilizando-se geralmente da tecnologia da informação, tem-se o 
SIG-Sistema de Informações Gerenciais. O SIG é voltado para a geração de elementos 
necessários para o processo decisório da empresa. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Os Sistemas de Informação abrangem o estudo e o 
desenvolvimento de modelos, técnicas e ferramentas computacionais para auxiliar pessoas 
e organizações a utilizarem as informações de forma eficiente: eles transformam dados em 
informações úteis mediante três atividades básicas: entrada, processamento e saída. 
Sistemas de informação são um “conjunto de componentes inter-relacionados”, utilizados 
para coletar, processar, armazenar e distribuir a informação. Independente de qual seja o 
Sistema de Informação, ele apresenta duas finalidades principais: dar suporte à tomada 
de decisões; e dar suporte ao controle de uma organização”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, as duas questões estão corretas. Trazem 
conceitos e características diretas acerca dos Sistemas de Informação. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
93 
 
 
285.FMP-AnalistaCE-PGJ-AC/2013. Sobre administração. Em relação à Tecnologia da 
Informação (TI), que dá suporte aos processos organizacionais, o sistema que trabalha em 
um nível mais elevado porque prioriza as informações e não os dados é chamado de 
Sistema de Informações Executivas (SIE). 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “A importância e a evolução dos SI estão diretamente 
relacionados ao crescimento das TI. O sucesso de um Sistema de Informação em uma 
organização depende de Tecnologia da Informação apropriada, das pessoas que irão 
utilizá-la e da qualidade da informação produzida. No contexto organizacional, eles apoiam 
os processos de negócio, as operações, a tomada de decisões e o gerenciamento de 
estratégias competitivas. 
Existem dezenas de sistemas de informação ... Sistema de Informação Executiva 
utilizados pela alta administração como suporte as decisões estratégicas da empresa, 
realizam análises, destacam aspectos importantes e fornecem informações avançadas 
(internas e externas)”. 
Portanto, a questão está correta em todos os aspectos abordados. 
 
286.FCC-AnalistaPrev-MANAUSPREV/2015. Sobre os sistemas de informação, considere: 
I. Os sistemas de suporte às operações enfatizam a produção de resultados específicos de 
informação que podem ser usados pelos gerentes, tornando desnecessário o 
processamento adicional pelos sistemas de informação gerencial. 
II. Os sistemas de processamento de transação consistem em um tipo de suporte às 
operações capazes de processar transações de lote e em tempo real. Um sistema de Ponto 
De Venda − PDV, por exemplo, pode transmitir dados em tempo real ou à noite (em lote). 
III. Os sistemas de informação gerencial fornecem fácil acesso às análises do desempenho 
do negócio, às ações dos concorrentes e ao desenvolvimento econômico para apoiar o 
planejamento estratégico. Os sistemas de informação executiva incluem os sistemas de 
relatórios e análise de vendas, desempenho da produção e tendências de custo. 
IV. Os sistemas de gestão de conhecimento, os sistemas funcionais de negócios, os 
sistemas de informação estratégica e os sistemas especialistas também constituem-se em 
outras categorias de sistemas de informação. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2015), “Existem dezenas de sistemas de informação. 1.Sistemas de 
Apoio/Suporte às Operações servem de base para os demais sistemas: processam 
transações, controlam processos, atualizam dados e fornecem algumas informações 
básicas. Nesse conceito inclui-se o Sistema de Processamento de Transações, utilizados 
em nível operacional para executar transações, registrar e transmitir dados das atividades 
diárias rotineiras (folha de pagamento, controle de estoque etc); 2.Sistemas de Apoio 
Gerencial: fornecem informações para a tomada de decisão em geral. Nesse conceito 
inclui-se: Sistema de Apoio à Decisão, utilizados por gerentes para manipular banco de 
dados e obter informações para tomar decisõese resolver problemas organizacionais; 
Sistema de Informação Gerencial também destinados a gerentes e diretores, fornece 
informações para o planejamento, monitoramento e controle das funções da empresa, e 
projeções de futuro; Sistema de Informação Executiva utilizados pela alta administração 
como suporteàs decisões estratégicas da empresa, realizam análises, destacam aspectos 
importantes e fornecem informações avançadas (internas e externas)”. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
94 
 
I. Falsa. Conforme texto acima, sistemas de suporte às operações só apoiam as 
atividades do dia-a-dia e fornecem informações básicas; portanto é necessário sistema 
adicional de informação gerencial. 
II. Verdadeira. Conforme texto acima, sistemas de processamento de transação servem 
para registrar operações diárias e transmitir os dados em tempo real. 
III. Falsa. Os sistemas de informação executiva são utilizados pela alta administração 
como suporte as decisões estratégicas da empresa. Relatórios de vendas, produção e custo 
fazem parte do sistema de apoio à decisão e sistema de informação gerencial. 
IV. Verdadeira. Conforme texto acima: existem dezenas de sistemas de informação, 
divididos em diversas categorias. 
 
287.FCC-AnalistaGestão-CNMP/2015. Sobre administração e TI. Os Sistemas de 
Informação são construídos com Dados, Informação, Conhecimento e Inteligência. 
 
288.CESPE-Administrador-SPG-DF/2009. Sobre administração. A respeito de dado, 
informação e conhecimento. Sabedoria, conhecimento, informação e dados são conceitos 
distintos. 
 
289.FADESP-Administrador-COREN-PA/2013. Sobre administração. Nos Sistemas de 
Informação, dados são correspondências de um atributo, característica ou propriedade que, 
sozinho, não tem significado. 
 
290.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Com relação a dado, informação, conhecimento e 
inteligência: Um dado que está inserido em um contexto pode ser denominado de 
informação. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Um dado representa menos que informação, e conhecimento 
representa mais que informação. Espartaco Coelho (2004), citando Drucker, afirma que 
“dados nada dizem sobre a própria importância ou relevância. Porém, os dados são 
importantes para as organizações - em grande medida, porque são matéria-prima essencial 
para a criação de informação”. 
A informação é a ponte entre os dados brutos e o conhecimento que a informação é 
capaz de gerar. 
O conhecimento constrói-se a partir das informações, acrescentando-se a ação racional 
humana. É essa ação humana que transforma a informação em conhecimento. 
Conhecimento é uma informação útil, possível de ser utilizada nas organizações para 
resolver problemas ou realizar melhoramentos, ou, ainda, para amparar decisões ou 
construir algo completamente novo. 
Em síntese: Uma palavra/número só é um dado; um dado agregado a algo/alguém (ou um 
conjunto de dados organizados) é uma informação; uma informação útil, passível de ser 
utilizada para algum fim, denomina-se conhecimento”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, todas as questões estão corretas. A 287 
descreve os quatro itens de maneira precisa: dados, informação, inteligência (ação racional) 
e conhecimento; a 288 porque afirma que os conceitos são diferentes; a 289 porque dados 
sozinhos não têm significado: eles são insumos para construir a informação; e a 290 dado 
inserido num contexto é informação. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
95 
 
291.FGV.AdministradorFlorianópolis/2014. Acerca da gestão. A gestão do conhecimento 
apoia-se em um conjunto de processos relativos à geração, organização, desenvolvimento 
e distribuição de conteúdos relevantes a serem disponibilizados. 
 
292.FCC-ACE-TCGO/2014. Acerca da gestão. Segundo Thomas Davenport, é correto 
afirmar que a gestão do conhecimento é altamente política. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Gestão do conhecimento refere-se ao modo como é gerenciado 
o conhecimento dentro das organizações – o modo de aprender, de trabalhar, de produzir e 
de consumir –, além de ser um meio para garantir que todos tenham acesso às informações 
e aos conhecimentos de que necessitam. 
A gestão do conhecimento é mais ampla que a gestão da informação. Ela envolve a gestão 
da informação, novas práticas de gestão de RH e a mudança organizacional, além da 
criação e incorporação do conhecimento aos produtos, serviços e sistemas”. 
Portanto, as questões estão corretas. A 291 traz um conceito coerente da gestão do 
conhecimento; a 292 afirma que adotar a gestão do conhecimento é decisão política: claro! 
envolve a gestão da informação, novas práticas de RH e mudança organizacional, além da 
criação e incorporação do conhecimento aos produtos, serviços e sistemas; ou seja, 
muda toda a empresa – portanto depende de decisão política para fazer ou não fazer. 
 
293.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. Sobre o processo conhecido por espiral do 
conhecimento, responsável pela gestão do conhecimento em uma organização, analise a 
afirmativa: Afirma que o conhecimento explícito pode ser compartilhado por meio de 
manuais ou documentos, possibilitando sua internalização pelos funcionários da 
organização. 
 
294.ESAF-AFRF/2014. Analise o item a seguir: Na criação do conhecimento, o 
conhecimento tácito é pessoal, difícil de formalizar e comunicar. Já o conhecimento explícito 
refere-se ao que pode ser transmitido na linguagem formal. 
 
295.CESPE-AnalistaAdmPública-TCDF/2014. Relativo ao conhecimento. O conhecimento 
tácito é fruto de aprendizado e experiência devida e é disseminado de maneira formalizada 
e declarada por meio de artigos e livros. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Necessário se faz diferenciar dois tipos de conhecimento: o 
tácito e o explícito – que são complementares. O tácito é um conhecimento pessoal, 
subjetivo, não codificado, adquirido pela pessoa após o desempenho continuado de 
determinada atividade; o explícito corresponde ao conhecimento formal, codificado, que 
pode ser comunicado ou difundido”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, as questões 293e294 estão corretas e 
integralmente coerentes com o texto acima; e a questão 295 está errada: o conhecimento 
tácito não é disseminado de modo formalizado, mas mediante observação, imitação e 
prática. 
 
296.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. De acordo com Nonaka e Takeuchi 
(1995), “os conhecimentos nas organizações devem ser gerenciados de forma articulada e 
cíclica. Esse processo denomina-se espiral do conhecimento”. Corresponde aos quatro 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
96 
 
passos necessários para completar a espiral do conhecimento, segundo Nonaka e 
Takeuchi. Socialização – Externalização – Combinação – Internalização. 
 
297.FGV.AdministradorFlorianópolis/2014. Uma empresa iniciou seu processo de gestão 
do conhecimento. Uma das primeiras iniciativas foi levantar, junto aos operadores de 
máquinas de produção, os procedimentos adotados em caso de pane do maquinário – pois 
não havia padrões definidos e as soluções para essas situações eram criadas “na hora do 
problema” pelos operadores mais antigos, muito experientes. A partir desse levantamento, 
foram elaborados manuais com os procedimentos que seriam, posteriormente, transmitidos 
em treinamentos para novos operadores. Esse processo representou transformação de 
conhecimento tácito em conhecimento explícito. 
 
298.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Analise a afirmativa a seguir acerca da 
gestão do conhecimento: Na criação do conhecimento, o modo de conversão do 
conhecimento em que se dá a internalização é o momento em que ocorre o aprendizado e a 
aquisição do novo conhecimento tácito na prática. 
 
299.FCC-AFR-RJ/2014. Na busca de construir uma Gestão do Conhecimento, uma 
empresa pratica Brainstorming aberto para resolver problemas de elevada complexidade. 
Segundo Nonaka e Takeuchiessa prática é um exemplo de internalização, que converte o 
conhecimento explícito em conhecimento tácito. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “O processo de criação do conhecimento organizacional 
necessita da interação entre esses dois conhecimentos: o tácito e o explícito. Segundo 
Nonaka e Takeuchi (1997), a criação do conhecimento pode ocorrer de quatro modos 
diferentes: Socialização: trabalha-se o compartilhamento de experiências pessoais. Quem 
detém o conhecimento realiza a atividade e os interessados aprendem através da 
observação, da imitação e da prática; Externalização: trabalha-se a conversão do 
conhecimento tácito em conhecimento explícito, utilizando-se de metáforas, conceitos, 
hipóteses, analogias etc. Constitui-se em fator crítico na criação do conhecimento, pois o 
torna formal. O conhecimento é registrado através de palavras/números e facilmente 
transmissível; Combinação: trabalha-se a conversão de conhecimento explícito em 
conhecimento explícito: um ou vários conhecimentos explícitos. Pode ocorrer através de 
indivíduos, documentos, reuniões, redes etc. Em regra, envolve períodos de treinamento 
para aquisição desses conhecimentos; Internalização: trabalha-se a conversão do 
conhecimento explícito em tácito, o que envolve efetivamente o fazer: “aprender fazendo”. 
Em regra, origina-se de outras formas de aquisição de conhecimentos, e necessita de 
manuais, diagramas, documentos etc., ou de demonstrações reais para ser internalizado”. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, as questões estão corretas: a 296 indica os 
quatro processos e as 297a299 apresentam exemplos assertivos de criação de 
conhecimento. 
 
300.ESAF-Analista-ANAC/2016. Assinale a opção correta. 
a) A criação do conhecimento organizacional é uma interação contínua e dinâmica entre os 
gestores da organização. 
b) A criação do conhecimento organizacional é uma interação contínua e dinâmica entre 
conhecimento tácito e conhecimento explícito. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
97 
 
c) A criação do conhecimento empírico é uma interação contínua e dinâmica entre 
operadores de natureza tácita e operadores de natureza explícita. 
d) A atualização do conhecimento organizacional é uma interação contínua e dinâmica entre 
agentes tácitos e explícitos. 
e) A criação do conhecimento organizacional é uma interação formal e informal entre 
gestores de natureza tácita e gestores de natureza explícita. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “O processo de criação do conhecimento organizacional necessita 
da interação entre esses dois conhecimentos: o tácito e o explícito. A interação contínua e 
dinâmica entre o conhecimento tácito e o conhecimento explícito; a internalização e 
socialização dos conhecimentos - capaz de criar novos conhecimentos - foi representada 
graficamente por Nonaka e Takeuchi e denominada a espiral do conhecimento”. 
Portanto, de forma inequívoca, a alternativa B é a verdadeira e a resposta da questão. 
Obs.: Esta questão, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas é 
recorte parcial de texto de meu livro Administração Pública. 
 
301.FCC-AnalistaAdm-TRE-RR/2015. Acerca da gestão e TI. Nonaka e Takeuchi (1995) 
afirmam que os conhecimentos nas organizações devem ser gerenciados de forma 
articulada e cíclica. Esse processo denomina-se Espiral do Conhecimento. 
 
Comentários 
Segundo Paludo(2017), “A interação contínua e dinâmica entre o conhecimento tácito e o 
conhecimento explícito; a internalização e socialização dos conhecimentos - capaz de criar 
novos conhecimentos - foi representada graficamente por Nonaka e Takeuchi e 
denominada ‘a espiral do conhecimento’. Esse processo pode ocorrer na própria 
organização ou entre organizações diferentes que atuam de forma compartilhada”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
 
Governo Eletrônico 
302.FCC-ACE-TCPI/2014. Sobre Governo Eletrônico. A Lei Complementar nº 101/2000 
estabelece, em seu artigo 48, que os meios eletrônicos são, dentre outros, instrumentos da 
transparência na gestão fiscal. Nesse sentido, é correto afirmar que o Governo Eletrônico 
pode ser definido como o programa governamental direcionado à disponibilização de 
informações e serviços à sociedade através de novos canais de relacionamento entre 
governo e cidadãos, utilizando-se, para isto, de recursos de Tecnologia da Informação e 
Comunicação (TIC). 
 
303.VUNESP-AnalistaPPeGestão-PMSP/2015. Acerca do Governo Eletrônico. Governo 
aberto é entendido como conjunto de ações articuladas de transparência, participação, 
inovação e integridade nas políticas públicas e incentiva investimento em tecnologia para 
promover participação, consulta a informações e acesso a serviços. 
 
304.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. A respeito do governo eletrônico, julgue 
o item: Segundo a Estratégia de Governança Digital do governo federal, serviço público 
digital é o serviço público cuja prestação ocorre por meio eletrônico, sem necessidade de 
atendimento presencial. 
 
Comentários 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
98 
 
Segundo Paludo (2017), “O Governo Eletrônico (ou Governo Digital) procura construir 
um elo entre o operacional e o estratégico, assim como busca novas formas de 
relacionamento com a sociedade: Governo Eletrônico é um instrumento para melhorar os 
serviços públicos e o relacionamento com a sociedade, mediante a utilização das 
tecnologias da informação e comunicação. 
Assim, podemos definir Governo Eletrônico – GE como as ações de governo 
direcionadas a disponibilizar informações e serviços à sociedade e novos canais de 
relacionamento direto entre governo e cidadãos, mediante o uso de recursos da Tecnologia 
da Informação e Comunicação, em especial a internet. O GE utiliza essas tecnologias para 
disponibilizar uma gama de informações e melhorar os serviços oferecidos ao cidadão. Para 
a OCDE (2003), “Governo Eletrônico é definido como o uso das TIC, em particular a 
internet, como ferramenta para levar a um melhor governo”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas. A 302 traz o 
conceito de governo eletrônico que utilizo; a 303 contém uma série de características típicas 
do governo eletrônico/governo aberto; a 304 serviço digital/eletrônico não precisa de 
atendimento presencial: é prestado por meio eletrônico. 
Obs.: A questão 302, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas tem 
recorte de texto de meu livro Administração Pública (recorte parcial). 
 
305.FCC-Administrador-DefensoriaSP/2015. Em relação ao fortalecimento do governo 
eletrônico e à adoção das Tecnologias de Informação e Comunicação − TICs na 
Administração pública brasileira, é correto afirmar: 
A) Na década de 1990, iniciou-se um processo de melhoria da gestão interna e aumento da 
eficiência dos processos administrativos e financeiros por meio das TICs. 
B) Nos anos 2000, iniciou-se um processo de uso das TICs para o apoio na prestação de 
serviços. 
C) Na década de 1980, a entrega de alguns serviços passou a ser via internet. 
D) Até a década de 1990, as TICs ainda não tinham sido adotadas. 
E) No final da década de 1990, a entrega de serviços via internet passou a ser 
disponibilizada. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “O termo Governo Eletrônico começou a ser utilizado por volta dos 
anos 1980, após a disseminação do e-commerce pelas empresas privadas, sempre 
associado às Tecnologias da Informação e Comunicação –TIC. Num momento mais 
atual, artigos têm abordado “fases” da evolução em relação ao uso das TIC no setor público 
brasileiro. Nesse sentido, Eduardo Diniz et al. (2009), citando Reinhard e Dias, aborda 
quatro grandes períodos: “pioneirismo (dos anos 1950 até meados dos anos 1960); 
centralização (de meados dos anos 1960 até o final dos anos 1970); terceirização (anos 
1980); e governo eletrônico propriamente dito (a partir dosindicadores: Eficácia é um conceito 
que implica no alcance dos objetivos independentemente dos custos envolvidos. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Eficácia: é o grau de alcance das metas (ou objetivos de curto 
prazo), é uma medida de resultados utilizada para avaliar o desempenho da administração. 
Demonstra a capacidade de entregar bens/serviços imediatos. A eficácia não considera 
custos”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, na questão 11 a Alternativa B 
é a resposta: meta é eficácia; e as questões 12a14 estão corretas: todas apresentam com 
assertividade o conceito/característica de eficácia. 
 
15.FGV-Administrador-DefensoriaRO/2015. Na construção do mapa de indicadores de 
gestão de um programa público, o dirigente solicitou à equipe que fossem incluídos 
indicadores capazes de mensurar as consequências e os impactos da ação para o público-
alvo e a sociedade. Nesse sentido, o dirigente estava referindo-se aos indicadores de 
efetividade. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
12 
 
16.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Acerca da avaliação e mensuração do 
desempenho governamental, analise: Efetividade demonstra se os impactos gerados pelos 
produtos ou serviços prestados pelas organizações atendem às necessidades e 
expectativas da sociedade. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Efetividade: é o impacto final das ações, é o grau de 
satisfação das necessidades e dos desejos da sociedade com os serviços 
prestados pela instituição. A efetividade vai além das entregas imediatas 
(metas/objetivos) e analisa a transformação causada pela execução das ações”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas: 
refletem com assertividade o conceito de efetividade. 
 
17.FCC-AnalistaJudiciário-TRF3/2019. O conceito de desenvolvimento sustentável, tal 
como tratado no Relatório Brundtland, elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio 
Ambiente e Desenvolvimento criada pela Assembleia das Nações Unidas em 1983, predica 
que 
A) o modelo ecologicamente sustentável não se compatibiliza com desenvolvimento 
econômico, cabendo uma escolha ética pelo primeiro por parte das futuras gerações. 
B) os recursos naturais são finitos e toda forma de desenvolvimento que utilize esses 
insumos deve ser tida como deletéria. 
C) o desenvolvimento pressupõe degradação, daí porque os países mais desenvolvidos 
devem ser taxados e a receita revertida para países que optaram por preservar sua 
biodiversidade. 
D) se deve adequar, compulsoriamente, a velocidade das mudanças tecnológicas à 
capacidade de absorção pelo ecossistema dos impactos correspondentes. 
E) se deve satisfazer as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das 
gerações futuras de suprir suas próprias necessidades. 
 
18.FUNDEP-Fiscal-Tributos-BarãoCocais-MG/2020. A recessão trouxe maior consciência 
em relação ao consumo, mas não é a única explicação para o avanço da onda minimalista. 
À medida que cresce uma nova geração – mais preocupada com o meio ambiente e mais 
ligada ao uso do que à aquisição – o conceito também cresce. [...] afetou a geração mais 
nova que, alterando seus hábitos de consumo, valoriza a sustentabilidade. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A sustentabilidade envolve o equilíbrio nas ações e na busca de 
resultados, de forma que atendam às necessidades das partes e, ao mesmo tempo, 
preservem os recursos naturais para as próximas gerações (o uso de recursos não 
pode superar sua capacidade de renovação, respeitando a diversidade de vida no planeta). 
A sustentabilidade inclui as dimensões econômica, social e ambiental. Para o CNJ, o 
desenvolvimento sustentável deve ser ecologicamente correto, economicamente viável e 
socialmente justo”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, na questão 17 a alternativa E é 
a resposta; e a questão 18 está correta: é simples uso da lógica e da razão: a 
sustentabilidade está sendo mais valorizada. 
 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
13 
 
Processo Administrativo 
19.FCM-AssistenteLegislativo-Queluzito-MG/2020. O chamado processo de 
administração refere-se a um conjunto de funções definido ainda no início do sec. XX como 
elementos básicos para um bom funcionamento de uma organização. São elas: planejar, 
organizar, dirigir, controlar. 
 
20.FUNDATEC-AgenteAdministrativo-GRAMADO/2019. Analise a afirmativa: Ao conjunto 
das funções administrativas, consideradas como um todo integrado, dá-se o nome de 
processo administrativo. Esse conjunto busca explicar como as funções administrativas são 
desenvolvidas pelas organizações. Desse modo, os papéis executados nas organizações 
por seus gestores são a base da Administração e representam as funções desempenhadas 
pelos administradores. 
 
21.FGV-Administrador-Defensoria-MT/2015. Sobre administração. Conforme aceitas hoje, 
as funções do processo administrativo são: Planejamento, organização, direção e controle. 
 
22.FCC-TécnicoCNMP/2015. Sobre o processo administrativo. O processo administrativo é 
composto por quatro funções específicas: planejamento, organização, direção e controle. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “O processo administrativo tradicional compreende as funções 
da administração definidas por Fayol na longínqua 1916 como planejar, dirigir, 
organizar e controlar. Embora atualmente haja quem prefira acrescentar mais um 
componente: a comunicação. 
Também chamadas de etapas, as funções administrativas clássicas vistas de forma 
integrada e cíclica constituem o denominado Processo Administrativo, mas se 
analisarmos essas funções isoladamente, então teremos as funções administrativas 
(do administrador)”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as quatro questões estão 
corretas. 
 
23.IDIB-AssistenteAdministrativo-TO/2020. Considerando o contexto do processo 
administrativo, assinale a única alternativa correlacionada com a função de planejamento. 
A) controle do macroambiente 
B) foco exclusivo na avaliação de desempenho 
C) definição dos objetivos organizacionais 
D) fiscalização ambiental 
 
24.AOCP-Administrador-Uberlândia/2015. A função administrativa que define objetivos e 
decide sobre os recursos e tarefas necessários para alcançá-los adequadamente é o 
planejamento. 
 
25.FCC-AnalistaAdministrativoMP-AM/2013. Dentro da Teoria Geral da Administração, a 
função de Planejamento refere-se, especificamente, às decisões sobre os objetivos e os 
recursos necessários para sua consecução. 
 
26.CESPE-AnalistaGestão-BACEN/2014. A respeito de planejamento. Planejamento é o 
processo no qual são definidos, após a tomada de decisão, os objetivos a serem atingidos 
por uma organização. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
14 
 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “O planejamento corresponde à primeira e a mais importante 
das quatro funções administrativas, e consiste num processo racional para determinar 
antecipadamente os objetivos e os meios para alcançá-los (projetos, ações, métodos, 
técnicas, etc)”. 
No livro Planejamento Governamental, 2ed, Atlas, 2014, Paludo e Procopiuk definem 
planejamento como “um processo racional para a tomada de decisão, com vistas a 
selecionar e executar um conjunto de ações, necessárias e suficientes, que possibilitarão 
partir de uma situação atual existente e alcançar uma situação futura desejada". 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, na questão 23 a Alternativa C 
é a resposta; e as demais questões estão corretas, pois indicam assertivamente aspectos 
ligados a função ‘planejamento’. 
 
27.FCC-AnalistaAdm-TRE-Amapá/2015. As características do planejamento tático são: 
indica a participação de cada unidade no planejamento global, seu horizonte temporal é de 
médio prazo, e é definido por cada unidade organizacional como contribuição ao 
planejamento estratégico.anos 1990)”. 
Eduardo Diniz et al. (2009) analisa o foco das ações de TIC desenvolvidas em “três fases: 
gestão interna (1970 a 1992); serviço e informações ao cidadão (1993 a 1998); e a entrega 
de serviços via internet (a partir de 1999)”. 
A.Falsa. A utilização de TI na gestão interna ocorreu no período 1970-1992. 
B.Falsa. A utilização interna de TI na prestação de serviços iniciou nas décadas de 
1960/1970. 
C.Falsa. Na década de 1980 a utilização era apenas interna e não havia entrega de 
serviços pela internet. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
99 
 
D.Falsa. Como visto acima, a utilização das TICs no meio público começou ainda na 
década de 1960 – o governo eletrônico é que veio mais tarde. 
E. Verdadeira. Ao final da década de 1990 já tínhamos o governo eletrônico atuando em 
todas as frentes: interna, externa e para cooperação/integração. 
 
306.VUNESP-AnalistaEMPLASA/2014. As ações para a implantação do Governo 
Eletrônico no Brasil surgiram em 2000, avançando, posteriormente, por meio de um 
conjunto de diretrizes que atua em três frentes fundamentais: junto ao cidadão; na melhoria 
da sua própria gestão interna; na integração com parceiros e fornecedores. A primeira 
prioridade estabelecida, a partir das diretrizes, é a promoção da cidadania. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “A prioridade do Governo Eletrônico é a promoção da cidadania”. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está correta. Os demais itens 
também estão corretos e serão vistos na questão seguinte. 
 
307.FUNDEB-Escriturário-SantaBárbara-MG/2019. O Governo Eletrônico, com 
informações e serviços disponibilizados pela internet e por outros meios de comunicação, 
impacta diretamente a transparência e a eficiência da gestão pública municipal e estadual 
abrangendo quatro linhas de ações. São linhas de ação, exceto: 
a) Aquelas dirigidas ao cidadão: procuram oferecer informações e serviços aos cidadãos em 
geral. 
b) Aquelas voltadas à eficiência interna: relativas ao funcionamento interno dos órgãos do 
governo, com destaque para sua utilização nos processos de licitações e contratações em 
geral. 
c) Aquelas orientadas à cooperação: referentes a portais do governo ou sites públicos 
definidos como uma forma de acesso à internet proporcionada por algum órgão público, em 
que são disponibilizados serviços, informações, links para diversos outros portais, etc. 
d) Aquelas direcionadas à gestão do conhecimento: com o propósito de gerar e manter um 
banco de dados amplo e atualizado dos diversos conhecimentos do governo, para servir 
como fonte de informação e inovação e gerar melhorias nos processos em geral. 
 
308.FGV-Auditor-CGE-MA/2014. A política de governo eletrônico está baseada em normas 
que priorizam a cidadania. Acerca do tema, analise a afirmativa a seguir: são fundamentos 
do governo eletrônico a eficiência da gestão interna, integração com parceiros e 
fornecedores e atendimento aos cidadãos. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “O Governo Eletrônico, com serviços e informações prestados pela 
internet e por outros meios de comunicação, abrange quatro linhas de ação: 
Voltadas ao cidadão: procuram oferecer informações e serviços aos cidadãos em geral, 
com qualidade e agilidade, e um canal para a participação dos cidadãos nas decisões 
públicas; Voltadas à eficiência interna: relativas ao funcionamento interno dos órgãos de 
governo, com destaque para sua utilização nos processos de licitações e contratações em 
geral; Voltadas à cooperação: têm a finalidade de integrar os diversos órgãos 
governamentais, assim como promover a integração com outras organizações públicas, 
públicas não estatais e privadas; Voltadas à gestão do conhecimento: visam gerar e 
manter um banco de dados atualizado dos conhecimentos do Governo, para servir como 
fonte de informação e inovação a gerar melhorias nos processos em geral”. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
100 
 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, na questão 306 a 
Alternativa D está errada e é a resposta da questão; a 308 está correta: indica três das 
quatro linhas de ação e não contém erros. 
Obs.: A questão 307, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas foi 
elaborada com recortes de textos de meu livro Administração Pública. 
 
309.FGV-AdministradorPGE-RO/2015. A implantação e a operação do Governo Eletrônico 
pelo Governo Federal, no Brasil, segue um conjunto de diretrizes dentre as quais destaca-
se aquela em que: 
A) a inclusão digital é dimensão dissociável; 
B) a integração deve envolver outros níveis de governo e poderes; 
C) a prioridade é a singularidade e a iniquidade perante a lei; 
D) a segregação de recursos deve ser potencializada; 
E) o software livre é um recurso casual na sua implantação. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “São princípios/diretrizes do Governo Eletrônico: A prioridade 
do Governo Eletrônico é a promoção da cidadania; A inclusão digital é indissociável do 
Governo Eletrônico; O software livre é um recurso estratégico para a implementação do 
Governo Eletrônico; A Gestão do Conhecimento é um instrumento estratégico de 
articulação e gestão das políticas públicas do Governo Eletrônico; O Governo Eletrônico 
deve racionalizar o uso de recursos; O Governo Eletrônico deve contar com um 
arcabouço integrado de políticas, sistemas, padrões e normas; Integração das ações de 
Governo Eletrônico com outros níveis de governo e outros poderes”. 
A.Falsa. A inclusão digital é indissociável do governo eletrônico. 
B.Verdadeira. Integração das ações de Governo Eletrônico deve envolver outros níveis de 
governo e poderes. 
C.Falsa. A prioridade do Governo Eletrônico é a promoção da cidadania. 
D.Falsa. O Governo Eletrônico deve racionalizar o uso de recursos (e não segregar). 
E.Falsa. O software livre é um recurso estratégico para a implementação do Governo 
Eletrônico. 
 
310. FCC-FiscalRendas/Gestão-SP/2013. Movimento inovador na gestão pública 
brasileira, ocorrido nos últimos vinte e cinco anos, o governo eletrônico, impulsionado pela 
experiência do governo federal, ele se espalhou por estados e capitais. Apesar de não 
proporcionar grandes resultados em termos de organização das informações, a tecnologia 
da informação tem levado à redução dos custos, bem como ao aumento da transparência 
nas compras governamentais, reduzindo o potencial de corrupção. O ponto em que houve 
maior avanço, com a criação do governo eletrônico, foi a plena interatividade com os 
cidadãos. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “O desenvolvimento de programas de Governo Eletrônico teve 
como princípio a utilização das modernas tecnologias de informação e comunicação (TIC) 
para democratizar o acesso à informação. O termo Governo Eletrônico pode ser visto 
como a evolução das TIC e de sua utilização no meio público. O uso interno das TIC visa 
elevar a eficiência administrativa a um novo patamar, ao mesmo tempo em que se 
busca a redução de custos, que pode originar-se de diversas maneiras: melhoria no 
desempenho de atividades internas, queda no preço das aquisições, redução/eliminação de 
distorções, redução da corrupção, dentre outras”. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
101 
 
Nessa questão dois pontos merecem destaque: primeiro, o GE proporcionou uma 
revolução positiva na organização e disponibilização das informações; segundo, embora o 
Governo Eletrônico tenha promovido a interação entre governo e cidadão – não é possível 
falar em “plena interatividade” haja vista que grande parte da população não tem acesso 
as ferramentas de TI para essa interação (parte da população nem tem acesso à 
internet). 
Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão está errada, no que se refere aos dois 
itens acima elencados – as demais informações acerca do Governo Eletrônico estão 
corretas. 
 
Transparência Eletrônica311.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. Avalie a assertiva abaixo quanto a 
transparência. Transparência é a obrigação que têm as pessoas ou entidades às quais se 
tenham confiado recursos, incluídas as empresas e organizações públicas, de assumir as 
responsabilidades e de informar a quem lhes delegou essas responsabilidades. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “De forma simples, a transparência é a divulgação de informações 
relevantes da organização, de forma clara, completa, regular e oportuna, para todos os 
interessados; é uma obrigação que pessoas e entidades que tenham recebido recursos 
públicos informem a quem lhes delegou essa responsabilidade. “A transparência se 
concretiza quando os cidadãos e a sociedade civil organizada têm acesso as mais variadas 
informações governamentais” Nayra Figueiredo (2016)”. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
 
312.CESPE-Auditor-CGPI/2015. A respeito de transparência. A transparência, referente à 
possibilidade de acesso do cidadão às informações governamentais, é um elemento 
essencial para o controle do aparelho do Estado pela sociedade. 
 
313.FCC-AFCE-TCE-PI/2014. A Lei Complementar no 101/2000 estabelece, em seu artigo 
48, que os meios eletrônicos são, dentre outros, instrumentos da transparência na gestão 
fiscal. Nesse sentido, é correto afirmar que a transparência é inerente ao Estado 
Burocrático. Insere-se na democracia, permitindo o amplo acesso às comprovações de 
transferências documentais entre os departamentos, fomentando o interesse pelo controle 
formal exercido sobre as entidades públicas por meio do Tribunal de Contas e aplicando-se 
exclusivamente ao Poder Executivo. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “É comum a concepção de governo eletrônico como instrumento 
de transparência e accountability dos governos (Otávio Prado, 2009). A transparência 
viabilizada pela internet inclui a disponibilização de todo o tipo de informação sobre: 
o Governo, a Administração, a estrutura de governo e dos órgãos, o processo decisório, as 
políticas públicas, as contratações e compras públicas em geral, a prestação de contas dos 
recursos utilizados, legislação etc. A disponibilização da prestação de contas através da 
internet proporciona a transparência da gestão governamental no contexto democrático, e é 
uma forma de concretização do accountability governamental. 
A transparência é inerente aos Estados democráticos modernos; insere-se no bojo da 
democracia. Para José Jardim (2008), “um dos pressupostos do Estado moderno é a sua 
visibilidade social”. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
102 
 
Num ambiente democrático a sociedade tem direito a informações transparentes: 
quanto mais houver transparência nas informações, mais democráticos serão os governos e 
a sociedade. Mesmo que os cidadãos não disponham de tempo ou conhecimentos técnicos 
necessários para a fiscalização e o controle das contas de governo e demais informações 
disponibilizadas pela internet, a própria disponibilização da informação já se constitui 
numa espécie de controle”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão 312 está correta: a transparência 
disponibiliza informações aos cidadãos e serve para controle da administração pública; e a 
questão 313 está errada: a transparência é inerente ao Estado democrático (não 
Burocrático); permite aos cidadãos o acesso a informação (não entre departamentos); 
fomenta o controle social (não o controle formal); e aplica-se a todos os poderes e órgãos 
(não somente Poder Executivo). 
 
314.Esaf/Cespe/Fcc-2010/11/12. A respeito da transparência via Internet, assinale a opção 
incorreta. 
a) A divulgação de informações via internet é uma exigência dos regimes democráticos. 
b) As novas tecnologias podem facilitar a transparência, e, ao mesmo tempo, dificultar o 
controle, dependendo da linguagem utilizada. 
c) A Internet irá substituir todas as outras formas de divulgação de informações e de 
interação entre o cidadão e a administração pública. 
d) As informações em geral divulgadas pela internet, ao mesmo tempo em que aumentaram 
a transparência, podem permitir a ocultação de informações importantes. 
e) Apesar dos avanços proporcionados pela internet, sempre haverá oportunidades de 
tornar os atos e ações governamentais mais transparentes, mediante o uso de novas 
tecnologias. 
 
Comentários 
A-Verdadeira. “O Governo Eletrônico atende a “uma maior exigência da sociedade civil 
sobre transparência, participação e eficiência” (Wagner Araújo; Marco Gomes, 2006) ... A 
transparência é inerente aos Estados democráticos modernos; insere-se no bojo da 
democracia. Para José Jardim (2008), “um dos pressupostos do Estado moderno é a sua 
visibilidade social”. Num ambiente democrático a sociedade tem direito a informações 
transparentes: quanto mais houver transparência nas informações, mais democráticos 
serão os governos e a sociedade” (Paludo, 2017). 
B-Verdadeira. As novas tecnologias facilitaram/facilitam a transparência (divulgação de 
informações em geral), no entanto, se não forem divulgadas em linguajar acessível, não 
se compreenderá o teor divulgado, e nesse caso, não há como controlar aquilo que não 
se entende: prejudica o controle. 
C-Falsa. A Internet foi um avanço dos mais significativos e em nível mundial, no entanto, 
sempre haverá outras formas de interação e de divulgação. Por exemplo, para atos 
oficiais importantes é obrigatória a divulgação no Diário Oficial (da União ou do Estado). 
D-Verdadeira. “Os governos não divulgam todas as informações, mas todas as 
informações que é de seu interesse divulgar. ‘Nunca terão ido tão longe as possibilidades 
de visibilidade e também de invisibilidade do Estado (José Jardim, 2008)’” (Paludo, 2017). 
Portanto, a regra é a divulgação, mas como exceção, existe a ocultação/não-divulgação de 
informações contrárias aos interesses dos governos. 
E-Verdadeira. “Estamos apenas no começo da era do conhecimento. Há ainda um 
potencial enorme, infinito, a ser explorado na área de Tecnologia da Informação e 
Comunicação” (Paludo, 2017). Assim, com o evoluir das tecnologias, a qualquer momento 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
103 
 
poderão surgir novas e melhores formas de divulgação de informações, com vistas a 
aumentar a transparência das ações governamentais. 
 
315.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Com relação a dado, informação, conhecimento e 
inteligência: O portal brasileiro de dados abertos (www.dados.gov.br) disponibiliza diversos 
conjuntos de dados em diversos formatos como PDF, CSV, HTML e JSON. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Portal Brasileiro de Dados Abertos. A política de dados abertos 
foi instituída pelo Decreto 8777/2016, tendo como um de seus objetivos aprimorar a cultura 
de transparência pública. Dados abertos são aqueles que qualquer pessoa pode 
livremente acessá-los, utilizá-los, modificá-los e compartilhá-los para qualquer finalidade – 
com exigências mínimas quanto a sua preservação. 
O Portal dados.gov.br - portal brasileiro de dados abertos chegou com objetivo ousado: ser 
o ponto central para a busca e o acesso a dados públicos governamentais no Brasil. Em 
final de agosto de 2016, já haviam disponíveis 1.120 conjuntos de dados/informações, que 
serão disponibilizadas em diversos formatos como HTML, PDF, CSV, JSON etc. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
 
316.FCC-ACE-TCGO/2014. A certificação digital é uma forma de demonstrar e certificar a 
identidade do titular da assinatura digital. É correto afirmar que a entidade subordinada à 
hierarquia da ICP-Brasil, responsável por emitir, distribuir, renovar, revogar e gerenciar 
certificados digitais, é chamada de Autoridade Certificadora. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Ainda no que se refere à transparência eletrônica, no ano de 
2001, destaca-se a certificação digital (ICP-Brasil), definida como“atividade de 
reconhecimento em meio eletrônico que se caracteriza pelo estabelecimento de uma 
relação única, exclusiva e intransferível entre uma chave de criptografia e uma pessoa 
física, jurídica, máquina ou aplicação. Esse reconhecimento é inserido em um Certificado 
Digital, por uma Autoridade Certificadora” (Brasil, 2007). O ICP-Brasil comprova que 
você é você na internet. Essa certificação permite a divulgação das informações com mais 
fidedignidade e confiabilidade”. 
Portanto, a questão está correta: a certificação digital é realizada por meio da autoridade 
certificadora que é subordinada a ICP-Brasil. 
 
317.FUNDATEC-ContadorMunicipal-SC/2020. Acerca da transparência e da LRF: A 
responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente, em que se 
previnem riscos e se corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas. 
 
318.CETREDE-FiscalTributos-CE/2021. De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal 
Lei Complementar nº 101, são instrumentos de transparência da gestão fiscal: Os planos, 
orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; As prestações de contas, a disponibilidade 
de caixa, as demonstrações contábeis e o respectivo parecer prévio; O Relatório Resumido 
da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal. 
 
319.FGV-Administrador-Defensoria-MT/2015. Considerando os instrumentos de 
transparência da gestão fiscal, analise as afirmativas a seguir. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
104 
 
I. Transparência quanto à despesa: serão disponibilizados todos os atos praticados pelas 
unidades gestoras no decorrer da execução da despesa, no momento de sua realização, 
com a disponibilização mínima dos dados referentes ao número do correspondente 
processo, ao bem fornecido ou ao serviço prestado, à pessoa física ou jurídica beneficiária 
do pagamento e ao procedimento licitatório realizado. 
II. Transparência quanto à receita: disponibilizarão lançamento e recebimento de toda a 
receita das unidades gestoras, inclusive referente a recursos extraordinários. 
III. Transparência quanto ao patrimônio: é facultada a disponibilização das contas 
apresentadas pelo Chefe do Poder Executivo ao respectivo Poder Legislativo, durante todo 
o exercício, para consulta e apreciação pelos cidadãos e instituições da sociedade. 
 
320.FGV-Auditor-CGE-MA/2014. Quanto à transparência na Administração Pública, 
analise as afirmativas a seguir. 
IV. Incentiva a participação popular por meio de audiências públicas durante os processos 
de elaboração e discussão dos planos, das Leis de Diretrizes Orçamentárias e dos 
orçamentos. 
V. Dá pleno conhecimento e libera, em tempo real, informações pormenorizadas sobre a 
execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de acesso público. 
VI. Adota sistemas integrados de administração financeira e de controle, que atendam ao 
padrão mínimo de qualidade estabelecido pelo Poder Legislativo da União. 
 
Comentários 
As questões tratam da transparência imposta pela Lei de Responsabilidade Fiscal. 
Segundo Paludo (2020), “Efetivamente, hoje não é possível falar em transparência sem 
considerar a LRF. Se não fosse essa lei, não teríamos o nível de divulgação de 
informações públicas, principalmente sobre a gestão fiscal, a toda a população. 
A Lei de Responsabilidade Fiscal-LRF é um divisor de águas na história das finanças em 
termos de transparência das contas públicas no Brasil. Ela apresenta vários instrumentos 
de transparência da gestão fiscal, aos quais será dada ampla divulgação, inclusive em 
meios eletrônicos de acesso público: os planos, orçamentos e leis de diretrizes 
orçamentárias; as prestações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório 
Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões 
simplificadas desses documentos. 
Segundo a LRF, a transparência será assegurada também mediante: I–incentivo à 
participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos de 
elaboração e discussão dos planos, Lei de Diretrizes Orçamentárias e orçamentos; II–
liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real, de 
informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios 
eletrônicos de acesso público; III–adoção de sistema integrado de administração financeira 
e controle, que atenda a padrão mínimo de qualidade estabelecido pelo Poder Executivo da 
União e também ao seguinte: os entes da Federação disponibilizarão a qualquer pessoa 
física ou jurídica o acesso a informações referentes a: quanto à despesa: todos os atos 
praticados pelas unidades gestoras no decorrer da execução da despesa, no momento de 
sua realização, com a disponibilização mínima dos dados referentes ao número do 
correspondente processo, ao bem fornecido ou ao serviço prestado, à pessoa física ou 
jurídica beneficiária do pagamento e, quando for o caso, ao procedimento licitatório 
realizado; quanto à receita: o lançamento e o recebimento de toda a receita das unidades 
gestoras, inclusive referente a recursos extraordinários. 
A LRF ainda estabelece que as contas apresentadas pelo chefe do Poder Executivo 
ficarão disponíveis, durante todo o exercício, no respectivo Poder Legislativo e no órgão 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
105 
 
técnico responsável pela sua elaboração, para consulta e apreciação pelos cidadãos e 
instituições da sociedade”. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, temos as seguintes respostas: questão 
317e318 estão corretas; na 319-320: I.Verdadeira. Corresponde ao disposto na LRF 
referente à despesa; II.Verdadeira. Corresponde ao disposto na LRF quanto à receita; 
III.Falsa. É obrigatória a disponibilização das contas apresentadas pelo Chefe do Poder 
Executivo; IV.Verdadeira. Corresponde ao disposto na LRF quanto a participação popular; 
V.Verdadeira. Corresponde ao disposto na LRF quanto a liberação de informações em 
tempo real; VI.Falsa. Os padrões mínimos de qualidade serão estabelecidos pelo Poder 
Executivo (não pelo poder Legislativo). 
 
321.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Com relação a governança e transparência, julgue o item: O 
acesso a informação governamental pelos cidadãos é uma estratégia de promoção da 
transparência pública. 
 
322.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. Considerando as disposições da Lei 
federal n.º 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação), julgue o item: De acordo com a Lei 
de Acesso à Informação, informações a respeito de condutas praticadas por agentes 
públicos que impliquem violação dos direitos humanos não poderão ser objeto de restrição 
de acesso. 
 
323.FCC-ACE-TC-CE. A Lei de Acesso à informação, Lei no 12.527/2011, regula como 
direito obter tanto informação sobre atividades exercidas pelos órgãos e entidades, quanto 
informação contida em registros ou documentos, produzidos ou acumulados por seus 
órgãos ou entidades, recolhidos ou não a arquivos públicos, entre outras. 
 
324.CESPE-Técnico-TRE-RS/2015. Analise a opção de acordo com o disposto na Lei n.º 
12.527/2011. Entidades privadas sem fins lucrativos que recebam recursos para a 
realização de ações de interesse público somente estão submetidas à publicidade na 
parcela relativa aos recursos públicos recebidos e à sua destinação. 
 
325.VUNESP-AnalistaPPeGestão-PMSP/2015. Analise a alternativa, a respeito da Lei de 
Acesso à Informação. Estão submetidas à LAI as organizações não governamentais que 
receberem recursos públicos. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “A Lei de Acesso à Informação, Lei nº 12.527/2011, visa assegurar 
o direito fundamental de acesso à informação. Ela se aplica a todos os Órgãos e Entidades 
dos três poderes, e também às entidades privadas sem fins lucrativos que recebam 
recursos públicos (no que se refere à parcela de recursos recebidos)”. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, todas as questões estão corretas. 321, a LAI 
promove a transparência;322 se implicar em violação dos direitos humanos não pode ter 
sigilo; 323 a LAI regula o acesso a informação das atividades dos órgãos e entidades; as 
324-325 a LAI inclui entidades privadas sem fins lucrativos que recebam recursos públicos. 
 
326.CESPE-TécnicoGestãoTELEBRAS/2013. Sobre acesso a informação. É dever dos 
órgãos e entidades, mediante requerimento, a divulgação de informações de interesse 
coletivo ou geral por eles produzidas ou custodiadas. O pedido deve ser apresentado em 
formulário padrão, contendo, obrigatoriamente, nome do requerente, número de documento 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
106 
 
de identificação, especificação da informação requerida, motivo determinante da solicitação 
e endereço do requerente. 
 
327.FCC-JulgadorAdm.Tributário-PE/2015. Suponha que a Secretaria da Fazenda tenha 
contratado uma consultoria especializada para revisar seu fluxo de processos, objetivando 
diminuir o intervalo de tempo verificado entre as autuações e o encaminhamento para 
ajuizamento das correspondentes execuções fiscais. Determinado cidadão solicitou cópia 
do procedimento de contratação da consultoria, do respectivo contrato e também dos 
estudos realizados pela consultoria. De acordo com a legislação que disciplina o acesso à 
informação, o acesso às informações solicitadas independe de justificativa, sendo 
necessária, contudo, a identificação do requerente. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “A Lei no 12.527/2011 (e o Decreto 7724/2012) visam assegurar o 
direito fundamental de acesso à informação ... Além disso, a referida lei também obriga que 
os órgãos e entidades públicas, independentemente de requerimento, divulguem em local 
de fácil acesso, as informações de interesse coletivo ou geral por eles produzidas ou 
custodiadas. Além de outros meios, é obrigatória a divulgação dessas informações em sítios 
oficiais na internet. 
Segundo o artigo 12º do Decreto 7724/2012, o pedido de acesso à informação não precisa 
conter o motivo determinante da solicitação. O artigo 10º, § 1º, é claro: para o acesso a 
informações de interesse público, a identificação do requerente não pode conter exigências 
que inviabilizem a solicitação. 
Sob a égide dessa lei, qualquer interessado poderá requerer informação sem a 
necessidade de justificativas, inclusive as relacionadas à remuneração recebida pelos 
servidores públicos em sentido amplo, que deverão ser atendidas de imediato, ou no prazo 
máximo de vinte dias”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão 326 está errada; porque a divulgação 
de informações de interesse coletivo ou geral é uma obrigação que independe de 
requerimento, e porque não há obrigatoriedade de registrar o motivo pelo qual a informação 
foi solicitada; e a questão 327 está certa porque as exigências para o acesso a informações 
não podem inviabilizar sua solicitação. 
 
328.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. A Lei n. 12.527, de 2011, assegura o 
direito fundamental de acesso à informação e deve ser executado em conformidade com os 
princípios básicos da administração pública. O acesso a informações públicas será 
assegurado mediante a criação de serviço de informações ao cidadão, em local com 
condições apropriadas para atender e orientar o público quanto ao acesso a informações. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “O acesso à informação será assegurado mediante: I–criação de 
serviço de informações ao cidadão, nos órgãos e entidades do poder público, em 
local com condições apropriadas para: atender e orientar o público quanto ao acesso 
a informações; informar sobre a tramitação de documentos nas suas respectivas unidades; 
protocolizar documentos e requerimentos de acesso a informações; e II–realização de 
audiências ou consultas públicas, incentivo à participação popular ou a outras formas de 
divulgação”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão está correta: os órgãos e entidades 
devem assegurar o direito de acesso à informação assegurando as condições necessários. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
107 
 
 
329.FCC-AuditorPI/2015. Determinado cidadão solicitou à dirigente de órgão integrante da 
Administração pública informações sobre ato praticado pela referida autoridade, consistente 
na contratação de instituição especializada para a realização de auditorias em contratos 
celebrados pelo referido órgão. De acordo com as disposições da Lei nº 12.527/2011, que 
disciplina o acesso à informação, a referida autoridade administrativa não poderá negar a 
disponibilização das informações relativas à contratação, bem assim dos resultados das 
auditorias realizadas. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Salvo alguns casos de sigilo e de informações imprescindíveis à 
segurança da sociedade ou do Estado – o acesso às demais informações encontram-se 
assegurado por esta lei”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão está correta: devem ser 
disponibilizadas as informações relativas à contratação porque não se trata de caso de 
sigilo; bem como porque é uma imposição da LRF a publicação de informações acerca das 
contratações (despesas públicas). 
 
330.AugustinhoPaludo/2020. Acerca da transparência na administração pública. Se 
comparada com o período de Governos anteriores, a transparência na administração 
pública diminuiu com o Governo Bolsonaro. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Registre-se, no entanto, que a transparência diminuiu no 
Governo Bolsonaro, restringindo, inclusive pontos da própria LAI, conforme Decreto 
9690/2019. Segundo Michener e Mohallen (2020), houve proliferação de ações contrárias à 
transparência no primeiro escalão do Governo, incluindo o Presidente. Lopes (2020, p. 
95e104) afirma que a “administração do governo Bolsonaro é marcada por acusações de 
manipulação e ocultação de dados”, e que “Bolsonaro acumula um vasto acervo de 
medidas que emolduram obstáculos à transparência”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão está correta: a transparência pública 
diminuiu com o Governo Bolsonaro. 
8. COMUNICAÇÃO E REDES 
331.COPESE.Assessor-Legisl/Adm-PI/2020. Sobre a comunicação nas organizações, 
analise a afirmativa: A comunicação é de suma importância para a realização das atividades 
na organização, sem uma boa comunicação é difícil conseguir uma administração eficiente. 
 
332.CONSULPLAN.AssessorStoAmaro-SP/2020. A respeito da comunicação nas 
organizações, analise a afirmativa: A Comunicação é utilizada por organizações para 
disseminar assuntos de seu interesse, interna ou externamente. 
 
333.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Acerca da comunicação, analise a 
afirmativa a seguir: são propósitos da comunicação organizacional proporcionar informação 
e compreensão necessárias à condução das tarefas, e proporcionar motivação, cooperação 
e satisfação nos cargos. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
108 
 
334.CESPE-AnalistaAdministrativo-ANTT/2013. Acerca da Comunicação. Considere que 
um gestor público tenha transmitido uma ordem aos seus funcionários e não tenha recebido 
feedback. Nessa situação, não houve processo de comunicação, visto que o gestor não 
pôde avaliar o correto entendimento da orientação recebida. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “O sistema de comunicação de uma organização é a forma pela 
qual as informações necessárias ao funcionamento da estrutura organizacional são 
transmitidas a todos os interessados, e que permite a integração de todos em torno de 
objetivos comuns. O que comunicar, quem deve comunicar, qual o momento adequado e 
qual o meio a ser utilizado para comunicar são questões que precisam ser definidas 
previamente, a fim de que a comunicação possa ser eficiente e eficaz. 
A comunicação interna (ou administrativa) ... facilitar o relacionamento, a interação e a 
flexibilidade. Dissemina os objetivos organizacionais, facilita a troca deinformações, 
contribui para que haja um clima propício e favorável no ambiente de trabalho, reforça a 
confiança, fortalece o comprometimento das pessoas, e informa os programas e ações a 
serem executados. 
A simples transmissão da informação sem o recebimento é o mesmo que não 
comunicar. O processo de comunicação somente se completa com o recebimento e o 
entendimento da mensagem pelo destinatário”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas. 331 comunicação é 
importante e indispensável para uma administração eficiente; 332 a comunicação dissemina 
informações interna e externamente; 333 comunicação transmite a todos a informação 
necessária à execução das tarefas e proporciona cooperação e motivação; e a 334 se não 
houver feedback não houve a comunicação: não dá para saber se o destinatário entendeu a 
mensagem da forma como foi transmitida. 
 
335.CESPE-AnalistaComunicação-STJ/2015. No que se refere às novas tecnologias da 
comunicação. No ciberespaço, a convergência de mídias também pode ser entendida como 
hibridização de tecnologias e linguagens. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Com as novas tecnologias e o advento da era da informação, há 
uma grande produção e recepção de informações em tempo real; há uma constante 
troca de informações com atores mais participativos, mais críticos e mais bem informados. 
As tecnologias da informação facilitaram e intensificaram a comunicação institucional e 
pessoal, ao proporcionarem uma variada gama de opções como: aplicativos de texto, 
editoração eletrônica, bancos de dados, transmissão de documentos via fax, mensagens e 
arquivos via e-mail, consultas diversas através da internet, TV digital e TV a cabo com 
telejornais 24hs por dia; e houve convergência de mídias, tecnologias e linguagens”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão está correta: houve hibridização e 
convergência de mídias, tecnologias e linguagens. 
 
336.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Acerca da comunicação, analise a 
afirmativa a seguir: a comunicação nas organizações apresentam-se de forma diferenciada, 
podendo ser formais ou informais, orais ou escritas, ascendentes, descendentes e laterais. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
109 
 
337.FCC-AnalistaAdm-TJAP/2014. A Comunicação Interna utilizada na gestão 
organizacional é caracterizada por utilizar como veículos relatórios, circulares, boletins, 
folhas soltas, folhetos completos, folders, jornais, revistas, manuais de instrução e apostilas. 
 
338.FGV-AssistenteAdm-Defensoria-MT/2015. Sobre os tipos de comunicação 
organizacional, analise a afirmativa a seguir: uma comunicação entre departamentos ou 
entre setores é um exemplo de comunicação horizontal. 
 
339.CESPE-AnalistaAdministrativoTJ-CE/2014. Com relação ao processo de 
comunicação organizacional. A resolução de problemas intradepartamentais, a 
coordenação interdepartamental e as iniciativas de melhoria e mudança ensejam 
comunicação organizacional do tipo horizontal ou lateral. 
 
340.FGV-AssistenteAdm-Defensoria-MT/2015. Sobre os tipos de comunicação 
organizacional, analise a afirmativa a seguir: uma sugestão de melhoria é um tipo de 
comunicação ascendente, e uma instrução de trabalho é um exemplo de comunicação 
descendente. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “A comunicação organizacional é um sistema que compreende 
o fluxo de informações entre a organização e seu ambiente interno e externo, e que permite 
à organização funcionar de forma integrada e eficaz. 
A comunicação administrativa é responsável pela circulação das informações em uma 
organização. É um instrumento de coerência e coesão organizacional, que se encontra 
presente tanto nas instituições públicas quanto nas empresas privadas. 
A comunicação interna (ou administrativa) percorre todas as áreas e ajuda a construir a 
própria cultura e a identidade organizacional, além de facilitar o relacionamento, a interação 
e a flexibilidade. Contribui para que haja um clima propício e favorável no ambiente de 
trabalho, reforça a confiança, fortalece o comprometimento das pessoas, e informa os 
programas e ações a serem executados. 
A comunicação externa é a que torna a empresa conhecida perante o mercado, às 
instituições e a sociedade. A comunicação institucional (interna ou externa) é a 
responsável pela formação da imagem pública das organizações e ocorre mediante a 
divulgação de sua missão, visão, valores e crenças, e filosofias, etc. 
A comunicação pode ser formal ou informal. A formal segue uma hierarquia dentro da 
empresa, respeitando a administração, os valores existentes e os objetivos estabelecidos (é 
utilizada para tornar a organização conhecida). A informal não possui regra alguma, 
passando até mesmo por cima das autoridades constituídas (rádio corredor). 
A comunicação apresenta diversos fluxos: horizontal – realizada entre unidades 
organizacionais diferentes, mas de mesmo nível hierárquico; vertical – realizada entre 
níveis diferentes dentro da mesma organização, ou em unidades organizacionais em que 
uma seja superior a outra (matriz x filial); diagonal/transversal – realizado entre unidades 
organizacionais e níveis diferentes; lateral ocorre entre funcionários/equipes/departamentos 
distintos; ascendente – ocorre de baixo para cima; descendente – ocorre de cima para 
baixo”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, todas as questões estão corretas. A 336 por 
especificar as várias formas de comunicação organizacional; a 337 por detalhar 
instrumentos utilizados pela comunicação interna; a 338 por citar exemplo de comunicação 
horizontal; a 339 porque a comunicação horizontal ou lateral pode ocorrer intra ou entre 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
110 
 
departamentos; e a 340 por apresentar exemplos válidos de comunicação ascendente e 
descendente. 
 
341.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. A respeito da comunicação 
organizacional. A comunicação interna, sob suas diferentes formas: gerencial, 
administrativa, jornais internos, intranet deve atuar de forma integrada, fortalecendo os 
sustentáculos da imagem institucional. 
 
342.CESPE-AnalistaComunicação-INCA/2010. Acerca da comunicação. A comunicação 
integrada faz uso de práticas e ferramentas das áreas de relações públicas, jornalismo e 
publicidade para construir redes formais e informais de comunicação nas instituições. 
 
343.CESPE-AnalistaComunicaçãoINPI/2013. Acerca da comunicação. A comunicação 
integrada compreende as diversas modalidades comunicacionais, como a comunicação 
interna, a administrativa, a institucional e a mercadológica. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “A comunicação fragmentada evoluiu para a comunicação 
integrada, estabelecida com base numa política única e global, em que todas as áreas 
formam um processo único de comunicação, que inclui desde o planejamento da 
imagem institucional, seus atributos, os objetivos da comunicação, os diversos públicos, os 
planos de ação, o discurso e o feedback. Deve existir sinergia entre todos os 
envolvidos, e antecipadamente deve ser definido o que comunicar, como comunicar, 
quando comunicar e quem são os responsáveis pela comunicação: inclui também as 
redes formais e informais. Segundo Patrícia Almeida (2005), quando se trabalha a gestão 
integrada, “a organização constrói uma identidade corporativa forte e sintonizada com a 
sociedade contemporânea, fortalecendo seu conceito institucional diante de todos os 
públicos e a opinião pública”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas porque a 
comunicação integrada abrange vários canais e visa fortalecer a imagem institucional; tanto 
envolve a participação de diversas áreas/atores e a interação/construção de redes formais e 
informais; como compreende a comunicação interna, a administrativa, a institucional e a 
mercadológica. 
 
344.CEBRASPE-AssistenteAdministrativo/2020. Acerca da comunicaçãoorganizacional. 
O processo de comunicação nas organizações ocorre efetivamente quando a mensagem é 
interpretada pelo receptor. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A simples transmissão da informação sem o recebimento é o 
mesmo que não comunicar. O processo de comunicação somente se completa com o 
recebimento e o entendimento da mensagem pelo destinatário”. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
 
345.CEBRASPE-AssistenteAdministrativo/2020. Acerca da comunicação organizacional. 
Quando a compreensão do receptor sobre a mensagem não coincide com o significado 
emitido pelo emissor da mensagem, caracteriza-se um ruído na comunicação. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
111 
 
346.IDIB-AssistenteAdministrativo-TO/2020. Acerca do processo de comunicação, 
analise a afirmativa a seguir: o feedback pode ser utilizado como forma de verificar se a 
pessoa entendeu ou não a mensagem enviada. 
 
347.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Acerca da comunicação, analise a 
afirmativa a seguir: Um processo de comunicação é unidirecional e torna-se eficaz quando o 
destinatário decodifica a mensagem e agrega-lhe um significado próximo à ideia que a fonte 
tentou transmitir. 
 
348.CESPE-AnalistaComunicaçãoSERPRO/2013. Na transmissão de uma mensagem 
entre emissor e receptor, dada a possibilidade de ruído no canal, certo grau de redundância 
é fundamental para garantir a recuperação do sentido pela audiência. 
 
349.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Acerca da comunicação, analise a 
afirmativa a seguir: O processo de comunicação pode ser eficiente e eficaz. A eficiência se 
relaciona com os meios utilizados e a eficácia com o objetivo de transmitir uma mensagem 
com significado. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “A comunicação pode ser vista como um processo composto 
por várias etapas, aqui apresentadas em maior número, com a finalidade de facilitar a 
compreensão desse processo: Emissor/Fonte: é a pessoa que, desejando se comunicar, 
emite a mensagem para a outra parte; Mensagem: é o conjunto de símbolos, é a ideia que 
o emissor quer transmitir; Codificador: é o meio ou equipamento utilizado para converter a 
mensagem em código passível de ser transmitido; Transmissor: é o meio ou aparelho 
utilizado para transportar a mensagem do emissor/fonte ao canal; Canal: é o meio de 
transmissão da mensagem entre a fonte e o destino; Decodificador: é o meio ou aparelho 
que decodifica a mensagem e a torna compreensível; Receptor/Destino: é a pessoa para 
quem a mensagem foi enviada. É o destinatário da mensagem, que deve recebê-la e 
compreendê-la; Feedback: é a parte da resposta do receptor que retorna ao emissor, e 
permite confirmar se a mensagem foi corretamente compreendida; Ruído: é toda 
interferência estranha à mensagem que torna a comunicação menos eficaz: pode ser 
barulho, informação ambígua, canal inadequado, aparelho com defeito etc. 
 
Em todo processo de comunicação sempre existe algum ruído”. 
Como visto já visto, a comunicação deve ser “eficiente e eficaz”: a eficiência por ser 
medida interna refere-se aos meios e a eficácia por ser medida externa refere-se aos 
resultados/objetivos - transmitir a mensagem ao receptor/destino. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: 345 está correta: 
corresponde a um ruído na comunicação; 346 está correta: feedback serve para confirmar 
se a pessoa entendeu a mensagem; 347 está errada: processo de comunicação é bi ou 
multidirecional; 348 está correta: toda comunicação existe algum tipo de ruído 
Processo de Comunicação Simplificado
R
uí do R
uí do
Emissor/fonte Mensagem Receptor/Destino
R
uí
do Feedback
R
uí
do
Ruído
Ruido
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
112 
 
(redundância é utilizada nas organizações como forma de amenizar os ruídos e melhorar a 
comunicação); e a 349 está correta: a comunicação pode ser eficiente e eficaz. 
 
350.FCC-AgenteComunicação-DefensoriaSP/2015. Sobre comunicação. A prática 
profissional de um comunicólogo em uma instituição pública pauta-se por uma abordagem 
que promova o exercício da cidadania. 
 
351.CESPE-AnalistaComunicaçãoINPI/2013. Acerca da comunicação pública. 
Comunicação pública é um conceito com múltiplos significados, mas uma acepção 
pertinente para as relações públicas é a de comunicação no âmbito da sociedade civil 
organizada. 
 
352.CESPE-AnalistaPlanejamento-ABIN/2010. Considerando o processo de comunicação 
na gestão pública: a publicidade de utilidade pública deve vincular-se a objetivos sociais de 
inquestionável interesse público e assumir caráter educativo, informativo ou de orientação 
social. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “A comunicação pública insere-se no contexto democrático, 
em que participam ativamente todos os setores da sociedade. A retomada da democracia 
em 1985 constituiu fator determinante para o desenvolvimento da comunicação pública, 
haja vista a repressão existente no regime militar. No contexto democrático a sociedade 
tem direito à informação. Pierre Zemor (2009) entende que a comunicação pública “é troca 
e compartilhamento de informações de utilidade pública ou de compromissos de interesses 
gerais”. 
A comunicação pública compreende não somente a comunicação praticada pelos entes 
públicos, mas principalmente a que ocorre em espaços públicos comuns, envolvendo 
governos, seus órgãos, entidades paraestatais e não governamentais, e a sociedade em 
geral, e que de alguma forma envolve o interesse público. Para Maria Oliveira (2004), o 
papel da comunicação pública é servir de interlocutora entre estes diferentes entes sociais. 
Os meios de comunicação serão os elos entre as instituições públicas e os demais atores 
participantes. 
O interesse público permeia toda a comunicação pública. No aspecto social, busca 
aproximar setores diferentes da sociedade, conscientizar e educar a população sobre seus 
direitos e deveres, e sobre a importância de sua participação no meio público. 
A comunicação pública pode ser vista como um “bem público”, assim, a informação e 
o conhecimento devem ser acessíveis a toda a sociedade. A comunicação pública 
acontece no “espaço público”, onde a cidadania se fortalece. A sociedade civil influencia 
a atuação e a comunicação pública ao apresentar suas necessidades, lutar contra injustiças 
e exigir direitos e respeito aos valores sociais. 
De acordo com o § 1º, do artigo 37, da CF/1988, a publicidade dos atos, programas, obras, 
serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou 
de orientação social”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, as três questões estão corretas: todas 
diretamente abordadas pelo texto acima. 
 
353.FCC-AnalistaAdministrativo-TRT4/2011. Sobre comunicação. Para reduzir as 
dificuldades de comunicação nas organizações públicas derivadas do padrão burocrático de 
gestão é recomendável fortalecer os fluxos laterais ou horizontais de informação. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
113 
 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “A comunicação governamental deve auxiliar na transformação 
gradativa da cultura burocrática, ainda dominante na gestão pública, para a nova cultura 
gerencial democrática, em que seja valorizada a contribuição de todos os indivíduos na 
construção de significados comuns. 
Em regra, tanto a comunicação lateral como a horizontal são internas: a lateral ocorre 
entre funcionários/equipes/departamentos distintos, enquanto que a horizontal ocorre 
numa mesma equipe/departamento de trabalho de mesmo nível hierárquico (para alguns 
autores a comunicação horizontal pode também ocorrer entre departamentos/unidades 
organizacionais de mesmo nível hierárquico)”. 
Portanto, a questão está correta: fortalecer e melhorar os fluxos laterais ou horizontais de 
informação significa melhorar a comunicação intra e entreequipes/departamentos/ 
unidades organizacionais. 
 
354.ESAF-AFC-CGU/2012. A expressão “Comunicação Pública” é utilizada em vários 
sentidos. Um dos mais utilizados, inclusive no Brasil, designa as ações de comunicação 
social das várias esferas do poder público. 
I. A comunicação pública é uma forma de construir a agenda pública, prestar contas, 
mobilizar a população para a execução de políticas públicas e promover o debate público. 
II. A comunicação promovida pelos governos de quaisquer níveis se utiliza de diversos 
instrumentos, inclusive de campanhas publicitárias e de utilidade pública. 
III. As ações de comunicação desenvolvidas pelos governos tradicionalmente envolvem o 
uso dos meios de comunicação social (a mídia), mas recentemente passou a utilizar 
também instrumentos comuns na comunicação corporativa como os 0800, call centers, e as 
chamadas novas mídias. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “A comunicação pública compreende, não somente a 
comunicação praticada pelos entes públicos, mas principalmente a que ocorre em 
espaços públicos comuns, envolvendo governos, seus órgãos, entidades paraestatais e 
não governamentais e a sociedade em geral, e que de alguma forma envolvem o interesse 
público. O interesse público permeia toda a comunicação pública, que utiliza os mais 
variados canais para informar, ser informada, debater e tomar decisões de interesse 
público. 
O objetivo principal da comunicação pública é informar, mas também são seus 
objetivos educar, sensibilizar, mobilizar, interagir: informar a sociedade em geral sobre a 
atuação do Governo; informar sobre a utilização dos recursos públicos; educar a sociedade 
sobre as questões de interesse geral; criar um canal que permita estabelecer uma relação 
de diálogo com os cidadãos e a sociedade. 
A comunicação pública tem participação dos entes públicos das três esferas. 
Promove/fomenta o debate público, ajuda a construir a agenda pública e utiliza os mais 
diversos canais/meios/instrumentos disponíveis”. 
Portanto, as três afirmativas são verdadeiras – todas compreendidas no texto acima. Resta 
claro que a comunicação pública compreende o contido na afirmativa I; e que a 
comunicação promovida pelos governos utiliza os mais variados instrumentos (afirmativa II) 
e soluções proporcionadas pelas tecnologias para suas campanhas publicitárias e de 
utilidade pública; dentre eles encontram-se os 0800, call centers, etc (afirmativa III). 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
114 
 
355.FCC-AnalistaAdministrativo-TRT15/2013. A finalidade da Comunicação 
Governamental, segundo PALUDO (2010), deve contemplar 
a) todas as ações e atividades desempenhadas pelo governo e seus órgãos para 
apresentar as informações e a prestação de contas. 
b) a estratégica de planejamento voltada ao contexto de uma empresa, utilizando a 
assessoria de imprensa e a comunicação interna. 
c) o processo político de interação no qual prevalecem a expressão, a interpretação e o 
diálogo. 
d) os sistemas de transmissão de mensagens para um público vasto, disperso e 
heterogêneo, utilizando áreas da imprensa periódica, rádio, televisão e cinema. 
e) o estabelecimento da comunicação em um ambiente eticamente desafiador, rapidamente 
mutável, politicamente sensível, movido a conflitos, culturalmente diversificado, utilizando 
mídias digitais e tradicionais. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2010,2017), “A comunicação governamental contempla todas as ações 
e atividades desempenhadas pelos governos, seus órgãos e entidades, com a finalidade de 
apresentar para a opinião pública as informações de seu interesse, e a prestação de contas 
de sua atuação”. 
Portanto, a alternativa A é a verdadeira e a resposta da questão, pois indica direta e 
assertivamente o conteúdo da comunicação governamental. 
Obs: Essa questão 355, como dezenas de outras, cita diretamente o meu nome/trechos 
de meu livro Administração Pública, em 9 bancas diferentes. Se considerar a utilização 
em discursivas e para manter/alterar resposta de questões, esse número é ainda maior. 
 
356.AugustinhoPaludo/2016. Julgue a afirmativa: a comunicação Pública e a comunicação 
Governamental têm o mesmo significado e aplicação prática. 
 
357.CESPE-AnalistaComunicaçãoINPI/2013. Acerca da comunicação. A comunicação 
pública confunde-se com o conceito de comunicação publicitária e segue o modelo da bala 
mágica, ou da agulha hipodérmica, por sua capacidade de gerar respostas imediatas e 
mecânicas. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “A comunicação pública é mais ampla do que a comunicação 
governamental. Importante papel desempenhado pela comunicação governamental, além 
de proporcionar a transparência das decisões e ações governamentais, é conscientizar os 
cidadãos para as ações públicas, para a importância de sua participação individual na 
construção do coletivo. Embora preocupada com fatos, a comunicação governamental 
contempla mais que a divulgação das decisões e ações de governo e a prestação de 
contas: contempla o estímulo para o engajamento da população na vida pública. 
Somos da opinião que a comunicação política ou de marketing não é pública, visto que 
não atende aos interesses públicos, mas aos interesses específicos de políticos 
(governantes ou não)”. 
Portanto, as duas questões estão erradas; a primeira porque, embora semelhantes e com 
aspectos comuns, comunicação pública e comunicação governamental não têm o mesmo 
significado e aplicação prática: o interesse público permeia a comunicação pública, e o 
interesse dos governos (interesses públicos e políticos) permeia a comunicação 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
115 
 
governamental; e a segunda porque comunicação publicitária/marketing é diferente de 
comunicação pública: ela não atende ao interesse público, mas interesses específicos. 
 
358.AugutinhoPaludo/2020. Acerca do conteúdo das comunicações. As Fake News 
sempre existiram, contudo elas aumentaram na última década. A solução, no entanto, não 
está no cerceamento da comunicação, mas no combate a quem delas se utiliza. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2021), “O mais novo desafio para as comunicações e a liberdade de 
expressão são as falsas notícias (fake news). Embora não se trata de algo novo (Tamara 
Pinto, 2020), as informações falsas se agigantaram em tamanho e velocidade nas 
redes sociais, causando danos morais e financeiros, e também para a coletividade. 
As Fake News existem hà muito tempo; no entanto, se agigantaram em tamanho e 
velocidade nas últimas décadas. A solução não deve se concentrar no cerceamento e 
limitação da liberdade de expressão e comunicação; mas na investigação e punição de 
quem as elabora, divulga e delas se beneficia, assim como das plataformas, jornais e outras 
bases que reiteradamente as publicam”. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
 
Redes 
359.AOCP-GestorPúblico-Uberlândia/2015. As redes de cooperação são teias flexíveis e 
abertas de relacionamento que compartilham os mais diversos recursos e necessidades 
entre os entes que a compõem. Com relação às redes de cooperação: compartilham 
confiança e cumplicidade; possuem interesses e projetos comuns; possuem respeito mútuo 
e conflitos administráveis; são heterogêneas, competem e colaboram entre si ao mesmo 
tempo. 
 
360.CESPE-EspecialistaGestãoTELEBRÁS/2013. Acerca de redes. A rede, uma estrutura 
de comunicação e de gestão aberta e dispersiva, pode ser expandida de forma ilimitada, 
haja vista o contexto vivenciado pelas organizações que a compõem. 
 
361.CESPE-AnalistaComunicaçãoSERPRO/2013. Acerca de redes. O uso das redes 
sociais digitais nas organizações intensifica a comunicação horizontal ou lateral entre pares 
ou pessoas com interesses ou posições semelhantes. 
 
362.FCC-AnalistaAdministrativoMP-AM/2013. A respeito de redes. As redes 
organizacionais possuem como característica, dentre outras, um modelo de gestãohorizontal, com compartilhamento de conhecimentos. 
 
363.FCC-AnalistaAdministrativoTRT1/2013. A respeito de redes. As redes 
organizacionais podem ser estabelecidas entre diferentes pessoas e/ou instâncias de uma 
mesma organização, entre organizações e seus diferentes clientes externos e entre 
diferentes organizações públicas. 
 
364.FCC-TécnicoFES-MG/2013. Sobre as denominadas redes organizacionais, é correto 
afirmar que correspondem a uma teia de relacionamentos, elos e conexões construídos e 
utilizados para o benefício das pessoas e membros da organização. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
116 
 
365.FCC-AnalistaAdministrativo-TRT9/2013. A estratégia de redes representa um grande 
potencial de aumento da efetividade da gestão pública. Esta afirmativa é verdadeira, desde 
que seja evitado o problema típico na gestão de redes organizacionais que é a indefinição 
na responsabilização pela obtenção dos resultados. 
 
366.CESPE-AnalistaAdministrativo-CADE/2014. Acerca da gestão de redes 
organizacionais. A gestão de redes organizacionais pressupõe a existência de uma 
autoridade central e a definição de um único objetivo organizacional. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Redes são organizações temporárias (várias organizações 
independentes - ou organizações e demais atores) conectadas pela Tecnologia da 
Informação, com compartilhamento de competências, ideias, soluções, infraestrutura, 
processos - e muita colaboração -, com vistas à resolução de problemas ou a obtenção de 
ganhos de toda espécie. 
Uma rede é uma estrutura de comunicação e de gestão aberta, dispersiva, dinâmica, 
moderna e ‘capaz de se expandir de forma ilimitada’: é a estrutura atual das organizações 
modernas. É um espaço em que as pessoas e grupos interagem, compartilhando ideias e 
recursos de forma ágil e eficiente, para encontrar soluções para os problemas ou visando 
alcançar objetivos comuns. 
Redes são formas superiores de organização, que tendem para a excelência, pois 
promovem inovações, trabalham com flexibilidade, com cooperação e envolvimento 
pessoal. Em rede, a atividade de cada participante é fortalecida, e nelas há espaço, 
inclusive, para conflitos administráveis e competição positiva. 
As redes podem ser intra e interorganizacionais. As intraorganizacionais ultrapassam os 
antigos departamentos e unem a empresa como um todo, tanto em busca de soluções 
gerais quanto específicas. Essa interação entre as diversas equipes ou grupos facilita a 
adaptação às constantes mudanças no ambiente. As interorganizacionais alcançam 
outras empresas diversas que estão dispostas a cooperarem entre si, numa espécie de 
“governança em rede”, em que a colaboração permite adquirir competências novas e de alto 
valor para o incremento de sua competitividade. Parcerias, acordos, contratos e joint 
ventures também fazem parte desse contexto. Para Manuel Castells (1999), “a cooperação 
e os sistemas em rede oferecem a única possibilidade de dividir custos e riscos, bem como 
manter-se em dia com a informação constantemente renovada”. 
Redes utilizam o modelo de gestão horizontal, definida por Herman Bakvis e Luc Juillet 
(2004) como: “a coordenação e gestão de um conjunto de atividades entre duas ou mais 
unidades organizacionais, em que as unidades em questão não exercem controle 
hierárquico sobre as outras e cujo objetivo é gerar resultados que não podem ser 
alcançados isoladamente por elas”. 
Os diversos atores sociais trabalham em rede de forma coletiva: organizações, 
sociedade civil em geral, intelectuais, lideranças políticas e sociais, e voluntários, que 
interagem em busca de soluções que permitam melhores resultados para toda a população. 
“Mobilizam-se em torno de temas que afetam o dia a dia, reforçando a colaboração e a 
solidariedade como instrumentos eficazes para a ação e a experimentação de novas formas 
de resolução de problemas” (Pedro Jacobi, 2000). 
O conceito de rede também pode ser visto como uma forma ampliada da teoria de 
sistemas, em que as relações incluem entidades públicas, organizações privadas, 
fornecedores, usuários dos serviços e consumidores em geral, e onde a atuação de um 
participante influencia a atuação dos demais. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
117 
 
As redes são tidas como formas modernas e superiores de se administrar. Afirmam os 
autores que alguns dos resultados obtidos em redes somente as melhores empresas do 
mercado poderiam alcançar, e que as redes têm vantagens extras, como a possibilidade 
de realizar trocas sem estarem sujeitas aos riscos e incertezas de mercado; e que os 
agentes comportam-se de acordo com a coordenação, sem a necessidade da rigidez das 
estruturas burocráticas. 
As redes são mais flexíveis, se adaptam mais facilmente às mudanças e se mostram 
capazes de cumprir diferentes funções, que incluem tanto a função estratégica, no que se 
refere à redução da incerteza em relação à atitude dos demais atores, parceiros e 
competidores, ou relacionadas ao aumento da competitividade; quanto a função 
instrumental, de melhorar a eficácia dos resultados esperados. 
A marca central das ações em rede é a cooperação, obtida através da confiança entre os 
diversos atores autônomos e interdependentes, mas que trabalham como um grupo, por 
determinado período de tempo, respeitando e considerando os interesses dos parceiros, 
cientes de que as redes são um caminho para o alcance de seus objetivos particulares. 
Mas trabalhar em redes também apresenta dificuldades como: necessidade de conhecer 
as tecnologias, capacidade de resignação, capacidade para desenvolver projetos conjuntos, 
pensamento participativo e coletivo, respeito às adversidades. 
Registre-se, ainda, que por terem muitos atores envolvidos, fica difícil identificar com 
precisão quem é o responsável pela utilização dos recursos e pela obtenção dos 
resultados. Sem essa definição precisa a accountability (prestação de contas e 
responsabilização pelos resultados) fica prejudicada”. 
Portanto, as questões 359a365 estão corretas, cujas respostas são facilmente 
identificadas no texto acima; e a questão 366 está errada: não existe uma autoridade 
central nas redes de gestão e comunicação. 
 
367.FCC-AnalistaAdministrativo-TRT19/2014. A organização em forma de rede é um 
fenômeno importante nas estruturas sociais e organizacionais contemporâneas, tendo como 
característica: 
A) adoção de modelo de gestão verticalizado, com coordenação estruturada para evitar a 
dispersão de informações. 
B) presença de estruturas rígidas de divisão do trabalho e circulação das informações em 
uma cadeia ramificada de comunicação. 
C) apresentar estruturas com pouca dispersão e concentração do trânsito de informações e 
um único canal de comunicação. 
D) modelo de gestão da comunicação hierarquizado de acordo com os papeis que os 
agentes desempenham na organização. 
E) serem policêntricas, com autonomia dos participantes, compartilhamento de 
conhecimentos e cooperação. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Redes são organizações temporárias (várias organizações 
independentes – ou organizações e demais atores) conectadas pela Tecnologia da 
Informação, com compartilhamento de competências, conhecimentos, ideias, soluções, 
infraestrutura, processos -e muita colaboração-, com vistas à resolução de problemas ou à 
obtenção de ganhos de toda espécie. 
As redes são policêntricas e não se adaptam às formas tradicionais de controle, mas 
utilizam alternativas mais democráticas como autonomia, flexibilidade e coordenação. 
A marca central das ações em rede é a cooperação ... Cabe destacar, ainda, que as 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
118 
 
redes, em regra, preservam a autonomia dos parceiros e facilitam o aprendizado”. 
Portanto, de forma inequívoca, a alternativa E é a correta e a resposta da questão. 
 
368.FCC-AnalistaAdm-TRT-RS/2015.As redes organizacionais envolvem a agregação de 
múltiplos atores e interação para compartilhamento de ideias e recursos de forma ágil e 
eficiente. O Estado-rede combina vários princípios da atuação Administrativa, incluindo: 
I. Subsidiariedade: o Estado deve ser substituído pela sociedade quando sua atuação não 
seja essencial. 
II. Flexibilidade: estrutura administrativa flexível para adaptação às mutações internas e 
externas. 
III. Centralização: existência de um canal exclusivo de comunicação, com vistas a evitar a 
dispersão de esforços. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “O Estado-rede combina vários princípios de atuação 
administrativa: subsidiariedade – o Estado deve ser substituído pela sociedade em tudo o 
que não seja essencial; adoção de tecnologias – modernizar a gestão pública mediante 
investimentos em equipamentos, softwares e treinamento de pessoal; transparência – 
tornar públicas as ações/decisões como medida para combater a corrupção e o nepotismo 
(atuação conjunta dos órgãos de controle e da sociedade); participação dos cidadãos – 
fomento à participação dos cidadãos com vistas ao fortalecimento da democracia, aumento 
da legitimação dos governos e formação de novos canais de comunicação; novos agentes 
da administração – capacitar os servidores públicos e remunerá-los melhor do que a 
iniciativa privada, a fim de atrair os melhores profissionais; flexibilidade – estrutura 
administrativa flexível para adaptação às constantes e diversas mutações nacionais e 
globais; coordenação –estabelecer meios de cooperação entre as instituições públicas e os 
demais atores; aprendizado – aprender com os erros constatados, e utilizá-los para 
aperfeiçoar a gestão. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, os itens I e II estão corretos. O item III está 
errado porque não existe centralização, mas participação, flexibilidade e coordenação. 
 
369. CESPE-ACI-CGE-CE/2019. O Estado-rede caracteriza-se por 
a) concentrar o poder decisório em órgãos federais. 
b) promover a departamentalização de suas políticas públicas. 
c) fortalecer a centralidade de atividades meio. 
d) compartilhar a autoridade com uma série de instituições. 
e) implementar processos decisórios hierárquicos. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A atuação em rede é um novo modelo de relação entre 
Estado/Administração, a iniciativa privada, a sociedade civil e o cidadão em particular – que 
envolve negociação, confiança, parcerias, transparência e compartilhamento de 
poder/autoridade com outras instituições. A opção pela gestão em forma de redes 
implica uma escolha de caráter político, pois esse tipo de parceria envolve questões de 
poder. A atuação em redes de cooperação vem alterando as relações de poder e as 
relações da Administração Pública com a sociedade”. 
Portanto, com resposta direta no teto acima, a Alternativa D é a resposta da questão. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
119 
 
370.VUNESP-AnalistaPPeGestão-PMSP/2015. Há, atualmente, novos arranjos 
institucionais em operação no governo federal brasileiro, definidos como o conjunto de 
regras, mecanismos e processos que determinam como se coordenam os atores e 
interesses na implementação de uma política específica. A respeito desses novos arranjos 
institucionais: há uma grande heterogeneidade nos novos arranjos institucionais, que 
tentam incorporar questões como intersetorialidade, participação social e relações 
federativas. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Com a retomada da democracia, os cidadãos veem aumentado 
seu campo de participação nas decisões políticas e administrativas, facilitado 
principalmente pelo advento das novas tecnologias, em especial a internet. 
Os arranjos produtivos locais, fazem parte da agenda política nacional e visam o 
desenvolvimento local. Em forma de rede, incluem atores políticos, econômicos, sociais, 
aliados ao conhecimento acadêmico-científico, e visam desenvolver, manter ou ampliar 
determinada atividade – aproveitando as potencialidades e os recursos de cada região. 
Esses arranjos estabelecem uma ponte entre território e atividade econômica, que não se 
restringe ao município, em que são criados setores produtivos e inovativas locais, com 
maior efetividade ao empreendedorismo, incluindo a participação de agentes locais e atores 
coletivos, e coordenadores regionais ou nacionais (Larissa Vieira, 2016). 
Vários autores afirmam que ‘a complexidade dos problemas sociais’ e a ‘diversidade de 
atores e interesses’ impulsionaram a formação e o crescimento das redes de políticas 
públicas. Esses aspectos forçam um modelo de cooperação entre governo, grupos sociais 
e cidadãos. Segundo Agranoff e McGuire (1999), redes são “arranjos 
multiorganizacionais para resolver problemas que não podem ser abordados, ou 
abordados facilmente, através de uma única organização. 
Nesse contexto, o processo racional central dos governos cede seu lugar ao processo 
participativo híbrido, envolvendo atores estatais e não estatais”. 
Portanto, de forma inequívoca, a questão está correta e em harmonia com o texto acima. 
 
371.CEBRASPE-ADMINISTRADOR-CODEVASF/2021. Acerca da gestão de redes em 
políticas públicas, julgue o item: Uma das desvantagens do estabelecimento de redes 
organizacionais nas políticas públicas é o aumento dos custos inerentes ao 
compartilhamento de experiências de soluções tecnológicas. 
 
Comentários. 
Segundo Paludo (2020), “Estado Rede. Para Larissa Vieira (2016) as redes permitem 
reduzir a cadeia burocrática e os custos administrativos, estreitam a relação entre 
administradores e cidadãos, permitem melhores serviços aos cidadãos, e possibilitam a 
aprendizagem e criação de diversas soluções para problemas”. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está errada: redes diminuem 
custos. 
 
372.AOCP-Analista-PRODEB/2018. Acerca das redes no meio público. Considerando a 
atuação da administração pública, no campo da definição de políticas para o 
desenvolvimento sustentável, unir as capacidades locais envolvendo setor público e privado 
é um dos caminhos indicados. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
120 
 
373.AOCP-AnalistaAdministrativo-UF-JF/2015. Respeitadas as diversidades e as 
diferenças, é factível identificar interesses comuns nas atividades humanas visando à 
efetivação do desenvolvimento sustentável contemplando o desenvolvimento econômico, 
social e ambiental. No contexto da nova gestão pública brasileira, é necessário para que 
este desenvolvimento sustentável aconteça: a construção de uma nova relação entre os 
setores público, privado e terceiro setor em todos os âmbitos. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “As redes também são utilizadas pelos governos para a promoção 
do desenvolvimento sustentável local, em que são vistas como novas formas de 
organização e ação envolvendo atores sociais nacionais, regionais e locais, objetivando 
promover mudanças, sejam elas de cunho econômico, cultural ou social. Nesse sentido, as 
redes são vistas como “estratégia de ação coletiva, visando uma transformação social em 
um determinado local” (Scherer-Warren, 1999). 
No processo de desenvolvimento sustentável, a organização e a mobilização dos atores 
sociais locais são elementos cruciais, visto que esse desenvolvimento ultrapassa em 
muito o aspecto econômico e necessita da mobilização dos recursos e competências locais 
em espírito de solidariedade e adesão: o que pressupõe o fortalecimento das redes, 
envolvendo as diferentes esferas sociais ou econômicas. 
Importante destacar que esse caminho de desenvolvimento não nasce de uma vontade ou 
de um projeto específico, mas de uma construção coletiva, mediante o engajamento de 
cidadãos, associações e grupos locais, fomentados e incentivados pelo aporte de recursos 
dos governos nacionais: é um projeto que envolve o setor público, iniciativa privada, 
terceiro setor e sociedade”. 
Portanto, com respostadireta no texto acima, as duas questões estão corretas. 
Capítulo 9. NOVAS TECNOLOGIAS GERENCIAIS – APLICAÇÃO E IMPACTO 
374.OBJETIVA.ControladorInterno-AntonioPrado/2020. Considerando-se o que dispõe 
PALUDO, sobre as novas tecnologias gerenciais, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª 
e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: 
(1) Diagrama de Pareto. (2) Benchmarking. (3) Diagrama de Ishikawa. 
( ) É um processo contínuo de medição de produtos, serviços e práticas, em relação aos 
concorrentes mais competitivos ou às empresas reconhecidas como líderes. 
( ) É uma forma especial de gráfico de barras verticais (histograma) que permite determinar 
quais problemas resolver e qual a prioridade. Direciona os esforços para os problemas mais 
importantes, visto que permite selecionar e visualizar itens ou fatores em sua ordem 
crescente de importância e utilizá-los para melhora da qualidade, redução de custos, etc. 
( ) Expressa, de modo simples e fácil, a série de causas e efeitos de um processo ou um 
problema. É uma forma sequencial e ordenada para se descrever ou separar todas as fases 
e partes de um problema. 
a) 1 - 2 - 3. b) 2 - 3 - 1. c) 3 - 2 - 1. d) 2 - 1 - 3. e) 3 - 1 - 2. 
 
Resposta alternativa D. Os comentários veremos nas questões seguintes. 
Obs: Essa questão 374, como dezenas de outras, cita diretamente o meu nome/trechos 
de meu livro Administração Pública, em 9 bancas diferentes. Se considerar a utilização 
em discursivas e para manter/alterar resposta de questões, esse número é ainda maior. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
121 
 
375.IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. Para manter a competitividade, 
ajustando-se a ambientes cada vez mais globalizados e imprevisíveis, torna-se importante 
que as empresas assumam novas posturas, sempre sustentáveis e transparentes diante 
das questões ambientais, sobretudo na maneira como operam seus negócios. A aplicação 
da Ética e da Responsabilidade Socioambiental é vista hoje como uma estratégia pontual, 
uma vantagem competitiva nas organizações, que, certamente, serão avaliadas e 
analisadas criteriosamente por seus stakeholders da cadeia produtiva, compreendidos entre 
clientes internos e externos, investidores e a sociedade. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A competitividade no mundo globalizado e mutável forçou as 
empresas para além das tecnologias, exigindo novas posturas mais transparentes e 
sustentáveis, que envolvem questões éticas e questões ambientais no modo como operam 
seus negócios. As empresas passaram a adotar estratégias que combinam condutas éticas, 
responsabilidade socioambiental e maior transparência, como forma de melhorar sua 
imagem e aumentar sua competitividade”. 
Portanto, com resposta direta no texto acima, a questão está correta: ações de 
transparência e sustentabilidade fortalecem a competitividade das empresas. 
 
376.QUADRIX-ADMINISTRADOR-CFO/2020. A respeito da competitividade e inovação, 
julgue o item: planejar a inovação é identificar o que precisa mudar, encontrar modelos 
disponíveis no mercado ou desenvolver modelos próprios, e promover a mudança que 
aumentará a competitividade. 
 
377.FCC-AnalistaAdm-TRE-RR/2015. As organizações de hoje operam em um ambiente 
cada vez mais dinâmico, exigindo que elas se adaptem constantemente a novas situações. 
Por isso, a redução dos níveis de burocratização é importante para que a organização 
consiga promover mudanças e melhorias nos processos de trabalho. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Com o aumento da competitividade entre as empresas (e por que 
não dizer entre as nações?), houve uma intensa busca por inovações – amparadas em 
grande parte nas novas tecnologias – como forma de superação dos concorrentes na 
procura por novos mercados, melhoria de produtos, novos produtos, redução de custos, 
melhoria da qualidade, aumento da eficiência, incremento nos lucros etc. 
Importante destacar que a inovação deve ser planejada, para que seja positiva para a 
instituição e para os usuários. 
A globalização e as inovações tecnológicas provocaram mudanças drásticas nas 
organizações privadas e públicas. Nesse ambiente competitivo, a estabilidade 
desapareceu e as organizações passaram a conviver num ambiente instável, complexo e 
em constante mutação. As organizações se tornaram sistemas abertos sujeitas a 
mudanças como forma de se adaptar ao ambiente e como meio de garantir a própria 
sobrevivência no longo prazo. A produção de bens e serviços públicos ou privados agora 
deve atender aos padrões mundiais de preço, qualidade, segurança etc. Ato decorrente, a 
busca por novas formas de se fazer se tornou uma constante. ... Os principais impactos 
verificados nas organizações foram: ... a estruturação do trabalho mudou da visão do 
controle para a de facilitação do aprendizado, com diminuição de níveis hierárquicos”. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
122 
 
Portanto, em harmonia com o texto acima, as duas questões estão corretas: a 376 porque 
a inovação deve ser planejada; a 377 porque reduzir a burocratização é uma das 
inovações/mudanças promovidas pelas empresas para aumentar sua competitividade. 
 
378.CESPE-EspecialistaProjetos-ME/2020. Quanto as ferramentas de gestão, julgue o 
item. O Benchmarking assim como o Brainstorming são técnicas que analisam os 
concorrentes e subdividem suas atividades em partes menores, visando à identificação, à 
compreensão, o tratamento e melhoria. 
 
379.CESPE-Técnico-TRE-RS/2015. Sobre administração. O benchmarking é uma das 
formas mais rápidas, baratas e úteis de se obter inspiração para melhorar a qualidade em 
serviços. 
 
380.FCM-TécnicoAdministração-CARNAIBA-MG/2019. Uma das técnicas utilizadas para 
melhorar os processos organizacionais é identificar as melhores práticas desenvolvidas por 
outras organizações. Tal técnica é conhecida como Benchmarking. A essência dessa 
técnica é a de buscar as melhores práticas como forma de desenvolver e de ganhar 
vantagens competitivas. 
 
381.FCC-AnalistaAdministrativoMP-AM/2013. Sobre novas tecnologias. A ferramenta de 
avaliação que identifica as melhores instituições, métodos e estratégias que elas utilizam 
para o sucesso de suas áreas funcionais e processos, comparando essas práticas com as 
da organização avaliada e verificando como estas podem ser melhoradas, denomina-se 
benchmarking. 
 
382.DOMCINTRA-AdministradorPMBH/2013. Uma organização busca melhorar a 
qualidade de seus produtos e serviços mensurando, estatisticamente, seus resultados e a 
compara com os próprios padrões ou com os padrões das empresas de referência do 
mercado. Esse procedimento se refere à técnica denominada Benchmarking. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “O glossário do GesPública define benchmarking como “um 
processo contínuo de medição de produtos, serviços e práticas (processos), em relação aos 
concorrentes mais competitivos, ou às empresas reconhecidas como líderes”. 
Procura-se identificar o ‘melhor do melhor’, os fatores-chaves que influenciam a 
produtividade, a qualidade e os resultados dessas empresas, com a finalidade de 
aprimorar os produtos e serviços da organização. 
Para utilizar o benchmarking a organização precisa: conhecer suas operações e avaliar 
seus pontos fortes e fracos (processos e diagnósticos internos), e selecionar indicadores e 
fatores de comparabilidade; conhecer/selecionar os concorrentes e organizações líderes do 
mercado, identificar suas práticas, habilidades, pontos fortes e resultados, para compará-
los com as práticas, os pontos fortes/fracos e resultados de sua empresa; e implantar na 
organização o “melhor do melhor”: os pontos fortes e as práticas dos concorrentes, e, se 
possível, ultrapassá-los – monitorando os resultados. 
O Benchmarking pode ser externo ou interno (usado para identificar/copiar/implementar 
melhores práticas de outros departamentos ou unidades da organização)”.28.CESPE-AnalistaAdministração-MP-PA/2020. A respeito do planejamento, analise a 
afirmativa: em uma organização, o planejamento operacional especifica as atividades a 
serem realizadas a curto prazo, com detalhamento das atividades cotidianas da 
organização e da maneira de executá-las. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “O Planejamento pode ser estratégico, tático ou operacional. O 
estratégico é de responsabilidade da alta administração, tem foco no longo prazo e na 
efetividade, abrange toda a organização, define rumos, objetivos, estratégias, etc; o tático é 
decorrente do estratégico, tem foco na eficácia, orienta-se para o médio prazo, aloca 
recursos, e é feito para cada área funcional, cuja responsabilidade cabe aos 
diretores/gerentes departamentais; e o operacional tem foco no curto prazo e na eficiência 
- na execução das ações que tornarão concretos os planejamentos tático e estratégico: é o 
momento em que se define o que fazer, como fazer, quem fará, e com que meios. Cada tipo 
de planejamento comporta objetivos específicos, mas todos concorrem para o alcance 
dos objetivos estratégicos da organização”. 
 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas, 27 
apresenta com assertividade aspectos relacionados com o planejamento tático, e a 28 com 
o planejamento operacional. 
 
29.SEBRASPE-AssistenteAdministrativo/2020. As atribuições típicas da função 
organização incluem a definição de recursos e atribuição de autoridade e responsabilidade 
para a realização de tarefas. 
Tipo de 
Planejamento
Perspectiva 
Temporal
Conteúdo do 
Plano
Escopo ou 
Abrangência
Foco
Estratégico Longo Prazo Amplo e Genérico Toda a Organização
1º.Efetividade 
2º.Eficácia
Tático Médio Prazo Pouco Detalhado Setor ou Área
1º.Eficácia 
2º.Efetividade 
e Eficiência
Operacional Curto Prazo Detalhado Atividades/Tarefas
1º.Eficiência 
2º.Eficácia
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
15 
 
 
30.FGV-TÉCNICOADMINISTRATIVO-TJCE/2020. Um desembargador responsável por um 
órgão do Poder Judiciário constatou que era necessário rever a estrutura e os processos 
internos do referido órgão. Após diagnóstico profissional e planejamento, começaram as 
mudanças e várias atividades e recursos foram redistribuídos. A função da administração 
responsável pela distribuição de tarefas e recursos na organização é organização. 
 
31.FUNDATEC-AdministradorCRP-RS/2019. O processo administrativo compreende o 
conjunto das funções administrativas, as quais fazem parte de um todo integrado. Nesse 
sentido, quando os gestores estruturam os recursos disponíveis para que tudo o que foi 
planejado possa ser executado, eles estão atuando na função de Organização. 
 
32.AOCP-AnalistaAdministrativo-UF-PEL/2015. Sobre administração e processo 
administrativo. O resultado final do processo de organização é o desenho da estrutura 
organizacional. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A função administrativa de organizar inclui todos os recursos 
(financeiros, humanos etc) e conduz necessariamente à criação da estrutura 
organizacional - compreende os meios que a organização necessita para pôr em prática o 
planejamento elaborado e para o desempenho das demais funções administrativas. 
Organizar é procurar a melhor forma para executar o que foi planejado, a melhor forma para 
agir. Compreende organizar a estrutura e agrupar as atividades necessárias para 
realizar o planejamento estabelecido: estabelecer a estrutura com os sistemas de 
Autoridades, Atividades e Comunicação”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, todas as questões estão 
corretas, pois apresentam com assertividade aspectos relacionados com a função 
‘organização’. Na 29: autoridade (sistema de autoridade), tarefa (sistema de atividades). 
Obs.: As questões 31-32, como tantas outras – sugerem que foram elaboradas a partir 
desse livro Administração Pública, pois o texto da questão utiliza termos presentes em 
meu livro desde a 4ª edição/2015. 
 
33.FGV-TécnicoAdministrativo-TJCE/2020. Para aumentar a eficácia do Tribunal, foi 
contratado um consultor com o objetivo de melhorar todas as funções administrativas de 
determinado setor. Uma dessas funções administrativas tem dupla atribuição: monitorar as 
atividades planejadas, assegurando que sejam executadas conforme planejado, e corrigir 
os desvios, a partir de medidas corretivas. Tal função administrativa é a direção. 
 
34.QUADRIX-ADMINISTRADOR-CFO/2020. Quanto às funções de administração, julgue o 
item: A função de direção tem como atribuição a designação das atividades necessárias ao 
alcance dos objetivos planejados. 
 
35.CONSULPLAN-AdministradorPORTOVELHO/2014. A administração tem por finalidade 
interpretar os objetivos propostos pela organização e transformá-los em ação. Em relação à 
função administrativa de direção, é correto afirmar que visa a execução e manutenção das 
rotinas da organização e envolve uma maior interação humana que nas demais funções da 
administração. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
16 
 
36.FGV-Administrador-AL-MT/2014. Sobre administração. Os estilos de liderança dos 
gestores, que são usados para motivar as pessoas a atingirem os objetivos propostos, 
estão baseados no princípio de administração denominado direção. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Direção compreende guiar e orientar o comportamento das 
pessoas para o alcance dos objetivos pretendidos. É uma atividade gerencial que envolve 
liderança, comunicação e motivação. Dirigir (ou liderar) significa interpretar os planos 
para as pessoas e dar instruções e orientações sobre como executá-los, a fim de garantir o 
alcance dos objetivos. Dirigir significa fazer acontecer. O papel do dirigente é acionar a 
empresa, é fazer as coisas acontecerem. 
É uma função complexa, visto que envolve as relações interpessoais como liderança, 
comunicação, motivação, orientação, solução de conflitos e ambiente de trabalho”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: 
questão 33 está errada: essa é função de controle; 34 está correta (distribuir as atividades 
para que sejam executadas é direção – definir o sistema de atividades é organização); 
35e36 estão corretas, pois apresentam com assertividade aspectos relacionados com a 
função ‘direção’. O final da 35 “envolve maior interação humana” está certíssima: direção 
envolve liderança, comunicação, motivação, orientação, solução de conflitos. 
 
37.QUADRIX-ADMINISTRADOR-CFO/2020. Quanto ao processo administrativo e as 
atividades de controle: A primeira fase do controle consiste no estabelecimento de padrões 
e critérios para desempenho. 
 
38.FCC-TécnicoCNMP/2015. O processo administrativo é composto por funções 
específicas. Sobre controle, é correto afirmar: um dos primeiros passos é estabelecer 
previamente os objetivos ou padrões que se deseja alcançar e manter. 
 
39.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. O processo de controle pode ser definido 
em alto nível com uma sequência de quatro atividades: estabelecer padrões de 
desempenho (indicadores de desempenho), medir o desempenho, comparar o desempenho 
com os padrões para determinar desvios e adotar medidas corretivas para ajustar o 
desempenho ao padrão esperado. 
 
40.SEBRASPE-AssistenteAdministrativo/2020. Sobre o processo administrativo. Definir 
padrões de desempenho e ações corretivas, caso aqueles não sejam atingidos, é tarefa 
típica da função do processo administrativo denominada controle. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “O controle tem a finalidade de assegurar que o planejado, 
organizado e dirigido seja executado em conformidade com o determinado, visando o 
alcance dos objetivos. 
O controle é assim constituído: existência de um padrão, objetivo ou meta, observação 
do desempenho, comparação do desempenho com o padrão estabelecido e ação corretiva 
para os desvios. 
ControlarPortanto, em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: 378 está errada: 
o Brainstorming tem outra finalidade (coletar ideias); as demais estão corretas: 379 é mais 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
123 
 
rápido, barato e útil ver o que já existe de melhor do que tentar desenvolver algo novo; as 
380a382 estão em perfeita harmonia com o texto acima. 
 
383.QUADRIX-ADMINISTRADOR-CFO/2020. Quanto a gestão da qualidade. O Kaizen 
representa o aprimoramento radical e abrupto da organização, implementado por meio do 
envolvimento ativo e comprometido da alta direção da organização no que ela faz e na 
maneira como as coisas são feitas. 
 
384.CONSULPLAN-AdministradorALAGOAS/2014. Sobre novas ferramentas. Não é 
exatamente um programa, mas uma filosofia de qualidade que busca o aprimoramento 
contínuo dos processos e produtos. É uma atitude de busca constante da qualidade. O texto 
se refere ao Kaizen. 
 
385.CESPE-AdministradorEBC/2011. Julgue o item: Kaizen, palavra de origem japonesa 
que significa melhoria contínua, é utilizada, no âmbito do estudo das organizações, para 
designar a redução de desperdícios. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A melhoria contínua é uma técnica de mudança organizacional 
lenta, suave e ininterrupta, centrada nas atividades em equipes. Visa aumentar a 
qualidade dos produtos e serviços dentro de programas a longo prazo. Seu foco é a 
melhoria gradual e contínua, através da colaboração e participação das pessoas, para 
realizarem suas tarefas um pouco melhor a cada dia. 
O Kaizen é uma filosofia de qualidade cujo foco é melhorar continuamente a qualidade 
dos produtos e serviços, com o apoio das equipes de trabalho. 
O Kaizen promove a melhoria através da eliminação de problemas identificados, 
objetivando fazer melhor as atividades/tarefas e conquistar resultados específicos 
relacionados à satisfação dos clientes (produtos/serviços), ou relacionados com a redução 
de custos de fabricação, estoques e distribuição”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão 383 está errada: Kaizen não faz ação 
radical; e as 384e385 estão corretas e têm resposta direta no texto. 
 
386. FCM-Administrador-CEFET-MG/2019. Com o passar dos anos, o setor público 
passou a adotar ferramentas e tecnologias gerenciais oriundas do setor privado, com o 
intuito de melhorar o desempenho de suas organizações em termos de processos, produtos 
e serviços. Nesse aspecto, analise a afirmativa: O Downsizing refere-se a um processo de 
enxugamento das organizações, o que significa a aplicação de ações como a redução de 
níveis hierárquicos e das operações ao mínimo necessário ao negócio (core business), 
assim como a transferência de operações não-essenciais para terceiros. 
 
387.CESPE-EspecialistaProcessos-MEC/2014. Relativo à administração. O downsizing é 
a abordagem mais indicada quando se pretende diminuir a resistência a melhorias 
realizadas na organização. 
 
388.CESPE-AnalistaAdministradorMS/2013. Julgue o item: Nas organizações atuais, 
achatadas, competitivas e voltadas para o downsizing, os funcionários altamente 
comprometidos apresentam dificuldade de adaptação, principalmente porque a amplitude 
de controle é maior. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
124 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “O downsizing promove redução de níveis hierárquicos 
(mediante a fusão de departamentos ou gerências intermediárias) e o enxugamento 
organizacional, para reduzir as operações ao essencial do negócio (core business); e 
transfere as operações não essenciais para terceiros com capacidade de fazê-lo melhor 
e mais barato (terceirização). 
O enxugamento substitui a cultura baseada na desconfiança e no policiamento externo 
(que utiliza um contingente excessivo de comandos e controles) por uma nova cultura, que 
investe em treinamento para a qualidade e apoia a inovação, a iniciativa e o 
comprometimento das pessoas”. 
Portanto, a questão 386 está correta e tem resposta direta no texto acima; as 387-388 
estão erradas: 387 porque o downsizing não é utilizado para diminuir resistência, mas para 
promover mudanças; 388 porque no downsizing o controle é amenizado ao mesmo tempo 
que é fortalecido o treinamento e a inovação; e os funcionários mais comprometidos terão 
mais facilidades na adaptação. 
 
389.IFMS-AssistenteAdministração-CEFET-MS/2019. O ciclo PDCA pode ser utilizado 
para o gerenciamento contínuo das atividades de uma organização. É um método usado 
para controlar e melhorar as atividades de um processo. A sigla advém do inglês para Plan 
(planejar), Do (executar), Check (checar/controle) e Act ou Adjust (ajustar). Quanto a esta 
ferramenta, marque a alternativa INCORRETA: 
A) A etapa Plan (planejar) pode ser explicada como: estabelecer objetivos, metas e os 
meios para alcançá-los. 
B) A etapa Do (executar) pode ser explicada como: executar as atividades propostas no 
planejamento. 
C) A etapa Control (checar/controle) pode ser explicada como: monitorar/controlar a 
execução e verificar o grau de cumprimento do que foi planejado. 
D) A etapa Adjust (ajustar) pode ser explicada como: identificar eventuais falhas, mas não 
as corrigir, já que a alteração de uma atividade ou processo que já esteja consolidado 
geraria custos dispensáveis para a instituição. 
E) O ciclo PDCA se traduz na própria ideia de melhoramento contínuo, permitindo a 
identificação e correção das falhas de uma ação. 
 
390.FCC-AnalistaAdm-TRE-Paraiba/2015. Entre as metodologias comumente 
mencionadas pela literatura para a gestão de processos destaca-se o Ciclo PDCA, que 
possui entre as principais características que podem ser apontadas, a busca pela 
minimização de erros. 
 
391.FGV-Auditor-CGE-MA/2014. As novas tecnologias que surgiram em função do 
aumento da concorrência entre as empresas privadas passaram, num segundo momento, a 
ser utilizadas pelas organizações públicas. A ferramenta que busca a lógica do “fazer certo 
desde a primeira vez”, utilizada para controlar e melhorar processos, é denominada Ciclo 
PDCA. 
 
392.ESAF-APO-GerProjetos/Governança/2015. A ferramenta de gestão criada por Walter 
Shewhart e, mais tarde, amplamente divulgada por Willian Deming, cujo objetivo é 
implementar um processo de melhoria contínua, através de ciclos de planejamento e 
controle de uma determinada atividade, é denominada Ciclo PDCA. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
125 
 
393.FGV-Agente-TC-BA/2014. Na análise e melhoria contínua da qualidade em uma 
organização, após o desenvolvimento de um processo deve‐se verificar se as expectativas 
dos clientes estão sendo atendidas. Em muitos casos, tal análise pode apontar para a 
necessidade de melhorias e, nesse caso, o ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Action) pode ser 
usado como suporte. 
 
394.FCC-AnalistaAdm-TRT13/2014. Julgue o item acerca do PDCA: O Ciclo PDCA inclui 
as seguintes etapas sequenciais: planejamento; execução; controle/verificação; ação 
avaliativa/corretiva. 
 
395.CESPE-ACE-TCU/2015. Acerca de aspectos relacionados à administração pública. O 
ciclo PDCA compõe-se das seguintes etapas: planejamento, execução, controle ou 
verificação e ação corretiva. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “O Ciclo PDCA teve origem na década de 1920, com Shewhart, 
nos Estados Unidos, mas tornou-se conhecido como ciclo de Deming a partir de 1950, no 
Japão. Para o glossário do GesPública, Ciclo PDCA é uma ferramenta que busca a 
lógica para fazer certo desde a primeira vez. 
O PDCA padroniza as informações de controle, reduz e evita erros lógicos, facilita o 
entendimento das informações, melhora a realização das atividades e proporciona 
resultados mais confiáveis. 
O PDCA É uma técnica simples para o controle de processos, que também pode ser 
utilizada para o gerenciamento contínuo das atividades de uma organização. É um método 
usado para controlar e melhorarconsiste em comparar o que foi planejado, os objetivos estabelecidos, os 
resultados pretendidos - com os alcançados - para avaliar o sucesso ou insucesso de todo o 
processo administrativo. O controle visa assegurar bons resultados e a melhoria contínua 
do Processo de Administrar”. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
17 
 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, todas as questões estão 
corretas, pois indicam assertivamente o conceito e atividades da função ‘controle’. 
Obs.: As questões – inclusive a 40, como tantas outras – sugere que foram elaboradas a 
partir deste livro Administração Pública, pois o texto da questão utiliza termos presentes 
em meu livro desde a 4ª edição/2015. 
 
Características das Organizações Modernas 
41.AugustinhoPaludo/2020. Além das tradicionais, há diversas características recentes 
das Organizações Modernas de sucesso, como: Uso intensivo dos recursos de TI; Gestão 
da informação e do conhecimento; Ênfase na competitividade e satisfação dos clientes; 
Aprendizado Organizacional; Governança Corporativa. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Além das tradicionais, há diversas características recentes das 
Organizações Modernas de sucesso, como: Uso intensivo dos recursos de TI ...; Gestão da 
informação e do conhecimento ...; Ênfase na competitividade e satisfação dos clientes ...; 
Aprendizado Organizacional ...; Governança Corporativa ...”. 
Portanto, a afirmativa está correta e apresenta as principais características recentes das 
atuais organizações de sucesso. 
 
42.UFSC-Administrador/2018. Acerca da estrutura organizacional e de sua importância 
para a dinâmica das organizações. A complexidade de uma estrutura organizacional está 
relacionada à quantidade de unidades que a organização possui espalhadas 
geograficamente e, também, pelo número de divisões e departamentos que podem ser 
especializados funcionalmente. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), A estrutura é a forma pela qual a organização irá se estruturar, e 
coordenar os esforços para alcançar seus objetivos. Ela influencia a escolha da estratégia, 
e também é influenciada pela estratégia, pela cultura, pelo tipo de produto/serviço, pela 
tecnologia, etc ... Quanto maior o número de unidades espalhadas geograficamente e o 
número de departamentos, maior será a complexidade da estrutura organizacional. 
Portanto, a questão está correta e encontra resposta direta no texto acima. 
Obs.: A questão 42, como centenas de outras questões – não cita meu nome – mas tem 
recorte de texto do meu livro Administração Pública. 
 
43.FCC-Administrador-COPERGAS/2016. Os critérios de departamentalização 
correspondem à forma como as atividades são logicamente agrupadas em órgãos de uma 
empresa. Entre os critérios de departamentalização comumente utilizados, analise as 
proposições a seguir: 
I. por produto, quando grupam-se em um mesmo órgão todas as atividades diretamente 
relacionadas a determinado produto ou serviço, independentemente da sua natureza ou 
especialidade. 
II. por área geográfica, quando grupam-se em um mesmo órgão todas as atividades 
exercidas em determinada região. 
III. funcional, quando o grupamento de atividades é feito com o objetivo de atender a 
determinado grupo de pessoas, clientes internos e externos. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
18 
 
Comentários 
I.Verdadeira. Segundo Paludo (2020), “Produtos/Serviços. A empresa é subdividida em 
unidades de produção, com agrupamento de atividades/tarefas conforme o tipo de 
produto/serviço, independente da especialidade ou natureza. É aplicável às empresas que 
têm diversos produtos/serviços”. 
II.Verdadeira. Segundo Paludo (2020), “Geográfica: Orienta-se para o mercado, com 
agrupamento das atividades geograficamente em determinada região ... É mais indicada 
para organizações em redes, e, se forem do tipo Matriz-x-Filial haverá perda da 
especialização e duplicação de atividades. É utilizada por grandes organizações, que atuam 
em diferentes Estados ou Países, com diferentes tipos de cultura”. 
III.Falsa. Segundo Paludo (2020), “Funcional. O agrupamento das atividades/tarefas é feito 
de acordo com as funções, por especialistas. É pouco flexível, mas é segura, facilita o 
relacionamento, e indicada para ambientes estáveis: ainda é o modelo mais utilizado pelas 
empresas”. 
Capítulo 2.ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DO ESTADO, GOVERNO, ADMINISTRAÇÃO 
44.ENEM-Ensino superior/2016. Leia o texto abaixo e depois responda à questão: 
Conforme Paludo (2012), a República Federativa do Brasil é um Estado Democrático de 
Direito, pois se fundamenta em um ordenamento jurídico democrático, com eleições livres e 
periódicas para escolha do governo. De acordo com os conceitos abordados na bibliografia 
básica da disciplina, analise as proposições abaixo e indique (V) para verdadeiro e (F) para 
falso no que se refere aos elementos que caracterizam esse quadro. 
( ) ordenamento jurídico constitucional-legal. ( ) independência entre os poderes. ( ) 
existência de direitos e garantias individuais. ( ) no Estado de Direito, nenhum cidadão é 
submetido às leis. 
A) V, F, V, V. 
B) V, V, V, V. 
C) F, V, V, V. 
D) V, V, F, F. 
E) V, V, V, F. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A República Federativa do Brasil constitui-se em um Estado 
Democrático de Direito. Estado Democrático de Direito é o Estado que se fundamenta 
num ordenamento jurídico democrático, com eleições livres e periódicas para escolha do 
Governo, e possui elementos que o caracterizam: soberania popular; ordenamento 
jurídico constitucional-legal; independência entre os poderes; e existência de direitos e 
garantias individuais”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a Alternativa E é a resposta 
da questão: apenas a última afirmativa está errada, pois os cidadãos submetem-se as leis. 
Obs: Essa questão 44, como dezenas de outras, cita diretamente o meu nome/trechos 
de meu livro Administração Pública, em 9 bancas diferentes. Se considerar a utilização 
em discursivas e para manter/alterar resposta de questões, esse número é ainda maior. 
 
45.IASP-ConsultorLegislativo-RJ/2020. Analise a afirmativa: O Estado Democrático de 
Direito, caracterizador do Estado Constitucional, significa que o Estado se rege por normas 
democráticas, com eleições livres, periódicas e pelo povo, bem como o respeito das 
autoridades públicas aos direitos e garantias fundamentais é proclamado, por exemplo, no 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
19 
 
caput do art. 1º da Constituição da República Federativa do Brasil, que adotou, igualmente, 
em seu parágrafo único, o denominado princípio democrático ao afirmar que “todo o poder 
emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos 
termos desta Constituição”. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A soberania popular encontra respaldo no artigo 1º, parágrafo 
único da CF/1988: todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes 
eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. 
Portanto, com resposta direta no texto-resposta da questão anterior – complementado com 
o conteúdo acima, a questão está correta. 
 
46.PROGEP-Auditor-Uberlândia/2020. Sobre a organização política e administrativa da 
República Federativa do Brasil, analise a afirmativa a seguir: a República Federativa do 
Brasil compreende a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios, todos 
autônomos. 
 
47.CESPE-AgteAdministrativo-PF/2014. A respeito da organização político-administrativa. 
A União, os estados, o Distrito Federal DF e os municípios compõem a organização político-
administrativa da República Federativa do Brasil. 
 
48.FGV-ContadorSEDUC-AM/2014. Sobre a organização político-administrativa da 
República Federativa do Brasil. Compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios, todosautônomos, nos termos da Constituição. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A organização político-administrativa da República Federativa 
do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos 
autônomos, conforme assegurado no art. 18 da Constituição de 1988”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões estão corretas, 
indicam assertivamente os componentes da organização da república federativa do Brasil. 
 
49.FCM-TécnicoAdministração-CARNAIBA-MG/2019. Avalie a afirmativa a seguir a 
respeito da República Federativa do Brasil. É formada pela união indissolúvel dos Estados e 
Municípios e do Distrito Federal. 
 
50.VUNESP-PoliciaCivil-SP/2014. A República Federativa do Brasil, formada pela união 
indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em um Estado 
democrático de Direito. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “A República Federativa do Brasil é formada pela união 
indissolúvel dos Estados, Municípios e do Distrito Federal. Constitui um Estado Democrático 
de Direito, e possui três poderes independentes e harmônicos entre si: Legislativo, 
Executivo e Judiciário”. 
Fique atento para a diferença entre formação e organização: Segundo Paludo (2020) “A 
formação da República Federativa brasileira inclui apenas Estados, Municípios e Distrito 
Federal, mas a organização política inclui também a União (União, Estados, Municípios e 
Distrito Federal)”. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
20 
 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões estão corretas 
em todos os aspectos mencionados. 
 
51.IASP-ConsultorLegislativo-RJ/2020. Leia o trecho a seguir e assinale ao que segue: 
Inadmissível qualquer pretensão de separação de um Estado-membro, do Distrito Federal 
ou de qualquer Município da Federação, inexistindo em nosso ordenamento jurídico o 
denominado direito de secessão. O trecho veicula ensinamento sobre a indissolubilidade da 
República Federativa do Brasil. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Há possibilidade de Estados-membros incorporarem-se entre 
si, subdividirem-se ou desmembrarem-se para se anexarem a outros, ou formarem novos 
Estados ou Territórios Federais; assim como é possível a criação, incorporação, fusão e o 
desmembramento de Municípios – atendidos os requisitos constitucionais-legais –, porém, 
não há possibilidade de um ente da federação constituir um novo Estado independente: 
não há o direito de secessão na República Federativa do Brasil”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
 
52.CEBRASPE-AuxiliarAdministrativo-TJ-PA/2020. Acerca da organização do Estado 
Brasileiro. A autonomia do Estado para gerir negócios próprios, pela ação administrativa do 
governador, denomina-se autogoverno. 
 
53.CESPE-AnalistaAdmPública-TCDF/2014. Acerca da organização político-administrativa 
do Estado Federal brasileiro. A autonomia dos estados-membros caracteriza-se pela sua 
capacidade de auto-organização, autolegislação, autogoverno e autoadministração, ao 
passo que a soberania da União manifesta-se em todos esses elementos. 
 
54.FGV-AuditorFiscal-Cuiaba/2014. Sobre a organização político-administrativa do Estado 
brasileiro, analise: O Estado brasileiro divide-se em entes federativos de três diferentes 
níveis organizados hierarquicamente. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Somente o Estado Federal detém a soberania. A União (no 
plano interno), os Estados e os Municípios têm apenas autonomia política, administrativa e 
financeira. Não existe hierarquia entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios. 
A autonomia, que a CF/1988 garante, se resume a três tipos especiais: auto-organização – 
organizam-se mediante constituição e leis próprias; autogoverno – capacidade de 
elegerem seus governantes e demais representantes políticos, e organizar os poderes 
Executivo, Legislativo e Judiciário; autoadministração – organização para a prestação dos 
serviços de sua competência, compreendendo as atividades administrativas, tributárias e 
legislativas necessárias”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão 52 está correta: gerir negócios pela 
ação administrativa enquadra-se em autogoverno; as 53e54 estão erradas. A 53 porque 
autolegislação não é item válido (está contida na auto-organização) e porque a União não 
detém soberania; e a 54 porque não existe hierarquia entre a União, Estados, DF e 
Municípios: trata-se de entes autônomos. 
 
55.CESPE-AuditorFiscal-ES/2008. A União é entidade federativa autônoma em relação 
aos estados-membros e municípios, e cabe a ela exercer as prerrogativas de soberania do 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
21 
 
Estado brasileiro ao representar a República Federativa do Brasil nas relações 
internacionais. 
 
Comentários 
O Estado é o único que detém o poder soberano. Segundo Paludo (2017), “A União, os 
Estados-membros, o Distrito Federal e os Municípios são entidades estatais, que, 
segundo a Constituição Federal, são autônomos entre si. Somente o Estado Federal 
detém a soberania. A União (no plano interno), os Estados e os Municípios têm apenas 
autonomia: política, administrativa e financeira”. 
No entanto, o Estado é um “ente moral, intangível” que necessita de alguém para 
representá-lo, e esse alguém é a União Federal. Quando a União representa o Estado 
Brasileiro ela age em nome do Estado e usa de suas prerrogativas, dentre elas, a 
soberania. “A União quando age em nome próprio é Pessoa Jurídica de Direito Público 
Interno com autonomia apenas, mas quando age em nome da Federação representa o 
Estado Brasileiro nas relações internacionais com plena soberania” (Paludo, 2017). 
Portanto, a questão está correta porque quando a União representa o Estado Federal, ela 
utiliza a soberania do Estado: age com soberania. 
 
56.PROGEP-Auditor-Uberlândia/2020. Sobre a organização política e administrativa da 
República Federativa do Brasil, analise a afirmativa: os territórios federais integram a União, 
e sua criação, transformação em estado ou reintegração ao estado de origem serão 
reguladas em lei complementar. 
 
57.CESPE-AuditorFUB/2015. No que diz respeito a organização do Estado brasileiro. As 
autarquias territoriais não detêm autonomia política. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Os territórios (atualmente inexistentes) não são entes federativos 
- são Autarquias Territoriais integrantes da estrutura da União, e sua criação, transformação 
em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões estão corretas. 
A 57, apenas os entes federativos detêm autonomia. 
 
58.CESPE-ContadorPF/2014. No que se refere aos princípios fundamentais e à 
organização do Estado brasileiro. A República Federativa do Brasil, formada pela união 
indissolúvel dos estados, municípios e Distrito Federal, adota a federação como forma de 
Estado. 
 
59.CESPE-AuditorFUB/2015. No que diz respeito a organização do Estado. O Brasil adota 
a forma de Estado unitário puro, em que as competências estatais são exercidas de 
maneira centralizada pela unidade que concentra o poder político. 
 
Comentários 
No Brasil, a forma de Estado é a Federal e a forma de Governo é a República. Segundo 
Paludo (2017), “O Brasil é classificado como um Estado composto, da espécie Federal, 
pois apresenta duas esferas de governo: a nacional (União) e a regional (Estados). A 
federação brasileira ainda traz um ente federativo exclusivo, que são os Municípios. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
22 
 
O federalismo brasileiro é cooperativo, visto que a divisão de competências não é rígida: 
há competências comuns e concorrentes, e com frequência vê-se atuação conjunta da 
União, Estados e Municípios. 
Os Estados podemser simples ou compostos: simples/unitário é o Estado Unitário que 
apresenta apenas uma esfera central de governo; compostos são os Estados Federados 
(poder repartido/descentralizado); a Confederação (união de estados soberanos); a União 
Real e a União Pessoal (precária)”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão 58 está correta: o Brasil adota a 
Federação como forma de Estado; e a questão 59 está errada porque o Brasil não adota o 
Estado simples/unitário. 
 
60.CESPE-Administrador-ENAP/2015. A respeito das noções de Estado, governo e 
administração pública. Povo, território e governo compõem os três elementos constitutivos 
do conceito de Estado. 
 
61.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. O Estado é pessoa jurídica territorial 
soberana formada por três elementos indissociáveis e indispensáveis para a noção de um 
Estado independente: Território, Povo e Governo. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Os elementos do Estado moderno, apontados pela doutrina, são: 
povo, território, poder e soberania (ou povo, território e poder/governo soberano). Nesse 
ponto, é importante não confundir povo com nação: povo é o agrupamento de pessoas que 
residem em um determinado território; nação, além do agrupamento de pessoas, inclui 
traços culturais comuns como tradições, idioma, costumes e religião”. 
Porque as questões mencionam Governo e não soberania? Veja: “O Estado exerce seu 
poder através do Governo ... enquanto o Estado detém o poder extroverso, o Governo é 
quem exerce esse poder, de forma soberana” (Paludo, 2017). 
Portanto, em harmonia com o texto acima, as duas questões estão corretas por abordar 
com assertividade os elementos constitutivos do Estado: povo, território e governo 
soberano. 
 
62.CESPE-ContadorPF/2014. No que se refere aos princípios fundamentais e à 
organização do Estado brasileiro. O estabelecimento pela CF de que todo o poder emana 
do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos seus termos, 
evidencia a adoção da democracia semidireta ou participativa. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “O Regime Político adotado no Brasil é a Democracia semidireta. 
Democracia semidireta/representativa é aquela onde o poder do povo é exercido através 
de representantes eleitos, ao mesmo tempo em que é assegurada a participação direta da 
população em algumas decisões, por meio de plebiscito, referendo e iniciativa popular. 
Na democracia direta o poder é exercido diretamente pelo povo (que elabora as leis, julga 
e administra”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, a questão está correta por abordar com 
assertividade características da democracia brasileira. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
23 
 
63.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. A respeito da organização do estado brasileiro, 
em relação ao sistema presidencialista, tem-se como pressuposto a ideia de que 
A) inexiste a tipicidade de funções, dado que o Presidente pode exercer tipicamente tanto a 
capacidade executiva, quanto a legislativa e jurisdicional. 
B) a separação dos Poderes delimita a atividade estatal de legislação, acarretando em uma 
relação dependente e harmônica entre os organismos políticos. 
C) a administração pública é interpretada de forma subjetiva, considerando-se apenas os 
órgãos administrativos, em detrimento das ações efetivamente governamentais. 
D) o sistema de freios e contrapesos garante a soberania de cada poder, viabilizando a 
arbitrariedade administrativa ao Presidente da República. 
E) a chamada dupla função do Presidente da República ocorre quando ele exerce as 
funções de Chefe de Estado e Chefe de Governo. 
 
64.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. A respeito da organização do estado brasileiro 
analise o item: o sistema de governo está relacionado com a maneira como funciona a 
relação entre os Poderes Legislativo e Executivo de um país, tendo sido adotado no Brasil o 
tipo presidencialista. 
 
65.CESPE-Administrador-ENAP/2015. Com relação ao sistema político brasileiro e às 
relações entre Estado, governo e administração pública. O Brasil é uma república federativa 
presidencialista, uma vez que o seu chefe de Estado e de governo, o presidente da 
República, é eleito democraticamente e por tempo limitado. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), “Os governos podem assumir a forma de monarquia ou de 
república, e adotar como sistema de governo o presidencialismo ou o parlamentarismo. O 
Brasil adota a República e o Presidencialismo. A Forma refere-se ao modo como ocorre 
a instituição e a transmissão do poder, e a relação dos governos com os governados, 
enquanto que o Sistema refere-se ao modo como se relacionam os poderes Legislativo e 
Executivo. 
São características do presidencialismo: o presidente é escolhido para governar por um 
prazo fixo e determinado; a escolha do presidente é feita pelo povo (regra geral de 
maneira direta, e excepcionalmente indireta); o presidente da república assume a chefia 
de Estado e de Governo; a chefia do executivo é exercida de modo unipessoal; há 
responsabilidade do governo perante o povo; o presidente da república possui poder de 
veto, de interferir nas atividades legislativas (Lima, 2005; Dallari, 2007). 
São características da república: eletividade dos governantes; temporalidade do mandato; 
representatividade popular; dever de prestação de contas”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, na questão 63 a Alternativa E é a resposta; a 
questão 64e65 estão corretas e contêm afirmativas verdadeiras acerca do sistema de 
governo e da república federativa presidencialista adotada no Brasil. 
 
66.Esaf-Analista-CVM/2010. Analise os itens a seguir, a respeito das entidades políticas e 
administrativas, e marque com V se a assertiva for verdadeira e com F se for falsa. 
I- A autonomia de uma entidade política decorre de sua capacidade de auto-organização, 
autogoverno e autoadministração. 
II- São entidades políticas a União, os Estados, os Municípios, o Distrito Federal e suas 
autarquias e fundações públicas. 
III- As entidades políticas e administrativas surgem da descentralização administrativa. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
24 
 
IV- As entidades políticas são pessoas jurídicas de direito público, enquanto as entidades 
administrativas são pessoas jurídicas de direito privado. 
 
Comentários 
I-Verdadeira. “A autonomia, que a CF/1988 garante, se resume a três tipos especiais: 
auto-organização – organizam-se mediante constituição e leis próprias; autogoverno – 
capacidade de elegerem seus governantes e demais representantes políticos; 
autoadministração – organização para a prestação dos serviços de sua competência, 
compreendendo as atividades administrativas, tributárias e legislativas necessárias” 
(Paludo, 2017). 
II-Falsa. Como vimos em questões anteriores, a organização política da República 
Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. 
Órgãos e entidades (inclusive autarquias e fundações) referem-se à organização 
administrativa. 
III-Falsa. Apenas entidades administrativas surgem da descentralização administrativa: as 
entidades políticas surgem da organização do Estado, com repartição de competências. 
“A Administração Indireta é composta exclusivamente por pessoas administrativas; é 
constituida pôr entidades de direito público e privado” (Paludo, 2017). 
IV-Falsa. As entidades políticas são pessoas jurídicas de direito público, da administração 
direta. “A administração direta é composta pelos próprios órgãos dos poderes que 
compõem as pessoas jurídicas de direito público com capacidade política ou 
administrativa” (Paludo, 2017). No entanto, como visto no item III, as entidades 
administrativas podem ser de direito público ou direito privado: as Autarquias serão sempre 
de direito público, as Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista sempre de 
direito privado; e as Fundações podem ser de Direito Públicoe, eventualmente, direito 
privado. 
 
Administração Pública 
67.FCM-Administrador-CEFET-MG/2019. Sobre a noção de Administração Pública, 
Paludo (2012, p.20) explica que “[...] em sentido amplo compreende: o governo (que toma 
decisões políticas), a estrutura administrativa, e a administração (que executa essas 
decisões). Em sentido estrito compreende apenas as funções administrativas de execução 
dos programas de governo e demais atividades”. No que diz respeito às características da 
Administração Pública, é correto afirmar que ela 
a) tem um fim em si mesma. 
b) tem competência ilimitada. 
c) tem poder político, jurídico e administrativo. 
d) está acima das normas jurídicas e técnicas. 
e) é neutra e persegue o bem comum da coletividade. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020), ”A administração pública em sentido amplo compreende: o 
governo (que toma as decisões políticas), a estrutura administrativa e a administração (que 
executa essas decisões). Em sentido estrito compreende apenas as funções 
administrativas de execução dos programas de governo, prestação de serviços e demais 
atividades. 
É neutra – a Administração Pública deve tratar a todos igualmente. 
A finalidade principal da Administração Pública é contribuir para o alcance dos objetivos 
fundamentais da República Federativa do Brasil (art. 3º da CF/88) e do objetivo maior do 
Estado: promoção do bem-estar da coletividade”. 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
25 
 
Portanto, a Alternativa E é a resposta da questão, conforme demonstrado no texto acima. 
Obs: Essa questão 67, como dezenas de outras, cita diretamente o meu nome/trechos 
de meu livro Administração Pública, em 9 bancas diferentes. Se considerar a utilização 
em discursivas e para manter/alterar resposta de questões, esse número é ainda maior. 
 
68.FCC-AnalistaAdministrativo-TRE-PR/2012. Atos de governo são diferentes dos atos 
de Administração: a Administração não pratica atos de governo; pratica tão somente atos de 
execução, com maior ou menor autonomia funcional, segundo a competência dos órgãos e 
de seus agentes. 
 
69.CESPE-AnalistaAdministrativoMI/2013. Os conceitos de governo e administração não 
se equiparam; o primeiro refere-se a uma atividade essencialmente política, ao passo que o 
segundo, a uma atividade eminentemente técnica. 
 
70.AOCP-AnalistaAdministrativo-UF-GO/2015. Em sua versão moderna, o Estado 
contém um conjunto de organismos de decisão e de execução. O conjunto desses 
organismos que executam as funções do Estado é denominado Administração Pública. 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017), “Governo traduz-se no modo pelo qual o Estado é 
administrado: como são definidos os objetivos e as diretrizes gerais de atuação, fixadas as 
políticas públicas e tomadas as decisões político-administrativas – que irão orientar/guiar a 
atuação administrativa direcionada à realização dos fins pretendidos pelo Estado e a 
promoção do bem comum da coletividade. 
O conceito material de Governo refere-se às atividades executivas, legislativas e 
judiciárias, desempenhadas pelo Governo em sentido formal (os três poderes). Em 
sentido estrito, o Governo é a autoridade soberana que dita as ordens; é o “agente 
público” que conduz a nação: o Governo stritu sensu corresponde ao Chefe do Poder 
Executivo. 
A Administração Pública possui as seguintes características principais: É executora – a 
Administração, direta ou indiretamente, centralizada ou descentralizada, executa as 
atividades desejadas pelo Estado, tendo em vista o bem-estar da coletividade: presta 
serviços públicos e pratica atos administrativos através de seus órgãos e agentes. Ela 
não pratica atos políticos nem atos de governo; Tem responsabilidade técnica – ao 
prestar serviços públicos e praticar atos administrativos, a Administração Pública obedece à 
normas jurídicas e técnicas. O desvio a essas normas invalidará o ato praticado e 
responsabilizará o agente que o praticou. Os agentes públicos são responsáveis pelos atos 
que praticam, e estão sujeitos à prestação de contas perante a própria Administração, aos 
órgãos de controle e a sociedade. 
Enquanto o Estado detém o poder soberano, o Governo decide politicamente os 
principais objetivos, as políticas públicas e as diretrizes de ação nacional, e a 
administração pública é responsável pela execução: cabe a esta implementar as 
decisões dos governos tendo em vista a realização dos objetivos estabelecidos e o bem 
estar da coletividade”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima, as três questões estão corretas: o Governo 
exerce atividade política e pratica atos de decisão; a administração pública é técnica e seus 
atos são de execução. 
 
PALUDO, Augustinho Vicente. Questões Comentadas de Administração Pública, 4ª ed, 2021. 
 
26 
 
71.UEPB-Administrador/2012. O conceito de Administração Pública é amplo e complexo. 
A ausência de uma definição clara e consistente do termo Administração Pública decorre da 
diversidade dos sentidos e da própria expressão, quer diferentes campos por meio dos 
quais se desenvolve a atividade administrativa. Na visão de alguns autores, Administração 
Pública é: assinale a alternativa INCORRETA. 
A) Em sentido institucional, é o conjunto de órgãos instituídos para a consecução dos 
objetivos do governo. No sentido operacional é o desempenho perene e sistemático, legal e 
técnico, dos serviços próprios do Estado ou por ele assumidos em benefício da coletividade. 
B) É a direção suprema dos negócios públicos. E que através do conjunto de poderes e 
órgãos constitucionais exerce o complexo de funções básicas de estado, com manifestação 
de soberania, instituí e conduz as políticas sociais e econômicas, fixando objetivos do 
Estado e, também, tem a responsabilidade da manutenção da Ordem Jurídica vigente. 
C) É a parte da ciência da Administração que se refere ao governo, e se ocupa, 
principalmente, do poder executivo, no qual se faz o trabalho de governo, embora haja 
problemas administrativos relacionados aos Poderes Judiciário e Legislativo. 
D) É a gestão dos bens e interesses qualificados da comunidade, nos âmbitos Federal, 
Estadual e Municipal, segundo os preceitos do direito e da moral visando o bem comum. 
E) É a ocupação de todos aqueles que atuam em nome do povo – em nome da sociedade, 
que delega de forma legal – e cujas ações têm consequências para os indivíduos e grupos 
sociais. 
 
Comentários 
A-Verdadeira. A palavra Institucional refere-se aos Órgãos e Entidades, que, por certo, 
são criados/instituídos para a consecução dos objetivos do Governo, e para o alcance do 
objetivo maior do Estado: a promoção do bem-estar da coletividade. A segunda parte do 
enunciado também está correta, “Pode-se, ainda, utilizar o conceito operacional de 
administração pública definido por Hely Lopes Meirelles como o desempenho perene e 
sistemático, legal e técnico, dos serviços do Estado, ou por ele assumidos, em benefício da 
coletividade” (Paludo, 2017). 
B-Falsa. O conteúdo desta alternativa refere-se ao Governo e não à administração. “O 
Governo traduz-se no modo pelo qual o Estado é administrado: como são definidos os 
objetivos e as diretrizes gerais de atuação, fixadas as políticas públicas e tomadas as 
decisões político-administrativas ...” (Paludo, 2017). 
C-Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “administração é a ciência que trata das 
organizações. Em sentido estrito compreende apenas as funções administrativas de 
execução dos programas de governo e demais atividades”. Portanto, na área pública, 
administração é a parte que se ocupa em executar, em fazer acontecer, e que se 
concentra no poder Executivo - embora haja também administração pública nos poderes 
Judiciário e Legislativo (para atender suas necessidades específicas). 
D-Verdadeira. A administração pública é aplicada nos âmbitos Federal, Estadual e 
Municipal, e é encarregada de gerir os bens e interesses da sociedade - sempre com 
observância aos princípios e normas impostos pelo ordenamento

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