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CADERNO DE DIREITO PENAL: DIREITO PENAL – PARTE ESPECIAL PARTE ESPECIAL estão concentrados os TIPOS PENAIS INCRIMINADORES, aqueles que têm a finalidade de narrar um comportamento que se deseja PROIBIR ou IMPOR, sob a ameaça de uma sanção de natureza penal. DOS CRIMES CONTRA A VIDA estão compreendidos nos arts. 121 ao 128 do CP. HOMICÍDIO art, 121 do CP Art. 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. Caso de diminuição de pena §1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. Homicídio qualificado §2º Se o homicídio é cometido: I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; II - por motivo fútil; III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena - reclusão, de doze a trinta anos. Feminicídio (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) VI - contra a mulher por razões da condição de sexo feminino: VII – contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição: (Incluído pela Lei nº 13.142, de 2015). VIII - com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido: (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) Homicídio contra menor de 14 (quatorze) anos (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) IX - contra menor de 14 (quatorze) anos: (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) Pena - reclusão, de doze a trinta anos. §2º-A Considera-se que há razões de condição de sexo feminino quando o crime envolve: (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) I - violência doméstica e familiar; (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) II - menosprezo ou discriminação à condição de mulher. (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) estedea equi - DO ~ exput ·dentomantee a A = jat A promeno de recompensa - -- - -e- - - -- - - -- - and-min 12 , max 30 -S -- Po - - - - - - & §2º-B. A pena do homicídio contra menor de 14 (quatorze) anos é aumentada de: (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) I - 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é pessoa com deficiência ou com doença que implique o aumento de sua vulnerabilidade; (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) II - 2/3 (dois terços) se o autor é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela. (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) Homicídio culposo §3º Se o homicídio é culposo: Pena - detenção, de um a três anos. Aumento de pena §4º No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. §5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. §6º A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado por milícia privada, sob o pretexto de prestação de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio. §7º A pena do feminicídio é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado: (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) I - durante a gestação ou nos 3 (três) meses posteriores ao parto; (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) II - contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos, com deficiência ou com doenças degenerativas que acarretem condição limitante ou de vulnerabilidade física ou mental; (Redação dada pela Lei nº 14.344, de 2022) III - na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente da vítima; (Redação dada pela Lei nº 13.771, de 2018) IV - em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas nos incisos I, II e III do caput do art. 22 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. (Incluído pela Lei nº 13.771, de 2018) HOMICÍDIO SIMPLES caput “Matar alguém” Ser humano COM VIDA. Pena - reclusão, de seis a vinte anos. Com exceção do §3º, todas as modalidades de homicídio são dolosas. SUJEITO ATIVO: crime comum – qualquer pessoa pode praticar o crime. menor 14 anor o 115à metade - dificiência ou que aumente a vanerabili dode. - - D - - - - - -- -S - -- - - - - - - - - - - - - dola a caminho do Crims. - Rego dolo L culpa Excessão :Culpa. - SUJEITO PASSIVO: qualquer pessoa COM VIDA. Lembrando que a vida inicia-se com o parto, com o rompimento amniótico caso contrário, o crime é IMPOSSÍVEL (art, 17 do CP). OBJETO JURÍDICO: Vida (da pessoa humana) OBJETO MATERIAL: A pessoa contra quem recai a conduta do agente (vítima) Necessário que se faça o EXAME DE CORPO DE DELITO (art. 158 do CPP). ELEMENTO SUBJETIVO: caput dolo (animus necandi) vontade de matar. DOLO direto – o agente prevê o resultado eventual (indireto) – a conduta não está dirigida finalisticamente para a obtenção do resultado, embora ele seja PREVISÍVEL, e mesmo assim, o agente assume o RISCO de produzi-lo. MODALIDADES: COMISSIVA ação – pela qual o agente dirige a sua conduta para a obtenção do resultado morte. Ex.: João atira em José. OMISSIVA omissão – pela qual o agente deixa de fazer aquilo a que estava obrigado por sua posição de garantidor. Crime omissivo impróprio (art. 13, §2º, a, b, c do CP). Ex.: A babá que deixa a criança sozinha no sofá ela tinha o dever jurídico de impedir a morte da vítima. MEIOS DE EXECUÇÃO: qualquer meio – é um crime de forma livre. Exemplos: DIRETO disparo de arma de fogo; INDIRETO ataque de animais estimulado pelo dono; MATERIAIS químicos, mecânicos; MORAIS emoção violenta. NEXO CAUSAL: Para que o agente possa ser responsabilizado, deve haver o NEXO DE CAUSALIDADE entre a conduta e o resultado morte art. 13 do CP. -- - - - protegido S - via , crinematerial) A direto : prevet resultado eventual, anims o rico dels. * A - - - -I & - - - -- * - -- & dolo - col. direto : anume o i Conduta e resultado p No canalidade Cominiva : 0tão S - Omusica ::Amesão - proprio : deixar de - fazeralgo valeado pelo estada ↳Impropria: dever garante dos . HOMICÍDIO PRIVILEGIADO §1º Caso de diminuição de pena §1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. É um DEVER e não uma faculdade do juiz. Ocorre em 2 hipóteses: 1. AGENTE IMPELIDO POR MOTIVO DE RELEVANTE VALOR SOCIAL OU MORAL VALOR SOCIAL motivo que atende aos interesses da SOCIEDADE (coletividade). Ex.: Caso Nardoni. VALOR MORAL Considera-se o interesse do agente. Ex.: Pai que mata o estuprador da filha. 2. SOB O DOMÍNIO DE VIOLENTA EMOÇÃO, LOGO EM SEGUIDA À INJUSTA PROVOCAÇÃO DA VÍTIMA. SOB O DOMÍNIO completamente dominado pela situação. Não basta agir influenciado (nesse caso a hipótese seria de atenuante art.65, III, c, CP) e não de redução da pena. LOGO EM SEGUIDA imediatabilidade, proximidade com a injusta provocação aplica-se o PRINC.DA RAZOABILIDADE. INJUSTA PROVOCAÇÃO a vítima, com oda expulsão prematura do produto da concepção, haja vista que o aborto jecrim/lei 9099) . Suspenso condiciona do proteno - apenas pode ser praticado a título de DOLO e, no caso em comenta, o agente se quer tinha conhecimento do estado gravídico da vítima. ABORTO PROVOCADO POR TERCEIRO COM O CONSENTIMENTO DA GESTANTE Art. 126 do CP: “Provocar aborto com o consentimento da gestante Pena - reclusão, de um a quatro anos Parágrafo único. Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante não é maior de quatorze anos, ou é alienada ou débil mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência Forma qualificada” “CAPUT”: Pressupõe a capacidade de consentir da gestante, caso contrário, aplica-se a figura do parágrafo único e a pena é a do art. 125 (3 a 10 anos). ERRO DE TIPO: Quanto à capacidade da gestante art. 20 do CP: “O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei”. Exemplo: Gestante apresenta identidade falsa e induz o agente a erro, acreditando ser ela maior de idade. Como no crime de aborto não se admite a modalidade culposa, a conduta do agente será atípica. SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: É possível, desde que não haja as hipóteses do parágrafo único, ou que não haja lesões corporais de natureza grave, gravíssima ou seguida de morte, pois nesses casos, aplica-se a pena majorante do art. 127 do CP (qualificadora) ou art. 125 do CP. Art. 89 da Lei 9.099/95 – pois a pena mínima não ultrapassa 1 ano. FORMA QUALIFICADA Art. 127 do CP: “As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço, se, em consequência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte”. concurso de crime . - - - - - como ele sába responde pelo & evitavel achão o 125 de dolo - gatepor e - caso si bejo entado ↑ exclui dolo e - culpa ·o conduto doagentequjudou é ata- - no, - pois na ele idade pena menor de sano. Nãosobia da agente que do Ma - que comeeu meno de o aborto. 14 anoj Se pelos meios utilizados resulta lesão corporal de natureza grar,é aumentado à 113 · como a gestante maraduplicado a pena . A incidência dessa qualificadora pelo resultado aplica-se apenas aos arts. 125 e 126 do CP. Mas para isso, necessário que o resultado morte ou lesão corporal grave e gravíssima tenha sido causado ao menos por culpa do agente art. 19 do CP: “Pelo resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que o houver causado ao menos culposamente”. ABORTO LEGAL Art. 128 do CP: Não se pune o aborto praticado por médico: (Vide ADPF 54) Aborto necessário I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante; Aborto no caso de gravidez resultante de estupro II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal. I- ABORTO NECESSÁRIO: Se não há outro meio de salvar a vida da gestante também chamado de aborto terapêutico (curativo) ou profilático (preventivo). Praticado quando não há outro meio para salvar a vida da gestante. REQUISITOS: Perigo à gestante; Inexistência de outro meio para salvar a vida da gestante; Constrangimento justificado por iminente perigo de vida (art. 146, §3º, I, CP); Preservação da saúde física ou mental da mulher. II- ABORTO SENTIMENTAL, HUMANITÁRIO OU ÉTICO: aborto resultante de ESTUPRO. Precedido do consentimento da gestante ou do representante legal, no caso de incapaz. Leva-se em consideração a saúde psíquica da gestante, decorrente de trauma causado pelo de estupro do qual foi vítima. É impunível O legislador optou pela dignidade da pessoa humana em detrimento da mantença da gravidez. OBS. 1: São hipóteses declaradas lícitas pelo legislador, no entanto, deve ser realizada por médico, salvo na hipótese do inciso I, se houver URGÊNCIA para salvar a vida da gestante, na falta de médico, outra pessoa habilitada poderá fazer a intervenção ESTADO DE NECESSIDADE (art. 24 do CP). Culpa dogente a lesão seja grave ou graínima, ou que tenha causado morte , responde pelo artigo 125 e 126. O O médicoo necessário - i en do ↑ E outro meio - --Resulione de estre pro - do -prevencod morte do gestante de S 5 precinto Fomente a Driológico,humanitário aborto revette a etupro . -respeitoa dignidade do pessoa humana. - consentimento, comprovação de -eupro. Art 24 Feris um sem meno dignidade dapessoa humana- para proteger um menore - Outro pessoa pode a UrgênciaA estado de melenidade. intervir) sibendo o Médico) Na ausência do medico OBS. 2: ABORTO EUGÊNICO O STF, por maioria dos votos, julgou procedente o pedido contido na ADPF n. 54/2012, declarando a inconstitucionalidade de interpretação, segundo a qual a interrupção da gravidez de feto ANENCÉFALO é conduta tipificada nos arts. 124, 126 e 128, I e II do CP deve haver diagnóstico de anencefalia, para o reconhecimento da possiblidade de interrupção da gravidez. OBS. 3: GRAVIDEZ GEMELAR SE HOUVER A CIÊNCIA DA GRAVIDEZ GEMELAR: aplica-se a regra do CONCURSO FORMAL DE CRIMES (art. 70, 2ª parte, CP), pois o agente mediante uma única conduta, produz 2 resultados (que faziam parte do seu dolo), agindo com desígnios autônomos com relação ao resultado art. 125 c/c art. 70 do CP crimes idênticos, aplica- se apenas 1 pena, aumentada de 1/6 até metade. SE NÃO HOUVER CIÊNCIA DA GRAVIDEZ GEMELAR: não responde o agente em concurso formal, embora tenha atuado no sentido de praticar o aborto. Somente responderá subjetivamente pelos resultados produzidos – um único aborto, que era o dolo. OBS. 4: TENTATIVA DE SUICÍDIO Se o feto sobrevive, responde o agente por tentativa de aborto; Se o feto morre: art. 124 do CP – aborto consumado Merece críticas, pelos mesmos fundamentos da tentativa de suicídio. Se a pessoa já foi capaz de tentar dar cabo à sua própria vida, quem dirá ser for penalizada. E me concei Ameio -& dolo. - Caso o agente - não tenho conhe amento , respon & de por um crime apenas Simulado até aqui LESÕES CORPORAIS Art. 129 do CP: Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: (LEVE) Pena - detenção, de três meses a um ano. Lesão corporal de natureza grave §1º Se resulta: (GRAVE) I - Incapacidade para as ocupações habituais, por mais de trinta dias; II - perigo de vida; III - debilidade permanente de membro, sentido ou função; IV - aceleração de parto: Pena - reclusão, de um a cinco anos. §2º Se resulta: (GRAVÍSSIMA) I - Incapacidade permanente para o trabalho; II - enfermidade incuravel; III - perda ou inutilização do membro, sentido ou função; IV - deformidade permanente; V - aborto: Pena - reclusão, de dois a oito anos. Lesão corporal seguida de morte §3º Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quís o resultado, nem assumiu o risco de produzí-lo: Pena - reclusão, de quatro a doze anos. Diminuição de pena §4º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode (DEVE) reduzir a pena de um sexto a um terço. Substituição da pena §5º O juiz, não sendo graves as lesões, pode ainda substituir a pena de detenção pela de multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis: I - se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior; II - se as lesões são recíprocas. Lesão corporal culposa §6º Se a lesão é culposa: Pena - detenção, de dois meses a um ano. Aumento de pena §7º Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer qualquer das hipóteses dos §§4º e 6º do art. 121 deste Código. § 8º - Aplica-se à lesão culposa o disposto no §5º do art. 121 Violência Doméstica §9º Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem convivaou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade Pena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos. §10º. Nos casos previstos nos §§ 1 o a 3 o deste artigo, se as circunstâncias são as indicadas no § 9 o deste artigo, aumenta-se a pena em 1/3 (um terço). §11º. Na hipótese do §9º deste artigo, a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. §12º Se a lesão for praticada contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição, a pena é aumentada de um a dois terços. §13º Se a lesão for praticada contra a mulher, por razões da condição do sexo feminino, nos termos do § 2º-A do art. 121 deste Código: (Incluído pela Lei nº 14.188, de 2021) Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro anos). Ofender a integridade fina dusoulpriquiterceiro . "Coput" Leve A depresentação * > Jecrim . CAUSAS Leves Com Penas de até 3anos: autorização - * - & MP- denuncia Integridade física ou Psíquica . -Objeto que esto sendo tutela do pelo estado. a objeto material : o copo humano Nanário Kame corpo de delito S Do D CONCEITO: É o resultado de atentado bem sucedido à integridade corporal ou à saúde do ser humano. LESÃO CORPORAL DE NATUREZA LEVE - caput OBJETO JURÍDICO: Integridade física ou fisiopsíquica da pessoa (integridade corporal ou saúde). OBJETO MATERIAL: Pessoa humana, mesmo com vida intrauterina. Art. 158 do CPP Se o crime é material e deixa vestígios, necessária a produção de prova pericial, comprovando-se a natureza das lesões: LEVE, GRAVE OU GRAVÍSSIMA. Se deixa de realizar o exame, as declarações da vítima mostram-se lacônicas e impõe- se a desclassificação da lesão corporal de natureza grave, por exemplo, para natureza leve. SUJEITO ATIVO: crime comum. SUJEITO PASSIVO: qualquer pessoa, SALVO nas figuras DOLOSAS qualificadas do §1º, IV (aceleração de parto) e do §2º, V (aborto), nos quais o sujeito passivo DEVE SER A MULHER GRÁVIDA e; nas figuras dos §§9º, 10º e 12º em que o sujeito passivo deve ser as figuras neles descritas. TIPO OBJETIVO: OFENDER: lesar, ferir, cujo meio de execução é livre, podendo ser comissivo ou omissivo. DANO À INTEGRIDADE CORPORAL: alteração anatômica ou funcional, que lese o corpo (interna ou externa). Ex.: Ferimentos, cortes, luxações, fraturas, etc. DANO À SAÚDE: alteração fisiológica ou psíquica. OBS.: Dor física ou crise nervosa, sem comprometimento físico ou mental, não configura lesão corporal, embora possa caracterizar tortura. CONSUMAÇÃO: Com a efetiva ofensa – crime material – exige um resultado. Crime único, ainda que a vítima sofra mais de uma lesão. procedimento Sumarísico- TERM DOD --- - alteração mocorpo) Lemotómas . &Tendo tere ade dela como ↳ ateraço fina Blesão -- al logeco & capaal no porqueco corpo ou prquico, ELEMENTO SUBJETIVO: “caput” figura simples (natureza LEVE) é o dolo. CONCILIAÇÃO: Art. 72 da lei n. 9.099/95 (possibilidade da composição de danos) e, art. 74 da mesma lei, homologação do acordo com força de sentença irrecorrível (tem eficácia de título executivo). TRANSAÇÃO PENAL: Art. 76 da Lei n. 9.099/95: “Havendo representação (APPC) ou tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada, não sendo caso de arquivamento, o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas, a ser especificada na proposta”. Para poder ser feita a transação penal, o acusado: não pode ter sido condenado, por sentença definitiva, anteriormente por crime que preveja pena restritiva de liberdade; não pode ter realizado outra transação penal nos últimos cinco anos; e não pode apresentar personalidade, antecedentes e conduta social negativas. SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: Art. 89 da Lei n. 9.099/95 – se a pena mínima cominada é igual ou inferior a 1 ano, ao oferecer a denúncia, o MP pode propor a Susp. Condic. do processo por 2 a 4 anos. AÇÃO PENAL: nas lesões simples e culposas – APPC (art. 88) COMPETÊNCIA: do JECRIM PENA: Detenção, de 3 meses a 1 ano. LESÃO CORPORAL DE NATUREZA GRAVE - §1º No §1º há quatro qualificadoras: I- Incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 dias: OCUPAÇÃO FUNCIONAL e não sob o prisma econômico. A contagem do prazo está no art. 10 do CP (inclui-se o dia do começo no cômputo). Necessário exame de corpo de delito (art. 158 do CPP). Crime único > no mumo contexto e momento, acocre diversas lesões . Ex : hematomas, inchaço e etcooo varia composição amigável/mecento ser homologado pl ter crimes haço de sente neo). Concurso Cobe conciliação no secrim. - mei comb↑ l delitivo dode 6 never prozarepresento cãodecadencial. - - ---S - - S - I eurpara) . & Aceleração de parto . E ·. Incapacidade plas Ocupa - Coes Rabituais porO de & 30dias · Derigo de VIA ·Debilidade permanente de mempro , sentidoou Função. 30dias 6 Cotidianos como manga um garfo no boca, falar au fazer algo. II- Perigo de vida: probabilidade concreta e efetiva de MORTE, como CONSEQUÊNCIA da lesão ou do processo patológico (doentio) que esta originou. Necessário diagnóstico e efetivo perigo de vida (qualificadora de natureza culposa – CRIME PRETERDOLOSO – dolo nas lesões e culpa no resultado agravador). Obs.: Se o agente, quando agredia a vítima, atuava com dolo no sentido de causar-lhe o perigo de vida, haveria o dolo do crime de HOMICÍDIO, sobrevivendo a vítima, responde por TENTATIVA DE HOMICÍDIO e não pela qualificadora pelo PERIGO DE VIDA. III- DEBILIDADE PERMANENTE DE MEMBRO, SENTIDO OU FUNÇÃO: DEBILIDADE redução da capacidade funcional. PERMANENTE cuja cessação não se prevê, nem muda com o tempo. Obs.: parte da jurisprudência não exige que a debilidade seja PERPÉTUA, basta que seja DURADOURA. MEMBRO braços, pernas, pés, mãos, etc. SENTIDO visão, audição, olfato, paladar e tato. FUNÇÃO atividade particular dos órgãos do corpo. Ex.: circulação, respiração, digestiva, secretora, locomotora, etc. IV- ACELERAÇÃO DO PARTO: Antecipação do nascimento. Saída do feto VIVO, ANTES do prazo normal da gestação. O agente DEVE SABER da GRAVIDEZ. CRÍTICA: O legislador utilizou equivocadamente o termo aceleração, pois para acelerar, o parto já devia ter começado, logo, o termos adequado seria ANTECIPAÇÃO. Crime PRETERDOLOSO – culpa no resultado. Obs.: se a intenção do agente era interromper a gravidez, com a expulsão do feto, o seu dolo era o de ABORTO e não de LESÃO CORPORAL QUALIFICADA pelo inciso IV. APPI –independe de representação. COMPETÊNCIA: Vara Criminal LESÕES CORPORAIS DE NATUREZA GRAVÍSSIMA (§2º) §2º Se resulta: I - Incapacidade permanente para o trabalho; II - enfermidade incurável; III - perda ou inutilização do membro, sentido ou função; Atestado pelo médico & A - - - E o os te ai A - mot : Aporto. autrinária ~ de T a porte a -- d * duradoura . grovenãpala e X -questo economica - - s parte do corpo :braço, perman, per, mãos. IV - deformidade permanente; V - aborto: Pena - reclusão, de dois a oito anos. GRAVÍSSIMA denominação dada pela doutrina e jurisprudência. Prevista quando a lesão resulta: I- INCAPACIDADE PERMANENTE PARA O TRABALHO: De acordo com o conceito ECONÔMICO. Incapacidade permanente ou DURADOURA, não necessariamente PERPÉTUA. Incapacidade para qualquer modalidade de trabalho e não especificamente o trabalho que a vítima se dedicava PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE: não se pode exigir que um intelectual ou artista, por exemplo, inicie uma atividade como pedreiro ou vice-versa. II- ENFERMIDADE INCURÁVEL: doença física ou mental, de curabilidade não alcançada pela medicina, em seus recursos e conhecimentos atuais. OBS. 1: A vítimanão é obrigada a sujeitar-se à intervenções cirúrgicas de risco ou a tratamentos com resultados duvidosos. Ex.: tetraplegia. OBS. 2: HIV Se o agente sabe que é soro positivo e mantém relação sexual com outrem sem preservativo, responde pelo art. 121 do CP (consumado ou tentado), pois, quis transmitir o vírus. III- PERDA OU INUTILIZAÇÃO DE MEMBRO, SENTIDO OU FUNÇÃO: Diferente de debilidade, pois mesmo existindo o membro, ele NÃO possui qualquer capacidade física de ser utilizado. IV- DEFORMIDADE PERMANENTE: Sob o ponto de vista ESTÉTICO, tendo em vista a impressão vexatória que a lesão acarreta para o ofendido. A apreciação da deformidade é OBJETIVA e SUBJETIVA. PERMANENTE: incurável, irrecuperável pela atuação do tempo ou da medicina. Doutrina bipartida: Parte entende que a deformidade DEVE ser APARENTE, mas a lei penal não exige que o dano seja VISÍVEL, ou seja, que esteja ao alcance de todos. Pode haver danos em partes do corpo que só podem ser vistas pelo cônjuge ou companheiro (GRECO/MAGALHÃES NORONHA) Para tal corrente, a deformidade Mesmo que o réu tente reparar o dano. Perda visão, olfato, perda de paladar. A vitima não é obrigada a aceitar passar por cirurgias plásticas. Majoritária; pode ocorrer que as lesões não sejam visíveis, bastando apenas o particular ver, ou a própria pessoa., Garnima : unaspocidade permanente para o trabalho, enfermidade & encurale, perdo au inutilização do membro, defaminadade per mamente, aborto 2anoa - condicio suspensãodoutrinário nol do processo . razã vel; jessto e par um período prolongado - Juizaloração memo que não& I sya I -- perpetuo andeia e - - - conci - nue pode & - - posisie exigin a alguem anaer outro - funcao ·D naqua - ele não mesmo 2congo deverá modificar de forma VISÍVEL e GRAVE o corpo da vítima, mesmo que tal visibilidade seja LIMITADA a algumas pessoas. V- ABORTO: Resultado ao menos a título de CULPA (art. 19 do CP). A ignorância sobre a gravidez ERRO DE TIPO (art. 20 do CP), o que afasta a qualificadora. CRIME PRETERDOLOSO: Dolo na ação e culpa no resultado. Se houver dolo no resultado, responde pelo crime de aborto. APPI – competência da Justiça Comum. PENA: Reclusão, de 2 a 8 anos LESÃO CORPORAL SEGUIDA DE MORTE (§3º) §3º Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quis o resultado, nem assumiu o risco de produzi-lo: Pena - reclusão, de quatro a doze ano É o chamado HOMICÍDIO PRETERDOLOSO ou PRETERINTENCIONAL, cuja conduta é finalisticamente dirigida à produção de LESÕES, com o RESULTADO MORTE produzido a título de CULPA art. 19 do CP. Havendo DOLO EVENTUAL quanto ao resultado HOMICÍDIO DOLOSO. APPI – competência da Justiça Comum, pois a morte é culposa. PENA: Reclusão de 4 a 12 anos. LESÃO CORPORAL PRIVILEGIADA – DIMINUIÇÃO DE PENA (§4º) §4º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode (DEVE) reduzir a pena de um sexto a um terço. Ocorrendo as circunstâncias de: a) RELEVANTE VALOR SOCIAL (que atende a critérios coletivos); b) RELEVANTE VALOR MORAL (que atende interesses do agente); c) DOMÍNIO DE VIOLENTA EMOÇÃO (agente dominado pela situação); d) APÓS INJUSTA PROVOCAÇÃO DA VÍTIMA. Não enquadra a suspensão condicional com processo. Dolo na ação e culpa no resultado. Dolo eventual; júri. Assume o riscoT S - -minto agrenão- legítimo defeso O §4º permite que a pena de lesão corporal dolosa qualificada (§§1º, 2º e 3º) seja reduzida de 1/6 a 1/3. SUBSTITUIÇÃO DA PENA (§5º) §5º O juiz, não sendo graves as lesões, pode (DEVE) ainda substituir a pena de detenção pela de multa: I - se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior; II - se as lesões são recíprocas. I- Autoriza, em caso de LESÃO SIMPLES ou LEVE, que a pena privativa de liberdade seja convertida em multa (nos casos de relevante valor social ou moral e sob o domínio de violenta emoção). II- Se as lesões forem RECÍPROCAS, em vista da dúvida a respeito de quem iniciou a agressão. OBS. 1: VIOLÊNCIA DOMÉSTICA OU FAMILIAR contra a mulher: fica impossibilitada a substituição da pena art. 17 da lei 11.340/2006: É vedada a aplicação, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa OBS. 2: §§4º e 5º onde há a expressão “pode” reduzir ou substituir a pena, entende- se pelo dispositivo penal que trata-se de uma faculdade do juiz, mas a doutrina é pacífica no sentido de que trata-se de uma IMPOSIÇÃO, ou seja, ao reconhecer preenchidas as condições legais indicadas, o juiz NÃO PODERÁ NEGAR a diminuição ou substituição da pena É DIREITO SUBJETIVO DO ACUSADO. LESÃO CORPORAL CULPOSA (§6º) §6º Se a lesão é culposa: Pena - detenção, de dois meses a um ano. Possibilidade de CONCILIAÇÃO (art. 72 e 74 da Lei n. 9.099/95, TRANSAÇÃO PENAL (art. 76), SUSP. CONDICIONAL DO PROCESSO (art. 89), cujos requisitos são previstos no art. 77. Acado não penal persauçãS Injetoprovo -P ou levau directoo - S& Injentomose - fachado . - / · cateentrado o sande S - - - - -- - - - - L pena e mo igual al superior a 1 ano CULPA: art. 18, II, CP. O agente deu causa às lesões por negligência, imprudência ou imperícia. Ex.: Guarda de animais bravos, sem tomar as devidas cautelas de segurança. OBS. 1: Lesão corporal culposa em direção de veículo automotor, aplica-se o art. 303 do CTB. OBS. 2: Não há forma grave, nem gravíssima. APPC – art. 88 da Lei n. 9.0099/95 AUMENTO DE PENA §7º Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer qualquer das hipóteses dos §§4º e 6º do art. 121 deste Código. §7º- Se a lesão for CULPOSA: Quando há inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício. Ex.: Engenheiro Civil. Quando o agente deixa de prestar o devido socorro à vítima. Quando não procura diminuir as consequências de seu ato. Ex.: Deixa de custear remédios e/ou tratamentos. Quando foge para evitar prisão em flagrante. Exceto em caso de perigo de vida (Ex.: Linchamento). §7º - Se a lesão for DOLOSA: Quando a lesão for praticada contra pessoa menor de 14 anos (ECA) e maior de 60 anos (Estatuto do Idoso). Art. 155 do CPP a comprovação da idade deve ser feita por documento hábil. Quando a lesão for praticada por milícia privada, sob o pretexto de prestação de segurança; ou por grupo de extermínio. APPC art. 88 da Lei 9.099/95 lesão culposa. APPC lesão dolosa leve APPI lesão dolosa grave e gravíssima. §8º - PERDÃO JUDICIAL § 8º - Aplica-se à lesão culposa o disposto no §5º do art. 121. a prevubilidade do agente. -- - - ↑ - TaliSimae- - : lesão corporal) S 1 13 laumento) 113 /aumento) govel gravina Ordinar a jecrim A auto [incondicionada) Se a lesão for CULPOSA, o juiz deverá deixar de aplicar a pena, se as consequências da infração atingirem o PRÓPRIO AGENTE de forma TÃO GRAVE que a sanção penal se torne desnecessária. Punição pelo próprio destino o agente é punido pelo fato que praticou. Consequências: a) FÍSICAS: ferimentos no agente (Ex.: fica tetraplégico); b) MORAIS: morte ou lesão em parentes ou entes queridos Aplica-se aos §§3ºe 4º causa de extinção da punibilidade art. 107, IX, CP. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA (§9º) §9º Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade Pena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos. Antes da Lei n. 10.886/2004, tais situações eram previstas no CP como AGRAVANTES (art. 61, II, “e” e “f” do CP); hoje, especificamente, no CRIME DE LESÃO CORPORAL, terão o condão de QUALIFICÁ-LO, vez que a Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/06), criou mecanismos para coibir a VIOLÊNCIA DOMÉSTICAE FAMILIAR CONTRA A MULHER, embora mantendo a redação original do §9º do art. 129 do CP, modificou a pena anteriormente cominada, passando a prever pena de detenção de 3 meses a 3 anos. O §9º deve ser aplicado a todas as pessoas, sejam do sexo feminino ou masculino, que se amoldarem às situações narradas no tipo. Todavia, quando a MULHER for a vítima, tal fato importará tratamento mais severo ao autor da infração, eis que o art. 41 da Lei Maria da Penha, PROÍBE a aplicação da Lei n. 9.099/95, impedindo assim a proposta de Susp. Cond. Do Processo, mesmo que a pena mínima cominada seja de um ano. Art. 41. Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher, independentemente da pena prevista, não se aplica a Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995. Objeto jurídico: Integridade física ou fisiopsíquica das pessoas mencionadas no tipo. Suspensão S - - - - ADDIM DO- photel Onde está vendendo 4 bis in idem " - lei nãopode aplicar -> coabitando especial Lei 11 (340 106 - Maria daPerha - O APPI-Ação penal publica- incondi ciona da - Sujeito ativo: A pessoa que tem ou haja tido com a vítima um dos vínculos ou relações descritas no tipo. Sujeito passivo: mesma forma Tipo objetivo: Ofender a integridade corporal ou a saúde de pessoas que tem ou haja tido com o autor algum dos vínculos ou relações descritos no tipo. Lesões leves: caso as lesões sejam graves, gravíssimas ou seguidas de morte, o crime será dos §§1º ao 3º, com a pena aumentada de 1/3. Elemento subjetivo: Dolo – se a lesão for culposa, aplica-se o §6º. Consumação: Com a efetiva ofensa à integridade física. Tentativa: Não se admite Crime único ou concurso de crimes? A multiplicidade de lesões, DESDE que num MESMO CONTEXTO FÁTICO, não implica o reconhecimento de concurso de crimes há um ÚNICO CRIME. Se em contexto fático DIFERENTE, poderá haver CONCURSO DE CRIMES, configurando ou não a continuidade delitiva do art. 71 do CP. Substituição do §5º: Não sendo graves as lesões, o juiz deve SUBSTITUIR a pena de detenção pela de multa, desde que presentes as circunstâncias descritas no §5º. Porém, o art. 17 da Lei Maria da Penha VEDA a aplicação isolada de MULTA. Art. 17. É vedada a aplicação, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa. Aplicação: Por mais severa que seja a Lei Maria da Penha, só se aplica aos fatos praticados a partir do seu advento (22/09/06) O processamento das condutas anteriores a essa data, permanecerão sob a égide da lei anterior, com a possibilidade de transação, etc, nos seus juízos de origem (TJMG). APPI: apesar da redação do art. 16 da LMP; Art. 16. Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que trata esta Lei, só será admitida a renúncia à representação perante o juiz, em audiência especialmente designada com tal finalidade, antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público A maioria dos ministros do STF entenderam que esta circunstância esvaziaria a proteção constitucional assegurada às mulheres ADI4424 Rogério Greco tece críticas à Suprema Corte, dizendo que tal decisão trouxe prejuízos ás famílias, eis que inviabiliza as reconciliações conjugais. ~ eleção domático - s · Crime Único:Mesmo Contex - to fateco. S ar CAUSAS ESPECIAIS DE AUMENTO DE PENA (§10º) §10º Nos casos previstos nos §§ 1º a 3º deste artigo, se as circunstâncias são as indicadas no §9º deste artigo, aumenta-se a pena em 1/3 (um terço). Nos §§1º ao 3º, se as circunstâncias são as indicadas no §9º, a pena é aumentada de 1/3. CAUSA ESPECIAL DE AUMENTO DE PENA PELA DEFICIÊNCIA DA VÍTIMA (§11º) §11º. Na hipótese do §9º deste artigo, a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. Deficiência física e mental, auditiva ou visual. LESÃO CORPORAL PRATICADA CONTRA INTEGRANTES DOS ÓRGÃOS DE SEGURANÇA PÚBLICA OU SEUS FAMILIARES (§12º) §12º Se a lesão for praticada contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição, a pena é aumentada de um a dois terços. Inovação trazida pela Lei n. 13.142 de 06 de julho de 2015 - lesão corporal e homicídio praticados contra integrantes dos órgãos de segurança pública ou seus familiares. Trata-se de nova causa de aumento de pena do crime de Lesão Corporal, e aplica-se para todas as espécies de lesão corporal DOLOSA: leve (caput), grave (§1º), gravíssima (§2º) e seguida de morte (§3º), ficando de fora a lesão corporal culposa (6º). A Lei n. 13.142/15, tipificou como crimes hediondos: lesão corporal gravíssima (art. 129, §2º, CP), lesão corporal seguida de morte (art. 129, §3º, CP) e homicídio qualificado, todos se praticados contra integrantes dos órgãos de segurança pública (ou contra seus familiares), se o delito tiver relação com a função exercida. Requisitos: 1º) Condição da vítima: -curriculolot a grove, grome e is a - D Finco ,mentol , adse va al Exercício da - profundo ou - decorrencia dela a) Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária Federal, Polícias Civis, Polícias Militares, Corpos de Bombeiros Militares, Guardas Municipais, Sistema Prisional, Força Nacional de Segurança Pública. b) cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até o 3º grau de algumas das pessoas listadas. 2º) Relação com a função: desde que o crime tenha sido praticado contra a pessoa no exercício das funções ou em razão delas. LESÃO CORPORAL LEVE PRATICADA CONTRA VÍTIMA MULHER POR RAZÕES DA CONDIÇÃO DO SEXO FEMININO (§13º) §13º Se a lesão for praticada contra a mulher, por razões da condição do sexo feminino, nos termos do § 2º-A do art. 121 deste Código: (Incluído pela Lei nº 14.188, de 2021) Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro anos). (Incluído pela Lei nº 14.188, de 2021) Em 28 de julho de 2021, a Lei nº 14.188/21 alterou alguns dispositivos do Código Penal, dentre essas alterações, acrescentou o §13º ao art. 129, que prevê uma pena de 01 (um) a 04 (quatro) anos de reclusão para quem praticar lesão corporal leve contra a mulher por razões da condição do sexo feminino novatio legis in pejus não pode retroagir. O art. 121, §2º-A, I e II, do CP define o que se entende por “razões da condição do sexo feminino” quando o crime envolve violência doméstica e familiar (art. 129, §9º do CP) ou com menosprezo ou discriminação à condição de mulher mesmo a lesão sendo praticada contra mulher fora do ambiente da violência doméstica e familiar, mas com menosprezo ou discriminação à condição de mulher, restará caracterizado o tipo do §13º. Ex.: o indivíduo que desfere socos contra o rosto de uma mulher, causando-lhe lesão leve, por ela ter atingido seu carro por imperícia no trânsito, afirmando que "mulher no trânsito é um perigo constante. O §13º retirou a vítima mulher da mesma vala comum que a vítima homem, garantindo maior proteção a ela em virtude do estado de vulnerabilidade em que encontra-se no cenário da violência doméstica e familiar O legislador deu um tratamento mais isonômico, penalizando de forma diferente a mesma conduta, no mesmo contexto, porém, em detrimento de vítimas diferentes. S a Feminicídio - - - - - - - - - - -- - - - - O §13º deve ser aplicado somente aos casos de leões corporais de natureza leve. Caso a violência seja tão grave ao ponto de configurar as previsões dos §§ 1º, 2º e 3º do art. 129 do CP (lesão grave, gravíssima e seguida de morte), deverá ser enquadrada nesses dispositivos, que possuem penas maiores. §13º APPI Devemos lembrar que o art. 41 da Leinº 11.340/06 (Lei Maria da Penha) estabelece que aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher, independentemente da pena prevista, não se aplica a Lei nº 9.099/95 ao tomar conhecimento da existência de um crime de lesão corporal leve praticado no contexto de violência doméstica ou em detrimento da mulher por razões da condição do sexo feminino, a autoridade policial deverá, imediatamente, independente de representação da vítima, instaurar Inquérito Policial e não Termo Circunstanciado de Ocorrência, vez que trata-se de APPI. Caso a vítima mulher seja menor de 14 ou maior de 60 anos, incidirão as causas de aumento de pena previstas nos §7º do art. 129 do CP, elevando o patamar máximo da pena em abstrato para além dos 04 (quatro) anos. 1548+ 3 DOS CRIMES CONTRA A HONRA CALÚNIA – art. 138 do CP Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa. § 1º - Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga. § 2º - É punível a calúnia contra os mortos. Exceção da verdade § 3º - Admite-se a prova da verdade, salvo: I - se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível; II - se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. 141; III - se do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível. REQUISITOS: 1. Imputação de fato definido como crime; 2. Falsidade da imputação; 3. Intenção de caluniar. CONCEITO: É a falsa imputação a alguém de fato definido como crime. OBJETO JURÍDICO: a honra OBJETIVA repuatação (o conceito que cada pessoa é tida perante o meio social em que vive). OBJETO MATERIAL: pessoa contra quem são dirigidas as imputações ofensivas à honra objetiva (reputação). SUJEITO ATIVO: crime comum – qualquer pessoa. SUJEITO PASSIVO: qualquer pessoa, mesmo aquelas de MÁ FAMA e os IRRESPONSÁVEIS (loucos ou menores). Inclusive os MORTOS, cujos parentes serão os sujeitos passivos (§2º). A PESSOA JURÍDICA também pode figurar como sujeito passivo, desde que o crime a ela atribuído falsamente seja tipificado na Lei n. 9.605/98 LEI AMBIENTAL, nas demais hipóteses deverá ser considerado crime de DIFAMAÇÃO. a Honra- Subjetiva -Decora e imagem que tenho de mim mema. art140/CO - va - Imagem que linjuria)Objet - tenho peronleAção penal privada. · a sociedade / =DRentaçãoPartColunaação& Queixa - Querelante crime. - Querelado ↳ Objetiva ->olobe rempest condicionaldo processo. p tem q mcame ↳meiostal 2 D - TIPO OBJETIVO: 1. IMPUTAR FALSAMENTE: atribuir fato determinado e FALSO presunção de falsidade, a menos que se prove sua veracidade (§3º); 2. PROPALAR ou DIVULGAR (§1º): tornar público basta que se dê conhecimento a uma só pessoa. 3. FATO DEFINIDO COMO CRIME: além de falso. EXEMPLO: Matheus falou que viu Lucas furtando um objeto de Camila, sendo esta imputação falsa. tal imputação deve chegar ao conhecimento de pessoas diversas do ofendido (Lucas), ferindo assim, a sua HONRA OBJETIVA, a sua REPUTAÇÃO que tem a zelar perante o meio social. CRIME COMISSIVO: cometido por meio de uma AÇÃO; ou OMISSIVO IMPRÓPRIO: desde que o agente goze do status de garantidor. CONSUMAÇÃO: No momento em que chega ao conhecimento de uma terceira pessoa. É um CRIME FORMAL, cuja consumação ocorre mesmo que a vítima não tenha sido, efetivamente, ofendida em sua honra objetiva, bastando que o agente DIVULGUE falsamente, a terceiro, fato definido como crime. TENTATIVA: depende do meio utilizado. Ex.: Por meio de carta que não chega ao destinatário. ELEMENTO SUBJETIVO: Dolo animus caluniandi DIRETO: §1º - apenas o dolo direto; EVENTUAL: Ex.: Deixar o e.mail aberto no local do trabalho §1º - AGENTE QUE PROPALA OU DIVULGA A CALÚNIA: DOLO DIREITO: de quem divulga a calúnia que teve ciência. Deve o agente propalator conhecer a FALSIDADE da imputação. Se há dúvidas quanto à veracidade, há a DESCLASSIFICAÇÃO para o art. 138 do CP (DIFAMAÇÃO). A Imputar, propalar ou divulgar - a propolarmesmo a propagare - mesmotose - -- - - de depende do Meio execução & - - - memo exemplo crimedia sexual - - D - - ↓ Eventual - ↳ direto - - - - & §2º - CALÚNIA CONTRA OS MORTOS: o morto não goza mais de status de pessoa, todavia, sua MEMÓRIA MERECE SER PRESERVADA. Assim, seus parentes, mesmo que INDIRETAMENTE, são atingidos pela força da falsidade do fato definido como crime que lhe é imputado NÃO CABE DIFAMAÇÃO E INJÚRIA. §3º EXCEÇÃO DA VERDADE: É a faculdade atribuída ao agente de demonstrar que os fatos por ele narrados não são falsos. Tal comprovação AFASTA A INFRAÇÃO PENAL. É a prova da imputação feita. Processamento art. 523 do CPP: Art. 523. Quando for oferecida a exceção da verdade ou da notoriedade do fato imputado, o querelante poderá contestar a exceção no prazo de dois dias, podendo ser inquiridas as testemunhas arroladas na queixa, ou outras indicadas naquele prazo, em substituição às primeiras, ou para completar o máximo legal. A exceção da verdade é permitida no crime de calúnia, SALVO em 3 hipóteses: I - se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível: enquanto estiver pendente de julgamento a APP, seja em 1º ou 2º grau, não poderá ser erigida a exceção da verdade. Tão pouco poderá ser arguida, caso o ofendido não tenha se quer sido processado criminalmente pelo fato definido como crime que lhe imputou o agente. GRECO entende que que deve ser SUSPENSO o processo de CALÚNIA, para apurar primeiro o processo do suposto crime imputado, para não ter prejuízo a quem imputou o fato, e que tmabém está sendo processao por calúnia. II- se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. 141: Presidente da República ou Chefe de Governo Estrageiro. Na exceção da verdade, os sujeitos da ação penal mudam de posição (Excepto - querelante e Excipiente – querelado). Nesse caso, entende-se que não seria razoável, dadas as posições que ocupam, colocá-los como réus em acusações propostas por quem não possui legitimidade constitucional para tanto IMUNIDADE. A prova da verdade, nesse caso, seria nos próprios autos da APP de calúnia se ficar comprovada a prática do delit, o agente que o imputou, deverá ser absolvido na AP relativa ao crime de calúnia não se pode impedir a sua defesa. S - - -- Exceção da verdades S - & & Coopera III - se do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível: O fato já foi decidido judicialmente. Deve haver respeito ao pronunciamento judicial. AUMENTO DE PENA: art. 141 do CP Art. 141 - As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido: I - contra o Presidente da República, ou contra chefe de governo estrangeiro; II - contra funcionário público, em razão de suas funções, ou contra os Presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal; (Lei nº 14.197, de 2021) III - na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria. IV - contra criança, adolescente, pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou pessoa com deficiência, exceto na hipótese prevista no §3º do art. 140 deste Código. (Lei nº 14.344, de 2022) § 1º - Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa, aplica- se a pena em dobro. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) § 2º Se o crime é cometido ou divulgado em quaisquer modalidades das redes sociais da rede mundial de computadores, aplica-se em triplo a pena. (Lei nº 13.964, de 2019) Caput aumento de 1/3 §1º pena aplicada em DOBRO §2º pena em TRIPLO RETRATAÇÃO: art. 143 do CP Art. 143 - O querelado que, antes da sentença, se retrata cabalmente da calúnia ou da difamação, fica isento depena. Parágrafo único. Nos casos em que o querelado tenha praticado a calúnia ou a difamação utilizando-se de meios de comunicação, a retratação dar-se-á, se assim desejar o ofendido, pelos mesmos meios em que se praticou a ofensa. (Incluído pela Lei nº 13.188, de 2015) É o ato de DESDIZER-SE, de retirar o que disse. Por meio dela, o agente confessa que ERROU e, expressamente, volta atr-as do que declarou Isenção de pena. Não se confunde com a NEGATIVA DO FATO, pois quem nega, não se retrata. Cabe na calúnia e na difamação. gala crip A colúnia - - comum A sifamação Injúria I espocke - - - retirar o que foi dito de na ↑calúnia & · ofendidoprecisa e difonaco & - - - - - - -- - o ofendidosart DUBIEDADE E PEDIDO DE EXPLICAÇÃO: art. 144 do CP Art. 144 - Se, de referências, alusões ou frases, se infere calúnia, difamação ou injúria, quem se julga ofendido pode pedir explicações em juízo. Aquele que se recusa a dá-las ou, a critério do juiz, não as dá satisfatórias, responde pela ofensa. Interpelação do possível ofensor, para que este esclareça a ofensa dúbia, a imputação equívoca, a pessoa a quem se referiu, etc. O interpelado pode recusar-se a prestar explicações. Cabe ao juiz da eventual AP (calúnia), julgar as explicações e rejeitar a queixa, caso as considere satisfatórias. CONCURSO DE CRIMES: Possível concurso ente calúnia e injúria art. 70 do CP. Art. 70 - Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos, consoante o disposto no artigo anterior. AÇÃO PENAL: art. 145, caput, do CP. Art. 145 - Nos crimes previstos neste Capítulo somente se procede mediante queixa, salvo quando, no caso do art. 140, § 2º, da violência resulta lesão corporal. Parágrafo único. Procede-se mediante requisição do Ministro da Justiça, no caso do inciso I do caput do art. 141 deste Código, e mediante representação do ofendido, no caso do inciso II do mesmo artigo, bem como no caso do § 3º do art. 140 deste Código. Caput APP Se resulta lesão corporal (injúria real) APPC Presidente da República e Chefe de Governo Estrageiro APPC Funcionário Público em razão de suas funções APPC Súmula 714 do STF: “É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e do ministério público, condicionada à representação do ofendido, para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do exercício de suas funções.” APLICAÇÃO DA LEI 9.099/95: rito sumaríssimo COMPETÊNCIA: JECRIM, desde que não se aplique o art. 141 do CP. ! * I - I & ↳ humilhação Representação -[- · Represento - Presentad OBS.: CALÚNIA PROFERIDA NO CALOR DA DISCUSSÃO não afasta a infração penal, o que importa é que o agente tenha atuado com o elemento subjetivo DOLO. (com finalidade de ofender a honra da vítima). DIFAMAÇÃO – art. 139 do CP Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. Exceção da verdade Parágrafo único - A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. DIFAMAÇÃO imputação de fato ofensivo à reputação HONRA OBJETIVA. OBJETO JURÍDICO: honra objetiva – a reputação que cada pessoa é tida perante o meio social que se insere. SUJEITO ATIVO: crime comum – qualquer pessoa pode cometê-lo. SUJEITO PASSIVO: qualquer pessoa – física ou jurídica (também tem honra OBJETIVA), mesmo as pessoas de MÁ FAMA. Aquele que propala também responde pela DIFAMAÇÃO. TIPO OBJETIVO: IMPUTAR imputação ainda que verdadeira. Exceção: parágrafo único FUCIONÁRIO PÚBLICO (ofensa relativa ao exercício de suas funções). A atribuição DEVE chegar ao conhecimento de terceira pessoa, não configurando o delito se o próprio ofendido que leva ao conhecimento de outrem. CONDUTA COMISSIVA: praticada por qualquer meio. ELEMENTO SUBJETIVO: Dolo direto ou eventual desde que com o propósito de ofender. 111 E -- Estudar Fecrim .D Ritoumarínimo no deverdade Imperado condicional 1 & · Conhecimentodeee a - pensa . CONSUMAÇÃO: quando a imputação chega ao conhecimento de outrem, que não a vítima. Mas precisa chegar ao seu conhecimento também para que, querendo, possa propor Ação Penal contra o agente difamador. Prazo decadencial: 06 meses contados do dia em que souber quem é autor da difamação art. 38 do CPP (aplica-se esse dispositivo para os crimes de calúnia e difamação – que ferem a honra objetiva). Art. 38. Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, decairá no direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro do prazo de seis meses, contado do dia em que vier a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia. TENTATIVA: admite-se. Depende dos meios utilizados. Crime plurissubsistente - conduta fracionada admite-se a tentativa na forma escrita. Ex.: O agente, ao postar a carta no correio, deu início à execução do crime de difamação, que só não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade. Crime monossubsistente forma verbal não admite-se tentativa. QUALIFICADORAS: art. 141 do CP. EXCLUSÃO DO CRIME: art. 142 do CP: Art. 142 - Não constituem injúria ou difamação punível: I - a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador; II - a opinião desfavorável da crítica literária, artística ou científica, salvo quando inequívoca a intenção de injuriar ou difamar; III - o conceito desfavorável emitido por funcionário público, em apreciação ou informação que preste no cumprimento de dever do ofício. Parágrafo único - Nos casos dos ns. I e III, responde pela injúria ou pela difamação quem lhe dá publicidade. RETRATAÇÃO: art. 143 do CP – antes da sentença (cabe na calúnia e difamação). DUBIEDADE E PEDIDO DE EXPLICAÇÃO: art. 144 do CP AÇÃO PENAL: art 145 do CP APP Formal : 3pessoa (conhecimento)Mero Kauri mento. dencial de 6messià parti do prozo deco conhecimento do réu . S ↑ criminado e tem - - -- como fracionai E DIFAMAÇÃO DIRIGIDA À PRÓPRIA VÍTIMA: poderá o agente responder por INJÚRIA (se atingir a honra subjetiva). ADVOGADO E EXCESSO VERBAL: Em sua atividade, não comete o crime de injúria e difamação IMUNIDADE (art. 7º, §2º, da Lei n. 8.906/94 – Estatuto da OAB). Art. 7º São direitos do advogado: § 2º O advogado tem imunidade profissional, não constituindo injúria, difamação ou desacato puníveis qualquer manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em juízo ou fora dele, sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB, pelos excessos que cometer INJÚRIA – art. 140 do CP Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo lhe a dignidade ou o decoro: Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. §1º - O juiz pode deixar de aplicar a pena: I - quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria; II - no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria. §2º - Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência. § 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a religião ou à condição de pessoa idosa ou com deficiência: (Redação dada pela Lei nº 14.532, de 2023) Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa INJÚRIA: é a ofensa ao DECORO ou à DIGNIDADE DE ALGUÉM NÃO há imputação de fato determinado. OBJETO JURÍDICO: honra subjetiva SUJEITO ATIVO: qualquer pessoa SUJEITO PASSIVO: qualquer pessoa FÍSICA. A pessoa jurídica não possui honra subjetiva.TIPO OBJETIVO: opinião que o agente dá a respeito do ofendido. Precisa chegar ao conhecimento dele, ainda que por meio de terceiros. E honra subjetiva Decora Dama S próprio MEIOS DE EXECUÇÃO: todos os meios de expressão de pensamento: palavra oral, escrita, impressa, reproduzida mecanicamente, desenho, imagem, caricatura, pintura, escultura, gesto, alegoria, símbolos, sinais, atos, etc. Ex. 1: Apresentar milho ou capim a alguém, dizendo: come. Ex. 2: Desenhar uma banana ou imitar um macaco para uma pessoa negra. ELEMENTO SUBJETIVO: Dolo direto ou eventual. CONSUMAÇÃO: quando a ofensa chega ao conhecimento do ofendido. Ex.: Se em uma conversa com terceiro, o agente chama a vítima de MALANDRA e esta vem a saber pouco tempo depois, o delito se consuma quando ela toma conhecimento. TENTATIVA: Admite-se, dependendo do meio utilizado. Ex.: escrito. OBS.: não se admite a exceção da verdade. PERDÃO JUDICIAL: §1º, I e II. Art. 107, IX, CP é uma faculdade do juiz. Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei. INJÚRIA REAL: §2º A violência ou vias de fato são utilizadas não com a finalidade de ofender a integridade corporal ou a saúde, mas sim, no sentido de HUMILHAR, DESPREZAR, RIDICULARIZAR, atingindo a honra subjetiva da vítima. Ex.: Tapa no rosto, puxão de orelha, rompimento das vestes femininas, atirar bebida no rosto da pessoa com finalidade ultrajante, chicotadas, etc. O agente responde pela injúria real em CONCURSO FORMAL com o crime de LESÃO CORPORAL art. 70 do CP (uma só ação, 2 ou mais resultados). Quando o agente se valer das vias de fato para praticar injúria real, mais grave, ABSORVE a contravenção (art. 21 da LCP). Art. 21. Praticar vias de fato contra alguém: Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de cem mil réis a um conto de réis, se o fato não constitui crime. §3º - Modificado pela Lei 14.532, de 11/01/2023, art. 2º (Nova redação ao § 3º). Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. Redação anterior § 3º - Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: Pena - reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos e multa. O legislador optou por realocar o núcleo central do referido tipo penal na Lei de Racismo, ou seja, o preconceito baseado em raça, cor, etnia ou procedência nacional, concluímos que não há mais motivos para o uso da terminologia racial ou racista para o referido dispositivo do Código Penal. Conquanto a Lei nº 14.532/2023 tenha conferido causa de aumento de pena em face de condutas discriminatórias ou preconceituosas que ocorram no contexto de atividades religiosas, isso não significou a criminalização da atividade religiosa; na verdade, o legislador mitigou expressamente a incidência do referido tipo penal imputando o mesmo gravame penal àqueles que obstam, impedem ou empregam violência contra quaisquer manifestações ou práticas religiosas. Para CELSO DELMANTO, a pena é excessiva (= a do homicídio culposo – art. 121, §3º do CP) Para o saudoso autor, fere o princípio da proporcionalidade das penas. FIGURAS QUALIFICADAS: art. 141 do CP DUBIEDADE E PEDIDO DE EXPLICAÇÃO: art 144 do CP. EXCLUSÃO DO CRIME: art. 142 do CP AÇÃO PENAL: art. 145 do CP 1 DOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO FURTO – art. 155 do CP *Atentem-se para mudanças ocorridas em 2016 e 2018 (vocês devem estar com o código atualizado) Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. §1º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso noturno. §2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa. §3º - Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico. Furto qualificado §4º - A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido: I - com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa; II - com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza; III - com emprego de chave falsa; IV - mediante concurso de duas ou mais pessoas §4º-A A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se houver emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum. (Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018). § 4º-B. A pena é de reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa, se o furto mediante fraude é cometido por meio de dispositivo eletrônico ou informático, conectado ou não à rede de computadores, com ou sem a violação de mecanismo de segurança ou a utilização de programa malicioso, ou por qualquer outro meio fraudulento análogo. (Incluído pela Lei nº 14.155, de 2021) § 4º-C. A pena prevista no § 4º-B deste artigo, considerada a relevância do resultado gravoso: (Incluído pela Lei nº 14.155, de 2021) I – aumenta-se de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o crime é praticado mediante a utilização de servidor mantido fora do território nacional; II – aumenta-se de 1/3 (um terço) ao dobro, se o crime é praticado contra idoso ou vulnerável. §5º - A pena é de reclusão de 3 (três) a 8 (oito) anos, se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior. §6º - A pena é de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos se a subtração for de semovente domesticável de produção, ainda que abatido ou dividido em partes no local da subtração. (Incluído pela Lei nº 13.330, de 2016) §7º A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se a subtração for de substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego. (Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018). FURTO subtração NÃO VIOLENTA retirar do poder de alguém coisa alheia móvel. PARA SI OU PARA OUTREM animus furandi finalidade de obter para si ou para outrem a res furtiva Se não houver tal finalidade, trata-se tão somente de FURTO DE USO. Invente· COISA ALHEIA MÓVEL tudo aquilo passível de remoção. Ex.: animais, objetos, cadáveres utilizados para pesquisas, etc.. ALHEIA pertencente a alguém diferente daquele que a subtrai. Exclui-se: res mellius (coisa de ninguém); res derelictae (coisa abandonada – renúncia ao direito de propriedade) e; res commune omnium (coisa de uso de todos). OBS.: Há uma divergência doutrinária em relação a ser objeto de furto a coisa que está na posse de outrem e é subtraída pelo proprietário. Ex.: PENHOR A divergência de entendimentos se instala, pois o caput do art. 155 fala em “COISAS ALHEIAS”, logo, há a corrente doutrinária, na qual se inclui GRECO, que entende que não configura furto pelo fato da coisa não ser ALHEIA. OBJETO JURÍDICO: há divergência de entendimentos: 1ª corrente: posse, propriedade e mera detenção da coisa; 2ª corrente: propriedade; 3ª corrente: posse e propriedade. ROGÉRIO GRECO entende o Estado protege a POSSE e a PROPRIEDADE, pois existe a perda tanto para o possuidor direto, quanto para o indireto (proprietário), pois o possuidor terá que restituir a coisa ao proprietário. OBJETO MATERIAL: coisa alheia móvel SUJEITO ATIVO: crime comum, qualquer pessoa pode cometê-lo, salvo o proprietário (segundo algumas correntes doutrinárias) e o possuidor, que também não pode ser sujeito ativo, pois se não restituir a coisa ao seu legítimo proprietário, responde por apropriação indébita e não por furto (art. 168 do CP). SUJEITO PASSIVO: O proprietário e o possuidor da coisa alheia móvel (pessoa física ou jurídica). CONSUMAÇÃO: Há 02 posições: pronível de remover . diferente de quem está subtraindo Furto de - uso noo consequen caracteriza 2ond e de &Ex: minc - -- - Furto . pas Boca da leia nho poubilidade - tublato pelo estado. de furlo . ↳ enrendimentoE->out Interpreted! - b - Mário ip existe - Seomero pomblidade . detento teve seuprejuizo - - -crime próprio : elementasda exime . -paníve remoção) - - Salvo o proprietário em alguma correntes doutri - norio I (detentor - 1ª) Consuma-se no momento em que a res é retirada da esfera de posse e disponibilidade da vítima, ingressando na do agente, ainda que NÃO tenha ele a POSSE TRANQUILA da coisa. 2ª) Consuma-se quando a res é retirada da esfera de posse e disponibilidade da vítima, ingressando na do agente, que, obrigatoriamente, deverá exercer, mesmo que por certo espaço de tempo, a posse tranquila sobre a coisa. OBS.: A jurisprudência tem descartado a POSSE TRANQUILA. O STF afirma que a CONSUMAÇÃO DO CRIME DE FURTO se dá com a SIMPLES INVERSÃO DA POSSE, não sendo necessário que a coisa saia da esfera de vigilância da vítima, ocorrendo, pois, a consumação do furto, ainda que haja a retomada da res furtiva logo em seguida, pela própria vítima ou por terceiros Logo, de acordo com o entendimento da Suprema Corte, a primeira corrente de entendimento é a majoritária e que se prevalece. ROGÉRIO GRECO entende que quando a coisa, após ser retirada da esfera de domínio da vítima, vier a ingressar na POSSE TRANQUILA do agente, mesmo que por um curto espaço de tempo, há a consumação, ou seja, para o autor, o agente deve ter tido tempo suficiente para dispor da coisa, caso contrário estaria diante de uma TENTATIVA filia-se, pois na 2ª corrente (da POSSE TRANQUILA), onde a mera inversão da posse não passa de uma tentativa. ELEMENTO SUBJETIVO: Dolo animus furandi finalidade de obter a coisa para si ou para outrem. NÃO admite-se a modalidade culposa. CRIME COMISSIVO (subtrair) e OMISSIVO (se o agente gozar do status de garantidor). AUMENTO DE PENA §1º) aumento de 1/3 da pena, se o crime é praticado DURANTE O REPOUSO NOTURNO. Ocorre tal aumento em virtude da MAIOR PRECARIEDADE DE VIGILÂNCIA e DEFESA pela vítima, devido o seu recolhimento para o repouso durante à noite. Maior VULNERABILIDADE à subtração. Comunação: 10 inverão do Comumação da menão J iPrecio nome , aindanove s seja tranquilo de possetronquer 28 . 11 # - - - - O unvesão dopost pore tranquilas - ↑Majoritaria Bastaa - emples in ruo e posse. - - -! Supremo Corte . - - - - - - Entendimento minoritário - - E S - -- aumentoem vrtude do vunerabilidade §2º) FURTO PRIVILEGIADO Requisitos necessários e cumulativos: PRIMARIEDADE – agente não reincidente. COISA DE PEQUENO VALOR – não superior a um salário mínimo. OBS.: Não se deve confundir pequeno valor com valor insignificante, pois este último EXCLUI O CRIME (pela ausência de ofensa ao bem tutelado) aplica-se o PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. A REINCIDÊNCIA impede o reconhecimento do denominado furto PRIVILEGIADO. Ex.: Agente que furta reincidentemente coisas de pequeno valor para sustentar o vício de droga. §3º) FURTO DE ENERGIA Pode ser: energia elétrica (famosos gatos), solar, térmica, sonora, atômica, mecânica, etc, desde que tenha valor econômico. Inclusive a energia genética (sêmen) dos animais reprodutores. É um crime de natureza PERMANENTE, cuja consumação se protrai no tempo. Logo, não pode o agente ser preso em FLAGRANTE quando descoberta a ligação clandestina da qual se beneficiava CONSUMAÇÃO PROLONGADA. MODALIDADES QUALIFICADAS §4º) I- DESTRUIÇÃO OU ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO Tudo aquilo que tenha a finalidade de proteger a coisa e que não seja a ela naturalmente inerente. O agente elimina aquilo que o impedia de levar a efeito a subtração pretendida. EXEMPLO: Usa um pé de cabra para arrebentar o cadeado ou um alicate para cortar a concertina. II- ABUSO DE CONFIANÇA Pressupõe liberdade, credibilidade, presunção de honestidade entre as pessoas. O agente abusa da confiança nele depositada, quando aproveita-se da relação de fidelidade para praticar a subtração. Porém, deve haver comprovação. Vola . de se cremulatina Como pequeno diminui de1'a Es ↳ primariedade. ou aplicação Rol taxativo de multa. A - laté une1- solário minima não Log juz nur confunde com pequena vola Principio do umignificância é subjetivo de pessoa a pessoa ↑ex: 10 , 00 de um rico, é indiferente em relação à um mendingo. S-- I caino prova. naceita colode -12a8 anod vidro. S- - -- EXEMPLO: Empregada doméstica aproveita da relação de confiança entre ela e a patroa para subtrair objeto da casa onde trabalha. FRAUDE São utilizados meios ardilosos, insidiosos, que fazem com que a vítima incorra ou seja mantida em erro, a fim de que o agente pratique a subtração desejada. EXEMPLO: O agente faz com que o vendedor acredite que ele gostaria de fazer um test drive na motocicleta exposta à venda e a furta. ESCALADA Ingresso do agente em edifício ou recinto fechado, ou a saída dele, por vias não destinadas ao trânsito de pessoas, servindo-se o agente de meios artificiais (não violentos) ou de sua própria agilidade. EXEMPLO: Indivíduo que passa pela rede de esgoto ou escala parede para adentrar pela janela de um prédio (via anormal) DESTREZA O agente utiliza de habilidade especial para a prática do furto, de forma que a vítima não perceba a subtração. EXEMPLO: O agente corta a alça da bolsa da vítima, enquanto esta desce pela escada rolante de um shopping. Obs.: Tal qualificadora não incide quando a pessoa está dormindo ou embriagada, o que não requer destreza. III- EMPREGO DE CHAVE FALSA Emprego de qualquer instrumento destinado a abrir fechaduras (podendo ser com ou sem formato de chaves). EXEMPLO: grampos de cabelo, clips, arames, etc. IV- CONCURSO DE DUAS OU MAIS PESSOAS Basta que somente uma delas seja imputável para a configuração da qualificadora. E também que apenas uma delas tenha sido descoberta. Não há necessidade de se conhecer a qualificação dos demais participantes ou coautores. Há divergência quanto à necessidade da presença dos agentes no local do crime. GRECO: entende pela necessidade, sob o argumento de que o furto apenas será cometido mediante o concurso de 2 ou mais pessoas, se estas participarem na fase da execução do delito. Furto deuno- conduta atémia C meio dificil -amopelar viar anamai. - -m! - - - - estudar artegor & depois HELENO FRAGOSO: Discorda desse entendimento, para ele, se a pessoa participar apenas secundariamente do furto e não participar da fase executiva, ainda assim aplica-se a qualificadora do concurso de pessoas. §4º-A) AUMENTO DE PENA PELO EMPREGO DE EXPLOSIVO OU ARTEFATO ANÁLOGO QUE CAUSE PERIGO COMUM Inovação trazida pela Lei n. 13.654/2018, cuja pena é mais elevada (Reclusão de 4 a 10 anos e multa), devido à forma de execução e ao perigo criado. Houve a necessidade da inclusão deste inciso e do enrijecimento da lei, em virtude do aumento de crimes em caixas eletrônicos de banco, mediante o uso de explosivos. §4º-B) FURTO QUALIFICADO - FURTO MEDIANTE FRAUDE POR MEIO ELETRÔNICO A Lei n. 14.155/2021 inseriu nova modalidade qualificada, com pena de reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa. Incide se o furto mediante fraude é cometido por meio de dispositivo eletrônico ou informático, conectado ou não à rede de computadores, com ou sem a violação de mecanismo de segurança ou a utilização de programa malicioso, ou por qualquer outro meio fraudulento análogo. Basta que a fraude seja eletrônica, não é necessário que haja violação de senha nem mesmo conexão à internet. Ex.: A realização de saques indevidos (ou transferências bancárias) na conta corrente da vítima sem o seu consentimento, seja por meio de clonagem de cartão e/ou senha, seja por meio de furto do cartão, seja via internet. §4º-C) MAJORANTES DO FURTO QUALIFICADO MEDIANTE FRAUDE POR MEIO ELETRÔNICO A Lei n. 14.155/2021, inseriu, ainda, majorantes para o furto qualificado mediante fraude por meio eletrônico. O furto qualificado mediante fraude terá uma causa de aumento de pena variável,a ser escolhida pelo critério da relevância do resultado gravoso: I) de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços): se o crime for praticado mediante a utilização de servidor mantido fora do território nacional. Nesse caso, há maior gravidade pela inimputável não responde① um dos agentes de ser importavel játem a qualificado E - de28de - S - Rx : golpe pix , clonagem corto. -- - ->majorante furto e aumento depena - - dificuldade de repressão a um delito praticado a partir de um servidor, de um equipamento de informática central, localizado fora do território brasileiro. II) de 1/3 (um terço) ao dobro: se o crime for praticado contra idoso ou vulnerável O desvalor diferenciado se volta à vítima, mais vulnerável. Não houve definição de quem é o vulnerável. Se utilizado o conceito do artigo 217-A, §1º, do CP, pode-se compreender como aquele que, por enfermidade ou deficiência mental, apresenta maior vulnerabilidade a fraudes. §5º) SUBTRAÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR TRANSPORTADO PARA OUTRO ESTADO OU PAÍS. Trata-se da subtração de automóveis, caminhões, lanchas, motocicletas, etc. Se o agente subtrair sem a finalidade de ultrapassar a barreira de se Estado ou país, configura apenas FURTO SIMPLES. Deve restar comprovado o animus de ultrapassar tais barreiras. §6º) ABIGEATO Subtração de semovente domesticável de produção, ainda que abatido ou dividido em partes no local da subtração. Parágrafo trazido pela Lei n. 13.330/2016, cujo objetivo foi dar maior proteção aos produtores rurais, que vinham sofrendo pela insegurança no campo com o alto índice de furto de gado. §7º) SUBSTRAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS EXPLOSIVASOU ACESSÓRIOS Inovação também trazida pela Lei n. 13.654/2018, cujo legislador tenta reduzir as atividades delituosas em caixas automáticos, usando, pois, do aumento de pena em até 10 anos, se o crime de furto for cometido com o uso de agentes explosivos (§4º), prevendo um aumento em até 10 anos, se a subtração for de agentes explosivos ou outros que configurem a sua fabricação. AÇÃO PENAL: APPI lembrando que no FURTO SIMPLES, cabe a suspensão condicional do processo (art. 89 da Lei 9.099/95). Pois a pena mínima é igual a 1 ano. A ex : wan upn I 8 crianças também. Fronteiro (Internacional) -I - mo comprovar a vontadede ultrapanar as barreiras ~ Il furto deanimal movente) S Proteçã ao produtor rural covalo , Goi, var - ! Fuso d expeacio 3 - *FURTO DE USO: Não há o animus furandi, ou seja, não há o dolo de ter a coisa para si ou para outrem (a vontade ou a intenção de ter a coisa subtraída). Para que o furto seja considerado de uso e, por consequência, não haja a aplicação da pena, deve haver 3 requisitos: A imediata restituição da coisa após o uso; A exclusiva intenção de uso; O uso não prolongado. Deve ser também, apenas furto de coisas infungíveis, as quais devem ser devolvidas nas mesmas condições e no mesmo local onde foi subtraída no estado original. **FURTO FAMÉLICO: O agente é movido pelo ESTADO DE NECESSIDADE, o qual de fato deve ser reconhecido. Aplica-se, portanto, o PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA, porém, deve ser comprovada a miserabilidade (nem que seja momentânea) do agente absolvição atipicidade material do fato. Aplica-se apenas para a subtração de alimentos. ***FURTO DE PEQUENO VALOR E SUBTRAÇÃO INSIGNIFICANTE: PEQUENO VALOR: Há a condenação, porém, aplica-se uma das alternativas previstas no §2º, desde que o valor não ultrapasse o salário mínimo e o réu não tenha antecedentes criminais. VALOR INSIGNIFICANTE: O agente deverá ser absolvido por ausência de tipicidade material. ****CONCURSO DE QUALIFICADORAS: §§4º e 5º - prevalece a de maior gravidade (no caso a do §5º). Condutaatípica inversão de posse - aprozacurto Não tem dolol não há *intenção deter o animun finonditI- & animo de Furtos o objeto- 2 - -deve devolver amemo coine. - 1 no momento estava em estado de abilida· - ↑ de . algo de recendo de para motar a fome . -- Furto privilegiado& ! - -- - caté 1 salario mínimo) I proporcionalidade) - - depois aumenta na dometria. ROUBO Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência: Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa. § 1º - Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a coisa, emprega violência contra pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro. § 2º A pena aumenta-se de 1/3 (um terço) até metade: I – (revogado) II - se há o concurso de duas ou mais pessoas; III - se a vítima está em serviço de transporte de valores e o agente conhece tal circunstância. IV - se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior; V - se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade. VI – se a subtração for de substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego. VII - se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma branca; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) §2º-A A pena aumenta-se de 2/3 (dois terços): I – se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma de fogo; II – se há destruição ou rompimento de obstáculo mediante o emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum. §2º-B. Se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido, aplica-se em dobro a pena prevista no caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) §3º Se da violência resulta: I – lesão corporal grave, a pena é de reclusão de 7 (sete) a 18 (dezoito) anos, e multa; II – morte, a pena é de reclusão de 20 (vinte) a 30 (trinta) anos, e multa. SUBTRAÇÃO característica do crime de furto, CONJUGADA com o EMPREGO DE GRAVE AMEAÇA ou VIOLÊNCIA À PESSOA. VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA devem ser empregadas com a finalidade de subtração. VIOLÊNCIA DIRETA OU IMEDIATA (PRÓPRIA) Violência física exercida contra a pessoa de quem se quer subtrair os bens. Ex.: O agente agride a vítima com socos para obter êxito na subtração de seu celular. -agride a pensa VIOLÊNCIA INDIRETA OU MEDIATA (IMPRÓPRIA) Violência empregada contra as pessoas próximas da vítima, ou mesmo, contra coisas. Configura-se mais como grave ameaça do que violência, pois sua prática interfere no espírito da vítima (medo, pânico, receio). Ex.: O agente segura o filho da vítima pelo pescoço para que ela entregue o relógio de ouro. GRAVE AMEAÇA Capaz de infundir na vítima temor, permitindo que seja subjugada pelo agente que subtrai-lhes os bens. Difere-se do art. 147 do CP (ameaça – promessa de mal futuro, injusto e grave), pois, no ROUBO, embora a promessa de mal deva ser grave, o mal aqui, deve ser iminente, capaz de permitir a subtração naquele exato momento, em virtude do temor. AMEAÇA – deve ser verossímil (razoável), capaz de infundir na vítima verdadeiro temor. Ex.: Falar para a vítima que fará com que caia um raio em sua cabeça não é capaz de infundir na mesma qualquer temor (não configura ameaça) ninguém teria esse poder (a não ser que a pessoa creia no sobrenatural – Ex.: Feitiçaria). OBJETO JURÍDICO: É um crime PLURIOFENSIVO são protegidos vários bens jurídicos: Patrimônio a posse e a detenção pois deve haver a violência contra a pessoa. Integridade corporal ou a saúde Liberdade individual Vida (§3º) OBJETO MATERIAL: Coisa alheia móvel Pessoa sobre a qual recai a conduta SUJEITO ATIVO: É um crime comum. Qualquer pessoa pode ser sujeito ativo, com exceção do proprietário (coisa alheia). SUJEITO PASSIVO: Qualquer pessoa. Inclui-se, sem ressalvas, o MERO DETENTOR, pois há a proteção de mais de um bem jurídico: patrimônio, integridade física ou a saúde, liberdade individual e a vida. A pensardu coisas próxima do vítemo -- - - - & ↳ ~ Crime complexo + de um bem violado ↳ furto-crime simples # dupla doutrina-furto do propriobem ROUBO PRÓPRIO: “caput” Dolo desde o início, de praticar a subtração violenta. ROUBO IMPRÓPRIO: §1º Finalidade inicial: levar a efeito a SUBTRAÇÃO PATRIMONIAL NÃO VIOLENTA furto se transforma em subtração VIOLENTA por algum motivo durante a execução. CONSUMAÇÃO: Diverge-se os entendimentos: Para GRECO, o ROUBO PRÓPRIO se consuma com a retirada violenta do bem da esfera de disponibilidade da vítima, passando a exercer a POSSE TRANQUILA da res, mesmo que por pequeno lapso temporal. O STF entende pela SIMPLES INVERSÃO DA POSSE. TENTATIVA: Crime material admite-se tentativa. Para Greco, que entende pela posse tranquila, a simples inversão da posse seria uma tentativa. Para o STF, há a possibilidade de tentativa a partir do instante em que, iniciada a execução, o agente não conseguir retirar da esfera de disponibilidade da vítima, a coisa pretendida. ELEMENTO SUBJETIVO: Dolo §1º) ROUBO IMPRÓPRIO: O dolo inicial do agente era apenas o furto, todavia, depois de subtraída a res furtiva, emprega violência ou grave ameaça contra a pessoa no intuito de garantir a detenção da coisa ou a impunidade do crime responde pela mesma pena do caput. Ex.: “A” adentra em uma residência, subtraindo uma TV, ocorre que ao tentar deixar o local do crime, é surpreendido pelo proprietário do imóvel que pega o telefone para chamar a polícia, temendo ser preso e processado, bem como não conseguir ficar com o objeto furtado, desfere socos contra a vítima, deixando-a imobilizada, para dar tempo de evadir-se do local com a TV e sem ser descoberto pela polícia. AUMENTO DE PENA §2º A pena aumenta-se de 1/3 (um terço) até metade: ~ a já tem a intenção antes do cuie M não tem a intençãoasituação o driga) se consumo com a inversão 1 - - -S-- - - I – (revogado) II - se há o concurso de duas ou mais pessoas; III - se a vítima está em serviço de transporte de valores e o agente conhece tal circunstância. IV - se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior; V - se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade. VI – se a subtração for de substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego. VII - se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma branca; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) I- Revogado pela Lei n. 13.654/2018 II- Se há CONCURSO DE 2 OU MAIS PESSOAS No furto, o concurso de pessoas qualifica o delito. No roubo, o concurso funciona como MAJORANTE. Basta que um dos agentes seja imputável e que apenas um deles tenha sido descoberto. III- Se a vítima está EM SERVIÇO DE TRANSPORTE DE VALORES e o agente CONHECE tal circunstância. Pode ser, inclusive, office boy, desde que esteja em serviço no momento da ação criminosa. Deve TER CONHECIMENTO DESSA CIRCUNSTÂNCIA, cujo conhecimento deve, obrigatoriamente, fazer parte do dolo do agente, sob pena de afastar a majorante. Não pode ser MERA COINCIDÊNCIA da vítima naquele instante estar transportando valores. OBS.: PROPIETÁRIO: entende-se que se for o proprietário transportando valores, afasta-se a majorante, pois ele não estaria a serviço de si mesmo. IV- Se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou exterior. Trata-se da subtração de automóveis, caminhões, lanchas, motocicletas, etc. Se o agente subtrair sem a finalidade de ultrapassar a barreira de Estado ou país, configura apenas ROUBO SIMPLES (caput). Deve restar comprovado o animus de ultrapassar tais barreiras. V- Se o agente MANTÉM A VÍTIMA EM SEU PODER, restringindo a sua liberdade antes da Lei n. 9.426/96, havia concurso de crimes (Roubo + Sequestro). Hoje, há a majoração da pena. * - - ⑧ - - - - LD - - ⑧ ⑧ VI- Se a subtração for de SUBSTÂNCIAS EXPLOSIVAS ou de ACESSÓRIOS que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego. Inovação também trazida pela Lei n. 13.654/2018, cujo legislador tenta reduzir as atividades delituosas em caixas automáticos, usando, pois, do aumento de pena. VII- Se a violência ou grave ameaça é exercida com EMPREGO DE ARMA BRANCA. Incluído pela Lei n. 13.964/2019 Lei do “Pacote Anticrime”. Caso o agente que pratique a conduta delituosa utilize arma branca, haverá uma causa de aumento de pena de um terço até a metade. Essa inovação é válida para crimes cometidos após a vigência do Pacote Anticrime. Antes da Lei n. 13.864/2018, havia majorante no caso de emprego de arma (sem qualquer especificação se de fogo ou branca), mas a referida Lei revogou a majorante e passou a prever apenas a causa de aumento de emprego de arma de fogo no §2º-A do Código Penal. Assim, a Lei n. 13.964/19 (Pacote Anticrime) veio corrigir a lacuna que ficou da alteração de 2018. O que seria a arma branca? O revogado Decreto n. 3.665/2000 conceituava arma branca como “artefato cortante ou perfurante, normalmente constituído por peça em lâmina ou oblonga (alongada)”. Luiz Flávio Gomes considerava arma branca aquela que não é arma de fogo, podendo ser própria (produzida para ataque e defesa) ou imprópria (produzida sem finalidade específica de ataque e defesa, como o martelo, por exemplo). §2º-A A pena aumenta-se de 2/3 (dois terços): I – se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma de fogo; II – se há destruição ou rompimento de obstáculo mediante o emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum. Esse parágrafo foi introduzido pela Lei n. 13.654/2018. I- Se a violência ou ameaça é exercida com EMPREGO DE ARMA DE FOGO. ARMAS: PRÓPRIAS com a função de ataque e defesa. Ex.: ARMAS DE FOGO (Revólver, pistola, etc,); ARMAS BRANCAS (punhal, faca, canivete, etc); e os EXPLOSIVOS (bombas e granadas). IMPRÓPRIAS não têm a função de ataque e defesa. Ex.: taco de basebol. 0 a facasmachados. et ... ↳ I & ~> ataque e defesa-revoble pistola , basuca O emprego de arma agrava o delito pela sua potencialidade ofensiva, somada a maior poder de intimidação. STJ: “A utilização de arma de fogo sem potencialidade para a realização de disparo serve unicamente COMO MEIO DE INTIMIDAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA ELEMENTAR ADA AMEAÇA, porém, não se admite a sua utilização, para o reconhecimento da causa de aumento de pena”. Atualmente, a questão já está pacificada nos tribunais, prevalecendo o entendimento da inexistência de um real potencial lesivo no emprego de uma arma falsa, visto que não seria possível que ela causasse o dano que as armas verídicas podem ocasionar. TODAVIA, o fato do agente ter se utilizado de uma arma de brinquedo não descaracteriza o crime previsto no caput do art. 157, ele apenas afasta a aplicabilidade da majorante nesse caso concreto. II- Se há destruição ou rompimento de obstáculo mediante emprego de EXPLOSIVO ou de ARTEFATO ANÁLOGO que cause PERIGO COMUM. Majora-se a pena em virtude de serem usadas BOMBAS ou GRANADAS, o que pode ocasionar perigo comum. §2º-B. Se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido, aplica-se em dobro a pena prevista no caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019). Decreto n. 9.847/2019: Art. 2º Para fins do disposto neste Decreto, considera-se: I - arma de fogo de uso permitido - as armas de fogo semiautomáticas ou de repetição que sejam: a) de porte, cujo calibre nominal, com a utilização de munição comum, não atinja, na saída do cano de prova, energia cinética superior a mil e duzentas libras-pé ou mil seiscentos e vinte joules; b) portáteis de alma lisa; ou c) portáteis de alma raiada, cujo calibre nominal, com a utilização de munição comum, não atinja, na saída do cano de prova, energia cinética superior a mil e duzentas libras-pé ou milseu comportamento fez eclodir a reação do agente. Diferente de INJUSTA AGRESSÃO esta permite a atuação em LEGÍTIMA DEFESA (excludente de ilicitude). HOMICÍDIO QUALIFICADO Art. 121, §2º do CP Qualificadoras são circunstâncias do delito e não elementos do tipo. Relevante volar nocial , moas ou dominio de oden No esmoção ou S & ↑ injecto provo-- ↳ - 16 Kao C 113 . d Redução Dat E ↳ quisoude emocoedevem e alido de & m - ↳ oq envolve ato Art. 30 do CP embora 2 pessoas tenham, agindo em concurso, causado a morte de alguém, uma delas poderá ter praticado o delito impelida por um motivo fútil, não comunicável ao coparticipante. §2º: Se o homicídio é cometido: I- MOTIVOS: I e II) Mediante paga ou promessa de recompensa, por motivo torpe ou fútil. MEDIANTE PAGA: É o chamado homicídio MERCENÁRIO (de natureza patrimonial ou não). Ex. Pode ocorrer em troca de um emprego (Discorda Regis Prado, afirmando que deve haver natureza econômica). Lembrando que o PAGAMENTO deve se ANTECIPADO, para que o agente leve a efeito a empreitada criminosa. PROMESSA DE PAGAMENTO (de recompensa): é a expectativa de paga. O agente não recebe antecipadamente, mas existe uma promessa de pagamento futuro (após o delito). MOTIVO TORPE: baixo, repugnante, vil (desprezível), que causa repulsa na coletividade. Ex.: Cobiça, egoísmo, rivalidade profissional, por descobrir que a namorada não era mais virgem, etc. MOTIVO FÚTIL: insignificante, sem importância, desproporcional em relação ao crime. Ex.: Matar o colega porque lhe furtou uma banana; Matar o dono do bar por não lhe vender fiado; Matar o cliente que lhe deve R$5,00. A doutrina majoritária aponta que crime sem motivo não configura motivo fútil (Ex. Damásio); já Capez entende que matar alguém sem nenhum motivo é ainda pior que matar por mesquinharia, estando, portanto, incluído no conceito de fútil. OBS.: Homicídio com 2 ou mais qualificadoras, poderá qualquer 1 delas servir para qualificar a infração penal, sendo que as demais serão utilizadas como circunstâncias agravantes, no 2º momento da aplicação da pena art. 68 do CP. II- MEIOS: III) Com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum. Homicídio Qualificaumenta Crimmaio de S aumentode Men a a ee a que levoram amator Pagamento anteci podo,ou nomeno - "Loz a te pago - · interem patrimonial ou não . troco deinteres ser .S motivo repugnante ↳ Recompenso apóro delito Ex : Loso Nordoni . banal desproporcional dmais. E O O O Ocaro que maisaumento o -- or meior utilizador dumme EMPREGO DE VENENO: Apenas se qualifica se praticado com INSÍDIA, ou seja, sem que a vítima perceba que faz a sua ingestão (de forma dissimulada). Se a vítima souber e ingerir sob coação, a insídia é substituída pela CRUELDADE (a qualificadora da insídia não se aperfeiçoa e a qualificação persiste. Ex.: Veneno colocado no suco. EMPREGO DE FOGO OU EXPLOSIVO: FOGO pode revelar-se um meio CRUEL e, também, um meio que pode desencadear PERIGO COMUM. Trata-se de tirar a vida da vítima, fazendo-a padecer em chamas. Ex.: Colocar combustível e atear fogo no corpo da vítima. EXPLOSIVO: o meio utilizado consiste em substância ou artefato que provoca EXPLOSÃO, mediante detonação. Ex.: Dinamite ou granada. EMPREGO DE ASFIXIA: suprimir a possibilidade da vítima respirar, provocando-lhe a morte. - MECÂNICA: Enforcamento, afogamento, estrangulamento. - TÓXICA: gás asfixiante EMPREGO DE TORTURA: Suplício, que causa intolerável e desnecessário padecimento. - FÍSICA: Desde que exacerba o sofrimento da vítima. - MORAL OBS.: Essa qualificadora não se confunde com o crime de tortura do qual resulte a morte (Lei n. 9.455/97, art. 1º, §3º) crime hediondo. MEIO INSIDIOSO: Constituído de fraude, clandestino, desconhecido da vítima, a qual não sabe que está sendo atacada. O que qualifica o delito é o modo traiçoeiro que dificulta ou torna impossível a defesa da vítima. Ex.: Armadilha mortífera; sabotagem do motor do veículo. MEIO CRUEL: causa excessivo e desnecessário sofrimento (físico e moral) à vitima, levando-a à morte. É um sofrimento além do necessário. Para que se configure a qualificadora, o agente deve ter escolhido ou desejado esse meio cruel. Ex.: Esquartejamento (não se configura se a pessoa já estava morta art. 212 do CP); privação de água e alimento. MEIOS QUE POSSAM RESULTAR PERIGO COMUM: que pode alcançar número indefinido de pessoas, ou seja, além de afetar a vítima, expõe outras pessoas em risco. saaturae e upengo nou a outra ↑ - - --- - - mesma ana, muda genar o mode. - brul, perigo travence ro, afogamento I SI ponibilidade de desligar . E intolerávelI ->recento-w reconds ; animes se quer motor d e an de frouds engana o outro , un nora motor - lo -- - - - OBS.: Diferencia-se dos crimes de perigo comum (Arts. 250/259 do CP), porque a finalidade do agente aqui é a morte. A diferença reside no elemento subjetivo (qual é o dolo do agente????) pode haver CONCURSO FORMAL do homicídio mais o crime de perigo comum (Dolo: homicídio; culpa: perigo comum). III- MODOS: IV) À traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido À TRAIÇÃO: Ataque sorrateiro (às escondidas), desleal, repentino, inesperado. Ex.: Tiro pelas costas ou Matar durante o sono. OBS.: Não se configura se a vítima PRESSENTIU a intenção do agente. EMBOSCADA: Tocaia. O agente se esconde à espera da vítima e a ataca de surpresa (covardia). DISSIMULAÇÃO: O agente esconde ou disfarça o seu propósito, para atingir o ofendido desprevenido. É o fingimento, a ocultação da intenção hostil. O agente apanha a vítima de SURPRESA desatenta e indefesa. Ex.: O agente algema a vítima, dizendo ser uma fantasia sexual e, estando ela indefesa, é surpreendida com golpes de faca. MEDIANTE OUTRO RECURSO QUE DIFICULTE OU TORNE IMPOSSÍVEL A DEFESA: São formas genéricas. Modos de execução que também induzam a surpresa da vítima em relação ao ataque, mas que se diferenciem dos modos especificados. IV- FINALIDADE (FINS): V) Para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime ASSEGURAR A EXECUÇÃO DE OUTRO CRIME: O objetivo é propiciar a execução de outro crime qualquer e apenas pratica o homicídio como MEIO DE ATINGIR SEU INTENTO. Ex.: Sujeito que ESTUPRAR a vítima que se encontra acompanhada do marido. Entendendo que o marido dificultará a execução do estupro, mata-o para poder violentar a mulher objetivo inicial. OBS.: FERNANDO CAPEZ ressaltava que não é necessário que o agente atinja o fim visado (estupro) para se aperfeiçoar a circunstância qualificadora delineada. A - tudo por traz se trata de traição. não a algo que não percebaaao& do agente -- - --- seus ~ disfarça proposto ---S---- - - - p & É qualificadoramesmo que ele não atinja seu objetivo ./ finalidade) ASSEGURAR A OCULTAÇÃO DE OUTRO CRIME: O agente quer esconder um crime por ele ou por outrem praticado. Ex.: Funcionário Público, acompanhado de outra pessoa, furta bens na repartição em que trabalha, então, resolve matar o comparsa, para evitar que o mesmo comente com alguém o ocorrido. ASSEGURAR A IMPUNIDADE EM RELAÇÃO AO OUTRO CRIME: O agente busca, com o homicídio, evitar que seja punido por outro crime, cuja existência já é conhecida, mas ainda desconhecida a sua autoria, ao contrário da hipótese anterior. Ex.: Matar policiais para escapar da prisão em flagrante por um crime de trânsito. ASSEGURAR VANTAGEM DE OUTRO CRIME: O agente antevê um risco à vantagem (econômica ou não) de outro crime, e para assegurar o proveito vem a cometer um homicídio. Ex.: Dois ladrões praticam um roubo; depois, um deles, desconfiando que o outro irá fugir com a res, resolve matá-lo para garantir seu proveito na empreitadaseiscentos e vinte joules; II - arma de fogo de uso restrito - as armas de fogo automáticas e as semiautomáticas ou de repetição que sejam: (Redação dada pelo Decreto nº 9.981, de 2019) a) não portáteis; ~ entendimento majoritário ↓ !importante E ! b) de porte, cujo calibre nominal, com a utilização de munição comum, atinja, na saída do cano de prova, energia cinética superior a mil e duzentas libras-pé ou mil seiscentos e vinte joules; ou c) portáteis de alma raiada, cujo calibre nominal, com a utilização de munição comum, atinja, na saída do cano de prova, energia cinética superior a mil e duzentas libras-pé ou mil seiscentos e vinte joules; III - arma de fogo de uso proibido: a) as armas de fogo classificadas de uso proibido em acordos e tratados internacionais dos quais a República Federativa do Brasil seja signatária; ou b) as armas de fogo dissimuladas, com aparência de objetos inofensivos; QUALIFICADORAS §3º Se da violência resulta: (Redação dada pela Lei nº 13.654, de 2018) I – lesão corporal grave, a pena é de reclusão de 7 (sete) a 18 (dezoito) anos, e multa; (Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018) II – morte, a pena é de reclusão de 20 (vinte) a 30 (trinta) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018) I- Se da violência resulta LESÃO CORPORAL GRAVE violência empregada contra a pessoa a título de DOLO ou CULPA (conduta consequente) O agente pode ter querido o resultado para garantir a empreitada criminosa ou a produção do resultado pode ter ocorrido sem a intenção. É um crime qualificado pelo RESULTADO PRETERDOLOSO Art. 19 do CP: “Pelo resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que o houver causado ao menos culposamente”. II- Se da violência resulta MORTE o denominado LATROCÍNIO roubo seguido de morte crime hediondo (Lei n. 8.072/1990). O §3º aplica-se ao roubo PRÓPRIO e IMPRÓPRIO, o importante é que tenha sido consequência da violência utilizada. Exige-se o exame de corpo delito (art. 158 do CPP), para comprovar a materialidade do fato. Se durante o roubo várias pessoas sejam mortas, o CRIME É ÚNICO muito embora o STJ fale em concurso formal impróprio. ↳ Apesar de atingir o bem jurídico considerado mais importante (a vida), trata-se de CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO, pois a ofensa à vida é apenas um meio para se atingir o objetivo que é o bem patrimonial do sujeito CRIME PRETERDOLOSO DOLO antecedente e CULPA no consequente. OBS.: Se durante a execução de um crime de roubo, cometido com emprego de ameaça, a vítima vier a sofre um colapso cardíaco, falecendo durante a ação criminosa, o agente NÃO PODERÁ responder pelo fato a título de latrocínio, diante da AUSÊNCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE. SÚMULA 610 DO STF: consumação Há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente a subtração de bens da vítima. Conforme preceitua o artigo 14, inciso I, do CP, diz-se crime: “I – consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição”. Entende-se que quando o agente pratica o tipo penal por inteiro, isto é, encerra o iter criminis, consumou o delito. Mas e no crime de latrocínio? Pode acontecer de o sujeito anunciar o roubo, matar a vítima e não subtrair a res. Como que fica? Se o latrocínio é um crime contra o patrimônio e o patrimônio não foi subtraído, não seria tentativa? Em tese sim. Ocorre que o STF editou a Súmula 610 que diz: "há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente a subtração de bens da vítima" Parte da doutrina entende que a referida Súmula deve ser afastada e o agente deve responder por tentativa de latrocínio, vez que o crime não se consumou por circunstâncias alheias à vontade dele Greco comunga desse entendimento. ↳ RECEPTAÇÃO Art. 180 - Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. Receptação qualificada §1º - Adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, remontar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, coisa que deve saber ser produto de crime: Pena - reclusão, de três a oito anos, e multa. §2º - Equipara-se à atividade comercial, para efeito do parágrafo anterior, qualquer forma de comércio irregular ou clandestino, inclusive o exercício em residência. §3º - Adquirir ou receber coisa que, por sua natureza ou pela desproporção entre o valor e o preço, ou pela condição de quem a oferece, deve presumir-se obtida por meio criminoso: Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa, ou ambas as penas. §4º - A receptação é punível, ainda que desconhecido ou isento de pena o autor do crime de que proveio a coisa. §5º - Na hipótese do §3º, se o criminoso é primário, pode o juiz, tendo em consideração as circunstâncias, deixar de aplicar a pena. Na receptação dolosa aplica-se o disposto no § 2º do art. 155. §6º Tratando-se de bens do patrimônio da União, de Estado, do Distrito Federal, de Município ou de autarquia, fundação pública, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviços públicos, aplica-se em dobro a pena prevista no caput deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 13.531, de 2017) RECEPTAÇÃO PRÓPRIA “Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime [...]”. TRANSPORTAR Inclui-se aqui, por exemplo, as pessoas que transportam cargas roubadas. CONDUZIR guiar, dirigir semelhante ao transporte. RECEBER posse ou detenção apenas para uso. OCULTAR esconder coisa. Inclui-se a situação do herdeiro, que ADQUIRE do de cujus, algo que sabia ser produto de crime. RECEPTAÇÃO IMPRÓPRIA “[...] ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte”. INFLUIR O terceiro deve desconhecer a origem criminosa da coisa, caso contrário também responderá por receptação. Em ambas as modalidades – PRÓPRIA e IMPRÓPRIA, o agente DEVE SABER que o produto é fruto de CRIME ANTERIOR. OBJETO JURÍDICO Patrimônio OBJETO MATERIAL Coisa móvel ou mobilizada, que se trate de produto de crime pressuposto indispensável NÃO BASTA QUE SEJA PRODUTO DE CONTRAVENÇÃO. * Admite-se receptação da receptação. SUJEITO ATIVO e PASSIVO crime comum. CONSUMAÇÃO e TENTATIVA RECEPTAÇÃO PRÓPRIA Consuma-se quando efetivamente o agente pratica qualquer um dos comportamentos previstos na 1ª parte do “caput” admite-se tentativa. RECEPTAÇÃO IMPRÓPRIA parte da doutrina entende ser um crime de natureza formal basta que o agente influencie o terceiro de boa-fé, não sendo necessário que este pratique a conduta pretendida pelo agente (BITTENCOURT/DELMANTO) nessa hipótese não admite-se tentativa. Para GRECO deve haver a decisiva influência. A jurisprudência também compartilha desse entendimento, ou seja, pela necessidade da efetiva aquisição, recebimento ou ocultação pelo terceiro de boa-fé nessa hipótese admite-se tentativa. ELEMENTO SUBJETIVO Dolo direto o agente deve TER CERTEZA que trata-se de produto de crime. Não cabe dolo eventual. REPARAÇÃO DO DANO art. 16 do CP arrependimento posterior. CONCURSO DE PESSOAS admite-se. APPI Cabe Suspensão Condicional do Processo A pena mínima é igual a 1 ano. OBS.: 1. Mesmo se houver a receptação de VÁRIOS OBJETOS, o crime será ÚNICO; 2. CHEQUE quem recebe ou adquire cheque, sabendo tratar-se de produto de crime, mas não o cobra nem transfere, NÃO PRATICA DELITO ALGUM. Se deposita em sua conta ou põe em circulação pratica estelionato. EXEMPLO BÁSICO DE RECEPTAÇÃO: desmanche de carro. RECEPTAÇÃO QUALIFICADA (§§ 1º e 2º) §1º - Adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar,ter em depósito, desmontar, montar, remontar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, coisa que deve saber ser produto de crime: Pena - reclusão, de três a oito anos, e multa. §2º - Equipara-se à atividade comercial, para efeito do parágrafo anterior, qualquer forma de comércio irregular ou clandestino, inclusive o exercício em residência. SUJEITO ATIVO: crime próprio praticado por comerciante ou industriário no exercício de suas atividades. TIPO OBJETIVO: Além das condutas previstas no caput, acrescenta-se: Ter em depósito em estoque; Desmontar desmanchar; Montar aprontar para funcionar; Remontar tornar a montar, remodelar; Vender alienar por determinado preço; Expor à venda por à vista para vender; De qualquer forma utilizar fazer uso em proveito próprio ou alheio, desde que no exercício de ATIVIDADE COMERCIAL OU INDUSTRIAL. ELEMENTO SUBJETIVO: Para GRECO e DELMANTO é dolo eventual devido à expressão “DEVE SABER” ser produto de crime. Mas há quem entenda ser CULPA, pois o dolo deve anteceder a ação. DAMÁSIO questionava a CONSTITUCIONALIDADE do §1º, haja vista a imposição de pena maior ao fato de menor gravidade ser inconstitucional Para o falecido autor, havia o DESRESPEITO AOS PRINCÍPIOS DA HARMONIA E PROPORCIONALIDADE. “SABIA” no caput pena menor (1 a 4 anos); “DEVIA SABER” §1º pena maior (3 a 8 anos) DELMANTO filia-se a esse pensamento de INCONSTITUCIONALIDADE. CONSUMAÇÃO: crime material consuma-se com a efetiva prática das condutas descritas no §1º ADMITE-SE TENTATIVA. No §2º ocorre nos mesmos termos. RECEPTAÇÃO CULPOSA (§3º) - Falta de cuidado. §3º - Adquirir ou receber coisa que, por sua natureza ou pela desproporção entre o valor e o preço, ou pela condição de quem a oferece, deve presumir-se obtida por meio criminoso: Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa, ou ambas as penas ADQUIRIR e RECEBER Condutas previstas “Deve presumir-se obtida por meio criminoso” as circunstâncias do tipo não implicam, necessariamente, na existência de culpa na realidade, há INOBSERVÂNCIA do DEVER objetivo de CUIDADO, que compromete o agente. “[...] coisa que por sua natureza, deve PRESUMIR-SE obtida por meio criminoso”. Ex.: Acessórios de veículos (retrovisor, som) oferecidos por não comerciantes; Coisas oferecidas por preços muito baixos “desproporção entre valor e o preço oferecido”, a ponto do sujeito DESCONFIAR da origem da coisa. “pela condição que se oferece” atitude suspeita pessoa não comerciante, falta de nota fiscal, etc. Não se admite TENTATIVA. AUTONOMIA DA RECEPTAÇÃO (§4º) §4º - A receptação é punível, ainda que desconhecido ou isento de pena o autor do crime de que proveio a coisa. A receptação, dolosa ou culposa, é punível, ainda que desconhecido ou isento de pena o autor do crime que proveio a coisa receptada. É um CRIME AUTÔNOMO, sendo irrelevante se o autor da subtração do objeto vendido é MENOR INFRATOR (inimputável) ou se não foi descoberto. PERDÃO JUDICIAL (5º) §5º - Na hipótese do §3º, se o criminoso é primário, pode o juiz, tendo em consideração as circunstâncias, deixar de aplicar a pena. Na receptação dolosa aplica-se o disposto no § 2º do art. 155. RECEPTAÇÃO CULPOSA (§3º) Pode (DEVE) ser concedido o PERDÃO, se o agente for PRIMÁRIO, tendo em consideração as circunstâncias. RECEPTAÇÃO DOLOSA Agente PRIMÁRIO e a coisa de PEQUENO VALOR, pode (DEVE) o juiz SUBSTITUIR a pena de reclusão pela de detenção, diminuindo de 1 a 2/3, ou aplicar somente a pena de multa. CAUSA ESPECIAL DE AUMENTO DE PENA (§6º) §6º Tratando-se de bens do patrimônio da União, de Estado, do Distrito Federal, de Município ou de autarquia, fundação pública, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviços públicos, aplica-se em dobro a pena prevista no caput deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 13.531, de 2017) Tratando-se de bens e instalações do patrimônio dos entes descritos no §6º, aplica-se a pena prevista no caput, em DOBRO o §6º aplica-se apenas ao caput – receptação dolosa simples. DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL Lei n. 12.015/2009 ESTUPRO - Art. 213 do CP Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos. §1º Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos: Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos. § 2º Se da conduta resulta morte: Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos Com a entrada em vigor da Lei n. 12.015/09, houve a revogação do art. 214 do CP, cuja conduta juntou-se ao art. 213. ANTES ESTUPRO: o sujeito passivo apenas mulher ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR: o homem podia ser vítima HOJE: o sujeito passivo pode ser de ambos os sexos ELEMENTOS DO TIPO CONSTRANGIMENTO (núcleo do tipo): violência ou grave ameaça forçar a vítima ao ato sexual CONJUNÇÃO CARNAL ou ATO LIBIDINOSO DIVERSO. OBS.: Se da violência resultar LESÕES LEVES ou VIAS DE FATO ficam absorvidas pelo estupro (pena mais grave). CONJUNÇÃO CARNAL: introdução do pênis na cavidade vaginal. ATO LIBIDINOSO - - COMPORTAMENTO ATIVO DA VÍTIMA: são todos os atos de natureza sexual, diversos da conjunção carnal, capazes de satisfazerem o libido do agente. Ex.: masturbar o próprio corpo; masturbar o corpo do agente; sexo oral no agente ou em terceira pessoa. - COMPORTAMENTO PASSIVO DA VÍTIMA: A vítima é obrigada a permitir que se pratique com ela o ato libidinoso diverso da conjunção carnal. Ex.: O agente masturbar a vítima; fazer sexo oral com ela, etc. Pode haver o constrangimento simultâneo: 2 condutas (passiva e ativa) São exemplos de atos libidinosos: coito anal; sexo oral; masturbação; toques ou apalpações com conotação sexual no corpo da vítima ou região pudica (genitálias, seios); contemplação lasciva; contatos voluptuosos; uso de objetos ou instrumentos corporais (ex.: dedo), mecânicos ou artificiais (Ex. vibrador). Tais atos devem ser relevantes, caso contrário, estaríamos diante do art. 146 do CP ou do crime de importunação sexual (art. 215-A do CP), cuja pena é mais branda. OBJETO JURÍDICO: liberdade sexual e dignidade sexual – a liberdade de dispor do próprio corpo. OBJETO MATERIAL: mulher ou homem SUJEITO ATIVO: CONJUNÇÃO CARNAL: homem ou mulher (o homem também pode ser constrangido à conjunção carnal). ATO LIBIDINOSO: qualquer pessoa (crime comum) SUJEITO PASSIVO: CONJUNÇÃO CARNAL: pessoa do sexo oposto (relações heterossexuais), pois deve haver a introdução do pênis na vagina. ATO LIBIDINOSO: qualquer pessoa CONSUMAÇÃO: CONJUNÇÃO CARNAL: com a afetiva penetração do pênis na vagina da mulher, sem a necessidade de ejaculação. Basta a penetração TOTAL ou PARCIAL. ATO LIBIDINOSO: no momento em que o agente, depois da prática do constrangimento levado a efeito mediante violência ou grave ameaça, obriga a vítima a praticar ou permitir que com ela se pratique ato libidinoso diverso da conjunção carnal. Admite-se tentativa. Ex.: Logo após tirar as vestes da vítima, é interrompido, por circunstâncias alheias à sua vontade, antes da penetração. OBS.: Deve-se atentar para os atos preparatórios da conjunção carnal, para não confundir-se com a 2ª parte consumada (atos libidinosos) Qual era a intenção do agente???? Penetração ou ato libidinoso??? Admite-se tentativa na segunda parte também. ELEMENTO SUBJETIVO: Dolo independente da sua finalidade, seja para satisfação da lascívia, por vingança ou para humilhar a vítima o motivo é irrelevante para a configuração do delito. MODALIDADE COMISSIVA: Constranger. Ex.: Estuprar alguém que passa por lugar ermo. MODALIDADEOMISSIVA: quando a agente ocupa o status de garantidor. Ex.: Agente penitenciário que vê os detentos segurando um preso, acusado de estupro, para obrigá-lo a coito anal e nada faz para impedir o ato. CONCURSO DE CRIMES: Quando houver coito anal e vagínico, ou ato libidinoso fora da própria progressão da conjunção carnal. Delmanto diz que “Dependendo das circunstâncias, poderá haver crime único”. Ex.: Quando os atos libidinosos forem praticados como atos preliminares da cópula. CRIME CONTINUUADO: Antes da fusão dos arts., não podia se falar em crimes continuados, pois tratavam-se de espécies diferentes (art. 71 do CP) isso não ocorre * E mais, eis que agora são da mesma espécie e beneficia o autor de estupro, que além da conjunção carnal tenha praticado ato libidinoso, como o coito anal. PENA: 6 a 10 anos de reclusão crime HEDIONDO (na forma simples e qualificada). AÇÃO PENAL: Art. 225 do CP A ação penal nos crimes contra a dignidade sexual teve variações ao longo de sua história. Antes da edição da Lei n° 12.015/2009, a regra para o processamento de tais delitos era a da ação penal de iniciativa privada, com 04 (quatro) exceções: a) Ação pública condicionada à representação se a vítima ou seus pais não podiam prover às despesas do processo; b) Ação pública incondicionada se o crime era cometido com abuso do poder familiar, padrasto, tutor ou curador; c) Ação pública incondicionada se da violência resultasse na vítima lesão grave ou morte; d) Ação pública incondicionada quando o crime de estupro era praticado mediante o emprego de violência real. Com a reforma de 2009 (Lei n. 12.015), a regra passou a ser ação penal pública condicionada à representação, com 02 (duas) únicas exceções: a) Ação pública incondicionada no caso de vítimas menores de 18 anos; e b) Ação pública incondicionada no caso de pessoa vulnerável. A partir da promulgação da Lei 13.718/2018, no entanto, todos os crimes contra a dignidade sexual passaram a ser de ação penal de iniciativa pública incondicionada, sem exceções, a saber: Art. 225. Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste Título, procede-se mediante ação penal pública incondicionada. Parágrafo único. (Revogado) A Lei n. 13.718/2018, altera o art. 225, passando a tratar com maior rigor os crimes contra a dignidade sexual, cujos quais não depende mais da representação da vítima. T Resta superada a discussão na doutrina quanto à natureza da ação dos crimes de estupro e quanto à eficácia da Súmula n° 608 do STF, segundo a qual “no crime de estupro, praticado mediante violência real, a ação penal é pública incondicionada”. Argumentava-se que caberia à vítima do delito sexual decidir se desejaria ou não deflagrar a instauração do processo, ponderando as consequências advindas dessa escolha. Nos crimes desta ordem prepondera o chamado “strepitus judicis”, decorrente da exposição do caso por ocasião do julgamento, o que geraria um sentimento de vergonha na vítima superior ao trauma sofrido pela violação. Com a promulgação da nova Lei, esta discussão tende a restar ultrapassada, pois houve a adoção de uma política criminal voltada a uniformizar a ação penal nos crimes sexuais. FIGURAS QUALIFICADAS §1º Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos: Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos. Se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos, a pena é aumentada independentemente da lesão. Se ocorrer as 2 circunstâncias apenas 1 qualificará o crime, a outra será valorada no cálculo de penas. A lesão deve acontecer apenas a título de culpa. Se o agente pretendeu o resultado da lesão, haverá CONCURSO DE CRIMES. §2º Se da conduta resulta morte: Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos. A morte, assim como a lesão corporal, deve acontecer apenas a título de culpa. Se o agente pretendeu o resultado morte, haverá CONCURSO DE CRIMES. CASOS DE AUMENTO DE PENA 1- 1- 18- - * * Art. 226. A pena é aumentada: I - de quarta parte, se o crime é cometido com o concurso de 2 (duas) ou mais pessoas; II - de metade, se o agente é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela; (Redação dada pela Lei nº 13.718, de 2018) III- REVOGADO IV - de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o crime é praticado: (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018) Estupro coletivo (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018) a) mediante concurso de 2 (dois) ou mais agentes; (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018) Estupro corretivo (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018) b) para controlar o comportamento social ou sexual da vítima. (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018) A Lei n. 13.718/2018, ainda, trouxe uma nova causa de aumento de pena, com a finalidade de incrementar a pena dos chamados “estupro coletivo” e “estupro corretivo”. O estupro coletivo, muito embora o inciso I do art. 226 já trouxesse em sua redação uma causa de aumento de pena para o crime praticado em concurso de 02 (duas) ou mais pessoas, há entendimento de que seria possível compatibilizar esta disposição legal ao novo inciso IV. O primeiro (art. 226, I) não se restringe ao crime de estupro, aplicando-se a quaisquer dos crimes contra a dignidade sexual, o segundo (art. 226, IV, ‘a’) seria uma previsão específica para esta espécie criminal, aqui incluindo-se as vítimas vulneráveis. Em relação ao estupro corretivo, nesta figura o abusador visa “corrigir” a orientação sexual ou o gênero da vítima. A violação tem requintes de crueldade e é motivada por ódio e preconceito, justificando a nova causa de aumento. A violência é usada como um castigo pela negação da mulher à masculinidade do homem. Uma espécie doentia de ‘cura’ por meio do ato sexual à força. aumento de pena Isto fez com que o legislador buscasse atualizar a legislação penal pátria, inserindo uma causa de aumento para a hipótese específica do chamado estupro corretivo. Art. 234-A. Nos crimes previstos neste Título a pena é aumentada: III - de metade a 2/3 (dois terços), se do crime resulta gravidez; IV - de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o agente transmite à vítima doença sexualmente transmissível de que sabe ou deveria saber ser portador, ou se a vítima é idosa ou pessoa com deficiência. O art. 234-A, que trouxe duas novas causas de aumento de pena aos crimes contra a dignidade sexual: gravidez, doença sexualmente transmissível e vítima idosa ou deficiente. Adverte-se aqui, sobre uma clara possibilidade de “bis in idem” que poderá ocorrer na aplicação no inciso IV deste artigo. O art. 217-A, §1º, do Código Penal já prevê uma hipótese de estupro de vulnerável praticado contra com pessoa que “por enfermidade ou deficiência mental”, não tenha o necessário discernimento para a prática do ato. ASSÉDIO SEXUAL Art. 216-A do CP Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função. Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos. Parágrafo único. (VETADO) §2º A pena é aumentada em até um terço se a vítima é menor de 18 (dezoito) anos. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) Elementos do Tipo: CONSTRANGER: forçar, obrigar com o intuito de OBTER VANTAGEM OU FAVORECIMENTO relativos ao SEXO, ou seja, beneficiar-se o agente, aproveitando-se de sua condição de SUPERIORIDADE FUNCIONAL para conseguir um benefício de ordem sexual conjunção carnal ou ato libidinoso diverso. PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE: não se configura o delito se o intuito do agente é apenas fazer um galanteio, flertar, paquerar ou conseguir um beijo ou abraço da suposta vítima. Nesses casos: 1. HAVENDO VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA (noacaso anterior): aplica-se as regras do art. 146 do CP: Art. 146 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda: Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. 2. HAVENDO IMPORTUNAÇÃO OFENSIVA AO PUDOR, aplica-se as regras do art. 215-A do CP: Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro: (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018) Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constitui crime mais grave. (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018) 3. HAVENDO PERTUBAÇÃO DA TRANQUILIDADE, aplica-se as regras do art. 65 da LCP: (fovorecer do corgo quico . - com unlerent de cunho sexual . Chefe , superior Livrar · Constrorgesà vítima- · ato libidinos - apenas notrabalho · Corgo superior . Crime for mal , hasto que drigue o exito & caso chegue ao D ↑ djetivo é - meo exaurimento.-- D- -opacionala atuae do deixa - agente . A galantico, flexe, poquerdesen responde por - Anedio: -compan - - Chefe legal .S S - gemento - ve : Homem - eaculou no nog & do orbur E - - -- - Art. 65. Molestar alguém ou perturbar-lhe a tranquilidade, por acinte (de modo provocador)ou por motivo reprovável: Pena – prisão simples, de quinze dias a dois meses, ou multa. Deve SEMPRE valer-se de sua condição de SUPERIOR HIERÁRQUICO ou ASCENDÊNCIA inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função. SUPERIOR HIERÁRQUICO: relação de Direito Público (Direito Administrativo) dependência funcional. ASCENDÊNCIA FUNCIONAL: Relação trabalhista (de emprego), mediante salário. CARGO: Público hierarquia da administração pública. FUNÇÃO: Pública atribuições inerentes ao serviço público. Logo, se o agente ocupar posição igual ou inferior à da vítima, não haverá assédio. Objeto jurídico: crime contra a LIBERDADE SEXUAL nas relações de trabalho. Sujeito ativo: crime comum (homem ou mulher). Desde que seja superior hierárquico ou que tenha ascendência laboral sobre a vítima (cargo, emprego ou função). Sujeito passivo: qualquer pessoa (homem ou mulher), que ocupe o outro lugar do polo da relação. Elemento subjetivo: Dolo, com o especial fim de obter FAVORECIMENTO SEXUAL. Concurso de pessoas: Admite-se, desde que o coautor saiba da SUPERIORIDADE HIERÁRQUICA ou ASCENDÊNCIA do agente sobre a vítima (art. 30 do CP) e da real intenção daquele (art. 29 do CP) responde pelo crime na proporção da sua culpabilidade. menor potencial * oferivo. ↳ E Contraven cão D - - superior Lierárquico --& - largo acima -- - Poreço gual ou inferiaNexute avídio.D - - - - - Ovoautor respondera - woutra a elemen unesmo Dede que o coautopelomo P tos do Crime/ancendência Funcional, peaedo Lieraguia da & - - cuepabili - dode . sexual i notrabalho- Objeto jurídicos liber dode , superior Liraquico- Sey ativo : Curs comum. Lisaquica se panivo : qualquer pensainferior Dolo .Elemento subjetivo : Consumação: Com a efetiva prática do ato constrangedor, independentemente, da obtenção da vantagem ou favorecimento sexual CRIME FORMAL caso haja a obtenção da vantagem pretendida, haverá mero EXAURIMENTO DO DELITO. Admite-se tentativa. Ex.: Bilhete ou e.mail interceptado. Pena: detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos Competência: JECRIM Ação Penal: Art. 225 do CP: “Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste Título, procede-se mediante ação penal pública incondicionada” Lei nº 13.718, de 2018. Antes da Lei n. 13.718/2018, APPI era apenas §2º (vítima menor de 18 anos), agora em qualquer caso é APPI. Aumento de Pena: §2º - vítima menor de 18 anos o agente deve ter conhecimento da idade da vítima aumento de até 1/3 OBS.: Inclui-se na proteção: a prostituta e a garota de programa, caso exerça outra profissão paralela. Inclui-se também as empregadas domésticas. Quanto às diaristas, Damásio de Jesus entendia que não se incluía por não realizarem atividades inerentes a emprego (relação de emprego). Por sua vez, Rogério Greco entende que mesmo que haja um único dia na semana de trabalho doméstico para o sujeito ativo, configura-se o delito, haja vista que rompida a relação de emprego, trará prejuízos à vítima que sobrevive à custa do seu trabalho em várias residências. - - - -- - - Crime formal : norma co->so de les -Alylendo a vantagens folodo. & exauremento - S Te- -I- - -- - - - -criminosa. OBS. 1: COMUNICABILIDADE DAS QUALIFICADORAS As qualificadoras referente aos motivos do crime são INCOMUNICÁVEIS AOS COAUTORES, quando estes DESCONHECEREM A MOTIVAÇÃO DO OUTRO art. 30 do CP Haverá comunicação se for do conhecimento do partícipe a presença da circunstância material. OBS. 2: PREMEDITAÇÃO não é circunstância qualificadora. OBS. 3: PLURALIDADE DE CIRCUNSTÂNCIAS QUALIFICADORAS: apenas uma será utilizada para qualificar o delito e as demais devem ser utilizadas na DOSIMETRIA da pena. FEMINICÍDIO - Art. 121, §2º, VI, VII e §2º-A do CP Feminicídio (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) VI - contra a mulher por razões da condição de sexo feminino – VIDE LEI N. 14.717/2023 VII – contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição: (Incluído pela Lei nº 13.142, de 2015). VIII - com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido: (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019). Homicídio contra menor de 14 (quatorze) anos (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) a terare vontogem de outro . do outro deconteced voe ↳ um dos - niA coourores wouber a Motivação do do crime D ~ exterioriza aação outro . - esse não responde pela qualifica[- dora . L Fundamento co eng & E - IX - contra menor de 14 (quatorze) anos: (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) Pena - reclusão, de doze a trinta anos. §2º-A Considera-se que há razões de condição de sexo feminino quando o crime envolve: (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) I - violência doméstica e familiar; (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) II - menosprezo ou discriminação à condição de mulher. (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) A Lei n. 13.104/2015 alterou o art, 121 do CP para incluir como circunstância qualificadora o FEMINICÍDIO, descrevendo os seus requisitos típicos Incluiu o feminicídio no rol dos crimes hediondos (Lei n. 8.072/90) art. 1º, I crime formalmente hediondo. Essa nova qualificadora do homicídio vem punir a morte de mulheres por RAZÃO DE GÊNERO (sexo feminino) §2º, VI. Situações: Violência doméstica e familiar; Menosprezo à condição de mulher; Discriminação à condição de mulher. SUJEITO PASSIVO: mulher O TRANSEXUAL é considerado vítima do feminicídio, desde que for portador de um registro oficial (certidão de nascimento ou RG) em que figure expressamente o seu SEXO FEMININO. Não se aplica a lei por analogia ao réu nas relações HOMOAFETIVAS masculinas. RAZÕES DA CONDIÇÃO DE SEXO FEMININO: GÊNERO: termo substituído por CONDIÇÃO DE SEXO FEMININO. O legislador NÃO TROUXE UMA QUALIFICADORA PARA A MORTE DE MULHERES, simplesmente Ele se refere não a uma questão de SEXO, mas a questão de GÊNERO (padrões sociais) envolve uma determinação social dos papeis masculinos e femininos, que SUPERVALORIZA O MASCULINO em detrimento do feminino poder de dominação e submissão. Do art. 121 do CP · depreciamenFeminicídio no spenar em S 111 . Se o crime for - mulher também E prática fimenicidio Se são 2 homem namorador s il aplico e alogia Vide Lei n. 14.717, de 31/10/2023 – cuja qual institui pensão especial aos filhos e dependentes crianças ou adolescentes, órfãos em razão do crime de feminicídio tipificado no inciso VI do §2º do art. 121 do CP, cuja renda familiar mensal per capita seja igual ou inferior a ¼ do salário mínimo. COM EMPREGO DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO OU PROIBIDO A Lei nº 13.964/19, denominada pacote "anticrime", acrescentou nova qualificadora ao crime de homicídio doloso (CP, artigo 121, §2º: "Se o crime é praticado com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido. Pena — reclusão de 12 a 30 anos)". Antes do pacote "anticrime", muito se discutia sobre a absorção do crime de porte ou posse de arma de fogo pelo homicídio. Se o sujeito matar outro utilizando uma arma de fogo, o homicídio compreenderia o porte anterior como parte de sua ação, ou seja, integrando a sequência de atos que o compõem. Punir o homicídio praticado com a arma de fogo e o porte como crime autônomo implicaria em punir este último duas vezes: como parte integrante de um todo (o homicídio) e também como ação isolada. Trata-se do princípio da consunção, pelo qual o crime mais amplo absorve (consome) aquele que constitui sua parte. Com a inovação legal, havendo diversidade de contextos fáticos, o sujeito responderá por ambos os crimes e concursos, e ocorrendo contexto único, apenas por homicídio qualificado, empregando-se a nova qualificadora. Ocorre que nesse caso a ação mais grave, que é a de estar portando a arma de fogo ilegalmente antes da situação em que ocorreu o homicídio, ficará com pena menor do que a do sujeito que somente portou a arma ilegalmente para poder com ela executar o crime. Para evitar situação contrária ao princípio da proporcionalidade, a solução será o agente sempre responder pelo homicídio qualificado pelo emprego de arma de fogo restrito ou proibido, ficando a questão de responder em concurso pelo porte ilegal ou não, a depender da similitude do contexto fático. Desse modo, poderá responder por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito ou proibido em concurso com homicídio qualificado por essa circunstância, ou apenas por homicídio qualificado pelo emprego desse meio. ~Home Mquando o e de femi incidio. -produt qualificanot cime & ↳ policial ou -B forcos armadas 117S -- 12 A nova qualificadora é de natureza objetiva, estabelecendo-se maior reprimenda àquele que se utiliza de armamento de uso restrito para realizar sua empreitada criminosa. Tal qualificadora foi vetada e posteriormente o Congresso Nacional derrubou o veto, cujo motivo preponderante para o veto se deveu à insegurança jurídica para os agentes de segurança pública, que em combate com criminosos poderiam ser processados por homicídio qualificado pelo uso de arma de fogo restrita. A atuação do Congresso foi sábia, haja vista que o agente de segurança pública que matar em legítima defesa não cometerá crime algum, bastando que aja com moderação e na medida exata para repelir injusta agressão atual ou iminente. O CP foi até redundante, pois, após enumerar os requisitos da legítima defesa no seu artigo 25, caput, de forma supérflua reiterou sua redação em parágrafo único: "Observados os requisitos previstos no caput deste artigo, considera-se também em legítima defesa o agente de segurança pública que repele agressão ou risco de agressão a vítima mantida em refém durante a prática de crimes". HOMICÍDIO CONTRA MENOR DE 14 ANOS IX - contra menor de 14 (quatorze) anos: (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) Pena - reclusão, de doze a trinta anos. Sancionada a Lei 14.344/2022, que torna crime hediondo o homicídio contra menor de 14 (quatorze) anos e estabelece medidas protetivas específicas para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar. A nova norma foi batizada de Lei Henry Borel, em referência ao menino de 04 (quatro) anos morto no ano passado após espancamento no apartamento em que morava com a mãe e o padrasto, no Rio de Janeiro. Ao se tornar hediondo, o crime passa a ser inafiançável e insuscetível de anistia, graça e indulto. Além do condenado ficar sujeito a regime inicial fechado, entre outras consequências. - - - b ↓ D Homi simp 62 20 & Homi qual - 12030 O texto altera o CP, para considerar o homicídio contra menor de 14 anos um tipo qualificado com pena de reclusão de 12 a 30 anos, aumentada de 1/3 à metade se a vítima é pessoa com deficiência ou tem doença que implique o aumento de sua vulnerabilidade. O aumento será de até 2/3 se o autor for ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregadorda vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela, cuja prescrição de crimes de violência contra a criança e o adolescente começará a contar a partir do momento que a pessoa completar 18 (dezoito) anos, como ocorre atualmente para os crimes contra a dignidade sexual. Se houver risco iminente à vida ou à integridade da vítima, o agressor deverá ser afastado imediatamente do lar ou local de convivência pelo juiz, delegado ou mesmo policial (onde não houver delegado). A autoridade policial deverá encaminhar imediatamente a pessoa agredida ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ao Instituto Médico-Legal (IML); encaminhar a vítima, os familiares e as testemunhas ao conselho tutelar; garantir proteção policial, quando necessário; e fornecer transporte para a vítima. Após isso, o juiz deverá ser comunicado e terá 24 horas para decidir sobre outras medidas protetivas, como determinar a apreensão imediata de arma de fogo sob a posse do agressor; comunicar ao Ministério Público o fato para as providências cabíveis; e determinar o encaminhamento do responsável pela criança ou pelo adolescente ao órgão de assistência judiciária, se necessário. §2º-A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA MULHER: Faz-se imprescindível verificar a razão da agressão, se baseada ou não no gênero. Art. 5º, I a III, da lei Maria da Penha. Não se confunde com violência ocorrida dentro da unidade doméstica ou âmbito familiar, ou mesmo uma relação íntima de afeto. Ex.: Marido que chegou drogado. - -- - - - - - ------ - - --- - - - Je tiver ocorênciade e rotência O componente necessário para que se possa falar em feminicídio é a existência de violência baseada no GÊNERO. Ex.: Marido mata a mulher pelo fato dela pedir a separação ou por ela ganhar mais que ele. MENOSPREZO À CONDIÇÃO DE MULHER: Quando o agente pratica o crime por nutrir pouca ou nenhuma estima ou apreço pela vítima desdém, desprezo, desvalorização. DISCRIMINAÇÃO À CONDIÇÃO DE MULHER: Ex.: Matar a mulher por entender que ela não pode estudar, dirigir, assumir cargos de liderança, etc. AUMENTO DE PENA – MENOR DE 14 ANOS §2º-B. A pena do homicídio contra menor de 14 (quatorze) anos é aumentada de: (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) I - 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é pessoa com deficiência ou com doença que implique o aumento de sua vulnerabilidade; (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) II - 2/3 (dois terços) se o autor é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela. (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) O texto altera o CP, para considerar o homicídio contra menor de 14 anos um tipo qualificado com pena de reclusão de 12 a 30 anos, aumentada de 1/3 à metade se a vítima é pessoa com deficiência ou tem doença que implique o aumento de sua vulnerabilidade. O aumento será de até 2/3 se o autor for ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela. HOMICÍDIO CULPOSO Art. 121, §3º, do CP § 3º Se o homicídio é culposo: Pena - detenção, de um a três anos. Razãoe a in 09 as do aumentoeem ↑ 113 u o Ar - marE - parjavo,modrontaepore e - - conjugue, - lei 1411 de 2024 companhia da , precep to ou em pregador do vitima de que tenho all Toridode sobela 213 be o crime P for protecado nas ecoas . 2024 - pub ou Esta no próprio código . privada . Art. 18 do CP: O crime é considerado culposo, quando o agente der causa ao resultado por: IMPRUDÊNCIA: conduta perigosa – O agente não observa o seu dever de cuidado, causando resultado lesivo ao agente que era previsível. Ex.: Ultrapassar em faixa amarela contínua. NEGLIGÊNCIA: Omissão – quando se deveria ter tomado um certo cuidado. Deixar de fazer aquilo que impunha uma diligência normal. Ex.: Motorista que não conserta os freios já gastos de seu veículo. IMPERÍCIA: Falta de aptidão técnica para a realização de uma determinada conduta. Inaptidão momentânea ou não do agente para o exercício da arte, profissão ou ofício. Ligada à atividade Profissional. Ex.: Motorista que dirige transporte escolar sem habilitação para tanto. TIPO ABERTO: Precisa ser complementado pela norma geral que impõe a observância do dever de cuidado necessidade de complementação o legislador descreve apenas o resultado e a sanção, não descrevendo a conduta que deve ser analisada pelo juiz, o qual precisa valorar quais dos cuidados objetivos que o acusado deixou de observar. PREVISIBILIDADE DO AGENTE: quem não pode PREVER, não tem a seu cargo o dever de cuidado e não pode violá-lo. Se o fato escapar totalmente à PREVISIBILIDADE do agente, o resultado não lhe pode ser atribuído, mas sim ao CASO FORTUÍTO (alheio à vontade do agente - Ex.: Rompimento da barra de direção enquanto se dirige) ou à FORÇA MAIOR (inevitabilidade de consequência de uma conduta ou fenômeno da natureza – Ex.: um desmoronamento que atinge o veículo em movimento). PREVISIBILIDADE OBJETIVA: Conforme Nelson Hungria, é aquela em que o agente, no caso concreto, deve ser substituído pelo chamado “homem médio” (de prudência NORMAL). Se, uma vez levada a efeito essa substituição hipotética (fictícia), o resultado ainda assim persistir, é sinal de que o fato havia escapado ao seu âmbito de previsibilidade, porque dele não se exigia nada além da capacidade normal dos homens. to nem ai : dolo eventual E deixar des a complemento · veltar mo art 18 para - dolei - 200 ver homem vinediano deveno Se ac qualq ten &newel on mos mesmo agindo certo, ocorerio o mesmo resultado. /aocoraum ardentemovjapre e a caso hojo regra . A condutor atipico rnoit . PREVISIBILIDADE SUBJETIVA: Não há substituição pelo “homem médio”. É levado em consideração as condições pessoais do agente, ou seja, as suas limitações e as experiências daquela pessoa cuja previsibilidade está se aferindo em um caso concreto. ELEMENTOS DO HOMICÍDIO CULPOSO a) Comportamento humano voluntário, positivo ou negativo; b) Descumprimento do cuidado objetivo necessário manifestado pela imprudência, negligência ou imperícia; c) Previsibilidade objetiva do resultado; d) Inexistência de previsão do resultado; e) Morte involuntária. CONCURSO DE CRIMES: sendo diversos os eventos, pode haver concurso formal ou crime continuado. Art. 70 do CP: uma só ação ou omissão/Dois ou mais crimes – idênticos ou não. Ex.: Motorista não habilitado para dirigir ônibus escolar, capota, matando uma criança e ferindo oito CONCURSO FORMAL DE CRIMES: homicídio culposo por imperícia + lesão corporal unidade de condutas e pluralidade de crimes. Art. 71 do CP: mais de uma ação ou omissão/ dois ou mais crimes (da mesma espécie)/condições de tempo, lugar, maneira de execução semelhantes/continuação do primeiro. CONCURSO DE PESSOAS: A doutrina se divide quanto à possibilidade em crimes culposos. Para os que defendem a NÃO POSSIBILIDADE, faltaria a resolução comum voltada a determinado fim, devendo cada uma ser examinada isoladamente. Delmanto defende a POSSIBILIDADE, excepcionalmente, da coautoria em delitos culposos, desde que demonstrada a existência do vínculo subjetivo voltado à realização da conduta imprudente comum. Ex.: Condutas do piloto e copiloto de um avião, que voam em desacordo com o plano voo, havendo como consequência um acidente aéreo, do qual eles sobrevivem e um dos passageiros morrem. AÇÃO: APPI mas NÃO É DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI & - - - - - - - I conduto 2 ou D resulta dos . & Celso alguma si preciso de represento & -o - casa cão incondicionado& & AUMENTO DE PENA Art. 121, §4º do CP §4º No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício,ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003) 1ª parte do §4º - se o homicídio é culposo: INOBSERVÂNCIA À REGRATÉCNICA DE PROFISSÃO, ARTE OU OFÍCIO Não se confunde com a Imperícia (pessoa sem aptidão técnica). EXEMPLO: João Henrique constrói um muro divisório de propriedade, esse muro cai e causa a morte de Flávio, por ter sido edificado com INOBSERVÂNCIA DE REGRAS TÉCNICAS. Culpa: do Técnico em edificações ou Engenheiro (no caso João Henrique). Vejam bem, se fosse edicado por um simples PEDREIRO (não téncico para tanto), seria culpado apenas pela imprudência elementar dos crimes culposos (art. 121, §3º). OMISSÃO DE SOCORRO Exige a ausência de RISCO PESSOAL para o agente e não pode ser aplicado esse aumento de pena em concurso com o art. 135 do CP (crime de omissão de socorro). EXEMPLO: Aquele que, CULPOSAMENTE, ofende, inicialmente, a integridade corporal ou a saúde de outrem, deve fazer o possível para que se EVITE O RESULTADO mais gravoso. OMISSÃO DE SOCORRO demostra maior reprovabilidade do comportamento, o que motiva o aumento da pena. OBS.: Lembrem-se de que se outras pessoas já estiverem prestando socorro à vítima, não poderá ao agente ser atribuído o AUMENTO DE PENA, pois a finalidade dessa majorante (aumento de pena) é exclusivamente o AMPARO À VÍTIMA. E se ocorrer a morte instantânea??? Nesse caso, também não há que se falar em aumento de pena pela OMISSÃO DE SOCORRO, haja vista que não se socorre cadáver “né, meninos???” tanto é que o art. 304 do CTB é muito criticado pela doutrina. O AGENTE QUE NÃO PROCURA DIMINUIR AS CONSEQUÊNCIAS DE SEUS ATOS EXEMPLO: FERNANDA, sabendo que a vítima não possui condições para arcar com o custo do tratamento e medicamentos, não a auxilia materialmente, deixando-a à própria sorte. FUGA PARA EVITAR FLAGRANTE Afasta-se a majorante, se a vida do agente corre perigo. EXEMPLO: Linchamento, tendo em vista as manifestações populares. 2ª parte do §4º - se o homicídio é doloso: CONTRA PESSOA MENOR DE 14 E MAIOR DE 60 ANOS DE IDADE Menor de 14 anos: introduzido ao CP após a Lei n. 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA). Maior de 60 anos: Introduzido ao CP após a Lei n. 10.741/03 (Estatuto do Idoso). São aplicadas a todas as modalidades de HOMICÍDIO DOLOSO, no entanto, DEVE HAVER a comprovação da idade por DOCUMENTO HÁBIL (art. 155 do CPP) – Ex.: RG. PERDÃO JUDICIAL – art. 121, §5º, CP Se o homicídio é culposo: Pena - detenção, de um a três anos.CONSEQUÊNCIAS: FÍSICAS: Quando o agente mata a vítima culposamente, mas também sofre ferimentos e lesões graves. Ex.: fica tetraplégico. MORAIS: Quando o agente mata a vítima culposamente, mas sofre com a perda de entes queridos. Ex.: Morte de filho proveniente da mesma conduta culposa, ou parentes por afinidade. Aplica-se o PERDÃO JUDICIAL aos §§3º e 4º é causa de EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE – art. 107, IX, CP. · artparte : homicidio pena: 2: parte culparo - - homicídio doloso. - deixa desplican al Comequênciaficoue e pensa . - vendas S - ↳ levoe groves . D ~ queridas - - MILÍCIA PRIVADA – Art. 121, §6º, CP (1ª parte) Esse parágrafo foi acrescentado ao art. 121, pela Lei n. 12.720/12. As milícias privadas são aquelas criadas à margem do Poder Público. Existem 02 tipos de milícias: MILÍCIAS MILITARES: Que são as forças policiais, pertencentes à administração pública, que envolvem não somente as forças armadas, como também as forças policiais, que tenham uma função específica, determinada legalmente pelas autoridades competentes. MILÍCIAS PARAMILITARES: São associações não oficiais, cujos membros atuam ilegalmente, com o emprego de armas com estrutura semelhante à militar utilizam armas para impor o seu regime de TERROR em uma determinada localidade. As milícias privadas se encontram À MARGEM DA LEI. A priori, eram formadas por policiais, êx policiais e civis, que normalmente prestavam serviços de segurança. É uma ORGANIZAÇÃO NÃO ESTATAL, que atua ILEGALMENTE, mediante o emprego de FORÇA, com a utilização de armas, impondo o seu regime de terror em uma DETERMINADA REGIÃO. CARACTERÍSTICAS: 1. Controle de um território e de sua população (grupo armado irregular); 2. Ânimo de lucro; 3. Caráter coativo desse controle; 4. Discurso de legitimação referido à proteção dos moradores locais e à instauração de uma ordem local; 5. Participação ativa e reconhecida dos agentes do Estado. EXEMPLO: A milícia toma conta de uma determinada favela e cobra de seus moradores para manter a ordem na favela (diminuição de crimes de furto local, por exemplo). Essa cobrança não necessariamente seria em dinheiro meninos, mas sim, obrigando os moradores a consumirem drogas apenas da milícia, gás e/ou outras mercadorias comercializadas por ela. No exemplo acima, 01 integrante da milícia que, agindo de acordo com a ordem emanada do grupo, mata alguém porque se atribuía à vítima a prática frequente de fora lei milio privado : vendo de armas . com inteto - 500. - de prole, emtroce dedi wheiro E crimes de furto naquela região protegida – cometeu então o crime previsto no art. 121, §6º, CP. OBS.: As mortes são produzidas sob o falso argumento de estar se levando a efeito a segurança do local, com a eliminação de criminosos. CONCURSO DE PESSOAS: Todos os integrantes da milícia responderão pelo crime de homicídio, com a pena agravada (§6º) a execução do crime praticada por 1 dos integrantes da milícia, é considerada como simples DIVISÃO DE TAREFAS. OBS.: Até mesmo grandes residências, em bairros nobres, próximo às favelas, optam pela proteção das milícias, para garantir a segurança da família, residências e estabelecimentos comerciais. Elas se apresentam como garantidoras do bem estar da comunidade, mas na realidade essa atividade não decorre da adesão espontânea da comunidade, na grande maioria dos casos, é IMPOSTA mediante COAÇÃO, VIOLÊNCIA e GRAVE AMEAÇA, podendo resultar na eliminação de eventuais renitentes. Em suma, trata-se de uma OCUPAÇÃO DE TERRITÓRIO, espécie de paralelo, cuja finalidade é explorar as pessoas carentes. GRUPOS DE EXTERMÍNIO - Art. 121, §6º, CP (2ª parte) É a reunião de indivíduos na qualidade de “JUSTICEIROS” e/ou matadores, os quais também atuam mediante pagamento da população local e de comerciantes e/ou industriais de determinada região. Não se confunde com RELEVANTE VALOR SOCIAL, que vimos no §1º (homicídio privilegiado), pois, normalmente são movidos por motivo TORPE (HOMICÍDIOS MERCENÁRIOS – mediante paga ou promessa de recompensa). A lei é omissa em relação ao número de pessoas. Entende-se que seria no mínimo 03 ou 04 (utilizando-se o critério de interpretação do art. 288 do CP – associação criminosa). REQUISITOS: 1. Reunião de pessoas; 2. Estrutura ordenada; 3. Divisão de tarefas; 4. Vantagem de qualquer natureza; & & to à metade - - - ou E 5. Crimes com pena igual ou superior a 4 anos. OBS.: O homicídio simples (tentado ou consumado), se praticado por grupo de extermínio, ainda que por 1 só executor, será considerado HEDIONDO. CAUSAS DE AUMENTO DE PENA NO FEMINICÍDIO §7º A pena do feminicídio é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado: (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) I - durante a gestação ou nos 3 (três) meses posteriores ao parto; (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) II - contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos, com deficiência ou com doenças degenerativas que acarretem condição limitante ou de vulnerabilidade física ou mental; (Redação dada pela Lei nº 14.344, de 2022) III - na presença física ou virtual de descendente ou deascendente da vítima; (Redação dada pela Lei nº 13.771, de 2018) IV - em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas nos incisos I, II e III do caput do art. 22 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. (Incluído pela Lei nº 13.771, de 2018) Aumento de 1/3 até a metade para os casos que o feminicídio tenha sido praticado (§7º): • Durante a gestação; • Nos três meses posteriores ao parto; • Contra maior de 60 anos, deficientes ou doentes mentais; • Na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente da vítima; * E ainda, em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas nos incisos I, II, III do caput do art. 22 da Lei 11.340/06. - ao ↳ arro e feminino INDUZIMENTO, INSTIGAÇÃO OU AUXÍLIO AO SUICÍDIO OU À AUTOMUTILAÇÃO Art. 122. Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação ou prestar-lhe auxílio material para que o faça: (Redação dada pela Lei nº 13.968, de 2019) Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. (Redação dada pela Lei nº 13.968, de 2019) §1º Se da automutilação ou da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 129 deste Código:(Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019) Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019) §2º Se o suicídio se consuma ou se da automutilação resulta morte: (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019) Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019) §3º A pena é duplicada: (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019) I - se o crime é praticado por motivo egoístico, torpe ou fútil; (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019) II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019) §4º A pena é aumentada até o dobro se a conduta é realizada por meio da rede de computadores, de rede social ou transmitida em tempo real. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019) §5º Aplica-se a pena em dobro se o autor é líder, coordenador ou administrador de grupo, de comunidade ou de rede virtual, ou por estes é responsável. (Incluído pela Lei nº 14.811, de 2024) §6º Se o crime de que trata o §1º deste artigo resulta em lesão corporal de natureza gravíssima e é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra quem, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, responde o agente pelo crime descrito no §2º do art. 129 deste Código. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019) §7º Se o crime de que trata o §2º deste artigo é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra quem não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, responde o agente pelo crime de homicídio, nos termos do art. 121 deste Código. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019) SUICÍDIO � Não é previsto como crime por razões de política criminal, de forma que a pessoa que tenta suicidar-se não comete infração penal. Pune-se o comportamento daquele terceiro que induz, instiga ou auxilia outrem ao suicídio. TENTATIVA DE SUICÍDIO � Não é punida, muito embora a vida seja um bem inalienável. Conforme CELSO DELMANTO, “Qualquer pena perde o sentido diante de uma pessoa que chega ao desespero extremo”. ROGÉRIO GRECO, por sua vez, diz que “Se a vítima tentou a sua própria morte por não suportar alguns momentos tormentosos pelos quais passava ainda quando estava em liberdade, que dirá se for presa. Lá então, com todo tratamento indigno que receberá, se sentirá infinitamente mais estimulada a tentar novamente o suicídio”. E ↑ Ou seja, vocês se recordam do PRINCÍPIO DA LESIVIDADE, que estudamos no segundo semestre??? Então...punir a TENTATIVA DE SUICÍDIO fere o PRINC. DA LESIVIDADE, eis que o Direito Penal só pode proibir comportamentos que extrapolem o âmbito do próprio agente, que venham ATINGIR TERCEIROS, que não é o caso da tentativa de suicídio. AUTOMUTILAÇÃO � Com o advento da Lei 13.968/19, não é somente o induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio que é incriminado no artigo 122, CP. Passa a ser também previsto como crime o ato de induzir, instigar ou prestar auxílio a outrem a fim de que tal pessoa se automutile, ou seja, se auto lesione, cause lesões a si mesma, no próprio corpo, sem a necessidade de pretender tirar a vida. Ex.: Induzir, instigar ou auxiliar alguém a amputar ou mutilar um dos dedos da mão ou do pé, a se cortar, a se queimar com cigarros, etc. Observando-se que também a autolesão ou automutilação não é prevista em si como crime. Quem se automutila não comete crime. O criminoso, nos termos do artigo 122, CP, é aquele que induz, instiga ou auxilia outra pessoa a se automutilar. OBS.: Embora seja impune aquele que tenta matar-se ou que tenta ou mesmo consegue se automutilar, a vida e a integridade física continuam sendo bens jurídicos indisponíveis, assim, a lei não considera ilegal a coação praticada para impedir o suicídio (artigo 146, §3º, II, CP). OBJETO JURÍDICO: Os bens jurídicos tutelados são a vida humana e a integridade física da pessoa. Até o surgimento da Lei 13.968/19 não havia dúvida de que se tratava de um crime exclusivamente contra a vida. Acontece que a nova lei incluiu também o induzimento, instigação ou auxílio à automutilação, o que implica na abrangência de outro bem jurídico, a integridade física. A doutrina traz crítica, portanto, ao legislador, no sentido que a melhor opção seria ter incluído essa questão do induzimento, instigação ou auxílio à automutilação no corpo do artigo 129, CP e não no artigo 122, CP, pois sendo assim, o legislador acabou criando um tipo penal anômalo, que embora esteja no capítulo dos crimes contra a vida, tutela também, em parte, a integridade física. Isso gerará problemas quanto à competência para o processo e Induzi Prestar auxilio automuttomad a pr e se Instigar indug , instiga ou S auxlo é g cremingo - - - - - julgamento das condutas tipificadas no atual artigo 122, CP, requerendo atenção do intérprete e do aplicador da lei, não só na seara penal como também na Processual Penal. OBJETO MATERIAL: a vítima do suicídio ou da automutilação SUJEITO ATIVO: Qualquer pessoa, tratando-se de crime comum. SUJEITO PASSIVO: Qualquer pessoa que tenha capacidade de resistência à prática do suicídio ou da automutilação, ou seja, desde que tenha discernimento. Se a capacidade de discernimento é nula ou inexistente, não ocorre o crime do artigo 122, “caput”, CP, nem mesmo as figuras qualificadas pelos resultados lesão grave ou gravíssima (artigo 122, § 1º., CP), ou morte (artigo 122, § 2º., CP), mas sim aquelas previstas nos §§ 6º. e 7º., do mesmo artigo 122, CP. Os parágrafos 6º e 7º tratam, respectivamente, dos resultados lesões gravíssimas e morte. Entretanto, qual seria a diferença desses §§ 6º e 7º para os §§ 1º e 2º, que também se referem aos resultados respectivos lesões graves ou gravíssimas e morte? Primeiro, enquanto o §6º, que trata de lesões se refere especificamente a lesões gravíssimas, o §1º menciona tanto o resultado lesões gravíssimas, como lesões graves. Porém, a principal distinção se encontra na condição da vítima que não tem capacidade de resistência psíquica à influência do criminoso. Nos §§ 6º e 7º, as vítimas serão os “vulneráveis” (menores de 14 anos; pessoas que por enfermidade ou deficiência mental, não têm o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não podem ofertar resistência). Nessas situações, o legislador considera que a vítima não toma uma decisão válida, ela não passa de um fantoche nas mãos do influenciador. Dessa forma, se impõe a si mesma lesões gravíssimas, o influenciador responderá nas penas do crime de lesões gravíssimas, de acordo com o §6º e, se vier a se suicidar, não responderá o influenciador nas penas do induzimento, instigação ouauxílio ao suicídio, mas sim naquelas do crime de homicídio. Antes, já era entendimento doutrinário e jurisprudencial, que o influenciador, nos casos de vítima com incapacidade de discernimento, não responderia nos termos do artigo 122, CP, mas por crime de lesão corporal ou de homicídio, conforme o que ocorresse. Agora, a Lei 13.968/19 converteu essa solução dogmática em lei, a positivou. # D TIPO OBJETIVO: O tipo penal prevê três condutas: induzir, instigar e prestar auxílio material. As duas primeiras (induzimento e instigação) são chamadas de “participação moral”, enquanto o auxílio é chamado de “participação físico ou material”. Induzir é incitar – fazer nascer a ideia na vítima. Instigar é estimular uma ideia já existente. O agente apenas reforça. Auxiliar é ajudar materialmente. Por exemplo, fornecendo uma arma, fornecendo veneno, ministrando instruções sobre meios de suicidar-se ou de automutilar-se, montando um aparato para o suicídio ou automutilação, etc. Não obstante é importante notar que essa intervenção física do agente não pode extrapolar o mero auxílio e acabar adentrando em atos de execução da morte ou lesão, senão ocorrerá homicídio ou crime de lesão corporal. No auxílio soma-se a instigação, mas o crime é único, embora praticado com mais de uma conduta (tipo alternativo). Tendo em vista a inclusão da figura da automutilação, é preciso atentar para eventuais casos em que alguém induza, instigue ou auxilie outrem a práticas que causam, de certa forma, lesões no corpo, mas que são socialmente usuais. Exemplo: tatuagens, Body Piercing, brincos com furo na orelha etc. Se a influência se dá para a realização da técnica em situação legalmente regulada e permitida, envolvendo pessoas maiores, ou mesmo menores, mas com autorização dos responsáveis e cumprindo todas as normas de saúde pública, não há ilícito. Agora, se a influência se dá para que a pessoa provoque lesões em si, mediante uso dessas técnicas fora dos padrões legalmente estabelecidos. Um menor, por exemplo, que se tatua por indução de terceiro, sem o consentimento dos pais. Ou uma pessoa, ainda que maior, induzida a fazer a aplicação e Body Piercing sem os devidos cuidados higiênicos. Nesses casos irregulares, poderá, em tese, haver a configuração do crime do artigo 122, CP, assim como, se realizada a conduta por terceiro sobre a vítima, haveria o crime de lesões corporais. Finalmente, com a inclusão da automutilação, a influência de alguém a se embriagar até passar mal, como costuma ocorrer em alguns “trotes” universitários, pode configurar também o crime do artigo 122, CP. CONSUMAÇÃO E TENTATIVA: Na redação original do Código Penal o crime do artigo 122, CP só ocorreria se houvesse um dos resultados preconizados no preceito secundário (morte ou lesão corporal de natureza grave), sendo as penas então previstas respectivamente de reclusão de 2 a 6 anos e de 1 a 3 anos. Portanto, não existia tentativa, ou ocorria um dos resultados ou o fato era atípico. -- - & - - Hoje, com o advento das alterações promovidas pela Lei 13.968/19, isso foi modificado. Não há mais exigência dos resultados lesões graves ou morte para que haja o crime e a pena. Atualmente o induzimento, a instigação e o auxílio material ao suicídio ou à automutilação configuraram o crime, com ou sem tais resultados. De crime material, se converteu, por força da Lei 13.968/19, em crime formal. Eventuais resultados como lesões graves, gravíssimas ou morte decorrentes da prática do suicídio, da tentativa de suicídio ou da automutilação, somente surgem agora como qualificadoras nos §§ 1º, 2º, 6º, e 7º. Suas aplicações variarão de acordo com a vítima (vulnerável ou não). Sendo o crime formal em sua redação atual, surge possível polêmica quanto à tentativa. A consumação se dá com o induzimento, instigação ou auxílio. No caso do auxílio material o crime estará consumado com o fornecimento da ajuda material, venha ou não a vítima a suicidar-se ou automutilar-se. Aí está preservada a característica formal do crime. Mas, será viável a tentativa, vez que se trata de conduta plurissubsistente, com o “iter criminis” fracionável, sendo plenamente possível que alguém impeça o infrator de fornecer o auxílio à vítima. Exemplo: um indivíduo pede uma arma para se matar. Quando o infrator vai lhe levar tal arma, é submetido a uma revista pessoal, vez que a vítima estava internada num manicômio, sendo encontrada a arma e apurado o seu fim de auxílio ao suicídio alheio. Há tentativa (artigo 122 c/c 14, II, CP). Quanto aos verbos induzir ou instigar, a tentativa somente se daria por escrito, como é regra nos crimes formais. Diante desses verbos, o crime se consuma com o ato de induzimento ou instigação, independentemente da atuação da vítima, que será mero exaurimento do delito ou ensejará qualificadoras (artigo 122, §§ 1º , 2º, 6º e 7º, CP). Dada a natureza desses verbos, é bem possível que o agente chegue a induzir ou instigar a vítima, mas esta não venha a perpetrar ato algum de tentativa de suicídio ou de automutilação. Nesse caso, parece mais correto reconhecer o crime consumado com o mero induzimento ou instigação, principalmente tendo em vista que o legislador deixou de exigir resultados ulteriores para a configuração do ilícito, o que dá a entender que considera criminoso já o próprio induzimento ou instigação. Exemplo: uma pessoa reclama de problemas existenciais. O infrator lhe propõe o suicídio como alternativa, mas a vítima descarta tal proposta como absurda. O crime está consumado. Eventual suicídio seria mero exaurimento e configuraria qualificadora, conforme acima exposto. TIPO SUBJETIVO: O elemento subjetivo é o dolo, consistente na vontade consciente de induzir, instigar ou auxiliar a vítima ao suicídio ou à automutilação. Dolo direto, eventual ou alternativo, inexistindo previsão de figura culposa. Observe-se ainda que se o agente atua com vistas somente à automutilação, o artigo 122, CP não é um “crime doloso contra a vida”. E ainda que resulte morte derivada dessa automutilação, esse resultado mais gravoso se dará a título de preterdolo. Já quanto à ocorrência de lesões graves ou gravíssimas no caso de automutilação, essas poderão decorrer do dolo do agente (ele visa, desde o início a lesão mais gravosa) ou mesmo de preterdolo (o agente visava uma lesão mais leve, mas ocorre uma mais grave). Quando o agente visa o suicídio da vítima e ocorre apenas lesão (leve, grave ou gravíssima), na verdade, seu dolo era superior ao que de fato acabou resultando. Mas, esse dolo é suficiente para configurar o crime do artigo 122, CP, já que atualmente, como já visto, os resultados mais gravosos não são exigência para a punição, mas tão somente circunstâncias que qualificam o crime. Não existe modalidade culposa. Se, culposamente, se participa de um suicídio ou de uma autolesão, pode haver responsabilização por homicídio culposo ou lesão culposa, mas jamais por infração ao artigo 122, CP. Mirabete considera impossível a responsabilização por homicídio culposo, sendo simplesmente fato atípico. PENA: No caput, a pena é de reclusão de 6 meses a 2 anos. AUMENTOS DE PENA: O antigo Parágrafo Único do artigo 122, CP foi excluído pela Lei 13.968/19 e atualmente os aumentos de pena estão regulados nos §§ 3º, 4º, e 5º. §3º � há duplicação da pena nos antigos casos previstos no excluído Parágrafo único. Inova-se, porém, no inciso I, ao acrescentar, além do “motivo egoístico”, os motivos “torpe” e “fútil” como causas também de aumento de pena. INCISO I Motivo egoístico � há a revelação do desprezo do agente pela vida alheia, sobrepondo interesses pessoais. Ex.: Induzir o irmão a suicidar-se para receber herança sozinho ou eliminação de rival em caso amoroso (Para a caracterização do motivo egoístico não pressupõe somente interesses materiais). Conforme Guilherme NUCCI, “é o desprezo pela vida humana”. Motivo torpe � A distinção entre o “motivo egoístico” e o “motivo torpe”, aprincípio não é plausível. TELES caracteriza o “motivo egoístico” justamente pela sua “torpeza”. NUCCI acena com a alegação de que o “motivo egoístico” seria uma espécie do gênero mais abrangente “motivo torpe”. Motivo fútil � Onde há a desproporção entre o ato gravíssimo de influenciar alguém a se matar ou se auto lesionar e aquilo que motivou a conduta do agente. Ex.: Induzir ao suicídio alguém devido a uma dívida de dois reais. INCISO II Aqui vai ser aferido a capacidade psíquica de resistência da vítima ao convencimento da prática do suicídio. Menor � Quando a lei fala em “menor” significariam os menores de 18 anos (art. 27, CP). Existem, porém, posições doutrinárias (Damásio e Magalhães Noronha), afirmando que seriam os menores entre 14 e 18 anos, pois que, numa interpretação sistemática do Código Penal, os que estivessem abaixo dos 14 anos não apresentariam nenhuma capacidade de resistência a influências externas, de modo que seriam então vítimas de homicídio ou de lesão corporal (neste último caso, considerando a nova figura da automutilação). Há ainda um terceiro entendimento, apontando para a necessidade de verificação no caso concreto, independentemente da idade da vítima, se esta tinha plena resistência ou não, sendo a menoridade apenas um indicativo não conclusivo. Predomina o posicionamento que interpreta a palavra “menor” como sendo aqueles entre 14 e 18 anos. Ademais, com a Lei 13.968/19 e a atribuição explícita das penas de homicídio ou lesão corporal gravíssima para o caso de influência de menores de 14 anos (artigo 122, §§ 6º e 7º, CP), a tese de que a palavra “menor” aqui se refere à faixa entre 14 e 18 anos, ganha força total. Então, o aumento de pena para vítima menor, somente pode se referir àqueles menores entre 14 anos completos e 18 anos incompletos. Came formal . S - rapacidade pequeno dD piquica da vítima /1418 a nos S - reverável · duplica se a pene - - - menos- U & - - A - - - - - -& - ↳ ① 60, pessoar com umerabilidade entendi - mento - doutrina - - rio. - - - - - - mor do 122 paragrafo 7. - ↳e nor le - Caso nicida responde pelo aut 121 - untegação, induzimento , auxilia & & muslação reponde peloart/29 - intigação, induzimento, auxilio ↑ ↓ Hunerovel Outras pessoas, embora maiores, que tenham sua capacidade de resistência psíquica diminuída � Estão abarcados os alienados, débeis mentais, embriagados, drogados, enfermos etc., os quais tenham diminuída sua capacidade de resistência. Obs.: Se tais pessoas não têm qualquer capacidade de resistência, ao invés de sofrerem de somente uma diminuição dessa capacidade, ocorrerá aplicação das penas de lesões corporais (automutilação) ou de homicídio (suicídio). §4º � Prevê outra causa de aumento de pena, que será em dobro para os casos em que a conduta seja praticada por meio de rede de computadores, de rede social ou transmitida em tempo real. Há a necessidade de determinação da vítima. Não cabe a tipificação do artigo 122, CP em casos de vítimas indeterminadas. Obs.: O que motivou essa causa de aumento foi o fenômeno do “jogo” que ficou conhecido como “Baleia Azul”, no qual, por meio de redes sociais ou contatos via internet, pessoas eram influenciadas a praticarem “desafios”, chegando à autolesão e até mesmo à pratica suicida. Lembram desse fato???? §5º � Determina nova causa de aumento da pena em dobro quando o agente é líder ou coordenador de grupo ou rede virtual. Se a influência à automutilação ou ao suicídio se dá por meio informático a pena é aplicada em dobro para todos os participantes desse evento. Porém, se identificado o líder ou coordenador de um grupo que se dedica a tal prática, este receberá a pena em dobro e mais um acréscimo de metade. Dois pontos são relevantes sobre esses aumentos de pena: a) Eles são aplicáveis cumulativamente, pois nada impede que ocorram conjuntamente num mesmo caso, não configurando “bis in idem”. Ex.: Alguém induz outrem ao suicídio por motivo egoístico, por meio de comunicação virtual por internet, envolvendo um grupo de pessoas do qual é o líder ou coordenador. Os aumentos de pena serão aplicados em cascata. Somente não haverá aplicação em cascata no caso dos dois incisos do §3º, estarem presentes concomitantemente. art 127 CP # 35: 5 6°, 57do CP 18ang - E6:37-14 anor [ O - - -- b) Devido à posição topográfica dos §§ 3º, 4º e 5º, esses aumentos somente são aplicáveis ao crime simples do artigo 122, “caput”, CP ou às formas qualificadas do artigo 122, §§ 1º ou 2º, CP. Além da questão topográfica, nas qualificadoras que envolvem vulneráveis a pena aplicada já será muito mais gravosa, de lesão corporal gravíssima ou de homicídio simples ou mesmo qualificado. Assim sendo, a aplicação de aumentos de pena configuraria uma violação à proporcionalidade por excesso punitivo. AÇÃO PENAL E COMPETÊNCIA O crime previsto no artigo 122, CP, é de ação penal pública incondicionada (APPI) em todas as suas formas (Art. 100 do CP). Como falamos, com a inclusão da automutilação em um crime doloso contra a vida (ao invés de alocar tal conduta no crime de lesão corporal), surge uma alteração na competência para o processo e julgamento das figuras do artigo 122 do CP. Se o induzimento, instigação ou auxílio se dirigir à prática do suicídio, pretendendo, portanto, o agente atingir o bem jurídico vida, a competência para processo e julgamento será do Tribunal do Júri (competente para julgar CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA). Contudo, se o induzimento, instigação ou auxílio se voltar tão somente à automutilação, ainda que dela resulte preterdolosamente (DOLO NA AÇÃO E CULPA NO RESULTADO) a morte, porque o agente queria apenas a autolesão, a competência será do Juiz Singular, tendo em vista que claramente não se trata de um crime doloso contra a vida, embora alocado no Capítulo “Dos Crimes contra a vida” (cuja inovação está sendo muito criticada pela doutrina pátria) Será sempre necessário, portanto, para fins de estabelecimento de competência para o processo e julgamento do art. 122 do CP, em qualquer de suas modalidades, a aferição do dolo do agente, se tem o intento de provocar o suicídio ou de provocar autolesão, pois o Júri somente tem competência para o processo e julgamento dos “crimes dolosos contra a vida”, não de crimes que são informados pelo “animus laedendi” ou animus nocendi ou mesmo por preterdolo. S especial do ju Ardinal zeri a pretendo - loro . - INFANTICÍDIO Art. 123 do CP: “Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após: Pena – detenção, de 2 a 6 anos”. É um crime semelhante ao homicídio, porém, recebe a DIMINUIÇÃO DA PENA por motivos FISIOLÓGICOS. GRECO, o denomina de “modalidade especial de homicídio”. O referido artigo protege a vida extrauterina. Protege tanto a vida do recém- nascido (neonato) quanto do que está nascendo (nascente). OBJETO JURÍDICO: preservação da vida humana. OBJETO MATERIAL: a vida do NASCENTE ou do NEONATO (recém-nascido) SUJEITO ATIVO: Crime próprio pode ser praticado apenas pela genitora, no estado puerperal, embora admita COAUTORIA. SUJEITO PASSIVO: Recém-nascido ou o feto que está nascendo. Próprio filho durante o parto logo após NASCENTE: aquele que está nascendo, em processo de expulsão. NEONATO: aquele que acabou de nascer, já se encontra desprendido da mãe. TIPO OBJETIVO: O delito pode ser praticado por qualquer meio de execução. Inclusive pela OMISSÃO Art. 13, §3º, “a”, CP: DEVER DE AGIR, que incumbe a quem tenha a OBRIGAÇÃO de cuidado, proteção e vigilância, desde que cometido durante o parto ou logo após (critério relativo). DURANTE O PARTO: indica o momento a partir do qual o fato deixa de ser considerado como aborto e passa a ser entendido como INFANTICÍDIO. MARCO INICIAL início do parto: para a doutrina pátria pode se dar em 3 momentos: 1. Com a dilatação do colo do útero; 2. Com o rompimento da membrana amniótica (bolsa); 3. Coma incisão das camadas abdominais (cesária). LOGO APÓS O PARTO: Aplica-se o PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE. Infanticídio Homicídio Art. 123 do CP S -Dilatado > NaventeABORTO - Compda memb amniótico Após es período * Feto esterino incisão = ous estando sob Infantedio após o nas até 6 a 8 sem .) Monato a infl . do Et Puerperal . 6 modalid/especial art 158 CPP eCriancesuso motiv LasHomicídio trexo comol) Crime próprio ↓ - # =Psicologica 6a8De manavtodoreal - me Vida =Psi quotrico Gironata e em estado--de contrado aamião impropria A medicina diz que o ESTADO PUERPERAL PODE durar de 6 a 8 semanas, mas há a necessidade de prova pericial, realizada por PSICÓLOGO para evidenciar que ao tempo do delito a parturiente encontrava-se sob a influência do estado puerperal caso contrário RESPONDE POR HOMICÍDIO. TIPO SUBJETIVO: Dolo DIRETO ou EVENTUAL. Inexiste forma CULPOSA. Se a morte decorre de inobservância do dever objetivo de cuidado que será devido à parturiente, responde por HOMICÍDIO CULPOSO. CONSUMAÇÃO: Com a morte do nascente ou nascituro. É crime MATERIAL, necessita de PERÍCIA para apurar a materialidade delitiva. Para assegurar se a criança estava com VIDA ou não, pois caso contrário configura CRIME IMPOSSÍVEL (art. 17 do CP), por ABSOLUTA IMPROPRIEDADE DO OBJETO. TENTATIVA: possível. CONCURSO DE PESSOAS: A doutrina é BIPARTIDA: HÁ POSSIBILIDADE: Damásio de Jesus, Nelson Hungria, Magalhães Noronha e Celso Delmanto. Para tal corrente doutrinária, o concurso deve ser admitido de acordo com a regra do art. 30 do CP, pela qual o coautor PRECISA SABER sobre o ESTADO PUERPERAL da parturiente, caso contrário, seria INDISCUTÍVEL A QUESTÃO DO HOMICÍDIO. Se o coautor souber do estado puerperal, pelo art. 30 do CP, de alguma forma, concorre para o crime que deverá a ele se comunicar, ou seja, o ESTADO PUERPERAL é ELEMENTAR DO CRIME, motivo da comunicação. Há quem entenda ser injusta esta regra, eis que o coautor não se encontra no estado puerperal, não merecendo receber a pena mais branda do INFANTICÍDIO, todavia, é a CORRENTE ADOTADA PELO LEGISLADOR, predominante em nosso ordenamento jurídico. NÃO HÁ POSSIBILIDADE: Heleno Fragoso e Aníbal Bruno. Para tal corrente, o coautor DEVE responder por HOMICÍDIO. OBS.: Se a conduta ocorreu ANTES do nascimento: o crime é ABORTO; se ausente o elemento fisiopsicológico ou temporal, o crime é HOMICÍDIO. ERRO DE TIPO: Mãe que, sob o estado puerperal mata outra criança acreditando ser sua. Responde pelo INFANTICÍDIO e não pelo homicídio (art. 73 e art. 30, §3º do CP). elementar do crime : estado puerperal. Admite o concurso de crime por infonticidio,se o agente, souber da elementar do crime. chorto A C S adda eE - E - - - -elmentee Gerro de penoa. sunevitável ; excluidoo e culpa Erro do se eutóvel : tipo a art 73. AÇÃO PENAL: APPI – crime contra a vida – competência do TRIBUNAL DO JÚRI. incondicionada * - ABORTO ABORTO PROVOCADO PELA GESTANTE OU COM O SEU CONSENTIMENTO Art. 124 do CP: “Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lhe provoque” Pena – detenção, de um a três anos. ABORTO: É a interrupção da INTENCIONAL do processo de gravidez, com a MORTE DO FETO. A sua criminalização envolve questões delicadas e de difícil conciliação, tanto que no último dia 01/05, foram julgadas pelo STF duas ações que pediam a legalização do aborto em caso de grávidas contaminadas pelo Zica vírus, ou seja, intermináveis discussões sobre a polêmica da legalização do aborto. A discussão que mais se instala é: GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DIREITO À VIDA: Concepção fundada nos valores religiosos. GARANTIA CONSTITUCIONAL DA DIGNIDADE HUMANA: Proteção da saúde física e psíquica da mulher; questões sociais e de saúde pública; reconhecimento da dignidade da mulher; livre arbítrio e autonomia em face de seu próprio corpo. OBJETO JURÍDICO: preservação da vida humana. No caso de aborto provocado por terceiros, protege-se a vida e a incolumidade física (isenção de perigo) da gestante. SUJEITO ATIVO: No autoaborto e no aborto consentido, é a gestante (crime próprio). Admite-se coautoria. SUJEITO PASSIVO: No autoaborto é o feto, o óvulo fecundado ou o embrião (produto da concepção). TIPO OBJETIVO: PROVOCAR dar causa/originar. Como uma mãecometa ter previo legal) a conduto é -Alpica (n responde um aborio culposo , por não nomenhum crime CADPF-54 ↳intrauterino E · Interrupção intencional /Sempre dold · A crime próprio, Admetendo coautoria quan -odolla consente ↳ núcleo do tipo O meio de execução é livre: OMISSIVO (quando o agente gozar do status de garantidor), ou COMISSIVO. GRAVIDEZ: é a ELEMENTAR DO CRIME, caso contrário estaremos diante de um CRIME IMPOSSÍVEL (Art. 17 do CP). Portanto, é indispensável a realização de corpo de delito (art. 158 do CPP) para confirmar o estado gravídico da mulher, caso não possível, que se supra pela prova testemunhal (art. 167 do CPP). Necessário ainda, para a configuração do delito, que o feto esteja com vida, caso contrário, estamos também diante de um crime impossível. INÍCIO DA GRAVIDEZ: a doutrina se diverge: Para uns é a partir da implantação do ovo na cavidade uterina, ou seja, A PARTIR DA FECUNDAÇÃO desde o momento em que o óvulo feminino é fecundado pelo espermatozoide masculino NIDAÇÃO o óvulo já foi fecundado no útero materno. Ela ocorre 14 dias após a fecundação (GRECO). Para outros, o início da gravidez se dá desde a constituição do ovo. Para tal corrente doutrinária, a pílula do dia seguinte seria abortiva (DAMÁSIO). TIPO SUBJETIVO: Dolo (direto ou eventual). CONSUMAÇÃO: Crime material – exige resultado (morte do feto ou destruição do óvulo). Não há necessidade da expulsão, pode ocorrer a petrificação no útero materno. Admite-se TENTATIVA. CONCURSO DE PESSOAS: art. 29 do CP: “Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade”. Para Celso Delmanto, o partícipe meramente auxiliar e encorajador da gestante a consentir, estará incurso nas penas do art. 124 do CP, ainda que ela morra ou sofra lesão. STF entende que “O corréu que não participou do ato físico, matéria e cirúrgico, responde pelo art. 124 e não pelos arts. 126 ou 127”. Entende, ainda, que “É coautor do crime do art. 124, o comerciante que vendeu a droga abortiva ciente de seus efeitos”. Ainda há o entendimento de que o namorado que induz a gestante também responde pelo art. 124 do CP. A torgrante do e Caropordeve estargrávida Tod --> Feto deve estar Nom vida, senão o crimeé impone vel . · bipartedo Culpa-Atípico ↳ Morteda vida trauterina APPI: competência do Tribunal do Júri. Cabe a suspensão condicional do processo, pois a pena mínima cominada não ultrapassa 1 ano. ABORTO PROVOCADO POR TERCEIRO SEM O CONSENTIMENTO DA GESTANTE Art. 125 do CP: “Provocar aborto, sem o consentimento da gestante.” Pena - reclusão, de três a dez anos FORMAS: Não concordância real: realizada através de violência, grave ameaça ou fraude. Não concordância presumida: menor de 14 anos, alienado ou débil mental (art. 126, p.ú. CP). SUJEITO ATIVO: crime comum – qualquer pessoa. SUJEITO PASSIVO: Dupla subjetividade: feto e gestante. OBJETO JURÍDICO: Vida humana em desenvolvimento e vida e incolumidade física e psíquica da gestante. OBJETO MATERIAL: óvulo fecundado (aborto ovular) nos dois primeiros meses de gravidez; embrião (aborto embrionário) 3º ou 4º mês de gravidez; feto (aborto fetal) a partir do 5º mês de gravidez. OBS.: A gestante que perde o filho em acidente de trânsito onde o indivíduo, de forma imprudente, dirigindo em alta velocidade, com ela colide, causando-lhe, também, em virtude do impacto, o aborto. Pode o agente causador do impacto, isto é do aborto, responder por tal resultado?? RESPOSTA: Não, poderá apenas responder pelas eventuais lesões corporais produzidas na gestante, em virtude