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Direito Penal 3 - Parte Especial 
10/05 - Parte Especial - Introdução 
 
1. O Código Penal brasileiro, instituído pelo Decreto-lei 2.848/1940, a exemplo dos demais 
códigos penais modernos, está dividido em duas partes distintas: a Parte Geral e a Parte 
Especial. Na primeira estão previstas as regras aplicáveis a todos os crimes tratados pelo 
Código Penal e também subsidiariamente àqueles tipificados por leis extravagantes, enquanto 
na segunda se encontram os preceitos que estabelecem os delitos em particular. 
 
2. A Parte Geral vai do art. 1.º ao art. 120, que se destina a traçar as regras básicas do Direito 
Penal, tendo sido substancialmente modificada pela Lei 7.209/1984 – Reforma da Parte Geral 
do Código Penal. 
 
3. A Parte Especial, por seu turno, inicia-se no art. 121 e termina no art. 361, sendo composta 
dos crimes em espécie, exceto nos dois últimos artigos, que tratam das disposições finais e da 
entrada em vigor do Código Penal. 
 
4. A Parte Especial do Código Penal está dividida em 12 Títulos. Os Títulos, por sua vez, estão 
divididos em Capítulos. De seu turno, alguns Capítulos estão divididos em Seções. 
 
- Títulos: I – Dos crimes contra a pessoa; II – Dos crimes contra o patrimônio; III – Dos crimes contra a propriedade 
imaterial; IV – Dos crimes contra a organização do trabalho; V – Dos crimes contra o sentimento religioso e contra o 
respeito aos mortos; VI – Dos crimes contra a dignidade sexual; VII – Dos crimes contra a família; VIII – Dos crimes 
contra a incolumidade pública; IX – Dos crimes contra a paz pública; X – Dos crimes contra a fé pública; XI – Dos 
crimes contra a administração pública; e XII – Dos crimes contra o Estado Democrático de Direito. 
 
5. A Parte Especial do Direito Penal é responsável por definir os delitos específicos e estabelecer 
as sanções correspondentes a cada um. Além disso, ela inclui regras particulares que, em 
alguns casos, fazem exceções aos princípios estabelecidos na Parte Geral. Essas exceções 
podem ser encontradas nas normas não incriminadoras nela previstas. 
 
Precedência Histórica Da Parte Especial 
1. A parte especial antecede a sistematização da parte geral, uma vez que ela surge na medida 
em que as legislações positivas antigamente puniam os indivíduos conforme surgiam atos 
prejudiciais à ordem social e à paz pública, sem uma preocupação com a garantia dos direitos 
individuais e a liberdade. O Direito Penal era fragmentado, composto por infrações justapostas, 
e a definição dos crimes era empírica e desordenada, sem uma correspondência adequada 
entre a gravidade do crime e a severidade da punição. 
 
Espécies De Normas Penais: 
1. Em cumprimento ao princípio da reserva legal, o Estado exerce o seu direito de punir de forma 
condicionada e limitada. Além de limites temporais e processuais, deve respeitar uma condição 
fundamental: somente pode impor uma pena ao responsável pela prática de um fato descrito 
em lei como infração penal. 
 
2. As normas que contêm a descrição abstrata de infrações penais são chamadas de normas 
incriminadoras ou normas de direito penal em sentido estrito. 
 
3. Normas penais incriminadoras: são normas que consideram um fato como um crime, ou 
seja, fatos como puníveis e impõem uma sanção penal. O preceito primário descreve o crime e 
o preceito secundário descreve a pena. 
 
4. Normas penais explicativas: são aquelas que visam a esclarecer ou explicar conceitos, a 
exemplo daquelas previstas nos arts. 327 e 150, § 4º do código penal. 
 
- Art. 327 - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou 
sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública. 
 
5. Normas penais permissivas: são aquelas que determinam se tal fato adentra a licitude ou a 
sua impunidade, dependendo de determinada conduta. Mesmo com seu caráter interpretativo, 
as normas penais permissivas estão por parte, regidas pelas incriminadoras, visto que se 
corroboram. 
6. Sujeito Ativo: “agente” (aquele que comete o crime), qualquer pessoa física (+18 anos). 
 
7. Sujeito Passivo: aquele que sofre de maneira indireta as consequências do crime. 
- Direto (imediato) = vítima. Ex: Feminicídio. 
 
- No crime vago, aqueles que ferem a coletividade, o Estado é também sujeito direto. 
 
- Indireto (mediato) = estado. 
 
8. Objeto jurídico: É aquilo que a lei tutela, o bem jurídico que está sendo protegido. 
 
9. Objeto Material: pessoa sobre a qual recai, o que o crime atacou. 
 
10. Preceito primário: 
 
11. Preceito secundário: 
 Fixação Do Tempo De Pena: 
1. As qualificadoras são elementos previstos em um crime específico, que o enquadra em um tipo 
penal mais grave. São analisadas na 1ª fase do cálculo da pena e podem eventualmente sofrer 
incidência de agravantes, atenuantes ou até causas de aumento. Assim, ela amplia os 
preceitos mínimos e máximos da pena. 
2. As circunstâncias agravantes são fatores definidos em lei, que majoram o cálculo da pena a 
ser aplicada em uma condenação. São apreciadas na segunda fase do cálculo - considerando 
a pena máxima e a mínima - e podem ser aplicadas em diversos tipos de crimes, estando 
previstos nos arts. 61 e 62 do CP. 
3. As circunstâncias atenuantes são fatores que diminuem a culpabilidade do e, 
consequentemente, a sua pena, estando previstos nos arts. 65 e 66, do CP. 
Art. 61 - São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não constituem ou qualificam o crime 
(...). 
Art. 62 - A pena será ainda agravada em relação ao agente que (...) 
 
4. As atenuantes e agravantes são fatores importantes a serem considerados em um julgamento 
criminal, mas sua aplicação não é automática e depende sempre da análise e interpretação do 
juiz responsável pelo caso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10632473/artigo-62-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940
 
Dos Crimes Contra A Pessoa: Esse é o primeiro título da Parte Especial, iniciado no art. 121. 
 
1. DOS CRIMES CONTRA A VIDA: Esse é o primeiro capítulo deste título. 
 
2. O direito à vida está consagrado no art. 5.o, caput, da Constituição Federal como direito fundamental do 
ser humano. Trata-se de direito supra estatal, inerente a todos os homens e aceito por todas as nações. 
 
- Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos 
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, 
à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
 
3. Mas, assim como os demais direitos, o direito à vida é relativo. O CP afasta a ilicitude do fato típico 
praticado em legítima defesa (art. 25), além de apontar expressamente as hipóteses em que o aborto é 
permitido (art. 128). 
 
4. O Código Penal cita quatro crimes contra a vida: 
 
- homicídio; 
- induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação; 
infanticidio. 
- aborto. 
 
5. O homícidio é o único crime deste capítulo que apresenta modalidade culposa, estando esta prescrita 
no CP e no CTB. No último é possível o crime culposo qualificado, no caso de embriaguez. 
 
15/05 – Art. 121, CP 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Homicídio: Art. 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. 
1. Conceito: É a supressão da vida humana extrauterina praticada por outra pessoa. 
2. Sujeito Ativo: “agente” (aquele que comete o crime), pode ser praticado por qualquer pessoa, 
isoladamente ou em concurso com outro indivíduo. Comporta coautoria e participação. 
3. Sujeito Passivo: aquele que sofre de maneira indireta as consequências do crime. 
- Direto (imediato) = vítima. Ex: Feminicídio. 
- Indireto (mediato) = estado. 
4. Objeto jurídico: É aquilo que a lei tutela, o bem jurídico (vida) humana e extra uterina. 
5. Objeto Material: pessoa sobre a qual recai, aquele que suporta a conduta criminosa (Pessoa morta). O 
que o crime atacou. 
6. Preceito primário (Núcleo do tipo): É o verbo “Matar”2. Agravantes: 
 
- § 1º - Lesão corporal de natureza grave: Se do abandono ou exposição do recém-nascido resultar lesão 
corporal de natureza grave, a pena é aumentada para detenção, de um a três anos. Lesão corporal grave 
envolve danos significativos à saúde do bebê, como sequelas permanentes, perda de função de órgãos, 
etc. 
- § 2º - Morte: Se o abandono ou exposição do recém-nascido resultar em morte, a pena é ainda mais 
severa, sendo de detenção, de dois a seis anos. Este parágrafo se aplica quando o bebê morre em 
decorrência direta do abandono ou exposição, seja por negligência ou pelas condições adversas a que foi 
submetido. 
Omissão de socorro: 
Art. 135 - Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou 
extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o 
socorro da autoridade pública: Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 
Parágrafo único - A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave, e 
triplicada, se resulta a morte. 
1. Conduta: Consiste em não prestar socorro quando é possível fazê-lo sem colocar em risco a própria 
segurança. Isso inclui não oferecer ajuda a crianças abandonadas, pessoas inválidas, feridas, 
desamparadas ou em situação de grave e iminente perigo. 
2. Agravantes: 
- Parágrafo único - Lesão corporal de natureza grave: Se da omissão de socorro resultar lesão corporal 
de natureza grave, a pena é aumentada em metade. Isso significa que a pena pode ser elevada para um 
patamar intermediário entre um e seis meses de detenção. 
- Parágrafo único - Morte: Se a omissão de socorro resultar na morte da pessoa que necessitava de 
ajuda, a pena é triplicada. Isso implica que a pena pode ser aumentada significativamente, refletindo a 
gravidade do resultado final do ato de omissão. 
Condicionamento de atendimento médico-hospitalar emergencial: 
Art. 135-A. Exigir cheque-caução, nota promissória ou qualquer garantia, bem como o preenchimento prévio de 
formulários administrativos, como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial: Pena - detenção, de 3 
(três) meses a 1 (um) ano, e multa. 
Parágrafo único. A pena é aumentada até o dobro se da negativa de atendimento resulta lesão corporal de natureza 
grave, e até o triplo se resulta a morte. 
1. Conduta: É considerado crime exigir cheque-caução, nota promissória ou qualquer garantia, além do 
preenchimento prévio de formulários administrativos, como condição para o atendimento 
médico-hospitalar emergencial. 
2. Agravantes: 
- Parágrafo único: A pena é aumentada até o dobro se da negativa de atendimento resultar lesão corporal 
de natureza grave. 
- Parágrafo único: A pena pode ser aumentada até o triplo se da negativa de atendimento resultar a morte 
da pessoa que necessitava do atendimento emergencial. 
Maus-tratos: 
Art. 136 - Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância, para fim de educação, 
ensino, tratamento ou custódia, quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis, quer sujeitando-a a 
trabalho excessivo ou inadequado, quer abusando de meios de correção ou disciplina: Pena - detenção, de dois meses 
a um ano, ou multa. 
§ 1º - Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena - reclusão, de um a quatro anos. 
§ 2º - Se resulta a morte: Pena - reclusão, de quatro a doze anos. 
§ 3º - Aumenta-se a pena de um terço, se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (catorze) anos. 
 
1. Conduta: Este artigo define como crime expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua 
autoridade, guarda ou vigilância, com finalidades educativas, de tratamento, custódia, ou qualquer 
outra, seja privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis, submetendo-a a trabalho excessivo 
ou inadequado, ou abusando de meios de correção ou disciplina. 
2. Agravantes: 
- § 1º: Se do fato resultar lesão corporal de natureza grave, a pena é aumentada para reclusão, que vai de 
um a quatro anos. 
- § 2º: Se do fato resultar a morte da pessoa sob cuidado, a pena é de reclusão, que varia de quatro a doze 
anos. 
- § 3º: A pena é aumentada em um terço se o crime for praticado contra pessoa menor de 14 anos. 
 
 
 
 
 
 
 
Crimes Contra a Honra: art. 138 a 145, CP. 
1. Honra: conjunto de qualidades físicas, morais e intelectuais de um ser humano que o fazem merecedor 
de respeito no meio social e promovem sua autoestima. 
- Direito fundamental com proteção no art. 5º, X, CF/88. 
2. Espécies de Honra: É dividida em objetiva e subjetiva. 
- Objetiva: visão que a sociedade possui sobre determinada pessoa. Ex: Imagem, reputação. 
- Subjetiva: Sentimento que o próprio indivíduo possui acerca de si mesmo e seu valor. Ex: 
autoestima. 
3. Comum: atenuante a pessoa humana. 
4. Especial: Relacionado ao ofício particular da pessoa. Ex: profissional 
Calúnia - Art. 138, cp 
Art. 138, CP: Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime: Pena - detenção, de seis meses a 
dois anos, e multa. 
§ 1º - Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga. 
 § 2º - É punível a calúnia contra os mortos. 
Exceção da verdade: § 3º - Admite-se a prova da verdade, salvo: 
I - se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível; 
II - se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. 141; 
III - se do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível. 
1. Sujeito ativo: qualquer pessoa, admitindo-se a coautoria e a participação.. 
2. Sujeito Passivo: pode ser qualquer pessoa, admite-se pessoa jurídica. 
3. Objeto jurídico: proteção da honra objetiva 
4. Objeto material: pessoa que tem seu nome manchado pela conduta criminosa do agente. 
5. Elemento subjetivo: dolo especifico 
6. Tentativa: Em regra não admite. Exceção: quer ofender por carta, mas carta é extraviada. 
7. Consumação: se consuma quando terceiro toma ciência do fato. 
Difamação - Art. 139, cp 
Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação: Pena - detenção, de três meses a um ano, e 
multa. 
Exceção da verdade: Parágrafo único - A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a 
ofensa é relativa ao exercício de suas funções. 
1. Sujeito ativo: crime comum. 
2. Sujeito Passivo: pessoa jurídica 
3. Objeto jurídico: o objeto jurídico é a proteção da honra objetiva. 
4. Objeto material: é a pessoa que tem sua honra objetiva atacada pela conduta do agente. 
5. Elemento subjetivo: dolo especifico 
6. Tentativa: Em regra não admite. 
7. Consumação: se consuma quando terceiro toma ciência do fato. 
Injúria - Art. 140, cp 
Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro: Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 
§ 1º - O juiz pode deixar de aplicar a pena: I - quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria; 
II - no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria. 
§ 2º - Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem 
aviltantes: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência. 
§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes à religião ou à condição de pessoa idosa ou com 
deficiência: Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. 
1. Sujeito ativo: crime comum. 
2. Sujeito Passivo: qualquer pessoa. 
3. Objeto jurídico: honra subjetiva do ofendido. O objeto material é a pessoa que tem a honra subjetiva 
violada pela conduta do sujeito ativo. 
4. Objeto material: vítima 
5. Elemento subjetivo: consiste no dolo, seja direto ou eventual, com a finalidade específica de denegrir 
a honra subjetiva de outrem (animus injuriandi). Se a injúria é proferida no calor da discussão não 
haverácrime, pois estará afastado o dolo específico de magoar e ofender. 
6. Tentativa: Em regra não admite. Mas é possível, desde que a injúria seja perpetrada por escrito, pois 
nessa hipótese o crime é plurissubsistente. 
7. Consumação: A infração penal é consumada no momento em que a vítima toma conhecimento da 
ofensa contra sua dignidade, sem a necessidade de que terceiros tomem conhecimento da ofensa. 
Disposições comuns: Art. 141 - As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes 
é cometido: I - contra o Presidente da República, ou contra chefe de governo estrangeiro; II - contra funcionário público, 
em razão de suas funções, ou contra os Presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados ou do Supremo 
Tribunal Federal; III - na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou 
da injúria. IV - contra criança, adolescente, pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou pessoa com deficiência, exceto na 
hipótese prevista no § 3º do art. 140 deste Código. 
§ 1º - Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa, aplica-se a pena em dobro. 
§ 2º Se o crime é cometido ou divulgado em quaisquer modalidades das redes sociais da rede mundial de computadores, 
aplica-se em triplo a pena. 
Agravantes nos Crimes Contra a Honra 
1. Aumento das Penas: As penas previstas para os crimes contra a honra (calúnia, difamação, injúria) são 
aumentadas de um terço se: 
I - O crime é cometido contra o Presidente da República, ou contra chefe de governo estrangeiro; 
II - O crime é cometido contra funcionário público, em razão de suas funções, ou contra os Presidentes do 
Senado Federal, da Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal; 
III - O crime é cometido na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, 
da difamação ou da injúria; 
IV - O crime é cometido contra criança, adolescente, pessoa maior de 60 anos ou pessoa com deficiência, 
exceto na hipótese prevista no § 3º do art. 140 deste Código. 
2. Outros Agravantes: 
1º: Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa, a pena é aplicada em dobro. 
2º: Se o crime é cometido ou divulgado em quaisquer modalidades das redes sociais da rede mundial de 
computadores, a pena é aplicada em triplo. 
 
Exclusão do crime: Art. 142 - Não constituem injúria ou difamação punível: I - a ofensa irrogada em juízo, na discussão 
da causa, pela parte ou por seu procurador; II - a opinião desfavorável da crítica literária, artística ou científica, salvo 
quando inequívoca a intenção de injuriar ou difamar; III - o conceito desfavorável emitido por funcionário público, em 
apreciação ou informação que preste no cumprimento de dever do ofício. 
Parágrafo único - Nos casos dos ns. I e III, responde pela injúria ou pela difamação quem lhe dá publicidade. 
Retratação: Art. 143 - O querelado que, antes da sentença, se retrata cabalmente da calúnia ou da difamação, fica isento 
de pena. 
Parágrafo único. Nos casos em que o querelado tenha praticado a calúnia ou a difamação utilizando-se de meios de 
comunicação, a retratação dar-se-á, se assim desejar o ofendido, pelos mesmos meios em que se praticou a ofensa. 
- Estabelece que o querelado (acusado) que se retrata cabalmente da calúnia ou da difamação antes da sentença 
fica isento de pena. Nos casos em que a ofensa foi praticada por meios de comunicação, a retratação deve ser 
feita pelos mesmos meios. 
Art. 144 - Se, de referências, alusões ou frases, se infere calúnia, difamação ou injúria, quem se julga ofendido pode pedir 
explicações em juízo. Aquele que se recusa a dá-las ou, a critério do juiz, não as dá satisfatórias, responde pela ofensa. 
Art. 145 - Nos crimes previstos neste Capítulo somente se procede mediante queixa, salvo quando, no caso do art. 140, § 
2º, da violência resulta lesão corporal. Parágrafo único. Procede-se mediante requisição do Ministro da Justiça, no caso 
do inciso I do caput do art. 141 deste Código, e mediante representação do ofendido, no caso do inciso II do mesmo 
artigo, bem como no caso do § 3o do art. 140 deste Código. 
 
- Define que nos crimes contra a honra (calúnia, difamação, injúria), o processo só pode ser iniciado mediante 
queixa-crime, exceto nos casos do art. 140, § 2º, quando da violência resulta lesão corporal. O parágrafo único 
especifica as condições para ação penal, seja por requisição do Ministro da Justiça, ou por representação do 
ofendido, conforme os casos descritos nos incisos do Art. 141 e no § 3º do Art. 140 do Código Penal. 
– 
Dos Crimes contra o Patrimônio: 
Art. 155. - Furto: Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: Pena - reclusão, de um a quatro anos, 
e multa. 
1. Objeto Jurídico: patrimônio ou a posse e propriedade legítima. 
- Legítima: precisa ser seu, ou estar em sua posse e o sujeito estar fazendo uso. Ex: Emprestou o carro e a 
pessoa não devolveu, posse ilegítima, se o dono que emprestou, for na casa e pegar a força o carro, não 
é furto, é exercício irregular de direito. 
2. Objeto Material: coisa alheia móvel. Coisas semoventes, se enquadra. 
- É necessário que tenha valor econômico, algo sentimento, não se enquadra. Princípio da insignificância, 
sem valor monetário, apenas sentimental. 
3. Sujeito Ativo: crime comum, praticado por qualquer pessoa. 
4. Sujeito Passivo: qualquer pessoa, neste caso, será o detentor do bem. Vítima do crime, mas não 
coincide com o objeto material, o patrimônio. 
5. Elemento Subjetivo: dolo + finalidade específica = O enriquecimento pessoal ou de 3º. 
- Furto de uso: coisa alheia móvel subtraída, onde o agente que furtou, tem intenção de devolver “pegou 
emprestado”. É a intenção integral desde o início de restituir o bem. Ex: Manobrista pega o carro para 
estacionar e dá uma volta com o carro antes de estacionar. Obs: não é crime. 
 
- Requisitos do furto de uso: Sem finalidade de enriquecimento próprio e de 3º, precisa devolver antes da 
vítima perceber a subtração. 
 
- Algumas doutrinas também colocam que o bem não pode ser consumível e fungível, não é consenso 
doutrinário e jurisprudencial. 
 
6. Consumação: crime instantâneo, consumação se dá no momento da conduta que não é interrompida. 
A posse da coisa furtada não precisa ser mansa e pacífica, para que ele se consume, é necessário a 
inversão da posse e que a coisa saia da esfera da vigilância da vítima. 
 
- Ex: o simples fato de furtar, mesmo que descoberto rapidamente pelo dono, foi consumado. 
 
7. Tentativa: Sim, cabe tentativa de furto no ordenamento jurídico brasileiro. A tentativa ocorre quando 
alguém inicia a execução do crime de furto, mas não consegue consumá-lo por circunstâncias alheias à 
sua vontade. 
- Para que haja tentativa de furto, é necessário que o agente pratique atos de execução que sejam 
suficientes para consumar o crime, como, por exemplo, entrar sorrateiramente em um local para subtrair 
um bem, mas ser interrompido antes de concluir a ação (por exemplo, pela chegada de outras pessoas ou 
pela intervenção de medidas de segurança). 
- A tentativa de furto é punida de acordo com o artigo 155, § 4º, do Código Penal brasileiro, que prevê uma 
redução de pena em relação ao furto consumado. A pena pode ser reduzida de um a dois terços, 
considerando-se a menor gravidade da conduta quando comparada com o furto consumado. 
8. Casos específicos: Funcionário público no exercício da função, que comete a subtração, não se fala 
em furto, e sim em peculato. 
 
- Art. 169, II - CP: Apropriação indevida de coisa achada: conduta de se apropriar de bem perdido ou 
esquecido pelo dono, sem devolvê-lo ou entregá-lo às autoridades em 15 dias. 
 
- Apropriação indébita: apropriar-se de uma coisa alheia móvel, cuja posse ou detenção desvigiada lhe 
foi conferida de forma lícita. 
 
9. Furto famélico: é o furto para saciar a fome própria ou de seus entes, em estado de necessidade, ou seja, o fato 
continuasendo típico, mas é excludente de ilicitude, pois não é plausível abrir mão da vida (passar fome) em prol 
do patrimônio. 
 
- Requisitos: 1º não conseguiu de nenhuma outra forma, ou meio para conseguir comida, por exemplo, 
caridade ou ajuda do governo para saciar a fome. 
 
2º Precisa necessariamente ser o furto do alimento para saciar a fome, não o dinheiro para comprar ou o 
animal para abate. 
 
Aumento de Pena: § 1º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso 
noturno. 
- Repouso noturno: vítima está em uma situação de menor proteção, não tem população na rua, vítima 
vulnerável por estar mais desatenta. Presume uma menor proteção do bem. - Aumento de pena de ⅓. 
Substituição de Pena: § 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz 
pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar 
somente a pena de multa. 
- Se o réu é primário e é de pequeno valor a coisa furtada, pode haver a substituição de pena. 
- Pequeno valor: não há consenso doutrinário e jurisprudencial de valor é relativo ou não, ou seja, de 
pequeno valor no caso específico. 
- Antecedente: sentença condenatória transitada em julgado. 
- Reincidência: sentença condenatória transitada em julgado antes do crime novo. 
- Maus antecedentes: crime anterior com trânsito em julgado posterior ao delito em julgamento. 
 § 3º - Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico. 
- Emquadra-se o crime permanente. Ex: Sky gato, Energia gato, furto de semen de animal. 
Furto qualificado: 
§ 4º - A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido: 
I - com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa; 
II - com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza; 
- Abuso de confiança: utilizar-se da vulnerabilidade da pessoa que confia em você para furtar. Ou seja, a 
pessoa não estava se protegendo, pois confiava em você. Ex: O funcionário não se enquadra 
necessariamente. 
- Mediante fraude: está presente quando o sujeito se utiliza de um meio fraudulento para realizar o furto. 
Ex: disfarçar-se de técnico de informática para entrar na casa e furtar. 
- Escalada: saltar um muro ou portão se houver um esforço anormal, cuja altura não pode ser vencida com 
um pequeno salto ou um passo maior. 
- Destreza: habilidade do autor que facilita o furto. Ex: batedor de carteira. 
III - com emprego de chave falsa; 
- Não se enquadra para a pessoa que tem a cópia da chave da casa. 
IV - mediante concurso de duas ou mais pessoas. 
- Não precisa que todos os envolvidos na execução do curso respondam necessariamente. 
- Menor responde por ato infracional equiparado a furto qualificado. 
- Maior responde por furto qualificado e corrupção de menores. 
§ 4º-A A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se houver emprego de explosivo ou de artefato 
análogo que cause perigo comum. 
- Qualquer pessoa que se encontre nas proximidades. Não é a pessoa que está direcionado o explosivo, 
pois neste caso seria crime de roubo. 
§ 4º-B. A pena é de reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa, se o furto mediante fraude é cometido por meio 
de dispositivo eletrônico ou informático, conectado ou não à rede de computadores, com ou sem a violação de 
mecanismo de segurança ou a utilização de programa malicioso, ou por qualquer outro meio fraudulento análogo. 
- Situações onde alguém entra na conta online, hacker, para utilizar este dispositivo para cometer o furto. 
§ 4º-C. A pena prevista no § 4º-B deste artigo, considerada a relevância do resultado gravoso: 
I – aumenta-se de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o crime é praticado mediante a utilização de servidor 
mantido fora do território nacional; 
II – aumenta-se de 1/3 (um terço) ao dobro, se o crime é praticado contra idoso ou vulnerável. 
§ 5º - A pena é de reclusão de três a oito anos, se a subtração for de veículo automotor que venha a ser 
transportado para outro Estado ou para o exterior. 
§ 6o A pena é de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos se a subtração for de semovente domesticável de 
produção, ainda que abatido ou dividido em partes no local da subtração. 
- Semovente: animais de bando. 
§ 7º A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se a subtração for de substâncias explosivas ou 
de acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego. 
Roubo: Art. 157, CP 
Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência à pessoa, ou 
depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência: Pena - reclusão, de quatro a dez 
anos, e multa. 
- Mediante grave ameaça ou violência à pessoa: é o constrangimento ou a intimidação provocada na 
vítima a fim de subtrair um bem móvel de sua propriedade. 
- Por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência: significa que a pessoa foi colocada em 
uma situação onde não pode se defender ou resistir, independentemente do método usado para isso. 
1. Objeto jurídico: integridade física e posse ou propriedade da coisa. 
§ 1º - Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a coisa, emprega violência contra pessoa ou grave 
ameaça, a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro. 
- Roubo impróprio: nasce com o furto, a intenção inicial do agente é o furto, a subtração da coisa móvel 
alheia. Porém, não deu certo, porque a vítima reagiu, por exemplo. Para assegurar o furto, ele implica o 
uso de grave ameaça, ou seja, a intenção era o furto e durante o acontecimento, caracterizou-se o roubo. 
Causas de aumento de pena: 
§ 2º A pena aumenta-se de 1/3 (um terço) até metade. 
II - se há o concurso de duas ou mais pessoas; 
- Concurso de 2 ou mais pessoas não dependem dos 2 ou mais agentes responderam penalmente, ou 
serem menores, tem haver com a facilidade de realizar a conduta. 
III - se a vítima está em serviço de transporte de valores e o agente conhece tal circunstância. 
- Ex: transporte de carro forte. 
IV - se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior. 
- Não é necessário que o veículo tenha chegado ao seu destino, ele só precisa estar em trânsito. 
V - se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade. 
- Pode responder por roubo e cárcere privado. 
VI – se a subtração for de substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua 
fabricação, montagem ou emprego. 
VII - se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma branca; 
- Armas que não são armas de fogo. Ex: Armas próprias: espada, punhal. Armas impróprias: martelo, 
faca de cozinha. 
§ 2º- A A pena aumenta-se de 2/3 (dois terços): 
I – se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma de fogo; 
- Grave ameaça: não é necessário o uso, a arma presente para causar ameaça, já é o suficiente. 
II – se há destruição ou rompimento de obstáculo mediante o emprego de explosivo ou de artefato análogo que 
cause perigo comum. 
- se é utilizado explosivo ou algo que cause perigo comum. 
§ 2º-B. Se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido, 
aplica-se em dobro a pena prevista no caput deste artigo. 
Qualificadoras: são qualificadas pelo resultado. 
§ 3º Se da violência resulta: Obs: é irrelevante a presença de dolo ou culpa, o meio pelo qual causou a lesão grave ou 
a morte, já incide a qualificadora. É relevante apenas para fins de contabilização da pena. 
I – lesão corporal grave, a pena é de reclusão de 7 (sete) a 18 (dezoito) anos, e multa; 
II – morte, a pena é de reclusão de 20 (vinte) a 30 (trinta) anos, emulta. 
- Latrocínio: forma qualificada do crime de roubo, com aumento de pena, quando a violência 
empregada resulta em morte. 
- Latrocínio consumado: a intenção de matar para roubo. Mesmo que o roubo tenha sido 
frustrado, se o resultado for morte, é este tipo penal. 
Subtração Lesão/Morte Qualificadora §3º 
Consumada Consumada Presente: latrocínio ou roubo qualificado 
consumado. 
Consumada Tentada Tentativa de Latrocínio 
Tentada Tentada Tentativa de Latrocínio 
Tentada Consumada Latrocínio Consumado 
Súmula 610 STF: Há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o 
agente a subtração de bens da vítima. 
Ex: roubar alguém e devido ao susto a pessoa infartar. Não é latrocínio, é roubo simples com aumento de pena. 
Em alguns casos roubo e homicídio culposo. 
- Para configurar qualificadora de roubo, é necessário a intenção da violência desde o princípio. *** 
Extorsão: Art. 158 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter para si ou 
para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar de fazer alguma coisa: 
Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa. 
1. Objeto jurídico: Patrimônio + Integridade física e liberdade individual. 
2. Constranger: exige participação ativa da vítima. 
3. Sujeito: comum. 
4. Objeto material: a coisa e a vítima no caso de violência. 
 
- Ex: Sujeito ativo usando uma arma de fogo, ameaça a vítima para que ela vá até o banco, saque o 
dinheiro e entregue pra ele. Se ela se recusa a ir e sacar o dinheiro ele não vai obter o que estimava. Isso 
caracteriza a extorsão, a vítima precisa colaborar para que se extraia a vantagem. 
 
5. Consumação: Súmula 96, STJ 
 
- Súmula 96 - o crime de extorsão consuma-se independentemente da obtenção da vantagem indevida. 
6. Crime formal, independente do resultado, a mera concordância (constrangimento) é a consumação. 
 
7. Tentativa: admite-se. 
§ 1º - Se o crime é cometido por duas ou mais pessoas, ou com emprego de arma, aumenta-se a pena de um terço até 
metade. 
§ 2º - Aplica-se à extorsão praticada mediante violência o disposto no § 3º do artigo anterior. 
Extorsão comum qualificada: § 3o Se o crime é cometido mediante a restrição da liberdade da 
vítima, e essa condição é necessária para a obtenção da vantagem econômica, a pena é de reclusão, de 6 
(seis) a 12 (doze) anos, além da multa; se resulta lesão corporal grave ou morte, aplicam-se as penas 
previstas no art. 159, §§ 2o e 3o, respectivamente. 
- Ex: Sequestro relâmpago. 
Extorsão mediante sequestro: Art. 159 - Seqüestrar pessoa com o fim de obter, para si ou para outrem, qualquer 
vantagem, como condição ou preço do resgate 
Pena - reclusão, de oito a quinze anos. 
1. Crime hediondo por excelência. 
2. Caracterizado pelo resgate: O crime é caracterizado pela exigência de resgate para a liberação da 
vítima. 
§ 1o Se o seqüestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas, se o seqüestrado é menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 
(sessenta) anos, ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha. 
Pena - reclusão, de doze a vinte anos. 
§ 2º - Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: 
Pena - reclusão, de dezesseis a vinte e quatro anos. 
§ 3º - Se resulta a morte: 
Pena - reclusão, de vinte e quatro a trinta anos. 
§ 4º - Se o crime é cometido em concurso, o concorrente que o denunciar à autoridade, facilitando a libertação do 
seqüestrado, terá sua pena reduzida de um a dois terços. 
Extorsão indireta: Art. 160 - Exigir ou receber, como garantia de dívida, abusando da situação de alguém, documento 
que pode dar causa a procedimento criminal contra a vítima ou contra terceiro: 
Pena - reclusão, de um a três anos, e multa. 
- Exigir ou receber, como garantia de dívida, documentos que possam levar a um procedimento criminal contra a 
vítima ou terceiros, abusando da situação da vítima. 
Da Usurpação: Art. 161 - Suprimir ou deslocar tapume, marco, ou qualquer outro sinal indicativo de linha divisória, para 
apropriar-se, no todo ou em parte, de coisa imóvel alheia: 
Pena - detenção, de um a seis meses, e multa. 
 
1. Não existe furto/roubo de coisa imóvel, mas existe o crime de usurpação. 
 
2. Suprimir ou deslocar sinais indicativos de linha divisória para se apropriar, total ou parcialmente, de 
coisa imóvel alheia. 
 
§ 1º - Na mesma pena incorre quem: 
Usurpação de águas: I - desvia ou represa, em proveito próprio ou de outrem, águas alheias; 
Esbulho possessório: II - invade, com violência a pessoa ou grave ameaça, ou mediante concurso de mais de duas 
pessoas, terreno ou edifício alheio, para o fim de esbulho possessório. 
§ 2º - Se o agente usa de violência, incorre também na pena a esta cominada. 
§ 3º - Se a propriedade é particular, e não há emprego de violência, somente se procede mediante queixa. 
– 
 Apropriação indébita: Art. 168 - Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. 
 
Aumento de pena: § 1º - A pena é aumentada de um terço, quando o agente recebeu a coisa: 
I - em depósito necessário; 
II - na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou depositário judicial; 
III - em razão de ofício, emprego ou profissão. 
 
1. Crime em que uma pessoa pega para si algum bem que pertence a outra pessoa. Nesse crime o 
agente (quem comete o crime) usa ou pega si um bem que não é seu ou tira algum proveito dele 
causando prejuízo ao verdadeiro proprietário. 
 
- Ex: caso da Larissa Manoela. 
- O crime não está na forma que a pessoa utilizou e sim na falta vontade de devolver o bem. 
– 
Pergunta dissertativa sugerida: até agora estávamos falando de crimes contra a pessoa, por isso o objeto 
material coincidia com aquilo que suporta diretamente a ação, no caso de crimes contra a pessoa, é a própria 
pessoa o objeto material, a vítima. Já nos crimes contra o patrimônio, o objeto material é a coisa, o patrimônio. 
	§ 1º Se da automutilação ou da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 129 deste Código: Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos. 
	-​Este parágrafo aumenta a pena se a automutilação ou a tentativa de suicídio resultar em lesão corporal grave ou gravíssima. Lesão corporal grave ou gravíssima, inclui situações como perda ou inutilização de membro, sentido ou função, deformidade permanente, entre outras. 
	§ 2º Se o suicídio se consuma ou se da automutilação resulta morte: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. 
	-​Este parágrafo estabelece uma pena mais severa se o suicídio se consuma ou se a automutilação resulta em morte. 
	§ 3º A pena é duplicada: I - se o crime é praticado por motivo egoístico, torpe ou fútil; II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência. 
	-​Este parágrafo duplica a pena se: 1 - O crime é cometido por motivos egoísticos, torpes (motivo abjeto, vil) ou fúteis (motivo insignificante). 2 - A vítima é menor ou tem diminuída a capacidade de resistência, seja por idade, enfermidade, deficiência mental ou qualquer outra causa. 
	§ 4º A pena é aumentada até o dobro se a conduta é realizada por meio da rede de computadores, de rede social ou transmitida em tempo real. 
	§ 5º Aplica-se a pena em dobro se o autor é líder, coordenador ou administrador de grupo, de comunidade ou de rede virtual, ou por estes é responsável. 
	-​Este parágrafo dobra a pena se o autor do crime ocupa uma posição de liderança, coordenação ou administração de grupos ou comunidades virtuais, ou é responsável por esses. 
	§ 6º Se o crime de que trata o § 1º deste artigo resulta em lesão corporal de natureza gravíssima e é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra quem, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessáriodiscernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, responde o agente pelo crime descrito no § 2º do art. 129 deste Código. 
	-​Se o crime do § 1º (resultando em lesão corporal grave ou gravíssima) é cometido contra menor de 14 anos ou contra quem, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o discernimento necessário ou não pode oferecer resistência, o agente responderá pelo crime descrito no § 2º do art. 129, que trata de lesão corporal gravíssima. 
	§ 7º Se o crime de que trata o § 2º deste artigo é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra quem não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, responde o agente pelo crime de homicídio, nos termos do art. 121 deste Código. 
	-​Se o crime do § 2º (resultando em suicídio consumado ou morte pela automutilação) é cometido contra menor de 14 anos ou contra quem não tem o discernimento necessário ou não pode oferecer resistência, o agente responderá pelo crime de homicídio conforme o art. 121 do Código Penal. 
	Agravantes nos Crimes Contra a Honraalguém (conduta). 
- O crime pode ser praticado de forma direta, quando o meio de execução é manuseado diretamente pelo 
agente (exemplo: golpes com uma barra de ferro), ou também de forma indireta, quando o meio de 
execução é manipulado indiretamente pelo homicida (exemplo: ataque por um cão feroz). 
7. Os meios de execução podem ser materiais, quando causam danos físicos diretos ao ofendido, 
como ferimentos com uma faca, ou morais, quando a morte resulta de um trauma psicológico 
que agrava uma doença preexistente ou provoca uma reação orgânica que leva a uma 
enfermidade e, eventualmente, à morte, como a depressão levando ao uso excessivo de 
medicamentos controlados. 
8. O meio de execução pode configurar uma qualificadora, como no uso de veneno, fogo, explosivos, 
asfixia ou outros meios insidiosos ou cruéis, ou que possam resultar em perigo comum (CP, art. 121, § 
2.º, inc. III). Também é qualificadora o uso de arma de fogo de uso restrito ou proibido (CP, art. 121, § 
2.º, inc. VIII). 
9. Preceito secundário: é a sanção, reclusão de 6-20 anos. 
10. Verbo do tipo: sempre será uma ação, conduta que o agente pratica = Matar ( núcleo do tipo). 
11. Elemento subjetivo: É o dolo. 
- A culpa sempre será a exceção, só será admitida quando estiver descrita, se a própria lei não falar, não 
vai existir. 
 
- Dolo: intenção de praticar ato criminoso, com consciência e vontade, que se constitui em crime ou delito, 
seja por ação ou omissão. 
 
- Dolo específico: é aquele cujas características estão descritas em tipos penais, ou seja, o agente deseja 
realizar o fato ilícito como descrito na lei. Ex: crime de sequestro. 
 
12. Homicídio simples não é em regra crime hediondo. A exceção será quando praticado em atividade de 
grupo de extermínio ainda que por um só agente. 
13. No homicídio não exige dolo específico. 
14. Consumação (art. 14 do CP): Dá-se com a morte (crime material) a qual se verifica com a cessação da 
atividade encefálica. É identificada a morte através do exame necroscópico que atesta a morte e indica 
as causas. 
- Art. 14 - Diz-se o crime: Crime consumado I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos 
de sua definição legal; 
 
15. Tentativa: iniciada a execução. Na tentativa branca ou incruenta a vítima não é atingida e na 
tentativa vermelha ou cruenta a vítima é alcançada pela conduta criminosa e sofre ferimentos. 
 
- Tentativa: II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade 
do agente. Pena de tentativa Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a 
pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços. 
 
16. Classificação doutrinária: Homicídio é crime simples (atinge apenas 1 bem jurídico, a vida), é 
comum (pode ser praticado por qualquer pessoa), é material (contém conduta e resultado 
naturalístico, existindo a morte para a consumação), de dano (efetiva lesão do bem jurídico), de forma 
livre (admite qualquer meio de execução), comissivo (regra), ou omissivo (quando presente o dever 
de agir), instantâneo (consuma-se em momento determinado). 
 
17. Ao cuidar, por exemplo, dos crimes de homicídio doloso (art. 121 do CP), a ação será ação penal 
pública Incondicionada: é aquela cuja propositura cabe exclusivamente ao Ministério Público, sem 
depender da concordância do ofendido ou de qualquer outro órgão estatal (art. 100, caput, CP). 
 
Homicídio privilegiado: Art. 121, § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social 
ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode 
reduzir a pena de um sexto a um terço. (Homicídio privilegiado). 
 
1. Homicídio privilegiado é uma criação doutrinária e jurisprudencial. Não se trata de privilégio, e sim de 
causa de diminuição de pena. 
 
2. Crime privilegiado - Caso de diminuição de pena: . 
 
- Homicídio privilegiado: é uma situação em que a pena de um agente que comete um 
homicídio pode ser reduzida em ⅙ a ⅓ , devido a circunstâncias específicas, relevante valor 
social ou moral, ou sob domínio de violenta emoção, logo em seguida à injusta 
provocação da vítima. 
 
- Relevante valor social: interesse da coletividade. Ex: matar um perigoso estuprador que viola 
mulheres e crianças da cidade. 
 
- Valor moral: interesse particular. Ex: matar estuprador da filha ou esposa. 
 
- Não se trata de uma modalidade separada de homicídio, mas sim de uma redução da pena. 
 
- Diante desta situação, o juiz poderá aplicar a diminuição de pena de ⅙ a ⅓ mediante 
reconhecimento pelo tribunal do júri. Os crimes dolosos contra a vida são de competência do 
tribunal do Júri, se os jurados condenarem o acusado e afirmarem a presença de causa de 
diminuição de pena, o juiz presidente aplicará. 
 
- A diminuição da pena não se comunica aos demais coautores ou partícipes. 
 
- Exemplo: “A”, ao chegar à sua casa, depara-se com sua filha chorando copiosamente. Pergunta-lhe o 
motivo da tristeza, vindo a saber que fora ela recentemente estuprada por “B”. Pede então a “C”, seu 
amigo, que mate o estuprador, no que é atendido. “A” responde por homicídio privilegiado (relevante valor 
moral), enquanto a “C” deve ser atribuído o crime de homicídio, simples ou qualificado (dependendo do 
caso concreto), mas nunca o privilegiado, pois o relevante valor moral a ele não se estende. 
 
- O juiz obrigatoriamente deverá diminuir a pena das circunstâncias de crime privilegiado, podendo 
decidir apenas qual será a porcentagem da diminuição (⅓ ou ⅙). 
 
Homicídio qualificado: Art. 121, § 2° Se o homicídio é cometido: I - mediante paga ou promessa de 
recompensa, ou por outro motivo torpe; II - por motivo futil; III - com emprego de veneno, fogo, 
explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; IV - à 
traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossivel a 
defesa do ofendido; V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro 
crime. VI - contra a mulher por razões da condição de sexo feminino; VII – contra autoridade ou agente 
descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de 
Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou 
parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição; VIII - com emprego de arma de fogo de uso 
restrito ou proibido; IX - contra menor de 14 (quatorze) anos: 
 
Pena - reclusão, de doze a trinta anos. 
 
1. É aquele que foi cometido com um elemento mais grave se comparado com a forma simples. Será 
qualificado o homicídio que for cometido em determinadas circunstâncias que o legislador 
entendeu como mais graves e, por isso, merecem condenação maior. 
Ex: cometidos contra menor de 14 anos ou por motivo fútil, traição ou emboscada ou com emprego de 
veneno, fogo, asfixia, tortura ou ainda mediante promessa de recompensa ou recurso que dificulte a 
defesa da vítima, entre outros. 
 
2. Homicídio qualificado é crime hediondo, qualquer que seja a sua qualificadora. 
 
3. Espécies de qualificadora: Incisos I e II são os motivos do crime, III os meios de execução, IV aos 
modos de execução, V finalidade especial; VI trata do feminicídio, VII delito contra agentes de órgãos 
de segurança pública, ou, a pessoas a e eles vinculadas, VIII corresponde ao meio de execução com 
arma de fogo, IX em relação a idade da vítima -14. 
 
- Subjetivo (motivo pelo qual o fez): promessa, fútil, assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou 
vantagem de outro crime. 
 
- Objetivo (forma como fez): veneno, fogo, explosivo, tortura, traição, emboscada. 
 
4. As qualificadoras previstas nos incisos I, II, V, VI, VII e a traição (inciso IV) são de natureza subjetiva, 
relacionadas ao agente e não ao fato. Em casos de concurso de pessoas, não se comunicam aoscoautores ou partícipes, conforme o art. 30 do Código Penal. Por exemplo, se "A" e "B" cometem um 
homicídio e "A" age por motivo fútil, apenas "A" será qualificado por isso. 
 
5. Já as qualificadoras dos incisos III e VIII (meios de execução), IV (modos de execução, exceto traição) 
e IX (idade da vítima) são de natureza objetiva, ligadas ao fato e não ao agente. Elas se comunicam 
entre coautores ou partícipes se todos souberem dessas circunstâncias. Por exemplo, se "A" e "B" 
matam "C" usando fogo, ambos responderão por homicídio qualificado. 
6. É essencial que as qualificadoras objetivas façam parte do dolo do agente; ele deve saber que está 
agindo de maneira qualificada para evitar a responsabilidade penal objetiva. Portanto, o agente precisa 
estar ciente dos elementos qualificadores do ato criminoso. 
 
7. I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe: 
 
- Corresponde a homicídio mercenário ou por mandato remunerado. No “paga” o executor recebe e depois 
executa. Já na “promessa de recompensa”, o pagamento é posterior à execução. 
 
- Motivo torpe é algo moralmente reprovável. Ex: matar parente para ficar com a herança. Obs: vingança 
não é necessariamente torpe, e ciúme não é motivo torpe. 
 
 
 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art142
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144
8. II - por motivo fútil; 
- Motivo insignificante, de pouca importância. Ex: matar um garçom que serviu cerveja quente. 
- Ciúme não é fútil, embriaguez também não. 
- É incompatível com o Dolo eventual. 
9. III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou 
de que possa resultar perigo comum; 
- Meio insidioso: cometer uma fraude para cometer um crime sem a percepção da vítima. 
- Meio cruel: proporcionar à vítima sofrimento intenso. 
- Meio que resulte perigo comum: expor a perigo não apenas 1 mas várias pessoas. 
- Asfixia: se enquadra o estrangulamento, esganadura, sufocação, enforcamento, afogamento, 
soterramento, imprensamento, uso de gás tóxico e confinamento. 
- Tortura: ato de dor e sofrimento agudo, físico ou mental intencional a fim de obeter confições. 
 
a) Homicidio qualificado pela tortura: caracteriza-se pela morte dolorosa. O Agente utiliza-se de 
meio cruel para provocar a morte da vítima, causando intenso e desnecessário sofrimento físico ou 
mental. É competência do tribunal do júri e a pena é de 12 a 30 anos. 
 
b) Tortura com resultado morte: é crime preterdoloso (Dolo na conduta e culpa no resultado). Compete 
ao juízo singular. 
 
10. IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne 
impossível a defesa do ofendido; 
 
- Homicídio qualificado pelo modo de execução. 
 
- Traição: pode ser física (atirar pelas costas) ou moral (atrair a vítima a um precipício e a empurrar). Só 
pode ser cometido pela pessoa que a vítima deposita uma especial confiança (Crime próprio ou especial). 
– Homicídio procustiano. 
 
- Emboscada: aguardar de tocaia em lugar escondido e esperar a vítima passar. 
 
- Dissimulação: atuação que disfarça a real intenção do agente. 
 
- Homicídio Teseuniano: homicídio caracterizado pela vingança. 
 
11. V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime. 
- Qualificadora objetiva, relacionada a motivação do agente que pratica homicídio para assegurar a 
execução, ocultação, impunidade ou vantagem de outro delito. 
Feminicidio: VI - contra a mulher por razões da condição de sexo feminino; 
1. É o homicídio doloso cometido contra mulher por razões da condição de sexo feminino. 
 
2. Qualificadora do homicídio doloso e expressamente rotulado como crime hediondo. 
 
3. Razões da condição de sexo feminino: as hipóteses a seguir são as únicas que o homicidio doloso 
pode caracterizar feminicídio. 
 
- § 2o-A Considera-se que há razões de condição de sexo feminino quando o crime envolve: I - violência 
doméstica e familiar; II - menosprezo ou discriminação à condição de mulher. 
 
 I - violência doméstica e familiar: 
 
- Femicídio: homicídio contra a mulher / Feminicídio: condições do sexo feminino. 
 
- Não exige a violência doméstica e familiar, basta uma das duas. 
 
- Não basta o reconhecimento de uma das violências contra a mulher. Para ser feminicídio precisa ser 
motivavado pelas razões do sexo feminino e daí resultar na violência doméstica ou familiar. 
 
Ex. A): Durante uma conversa na cama, antes de dormir, o marido mata a esposa simplesmente por não 
concordar com a recusa desta à relação sexual naquela noite, sob a alegação de dores na região vaginal. 
Está caracterizado o feminicídio: há violência doméstica e familiar, e o crime foi baseado em razões da 
condição do sexo feminino, pois o agente não se conformou com a íntima opção da vítima enquanto 
mulher. 
 
Ex .B) O irmão mata a irmã, dentro de casa, para ficar com a totalidade da herança dos pais. Embora 
nítida a violência doméstica e familiar, não há falar em feminicídio, pois estão ausentes as “razões da 
condição do sexo feminino”. É indiscutível o homicídio qualificado, mas pelo motivo torpe (ganância, 
ambição desmedida, cupidez). Aliás, tamanha a sua cobiça, certamente o agente mataria, se tivesse, 
outro irmão. Não foi o sexo da sua irmã que motivou o homicídio, e sim a busca desenfreada pela riqueza. 
 
4. De acordo com a Lei Maria da Penha (11.340/2006): 
 
Art. 5º Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou 
omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano 
moral ou patrimonial: 
 I - no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas, com ou 
sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas; 
II - no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram 
aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa; 
III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, 
independentemente de coabitação. 
Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual. 
II - menosprezo ou discriminação à condição de mulher: 
 
- Não se exige violência familiar ou doméstica. Neste inciso, enquadra-se a pessoa que mata a mulher e 
nela enxerga um ser inferior, com menos direitos. 
Ex: aluno mata aluna, colega de classe, pois ela tem notas maiores que ele, e este não aceita ser 
superado por uma mulher. 
 
5. Natureza qualificadora: circunstância pessoal ou subjetiva, diz respeito a motivação do agente. Sem 
ligação com os meios ou modo de execução do delito. 
 
6. Não se enquadra o princípio bis in idem. 
 
7. Trata-se de um crime comum ou geral, pode ser cometido por qualquer pessoa. A princípio não 
admite-se concurso de pessoas, pois é circunstância pessoal ou objetiva. Execção: autor e coautor são 
impulsionados por razões do de condição de sexo feminino. 
 
8. Em regra, o sujeito ativo é homem, mas nada impede ser também uma mulher. Sujeito passivo é 
mulher. 
 
9. A morte de mulher transexual ainda não é reconhecida como feminicídio, ainda que se enquadre no art. 
Homem trans, se adequar cabe feminicídio. Para fins jurídicos, ainda se analisa o sexo biológico. 
 
10. Feminicídio político: homcidio contra a mulher, por razões de condição do sexo feminino que 
conquistou uma relevante parcela de poder e tal posição de destaque é decisiva para a prática do 
delito. Ex: Mariele. 
 
11. Causas de aumento da pena: § 7o A pena do feminicídio é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade 
se o crime for praticado: I - durante a gestação ou nos 3 (três) meses posteriores ao parto; II - contra 
pessoa maior de 60 (sessenta) anos, com deficiência ou com doenças degenerativas que acarretemcondição limitante ou de vulnerabilidade física ou mental; III - na presença física ou virtual de 
descendente ou de ascendente da vítima; IV - em descumprimento das medidas protetivas de 
urgência previstas nos incisos I, II e III do caput do art. 22 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. 
 
- I - durante a gestação ou nos 3 (três) meses posteriores ao parto: Mulher se encontra fragilizada 
fisicamente e emocionalmente em face das alterações em seu organismo. E nos 3 meses pós parto, a 
criança é extremamente dependente de cuidados maternos. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22i
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22ii
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22iii
 
- II - contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos, com deficiência ou com doenças degenerativas que 
acarretem condição limitante ou de vulnerabilidade física ou mental: vítima fragilizada, pessoa idosa, 
com deficiência ou doença degenerativa, condição limitante e vulnerabilidade física e/ou mental. 
 
- III - na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente da vítima: fundamenta-se na 
covardia e frieza do homicida, que mata a vítima na presença de seu descendente ou ascendente, 
causando-lhe traumas profundos e inesquecíveis. 
 
- IV - em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas nos incisos I, II e III do 
caput do art. 22 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006: 
 
Art. 22. Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos desta 
Lei, o juiz poderá aplicar, de imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, as seguintes 
medidas protetivas de urgência, entre outras: 
I - suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação ao órgão competente, 
nos termos da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003 ; 
II - afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida; 
III - proibição de determinadas condutas, entre as quais: 
a) aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite mínimo de 
distância entre estes e o agressor; 
b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação; 
c) freqüentação de determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da 
ofendida; 
 
12. VII – contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, 
integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da 
função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até 
terceiro grau, em razão dessa condição; 
 
- Instituído para tornar mais severa a pena de homicídio, consumado ou tentado, contra estes integrantes. 
 
- Tem natureza hedionda e compete ao tribunal do júri seu julgamento. 
 
 
13. VIII - com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido; 
 
- Foi criado pelo pacote anticrime. 
 
- Qualificadora é de natureza objetiva, relacionada ao meio de execução do homicídio. A caracterização 
da qualificadora independe da existência ou inexistência de registro ou autorização para o porte 
da arma de fogo. 
 
14. IX - contra menor de 14 (quatorze) anos: 
- Instituída pela Lei 14.344/2022 - Lei Henry Borel, tem como fundamento a maior fragilidade da vítima, 
com capacidade de resistência diminuída em face do seu incompleto desenvolvimento, bem como a 
acentuada reprovabilidade do agente, indicativa de grande covardia e deturpação moral. 
 
- Trata-se de circunstância de natureza objetiva, diz respeito a idade da vítima ao tempo do crime. 
 
- Não há nenhuma existência específica na qualidade do sujeito ativo. 
 
15. Aumento de pena: § 2º-B. A pena do homicídio contra menor de 14 (quatorze) anos é aumentada de: 
I - 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é pessoa com deficiência ou com doença que implique o 
aumento de sua vulnerabilidade; 
- II - 2/3 (dois terços) se o autor é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, 
tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela. 
 
- III - 2/3 (dois terços) se o crime for praticado em instituição de educação básica pública ou privada 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22i
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22ii
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22iii
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22iii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.826.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art142
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144
 
Homicídio privilegiado-qualificado (pg 54): 
1. Aceita-se a junção, não é crime hediondo. Trata-se de um caso de homicídio híbrido, simultaneamente 
privilegiado e qualificado. 
 
2. Na doutrina existem duas posições sobre o caso: 
 
- 1º Posição: Não é possível o homicídio privilegiado-qualificado: sustenta ser impossível essa conjugação, 
pois a causa de diminuição de pena não se aplica ao homicídio qualificado. 
 
- 2º Posição: É possível o homicídio privilegiado-qualificado: admite a compatibilidade entre o privilégio e as 
qualificadoras, desde que sejam de natureza objetiva. 
 
Direito Penal - Prof. Marina Rodrigueira - Bibliografia: Cleber Masson 
 
Prova: Art. 121, CP - Material de Consulta: Folha a4 (frente e verso) com a matéria da prova, pode colocar 
Post It. 
 
Homicídio Culposo (Art. 121, §3º) - Pena de 1 a 3 anos. 
Homicídio culposo: § 3º Se o homicídio é culposo: Pena - detenção, de um a três anos. 
Aumento de pena: § 4o No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de 
inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não 
procura diminuir as conseqüências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena 
é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) 
anos. 
§ 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as conseqüências da infração atingirem 
o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. 
§ 6o A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado por milícia privada, sob o pretexto de 
prestação de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio. 
§ 7o A pena do feminicídio é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado: I - durante a gestação ou 
nos 3 (três) meses posteriores ao parto; II - contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos, com deficiência ou com doenças 
degenerativas que acarretem condição limitante ou de vulnerabilidade física ou mental; III - na presença física ou virtual 
de descendente ou de ascendente da vítima; IV - em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas nos 
incisos I, II e III do caput do art. 22 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. 
1. A culpa se constitui como um elemento normativo do tipo (elementos cuja interpretação poderá variar 
conforme as pessoas às quais estão destinados ou de acordo com o sentido em que estão inseridos no 
ordenamento), o legislador a estabeleceu como um tipo penal aberto “Se o crime é culposo”. Sua 
presença deve ser obtida por meio de um juízo de valor. O juiz, se colocando na posição de homem 
médio, onde o resultado naturalístico produzido pelo agente era ou não previsível a um ser 
humano dotado de inteligência e prudência mediada. 
 
Obs: Para relembrar - Fato Típico + Ilicitude + Culpabilidade. 
 ↪ Conduta, Resultado, Nexo causal e tipicidade. 
 
2. Tratando-se de resultado involuntário, a pena é menor a aquela destinada ao homicídiodoloso. 
 
3. Culpa não é a negação do dolo, a culpa é a negligência, a imprudência e a imperícia. 
 
4. Em regra, todo o crime é doloso. Culposo é exceção 
 
5. Configura-se homicídio culposo quando o sujeito realiza uma conduta voluntária, com violação 
do dever de cuidado imposto, por imprudência, negligência ou imperícia e produz assim um 
resultado naturalístico (morte) involuntário, não previsto, nem querido, mas previsível, que podia 
ter sido evitado com atenção. 
 
- Imprudência: prática de um ato perigoso. Ex: manusear arma de fogo carregada em local público. 
- Negligência: deixar de fazer aquilo que a cautela recomendava. Ex: deixar arma de fogo carregada ao 
alcance de qualquer pessoa. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22i
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22ii
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22iii
- Imperícia: culpa profissional, falta de aptidão para o exercício de determinada profissão, que apenas 
agente com conhecimentos práticos e teóricos poderia realizar. Ex: dermatologista mata o paciente por 
falta de habilidade para realizar o procedimento estético. 
 
6. Crime culposo é incompatível com a tentativa, salvo em relação à culpa imprópria. 
 
- Culpa imprópria (culpa por extensão, culpa por assimilação ou culpa por equiparação), na qual o agente 
quer o resultado, estando sua vontade viciada por erro que poderia evitar, observando o cuidado 
necessário. 
 
7. Homicídio Culposo praticado na direção de veículo: aplica-se o crime definido pelo Art. 302, Lei 
9.503/97. 
 
- Art. 302. Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor: Penas - detenção, de dois a quatro 
anos, e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. 
 
8. Causas de aumento de pena no homicídio culposo (art. 121, §4º, 1º): prevê 4 causas de aumento 
de pena aplicáveis. Alguns doutrinadores, nomeia como homicídio culposo qualificado e homicídio 
culposo circunstanciado quando algum critério se enquadra nas causas de aumento de pena e as 
qualificadoras. 
. 
- Aumento de pena: § 4o No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta 
de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato 
socorro à vítima, não procura diminuir as conseqüências do seu ato, ou foge para evitar prisão em 
flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra 
pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. 
§ 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as conseqüências da 
infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. 
§ 6o A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado por milícia privada, sob 
o pretexto de prestação de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio. 
§ 7o A pena do feminicídio é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado: I - 
durante a gestação ou nos 3 (três) meses posteriores ao parto; II - contra pessoa maior de 60 (sessenta) 
anos, com deficiência ou com doenças degenerativas que acarretem condição limitante ou de 
vulnerabilidade física ou mental; III - na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente da 
vítima; IV - em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas nos incisos I, II e III do 
caput do art. 22 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. 
a) Inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício: não se confunde com a imperícia. Neste caso, o 
sujeito não reúne conhecimentos teóricos ou práticos para o exercício da função. Ex: médico ortopedista mata 
paciente ao realizar cirurgia cardíaca. 
 
b) Deixar de prestar imediato socorro à vítima: relacionado aos crimes praticados na direção de veículo. 
Relaciona-se unicamente a pessoas que por culpa contribuíram para o resultado e não tenham prestado imediato 
socorro à vítima. 
Ex 1: A deixa arma ao alcance de uma criança, ela dispara em si mesmo e A não a leva ao hospital e ela faleceu. 
= homicídio culposo com a pena aumentada. 
Ex 2: Na situação acima, se C que escuta o disparo, presencia a vítima ferida e não a socorre = Omissão de 
socorro com pena majorada pela morte. 
- Para o aumento da pena, basta o dolo de perigo, não se exige a vontade de matar depois de 
provocados culposamente os ferimentos que a levaram à morte. 
 
- Morte instantânea da vítima não afasta a causa de aumento de pena, a não ser que seja o óbito 
evidente, perceptível por qualquer pessoa. 
 
- Não incide aumento de pena quando o sujeito deixa de prestar socorro por condições físicas, ou 
seja, pois não tinha condição de fazê-lo. Ex: também foi gravemente ferido pela conduta que matou a 
vítima. 
 
c) Não procurar diminuir as consequencias do seu ato: agente ameaçado de linchamento, não prestou imediato 
socorro ao ofendido, o que era justificável, entretanto, afastou-se do local do crime e não pediu auxilio da 
autoridade pública. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22i
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22ii
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22iii
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22iii
d) Fugir para evitar prisão em flagrante: é aplicável pois o agente que foge para evitar prisão em flagrante, visa 
assegurar a impunidade do seu ato, dificultando a ação da justiça, desta forma entende-se que merece punição 
mais severa. 
 
9. Perdão Judicial: é prerrogativa do juiz que mesmo reconhecendo a prática do crime deixa de 
aplicar a pena, desde que, preenchidas as circunstâncias da lei e quando as consequências do 
delito atinjam o agente, de forma tão grave que o seu sofrimento por si só, já seja punição 
suficiente, e sanção penal se torna desnecessária. Nestes casos, se tem o fato típico, ilícito que não 
é culpável. O perdão judicial, é apenas admitido para homicídio culposo. (Causa de extinção da 
punibilidade). 
Ex: pais que acidentalmente matam seus filhos, por exemplo, atropelada saindo da garagem. 
 - §5º Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as consequências da 
infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. 
10. Ação penal: homicídio culposo é crime que se processa por meio da ação penal pública 
incondicionada. Somente o MP pode iniciar a ação. 
 
11. Homicídio culposo e Lei 9.099/1995: Em face da pena mínima cominada ao delito (1 ano), o 
homicídio culposo comporta o benefício da suspensão condicional do processo, desde que presentes 
os demais requisitos previstos no art. 89 da Lei 9.099/1995. 
 
- Art. 89. Nos crimes em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a um ano, abrangidas ou não 
por esta Lei, o Ministério Público, ao oferecer a denúncia, poderá propor a suspensão do processo, por 
dois a quatro anos, desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por 
outro crime, presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. 77 do 
Código Penal). 
§ 1º Aceita a proposta pelo acusado e seu defensor, na presença do Juiz, este, recebendo a denúncia, 
poderá suspender o processo, submetendo o acusado a período de prova, sob as seguintes condições: 
I - reparação do dano, salvo impossibilidade de fazê-lo; 
II - proibição de freqüentar determinados lugares; 
III - proibição de ausentar-se da comarca onde reside, sem autorização do Juiz; 
IV - comparecimento pessoal e obrigatório a juízo, mensalmente, para informar e justificar suas 
atividades. 
 
12. Princípio “ne bis in idem”: significa que ninguém pode ser julgado mais do que uma vez pela prática 
do mesmo crime. 
 
-Daqui resulta que um cidadão vê garantido o seu direito a não ser julgado mais de uma vez pela prática 
do mesmo facto punível, defendendo-se contenciosamente contra atos públicos violadores desse direito. 
Resulta, igualmente, que o legislador deve impedir a possibilidade de as mesmas pessoas serem 
submetidas a mais do que um julgamento pelo mesmo facto. 
 
- O princípio ne bis in idem não configura um direito absoluto. Ao nível do efeito negativo do caso julgado 
existem exceções a esse suposto caráter absoluto. É o caso do nº 2 do art.º 79.º do Código Penal, nos 
termos do qual: “se, depois de uma condenação transitada em julgado, for conhecida uma conduta mais 
grave que integre a continuação, a pena que lhe for aplicada substitui a anterior”. Não seria 
compreensível que situações incluídas na continuação da conduta punível (crimes continuados) ficassem 
sem pena pela mera e eventual circunstância de não serem conhecidas ao tempo da formulação da 
acusação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art77
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art77
Direito Penal - 2º B. 
 
Art. 122, CP – Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação: 
 
Art. 122. Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação ou prestar-lhe auxílio material para que o 
faça: Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. 
§ 1º Se da automutilação ou da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, nos termos 
dos §§ 1º e 2º do art. 129 deste Código: Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos. 
§ 2º Se o suicídio se consuma ou se da automutilação resulta morte: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. 
§ 3º A pena é duplicada: I - se o crime é praticado por motivo egoístico, torpe ou fútil; II - se a vítima é menor ou tem 
diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência. 
§ 4º A pena é aumentada até o dobro se a conduta é realizada por meio da rede de computadores, de rede social ou 
transmitida em tempo real. 
§ 5º Aplica-se a pena em dobro se o autor é líder, coordenador ou administrador de grupo, de comunidade ou de rede 
virtual, ou por estes é responsável. 
§ 6º Se o crime de que trata o § 1º deste artigo resulta em lesão corporal de natureza gravíssima e é cometido contra 
menor de 14 (quatorze) anos ou contra quem, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento 
para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, responde o agente pelo crime 
descrito no § 2º do art. 129 deste Código. 
§ 7º Se o crime de que trata o § 2º deste artigo é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra quem não tem o 
necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, 
responde o agente pelo crime de homicídio, nos termos do art. 121 deste Código. 
1. Objeto Jurídico: vida humana. 
2. Objeto material: a pessoa induzida, instigada ou auxiliada. É o corpo ou a integridade física e 
psíquica da pessoa que é instigada, induzida ou auxiliada a cometer suicídio ou automutilação. 
3. Sujeito Ativo: o crime pode ser cometido por qualquer pessoa. Crime comum. 
4. Sujeito Passivo: a vítima, é a pessoa que é induzida, instigada ou auxiliada a cometer suicídio ou 
automutilação. 
5. Elemento objetivo: Induzir, Instigar ou Prestar Auxílio Material. 
- Induzir: Fazer surgir na vítima a ideia do suicídio ou automutilação. 
- Instigar: Reforçar ou fortalecer uma ideia já existente de suicídio ou automutilação. 
- Prestar Auxílio Material: Fornecer os meios ou instrumentos para que a vítima cometa suicídio ou 
automutilação. 
 
6. Elemento temporal: O crime ocorre no momento em que o agente induz, instiga ou presta auxílio à 
vítima, independentemente de a vítima efetivamente consumar o suicídio ou a automutilação. 
 
7. Consumação: O crime se consuma com a prática do suicídio, da tentativa de suicídio ou da 
automutilação pela vítima. A consumação ocorre independentemente do resultado lesivo, bastando que 
a vítima tente ou efetivamente faça. 
 
8. Tentativa: É possível a tentativa do crime. Por exemplo, se o agente induz ou instiga a vítima, mas esta 
não chega a tentar ou a cometer o ato, pode-se considerar uma tentativa de induzimento ou instigação 
ao suicídio ou à automutilação. 
9. Agravantes da pena para o crime de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio ou à automutilação: 
§ 1º Se da automutilação ou da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave ou 
gravíssima, nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 129 deste Código: Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos. 
- Este parágrafo aumenta a pena se a automutilação ou a tentativa de suicídio resultar em lesão 
corporal grave ou gravíssima. Lesão corporal grave ou gravíssima, inclui situações como perda 
ou inutilização de membro, sentido ou função, deformidade permanente, entre outras. 
§ 2º Se o suicídio se consuma ou se da automutilação resulta morte: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) 
anos. 
- Este parágrafo estabelece uma pena mais severa se o suicídio se consuma ou se a 
automutilação resulta em morte. 
§ 3º A pena é duplicada: I - se o crime é praticado por motivo egoístico, torpe ou fútil; II - se a vítima é 
menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência. 
- Este parágrafo duplica a pena se: 1 - O crime é cometido por motivos egoísticos, torpes (motivo 
abjeto, vil) ou fúteis (motivo insignificante). 2 - A vítima é menor ou tem diminuída a capacidade 
de resistência, seja por idade, enfermidade, deficiência mental ou qualquer outra causa. 
§ 4º A pena é aumentada até o dobro se a conduta é realizada por meio da rede de computadores, de rede 
social ou transmitida em tempo real. 
- Este parágrafo prevê aumento da pena até o dobro se o crime é cometido utilizando a internet, 
redes sociais ou transmissão em tempo real, dada a amplificação do potencial de dano através 
dessas plataformas. 
§ 5º Aplica-se a pena em dobro se o autor é líder, coordenador ou administrador de grupo, de comunidade 
ou de rede virtual, ou por estes é responsável. 
- Este parágrafo dobra a pena se o autor do crime ocupa uma posição de liderança, coordenação 
ou administração de grupos ou comunidades virtuais, ou é responsável por esses. 
§ 6º Se o crime de que trata o § 1º deste artigo resulta em lesão corporal de natureza gravíssima e é 
cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra quem, por enfermidade ou deficiência mental, não 
tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode 
oferecer resistência, responde o agente pelo crime descrito no § 2º do art. 129 deste Código. 
- Se o crime do § 1º (resultando em lesão corporal grave ou gravíssima) é cometido contra menor 
de 14 anos ou contra quem, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o discernimento 
necessário ou não pode oferecer resistência, o agente responderá pelo crime descrito no § 2º do 
art. 129, que trata de lesão corporal gravíssima. 
§ 7º Se o crime de que trata o § 2º deste artigo é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra 
quem não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não 
pode oferecer resistência, responde o agente pelo crime de homicídio, nos termos do art. 121 deste 
Código. 
- Se o crime do § 2º (resultando em suicídio consumado ou morte pela automutilação) é cometido 
contra menor de 14 anos ou contra quem não tem o discernimento necessário ou não pode 
oferecer resistência, o agente responderá pelo crime de homicídio conforme o art. 121 do 
Código Penal. 
Revisão Art. 122. 
 
1 
Vítima menor de 14 anos. 
2 
Vítima com idade entre 14 e 18 
anos 
3 
Vítima maior de 18 anos. 
 
1. É necessário que a vítima tenha a capacidade de discernimento (compreender o que está fazendo), 
pois para ser instigada, a vítima precisater a capacidade de resistir para ser instigada. Ao contrário, 
seria coação. 
2. Se a pessoa não possui o discernimento, capacidade de resistência, seja pela idade, por enfermidade 
ou deficiência mental ou cognitiva, não se enquadra no 122. O autor responde por homicídio. 
3. Art. 122, §3º, aumento de pena. = Capacidade reduzida. 
4. Se possui capacidade de resistência/discernimento, enquadra-se o art. 122, caput. 
Infanticídio - Art. 123, CP. 
 
Art. 123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após: 
Pena - detenção, de dois a seis anos. 
 
1. Estado puerperal: conjunto de alterações físicas e psíquicas que acometem a pessoa gestante em 
decorrência do parto. 
 
- Forma privilegiada de homicidio. 
 
2. Objeto Jurídico: Vida humana 
3. Objeto material: pessoa nascente ou neonato. 
4. Sujeito Ativo: Não é qualquer pessoa que o comete, crime próprio, para realizá-lo precisa de 
característica própria, neste caso, gestante ou parturiente, a pessoa que está dando a luz. 
5. Sujeito Passivo: nascente ou neonato. 
6. Elemento objetivo: Dolo. 
7. Elemento temporal: Durante o parto ou logo após. 
- Parto: momento da primeira dilatação e termina com a expulsão/remoção da placenta. 
- Logo após: não existe na lei, nem na doutrina, quanto tempo é, ele depende de até quando o estado 
puerpério durar. Pode durar dias ou horas. 
- Antes do trabalho de parto: aborto. 
- Após o estado puerpério: homicídio. 
- Não é necessário perícia para detectar o puerpério, apenas se exigido pelo Juíz, o estado de puerpério é 
presumido. 
8. Consumação: Se dá com a morte. 
9. Tentativa: É cabível de tentativa. 
10. Legítima defesa putativa: se perfaz na conduta de um agente em situação fática, quando imagina, 
acredita, prever erroneamente uma realidade diversa da que irá acontecer. 
11. Infanticídio putativo (erro sobre a pessoa): Se a mulher vem a matar outro infante nascido, supondo 
tratar-se do próprio filho, sob influência do estado puerperal, logo após o parto. 
12. Criança natimorta: A criança vem a falecer durante o parto, e sem perceber isso a mãe mata a criança 
que já está morta, configura-se crime impossível, ou seja, não há crime. 
- Art. 17 - Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é 
impossível consumar-se o crime. 
Aborto - Art. 124, CP ao 128, CP. 
Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: (Vide ADPF 54) 
Pena - detenção, de um a três anos. 
 
1. Aborto: interrupção da gravidez e consequente morte do produto da cocepção. 
2. Independe do momento da interrupção. 
3. Gravidez: inicia-se com a fecundação, protege-se o nascituro desde a concepção, comprovado no 
momento da nidação. 
4. Modalidades: 
a) Provocada pela gestante: auto aborto. 
b) Provocada por terceiro: 
- Com consentimento da gestante: válido, livre ou atual. Não pode haver vício de consentimento, ou seja, 
não pode ser coagida, não pode estar bêbeda. Precisa ser maior de 14 anos. 
 
Art. 126 - Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de um a quatro anos. 
Parágrafo único. Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante não é maior de quatorze anos, 
ou é alienada ou débil mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou 
violência Forma qualificada. 
 
- Sem consentimento da gestante: crime de elevado potencial ofensivo, uma vez que tem pena de 
reclusão de três a dez anos, não se aplicando quaisquer benefícios da Lei do JECRIM. Esse tipo penal se 
configura quando a gestante não consente com o aborto ou quando o consentimento é prestado, mas é 
juridicamente inválido (hipóteses do art. 126, parágrafo único do CP). É um crime de dupla subjetividade 
passiva, uma vez que há duas vítimas: o feto, que morre, e a gestante, que tem sua integridade física e 
psicológica corrompidas pelo aborto. 
 
Art. 125. Provocar aborto, sem o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) 
anos. 
 
5. Objeto jurídico: vida humana intrauterina. 
6. Objeto material: Feto, embrião, zigoto. É o produto da concepção. O Código não diferencia. 
7. Sujeito ativo: Gestante (crime de mão própria); Por terceiro (crime comum). 
- Crimes de mão própria, de atuação pessoal ou de conduta infungível, são os que somente podem ser 
praticados pelo sujeito expressamente indicado pelo tipo penal. Não pode coautoria. 
 
8. Sujeito passivo: É a vítima, feto/embrião, é o entendimento jurisprudencial. Alguns autores dizem que 
por ser uma vida em potencial, não há que se falar de feto, e sim em sociedade. Na modalidade 
provocada por terceiro, a gestante também será vítima. 
 
9. Elemento subjetivo: Dolo. 
10. Consumação: ocorre com a morte do feto/embrião, ou seja, perda da capacidade de desenvolvimento 
do feto no útero. 
11. Tentativa: é possível, em todas as modalidades. 
 
 
Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço, se, em 
conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de 
natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte. 
 
- “Forma qualificada”: causa de aumento de pena. Qualificação pelo resultado de: lesão grave (⅓); morte 
(duplicadas). 
 
- Preterdoloso: dolo na conduta antecedente e culpa na conduta consequente. Existe um crime inicial doloso e um 
resultado final culposo. Na conduta antecedente, o elemento subjetivo é o dolo, uma vez que o agente quis o 
resultado. 
 
Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico: 
 
Aborto necessário: 
I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante; 
 
Aborto no caso de gravidez resultante de estupro: 
II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando 
incapaz, de seu representante legal. 
 
1. No art. 128 existem 2 excludentes de ilicitude. 
 
- I) Aborto necessário ou terapêutico: Risco para a vida, não há outra forma de salvá-a. Não 
precisa do consentimento da gestante. 
 
- II) Aborto humanitário ou sentimental: Decorre de violência sexual. Precisa do 
consentimento da gestante (válido e eficaz). 
 
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10624857/artigo-127-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10624811/artigo-128-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10624762/inciso-i-do-artigo-128-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10624724/inciso-ii-do-artigo-128-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940
2. Excludente de tipicidade (ADPF 54/DF): STF decidiu pela tipicidade do aborto realizado em caso de 
anencefália, ou seja, não desenvolvimento do cérebro do feto, vedando assim, toda e qualquer 
possibilidade de desenvolvimento de vida extra ou intrauterina. 
 
3. O aborto eugênico ou eugenésico, aquele em que o nascituro apresenta fundadas probabilidades de 
apresentar graves e irreversíveis anomalias físicas e/ou mentais, não é permitido no Brasil. 
 
PL 1904/24 - Proposta legislativa apresentada na Câmara dos Deputados do Brasil, que visa alterar o Código 
Penal para equiparar o aborto ao homicídio quando realizado após a 22ª semana de gestação. 
 
1. Pretende a equiparação do aborto após a 22º semana de gestação ao art. 1212, CP (Pena 6 a 20 
anos). 
 
2. Quando se equipara duas normas, existe uma norma penal em branco inversa. É a vinculação do novo 
tipo penal, ao existente, uma forma de equiparar e encarar da mesma forma do que a conduta já 
existente. 
 
3. Esta equiparação ao crime de homicídio, mesma pena, seria acrescentado, nos arts. 124, 125, 126, 127 
e 128. Com exceção do inciso I do art. 128. 
 
4. As maiores atingidas nesta PL são as meninas que sequer compreendem o que tenha acontecido com 
elas, uma vez que são inocentes para sequer perceber a violência, quemdirá de saber que está 
gestante. 
 
Lesão Corporal - Art. 129, CP 
 
Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena - detenção, de três meses a um ano. 
 
1. Objeto Jurídico: Incolumidade física em sentido amplo. 
 
- É a integridade física e a saúde. 
 
- Dor e sofrimento são dispensáveis. É necessário o exame de corpo delito, direto (realizado direto na 
vítima) e indireto (investigado através dos documentos, por exemplo, exames hospitalares). 
 
2. Objeto material: Vítima. 
3. Sujeito Ativo: Crime comum. 
4. Sujeito Passivo: Em qualquer pessoa. 
5. Elemento Subjetivo: Dolo, mas admite-se também a modalidade culposa § 6º. Preterdolo §3º. 
6. Consumação: ocorre com a ofensa à integridade física da vítima. 
7. Tentativa: Sim. 
Lesão Grave §1º 
Lesão corporal de natureza grave: 
§ 1º Se resulta: I - Incapacidade para as ocupações habituais, por mais de trinta dias; II - perigo de vida; 
III - debilidade permanente de membro, sentido ou função; IV - aceleração de parto: 
Pena - reclusão, de um a cinco anos. 
1. Forma qualificada, é caracterizado pelo resultado. Reclusão de 1 a 5 anos. 
 
- I - Incapacidade para ocupações habituais por mais de 30 dias: não corresponde somente ao 
trabalho, mas sim a todas atividades habituais lícitas do lesionado. 
 
- II - Perigo de vida: não depende da pessoa ter a intenção de colocar a vida da vítima em risco. O ato que 
proporciona o risco já é caracterizado pelo perigo. 
 
- III - Debilidade permanente de membro, função ou sentido: não significa debilidade eterna, a 
permanência corresponde ao prazo, ou seja, não é possível visualizar quando aquela debilidade vai 
cessar, se a pessoa vai melhorar em 1 mês ou 1 ano. Debilidade é o prejuízo, ou seja, é a diminuição da 
capacidade de membro, função ou sentido. O permanente do texto, pode ser resumido a duradouro ou 
incerto. 
 
- IV - Aceleração de parto: ocorre quando, em decorrência da violência produzida contra a gestante, 
antecipa-se o nascimento do feto prematuramente, sendo assim um crime preterdoloso. 
 
Lesão Gravíssima §2º 
§ 2° Se resulta: I - Incapacidade permanente para o trabalho; II - enfermidade incuravel; 
III perda ou inutilização do membro, sentido ou função; IV - deformidade permanente; V - aborto: 
Pena - reclusão, de dois a oito anos. 
1. Forma qualificada. Reclusão 2 a 8 anos. 
- I - Incapacidade permanente para o trabalho: situação em que a vítima sofre uma lesão que a torna 
incapaz de exercer suas atividades habituais de forma permanente. Esse tipo de dano pode ser físico, 
psicológico ou ambos, desde que seja duradouro e impeça a vítima de trabalhar. 
- II - enfermidade incurável: Indica uma condição de saúde grave e irreversível que a vítima adquire como 
resultado direto do crime. Essa condição não tem perspectiva de cura médica conhecida. 
- III perda ou inutilização do membro, sentido ou função: Refere-se à perda permanente de um membro 
do corpo (como um braço ou uma perna), de um sentido (visão, audição) ou de uma função vital 
(respiração, fala). Essa perda deve ser definitiva e resultar em uma incapacidade significativa para a 
vítima. 
- IV - deformidade permanente: Envolve alterações físicas graves e permanentes na vítima, como 
cicatrizes profundas ou deformidades visíveis que causem um prejuízo estético considerável. Mesmo que 
próteses ou tratamentos possam ser utilizados para minimizar o impacto, a deformidade persiste e afeta a 
vida da vítima. Quando ocorre dano estético, por exemplo, uma facada no rosto da vítima, causará dano 
permanente. A possibilidade de prótese, não exclui a qualificadora. 
- V - aborto: interrupção da gravidez sem o consentimento da gestante, resultando na morte do feto ou na 
inviabilidade da gestação. 
Preterdoloso - Lesão Corporal seguida de morte §3º; 
1. Lesão corporal seguida de morte: § 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quis 
o resultado, nem assumiu o risco de produzí-lo: Pena - reclusão, de quatro a doze anos. 
- Este parágrafo trata da lesão corporal que resulta em morte, mas onde o agente não tinha 
intenção de matar nem assumiu o risco de produzir a morte. É um tipo de homicídio culposo 
qualificado, onde a culpa é mais grave devido ao resultado fatal. 
2. Diminuição de pena: § 4° Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou 
sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de 
um sexto a um terço. 
- Aqui, a pena pode ser reduzida se o agente cometeu a lesão corporal motivado por um valor 
social ou moral relevante, ou sob violenta emoção após uma provocação injusta da vítima. A 
redução é de um sexto a um terço. 
3. Substituição da pena: § 5° O juiz, não sendo graves as lesões, pode ainda substituir a pena de detenção pela de 
multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis: I - se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior; II - se 
as lesões são recíprocas. 
- Se as lesões não forem graves, o juiz pode substituir a pena de detenção por uma multa, 
especialmente se o crime ocorreu por motivos relevantes ou se as lesões foram recíprocas entre 
os envolvidos. 
4. Lesão corporal culposa: § 6° Se a lesão é culposa: Pena - detenção, de dois meses a um ano. 
- Este parágrafo estabelece a pena para lesão corporal culposa, onde não há intenção de causar 
dano, mas ocorre por negligência, imprudência ou imperícia. 
5. Aumento de pena: § 7º Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer qualquer das hipóteses dos §§ 4o e 6o 
do art. 121 deste Código. 
- A pena é aumentada em um terço se a lesão corporal for cometida sob as circunstâncias de 
violenta emoção, relevante valor social ou moral, logo após provocação injusta, conforme 
descrito no art. 121, §§ 4º e 6º. 
6. Aplicação à lesão culposa: § 8º - Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do art. 121. 
- O parágrafo 8º remete ao § 5º do art. 121, que permite a substituição da pena de detenção por 
multa em casos de lesão culposa, desde que não sejam graves. 
7. Violência Doméstica: § 9º Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou 
companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações 
domésticas, de coabitação ou de hospitalidade: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos. (Redação 
dada pela Lei nº 11.340, de 2006). 
- Este parágrafo trata de lesões corporais no contexto de violência doméstica e familiar, com pena 
de detenção de três meses a três anos. 
8. Aumento de pena em contexto de violência doméstica: § 10. Nos casos previstos nos §§ 1o a 3o deste artigo, 
se as circunstâncias são as indicadas no § 9o deste artigo, aumenta-se a pena em 1/3 (um terço). (Incluído pela 
Lei nº 10.886, de 2004). 
- Se a lesão corporal resultar em morte ou lesão grave ou gravíssima e ocorrer no contexto de 
violência doméstica, a pena é aumentada em um terço. 
9. Lesão contra pessoa portadora de deficiência § 11. Na hipótese do § 9o deste artigo, a pena será aumentada 
de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. (Incluído pela Lei nº 11.340, de 
2006). 
- Se a lesão corporal no contexto de violência doméstica for contra uma pessoa portadora de 
deficiência, a pena é aumentada em um terço. 
10. Lesão contra autoridades e agentes: § 12. Se a lesão for praticada contra autoridade ou agente descrito nos 
arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança 
Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente 
consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição, a pena é aumentada de um a dois terços. (Incluído 
pela Lei nº 13.142, de 2015). 
- Se a lesão corporal for cometida contra autoridades ou agentes de segurança pública, ou seus 
familiares, no exercício de suas funções ou em decorrência delas, a pena é aumentada de um a 
dois terços.11. Lesão contra mulher por razões de gênero: § 13. Se a lesão for praticada contra a mulher, por razões da 
condição do sexo feminino, nos termos do § 2º-A do art. 121 deste Código: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro 
anos). 
- Se a lesão corporal for praticada contra uma mulher por razões de gênero, a pena é de reclusão 
de um a quatro anos. 
Da Periclitação Da Vida e Da Saúde: arts. 130 a 136. 
Perigo de contágio venéreo: 
Art. 130 - Expor alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de moléstia venérea, de 
que sabe ou deve saber que está contaminado. Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. 
 
§ 1º - Se é intenção do agente transmitir a moléstia: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. 
§ 2º - Somente se procede mediante representação. 
1. A conduta criminosa consiste em praticar relações sexuais ou atos libidinosos sabendo que se está 
contaminado por uma moléstia venérea (uma doença sexualmente transmissível, como HIV/AIDS, 
sífilis, entre outras). 
2. Objeto Jurídico: Proteção à vida, à saúde pública e à integridade física e psicológica das pessoas. 
3. Objeto material: O exposto a contágio de moléstia venérea. 
4. Sujeito Ativo: a pessoa que, sabendo ou devendo saber que está contaminada com uma doença 
venérea, realiza relações sexuais ou atos libidinosos com outra pessoa sem informá-la sobre sua 
condição de saúde. 
5. Sujeito Passivo: é a pessoa que é exposta ao contágio da moléstia venérea devido à conduta do 
sujeito ativo. 
6. Elemento objetivo: consiste na prática de relações sexuais ou atos libidinosos que possam expor 
outra pessoa ao contágio de uma moléstia venérea. 
7. Elemento temporal: refere-se ao momento em que ocorre a conduta descrita no artigo. Para que haja 
a configuração do crime, é necessário que o sujeito ativo, ciente de sua condição de portador de 
doença sexualmente transmissível, realize as relações sexuais ou atos libidinosos sem informar o 
parceiro sobre sua condição. 
8. Consumação: ocorre no momento em que o sujeito ativo realiza efetivamente as relações sexuais ou 
os atos libidinosos que expõem a outra pessoa ao contágio de uma moléstia venérea, sem informá-la 
sobre sua condição de saúde. 
9. Tentativa: não admite tentativa. Isso porque a conduta criminosa consiste na realização efetiva das 
relações sexuais ou atos libidinosos que expõem a outra pessoa ao risco de contágio. Não há como 
tentar realizar parcialmente essa conduta sem que haja a efetiva exposição ao risco de contágio. 
Perigo de contágio de moléstia grave: 
Art. 131 - Praticar, com o fim de transmitir a outrem moléstia grave de que está contaminado, ato capaz de produzir o 
contágio: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. 
 
1. Consiste em praticar, com a intenção de transmitir a outra pessoa, uma moléstia grave da qual o agente 
sabe estar contaminado, um ato capaz de produzir o contágio. Esse dispositivo legal visa proteger a 
saúde pública e individual, punindo severamente aqueles que, conscientemente, tentam disseminar 
doenças graves através de suas condutas. 
 
- O crime não requer que a transmissão da doença de fato ocorra, basta que o agente realize um ato que 
tenha potencial para transmitir a moléstia grave. Isso significa que mesmo que a transmissão não se 
efetive, o simples ato praticado com o objetivo de transmitir já configura o crime. 
 
Perigo para a vida ou saúde de outrem: 
Art. 132 - Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena - detenção, de três meses a um ano, se 
o fato não constitui crime mais grave. 
 
Parágrafo único. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo 
decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza, em 
desacordo com as normas legais. 
 
1. Conduta: A conduta criminosa descrita consiste em colocar a vida ou a saúde de outra pessoa em 
perigo direto e iminente. Isso significa que a ação do agente cria uma situação de risco imediato para a 
vida ou a integridade física de outra pessoa. 
 
2. Elemento Subjetivo: O crime requer dolo, ou seja, a vontade consciente de expor a vida ou a saúde de 
outrem ao perigo. Não é necessário que o resultado danoso efetivamente ocorra; basta que o agente 
tenha assumido o risco de causar o dano. 
 
3. Agravante - Transporte em Desacordo com Normas: O parágrafo único do artigo 132 estipula uma 
circunstância agravante. Se a exposição da vida ou saúde de outrem decorrer do transporte de pessoas 
para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza e estiver em desacordo com 
as normas legais, a pena é aumentada de um sexto a um terço. Isso significa que, além da conduta 
básica de colocar em risco, se houver irregularidades no transporte que contribuam para esse risco, a 
pena será agravada. 
 
Abandono de incapaz: 
Art. 133 - Abandonar a pessoa que está sob seu cuidado, guarda, vigilância ou autoridade, e, por qualquer motivo, 
incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono: Pena - detenção, de seis meses a três anos. 
 
§ 1º - Se do abandono resulta lesão corporal de natureza grave: Pena - reclusão, de um a cinco anos. 
 
§ 2º - Se resulta a morte: Pena - reclusão, de quatro a doze anos. 
 
1. Conduta: Consiste em abandonar uma pessoa que está sob seu cuidado, guarda, vigilância ou 
autoridade, e que, por qualquer motivo, é incapaz de se defender dos riscos resultantes desse 
abandono. A pessoa abandonada pode ser um menor de idade, um idoso, uma pessoa com deficiência 
ou qualquer indivíduo que, devido às circunstâncias, não consiga garantir sua própria segurança e 
bem-estar. 
2. Agravantes: 
- § 1º - Lesão corporal de natureza grave: Se do abandono resultar em lesão corporal grave 
para a pessoa abandonada, a pena é aumentada para reclusão, de um a cinco anos. Lesão 
corporal grave envolve danos significativos à saúde da vítima, como sequelas permanentes, 
perda de função de órgãos, etc. 
- § 2º - Morte: Se o abandono resultar na morte da pessoa abandonada, a pena é ainda mais 
severa, sendo de reclusão, de quatro a doze anos. Esse parágrafo se aplica quando o 
abandono direto causa o falecimento da vítima. 
Aumento de pena: 
§ 3º - As penas cominadas neste artigo aumentam-se de um terço: 
I - se o abandono ocorre em lugar ermo; 
II - se o agente é ascendente ou descendente, cônjuge, irmão, tutor ou curador da vítima. 
III – se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos. 
1. I - Abandono em lugar ermo: Se o abandono ocorre em um lugar desabitado, isolado ou sem 
circulação de pessoas, aumenta-se a pena em um terço. Isso amplia a gravidade do crime, uma vez 
que aumenta os riscos para a vítima, que pode ficar sem assistência por um período prolongado de 
tempo. 
2. II - Relação de parentesco ou tutela: Se o agente é ascendente (pai, mãe), descendente (filho, filha), 
cônjuge, irmão, tutor ou curador da vítima, a pena também é aumentada de um terço. Essa medida visa 
agravar a responsabilidade do agente, que possui um dever legal ou moral de cuidar e proteger a 
vítima. 
3. III - Vítima maior de 60 anos: Se a vítima do abandono é uma pessoa com mais de 60 anos de idade, 
a pena também é aumentada de um terço. Isso se deve à vulnerabilidade aumentada das pessoas 
idosas, que frequentemente necessitam de cuidados especiais e proteção. 
Exposição ou abandono de recém-nascido: 
Art. 134 - Expor ou abandonar recém-nascido, para ocultar desonra própria: Pena - detenção, de seis meses a dois 
anos. 
§ 1º - Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena - detenção, de um a três anos. 
§ 2º - Se resulta a morte: Pena - detenção, de dois a seis anos. 
1. Conduta: Consiste em expor ou abandonar um recém-nascido, ou seja, um bebê recém-nascido, com 
o objetivo de ocultar uma desonra própria. Geralmente, essa conduta está relacionada à tentativa de 
esconder uma gravidez indesejada ou uma situação de paternidade/maternidade que o agente deseja 
evitar.

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