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MINI SIMULADO
DIREITO PENAL
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Por: Samila Fonteles
Até a farda – Planos de Estudos
MINI SIMULADO - DIREITO PENAL
1. No que concerne aos crimes contra a administração
pública, julgue o item subsecutivo.
Se um servidor público, valendo-se de seu cargo,
apropriou-se, temporariamente, de equipamentos de
informática da repartição e os manteve em residência para
uso particular, durante alguns dias, não se configura o crime
de peculato.
( ) CERTO
( ) ERRADO
2. No que concerne aos crimes contra a administração
pública, julgue o item subsecutivo.
Será sujeito ativo do crime de emprego irregular de verbas
públicas somente o servidor que tenha o poder de
administração das verbas.
( ) CERTO
( ) ERRADO
3. Com referência aos crimes contra a vida, sabe-se que
alguns são tipificações do descrito como homicídio, no artigo
121 do Código Penal, e que outros estão descritos em artigos
próprios, também nesse ordenamento jurídico.
O aborto sentimental pode ser realizado quando o concepto
for fruto de estupro, desde que exista ocorrência policial e
autorização judicial.
( ) CERTO
( ) ERRADO
4. Com referência aos crimes contra a vida, sabe-se que
alguns são tipificações do descrito como homicídio, no artigo
121 do Código Penal, e que outros estão descritos em artigos
próprios, também nesse ordenamento jurídico. Com base no
conhecimento da legislação, julgue o item a seguir.
O crime de infanticídio se caracteriza pela conduta de a mãe,
em estado puerperal, durante o parto ou logo após ele,
matar o próprio filho.
( ) CERTO
( ) ERRADO
5. Com referência aos crimes contra a vida, sabe-se que
alguns são tipificações do descrito como homicídio, no artigo
121 do Código Penal, e que outros estão descritos em artigos
próprios, também nesse ordenamento jurídico. Com base no
conhecimento da legislação, julgue o item a seguir.
O crime de feminicídio corresponde ao homicídio de uma
mulher em qualquer situação, entendimento tido desde a
implantação da Lei do Feminicídio em 2015.
( ) CERTO
( ) ERRADO
6. Com base nas disposições relativas aos crimes previstos no
Código Penal e no entendimento jurisprudencial acerca da
matéria, julgue o item subsecutivo.
Suponha-se que um indivíduo, fingindo trabalhar como
manobrista para um salão de beleza famoso, receba o
veículo de uma cliente a fim de estacioná-lo e, em seguida,
saia com o carro para dar uma volta, restituindo-o,
espontaneamente, horas depois, à sua proprietária, sem
qualquer dano ou prejuízo. Nessa situação hipotética, o fato
é atípico.
( ) CERTO
( ) ERRADO
7. Em 8/11/2021, Almir, visando conseguir dinheiro para
comprar carne e bebidas para a comemoração do seu
aniversário de 18 anos, que aconteceria em 9/11/2021,
utilizou uma arma de fogo para restringir a liberdade da
empresária Emília, colocando-a em cativeiro. Em seguida,
Almir entrou em contato com a família da vítima, exigindo o
pagamento da quantia de R$ 10.000 para a sua liberação.
Apesar das constantes ameaças, a família não pagou o
resgate e avisou o ocorrido à polícia. Três dias seguintes à
restrição da liberdade da vítima, em 11/11/2021, a polícia
conseguiu localizar o cativeiro e libertar Emília.
A partir dessa situação hipotética e considerando o direito
penal vigente, julgue o item a seguir.
Almir praticou o crime de roubo majorado pelo uso de arma
de fogo e pela restrição da liberdade da vítima.
( ) CERTO
( ) ERRADO
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Por: Samila Fonteles
Até a farda – Planos de Estudos
8. Acerca das disposições relativas à competência e à prova
no direito processual penal, julgue o próximo item.
Nos crimes de estelionato contra uma única vítima, quando
praticados mediante depósito, por emissão de cheques sem
suficiente provisão de fundos em poder do sacado ou com o
pagamento frustrado ou por meio da transferência de
valores, a competência será definida pelo local do domicílio
da vítima.
( ) CERTO
( ) ERRADO
9. Sobre aspectos legais dos procedimentos policiais, julgue
o item a seguir.
Violência contra coisa com o objetivo de subtrair coisa móvel
alheia e que não atinja pessoa humana configura crime de
roubo.
( ) CERTO
( ) ERRADO
10. Acerca dos crimes patrimoniais, julgue o item seguinte.
Não há crime de latrocínio quando a vítima reage ao roubo e
mata um dos comparsas do crime.
( ) CERTO
( ) ERRADO
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Por: Samila Fonteles
Até a farda – Planos de Estudos
Gabarito Comentado
1.CORRETO
Uma vez que não existe punição do chamado peculato de
uso. Não existe peculato quando o funcionário público utiliza
um bem qualquer infungível, com intenção de devolver. Não
há peculato quando o funcionário utiliza veículo ou objeto
que lhe foi confiado para o serviço público, para seu próprio
benefício, para fins particulares.
O STF já considerou atípica a conduta de “peculato de uso"
de um veículo para a realização de deslocamentos por
interesse particular (STF. 1ª Turma. HC 108433 AgR/MG, rel.
Min. Luiz Fux, 25/6/2013 - Info 712).
Cuidado: no caso do Prefeito Municipal existe crime, não
importando se a coisa é consumível ou não consumível,
configurando o art. 1, inciso II, do Decreto lei 201/67.
2. CORRETO
O tipo penal atinente ao crime de emprego irregular de
verbas ou rendas públicas consta do artigo 315 do Código
Penal, que tem a seguinte redação:
" Art. 315 - Dar às verbas ou rendas públicas aplicação
diversa da estabelecida em lei".
Com toda a evidência o sujeito ativo do referido delito, para
que possa praticar a conduta, deve deter a condição pessoal
de funcionário público que exerça a função com o devido
poder para empregar verbas públicas sob a sua
responsabilidade, competência que não pode exercida por
qualquer funcionário público e, muito menos, por qualquer
pessoa do povo.
Por consequência, trata-se de crime próprio, ou seja, de
delito cujo agente deve deter condição pessoal específica.
3. ERRADO
O aborto humanitário, sentimental ou piedoso, aceito em
nosso ordenamento jurídico nos casos em que a mulher for
vítima de estupro, está previsto no inciso II, do artigo 128, do
Código Penal. A sua realização depende apenas do
consentimento da gestante e de mais ninguém, não
necessitando de autorização judicial ou de qualquer outra
permissão estatal para que seja concretizado.
Assim sendo, a proposição contida na questão está
equivocada.
4. CORRETA.
Essa era uma questão tranquila que cobrou exclusivamente a
letra de lei, o texto do art. 123 do Código Penal, que traz a
tipificação do crime de infanticídio. Nos termos do art. 123:
“Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho,
durante o parto ou logo após: Pena - detenção, de dois a seis
anos". Conforme Vitor Rios Gonçalves [GONÇALVES, Victor
Eduardo Rios. Direito Penal Esquematizado: parte especial.
7ª ed. São Paulo: Saraiva, p. 154.], “o fenômeno do parto, em
razão da intensa dor que provoca, da perda de sangue, do
esforço necessário, dentre outros fatores decorrentes da
grande alteração hormonal por que passa o organismo
feminino, pode levar a mãe a um breve período de alteração
psíquica que acarrete forte rejeição àquele que está
nascendo ou recém-nascido, visto como responsável por
todo aquele sofrimento. Se, em razão dessa perturbação, a
mãe matar o próprio filho, incorrerá no crime de infanticídio,
em que a pena a ser aplicada é muito mais branda do que a
de um homicídio. A mãe precisa estar 'sob a influência' do
puerpério". A vítima é a criança nascente (passando pelo
canal vaginal, por exemplo) ou recém-nascida. Esse crime
pode ser praticado durante o parto (no momento em que o
filho está nascendo, passando pelo canal vaginal) ou logo
após o nascimento. O legislador não estabeleceu o tempo
desse logo após, mas deve ser algo imediato, ou poucos dias
depois. O período de tempo depende do estado puerperal,
circunstância a ser analisada pelos peritos médicos no caso
concreto.
5. ERRADA
O crime de feminicídio foi introduzido em nosso
ordenamento jurídico-penal pela Lei nº 13.104/2015, queacrescentou o inciso IV, ao § 2º e, ainda, o § 2º- A, ao artigo
121, do Código Penal. Trata-se de uma forma qualificada do
crime de homicídio que se caracteriza pelo fato de ser
praticado contra uma mulher por razões da condição de sexo
feminino. Por sua vez, há razões de condição do sexo
feminino quando a prática do crime envolve violência
doméstica e familiar e o menosprezo ou discriminação à
condição de mulher.
Com efeito, para que fique configurado o feminicídio, não
basta que a vítima seja mulher, devendo estar presentes as
circunstâncias acima mencionadas.
Assim sendo, a proposição contida neste item está
equivocada.
6. CORRETA.
A conduta descrita no enunciado parece enquadrar-se
formalmente no tipo penal relativo ao crime de estelionato,
previsto no artigo 171, do Código Penal, que assim dispõe:
"Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita,
em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro,
mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio
fraudulento".
Note-se que o agente não subtraiu a coisa, mas a recebeu da
vítima, de modo que a conduta não se subsome ao delito de
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furto mediante fraude, figura típica prevista no artigo 155, §
4º, inciso II, do Código Penal. Neste passo, não há que se
falar em furto de uso.
Não obstante, analisando detidamente o fato narrado,
pode-se verificar que o carro foi restituído de modo
espontâneo horas depois, à sua proprietária, sem qualquer
dano ou prejuízo. Falta, portanto, o prejuízo alheio, elemento
constitutivo do tipo, não configurando, assim, o crime de
estelionato.
7. ERRADA
A conduta descrita no enunciado da questão, subsome-se ao
crime de extorsão mediante sequestro, na forma qualificada,
conforme previsto no § 1º, artigo 159, do Código Penal,
senão vejamos:
"Art. 159 - Seqüestrar pessoa com o fim de obter, para si ou
para outrem, qualquer vantagem, como condição ou preço
do resgate:
Pena - reclusão, de oito a quinze anos.
§ 1o Se o seqüestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas,
se o seqüestrado é menor de 18 (dezoito) ou maior de 60
(sessenta) anos, ou se o crime é cometido por bando ou
quadrilha.
Pena - reclusão, de doze a vinte anos.
(...)".
A situação hipotética descrita deixa bem claro que o agente
empregou a grave ameaça representada pelo emprego da
arma de fogo com a intenção de obter vantagem, como
condição ou preço do resgate. Não há notícia de dolo de
subtrair coisa na posse da vítima, devendo ser afastada a
inferência de que a conduta constituiria o crime de roubo.
Embora a conduta delitiva tenha sido iniciada quando o
agente ainda era menor de idade, trata-se de crime
permanente, cuja consumação se protrai no tempo, até
quando o agente a queira interromper. No caso, a situação
antijurídica gerada se prolongou até momento posterior à
maioridade do agente, passando de ato infracional ao crime
ora mencionado.
8. CORRETA
Anteriormente, a resposta estaria em súmula do STF:
Súmula 521-STF: O foro competente para o processo e
julgamento dos crimes de estelionato, sob a modalidade da
emissão dolosa de cheque sem provisão de FUNDOS, é o do
local onde se deu a RECUSA do pagamento pelo sacado.
Contudo, a matéria foi tratada por ocasião da L.14.155/21:
Art. 70, CPP. A competência será, de regra, determinada
pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de
tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de
execução.
§ 4º Nos crimes previstos no art. 171 do Decreto-Lei nº
2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), quando
praticados mediante depósito, mediante emissão de cheques
sem suficiente provisão de fundos em poder do sacado ou
com o pagamento frustrado ou mediante transferência de
valores, a competência será definida pelo local do domicílio
da vítima, e, em caso de pluralidade de vítimas, a
competência firmar-se-á pela prevenção. (Incluído pela Lei
nº 14.155, de 2021).
9. ERRADO
Para configurar o crime de roubo, a violência ou a grave
ameaça deve ser empregada contra a pessoa e não contra a
coisa. Neste sentido, confira-se o disposto no artigo 157 do
Código Penal, que tipifica o referido delito, senão vejamos:
"subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem,
mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de
havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de
resistência".
O emprego de violência contra coisa, para a subtração de
coisa alheia móvel, caracteriza o delito de furto qualificado,
previsto no artigo 157, § 4°, inciso I, do Código Penal, que
assim dispõe:
"Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia
móvel:
(...)
§ 4° - A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o
crime é cometido:
I - com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração
da coisa;
(...)".
10. ERRADA
O latrocínio é nada mais do que o roubo qualificado pela
morte, previsto no art. 157, § 3º, II do Código Penal.
Roubo
Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para
outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou
depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à
impossibilidade de resistência:
Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa.
(...)
§ 3º Se da violência resulta:
I – lesão corporal grave, a pena é de reclusão de 7 (sete) a 18
(dezoito) anos, e multa;
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Até a farda – Planos de Estudos
II – morte, a pena é de reclusão de 20 (vinte) a 30 (trinta)
anos, e multa.
Assim, só haverá latrocínio quando, a partir da
violência utilizada pelo sujeito ativo para instrumentalizar a
subtração da coisa alheia móvel, há o resultado morte de
alguém. Caso a vítima mate um dos agentes do crime de
roubo, haverá legítima defesa ou homicídio (caso exista
excesso).
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