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Direito Penal - Roubo
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Resumo sobre o Crime de Roubo no Código Penal Brasileiro O crime de roubo, conforme definido no artigo 157 do Código Penal (CP), é um delito que envolve a subtração de bens alheios mediante violência ou grave ameaça. O bem jurídico protegido por este tipo penal é tanto o patrimônio da vítima quanto sua integridade física. O roubo é considerado um crime complexo, resultante da combinação de furto e constrangimento ilegal, onde o sujeito ativo pode ser qualquer pessoa, exceto o proprietário do bem subtraído. O sujeito passivo, por sua vez, é qualquer indivíduo que sofra a violência ou ameaça, independentemente de ser o proprietário do bem. Por exemplo, em um roubo a um posto de gasolina, o frentista agredido e o cliente ameaçado são vítimas, mas não testemunhas do crime. O artigo 157 do CP classifica o roubo em diferentes categorias, incluindo o roubo simples (próprio e impróprio) e o roubo majorado. O roubo próprio ocorre quando a subtração é realizada diretamente com o uso de violência ou ameaça, enquanto o roubo impróprio se caracteriza pela subtração seguida de violência para garantir a impunidade. A pena para o roubo simples varia de quatro a dez anos de reclusão, além de multa. O roubo impróprio, por sua vez, é considerado um furto que se transforma em roubo devido às circunstâncias que envolvem a violência posterior à subtração. Exemplos práticos ajudam a ilustrar essas definições: um indivíduo que ameaça outro para roubar uma motocicleta comete roubo próprio, enquanto aquele que subtrai uma TV e, ao ser surpreendido, agride o proprietário, comete roubo impróprio. As modificações legislativas trazidas pelas Leis 13.654/18 e 13.964/19 introduziram novas nuances ao crime de roubo, especialmente no que diz respeito às causas de aumento de pena. O artigo 157, §2º, estabelece que a pena pode ser aumentada em um terço até a metade em diversas situações, como o uso de arma, a participação de mais de uma pessoa no crime, ou se a vítima estiver transportando valores. A inclusão de armas brancas e de fogo como fatores que agravam a pena reflete uma preocupação com a segurança pública. Além disso, o §3º do mesmo artigo trata das consequências mais graves do roubo, como lesões corporais graves ou morte, que são considerados crimes hediondos. A distinção entre roubo e latrocínio, onde a morte é um meio para a subtração, é crucial, pois o latrocínio é tratado como um crime contra o patrimônio, não contra a vida, e a competência para seu julgamento é do juiz singular, não do tribunal do júri. Destaques O roubo é um crime que envolve a subtração de bens alheios mediante violência ou grave ameaça, protegendo o patrimônio e a integridade física da vítima. O crime é classificado em roubo simples (próprio e impróprio) e roubo majorado, com penas que variam de quatro a trinta anos, dependendo das circunstâncias. Modificações legislativas recentes introduziram causas de aumento de pena, como o uso de armas e a participação de múltiplos agentes. O roubo qualificado por lesão corporal ou morte é considerado crime hediondo, refletindo a gravidade das consequências para a vítima. A distinção entre roubo e latrocínio é fundamental, com o latrocínio sendo um crime contra o patrimônio, onde a morte é um meio para a subtração.

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