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QUESTÕES - QUIMICA FARMACEUTICA MEDICINAL II
Desenvolvimento de fármacos
(PROVA) 01 - A pesquisa clínica é composta de diversas fases, que, quando obtêm bons resultados, encaminhará o novo fármaco para comercialização. Analise as afirmações abaixo:
I. A pesquisa clínica é dividida em quatro fases, em que se estuda segurança e atividade do fármaco somente em pessoas que possuem a patologia.
II. As fases da pesquisa clínica se detêm a estudar atividade e segurança do composto em pessoas saudáveis e que possuam a patologia alvo.
III. A fase I tem o foco de estudar a segurança do fármaco em voluntários saudáveis.
IV. A fase IV é uma fase crítica, pois ocorre após a comercialização e tem o objetivo de verificar quais são efeitos adversos raríssimos e efeitos que surgem com uso crônico.
Quais afirmações estão corretas?
A. Apenas a II.
B. Apenas II e III.
C. I, III e IV.
D. II, III e IV.
E. Todas estão corretas.
Alternativa D
As fases clínicas sempre são realizadas com voluntários. Na fase I com voluntários saudáveis e o foco é na segurança do fármaco. Nas fases II e III, os voluntários possuem a patologia. Na fase IV, a venda já foi liberada e são observados os efeitos de exposição prolongada.
02 – A natureza viral do herpes simples recorrente peribucal e intrabucal requer uma terapêutica que promova a chegada das moléculas do medicamento até o interior das lesões ou, mais precisamente, até o interior das células hospedeiras. As moléculas do medicamento devem chegar ao interior das células epiteliais e neurais, pois esse é o local onde cada partícula viral está sendo construída. Essa necessidade implica uma terapêutica antiviral por via oral, com absorção intestinal e cujas moléculas viabilizem sua chegada até as lesões via corrente sanguínea. Na manifestação do herpes simples labial em pacientes imunocompetentes, qual período clínico é o mais indicado para iniciar o tratamento com antivirais?
A) Qualquer período é indicado.
B) Período clínico ativo.
C) Período reparatório.
D) Período prodrômico.
E) Período de formação de pústulas.
Alternativa D
Na manifestação do herpes simples labial, causado pelo vírus HSV1 (ou ocasionalmente HSV2), em pacientes imunocompetentes, podem ser distinguidos os 3 períodos clínicos da doença: (1) prodrômico, (2) clínico ativo e (3) reparatório. O período prodrômico do herpes simples recorrente peribucal ocorre até 24 horas antes de a doença se manifestar. A identificação desse período permite antecipar-se à manifestação clínica, prevenindo lesões maiores e desconfortáveis.
Quando as lesões herpéticas são diagnosticadas no período prodrômico e a terapêutica é aplicada, os resultados são muito melhores e as lesões clinicamente ativas podem até ser evitadas. O portador de herpes simples recorrente labial pode prever com antecedência de até 24 horas o aparecimento das vesículas e bolhas, pois detecta a sintomatologia: o local fica dolorido nas primeiras 12 horas, depois se torna discretamente edemaciado, com prurido e ardência. Quase sempre, junto com estes sintomas, o local apresenta-se eritematoso e quente. 
03 – Um paciente realizou cirurgia cardíaca e, após, começou a utilizar, junto a medicamentos para hipertensão, varfarina, por prescrição médica. Após 2 meses de uso, não conseguiu colocar os valores de INR dentro do esperado para a dose recomendada. Sendo assim, teve hemorragias esporádicas que o levaram a uma anemia. Após investigação mais acurada, o médico, em conjunto com o farmacêutico, descobriu que o paciente usava cimetidina há muito tempo por prescrição de outro médico para tratamento de úlcera gástrica. Dessa forma, por que não foi possível acertar a dose de varfarina do paciente?
A) Porque os medicamentos para hipertensão, de modo geral, não podem ser usados com varfarina.
B) Porque a varfarina não podia ter sido prescrita após a cirurgia cardíaca.
C) Porque a cimetidina causa hemorragia.
D) Porque a cirurgia cardíaca não poderia ter sido realizada em paciente com úlcera gástrica.
E) Porque a cimetidina faz parte dos bloqueadores H2 e inibe o citocromo P450.
Alternativa E 
A cimetidina é utilizada no tratamento de úlceras gástricas e, até mesmo, para controlar hemorragias no estômago; porém, ela inibe o citocromo P450 no fígado, que é responsável por metabolizar os fármacos. Nesse caso, não sendo metabolizada, a varfarina aumenta sua concentração e leva a episódios de hemorragia. Os medicamentos para hipertensão não interferem na ação da varfarina, e esta é recomendada após cirurgias para evitar a formação de coágulos no sangue. Por fim, a cirurgia cardíaca pode ser realizada em pacientes com úlcera, desde que o médico seja informado.
Com relação à indicação e ao uso de medicamentos diuréticos, existe a necessidade de cuidado sobre a situação do paciente, pois é preciso avaliar as condições clínicas para não agravar algum problema já existente. Um idoso com história de doença cardíaca é trazido ao pronto-socorro com dificuldade respiratória. O exame revela edema pulmonar. Qual o tratamento indicado?
A. Acetazolamida.
B. Clortalidona.
C. Hidroclorotiazida.
D. Furosemida.
E. Espironolactona.
Alternativa D
É uma situação potencialmente fatal. É importante administrar um diurético que reduza o acúmulo de líquido nos pulmões, melhorando a oxigenação e a função cardíaca. Os diuréticos de alça são mais eficazes na remoção de grandes volumes de líquido do organismo e são o tratamento de escolha nessa situação. Nesse caso, a furosemida deve ser administrada por via intravenosa. Os demais diuréticos são inadequados para essa situação.
Em qualquer situação de prescrição de medicamentos em geral, é necessário conhecimento dos efeitos adversos, das interações medicamentosas e, não menos importante, da estrutura química que derivou esse medicamento para evitar reações adversas inesperadas em pacientes com histórico de alergias. Dentro desse contexto, qual dos seguintes diuréticos deve ser evitado em um paciente com anamnese de reação anafilática grave às sulfonamidas?
A. Amilorida.
B. Hidroclorotiazida.
C. Manitol.
D. Espironolactona.
E. Triantereno.
Alternativa B
A hidroclorotiazida, como vários tiazídicos, contém a molécula de sulfa na sua estrutura. É importante evitar seu uso em indivíduos com hipersensibilidade grave a medicação com sulfas. Contudo, pode ser usada com cautela naqueles com reação leve (menor) às sulfas. Os demais diuréticos (amilorida, manitol, espironolactona e triantereno) não irão causar reações alérgicas, por não terem a molécula de sulfa em sua estrutura.
Aspectos teóricos da ação de fármacos
(PROVA) O mecanismo de ação dos fármacos é uma área da química farmacêutica que se ocupa em estudar a relação estrutura-atividade (REA) das drogas no seu sítio de ação. De maneira geral, um fármaco pode desempenhar seu efeito terapêutico via mecanismos de ação específicos ou inespecíficos. A cerca dos mecanismos de ação dos fármacos, assinale a alternativa correta.
A) Para que um fármaco específico exerça sua atividade terapêutica, ele deve se ligar a uma molécula-alvo, que pode ser um receptor ou uma macromolécula endógena, portanto, a atividade de um composto depende exclusivamente de sua ligação ao receptor e independe da sua estrutura química.
B) Fármacos estruturalmente específicos são fármacos cuja a estrutura química é conhecida. Nesses fármacos, os grupos farmacológicos são os grupos responsáveis pela ação, mas também pelos efeitos colaterais.
C) Para que um fármaco específico ou inespecífico exerça sua atividade terapêutica, ele deve se ligar a uma molécula-alvo, que pode ser um receptor ou uma macromolécula endógena, ou ainda desempenhar sua ação via interações físico-químicas, portanto, a atividade de um composto depende exclusivamente de sua ligação ao receptor e depende da sua estrutura química.
D) Para que um fármaco inespecífico exerça sua atividade terapêutica, ele deve se ligar a uma molécula-alvo, que pode ser um receptor ou uma macromolécula endógena, portanto, a atividade de um composto depende exclusivamente de sua ligação ao receptore depende da sua estrutura química.
E) Para que um fármaco específico ou inespecífico exerça sua atividade terapêutica, ele deve se ligar a uma molécula-alvo, que pode ser um receptor, ou ainda desempenhar sua ação via interações físico-químicas, portanto, a atividade de um composto depende não somente de sua ligação a um receptor, uma vez que os fármacos ditos inespecíficos agem por outras vias.
Alternativa E
Os fármacos específicos precisam se ligar a um receptor biológico para exercer sua ação. Já os fármacos inespecíficos exercem sua atividade por meio de interações físico-químicas. Um exemplo de fármaco específico é o diclofenaco, um inibidor não específico das enzimas COX1/COX2, que são precursoras do processo inflamatório. Assim, esse fármaco tem como alvo essas enzimas, se ligando a elas e inibindo a inflamação. Como fármaco inespecífico, há os antiácidos, como o leite de magnésio (composto básico), que tem a acidez estomacal por neutralização do ácido clorídrico.
Agentes citostáticos
A cisplatina é um fármaco amplamente utilizado para tratamento de diversos tumores malignos. Embora potencialmente ativa, a cisplatina apresenta elevados efeitos colaterais. Para minimizar esses efeitos em pacientes com tratamento contínuo, muitas vezes se opta pela substituição da cisplatina pela carboplatina.
Com base na estrutura química da cisplatina e da carboplatina, assinale a alternativa correta, a qual justifica a substituição da cisplatina pela carboplatina no tratamento quimioterápico.
A. A carboplatina apresenta efeitos tóxicos (nefrotoxicidade) diminuídos quando em comparação com a cisplatina. Isso ocorre pela presença do grupamento químico dicarbixilato na estrutura da carboplatina. O dicarboxilato facilita a excreção do fármaco, diminuindo sua toxicidade.
B. A cisplatina apresenta efeitos tóxicos (nefrotoxicidade) diminuídos quando em comparação com a carboplatina. Isso ocorre pela presença do grupamento químico dicarbixilato na estrutura da cisplatina. O dicarboxilato facilita a excreção do fármaco, diminuindo sua toxicidade.
C. A cisplatina apresenta efeitos colaterais aumentados quando em comparação com a carboplatina. Isso ocorre pela inserção de grupamentos complexantes ao DNA da célula tumoral, uma vez que a carboplatina tem efeitos terapêuticos de alquilação, e não de complexação.
D. Ambos os fármacos apresentam toxicidades semelhantes quando administrados em dose única, porém, em sua continuação, a cisplatina apresenta efeitos colaterais potencialmente tóxicos a células normais e tumorais.
E. A carboplatina tem tempo de meia-vida menor que a cisplatina. Assim, sua concentração sanguínea está diminuída, exigindo maiores administrações durante o tratamento quimioterápico.
Alternativa A
Em tratamentos quimioterápicos longos o médico costuma substituir a cisplatina (fármaco nefrotóxico) pela carboplatina. Essa troca é possível baseada do perfil de excreção da carboplina, pois esta tem um grupamento químico dicarboxilato, o qual a torna mais polar e mais facilmente excretada, diminuindo seu tempo de depuração renal e, consequentemente, seu efeito nefrotóxico.
Questão Dissertativa – Agentes antibacterianos
Em geral, infecções bacterianas ocorrem em pacientes imunocomprometidos, ou seja, com baixa imunidade (como pacientes portadores de HIV, pacientes em transplantes). A redução da imunidade refere-se a uma diminuição na quantidade ou funcionalidade de células de defesas (como os linfócitos, neutrófilos, etc.), que são a nossa principal linha de defesa contra agentes agressores.
Com essa deficiência, as bactérias aproveitam para se proliferar sem que sejam combatidas. Para isso, a medida clínica adotada é o uso de antibióticos, que, por via de regra, combatem o patógeno e ajudam o organismo a melhorar a imunidade.
Porém, com o uso contínuo desses medicamentos, pode ser notada uma diminuição drástica do sistema imune, bem como o agravamento dos efeitos colaterais.
Desenvolva uma teoria que possa explicar essa diminuição na imunidade causada pelo uso contínuo de antibióticos.
Padrão de resposta esperado
Os antibióticos são fármacos que têm o objetivo de eliminar a carga bacteriana, e, apesar de normalmente ajudarem o corpo a melhorar a imunidade, nossa microbiota natural possui muitas bactérias essenciais para o funcionamento do organismo. Elas atuam desde a absorção de nutrientes até a proteção contra patógenos, visto que competem pelo mesmo ambiente.
A utilização prolongada ou sem supervisão de um profissional habilitado pode causar um desequilíbrio grave na flora e impactar diretamente o sistema imune do indivíduo.
Anestésicos locais
Os anestésicos locais na área da obstetrícia, isto é, nos cuidados de gestantes e recém-nascido, requerem atenção especial, pois é necessário manter a manutenção dos sinais vitais da mãe e do bebê, sendo muito importante a escolha do anestésico local ideal e seguro para o procedimento a ser efetuado.
Suponha que você é anestesista em um hospital. 
Qual anestésico você deverá utilizar para raquianestesia dessa gestante? Explique. 
Padrão de resposta esperado
No caso de gestantes, é necessário cuidado em relação aos anestésicos locais, pois as amidas costumam atravessar a barreira placentária por apresentarem menor grau de ligação proteica, como a lidocaína e a mepivacaína, que em hipótese alguma deve ser utilizada em razão do alto grau de toxicidade para recém-nascidos.
​​​​​​​A bupivacaína hiperbárica a 0,5% é o agente anestésico local (AL) mais frequentemente utilizado. Por esta via, sua duração de ação é de 1,5 a 2 horas, tempo suficiente para a grande maioria das operações cesarianas. As doses variam, mas não excedem 15 mg, em razão do risco de complicações pelo bloqueio alto. Recentemente, o emprego de substâncias adjuvantes, como opioides lipossolúveis, tem permitido o emprego de doses cada vez menores de bupivacaína hiperbárica a 0,5% (12,5, 10 e até 8 mg), capazes de produzir anestesia cirúrgica satisfatória, sem a necessidade de um cateter peridural para adequação do nível. 
Depressores do sistema nervoso central
De forma geral, os fármacos depressores do sistema nervoso central atuam como agonistas do neurotransmissor ácido ϓ-aminobutírico (GABA). Nesse contexto, tais fármacos, ao se ligarem aos receptores do neurotransmissor GABA, mimetizam sua ação e exercem efeitos que induzem a diminuição da atividade cerebral. Com relação às características do neurotransmissor GABA, assinale a alternativa correta.
A) O GABA é um neurotransmissor inibitório do sistema nervoso central e se liga a receptores específicos do tipo ionotrópico e metabotrópico.
B) O GABA é um hormônio inibitório do sistema nervoso central e se liga a receptores ionotrópicos ou metabotrópicos e receptores acoplados à proteína G.
C) O GABA é um neurotransmissor excitatório do sistema nervoso central e se liga a receptores específicos do tipo ionotrópico e metabotrópico.
D) O GABA é um neurotransmissor misto do sistema nervoso central e se liga a receptores específicos do tipo ionotrópico e metabotrópico.
E) O GABA é uma proteína excitatória mista do sistema nervoso central e se liga a receptores específicos do tipo ionotrópico e metabotrópico.
Alternativa A
O GABA representa o principal neurotransmissor inibitório do sistema nervoso central e está envolvido em vários processos fisiológicos e patológicos do organismo humano. Esse importante neurotransmissor é produzido a partir do glutamato e sua ação se dá por ligações a seus receptores de superfície de membrana, que podem ser do tipo ionotrópico ou metabotrópico.
As interações medicamentosas são de extrema importância no tratamento correto de pacientes e devem ser cuidadosamente analisadas, uma vez que podem reduzir ou potencializar o efeito ou o tempo de meia-vida de um fármaco. Com relação à interação medicamentosa entre a eritromicina e o midazolam, considere as seguintes assertivas:
I. A eritromicina inibe o metabolismo do midazolam e causa prolongamento e intensificação do seu efeito.
II. Coadministrar alprazolam e digoxina (umglicosídeo cardiotônico usado na insuficiência cardíaca congestiva) intensifica o efeito da digoxina.
III. A combinação de opioide e diazepam reduz de forma marcante a pressão arterial e a resistência vascular periférica.
IV. O cetoconazol (antifúngico) potencializa os efeitos dos benzodiazepínicos, inclusive os efeitos colaterais.
Assinale a alternativa correta.
A) Somente a assertiva I está correta.
B) Somente a assertiva II está correta.
C) Somente as assertivas II e III estão corretas.
D) Somente as assertivas I e IV estão corretas.
E) Todas as assertivas estão corretas.
Alternativa E
Os antibióticos macrolídeos, como a eritromicina, são conhecidos por inibirem a CYP3A4 e a glicoproteína P. A citocromo P450 CYP3A4 metaboliza os BZD no fígado. Com a inibição da enzima CYP3A4, os BZD aumentam seus níveis plasmáticos. Outros inibidores da CYP3A4 são os antirretrovirais, os antifúngicos imidazólicos, a valeriana (fitoterápico), bloqueadores do canal de cálcio (verapamil, diltiazem), a cimetidina, a norfloxacina, a toranja (grapefruit), entre outros. A glicoproteína P é um produto do gene de multirresistência a fármacos (MDR1), que age como bomba de efluxo ATP-dependente que transporta fármacos e xenobióticos para a parte externa das células do fígado, dos rins, do cérebro, do trato gastrintestinal, das células tumorais e das células das barreiras hematoteciduais. Ela está envolvida no processo de absorção, distribuição, metabolismo e excreção de diferentes fármacos, como agentes quimioterápicos, glicosídeos cardíacos (digoxina), inibidor da protease HIV-1 e ciclosporina. A expressão diferenciada da glicoproteína P indica que esta apresenta um papel de proteção do organismo contra agentes xenobióticos, excretando esses componentes na bile, na urina e no lúmen intestinal, e também prevenindo seu acúmulo no cérebro. A digoxina é um substrato da glicoproteína P. Assim, o alprazolam e o diazepam aumentam os níveis séricos de digoxina, possivelmente por diminuírem a sua excreção renal. A principal via de eliminação é a excreção renal da digoxina inalterada. Com opioides, os efeitos sedativos são aumentados simplesmente por efeito aditivo.
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