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na pintura de Rafael,  Platão  aponta  o  dedo para  cima  (para o  mundo das   ideias)  e
Aristóteles faz referência para baixo (para o mundo material).  
 
10: Na   “Alegoria   da  Caverna”,   Platão   refere-se   à   figura   do   filósofo   como   aquele
responsável por tirar os homens das sombras e trazê-los à luz. Isso significa fazê-los
conhecer a verdade do mundo das ideias, o que só pode acontecer por meio da filosofia.
A educação proposta na República acompanha o mesmo caminho: os jovens devem ser
educados no exercício da filosofia e da virtude para saírem das sombras. Somente assim
poderão conhecer as ideias verdadeiras e o Sumo Bem, podendo, portanto, guiar uma
cidade da maneira justa.  
 
11: a) O interior da caverna corresponde ao mundo material sensível,  das imagens e
opiniões   falsas   que  os   homens   conhecem.  Corresponde   a   uma   cópia   imperfeita   do
mundo das ideias.
b) O mundo da superfície corresponde ao mundo das ideias, o mundo inteligível, onde
existem as  essências.  É  este  o  mundo que  o   filósofo  chega  a  conhecer  mediante  a
atividade filosófica.
 
12: Pode-se dizer que no período pré-socrático as principais preocupações dos filósofos
eram em relação à origem do mundo, das causas de transformação da natureza e, por
extensão,  da origem e  transformação dos seres humanos.  Não é  por acaso que esse
período é também chamado de período cosmológico.  
 
13: O mobilismo de Heráclito é baseado na ideia do mundo como um eterno devir e no
equilíbrio de contrários. Nesse sentido, o mundo é visto como estando em constante
mudança   entre   aquilo   que   é   e   o   seu   contrário,   ou   seja,   aquilo   que   não   é.   Em
contraposição, Parmênides considera que o ser é uno, imutável e eterno. Isso porque se
o   ser   fosse   algo   diferente   daquilo   que   é,   ele   seria   um   não   ser.  Esse   “não   ser”   é
impossível na acepção de Parmênides, dado que o ser será sempre uno.  
 
14: O texto nos faz perceber que, segundo Platão, a verdade do conhecimento necessita
de  uma norma superior,  que  é  o  Bem.  Platão  explica  essa  concepção  fazendo uma
analogia com o mundo sensível. Uma vez que a luz e a vista são semelhantes ao sol,
mas não é o sol, da mesma forma, no mundo inteligível, a verdade do conhecimento é
semelhante ao bem, mas não é o próprio bem, que lhes é superior.   
 
15: Alguns fragmentos expõem o caráter enigmático do pensamento de Heráclito e as
suas   teses  mais  conhecidas,  a   saber:  1)  o  mundo como eterno  devir;  2)  a   luta  dos
contrários e a unidade na multiplicidade; e 3) o fogo como elemento primordial, como
princípio organizador da natureza.
 
1) “Não podemos entrar duas vezes no mesmo rio: suas águas não são nunca as mesmas
e nós não somos nunca os mesmos”.
2) “A guerra é o pai e o rei de todas as coisas”. “É necessário saber que a guerra é a
comunidade;   a   justiça   é   discórdia;   e   tudo   acontece   conforme   a   discórdia   e   a
necessidade”. “Tudo é um”.
3) “Este mundo, o mesmo e comum para todos, nenhum dos deuses e nenhum homem o
fez; mas era, é e será um fogo sempre vivo, acendendo-se e apagando-se conforme a
medida”.

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