Prévia do material em texto
GESTÃO DE PROCESSOS E PROJETOS AULA 3 Profª Manon Garcia 2 CONVERSA INICIAL Projetos sempre vão existir, por diversas razões, mas a decisão de realizar um projeto em detrimento de outro, ou se ele vai refletir e trazer resultados satisfatórios, é uma decisão estratégica e deve ser avaliada durante o processo de iniciação do ciclo de vida de projetos. Os projetos são o que movem boa parte da economia mundial, eles são a garantia de sobrevivência e a existência das organizações e dos negócios mundiais, haja vista que as empresas necessitam e realizam projetos diariamente para se manter no mercado competitivo. Um estudo realizado acerca da gestão de projetos demonstrou que, em 2015, aproximadamente, um terço do PIB da economia é gerado por meio de projetos, isso porque para muitas organizações eles são o que garantem a existência e o crescimento dos negócios, sua sobrevivência, vantagem competitiva de mercado e crescimento (Prado, 2016). A área de gestão de projetos está em constante evolução e demanda de múltiplas abordagens e metodologias para atender cada projeto, segundo suas especificidades e recursos. É de extrema importância definir, entre os diferentes tipos e metodologias, os que mais se alinham com as premissas da organização, com o projeto, seus objetivos, recursos disponíveis, visando contribuir para o seu sucesso. Nesta etapa, vamos conhecer as principais metodologias de gestão de projetos, bem como veremos uma explicação sobre cada uma delas. Lembrando que neste estudo vamos adotar o PMBOK 6ª edição (2017), apesar de já existir o PMBOK 7ª edição, em razão de que são metodologias distintas e que se aplicam a todos os projetos, independentemente do tamanho e da complexidade. Sendo assim, apesar de usar uma ou a outra, vamos adotar para nosso estudo de gestão de projetos o modelo PMBOK 6ª edição; com ele, daremos início às etapas de desenvolvimento de um projeto. Começamos a desenvolver a iniciação do projeto, com seus grupos de processos e formalização do Termo de Abertura de Projeto (TAP). Passamos para a etapa de planejamento do projeto, portfólio e programa, atribuição dos papéis e responsabilidades do projeto. 3 CONTEXTUALIZANDO Falta de comunicação eficaz é um dos principais, se não o maior, problema na gestão de projetos. É fundamental que os stakeholders estejam alinhados e engajados com o projeto, e a comunicação é uma ferramenta estratégica para o sucesso desse. Se os stakeholders não possuírem informações e atualizações do projeto, é muito provável que cooperem com suas responsabilidades e com o projeto como um todo. Analise as afirmativas seguintes e responda. I – Os stakeholders são divididos em dois grupos de interesse de acordo com sua influência e poder no projeto: stakeholders primários e stakeholders secundário. II – Os stakeholders podem ser internos e externos; os externos não impactam e nem interagem no projeto e, por isso, não precisam ser gerenciados. III – O mapa de gerenciamento de stakeholders é uma ferramenta estratégica para gerenciar o projeto de forma eficiente. Analisando as questões, assinale a alternativa correta. a) Todas as afirmativas estão corretas. b) Apenas as afirmativas I e II estão corretas. c) Apenas as afirmativas I e III estão corretas. d) Apenas as afirmativas II e III estão corretas. e) Nenhuma das afirmativas está correta. TEMA 1 – METODOLOGIAS PARA A GESTÃO DE PROJETOS Já temos disponível no mercado algumas metodologias de gestão de projetos que são utilizadas por empresas para facilitar a execução, melhoria da eficiência ao processo e a maturidade em projetos. As mais recentes buscam modelos com mais agilidade e flexibilidade para a equipe e clientes; isso é uma tendência nos processos de desenvolvimento interativos e incrementais. Note que quando falamos de desenvolvimento interativo e incremental de projetos, referimo-nos às metodologias lean1 ou gestão de projetos Agile, em que 1 A metodologia lean é uma filosofia que visa zerar desperdícios, diminuir custos e aumentar a produtividade dentro de uma empresa. Aliado ao uso de tecnologias, esse método fornece os meios para uma gestão eficiente com foco em garantir uma entrega de máxima qualidade para 4 aplicamos práticas, métodos e ferramentas para reduzir custos, gerenciar a eficiência e administrar os problemas de maneira mais flexível e dinâmica, podendo ser implementados por qualquer equipe ágil, ou não. Nesse modelo, os requisitos estarão sempre sendo revistos e complementados, porque os projetos são divididos em ciclos menores e curtos, com entregas parciais que receberam avaliação, melhorias e implementação de funcionalidades que serão aplicadas nos ciclos e nas fases subsequentes até que o resultado esteja entregável. Apesar de andarem juntos, e serem como que equivalentes, há uma diferença entre eles que pode ajudar na escolha de um modelo de gestão para um projeto. No desenvolvimento interativo, ao final de cada ciclo, ocorre uma entrega parcial, são subconjuntos completos de funcionalidades; já no desenvolvimento incremental, a entrega parcial é uma versão básica que receberá avaliação e incrementos até que se tenha todas as funcionalidades necessárias. Como já abordado, vamos adotar o modelo de gestão de projetos do Guia PMBOK® do Project Management Institute 6ª edição (2017). Este guia, por ser o que mais tem sido aplicado nacional e internacionalmente, pode ser utilizado isoladamente por equipes pequenas em projetos convencionais, mas pode se associar a outras metodologias, mais detalhadas, no caso de projetos complexos em grandes equipes. 1.1 Tipos de metodologia de gestão de projetos Vamos conhecer algumas das mais relevantes metodologias de gestão de projetos. 1. Método ágil ou agile: é um método de gerenciamento de projetos que busca dar maior rapidez aos processos e à conclusão de tarefas, para aumento da produtividade e com melhores resultados, utilizado especialmente no segmento de TI. A gestão de projetos ágil é baseada em uma abordagem colaborativa, rápida e eficaz, interativa e fundamentada em dados, pensada para valorizar mais os indivíduos do que os processos, desenvolvendo fluxos de trabalho mais ágeis, flexíveis e com total interatividade. Esse modelo de gestão pode ser associado ao o cliente final. Disponível em . Acesso em: 20 mar. 2023. 5 uso de outra metodologia, que seja mais detalhada para refinar ainda mais o desenvolvimento do projeto, e com isso obter melhores resultados para o cliente. As metodologias mais utilizadas associadas à ágil são o Método Agile Scrum, o Método Agile Kanban, o Método XP, o Método Ágil Cristal e até mesmo o Método Ágil Scrumban; 2. Método lean: é uma abordagem de gestão de projetos que busca tornar o projeto mais enxuto visando garantir a redução de custos, diminuição de desperdícios e aumento da produtividade. A metodologia lean utiliza as ferramentas lean para garantir fluxos contínuos, redução de desperdícios e de atividades de baixo valor agregado, que são representados pelos 3Ms: Muda (desperdício), Mura (inconsistência) e Muri (sobrecarrega). As principais ferramentas lean são os 5S: Kanbam, eventos Kaizen, Poka Yoke, entre outras; 3. Método Waterfall (modelo Cascata): é um método tradicional, usado desde a Segunda Guerra Mundial, também conhecido como método preditivo; nele, as tarefas são divididas em dependência, fazendo com que sejam sequenciais, de cima para baixo, em feito cascata. Nesse modelo, uma fase só inicia quando a anterior é encerrada e aprovada, sendo mais fácil de gerenciar porque todos os detalhes são muito bem planejados previamente com custos, escopo e cronograma fixos. Esse método é utilizado em projetos cujos requisitos são bem definidos e nãosão previstas alterações, normalmente em projetos de implementação de melhorias e adaptações de produtos e serviços; 4. Método Scrum: é uma metodologia ágil de otimização do tempo de desenvolvimento das atividades, que emprega uma abordagem interativa e incremental para aperfeiçoar a previsibilidade e o controle de riscos. Nesse modelo, os projetos organizados em ciclos são os Sprints, quebrados em períodos determinados em que será realizada uma série de atividades. A gestão de projetos é planejada e gerenciada nas reuniões do Scrum, reuniões diárias com a equipe e que têm por objetivo planejar as atividades todos os dias a partir do que já foi realizado e que deverá ser, sprint a sprint, até que o resultado final esteja entregável; 5. Kanban: é uma metodologia japonesa, criada pela Toyota após a Segunda Guerra Mundial, para reduzir os estoques, evitar gargalos e atrasos nas linhas de produção. Essa é uma abordagem visual de gestão 6 de projetos, que pode ser acrescentada ao método Agile, que usa elementos visuais, em particular os quadros com cartões de atividades para melhorar a visualização dos fluxos de trabalho e o progresso do desenvolvimento do projeto. Os quadros Kanban se concentram nas principais tarefas do projeto, basicamente são três colunas, uma para as atividades para fazer (to do), outra para fazendo (doing) e outra feita (done). À medida que as atividades são realizadas, os cartões vão mudando de coluna no quadro Kanbam. Há outras versões de quadros com mais colunas a depender da divisão dos grupos de processos necessários para cada projeto; 6. Scrumban: é uma abordagem híbrida que integra o que há de melhor tanto no modelo Scrum quanto no Kanbam. Ela utiliza a divisão em ciclos mais curtos, ciclos de Sprints, as reuniões de Scrum são diárias e as tarefas são inseridas no planejamento visual, como nos quadros Kanban; 7. Project Model Canvas: é uma metodologia de gestão ágil e intuitiva, criada e adaptada do Canvas Model para negócios, com o objetivo de reduzir o tempo de gestão, focando no que realmente importa para o desenvolvimento do projeto. O Canvas é um template no qual as perguntas: “por quê?”; “o quê?”; “quem?”; “como?”; “quanto?” e “quando?” serão respondidas por meio de post-it, durante a reunião de brainstorming com a equipe de pessoas relevante para a execução do projeto; 8. Extreme Programming – XP: tem por objetivo assegurar maior agilidade nas entregas e redução de custos, por meio de abordagem incremental e interativa em que o projeto é dividido em ciclos mais curtos, interativos e incrementais, com várias pequenas entregas. Aos ciclos subsequentes realizam-se as melhorias e os ajustes no escopo até que o resultado esteja entregável; 9. PERT – Project Evaluation Review Technique: é uma Técnica de Revisão de Avaliação de Projetos que utiliza o método de organização das etapas do projeto possibilitando a execução em menor tempo, identificando quais atividades devem ser realizadas por primeiro e a previsão do tempo a que o projeto levará para ser concluído. O modelo de gestão PERT, apesar de ser um pouco engessado, poderá ser associado a outros métodos de gestão de projetos, desde que devidamente planejado; 7 10. PrInCe2 – Projects in Controlled Environments: esta é uma metodologia padronizada pela PRINCE2 e certificada pela Foundation para a gestão de Projetos em Ambientes Controlados com foco no aprimoramento constante, aplicação fácil da metodologia, prestação de contas e gestão de problemas. Para garantir uma rotina de trabalho e de desenvolvimento de projetos assertivos, a metodologia apresenta sete áreas do projeto: business case, organização, qualidade, planos, risco, mudança e progresso; sete grupos de processos: começando um projeto, direcionando um projeto, iniciando um projeto, controlando uma etapa, gerenciando os limites, gerenciando a entrega e fechando um projeto; 11. Caminho crítico – Critical Path Method: esta metodologia adota a filosofia de que, para que um projeto ocorra de forma correta, algumas etapas podem ocorrer simultaneamente, em paralelo, enquanto outras não podem atrasar. Assim, o gerenciamento do projeto se concentra nos marcos e entregáveis do projeto, identificando e gerenciando as atividades que não podem atrasar. Essa metodologia acabou sendo substituída por outras e hoje em dia é usada como uma ferramenta de gestão de projetos associada a outras metodologias. Como vimos, não há uma abordagem ou metodologia única que seja adequada a todas as situações em gestão de projetos, cada uma delas oferece princípios exclusivos, associados a outras metodologias, ou não, com o objetivo único de desenvolvimento de projetos de sucesso. A escolha de uma metodologia de gestão adequada deverá levar em conta o tamanho da equipe e da organização, a preferência quanto ao modelo de se trabalhar da organização, a complexidade do projeto e os segmentos/mercado de atuação deverão influenciar na seleção. Independentemente da metodologia, para otimizar a eficiência na gestão de projetos, deve-se considerar o uso de ferramentas e técnicas de gestão para executar projetos de desenvolvimento e atividades. Saiba mais Para conhecer mais as ferramentas, indicamos a leitura de 40+20 Ferramentas e Técnicas de Gerenciamento que inclui ferramentas do Guia PMBOK 6ª edição. 8 DAYCHOUM, Merhi. 40+20 ferramentas e técnicas de gerenciamento. Rio de Janeiro: Brasport, 2018. TEMA 2 – GESTÃO DE PROJETOS: INICIAÇÃO Vamos aprofundar nossos conhecimentos nas práticas do modelo de elaboração de projetos, segundo o PMBOK 6ª edição (2017). Escolhemos esta metodologia por ela ser considerada a mais utilizada mundialmente na gestão de projetos, com reconhecimento nacional e internacional. Conforme o ciclo de vida de projetos, a gestão de projeto é dividida em quatro fases: iniciação, planejamento, execução e encerramento, que irão conduzir o projeto do início ao fim. A fase inicial de um projeto é a iniciação, em que existirão processos e entregas, que vão subsidiar as demais fases, assim como vimos que são os processos em nossos conteúdos anteriores, de um projeto existente, por meio da obtenção de autorização para iniciar o projeto ou uma nova fase do mesmo. Perceba que afirmamos que projetos e processos estão interrelacionados, não há projeto sem processos. A iniciação de qualquer projeto é composta pelo momento da avaliação estratégica para a seleção do projeto, definição e formalização do gerente do projeto e a elaboração e publicação do Termo de Abertura do Projeto (TAP). É nessa fase que ocorre a decisão pelo projeto, por parte do patrocinador (Sponsor), do alto nível diretivo da organização e acionistas, e a escolha de qual projeto será realizado, em detrimento de outros que possam existir, ou quais devem ser realizados e em qual ordem de prioridade de execução deles. Para isso, serão avaliados os objetivos que se desejam alcançar, quais os problemas que se pretendem resolver, as necessidades de que precisam atender, os riscos e restrições, e a viabilidade do projeto (Heldman, 2005). O processo de iniciação começa com a elaboração de um Business Case, proposta de projeto ou documento conceitual de projeto, que tem por objetivo justificá-lo bem como executá-lo, explorando suas razões, custos e benefícios para a empresa. Deve conter informações necessárias, do ponto de vista de negócio, para que o comitê, comissão, alta direção, acionistas e o patrocinador possam avaliar a viabilidade do projeto e determinar se os resultados esperados do projeto justificam o investimento necessário, ou não (PMI, 2021). 9 O Business Case contém os objetivos do projeto; os benefícios, as desvantagens, os custos e os riscos da situação atual e a projeção do futuro; a governança do projeto; os stakeholders; os recursos; a análisefinanceira; e a análise competitiva, que deve ser um documento pequeno, com duas a três páginas. Existem alguns modelos de Business Case; em resumo, temos o sumário executivo, a análise competitiva e a análise financeira. No sumário executivo estará descrita a explicação resumida do que se trata o projeto; qual problema de negócio resolverá; quais os objetivos e as necessidades a serem atendidas; quais os recursos necessários para a execução do projeto; qual o retorno estimado do investimento a ser realizado de todo o projeto; a data solicitada ou exigida para o término do projeto e quais os motivos que o justificam; e como será o projeto final. Na análise competitiva apresentamos o potencial da proposta do projeto, começamos com um delineamento do projeto e como se encaixa no cenário do mercado de atuação; apresentamos uma análise do mercado de atuação, incluindo o público-alvo, os concorrentes e os fornecedores; quais os impactos do projeto e como favorece a empresa; os players2 atuais desse segmento de mercado; os motivos e as razões pelos quais o projeto pode ser um diferencial em relação aos concorrentes; e o impacto caso esse projeto não seja realizado. A parte da análise financeira irá fornecer informações para subsidiar a análise e a aprovação do investimento no projeto, deve conter principalmente: estimativa de custos; a projeção do Retorno Sobre Investimento (ROI); análise custo/benefício; taxa interna de retorno (TIR); Valor Presente Líquido (VPL); fluxo de caixa descontado; período de Payback, período de Payback descontado (K); Retorno sobre Patrimônio (ROE); qual seu time to market3; e custo de aquisição de clientes projetado; entre outras informações que podem ser necessárias de acordo com cada projeto e investidores. Em alguns casos, as organizações elaboram ou contratam um estudo de viabilidade do projeto, antes de iniciar a avaliação ou seleção de projetos, que tem por objetivo “analisar a rentabilidade do projeto, a eficiência ou viabilidade do produto do projeto, a possibilidade de comercialização do produto ou serviço, 2 Players: expressão para expressar quais as empresas que têm relevância no ramo mercadológico em que atuam. 3 Time to market: expressão usada para identificar o tempo gasto no processo de desenvolvimento de um produto, desde sua concepção até a hora de anunciá-lo para os clientes. 10 soluções alternativas e as demandas da empresa que geraram a solicitação” (Heldman, 2005, p. 62). Não existe um modelo único ou padrão de avaliação, mas os critérios se resumem em considerar se o resultado do projeto está alinhado com os objetivos e as metas definidos pela organização em seu planejamento estratégico; se está alinhado com a missão e a visão; se está dentro do prazo que a organização definiu para atingir os objetivos planejados; quais os riscos e os impactos; quais as restrições; se o projeto responde a um problema ou a uma necessidade da empresa; se é um potencial de negócio para o mercado; capacidade técnica, financeira, funcional, recursos e a infraestrutura da organização para realizar o projeto. Sem dúvida, para a grande maioria das organizações, os cálculos financeiros são os que mais pesam na seleção de projetos. Após aprovado ou definido o projeto selecionado, será elaborado o TAP ou o Project Charter “é o processo de desenvolver um documento que formalmente autoriza a existência de um projeto e fornece ao gerente de projetos a autoridade necessária para aplicar recursos organizacionais às atividades do projeto” (Pmbok, 2017, p. 563). Por sugestão, o TAP contém os itens mostrados na tabela a seguir. Tabela 2 – Sugestão de Termo de Abertura de Projeto (TAP) Elemento Descrição Título do projeto Definir como o projeto será chamado, identificado. Gerente de projeto Designar formalmente o gerente de projeto. Justificativa do projeto Apresentar quais são as razões que motivam a execução do projeto e qual o problema a ser resolvido ou demanda a ser atendida. Objetivos e metas do projeto Apresentar os objetivos e as metas essenciais e mensuráveis. Descrição do projeto Descrição de como será executado o projeto e quais seus motivos visando objetivos macroestratégicos da empresa. Requisitos Descrição detalhada e características específicas das entregas e resultado. Riscos Descrição dos riscos do projeto. Restrições do projeto Descrição dos limites a serem considerados ao longo do projeto: custos, prazos, capacidade de horas de trabalho; disponibilidade para atuação em projetos; disponibilidade de recursos e infraestrutura. 11 Principais stakeholders Identificar e citar os principais stakeholders e sua função/papel. Recomendamos usar o mapa de gerenciamento de stakeholders que já vistos no nosso conteúdo. Premissas Suposições do que pode ocorrer ao longo do projeto e que se assume como verdadeiras ou certas. Riscos do projeto Identificar e apontar todos os riscos do projeto, mais detalhadamente possível. Milestones Marcos do projeto, entregas menores irão contribuir significativamente com o resultado final do projeto. Custos Custos estimados do projeto. Prazo Cronograma estimado do projeto. Fonte: Elaborada com base em PMI, 2019. O TAP, devidamente assinado, faz parte dos registros e dos documentos do projeto, elabora o registo das premissas e dos riscos, é subsídio para a próxima etapa do projeto, o planejamento. TEMA 3 – STAKEHOLDERS Stakeholders é um termo inglês, stake – significa interesse, participação e risco, e holder – significa o que possui. O termo Stakeholders, assim, refere- se a pessoas, parceiros e grupos, internos ou externos, que possuem interesse, participação e risco, ou seja, que são interessadas ou que sejam intervenientes ao projeto. O PMI define Stakeholders como: Uma parte interessada é um indivíduo, grupo ou organização que pode afetar, ser afetada ou sentir-se afetada por uma decisão, atividade ou resultado de um projeto. As partes interessadas do projeto podem ser internas ou externas ao projeto, e podem estar envolvidas ativamente ou passivamente, ou não estar cientes do projeto. As partes interessadas do projeto podem ter um impacto positivo ou negativo no projeto, ou ser impactadas de forma positiva ou negativa pelo projeto. (PMI, 2017, p. 550). Note que os stakeholders ao mesmo tempo que intervém e influenciam o projeto, são influenciados por ele, de forma direta ou indireta, em maior ou menor grau; por isso, é essencial gerenciá-los para reduzir os riscos do projeto e assegurar o seu sucesso. Para identificar os stakeholders, o PMI (2017) recomenda: identificar todas as pessoas, grupos e organizações que podem impactar ou serem impactados pelo projeto, analisar as expectativas das partes interessadas, avaliar seu impacto no projeto e desenvolver estratégias de gerenciamento 12 apropriadas para o engajamento eficaz das partes interessadas nas decisões e na execução de todo o projeto. O primeiro passo para o mapeamento dos stakeholders é identificá-los, considerando quem é afetado, direta ou indiretamente, pelo projeto. Um projeto poderá ser de stakeholders, os internos que estão dentro da organização e os externos que estão fora do ambiente desta, mas interagem de alguma forma (PMI, 2019): • internos: patrocinador do projeto, gerente de recursos, EGP – Escritório de gerenciamento de projeto, comitê diretivo de portfólio, gerente de programa, gerente de outros projetos, membros da equipe, acionistas internos, colaboradores e gestores da organização; • externos: clientes, usuários finais, fornecedores, acionistas externos, agências reguladoras, concorrentes, governo, grupos de interesse da sociedade, sindicatos, meio ambiente e mídia. Podemos classificar os stakeholders de acordo com seu nível de influência, envolvimento, participação e dependência no projeto. Tabela 2 – Classificaçãode stakeholders Classificação Nível de envolvimento Partes interessadas Stakeholders primários Possuem alto grau de envolvimento, maior poder de interferência e influência direta com o projeto; por isso tem maior influência sobre a tomada de decisão. Clientes, investidores, funcionários, fornecedores, patrocinador, acionistas, equipe, gerente, concorrentes e proprietários. Stakeholders secundários Impactam o projeto em menor escala; representam menos riscos; influenciam o projeto, mas não são determinantes no processo de tomada de decisão para atingir os objetivos e os resultados esperados. Governo, comunidade, mídia, analistas financeiros, grupos de interesse da sociedade, sindicatos, meio ambiente e mídia. Fonte: Elaborada com base em Maximiano, 2017; PMI, 2017; Valeriano, 2018; e Menezes, 2018. Alguns especialistas em gestão de projetos recomendam a elaboração de um mapa de gerenciamento das partes interessadas, composto pelas seguintes ações de: • identificar cada parte interessada; • classificar de acordo com sua capacidade de influência; • compreender seus interesses e expectativas; 13 • avaliar seu posicionamento em relação ao projeto (favorável ou desfavorável); • gerenciar o comprometimento das partes interessadas; • elaborar um plano de gerenciar stakeholders com as devidas providências; • alinhar o plano de ação aos papéis do projeto. Elaboramos um modelo de mapa de gerenciamento de partes interessadas, em cada linha de coluna colocamos as possibilidades de classificação de cada parte interessada. Observe o quadro a seguir. Quadro 1 – Mapa de gerenciamento dos stakeholders ID Importância Parte interessada Classificação Poder Interesse Influência Impacto Apoio 1 Muito alta Nome Interno ou externo Muito alto Muito alto Muito alto Muito alto Apoiador ou neutro ou resistente 2 Alta Nome Interno ou externo Alto Alto Alto Alto Apoiador ou neutro ou resistente 3 Média Nome Interno ou externo Médio Médio Médio Médio Apoiador ou neutro ou resistente 4 Baixa Nome Interno ou externo Baixo Baixo Baixo Baixo Apoiador ou neutro ou resistente 5 Muito baixa Nome Interno ou externo Muito baixo Muito baixo Muito baixo Muito baixo Apoiador ou neutro ou resistente Fonte: Elaborado com base em Daychoum, 2018. O gerenciamento das partes interessadas reduz os riscos do projeto e é determinante para alcançar as metas e os objetivos planejados. O processo de gerenciamento das partes interessadas precisa ser uma atividade estratégica, corretamente planejada e organizada para efetivamente engajar os stakeholders em suas decisões. O PMBOK sugere alguns métodos e ferramentas para a gestão de pessoas em projetos, e recomendamos que podem ser usados, também, para os Stakeholders. 14 TEMA 4 – GESTÃO DE PROJETOS: PLANEJAMENTO Na etapa de planejamento do projeto iremos elaborar o Plano de Ação do Projeto, ou plano de gerenciamento, que formalizará todo o planejamento para executar, controlar e encerrar o projeto, servindo como um guia para tudo o que virá depois. A primeira fase é a conceitual, ou conceituação, é o começo do planejamento, basicamente as atividades desta etapa são: objetivação do problema, identificação das necessidades a serem solucionadas ou mitigadas; definição das metas e objetivos a serem alcançados; análise do ambiente do problema; análise das potencialidades e recursos disponíveis; avaliação da viabilidade de atingimento dos objetivos; estimativa dos recursos necessários; apresentação da proposta para aprovação; avaliação e seleção com base na proposta submetida; decisão quanto à execução do projeto; identificação dos stakeholders. Começa-se com a realização do kick off, uma reunião estruturada com os stakeholders envolvidos para levantamento, identificação e definição de todos os detalhes do projeto, em especial sobre os objetivos, requisitos, escopo, prazos, custos e direcionamentos. Mas não é só isso, possibilita que todos possam contribuir e conhecer o detalhamento do projeto, aumentando o engajamento e a confiança entre as partes, favorecendo a produtividade e evitando o retrabalho. A segunda fase é a do planejamento, trata da estruturação e viabilização operacional do projeto. As atividades desta etapa são: detalhamento das metas, objetivos a serem alcançados com base na proposta aprovada; definição do gerente de projeto; detalhamento das atividades e Estruturação Analítica do Projeto (EAP) ou Work Breakdown Structure (WBS); programação das atividades no tempo disponível e/ou necessário; determinação dos resultados tangíveis a serem alcançados durante a execução do projeto; programação da utilização e aprovisionamento dos recursos humanos e materiais necessários ao gerenciamento e à execução do projeto; delineamento dos procedimentos de acompanhamento e controle a serem utilizados na implantação do projeto; estabelecimento da estrutura orgânica para o projeto; estruturação do sistema de comunicação e decisão a serem adotados; seleção, designação e comprometimento da equipe que participará do projeto; e treinamento de todos os envolvidos de acordo com sua atuação e necessidades. 15 A Estruturação Analítica do Projeto (EAP) ou Work Breakdown Structure (WBS) é “uma decomposição hierárquica, orientada à entrega do trabalho a ser executado pela equipe do projeto, para atingir os objetivos do projeto e criar as entregas necessárias (PMI, 2008, p. 101). A EAP divide o projeto em pacotes de trabalho, e cada um contém conjuntos de atividades que são agrupadas conforme a necessidade do projeto, ou seja, é o processo de subdivisão das entregas e do trabalho do projeto em componentes menores, em pacotes de trabalho conforme a necessidade do projeto, e mais facilmente gerenciáveis (Pmbok, 2017). Saiba mais Para conhecer mais a Estruturação Analítica do Projeto (EAP) ou Work Breakdown Structure (WBS), consulte o PMBOK 6ª edição, de 2017, nas páginas 159-161, 189 e 710. As atividades de cada uma das fases do planejamento do projeto acima são uma referência, um modelo de gestão de projetos, que poderá ser extensivo à gestão de programas e portfólios. A seguir vamos conhecer as atividades e os processos da fase de planejamento. Segundo o PMBOK 6ª edição, o modelo para elaboração do planejamento inclui o planejamento entre projetos, programas e portfólios. 4.1 Planejamento entre projetos, programas e portfólios Vimos em outros conteúdos que um projeto pode apenas ser um projeto único, ou pode fazer parte de um programa ou portfólio. Temos que um programa é um conjunto de projetos, programas subsidiários e atividades de programas que visam a um objetivo comum e, por essa razão, são agrupados para serem gerenciados de forma coordenada visando à obtenção de benefícios estratégicos organizacionais e controle, que não seriam possíveis de alcançar individualmente (PMI, 2017). Os projetos de um programa possuem algumas características técnicas ou operacionais comuns; dessa forma, a gestão de programas tem por objetivo centralizar a coordenação das atividades e os recursos para otimizar a integração das múltiplas iniciativas que integram o programa. Já o portfólio é um conjunto de projetos, programas, portfólio subsidiários e operações gerenciados de forma coordenada e centralizada para alcançar 16 objetivos estratégicos e otimizar a alocação de recursos (PMI, 2017). A gestão integrada das atividades e processos das iniciativas tem por objetivo verificar o relacionamento e os impactos existentes entre eles a fim de priorizar a alocação de recursos. Desse modo, no planejamento do projeto é preciso considerar em qual dos possíveis três cenários ele será gerenciado: como um projeto independente, não faz parte ou possui inter-relação com um programa ou portfólio; faz parte de umprograma; ou se está dentro de um portfólio. Se o projeto compuser um programa ou portfólio, ele fará inter-relações com o gerenciamento que precisa ser considerado no planejamento. As atividades de cada uma das fases do planejamento do projeto acima são uma referência, um modelo de gestão de projetos, que poderá ser extensivo à gestão de programas e portfólios. A seguir vamos conhecer as atividades e os processos da fase de planejamento por grupos de processos e áreas de conhecimento segundo o PMBOK 6ª edição. TEMA 5 – GRUPOS DE PROCESSOS DE PLANEJAMENTO Quando dizemos que vamos elaborar o planejamento do projeto por grupos de processos, estamos, na verdade, dizendo que iremos realizar o planejamento gerenciando a integração do projeto, em que: O gerenciamento da integração é o conjunto de processos para identificar, definir, combinar, unificar e coordenar os procedimentos de gestão de projetos dentro dos grupos de processos de gerenciamento de projetos (iniciação, planejamento, execução, monitoramento e controle e encerramento). (PMBOK, 2017, p. 565). Os grupos de processos de planejamento do projeto são processos que irão desenvolver a execução do projeto, desde o estabelecimento dos objetivos até o desenvolvimento das atividades necessárias para alcançar esses objetivos. No quadro a seguir apresentamos os grupos de processos do planejamento de projeto e suas saídas, seus produtos ou resultados que irão subsidiar a etapa de execução do projeto e seus respectivos grupos de processos em cada uma das áreas de conhecimento (PMI, 2017). 17 Quadro 2 – Grupos de processos do planejamento de projeto Grupo de processos de planejamento Atividades Saídas Desenvolver o plano de gerenciamento do projeto Definição, preparação e coordenação de todos os componentes do plano. 1. 1. Plano de gerenciamento do projeto. Coletar requisitos Determinar, documentar e gerenciar as necessidades de requisitos dos stakeholders. 1. 1. Documentação dos requisitos; 2. 2. Matriz de rastreabilidade dos requisitos. Planejar o gerenciamento do Escopo Definição do gerenciamento ao longo de todo projeto, desde sua validação, execução e controle. 1. Plano de gerenciamento do Escopo; 2. Plano de gerenciamento dos requisitos. Definir o Escopo Descrição detalhada do projeto e do produto, limites do projeto, serviços e resultados. 1. Especificação do escopo do projeto; 2. Atualização de documentos do projeto. Criar a EAP Estrutura Analítica do projeto Subdivisão das entregas do trabalho do projeto em pacote de trabalho. 1. Linha de base do escopo; 2. Atualização dos documentos do projeto. Planejar e gerenciar o Cronograma Estabelecer políticas, procedimentos e a documentação do planejamento, desenvolvimento, gerenciamento, execução e controle do cronograma do projeto. 1. Plano de gerenciamento do cronograma. Definir as atividades Identificação e documentação das ações específicas a serem realizadas para produzir as entregas do projeto. 1. Lista de atividades; 2. Atributos das atividades; 3. Lista de Milestones; 4. Solicitação de mudanças; 5. Atualização do plano de gerenciamento de projeto. Sequenciar as atividades Identificação e documentação dos relacionamentos entre as atividades do projeto. 1. Diagrama de rede do cronograma do projeto; 2. Atualização de documentos do projeto. Estimar a duração das atividades Estimar o número de períodos de trabalho que serão necessários para terminar atividades específicas com recursos estimados. 1. Estimativa de duração; 2. Bases das estimativas; 3. Atualização do plano de gerenciamento de projeto. Desenvolver o cronograma Analisar a sequência de atividades, durações, necessidades de recursos e restrições para criar o modelo de cronograma para execução, monitoramento e controle de projetos. 1. Linha de base do cronograma; 2. Cronograma do projeto; 3. Dados do cronograma; 4. Calendários do projeto; 5. Solicitações de mudança; 6. Atualizações do plano de gerenciamento do projeto; 7. Atualizações de documentos do projeto. Planejar o gerenciamento dos custos Definir como os custos do projeto serão estimados, orçados, 1. Plano de gerenciamento dos custos. 18 gerenciados, monitorados e controlados. Estimar os custos Definir e desenvolver uma estimativa dos recursos monetários necessários para executar o trabalho do projeto. 1. Estimativa de custos; 2. Bases das estimativas; 3. Atualizações de documentos do projeto. Determinar o orçamento Agregação dos custos estimados de atividades individuais ou pacotes de trabalho para estabelecer uma linha de base dos custos autorizada. 1. Linha de base dos custos; 2. Requisitos de recursos financeiros do projeto; 3. Atualizações de documentos do projeto. Planejar o gerenciamento da qualidade Identificação dos requisitos e/ou padrões de qualidade do projeto e suas entregas, e de documentação de como o projeto demonstrará conformidade com os requisitos e/ou padrões de qualidade. 1. Plano de gerenciamento da qualidade; 2. Métricas da qualidade; 3. Atualizações do plano de gerenciamento do projeto; 4. Atualizações de documentos do projeto. Planejar o gerenciamento dos recursos Definir como estimar, adquirir, gerenciar e utilizar recursos físicos e de equipe. 1. Plano de gerenciamento dos recursos; 2. Termos de nomeação da equipe; 3. Atualizações de documentos do projeto. Estimar os recursos das atividades Estimar recursos da equipe, o tipo e as quantidades de materiais, equipamentos e suprimentos necessários para realizar o trabalho do projeto. 1. Requisitos de recursos; 2. Bases das estimativas; 3. Estruturas analítica dos recursos; 4. Atualizações de documentos do projeto. Planejar o gerenciamento das comunicações Desenvolver uma abordagem e um plano adequados para atividades de comunicação do projeto, com base nas necessidades de informação de cada parte interessada ou grupo, de ativos organizacionais disponíveis e nas necessidades do projeto. 1. Plano de gerenciamento das comunicações; 2. Atualizações do plano de gerenciamento do projeto; 3. Atualizações de documentos do projeto. Planejar o gerenciamento dos riscos Definição de como conduzir as atividades de gerenciamento dos riscos de um projeto. 1. Plano de gerenciamento dos riscos. Identificar os riscos Identificação dos riscos individuais do projeto, bem como fontes de risco geral do projeto, e de documentar suas características. 1. Registro dos riscos; 2. Relatórios de riscos; 3. Atualizações de documentos do projeto. Realizar a análise qualitativa dos riscos Priorização de riscos individuais do projeto para análise ou ação posterior, através da avaliação de sua probabilidade de ocorrência e impacto, assim como outras características. 1. Atualizações de documentos do projeto. Realizar a análise quantitativa dos riscos Analisar numericamente o efeito combinado dos riscos 1. Atualizações de documentos do projeto. 19 individuais identificados no projeto e outras fontes de incerteza nos objetivos gerais do projeto. Planejar as respostas aos riscos Desenvolver alternativas, selecionar estratégias e acordar ações para lidar com a exposição geral de riscos do projeto, e tratar os riscos individuais do projeto. 1. Solicitações de mudança; 2. Atualizações do plano de gerenciamento do projeto; 3. Atualizações de documentos do projeto. Planejar o gerenciamento das aquisições Documentação das decisões de compras do projeto, especificando a abordagem e identificando vendedores em potencial. 1. Plano de gerenciamento das aquisições; 2. Estratégias da aquisição; 3. Documentos de licitação; 4. Especificações do trabalho das aquisições; 5. Critérios para seleção de fontes; 6. Decisões de fazer ou comprar;7. Estimativas de custos independentes; 8. Solicitações de mudança; 9. Atualização de documentos do projeto; 10. Atualizações de ativos de processos organizacionais. Planejar o engajamento das partes interessadas Desenvolvimento de abordagens para envolver as partes interessadas do projeto, com base em suas necessidades, expectativas, interesses e potencial impacto no projeto. 1. Plano de engajamento das partes interessadas. Fonte: PMBOK, 2017, p. 565-594. Como pudemos perceber, para cada uma das dez áreas de conhecimento, teremos um grupo de processos que irá desenvolver atividades para gerar saídas. As saídas do grupo de processos de planejamento irão subsidiar o grupo de processos de execução. No PMBOK, em cada um desses grupos de processos estão descritos as entradas, os processos e as saídas de forma bem detalhada e que vale como consulta. TROCANDO IDEIAS Agora, converse com algum amigo ou conhecido. Escolha um projeto qualquer e descreva qual a metodologia de gestão de projetos que você escolheria para execução do seu projeto. 20 NA PRÁTICA Para esta etapa, você terá que analisar um estudo de caso proposto de acordo com os critérios preestabelecidos e com o que você viu. Orientações: leia o estudo de caso e contextualize atentamente; identifique neste texto onde estão os conceitos-chave que você pode usar para a análise. Bons estudos! Saiba mais Um analista foi designado para assumir a gerência de um projeto de TI de uma empresa multinacional de software que está desenvolvendo um novo produto estratégico em tecnologia da informação para agregar a um produto já existente em operação em um cliente. O mercado de TI é muito competitivo, por isso a empresa tem pressa em executar esse projeto. O gerente precisa adotar uma metodologia de gestão que seja interativa com o cliente final, otimize o tempo de desenvolvimento das atividades e melhore significativamente a gestão de riscos do projeto. Estudo de caso proposto: tomando como base o que vimos sobre as metodologias de gestão de projetos existentes no mercado, qual modelo você indicaria para o gerente de projetos e por que considera este modelo eficiente? O gabarito estará disponível após as referências. FINALIZANDO Nesta etapa, aprofundamos nossos estudos sobre as metodologias de gestão de projetos que estão disponíveis e vimos as suas finalidades e diferenciais. Aprendemos que a gestão dos stakeholders é importante em todos os modelos de gestão de projetos, pois eles interferem em menor ou maior grau nestes. Iniciamos o aprendizado de gestão de projetos pelo modelo PMBOK (2017), começamos com o processo de iniciação e suas atividades e a formalização do TAP. Seguimos para o processo de planejamento do projeto, programa e portfólio e planejamento, conhecemos as responsabilidades e os papéis para a gestão do projeto. Consideramos relevante destacar aqui algumas práticas em gestão de projetos que são reconhecidas nacional e internacionalmente e os termos que 21 se aplicam a cada uma das metodologias e no processo de iniciação e planejamento pelo modelo PMBOK (2017). Um conceito muito importante que abordamos nesta etapa trata do nível de maturidade em gestão de projetos, que permite avaliar o nível de sucesso dos projetos da organização e classificá-la de acordo com a maturidade em projetos. Ao final, conhecemos os modelos de estruturas organizacionais para projetos e como organizá-las. 22 REFERÊNCIAS DAYCHOUM, Merhi. 40+20 ferramentas e técnicas de gerenciamento. Rio de Janeiro: Brasport, 2018. HELDMAN, Kim. Gerência de Projetos-Fundamentos. Elsevier Brasil, 2005. MAXIMIANO, Antônio Cesar Amaru. Introdução à Administração. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2017. MENEZES, Luís César de Moura. Gestão de projetos. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2018. PMI Project Management Institute. Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK). 7. ed. Padrão de Gerenciamento de projetos. Pennsylvania, 2021. ______. Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK). 6. ed. Padrão de Gerenciamento de projetos. Pennsylvania, 2017. ______. Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK). 4. ed. Padrão de Gerenciamento de projetos. Pennsylvania, 2008. PMKB. Project Management Knowledge Base – Conhecimento e Experiência em Gerenciamento de Projetos. Disponível em: . Acesso em: 29 dez. 2022. VALERIANO, Dalton. Gerência em projetos: pesquisa, desenvolvimento e engenharia. São Paulo: Makron Books, 1998. 23 GABARITO TEMA 1 – GABARITO C Estão corretas as afirmativas I e II, pois os stakeholders são divididos em dois grupos de interesse de acordo com sua influência e poder no projeto: stakeholders primários e stakeholders secundário e que o mapa de gerenciamento de stakeholders é uma ferramenta estratégica para gerenciar o projeto de forma eficiente. A alternativa II está incorreta porque independentemente se são stakeholders internos ou externos, todos interagem de alguma forma e precisam ser identificados e gerenciados. NA PRÁTICA Resposta: Método Scrum. Porque é uma metodologia ágil de otimização do tempo de desenvolvimento das atividades, que emprega uma abordagem interativa e incremental para aperfeiçoar a previsibilidade e o controle de riscos. Neste modelo, os projetos organizados em ciclos interativos e incrementais, quebrados em períodos de tempo determinados onde serão realizadas uma série de atividades, são os Sprints. A gestão de projetos é planejada e gerenciada nas reuniões do Scrum, reuniões diárias com a equipe e que têm por objetivo planejar as atividades todos os dias a partir do que já foi realizado e que deverá ser, sprint a sprint, até que o resultado final esteja entregável.