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www.jornaldocomercio.comFundado por J.C. Jarros - 1933O Jornal de economia e negócios do RS
Venda avulsa R$ 6,50Porto Alegre, segunda-feira, 24 de março de 2025Nº 210 - Ano 92
Nova linha de crédito tem 
35 milhões de solicitações 
Cooperativismo agropecuário resiste 
no Norte do Estado, apesar dos desafios
Em apenas três dias de operação, modalidade de consignado superou 7 mil contratos firmados p. 14
MINUTO VAREJO
Eventos de moda 
movimentam 
economia a partir 
desta semana em 
Porto Alegre 
VATICANO p. 16
Papa Francisco 
faz primeira 
aparição pública 
após internação
AGRONEGÓCIO p. 10
Conab antecipa 
contratos de 
compra de arroz
LOGÍSTICA
Incentivo às 
ferrovias está 
de volta com 
aportes do 
novo PAC
Programa deve investir per-
to de R$ 1,5 trilhão até 2026 
em todos os estados da fede-
ração, e mais R$ 0,5 trilhão 
após esse período. Nessa 
perspectiva, surgem proje-
tos como o da Sultrens, que 
pretende conectar Porto Ale-
gre a Gramado. p. 8
ENTREVISTA p. 18 e 19
Líder da bancada 
gaúcha em 
Brasília levará 
tema do Propag 
à Câmara
Inicia amanhã o Porto Alegre 
Fashion Week na Zona Norte 
da capital gaúcha, com expec-
tativa de grande público. Tam-
bém foi anunciado o Trend 
Sul, mas esse será em junho. 
p. 5
Alto Uruguai enfrentou diversas crises financeiras a partir de 2005, mas negócios vêm superando barreiras com intercooperação Caderno Empresas
OCERGS/DIVULGAÇÃO/JC
Iguatemi montou passarela de desfiles em 2 mil metros quadrados
PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/.JC
Marcelo Moraes integra o PL
AS
S
ES
S
O
R
IA
 D
E 
IM
PR
EN
S
A 
M
AR
CE
LO
 M
O
R
AE
S
/D
IV
U
LG
AÇ
ÃO
/J
C
Dólar
Comercial ....................................... 5,7167/ 5,7177
Banco Central ..................................5,7235/5,7241
Turismo ...........................................5,8600/ 5,9500
Euro
Comercial ........................................ 6,1830/6,1850
Banco Central ..................................6,1842/6,1860
Turismo..............................................6,3500/6,4450
No mês No ano Em 12 meses
+7,77% +10,03% +3,27%
B3
Volume: R$ 54,949bi 
Ganho do Ibovespa na 
semana foi fomentado pelo 
ingresso de capital estrangeiro 
na Bolsa. Até o dia 19, houve 
entrada de R$ 5,615 bilhões; 
na sexta B3 fechou aos 
132.344,88 pontos.
+0,3%
Indicadores
21 de março de 2025
2 Jornal do Comércio | Porto Alegre
opinião
Segunda-feira, 24 de março de 2025
 direcao@jornaldocomercio.com.br
editorchefe@jornaldocomercio.com.br
Diretor-Presidente 
Giovanni Jarros Tumelero
Editor-Chefe
Guilherme Kolling
Conselho
Presidente: 
Mércio Cláudio Tumelero
Membros do Conselho: 
Cristina Ribeiro Jarros 
Jenor Cardoso Jarros Neto 
Valéria Jarros Tumelero
Av. João Pessoa, 1282 
Porto Alegre, RS • CEP 90040.001 
Atendimento ao Assinante: (51) 3213.1300
Fundado em 25/5/1933 por 
Jenor C. Jarros 
Zaida Jayme Jarros
www.jornaldocomercio.com
 ⁄ CENÁCULO/REFLEXÃO
 ⁄ DESTAQUES NA EDIÇÃO DIGITAL ⁄ EDITORIAL ⁄ FRASES E PERSONAGENS
Uma mensagem por dia
jornaldocomercio JC_RSjornaldocomercio company/jornaldocomercioJornaldoComercioRS
Editora: Paula Sória Quedi
opiniao@jornaldocomercio.com.br
O novo aumento de um ponto 
percentual na taxa básica de ju-
ros, confirmado na semana pas-
sada, na verdade, não tem nada 
de novidade. Na primeira reunião 
do ano, em janeiro, o Comitê de 
Política Monetária (Copom) do 
Banco Central (BC) já havia dei-
xado clara sua posição de elevar 
a Selic de 13,25% para 14,25% - 
desde setembro, já aumentou 3,75 
pontos. A novidade é que as ele-
vações não devem parar por aí. 
Para a terceira reunião de 2025, 
em maio, o colegiado indicou a 
possibilidade de um novo ajuste, 
porém, de menor magnitude.
Por certo, as 
decisões vão de-
pender de dados 
como a evolução 
da dinâmica da in-
flação, em especial 
dos componentes 
mais sensíveis à 
atividade econômi-
ca e à política mo-
netária. Um aspec-
to que, de fato, não 
pode ser ignorado 
diante de um cená-
rio recente marcado por desanco-
ragem adicional das expectativas 
de inflação, projeções de maior 
elevação, resiliência na atividade 
econômica e pressões no mercado 
de trabalho. Por isso tudo, a ava-
liação do Copom é de que a eco-
nomia brasileira exige uma políti-
ca monetária mais contracionista. 
Uma situação que preocupa 
a indústria, a agropecuária e o 
setor de serviços. Como é ampla-
mente sabido, a elevação da Selic 
a níveis tão altos tende a restrin-
gir os investimentos, aumentar 
os custos de produção e redu-
zir a competitividade da indús-
tria brasileira. 
O nível atual da Selic implica 
taxa de juros real de 8,5% a.a. - 
3,5 p.p. acima da taxa neutra es-
timada pelo BC. Conjunturalmen-
te, já tem impactado a economia, 
que apresenta desaceleração mais 
aguda do que a prevista por di-
versos analistas econômicos.
É unanimidade entre os seto-
res que fazem a roda da econo-
mia girar que novas consequên-
cias são iminentes, já que juros 
mais altos significam crédito mais 
caro. Na indústria, por exemplo, 
os dados são pou-
co animadores. A 
produção estagnou 
em janeiro, frente a 
dezembro de 2024, 
depois de cair por 
três meses consecu-
tivos entre outubro 
e dezembro.
Para maio, o 
grande dilema é se 
o Banco Central vai 
elevar a Selic até 
15% e, se isso ocor-
rer, por quanto tempo manterá 
essa taxa elevada. Para o Copom 
perceber uma economia saudável 
e reverter essa tendência de alta, 
a prioridade do governo federal 
deve ser a busca pela sustentabi-
lidade fiscal. 
Sem esse comprometimen-
to, o descompasso entre política 
monetária e política fiscal segui-
rá impactando o custo do crédito, 
premissa básica para viabilizar 
investimentos e sustentar o rit-
mo mais vigoroso de crescimen-
to econômico.
Em determinado momento do dia, reserve alguns minutos de silêncio, para escutar seu íntimo, 
compreender seus sentimentos e escolher o melhor caminho a ser trilhado. Se agir desse modo, sentirá 
a grandeza de Deus.
Meditação
Reserve um momento do dia para falar com Deus e ouvir o que Ele tem a dizer, pela oração.
Confirmação
“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai que está no escon-
dido. E o teu Pai, que vê no escondido, te dará a recompensa” (Mt 6,6).
Rosemary de Ross/Editora Paulinas
A elevação da Selic 
a níveis tão altos 
tende a restringir 
investimentos, 
aumentar custos de 
produção e reduzir 
a competitividade
“Sabemos com certeza que 
todos - empresas, famílias e for-
muladores de políticas monetá-
rias - odeiam a incerteza.” David 
Wilcox, ex-membro da equipe do 
Fed (Banco Central do EUA) que ago-
ra trabalha no Peterson Institute for 
International Economics e na Bloom-
berg Economics.
“Trump disse que quer passar 
para a história como pacificador e 
unificador. O problema é que pre-
cisamos definir o termo paz corre-
tamente. Ocupação não é paz. Ocu-
pação é guerra, apenas em outra 
forma. Paz significa liberdade para 
viver sem medo de violência. Isso 
é algo que as pessoas em territórios 
ocupados e na Ucrânia não têm.” 
Oleksandra Matviichuk, vencedora 
do prêmio Nobel da Paz em 2022.
“Queremos oportunizar (com 
o novo Refaz Reconstrução) às em-
presas a regularização do ICMS. 
Todas as eventuais inadimplências 
desde a pandemia e a calamidade 
poderão ser sanadas” Pricilla San-
tana, secretária da Fazenda do RS.
“O aumento das exportações 
da Indústria de Transformação em 
fevereiro (6,6%) reflete o fortaleci-
mento da presença do RS no mer-
cado asiático. A tendência de cres-
cimento das exportações para as 
Filipinas é um indicativo da conso-
lidação de novos mercados e da di-
versificação das destinações para 
os produtos suínos gaúchos.” Clau-
dio Bier, presidente da Fiergs.
A apresentação da 27ª edição da pesquisa Marcas de Quem 
Decide, promovida pelo Jornal do Comércio, ocorre hoje, a partir 
das 8h, no Teatro Fiergs. O evento reúne as lideranças das 
marcas mais lembradas e preferidas de empresários, gestores 
e executivos gaúchos. Acesse o QR Code para acompanhar a 
cobertura completano 
Instituto Caldeira. 
Promovido pelo Instituto Caldeira, programa deve impactar 40 mil jovens de todo o Brasil na fase online 
INSTITUTO CALDEIRA/DIVULGAÇÃO/JC
De agosto a dezembro, os 200 
jovens finalistas participam da eta-
pa presencial do Geração Caldeira, 
no hub em Porto Alegre. Os alunos 
formados serão encaminhados 
para processos seletivos com em-
presas parceiras de empregabilida-
de. A expectativa é que 90% deles 
sejam empregados.
Uma das principais novidades 
da edição 2025 é a introdução de 
um formato contínuo de capaci-
tação online. Os alunos que par-
ticiparem da fase online - mesmo 
aqueles que não avançarem para 
a etapa presencial - terão acesso a 
treinamentos e conteúdos exclusi-
vos ao longo de um ano, por meio 
de uma plataforma educacional 
via WhatsApp. O modelo segue a 
lógica de micro learning, com ma-
teriais didáticos em vídeo e áudio, 
facilitando o aprendizado em um 
ambiente acessível e de uso diário 
dos jovens. Neste ano, a etapa on-
line do Geração Caldeira começa 
em 12 de maio, com as entrevistas 
finais agendadas para acontecer 
entre 8 e 11 de julho, e o anúncio 
dos selecionados para a fase pre-
sencial marcado para 22 de julho. 
A aula inaugural da etapa presen-
cial acontece em 6 de agosto, e a 
formatura da turma, em 10 de de-
zembro. “Qualquer jovem, alu-
no ou ex-aluno da rede pública, 
pode participar. Nossa meta é tra-
zer cada vez mais estudantes de 
outros estados para Porto Alegre, 
garantindo moradia estudantil e 
suporte financeiro durante o pro-
grama.” Neste ano, a expectativa 
é contar com pelo menos 20 estu-
dantes de outros estados entre os 
200 selecionados.
Nvidia e players de telecom vão criar redes IA para 6G
A Nvidia anunciou parceria 
com a T-Mobile, Mitre, Cisco, ODC 
e Booz Allen Hamilton para pes-
quisa e desenvolvimento de har-
dware, software e arquitetura de 
rede sem fio nativa de Inteligência 
Artificial para 6G. As redes sem 
fio de próxima geração devem ser 
fundamentalmente integradas a 
IA para conectar telefones, senso-
res, câmeras, robôs e veículos au-
tônomos. A expectativa é que for-
neçam serviços aprimorados para 
bilhões de usuários na medida em 
que definirão novos padrões em 
eficiência espectral — a taxa na 
qual os dados podem ser transmi-
tidos em uma determinada largu-
ra de banda.
“As redes sem fio de próxi-
ma geração serão revolucionárias, 
e temos uma oportunidade sem 
precedentes de garantir que a IA 
seja incorporada desde o início”, 
aposta Jensen Huang, fundador e 
CEO da Nivia. “Trabalhando com 
líderes no campo, estamos cons-
truindo uma rede 6G aprimora-
da por IA que atinge extrema efi-
ciência espectral”, acrescentou. A 
companhia já está colaborando 
com líderes de telecomunicações 
e pesquisa para desenvolver uma 
pilha de rede sem fio nativa de IA 
com base na plataforma Nvidia 
AI Aerial.
C6 Bank, AWS e OX têm 2 mil vagas para pessoas negras
O C6 Bank, a Amazon Web 
Services (AWS) e a OX, empresa 
especializada em conteúdo para 
o setor financeiro, vão oferecer 
um treinamento gratuito em in-
teligência artificial (IA) generati-
va para 2 mil pessoas negras. As 
inscrições para o programa Finan-
ce TechBoost: Formação em IA e 
análise de dados para o mercado 
financeiro estão abertas. O curso 
começa no dia 23 de abril. O trei-
namento de IA e análise de dados 
aplicado ao setor financeiro é aber-
to a profissionais negros de todas 
as áreas de formação, sem necessi-
dade de experiência prévia em in-
teligência artificial. 
“Ao capacitar profissionais 
negros para usar IA generativa, 
estamos contribuindo para pro-
porcionar um salto de eficiência e 
aumento da diversidade no setor 
financeiro”, comenta a gerente de 
Treinamentos Massivos na AWS 
para a América Latina, Andréa 
Leal. Os 200 alunos com melhor 
desempenho no curso serão men-
torados por profissionais negros 
que já atuam na área. 
No Hotel Hilton Porto Alegre. Inscreva-se!
Lideranca e 
Transição Energética: 
a realidade que assusta!
Erasmo Battistella
Diretor Presidente da Be8 e 
Presidente da Câmara de Comércio 
Italiana Rio Grande do Sul - Brasil
31mar, 12h-14h
P A T R O C Í N I O M A S T E R
A P O I O
12 Jornal do Comércio | Porto Alegre
economia
índices e mercados
Segunda-feira, 24 de março de 2025 1Jornal do Comércio | Porto Alegre
índices e mercados
Segunda, 01 de Janeiro de 1900
OURO
ALUGUEL
Indicador (%) Março Abril Maio Junho Julho
IPC (IEPE) 3,48 3,08 2,86 3,21 3,66
INPC (IBGE) 3,86 3,40 3,23 3,34 3,70
IPC (FIPE/USP) 3,00 2,87 2,77 2,66 2,97
IGP-DI (FGV) -4,04 -4,00 -2,32 0,88 2,88
IGP-M (FGV) -3,76 -4,26 -3,04 -0,34 2,45
IPCA (IBGE) 4,50 3,93 3,69 3,93 4,23
Média do INPC e do IGP-DI -0,09 -0,30 0,46 2,11 3,29
Válido para correção de imóveis com período anual. O cálculo do reajuste é feito pelo 
índice do mês anterior. Os índices desta tabela mostram o acumulado de 12 meses.
CUB - RS - FEVEREIRO NBR 12.721 - Versão 2006
Projetos
Padrão de 
acabamento
Projetos 
padrões
R$/m2 Variação (%)
Mensal No ano 12 meses
Residenciais
R - 1 (Residência Unifamiliar)
Baixo R 1-B 2.335,58 0,37 0,08 6,36
Normal R 1-N 3.074,28 0,40 0,56 8,41
Alto R 1-A 4.133,56 0,17 0,51 8,84
PP (Prédio Popular) Baixo PP 4-B 2.206,95 0,30 -0,08 6,61
Normal PP 4-N 3.007,65 0,24 0,40 8,38
R - 8 (Residência Multifamiliar)
Baixo R 8-B 2.100,95 0,28 -0,20 6,68
Normal R 8-N 2.621,74 0,29 0,33 8,51
Alto R 8-A 3.347,07 0,11 0,39 9,30
R - 16 (Residência Multifamiliar)
Normal R 16-N 2.565,48 0,29 0,34 8,51
Alto R 16-A 3.420,98 0,28 0,44 9,31
PIS (Projeto de Interesse Social) PIS 1.678,53 0,31 0,06 6,20
RPQ1 (Residência Popular) RP1Q 2.395,80 0,73 0,57 6,25
Comerciais
CAL- 8 (Comercial Andar Livres)
Normal CAL 8-N 3.385,59 0,17 0,57 9,39
Alto CAL 8-A 3.884,25 0,13 0,82 10,62
CSL- 8 (Comercial Salas e Lojas)
Normal CSL 8-N 2.611,26 0,34 0,27 8,37
Alto CSL 8-A 3.038,07 0,42 0,59 9,68
CSL- 16 (Comercial Salas e Lojas)
Normal CSL 16-N 3.517,16 0,34 0,30 8,51
Alto CSL 16-A 4.087,91 0,40 0,60 9,74
GI (Galpão Industrial) GI 1.301,65 0,56 0,01 6,21
FONTE: SINDUSCON/RS
 ⁄ MERCADO IMOBILIÁRIO
 ⁄ CRÉDITO DOS BANCOS
CHEQUE ESPECIAL 
Taxa média
Banco % (ao mês)
Bradesco 8,96
Banco do Brasil 7,90
Banrisul 7,71
Safra 5,36
Santander 8,26
Caixa Econômica Federal 8,12
Agibank -
Itaú Unibanco 8,76
Período: 27/01/2025 a 31/01/2025 FONTE: BANCO CENTRAL � �
 ⁄ CONJUNTURA
PIB
Ano Índice (%)
2026* 1,60
2025* 1,99
2024 3,49
2023 2,92
2022 3,03
*Previsão Focus FONTE: IBGE
BALANÇA (US$ bi)
Exportação Importação Saldo
Fev 17.004 15.713 1.290
Jan 42.184 38.729 3.455
Dez 17.000 15.703 1.297
Nov 28.021 30.991 7.030
Out 29.304 25.109 4.195
FONTE: BANCO CENTRAL
RESERVAS
Liquidez Internacional
Data US$ bilhões
20/03
19/03
18/03
17/03
14/03
13/03
335.345
334.667
334.788
334.855
334.400
334.332
FONTE: BANCO CENTRAL
SALÁRIO-
FAMÍLIA
Quem recebe salário 
de até R$ 1.906,04
Benefício de
R$ 65,00
SALÁRIO-
MÍNIMO
Cada faixa atende a
categorias específi cas.
Nacional: 
R$ 1.518,00
Rio Grande do Sul
R$ 1.656,52
R$ 1.694,66
R$ 1.733,10
R$ 1.801,55
R$ 2.099,27
CESTA BÁSICA
DIEESE (R$) IEPE/UFRGS (R$)
1/2025 770,63 1.045,19
12/2024 783,72 1.332,24
11/2024 780,71 1.316,33
DIEESE: 13 produtos para famílias com até quatro pessoas e um salário mínimo. 
IEPE/UFRGS: 54 produtos com 1.182 famílias da Região 
Metropolitana que recebem até 21 salários mínimos.
IMPOSTO DE RENDA 
Base cálculo (R$) Alíquota (%) Dedução (R$)
Até 2.259,90 --- ---
De 2.259,21 até 2.826,65 7,5 169,44
De 2.826,66 até 3.751,05 15 381,44
De 3.751,06 até 4.664,68 22,5 662,77
Acima de 4.664,68 27,5 896,00
Deduções: R$ 189,59 por dependente mensal; R$ 1.903,98 por 
aposentadoria após os 65 anos; pensão alimentícia.
FONTE: RECEITA FEDERAL
CONTRIBUIÇÕES AO INSS
Salário contribuição (R$) Alíquota (%)
Até um salário mínimo (R$ 1.518) 7,5
De R$ 1.518,01 a R$ 2.793,88 9
De R$ 2.793,89 a R$ 4.190,83 12
De R$ 4.190,84 a R$ 8.157,41 14
Tabela de contribuição dos segurados empregados, empregado 
doméstico e trabalhador avulso, para pagamento de remuneração apartir de 1 de Janeiro de 2025. 
FONTE: PREVIDÊNCIA SOCIAL
 ⁄ SUA VIDA
 ⁄ CADERNETA DE POUPANÇA
ANTIGA (depósitos até 3/5/2012)
Dia 24/03 25/03 26/03 27/03 28/03
Rendimento % 0,5748 0,5748 0,5754 0,5761 0,5773 
Mês Fevereiro Março
Rendimento % 0,5000 0,5000
*Contas com aniversário no dia 1 FONTE: BANCO CENTRAL
NOVA (depósitos a partir de 4/5/2012)
Dia 24/03 25/03 26/03 27/03 28/03
Rendimento % 0,5748 0,5748 0,5754 0,5761 0,5773
FONTE: BANCO CENTRAL
INDEXADORES
Out 2024 Nov 2024 Dez 2024
Valor de alçada (R$) - 13.322,50 13.367,50
URC R$/anual 53,10 53,29 53,47
UPF-RS (R$)/anual 25,9097 25,9097 25,9097
FGTS (3%) - - -
UIF-RS 35,09 35,24 35,44
UFM (Unidade fi nanceira de Porto Alegre/anual/R$) 5,5089
FONTE: FORUM CENTRAL DE PORTO ALEGRE, SEC. DA FAZENDA DO RS, CEF, TRT E SEDAI
ÍNDICES DE PREÇOS (%)
Acumulado
Nov Dez Jan Fev Ano 12 meses
IGP-M (FGV) 1,30 0,94 0,27 - 0,27 6,75
IPA-M (FGV) 1,74 1,21 0,24 - 0,24 7,59
IPC-BR-M (FGV) 0,07 0,12 - - - 4,02
INCC-M (FGV) 0,44 0,51 0,71 - 0,71 6,85
IGP-DI (FGV) 1,18 0,87 0,11 - 0,11 7,27
IPA-DI (FGV) 1,66 1,08 - - - 7,72
IPA-Ind. (FGV) 0,94 1,25 0,61 - 0,61 6,21
IPA-Agro (FGV) 3,50 0,63 -1,55 - -1,55 14,27
IGP-10 (FGV) 1,45 1,14 0,53 - 0,53 6,73
INPC (IBGE) 0,33 0,48 0,00 1,48 1,48 4,87
IPCA (IBGE) 0,39 0,52 0,16 1,31 1,47 5,06
IPC (IEPE) 0,33 0,69 0,02 - 0,02 3,38
IPCA-E (IBGE) 0,62 0,34 - - Trimestral: -
FONTE: FGV, IBGE E IEPE ÍNDICES EDITADOS EM 05/02/2025
IPCA 
ANUAL
Ano Índice (%)
2026* 4,48
2025* 5,66
2024 4,89
2023 4,46
2022 5,62
*Previsão Focus FONTE: IBGE
 ⁄ INFLAÇÃO
 ⁄ MOEDAS
Dia
Comercial
VariaçãoCompra Venda
21/03 5,7167 5,7177 +0,74%
20/03 5,6753 5,6758 +0,49%
19/03 5,6475 5,6480 -0,42%
18/03 5,6716 5,6721 -0,25%
17/03 5,6854 5,6864 -0,99%
DÓLAR
 Compra Venda
Dólar (EUA) 5,8600 5,9500
Dólar Australiano 3,1000 3,9000
Dólar Canadense 3,5000 4,3500
Euro 6,3500 6,4450
Franco Suíço 5,3000 6,9000
Libra Esterlina 6,5000 7,9000
Peso Argentino 0,0300 0,0600
Peso Uruguaio 0,1000 0,1700
Yene Japonês 0,0265 0,0450
Yuan Chinês 0,3500 0,9000
FONTE: AGÊNCIA ESTADO E PRONTUR
CÂMBIO 
TURISMO/BRASIL
Dia
B3
grama
Nova York
onça-troy (31,1035g) 
21/03 343,000 3.021,40
20/03 343,000 3.043,80
19/03 343,000 3.041,2
FONTE: AGÊNCIA ESTADO
CÂMBIO BC
21/03/2025 - Valor de venda
Em R$ Em US$
Real 1,00 5,7235
Dólar (EUA) 5,7235 1
Euro 6,1842 1,0805
Yene (Japão) 0,03842 148,98
Libra Esterlina (UK) 7,3793 1,2893
Peso Argentino 0,005358 1068
 ⁄ COTAÇÕES
DÓLAR FUTURO 21/03/2025
Meses
Contr.
aberto
Contr.
negoc.
Máximo Médio Último Volume total
Abri/2025 636.011 242.430 5.695,000 5.679,665 5.688,500 68.846.059.875
Mai/2025 49.190 6.070 5.724,000 5.717,547 5.724,000 1.735.275.750
Jun/2025 3.535 - - - - -
Jul/2025 4.200 - - - - -
Bolsa de Mercadorias & Futuros - Taxa do Dólar Comercial
(contrato =US$ 50.000,00; cotação = R$ 1.000,00) FONTE: B3
JUROS FUTURO 21/03/2025
Meses
Contr.
aberto
Contr.
negoc.
Máximo Médio Último Volume total
Abr/2025 3.235.770 88.899 14,16 14,15 14,15 8.852.619.257 
Mai/2025 600.470 59.952 14,16 14,15 14,15 5.907.659.193
Jun/2025 751.867 62.241 14,35 14,34 14,35 6.064.048.351
Jul/2025 3.422.939 436.042 14,50 14,46 14,47 42.021.004.198
Bolsa de Mercadorias & Futuros - DI de 1 Dia Futuro FONTE: B3
(contrato = R$ 100.000,00; cotação = PU)
PETRÓLEO
Tipo Em US$
Brent/Londres/Abr 72,00
WTI/Nova Iorque/Mar 68,07
PREÇOS RECEBIDOS PELOS PRODUTORES
Rio Grande do Sul - Semana de 10/03/2025 a 14/03/2025
Produto Unidade Mínimo (R$) Médio (R$) Máximo (R$)
Arroz saco 50 kg 80,00 88,16 95,00
Boi para abate kg vivo 9,00 10,97 12,00
Cordeiro para abate kg vivo 8,00 10,23 11,50
Feijão saco 60 kg 150,00 230,00 480,00
Leite (valor liq. recebido) litro 2,00 2,50 2,78
Milho saco 60 kg 64,00 68,29 76,00
Soja saco 60 kg 126,00 128,44 134,00
Suíno tipo carne kg vivo 5,75 7,74 12,00
Trigo saco 60 kg 65,50 70,17 72,00
Vaca para abate kg vivo 8,00 9,71 10,50
 FONTE: EMATER/RS-ASCAR 
 ⁄ AGRONEGÓCIO
TJLP
Taxa de Juros de Longo Prazo
Mês %
Fev/2025 7,97
Jan/2025 7,97
Dez/2024 7,43
SELIC
Mês
Juros para pagamento 
em atraso
Fev/2025 0,99%
Jan/2025 1,01%
Dez/2024 0,93%
Meta: 12,25% Taxa efetiva: 10,75%
Para débitos federais, entre eles o I.R, além dos juros, 
há multa de 0,33% ao dia, limitada a 20% sobre o valor 
nominal.
TLP-PRÉ*
Taxa de Longo Prazo
* Sem IPCA
Mês %
Mar/2025 7,68
Fev/2025 7,45
Jan/2025 7,04
 ⁄ INDEXADORES FINANCEIROS
Taxa Referencial
Período Dias úteis (%)
22/05 a 22/06 22 0,2068
21/05 a 21/06 21 0,1791
20/05 a 20/06 20 0,1515
19/05 a 19/06 20 0,1420
18/05 a 18/06 21 0,1800
FONTE: INVESTIMENTOS E NOTÍCIAS
TR
Taxa Básica Financeira
Validade Índice (%)
22/05 a 22/06 1,0485
21/05 a 21/06 1,0006
20/05 a 20/06 0,9527
19/05 a 19/06 0,9532
18/05 a 18/06 1,0015
FONTE: INVESTIMENTOSE NOTÍCIAS
TBF
CUSTO DO
DINHEIRO
Tipo %
Hot-money (mês) 0,63
Capital de giro (anual) 6,76
Over (anual) 14,15
CDI (anual) 14,15
CDB (30 dias) 14,16
FONTE: AGÊNCIA ESTADO
FONTE: SECOVI/RS
FONTE: AGÊNCIA ESTADO
FONTE: AGÊNCIA ESTADO
CRIPTOMOEDA
23/03 (18h) Valor
Bitcoin R$ 490.441,00
13Jornal do Comércio | Porto Alegre
economia
Segunda-feira, 24 de março de 2025
MUNDO/BOLSAS 
Nova York Londres Frankfurt Milão Sidney Coreia do Sul
 Índices
 em %
Dow Jones
+0,08%
Nasdaq
+0,52%
FTSE-100
-0,63
Xetra-Dax
-0,47
FTSE(Mib)
-0,39
S&P/ASX
+0,16
Kospi
+0,23
Paris Madri Tóquio Hong Kong Argentina China
 Índices
 em %
CAC-40
-0,63
Ibex
+ 0,33
Nikkei
-0,20
Hang Seng
-2,19
BYMA/Merval
+3,05
Xangai
-1,29
Shenzhen
-1,76
BLUE CHIPS 
Ação/Classe Movimento
Itau Unibanco PN +0,22%
Petrobras PN +1,55%
Bradesco PN +1,38%
Ambev ON +0,96%
Petrobras ON +1,61%
BRF SA ON +0,05%
Vale ON +0,37%
Itausa PN -0,1%
MAIS NEGOCIADAS 
Ação/Classe Preço R$ Oscilação 
HAPVIDA ON NM 2,17 -3,56%
BRADESCO PN N1 12,52 +1,38%
BRASIL ON EX NM 28,37 +0,42%
PETROBRAS PN ATZ N2 36,80 +1,55%
CEMIG PN N1 10,80 -4,85%
(N1) Nível 1
(N2) Nível 2
(NM) Novo Mercado
(S) Referenciadas em US$
MAIORES ALTAS 
Ação/Classe Preço R$ Oscilação
LIGHT S/A ON NM 4,67 +14,18%
MOVIDA ON NM 5,01 +13,61%
CASAS BAHIA ON NM 8,000 +12,52%
PETTENATI ON 9,90 +11,86%
BEMOBI TECH ON NM 16,410 +9,40%
(*) cotações p/ lote mil
($) ref. em dólar
(NM) Cias Novo Mercado
(N1) Cias Nível 1
(#) ações do Ibovespa
(&) ref. em IGP-M
(N2) Cias Nível 2
(MB) Cias Soma
MAIORES BAIXAS 
Ação/Classe Preço R$ Oscilação
ZAMP S.A. ON 2,40 −15,49%
PLASCAR PARTON 6,12 −12,32%
COPEL PNA N2 9,98 −10,89%
AUTOMOB ON NM 0,270 −10,00%
MONT ARANHA ON 270,00 −9,40%
(*) cotações por lote de mil
($) ref. em dólar
(NM) Cias Novo Mercado
(N1) Cias Nível 1
(#) ações do Ibovespa
(&) ref. em IGP-M
(N2) Cias Nível 2
(MB) Cias Soma
 ⁄ MERCADO DIA 
 ⁄ MERCADO DE CAPITAIS
Na semana, Ibovespa teve avanço de 2,63% 
Moeda norte-americana apresentou alta firme na sexta-feira e voltou a superar o nível de R$ 5,70
Com agenda esvaziada na 
sexta-feira, o Ibovespa teve um 
dia de acomodação após a leve 
realização da quinta-feira, que 
sucedeu seis dias de ganhos, no 
que foi sua mais longa sequên-
cia de alta desde agosto passa-
do. A referência da B3 oscilou 
apenas 812 pontos entre a mí-
nima (131.776,39) e a máxima 
(132.588,02) da sessão, em que 
saiu de abertura aos 131.934,22 
pontos. Ao fim, conseguiu se 
afastar um pouco da estabili-
dade, em alta de 0,30%, aos 
132.344,88 pontos, com giro a 
R$ 54,9 bilhões em dia de ven-
cimento de opções sobre ações.
Na semana, o Ibovespa teve 
alta de 2,63%, vindo de ganhos 
de 3,14% e de 1,82% nos inter-
valos anteriores, que colocam o 
avanço no ano a 10,03% e o do 
mês a 7,77%. “O ganho do Ibo-
vespa na semana foi bastante fo-
mentado pelo ingresso de capitalestrangeiro na Bolsa, com a rota-
ção de ativos a partir de ajuste 
recente nos mercados america-
nos”, diz Ian Lopes, economista 
da Valor Investimentos. Em rela-
tiva recuperação, o desempenho 
dos principais índices de ações 
em Nova York no acumulado da 
semana ficou entre +0,17% (Nas-
daq) e +1,20% (Dow Jones). Na 
sexta, também prevaleceu alta 
ao fim: Dow Jones +0,08%, S&P 
500 +0,08% e Nasdaq +0,52%.
De acordo com os mais re-
centes dados disponíveis, em 
março, até o dia 19, houve en-
trada de R$ 5,615 bilhões em 
recursos estrangeiros na B3, re-
sultado de compras acumuladas 
de R$ 206,191 bilhões e vendas 
de R$ 200,576 bilhões. No acu-
mulado do ano, o fluxo de capi-
tal externo está positivo em R$ 
14,315 bilhões.
Na B3, a sexta-feira era de 
ajuste majoritariamente negati-
vo para as principais blue chips, 
à exceção de Petrobras, que 
acentuou ganhos em direção ao 
fechamento, com a ON em alta 
de 1,61% e a PN, de 1,55%, em ses-
são de pouco avanço para o pe-
tróleo em Londres e Nova York. 
Vale ON também ajudou ao fim, 
saindo do negativo ao positivo, 
na máxima do dia no fechamen-
to (+0,37%). Entre os grandes 
bancos, o sinal era misto até per-
to do fim, mas também se uni-
ficou, com ganhos entre 0,22% 
(Itaú PN) e 1,61% (Bradesco ON). 
Na ponta ganhadora do Iboves-
pa, Marfrig (+6,80%), Brava 
(+5,57%) e Hypera (+3,93%). No 
lado oposto, Automob (-10,00%), 
Cemig (-4,85%) e Petz (-4,30%).
No exterior, fato importante 
foi o retardamento de sanções 
tarifárias da União Europeia em 
resposta a iniciativas dos Esta-
dos Unidos, o que sinaliza um 
possível diálogo entre as partes 
para uma solução em comum 
acordo, acrescenta o operador, 
contribuindo para uma certa 
tranquilidade quanto a desdo-
bramentos da guerra comercial 
nesta véspera de fim de semana.
Nesse contexto mais favorá-
vel ao apetite por risco, o mer-
cado financeiro voltou a elevar 
o otimismo quanto ao desem-
penho das ações no curtíssimo 
prazo. A parcela que espera alta 
do Ibovespa para a próxima se-
mana voltou a ser majoritária, 
com 57,14% dos participantes, 
bem acima dos 42,86% da edi-
ção anterior. Os que preveem 
queda são 28,57% e os que acre-
ditam em estabilidade, 14,29%, 
ante 42,86% e 14,29% na últi-
ma pesquisa.
Bruna Centeno, advisor da 
Blue3 Investimentos, observa 
que o Ibovespa iniciou a sexta-
-feira em leve alta, mas não con-
seguia subir muito ao longo da 
sessão até perto do fechamento, 
ante o avanço do dólar (+0,74%, 
a US$ 5,7177) e também da cur-
va de juros doméstica - tendo 
permanecido, dessa forma, bem 
perto do “zero a zero” na maior 
parte da etapa vespertina. “Mer-
cado acompanha o risco de uma 
desaceleração econômica global, 
associado à política comercial 
dos Estados Unidos, que pode 
tirar até 1 ponto porcentual de 
crescimento do PIB americano, 
conforme já estimam algumas 
casas de análise, gestoras e cor-
retoras”, acrescenta. “Cenário é 
de incerteza e cautela.”
O dólar apresentou alta firme 
na sexta-feira e voltou a superar 
o nível de R$ 5,70, acompanhan-
do a onda de fortalecimento 
da moeda norte-americana no 
exterior, em dia marcado por 
apreensão sobre os impactos das 
tarifas do presidente dos Esta-
dos Unidos, Donald Trump, so-
bre a economia dos EUA. O real, 
que vinha apresentando desem-
penho superior a de seus pares 
nos últimos dias, teve a segunda 
maior perda entre as principais 
divisas globais, à frente da moe-
da de Israel, que recuou mais de 
1% em relação ao dólar.
Além de tradicionalmen-
te sofrer mais em períodos de 
aversão ao risco, o real pode ter 
sido abalado pelo desconforto 
com o quadro fiscal provocado 
pelos números do Orçamento de 
2025, aprovado na quinta à noi-
te pelo Congresso. Com máxima 
a R$ 5,7345, o dólar encerrou o 
dia em alta de 0,74%, cotado a 
R$ 5,7177. Apesar de ter subido 
na quinta e na sexta, a moeda 
fechou a semana com perdas de 
0,45% - o que leva a desvaloriza-
ção acumulada em março para 
3,36%.
As taxas dos contratos de 
Depósito Interfinanceiro (DI) 
continuaram a subir na sexta-
-feira, refletindo a reação dos in-
vestidores ao orçamento do go-
verno para 2025 e, em menor 
grau, a continuidade dos ajus-
tes na curva após a sinalização 
dada pelo Comitê de Política Mo-
netária (Copom) do Banco Cen-
tral na quarta-feira, de pelo me-
nos mais um aumento da Selic.
A taxa do contrato de DI 
para janeiro de 2026 subiu a 
14,930%, de 14,878% no ajus-
te anterior. A taxa para janeiro 
de 2027 aumentou a 14,780%, de 
14,653%, e a taxa para janeiro 
de 2029 avançou a 14,535%, de 
14,411%.
14 Jornal do Comércio | Porto Alegre
economia
Segunda-feira, 24 de março de 2025
 ⁄ CONJUNTURA
Novo consignado supera 35 milhões de simulações
Modelo permite que trabalhadores formais solicitem empréstimos a juros mais baixos do que os de mercado
A nova linha de crédito con-
signado criada pelo governo Lula 
(PT) já registrou 35,9 milhões de 
simulações de empréstimo e cer-
ca 3,13 milhões de solicitações de 
proposta feitas às instituições até 
as 11h deste domingo, conforme 
dados da Dataprev, empresa de 
tecnologia de informações da Pre-
vidência, divulgados pelo Ministé-
rio do Trabalho. Foram apenas três 
dias desde o lançamento do em-
préstimo, na sexta-feira. O Progra-
ma Crédito do Trabalhador já fir-
mou nesse período 7.644 contratos 
por meio do aplicativo da Carteira 
Digital de Trabalho Digital (CTPS 
Digital). Com garantia do FGTS, as 
instituições financeiras participan-
tes da modalidade têm o prazo de 
até 24 horas para fornecer opções, 
que depois serão avaliadas pelos 
trabalhadores. O modelo permi-
te que trabalhadores formais so-
licitem empréstimos a juros mais 
baixos do que os praticados pelo 
mercado, tendo o FGTS (Fundo 
de Garantia do Tempo de Serviço) 
como garantia.
A adesão ao crédito deve ser 
feita pelo aplicativo CTPS Digital 
(Carteira de Trabalho Digital), na 
aba Crédito ao Trabalhador. De 
acordo com o Ministério do Tra-
balho, o volume de acesso à pla-
taforma nos últimos dois dias está 
12 vezes acima do referencial se-
manal, considerando os últimos 
três meses. Diante da alta procu-
ra, o chefe da pasta, Luiz Mari-
nho, alertou para que os interes-
sados no modelo de crédito “não 
tenham pressa” em fechar o con-
trato. O ideal, segundo ele, é que os 
trabalhadores aguardem as 24 ho-
ras necessárias para que todas as 
instituições financeiras habilitadas 
enviem suas propostas.
“O trabalhador precisa ter cau-
tela, calma para analisar a melhor 
proposta”, disse o ministro.
Quem contratar o novo con-
Em apenas três dias de operação, modalidade de crédito teve 7.644 contratos firmados até às 11h de ontem
JOEL SANTANA/PIXABAY/JC
signado terá as parcelas do em-
préstimo descontadas mensalmen-
te na folha de pagamento por meio 
do eSocial, observada a margem 
consignável de 35% do salário.
É preciso autorizar as institui-
ções financeiras habilitadas pelo 
Ministério do Trabalho a acessar 
dados como nome, CPF, margem 
do salário disponível para consig-
nação e tempo de empresa, em 
respeito à LGPD (Lei Geral de Pro-
teção de Dados). Apenas a partir 
de 25 de abril o trabalhador que 
já tem empréstimo com descon-
to em folha poderá pedir migra-
ção do contrato existente para o 
novo modelo. 
Iniciativa deve impulsionar bancos em meio à alta de juros, dizem especialistas
O novo consignado privado 
deve ter um efeito positivo no ba-
lanço dos bancos ao reduzir o risco 
em meio à alta da inflação e dos 
juros, dizem especialistas. Apesar 
de ser um produto mais barato, já 
que é mais seguro - o que impli-
ca juros menores-, seu volume de 
contratação deve ser maior que o 
do crédito pessoal, que tem taxas 
mais altas, o que deve compen-
sar a diferença na rentabilidade 
das operações.
Além disso, com a garantia do 
salário e do FGTS (Fundo de Ga-
rantia do Tempo de Serviço) do 
trabalhador contratante, a perda 
esperada da nova modalidade é 
menor. Se ele tomar o lugar do cré-
dito pessoal, como é a aposta do 
governo, bancos poderão provisio-
nar menos dinheiro paraperdas 
esperadas, o que tende a melhorar 
o resultado final da instituição.
Segundo analistas, a perda es-
perada dos bancos no crédito pes-
soal varia entre 20% e 30%, em 
média. Já no consignado privado, 
apenas de 6% a 8% dos emprésti-
mos ficam sem pagamento.
“Esperamos que a nova reso-
lução estimule a originação e me-
lhore a qualidade do crédito no 
setor bancário, mesmo que possa 
impactar negativamente as mar-
gens devido à migração de linhas 
de crédito mais caras para este 
produto, que será objeto de uma 
concorrência mais intensa. No en-
tanto, o efeito líquido será positi-
vo para o sistema”, diz Alexandre 
Albuquerque, analista sênior da 
Moody’s Ratings.
A expectativa inicial da Febra-
ban (Federação Brasileira de Ban-
cos) é que R$ 85 bilhões de crédito 
pessoal contratado por trabalhado-
res formais migre para o novo con-
signado. “A introdução de um pro-
duto mais barato e de menor risco 
provavelmente fornecerá algum 
suporte ao crédito em um ano mar-
cado por um apetite reduzido devi-
do ao aumento das taxas de juros, 
desaceleração econômica e dimi-
nuição da confiança empresarial 
e do consumidor”, diz relatório da 
Moody’s sobre o novo consignado.
Com a inflação e os juros em 
alta, os grandes bancos disseram 
que não irão acelerar a concessão 
de empréstimos e financiamentos 
neste ano. A estratégia, porém, 
não vale para o novo consignado.
“O consignado privado para 
o Banco do Brasil é um oceano 
azul. Temos experiência com o 
consignado INSS e vamos usá-la 
para buscar a liderança de mer-
cado também nessa nova moda-
lidade”, afirmou Tarciana Medei-
ros, presidente do banco estatal, 
em entrevista sobre o balanço de 
2024. O BB pretende abocanhar 
10% de participação de merca-
do na nova modalidade. No atual 
consignado privado, o banco tem 
apenas 3,8%, segundo dados da 
Genial Investimentos.
Os líderes são Itaú e Santan-
der, com 30,2% do mercado cada 
um, que se destacaram em 2024 
com crescimento de lucro líquido e 
rentabilidade em meio à alta de ju-
ros. O Bradesco, que visa uma car-
teira de crédito mais saudável, tem 
12% do consignado privado.
“Esperamos que os bancos 
públicos serão mais proativos [em 
oferecer o novo consignado] e os 
privados serão mais graduais”, 
dizem Alexandre Albuquerque e 
Daniel Girola, analistas sênior da 
Moody’s Ratings.
Além de BB e Caixa Econômi-
ca Federal, os analistas também 
esperam fortes ofertas de Nubank, 
Banco Inter e C6 Bank, que quase 
não têm a modalidade por falta de 
convênios com grandes empresas.
“Estamos preparados para 
ofertar taxas competitivas com 
um modelo ágil, que garante o pa-
gamento em até uma hora, com ta-
xas em linha com a média do mer-
cado, de 2,80%, podendo variar de 
acordo com o perfil de cada clien-
te”, afirma Flávio Queijo, diretor 
de Crédito Imobiliário e Consigna-
do do Inter -o crédito pessoal tem 
uma média de juro de 6%.
A expectativa do banco digi-
tal é que o novo produto seja uma 
alavanca para o cumprimento da 
meta de crescimento para 2027, de 
60 milhões de clientes (atualmente 
são 36 milhões) e um ROE (retorno 
sobre o patrimônio líquido) de 30% 
(atualmente a 11,7%). Já os grandes 
bancos devem seguir conservado-
res na concessão de crédito, diz a 
Moody’s, de modo a manter uma 
carteira saudável e rentável e recu-
perar a margem de lucro. Em es-
pecial, Bradesco e Santander, que 
estão em processo de recuperação 
após troca de CEOs.Banco do Brasil pretende ficar com 10% da participação de mercado no novo consignado, destaca Tarciana
TÂNIA MEINERZ/JC
15Jornal do Comércio | Porto Alegre
economia
Segunda-feira, 24 de março de 2025
Administrativo e Financeiro
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 ⁄ TRIBUTOS Fonte: www.informanet.com.br
IMPOSTOS FEDERAIS E ESTADUAIS
25.03 IRRF Ganhos líquidos em operações em bolsas e assemelhados, de fato gerador de 11 a 20/março/2025
25.03 IRRF Fundos de Investimento Imobiliário (FII) e Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) - Resgate ou amortização de cotas ou distribuição 
de rendimentos, de fato gerador de 11 a 20/março/2025
25.03 IRRF Juros remuneratórios de capital próprio, de fato gerador de 11 a 20/março/2025
25.03 IOF Operações Crédito - Pessoa Jurídica, de fato gerador de 11 a 20/março/2025
25.03 IOF Operações Crédito - Pessoa Física, de fato gerador de 11 a 20/março/2025
25.03 IPI Pos.Tipi: 87.03 - Automóveis de passageiros e outros veículos automóveis principalmente concebidos para transporte de pessoas (exceto os da posição 87.02), 
incluídos os veículos de uso misto (“station wagons”) e os automóveis de corrida, de fato gerador de Fevereiro/2025
A chamada geração distri-
buída de energia solar chegou à 
marca de 5 milhões de imóveis, 
aponta um levantamento da Asso-
ciação Brasileira de Energia Solar 
Fotovoltaica (Absolar). Trata-se da 
energia gerada pelos próprios con-
sumidores perto do local de con-
sumo, por meio de painéis em te-
lhados e pequenos terrenos. Com 
isso, a modalidade chegou a 37,4 
GW de potência instalada no País, 
detalhou a Absolar. Considerando, 
também, a capacidade de grandes 
usinas fotovoltaicas conectadas no 
Sistema Interligado Nacional (SIN), 
de 17,6 GW, a fonte solar alcançou 
55 GW no Brasil. Isso representa 
22,2% da matriz elétrica brasilei-
ra (250 GW), o que lhe confere a 
posição de segunda maior fonte do 
País, atrás da hidrelétrica (44,6%) 
e à frente da eólica (13,4%).
Pelo balanço da Absolar, a ge-
ração fotovoltaica já evitou a emis-
são de cerca de 66,6 milhões de 
toneladas de CO2 na geração de 
eletricidade, contribuindo para a 
transição energética no Brasil.
Desde 2012, o setor teria trazi-
do para o País mais de R$ 251,1 bi-
lhões em investimentos novos, 1,6 
milhão de empregos, e contribuído 
com mais de R$ 78 bilhões em ar-
recadação aos cofres públicos.
Entre as unidades consumido-
ras abastecidas pela geração distri-
buída, residências lideram o uso 
da tecnologia, com 69,2% do total 
de imóveis, seguidas pelos comér-
cios (18,4%) e propriedades rurais 
(9,9%). Entre os estados, Minas Ge-
rais aparece em primeiro no volu-
me de unidades atendidas pela ge-
ração própria solar, com mais de 
900 mil. Na sequência, estão São 
Paulo, com 756 mil, e Rio Grande 
do Sul, com 468 mil. Entre janei-
ro e março, período marcado pela 
onda de calor extremo que elevou 
o consumode energia, foram ins-
talados mais de 147 mil sistemas 
solares pelos consumidores, que 
passaram a abastecer cerca de 
228,7 mil imóveis, em total de 1,6 
gigawatt (GW) adicionado, infor-
mou a entidade.
Apesar do crescimento, o se-
tor enfrenta gargalos apontados 
pela Absolar no documento: falta 
de ressarcimento aos empreende-
dores pelos cortes compulsórios de 
geração renovável (curtailments), 
que traz “insegurança jurídica e 
maior percepção de risco”, e bar-
reiras à conexão de pequenos sis-
temas de geração própria solar, 
sob a alegação de inversão de flu-
xo de potência, sem que haja es-
tudos técnicos que comprovem as 
eventuais sobrecargas na rede.
Não fossem esses entraves, diz 
 ⁄ ENERGIA
Geração distribuída de energia solar 
supera 5 milhões de imóveis no País
Sistema fotovoltaico já evitou a emissão de cerca de 66,6 milhões de toneladas de CO2
Estado tem 468 mil unidades consumidoras próprias, diz a Absolar
CELESC/DIVULGAÇÃO/JC
a Absolar, “o setor poderia contri-
buir ainda mais e atender volume 
maior de consumidores, de todos 
os perfis, que buscam economia, 
independência e autonomia”.
Segundo a Absolar, a partici-
pação da geração própria solar ain-
da é de apenas 5%, frente às 93,9 
milhões de unidades consumido-
ras de energia elétrica no mercado 
cativo brasileiro. “Com a queda de 
mais de 50% no preço dos painéis 
solares nos últimos dois anos, vi-
vemos o melhor momento para se 
investir em sistemas fotovoltaicos 
em residências, empresas e pro-
priedades rurais. E ainda há um 
enorme potencial de crescimento 
do uso da tecnologia fotovoltaica”, 
aponta no documento Ronaldo Ko-
loszuk, presidente do Conselho de 
Administração da Absolar.
Segundo a entidade, ao apro-
ximar a geração de eletricidade 
dos locais de consumo, a geração 
própria solar “reduz o uso da in-
fraestrutura de transmissão, ali-
via a pressão sobre a operação 
e diminui as perdas em longas 
distâncias, o que contribui para 
a confiabilidade e segurança em 
momentos críticos”. Por outro lado, 
críticos do movimento apontam a 
intermitência inerente à fonte e a 
falta de maior acompanhamento 
e controle sobre a sua penetração.
A Absolar também defende 
a aprovação do Projeto de Lei nº 
624/2023, que institui o Programa 
Renda Básica Energética, para tra-
zer soluções aos desafios enfrenta-
dos pela geração distribuída solar.
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16 Jornal do Comércio | Porto Alegre
internacional
Segunda-feira, 24 de março de 2025
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 ⁄ VATICANO
O papa Francisco fez sua pri-
meira aparição pública em cinco 
semanas antes de receber alta nes-
te domingo do hospital onde sobre-
viveu a um grave caso de pneumo-
nia que por duas vezes ameaçou 
sua vida. De cadeira de rodas, o lí-
der da Igreja Católica fez uma bre-
ve saudação para os fiéis durante a 
oração dominical do Angelus, por 
volta das 8 horas da manhã (horá-
rio de Brasília).
Os fiéis aclamaram o retorno 
com gritos de “viva o papa” e, em 
mensagem lida para todos, o pon-
tífice agradeceu as orações por 
sua recuperação.
Ele deu sua bênção do 5º an-
dar do Hospital Gemelli, em Roma. 
Ele preferiu fazer a aparição deste 
local - e não do 10º andar do pré-
dio, onde fica a suíte papal - para 
que as centenas de fiéis que se reú-
nem na praça próxima ao Gemelli 
possam vê-lo melhor. Ele não pre-
side a oração do Angelus desde 9 
de fevereiro.
Após se despedir da equipe do 
centro médico, ele retornará ao Va-
ticano para começar pelo menos 
dois meses de descanso, reabilita-
ção e convalescença, durante os 
quais os médicos disseram que ele 
deveria evitar encontros em gran-
des grupos ou esforçar-se demais.
Contudo, o médico pessoal de 
Francisco, o doutor Luigi Carbone, 
Papa faz primeira aparição 
pública após internação
De cadeira de rodas, pontífice fez saudação a fiéis neste domingo
Após alta, médicos recomendam a Francisco dois meses de repouso
FILIPPO MONTEFORTE/AFP/DIVULGAÇÃO/JC
disse no sábado que o papa even-
tualmente deveria poder retomar 
todas as suas atividades normais 
desde que mantenha o progresso 
lento e constante que tem apresen-
tado até agora.
Seu retorno para casa, após a 
hospitalização mais longa de seu 
papado de 12 anos e a segunda 
mais longa na história papal re-
cente, trouxe alívio tangível ao Va-
ticano e aos fiéis católicos que têm 
acompanhado com nervosismo 
os 38 dias de altos e baixos médi-
cos e se perguntando se Francisco 
se recuperaria.
Nenhum arranjo especial foi 
feito na Domus Santa Marta, o ho-
tel do Vaticano ao lado da basíli-
ca de São Pedro onde Francisco 
vive em uma suíte de dois quartos 
no segundo andar. Francisco terá 
acesso a oxigênio suplementar e 
cuidados médicos 24 horas por dia 
conforme necessário, embora Car-
bone tenha dito que espera que 
Francisco progressivamente pre-
cise de menos assistência respira-
tória à medida que seus pulmões 
se recuperem.
Embora a infecção por pneu-
monia tenha sido tratada com su-
cesso, Francisco continuará to-
mando medicação oral por um 
bom tempo para tratar a infecção 
fúngica em seus pulmões e conti-
nuará sua fisioterapia respiratória 
e física.
“Por três ou quatro dias ele 
tem perguntado quando pode ir 
para casa. Então ele está muito fe-
liz”, disse Carbone.
 ⁄ GUERRA
Israel amplia ofensiva em Gaza e 
mata liderança política do Hamas
Explosões e bombardeios 
atingiram o norte, centro e sul da 
Faixa de Gaza neste domingo, em 
momento de escalada dos comba-
tes retomados na semana passa-
da entre Israel e Hamas.
Ao menos 30 palestinos mor-
reram em ataques israelenses em 
Rafah e Khan Yunis, no sul do ter-
ritório de acordo com autoridades 
de saúde ligadas ao Hamas.
O grupo terrorista afirmou 
também que um de suas lideran-
ças políticas, Salah al-Bardaweel, 
morreu em ataques.
Bardaweel era membro do 
órgão de tomada de decisões do 
Hamas e ocupou cargos como 
chefe da delegação da facção 
para negociações indiretas de tré-
gua com Israel em 2009 e liderou 
o escritório de mídia do grupo 
em 2005.
Menos de uma semana após 
Israel romper o cessar-fogo e reto-
mar os bombardeios na Faixa de 
Gaza, o Hamas afirma que o nú-
mero de palestinos mortos no ter-
ritório ultrapassou 50 mil.
O Ministério da Saúde de 
Gaza, controlado pelo Hamas, 
disse que são ao menos 50.021 
mortos - o grupo terrorista não 
diferencia civis de integrantes 
da facção. O total de feridos seria 
de 113.274 desde o início da guer-
ra, ainda segundo o Hamas. Cer-
ca de 1.200 pessoas foram mor-
tas no ataque terrorista em Israel 
em outubro de 2023, e mais de 
250, sequestradas.
Além de bombardeios, nes-
te domingo Israel ampliou ope-
rações terrestres em Gaza. Em 
comunicado publicado na rede 
social X, o porta-voz militar is-
raelense Avichay Adraee disse 
que o Exército israelense realiza 
uma ofensiva no bairro Tal al-Sul-
tan, em Rafah, cidade no sul do 
território palestino que faz fron-
teira com o Egito.
O porta-voz militar também 
pediu aos palestinos que estavam 
na região que deixassem a “peri-
gosa zona de combate” e se deslo-
cassem para o norte do território.
A mesma mensagem está es-
crita em cartazes lançados por 
drones nesta área de Rafah, con-
forme observado por correspon-
dentes da AFP em Gaza.
Depois de várias semanas 
de desacordo com o Hamas so-
bre como continuar a trégua que 
entrou em vigor em 19 de janei-
ro, Israel quebrou o cessar-fogo 
ao retomar seus bombardeios na 
Faixa de Gaza antes de enviar no-
vamente soldados para as áreas 
de onde havia se retirado durante 
a trégua.
O ministro israelense da De-
fesa, Israel Katz, ameaçou nes-
ta semana anexar parte de Gaza 
caso o grupo terrorista não liber-
te os reféns ainda sob seu poder. 
Ele disse que Tel Aviv está inten-
sificando os ataques por ar, terra 
e mar na região. Em 2 de março, 
o governo do primeiro-ministro 
Benjamin Netanyahu cortou tam-
bém o fluxo de ajuda humanitá-
ria para o território conflagrado.
Israel parou ainda de fornecer 
eletricidade para a principal usi-
na de dessalinizaçãode água 
no local.
O enviado especial dos Esta-
dos Unidos para o Oriente Médio, 
Steve Witkoff, afirmou que o Ha-
mas é o responsável pela retoma-
da dos combates em Gaza após o 
grupo rejeitar proposta para con-
tinuidade do acordo.
Em paralelo, os rebeldes hou-
this no Iêmen, apoiados e finan-
ciados pelo Irã, reivindicaram a 
autoria de um disparo de míssil 
balístico em direção ao aeroporto 
Ben Gurion, em Israel, na manhã 
deste domingo. Israel afirmou 
que interceptou o míssil antes que 
ele cruzasse as fronteiras do país. 
Gaza voltou a ser alvo de ataques após Israel romper cessar-fogo
EYAD BABA/AFP/JC
 ⁄ RELAÇÕES INTERNACIONAIS
EUA proíbem Cristina Kirchner de entrar no país 
O secretário de Estado dos Es-
tados Unidos, Marco Rubio, anun-
ciou a proibição de entrada da ex-
-presidente da Argentina Cristina 
Kirchner e de Julio Miguel de Vido, 
ex-ministro de Planejamento do 
país sul-americano, alegando “en-
volvimento em corrupção significa-
tiva durante o tempo em que ocu-
param cargos públicos”.
De acordo com comunicado di-
vulgado pelo Departamento de Es-
tado americano, os familiares ime-
diatos do dois ex-líderes argentinos 
também estão “inelegíveis para 
entrada nos EUA”. “Kirchner e de 
Vido abusaram de suas posições ao 
orquestrar e se beneficiar financei-
ramente de múltiplos esquemas de 
suborno envolvendo contratos de 
obras públicas, resultando em mi-
lhões de dólares roubados do go-
verno argentino”, afirmou Rubio.
No texto, o secretário rea-
firmou o compromisso dos EUA 
em combater a corrupção global, 
“incluindo nos mais altos níveis 
de governo”.
 ⁄ INGLATERRA
Reino Unido ordena investigação sobre Heathrow
O governo do Reino Unido or-
denou no sábado uma investigação 
sobre a “resiliência energética” da 
região, após o incêndio em uma 
subestação elétrica ter forçado o 
fechamento do aeroporto de Hea-
throw, na última sexta-feira. O inci-
dente causou transtornos em voos 
em todo o mundo.
O Secretário de Energia britâ-
nico, Ed Miliband, disse que a si-
tuação não pode se repetir, e pediu 
ao operador do sistema que super-
visiona as redes de gás e eletricida-
de para “investigar urgentemente” 
o incêndio. Os primeiros resultados 
devem sair em até seis semanas.
O líder da Comissão Nacional 
de Preparação, Toby Harris, afir-
mou que o fechamento de Hea-
throw foi “um grande constrangi-
mento” para o país.
17Jornal do Comércio | Porto Alegre
política
Segunda-feira, 24 de março de 2025
 ⁄ JULGAMENTO
STF tem 4 votos para condenar Carla Zambelli
Ministro Flávio Dino votou para culpar deputada federal do PL/SP por perseguir homem armada em 2022
O ministro Flávio Dino, do Su-
premo Tribunal Federal (STF), deu 
o quarto voto no plenário virtual 
para condenar a deputada federal 
Carla Zambelli (PL/SP) por porte 
ilegal e arma e constrangimento 
legal com emprego e arma de fogo. 
O processo movido em razão de a 
parlamentar, com uma pistola, ter 
perseguido um homem na véspe-
ra do segundo turno das eleições 
de 2022. Antes de Dino, já haviam 
votado no mesmo sentido o relator 
do caso, Gilmar Mendes, e os mi-
nistros Cármen Lúcia e Alexandre 
de Moraes.
Ainda não houve divergências 
e são necessários seis votos para 
que seja formada maioria no julga-
mento, que vai até o próximo dia 
28 de março. Os votos, na linha 
do sugerido pelo relator, definem 
uma pena de cinco anos e três me-
ses de prisão em regime semiaber-
to. Gilmar também defendeu que 
o STF decrete a perda do mandato 
da deputada como consequência 
da condenação criminal.
Se o posicionamento for con-
firmado pela maioria do plená-
rio, Carla Zambelli perde o man-
dato, mas apenas após o trânsito 
em julgado do processo, ou seja, 
depois que todos os recursos fo-
rem esgotados. 
“Ainda que possuísse auto-
rização para o porte de arma de 
fogo, ao utilizá-la de forma osten-
siva em uma lanchonete e em via 
pública, a acusada agiu em des-
conformidade com o regulamen-
to vigente, o que faz com que sua 
conduta se adeque perfeitamente à 
descrição típica contida no artigo 
14 da Lei 10.826/2003”, disse Flá-
vio Dino em seu voto.
Segundo Dino, “a Constituição 
Federal exige dos agentes públicos 
uma conduta pautada em valores 
essenciais, como a honestidade, o 
respeito à vida do próximo, a pru-
dência e o compromisso com o in-
teresse público”. “A legitimidade 
do poder político decorre do rigo-
roso respeito às normas jurídicas e 
éticas, impondo-se, portanto, que 
todo agente exerça suas funções 
de forma a afastar condutas lesi-
vas ao bem coletivo, sob pena de 
abalar a confiança legitimamente 
depositada pela sociedade. É uma 
contradição insanável que um re-
presentante político ameace gra-
vemente um representado, como 
se estivesse acima do cidadão ao 
ponto de sujeitá-lo com uma arma 
de fogo, em risco objetivo de per-
der a sua vida”, completou.
A defesa de Carla Zambelli 
tentou tirar o processo do STF, ale-
gando que o caso não tem relação 
com o exercício do mandato e, por 
isso, deveria ser analisado na pri-
meira instância. 
A estratégia não prosperou. 
Carla Zambelli alega que agiu após 
Se posicionamento for confirmado por maioria, ela perde mandato
LULA MARQUES/EBC/JC
provocações e que achava que es-
tava exercendo um direito, já que 
ela tinha autorização para portar 
arma - a licença foi suspensa após 
o episódio.
Carla perseguiu um homem 
negro junto com seus seguranças 
no bairro Jardins, em São Paulo, 
na véspera do segundo turno da 
eleição. A deputada federal sacou 
a arma e correu atrás do jornalista 
Luan Araújo até um restaurante da 
região. Ela reagiu após ouvir que 
“Amanhã é Lula” e “Vocês vão vol-
tar para o bueiro de onde não de-
veriam ter saído”. 
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18
política
Segunda-feira, 24 de março de 2025
Repórter Brasília
Conversas entre Trump e Putin
O professor Rubem Siqueira Duarte, do programa de pós-gra-
duação de ciências militares na Escola de Comandos e Estado-Maior 
do Exército e coordenador do Laboratório de Análise Política Mun-
dial, fez uma avaliação dos possíveis avanços entre as conversas 
de Donald Trump, dos EUA, e Vladimir Putin, da Rússia, na guerra 
da Ucrânia. O especialista afirmou que é possível identificar algum 
avanço nas conversas entre os dois presidentes.
Posição do senador Hamilton Mourão
“A Guerra na Ucrânia mostrou a falência 
dos organismos internacionais, que não conse-
guiram impedir a invasão inicial, a matança, e 
nem articular a paz”, avalia o senador gaúcho 
Hamilton Mourão (foto), general e ex-vice pre-
sidente da República, acrescentando que, “por 
outro lado, há um vácuo de lideranças fortes e 
autênticas na União Europeia, propiciando que 
os EUA e a Rússia protagonizem as negociações, 
ocupando esse vácuo de poder geopolítico”.
Interesse econômico
“Lembro, por fim, que a reconstrução da Ucrânia tem custo es-
timado de ao menos US$ 500 bilhões; fato que sem dúvida vai des-
pertar interesses econômicos em função das oportunidades que 
daí podem advir”, concluiu o senador gaúcho.
Trocar espaço por tempo
O professor Rubem Siqueira Duarte, em longa entrevista à 
CBN, disse que “há uma estratégia muito clara de Putin, como a 
gente chama no meio militar, de trocar espaço por tempo, ou seja, 
ele cede um pouquinho, quase nada, para conseguir alongar a ne-
gociação, e com isso ganhar vantagens lá na frente”. 
Enrolando Trump
“Está muito claro que Putin está conseguindo, com sucesso, 
enrolar Trump e tentar algumas vantagens mais significativas no 
longo prazo, como por exemplo, retirar todas as sanções que eles 
receberam desde o início da guerra, descongelar os ativos que es-
tão na Europa, que são russos, e também um jogo político no mun-
do”, avalia o coordenador do Laboratório de Análise Política Mun-
dial, Rubem Siqueira Duarte.
Rússia se sente livre
Na opinião de Rubem Siqueira Duarte, “não é a primeira vez 
quea Rússia se sente livre; em 2007, a Rússia fez um ataque ciber-
nético na Estônia, que é membro da Otan, e a Otan não respondeu. 
Em 2008, invadiu a Geórgia, ninguém respondeu; em 2014, invadiu 
a Crimeia, ninguém respondeu, e agora mais territórios da Ucrânia, e 
também a resposta foi aquém do que poderia ser”, avalia o professor.
Vantagens para outras negociações
O professor fala sobre qual vai ser a relação futura da Rússia com o 
Irã, qual vai ser a futura relação da Rússia com a Síria, que são os outros 
tabuleiros que estão acontecendo ao mesmo tempo, e Putin quer usar a 
guerra na Ucrânia com vantagem também nessas outras negociações.
Temor na Europa
“O temor que existe, por exemplo, entre países da Europa, é 
de que a partir da forma como se está conduzindo a negociação 
desse conflito, a Rússia se sinta livre para tentar agir também em 
outros territórios, a exemplo do que fez com a Ucrânia; esse é um 
risco que vai se tornando cada vez mais real”, disse.
Países europeus se rearmando
É claro, acentua o especialista militar, “a Rússia está se sen-
tindo livre, volta a ser uma potência europeia muito forte, e não à 
toa, os países europeus estão se rearmando”.
Líder da bancada gaúcha na Câ-
mara dos Deputados em 2025, Mar-
celo Moraes (PL) terá o desafio de ar-
ticular no Congresso Nacional temas 
de interesse do Rio Grande do Sul. 
Entre eles, as tratativas quanto ao 
Programa de Pleno Pagamento da Dí-
vida dos Estados (Propag) e as ações 
que ainda são necessárias para a re-
construção do RS após as cheias de 
maio de 2024. 
Nesta entrevista ao Jornal do 
Comércio, Moraes defende que o 
atual modelo de negociação da dí-
vida com a União em que o Estado 
está inserido, o Regime de Recupe-
ração Fiscal (RRF), é prejudicial à 
competitividade do RS em relação 
a outros entes federados, mas tam-
bém que os vetos do presidente Luiz 
Inácio Lula da Silva (PT) ao texto do 
Propag aprovado no Congresso difi-
cultam as finanças gaúchas. 
Moraes também aborda assun-
tos relacionados às articulações do 
Partido Liberal para as eleições de 
2026, tanto em nível estadual quanto 
nacional. Neste sentido, o parlamen-
tar afirma haver a necessidade de 
um fortalecimento da sigla no RS, e 
não poupa críticas à atual presidên-
cia do partido.
Jornal do Comércio – Para 
2025, acredita que o tema da re-
construção do Estado após as 
cheias de maio segue sendo a 
prioridade da bancada? 
Marcelo Moraes - Com certeza. 
Temos muitos temas relacionados à 
reconstrução do Estado. Passamos 
por um momento muito difícil em 
2024, e o governo federal deixou a 
desejar em relação ao envio de re-
cursos para o estado, e acredito que 
a bancada gaúcha tem fundamental 
importância dentro dessa discussão. 
Estou falando isso não só em relação 
aos recursos, mas muitos projetos 
importantes tramitam aqui em Bra-
sília. Posso dar alguns exemplos. O 
primeiro deles é o que trata da ques-
tão do Propag, que seria praticamen-
te um refinanciamento das contas 
dos estados para com a União. Esse 
projeto foi apresentado, foi aprova-
do, e ele melhora a condição em re-
lação ao Regime de Recuperação Fis-
cal, que é um calo para os gaúchos 
e gaúchas, é algo que atrapalha de-
mais as finanças do Rio Grande do 
RRF traz prejuízo à 
Sul. E o Propag teve alguns pontos 
que foram vetados pelo presiden-
te Lula e que trazem prejuízo muito 
grande para o Rio Grande do Sul. 
JC – Quais vetos valia como os 
mais prejudiciais para o Estado? 
Moraes - Dois pontos são muito 
importantes. O primeiro deles é que 
o Estado teria que abrir mão desse 
perdão da dívida durante três anos, e 
isso representa ao redor de R$ 20 bi-
lhões. Recursos esses que não pode-
mos abrir mão, tendo em vista que 
estamos em um momento de recu-
peração. Outro ponto que me preo-
cupa muito, e que foi vetado pelo 
presidente Lula, é a possibilidade de 
utilizar o recurso que hoje vai para o 
Fundo de Desenvolvimento do Nor-
deste para pagar a conta. Isso gera 
ao redor de R$ 5 bilhões por ano. 
Então, imagina, são R$ 5 bilhões por 
ano que mandamos para desenvol-
ver outros estados, e isso já acontece 
há muitos anos, sendo que estamos 
em uma situação em que precisa-
mos de ajuda, não só pela enchen-
te, mas porque ao longo dos anos as 
finanças do Rio Grande do Sul não 
conseguem se equilibrar, justamente 
porque temos uma conta que é pra-
ticamente impagável junto à União. 
É um empréstimo que começou com 
R$ 9 bilhões, já pagamos ao redor de 
R$ 50 bilhões, e estamos devendo 
quase R$ 100 bilhões. Quer dizer, é 
necessário utilizar esse recurso, que 
hoje serve para desenvolver os esta-
dos do Nordeste, é importante que a 
gente possa usar para desenvolver e 
recuperar o nosso Estado. Entre ou-
tros vetos, mas acredito que esses 
são os dois mais importantes que va-
mos ter que tratar dentro da banca-
da gaúcha, e também conversar com 
outros estados que têm interesse. 
JC – E como estão as articula-
ções para a derrubada dos vetos? 
Moraes - Assumi a bancada faz 
pouco tempo, e vou ter uma reunião, 
já recebendo algumas entidades que 
trazem as suas necessidades, e acre-
dito que a partir dali a gente come-
ça a discutir esse tema. Até porque 
ele não está na pauta, ou seja, não 
está pronto para a votação. Essa vo-
tação dos vetos deve acontecer em 
uma sessão conjunta do Congresso. 
Temos que trabalhar a questão da 
bancada gaúcha, mas sempre enten-
dendo que não serão só deputados 
a votar, mas também senadores da 
República. Então, já começamos a 
articular, a conversar com outros es-
tados no sentido de buscar unanimi-
dade. Claro que existem alguns ru-
mores de que deputados ligados ao 
governo poderiam votar contra, mas 
não posso afirmar isso, porque não 
ouvi ninguém até agora se manifes-
tando contrário à derrubada desses 
vetos. O que posso afirmar é que a 
bancada gaúcha, agora, na sequên-
cia, começa a tratar desse tema im-
portante para o desenvolvimento do 
estado do Rio Grande do Sul. 
JC - O senhor acredita que a 
dívida já foi paga? 
Moraes - Essa discussão se dá 
há muitos anos, desde o momento 
em que eu era deputado estadual.
Fui presidente da Comissão de Fi-
nanças na Assembleia Legislativa 
e, desde aquele momento, a pau-
ta maior era a discussão da dívida 
do Estado com a União, e, de várias 
maneiras, na minha opinião, essa 
dívida já foi paga sim. Primeiro por-
que, volto a dizer: contratamos R$ 9 
bilhões, já pagamos ao redor de R$ 
50 bilhões, e ainda estamos deven-
do quase R$ 100 bilhões. Ou seja, já 
pagamos essa dívida. Mas tem algo 
que também deveria entrar nessa 
discussão. No passado, foi aprovado 
um projeto de lei que foi a Lei Kandir, 
que isentava o ICMS, que é um im-
posto estadual, com a promessa de 
compensar os estados. Acredito que 
aquilo que a União deveria devolver 
Bolívar Cavalar
bolivarc@jcrs.com.br
“As finanças 
do RS não 
conseguem se 
equilibrar, porque 
temos uma conta 
que é impagável 
junto à União”
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19Jornal do Comércio | Porto Alegre
Editora: Paula Coutinho
politica@jornaldocomercio.com.br
Marcelo Moraes (PL) nasceu em Santa Cruz do 
Sul e é deputado federal pelo Rio Grande do 
Sul em segundo mandato. Em 2025, assumiu 
a liderança da bancada gaúcha na Câmara dos 
Deputados. Foi deputado estadual de 2011 a 
2018, tendo presidido, em 2017, a Comissão de 
Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle 
da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. 
Também foi eleito vereador de Santa Cruz do 
Sul para o mandato 2009-2012, e atuou como 
secretário de Transportes e Serviços Públicos do 
município, de 2009 a 2010.
Perfil
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para o Rio Grande do Sul ultrapassa 
a marca dos R$ 80 bilhões, R$ 90 
bilhões. Ou seja, se passar a régua 
daquilo que eles nos devem em re-
lação à Lei Kandir para aquilo que 
devemos, essa dívida ou não exis-
te ou já estaria paga. O estado do 
Rio Grande do Sul hoje tem que ser 
competitivo emrelação aos outros, 
como Santa Catarina, que é um es-
tado superdesenvolvido, e o Paraná 
também. O RRF acaba nos deixan-
do numa condição não tão compe-
titiva, não podendo ter incentivos 
fiscais, que são para trazer empre-
sas e gerar emprego aqui no RS. E 
também temos ainda mais de 50 
municípios que sequer têm acesso 
asfáltico, e a gente não consegue 
ser competitivo em relação a bus-
car novas empresas e novos empre-
gos, não conseguimos ser competi-
tivos em relação à infraestrutura e 
não conseguimos ser competitivos 
em tantas outras áreas, justamente 
porque temos uma conta gigantesca 
para pagar, e isso tem influenciado 
negativamente no desenvolvimento 
do Estado. 
JC - Em 2024, o líder da ban-
cada gaúcha foi Dionilso Marcon 
(PT), que compõe o governo Lula. 
Neste ano, a liderança é do PL. O 
que muda com o líder da banca-
da sendo de oposição? 
Moraes - Primeiro que o Mar-
con, assim como outros deputados 
que passaram pela bancada gaú-
cha, todos eles conseguiram dei-
xar a questão ideológica um pou-
co de lado e trabalhar as pautas 
de interesse do estado do RS. Eu e 
o deputado Dionilso Marcon temos 
posições ideológicas totalmente di-
ferentes, mas eu reconheço o traba-
lho que ele fez à frente da bancada 
no ano de 2024, em um momen-
to difícil, em que muitas vezes nós 
deputados não conseguimos nem 
vir a Brasília por falta de aeropor-
to. E ele tentava ajudar em todos os 
momentos para que a gente pudes-
se continuar trabalhando aqui em 
Brasília, continuar buscando inves-
timentos, e abriu muitas portas. En-
tão, faço meu elogio ao deputado 
Dionilso Marcon, e que não foi dife-
rente em relação a todos os deputa-
dos que passaram pela liderança da 
bancada gaúcha. O meu trabalho 
será o mesmo. Claro que não po-
demos deixar de ter os nossos po-
sicionamentos ideológicos, e eles fa-
zem parte da nossa essência como 
parlamentar, mas, dentro da banca-
da gaúcha, a nossa ideia é discutir 
temas que são de relevância e que 
têm consenso para tentar ajudar o 
Rio Grande do Sul a se desenvolver. 
A pauta ideológica lá dentro não é 
prioritária, e sim o desenvolvimen-
to do Rio Grande. 
JC – Sobre o PL, o partido pas-
sa por um momento em que seu 
principal nome, o ex-presidente 
Jair Bolsonaro, está prestes a ser 
julgado pelo STF. Como avalia a 
atual situação da sigla? 
Moraes - Se o presidente Bol-
sonaro não participar da eleição de 
2026, com certeza é o maior crime 
contra a democracia aqui no Brasil. 
Até porque os argumentos para ele 
não participar da eleições são rasos. 
Imagina que uma reunião com em-
baixadores, que nem sequer votam 
no Brasil, vai retirar os direitos po-
líticos de alguém que tem o tama-
nho dele em relação à política bra-
sileira. Da mesma forma, eu vejo a 
questão do processo que ele está 
respondendo em relação ao 8 de ja-
neiro (de 2023). Lá dentro acusam 
ele de depredação de patrimônio 
público, mas ele nem no Brasil es-
tava. No dia 8 de janeiro ele estava 
nos Estados Unidos. Acusam ele de 
ter montado a minuta de um golpe 
que nunca aconteceu e que, segundo 
quem acusa, não aconteceu porque 
um dos envolvidos não conseguiu 
pegar um táxi. São acusações ab-
surdas. E essas acusações, na minha 
humilde opinião, são de alguém que 
quer muito prejudicar a direita, de 
quem quer muito que ele não volte 
à presidência da República, e aí ten-
ta inventar argumentos rasos para 
tentar tirá-lo do processo. E a gente 
já viu isso no passado. É o mesmo 
argumento raso que tirou o Lula da 
cadeia. Imagina que, lá no passado, 
os mesmos que estão agora tentan-
do tirar o Bolsonaro da eleição são 
os mesmos que inventaram um erro 
de CEP para tirar o Lula da cadeia 
para concorrer na última eleição. En-
tão, eu acredito que a nossa demo-
cracia passa por um momento muito 
difícil. Quero aqui, inclusive, elogiar 
a postura do deputado Eduardo Bol-
sonaro (PL-SP), que fica nos Estados 
Unidos lutando pela democracia. Ele 
também era um dos perseguidos por 
esse sistema que é liderado pelo Ju-
diciário e que vem perseguindo os 
direitistas Brasil afora. E aí fazer uma 
comparação: é trágico a gente en-
xergar que pessoas que estavam na 
Praça dos Três Poderes, mas não en-
traram dentro dos prédios públicos, 
esses estão sendo condenados siste-
maticamente. E, ao mesmo tempo, 
estamos enxergando uma anistia, 
uma “descondenação” por parte de 
todos aqueles que foram réus confes-
sos na Lava Jato, em que muitos de-
les confessaram os crimes e inclusive 
fizeram um ajuste para poder devol-
ver o dinheiro roubado. Então esse é 
o Judiciário brasileiro, que entrega os 
rigores da lei para os direitistas e os 
benefícios da lei para os esquerdis-
tas. Isso quando não cria lei que não 
está na Constituição para tentar per-
seguir aqueles que têm um pensa-
mento mais à direita aqui no Brasil. 
É lamentável esse momento que nós 
estamos vivendo aqui no nosso País. 
JC – E em âmbito estadual, 
como estão as tratativas do PL 
para as eleições de 2026? 
Moraes - Acredito que tem que 
haver um fortalecimento do partido, 
para que a partir desse fortalecimen-
to nós possamos começar a conver-
sar com outros partidos. Claro que 
essa política da boa vizinhança, de 
conversa com outros partidos que 
tenham um pensamento ideológico 
parecido conosco, já acontece, inclu-
sive no nosso dia a dia aqui em Bra-
sília, mas nada que esteja já direcio-
nado a compor a chapa com o nome 
A ou B para a próxima eleição. Até 
porque na eleição que vem nós va-
mos eleger, além de deputados esta-
duais e federais, governador e vice, 
vamos ter eleição com dois senado-
res, então isso amplia o leque de op-
ções para o eleitor. O PL tem grandes 
nomes, claro que nós temos que pas-
sar por uma reestruturação. A presi-
dência do deputado Cherini não tem 
somado muito para o crescimento 
do partido, porém, com a quantida-
de de mandatos de deputados que 
vieram para o partido, isso faz com 
que o partido cresça, independente 
da inoperância do deputado Cheri-
ni. Mas eu acredito que nós temos 
muitos nomes que podem estar dis-
putando tanto o governo do estado 
quanto o Senado. Como, por exem-
plo, o deputado (Luciano) Zucco, o 
nosso sempre ministro Onyx Loren-
zoni, nós temos a vinda de deputa-
dos que são renováveis com muita 
experiência, como, por exemplo, o 
deputado Osmar Terra, que sai do 
MDB para migrar para o PL na se-
quência, entre tantos outros nomes. 
Se eu continuar aqui falando eu vou 
talvez esquecer de algum nome, mas 
temos nomes fortes para concorrer 
tanto ao governo do estado quanto 
para o senado. E eu acredito que o 
PL não possa abrir mão de estar na 
cabeça de chapa, acredito que nós 
temos tamanho para isso e nós deve-
mos buscar um time, uma coligação, 
buscar partidos de centro, buscar 
uma coligação forte para tentar fazer 
um governo totalmente diferente no 
estado do Rio Grande do Sul. 
JC - Há articulações no PL gaú-
cho para mudança na presidência 
do partido? 
Moraes - Conversamos sobre 
isso na véspera da eleição do ano 
passado. E aí, naquele momento, se 
preferiu deixar como estava, até por-
que estava na véspera de uma elei-
ção, e depois não retomamos mais 
esse assunto. Mas é algo que, em al-
gum momento, vamos ter que dis-
cutir dentro do partido. Até porque 
partido não é propriedade privada. 
Talvez ele (Giovani Cherini) não te-
nha entendido que o partido não é 
uma propriedade privada dele, e sim 
um ambiente em que todos tem voz 
e vez. 
JC – E o senhor, quais os planos 
para 2026? Concorrer à reeleição? 
Moraes - Eu sou um soldado do 
partido. Aquilo que eu for convida-
do a concorrer, estarei concorrendo. 
Claro que trabalho muito forte com 
a questão da reeleição, mas estou à 
disposição do partido para o cená-
rio que for necessário e para a bata-
lha que a gente tiver que enfrentar 
pela frente.
competitividade do RS, avalia Moraes
20 Jornal do Comércio | Porto Alegre
geral
Segunda-feira, 24 de março de 2025
Editor: Deivison Ávila
geral@jornaldocomercio.com.br
Andar pelo Brique da Reden-
ção aos domingos é encontrar,de 
forma espontânea, as 
múltiplas manifesta-
ções e reivindicações 
de qualquer grande ci-
dade: shows ao ar li-
vre, truques de mágica 
para encantar as crian-
ças, doação de animais, 
diversos tipos de ex-
pressões políticas e ar-
tísticas, venda de arte-
sanato, antiguidades, 
comidas típicas de feira 
e, claro, muitos turistas 
que aproveitam para conhecer o 
parque no coração da capital gaú-
cha. Mas passear pelo Brique da 
Redenção também significa a cer-
teza de rever velhos conhecidos e 
fortalecer o vínculo com a cultu-
ra local.
Na comemoração dos 47 anos 
do Brique, realizada neste domin-
go, ocorreu o tradicio-
nal desfile de carros 
antigos do Veteran Car 
Club do Rio Grande do 
Sul em direção à fei-
ra. Além disso, hou-
ve uma mateada com 
distribuição gratuita 
de erva-mate e água 
quente para chimarrão 
e tererê.
Na banca Charles 
Müller, especializada 
em futebol, os clien-
tes não paravam de chegar. Entre 
as vozes, uma em espanhol pedia 
o distintivo do Peñarol, clube uru-
guaio. “Aqui atendemos pessoas 
de todos os lugares: alemães, es-
panhóis... Também falamos em in-
glês. O futebol é uma paixão que 
une as pessoas. E o legal de estar 
aqui é a troca que temos com os 
nossos clientes – nunca é só ven-
der”, considerou Ana Paula Dullius, 
que expõe no local ao lado do ma-
rido, de mesmo nome da banca, há 
quase 13 anos. No espaço, colecio-
nadores encontram peças raras de 
times e eventos esportivos de dife-
rentes épocas e lugares.
Um local assim, considerado 
um cartão-postal de Porto Alegre, 
merecia mais atenção do poder pú-
blico, na visão de Charles. “Com 
frequência, vemos pessoas caindo 
nesses buracos da rua, os banhei-
ros estão em péssimas condições, 
há furtos de cabos e (os bueiros) es-
tão sempre entupidos. Além disso, 
há poucas lixeiras. Como apresen-
tar isso para um turista?”, questio-
nou. O casal, que mora em Cruzei-
ro do Sul, já cogitou deixar a feira, 
mas desistiu da ideia. “Temos um 
carinho muito grande pelo Brique. 
Se não viemos, parece que falta 
algo no domingo. Nossos clientes 
são amigos, é muito gratificante”, 
afirmou Ana Paula.
O casal Lisandra e Wagner 
Acosta estava com os dois filhos, 
mostrando uma banca de fantoches 
do Brique aos pequenos. “Sempre 
viemos para cá e estamos passan-
do esse hábito para nossos filhos, 
para que continuem frequentando 
quando crescerem. É um passeio 
econômico, diverso e atrativo”, dis-
se Lisandra. Segundo ela, o que as 
crianças mais gostam é de comer 
pipoca dos ambulantes e visitar as 
bancas de brinquedos. “Tem do-
mingo que a gente não quer vir, mas 
eles pedem”, acentuou Wagner.
A festa foi organizada pela Co-
missão Deliberativa do Brique da 
Redenção, com o apoio das secreta-
rias municipais de Desenvolvimen-
to Econômico, Turismo e Eventos 
(SMDETE) e da Cultura (SMC), além 
do Shopping Total. A celebração in-
tegra a programação oficial do ani-
versário de Porto Alegre, que com-
pleta 253 anos em 26 de março (ver 
quadro abaixo).
Criado em 1978 por profissio-
nais do ramo de antiquários, o 
Brique funciona desde 1982 na ex-
tensão da avenida José Bonifácio. 
Concebido como uma feira a céu 
aberto, teve inspiração no Mercado 
de Pulgas, de Montevidéu, e na Fei-
ra de San Telmo, de Buenos Aires. 
Em 2005, uma lei estadual decla-
rou o Brique da Redenção patrimô-
nio cultural do Rio Grande do Sul.
Brique da Redenção celebra seus 47 anos
Criado em 1978 por profissionais do ramo de antiquários, o Brique virou um patrimônio simbólico da Capital
Bárbara Lima
barbaral@jcrs.com.br
Programação - 253 anos de Porto Alegre
 Segunda-feira, 24:
 10h30 - Dança Comunidade
 Local: Solar Paraíso - Travessa 
Paraíso, 71, bairro Santa Tereza;
 Terça-feira, 25:
 12h - Churrasco Solidário
 Local: Largo Glênio Peres, em 
frente ao Mercado Público, bairro 
Centro Histórico;
 Quarta-feira, 26:
 8h30 - Ação educativa 
cultural com alunos de escolas 
da rede pública de ensino para 
150 Crianças.
 Local: Museu Joaquim José 
Felizardo – rua João Alfredo, 582, 
bairro Cidade Baixa;
 11h - Encontro da Cultura com 
pessoas que circulam pelo Centro 
para cantar o “Parabéns a você” 
pelos 253 anos de Porto Alegre.
 Local: Museu de Arte do 
Paço (Praça Montevidéu, 10 - 
Centro Histórico)
Palco inclusivo disponível 
para apresentações artísticas 
e culturais.
 Quinta-feira, 27:
 18h - Exposição Paisagens 
de Porto Alegre na pintura de 
Érico Santos – Museu de Arte 
do Paço (Praça Montevidéo, 10), 
bairro Centro Histórico;
 18h - Aniversário da 
Cinemateca Capitólio, com 
entrega de melhorias no centro 
cultural – rua Demétrio Ribeiro, 
1.085, bairro Centro Histórico;
 19h - Cerimônia de 
premiação do Açorianos de 
Teatro Adulto, Circo e Tibicuera 
de Teatro Infantojuvenil - 
Teatro de Câmara Túlio Piva: 
rua da República, 575, bairro 
Cidade Baixa;
 Sexta-feira, 28:
 19h - Cerimônia de Premiação 
do Açorianos de Artes Visuais 
- Teatro de Câmara Túlio Piva: 
rua da República, 575, bairro 
Cidade Baixa;
 Sábado, 29:
 14h - Exposição Road Sense 
I: na Biblioteca Municipal 
Josué Guimarães – avenida 
Erico Verissimo, 307, bairro 
Cidade Baixa;
 15h - Baile da Cidade, no Parque 
da Redenção;
* Atrações: DJ Carol; Roda de 
Capoeira; Cláudia Quadros; 
Conjunto de Folclore Internacional 
Os Gaúchos; Nego Izolino; CTG 
Estância da Azenha; Xandele; 
Alma Gaudéria; Negra Jack; Banda 
Municipal 100 anos; Tributo a 
Charlie Brown; escolas de samba 
Mocidade da Lomba do Pinheiro, 
União da Tinga e Imperadores do 
Samba; Papas da Língua.
Carnaval de Rua
 12h - Circuito de Blocos da Orla 
- Edital Fumproarte
 Local: avenida Augusto de 
Carvalho, no Centro Histórico;
 16h - Desfile do Bloco Areal 
da Baronesa
 Local: Praça Garibaldi, no bairro 
Cidade Baixa;
 17h - Circuito de Blocos Zona 
Norte - Edital Fumproarte
 Local: Praça México, no bairro 
Rubem Berta;
 Domingo, 30
Carnaval de Rua
 12h - Circuito de Blocos Leste - 
Edital Fumproarte
 Local: Praça da Juventude 
- Parada 12 A, bairro Lomba 
do Pinheiro;
 15h - FavelaFolia - 
Apresentação de Blocos 
Carnavalescos – AMAVTRON
 Local: avenida Cruzeiro do Sul - 
Esplanada da Grande Cruzeiro;
 17h - Carnaval de Rua nas Ilhas 
- apresentação de escolas de 
samba e blocos
 Local: Colônia de Pescadores Z5, 
Ilha da Pintada;
 17h - Carnaval de Rua - 
Circuito de Blocos Zona Sul - 
Edital Fumproarte
 Local: Praça Macedônia, no 
bairro Restinga;
Carnaval de Rua
 12h – Apresentação de Rodrigo 
Almada e banda
 Local: Praça Nelson Marchezan 
– bairro Cohab Costa e Silva.
Fonte: Prefeitura 
Municipal de Porto Alegre
 ⁄ CLIMA
Semana será marcada pelo retorno da chuva ao Estado
A penúltima semana de 
março será marcada pelo retor-
no da chuva ao Rio Grande do 
Sul - após diversos dias de inten-
so calor e sem a ocorrência da 
instabilidade no território gaú-
cho. Segundo o Instituto Nacio-
nal de Meteorologia (Inmet), as 
temperaturas oscilam entre 21 e 
31 graus no Estado nesta segun-
da-feira. A previsão é de um dia 
com muitas nuvens, acompanha-
das de pancadas de chuva e tro-
voadas isoladas ao longo do dia. 
Na terça-feira, o clima será mar-
cado pela ocorrência de muitas 
pancadas de chuva e trovoadas e 
uma leve diminuição das tempe-
raturas. No domingo, o Rio Gran-
de do Sul registrou temperaturas 
elevadas, com as máximas che-
gando 33,8 graus em Teutônia e 
32,4 e 29,7 graus em Porto Ale-
gre, no Jardim Botânico e no Be-
lém Novo, respectivamente.
A chuva no mês de março 
tem sido escassa e com grande 
irregularidade na sua distribui-
ção pelo território gaúcho, segun-
do dados do Inmet. A ocorrência 
de chuva está abaixo da média 
histórica do mês na maioria dos 
municípios - em muitas cidades 
desde o dia 1° de março até agora 
o Instituto não registrou sequer 
50 mm. 
O tempo instável que predo-
mina pelo Estado também estará 
presente neste começo de sema-
na em Porto Alegre. O sol entre 
nuvens é o que predomina, com 
temperaturas quentes para a épo-
ca do ano. Porém, este aqueci-
mento, somado à umidade mais 
elevada,vai acabar por gerar al-
gumas nuvens mais carregadas.
 ⁄ TRANSPORTE PÚBLICO
Tarifa de ônibus de Porto Alegre vai 
a R$ 5,00 a partir de 31 de março
Os porto-alegrenses vão pa-
gar mais caro pela passagem de 
ônibus. O valor passa para R$ 
5,00 a partir de 31 de março, con-
forme anunciado pelo prefeito Se-
bastião Melo, durante solenidade 
no Paço Municipal na sexta-fei-
ra. O valor não era reajustado des-
de 2021, quando custava R$ 4,80.
Durante a entrevista coletiva, 
Melo disse que o município não 
recebeu em 2023 e 2024 aportes 
do governo federal para o trans-
porte público. Segundo ele, se 
não fossem as medidas para con-
ter o aumento em anos anteriores, 
como a saída de cobradores e mo-
dificações nas isenções, a tarifa 
técnica da passagem passaria de 
R$ 6,65 para R$ 9,00.
Com relação aos táxis, a ban-
deirada passa para R$ 6,95. O km 
em bandeira 1 será de R$ 3,47, en-
quanto o da bandeira 2 fica em R$ 
4,51. As lotações não terão reajus-
tes, seguindo no valor de R$ 8,00.
21Jornal do Comércio | Porto Alegre
esportes
Segunda-feira, 24 de março de 2025
esportes@jornaldocomercio.com.br
Tênis - Com uma carreira pro-
fissional que ainda está nos 
primeiros passos, o brasileiro 
João Fonseca segue alcançando 
novos patamares. No sábado, no 
Miami Open, ele derrotou o fran-
cês Ugo Humbert por 2 a 0 (6/4 e 
6/3) e, pela primeira vez, avan-
çou à terceira rodada em um 
torneio de nível Masters 1000, 
o mais alto depois dos Grand 
Slams. Agora, o próximo adver-
sário será o australiano Alex de 
Minaur, hoje, após as 20h.
Estaduais - O presidente da Cha-
pecoense, Alex Passos, decla-
rou que deve avaliar mudança 
para outra federação estadual 
na próxima semana, cogitan-
do participar do Gauchão ou 
do Campeonato Paranaense. 
A fala ocorreu depois de polê-
micas de arbitragem durante a 
final do Catarinense, conquista-
do pelo Avaí após empate em 1 
a 1 neste sábado.
CBF - A partir da primeira roda-
da do Campeonato Brasileiro, a 
entidade irá adotar nova regra, 
aprovada no último conselho da 
International Football Associa-
tion Board (Ifab), para impedir a 
cera dos goleiros durante o jogo. 
Ela consiste em conceder um es-
canteio ao adversário assim que 
o goleiro segurar a bola com as 
mãos por mais de oito segundos.
Fórmula 1 - Oscar Piastri conquis-
tou o Grande Prêmio da China, 
após manter a liderança durante 
a maioria absoluta da corrida na 
madrugada deste domingo. O 
australiano venceu pela terceira 
vez na carreira, com um tempo 
de 1h36min934. Piastri liderou 
a dobradinha da McLaren no 
pódio, com Lando Norris em 
segundo, deixando George Rus-
sell, da Mercedes, em terceiro. O 
brasileiro Gabriel Bortoleto ter-
minou em 14º.
Surfe - O Brasil segue dominando 
as ondas da Praia de Supertu-
bos. Em uma final verde-ama-
rela repleta de manobras aéreas, 
Yago Dora superou Italo Ferreira 
e conquistou o título do MEO Rip 
Curl Pro Portugal, neste domin-
go, a terceira etapa do Circuito 
Mundial de Surfe.
Judô - Rafael Macedo subiu ao 
pódio neste domingo no Grand 
Slam de Tbilisi, na Geórgia. Ele 
conquistou o bronze na catego-
ria até 90kg ao derrotar o ho-
landês Mark van Djik por ippon 
no golden score. Após perder 
nas quartas de final, Macedo 
se recuperou na repescagem e, 
na disputa pelo pódio, precisou 
de 23 segundos no tempo extra 
para aplicar um ashi guruma e 
garantir a vitória.
 ⁄ NOTAS ESPORTIVAS
Neste final de semana, Porto 
Alegre foi palco de uma das eta-
pas do STU Pro Tour, realizada 
no Skate Park da Orla 3. O even-
to, que trouxe grandes nomes do 
skate mundial à cidade, marcou 
a estreia da temporada do circui-
to internacional e teve um cenário 
especial, com o Guaíba ao fundo 
e as arquibancadas lotadas de pú-
blico. Entre os destaques, Rayssa 
Leal se consagrou campeã, ontem, 
na modalidade street feminino, 
mostrando mais uma vez porque 
é uma das principais atletas da 
modalidade no mundo.
Rayssa, que vinha de uma re-
cuperação de lesão no joelho e não 
competia há três meses, brilhou 
nas descidas com sua habilidade 
e determinação. Mesmo com dores 
na perna direita, a maranhense 
não deu chances para as adversá-
rias e se sagrou campeã na final, 
com uma nota de 81,57. Sua per-
formance empolgou os torcedores, 
que aplaudiram de pé a jovem de 
17 anos, que mostrou confiança de 
campeã mundial, mesmo após se-
manas longe das pistas.
Ao lado de Rayssa, outras bra-
sileiras também se destacaram na 
modalidade, como a gaúcha Ma-
ria Lucia, que fez bonito na pista 
e terminou em terceiro lugar, fi-
cando atrás da espanhola Danie-
la Terol, que conquistou a segun-
da posição. 
Já no park feminino, outra 
espanhola, Naia Laso, brilhou ao 
vencer com uma volta impecável 
na última das cinco descidas, ga-
rantindo uma nota de 90,67. Yn-
diara Asp, outra grande promessa 
brasileira, terminou em segun-
do, enquanto a japonesa Mizuho 
Hasegawa completou o pódio 
em terceiro.
O evento não se limitou ao fe-
minino. Na categoria street mas-
culino, Giovanni Viana, paulista 
e campeão do SLS SuperCrown 
2023, confirmou seu favoritismo 
ao vencer a etapa. Viana, que fi-
cou em segundo lugar logo após a 
primeira volta dos finalistas, não 
se abalou e, com uma série de 
manobras precisas, marcou no-
tas de 86,27 e 88,80, garantindo 
a vitória.
O pódio foi fechado pelo gaú-
cho Carlos Ribeiro, que obteve o 
 ⁄ SKATE
Rayssa Leal brilha e conquista o 
título no STU de Porto Alegre
Giovanni Viana e Gui Khury também levaram o Brasil ao lugar mais alto do pódio
Mesmo com dores, maranhense se sagrou campeã com nota 81,57
CÉSAR LOPES/PMPA/DIVULGAÇÃO/JC
segundo lugar, e pelo peruano An-
gelo Caro, que completou os três 
primeiros. Outro destaque do Es-
tado, Bruno Melão, também fez 
uma boa apresentação, mas ter-
minou em sexto lugar.
Na categoria park masculi-
no, Gui Khury, jovem curitibano 
de apenas 16 anos, foi o grande 
vencedor. Khury, com uma per-
formance de alto nível, conquis-
tou a primeira etapa do ano com 
uma nota de 91, superando gran-
des nomes do skate mundial. O 
atleta, que é parte da forte escola 
paranaense de skate, mostrou ma-
turidade e precisão nas manobras, 
confirmando o título após uma in-
crível quinta volta, onde garantiu 
a nota que lhe deu a vitória.
O norte-americano Tate Ca-
rew e o italiano Alessandro Ma-
zzara completaram o pódio, en-
quanto Pedro Barros, favorito da 
competição, não conseguiu com-
pletar nenhuma volta devido a 
uma lesão no tornozelo, o que o 
afastou da disputa.
 ⁄ SELEÇÃO BRASILEIRA
‘Chegou nossa hora’, diz Marquinhos 
sobre jejum contra Argentina
O zagueiro e capitão da sele-
ção brasileira, Marquinhos, des-
tacou que o jejum de vitórias do 
Brasil sobre a Argentina, que dura 
desde 2019, será um fator motivan-
te para o confronto de amanhã, em 
Buenos Aires, pelas Eliminatórias 
da Copa do Mundo. Em entrevis-
ta coletiva neste domingo, em Bra-
sília, o defensor chegou a afirmar 
que “agora chegou a nossa hora 
de ganhar”.
O último triunfo do Brasil so-
bre os rivais sul-americanos ocor-
reu na semifinal da Copa América 
de 2019, quando a Canarinho ven-
ceu por 2 a 0, no Mineirão, gols de 
Gabriel Jesus e Roberto Firmino. 
Desde então, os países se reencon-
traram em quatro ocasiões, mas 
sem vitórias para os brasileiros.
Atualmente, a Argentina lide-
ra as Eliminatórias com 28 pontos, 
enquanto o Brasil ocupa apenas a 
terceira posição, com 21. Apesar do 
cenário desafiador, Marquinhos se 
mostrou confiante após a vitória 
sobre a Colômbia, que deu tranqui-
lidade à seleção brasileira. “Ganha-
mos o último jogo, mas sabemos 
que podemos melhorar em vários 
aspectos. Aqui, a busca pela evo-
lução precisa ser insaciável”, disse.
Na preparação para o clássico, 
a equipe contou com a chegada de 
Weverton, Beraldo, João Gomes e 
Ederson, que se apresentaram nes-
te sábado e estão à disposição de 
Dorival Júnior para o confronto. 
Weverton substitui Alisson, cor-
tado devido a uma concussão ce-
rebral, enquanto Ederson ocupa a 
vaga de Gerson, que sentiu dores 
na coxa esquerda. Já Joãoao longo do dia pelo site do JC. Amanhã, a 
edição impressa também trará notícias com os melhores momentos do evento. 
REPRODUÇÃO/JC
INSTAGRAM/JCPerdeu os 
principais assuntos 
da semana? O JC 
Te Lembra traz 
um resumo do 
que aconteceu. 
Começou o 
período de envio 
do Imposto de 
Renda. O Banco 
Central aumentou 
a taxa de juros 
brasileira. A Selic 
agora está em 
14,25% ao ano. Já 
aqui no Rio Grande 
do Sul, o governo 
do Estado lançou 
um programa 
de renegociação 
de dívidas do 
ICMS. Acesse o 
QR Code e confira 
todas as notícias. TÂNIA MEINERZ/JC
O descompasso 
entre política 
monetária e fiscal
Começo de Conversa
3Jornal do Comércio | Porto Alegre Segunda-feira, 24 de março de 2025
Tesla na China
A nova megafábrica da Tesla em Xangai, no leste da China, ex-
portou na sexta-feira o seu primeiro lote de baterias de armazena-
mento de energia megapack. As informações são da agência de no-
tícias Xinhua, da China. Levou pouco mais de um mês após o 
lançamento da sua produção para realizar a sua primeira venda ao 
exterior.
Luxo na Serra
Uma pesquisa encomendada pela Planta, empresa para-
naense de Inteligência Estratégica, mostra os números do merca-
do imobiliário de Gramado e Canela durante 2024. O metro 
quadrado dos imóveis novos chegou a R$ 18.914 em Gramado e 
R$ 13.953 em Canela. O de Gramado é maior, em média, que o 
das três capitais da Região Sul – o metro quadrado de Florianó-
polis (SC) é de R$ 16.943, o de Porto Alegre R$ 14.344 e o de 
Curitiba (PR) está em R$ 13.664.
Imóveis de alto padrão
Cerca de 80% dos imóveis que estão à venda em Gramado 
tem o valor entre 700 mil a R$ 2 milhões. Os imóveis de super 
luxo tem valor, em média, de R$ 7 milhões e Gramado possui 
imóveis em planta com metro quadrado que chegam a custar 
R$ 37.143. Este segmento já responde por 12,5% do total da de-
manda. No total, a oferta é de 1.774 imóveis novos à venda em 
Gramado e 1.051 em Canela. A maioria é composta por aparta-
mentos de dois dormitórios.
Ela merece
Os 70 anos que a Ascar completa em 2025 foi tema do Grande 
Expediente da Assembleia Legislativa na quinta-feira passada. A ho-
menagem foi uma proposição da deputada estadual Silvana Covatti 
(PP), relembrou a história dessas sete décadas e destacou as princi-
pais ações de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) 
da Emater/RS-Ascar.
Distribuidora destaque
A Certel, de Teutônia, conquistou o segundo lugar nas categorias 
“Permissionárias acima de 10 mil unidades consumidoras”, “Maior 
crescimento anual 2024/2023” e “Brasil Permissionárias” do prêmio 
Aneel de Satisfação do Consumidor, promovido pela Agência Nacio-
nal de Energia Elétrica. De todas as distribuidoras do País, as 12 me-
lhores avaliadas na pesquisa são cooperativas.
Inteligência 
climática
A Câmara de Indústria, 
Comércio e Serviços de 
Caxias do Sul (CIC Caxias) 
lançou, na sexta-feira, o pro-
jeto “Inteligência Climática 
para Caxias do Sul”, iniciati-
va que deverá aprimorar a 
forma como a cidade lida 
com as adversidades do cli-
ma. Inclui a instalação de 
oito estações meteorológicas, 
estrategicamente distribuí-
das pelo território do municí-
pio, com o objetivo de moni-
torar as condições climáticas 
em tempo real, oferecendo 
dados abertos e acessíveis à 
comunidade, produtores e 
órgãos públicos.
O bom exemplo de Nova Petrópolis
A prefeitura de Nova Petrópolis fez a primeira coleta de lixo eletrônico, óleo de cozinha e vidro em 
2025. Foram recolhidos 11.187 quilos de resíduos, sendo 4.867 quilos de lixo eletrônico, 6.320 quilos de 
vidro, e 1.500 litros de óleo de cozinha. Os resíduos recolhidos tiveram destinação correta e reaproveita-
mento em outros usos, graças a parcerias com empresas locais. Um ótimo exemplo a ser seguido.
Começa amanhã e vai até sexta-feira a Expoagro Afubra, 
em Rio Pardo. O evento foi criado para mostrar as 
potencialidades do agro ao produtor rural. A feira é 
realizada desde 2001. A edição de 2024 recebeu 154 mil 
visitantes e movimentou R$ 310 milhões em negócios.
 JORDANA KIEKOW/COMUNICAÇÃO PMNP/DIVULGAÇÃO/JC
Rodeio de caminhões
Um rodeio de caminhões reuniu os melhores motoristas do 
transporte de combustíveis, açúcar e biomassa do Brasil em Canoas 
no fim de semana. O evento, promovido pela Raízen, ocorreu na 
sede da Dinon Transportes, em Canoas. Cinquenta motoristas fize-
ram um circuito para avaliação de suas performances. Dez estão se-
lecionados para a final no meio do ano no Nordeste.
NATHAN LEMOS/JC
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4 Jornal do Comércio | Porto Alegre
opinião
Segunda-feira, 24 de março de 2025
 ⁄ PALAVRA DO LEITOR ⁄ ARTIGOS
Na coluna Palavra do Leitor, os textos devem ter, no máximo, 500 caracteres, 
podendo ser sintetizados. Os artigos, no máximo, 2300 caracteres, com espa-
ço. Os artigos e cartas publicados com assinatura neste jornal são de respon-
sabilidade dos autores e não traduzem a opinião do jornal. A sua divulgação, 
dentro da possibilidade do espaço disponível, obedece ao propósito de esti-
mular o debate de interesse da sociedade e o de refletir as diversas tendências. 
A vice-prefeita de Por-
to Alegre, Betina Worm 
(PL), cumpriu a função de 
prefeita interina durante 
viagem do prefeito Melo 
(MDB). Em evento na Asso-
ciação Comercial de Porto 
Alegre (ACPA), Betina deta-
lhou os principais desafios 
para a gestão e explicou o 
que já está sendo feito na 
cidade (Jornal do Comér-
cio, edição de 12/03/2025). 
Que faça um bom trabalho 
e dê um destino correto aos 
impostos que “todos”, seja 
direita ou esquerda, paga-
mos. (Emerson Luz)
Malha viária
Com metade da malha viária de Porto Alegre já mapeada pelo 
Sistema de Gestão Integrada de Pavimentos, que usa inteligência 
artificial em veículos equipados para esse fim, o levantamento 
mostra que os trechos em pior estado estão na Zona Norte (JC, 
11/03/2025). Mas precisa desse equipamento para comprovar o que 
qualquer morador já sabe? Só não sabe disso quem não anda nas 
ruas de Porto Alegre. (Éverton Ângelo)
Malha viária II
Zona Norte, literalmente, esquecida. (Leandra Brambilla)
Inflação
Produtores rurais, representantes da indústria de carnes e 
supermercadistas reagiram mal à decisão do governo federal de 
zerar alíquotas de importação de alguns produtos para conter a 
inflação (JC, 10/03/2025). Esse governo é contra o próprio País. 
Isso é sabotagem. Um país agrícola importar alimentos é contra 
a segurança nacional e terá consequências mais a frente. (Alex 
Rodrigues)
Pelotas
Uma padaria localizada na Praia do Laranjal, em Pelotas, foi 
interditada no dia 18 de fevereiro pela Força-Tarefa do Programa 
Segurança dos Alimentos, do Ministério Público do RS. A medi-
da foi tomada devido às condições de higiene inadequadas do lo-
cal (JCSul, site do JC, 19/02/2025). Que a ação desenvolvida em Pe-
lotas prossiga por diferentes rincões do nosso Estado, pois a falta 
de higiene é uma dura realidade em muitas atividades comerciais, 
como se tudo fosse o mais normal possível, lamentavelmente. (Ari 
Quadros)
Empreendedorismo
A Flora Kolesar, administrada por Cláudia Mariana Kolesar, 
é uma das bancas mais antigas do Mercado Público de Porto Ale-
gre. A empreendedora herdou a banca de seus pais e é a tercei-
ra geração da família no Mercado (Caderno GeraçãoE, site do JC, 
05/03/2025). Parabéns à Cláudia pela dedicação e pela coragem 
para empreender neste País. (Emílio Becker Filho)
Juros altos aquecem mercado no litoral
Convergência em prol do interesse público
A venda de imóveis no Litoral Norte do Rio 
Grande do Sul atingiu um recorde histórico no 
ano passado, totalizando R$ 6 bilhões. O montan-
te representa um crescimento de 20% em compa-
ração a 2023, de acordo com dados do Sindicato 
da Indústria da Construção Civil do Estado (Sin-
duscon-RS). O cálculo tem como base a arrecada-
ção dos municípios comGomes 
e Beraldo entram nos lugares dos 
suspensos Bruno Guimarães e Ga-
briel Magalhães.
O Brasil treina ainda nesta se-
gunda-feira em Brasília antes de 
embarcar para Buenos Aires, onde 
joga o clássico contra a Argentina 
às 21h de terça-feira.
 ⁄ MERCADO DA BOLA
Dupla Gre-Nal monitora janela 
interna, mas encara limitações
Sem atuar desde a final do 
Campeonato Gaúcho, no último dia 
16, e com a estreia no Brasileirão 
marcada apenas para o próximo 
fim de semana devido à Data Fifa, 
Grêmio e Inter aproveitam a pausa 
no calendário para prospectar refor-
ços no mercado nacional. O Colora-
do, campeão estadual, e o Tricolor, 
vice, observam oportunidades, mas 
encaram a janela interna de transfe-
rências com muita cautela.
Aberta até 11 de abril, a “mini 
janela” permite apenas a contrata-
ção de jogadores que disputaram 
campeonatos estaduais. No Grê-
mio, a diretoria vê poucas opções 
e considera difícil encontrar um 
reforço de impacto. A prioridade é 
um zagueiro, e o nome de Arbole-
da, do São Paulo, é o mais cotado, 
embora outras posições também 
sejam monitoradas. Mesmo assim, 
o clube anunciou, no último sába-
do, a contratação do goleiro Jorge, 
24 anos, que disputou o Gauchão 
pelo Pelotas.
O Tricolor também trabalha 
na saída de jogadores com pouco 
espaço no elenco. O lateral Mayk, 
o meia Nathan e o atacante André 
Henrique estão na fila para deixar 
o clube. O goleiro Adriel, por outro 
lado, já foi emprestado ao Athletic-
-MG, enquanto Natã Felipe está pró-
ximo de reforçar o Juventude.
Do outro lado da cidade, o In-
ter busca reforços pontuais. Mesmo 
com Braian Aguirre consolidado na 
lateral-direita, a diretoria considera 
a chegada de mais um jogador para 
a posição, diante da provável saí-
da de Nathan e da lesão de Bruno 
Gomes. William, do Cruzeiro, é um 
dos nomes avaliados, mas a nego-
ciação é vista como financeiramen-
te inviável. Mariano, do América-
-MG, também foi especulado, mas 
um acerto parece distante.
Gabriel Margonar
gabrielm@jcrs.com.br
22 Segunda-feira, 24 de março de 2025
Áries: A busca de valores inspirados e de altas 
intuições da mente favorece enormemente 
seu desenvolvimento como pessoa. De que-
bra, as condições de conforto são agradáveis.
Touro: É tempo de descobrir o que se passe 
em sua psique, nas camadas mais recônditas 
dela. Você pode não apreciar muito isso, mas 
neste momento lhe fará um grande bem.
Gêmeos: As relações humanas podem se tornar 
muito mais humanas em um dia como hoje. 
Abra-se para as pessoas da maneira como elas 
são. Evite se apoiar em preconceitos.
Câncer: Momento agradável e benfazejo para 
com as relações sociais e de amizade. Mas o 
melhor é o quanto você pode crescer em con-
fiança em relação a seu papel de autoridade.
Leão: Momento para se apaixonar por algum 
ideal, alguma causa elevada ou por algum 
crescimento que queira imprimir à sua pró-
pria pessoa. Um dia voltado para o bem.
Virgem: Um dia propício para explorar o 
desconhecido, em todas as suas possíveis 
dimensões. Nada de ficar nos limites de cá. 
Dia para ir para o lado de lá, para o além.
Libra: As relações humanas se tornam mais 
fluentes, e você se reaproxima das pessoas 
queridas, inclusive vivendo com elas senti-
mentos cheios de energia e intensidade.
Escorpião: Momento especial para seu trabalho. 
Você pode descobrir talentos e capacidades que 
lhe são inerentes, mas que não estavam realiza-
dos ainda. Procure fazer algo nesse sentido.
Sagitário: Momento crepitante para os senti-
mentos amorosos, com você mostrando real-
mente o que se passa em seu coração, mesmo 
que isso cause espanto ou lhe pareça deslocado.
Capricórnio: É tempo de limpar a área, de virar 
a página, de soltar-se de antigos ressentimen-
tos. Aliás, como você pretende alcançar suas 
metas carregando tanto peso morto assim?
Aquário: A comunicação e o contato com as 
pessoas podem ser tremendamente revelado-
res. Inclusive revelar aspectos de sua própria 
natureza ou identidade que estavam velados.
Peixes: Grandes alegrias no amor, em peque-
nos acontecimentos. A certeza de ser bem 
recebido e ser querido. Há valores seus no 
trabalho que precisa conhecer melhor.
PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS
Solução
www.coquetel.com.br © Revistas COQUETEL
BANCO 70
3/eva — pie. 5/aviar. 6/favour. 7/fricote — samurai. 9/aracnídeo. 10/ostracismo. 16/confisco de terras.
CAC
OSTRACISMO
INALADORAN
FLCONFINS
IVANTREU
SOIDEAISM
CADROCHEDO
PODRESTND
DECORRENTE
ZEROAIPIE
TIBSFSN
REFRESCANTE
RIMAVIAR
TRESCOTG
AVSAMURAI
SAMUELROSA
Punição a
culpado de
trabalho
escravo
(?)-
conduto:
passe
militar
Animal
como a
viúva-
negra
Forma o
particípio
do verbo
em “ar”
Aprender a
(?), lição
aritmética
escolar
Pedro (?):
herói do
Grito do
Ipiranga
(?) Lanka:
o antigo
Ceilão
Exílio
forçado,
na Anti-
guidade
Absorvido
por meio
da res-
piração
Aeroporto
de Belo
Horizonte
(?) Lins:
gravou
“Lembra
de Mim”
A taxa re-
ferencial
de juros
(sigla)
“(?) te
Amo”,
filme de
Jabor
Pergunta
queixosa
da pessoa
gulosa
Profissão 
de Olympio
Faissol
Estado de
ovos lan-
çados em
protesto
Para o que
(?) e vier:
sem pre-
condições
Acidente 
geográfico
como
Gibraltar
Novak
Djokovic,
tenista
sérvio
Derivado
(de outro
fato)
Valor
positivo 
do mani-
queísmo
“(?) Hora”,
jornal
diário
gaúcho
Ice Blue,
rapper
paulista
Ana 
Ivanovic, 
tenista
´
Herói auto-
detonável
da Marvel
(HQ)
O efeito
de balas
de hortelã
ou menta
(?)
Mendes,
atriz e
modelo
“O Último
(?)”, filme
com Tom
Cruise
Orlando
Teruz,
pintor de
“Futebol”
A carta 
de maior
valor no
pôquer
Número de
títulos de
Piquet 
na F1
“Mens-
trual”, em
TPM
Cantor e 
compositor 
mineiro
Dado da
conta de
luz
Tolo (pop.)
Filme de
Kurosawa
Chilique 
(bras.)
Torta, em
inglês
Favor, em
inglês
Preparar
(remédio)
Autor de
“Sampa”
Senhora
(abrev.)
À (?): ao
pé da letra
Objetivos
supremos
Símbolo
LGBTQIA+
Horóscopo Gregório Queiroz /
Agência Estado
Maternidade e palhaçaria
Cinema e antropologia na Ufrgs
Curso gratuito para projetos culturais
Concebido a partir de conversas 
com mães da periferia de Porto 
Alegre, o espetáculo Riso de Mãe é 
Coisa Séria terá uma nova tempo-
rada de apresentações em nove 
cidades do Rio Grande do Sul. 
Realizado pelos grupos Las Brujas 
Cia de Teatro e Artes Integradas e 
Hipotenusa Artes da Cena, o pro-
jeto oferece sessões com entra-
da gratuita e abertas ao público 
em geral. 
As apresentações terão início no 
município de Boa Vista do Sul, no 
dia 24 de março, e deverão seguir 
por Marau, Maquiné, Tuparendi, 
Manoel Viana, Tupanciretã, Estrela 
e Ivoti, até o final do mês de maio. 
Em todos os municípios, também 
serão realizados círculos de escuta 
e troca de vivências artísticas com 
praticantes de palhaçaria locais de 
cada região.
Criada pela pesquisadora Lolita 
Goldschmidt, a iniciativa Riso de 
Mãe foi idealizada com o objeti-
vo de refletir sobre a forma como 
a prática do riso atua em mulhe-
res mães, formulando uma refle-
xão sobre a valorização dessas 
figuras femininas na socieda-
de contemporânea. 
Tem início nesta segunda-feira a 
mostra Cinema e Antropologia, rea-
lizada na Sala Redenção da Ufrgs 
(rua Eng. Luiz Englert, 333) em par-
ceria com o Programa de Pós-Gra-
duação em Antropologia Social da 
universidade e o festival POADOC. 
Quatro documentários nacionais 
integram a programação, sempre 
com sessões às 16h e às 19h.
Na agenda, estão incluídos os lon-
gas-metragens Assexybilidade 
(que abre a mostra com duas ses-
sões nesta segunda-feira), Chão, 
Fabiana e Campo grande é o céu, 
que abordam temáticas como a 
desmistificação da sexualidade, 
o Movimento dos Trabalhadores 
Sem Terra, a transgeneridade e as 
populações quilombolas. Confira 
os horários de exibição de cada fil-
me no site da Sala Redenção.
A partir do mês de abril, a Secretaria 
de Estado da Cultura (Sedac) pro-
move o curso Elaboração de Proje-
tos Culturais. Organizada através do 
Programa Estadual de Formação 
e Qualificação na Área Cultural do 
Sistema Estadual de Cultura (SEC), a 
atividade ocorrenos dias 22, 23, 29 
e 30, em formato online e gratuito.
A formação terá enfoque, principal-
mente, em temáticas relacionadas 
ao gerenciamento de processos or-
ganizacionais e a concepção criati-
va de propostas culturais. Apesar de 
ser direcionado para profissionais 
iniciantes nas áreas de arte, cultura 
e gestão, o curso está disponível 
para todos os públicos. Regulamen-
to e formulário de inscrição (até 17 
de abril) no site da Sedac.
Peça Riso de Mãe é Coisa Séria tem sessões gratuitas em nove cidades
LUÍS ANDRÉ CANCIAN/DIVULGAÇÃO/JC
23Jornal do Comércio | Porto Alegre Segunda-feira, 24 de março de 2025
Editor: Igor Natusch
igor@jornaldocomercio.com.br
A exposição Homo Machina 
Reloaded, assinada pelo escultor 
Paulo Favalli, está em cartaz no re-
cém-inaugurado Museu de Arte do 
Paço/Mapa (Praça Montevidéu, 10). 
A visitação é gratuita e segue até o 
dia 16 de maio, de segundas às sex-
tas-feiras, das 9h às 17h. A mostra 
individual tem curadoria de José 
Francisco Alves (membro da Asso-
ciação Internacional de Críticos de 
Arte) e apresenta uma reflexão so-
bre a relação entre o ser humano 
e a tecnologia, explorando aspec-
tos antropológicos e ambientais, 
através de uma linguagem artística 
complexa e imersiva.
Diferente da exposição anterior 
do artista, Homo Machina (2019), 
essa nova investida é composta 
de esculturas com elementos tec-
nológicos interativos, como com-
putadores, luzes e sons. Além do 
bronze, material tradicionalmente 
utilizado em suas esculturas, Faval-
li incorporou a cerâmica em suas 
obras, explorando novas texturas 
e cores, a fim de simbolizar tanto 
a linguagem arcaica da tecnologia 
quanto o contraste com a ideia fu-
turista de inovação. “Esta é uma 
nova etapa da minha carreira”, 
destaca o escultor, que também é 
cirurgião plástico.
Desenhista desde a infância, 
em 2008 Favalli buscou expandir 
seu domínio sobre o tridimensio-
nal, realizando sua primeira escul-
tura em bronze. Com o passar dos 
anos, construiu sua linguagem ar-
tística a partir da modelagem figu-
rativa em argila ou plastilina, bem 
como da apropriação de peças elé-
tricas e mecânicas de garimpo. Em 
2016, passou a criar esculturas hí-
bridas, que remetem ao clássico 
conceito homem-máquina, influen-
ciadas pela ficção científica. Desde 
2022, principalmente, após uma vi-
vência imersiva sob a orientação 
dos escultores Eudald de Juana e 
Grzegorz Gwiazda, o artista buscou 
ampliar fronteiras, e o realismo pas-
sou a se sobressair à anatomia, com 
emprego de computadores progra-
mados, que funcionam de verdade.
Com uma abordagem pes-
soal, Favalli conecta, assim, sua 
experiência na área médica à 
sua produção artística, abordan-
do questões que, embora distan-
tes da sua prática clínica, refletem 
sua curiosidade e paixão por te-
mas como inteligência artificial, 
questões ambientais e os desafios 
da sociedade contemporânea. “Na 
mostra de 2019, o mote das obras 
era exercício de entender o quan-
to de nós, humanos, temos de ‘má-
quina’ no nosso organismo – por 
isso a ‘brincadeira’ com peças me-
cânicas. Desta vez, desenvolvi uma 
linha de trabalho que não aban-
dona esse conceito, mas vai para 
um campo mais amplo e profun-
do, com o acréscimo do viés antro-
pológico”, detalha. A mostra atual 
reúne dez obras, algumas compos-
tas por mais de uma escultura.
De acordo com o curador, o ar-
tista “cria um mundo sob atmos-
fera cibernética”, projetando com-
binações humanas anatômicas e 
componentes robóticos. “Nas obras 
(concebidas para o espaço expositi-
vo e todas interligadas), o público 
vai ver computadores funcionando 
dentro e fora das esculturas, emi-
tindo sons e mensagens, via dis-
plays e painéis de led”, completa 
o escultor. Segundo ele, Homo Ma-
china Reloaded é “um convite à 
reflexão profunda sobre os rumos 
que a humanidade está tomando 
em um mundo cada vez mais tec-
nológico e interconectado”. 
A exposição inclui uma insta-
lação imersiva que simula um mu-
seu de história das civilizações hu-
manas, com uma trajetória que vai 
desde as origens da humanidade 
até um futuro distópico, em um for-
 PAULO FAVALLI/DIVULGAÇÃO/JC
Mostra de Paulo 
Favalli une esculturas e 
elementos tecnológicos 
interativos no Museu 
de Arte do Paço
Adriana Lampert
adriana@jornaldocomercio.com.br
Exposição Homo Machina Reloaded está em cartaz até 16 de maio
SILVIA BRUM/DIVULGAÇÃO/JC
mato multimídia, com vídeos, tri-
lhas sonoras e elementos plásticos. 
“Toda a mostra alerta para os pos-
síveis caminhos sombrios do de-
senvolvimento tecnológico. São es-
culturas com apelo conceitual forte, 
mas também com apelo estético e 
bastante figurativas, que passam 
mensagems muito atuais. Inclusi-
ve, uma parte da exposição é tex-
tual, reforçando o que mostram as 
imagens”, ressalta Favalli. “No caso 
da instalação, inseri peças que são 
achados arqueológicos, com indi-
cações da origem do homem, em 
uma trajetória que chega a um fu-
turo hipotético, que nos faz refletir 
para onde estamos indo”, contex-
tualiza o artista.
Favalli acrescenta que, duran-
te o processo criativo de Homo 
Machina Reloaded, realizou uma 
“pesquisa antropológica” através 
do acesso a livros, vídeos, aulas 
de antropologia, e filmes clássicos, 
como 2001: Uma odisseia no espa-
ço (1968), Blade Runner - O caçador 
de androides (1982), Matrix (1999) 
e Ex_Machina: Instinto artificial 
(2014).
Entre o humano 
e a máquina
ARTES VISUAIS
www.jornaldocomercio.com
Morreu na última sexta-feira o ex-pugilista
George 
Foreman, 
aos 76 anos. Lenda do boxe, Foreman foi 
bicampeão mundial dos pesos pesados e 
campeão olímpico representando os 
Estados Unidos. A causa da morte não foi 
informada pela família. O primeiro título 
mundial de Foreman foi conquistado aos 
24 anos, em 1973. Ele repetiu o feito em 
1994, quando tinha 45 e se tornou o 
lutador mais velho a ser campeão na 
categoria. A vitória foi por nocaute sobre 
Michael Moorer. Em 1968, na Cidade do 
México, o pugilista faturou o ouro olímpico, 
na categoria pesado (+81 kg). Ele derrotou, 
na luta decisiva, o soviético Ionas Chepulis. 
Foreman se aposentou com um cartel de 81 
lutas, sendo 76 vitórias (68 por nocaute) e 
apenas cinco derrotas. Foreman é considerado um dos maiores pesos 
pesados de todos os tempos, e protagonizou aquela que é considerada 
a maior da história, quando foi derrotado por Muhammad Ali em 
1974, na República Democrática do Congo (ainda com o nome de 
Zaire). Ali foi o único a vencê-lo por nocaute. Outra luta memorável 
para os fãs brasileiros foi contra Maguila, em 1990. Os dois duelaram 
em Las Vegas, com Foreman nocauteando o adversário no segundo 
round. O americano ainda ficou conhecido pelo empreendimento com o 
George Foreman Grill. O eletrodoméstico foi lançado em 1994 e, em 
2009, alcançou a marca de mais de 100 milhões de vendas.
 ÎMarcas de Quem Decide
A 27ª edição do evento de divulgação 
da pesquisa Marcas de Quem Decide, pro-
movida tradicionalmente pelo Jornal do 
Comércio, ocorre hoje, a partir das 8h, no 
Teatro Fiergs, na Zona Norte de Porto Ale-
gre. Lideranças das marcas mais lembra-
das e preferidas dos gaúchos conhecerão 
sua posição no ranking elaborado a partir 
de pesquisa com entrevistas realizadas 
pelo Instituto Pesquisas de Opinião (IPO). O 
estudo soma 79 categorias de diversos seto-
res da economia gaúcha, sendo cinco no-
vas. São elas: Loja de Produtos Pet, Marca 
de Calçados, Ração para Pets, Shopping e 
Marca Símbolo da Retomada Econômica. 
Inscrições no link: https://shre.ink/MCFn
 ÎBrics
 A presidente do Novo Banco de Desen-
volvimento (NDB, na sigla em inglês), Dil-
ma Rousseff, afirmou ontem, em Pequim, 
ter sido eleita para um novo mandato à 
frente da instituição, conhecida como ban-
co do Brics e sediada em Xangai. Ela havia 
sido indicada pelo presidente da Rússia, 
Vladimir Putin, após uma articulação do 
presidente Lula.
 ÎColgate
Clientes têm relatado nas redes sociais 
que a nova fórmula da pasta de dentes Col-
gate Total estaria dando reações alérgicas 
como ardência,inchaço, vermelhidão e 
aftas na boca, na língua e na gengiva. Os 
problemas teriam ocorrido após a mudan-
ça na fórmula do produto, que agora con-
tém fluoreto de estanho, no segundo se-
mestre deste ano. A Anvisa (Agência 
Nacional de Segurança Sanitária) também 
recebeu relatos de reações após o uso do 
produto.
 ÎAuxílio emergencial
O Ministério do Desenvolvimento e As-
sistência Social está notificando 176.862 
pessoas que receberam o auxílio emergen-
cial entre 2020 e 2021, durante a pandemia, 
mas não tinham direito por não atender 
aos critérios de elegibilidade. Todos que fa-
zem parte deste grupo devem devolver os 
valores. Ao todo, 6,7 milhões receberam o 
benefício de forma indevida, representan-
do um ressarcimento aos cofres públicos 
estimado em R$ 7 bilhões. 
 ÎChamada pública
Interessados em participar da Teia de 
Soluções – Resiliência Climática para o 
Rio Grande do Sul, chamada pública que 
irá selecionar iniciativas para fortalecer a 
capacidade de resposta aos impactos dos 
eventos meteorológicos no Estado, terão 
mais duas semanas para encaminhar 
seus projetos. O prazo de inscrições agora 
vai até as 18h do dia 7 de abril.
Porto Alegre, segunda-feira, 24 de março de 2025
fonte:
M E T E O R O L O G I A
A semana começa com tempo instável mais uma 
vez. Apesar das aberturas de sol que teremos 
pelo Estado, isoladamente há chance de chuva. 
No entanto, estas pancadas de chuva que 
ocorrem vão ter uma característica de verão, 
ou seja, mal distribuídas. Enquanto ocorre 
em uma cidade – as vezes com trovoadas e 
apertando a intensidade – não passará de um 
aumento de nuvens em uma região próxima. 
Temperaturas da tarde trazem aquecimento sem 
ser exagerado.
O tempo instável que predomina pelo Estado também estará presente neste começo de 
semana na região da Capital. O sol entre nuvens é o que predomina, ou seja, a maior parte 
do dia será assim. As temperaturas trazem um dia quente. Porém, este aquecimento com a 
umidade mais elevada acaba gerando algumas nuvens mais carregadas. 
Rio Grande do Sul Porto Alegre
15° 32° 22° 30°
PORTO ALEGRE NOS PRÓXIMOS DIAS
Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado
21°
30°
21°
30°
20°
30°
21°
32°
21°
30°
Dois filhotes de leão levantaram Porto Alegre na 
noite de sábado. Os irmãos
Caetano Veloso e 
Maria Bethânia, 
que incendiaram o Brasil com suas icônicas jubas 
ao iniciarem suas carreiras musicais na década de 
1960, mostraram que ainda são referência em 
MPB. Com cerca de 35 mil pessoas, lotaram a 
Arena do Grêmio e encerraram de maneira triunfal 
a turnê conjunta iniciada em 2024. O fim da turnê 
dos filhos de Dona Canô não estava previsto para 
Porto Alegre, mas, sim, em São Paulo. Entretanto, 
em consequência dos danos causados pela 
enchente de maio passado na Arena, o show em 
solo gaúcho, que estava previsto para 12 de 
outubro, precisou ser adiado. Mesmo assim, o 
público, que englobava diferentes gerações, não 
deixou de prestigiar os artistas. Apesar do 
contexto trágico que envolve a mudança de data 
do show, o público de Porto Alegre teve uma sorte: 
prestigiou a segunda execução de Um Baiana, 
música autoral inédita de Caetano. Na letra, o 
renomado artista brasileiro clama pela paz: “Os da 
guerra acreditam / Que mandam na Terra / E agora 
ainda mais / Mas nós que demos tudo / Não 
vamos ser mudos / É a paz”. Confira a crítica 
completa, assinada por Amanda Flora e Ana 
Stobbe, no site do Jornal do Comércio.
MICHAEL SHICK/WIKIMEDIA COMMONS/REPRODUÇÃO/JC
AMANDA FLORA/ESPECIAL/JC
	24-JCA001-DIG
	24-JCA002-DIG
	24-JCA003-DIG
	24-JCA004-DIG
	24-JCA005-DIG
	24-JCA006-DIG
	24-JCA007-DIG
	24-JCA008-DIG
	24-JCA009-DIG
	24-JCA010-DIG
	24-JCA011-DIG
	24-JCA012-DIG
	24-JCA013-DIG
	24-JCA014-DIG
	24-JCA015-DIG
	24-JCA016-DIG
	24-JCA017-DIG
	24-JCA018-DIG
	24-JCA019-DIG
	24-JCA020-DIG
	24-JCA021-DIG
	24-JCA022-DIG
	24-JCA023-DIG
	24-JCA024-DIGo Imposto sobre Trans-
missão de Bens Imóveis (ITBI).
O avanço do mercado imobiliário reflete o 
crescimento populacional da região, que registrou 
um aumento de 32% entre 2010 e 2022, segun-
do o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísti-
ca (IBGE). Em 2024, chegou a 434,3 mil habitan-
tes. A expansão da infraestrutura, a ampliação 
da oferta de serviços e o crescimento do turismo 
têm atraído tanto investidores quanto pessoas em 
busca de melhor qualidade de vida.
O cenário atual de juros elevados no Brasil 
contribui para quem deseja construir um patri-
mônio a longo prazo, com a possibilidade de uti-
lizar aplicações financeiras para equilibrar o in-
vestimento. Aplicações de renda fixa, como CDBs 
e Tesouro Direto, oferecem retornos que podem 
ser usados para o pagamento de parcelas de imó-
veis, permitindo a aquisição sem comprometer 
integralmente o capital inicial. 
No segmento de novos empreendimentos, os 
lançamentos de lotes têm se destacado como uma 
alternativa atrativa, registrando uma valorização 
média de 30% durante o período de pagamento. 
Esse aumento expressivo se deve a uma deman-
da crescente por espaços tanto residenciais quan-
to comerciais no litoral. O terreno pode ser utili-
zado para construção, revenda ou como garantia 
para novos investimentos.
A localização é um fator determinante para 
valorização. No litoral gaúcho, empreendimentos 
situados entre a Estrada do Mar e a praia são al-
tamente valorizados por oferecerem fácil acesso 
e proximidade ao mar, 
características cada 
vez mais raras. Outro 
ponto essencial é a es-
colha da construtora 
ou incorporadora. Em-
presas com histórico 
sólido e transparência 
garantem mais segu-
rança ao investimento, 
aumentando a confia-
bilidade do projeto e 
assegurando a entrega 
no prazo e nas condições acordadas.
Diante desse cenário positivo, o mercado imo-
biliário no Litoral Norte segue aquecido, consoli-
dando-se como um dos setores mais dinâmicos 
da economia gaúcha. Seja para moradia, lazer ou 
investimento, a região continua a atrair cada vez 
mais interessados, impulsionando o desenvolvi-
mento urbano local.
Sócio-diretor da Metagon/ 
Durafa Incorporadora
O ano de 2025 começou, e com isso, os desa-
fios tradicionais da política. Após o Rio Grande do 
Sul ter passado pela maior tragédia climática de 
sua história, ocorreram as eleições em outubro, 
quando os gaúchos foram às urnas com a expecta-
tiva de eleger quem terá comprometimento com o 
trabalho para superar, de vez, as dificuldades cau-
sadas pela enchente.
Contudo, como 
qualquer início de le-
gislatura, é comum 
vermos trocas de far-
pas entre vereadores, 
discussões superficiais 
e uma série de brava-
tas no plenário com o 
(único) propósito de 
render cortes nas redes 
sociais, não avançando 
em temas que realmen-
te importam e sejam de interesse público – e não 
“de público”. Agora, o foco deve ser em assuntos 
para melhorar a qualidade de vida da nossa popu-
lação e atacar os problemas reais do dia a dia.
Não podemos mais perder tempo. Oito meses 
depois do colapso provocado pelas chuvas, é ne-
cessário que as novas composições parlamentares 
das 497 cidades do nosso Estado dialoguem a fim 
de construir uma convergência sobre quais são as 
pautas que mexem com a vida da sociedade, que 
são de interesse público, considerando todos os as-
pectos inerentes ao contexto atual.
Vereadores e vereadoras de esquerda, centro e 
direita: precisamos firmar um pacto com o futuro, 
com o objetivo de realizar as transformações que 
o Rio Grande do Sul precisa. Mas como fazer isso 
quando discutimos questões de gênero ou apela-
mos para ideologias sem nexo, desrespeitando o 
eleitor que depositou o seu voto de confiança no 
fim de 2024? Depois, não adianta reclamarmos do 
que deixamos de fazer em cada um dos municí-
pios gaúchos.
O início de 2025 apresenta práticas já conhe-
cidas da política, mas os vereadores precisam ter 
em mente o que está em jogo. E a população está 
cansada de retrocessos. Precisamos convergir na 
escolha dos debates em prol do interesse público, 
valorizando quem escolheu os atores responsáveis 
pela política nas cidades. Temos muito trabalho a 
fazer, e o Rio Grande precisa de nós.
É preciso ter coragem neste momento de cons-
truir a convergência. O mais cômodo é optar pelo 
lugar comum da divergência vazia, às vezes sim-
plesmente por ser de direita ou esquerda. O revo-
lucionário, neste caso, é construir a paz e a solução 
para conflitos e problemas.
Presidente do Podemos RS
Betina Worm
Marcelo Strazas
Everton Braz
19Jornal do Comércio | Porto Alegre
política
Quarta-feira, 12 de março de 2025
 ⁄ PREFEITURA DE PORTO ALEGRE
O prefeito de Porto Alegre, Se-
bastião Melo (MDB), viajou a Bra-
sília para se reunir com o minis-
tro da Fazenda, Fernando Haddad 
(PT), junto de outros gestores mu-
nicipais da Frente Nacional de Pre-
feitas e Prefeitos (FNP). O encontro 
marcado para esta terça-feira, no 
entanto, foi adiado para o dia 19 
de março, após o petista ser con-
vocado pelo presidente Luiz Inácio 
Lula da Silva (PT) a comparecer à 
inauguração do Centro de Desen-
volvimento de Tecnologia Híbrida 
Flex no município de Betim, em 
Minas Gerais.
Com a ausência de Haddad, 
o ministro designou o secretário 
Extraordinário da Reforma Tribu-
tária, Bernard Appy, para receber 
os prefeitos e tratar da composição 
de uma chapa para concorrer ao 
comando do Comitê Gestor do IBS 
(Imposto sobre Bens e Serviços). De 
Melo tem reunião com 
Haddad adiada em Brasília
Encontro com ministro da Fazenda deve ocorrer no próximo dia 19
Bolívar Cavalar
bolivarc@jcrs.com.br
Prefeito aproveitou viagem para tratar de reforma tributária e habitação
THAYNÁ WEISSBACH/JC
acordo com Melo, ele ainda cum-
priu agenda junto ao governador 
do Distrito Federal, Ibaneis Rocha 
(MDB), e o convidou para compor 
a chapa da frente municipalista. 
“Fui visitar o governador Iba-
neis, em nome da Frente Nacio-
nal de Prefeitos, para convidá-lo 
(a compor chapa), porque neste 
comitê federativo ele tem um as-
sento duplo, como governador do 
Distrito Federal, mas Brasília tem 
um assento também como muni-
cípio. Ele aceitou o convite para 
estar conosco na Frente Nacional 
de Prefeitos”, disse o prefeito da 
capital gaúcha em áudio enviado 
à reportagem. 
Além destes compromissos 
relacionados à reforma tributária, 
o prefeito da Capital também par-
ticipou de reuniões para tratar de 
assuntos relacionados à habitação, 
como os programas federais Com-
pra Assistida e Minha Casa, Mi-
nha Vida.
Betina Worm detalha primeiras 
ações e desafios da gestão
“Muitos omeletes são feitos 
quebrando ovos.” Foi assim que a 
vice-prefeita Betina Worm (PL) de-
finiu a atuação do poder público, 
especialmente no trabalho de rear-
borização da Capital e de preven-
ção contra novas enchentes. Beti-
na, que está cumprindo função de 
prefeita interina durante a viagem 
do prefeito Sebastião Melo (MDB) a 
Brasília, detalhou os principais de-
safios da gestão e explicou o que já 
está sendo feito na cidade durante 
palestra no Menu POA, evento or-
ganizado pela Associação Comer-
cial de Porto Alegre (ACPA). Convi-
dada em razão do mês da mulher, 
a ex-militar afirmou que “se tem 
alguém que sabe o que é trabalhar 
em um ambiente masculino, eu te-
nho alguma escola”.
Em sua fala, a prefeita interi-
na destacou o trabalho do Execu-
tivo municipal na prevenção con-
tra cheias, ressaltando ações como 
o alteamento do dique do Sarandi, 
reformas nas casas de bomba e em 
bocas de lobo, criação de novas es-
truturas de bombeamento e fecha-
mento dos portões 1, 3 e 5 do Muro 
da Mauá. A ex-militar também co-
mentou sobre a criação do Centro 
de Monitoramento e Alerta da De-
fesa Civil (Cemadec) e do Centro de 
Monitoramento e Contingência Cli-
mática, ligado à Secretaria do Meio 
Ambiente, Urbanismo e Sustenta-
bilidade (Smamus). Segundo ela, 
as obras de reconstrução de Porto 
Alegre já somam R$ 536 milhões. 
A prefeitura prevê que todos os 
ajustes totalizarão R$ 839 milhões,ainda que a prospecção seja de 
R$ 1,2 bilhão. 
Os recursos utilizados para 
custear a reconstrução vêm das 
mais diversas origens. Na gestão 
anterior, o governo Melo havia pe-
dido financiamentos federais por 
meio do Novo Programa de Ace-
leração do Crescimento (PAC) e da 
Comissão de Financiamentos Ex-
terno (Cofiex). Contudo, os recur-
sos não foram autorizados. Após 
as enchentes, os valores foram li-
berados pelas entidades federais, 
fazendo com que R$ 6 bilhões che-
gassem ao Estado. Financiamen-
tos como o do Banco Mundial e da 
AFD (Agence Française de Dévelo-
ppement) já haviam sido negocia-
dos e aprovados antes da catástro-
fe climática, mas somaram-se aos 
cofres municipais recentemente 
e serão usados para requalifica-
ção do espaço urbano, projetos de 
transporte público e micro e ma-
crodrenagem no Centro Histórico 
e no 4º Distrito. Já com os recur-
sos do banco alemão KfW, que 
também haviam sido acordados 
anteriormente, será feita a macro-
drenagem dos arroios Moinho, 
Cavalhada e Guabiroba. A Capi-
tal também recebeu repasses do 
Comitê Andino de Fomento (CAF) 
e do Banco Interamericano de Fo-
mento (BID).
No evento, Betina detalhou a 
sua atuação como vice-prefeita, 
elencando os temas segurança, 
mobilidade urbana, causa animal, 
relações internacionais e desen-
volvimento econômico como seus 
principais focos. Ela, que está as-
sumindo um cargo político pela 
primeira vez, afirma que sua ro-
tina tem sido intensa. “Acho que 
as dificuldades estão me ensinan-
do até a ter mais jogo de cintu-
ra”, comenta. 
Sobre o reajuste da passagem 
de ônibus, Betina disse que “está 
se estudando e analisando a me-
lhor forma de abordar e solucionar 
o repasse da isenção dos 65 mais 
(idosos), que é responsabilidade do 
governo federal”. Segundo ela, a 
ausência de repasses federais para 
custear a isenção de passageiros 
do transporte público com mais de 
65 anos impacta diretamente no 
valor cobrado pelo poder público.
Sofia Utz
sofiae@jcrs.com.br
Vice-prefeita Betina falou a empresários no Menu Poa da ACPA
RAMIRO SANCHEZ/JC
 ⁄ MUNICIPALISMO
PP tem quatro prefeitos na disputa pela Famurs
Partido que mais elegeu pre-
feitos no Rio Grande do Sul nas 
eleições municipais de 2024, o PP 
elegerá no dia 11 de abril o nome 
que irá presidir a Federação das 
Associações de Municípios do 
Rio Grande do Sul (Famurs) na 
gestão 2025-2026. Ontem foi o 
prazo limite para que os gestores 
municipais manifestem interesse 
em comandar a Famurs. 
Até o momento, quatro pre-
 ⁄ INVESTIGAÇÃO
Bolsonaro recorre para ser julgado pelo plenário do STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro 
(PL) quer ser julgado pelo plenário 
do Supremo Tribunal Federal (STF), 
em vez de pela Primeira Turma da 
corte. O recurso foi apresentado 
nesta segunda-feira. 
Bolsonaro recorre de decisão 
que negou, no fim do mês passado, 
pedidos para declarar os ministros 
Flávio Dino e Cristiano Zanin impe-
didos para julgar a denúncia da Pro-
curadoria-Geral da República sobre 
a trama golpista, na qual Bolsonaro 
e mais 33 pessoas estão implicadas.
O plenário, em que o ex-presi-
dente quer ser julgado, é formado 
pelos 11 ministros da corte, entre 
eles André Mendonça e Nunes Mar-
ques, nomeados durante o seu go-
verno. Já a Primeira Turma tem os 
ministros Cristiano Zanin, Cármen 
Lúcia, Luiz Fux, Alexandre de Mo-
raes e Flávio Dino.
O primeiro pedido foi negado 
pelo presidente do STF, Luís Roberto 
Barroso, que entendeu que os argu-
mentos da defesa de Bolsonaro não 
justificariam um impedimento legal 
contra Dino e Zanin.
Entre as alegações da defesa 
estavam uma queixa-crime de Dino 
contra Bolsonaro quando ele era mi-
nistro da Justiça e Segurança Públi-
ca, nos primeiros meses do gover-
no do presidente Luiz Inácio Lula da 
Silva (PT). Já contra Zanin, os advo-
gados argumentam que o ministro 
foi advogado da campanha de Lula 
e entrou com ações contra a chapa 
de Bolsonaro nas eleições de 2022.
feitos manifestaram interesse 
em presidir a entidade; são eles: 
Volmir Rodrigues, de Sapucaia 
do Sul, Adriane Perin de Olivei-
ra, de Nonoai, Schamberlaen 
Silvestre, de Cambará do Sul, e 
Marcos Corso, de Três de Maio. 
O escolhido irá substituir Mar-
celo Arruda (PRD), que coman-
dou a Famurs ao longo da gestão 
2024-2025.
O PP elegeu 164 prefeitos e 
136 vices no Estado no ano pas-
sado, mas Jaury Gonzales da 
Cunha, eleito para comandar Ar-
roio dos Ratos, faleceu ainda em 
2024. Assim, estão aptos para 
votar 299 representantes da sigla 
na eleição interna do partido. 
A eleição do presidente da 
Famurs deve ocorrer em 21 de 
abril, e a data da posse ainda 
não foi definida. Para as próxi-
mas gestões, indicarão presiden-
tes os outros três partidos com 
maior número de prefeitos elei-
tos em 2024 - MDB, com 125, PDT, 
com 50, e PL, com 35.
O mercado 
imobiliário no 
Litoral Norte está 
entre os setores 
mais dinâmicos da 
economia gaúcha
Leia o artigo “Brasil é protagonista na transição para a eletromobilidade”, de Mikio Kawai Jr., em www.jornaldocomercio.com
É necessário que 
parlamentares nas 
497 cidades do RS 
dialoguem a fim 
de construir uma 
convergência
5Jornal do Comércio | Porto Alegre Segunda-feira, 24 de março de 2025
Patrícia Comunello
patriciacomunello@jornaldocomercio.com.br
No pontoNo Ponto
Do POAFW ao Trend Sul: 
moda mobiliza Porto Alegre
Iguatemi debuta na cena nacional, e Trend Sul foca indústria gaúcha
Porto Alegre está na moda, li-
teralmente. Não que não estivesse 
até hoje, mas duas iniciativas com 
diferentes propósitos, promotores 
e engajamento reforçam o olhar 
sobre o segmento, que, fora a ali-
mentação, é o que mais sustenta o 
consumo ao envolver todas as ge-
rações. As duas iniciativas são o 
POA Fashion Week (POAFW) e o 
Trend Sul 2025. Esta semana entra 
em cena o POAFW, de amanhã a 
quinta-feira, na mega área de 2 mil 
metros quadrados montada pelo 
shopping Iguatemi, com passarela 
de desfiles, salas de talks e mostra 
de moda, no primeiro piso do em-
preendimento - acesso ao lado da 
megaloja da Renner -, e que pro-
mete “agitar” o complexo, avisa 
a gerente-geral, Nailê Santos. “O 
POAFW consolida cada vez mais 
o posicionamento de que o Iguate-
mi é o maior lançador de moda no 
Sul do País. Vai ser uma semana 
de muito agito e oportunidade de 
muitas vendas para nossos lojis-
tas”, aposta Nailê. O POAFW tem 
direção de Paulo Borges, presiden-
te do Instituto Nacional de Moda, 
Design e Economia Criativa (Inmo-
de) e fundador do SPFW. Além dos 
desfiles de dezenas de lojas do mix 
do Iguatemi, dois nomes do circu-
tio SPFW estarão na passarela da 
Capital: Lino Villaventura e Luiz 
Cláudio. A exposição “As Joias da 
Rainha”, com a trajetória da pri-
meira editorialista de moda brasi-
leira, Regina Guerreiro, é uma das 
atrações no palco do megaevento. 
“O Trend Sul vai ser o maior 
evento do Sul do Brasil”, convoca 
Elaine Deboni, vice-presidente de 
Micro e Pequenas Empresas da As-
sociação Comercial de Porto Ale-
gre (ACPA). A iniciativa foi abra-
çada pela associação comercial 
e pretende turbinar a cadeia da 
moda, fabricação, designers e va-
rejo. “Nossa indústria é forte, mas 
é isolada. Vamos trabalhar juntos”, 
reforça Elaine. No lançamento na 
semana passada, foi detalhado o 
evento, que será no Parque Har-
monia, na Capital, de 27 a 29 de 
junho. A meta é atrair mais de 80 
mil pessoas, entre players e consu-
midores. “A ideia é trazer o Brasil 
para Porto Alegre”, diz Lessandra 
Fraga, coordenadora do Trend Sul. 
O Núcleo da Moda (Numoda) é um 
dos apoiadores. Lessandra explica 
que o outro foco é atrair a produ-
ção regional “para movimentar a 
economia após a enchente”. 
Iguatemi monta passarela de desfiles em 2 mil metros quadrados
PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/.JC
Coluna ganha 
lista de envio 
de notícias pelo 
WhatsApp
Fala galera! A coluna Minu-
to Varejo ganhou uma nova frente 
de conversa com vocês. É o canal 
pelo WhatsApp. Para receber notí-
cias em primeira mão e logo que 
a novidade surge, basta salvar na 
lista dos contatosno celular o nú-
mero (51) 99692-2573. Depois, crie 
e envie mensagem para o número 
salvo, pelo aplicativo, com “minu-
to varejo” e seu nome e sobrenome. 
Você não será incluído em um gru-
po de diálogo. As mensagens serão 
enviadas separadamente para cada 
usuário. Você poderá ler e compar-
tilhar o conteúdo pelo WhatsApp.
 Pós-NRF: dia 26, Fabiano Zortéa estará em evento da Fe-
deração Varejista do RS e CDL Novo Hamburgo, às 19h, no 
Salão de Atos Campus II, da Feevale; e dia 27, painel na ACPA, 
no Palácio do Comércio, às 8h, tem mediação do Minuto Va-
rejo, com Carlos Klein (CDL) e Diana Lienert (SindilojasPOA). 
Coluna 
de quinta
A edição de quinta-feira 
vai trazer os melhores 
momentos do episódio 
número 12 do videocast da 
coluna, com Diego Argenta, 
superintendente do grupo SIM.
 A Mamma Mia, restau-
rante de culinária italiana, 
tem agora CEO, é o ex-dire-
tor regional do grupo Igua-
temi, Marcelo Borba, que 
deixou a função após 20 
anos e encara a nova em-
preitada. Borba assumiu há 
pouco mais de 10 dias e diz 
que vem expansão da rede. 
“Vai ter muita novidade.” A 
marca buscou um executivo 
de varejo para apoiar o em-
presário Julinho Cavichioni.  
 A Docile tem mudança no 
comando: Ricardo Heineck 
assumiu a presidência, e os 
irmãos Alexandre e Fernando, 
todos sócios, passam a 
ser presidente do Conselho de 
Administração e membro do 
órgão, respectivamente.
PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
TÂNIA MEINERZ/JC
 A Chanel vai abrir no Iguatemi Porto Ale-
gre. A marca francesa terá operação da Fra-
grante & Beauty (perfumaria e beleza). Previ-
são é estrear até julho, segundo a marca. 
 A Fruki, patrocinadora do STU PRO Tour 
2025, em 
Porto Alegre, 
montou um 
”quiosque 
lab” para o 
público testar 
sabores em 
combinações 
inusitadas, 
diz a marca. FR
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ACPA lançou iniciativa para alavancar da indústria e designers a lojas
PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
6 Jornal do Comércio | Porto AlegreSegunda-feira, 24 de março de 2025
Em 2010, na euforia da des-
coberta do pré-sal, o governo fez 
o equivocado diagnóstico de que 
as rendas futuras de petróleo pa-
gariam, com sobra, toda a despe-
sa pública.
Mesmo com o sucesso da ex-
ploração do pré-sal, isso nem de 
longe aconteceu. Em 2024, o total 
de rendas de petróleo da União 
foi de R$ 107 bilhões, enquanto 
o seu déficit nominal somou R$ 
900 bilhões.
Na crença de que nos torna-
ríamos uma nova Arábia Saudita, 
foi criado o Fundo Social, onde se-
ria depositada parte do esperado 
superávit nominal, para acumular 
poupança em benefício das gera-
ções futuras.
O superávit não veio. Criar 
fundo de poupança em país defi-
citário equivale a tomar dinheiro 
no cheque especial para depositar 
na caderneta de poupança: prejuí-
zo certo.
Com dívida e juros altos, o 
melhor que se pode fazer pelas 
gerações futuras é não lhes le-
gar uma dívida ainda mais alta e 
cara: controlar a despesa e usar a 
renda do petróleo para pagar as 
contas correntes, evitando endivi-
damento adicional.
Escolheu-se, contudo, criar o 
Fundo Social, que, abastecido por 
rendas de petróleo da União, faria 
investimentos no exterior. O prin-
cipal investido seria preservado, 
gastando-se apenas os rendimen-
tos em oito áreas escolhidas pelo 
Congresso, que vão de educação 
a esportes.
As instâncias de governança 
desse fundo, previstas na lei, que 
planejariam e executariam os in-
vestimentos, jamais foram cria-
das. Os investimentos não foram 
feitos e os recursos se acumula-
ram na conta única do Tesouro.
Em 2013 já estava claro que 
os investimentos no exterior não 
decolariam. Foi então autoriza-
do o gasto de 50% dos valores 
do fundo em educação e saúde. 
A outra metade do fluxo de recei-
tas continuou acumulando saldo 
no fundo.
De tempos em tempos pas-
sava-se uma lei para desvincular 
esse saldo, usando-o para pagar 
dívida pública, o que é correto.
Chegamos ao presente, em 
que ainda há recursos empoça-
dos no Fundo Social e novos flu-
xos mensais de receita aumentam 
esse saldo mês a mês.
O governo não pode usar esse 
dinheiro para aumentar despesa 
primária, porque há um teto de 
gastos, determinado pela lei do 
arcabouço fiscal, que já está total-
mente consumido.
Deveria extinguir o Fundo So-
cial, que se provou inútil, e usar 
o saldo e os novos fluxos de re-
ceita para reduzir o déficit públi-
co, o que faria a dívida crescer 
mais lentamente.
Contudo, o governo prefe-
riu uma linha alternativa. Apro-
vou, em setembro de 2024, uma 
lei desvinculando R$ 20 bilhões 
do fundo, repassando-os ao BN-
DES, para constituir funding 
para empréstimos.
O truque é que esse desem-
bolso não é despesa primária, logo 
não se submete ao teto de gastos. 
Entre controlar o crescimento da 
dívida e fazer política pública de 
expansão de crédito, o governo es-
colheu a segunda opção.
A dose se repete com a recente 
edição da MP 1.291, que não extin-
guiu o Fundo Social, mas acabou 
com a fantasia dos investimentos 
no exterior, colocando os recursos 
disponíveis para uso do orçamen-
tário corrente.
Porém, novamente para evi-
tar o teto de gastos, o governo já 
informou ao Congresso que vai 
usar a via do desembolso finan-
ceiro, mandando R$ 21 bilhões 
para concessão de financiamentos 
via bancos públicos.
Em tese, uma vez que os to-
madores finais quitem os emprés-
timos feitos pelos bancos públicos, 
os recursos poderiam voltar para 
o Tesouro e serem usados para pa-
gar dívida pública. Na prática, os 
recursos permanecem nos ban-
cos, financiando novas operações, 
e são parcialmente consumidos 
por inadimplência, subsídios nos 
juros e taxas de administração.
Enquanto isso, a dívida públi-
ca continua subindo.
Fundo Social: escolhas ruins, ontem e hoje
De projeções exageradas ao truque fiscal 
Marcos de Vasconcellos
Jornalista, assessor de 
investimentos e fundador do 
Monitor do Mercado
 ⁄ MINUTO VAREJO
Exigência de manter funcionários na compra do Nacional é do Carrefour, diz sindicalista
“É uma relação comercial”, 
definiu o presidente da Federação 
dos Comerciários do Rio Grande 
do Sul (Fecosul), Guiomar Vidor, 
sobre qualquer mudança na condi-
ção de que, para comprar pontos 
do Nacional, é preciso assumir o 
quadro de funcionários. A exigên-
cia é do Carrefour, que tem hoje 26 
unidades ainda sem venda defini-
da. O presidente do grupo Asun, 
sétimo supermercadista gaúcho, 
Antônio Ortiz Romacho, disse, em 
entrevista à coluna Minuto Vare-
jo, que a permanência do quadro 
“emperrou” a compra de seis lojas 
que o grupo tinha interesse em fi-
car. O Asun já arrematou pontos 
do Carrefour, quando acertou a 
aquisição de unidades do Maxxi-
-Atacado (extinta) e Nacional, mas 
em outro negócio. Vidor reforça 
que a medida, eventual negocia-
ção sobre isso, “não está sobre o 
controle do sindicato”:
“Bem que gostaríamos de ter, 
vamos dizer assim, esse poder de 
definição”, admite o sindicalista, 
que dirige negociação neste mo-
mento para maior indenização dos 
empregados que poderão ser de-
mitidos caso filiais do supermerca-
do sejam fechadas. O Carrefour já 
oficializou, em seu balanço de re-
sultados de 2024, que vai encerrar 
as lojas que não forem negociadas 
até junho. Com isso, as dispensas 
serão inevitáveis. “Antes da re-
forma trabalhista, havia obrigato-
riedade da empresa de negociar 
com os sindicatos qualquer tipo 
de demissão coletiva, no caso de 
fechamento de empresa também, 
como nesse caso”, compara Vidor, 
que também preside a Central dos 
Trabalhadores e Trabalhadoras do 
Brasil do Rio Grande do Sul. 
“Acho que o Carrefour, na ver-
dade, quer se livrar do passivo tra-
balhista, por isso que está fazendo 
essa exigência. Mas isso não tem 
relação nenhuma com a negocia-
ção que estamos fazendo”, escla-
Patrícia Comunello
patriciacomunello@jornaldocomercio.com.br
Rede teve venda de 13 lojas até agora com o quadro completo, mas faltam 26 unidades para negociar
PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
rece o sindicalista. Mas Vidor con-
sidera que a condição é adequadae garante que seria o pedido tam-
bém do setor, para que a varejis-
ta “vendesse as lojas com todos 
os trabalhadores, transmitindo 
todos os seus direitos para os no-
vos proprietários”. O presidente da 
Fecosul cita que a manutenção do 
quadro ocorreu nas tratativas já 
feitas de venda para outros super-
mercadistas, como as 11 lojas para 
o grupo Nicolini, que aguarda ava-
lia do Cade, e uma para o Kern e 
outra para o Viezzer. “Todas fo-
ram vendidas junto com os seus 
trabalhadores, sem rompimento 
de vínculo.” 
7Jornal do Comércio | Porto Alegre
economia
Segunda-feira, 24 de março de 2025
Editora: Fernanda Crancio
economia@jornaldocomercio.com.br
 ⁄ TURISMO
‘País tem potencial para ser referência em ecoturismo’
Após quase 20 anos pilotan-
do carros a mais de 320 km por 
hora - seja na Fórmula 1 ou na 
Fórmula Indy - Mario Haberfeld 
deixou o automobilismo e, ago-
ra, em uma velocidade mais re-
duzida, busca se alinhar ao tem-
po da natureza. Em 2011, fundou 
a Onçafari, que busca conservar 
a biodiversidade brasileira por 
meio do ecoturismo, da ciên-
cia e da proteção de áreas natu-
rais. Entre as diferentes frentes 
em que a ONG atua atualmente, 
está a de reintroduzir na natu-
reza animais que são símbolos 
da fauna brasileira, como as on-
ças pintadas. 
Em entrevista ao Jornal do 
Comércio, Haberfeld - que em 
abril estará em Porto Alegre 
como um dos palestrantes do Fó-
rum da Liberdade 2025 - dá mais 
detalhes de como ocorreu essa 
curiosa transição das pistas para 
o ambientalismo e fala sobre o 
potencial do País para evoluir no 
turismo sustentável.
Jornal do Comércio - Con-
te como foi essa mudança de 
piloto de automobilismo para 
um defensor da vida selvagem 
e da conservação?
Mario Haberfeld - Corri de 
carro durante quase 20 anos e 
cheguei a andar na Fórmula 1 
como piloto de teste e correr na 
Fórmula Indy. Mas chegou um 
momento que senti a necessida-
de de um novo desafio. Me apo-
sentei das corridas em 2008 e 
sabia que queria trabalhar com 
conservação, mas não sabia 
como. Afinal das contas, não sou 
cientista, biólogo ou veterinário, 
mas sempre gostei muito dessa 
área. Tudo começou quando fui 
pela primeira vez para a África, 
quando tinha 12 anos. Meu pai 
me levou para um safari. Não era 
igual como é hoje, com hotéis lu-
xuosos. Fizemos tudo na caçam-
ba de um caminhão, andando 
pelo Serengeti - um dos maiores 
parques da Tanzânia. Essa via-
gem me marcou e depois que pa-
rei de correr resolvi que tinham 
vários animais que queria gos-
taria de ver na natureza. Fiquei 
dois anos viajando junto com 
um amigo com esse propósito. 
Fui ver o urso panda, na China, 
o gorila, na Uganda, o tigre, na 
Índia e o urso polar, no Canadá. 
Dessas viagens, surgiu a ideia do 
Onçafari, porque percebi que a 
maioria desses animais estavam 
sendo salvos graças ao ecoturis-
mo. Cheguei à conclusão de que 
a onça pintada era o nosso “leão 
brasileiro” e veio à tona a ideia 
de criar um safari no Brasil. 
JC - De que forma o Onça-
fari começou a desenvolver o 
ecoturismo no País e de que 
forma esse projeto foi ganhan-
do outras frentes? 
Haberfeld - Começamos com 
esse processo que chamamos de 
habituação, que é fazer com que 
seja possível conseguir ver as 
onças pintadas na natureza na 
reserva Caiman (localizado no 
Pantanal sul-matogrossense) e 
deu super certo. Naquele local, 
já existia um lodge e viam-se on-
ças duas vezes por ano somente. 
Hoje, é possível avistar o animal 
1,3 mil vezes ao ano. Com o eco-
turismo funcionando, passamos 
a abrir outras frentes, como a da 
ciência. Com essa parte, começa-
mos a descobrir várias questões 
de comportamento da onça pin-
tada que ninguém sabia. Depois, 
veio a parte social para melhorar 
a vida das pessoas onde a gen-
te trabalha e dar mais oportu-
nidades, especialmente para as 
mulheres do Pantanal, onde a 
pecuária é muito forte. Há ain-
da uma frente de educação am-
biental, que atua em escolas ou 
por meio de palestras, publica-
ção de livros e documentários, e 
outra de advocacy, que luta para 
termos mais parques e melhores 
leis ambientais no Brasil. 
JC - A ONG do fundador da 
The North Face serviu de inspi-
ração para vocês?
Haberfeld - Sim. Desde 2019, 
a Onçafari criou uma frente que 
chamamos de “Florestas”. Nesta 
frente, buscamos comprar áreas 
que estão sobre algum grau de 
ameaça com o objetivo de criar 
verdadeiros corredores ecológi-
cos. Essa ideia veio da atuação 
da família Tompkins (da The 
North Face), que vem fazendo 
isso na Argentina e no Chile há 
cerca de 30 anos. Nos inspiramos 
neles para fazermos o nosso mo-
delo, com a diferença de que as 
terras que compramos não são 
doadas para os governos a fim 
de virar parques nacionais como 
ocorre nas ações deles (da Fun-
dação Tompkins Conservation). 
Após comprarmos as áreas, nós 
fazemos um fundo de perpetui-
dade para mantê-las. 
JC - Quais dados que aju-
dam a mensurar a evolu-
ção da Onçafari nesses últi-
Nícolas Pasinato
nicolasp@jcrs.com.br
Ex-piloto de automobilismo, Mario Haberfeld fundou a ONG Onçafari e será palestrante do Fórum da Liberdade
THABATA CORDEIRO/DIVULGAÇÃO/JC
mos anos?
Haberfeld - Hoje, temos 16 
bases de atuação espalhadas 
pelo Brasil. Começamos no Pan-
tanal e passamos a atuar na 
Amazônia, no Cerrado e na Mata 
Atlântica. Nessa parte de compra 
de áreas, a Onçafari tem, atual-
mente, aproximadamente 120 
mil hectares de terras conserva-
das. No ecoturismo, consegui-
mos fazer com que a reserva de 
Caiman se tornasse o melhor do 
lugar do mundo para ver uma 
onça pintada. Nos últimos três 
anos, todos os nossos hóspedes 
que ficaram por pelo menos três 
noites, independente da época do 
ano, conseguiram ver pelo me-
nos uma onça. Ou seja, estamos 
contribuindo para que o Brasil 
entre no mapa internacional do 
ecoturismo, atraindo pessoas 
que gostam de fazer safaris.
Estamos contribuindo 
para que o Brasil entre 
no mapa internacional 
do ecoturismo, 
atraindo pessoas que 
gostam de fazer safaris
JC - De que forma o se-
nhor avalia que o ecoturis-
mo vem crescendo no País e 
qual a importância desse se-
tor para a preservação do 
meio ambiente? 
Haberfeld - Estamos ainda 
muito atrás da África e há anda 
muito o que avançar, mas esta-
mos no caminho. Como somos 
um país continental, precisa-
mos melhorar a infraestrutura 
de voos. Para ir do Pantanal para 
a Foz do Iguaçu, por exemplo, 
é preciso passar por São Paulo. 
Tudo é mais difícil. Mas assim 
como a África do Sul, que tem 
no turismo a sua principal fonte 
de renda, o Brasil tem tudo para 
evoluir e se tornar uma gran-
de referência. Ao desenvolver o 
ecoturismo, muda a percepção e 
a consciência das pessoas, que 
passam a ajudar na preservação. 
JC - Quais são os planos 
para o futuro da ONG e há al-
guma possibilidade de vocês 
atuarem no Sul do País? 
Haberfeld - O plano é seguir 
crescendo na parte de ecoturis-
mo, abrindo novas perspectivas 
em diferentes partes do Brasil. 
A área de pesquisa é um negó-
cio que nunca vai ter fim, en-
tão há sempre coisa nova a se 
descobrir. A mesma coisa com 
a educação, com a parte social. 
Na parte que a gente chama de 
floresta, em que criamos corre-
dores ecológicos ao comprarmos 
áreas, pretendemos dobrar de ta-
manho nos próximos dois anos. 
O Sul está, sim, no nosso mapa e 
temos bastante vontade de atuar-
mos nesta região. 
JC - No RS, tivemos as en-
chentes como catástrofe cli-
mática. No Pantanal e na Mata 
Atlântica há o problema do 
desmatamento e das queima-
das. Qual a mensagem que 
costuma deixar em suas pa-
lestras sobre a importância da 
preservação e do combate ao 
aquecimento global? 
Haberfeld - O ser humano 
precisa acordar. Com tudo isso 
que está acontecendo, quem ti-
nha dúvidas sobre o Global War-
ming não deveria mais ter. No 
Sul, foram as enchentes. No Pan-
tanal e na Amazônia, as quei-
madas. Um terço do Pantanal foi 
queimado no ano passado, uma 
área que representa o tamanho 
da Suíça. Também vimos os in-
cêndios que ocorreram agora em 
Los Angeles. Mas o ser humanoacha que as coisas vão acontecer 
daqui 100 anos, quando ele não 
estiver mais aqui. Precisamos 
pensar nas novas gerações, nos 
nossos filhos e netos. As coisas 
estão acontecendo muito mais 
rápido do que os cientistas pre-
viam. Então acho que as pessoas 
precisam entender que, mesmo 
que a tecnologia possa ajudar 
a minimizar esses impactos, é 
muito mais barato você cuidar 
do que ainda existe do que cor-
rer atrás do estrago depois.
8 Jornal do Comércio | Porto Alegre
economia
Segunda-feira, 24 de março de 2025
TAP brinda com Miolo
A comemoração será no dia 1º de abril, mas não é mentira. 
Muito pelo contrário. A TAP, que sempre ofereceu aos passageiros 
do voo Lisboa-Porto Alegre exclusivamente rótulos portugueses, 
abre uma exceção para celebrar a retomada do trecho. As taças 
dos viajantes terão Miolo Cuvée Brut, um espumante com Deno-
minação de Origem Vale dos Vinhedos (DOVV), elaborado com 
uvas Chardonnay, cultivadas nos vinhedos da Vinícola Miolo. Ao 
pousar na capital gaúcha, parte dos passageiros seguirá em uma 
programação a diversos destinos turísticos do Rio Grande do Sul. 
E, claro, o Vale dos Vinhedos, é parada obrigatória para um grupo 
de jornalistas portugueses.
Uma retomada estratégica
A retomada da rota aérea ocorre em um momento estratégico 
para o turismo gaúcho, especialmente após a reabertura do Aeropor-
to Internacional Salgado Filho, que ficou fechado por meses devido 
aos alagamentos de maio de 2024. Com essa retomada, a expectativa 
é que o turismo entre Brasil e Portugal ganhe ainda mais força, esti-
mulando o crescimento econômico e promovendo a cultura e belezas 
do Rio Grande do Sul para o mercado europeu.
Destino turístico inteligente
A Administração Municipal de Gramado recebeu, por meio da 
Secretaria de Turismo, uma premiação internacional na noite da 
quarta-feira passada (19) durante a programação da Feira Interna-
cional de Destinos inteligentes (FIDI), que está sendo realizada em 
Bonito (MG). Gramado foi a grande vencedora do Prêmio Íbero-Ame-
ricano de Destino Inteligente (DTI) 2025 na categoria Governança.
O dia da Síndrome de Down
Dia 21 de março é celebrado o Dia Internacional da Síndrome de 
Down, um dia para refletir sobre os desafios enfrentados por essas 
pessoas. A falta de acesso a oportunidades de emprego e a discri-
minação são realidades que limitam seu desenvolvimento. Com o 
objetivo de tornar o mercado de trabalho mais inclusivo, a Arcos Do-
rados e a marca McDonald ‘s se destacam na contratação de pessoas 
com deficiência.
População vegana reduzida
Uma pesquisa lançada em março de 2025, realizada pelo Insti-
tuto Datafolha, a pedido da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), 
aponta que 7% da população brasileira concorda totalmente ou em 
parte com a afirmação de que é vegana. O levantamento foi realiza-
do entre os dias 9 e 11 de dezembro de 2024. Além disso, o estudo 
revela que 22% dos entrevistados afirmam já ter tentado parar de 
comer carne em algum momento.
Descarbonização de edifícios
Os principais especialistas do segmento de construção susten-
tável do Brasil estiveram reunidos em Balneário Camboriú, litoral 
norte de Santa Catarina, nesta quinta- feira (20), no 3º Seminário de 
Descarbonização de Edifícios, promovido pelo ASHRAE South Brazil 
Chapter. Ele teve o patrocínio da FG Empreendimentos, reforçando 
seu compromisso com práticas ambientais responsáveis e com a evo-
lução do setor.
O tema do Fórum da Liberdade
Em um mundo polarizado, conflituoso, repleto de desinforma-
ção e disputas sobre quem é o dono da verdade, o Fórum da Liber-
dade 2025 centra seu foco na busca do indivíduo para romper esse 
círculo vicioso e realizar suas próprias escolhas. Por isso, “Coragem 
para Escolher” é o tema do Fórum da Liberdade, que ocorrerá em 3 
e 4 de abril na Pucrs de Porto Alegre. O Fórum da Liberdade é uma 
conferência sobre economia e política, organizada pelo Instituto de 
Estudos Empresariais. Ele se realiza anualmente desde 1988, já ten-
do contado com a presença de cinco ganhadores do Prêmio Nobel de 
Economia e nove chefes de Estado, entre outros.
 ⁄ FERROVIAS
Depois de décadas de esque-
cimento, o incentivo às ferrovias 
nacionais está de volta, com apor-
tes previstos no novo Programa de 
Aceleração do Crescimento (PAC), 
que deve investir até R$ 1,5 trilhão 
até 2026 em todos os estados da fe-
deração, e mais R$ 0,5 trilhão após 
esse período. Nessa perspectiva, 
surgem projetos como o da Sul-
trens, que pretende conectar Por-
to Alegre a Gramado, com base no 
Marco Institucional das Ferrovias, 
de 2021, e na legislação do governo 
estadual, de 2023. Essa legislação 
autoriza o setor privado a operar 
serviços ferroviários por 99 anos, 
desde que estejam alinhados com 
a política governamental e sejam 
autossustentáveis, sem a utilização 
de recursos públicos.
Embora traga vantagens para 
o meio ambiente e para a econo-
mia, as malhas ferroviárias, de 
diferentes tipos, exigem cuida-
dos ambientais, conforme ressal-
ta Evandro Eifler Neto, Diretor de 
Engenharia da Arvut, consultoria 
especializada em meio ambiente. 
“É necessário considerar o impacto 
social, pois os traçados podem exi-
gir desapropriações e afetar comu-
nidades, o que demanda um tra-
balho extensivo de comunicação”, 
Mais sustentáveis, projetos 
de ferrovias exigem cuidados
PAC pretende investir até R$ 1,5 trilhão no modal até o ano de 2026
Bárbara Lima
barbaral@jcrs.com.br
Malhas ferroviárias de diferentes tipo exigem atenção ambiental 
ANTF /DIVULGA??O/JC
afirmou. Além disso, nos locais 
onde não é possível desapropriar 
moradores, é fundamental atentar 
para o conforto acústico. “Existem 
ruídos e vibrações com a passagem 
dos trens. Há tecnologias mais si-
lenciosas, além das barreiras acús-
ticas, mas o mais importante é 
realizar um acompanhamento pe-
riódico da manutenção”, explicou.
Ele também destacou a su-
pressão de vegetação e o afasta-
mento da fauna como um dos prin-
cipais desafios. “Muitos animais se 
afastam quando a vegetação é re-
movida. A vegetação que pode ser 
retirada deve ser replantada em 
outras áreas. A recomendação é 
fazer um planejamento detalhado 
e um plano de obra bem estrutura-
do”, acrescentou Neto.
Apesar dessas ressalvas, ele 
reforça que o modal ferroviário é 
sustentável e estratégico para um 
país de dimensões continentais 
como o Brasil. “É um meio eficien-
te, reduzindo os impactos dos ga-
ses de efeito estufa emitidos por 
automóveis e caminhões, além de 
ser produtivo para o escoamen-
to da produção e o transporte de 
cargas”, afirmou. Além disso, o 
modal ferroviário impulsiona o tu-
rismo e gera muitos empregos nas 
regiões atendidas. “Considerando 
as mudanças climáticas que es-
tamos enfrentando, investir neste 
tipo de transporte é uma excelen-
te ideia, e o projeto de Gramado a 
Porto Alegre está dentro dessa li-
nha, o que torna o projeto muito 
interessante”, concluiu.
 ⁄ TRIBUTOS
Prazo para pagar IPVA 2025 com desconto termina dia 31
Os proprietários de veículos 
no Rio Grande do Sul têm até o 
dia 31 de março para aproveitar os 
descontos no pagamento do IPVA 
2025. Ao quitar o tributo até o úl-
timo dia do mês, é possível obter 
uma redução de até 20,80% no va-
lor devido, somando os descontos 
de antecipação (1%) com os benefí-
cios do Bom Motorista e do Bom Ci-
dadão (15% e 5%, respectivamen-
te). Após esse prazo, o pagamento 
do tributo deverá ser feito confor-
me o vencimento das placas, que 
ocorre até 30 de abril. Quem optou 
pelo parcelamento também deve 
ficar atento, pois a terceira parcela 
vence neste domingo (23).
O pagamento pode ser realiza-
do nos bancos credenciados (Ban-
risul, Bradesco, Sicredi, Sicoob, 
Banco do Brasil - somente para 
correntistas) e nas lotéricas da Cai-
xa. Além disso, é possível quitar o 
tributo via Pix, sendo necessária a 
geração de um QR Code atualiza-
do. Os descontos para bons moto-
ristas são para os proprietários de 
veículos que não cometeram infra-
ções no trânsito pelo período míni-
mo de um ano. Para os condutoresque não tiveram registro de infra-
ções nos sistemas de informações 
do Estado no período entre 1º de 
novembro de 2021 e 31 de outubro 
de 2024 (três anos), a redução será 
de 15%. Quem não teve multa de-
pois de 1º de novembro de 2022 
(dois anos) recebe desconto de 10% 
e, após 1º de novembro de 2023 
(um ano), tem direito a um bene-
fício de 5%.
Por sua vez, o desconto do 
Bom Cidadão é uma modalidade 
do programa Nota Fiscal Gaúcha 
(NFG). Dividido também em três 
faixas, a redução no valor do IPVA 
pelo Bom Cidadão resulta da par-
ticipação do contribuinte (pessoa 
física) no NFG e da solicitação de 
notas com CPF na hora da com-
pra. O desconto máximo de 5% é 
para quem possuir 150 notas ou 
mais, de 3% para quem tiver en-
tre 100 e 149 notas e de 1% para o 
contribuinte que somar entre 51 a 
99 documentos fiscais devidamen-
te registrados.
Os motoristas que não opta-
ram pelo pagamento antecipa-
do ou pelo parcelamento devem 
seguir o calendário de venci-
mento conforme o final da placa 
do veículo.
9Jornal do Comércio | Porto Alegre Segunda-feira, 24 de março de 2025
agro
negócio
Além da edição impressa, as notícias do Agronegócio 
são publicadas diariamente no site do JC. Aponte a 
câmera do celular para o QR Code e acesse.
www.jornaldocomercio.com/agro
Tupanciretã abre a colheita 
de soja no Rio Grande do Sul
Ato simbólico na sexta-feira contou com a presença de autoridades
O governador Eduardo Lei-
te participou, na sexta-feira, da 
abertura oficial da colheita da 
soja, realizada na cidade de Tu-
panciretã. O ato simbólico ocor-
reu na Fazenda Pedras Altas. 
Os titulares das secretarias 
da Agricultura, Pecuária, Pro-
dução Sustentável e Irrigação 
(Seapi), Clair Kuhn, de Desen-
volvimento Rural (SDR), Vilson 
Covatti, e de Desenvolvimen-
to Econômico (Sedec), Ernani 
Polo, também compareceram 
ao evento.
No evento, Eduardo Leite 
reforçou o compromisso do go-
verno com as políticas de irriga-
ção para proteção das lavouras 
e com o apoio aos produtores. 
“Celebramos esta colheita por-
que, apesar das dificuldades, 
nossos produtores persistem, 
resistem e fazem do agronegó-
cio gaúcho uma potência. Esta-
mos aqui também para renovar 
o compromisso do governo com 
o setor, protegendo nossas la-
vouras com irrigação, prepara-
ção e correção do solo”, frisou.
Kuhn ressaltou a impor-
tância do cultivo da soja para 
a economia do Rio Grande do 
Sul, mas mencionou que a sa-
fra não será fácil para os produ-
tores rurais, que sofreram com 
as enchentes e, agora, mais 
uma estiagem. 
“Por isso o governo estadual 
solicita à União uma securitiza-
ção, ou seja, a renegociação das 
dívidas dos produtores, para 
que tenham fôlego para conti-
nuar plantando”, disse.
O governador e o secretário 
destacaram o Programa de Irri-
gação do Estado, que está com 
edital aberto e destina 20% do 
valor do projeto de irrigação 
aos produtores, limitado a R$ 
100 mil por cada beneficiário. 
O objetivo é aumentar a área ir-
rigada e garantir a produtivida-
de mesmo em tempo de escas-
sez hídrica.
A soja é uma das principais 
culturas do Rio Grande do Sul, 
produzida em 434 municípios. 
Estimativas da Emater/RS-As-
car comparando a safra atual 
com a do ano passado apontam 
que o grão apresentou um pe-
queno aumento de área cultiva-
Evento celebrou uma das principais culturas do Rio Grande do Sul
JÜRGEN MAYRHOFER/SECOM/DIVULGAÇÃO/JC
da, de 0,3%, e que a cultura foi 
implantada em mais de 6,7 mi-
lhões de hectares. 
No entanto, as condições 
climáticas não foram favorá-
veis, o que ocasionou a redução 
de 17,4% da produção, agora es-
timada em 15.072.765 toneladas, 
com produtividade de 2.240 kg/
ha (redução de 20,3% de produ-
tividade quando comparada à 
safra 2023/2024).
Tupanciretã é o maior mu-
nicípio produtor de soja do Rio 
Grande do Sul, seguido dos mu-
nicípios de Palmeira das Mis-
sões, Júlio de Castilhos, Cruz 
Alta e Santa Bárbara do Sul. 
Dados da Radiografia da 
Agropecuária Gaúcha 2024, 
publicação da Seapi, apontam 
que, em 2023, o Rio Grande do 
Sul exportou produtos do com-
plexo soja para 61 países, ge-
rando negócios da ordem de 
US$ 6,36 bilhões.
Lisiane Lemos
SEIDAPE
Rosani Pereira
SMDET
Bacharel em 
Administração
Wagner Lopes
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10 Jornal do Comércio | Porto AlegreSegunda-feira, 24 de março de 2025
Além da edição impressa, as notícias do Agronegócio 
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www.jornaldocomercio.com/agro
agro
negócio
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Conab antecipa contratos de compra de arroz
Cotação para maio é de R$ 82,85 saca de 50 quilos, abaixo dos custos de produção, critica a Federarroz
A Companhia Nacional de 
Abastecimento (Conab) anunciou 
na sexta-feira a antecipação da 
execução dos Contratos de Opção 
de Venda (COV) de arroz, de agos-
to para o mês de abril, com paga-
mento até 20% acima do preço 
mínimo por saca de 50 quilos. O 
movimento é considerado pelo go-
verno uma medida em apoio aos 
produtores, diante do cenário de 
forte queda nas cotações. Mas so-
fre críticas dos arrozeiros por ter, 
segundo o setor, contribuído para 
que os valores desabassem.
Serão pagos em maio R$ 
82,85 pela saca com 58% de grãos 
inteiros. Ou R$ 87,62 em agosto, 
explicou o gerente de Produtos 
Agropecuários da Conab, Sérgio 
dos Santos Júnior. De acordo com 
o presidente da autarquia, Edegar 
Pretto, a antecipação da possibi-
lidade de execução dos contratos 
foi definida como alternativa para 
garantir renda ao produtor, esti-
mular a produção para atender o 
consumo interno e formar esto-
ques públicos.
No final do ano passado, a 
companhia pretendia ter nego-
ciado 500 mil toneladas do ce-
real com produtores gaúchos, mas 
conseguiu concretizar apenas 91 
mil toneladas, utilizando R$ 162 
milhões dos R$ 1 bilhão disponibi-
lizados em crédito especial. Pret-
to avaliou que o não atingimento 
da meta se deveu a uma “leitura 
equivocada” do setor sobre o ce-
nário de mercado que se desenha-
va para o grão.
“Os produtores foram deses-
timulados a aderir aos contratos, 
que são de opção de venda, acre-
ditando que as cotações seguiriam 
altas como estavam durante qua-
se todo o ano passado. Mas nós fa-
zemos captações de informações 
e leituras de dados agropecuários 
sistematicamente, no Brasil e no 
mundo. E, quando definimos pa-
gamento até 20% acima do míni-
mo, os preços estavam elevados”, 
afirmou o presidente da Conab.
A perspectiva é de produ-
ção de 8,2 milhões de toneladas 
no RS, 12 milhões de toneladas 
no Brasil, chegando a 17 milhões 
na soma dos países produtores 
do Mercosul e uma oferta global 
de 783 milhões de toneladas, se-
gundo levantamento da Safras & 
Mercado. E as cotações, que ron-
davam os R$ 120,00 por saca na 
época do lançamento dos contra-
tos de opção pelo governo, estão 
em R$ 75,00 na Fronteira Oeste.
Para o analista de arroz da Sa-
fras, Evandro Silva, o setor precisa 
recuperar espaço no mercado in-
ternacional. A disputa por expor-
tações, inclusive com países como 
Argentina e Uruguai, será grande. 
Os Estados Unidos, em plena en-
tressafra, estão com preços atra-
tivos no mercado. E os cortes im-
postos pelo governo de Donald 
Trump à Agência dos Estados Uni-
dos para o Desenvolvimento Inter-
nacional (USAID), maior compra-
dora do cereal americano, podem 
jogar um volume ainda maior de 
arroz no mercado. Isso sem falar 
na Índia, maior exportadora mun-
dial e que voltou a vender arroz 
quebrado, produto importante na 
balança comercial brasileira para 
países daÁfrica.
“Considerando esse ambien-
te, e olhando para o futuro, vemos 
uma tendência forte de dificulda-
des na comercialização do produ-
to no segundo semestre. Então, a 
execução dos contratos de opção 
pode ser uma boa oportunidade 
para negociar uma pequena parte 
da produção, diminuindo o volu-
me disponível no mercado a par-
tir da metade do ano. Até porque 
a demanda interna está enfraque-
cida, e a indústria ainda não con-
seguiu fazer o equilíbrio entre os 
preços ao produtor e ao consumi-
dor”, ponderou o especialista.
Na quinta-feira, a Federarroz 
emitiu nota manifestando preo-
cupação com os preços pratica-
dos no mercado nacional. Con-
forme a entidade, a pressão veio 
da queda antecipada dos valores 
do grão, reflexo dos leilões da Co-
nab, que desequilibraram o mer-
cado. Atualmente, o valor pago 
Claudio Medaglia
claudiom@jcrs.com.br
Elevada oferta mundial provocou queda dos preços atrativos de 2024
CATIANA DE MEDEIROS/CONAB/JC
ao produtor encontra-se no ponto 
de equilíbrio na média do Estado, 
mas em diversas regiões não co-
bre os custos de produção, confor-
me tabela da Conab, que desconsi-
dera a depreciação de maquinário 
e rubricas de mão de obra terceiri-
zada, diz o texto.
Edegar Pretto respondeu que 
a análise dos arrozeiros “não tem 
fundamentação técnica”. E que o 
objetivo do governo era justamen-
te reduzir a oferta do cereal no 
mercado, possibilitando a eleva-
ção dos preços ao produtor.
Já o presidente da Federar-
roz, Alexandre Velho, reconheceu 
que a antecipação dos contratos, 
no contexto de hoje, com preços 
em queda, pode ajudar a trazer 
um piso para o mercado interno. 
Mas ponderou que os valores ofer-
tados nos leilões eram “baixíssi-
mos” e contribuíram para derru-
bar o mercado.
“(A antecipação) Seria uma 
garantia ao produtor se os valo-
res mínimos fossem de R$ 90,00 
a saca. Nosso custo de produção 
oscila entre R$ 90,00 e R$ 100,00, 
para uma produtividade média de 
8,3 mil quilos por hectare. A Co-
nab considera R$ 75,00”, criticou 
o dirigente, acrescentando:
“É justo buscar reduzir o pre-
ço ao consumidor. Mas ninguém 
pensa em diminuir os custos das 
lavouras, com redução de im-
postos, para aumentar a com-
petitividade do setor. Uma saca 
a R$ 80,00 não cobre os custos 
do produtor”.
Estiagem e crédito alternativo serão temas discutidos pelo setor cerealista, diz Goergen
Temas como a criação de cré-
dito alternativo para o setor ce-
realista e a discussão de propos-
tas para combater a estiagem no 
Rio Grande do Sul vão marcar a 
segunda gestão de Jerônimo Goer-
gen, que foi reeleito para a presi-
dência da Associação das Empre-
sas Cerealistas do Brasil (Acebra). 
Para o novo mandato, de dois 
anos, o dirigente afirma que tam-
bém será prioridade a análise de 
uma ação judicial questionando 
o pagamento do Fundo de As-
sistência ao Trabalhador Rural 
(Funrural).
“É um tema que impacta di-
retamente a competitividade das 
empresas cerealistas. Nosso ob-
jetivo é defender os interesses 
do setor e buscar segurança jurí-
dica, garantindo condições mais 
justas para a atuação no merca-
do”, destaca.
O presidente da Acebra infor-
ma que no dia 29 de abril, em São 
Paulo, será feita uma solenidade 
Cláudio Isaías
isaiasc@jcrs.com.br
de posse da diretoria e a come-
moração dos 20 anos associação. 
“É um evento que vai marcar a 
chegada da associação a São Pau-
lo. Estamos consolidando o papel 
político da entidade e trabalhando 
na ampliação das associações nos 
estados”, explica. Para o segundo 
mandato, Goergen comenta que 
a entidade vai debater o tema da 
biotecnologia, que, segundo o diri-
gente, está sendo usada como bar-
reira comercial. “Estamos focados 
na discussão do tema no cenário 
internacional e o que isso afeta o 
mercado”, destaca.
Goergen afirma que a entida-
de está tentando construir meca-
nismos de crédito alternativo para 
o setor cerealista, porque cada vez 
mais o crédito é privado. “Cria-
mos, em novembro, a CerealCred, 
que é o braço financeiro do se-
tor”, destaca. Outra ação da asso-
ciação será a discussão em nível 
nacional sobre o tema da arma- Goergen foi reeleito para a Acebra
ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO/JC
zenagem. “No Rio Grande do Sul, 
sobram armazéns. Porém, no res-
tante do Brasil, faltam armazéns”, 
acrescenta. Segundo o dirigente, é 
um problema para o produtor por-
que está relacionada a questão da 
infraestrutura especialmente no 
tema da armazenagem. No Rio 
Grande Sul, a diretoria da Acebra 
pretende discutir ações relaciona-
das a estiagem que afeta o Estado 
nos últimos anos.
Nos primeiros dois anos da 
sua gestão, Goergen liderou ini-
ciativas na Acebra, como a rea-
lização de duas edições do Con-
gresso Cerealista Brasileiro que 
reuniu empresários, especialistas 
e autoridades para debater os de-
safios e oportunidades do setor. 
Em 2025, a terceira edição do con-
gresso já está confirmada para o 
Mato Grosso.
Outra iniciativa considera-
da importante por Goergen foi a 
atuação da associação durante 
a reforma tributária. “Trabalha-
mos na entidade para que a pro-
posta de Reforma Tributária que 
tramitava no Congresso Nacional 
fosse minimamente justa e não 
onerasse ainda mais as empre-
sas do setor cerealista”, comenta 
o dirigente.
11Jornal do Comércio | Porto Alegre Segunda-feira, 24 de março de 2025
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Geração Caldeira terá R$ 800 mil para formar jovens
A edição 2025 do Geração Cal-
deira, programa de capacitação e 
inserção produtiva para jovens 
talentos na nova economia, está 
com inscrições abertas. A meta é 
alcançar 10% de todos os alunos 
do ensino médio da rede pública 
do Rio Grande do Sul. Promovido 
pelo Instituto Caldeira, o programa 
deve impactar 40 mil jovens de 
todo o Brasil na fase online. As ins-
crições vão até o dia 4 de maio, no 
site oficial do programa. O lança-
mento oficial aconteceu na sede do 
hub de inovação gaúcho e reuniu o 
ecossistema de inovação e educa-
ção, inclusive alunos das edições 
anteriores do projeto. 
“O Geração Caldeira abre um 
novo universo de empregabilida-
de para esses jovens, de contatos, 
de construção de futuro. É um dos 
projetos mais bonitos que reúne ju-
ventude, empregabilidade e desen-
volvimento de competências para 
a era digital que eu já vi no Brasil”, 
elogia Claudia Costin, ex-diretora 
global de educação do Banco Mun-
dial. Ela passou a integrar o Con-
selho de Administração do institu-
to recentemente. 
Em 2025, o Geração Caldei-
ra mantém o foco na qualificação 
em áreas estratégicas da nova eco-
nomia, com destaque para uma 
nova trilha de aprendizado em In-
teligência Artificial e Dados. O pro-
grama inclui certificações de pla-
yers como AWS, IBM, Microsoft, 
Google, Oracle, Salesforce e Nvidia 
e o desenvolvimento de habilida-
des comportamentais. Além disso, 
o programa um aumento da bolsa 
concedida aos alunos selecionados 
para a etapa presencial, que passa 
de R$ 3 mil para R$ 4 mil por estu-
dante. Como são 200 jovens con-
templados nesta fase, a iniciativa 
representa um investimento total 
de R$ 800 mil em bolsas.
“Queremos criar um movi-
mento nacional para carreiras do 
futuro. Com essa nova jornada, 
qualquer jovem pode ter acesso 
a formações qualificadas, inde-
pendentemente de ser selecionado 
para a etapa presencial”, explica o 
diretor do Campus Caldeira, Felipe 
Amaral. “Queremos democratizar 
essas carreiras em tecnologia, para 
que qualquer jovem do Brasil pos-
sa ter acesso a isso”, acrescenta. 
Na fase inicial do processo se-
letivo, os participantes do Geração 
Caldeira terão acesso a trilhas de 
aprendizado e passam por provas 
técnicas online. Os que obtiverem 
uma boa média na prova e um 
bom desempenho geral no curso 
serão selecionados para uma en-
trevista individual presencial

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