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CENTRO UNIVERSIRÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU NÚCLEO DE SAÚDE CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM LAURO VITOR MELO MEDEIROS (06047331) ESTUDO DE CASO: ICTERÍCIA EM RECÉM-NASCIDO NATAL/RN 2024 INTRODUÇÃO A icterícia neonatal é uma condição clínica prevalente que afeta uma grande proporção de recém-nascidos, tanto a termo quanto prematuros, estando associada à transição da hemoglobina fetal para a hemoglobina adulta. Esse processo resulta no aumento da destruição dos glóbulos vermelhos e na elevação dos níveis de bilirrubina no sangue. Segundo Quintas (2004), aproximadamente 67% dos recém-nascidos a termo desenvolvem icterícia neonatal, enquanto em prematuros essa prevalência pode alcançar 80%. Na maioria dos casos, trata-se de uma condição fisiológica e autolimitada, mas a hiperbilirrubinemia significativa, caracterizada por níveis de bilirrubina total superiores a 17 mg/dl, pode levar a complicações graves, como a encefalopatia bilirrubínica. A avaliação e o monitoramento cuidadoso da icterícia são essenciais, levando em conta os fatores de risco e a idade do recém-nascido em horas (Quintas, 2004). Embora a maior parte dos casos não exija intervenção médica, o aumento recente na incidência de kernicterus em recém-nascidos aparentemente saudáveis ressalta a importância da alta hospitalar orientada e da educação parental, especialmente quanto à amamentação adequada e à identificação precoce de sinais de hiperbilirrubinemia (Quintas, 2004). Assim, a vigilância contínua dessa condição é imprescindível para prevenir complicações e garantir a saúde do neonato. O presente trabalho fará um estudo do caso de um recém-nascido com dois dias de vida, que apresenta icterícia neonatal. Serão analisados os fatores de risco envolvidos, os resultados dos exames laboratoriais, a conduta médica adotada e a evolução clínica do paciente. O objetivo é compreender a abordagem diagnóstica e terapêutica aplicada, destacando a importância do monitoramento precoce dos níveis de bilirrubina e das orientações aos pais para a prevenção de complicações, conforme recomendado porQuintas (2004). Além disso, busca-se discutir a relevância de protocolos hospitalares bem definidos para a alta segura de recém-nascidos com icterícia. OBJETIVO O objetivo deste estudo de caso é analisar a assistência de enfermagem a um recém-nascido com icterícia neonatal, enfatizando a importância do cuidado integral e humanizado. Busca-se identificar intervenções eficazes para a redução dos níveis de bilirrubina e promoção do bem-estar do paciente, além de avaliar o papel da equipe de enfermagem na educação e suporte à família. Também se pretende compreender a relevância do monitoramento contínuo dos sinais vitais e a colaboração entre os profissionais de saúde para prevenir complicações e garantir um ambiente seguro para o recém-nascido e sua família. ESTUDO DA ICTERÍCIA NEONATAL A icterícia neonatal é uma condição comum que afeta muitos recém- nascidos, caracterizada pelo aumento dos níveis de bilirrubina no sangue, resultando em uma coloração amarelada da pele e das mucosas. A etiologia da hiperbilirrubinemia deve ser investigada independentemente da idade gestacional e da idade pós-natal, sendo essencial a realização de exames como bilirrubina total e suas frações, hemoglobina, hematócrito e morfologia das hemácias (Motta e Belbuche, 2022). Os fatores de risco associados à icterícia neonatal incluem a incompatibilidade materno-fetal, como a incompatibilidade Rh e ABO, além de condições como a presença de céfalo-hematoma e a descendência asiática (Brasil, 2011). A identificação precoce desses fatores é crucial, pois a evolução da icterícia pode levar a complicações graves, como a encefalopatia bilirrubínica, que pode resultar em consequências irreversíveis para o desenvolvimento do recém-nascido (Motta e Belbuche, 2022). Diante desse cenário, a equipe de enfermagem desempenha um papel fundamental na assistência integral ao recém-nascido, com ênfase em ações preventivas e no monitoramento dos níveis de bilirrubina, garantindo que intervenções adequadas sejam realizadas para evitar a progressão da doença (Motta e Belbuche, 2022). A abordagem deve ser abrangente, considerando tanto os aspectos clínicos quanto os cuidados de enfermagem necessários para o manejo eficaz da icterícia neonatal. CONCEITO A icterícia neonatal é uma condição clínica caracterizada pelo aumento dos níveis de bilirrubina no sangue, resultando em coloração amarelada da pele e das mucosas do recém-nascido. Essa condição pode se manifestar de forma fisiológica ou patológica, dependendo de diversos fatores. Entre esses fatores, destacam-se a idade gestacional do recém-nascido, a presença de condições clínicas pré-existentes, como hemorragias ou doenças hemolíticas, e a capacidade do fígado em metabolizar a bilirrubina. A imaturidade hepática é um fator crítico, especialmente nas primeiras 24 horas de vida, quando a icterícia patológica pode se desenvolver rapidamente (Motta e Belbuche, 2022). Além disso, a presença de fatores de risco, como a incompatibilidade sanguínea entre mãe e filho, pode agravar o quadro clínico da icterícia neonatal, aumentando a probabilidade de complicações, como a encefalopatia bilirrubínica (Brasil, 2011). Essa diversidade de fatores torna o diagnóstico e o manejo da icterícia neonatal desafiadores, exigindo uma abordagem cuidadosa e individualizada para cada recém-nascido, com monitoramento rigoroso dos níveis de bilirrubina e intervenções adequadas para prevenir complicações (Motta e Belbuche, 2022). FISIOPATOLOGIA A icterícia neonatal resulta do acúmulo de bilirrubina no sangue, podendo ser classificada como fisiológica ou patológica. A forma fisiológica é uma resposta normal à adaptação do recém-nascido ao metabolismo da bilirrubina, enquanto a forma patológica está associada a condições que dificultam sua eliminação, como hemólise excessiva e incompatibilidade sanguínea (Brasil, 2011). A imaturidade hepática nos recém-nascidos contribui para a elevação dos níveis de bilirrubina, especialmente nas primeiras 48 horas de vida (Araujo e Reis, 2012). QUADRO CLÍNICO Os principais sintomas incluem a coloração amarelada que pode começar na face e se espalhar para o tronco e extremidades, dependendo da gravidade da condição. A icterícia pode ser classificada como fisiológica, que é comum e geralmente se resolve sem intervenção, ou patológica, que pode indicar problemas subjacentes mais sérios (Araujo e Reis, 2012) . Os sinais de alarme para a icterícia patológica incluem o surgimento da coloração amarelada nas primeiras 24 horas de vida, icterícia intensa, letargia, sucção débil e instabilidade térmica. Esses sintomas podem indicar a necessidade de avaliação médica imediata, pois a icterícia patológica pode levar a complicações graves, como a encefalopatia bilirrubínica, que pode ter consequências irreversíveis para o desenvolvimento do recém-nascido (Brasil, 2011). É fundamental que os profissionais de saúde realizem uma avaliação clínica cuidadosa e monitorem os níveis de bilirrubina, especialmente nos primeiros dias de vida, para garantir um diagnóstico precoce e um manejo adequado da icterícia neonatal. O tratamento mais comum para a icterícia é a fototerapia, que ajuda a reduzir os níveis de bilirrubina no sangue (Araujo e Reis, 2012). EXAMES DIAGNÓSTICOS O diagnóstico da icterícia neonatal envolve uma combinação de avaliação clínica e exames laboratoriais. A identificação precoce e precisa da icterícia é crucial para determinar a causa subjacente e a necessidade de tratamento. 1. Avaliação Clínica: O primeiro passo no diagnóstico da icterícia é a avaliação clínica do recém-nascido. Os profissionais de saúde observama coloração amarelada da pele e das mucosas, que pode ser avaliada utilizando a escala de Kramer, que classifica a icterícia de acordo com a extensão da coloração amarelada no corpo do bebê. A história clínica, incluindo o tempo de aparecimento da icterícia e a presença de outros sintomas, também é considerada. 2. Teste de Bilirrubina Sérica: Este é o exame laboratorial mais importante para o diagnóstico da icterícia. A bilirrubina total é medida, e a concentração de bilirrubina indireta (não conjugada) e direta (conjugada) é avaliada. A hiperbilirrubinemia é definida quando os níveis de bilirrubina total ultrapassam 1,5 mg/dL, e a distinção entre bilirrubina direta e indireta ajuda a identificar a causa da icterícia (Brasil, 2011) . 3. Hemograma Completo: Um hemograma pode ser realizado para avaliar a presença de anemia e hemólise, que são condições que podem contribuir para a icterícia. A contagem de reticulócitos também pode ser útil para avaliar a resposta da medula óssea à hemólise. 4. Teste de Coombs: Este teste é utilizado para detectar a presença de anticorpos que podem causar hemólise, especialmente em casos de incompatibilidade sanguínea entre mãe e filho, como na incompatibilidade Rh ou ABO. Um resultado positivo pode indicar que a icterícia é de origem hemolítica. 5. Exames de Função Hepática: Exames que avaliam a função hepática, como a dosagem de transaminases (ALT e AST), podem ser realizados para investigar se há comprometimento hepático que contribua para a icterícia. 6. Ultrassonografia Abdominal: Em casos de icterícia persistente ou quando há suspeita de anomalias anatômicas, uma ultrassonografia pode ser indicada para avaliar a anatomia do fígado e das vias biliares. A combinação desses exames permite uma avaliação abrangente da icterícia neonatal, ajudando a determinar a causa e a necessidade de intervenções terapêuticas, como a fototerapia ou outras abordagens, para prevenir complicações graves (Araujo e Reis, 2012). O monitoramento contínuo e a reavaliação dos níveis de bilirrubina são essenciais para garantir a saúde do recém-nascido. TRATAMENTO O tratamento da icterícia neonatal depende da causa subjacente, da gravidade da condição e dos níveis de bilirrubina no sangue. As principais abordagens terapêuticas incluem: 1. Fototerapia: Este é o tratamento de primeira linha para a icterícia neonatal, especialmente em casos de hiperbilirrubinemia significativa. A fototerapia utiliza luz azul para converter a bilirrubina não conjugada em formas que podem ser excretadas pelo fígado e eliminadas pelo organismo. A eficácia da fototerapia depende da intensidade da luz, da área da pele exposta e da distância entre a fonte de luz e o recém- nascido. Durante o tratamento, é importante que a maior parte da pele do bebê esteja exposta à luz, e os olhos devem ser protegidos para evitar danos (Araujo e Reis, 2012) . 2. Exsanguineotransfusão: Este procedimento é considerado em casos graves de icterícia, especialmente quando os níveis de bilirrubina são extremamente altos e há risco de encefalopatia bilirrubínica. A exsanguineotransfusão envolve a remoção do sangue do recém-nascido e sua substituição por sangue doado, reduzindo rapidamente os níveis de bilirrubina e corrigindo a anemia, se presente (Brasil, 2011) . 3. Imunoglobulina Intravenosa: Em casos de icterícia hemolítica devido à incompatibilidade sanguínea, a administração de imunoglobulina intravenosa pode ser indicada. Este tratamento ajuda a reduzir a hemólise e, consequentemente, os níveis de bilirrubina (Brasil, 2011) . 4. Hidratação e Nutrição: A manutenção de uma boa hidratação e nutrição é fundamental durante o tratamento da icterícia. A amamentação frequente ajuda a promover a eliminação da bilirrubina através das fezes, contribuindo para a redução dos níveis de bilirrubina no sangue. 5. Monitoramento Contínuo: O acompanhamento regular dos níveis de bilirrubina é essencial para avaliar a resposta ao tratamento e ajustar as intervenções conforme necessário. A avaliação clínica deve ser realizada frequentemente para identificar qualquer sinal de agravamento da condição. 6. Tratamento da Causa Subjacente: Se a icterícia for causada por uma condição específica, como infecção ou anomalias anatômicas, o tratamento direcionado para essa condição também será necessário. HISTÓRICO DE ENFERMAGEM ANAMNESE Nome: J.P.M. Idade: 2 dias Sexo: Masculino Peso ao nascer: 3.100 g Idade gestacional: 38 semanas e 4 dias Tipo de parto: Vaginal Queixa Principal: • Coloração amarelada na pele e mucosas, observada no momento da alta hospitalar. História da Doença Atual: J.P.M. nasceu há 2 dias, de parto vaginal, sem intercorrências durante o trabalho de parto. Foi imediatamente colocado no peito da mãe para iniciar a amamentação. No primeiro dia de vida, o recém- nascido apresentava bom estado geral, respirando espontaneamente, com pontuação de Apgar de 9 no 1º minuto e 10 no 5º minuto. No segundo dia, ao exame físico, foi notada a presença de icterícia leve no tronco e face. O bebê está em aleitamento materno exclusivo, com boa aceitação do peito e produção adequada de urina e fezes. História Obstétrica: • Mãe: Primigesta, com bom acompanhamento pré-natal, sem histórico de doenças crônicas. Não há relato de complicações durante a gestação ou no parto. História Familiar: • Sem histórico familiar de doenças genéticas ou condições que possam predispor à icterícia neonatal. EXAME FÍSICO • Estado geral: Bom • Sinais vitais: Estáveis • Icterícia: Presente no tronco e face, com intensidade leve. • Peso: 3.100 g ao nascer, com acompanhamento do ganho de peso após o nascimento. • Bilirrubina Total: 14 mg/dL • Bilirrubina Direta: 0,9 mg/dL • Hemograma: Hemoglobina 16 g/dL, leucócitos 10.500/mm³, plaquetas 200.000/mm³ • Teste de Coombs Direto: Negativo EVOLUÇÃO CLÍNICA Na consulta de enfermagem realizada em 28/10/2024, o paciente J.P.M. apresentou quadro de icterícia leve, com coloração amarelada predominante na face e tronco, sem sinais de desconforto ou irritabilidade. A mãe relatou que a amamentação continua sendo bem aceita, com produção adequada de urina e fezes, e que o bebê não apresentou episódios de vômitos ou diarreia. O exame físico revelou que o estado geral do paciente permanece bom, com sinais vitais estáveis. A temperatura corporal estava dentro da normalidade, e o peso foi monitorado, apresentando um ganho de 150 g desde a última avaliação. A bilirrubina total foi reavaliada e encontrada em 12 mg/dL, com bilirrubina direta em 0,8 mg/dL, indicando uma leve redução nos níveis de bilirrubina. A equipe de enfermagem orientou a mãe sobre a importância da continuidade do aleitamento materno exclusivo e a necessidade de monitorar a evolução da icterícia. Foi reforçado que a icterícia fisiológica é comum em recém-nascidos a termo e que a maioria dos casos se resolve espontaneamente sem necessidade de intervenção. Foram solicitados novos exames laboratoriais para acompanhamento dos níveis de bilirrubina e hemograma, a serem realizados em 48 horas. A mãe foi instruída a retornar à unidade de saúde imediatamente caso notasse qualquer alteração no estado do bebê, como letargia, dificuldade para se alimentar ou aumento da icterícia. Além disso, foi enfatizada a importância de manter um ambiente tranquilo e acolhedor para o recém-nascido, garantindo que ele tenha acesso frequente ao seio materno. A equipe de enfermagem se comprometeu a acompanhar de perto a evolução do quadro clínico de J.P.M. nas próximas consultas. DIAGNÓSTICO DE EMFERMAGEM J.P.M. apresenta um quadro de icterícia fisiológica, comum em recém- nascidos a termo, com níveis de bilirrubina que não indicam necessidade de intervenção imediata. O aleitamento materno exclusivo e a boa aceitação dopeito são fatores positivos para a evolução clínica do paciente. O acompanhamento contínuo dos níveis de bilirrubina e da evolução clínica é recomendado. PRESCRIÇÃO DE ENFERMAGEM Para o paciente, foi prescrito o seguinte: • Fototerapia: Iniciar fototerapia contínua, garantindo que a maior superfície corporal do recém-nascido esteja exposta à luz. Realizar rodízio de posição a cada 2 horas para maximizar a eficácia do tratamento. • Hidratação: Manter a hidratação adequada com aleitamento materno exclusivo. Orientar a mãe sobre a importância de oferecer o seio sempre que o bebê demonstrar sinais de fome. • Monitoramento: o Monitorar os níveis de bilirrubina a cada 24 horas. o Avaliar sinais vitais (frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura) a cada 4 horas. o Observar a produção de urina e fezes, registrando qualquer alteração. • Exames Laboratoriais: Solicitar hemograma completo e dosagem de bilirrubina total e frações (direta e indireta) para reavaliação em 48 horas. • Orientações para os Pais: o Instruir a mãe a evitar o uso de cremes, pomadas ou óleos na pele do bebê durante a fototerapia, para prevenir queimaduras. o Reforçar a importância de retornar à unidade de saúde imediatamente em caso de letargia, dificuldade para se alimentar ou aumento da icterícia. • Consulta de Retorno: Agendar nova consulta de enfermagem em 48 horas para reavaliação do quadro clínico e dos níveis de bilirrubina. PROGNÓSTICO Os resultados esperados são: • Redução dos Níveis de Bilirrubina: Espera-se que os níveis de bilirrubina total e frações (direta e indireta) apresentem uma diminuição significativa nas próximas 48 horas, indicando uma resposta positiva à fototerapia. • Melhora na Coloração da Pele: A icterícia deve apresentar uma redução visível, com a coloração amarelada da pele e mucosas diminuindo progressivamente, refletindo a eficácia do tratamento. • Manutenção do Estado Geral: O paciente deve continuar apresentando bom estado geral, sem sinais de letargia, irritabilidade ou dificuldade para se alimentar. A amamentação deve ser bem tolerada, com o bebê se alimentando adequadamente. • Estabilidade dos Sinais Vitais: Os sinais vitais do recém-nascido devem permanecer estáveis, sem alterações significativas na frequência cardíaca, frequência respiratória ou temperatura corporal. • Produção Adequada de Urina e Fezes: Espera-se que o bebê mantenha uma produção adequada de urina e fezes, indicando boa hidratação e nutrição. • Educação e Envolvimento dos Pais: Os pais devem demonstrar compreensão das orientações fornecidas, incluindo a importância da fototerapia, monitoramento dos sinais do bebê e a continuidade do aleitamento materno. • Sem Complicações: O paciente não deve apresentar sinais de complicações associadas à hiperbilirrubinemia, como letargia extrema, dificuldade respiratória ou sinais de encefalopatia bilirrubínica. CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo de caso do paciente J.P.M. ilustra a importância do monitoramento e manejo adequado da icterícia neonatal, uma condição comum, mas que requer atenção cuidadosa para evitar complicações. A abordagem multidisciplinar, envolvendo a equipe de enfermagem e a família, é fundamental para garantir a eficácia do tratamento e a segurança do recém- nascido. A fototerapia se mostrou uma intervenção eficaz na redução dos níveis de bilirrubina, e a continuidade do aleitamento materno foi essencial para a hidratação e nutrição do bebê. A educação dos pais sobre os sinais de alerta e a importância do acompanhamento regular contribuiu para um ambiente seguro e acolhedor, promovendo a recuperação do paciente. Além disso, a avaliação contínua dos sinais vitais e a realização de exames laboratoriais permitiram um acompanhamento próximo da evolução clínica, assegurando que quaisquer alterações fossem rapidamente identificadas e tratadas. Este caso reforça a necessidade de protocolos bem definidos e a capacitação da equipe de enfermagem para lidar com situações semelhantes, garantindo um atendimento de qualidade. REFERÊNCIAS ARAÚJO, L; REIS, A. Enfermagem Na Prática Materno-neonatal. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Icterícia. In: Atenção à saúde do recém-nascido: guia para os profissionais de saúde; v.2 Intervenções comuns, icterícia e infecções. Brasília: Ministério da Saúde; 2011. p. 59-77. MOTTA, Josei Karly Santos Costa; BELBUCHE, Nayama Sant Anna. Assistência de enfermagem ao recém-nascido com ictericia. Brazilian Journal of Health Review, v. 5, n. 2, p. 7796-7814, 2022. QUINTAS, Conceição; SILVA, Albina. Icterícia neonatal. Consenso em Neonatologia, p. 153-162, 2004.