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1 A Desde a época grega e romana existiu um interesse pelo estudo da linguagem. No século XIX os lingüistas investiam na lingüística histórica, ciência que tratava da origem e a evolução histórica de uma língua. No final do século XIX iniciaram os estudos no campo da Descritiva, tendo FERDINAND DE SAUSSURE como precursor desse estudo. No início do século XX, um grupo de lingüistas, formada por SAPIR, BOAS e BLOOMFIELD que se dedicavam a descrever e registrar línguas sem escritura, assim o interesse pela Descritiva era reconhecer a língua como sistema de escritura antes que definitivamente se extinguissem. A fonética A ciência fonética, por seu lado, tinha uma origem diferente. Os primeiros precedentes apareceram na Índia, há 2.300 anos. Os sábios tentavam preservar a pronúncia correta dos textos sagrados, escritos em sânscrito, para que os sons também sagrados, não se desvirtuassem ao ser transmitido oralmente. Os gregos, por sua parte, foram os primeiros a desenvolverem um sistema de escritura baseado em um alfabeto fonético. No século XVI surgiu na Bretanha interesse grande de reformar sistema ortográfico para refletir as mudanças que tinham produzido com Vowel Shift com aparecimento do Inglês Moderno. Samuel Johnson estabeleceu uma norma para a escritura dos sons consonânticos, baseada na origem das palavras cultas. Logo em seguida, passa a existir a necessidade da criação de uma ciência que se ocupava da relação entre a pronunciação e a ortografia. Esta ciência é chamada de fonética. Com a finalidade da aprendizagem de outras línguas se realizaram descrições da pronunciação de forma figurada. Em 1867 foi publica Visible Speech, de Alexander Melville Bell, que introduz a primeira notação fonética. Contudo a data chave é 1886, ano em que se funda a INTERNATIONAL PHONETIC ASSOCIATION (IPA). Esta associação traça um alfabeto fonético internacional. Hoje esse alfabeto continua sendo utilizado em livros de texto e manuais de pronunciação. Fonética e Fonologia 7FTC ead DE Fonética e Lingüística De fato, acredito que você percebeu que a abordagem da fonética e da lingüística foi feita como duas teorias separadas, contudo evidente que existem relações grandiosas. Para que você, aluno, tenha a idéia, alguns lingüistas, como Henry Sweet e Daniel Jones, consideram a fonética algo prévio à Já outros autores costumam incluir à fonética dentro da faz parte da microlingüística que por sua vez se dedica a estudar a língua em si mesma, sem atender a fatores externos. Trata-se de uma descritiva com caráter sincrônico ou anacrônico. Contudo, se tratando do estudo de língua estrangeira, que é nosso propósito, deveremos considerar ambas como ciências visto que estudam a linguagem, mesmo que seja de diferentes ângulos: A Fonética se interessa pelos sons e como eles se organizam e se transmitem. A Lingüística é estudo científico da linguagem verbal humana, se interessa pela estruturação morfossintática e léxico-semântica da linguagem. Fonética e Fonologia. Durante muitos anos, fonética e fonologia foram dois termos sinônimos que indistintamente se usavam para se referir à ciência que se ocupava dos sons articulados. Desde surgimento neste século as doutrinas fonológicas modernas se entendem por: Fonética: a ciência que estuda os elementos fônicos em si, como fenômenos físicos, e se estabelece como tal os sons são pronunciados e que efeito acústico produzem. Assim, apresenta métodos para descrição, classificação e transcrição do som da fala. Fonologia: é a ciência lingüística que se ocupa da função dos elementos fônicos das línguas, ou seja, que estuda os sons do ponto de vista de seu funcionamento na linguagem e sua utilização para formar signos A fonologia moderna, neste sentido, fundada por Trubezkoy y Jackobson (lingüistas mais representativos da Escola de Praga). No livro Princípios de Fonologia (1939), Trubezkoy sentava as bases dos que hoje é a Fonologia. Além disso, é importante explanar que as principais áreas da fonética segundo Silva (2005) são: Fonética articulatória: compreende estudo da produção da fala do ponto de vista fisiológico e articulatório. Fonética auditiva: compreende estudo da percepção da fala. Fonética acústica: compreende estudo das propriedades físicas dos sons da fala a partir de sua transmissão do falante ao ouvinte. Fonética instrumental: compreende estudo das propriedades físicas da fala, levando em consideração apoio de instrumentos laboratoriais. 8 METODOLOGIA DO ENSINO DA LÍNGUA ESPANHOLAA Fonética não se interessa pela relação que os sons têm "com uma Qual a diferença entre a Fonética e a Fonologia? significação A Fonologia estuda as diferenças fônicas associadas com as diferenças de significação. Estuda o comportamento mútuo dos elementos diferenciais e as regras segundo as quais se combinam para formar significantes. Para fonólogo, as propriedades acústicas e musculares são extremamente importantes, pois se interessa pelos os elementos que têm valor distintivo de significação. Os fonólogos só estudam nos sons as características que cumprem uma função na língua. A razão da fonética é simplesmente responder a pergunta "Como se pronúncia isso ou aquilo?". razão da fonologia é estabelecer quais as diferenças fônicas estão ligadas a diferenças de significação, A como os elementos de diferenciação se comportam entre si e segundo a que regras podem se combinar uns com outros para formar palavras ou frases. *A unidade fonética é o som. É representado entre colchetes [] *A unidade fonológica é o fonema. É representado entre barras / 1. A representação dos fonemas Na os fonemas se apresentam entre barras oblíquas: /p/. Em muitas ocasiões, produz uma correspondência entre as letras e os fonemas, mas às vezes uma mesma letra se pode representar mais de um fonema. Por exemplo, a letra g representa uma consoante oclusiva /g/ antes de a, o, u, mas representa uma consoante fricativa /x/ antes de e Em espanhol existem 24 fonemas (19 consonânticos e 5 vocálicos). A primeira diferença surge em relação à quantidade de fonemas e letras. Além disso, existem dois fenômenos que se propagam tanto na Espanha, como na América do Sul (o "seseo", "ceceo" e que fazem com que a maior parte dos falantes de espanhol utilize 18 ou 17 fonemas, conforme a utilização de um ou dos dois fenômenos. Esses fenômenos serão tratados mais adiante. Para definir um fonema é preciso ter em conta os traços, que distinguem um fonema do outro, por exemplo: /p/: oclusivo, bilabial, surdo e oral. /b/: oclusivo, bilabial, sonoro e oral. Assim, que distingue fonema /p/ do fonema /b/ é traço surdo em relação ao sonoro, traços que fundamentam a distinção entre /peso/ e /beso/. Neste exemplo os traços surdos e sonoros se denominam traços distintivos. O critério mais amplo para estabelecer os traços distintivos é o articulatório, ou seja, os órgãos que irá determinar na articulação dos sons e como eles atuarão. Porém, a repetição acima do traço oral serve para diferenciar algo também, vejamos outro exemplo: /b/: oclusivo, bilabial, sonoro e oral. /m/: oclusivo, bilabial, sonoro e nasal. traço oral de /b/ quando comparamos p/b passa a ser pertinente quando confrontamos /b/ e /m/, que se distinguem, precisamente, por oral/nasal, e dão origem a oposições Fonética e Fonologia 9FACULDADE or A DISTÂNCIA Para ler mais, visite os sites a seguir e bom estudo! CONTEÚDO 02 I FONÉTICA E FONOLOGIA NO PROCESSO DE COMUNICAÇÃO Para gerar qualquer som em qualquer língua fazemos uso de uma parte específica que chamaremos de aparelho fonador. Acredito que já tenha ouvido falar do aparelho fonador, mas entende a sua importância no processo da comunicação? Forsas Palato Canal superiores interiores Cordas y filtro cavidad fariage Cavidad sistema vocal aérea pulmones diafragma Conjunto del aparato fonador y Imagen tomodo de Martinez Celdrán Podemos dividir em três grupos os órgãos do corpo humano que desempenham um papel na produção da fala: Sistema respiratório (pulmões, músculos pulmonares, brônquios, traquéia), sistema fonatório (laringe onde está a glote) e sistema articulatório (faringe, língua, nariz, palato, dentes e lábios). O mais interessante é o percurso do ar, observe! O an sai dos pulmões depois passa pela traquéia e chega à laringe, até este momento o an passa livremente sem obstáculos, até chegar às cordas vocais, que é o primeiro obstáculo encontrado e que irá transformar em som. Mas, antes de falarmos em som, observe abaixo a descrição dos órgãos responsáveis pela fala. Laringe: é uma de caixa cartilaginosa situada na parte superior da traquéia. Cordas vocais: são órgãos importantes do aparelho fonador, na verdade não são cordas são membranas ou lábios situados simetricamente à esquerda e à direita da linha média da laringe e que pode obstruir a passagem da corrente de ar. 10 METODOLOGY ENSINODE A Epligote: uma cartilagem em forma de colher que ligada ao osso hióde e à base da só se move através de um movimento desses dois, podendo ser empurrada para trás, cobrindo a abertura da glote, que é decorrente da não obstrução dos músculos da laringe. Faringe: é canal que vai da laringe até a boca através das fossas nasais. Cavidade bucal: pode mudar de forma e de volume quase até infinito, graças aos movimentos da língua que em grande parte a preenche. Seção anterior do "teto da boca" é constituída por uma estrutura óssea, recoberta por uma membrana e se caracteriza por quatro regiões: Área dental; Área alveolar; Dentes na mandíbula superior; Área do palato duro; Prepalatal; Mediopalatal; Postpalatal. Seção posterior do "teto da boca" não tem estrutura óssea e se subdivide em: Palato mole; Úvula. Lábios: têm grande mobilidade. Os movimentos são: abertos; fechados; retraídos contra os dentes; prolongados em sua extensão máxima. Língua: o músculo cuja base esta ligada ao osso hióde, é de fundamental importância na cavidade bucal. Pode executar três direções: para cima, ou seja, na direção do teto da boca; lançada para frente ou recuada a partir de sua posição normal; tocar na região entre os dentes e um ponto um pouco acima da saliência alveolar ou pode elevar-se com a superfície do dorso côncava e a ponta virada para baixo. Importante saber! Quando os músculos que formam as cordas vocais estão separados e não vibram com a passagem de an que vem dos pulmões, desta forma temos um som desvozeado ou surdo, já quando os músculos que formam as cordas vocais vibram com a passagem da corrente de ar, temos um segmento vozeado ou sonoro. Vejamos a figura abaixo entendemos esse processo. Agora, vamos falar de som! Para começar, é importante ressaltar a importância do símbolo fonético, ele vem entre colchetes e não é letra. A letra é uma representação gráfica, mas não é fonética. Vamos repassar aparelho fonador, atendendo as classes dos sons que se produz em cada caso. É válido ressaltar que a atividade produzida na cavidade infraglotal origina as primeiras divisões nos sons da linguagem: Fonética e Fonologia 11FTC Sons inspirados ou quando se dirige de fora para dentro dos pulmões. A corrente de an ingressiva não ocorre no espanhol. Sons expirados ou egressivos: quando os sons são produzidos quando o ar se dirige para fora dos pulmões e é expelido por meio da pressão exercida pelos músculos do diafragma. São divididos em: Sons pulmonares: a energia necessária para a produção do som se origina nos pulmões. Que são: Sons glóticos: que se produz na glote. Assim, os sons que funcionam no sistema fonológico são egressivos e pulmonares. Como já abordamos antes, no espanhol existem 24 fonemas (19 fonemas consonânticos e 5 vocálicos. Os sons da linguagem se dividem em duas categorias: vogais e consoantes. Desde o ponto de vista articulatório, esta é sua diferença fundamental: Vogais: em sua articulação não se interpõe nenhum obstáculo articulatório a saída do (salvo certo grau de elevação da língua). Consoantes: na sua articulação se interpõe algum obstáculo a saída de ar: uma oclusão de diverso grau e em distintos pontos da cavidade oral. Desde ponto de vista articulatório, as vocais se classificam ou se caracterizam de acordo a três parâmetros articulatórios: 1. Altura da língua: as vocais são altas (ou fechadas), médias ou baixas (ou abertas). 2. A posição da língua que podem ser anteriores, centrais ou posteriores. 3. A ação dos lábios distingue entre labializadas e não labializadas. Os dois primeiros parâmetros dão lugar ao conhecido como triângulo de HELWAG, que é uma representação vocálica em duas dimensões, que representa esquema articulatório das vocais: i u e a 11 Assim como esse triângulo de Helwag, as vogais do espanhol também podem ser representadas como no esquema abaixo: Anterior Central Posterior Fechada /i/ /u/ Média /e/ /o/ Aberta /a/ 12 METODOLOGIA DO ENSINO DA AEm espanhol existem 5 fonemas vocálicos. Classificam-se segundo grau de abertura da boca em: fechado, médio e aberto, como também o lugar em que se produzem: anterior, central e posterior. Os segmentos consonânticos A produção dos sons consonânticos se caracteriza pela existência de algum obstáculo articulatório. Esta oclusão se caracteriza mediante dois parâmetros: Ponto de é lugar em que os órgãos articuladores se tocam ou se aproximam. Modo de articulação: é a maneira que se produz contato ou aproximação. No seguinte esquema podemos verificar os pontos e modo de articulação. Bilabial Labiodental Pontos de Dental / interdental - articulação Alveolar Palatal Velar Oclusivo Fricativo Os sons Segundo Africado vocal Líquida Vibrante Lateral Modo de articulação Surdo Segundo as Sonoro cordas vocais Nasal Segundo ao véu Oral palatino Agora, repassaremos cada uma das articulações que se distinguem de acordo com ponto de articulação: Bilabial: lábio inferior toca no lábio superior. Labiodental: o lábio inferior toca nos incisivos superiores. Dental: ápice da língua toca atrás dos incisivos superiores. A articulação interdental é classificada como um subgrupo das interdentais - o ápice da língua se situa entre os incisivos superiores e inferiores. Alveolar: a língua toca nos alvéolos, quando o órgão ativo da articulação é ápice da língua, o som se denomina apicoaveolar; quando é o pré-dorso da língua, som se denomina pré-dorso alveolar. Quando ponto de articulação é mais atrasado, chegando quase a zona palatal, o som resultante se denomina postalveolar ou prepalatal. Palatal: a área média da língua se eleva para tocar na área do palato duro. Velar: a área posterior da língua se retrai para tocar no véu palatino. Fonética e Fonologia 13FTC FACULDADE DE DISTÂNCIA o de articulação Vejamos quais são as características principais das consoantes segundo os distintos modos de articulação: Oclusivas: os órgãos da articulação se fecham, estreitamente e bloqueiam a passagem de durante uma fração de tempo. Por fim, a pressão de an vence a oclusão, e sai bruscamente. Fricativas: os órgãos da articulação se aproximam sem chegar a fechar, deixando entre eles um estreito canal por onde an ao passar produz um ruído característico de atrito. Africadas: primeiramente, se produz uma oclusão, mas quando esta se rompe pela pressão exercida pelo ar, a ruptura não se produz de maneira abrupta, mas retardada. Desta maneira, os órgãos da articulação não se separam imediatamente, porém ficam próximos durante um breve período de tempo; passa por esse estreito canal e produz um ruído característico a fricção. Assim, dizer que "oclusão + fricção = africada". Líquidas: os órgãos da articulação se aproximam, mas não tanto como no caso anterior, de modo que não chega interromper a saída do ar, pois a oclusão da boca não é total. Dividem- se em: Vibrantes: sua articulação apresenta fases alternativas de pequenas vibrações, seguidas de pequenos momentos com características parecidas às vogais, produzidos pelo rapidíssimo afastamento do ápice da língua. Quando na articulação se produzem várias destas vibrações, a vibrante é múltipla, se produz apenas uma vibração, a vibrante é simples. Laterais: a oclusão se produz na zona central da cavidade da boca, de modo que an se escapa pelas laterais. Além dos modos de articulação descritos, a ação das cordas vocais distingue entre sons surdos e sonoros e a ação do véu palatino distingue entre orais e nasais. Surdo: é som realizado sem vibração das cordas vocais, a exemplo /p/ /f/. Sonoro: é som que é realizado com vibração das cordas vocais, a exemplo /b/ /v/. Segundo a ressonância, as consoantes se dividem em: Oral: quando a úvula estiver levantada e som sair pela cavidade oral, fechando a passagem para a cavidade nasal. Nasal: quando úvula estiver abaixada e som sair pela cavidade nasal. Se colocarmos na tabela todas as classificações articulatórias efetuadas nos resulta uma matriz como a do Alfabeto Fonético Internacional, onde aparecem os modos de articulação no eixo vertical e pontos de articulação no eixo horizontal. As nasais ocupam uma fila própria, como um modo de articulação. Como sabemos Alfabeto Fonético Internacional apresenta na tabela consonântica os símbolos necessários para a descrição do maior número possível de línguas. Observe Alfabeto Fonético Internacional abaixo: THE INTERNATIONAL PHONETIC ALPHABET (revised to 1993) CONSONANTS d [ d k 9 G ? m m n n I] N r R r [ f V S Z 3 j X Y X K h Y h I , 1 t j I 1. the 14 METODOLOGIA DO ENSINO DA LÍNGUA ESPANHOLAead Agora, vejamos os fonemas das consoantes do espanhol com base no Alfabeto Fonético or : : : mouth n p light Para deixar mais compreensível, vamos repassar os fonemas em outro quadro: Consoantes Orais Som Modo de Ponto de Fonema Representam-se articulação articulação com: Surdas Oclusivas Bilabial /p/ Letra p: pan Dental /t/ Letra t: tarde Velar /k/ Letra C e k e dígrafo qu: casa, kilo, queso. Fricativas Labiodental /f/ Letra f: família Interdental / Letras Z e C: zapato e cerilla. Alveolar /s/ Letra S: sábado. Velar /x/ Letras j e g: jarabe, gemido. Africada Palatal Dígrafo ch: chico. Fonética e Fonologia 15DE Oclusivas Bilabial /b/ Letras b, V e W. barco, viento, Sonoras wolframio. Dental /d/ Letra d: dedo Velar /g/ Letra g e dígrafo gu: gato e guitarra. Africada Palatal /j/ Letra y: yate. Laterais Alveolar Letra I: luna Palatal IN Dígrafo II: lluvia. Vibrantes Alveolar /5/ Letra r: cara (simples) Alveolar /r/ Letra r e dígrafo (múltiplo) ratón, perro. Consoantes nasais Sons Modo de Ponto de Fonema Representam-se articulação articulação com: Sonoras Oclusivas Bilabial /m/ Letra m: mundo Alveolar /n/ Letra n: nave Palatal Letra niña /n/ Algumas realizações alofônicas /p/: fonema bilabial, oclusivo, surdo. Acusticamente: fonema não vocálico, consonântico, oral, difuso, grave, interrupto, surdo. Ortograficamente: p. Alofones: não tem, sempre [p] /b/: fonema bilabial, sonoro. Acusticamente: fonema não vocálico, consonântico, oral, difuso, grave, sonoro. Ortograficamente: b/v. Alófonos: oclusiva: [b] Posiçao inicial (1) Precedida de nasal (2) fricativa (aproximante); no restante das posições. Em posiçao implosiva [b] y representam ao arquifonema /B/ /f/: fonema labiodental, fricativo, surdo. Acusticamente: fonema não vocálico, consonântico, oral, difuso, grave, surdo. Ortograficamente: f. Alófonos: não tem, siempre [f] /t/ fonema dental, oclusivo, surdo. Acusticamente: fonema não vocálico, consonântico, oral, difuso, agudo, interrupto, surdo. Ortograficamente: t. 16 METODOLOGIA DO ENSINO DA LÍNGUA ESPANHOLA[t] Alofones: dental em todas as posições as todas, exceto quando /t/ é precedido de [t] interdentalizada té .ka] (trata-se de um caso de assimilação progresiva). /d/ fonema dental, sonoro. Acusticamente: fonema não vocálico, consonântico, oral, d. sonoro. Ortograficamente: difuso, agudo, Alofones: oclusiva: [d] (1) Em posição inicial absoluta [dí XO ke Ben drí a: las trés drí ] Depois de pausa bs . tán te XO ke Ben dé a] (2) (3) Precedida de nasal ou de [I] [un dé [e ! posições. fricativa interdentalizada (aproximante), no restante das No participio em -ADO se pronuncia uma /d/ reducida e fraca: [sen A /d/ no final de palavra se pronuncia particularmente fraca e relaxada: [Oju /D/ posição implosiva [d] y representam ao arquifonema Em fonema interdental, fricativo, surdo. Acusticamente: fonema não vocálico, consonântico, oral, difuso, agudo, contínuo, surdo. Ortograficamente: Z + a,o,u ; C + e,i. Alofones: [z] sonorizada, em final de sílaba seguida de consonante sonora: ár] em demais contextos. /g/: fonema velar, sonoro. Acusticamente: fonema não vocálico, consonântico, oral, e,i. denso, grave, sonoro. Ortograficamente: g + a,o,u ; gu + Alofones: [g] oclusiva: tí (1) Em posição inicial [ga mo sel par par (2) Depois de pausa [ a sí pwés ga ná- mo sel tí Precedida de nasal in gá to] (3) fricativa (aproximante), no restante das posições. Em posição implosiva [g] e representam ao arquifonema /G/ Vamos visitar os sites? fonador pesquisalinguagem007.html CONTEÚDO 03 UNIDADES E MÉTODOS DA FONÉTICA E DA FONOLOGIA Os elementos Unidades fônicos no plano da fala formam uma sucessão de elementos submetidos a diferentes tipos de variações. Os falantes agrupam e distinguem os ditos elementos em função de suas regularidades e os reconhecem como invariantes da língua. Os fonemas são unidades invariantes. Os sons são materializações dos fonemas; são realizações concretas submetida às diferentes tipos de variação. Fonética e Fonologia 17FTC FONOLOGIA FONEMAS UNIDADES BÁSICAS FONÉTICA SONS Outras unidades da fonologia Outras unidades da fonética Fonemas Sons Traço distintivo Fones Unidades suprasegmentais Alofones Variantes não contextuais Sotaque Entonação Livres Individuais Unidades da Fonologia Fonemas São as primeiras unidades de trabalho da fonologia; São elementos abstratos; Formam parte do código, competência ou sistema de uma comunidade de falantes; Tem número limitado em todas as línguas; Tem função distintiva; São representados entre inclinadas / Um fonema é a menor unidade fonológica mínima de uma língua que estabelece oposição de significado: a exemplo dos fonemas /p/ e /b/ distinguem significados nas palavras como "pata" e "bata". Dentro de cada língua, número de fonemas é fixo e limitado, mas os sons são ilimitados e variam segundo contexto fonético ou a pronunciação individual dos falantes. Em espanhol, por exemplo, fonema /n/ corresponde às distintas realizações sonoras: labiodental (como em confuso), interdental (once), dental (andar), alveolar (nada), palatal (ancho). velar (hangar). Não podemos pensar que os fonemas e os sons são elementos absolutos: que em uma língua pode ser um simples som, em outra é capaz de funcionar como fonema com valor distintivo. Exemplo: O som velar de /n/ em espanhol é um fonema em inglês, que serve para diferenciar sing 'cantar' de sin 'pecado' no mesmo contexto. Quando se afirma que os fonemas são "unidades contrastivas" se alude ao fato de que seu valor dentro da língua vem em função das oposições que estabelecem com outros membros afins. A presença ou ausência da vibração nas cordas vocais (traço conhecido como "sonoridade") é'uma característica fonologicamente diferencial dentro do par /d/ /t/, já que mesmo sendo consoantes dentais e oclusiva, /d/ é sonora (vibram as cordas vocais) e a segunda é surda (não vibram as cordas vocais). Desta maneira possibilita a existência de pares contrastivos como (domar/tomar). Em uma língua como o islandês, não se produz esta oposição, pois não existe fonema /d/: una palabra como dalur 'vale' se pronúncia como talur. Vamos analisar! Os signos "cana" e "caña"; Estão formados pela de sons: ['kana] e ['kana]; Cada difere da outra no som [n] [n]; Trata-se se som com função distintiva; São dois fonemas do espanhol /n/ /n/; A representação fonológica dos dois signos: Par mínimo Caracterizado como par mínimo dois signos que se diferenciam por um fonema. Exemplo: pero / perro 18 METODOLOGIA DO ENSINO LÍNGUA ESPANHOLAAssim como "cana" e "gana" é um par mínimo diferenciado pelas consoantes [k] e [g]. Podemos observar a mesma diferença no par, "peso" y "piso" diferenciado pelas vogais [e] Fonética e da Unidades Sons as unidades do trabalho da fonética; São elementos concretos; São realizações dos fonemas São Estão sujeitos a diferentes tipos de variação; Seu número é ilimitado; Não tem função distintiva; São representados por colchete [ Clique no site abaixo e bom estudo! CONTEÚDO 04 A ENTONAÇÃO A entonação é uma linha de altura musical determinada de uma pela curva série melódica de sons ascendente sucessivos que ou compõem uma palavra, descreve frase ou ao discurso. pronunciar Trata-se palavras ou orações. Ao falar, nosso tom de voz descendente, não é constante, que muda a voz com subidas e descidas para expressar informação, porque não é mesmo enunciar, perguntar e exclamar, por exemplo: Enunciado: Hoy está lloviendo. Pergunta: ¿Hoy está lloviendo? Exclamação: está lloviendo! A finaliza elevando a no sinal de espera da resposta, termina com ou baixas. tom pergunta As exclamativas caracterizadas pelos tons mais intensos e agudos são Temos descendente. considerar também que as diferenças regionais de um idioma. Algumas somente que variações de entonação. É importante ressaltar que algumas diferenças de regionais entonação. de um idioma, pois algumas delas são apenas variações língua escrita se expressa por meio de signos gráficos auxiliares, mas na suprasegmentais. língua oral se Na expressa por meio da mudança de tom. Este assunto diz respeito às unidades ouvinte Assim, pode-se dizer que se numa frase não é realizado estes signos uma de pontuação, ou que é uma certamente não saberá que a frase foi concluída, ou que foi pergunta, admiração. Cada tonema subida, descida ou a constância do tom é um tonema. Que pode ser caracterizado como: Ascendente Horizontal Descendente Existe uma linha neutra que se supera em alguns momentos da emissão. tonema é a unidade de medida da entonação. Grupo fônico falamos sem pausas, sempre que produzimos um enunciado, fazemos dois cláusulas tipos de Não uma larga e a outra breve. As pausas curtas servem para separar as são usadas os pausas, do resto do enunciado e não se usam para respirar. As cláusulas duradoras sintagmas para respirar e separam orações. Cada uma destas pausas, seja breve ou larga, separa grupo fônico. A palavra geralmente coincide com a unidade gráfica, mas também existem palavras de intensidade: átonas que se unem a outra tônica. Observe abaixo que cada palavra tem um acento (la madrugada) (nos trajo) (todas las sorpresas) (juntas) Ao Tipos atender aos três tipos principais de enunciados que se dão desde ponto de distintas vista da de entonação entonação enunciativa ou afirmativa, interrogativa e exclamativa teremos Fonética e Fonologia 19ead DE A curvas de entonação, mas, ao mesmo tempo, existem subclasses segundo tipo de informação que se queira transmitir. Na entonação enunciativa, a parte inicial é ascendente, a se eleva normal até a primeira sílaba tônica, a parte média apresenta oscilações. Permanecendo em um tom e também a parte final é descendente. A entonação espanhola marca muito a descida da voz, além disso da palavra. é destacada a palavra mais importante por meio de elevação do tom de voz na sílaba sa que tú habitas en Ma drid. ca La Com um só grupo fônico Nos la playa por la mahana Com dois grupos fônicos Cuando en Marbella, fuimos a la playa Com várias descrições DO ENSINO DA LÍNGUA ESPANHOLATECHOLOGIA El chico chuches, palomitas, pipas y unos chicles Frase com pronome interrogativo A entonação é ascendente na parte final da curva melódica. O tom é mais alto que da enunciativa e a altura da voz está em relação direta ao interesse que se cuándo vendrán tus hermanos a casa? Frase sem pronome interrogativo con nosotros a la playa el viernes? exclamativa Frase A entonação depende de vários fatores, especialmente do grau da emoção de quem fala. Fonética e Fonologia 21DE ha caido esta tarde por aqut Visite os sites! http://www.sil.org/capacitar/fonologia/Fonologia.stm TEMA 2 FONÉTICA E FONOLOGIA: ENSINO DE ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA Caro (a) aluno (a), segundo tema abordará a contribuição da fonética e fonologia para ensino de O nosso como língua estrangeira. Assim trataremos de variedades fonéticas presentes fonética, em já espanhol algumas regiões, tendo como objetivo entender o processo de expansão e influência destes que é imprescindível que profissional de língua espanhola tenha conhecimento fenômenos para ensino comunicativo dessa língua. Além disso, estudaremos algumas técnicas de correção fonética. Chegou momento de relacionarmos que estudamos no primeiro tema com que iremos ver agora. Então, desejo- lhe bom estudo! CONTEÚDO 01 DIFERENÇAS FONÉTICAS ENTRE o ESPANHOL DA AMÉRICA DO SUL E o ESPANHOL PENINSULAR É comum ouvirmos que no espanhol de América apresentam muitas diferenças em relação ao espanhol peninsular. Em diversos momentos, nossos alunos se dão conta de que existem formas diferentes de se falar uma determinada palavra ou que ele já ouviu um CD ou em algum filme de espanhol a pronúncia diferente daquela palavra que foi estudada em classe. É imprescindível sabermos essas diferenças, já que a nossa proposta é trabalhar espanhol de maneira reflexiva, para isso se faz necessário compreender também as diversas mudanças que ocorrem na língua espanhola. GUA ESPANHOLA

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