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Manual do PROFESSOR Matemática Ensino Fundamental • Anos Iniciais Cléa Rubinstein Elizabeth França Elizabeth Ogliari Vânia Miguel Edite Resende MAT ER IA L D E D IVU LG AÇ ÃO • V ER SÃ O SU BM ET ID A À AV ALIA ÇÃ O PN LD 20 23 • O BJ ET O 1 CÓDIGO DA COLE ÇÃO 01 03 P2 30 10 10 20 02 0 1a edição São Paulo, 2021 Cléa Rubinstein Licenciada em Matemática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Mestre em Educação Matemática pela Universidade Santa Úrsula (USU-RJ) Professora do Ensino Fundamental e do Ensino Médio Elizabeth França Licenciada em Ciências com habilitação em Matemática pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Especialista em Matemática pela Universidade Federal Fluminense (UFF) Mestre em Educação pela UERJ Professora do Ensino Fundamental Elizabeth Ogliari Licenciada em Matemática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Mestre em Ensino de Matemática pela UFRJ Professora do Ensino Fundamental e do Ensino Médio Vânia Miguel Bacharel e licenciada em Matemática pela Faculdade de Humanidades Pedro II (FAHUPE-RJ) Professora do Ensino Fundamental Edite Resende Licenciada em Matemática pela Universidade Santa Úrsula (USU-RJ) Especialista em Informática Educativa pelo Centro Universitário Carioca (UniCarioca-RJ) Mestre em Educação pela Universidade Católica de Petrópolis (UCP-RJ) Doutora em Educação Matemática pela Universidade Anhanguera de São Paulo (UNIAN-SP) Professora do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e da Pós-Graduação Ensino Fundamental Anos Iniciais Matemática Manual do PROFESSOR © Editora do Brasil S.A., 2021 Todos os direitos reservados Direção-geral: Vicente Tortamano Avanso Diretoria editorial: Felipe Ramos Poletti Gerência editorial de conteúdo didático: Erika Caldin Gerência editorial de produção e design: Ulisses Pires Supervisão de artes: Andrea Melo Supervisão de editoração: Abdonildo José de Lima Santos Supervisão de revisão: Dora Helena Feres Supervisão de iconografia: Léo Burgos Supervisão de digital: Ethel Shuña Queiroz Supervisão de controle de processos editoriais: Roseli Said Supervisão de direitos autorais: Marilisa Bertolone Mendes Consultoria técnico-pedagógica: Eduardo Wagner Edição: Adriana Soares Netto, Daniel Leme e Everton José Luciano Assistência editorial: Juliana Bomjardim e Wagner Razvickas Especialista em copidesque e revisão: Elaine Silva Copidesque: Gisélia Costa, Ricardo Liberal e Sylmara Beletti Revisão: Amanda Cabral, Andréia Andrade, Bianca Oliveira, Fernanda Sanchez, Flávia Gonçalves, Gabriel Ornelas, Jonathan Busato, Mariana Paixão, Martin Gonçalves e Rosani Andreani Pesquisa iconográfica: Ana Laura Brait Design gráfico: Estúdio Chaleira - Cristiane Viana Capa: Caronte Design Imagem de capa: AJ_Watt/iStockphoto.com Edição de arte: Aline Maria, Gisele Oliveira, Patricia Lino e Talita Lima Assistência de arte: Daniel Campos Souza Ilustrações: Alexander Santos, Aline Rivolta, Bruna Ishihara, Daniel Souza, Eduardo Belmiro, Estúdio Chanceler, Erik Malagrino, Hélio Senatore, Henrique Brum, Ilustra Cartoon, João P. Mazzoco, José Wilson Magalhães, Luiz Lentini, Marco Cortez, Marcos Machado, Mário Pita, Maurício Morais, Reinaldo Vignati, Ulhoa Cintra, e Willian Veiga Editoração eletrônica: Lótus Estúdio e Produção Licenciamentos de textos: Cinthya Utiyama, Jennifer Xavier, Paula Harue Tozaki e Renata Garbellini Controle de processos editoriais: Bruna Alves, Carlos Nunes, Rita Poliane, Terezinha de Fátima Oliveira e Valeria Alves 1a edição, 2021 Rua Conselheiro Nébias, 887 São Paulo/SP – CEP 01203-001 Fone: +55 11 3226-0211 www.editoradobrasil.com.br Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Bem-me-quer mais : matemática, 4º ano / Cléa Rubinstein... [et al.]. -- 1. ed. -- São Paulo : Editora do Brasil, 2021. -- (Bem-me-quer mais matemática) Outros autores: Elizabeth França, Elizabeth Ogliari, Vânia Miguel, Edite Resende ISBN 978-65-5817-824-8 (aluno) ISBN 978-65-5817-822-4 (professor) 1. Matemática (Ensino fundamental) I. Rubinstein, Cléa. II. França, Elizabeth. III. Ogliari, Elizabeth. IV. Miguel, Vânia. V. Resende, Edite. VI. Série. 21-68927 CDD-372.7 Índices para catálogo sistemático: 1. Matemática : Ensino fundamental 372.7 Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964 PALAVRA AO MESTRE Hoje, no mundo em que vivemos, as transformações são cada vez mais rápidas em todas as dimensões da vida social: nas tecno- logias disponíveis, nas formas de comunicação e até mesmo nos comportamentos e tipos de relacionamento. Com isso, aumentam as dúvidas e incertezas para nós, professores, que temos a tarefa de educar crianças e jovens com o objetivo de torná-los cidadãos conscientes de seu papel social e integrados à sociedade. Contudo, resta-nos a certeza de que, ao procurar desempenhar nossas funções com a mente aberta às mudanças que se fazem ne- cessárias, de maneira crítica e reflexiva, sendo exemplo de conduta ética e moral, ampliaremos as possibilidades de contribuir positiva- mente na formação de indivíduos realizados, atuantes e solidários. Foi pensando assim que tecemos esta obra. Sem perder de vista a promoção da aprendizagem da Matemática e o estímulo ao estudo, preocupamo-nos também em apresentar as ativida- des de modo a auxiliá-lo nesta tarefa. Com base em estratégias fundamentadas em pesquisas sobre como os alunos aprendem Matemática, corroboradas pelos resultados alcançados com sua aplicação em salas de aula de escolas públicas brasileiras, essas atividades foram cuidadosamente pensadas e elaboradas para fa- cilitar a criação de um ambiente efetivo de ensino e aprendizagem. Sabemos, entretanto, que sua intermediação é de suma impor- tância para que as crianças não percam a oportunidade de co- nhecer e aprender Matemática e de se apaixonar por ela. Por isso, ao longo de toda a obra, procuramos informar-lhe sobre diversos aspectos que julgamos fundamentais e que auxiliam na prepara- ção, na adequação e no desenvolvimento das atividades, como a apresentação de indagações e intervenções que podem ser feitas e de possíveis dúvidas e respostas dos alunos, além de atividades preparatórias cujo objetivo é deixar os alunos mais bem prepara- dos para o bom desempenho na atividade proposta. Esperamos, assim, ser parceiros das diferentes caminhadas diárias nas salas de aula e contribuir para a construção de cotidia- nos de descobertas, aprendizagens e realizações. As autoras CONHEÇA O SEU MANUAL Antes de começarmos a nossa conversa, vamos apresentar a estrutura deste material. Nas próximas páginas, você encontrará a seção Para começar. Nela, trazemos proposta didático- pedagógica e os pressupostos teóricos que fundamentam a coleção. Além disso, propomos um planejamento anual da distribuição dos conteúdos do livro do aluno ao longo das semanas, como forma de ajudar em seu planejamento. Antes do início de cada Unidade do livro do aluno, trazemos uma Introdução sobre o que vai ser estudado: quais os objetivos de aprendizagem, os pré- requisitos esperados dos estudantes e como as habilidades da BNCC estão desenvolvidas no conteúdo. CONHEÇA O SEU MANUAL Antes do início de cada capítulo do Livro do Estudante, há uma Introdução sobre o que será estudado: os objetivos de aprendizagem e uma explanação sucinta sobre os conceitos que serão abordados e de que forma. Complementando a apresentação dos conteúdos trabalhados no Livro do Estudante, propomos uma distribuição deles ao longo das semanas para ajudar no seu planejamento anual. Antes de começarmos a nossa conversa, vamos apresentar a estrutura deste material. Nas próximas páginas, você encontrará nossa proposta didático-pedagógica para o ensino e aprendizagem da Matemática nos cinco primeiros anos do Ensino Fundamental e os fundamentos teórico-metodológicos que a norteiam. Em seguida, temos a reprodução da miniatura do livro do aluno, com indicações ao professor nasdo plano anual, elaborado para sua turma, cada sequência será desenvolvida. Isso não significa que você não deve fazer os ajustes e as adaptações que julgar necessários, como a retomada de uma etapa antes de passar para a próxima ou a inserção de outras atividades à SD proposta, ou até mesmo mudar a estratégia de uma etapa que não combine com o perfil da turma. Assim, o tempo de duração previsto para o desenvolvimento de cada SD pode e deve ser adaptado à realidade de sua turma. Ao término de cada etapa da sequência, é apre- sentada uma proposta de avaliação. Entretanto, não se esqueça de que essa etapa do processo ensino- -aprendizagem deve ocorrer durante todo o desen- volvimento das atividades por meio da observação das respostas do aluno às indagações e de seu de- sempenho nas atividades orais ou escritas. Como instrumentos para esse tipo de avaliação, o que consideramos mais adequado ao trabalho desen- volvido com alunos dessa fase de escolaridade são os registros do que você observou. Ao analisá-los, fica mais fácil verificar o progresso deles. Veja a seguir as sequências didáticas sugeridas e, no quadro de conteúdos, para qual bimestre re- comendamos o desenvolvimento delas, de acordo com a distribuição bimestral proposta. SEQUÊNCIA DIDÁTICA 1: CONSTRUÇÃO E EMPREGO DE DIFERENTES ESTRATÉGIAS DE RESOLUÇÃO DE ADIÇÕES E SUBTRAÇÕES Objetivos de aprendizagem • Realizar cálculos de adição e subtração por meio de diferentes estratégias. • Resolver situações-problema envolvendo adi- ção e subtração. Habilidades da BNCC trabalhadas • (EF04MA03) Resolver e elaborar problemas com números naturais envolvendo adição e sub- tração, utilizando estratégias diversas, como cál- culo por estimativa, cálculo mental e algoritmos. • (EF04MA04) Utilizar as relações entre adição e subtração, bem como entre multiplicação e divisão, para ampliar as estratégias de cálculo. • (EF04MA05) Utilizar as propriedades das ope- rações para desenvolver estratégias de cálculo. Objetivos e conteúdos de ensino Por meio desta sequência didática, os alunos se- rão convidados a lançar um olhar diferente sobre adições e subtrações, a fim de classificá‑las em “fá- ceis” ou “difíceis”. Essa postura analítica continuará sendo estimulada na etapa de identificação dos nú- meros que atendem a determinada regra para com- por as cartas de um jogo da memória a ser feito por eles e, também, durante a correção coletiva das re- soluções de problemas envolvendo adição e subtra- ção, realizadas em duplas. Portanto, o objetivo maior desta sequência didática é que o aluno constate as diferentes estratégias que podem ser empregadas tanto no cálculo de adições e subtrações quanto na resolução de situações-problema e perceba que ele e os colegas podem ser autores dessas estratégias. Duração: 6 aulas de 45 minutos. ETAPA 1 Tempo estimado: 2 tempos de 45 minutos. Material Para cada grupo de alunos: • um conjunto de 12 cartões com uma seleção de adições e subtrações (mais adiante, apre- sentamos sugestões para esses cartões, que podem ser reproduzidos em cartolina). 24 Para cada aluno: • uma folha de papel pautada, lápis preto e borracha; • quadro ou lousa para os grupos apresentarem seus cálculos; • folha de papel pardo e caneta hidrográfica de ponta grossa para registro das conclusões coletivas. Onde realizar: na sala de aula. Organização da turma: alunos sentados, em grupos de quatro integrantes, preferencialmente. DESENVOLVIMENTO Devido ao modo pelo qual os cálculos são pro- postos para os alunos, muitas vezes eles os fazem de forma mecânica e condicionados a “armar a con- ta”, sem nem mesmo analisar se por meio da aplica- ção de estratégias de cálculo mental a resolução se tornaria mais simples, com menos chance de erro e, até mesmo, mais interessante. Propor, então, uma atividade na qual eles precisarão discutir os proce- dimentos que podem ser empregados na resolução de uma adição ou subtração pode contribuir para a desconstrução de uma atitude passiva na realização de cálculos. Além disso, pode estimular a descober- ta de estratégias próprias para realizá-los, aplicando conceitos ou procedimentos aprendidos. Esta atividade foi baseada na proposta de Cecília Parra em sua obra Didática da Matemática: reflexões psicopedagógicas (Artes Médicas, 1996, p. 217). Você pode substituir as adições e subtrações suge- ridas por outras que considerar mais desafiadoras para seus alunos. 13 + 8 28 + 12 100 - 98 2 + 3 + 25 125 + 25 6 000 - 1 000 700 + 50 190 - 10 537 - 36 99 + 99 450 - 100 600 - 136 Mostre os cartões a cada grupo de alunos e peça a eles que separem as adições e subtrações neles constantes em dois conjuntos: o das contas que eles consideram “fáceis” e o das contas “difíceis”, mas sem armá-las para resolver. Diga-lhes que é importante encontrar um consenso para essa clas- sificação. Assim, cada componente do grupo deverá apresentar seus argumentos aos demais para tentar convencê-los. Caso não haja acordo, o grupo pode criar um terceiro conjunto, denominado de “mais ou menos”. Explique aos alunos que não há uma res- posta certa, o que importa é a opinião deles. Diga que, depois de separarem os cartões, cada um deverá escrever, primeiro, na respectiva folha: “Contas fáceis”, e listá‑las indicando, ao lado de cada uma, a justificativa do grupo para considerá‑la “fá- cil”. Depois, deverá proceder do mesmo modo com as “Contas difíceis” e, se houver, com as “Contas mais ou menos”. Lembre‑os, novamente, de que as justificati- vas devem ser iguais, apesar do registro individual na folha, pois elas devem retratar a conclusão do grupo. Diga também que frases como “Porque sim”, “Porque achei fácil” e “Porque consegui fazer” não são boas justificativas. Peça que justifiquem mos- trando como pensaram para calcular. Combine com eles um tempo para a execução da tarefa (cerca de 35 minutos, por exemplo). Termina- do esse tempo, se necessário, conceda mais alguns minutos para que todos a concluam, pois, na próxi- ma etapa, cada grupo apresentará sua opinião, a fim de que a turma chegue a uma conclusão. Escolha uma conta e peça a cada grupo que diga como a classificou e dê sua justificativa. Se houver opiniões diferentes entres os grupos em relação ao nível de dificuldade da conta, verifique se, depois da apresentação das justificativas, algum grupo deci- diu mudar sua classificação. Para cada conta, regis- tre no “blocão” como ficou a avaliação final da turma em relação a ela: se todos os grupos acharam fácil ou difícil e por quê, ou se as opiniões se dividiram. Veja algumas justificativas de um grupo de alu- nos para considerar as contas fáceis: • 13 + 8 = 21 4 Descobrimos assim: 11 + 10 = = 21 (formaram uma parcela 10 passando 2 unidades do 13 para o 8). • 2 + 3 + 25 = 30 4 Porque nós somamos o 25 com o 2 mais o 3 (aqui aplicaram a propriedade comutativa da adição, invertendo a ordem das parcelas, e a associativa, associando as parcelas 2 e 3 para, depois, acrescentar seu total a 25). • 700 + 50 = 750 4 Tiramos os dois zeros e co- locamos o 50 no lugar (fizeram a composição do número 750). • 28 + 12 = 40 4 Porque 28 com mais 2 é 30 e com mais 10 é 40 (fizeram a decomposição de 12). manual do professor | 25 • 125 + 25 = 150 4 Porque 25 + 25 é 50, com mais 100 é 150 (fizeram a decomposição de 125 em 100 + 25 para ficar com duas parcelas iguais cujo total é conhecido). • 190 - 10 = 180 4 Porque é um exemplo de 90 - 10 = 80. • 100 - 98 = 2 4 Porque 2 + 98 = 100 e, ao contrário, é 2 (o “ao contrário” seria a subtração como operação inversa da adição). • 6 000 - 1 000 = 5 000 4 Porque 6 - 1 é 5, então dá 5 000. • 537 - 36 = 501 4 Porque 37 – 36 sobra 1 e, juntando com 500, dá 501 (esse grupo consi- derou as contas 99 + 99 e 600 - 136 como difíceis, dando a mesma justificativa: “Porque é uma conta muito alta”). Entretanto, outro grupo as classificou como fá- ceis e justificou: • 99 + 99 = 198 4 É fácil,porque 100 + 100 - 2 = 198 (acrescentaram 1 uni- dade a cada parcela, num total de 2, e depois as retiraram do resultado). • 600 - 136 = 464 4 É fácil porque 599 - 136 = 463 e com mais 1 fica 464 (nes- se caso, retiraram 1 unidade de 600 para trans- formar em 599, fugindo de uma subtração com trocas, e depois acrescentaram essa unidade ao resultado da subtração feita). AVALIAÇÃO Durante a tarefa, circule entre os grupos e verifi- que como os alunos estão dando suas justificativas. Se estiverem “armando a conta”, lembre‑os da regra combinada e, se estiverem com dificuldade, sugira que procurem “bancar o detetive” analisando bem os números, pensando em maneiras de separar, por exemplo, um dos números em partes que combi- nem mais com o outro número. Registre suas observações em relação aos con- ceitos ou procedimentos matemáticos que o aluno empregou para fazer os cálculos, como proprieda- des da adição, decomposição ou composição de números. Observe também a postura e o empenho dele em criar estratégias, em ajudar o grupo a en- contrar uma maneira interessante de formular as justificativas e se ouviu as opiniões diferentes das suas. Esse registro será importante para as etapas seguintes. ETAPA 2 Tempo estimado: 2 tempos de 45 minutos. Material Para cada grupo de alunos: • 12 cartões para “jogo da memória” (os pró- prios alunos podem produzi-los, por meio de dobradura, em pedaços de cartolina de cores diferentes); • uma calculadora. Para cada aluno: • canetas hidrocor; • tesoura com pontas arredondadas; • caderno, lápis preto e borracha. Onde realizar: na sala de aula. Organização da turma: alunos sentados, em grupos de quatro integrantes, preferencialmente. DESENVOLVIMENTO Nesta atividade, os alunos serão desafiados a estabelecer relações entre números, podendo, in- clusive, observar regularidades, com o objetivo de desenvolver o cálculo mental. Informe que na aula de hoje eles farão, em gru- pos, cartas para “jogos da memória” e que os jogos ficarão disponíveis na sala de aula para serem usa- dos pela turma em algum tempo livre. Explique-lhes que as cartas de cada jogo serão produzidas de acordo com uma regra diferente para cada grupo. Escreva na lousa as regras ou, se preferir, repro- duza-as em tiras de papel. Faça um sorteio para de- terminar que regra ficará para cada grupo e, depois, escreva na lousa as etapas que cada aluno deverá seguir, indicadas abaixo. • Ler e interpretar a regra com o grupo. • Anotar no caderno o que haverá nas seis car- tas já conhecidas. • Determinar, com o grupo, o que deverá ser escrito nas seis cartas que faltam, de acordo com a regra, e registrar no caderno o que for definido. • Verificar se os seis pares de cartas estão de acordo com a regra (nesta fase, você pode ofe- recer a calculadora para cada grupo fazer essa validação). • Combinar com o grupo as três cartas que cada um fará e produzi-las. Seria interessante pedir aos alunos de um gru- po que leiam a regra recebida e expliquem o que 26 deverão fazer. Apesar de as regras não serem iguais, os procedimentos são os mesmos: eles de- verão descobrir os seis números que, adicionados respectivamente aos seis números dados, formando pares, resultarão no total apresentado. Veja a seguir as regras referentes às cartas que deverão fazer. Você pode utilizá-las ou criar outras, de acordo com os resultados observados na etapa anterior. Regra 1: as cartas serão os números 500, 510, 520, 530, 540, 550 e mais seis números que, soma- dos respectivamente a cada um desses, darão sem- pre o total 600 4 100, 90, 80, 70, 60 e 50. Regra 2: as cartas serão os números 465, 466, 467, 468, 469, 470 e mais seis números que, so- mados respectivamente a cada um desses, darão sempre o total 500 4 35, 34, 33, 32, 31 e 30. Regra 3: as cartas serão os números 195, 196, 197, 198, 199, 200 e mais seis números que, so- mados respectivamente a cada um desses, darão sempre o total 200 4 5, 4, 3, 2, 1 e 0. Regra 4: as cartas serão os números 54, 55, 56, 57, 58, 59 e mais seis números que, somados res- pectivamente a cada um desses, darão sempre o total 100 4 46, 45, 44, 43, 42 e 41. Regra 5: as cartas serão os números 71, 72, 73, 74, 75, 76 e mais seis números que, somados res- pectivamente a cada um desses, darão sempre o total 100 4 29, 28, 27, 26, 25 e 24. Regra 6: as cartas serão os números 1 190, 1 180, 1 170, 1 160, 1 150, 1 140 e mais seis nú- meros que, somados respectivamente a cada um desses, darão sempre o total 1 200 4 10, 20, 30, 40, 50 e 60. Regra 7: as cartas serão os números 310, 320, 330, 340, 350, 360 e mais seis números que, soma- dos respectivamente a cada um desses, darão sem- pre o total 800 4 490, 480, 470, 460, 450 e 440. Regra 8: as cartas serão os números 1 990, 1 980, 1 970, 1 960, 1 950, 1 940 e mais seis nú- meros que, somados respectivamente a cada um desses, darão sempre o total 2 000 4 10, 20, 30, 40, 50 e 60. Durante a atividade, circule entre os grupos para verificar se compreenderam tanto a regra que de- verão seguir para determinar os números dos car- tões quanto as etapas da atividade. É importante que você peça a alguns alunos que expliquem o que o grupo já fez até aquele momento, principalmente àqueles que aparentemente não estão muito envol- vidos na atividade. Lembre a todos da postura que se espera: empenho individual para auxiliar o grupo na realização da tarefa e incentivo do grupo à parti- cipação efetiva de cada componente. Após os grupos montarem as cartas, permita que joguem uma partida de “jogo da memória” com elas. A seguir, promova a troca dos conjuntos de cartas entre os grupos. Entretanto, antes de começarem a jogar com as cartas feitas pelos colegas de ou- tro grupo, será preciso que descubram a nova regra para a formação dos pares de números no jogo. De- safie‑os, então, a descobri‑la observando todas as cartas daquele conjunto e peça que verifiquem se há realmente seis pares de números com o mesmo total. Essa troca de jogos deve acontecer enquanto eles ainda estiverem demonstrando interesse pela atividade. AVALIAÇÃO Ao encerrar a atividade, leve os alunos a refletir sobre o que nela vivenciaram. Pergunte: “Algum grupo criou uma estratégia para desco- brir as cartas que faltavam?” Talvez eles tenham descoberto alguma regularidade entre as cartas e a aplicaram, de forma inversa, para descobrir os res- pectivos pares e não tenham percebido esse fato. Se, durante o jogo, você observou que eles aplica- ram alguma regularidade ou usaram outra estraté- gia não mencionada por eles, comente isso nesse momento. No grupo que trabalhou com a regra 2, por exemplo, os alunos podem ter percebido que, enquanto as cartas conhecidas seguiam em uma ordem crescente de um em um – 465, 466, 467, 468, 469 e 470 –, os pares respectivos podiam ser descobertos seguindo-se uma ordem decrescente, também de um em um – 35, 34, 33, 32, 31 e 30. É possível que uma constatação assim, ou com al- gumas diferenças, tenha ocorrido em todos os gru- pos. Na regra 8, por exemplo, os números das cartas conhecidas – 1 990, 1 980, 1 970, 1 960, 1 950 e 1 940 – decresciam de 10 em 10, enquanto seus pares – 10, 20, 30, 40, 50 e 60 – cresciam também de 10 em 10. “Alguém pode dizer o que aprendeu com o jogo?” Aproveite para verificar as relações entre os núme- ros que alguns alunos perceberam e, se estiverem corretas, leve os colegas a constatar essas relações perguntando a eles se concordam com o exposto. manual do professor | 27 Essa questão, aliás, possibilitará também que, caso alguém apresente uma ideia errada, ela poderá ser discutida com a turma e reformulada por ele. Não deixe de registrar tudo o que observar. “Como foram as atitudes individuais e do grupo durante a atividade?” Coordene esse momento de discussão entre os alunos visando à tomada de consciência do que deve ser melhorado em relação à adoção de atitu- des, coletivas e individuais, que contribuam para o aprendizadode todos. Para auxiliar na autoava- liação, você pode oferecer uma ficha com atitudes apontadas por eles, em momentos anteriores, como necessárias ao bom andamento e aproveitamento da aula. Segue um exemplo. Nome: Data: / / Atividade: 1. Na realização da tarefa em grupo: Sempre Na maioria das vezes Poucas vezes a) cooperei com o grupo na execução da tarefa? b) procurei compreen- der o pensamento dos colegas? c) tive cuidado com o material? 2. Quanto à tarefa proposta: a) o que achei fácil de fazer? b) o que tive dificuldade? c) o que gostaria de rever? ETAPA 3 Tempo estimado: 2 tempos de 45 minutos. Material: • quadro ou lousa para correção coletiva; • ficha de atividades; • lápis preto e borracha. Onde realizar: na sala de aula. Organização da turma: alunos sentados em seus lugares, em duplas. DESENVOLVIMENTO Pergunte aos alunos se eles costumam fazer estimativas ou aproximações para calcular e em que momentos isso é vantajoso (para calcular ra- pidamente e aproximadamente, por exemplo, a quantia necessária para comprar alguns produ- tos). Diga-lhes, então, que farão uma atividade na qual poderão não só avaliar a própria capacidade de fazer cálculos exatos por meio de diferentes estratégias como também a de fazer estimativas e cálculos aproximados. Entregue uma ficha a cada um e diga que eles deverão trabalhar em duplas para que confron- tem suas ideias com as do colega, o que ajuda no desenvolvimento do raciocínio. Peça a um alu- no que leia o enunciado da atividade e reforce a instrução de que, para justificar as respostas, eles deverão indicar, abaixo de cada problema, os cál- culos usados para responder à questão, mesmo que sejam aproximados ou que a estratégia tenha sido outra. Reforce que, por estarem trabalhan- do em dupla, deverão estar de acordo em relação à resolução, entretanto, cada um deverá fazer o próprio registro. Estipule um tempo (cerca de 30 minutos) para terminarem a tarefa e, então, passarem para a etapa seguinte: a correção coletiva para confron- to de raciocínio. Como as situações propostas na ficha permitem uma variedade de soluções, a eta- pa de correção deve ser considerada, por você e pelos alunos, não como o momento de verificar quem errou ou acertou, mas como o de ampliar o conhecimento das diferentes estratégias de reso- lução ou de respostas possíveis. 28 MODELO DE FICHA DE ATIVIDADE Nome: Data: / / Aline guardou R$ 1.500,00 e decidiu usar essa quantia para comprar móveis novos para sua casa. Veja, a seguir, os preços dos móveis pelos quais ela se interessou. Armário de cozinha R$ 710,00 Guarda‑roupa R$ 499,00 Cama de casal R$ 573,00 Rack para televisor R$ 196,00 Conjunto de mesa e cadeiras R$ 601,00 Sofá R$ 557,00 Responda às perguntas a seguir e, para justificar suas respostas, regis- tre como calculou. a) Aline quer comprar a maior quantidade de móveis possível com a quantia que possui. Que quantia é essa? b) Se comprar o armário de cozinha e o conjunto de mesa e cadeiras, ela poderá comprar outro produto? Se sim, qual? c) Se comprar o armário de cozinha e o rack para televisor, Aline pode- rá comprar outro produto? Se sim, qual? No item a, por exemplo, uma dessas estratégias seria ir somando os preços dos móveis que custam menos. Assim: 198 + 499 + 557 = 1 254. Para 1 500, faltam: 1 500 - 1 254 = 246. Como o pró- ximo produto com menor preço custa R$ 573,00, não será possível comprá-lo também. Assim, a maior quantidade de produtos que Aline poderá comprar é 3. Usando aproximações: 200 + 500 + 500 = = 1 200. Então, como não há nenhum outro produto mais barato que R$ 300,00, valor que sobraria dos 1 500, a quantidade máxima de produtos a ser com- prada é 3. No item b, é preciso saber, primeiro, quanto Aline gastaria se comprasse o armário de cozinha e o con- junto de mesa e cadeiras: 710 + 601 = 1 311. Com base nisso, os alunos poderiam somar, a esse valor, o menor preço entre os preços dos demais produtos. Aplicando estratégias de cálculo mental, teríamos: 1 311 + 198 = 1 310 + 1 + 200 - 2 = = 1 510 - 1 = 1 509. Como esse valor é maior do que aquele que Aline possui, conclui‑se que ela não poderá comprar outro produto se comprar o armário de cozinha e o conjunto de mesa e cadeiras. Entretanto, para se chegar a essa conclusão, em vez do cálculo anterior, os alunos poderiam ter calculado quanto restaria a Aline depois de comprar esses dois produtos e, também por cálculo mental, poderiam fazer: 1 500 - 1 311 = 1 499 - 1 311 + 1 = 188 + 1 = 189. Logo, ela precisaria de mais R$ 9,00 para com- prar o próximo produto mais barato, que custa R$ 198,00. No item c, um procedimento possível seria, pri- meiro, calcular quanto Aline gastaria se compras- se o armário de cozinha e o rack para televisor. Para isso, os alunos também poderiam utilizar o cálculo mental: 710 + 198 = 710 + 200 - 2 = = 908. Subtraindo esse valor da quantia de Ali- ne, seria possível saber que produtos ainda po- deriam ser comprados sem a necessidade de outro cálculo, apenas por comparação. Assim: 1 500 - 908 = 1 499 - 908 + 1 = 591 + 1 = = 592 ou 1 500 - 908 = 1 500 - 900 - 8 = = 600 - 8 = 592. Logo, além desses dois produtos, Aline só pode- ria comprar mais um produto cujo preço fosse menor que R$ 592,00, ou seja, a cama de casal, que custa R$ 573,00, ou o guarda-roupa, por R$ 499,00, ou, ainda, o sofá, por R$ 557,00. Entretanto, é possível que alguns alunos es- colham outros procedimentos que podem levar a vários cálculos. Um deles seria recorrer a diversas adições para ir calculando o total da compra desses dois produtos, acrescido de mais um entre todos os outros. Nesse caso, as somas que não ultrapassa- rem R$ 1.500,00 mostrarão quais produtos Aline poderia comprar. Perceba que a troca das estraté- gias, empregadas pelos alunos durante a correção, permitirá que aqueles que adotaram esse tipo de resolução conheçam outras possibilidades que, em- bora não sejam “mais corretas” que as próprias, são mais simples. AVALIAÇÃO No final da correção, recolha as fichas para que você possa registrar os procedimentos de cálculo e de resolução de problemas adotados pelos alunos. Analise-os para basear neles as próximas ações para o desenvolvimento desses conteúdos com a turma. Pergunte-se: • Você poderá avançar esse trabalho apresen- tando atividades mais complexas à turma? manual do professor | 29 • Poderá seguir esse caminho, mas com o cuida- do de retomar pontualmente o conteúdo com um pequeno grupo de alunos? • Ou será mais conveniente encaminhar outras atividades, como as aqui propostas, para toda a turma? O registro do desempenho dos alunos durante a correção também o ajudará nessa avaliação. SEQUÊNCIA DIDÁTICA 2: MULTIPLICAÇÃO ENTRE NÚMEROS NATURAIS MAIORES QUE 10 Objetivos de aprendizagem • Efetuar multiplicações utilizando diferentes es- tratégias de cálculo. • Empregar as propriedades associativa e dis- tributiva da multiplicação em relação à adição para efetuar multiplicações com fatores maio- res que 10. Habilidades da BNCC trabalhadas • (EF04MA05) Utilizar as propriedades das operações para desenvolver estratégias de cálculo. • (EF04MA06) Resolver e elaborar problemas envolvendo diferentes significados da mul- tiplicação (adição de parcelas iguais, organi- zação retangular e proporcionalidade), utili- zando estratégias diversas, como cálculo por estimativa, cálculo mental e algoritmos. Objetivos e conteúdos de ensino Nesta sequência didática, os alunos efetuarão multiplicações usando diversas estratégias, entre elas, as duas propriedades empregadas no algorit- mo dessa operação utilizado atualmente: a associa- tiva e a distributiva da multiplicação em relação à adição. Considerando que, ao longo da história ou- tros procedimentos foram desenvolvidos, eles co- nhecerão também o método egípcio, que emprega multiplicações sucessivas por dois. As multiplica- ções serão propostas com base emsituações que envolvem interação professor-aluno e aluno-aluno, jogos e resolução de problemas. Duração: 4 aulas de 45 minutos. ETAPA 1 Tempo estimado: 2 tempos de 45 minutos. Material Para cada aluno: • reprodução da ficha de atividade do final desta etapa; • papel quadriculado; • lápis de cor, lápis e borracha. Onde realizar: na sala de aula. Organização da turma: alunos organizados em duplas. DESENVOLVIMENTO Nesta sequência, os alunos desenvolverão pro- cedimentos para a realização de multiplicações com fatores maiores que 10. Após organizá-los em du- plas, proponha oralmente uma situação em que seja necessário efetuar multiplicação com fatores maio- res que 10. A situação-problema, entre tantas ou- tras, pode ser a seguinte: • A escola promoverá uma gincana para as tur- mas e os alunos precisarão comprar camise- tas de cores diferentes para suas equipes. Se a escola comprar uma grande quantidade de camisetas, receberá um bom desconto. São 12 turmas e 25 camisetas para cada turma. Vamos calcular a quantidade de camisetas que será comprada para ajudar na negociação do preço com os vendedores. Solicite que, em duplas, eles descubram quantas camisetas serão compradas e escrevam, na primeira coluna da ficha que se encontra no final da sequên- cia, as estratégias utilizadas. Depois, encaminhe a apresentação dessas estratégias e registre as su- gestões. Entre as estratégias poderão estar as des- critas a seguir. Soma de 12 parcelas de 25, da seguinte maneira: 25 + 25 + 25 + 25 + 25 + 25 + 25 + 25 + 25 + 25 + + 25 + 25, acrescentando, mentalmente, uma par- cela de 25 de cada vez, assim: 25, 50, 75, 100, 125, ..., 300. Há, também, a possibilidade de registrarem esse cálculo na vertical e depois o efetuarem. Registro inicial de 12 parcelas de 25, com asso- ciação duas a duas, obtendo 6 parcelas de 50, para calcular mentalmente o resultado da soma ou do produto de 6 * 50, da seguinte forma: 30 25 + 25 25 + 25 25 + 25 25 + 25 25 + 25 25 + 25 50 50 50 50 50 50 Registro inicial de 12 parcelas de 25, com asso- ciação de quatro parcelas de cada vez, obtendo 3 parcelas de 100, para depois somá-las ou multipli- car 3 * 100, da seguinte forma: 25 + 25 + 25 + 25 25 + 25 + 25 + 25 25 + 25 + 25 + 25 100 100 100 Aplicação da propriedade distributiva da multipli- cação em relação à adição por meio da associação de 10 parcelas de 25 (10 * 25) e do acréscimo de associação de mais duas parcelas (2 * 25), pois já conhecem bem os procedimentos e as vantagens do uso da multiplicação por 10. 25 + 25 + 25 + 25 + 25 + 25 + 25 + 25 + 25 + 25 + 25 + 25 10 * 25 2 * 25 Destaque o registro dessa última possibilida- de chamando a atenção para a vantagem de usar a multiplicação por 10. Essa estratégia é a base do algoritmo convencional da multiplicação, que pode não aparecer naturalmente na turma. Nesse caso, distribua a cada aluno uma folha de papel quadri- culado. Solicite, então, que representem o produto de 12 * 25 desenhando uma região retangular for- mada por 12 linhas com 25 quadradinhos em cada linha. Depois, peça que pintem dez linhas com uma cor e as duas linhas que sobraram com outra cor, conforme a figura a seguir. Em seguida, relembre com os alunos a forma rápida de encontrar o resultado de uma multiplica- ção por 10 propondo que calculem, por exemplo, 10 * 15, 10 * 18 e 10 * 25. Desafie-os, então, a descobrir um modo de encontrar o resultado de 12 * 25 por meio da pintura que fizeram no papel quadriculado, aproveitando a facilidade proporcio- nada pela utilização de uma multiplicação por 10. Concluído o compartilhamento das resoluções que empregavam as propriedades, altere os núme- ros da situação inicial e pergunte, por exemplo: E se fossem 15 turmas e 23 camisetas para cada turma? Proponha que efetuem e registrem essa multiplica- ção – que é semelhante à anterior – com ou sem o apoio de papel quadriculado, de acordo com a ne- cessidade deles, utilizando o procedimento que em- prega, pelo menos, uma multiplicação por 10. Finalmente pergunte: E se fossem 23 turmas e 22 camisetas para cada turma? Nesse caso, efetuar 23 * 22 representa um desafio um pouco maior. Será necessário considerar 23 como 2 * 10 + 3. Então, 23 * 22 = (2 * 10 + 3) * 22 = 10 * 22 + + 10 * 22 + 3 * 22 = 220 + 220 + 66 = 506 ou 23 * 22 = (2 * 10 * 22) + (3 * 22) = 20 * 22 + + 66 = 440 + 66 = 506 Converse sobre os registros e os resultados obti- dos. Depois, guarde essas fichas, pois serão utiliza- das na próxima etapa. MODELO DE FICHA DE ATIVIDADE PARA A ETAPA 1 Nome: Data: / / 1o desafio: _____ * _____ = _____ 2o desafio: _____ * _____ = _____ 3o desafio: _____ * _____ = _____ AVALIAÇÃO Com esta atividade, você poderá, inicialmente, identificar as estratégias dos alunos para resolver a multiplicação entre fatores maiores que 10, bem como observar a compreensão deles das proprie- dades empregadas para efetuar tais cálculos. Não deixe de registrar as observações para veri- ficar os avanços no aprendizado dos alunos. Registre na primeira coluna as estratégias de cál- culo que você utilizou para calcular a quantidade de camisetas que será comprada. A segunda coluna será preenchida na próxima aula. DA E manual do professor | 31 ETAPA 2 Tempo estimado: 2 tempos de 45 minutos. Material Para cada aluno: • lápis; • ficha da etapa 1 com a 1a coluna preenchida e ficha da etapa 2. Para cada dupla: • 2 dados cujas faces tenham os seguintes nú- meros: 1o dado 4 16, 23, 27, 35, 48 e 54; 2o dado 4 18, 24, 32, 36, 45 e 56 (cada aluno da dupla pode fazer um dos dados). Para o registro coletivo: • folha de papel pardo ou o “blocão” (modelo en- contra‑se no final desta sequência didática); • lápis preto e borracha. Onde realizar: na sala de aula. Organização da turma: alunos organizados em duplas. DESENVOLVIMENTO Nesta etapa, os alunos se familiarizarão com o algoritmo tradicional que utilizamos atualmente e depois realizarão um jogo para exercitar seu uso. Distribua a ficha utilizada na etapa 1. Em segui- da, converse com a turma esclarecendo que, depen- dendo dos fatores, fazer o cálculo mentalmente vai ficando mais trabalhoso. Por isso alguns algoritmos foram criados para dar agilidade ao cálculo. Diga que mostrará como podem fazer os cálculos da etapa anterior usando o algoritmo. Depois, apre- sente o algoritmo que utilizamos atualmente, rela- cionando seu desenvolvimento aos registros feitos na primeira etapa. No item a, o cálculo é 12 * 25, que, entre outras possibilidades, foi efetuado decom- pondo-se 12 em (10 + 2) para depois fazer (10 + + 2) * 25 = 10 * 25 + 2 * 25 = 250, podendo ser resolvido da seguinte forma: 25 * 12 50 → 2 * 25 + 250 → 10 * 25 300 Explique‑lhes que os fatores ficarão organi- zados da mesma forma que na multiplicação por um número menor que 10. Como viram na etapa anterior, eles podem multiplicar 25 por 10 e, então, 25 por 2. Em seguida, podem somar os resultados. No algoritmo, primeiro farão a multiplicação pelas unidades, como já faziam quando havia um só al- garismo nesse fator. Multiplique e mostre que en- contrarão 50, como haviam obtido antes. Depois, eles devem multiplicar pelas dezenas, anotar na li- nha logo abaixo e finalizar somando os resultados. Se algum aluno que já conhece esse algoritmo fa- lar que não se deve colocar o zero do 250, deixando aquele espaço vazio, explique à turma que muitas pessoas que aprenderam o algoritmo da multiplica- ção, embora saibam utilizá-lo, não sabem por que deixam aquele espaço vazio, e que eles estão apren- dendo todos os “porquês”. Isso significa que o espaço vazio que as pessoas deixam corresponde a um zero, que pode ou não ser escrito. Resolva os outros cálculos da ficha apresentan- do o algoritmo e buscando a participação deles por meio de perguntas que os levem a explicitar sempre a relação entre o que fizeram antes, aplicando as propriedades, e as etapas do algoritmo. Ao propor a utilização do algoritmo convencionalpara calcular 23 * 25, pergunte, por exemplo: • O que devemos multiplicar primeiro? Que re- sultado obtemos? • Onde o anotamos? • O que devemos multiplicar depois? Que resul- tado obtemos? • Onde o anotamos? • E agora, o que falta? 25 * 23 75 4 3 * 25 + 500 4 20 * 25 575 Como 23 * 25 = (20 + 3) * 25, o 75 foi obtido mul- tiplicando-se 3 por 25 e, ao multiplicar 20, isto é, 2 de- zenas, por 25, obtemos 50 dezenas, ou seja, 500 unida- des. Isso significa que o espaço abaixo do 5 do 75 pode ser considerado um zero, que pode ou não ser escrito. Após a exploração do algoritmo, passe para o jogo, a fim de que exercitem a aplicação. Entregue dois dados a cada dupla e, a cada aluno, a ficha para o registro do jogo “multiplicações sorteadas”. 32 FICHA PARA O REGISTRO DO JOGO Registre o jogo “multiplicações sorteadas”. Jogador A: ____________________________ Total de pontos: _______ Números sorteados Produto 1a rodada 2a rodada 3a rodada Jogador B: ____________________________ Total de pontos: _______ Números sorteados Produto 1a rodada 2a rodada 3a rodada Espaço para os cálculos. 1a rodada 2a rodada 3a rodada Jogador A Jogador B Jogador A Jogador B Jogador A Jogador B Feito isso, ressalte as atitudes necessárias para a realização do jogo e explique o desenvolvimento dele, como descrito a seguir. 1. Cada jogador, em sua vez, joga os dois dados e multiplica os valores obtidos. 2. Os dois jogadores devem fazer o cálculo, na respectiva ficha, do resultado de cada um e preencher as tabelas. 3. Após três rodadas, somam-se os valores ob- tidos por eles. 4. Vencerá o jogo quem obtiver a maior soma. Enquanto os alunos jogam, circule pela sala de aula para observar os procedimentos e fazer as interferên- cias necessárias. Como podem ser obtidos 36 produ- tos por meio dos sorteios, para agilizar seu trabalho, efetue esses cálculos antes e anote os resultados. AVALIAÇÃO No final, peça que façam uma multiplicação – por exemplo, 14 × 32 – em uma folha pautada e recolha- -a para conferir o desempenho individual. Registre o que você observou sobre o desempenho de cada aluno, identificando os que já conseguem utilizar o algoritmo da multiplicação e os erros que devem ser analisados posteriormente com eles para que todos consigam aplicar o algoritmo corretamente. As atitudes adotadas pelos alunos durante a atividade também devem ser foco de observação e reflexão. Portanto, leve‑os a avaliar a participação da turma e ofereça‑lhes uma ficha com as regras estabelecidas com eles para que façam a autoa- valiação. Veja, a seguir, uma sugestão do formato dessa ficha. NOME: ___________________________________ DATA: ____/____/_____ ATIVIDADE: ________________________________________________ COMO FOI MINHA ATITUDE EM RELAÇÃO BOA OU MUITO BOA PRECISO MELHORAR À REALIZAÇÃO DA TAREFA? A TRABALHAR EM DUPLA? AO CUIDADO COM O MATERIAL? Ilu st ra çõ es : D AE SEQUÊNCIA DIDÁTICA 3: PROBABILIDADE Objetivos de aprendizagem • Vivenciar situações que envolvem eventos aleatórios. • Reconhecer que a probabilidade se fundamenta na incerteza, em elementos que são aleatórios. • Identificar os resultados possíveis de eventos aleatórios. Habilidade da BNCC trabalhada • (EF04MA26) Identificar, entre eventos alea- tórios cotidianos, aqueles que têm maior chance de ocorrência, reconhecendo carac- terísticas de resultados mais prováveis, sem utilizar frações. Objetivos e conteúdos de ensino No trabalho com esta sequência didática, o alu- no poderá vivenciar, por meio de atividades lúdicas, situações com aplicações de probabilidade para analisar as chances de um fenômeno acontecer ou se repetir. Os jogos de azar, aqueles em que o fato de ganhar ou perder depende mais da sorte do que manual do professor | 33 do cálculo ou somente da sorte, são um campo rico para abordar probabilidade. Alguns exemplos des- ses jogos: roleta, bingo, jogos de baralho e dados. Duração: 5 aulas de 45 minutos ETAPA 1 Tempo estimado: 2 tempos de 45 minutos Material (para cada dupla): • 25 bolas (ou cartões coloridos ou tampinhas), 10 de uma cor e 15 de outra cor (azul e verme- lho, por exemplo); • caixa para acondicionar as bolas; • moeda; • quadros para registro dos sorteios das cores, como modelo a seguir. Onde realizar: na sala de aula. Organização da turma: em duplas. DESENVOLVIMENTO O objetivo principal desta atividade é observar e registrar as opções de retiradas de bolas (ou cartões) em uma quantidade predeterminada de retiradas. Entregue a cada dupla o seguinte material para o primeiro experimento: • 20 bolas, 10 de cada cor, todas dentro de uma mesma caixa; • ficha com quadro e tabela para registro. Informe aos alunos a atividade que farão. Cada aluno da dupla, alternadamente, vai retirar, sem olhar, uma das bolas da caixa, fazer o registro dessa retirada na ficha e devolver a bola para a caixa. A atividade continua até que cada aluno tenha efe- tuado 20 retiradas. Antes de iniciar a atividade, eles devem estimar os resultados. Faça perguntas como: • Que cor vocês acham que vai aparecer mais vezes? Por quê? • Será que faz diferença para um jogador o fato de ele ser o primeiro a fazer a retirada? Proponha que usem uma moeda para definir, no “cara ou coroa”, quem começa as retiradas. É interes- sante problematizar também as possibilidades dos re- sultados e as chances de cada membro da dupla acer- tar. Faça a seguinte pergunta para suscitar a discussão: • Quando eu jogo uma moeda é mais fácil sair cara ou coroa? Por quê? Concluídas todas as retiradas, peça que, ainda em dupla, analisem os resultados. Em seguida, abra a discussão para a turma toda. Depois que todos tiverem apresentado suas ob- servações, pergunte aos alunos se o resultado seria o mesmo se a quantidade de bolas de cada cor fos- se diferente; problematize essa situação. Proponha o experimento em outro cenário: os alunos devem colocar na caixa bolas de duas cores em quantidades diferentes (por exemplo, 5 de uma cor e 15 da outra). Como no experimento anterior, a cada retirada, após o registro, a bola deve ser recolocada na caixa. Entregue outras fichas para registro. Após efetuadas as 20 retiradas de cada jogador, peça que, ainda em dupla, analisem os resultados. Depois, abra a discussão para a turma toda. Faça perguntas como: • De qual caixa a probabilidade de retirarmos uma quantidade maior de bolas de determi- nada cor é maior: na caixa anterior, que tinha bolas de duas cores na mesma quantidade de bolas de cada cor, ou nesta segunda caixa, que tem bolas de duas cores e quantidades diferentes de bolas de cada cor? Espera-se que os alunos concluam que, na caixa com quantidades diferentes de bolas de cada cor, é maior a probabilidade de retirarmos mais bolas da cor cujas bolas estão em maior quantidade na caixa. QUADROS PARA O REGISTRO DO JOGO NOME DO JOGADOR COR RETIRADA JOGADOR NÚMERO DE RETIRADAS (POR COR) cor__________ cor__________ AVALIAÇÃO A argumentação é uma habilidade importante a ser desenvolvida em todas as áreas. Então, peça aos alunos que discutam, em grupos, o que observaram e aprenderam com a atividade. Depois devem fa- zer, individualmente, o registro da atividade e o que aprenderam com ela. 34 ETAPA 2 Tempo estimado: 2 tempos de 45 minutos Material Para cada aluno: • 1 dado com 4 faces; • quadros para o registro das jogadas. Onde realizar: na sala de aula. Organização da turma: em duplas. DESENVOLVIMENTO Explique aos alunos que eles farão um novo ex- perimento usando dados com forma de pirâmide – com todas as faces triangulares. O objetivo do jogo é acertar a soma dos valores das faces de ambos os dados que ficarem voltadas para baixo. Entregue a cada jogador um dado em forma de pi- râmide. Veja a seguir um modelo de planificação que pode ser reproduzido em cartolina, para cada aluno, que deve recortá-lo para montar o próprio dado. 0 1 3 2 COLAR COLAR CO LA R Antes de lançaremos dados, os jogadores de- vem fazer apostas: cada um tenta adivinhar a soma dos valores das faces que ficarão voltadas para bai- xo. Cada jogador deve escolher um total diferente. Em seguida, lançam os dados e somam os valores. Quem acertar o resultado vence a rodada. O jogador que vence mais rodadas é o vencedor da partida. QUADRO PARA REGISTRO DO JOGO PARTIDA Nº NÚMERO NA FACE DO DADO VOLTADA PARA BAIXO TOTAL Jogador 1 Jogador 2 1a RODADA 2a RODADA 3a RODADA 4a RODADA 5a RODADA Após algumas jogadas sem registro, peça às duplas que joguem e registrem três partidas. Cada um deve registrar, em seu quadro, os resultados de cada jogada. Após jogarem três partidas de cinco rodadas cada uma, converse com eles sobre as somas que saíram mais durante as partidas e peça que comple- tem (individual ou coletivamente) este outro quadro escrevendo as somas e registrando todas as combi- nações possíveis das parcelas. SOMAS POSSÍVEIS QUANTIDADES DE PONTOS DE CADA JOGADOR 0 0 e 0 1 1 e 0; 0 e 1 2 1 e 1; 2 e 0; 0 e 2 3 1 e 2; 2 e 1; 3 e 0; 0 e 3 4 2 e 2; 3 e 1; 1 e 3 5 2 e 3; 3 e 2 6 3 e 3 Explore com os alunos os números com maior e com menor probabilidade de sair no jogo. Após o preenchimento dos quadros, peça que respondam às perguntas a seguir. 1. Quantas somas são possíveis? (Sete.) 2. Qual é a menor soma possível? De quantas for- mas diferentes pode sair a menor soma possí- vel? (0; somente de uma forma: 0 + 0 = 0) 3. Qual é a maior soma possível? De quantas for- mas diferentes pode sair a maior soma possí- vel? (6; somente de uma forma: 3 + 3 = 6) 4. De quantas formas diferentes pode ocorrer: a) soma igual a 2? (3) b) soma igual a 5? (2) c) soma menor que 3? (6) d) soma maior ou igual a 3? (10) AVALIAÇÃO Observe a participação dos alunos na atividade. As perguntas no final também são meios de veri- ficar a compreensão deles. Fique atento tanto aos que prontamente respondem como aos que com- plementam as respostas dos colegas, demonstran- do atenção e interesse em aprender. Incentive essa postura. Registre suas observações. DA E manual do professor | 35 ETAPA 3 Tempo estimado: 1 tempo de 45 minutos Material (para cada dupla): • um tabuleiro; • lápis vermelho, lápis amarelo e lápis preto; • pedaços de papel de rascunho para escrever uma combinação de quatro letras. Onde realizar: na sala de aula. Organização da turma: em duplas. DESENVOLVIMENTO Informe aos alunos que eles participarão de um jogo de adivinhação em que um jogador tentará descobrir um código secreto criado pelo adversário de acordo com as regras a seguir. Observação: identificamos os jogadores denomi- nando-os de jogador 1 e jogador 2. 1. O jogador 1 deve criar uma combinação de quatro letras diferentes, podendo escolher so- mente entre as letras A, B, C, D, E ou F, e ano- tá-la em um pedaço de papel, sem que seu adversário veja. (Alguns exemplos de combi- nações possíveis: ABCD; ACDE; EABD etc.) 2. Para descobrir a combinação, o jogador 2 deve dar um palpite inicial – na verdade, um “chu- te” – apresentando uma possível combinação de quatro letras, e escrever essa combina- ção na coluna “Tentativas”. Em seguida, deve pedir ao jogador 1 que analise a combinação apresentada. 3. O jogador 1, criador da combinação original, ao analisar a combinação apresentada pelo colega, deve preencher a coluna “Dicas” da seguinte maneira: • escrever a letra da combinação na posição cor- reta se o jogador 2 tiver acertado a letra e sua posição na combinação; • pintar o círculo de amarelo se na combinação dada pelo jogador 2 aparecer uma letra que pertence à combinação original, mas não esti- ver na posição correta; • pintar de vermelho o círculo caso a letra apre- sentada não faça parte da combinação. Veja um resumo das orientações para a dica. Escrever a letra da combinação no local certo 4 O jogador 2 acertou a letra e sua posição. Pintar de amarelo 4 O jogador 2 acertou a letra, mas a colocou na posição errada. Pintar de vermelho 4 O jogador 2 escreveu uma letra que não consta na combinação. 4. Observando as dicas anotadas pelo jogador 1, o jogador 2 tentará nova combinação e, da mesma forma, o jogador 1 deve analisar a se- gunda tentativa, anotando as dicas. 5. O jogador 2 pode fazer oito tentativas visan- do descobrir a combinação. Caso não consiga, troca de lugar com o jogador 1 e, assim, inicia- -se outra partida. 6. Ganha o jogador que consegue descobrir a com- binação em um número menor de tentativas. Pode haver empate. Veja um exemplo a seguir. O jogador 1 escreveu a combinação: BADE, e o jogador 2 escreveu como primeira tentativa de acerto a combinação FACB. Veja esse registro no tabuleiro: TENTATIVAS DICAS F A C B A De acordo com a dica do jogador 1, na próxima tentativa, o jogador 2 deve: • conservar a letra A na segunda posição; • não utilizar as letras F e C pois, se foram pinta- das de vermelho, não pertencem à combinação criada pelo jogador 1; • utilizar a letra B, mas em outra posição, pois a cor amarela indica que esta letra está na combi- nação criada pelo jogador 1 em outra posição. Dessa forma, uma possível tentativa do jogador 2 seria: DABE. O jogador 1 colocaria a dica: TENTATIVAS DICAS F A C B A D A B E A E B A D E B A D E AVALIAÇÃO Percorra a sala de aula observando os grupos durante a atividade para verificar as estratégias de combinatória. Não deixe de registrar suas observa- ções identificando quais alunos estabelecem estra- tégias e os que “chutam” aleatoriamente as combi- nações de letras. 36 SEQUÊNCIA DIDÁTICA 4: TRABALHANDO MEDIDAS DE CAPACIDADE Objetivos de aprendizagem • Medir e comparar grandezas da mesma natu- reza utilizando unidades padronizadas. • Fazer estimativas de medidas de capacidade. • Resolver situações-problema que envolvem medidas de capacidade e operações com nú- meros racionais representados nas formas fra- cionária e decimal. • Ler, interpretar e construir gráfico pictórico. Habilidades da BNCC trabalhadas • (EF04MA20) Medir e estimar comprimentos (incluindo perímetros), massas e capacidades, utilizando unidades de medida padronizadas mais usuais, valorizando e respeitando a cul- tura local. • (EF04MA27) Analisar dados apresentados em tabelas simples ou de dupla entrada e em gráfi- cos de colunas ou pictóricos, com base em infor- mações das diferentes áreas do conhecimento, e produzir texto com a síntese de sua análise. Objetivos e conteúdos de ensino Nesta sequência didática, os alunos fazem esti- mativas sobre a capacidade de alguns recipientes e veem que recipientes com formatos diferentes podem ter a mesma capacidade. Fazem também relatos do que aprenderam na aula e produzem um gráfico com informações dadas. Devem ainda resolver problemas e desafios com a conversão de medidas de litro e mililitro empregando os conceitos trabalhados e efetuar operações com números ra- cionais, tanto na forma fracionária como na decimal, com proporcionalidade direta. Por fim, discutem maneiras de reutilizar mate- riais que demoram para se decompor, prejudicando o meio ambiente. Duração: 4 aulas de 45 minutos ETAPA 1 Tempo estimado: 2 tempos de 45 minutos Material Para cada aluno: • lápis, borracha e caderno; • quadro de registro. Para cada grupo (sugestão): • pote de 2 litros de sorvete; • garrafa PET de 2 litros; • 4 copos de 250 mL; • 4 copos de 500 mL; • garrafa de água de 500 mL; • funil; • envelope para rótulos; • pano de limpeza. Para você: • garrafa de 2 L, garrafa de 500 mL e copo de água de 250 mL fechados e cheios de água; • lousa e giz ou quadro branco e marcador para quadro branco. Onde realizar: na sala de aula. Organização da turma: em grupos de quatro ou cinco alunos. DESENVOLVIMENTO Peça aos alunos, com antecedência, que provi- denciem embalagens vazias de refrigerante, água e sorvete, além de copos descartáveis. Organize com eles o material de cada grupo selecionando as embalagens e retirando os rótulospara serem colocados em um envelope. Assim, a distribuição dos materiais, no dia da atividade, será bastante facilitada. Comece o trabalho pedindo aos alunos que ob- servem a garrafa de refrigerante, a garrafa de água e o copo de água fechados. Deixe que os recipien- tes circulem pelos grupos. Chame a atenção da tur- ma para o pequeno espaço sem líquido que há em todos eles. Essa observação é importante para as atividades de medida que virão posteriormente. É normal crianças dessa faixa etária pensarem que as medidas estão incorretas por haver espaço entre a tampa dos recipientes e o líquido contido. Em seguida, solicite que observem os recipien- tes sem líquido e estimem em qual recipiente deve caber mais líquido e em qual deve caber menos. Geralmente, os alunos pensam que na garrafa PET cabe mais líquido que no pote de sorvete em razão de seu formato alongado. Também se confundem com o copo e a garrafa de água. Peça que estimem ainda quantos litros ou mililitros devem caber nos recipientes e anotem suas conclusões num quadro como o apresentado a seguir. Alguns alunos já sa- bem de cor certas medidas, mas isso não interferirá no resultado da atividade. manual do professor | 37 RECIPIENTE ESTIMATIVA DE CAPACIDADE MEDIDA REAL garrafa grande pote de sorvete garrafa pequena copo grande copo pequeno Em seguida, eles devem pegar os rótulos do en- velope e descobrir a capacidade de cada recipiente. Peça que comparem suas estimativas com as medidas reais. Como os copos não têm rótulos, incentive-os a fazer as medições com líquido. Primeiro devem encher de água a garrafa grande, deixando um pequeno espaço entre a tampa e o líquido, como ob- servaram inicialmente. Peça, então, que despejem o conteúdo no pote de sorvete. Apesar de já terem lido os rótulos, muitos alunos só acreditam que o vo- lume dos recipientes é o mesmo quando fazem essa experiência. Continue o trabalho solicitando que coloquem o líquido do pote de sorvete nos copos maiores (lembre aos alunos que devem deixar um espaço). Eles devem encher 4 copos. Desafie-os a desco- brir quantos mililitros há em cada copo. Eles podem calcular que, se 2 L equivalem a 2 000 mL, então 2 000 / 4 = 500, logo, há 500 mL. Depois peça que distribuam a água de um copo de 500 mL nos copos menores. Eles descobrirão que cada copo de 500 mL enche dois copos meno- res, logo 500 / 2 = 250 (250 mL). Solicite, então, que derramem a água dos dois copos menores na garrafa de água. Assim eles confirmarão que cabem realmente 500 mL de líquido nela. Aproveite para chamar a atenção dos alunos so- bre o símbolo de litros – em “2 litros”, por exemplo –, que é L, sem a letra s. Da mesma forma, o símbolo de mililitros em “500 mL”: mL, sem a letra s. Depois de guardarem o material e limparem as mesas, peça que escrevam no caderno um texto so- bre o que aprenderam na aula. Você pode dar al- gumas dicas na lousa para orientá-los em relação à escrita do texto. Veja um exemplo a seguir. Na aula de Matemática de hoje, medimos a capa- cidade de vários recipientes. Usamos os seguintes materiais: Descobrimos que Também aprendemos que Eu gostei/não gostei dessa aula porque AVALIAÇÃO Circule pela sala de aula e verifique se os alunos tomam cuidado ao manusear os recipientes com água e se todos têm igual oportunidade de fazer as atividades. Depois leia o texto que fizeram para constatar se realmente entenderam os conteúdos trabalhados. ETAPA 2 Tempo estimado: 2 tempos de 45 minutos Material Para cada aluno: • gráfico pictórico (modelo apresentado adiante); • lápis preto, borracha e caderno. Para você: • lousa. Onde realizar: na sala de aula. Organização da turma: em duplas. DESENVOLVIMENTO A atividade consiste em completar o gráfico abaixo. CAPACIDADE DE ALGUNS RECIPIENTES (EM COPOS) RECIPIENTE QUANTIDADE DE COPOS garrafa de 600 mL jarra de 1 L e 200 mL panela de 2 L garrafa de 1 L recipiente de 900 mL Legenda: → 200 mL Primeiro os alunos precisam descobrir qual é a capacidade de cada copo representado no gráfico Ilu st ra çõ es : D AE 38 e preencher a legenda. Se a garrafa de 600 mL en- che três copos, então 600 ÷ 3 = 200. Logo, em cada copo cabem 200 mL de líquido. Com base nessa ob- servação, eles farão o procedimento inverso: desco- brir em quantos copos há a mesma capacidade de cada recipiente. (As respostas estão em azul.) Repare que a capacidade do último recipiente é 900 mL. Logo, os alunos têm de procurar uma solu- ção para fazer a representação de 100 mL. Provavelmente, eles pensarão em desenhar a metade da figura do copo. Nesse caso, leve-os a perceber que, se optarem em fazer o corte verti- calmente passando pelo meio, cada parte da figu- ra será a metade, como mostrado abaixo. Mas, se preferirem cortar horizontalmente, terão de fazê-lo mais próximo da parte superior da figura, para com- pensar a redução da superfície na parte inferior dela. ou ou Chame a atenção da turma para esse detalhe: 1 2 de 200 mL equivale a 100 mL. E a quantos mili- litros correspondem a metade de 1 litro? Peça, então, que escrevam o quadro a seguir no caderno e o preencham. Eles devem discutir como calcular cada capacidade, mas cada um trabalhando em sua própria folha. Por fim, discuta com os alunos como eles pensa- ram: fizeram somente cálculos, usaram desenhos ou esquemas etc. LITROS MILILITROS 1 litro 1 000 mL 1 2 litro 500 mL 1 4 litro 250 mL 1 5 litro 200 mL 1 10 litro 100 mL Para finalizar a atividade, converse com os alu- nos sobre o que acontece com os recipientes utiliza- dos nas atividades desta sequência didática depois que vão para o lixo. Explique à turma que muitas embalagens demoram a se decompor e ficam acu- muladas no meio ambiente. Mostre aos alunos a tabela a seguir. Converse com eles sobre a tabela e diga que o tempo de decompo- sição de cada material pode variar de acordo com o solo, a temperatura, a umidade, entre outros fatores. DECOMPOSIÇÃO DOS MATERIAIS MATERIAL TEMPO DE DECOMPOSIÇÃO NA NATUREZA papel de 3 a 6 meses tecidos de 6 meses a 1 ano metal mais de 100 anos alumínio mais de 200 anos plástico mais de 400 anos vidro mais de 1 000 anos Fonte: BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Impacto das emba- lagens no meio ambiente. Brasília, DF: MMA, [20--?]. Disponível em: https://antigo.mma.gov.br/responsabilidade-socioambien tal/producao-e-consumo-sustentavel/consumo-consciente-de -embalagem/impacto-das-embalagens-no-meio-ambiente.html. Acesso em: 28 jul. 2021. Converse com a turma sobre a necessidade de que as indústrias reciclem as embalagens e as pessoas reduzam o consumo, reutilizando esses materiais. Proponha aos alunos que busquem formas de reuti- lizar as embalagens produzindo, por exemplo, lixeiri- nhas de mesa, porta-lápis e o que mais imaginarem. Ao final do trabalho, proponha uma exposição do que foi confeccionado para as outras turmas da escola. AVALIAÇÃO Observe como as duplas participam e registre o que você constatou. • Os alunos trabalham de forma respeitosa com o parceiro? • Preenchem o gráfico buscando soluções para os desafios encontrados na atividade? • Fazem os cálculos corretos? • Buscam estratégias para encontrar as respostas? Verifique se há necessidade de revisar conteú- dos com outras propostas. Durante a conversa sobre o lixo descartado na natureza, observe se os alunos já conhecem o as- sunto e propõem sugestões para o problema. Caso isso não aconteça, tente elaborar outras aulas acer- ca do assunto. DA E manual do professor | 39 https://antigo.mma.gov.br/responsabilidade-socioambiental/producao-e-consumo-sustentavel/consumo-consciente-de-embalagem/impacto-das-embalagens-no-meio-ambiente.html https://antigo.mma.gov.br/responsabilidade-socioambiental/producao-e-consumo-sustentavel/consumo-consciente-de-embalagem/impacto-das-embalagens-no-meio-ambiente.html https://antigo.mma.gov.br/responsabilidade-socioambiental/producao-e-consumo-sustentavel/consumo-consciente-de-embalagem/impacto-das-embalagens-no-meio-ambiente.htmlPROPOSTA PARA ACOMPANHAMENTO DA APRENDIZAGEM Como já afirmamos, os registros diários são grandes aliados para acompanhar os avanços de cada aluno. Para ajudar na organização dos dados colhidos nesses registros, propomos o uso de uma ficha de acom- panhamento da aprendizagem, em forma de tabela. Você pode, por exemplo, listar, na primeira coluna, os descritores de desempenho propostos para o bimestre e, na primeira linha, listar, em cada coluna, na vertical, o nome de cada aluno. Nas células referentes a cada descritor, você pode fazer marcações com códigos para diferenciar os níveis de resposta obtido de cada aluno – por exemplo, (+) para sim, (-) para ainda não e (±) para às vezes. Assim, é construída tanto a visão do momento de aprendizagem em que cada aluno se en- contra quanto a da turma como um todo. Ao final de cada capítulo, apresentamos uma lista de des- critores de desempenho relacionados aos objetivos estabelecidos para o capítulo, acompanhada de possíveis níveis de desempenho para cada descritor, com uma sugestão de código para cada nível: Apresenta, Apresenta com restrições e Não apresenta ainda. FICHA DE ACOMPANHAMENTO DAS APRENDIZAGENS Matemática – 4o ano – 1o Bimestre Professor(a): Turma: Descritores de desempenho 1 2 3 4 5 6 7 8 9 40 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA E RECOMENDADA ANTUNES, Celso. Jogos para estimulação das múl- tiplas inteligências. 4. ed. Petrópolis: Vozes, 1999. O livro apresenta jogos e propostas estimulantes para que se trabalhem as inteligências linguística, lógico-matemática, espacial, musical etc. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Co- mum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2017. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que indica ob- jetos de conhecimento e competências mínimos referentes aos diversos componentes curriculares que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Edu- cação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica. Brasília, 2013. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Edu- cação Básica são responsáveis por orientar o pla- nejamento curricular, o desenvolvimento e a ava- liação do trabalho pedagógico de todas as redes de ensino do país. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Alfabetização. PNA: Política Nacional de Alfabe- tização. Brasília, DF: MEC: Sealf, 2019. Disponí- vel em: http://portal.mec.gov.br/images/banners /caderno_pna_final.pdf. Acesso em: 19 dez. 2020. Documento que institui a Política Nacional de Al- fabetização, que se propõe a melhorar a qualida- de da alfabetização no país e eliminar o analfa- betismo absoluto e o analfabetismo funcional por meio da implementação de programas e ações voltados à promoção da alfabetização baseada em evidências científicas. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Al- fabetização. Relatório Nacional de Alfabetiza- ção Baseada em Evidências. Brasília, DF: MEC: Sealf, 2020. Disponível em: https://www.gov.br/ mec/pt-br/media/acesso_informacacao/pdf/RE NABE_web.pdf. Acesso em 25 jun. 2021. Fruto da I Conferência Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências (Conabe), organizada pela Secretaria de Alfabetização (Sealf), esse re- latório apresenta experiências exitosas de alfabe- tização, literacia e numeracia desenvolvidas em diversos países. DAVIS, Harold T. Computação: tópicos de Histó- ria da Matemática para uso em sala de aula. São Paulo: Atual, 1992. Expõe aspectos do conhecimento histórico da evolução das ideias matemáticas, além de subsí- dios para enriquecer as aulas. DEHAENE, Stanislas. Number sense: how the mind creates mathematics. Nova York: Oxford University Press, 1997. Nesse livro, o autor investiga o processamento da matemática no cérebro humano e apresenta sua teoria do Triplo Código para desenvolvimento das habilidades matemáticas. FONSECA, Maria da Conceição et al. O ensino de Geometria na escola fundamental: três questões para a formação do professor dos ciclos iniciais. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2002. O livro discute três questões que emergem do trabalho com Geometria – o que se ensina, os co- nhecimentos de Geometria dos professores e dos alunos e por que se ensina Geometria. GEARY, David C. From infancy to adulthood: the de- velopment of numerical abilities. European Child & Adolescent Psychiatry, Columbia, v. 1, n. 9, p. 11-16, jan. 2000. Nesse artigo, o autor faz uma revisão das habili- dades primárias e secundárias para a numeracia. HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as se- tas do caminho. Porto Alegre: Mediação, 2001. Essa obra promove uma reflexão sobre a avalia- ção dos alunos e a prática pedagógica. KAMII, Constance; HOUSMAN, Leslie Baker. Crianças pequenas reinventam a Aritmética: implicações da teoria de Piaget. Porto Alegre: Artmed, 2002. Além de fornecer um programa de ensino de Aritmética para as séries iniciais do Ensino Fun- damental, apresenta fundamentos teóricos e ex- plicações de metas e objetivos educacionais. KAMII, Constance; JOSEPH, Linda Leslie. Crianças pequenas continuam reinventando a Aritmética: manual do professor | 41 http://portal.mec.gov.br/images/banners/caderno_pna_final.pdf http://portal.mec.gov.br/images/banners/caderno_pna_final.pdf https://www.gov.br/mec/pt-br/media/acesso_informacacao/pdf/RENABE_web.pdf https://www.gov.br/mec/pt-br/media/acesso_informacacao/pdf/RENABE_web.pdf https://www.gov.br/mec/pt-br/media/acesso_informacacao/pdf/RENABE_web.pdf séries iniciais – Implicações da teoria de Piaget. Porto Alegre: Artmed, 2005. Oferece sugestões para o trabalho prático na sala de aula, enfatizando o que funciona e o que deve ser evitado nas séries iniciais. LOPES, Maria Laura M. Leite (coord). Histórias para introduzir noções de combinatória e probabilida- de. 2. ed. rev. Rio de Janeiro: Instituto de Matemá- tica-UFRJ, 2010. Apresenta histórias para introduzir noções de combinatória e probabilidade, oferecendo aos pro- fessores um modo de levá-las para a sala de aula em situações adequadas do cotidiano dos alunos. MANDARINO, Mônica Cerbella Freire; BELFORT, Elizabeth. Números naturais: conteúdo e for- ma. Rio de Janeiro: Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento em Ensino de Matemática e Ciências-UFRJ, 2005. Inclui textos para discussão, diversos exemplos e sugestões de atividades e experiências testadas por professores e pesquisadores em diferentes escolas e com os mais variados tipos de aluno. MEIRELLES, Renata. Giramundo e outros brinque- dos e brincadeiras dos meninos do Brasil. São Paulo: Terceiro Nome, 2007. Essa obra é uma coletânea de brinquedos e brin- cadeiras vistas e vividas pela autora entre crian- ças e adultos, em diversas regiões brasileiras. NASSER, Lilian; SANT’ANNA, Neide F. Parracho. Geometria segundo a teoria de Van Hiele. 2. ed. rev. Rio de Janeiro: Instituto de Matemática-UFRJ, 2010. Apresenta a teoria de Van Hiele, com sugestões de atividades para a sala de aula. PARRA, C.; SAIZ, I. (org.). Didática da Matemáti- ca: reflexões psicopedagógicas. Porto Alegre: Artmed, 1996. Conduz o professor à reflexão sobre a maneira de abordar diferentes conceitos e procedimentos matemáticos, como cálculo mental, divisão, siste- ma de numeração e resolução de problemas. PUIG, Josep Maria. Ética e valores: métodos para o ensino transversal. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1998. Apresenta uma proposta para ajudar os educado- res a desenvolver valores em sua tarefa cotidiana. REGO, Rogéria Galdêncio do; REGO, Rômulo Marinho do. Matematicativa II. João Pessoa: UFPB: Universitária, 1999. Disponibiliza grande variedade de jogos e ativi- dades, que podem ser realizados pelos alunos em pequenos grupos, enquanto aprendem e fazem descobertas em Matemática de forma ativa. SANCHEZ-JÚNIOR, Sidney Lopes; BLANCO, Marília Bazan. O desenvolvimento da cognição numéri- ca: compreensão necessária para o professor que ensinaMatemática na Educação Infantil. Revista Thema, Pelotas, v. 15, n. 1, p. 241-254, 2018. Esse artigo apresenta conceitos fundamentais para a compreensão dos componentes da cogni- ção numérica e seu desenvolvimento. SMOLE, Kátia Cristina Stocco; DINIZ, Maria Ignez de Souza Vieira. Ler, escrever e resolver problemas: habilidades básicas para aprender Matemática. Porto Alegre: Artmed, 2001. Coletânea de textos que abordam diferentes as- pectos referentes à resolução de problemas no ensino da Matemática, como a justificativa para tal uso, as habilidades envolvidas e a análise de tipos de problemas. SMOLE, Kátia Cristina Stocco; DINIZ, Maria Ignez de Souza Vieira; CANDIDO, Patrícia. Jogos de Matemática de 1o a 5o ano. Porto Alegre: Artmed, 2007. (Série Cadernos do Mathema – Ensino Fundamental). Oferece sugestões de jogos para as séries iniciais, que podem auxiliar na construção de conceitos. VYGOTSKY, Lev S. A construção do pensamento e da linguagem. Tradução: Paulo Bezerra. São Pau- lo: Martins Fontes, 2000. Essa obra apresenta concepções formuladas por Vygotsky sobre o processo infantil de aquisição da linguagem e do conhecimento, além de discu- tir as teorias epistemológicas de Piaget e Stern. WALLE, John A. van de. Matemática no Ensino Fun- damental: formação de professores e aplicação em sala de aula. Tradução: Paulo Henrique Colo- nese. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. Propõe ideias e discussões para orientar alunos do curso de Licenciatura e professores do Ensino Fundamental, bem como propostas práticas efi- cazes para a sala de aula. 42 1a edição São Paulo, 2021 Cléa Rubinstein Licenciada em Matemática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Mestre em Educação Matemática pela Universidade Santa Úrsula (USU-RJ) Professora do Ensino Fundamental e do Ensino Médio Elizabeth França Licenciada em Ciências com habilitação em Matemática pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Especialista em Matemática pela Universidade Federal Fluminense (UFF) Mestre em Educação pela UERJ Professora do Ensino Fundamental Elizabeth Ogliari Licenciada em Matemática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Mestre em Ensino de Matemática pela UFRJ Professora do Ensino Fundamental e do Ensino Médio Vânia Miguel Bacharel e licenciada em Matemática pela Faculdade de Humanidades Pedro II (FAHUPE-RJ) Professora do Ensino Fundamental Edite Resende Licenciada em Matemática pela Universidade Santa Úrsula (USU-RJ) Especialista em Informática Educativa pelo Centro Universitário Carioca (UniCarioca-RJ) Mestre em Educação pela Universidade Católica de Petrópolis (UCP-RJ) Doutora em Educação Matemática pela Universidade Anhanguera de São Paulo (UNIAN-SP) Professora do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e da Pós-Graduação Ensino Fundamental Anos Iniciais Matemática manual do professor | 43 © Editora do Brasil S.A., 2021 Todos os direitos reservados Direção-geral: Vicente Tortamano Avanso Diretoria editorial: Felipe Ramos Poletti Gerência editorial de conteúdo didático: Erika Caldin Gerência editorial de produção e design: Ulisses Pires Supervisão de artes: Andrea Melo Supervisão de editoração: Abdonildo José de Lima Santos Supervisão de revisão: Dora Helena Feres Supervisão de iconografia: Léo Burgos Supervisão de digital: Ethel Shuña Queiroz Supervisão de controle de processos editoriais: Roseli Said Supervisão de direitos autorais: Marilisa Bertolone Mendes Consultoria técnico-pedagógica: Eduardo Wagner Edição: Adriana Soares Netto, Daniel Leme e Everton José Luciano Assistência editorial: Juliana Bomjardim e Wagner Razvickas Especialista em copidesque e revisão: Elaine Silva Copidesque: Gisélia Costa, Ricardo Liberal e Sylmara Beletti Revisão: Amanda Cabral, Andréia Andrade, Bianca Oliveira, Fernanda Sanchez, Flávia Gonçalves, Gabriel Ornelas, Jonathan Busato, Mariana Paixão, Martin Gonçalves e Rosani Andreani Pesquisa iconográfica: Ana Laura Brait Design gráfico: Estúdio Chaleira - Cristiane Viana Capa: Caronte Design Imagem de capa: AJ_Watt/iStockphoto.com Edição de arte: Aline Maria, Gisele Oliveira, Patricia Lino e Talita Lima Assistência de arte: Daniel Campos Souza Ilustrações: Alexander Santos, Aline Rivolta, Bruna Ishihara, Daniel Souza, Eduardo Belmiro, Estúdio Chanceler, Erik Malagrino, Hélio Senatore, Henrique Brum, Ilustra Cartoon, João P. Mazzoco, José Wilson Magalhães, Luiz Lentini, Marco Cortez, Marcos Machado, Mário Pita, Maurício Morais, Reinaldo Vignati, Ulhoa Cintra, e Willian Veiga Editoração eletrônica: Lótus Estúdio e Produção Licenciamentos de textos: Cinthya Utiyama, Jennifer Xavier, Paula Harue Tozaki e Renata Garbellini Controle de processos editoriais: Bruna Alves, Carlos Nunes, Rita Poliane, Terezinha de Fátima Oliveira e Valeria Alves 1a edição, 2021 Rua Conselheiro Nébias, 887 São Paulo/SP – CEP 01203-001 Fone: +55 11 3226-0211 www.editoradobrasil.com.br Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Bem-me-quer mais : matemática, 4º ano / Cléa Rubinstein... [et al.]. -- 1. ed. -- São Paulo : Editora do Brasil, 2021. -- (Bem-me-quer mais matemática) Outros autores: Elizabeth França, Elizabeth Ogliari, Vânia Miguel, Edite Resende ISBN 978-65-5817-824-8 (aluno) ISBN 978-65-5817-822-4 (professor) 1. Matemática (Ensino fundamental) I. Rubinstein, Cléa. II. França, Elizabeth. III. Ogliari, Elizabeth. IV. Miguel, Vânia. V. Resende, Edite. VI. Série. 21-68927 CDD-372.7 Índices para catálogo sistemático: 1. Matemática : Ensino fundamental 372.7 Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964 44 QUERIDO ESTUDANTE, Esperamos que você goste muito de realizar as atividades sugeridas neste livro. Esperamos, tam- bém, que você pense, pergunte, pesquise, dê opi- niões, ria, troque ideias com seus colegas e profes- sores. Quanto mais você participar e experimentar novos caminhos, mais descobertas fará e perceberá o quanto a matemática está presente em sua vida. As autoras AGRADECIMENTOS O estímulo para escrever este livro veio de vo- cês, professores e alunos. As autoras Iri na R og ov a/ Sh ut te rs to ck .co m manual do professor | 45 CONHEÇA SEU LIVROCONHEÇA SEU LIVRO Seu livro tem 10 capítulos. Veja as seções em que cada capítulo está organizado. DESAFIO Atividades desafiadoras para você pôr em prática o que aprendeu e descobrir novas estratégias. APRENDA MAIS ESTA Informações interessantes para despertar sua curiosidade e enriquecer seu aprendizado. DIVIRTA-SE Momento de se divertir com jogos e outras brincadeiras usando o que você aprendeu. PARA REFLETIR EM GRUPO Questões importantes sobre diversos assuntos para você pensar a respeito, conversar sobre eles com os colegas e o professor, trocar ideias e compartilhar conhecimento. MOSTRE O QUE VOCÊ SABE Momento para trocar ideias com os colegas e o professor sobre o assunto inicial do capítulo. CHEGANDO AO 4º ANO Prepare-se para começar o ano fazendo atividades variadas. 46 Atividade a ser feita em dupla. Atividade a ser feita em grupo. Atividade em que você irá desenhar e pintar. Atividade em que você irá conversar. Atividade com uso de tecnologias. Neste livro, você encontrará estes selos. TRABALHANDO COM GRÁFICOS E TABELAS Situações para ampliar seus conhecimentos sobre gráficos e tabelas, além de perceber a relação entre eles. CONVIVER FAZENDO A DIFERENÇA Momento para você refletir, junto com os colegas e o professor, sobre situações do dia a dia, e para vocês planejarem ações possíveis nos espaços sociais que frequentam. SITUAÇÕES-PROBLEMA Situações-problema para você resolver utilizando diferentes estratégias, além da oportunidade de criar novas situações. DEFENDA SUA IDEIA Situações para você apresentar suas ideias e debatê-las com os colegas e o professor. ENCERRANDO O 4º ANO Hora de desenvolver atividades diversas para verificar o que você aprendeu neste ano. ATIVIDADES Hora de fazer as atividadesque o ajudarão a aprender. PENSANDO SOBRE O JOGO Oportunidade de refletir sobre o que você aprendeu durante o jogo. manual do professor | 47 6 SUMÁRIO CHEGANDO AO 4º ANO . . . . . . . . . 9 CAPÍTULO 1 • Números . . . . . . . . . . 11 Sistemas de numeração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 O sistema de numeração egípcio . . . . . . . . . . . 13 O sistema de numeração decimal (SND) . . . . . 14 As três primeiras ordens do SND: unidades, dezenas e centenas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 Decomposição e leitura de números . . . . . . . . . 18 A quarta ordem do SND: unidade de milhar . . 19 Comparação e ordenação de números . . . . . . . 22 Localização de números na reta numérica . . . . 24 Números até 9 999 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28 Decomposição na forma polinomial . . . . . . . . . . 32 A quinta ordem do SND: dezena de milhar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33 Leitura de números . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35 A sexta ordem do SND: centena de milhar . . . 37 O ábaco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38 O sistema de numeração romano. . . . . . . . . . . . 43 CAPÍTULO 2 • Adição e subtração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 Revendo a adição e a subtração . . . . . . . . . . . . . 46 Termos das operações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 Fazendo descobertas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48 Adição e subtração: operações inversas . . . . . . 49 Somando e subtraindo números terminados em zero . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51 Aproximação e estimativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54 Adição por decomposição . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58 O algoritmo da adição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59 O algoritmo da subtração. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62 Prova real . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65 Situações de compra com troco . . . . . . . . . . . . 66 CAPÍTULO 3 • Sólidos geométricos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72 Planificações de sólidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73 Visualização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77 Fr ee r/ Sh ut te rs to ck .co m 48 7 CAPÍTULO 4 • Multiplicação . . . 79 Multiplicação como adição de parcelas iguais . 80 Multiplicação e organização retangular . . . . . . . 81 Termos da multiplicação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83 Propriedade comutativa da multiplicação . . . . . 83 Múltiplos de um número . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84 Pensando sobre as tabuadas . . . . . . . . . . . . . . . 85 Tabuada do 2, do 4 e do 8 . . . . . . . . . . . . . . . . . 85 Tabuada do 3, do 5 e do 6 . . . . . . . . . . . . . . . . . 85 Tabuada do 7 e do 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86 Multiplicação por 10 e por 100 . . . . . . . . . . . . . . 88 Aproximação e estimativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91 Multiplicação e proporcionalidade . . . . . . . . . . . 92 Multiplicação e combinatória . . . . . . . . . . . . . . . . 93 Multiplicação com mais de dois fatores . . . . . . 95 Propriedade associativa da multiplicação . . . . . 97 Multiplicação por múltiplos de 10 e de 100 . .101 Propriedade distributiva da multiplicação . . . 103 Algoritmo da multiplicação . . . . . . . . . . . . . . . . 104 CAPÍTULO 5 • Medidas de tempo, de temperatura e de comprimento . . . . . . . . . . . . .109 Medidas de tempo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110 Horas, minutos e segundos . . . . . . . . . . . . . . . 110 As horas e o dia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111 Semana, mês e ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 118 Século e década . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 121 Medidas de temperatura . . . . . . . . . . . . . . . . . . 124 Medidas de comprimento . . . . . . . . . . . . . . . . . 128 O metro, o centímetro e o milímetro . . . . . . . 128 O quilômetro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 133 Perímetro e área . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136 CAPÍTULO 6 • Divisão . . . . . . . . . 139 Distribuindo em partes iguais . . . . . . . . . . . . . . 140 Quantos cabem? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 141 Divisão exata . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 142 Multiplicação e divisão: operações inversas . . 143 Divisores de um número . . . . . . . . . . . . . . . . . . 145 Divisão não exata . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 146 Termos da divisão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 147 Cálculo mental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 Cálculo aproximado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152 Divisão por subtrações sucessivas com estimativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 153 Algoritmo da divisão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156 Prova real . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159 ur fin /S hu tte rs to ck .co m manual do professor | 49 8 CAPÍTULO 7 • Figuras planas e caminhos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .160 Regiões planas e figuras planas . . . . . . . . . . . . 161 Polígonos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 164 Lados e vértices de um polígono . . . . . . . . . . 166 Nomes dos polígonos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 166 Figuras que apresentam simetria em relação a uma reta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 172 Figuras simétricas em relação a uma reta . . 175 Reprodução, ampliação e redução . . . . . . . . . . 177 Caminhos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 179 CAPÍTULO 8 • Frações . . . . . . . . . .182 História das frações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 183 Fração de um inteiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 184 Fração quando o inteiro é um grupo de elementos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 190 Fração como medida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 194 Leitura e escrita de frações . . . . . . . . . . . . . . . . 195 Frações que correspondem à metade do inteiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 199 Adição e subtração de frações . . . . . . . . . . . . . 201 Probabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 205 Localização de frações na reta numérica . . . . 207 CAPÍTULO 9 • Medidas de massa e de capacidade . . . . . . . . . . . . . . . .210 O quilograma e o grama . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 211 A tonelada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 213 O litro e o mililitro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 216 CAPÍTULO 10 • Números decimais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .223 Décimos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 224 Números decimais maiores que 1 . . . . . . . . . . 226 Centésimos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 229 Escrevendo números menores que o inteiro . .229 Números decimais maiores que 1, com centésimos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 231 Quadro de ordens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 232 Os décimos e os centésimos de real . . . . . . . . 234 Trabalhando com dinheiro: lucro e prejuízo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 235 Adição e subtração com números decimais . . 236 Aproximação e estimativa . . . . . . . . . . . . . . . . . 238 Trabalhando com dinheiro: compra à vista e a prazo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 240 Os números decimais nas medidas de comprimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 242laterais e no rodapé de cada página (o chamado “manual em U”). Assim, a visualização das respostas, orientações e aprofundamentos fica muito mais fácil, pois professor e estudante estão simultaneamente na mesma página.Ao fim de cada Unidade, outra página é intercala às miniaturas do livro do estudante: a Conclusão, que traz orientações sobre monitoramento da aprendizagem, avaliação e estratégias para recuperação de defasagem de ensino. BOA LEITURA! Ao fim de cada capítulo, outra página é intercalada às miniaturas do Livro do Estudante: a Conclusão, que traz descritores de desempenho referentes aos objetivos do capítulo, com vistas a contribuir para o monitoramento da aprendizagem. BOA LEITURA! Em seguida, você encontra a reprodução da miniatura do Livro do Estudante, com indicações nas laterais e no rodapé de cada página (o Manual em U). São orientações sobre as atividades; indicação das habilidades da BNCC desenvolvidas; sugestões de atividades preparatórias para desenvolver com os alunos, em sala de aula ou em outros espaços escolares, como etapa preliminar; atividades complementares para aprofundamento do conteúdo trabalhado usando, inclusive, recursos digitais, e explicação dos objetivos das atividades indicadas como instrumento de avaliação, seguida de estratégias para recuperação da defasagem no aprendizado. 6 SUMÁRIO CONHEÇA O SEU MANUAL ..........................................................................................................................4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO-METODOLÓGICA ..........................................................7 Princípios pedagógicos ........................................................................................................................................................... 7 Avaliação formativa ................................................................................................................................................................... 9 A MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL .......................................................................................................................... 12 O desenvolvimento da linguagem e a Matemática ............................................................................................ 12 As unidades temáticas da Matemática ................................................................................................................................ 13 Conteúdos e distribuição bimestral e semanal ....................................................................................................... 15 SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS ........................................................................................................................ 24 Sequência didática 1: Construção e emprego de diferentes estratégias de resolução de adições e subtrações ......................................................................................................................... 24 Sequência didática 2: Multiplicação entre números naturais maiores que 10 .................................... 30 Sequência didática 3: Probabilidade............................................................................................................................. 33 Sequência didática 4: Trabalhando medidas de capacidade ......................................................................... 37 Proposta para acompanhamento da aprendizagem .......................................................................................... 40 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA E RECOMENDADA .................................................. 41 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO METODOLÓGICA PRINCÍPIOS PEDAGÓGICOS Hoje, no mundo em que vivemos, as transforma- ções são cada vez mais rápidas em todas as dimen- sões da vida social: nas tecnologias disponíveis, nas formas de comunicação e até mesmo nos comporta- mentos e tipos de relacionamento. Sem dúvida, isso se reflete na educação e exige mudanças nos currí- culos, no papel do professor e nos livros didáticos. Ao procurar desempenhar nossas funções, com a mente aberta às mudanças que se fazem neces- sárias, de maneira crítica e reflexiva, sendo exemplo de conduta ética, buscamos ampliar as possibilida- des de contribuir positivamente para a formação de indivíduos realizados, atuantes e solidários. Coerente com a visão da educação como um processo de inclusão social, esta coleção foi escrita pressupondo o aluno como um ser inserido histórica e socialmente na sociedade. Convergindo para esta concepção, acreditamos que a educação não pode ter como objetivo a simples transmissão de infor- mações ao aluno. Deve garantir-lhe autonomia inte- lectual, possibilitando a busca, seleção e análise de informações e a transformação destas em conhe- cimento, além de desenvolver nele a habilidade de conjecturar e argumentar para que possa viver em uma sociedade em constante e acelerado processo de crescimento e mudança. A sociedade contemporânea impõe um olhar inovador e inclusivo a questões centrais do processo educativo: o que aprender, para que aprender, como ensinar, como promover re- des de aprendizagem colaborativa e como avaliar o aprendizado. No novo cenário mun- dial, comunicar-se, ser criativo, analítico, crí- tico, participativo, produtivo e responsável requer muito mais do que a acumulação de informações. (BNCC, 2017, p. 17). E, especificamente, em relação à aprendizagem do conhecimento lógico-matemático, é fundamen- tal acreditar que o indivíduo é capaz de construir o próprio conhecimento, e necessita para isso, nos primeiros anos de vida escolar, de um ambiente for- mativo, de interação social e da orientação de pro- fessores na organização do processo de aprendiza- gem. A cognição matemática, área de estudos que tem se desenvolvido nas últimas décadas com base na psicologia cognitiva e na neurociência cognitiva, tem demonstrado que [...] ao contrário do que se pensava, as crian- ças pequenas já possuem e desenvolvem ha- bilidades matemáticas desde muito cedo. O senso numérico é a capacidade que o indiví- duo tem de compreender rapidamente, apro- ximar e manipular quantidades numéricas. É uma capacidade básica elementar e inata de reconhecer, representar, comparar, estimar, julgar magnitudes não verbais, somar e sub- trair números sem a utilização de recursos de contagem, e está presente em todo ser huma- no, perceptível já no primeiro ano de vida. Por outro lado, as habilidades secundárias depen- dem de ensino explícito, as quais incluem o conceito de número, a contagem e a aritméti- ca – cálculo e problemas verbais (DEHAENE, 1997; DEHAENE; COHEN, 1995 apud BRASIL, 2019, p. 25). Como Kamii nos alerta, [...] a troca de pontos de vista é fundamental para o desenvolvimento da lógica, porque es- tas trocas necessitam de esforços para des- centrar, para ver as coisas do ponto de vis- ta das outras pessoas e para ser coerente e consistente na comunicação com os outros. (KAMII, 2002, p. 58). Assim, acreditamos que, além da interação en- tre professor e aluno, a interação entre os alunos, que ocorre especialmente nas atividades planejadas para serem desenvolvidas em grupo, é um fator in- fluenciador do processo de ensino e aprendizagem. Dependendo de como os grupos são organizados – considerando afinidades e diferenças, possibilidade de cooperação e ritmo de trabalho –, o aluno pode responder a uma proposição com mais qualidade do que faria se estivesse trabalhando individualmente. Logo, estimular a cooperação entre os alunos é uma das atitudes esperadas de um professor que se empenha em estabelecer condições adequadas para a interação, fundamental na formação das ca- pacidades não só cognitivas como também afetivas. manual do professor | 7 Conviver em grupo requer um domínio de valores, nor- mas, atitudes e procedimentos, que também devem ser considerados como objetos de aprendizagem, tais como: • cooperar na buscaENCERRANDO O 4º ANO . . . . . 247 Sugestões de leitura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 249 Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 250 Material para atividades . . . . . . . . . . . . . . . . 251 Na ta lia M el s/ Sh ut te rs to ck .co m 50 CHEGANDO AO 4º- ANO Nove .9 1 Veja o tapete que Liliane pintou. Para saber o total de corações, ela fez uma multiplicação. Escreva uma multiplicação que ela pode ter feito e calcule o total de corações. 3 * 8 = 24 ou 8 * 3 = 24 2 O número de pontos que Lucas fez no jogo de varetas é o número formado por 8 centenas e 7 unidades. Que número é esse? 807 3 Complete o quadro mágico abaixo, cuja soma é a mesma em todas as linhas, colunas e diagonais. Mostre os cálculos que você fizer. Veja um exemplo. 5 + 4 + 3 = 12 Possíveis cálculos para as respostas: 12 → 5 + 4 + 3 = 12 6 → 5 + 1 = 6 e 12 - 6 = 6 8 → 1 + 3 = 4 e 12 - 4 = 8 0 → 8 + 4 = 12 e 12 - 12 = 0 2 → 6 + 4 = 10 e 12 - 10 = 2 7 → 3 + 2 = 5 e 12 - 5 = 7 0 → 5 + 7 = 12 e 12 - 12 = 0 5 6 1 0 4 8 7 2 3 4 Marta saiu de casa às 9 horas e demorou 1 hora e 10 minutos para chegar à casa de sua irmã. Pinte o relógio com a hora em que ela chegou à casa da irmã. 5 Com os cartões ao lado, Anita formou o maior número possível, que tem o algarismo 6 valendo 600. Escreva com palavras o número que Anita pode ter formado. Seiscentos e noventa e quatro. 6 Dona Ivone fez 50 pastéis para vender. Desses, 10 têm recheio de carne. Pinte o cartão que contém uma representação do número de pastéis com recheio de carne. A metade de 50 pastéis. A quarta parte de 50 pastéis. A terça parte de 50 pastéis. A quinta parte de 50 pastéis. 4 6 9 Jo ão P. M az zo co Jo ão P. M az zo co Interpretação das respostas Questão 1 (EF03MA02) (EF03MA07) O aluno deve perceber que é possível representar o total de cora- ções de duas maneiras: 3 * 8 = 24 (3 linhas com 8 corações em cada linha) ou 8 * 3 = 24 (8 colunas com 3 corações em cada coluna). Questão 2 (EF03MA05) O aluno deve estabelecer relação entre o nome das ordens e a posição que ocupam na escrita dos números. Assim, se são 8 centenas, o algarismo 8 deve ocupar a 3; ordem, valendo 800 unidades; e se são 7 unidades, o algarismo 7 deve ocupar a 1; ordem, valendo 7 unidades. Ele deve perceber, também, que é necessário colocar o algarismo zero para ocupar a 2; ordem in- dicando ausência de quantidade. Questão 3 (EF03MA05) O aluno deve somar, inicialmente, os números que estão na diagonal. Com o resultado, deve fazer adições e subtrações para completar o quadro, de modo que a soma de todas as linhas e de todas as colunas seja a mesma encontrada na diagonal. Verifique se outros cálculos foram sugeridos pela turma. Questão 4 (EF03MA23) O aluno precisa saber que o pontei- ro menor indica as horas; o ponteiro maior indica os minutos; o ponteiro maior leva uma hora ou 60 minutos para dar uma volta completa no reló- gio; para “andar” de um número para outro, o ponteiro maior leva 5 minu- tos; o ponteiro maior marca horas exa- tas quando aponta para o 12, e marca meia hora quando aponta para o 6. Questão 5 (EF03MA01) (EF03MA02) Nessa questão, o aluno deve consi- derar o valor posicional de cada alga- rismo. Como no número formado o 6 vale 600, o aluno deve perceber que é o 9 que deve ocupar a ordem das dezenas para formar o maior número com os algarismos 4, 6 e 9. Questão 6 (EF03MA09) O aluno deve perceber que 5 é o resultado da operação 50 / 10 e, tam- bém, associar a noção de quinta parte com a divisão por 5. manual do professor | 51 Dez 10 SABOR DE SORVETE PREFERIDO DOS ALUNOS SABOR PREFERIDO NÚMERO DE ALUNOS flocos 75 creme 140 chocolate 300 morango 126 abacaxi 100 maracujá 95 Fonte: Dados obtidos na pesquisa da escola (fictícios). 7 Leandro guardou 24 garrafas de suco em um armário. Calcule em quantas prateleiras ele guardou essas garrafas, sabendo que: ª em cada prateleira cabem, no máximo, 6 garrafas; ª as prateleiras usadas foram to- talmente ocupadas. Resposta: 4 prateleiras 8 A idade de Alice é um número maior que 34 e menor que 50. a) Na reta numérica abaixo, que letra está mostrando a localiza- ção da idade de Alice? C. b) Quantos anos Alice tem? 45 anos 30 5020 40 A B C D 9 Para a festa de final de ano da es- cola, a diretora fez uma pesquisa sobre o sabor de sorvete preferido dos alunos e registrou na tabela ao lado. Responda: a) Qual foi o sabor mais escolhido pelos alunos? Chocolate. b) Quanto falta para o número de alunos que preferem flocos fi- car igual ao dos que preferem abacaxi? 25 c) Calcule a diferença entre o nú- mero de alunos que preferem chocolate e o número dos que preferem morango. 174 d) Quantos alunos foram entrevistados? 836 alunos e) Quantos não preferem o sabor maracujá? 741 alunos Mostre como você pensou. Explicações possíveis: Do total de entrevistados, o aluno tirou o número dos que preferem maracujá (836 - 95 = 741) ou somou todos os números, menos o número de alunos que preferem maracujá (75 + 140 + 300 + 126 + 100 = 741). Mostre como você pensou. Jo ão P. M az zo coOrientações Questão 7 (EF03MA08) O aluno deve observar que as gar- rafas foram distribuídas de 6 em 6, uma vez que ficaram 6 garrafas em cada prateleira. Ele pode utilizar dife- rentes estratégias de cálculo, como 24 / 6 = 4 ou a divisão por subtrações sucessivas: 24 - 6 = 18, 18 - 6 = = 12, 12 - 6 = 6 e 6 - 6 = 0. Questão 8 (EF03MA01) (EF03MA04) Para responder aos itens a e b, é pre- ciso retomar conhecimentos sobre o sistema de numeração decimal para comparar os números, e identificar 45 como o número da reta numéri- ca maior que 34 e menor que 50. Para isso, eles podem perceber que nessa reta está representada uma sequência de números naturais, iniciando no 20, e que cada número, a partir do segundo, é igual ao anterior mais 1 unidade. As- sim, os próximos números da sequên- cia são 21, 22, 23, 24, 25... Questão 9 (EF03MA06) (EF03MA26) O aluno deve ler e interpretar a tabe- la para resolver as situações que envol- vem as operações de adição e subtra- ção com os significados de completar (item b), de comparar (item c), de jun- tar (item d) e de retirar (item e). 52 ESTRATÉGIAS PARA REMEDIAÇÃO Questão 1: Para desenvolver a habilidade de resolver problemas de multiplicação que envolva a configuração retangular, é importante que o aluno vivencie situações com os colegas, distribuindo-os em fileiras de diferentes maneiras e calculando a quantidade de alunos. O uso de material manipulá- vel, distribuindo-o em filas e colunas, também pro- picia o desenvolvimento dessa habilidade. É impor- tante verificar se eles utilizam multiplicação. Caso ainda insistam no uso da adição, leve-os a refletir como seria o cálculo com adição se houvesse muitas linhas e muitas colunas. Questão 2: Proponha atividades nas quais os alunos tenham de decompor números segundo as ordens do sistema de numeração decimal. Inicial- mente, eles devem decompor somente números formados por algarismos diferentes de zero, mas depois devem decompor números com zero em al- guma ordem. Apresente diversas atividades em que representem um número de três algarismos, com zero intermediário, no quadro de ordens, usando material manipulável, como o Material Dourado ou cédulas e moedas de real (notas de 100 e 10 reais e moedas de 1 real) de fantasia, segundo as regras do sistema de numeração decimal. Questão 3: Proponha uma situação na qual o aluno tenha que completar uma quantidade, como uma situação de compra e venda, por exemplo. Se ele ainda só resolver situação com a ideia de com- pletar fazendo a adição, incentive-o a verificar que, em determinados casos, o tempo de resolução será menor se resolvê-la por meio de uma subtração. Questão 4: Proponha situações em que eles re- lacionem marcação do tempo no relógio digital e no analógico. Para isso, deve haver na sala de aula es-ses dois tipos de relógio marcando o mesmo horário, para o aluno observar e estabelecer relação entre as representações da hora e do minuto nos diferentes relógios. Peça que elaborem uma linha do tempo de um dia, registrando os horários dos dois modos dife- rentes, analógico e digital. Questão 5: Proponha atividades em que eles re- lacionem a escrita dos números com sua forma fala- da em língua materna. Uma estratégia que costuma ajudá-los na escrita de números com três algarismos é observar as regularidades de escrita em números maiores que 100, segundo as regras do sistema de numeração decimal. Você pode propor, ainda, jogos como o “batalha dos números”, no qual vence quem escrever o maior (ou menor) número com determi- nados algarismos sorteados. Nesse jogo, os alunos, organizados em duplas, escrevem o algarismo sor- teado por você em um quadro de ordens, que eles próprios podem elaborar. Você sorteia, a cada roda- da, tantos algarismos quantas sejam as ordens do quadro de ordens. Outra atividade é o “jogo da com- posição”, em que fichas são sobrepostas para formar certo número. Por exemplo, o número 325 seria for- mado pela superposição das fichas 300, 20 e 5. Questão 6: Para eles compreenderem que a no- ção de quinta parte está associada à divisão de uma quantidade em cinco partes iguais, é interessante propor atividades como dividir a quantidade de alu- nos da turma em cinco partes iguais e determinar, assim, a quinta parte dela. Isso pode ser feito tam- bém com material manipulável, como tampinhas, palitos ou cartões; proponha a divisão desses mate- riais em grupos ou em filas com a mesma quantida- de de elementos em cada um. Questão 7: Estimule-os a ler e interpretar dife- rentes situações-problema identificando os con- ceitos da divisão de distribuição e de medida. É fundamental que os alunos percebam a diferença. Ao calcular a quantidade que ficará em cada parte (grupo), é importante eles saberem que se refere à divisão como distribuição em partes iguais. Quando o cálculo é para descobrir a quantidade de partes (grupos), trata-se da divisão como medida. Questão 8: Proponha diferentes atividades nas quais eles percebam que a cada ponto da reta nu- mérica corresponde um único número natural, e que qualquer número situado à direita de outro é maior que o primeiro. Também é fundamental que identifiquem a sequência numérica representada na reta e percebam uma lei de formação para ela identificando os próximos números da sequência. Proponha também atividades de contagem oral, de 5 em 5, de 10 em 10 e de 100 em 100, a partir de determinado número. Questão 9: Por meio da leitura e da interpreta- ção da tabela e do problema proposto, o aluno pode selecionar os dados necessários à resolução. Você deve encaminhar diferentes problemas envolvendo as operações de adição e de subtração. manual do professor | 53 54 INTRODUÇÃO - CAPÍTULO 1 OBJETIVOS DO CAPÍTULO • Reconhecer o uso de números no cotidiano. • Conhecer as características do sistema de numeração decimal: algarismos e valor posi- cional (ou relativo). • Compor e decompor números em unidades e ordens. • Realizar contagens por agrupamento. • Perceber regularidades e completar sequên- cias numéricas. • Utilizar a sequência numérica para auxiliar no cálculo mental. • Identificar a unidade de milhar como a ordem imediatamente superior à centena simples. • Identificar antecessor e sucessor de um número. • Localizar números em um intervalo numérico. • Identificar o valor relativo de cada algarismo no número. • Reconhecer a dezena de milhar como a or- dem imediatamente superior à unidade de milhar. • Reconhecer a centena de milhar como a or- dem imediatamente superior à dezena de milhar. • Construir a classe de milhar. • Compor, decompor, ler, escrever, comparar e ordenar números até 999 999. • Ler e interpretar gráficos. • Conhecer símbolos e regras usados no siste- ma de numeração romano. • Ler números escritos no sistema de numeração romano e escrevê-los. APRESENTAÇÃO DO CAPÍTULO No início do capítulo, apresentamos diversas si- tuações em que os números são utilizados, justifi- cando a importância de seu estudo. São trabalhados agrupamentos de dez em dez, a fim de consolidar a construção do sistema de nu- meração decimal (SND). Os sistemas de numeração maia e romano também são apresentados, com o objetivo de proporcionar ao aluno a oportunidade de observar semelhanças e diferenças entre eles e o SND, o que contribui para consolidar a compreen- são desse sistema. A sequência numérica é estendida, a princípio, até 999, para que o próprio aluno tenha a chance de observar regularidades, fazer analogias e transferir o que já havia construído na sequência até 99 para esse e outros intervalos: até 9 999, após a constru- ção da unidade de milhar; até 99 999, após a cons- trução da dezena de milhar; até 999 999, após a construção da centena de milhar (EF04MA01). Atividades de composição e decomposição de números de diferentes formas, identificação do valor posicional de cada algarismo no número e sequên- cias numéricas são propostas com o objetivo de ampliar o conceito de número, servir de base para o cálculo mental e facilitar a leitura do número. Tais atividades são diversificadas, muitas vezes apoia- das no Material Dourado, no ábaco, no quadro de ordens e em notas e moedas. 111 Jo sé W ils on M ag al hã es Onze .11 NÚMEROS Alice tem um jogo de cartas e fichas coloridas. Nesse jogo, cada cor de ficha tem um valor, e as cartas indicam a quantidade e a cor das fichas que cada jogador deve pegar. Vence quem, após comprar seis cartas e o mesmo número de fichas, tiver somado a maior pontuação. MOSTRE O QUE VOCÊ SABE 1 De acordo com o valor das fichas, indique a pontuação em cada item. 100 pontos 10 pontos 1 ponto a) 30 pontos b) 9 pontos c) 500 pontos d) 32 pontos e) 221 pontos f) 107 pontos 2 Veja as fichas de cada jogador ao final do jogo. a) Escreva ao lado das fichas a pontuação de cada jogador. Alice: 526 pontos Marcos: 454 pontos Vítor: 544 pontos b) Por que os jogadores fizeram pontos diferentes se tinham o mesmo número de fichas? Porque, embora a quantidade de fichas fosse a mesma, o valor delas era diferente. Orientações O objetivo destas atividades é tra- balhar o valor relativo dos algarismos. Sugerimos a você que dinamize esse jogo com os alunos. Caso não tenha fichas, elas podem ser substituídas por cartões coloridos ou tampinhas. Na atividade 2, peça aos alunos que escrevam no caderno o nome de cada jogador, ordenando-os da maior para a menor pontuação: Vítor, Alice e Marcos. Foco na BNCC Habilidades: EF04MA01, EF04MA02, EF04MA03 e EF04MA27. manual do professor | 55 Fa bi o C ol om bi ni Hé lio Se na to re Pintura rupestre. Parque Nacional da Serra da Capivara, Piauí, 2000. Doze 12 SISTEMAS DE NUMERAÇÃO UM POUCO DA HISTÓRIA DOS NÚMEROS Desde tempos primitivos, há sinais de que nossos ancestrais contavam os seres e os objetos e registravam essas contagens. Esses sinais são desenhos, riscos e marcas em paredes de caver- nas, pedaços de madeira, placas de ar- gila, pedras etc. Achados arqueológicos sugerem que os seres humanos registravam as quantidades fazendo correspondência um a um, isto é, faziam um traço para cada elemento contado. Conforme a agricultura e o comércio se desenvolviam – o que gerou acúmu- lo de bens – a necessidade de registrar valores maiores foi aumentando. Para facilitar a contagem e o registro dessas quantidades, o ser humano teve a ideia de agrupar os elementos. Vários povos antigos criaram seus sistemas de numeração, alguns fazendo agrupamentos de 5 em 5; outros, de 12 em 12; de 60 em 60; de 10 em 10 etc. Com isso, concluímos que um mesmo número podia – e ainda pode – ser representado de diferentes formas,dependendo do sistema de numeração utilizado. Veja, como exemplo, duas diferentes representações para o número 13. Egípcios: (um grupo de dez mais três). Maias: (dois grupos de cinco mais três). Conheça, a seguir, alguns dos sistemas de numeração criados pelos po- vos ao longo da história. Orientações Explore com os alunos as represen- tações do número onze pelos egípcios e pelos maias, apresentando as ques- tões a seguir. De acordo com as ilustrações, o que representava dez elementos na nume- ração egípcia? E um elemento? Os sistemas de numeração egípcio e romano são apresentados com o obje- tivo de proporcionar ao aluno a opor- tunidade de observar semelhanças e diferenças entre eles e, também, en- tre o sistema de numeração decimal (EF04MA01), o que poderá con- tribuir para consolidar a construção desse sistema. Seria interessante comentar o uso, ainda hoje, do agrupamento de 60 em 60 para a contagem de segundos, minutos, horas e graus, resquício de um sistema de numeração diferente do decimal. Atividades complementares Aproveite para usar as fichas em outras atividades como as sugeridas a seguir. 1. Peça aos alunos que escrevam os números representados pelas fichas em ordem crescente ou decrescente. 2. Peça também que escrevam outros números com o mesmo código uti- lizando o menor número possível de fichas em cada representação. 3. Solicite que representem determina- do número supondo a ausência de alguma ficha. Exemplo: representar o número 138 utilizando somente fichas nas cores roxo e azul. 4. Solicite ainda que representem o mesmo número de diferentes for- mas, sem necessariamente utilizar um número mínimo de fichas. 56 Ilu st ra çõ es : Hé lio Se na to re O SISTEMA DE NUMERAÇÃO EGÍPCIO Os egípcios criaram os seguintes símbolos para representar os números: um dez cem mil dez mil cem mil 1 De acordo com os símbolos, podemos concluir que os egípcios faziam contagem agrupando valores: de 2 em 2. X de 10 em 10. de 3 em 3. 2 Veja alguns números escritos na numeração egípcia: ou ou ou ou trinta e sete cento e quarenta e cinco ª Depois de observar os quadros acima, troque ideias com o professor e os colegas e responda: A posição ocupada pelos símbolos na represen- tação egípcia dos números tinha alguma importância? Por quê? Uma resposta possível: Não. Em cada quadro, um mesmo número foi representado de diferentes formas, apenas mudando a posição dos símbolos. He nr iq ue B ru m Treze .13 Ilu st ra çõ es : Hé lio Se na to re Hé lio Se na to re 1 Descubra que número está representado ao lado. 1 325 2 Represente o número 313 utilizando a numeração egípcia. Orientações Os alunos poderão perguntar que número estaria representado caso os símbolos fossem posicionados de ma- neira aleatória. Por exemplo: . Neste caso, você deve esclarecer que, apesar de os egípcios não escre- verem dessa forma, a representação anterior significa o mesmo que . Após trabalhar a seção Desafios, peça aos alunos que escrevam um número qualquer em numeração egípcia. Recolha os desenhos, apre- sente-os à turma e solicite que ten- tem descobrir o número que cada colega escreveu. Você pode limitar o intervalo numérico e/ou a quanti- dade de símbolos utilizados. Usan- do a numeração egípcia, eles terão oportunidade de trabalhar intuitiva- mente a composição e a decompo- sição de números na forma polino- mial, pois essa numeração também se baseia em potências de 10. Exem- plo para 456: numeração egípcia 4 ; forma polinomial 4 4 * 100 + 5 * 10 + + 6 * 1. É interessante pedir que cada aluno mostre sua representação. Caso todas sejam iguais, apresente outra com os mesmos símbolos em posições dife- rentes e solicite que descubram o nú- mero representado. Caso perceba que os alunos se inte- ressaram pelo assunto, proponha uma pesquisa sobre outros sistemas de nu- meração. Uma possibilidade é organi- zar a turma em grupos; cada grupo fica responsável por pesquisar um determi- nado sistema e apresentá-lo à turma. É interessante propor a comparação com o SND, pois essa análise pode ajudar na compreensão das características do sis- tema decimal. Ilu st ra çõ es : H él io S en at or e manual do professor | 57 O SISTEMA DE NUMERAÇÃO DECIMAL (SND) O sistema de numeração que utilizamos apresenta características importantes. Veja a seguir. • Dez algarismos – Símbolos utilizados para representar os números: 10 2 3 4 5 6 7 8 9 • Contagem em grupos de dez: Dez unidades formam uma dezena; dez dezenas formam uma centena; e assim por diante. • Valor posicional (ou relativo) – O valor de um algarismo depende da posição que ele ocupa no número. Exemplo: o valor posicional do alga- rismo 5 é diferente em cada um dos números abaixo. 351 50 cinquenta 135 5 cinco 513 500 quinhentos 1 Escreva o número novecentos e noventa e nove utilizando os dois tipos de numeração indicados a seguir. • numeração egípcia • sistema de numeração decimal 999 2 Agora responda: Qual dos dois sistemas você acha mais vantajoso para representar o número novecentos e noventa e nove? Por quê? Uma resposta possível: O sistema de numeração decimal, pois utiliza uma quantidade menor de símbolos. Hé lio Se na to re Catorze 14 Orientações Apresentamos, nesta página, os princípios fundamentais do sistema de numeração decimal (EF04MA01). Para ajudar na compreensão dos alu- nos, solicite que façam a leitura indivi- dual e esclareça-lhes previamente a fi- nalidade dessa leitura. Em seguida, peça a três alunos que leiam uma das três partes, expliquem o que compreende- ram e conversem com os colegas sobre a interpretação deles. Outra sugestão é solicitar aos alunos que, após a leitura silenciosa, se reúnam em duplas, tro- quem ideias e elaborem perguntas so- bre o texto que acabaram de ler. Depois, cada dupla apresenta à turma suas per- guntas, e outras duplas respondem e debatem a respeito das respostas dadas. Atividades complementares ½ Jogo: "batalha dos números" Peça a cada aluno que faça um qua- dro de ordens com o número de or- dens já trabalhadas. Eles podem, por exemplo, dobrar uma folha de papel em partes iguais ou utilizar uma régua. Inicie o jogo sorteando um algaris- mo de 0 a 9. A quantidade de alga- rismos que você sortear deve ser a mesma que o número de ordens do quadro. A cada sorteio, os alunos de- vem escrever em uma das ordens do quadro deles o algarismo sorteado e, depois, não podem mais mudar o alga- rismo de posição (EF04MA01). Vence quem conseguir formar o maior ou o menor número, de acordo com o que foi combinado no início do jogo. Por exemplo, se o quadro tem seis ordens, seis algarismos deverão ser sorteados. Suponha que você tenha sorteado os algarismos 3, 1, 8, 5, 0 e 7 e que dois alunos, A e B, os tenham posicionado como nos quadros a seguir: CM DM UM C D U 8 7 5 3 0 1 CM DM UM C D U 8 7 5 1 3 0 Se o combinado antes do jogo foi formar o maior número e nenhum outro aluno tiver formado o número 875 310, o aluno A ganha. No final do jogo, ainda podem ser feitas ou- tras explorações. Por exemplo: verificar se, com o uso daqueles algarismos, o número formado pelo ganhador é o maior possível; identificar se os números formados são pares ou ímpares; colocar todos os números formados em ordem crescente ou decrescente ou fazer a decomposição deles em ordens ou unidades; e, finalmente, in- dicar o valor relativo de determinado algarismo nesses números. Como variante, pode-se propor formar um número mais próxi- mo de 500 000, por exemplo. 58 1 Utilizando apenas os algarismos 6, 4 e 9, sem repeti-los, escreva todos os números possíveis formados por três algarismos: 469, 496, 649, 694, 946 e 964 2 Escreva os números da atividade anterior em ordem crescente. 469, 496, 649, 694, 946, 964 3 Utilizando qualquer um dos dez algarismos de nosso sistema de numera- ção, escreva: a)o maior número formado por dois algarismos: 99 ; b) o menor número formado por três algarismos: 100 ; c) o maior número formado por três algarismos: 999 ; d) o maior número formado por três algarismos diferentes: 987 . 4 Escreva: a) o menor número ímpar formado por três algarismos diferentes: 103 b) o maior número par formado por três algarismos diferentes: 986 Alguns povos indígenas do Brasil criaram sistemas de numeração. Apesar de não terem representação escrita para números, eles também relacionam os dedos das mãos com a contagem. Como exemplo, temos o termo empregado na língua do povo palikur do norte do Amapá – para designar 10: madikauku (madik-auku), que significa “fim [das] mãos”. Os rikbaktsas, do norte do Mato Grosso, fazem a mesma associação: 1 – stuba (que significa “como um dedo da mão”); 2 – pe- toktsa (“como dois dedos da mão”); 5 – mytsyhyyytsawa (“como a minha mão”); 6 – mytsyhyyytsawa usta tsyhy humo stuba (“como a minha mão e o dedo da outra mão”). Fontes: Brasil. Ministério da Educação. Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas. Brasília, DF: MEC, 1998. Disponível em: www.ufmg.br/copeve/Arquivos/2016/fiei_programa_ufmg2017.pdf; Mariana Kawall L. Ferreira. Os dez dedos das mãos: matemática e povos indígenas no Brasil. Brasília, DF: MEC, 1998. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me001829.pdf. Acessos em: 19 abr. 2021. Quinze .15 Orientações Com essas atividades, o aluno de- verá criar estratégias próprias para es- crever os números, de acordo com os critérios solicitados. Ao término das atividades, peça que compartilhem com os colegas as estra- tégias criadas e elaborem outras ativi- dades semelhantes a essas, com outros algarismos e outros critérios. Essas atividades podem ser trocadas entre eles para que todos as resolvam. manual do professor | 59 AS TRÊS PRIMEIRAS ORDENS DO SND: UNIDADES, DEZENAS E CENTENAS Você já viu que: 10 unidades é o mesmo que 1 dezena; 10 dezenas é o mesmo que 1 centena; 100 unidades é o mesmo que 1 centena. Representando com o Material Dourado: equivalem a equivalem a 100 cubinhos (100 unidades) 10 barras (10 dezenas) 1 placa (1 centena) Veja algumas representações possíveis do número 135. • Com o Material Dourado: • No quadro de ordens: C D U 1 3 5 • Com notas e moedas de real: AS IMAGENS NÃO ESTÃO PROPORCIONAIS ENTRE SI. DA E DA E Im ag en s: Ba nc o C en tr al do B ra sil Dezesseis 16 Orientações Proponha atividades em que os alunos precisem representar um mes- mo número de formas diferentes (EF04MA01). Exemplo: o número 135, representa- do nesta página com o Material Doura- do, também poderia ser representado com 13 barras e 5 cubinhos ou 12 bar- ras e 15 cubinhos; decompondo em ordens, teríamos, além de 1 C + 3 D + + 5 U, 13 D + 5 U, ou simplesmente 135 U. Com notas e moedas, utilizan- do somente notas de 100 e 10 reais e moedas de 1 real, teríamos, além da representação feita nesta página, ou- tras possibilidades, como 11 notas de 10 reais e 25 moedas de 1 real. Atividade complementar ½ “Jogo do ratinho” (adaptação do jogo “Matix”) Número de participantes: 2 Material: • tabuleiro 5 * 5; • 16 cartas (15 contendo núme- ros e 1 contendo a figura do ratinho). Desenvolvimento • Colocar, de maneira aleatória, as 15 cartas de números no tabulei- ro e a figura do ratinho voltados para cima. • Decidir qual jogador inicia a par- tida – pode ser no “par ou ím- par” ou outra forma que os jo- gadores decidirem. • O jogador que iniciar a partida de- cide quem escolherá as cartas obe- decendo a disposição nas linhas e quem escolherá as cartas obede- cendo a disposição nas colunas. Por exemplo: caso o primeiro jogador tenha decidido escolher as cartas dispostas nas linhas, ele só pode escolher uma carta da linha onde estiver posicionado o ratinho. • Escolhida a carta, ele a retira para si e, em seguida, desloca a carta com a figura do ratinho para ocupar a posição da carta que foi retirada. • O segundo jogador só pode es- colher uma carta da coluna onde estiver o ratinho. Escolhida a carta da coluna, ele a retira para si e des- loca a carta do ratinho para ocupar a posição da carta que foi retirada. • Os jogadores vão alternando as jogadas até as cartas do tabu- leiro acabarem ou até que não seja mais possível um jogador comprar cartas. • Vence o jogo quem somar a maior pontuação. Variante: vence o jogo quem totalizar a maior pontuação somando os valores obtidos em duas partidas. "jogo do ratinho" tabuleiro para o jogo cartas para o jogo 100 100 100 100 100 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 1 1 1 1 1 1 1 1 1 outra sugestão de cartas 1 centena 1 centena 1 centena 1 centena 1 centena 1 dezena 1 dezena 1 dezena 1 dezena 1 dezena 1 dezena 1 dezena 1 dezena 1 dezena 1 dezena 1 unidade 1 unidade 1 unidade 1 unidade 1 unidade 1 unidade 1 unidade 1 unidade 1 unidade Al in e R iv ol ta 60 Im ag en s: Ba nc o C en tr al do B ra sil Al ex an de r S an to s Im ag en s: Ba nc o Ce nt ra l d o B ra sil DA E DA E Dezessete .17 1 Registre nos quadros de ordens os números representados a seguir. a) b) c) 2 Observe a quantia representada abaixo e responda às questões. a) Qual é a quantia representada? 899 reais . b) Quanto sobraria se fosse retirada dessa quantia: ª 1 nota de 100 reais? 799 reais . ª 1 nota de 10 reais? 889 reais . ª 1 moeda de 1 real? 898 reais . c) Quanto resultaria se fosse acrescentada a essa quantia: ª 1 nota de 100 reais? 999 reais . ª 1 nota de 10 reais? 909 reais . ª 1 moeda de 1 real? 900 reais . C D U 2 3 7 C D U 3 1 9 AS IMAGENS NÃO ESTÃO PROPORCIONAIS ENTRE SI. C D U 4 5 0 Orientações Ao corrigir a atividade 2, pergunte aos alunos que alteração houve na es- crita dos números. No item c, ao acres- centarmos uma moeda de 1 real, com- pletamos mais uma dezena de reais e podemos trocá-la por uma nota de 10 reais, aumentando assim a quanti- dade de notas de 10 reais (dezenas) e ficando sem nenhuma moeda de 1 real (unidade). No item b, quando acres- centamos a nota de 10 reais, comple- tamos mais uma centena de reais e, assim, aumentamos a quantidade de notas de 100 reais (centenas) e fica- mos sem notas de 10 reais (dezenas). Logo, houve alteração em mais de um algarismo em relação ao número inicial (EF04MA01). Atividades complementares Proporcione aos alunos atividades em que eles possam verificar diferen- tes decomposições do mesmo núme- ro. A atividade 2 possibilita isso: 899 = = 8 C + 9 D + 9 U. Você pode perguntar: • Se não tivéssemos notas de 100, quantas notas de 10 seriam ne- cessárias para representarmos essa mesma quantidade? 89 notas de 10 • E como ficaria essa decompo- sição somente em dezenas e unidades? 89 D + 9 U (EF04MA02) • Se trocássemos apenas uma nota de 100 por 10 notas de 10, como ficaria a decomposição? 7 C + 19 D + 9 U Continuação do "jogo do ratinho": Os números das cartas podem variar, de acordo com o objetivo desejado. Os números sugeridos para as cartas visam estimular o desenvolvimento de habilidades de cálculo mental. Você pode adaptar o grau de dificuldade à turma, e, inclusive, elaborar conjuntos de cartas diferentes e propor um rodízio entre as duplas. Outra ideia é criar um tabuleiro 6 * 6, com mais cartas. Uma possibilidade é usar fichas ou tampinhas de garrafa de cores diferentes em vez de cartas, e associar valores à cor da ficha ou da tampa; imagens de cédulas e moedas também podem ser usadas como cartas. manual do professor | 61 3 Identifique o antecessor e o sucessor de cada número. a) 738 739 740 b) 559 560 561 c) 799 800 801 d) 650 651 652 e) 458 459 460 f) 698 699 700 4 Escreva de 100 a 330, de 10 em 10: 100 110 120 130 140 150 160 170 180 190 200 210 220 230 240 250 260 270 280 290 300 310 320 330 DECOMPOSIÇÃO E LEITURA DE NÚMEROS Danilo prestou um serviçopara determinada empresa e assinou o recibo a seguir. Veja. Observe a decomposição do número 685 em unidades. 685 = 600 + 80 + 5 Lemos: seiscentos e oitenta e cinco. Decomponha os números em unidades e escreva-os por extenso. a) 278 200 + 70 + 8, duzentos e setenta e oito b) 695 600 + 90 + 5, seiscentos e noventa e cinco c) 802 800 + 2, oitocentos e dois d) 760 700 + 60, setecentos e sessenta e) 998 900 + 90 + 8, novecentos e noventa e oito Ilu st ra Ca rt oo n Dezoito 18 Orientações Experimentar diferentes decompo- sições para o mesmo número auxilia o aluno na construção do sistema de numeração decimal, o que, provavel- mente, facilitará a aprendizagem de procedimentos de cálculo. Por exemplo: na subtração 240 - 178, precisamos reconhecer o 240 não só como 2 C + 4 D + 0 U mas tam- bém como: • 2 C + 3 D + 10 U, e como • 1 C + 13 D + 10 U Atividades de composição e decom- posição de números de diferentes for- mas, de identificação do valor posicio- nal de cada algarismo no número e de sequências numéricas são propostas (EF04MA02) com o objetivo de am- pliar o conceito de número, servir de base para o cálculo mental, auxiliar na compreensão dos algoritmos e facilitar a leitura do número. Tais atividades são apresentadas de forma diversificada, muitas vezes apoiada no Material Dou- rado, no ábaco, no quadro de ordens e em notas e moedas. A decomposi- ção na forma polinomial (por exemplo: 547 = 5 * 100 + 4 * 10 + 7 * 1) também é trabalhada. Durante a correção, pergunte aos alunos que alteração houve na escri- ta dos números. Desta vez, ao acres- centarmos uma moeda de 1 real, com- pletamos mais uma dezena de reais e podemos trocá-la por uma nota de 10 reais, aumentando assim a quanti- dade de notas de 10 reais (dezenas) e ficando sem nenhuma moeda de 1 real (unidade). O mesmo acontece quando acrescentamos a nota de 10 reais: com- pletamos mais uma centena de reais e, assim, aumentamos a quantidade de notas de 100 reais (centenas) e ficamos sem notas de 10 reais (dezenas). Por isso houve alteração em mais de um al- garismo em relação ao número inicial. 62 Dezenove .19 A QUARTA ORDEM DO SND: UNIDADE DE MILHAR Veja a adição 999 + 1 representada com o Material Dourado e no quadro de ordens. C D U 9 9 9 + 1 Para resolver, juntamos primeiro as unidades. Veja: C D U 9 19 9 + 1 0 9 unidades + + 1 unidade = = 10 unidades, ou seja, 1 dezena Depois juntamos as dezenas, incluindo a que foi formada ao somar as unidades. Veja: C D U 19 19 9 + 1 0 0 9 dezenas + + 1 dezena = = 10 dezenas, ou seja, 1 centena Ilu st ra çõ es : D AE Orientações Se a escola tiver Material Dourado, proponha aos alunos que formem a unidade de milhar juntando 10 placas e prendendo-as com elástico. Assim, eles poderão compreender que uma unidade de milhar (um cubo gran- de) é composta de 10 centenas, isto é, 10 * 100 unidades (EF04MA03). Um erro comum é o aluno contar as uni- dades que vê somente em cada uma das seis faces do cubo grande e con- cluir que há apenas 600 unidades, e não 1 000. manual do professor | 63 Vinte 20 Para finalizar, somamos as centenas, incluindo a que foi formada ao jun- tarmos as dezenas. UM C D U 19 19 9 + 1 1 0 0 0 9 centenas + 1 centena = 10 centenas 1 unidade de milhar = 10 centenas 10 centenas é o mesmo que 1 unidade de milhar ou 1 000 unidades 1 Descubra a regra e complete a sequência abaixo. 995 • 996 • 997 • 998 • 999 • 1 000 • 1 001 • 1 002 • 1 003 Observe. UM C D U 1 1 5 3 decomposição em unidades 1 000 + 100 + 50 + 3 decomposição em ordens 1 UM + 1 C + 5 D + 3 U Ilu st ra çõ es : D AE Orientações Para a composição e a decomposi- ção do número, sugerimos o uso de moedas de 1 real e notas de 10 e 100 reais (no trabalho até 999) e do Ma- terial Dourado (ao trabalhar núme- ros até 9 999), que tornam as ativida- des mais significativas para os alunos (EF04MA02). Já para números aci- ma de 99 999, recorremos a códi- gos, ao quadro de ordens e ao ábaco para compor, decompor, fazer conta- gens por agrupamento, registrar os resultados dessas contagens e esta- belecer equivalências. 64 21 Vinte e um 2 Veja os números representados com o Material Dourado e registre-os no quadro de ordens. Em seguida, decomponha-os em unidades e escreva como se lê cada um. a) 1 000 + 1 = 1 001 UM C D U 1 0 0 1 Lemos: b) UM C D U 1 0 1 0 1 000 + 10 = 1 010 Lemos: c) UM C D U 1 1 0 0 1 000 + 100 = 1 100 Lemos: d) UM C D U 1 5 2 5 1 000 + 500 + 20 + 5 = 1 525 Lemos: e) UM C D U 1 0 7 8 1 000 + 70 + 8 = 1 078 Lemos: um mil e um um mil e dez um mil e cem um mil quinhentos e vinte e cinco um mil e setenta e oito Ilu st ra çõ es : D AE Orientações Você pode reproduzir para os alu- nos recortarem uma representação do Material Dourado: cubos (milha- res), placas (centenas), tiras (dezenas) e cubinhos (unidades), para que eles a utilizem nas representações dos núme- ros (EF04MA02). Atividade complementar Você pode convidar os alunos a jo- gar novamente o “jogo do ratinho”, pro- posto como atividade complementar na página 60 deste manual. Para isso, elabore com a ajuda dos alunos outras cartas, dessa vez incluindo o número 1 000 e 1 unidade de milhar (1 UM) no conjunto. Para diferenciar da atividade da pá- gina 60, vocês podem combinar outro tipo de regra. Veja a seguir algumas sugestões. • Vence o jogador que chegar mais próximo a 1 000 em três jogadas. • Vence a dupla cuja diferença en- tre os pontos dos jogadores seja a menor da turma. Com esse jogo, os alunos têm a opor- tunidade de desenvolver o raciocínio lógico e as estratégias de cálculo mental. manual do professor | 65 Vinte e dois 22 Observe a legenda. LEGENDA EXEMPLO: MIL TREZENTOS E QUINZE 3 Represente os números utilizando a legenda. Em seguida, escreva-os usando algarismos. a) mil quatrocentos e trinta e seis b) mil duzentos e nove c) mil e quarenta e dois d) mil e cinco COMPARAÇÃO E ORDENAÇÃO DE NÚMEROS No sistema de numeração decimal, os números podem ser ordenados em ordem crescente ou decrescente. 1 436 1 209 1 005 Ilu st ra çõ es : D AE 1 042 1 Complete as sequências em ordem crescente com os números escritos nos cartões. a) 1 543 1 651 1 354 1 561 1 453 1 354 • 1 400 • 1 453 • 1 500 • 1 543 • 1 561 • 1 600 • 1 651 b) 1 790 1 941 1 783 1 897 1 907 1 783 • 1 790 • 1 800 • 1 897 • 1 900 • 1 907 • 1 941 cubo grande (1 000) placa (100) barra (10) cubinho (1) 1 315 Orientações Para possibilitar a representação do Material Dourado no plano, apenas o cubo grande foi reproduzido em pers- pectiva. Nas demais peças, foi repre- sentada somente uma de suas faces. Lembramos que não se trata de uma planificação, mas apenas de um códi- go que relaciona as figuras às peças do Material Dourado. Novamente, sugerimos a você que dinamize o jogo "batalha dos núme- ros", apresentado como atividade com- plementar na página 58 deste manual. Desta vez, peça a cada aluno que ela- bore, por meio de dobradura, um qua- dro de ordens com as quatro primeiras ordens do SND. O jogo pode auxiliar na comparação de números com quatro ordens e na ordenação desses números (EF04MA01). AVALIANDO A APRENDIZAGEM As atividades desta página po- dem ser utilizadas como instru- mento para ajudá-lo a verificar se os alunos leem, escrevem e ordenam números. Enquanto fazem as atividades, circule pela sala de aula a fim de certificar-se de que todos compreenderam o que precisa ser feito. Concluídas as atividades, pro- mova um momento em que osalunos possam conversar sobre como pensaram para responder a cada item. Na atividade 3, por exemplo, eles podem apresentar, entre outras estratégias: “todos iniciam por um mil, então todos têm 1 na unidade de milhar e mais 3 algarismos”; “nos itens b, c e d precisamos usar zeros, pois no item b não há dezenas ‘soltas’, no item c não há centenas ‘soltas’ e no item d não há nem centenas nem dezenas ‘soltas’”; “eu armei a conta e encontrei os resultados”. Nos itens a e b que finalizam a página, eles podem dizer que todos iniciavam por 1 unidade de milhar, por isso, prestaram atenção somente na classe das unidade simples. Caso perceba que alguns alunos têm dúvidas, proponha mais atividades para ordenação de números de forma coletiva, em grupos e individuais. Você pode propor um desafio, distribuin- do um número a cada um e pedindo que, dado um sinal, eles se organizem do maior para o menor ou do menor para o maior. Esses números podem pertencer a uma sequência que obe- deça ou não à determinada regra. Depois de ordenados, você pode apresentar outros números para que a turma indique onde devem ser inseridos. Em grupos ou em duplas, proponha a mesma atividade ou peça a eles que escolham os números e deem a outro grupo ou dupla para ordenar. Atividades complementares Você pode propor aos alunos que joguem “cartelas sobre- postas” (disponível em: https://www.educacaodinamica.com. br/ed/views/game_educativo.php?id=16&jogo=Cartelas%20 Sobrepostas; acesso em: 8 jul. 2021). Esse jogo consiste em se- lecionar as fichas corretas para compor determinado número apresentado na tela. 66 https://www.educacaodinamica.com.br/ed/views/game_educativo.php?id=16&jogo=Cartelas%20Sobrepostas https://www.educacaodinamica.com.br/ed/views/game_educativo.php?id=16&jogo=Cartelas%20Sobrepostas https://www.educacaodinamica.com.br/ed/views/game_educativo.php?id=16&jogo=Cartelas%20Sobrepostas Vinte e três .23 Observe o ano de lançamento no mercado de algumas invenções que modificaram a vida das pessoas nos últimos dois séculos. INVENÇÃO ANO automóvel 1886 lâmpada incandescente 1879 microcomputador 1975 rádio 1894 telefone celular 1983 telefone fixo 1876 televisão 1926 a) Note que o ano de cada invenção não está na ordem cronológica. Que ordem foi seguida para organizar esses dados? b) Se fôssemos organizar esses dados obedecendo à ordem cronológi- ca, como eles ficariam? Ordem alfabética. As invenções apareceriam na seguinte ordem: telefone fixo, lâmpada incan- descente, automóvel, rádio, televisão, microcomputador e telefone celular. Ar ee ya Sl an gs in g/ Dr ea m st im e. co m Hu lto n A rc hi ve / Ge tty Im ag es Ra np le tt/ iS to ck ph ot o. co m Ju pi te rim ag es / Ge tty Im ag es th aw or nn ur ak / iS to ck ph ot o. co m Ev er et t C ol le ct io n In c/ Ea sy pi x No ta rY ES / Sh ut te rs to ck .co m AS IMAGENS NÃO ESTÃO PROPORCIONAIS ENTRE SI. Orientações Caso os alunos desconheçam a pala- vra cronológica, peça-lhes que a pro- curem no dicionário. manual do professor | 67 Vinte e quatro 24 LOCALIZAÇÃO DE NÚMEROS NA RETA NUMÉRICA A aproximação de números para a dezena ou para a centena exata mais próxima pode nos ajudar a localizá-los numa reta numérica. Veja um exemplo do que dona Vera está explicando: ANO EM QUE CADA INVENÇÃO FOI LANÇADA NO MERCADO INVENÇÃO Telefone fixo Rádio Televisão Forno de micro-ondas Telefone celular ANO DE LANÇAMENTO 1876 1894 1926 1953 1983 APROXIMAÇÃO PARA A DEZENA EXATA MAIS PRÓXIMA 1880 1890 1930 1950 1980 1900 1950 20001800 1850 1876 - lançamento do telefone fixo 1894 - lançamento do rádio 1953 - lançamento do forno de micro-ondas 1983 - lançamento do telefone celular 1926 - lançamento da televisão 1 Determine qual número, de cada par, está localizado na reta abaixo. 1 000 1 500 2 0000 500 A B C D E F a) A: 487 ou 587? b) B: 578 ou 678? c) C: 1 030 ou 1 130? d) D: 1 192 ou 1 292? e) E: 1 523 ou 1 623? f) F: 1 847 ou 1 947? 487 678 1 030 1 192 1 523 1 947 Localizei, na linha de tempo, o ano de 1876 um pouco antes (à esquerda) de 1880, e o ano de 1894 um pouco depois (à direita) de 1890. Jo sé W ils on M ag al hã es Jo sé W ils on M ag al hã es Cada corresponde a 10 anos. Cada corresponde a 100 anos. Orientações Verifique se os alunos sabem dizer em que ponto da reta numérica deve ser localizado o ano de lançamento de cada uma das outras invenções regis- tradas no quadro (EF04MA01). Com o objetivo de desenvolver a noção de sequência numérica e reta numérica, proponha aos alunos a cons- trução de uma linha do tempo em que: • escrevam o ano de seu nasci- mento e do nascimento de ou- tras pessoas do convívio deles; • localizem fatos da História do Brasil, desde o Descobrimento (ano 1500) até os dias atuais. Para auxiliá-los na elaboração da li- nha do tempo, proponha que usem uma régua. Determine previamente o comprimento que corresponderá a um mês ou a um ano (1 centímetro, por exemplo), dessa forma, se 1 cen- tímetro corresponder a 1 mês, 12 cen- tímetros corresponderão a 1 ano; se 1 centímetro corresponder a um ano, 10 centímetros corresponderão a 10 anos, ou seja, 1 década; se 1 centímetro cor- responder a 1 década, 10 centímetros corresponderão a 1 século. Você pode- rá também oferecer papel quadricu- lado com o mesmo objetivo: manter, na representação da linha do tempo, a proporção entre meses e anos, anos e décadas, décadas e séculos. Por exem- plo: se o lado de um quadradinho corresponder a 1 ano, os lados de 10 quadradinhos alinhados, lado a lado, corresponderão a 1 década. 68 Vinte e cinco .25 Às vezes é preciso aproximar os números para a centena exata mais pró- xima. Veja o exemplo a seguir: Localizar o número 87 na reta acima não é muito fácil. Aproximá-lo para 90, sua dezena exata mais próxima, não ajuda muito. Mas considerando sua centena exata mais próxima, conseguimos localizá-lo perto do 100. 2 Aproxime os números 179, 743, 1 008 e 1 361 para a centena exata mais próxima. Depois, determine a localização aproximada de cada um na reta numérica. 3 Observe a cena. Marque com um X o que podemos concluir observando essa cena. X Estavam no ginásio um pouco menos de 1 500 pessoas. X Estavam no ginásio um pouco mais de 1 500 pessoas. Justifique sua resposta. As duas opções estão corretas, pois a quantidade real pode ser próxima a 1 500, tanto para mais quanto para menos. Jo sé W ils on M ag al hã es He nr iq ue B ru m 1 000 1 500 2 0000 500 87 1 000 1 500 2 0000 500 179 743 1 008 1 361 O técnico falou que havia aproximadamente 1 500 pessoas. Nossa! Como estava cheio o ginásio. Cada corresponde a 100 anos. Orientações Explique aos alunos que em mui- tas situações, como em reportagens sobre a população de um estado ou o número de pessoas em um evento, a aproximação é feita para a unidade ou dezena de milhar exata mais pró- xima, visando apenas dar uma ideia do quantitativo, e não informar o nú- mero preciso. Às vezes isso também é feito para economizar espaço no texto da reportagem. manual do professor | 69 Vinte e seis 26 Dona Iara, diretora da escola de Leandro, comprou 40 calculadoras com o dinheiro arrecadado na Festa Junina. TRABALHANDO COM... Hoje vocês vão aprender a usar a calculadora. Sim, mas antes vamos aprender como utilizá-las. Vamos utilizar as máquinas que dona Iara comprou? 1 Coloque a calculadora sobre a carteira e observe-a. Depois, responda às perguntas. a) Quantas teclas existem na calculadora? Resposta pessoal. Depende da máquina. b) Localize nas teclas: ª os algarismos de 0 a 9; ª os sinais das operações: +, -, * e /. c) Qual é a tecla que liga a máquina? ON (em geral). d) Qual é a tecla que apaga o que está escrito no visor, retornando ao zero? C e) Qual é a tecla que desliga a máquina? 2 Agora você vai usar a calculadora novamente.a) Ligue a calculadora. b) Aperte as teclas 5 e 2 . Que número apareceu no visor? 52 c) Apague o número que está no visor. Apertar a tecla C. d) Aperte as teclas 3 , 8 , 1 e 7 . Que número apareceu no visor? 3 817 OFF. Em algumas calculadoras, o desligamento é automático após determinado tempo sem uso. Jo sé W ils on M ag al hã es Jo sé W ils on M ag al hã es Orientações É importante avisar aos alunos que a calculadora é um objeto frágil. Por- tanto, eles devem ter cuidado ao ma- nuseá-la, teclando-a levemente e evi- tando deixá-la cair no chão. Peça antecipadamente que tragam uma calculadora de casa para a realiza- ção das atividades. Caso alguns deles não tenham uma ou se esqueçam de trazê-la, devem ser formados grupos para que todos possam realizar as ati- vidades propostas. Essas atividades são apenas de apre- sentação da calculadora. Caso os alunos ainda desconheçam seu uso, vale rea- lizar outras práticas de exploração. Em outros capítulos, apresentaremos mais atividades com o uso da calculadora, não somente para efetuar operações que resolvam situações do cotidiano mas também como instrumento auxi- liar na construção de diversos conceitos. A calculadora na sala de aula as- sume o papel de mais um recurso de aprendizagem, pois, além de utilizá-la para fazer cálculos, o aluno pode em- pregá-la para fazer atividades que vi- sam ao desenvolvimento do raciocínio. 70 27 Vinte e sete 1 Utilizando somente as teclas 1 , 0 , + e = , e apertando o menor número possível de teclas, obtenha o número 34. Escreva a sequência de teclas utilizadas. 1, 0, +, 1, 0, +, 1, 0, +, 1, +, 1, +, 1, +, 1 e = 2 Utilizando somente as teclas 1 , 0 , - e = , e apertando o menor número possível de teclas, obtenha o número 990. 1, 0, 0, 0 - 1, 0 e = 3 Digite 1 234 na calculadora. Que teclas você deve apertar depois para aparecer o 0 no lugar do 2, sem usar a tecla que apaga? 4 Digite 1 500. Utilizando apenas três teclas, como você pode fazer para aparecer o número 3 000? Apertando as teclas *, 2 e =. Ha rm on y/ iS to ck ph ot o. co m Há mais de uma resposta possível. 3 Vamos fazer alguns cálculos com a calculadora. a) Aperte as teclas 3 e 7 . Que número apareceu no visor? 37 b) Agora vamos somar outro número a esse. Antes de digitar o segundo número, que tecla você deve apertar? Tecla +. c) A segunda parcela da adição será o número 45. Que teclas você deve apertar? Teclas 4 e 5. d) Aperte a tecla = . O que apareceu no visor? O número 82, que é o resultado de 37 + 45. e) Vamos agora multiplicar esse número por 2. Quais são as duas teclas que você deve apertar? Primeiro a tecla * e depois a tecla 2. f) Que tecla você deve apertar para ver o resultado da conta? Que núme- ro apareceu no visor? Apertar a tecla =. Apareceu no visor o número 164. 4 Vamos continuar fazendo alguns cálculos com a calculadora. a) Calcule 18 + 18 + 18 + 18. 72 b) Como você poderia fazer esse mesmo cálculo apertando o menor nú- mero possível de teclas? Discuta com os colegas. Apertando as teclas 4, *, 1, 8 e =. O resultado é 72. Atividades complementares Aqui propomos desafios para serem resolvidos com a calculadora (a ativi- dade pode ser feita individualmente ou em dupla). Exemplo: As teclas * e 6 da calcula- dora estão quebradas. Encontre formas para aparecer no visor da calculado- ra os números 86, 367 e 695, 6 500 e 62 657. Peça aos alunos que registrem e apresentem os resultados. Algumas respostas possíveis: 86 4 85 + 1 =; 367 4 357 + 10 =; 695 4 795 - 100 =; 6 500 4 13 000 / / 2 =; 62 657 4 82 757 - 20 100 = Peça aos alunos que criem outros desafios para um colega resolver. manual do professor | 71 NÚMEROS ATÉ 9 999 Na fábrica onde o pai de Eduardo trabalha, foi instalado um painel para divulgar aos operários o número de dias sem acidentes graves. 1 Em sua escola, é comum ocorrer acidentes? Resposta pessoal. 2 Quem mais se acidenta em sua escola? Por que isso acontece? Resposta pessoal. 3 O que você, os colegas, responsáveis, professores e funcionários podem fazer para evitar acidentes na escola? Resposta pessoal. 1 Qual é o sucessor do número 1 999? 2 Se os funcionários conseguirem mais 10 dias sem acidentes, a partir de 2 000 dias, que números serão mostrados no painel a cada dia? 2 001, 2 002, 2 003, 2 004, 2 005, 2 006, 2 007, 2 008, 2 009 e 2 010 2 000 Ilu st ra Ca rt oo n Ilu st ra Ca rt oo n Amanhã comemoraremos 2 000 dias sem acidentes. Vinte e oito 28 Orientações É comum ocorrer acidentes na es- cola, como cair da cadeira por estar se balançando, esbarrar em um colega por correr pelos corredores, cair em escadas, além de outros que acabam acontecendo por particularidades da própria escola: localização, arquitetura etc. Este é um bom momento para lan- çar uma campanha com o objetivo de diminuir os acidentes na escola, caso ocorram com certa frequência. Após a discussão sugerida na seção Conviver fazendo a diferença, proponha aos alunos que elaborem cartazes com su- gestões e até mesmo um painel com a contagem dos dias sem acidentes na escola. 72 3 Escreva o sucessor dos números abaixo. a) 999 1 000 b) 1 999 2 000 c) 2 999 3 000 d) 3 999 4 000 e) 4 999 5 000 f) 5 999 6 000 g) 6 999 7 000 h) 7 999 8 000 i) 8 999 9 000 4 Agora escreva o antecessor dos números abaixo. a) 999 1 000 b) 1 999 2 000 c) 2 999 3 000 d) 3 999 4 000 e) 4 999 5 000 f) 5 999 6 000 g) 6 999 7 000 h) 7 999 8 000 i) 8 999 9 000 5 Escreva, em ordem crescente, os números abaixo. 2 090; 2 009; 2 900; 2 999; 2 099; 2 909; 2 990 2 009, 2 090, 2 099, 2 900, 2 909, 2 990 e 2 999 6 Descubra a regra e complete cada sequência com mais cinco números. a) 1 994 1 995 1 996 1 997 1 998 1 999 2 000 2 001 b) 4 093 4 094 4 095 4 096 4 097 4 098 4 099 4 100 c) 5 965 5 966 5 967 5 968 5 969 5 070 5 071 5 072 7 Escreva o número que está entre: a) 3 000 3 001 3 002 b) 2 049 2 050 2 051 c) 5 209 5 210 5 211 d) 7 998 7 999 8 000 8 Escreva o número três mil cento e sessenta usando algarismos e, em se- guida, represente-o de acordo com a legenda. 3 160 LEGENDA cubo grande placa barra cubinho (1 000) (100) (10) (1) DA E Vinte e nove .29 Orientações As atividades desta página desti- nam-se a dar oportunidade aos alunos de observar regularidades na escrita dos números (EF04MA01). Atividades complementares Caso a escola disponha de internet e equipamentos como computadores ou tablets, proponha aos alunos que, em duplas, explorem as atividades apresentadas na ferramenta “classes e ordens” (disponível em: http://www. hypatiamat.com/classeseordens/cl2/ classeseordensnvh2.html; acesso em: 8 jul. 2021). Há uma seleção diversifi- cada de atividades que exploram leitu- ra, escrita, composição, decomposição, comparação de números, entre outras. Outra sugestão é pedir aos alunos que façam a atividade em grupos ou indivi- dualmente, caso seja possível projetar a tela do computador na lousa. manual do professor | 73 http://www.hypatiamat.com/classeseordens/cl2/classeseordensnvh2.html http://www.hypatiamat.com/classeseordens/cl2/classeseordensnvh2.html http://www.hypatiamat.com/classeseordens/cl2/classeseordensnvh2.html 1 Sem armar contas, responda às questões. a) Quanto falta para 1 965 chegar a 1 999? E para chegar a 2 000? b) Quanto falta para 2 958 chegar a 2 999? E para chegar a 3 000? c) Quanto falta para 1 823 chegar a 1 999? E para chegar a 2 000? 34 35 41 42 176 177 CÁLCULO MENTAL Quanto falta para 1 964 chegar a 2 000? Ah... eu faço assim, veja Para 1 964 chegar a 1 999 faltam 35... 1 9 6 4 1 9 9 9 Depois, somo mais 1 unidade e chego a 2 000 Ou seja, para 1 964 chegar a 2 000 faltam 36. 1 964 + 35 + 1 = = 1 999 + 1 = 2 000 Al ex an de r S an to s Al ex an de r S an to s Al ex an de r S an to s+3 +5 Trinta 30 Orientações É importante explorar com os alu- nos este texto, no qual é apresenta- da uma estratégia de cálculo mental, para verificar se eles compreenderam os passos e se são capazes de aplicá-los em outra situação. 74 2 Quanto falta para a quantidade representada abaixo chegar a 2 000? Faltam 3 placas e 9 barras, ou seja, 390 unidades. Pico da Neblina, localizado na Serra Imeri, norte do estado do Amazonas, 2012. TRABALHANDO COM... Ri ca rd o A zo ur y/ Pu ls ar Im ag en s DA E Trinta e um .31 1 Observe o quadro e depois faça o que se pede. ALTITUDE APROXIMADA DOS PONTOS CULMINANTES DO BRASIL NOME LOCALIDADES ESTADO ALTITUDE APROXIMADA Pico da Neblina Serra Imeri Amazonas 2 995 m Pico 31 de Março Serra Imeri Amazonas 2 974 m Pico da Bandeira Serra do Caparaó Espírito Santo 2 891 m Pico do Cristal Serra do Caparaó Minas Gerais 2 769 m Pico da Pedra da Mina Serra da Mantiqueira Minas Gerais 2 798 m Pico das Agulhas Negras Serra do Itatiaia Rio de Janeiro 2 791 m Fonte: Geociências: IBGE revê as altitudes de sete pontos culminantes. Agência IBGE Notícias, Rio de Janeiro, 26 fev. 2016. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/15275-geociencias- ibge-reve-as-altitudes-de-sete-pontos-culminantes. Acesso em: 19 abr. 2021. a) Qual dos pontos tem a altitude mais próxima de 3 000 metros? Pico da Neblina. b) Qual dos pontos tem altitude acima de 2 900 e abaixo de 2 990 metros? Pico 31 de Março. c) Escreva por extenso a altitude mais pró- xima de 2 800 metros. Dois mil setecentos e noventa e oito metros. Orientações Peça aos alunos que apresentem oralmente suas estratégias para resol- ver a atividade 2. manual do professor | 75 DECOMPOSIÇÃO NA FORMA POLINOMIAL Veja a decomposição do número 3 645: • em ordens: 3 UM + 6 C + 4 D + 5 U ; • em unidades: 3 000 + 600 + 40 + 5 ; • na forma polinomial: 3 * 1 000 + 6 * 100 + 4 * 10 + 5 * 1 . ram os algarismos 3, 6, 4 e 5 e o sinal +. Todas representam o mesmo número. A decomposição polinomial é a mais “longa”. Algumas respostas possíveis: Em todas as decomposições aparece- Apenas observando as de- composições polinomiais (isto é, sem compor os números), descubra qual é o maior. O que as decomposições acima têm em comum? E o que têm de diferente? Discuta com os colegas e o professor. 1 Complete cada uma das decomposições do número 4 257. a) Em ordens: 4 UM +2 C + 5 D + 7 U. b) Em unidades: 4 000 + 200 + 50 + 7 . c) Na forma polinomial: 4 * 1 000 + 2 * 100 + 5 * 10 + 7 * 1. 2 De acordo com as decomposições, descubra quais são os números. a) 2 * 1 000 + 3 * 100 + 8 *10 + 6 * 1 = b) 5 * 1 000 + 0 * 100 + 2 *10 + 3 * 1 = c) 6 * 1 000 + 7 * 100 + 0 *10 + 4 * 1 = 3 Escreva três decomposições diferentes para o número 6 902. Algumas respostas possíveis: 6 UM + 9 C + 2 U; 6 × 1 000 + 9 × 100 + 2 × 1; 6 000 + 900 + 2; ou 69 C + 2 U; 69 × 100 + 2 × 1; 3 000 + 3 000 + 500 + 400 + 2. 2 386 5 023 6 704 4 * 1 000 + 7 * 100 + 8 * 10 + 9 * 1 ou 4 * 1 000 + 8 * 100+ 7 * 10 + 9 * 1 X Trinta e dois 32 Orientações A composição de um número na- tural por meio de adições e multiplica- ções por 10, 100, 1 000, dependendo da ordem, é apresentada nesta página como aplicação do princípio posicio- nal do sistema de numeração decimal (EF04MA02). Peça aos alunos que expliquem como pensaram para resolver a seção Desafio. Espera-se que digam que, primeiramente, compararam as uni- dades de milhar (eram iguais), depois compararam as centenas e verificaram que o número do quadro amarelo tem uma centena a mais, o que já é sufi- ciente para provar que é maior, não ne- cessitando comparar as dezenas e as unidades. 3 * 1 000 + 5 * 100 + 2 * 1 3 000 + 5 3 C + 5 D + 2U 3 UM + 5 C + 2U 3 UM + 5 U 3 * 1 000 + 5 * 1 3 000 + 50 + 2 3 * 1 000 + 5 * 10 + 2 * 1 3 000 + 500 + 2 AVALIANDO A APRENDIZAGEM Você pode utilizar a ativi- dade 3 como instrumento para ajudá-lo a verificar se os alunos decompõem nú- meros de diferentes formas. Durante a atividade, circule pela sala de aula a fim de certificar-se de que todos entenderam que devem apresentar três decompo- sições diferentes para o mesmo número, no caso, o número 6 902. É importante destacar que, antes de iniciar a atividade no livro, os alunos já devem ter experimentado diferentes formas de decomposição. Concluída a atividade, pro- mova um momento no qual todos possam apresentar as decomposições que fizeram. Lembre-se de que há inú- meras formas de decompor um número, e muitas serão úteis no cálculo mental e no uso de algoritmos. Caso perceba que alguns alunos ainda têm dificulda- de em decompor números, apresente mais atividades de decomposição, inclusive diferentes representações de um mesmo número para que eles as relacionem. Exemplo: Pinte da mesma cor os cartões que representam os mesmos números. 76 A QUINTA ORDEM DO SND: DEZENA DE MILHAR Carla fez 9 900 pontos em um jogo. Veja esses pontos no quadro de ordens. 4a ORDEM 3a ORDEM 2a ORDEM 1a ORDEM Unidade de milhar Centena Dezena Unidade 9 9 0 0 Se Carla ganhasse mais 100 pontos, ou seja, uma centena, completaria mais uma unidade de milhar. Ficaria, então, com 10 unidades de milhar, o mesmo que 1 dezena de milhar. 10 unidades de milhar é o mesmo que 1 dezena de milhar. ou 1 dezena de milhar é o mesmo que 10 000 unidades simples. Para representarmos essa nova quantidade, ampliamos o quadro de ordens. 5a ORDEM 4a ORDEM 3a ORDEM 2a ORDEM 1a ORDEM Dezena de milhar Unidade de milhar Centena Dezena Unidade 1 0 0 0 0 Lemos: dez mil. No Material Dourado, não há uma peça para representar a dezena de milhar. Se você tivesse de inventar uma, como seria? Uma resposta possível: Seria uma figura que conservaria a proporção entre as peças – por exemplo, uma “barra grande” formada por 10 cubos grandes. Há outras respostas possíveis. Trinta e três .33 Orientações Sugerimos a você que aprovei- te para jogar, novamente, a "batalha dos números" com os alunos, modi- ficando o quadro com o número de ordens que desejar. Peça a eles que procurem em jornais ou revistas nú- meros formados por cinco algarismos e leiam esses números (EF04MA01). manual do professor | 77 1 Complete a sequência até 20 000 seguindo uma regra. 1 000 2 000 3 000 2 Descubra a regra de cada sequência e complete as lacunas. a) 10 001 • 10 002 • 10 003 10 004 • 10 005 • • 10 006 10 007 • • 10 008 10 009 10 010 • 10 011 • • 10 012 10 013 • 10 014 • 10 015 • b) 10 000 • 10 100 • 10 200 • 10 300 10 400 • 10 500 • 10 600 • 10 700 • 10 800 10 900 • • 11 000 11 100 • 11 200 • 11 300 • 11 400 • c) 12 195 • 12 196 • 12 197 12 198 • 12 199 • 12 200 • 12 201 • 12 202 • 12 203 12 204 • • 12 205 12 206 • 12 207 • 12 208 • 12 209 • 3 Escreva o antecessor e o sucessor de cada número. a) 9 998 • 9 999 10 000 • b) 13 098 • 13 099 13 100 • c) 14 499 • 14 500 14 501 • d) 17 999 • 18 000 18 001 • 4 Escreva 23 450, 23 045, 23 399 e 23 499 em ordem crescente. 23 045, 23 399, 23 450, 23 499 O menor número de cinco algarismos é sucessor do maior número de quatro algarismos. Você concorda com a afirmação? Discuta com os colegas e o professor e escreva sua conclusão. Afirmação correta. O menor número de cinco algarismos é o 10 000. Ele é o sucessor do 9 999, que é o maior número de quatro algarismos. 4 000, 5 000, 6 000, 7 000, 8 000, 9 000, 10 000, 11 000, 12 000, 13 000, 14 000, 15 000, 16 000, 17 000, 18 000, 19 000, 20 000 5 Escreva o que cada seta está indicando. a) + 1 24 346 24 347 b) + 100 24 346 24 446 c) + 1 000 24 346 25 346 Trinta e quatro 34 Orientações Nas atividades 1 e 2, verifique se os números acrescentados à sequência obedecem à regra percebida pelo aluno. Sugerimos a você que reproduza um quadro de ordens na lousa e desa- fie os alunos a explicar aafirmação da seção Defenda sua ideia. Se achar necessário, peça a eles que coloquem os números no quadro de ordens para determinar em que ordem houve o acréscimo (EF04MA01). 78 Vista aérea do Estádio Governador Plácido Castelo. Fortaleza, Ceará, 2013. Ru be ns Ch av es /P ul sa r I m ag en s Ponte Presidente Costa e Silva (conhecida como Ponte Rio Niterói). Rio de Janeiro, 2018. A. PA ES /S hu tte rs to ck .co m Trinta e cinco .35 LEITURA DE NÚMEROS O Estádio Governador Plácido Castelo, co- nhecido como Castelão, foi o primeiro estádio a ficar pronto para a Copa do Mundo de Futebol de 2014. Ele fica na cidade de Fortaleza, no Ceará. Tem 67 037 lugares e 1 750 vagas para esta- cionamento. Fonte: Arena Castelão. Football 1863, [s. l.], 10 nov. 2 011. Disponível em: http://football1863.blogspot.com.br/2011/09/arena-castelao.html. Acesso em: 19 abr. 2021. Veja como lemos alguns números que aparecem no texto: 67 037 sessenta e sete mil e trinta e sete 1 750 mil setecentos e cinquenta 1 Escreva como se lê cada número a seguir. a) 24 351 b) 38 602 c) 67 049 vinte e quatro mil trezentos e cinquenta e um trinta e oito mil seiscentos e dois sessenta e sete mil e quarenta e nove 2 Escreva usando algarismos. a) cinquenta e um mil e setecentos 51 700 b) doze mil e um 12 001 c) setenta mil duzen- tos e seis 70 206 3 Dada a decomposição polinomial, componha o número e escreva-o por ex- tenso. 5 * 10 000 + 2 *1 000 + 7 * 100 + 4 * 10 = cinquenta e dois mil setecentos e quarenta 4 A extensão da Ponte Rio-Niterói, que fica no estado do Rio de Janeiro, é de 13 290 metros. Escreva como se lê o número 13 290. treze mil duzentos e noventa 52 740 Orientações Peça aos alunos que observem como foram feitas as leituras dos nú- meros 67 037 e 1 750, discutam so- bre o assunto e tirem suas conclusões (EF04MA01). Auxilie-os se necessário. Espera-se que cheguem à conclusão de que, para lermos um número formado por quatro ou cinco algarismos, começamos a lei- tura pela classe superior, nesse caso, a classe de milhar, acrescentando a pala- vra mil, e finalizamos lendo a classe das unidades simples. AVALIANDO A APRENDIZAGEM A atividade 3 pode ser utilizada como instrumento para ajudá-lo a verificar se os alunos são capazes de compor números dada sua decomposi- ção polinomial. Após todos responderem, pro- mova um momento no qual os alunos expliquem como pen- saram para responder. Dentre várias possíveis respostas, eles podem dizer, por exemplo, que armaram a conta: 50 000 + + 2 000 + 700 + 40; ou que colocaram o 7 na dezena de milhar, por causa da multi- plicação por 10 000, o 2 na unidade de milhar, por causa da multiplicação por 1 000, o 7 na centena, por causa da multiplicação por 100, e o 4 na dezena, por causa da multipli- cação por 10. Caso perceba que eles ainda têm dúvidas em relação à decomposição polinomial e à composição de um número segundo essa abordagem, desenvolva mais atividades similares utilizando outros materiais de apoio, como o ábaco ou fichas coloridas. Um bom recurso é pedir aos próprios alunos que elaborem situações de composição ou de decomposição e resolvam ou deem para um colega resolver. É importante propor esse tipo de atividade sempre que o trabalho com o SND for expan- dido para ordens superiores. manual do professor | 79 a) b) 13290 0 90 200 3 000 10 000 32019 9 10 0 2 000 30 000 Ilu st ra Ca rt oo n Trinta e seis 36 O lixo é um problema que a sociedade precisa enfrentar e resolver. A concessionária responsá- vel pela manutenção da Ponte Rio-Niterói recolhe, mensalmente, uma quantidade de lixo equivalente a 330 caixas-d’água de 1 000 litros. Fonte: Chico Otávio; Bruno Góes. Travessia: Ponte Rio-Niterói, 40 anos. O Globo, Rio de Janeiro, [2014]. Infográficos. Disponível em: https://infograficos.oglobo.globo.com/pais/ponte-rio-niteroi.html. Acesso em: 19 abr. 2021. Discuta com os colegas e responda às questões. a) Se você fosse funcionário dessa concessionária, que sugestão daria para tentar reduzir a quantidade de lixo recolhido na Ponte Rio-Niterói? Resposta pessoal. b) O lixo não é um problema apenas local, e sim mundial. O que alunos, respon- sáveis, professores e funcionários de sua escola estão fazendo ou podem começar a fazer para diminuir a quantidade de lixo produzido na escola? Resposta pessoal. 5 Observando o número 49 678, responda às questões. a) Que algarismo ocupa a ordem das dezenas de milhar? Quantas unida- des esse algarismo representa nesse número? O algarismo 4. Representa 40 000 unidades. b) Que ordem o algarismo 6 ocupa? Quantas unidades ele representa? Ocupa a ordem das centenas simples; representa 600 unidades. c) Qual é o valor de cada algarismo de acordo com a posição que ele ocu- pa nesse número? 6 Indique o valor posicional de cada um dos algarismos dos números a seguir. 4 → 40 000; 9 → 9 000; 6 → 600; 7 → 70; 8 → 8 Orientações Pergunte aos alunos, na ativida- de 6, que número será obtido se, em cada item, somarmos os valores posi- cionais dos algarismos por eles encon- trados. É importante eles perceberem que, independentemente do tipo de decomposição, o valor do número se mantém. Muitas vezes utilizamos dife- rentes decomposições em algoritmos para efetuar operações, sem, contudo, alterar o valor do número em questão (EF04MA02). É interessante aproveitar a oportu- nidade para, além de discutir sobre a produção do lixo na escola, lançar uma campanha de redução do uso de copos descartáveis, de adoção da impressão frente e verso do papel etc. Caso essa maneira de utilizar o papel não seja possível, outras opções seriam reaproveitá-lo para desenho ou rascu- nho ou montar uma oficina de papel reciclado na escola. Você pode encon- trar facilmente vídeos na internet com o passo a passo de como fazer papel reciclado. 80 7 Decomponha os números a seguir em ordens e indique os valores relativos dos algarismos. Veja o exemplo: 12 400 = 1 DM + 2 UM + 4 C = 10 000 + 2 000 + 400 decomposição em ordens valores relativos dos algarismos a) 23 060 b) 8 703 c) 19 045 A SEXTA ORDEM DO SND: CENTENA DE MILHAR Para colocarmos o número 100 000 (cem mil) no quadro de ordens, pre- cisamos indicar a sexta ordem: a centena de milhar. Veja a seguir. CLASSE DOS MILHARES CLASSE DAS UNIDADES SIMPLES 6ª ordem 5ª ordem 4ª ordem 3ª ordem 2ª ordem 1ª ordem Centena Dezena Unidade Centena Dezena Unidade 1 0 0 0 0 0 2 DM + 3 UM + 6 D = 20 000 + 3 000 + 60 8 UM + 7 C + 3 U = 8 000 + 700 + 3 1 DM + 9 UM + 4 D + 5 U = 10 000 + 9 000 + 40 + 5 1 Escreva os números abaixo por extenso e no quadro de ordens. a) 154 800 b) 108 540 c) 180 504 CLASSE DOS MILHARES CLASSE DAS UNIDADES SIMPLES 6ª ordem 5ª ordem 4ª ordem 3ª ordem 2ª ordem 1ª ordem Centena Dezena Unidade Centena Dezena Unidade 1 5 4 8 0 0 1 0 8 5 4 0 1 8 0 5 0 4 cento e cinquenta e quatro mil e oitocentos cento e oito mil quinhentos e quarenta cento e oitenta mil quinhentos e quatro Trinta e sete .37 Orientações Sugerimos a você que peça aos alu- nos que procurem em livros, jornais e revistas números formados por seis algarismos e os leiam (EF04MA01). manual do professor | 81 2 Usando os algarismos 7, 3, 1, 5, 8 e 4, forme o maior número par. 875 314 1 Com os algarismos 7, 4, 8, 0 e 5, sem repeti-los, forme o menor número possível de cinco algarismos e escreva como se lê esse número. 40 578: quarenta mil quinhentos e setenta e oito 2 Utilizando algarismos diferentes, escreva o maior e o menor número com cinco ordens. 3 Descubra a regra e escreva os próximos sete números da sequência. 10 000 20 000 30 000 98 765 e 10 234 1 3 51 CM DM CUM D U CM DM CUM D U 3 2 1 6 0 CM DM CUM D U 1 2 0 0 0 0 Li m Ch ew Ho w/ Sh ut te rs to ck .co m Fe rnan do Fa vo re tto /C ria r I m ag em 40 000, 50 000, 60 000, 70 000, 80 000, 90 000, 100 000 Ilu st ra çõ es : D AE Trinta e oito 38 O ÁBACO Você sabia que o ábaco é a mais antiga máquina de calcular? Na China, ele é chamado de suanpan, que significa “prato de cálculo”, e há registros dele desde o século XIV. No Japão, no século XVII, o ábaco chinês foi modificado e batizado de soroban. Por volta de 1930, ele sofreu sua segunda adaptação para ade- quar-se às regras do sistema de numeração decimal. Até hoje esse ábaco é utilizado no Japão, onde são rea- lizados campeonatos de soroban para descobrir quem é o mais rápido para fazer contas. Há também ábacos criados para uso escolar. Sua repre- sentação no papel pode ser útil. Veja ao lado: Em um ábaco podemos representar números e realizar operações. Veja alguns números que Eduardo representou em ábacos. Atividades complementares ½ Construção de um ábaco Material: • 1 embalagem de ovos vazia; • 6 palitos de churrasco; • argila ou pedaços de isopor; • contas ou macarrão do tipo “pa- dre nosso”; • caneta permanente. Como montar 1. Posicione a caixa como mostra a fi- gura 1 e escreva as ordens com ca- neta permanente. 2. Com a tampa da caixa virada para baixo, coloque um pouco de argila ou isopor para sustentar os palitos de churrasco, como mostra a figura 2. 3. Feche a caixa mantendo a tampa voltada para baixo. 4. Coloque os palitos nas posições indicadas. 5. Certifique-se de que os palitos atin- giram a base de argila, como na figura 3. 6. Espere a argila secar. 7. Após a secagem, seu ábaco está pronto! Use contas ou o macarrão do tipo “padre nosso” para representar os nú- meros e operar com eles. Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3 Orientações Na resposta da seção Desafio, verifique se, para formar um número com cinco algarismos, os alunos desconsideram os for- mados com o zero na ordem das dezenas de milhar. Caso sua escola disponibilize internet e equipamentos digi- tais, proponha aos estudantes explorações orientadas de ábacos em meio digital. No link a seguir, você encontra um ábaco virtual gratuito: https://www.nossoclubinho.com.br/abaco-virtual-2-0/ (acesso em: 13 jul. 2021). Ilu st ra çõ es : F ot os : D ot ta 82 https://www.nossoclubinho.com.br/abaco-virtual-2-0/ 1 Descubra que números estão representados nos ábacos. a) CM DM CUM D U b) CM DM CUM D U 152 493 271 040 1 Veja o que Eduardo fez em um ábaco desenhado por ele. Representou um número utili- zando tracinhos azuis. Depois acrescentou alguns tra- cinhos em vermelho para represen- tar outro número no mesmo ábaco. a) Que número Eduardo representou em azul? b) Que número ele representou em vermelho? c) Juntando os tracinhos azuis e vermelhos, que número ficou repre- sentado? d) Que conta Eduardo realizou utilizando o ábaco? 31 254 1 312 32 566 2 Pinte da mesma cor as fichas da sentença e de seu resultado. 267 038 + 100 267 038 - 10 267 038 + 10 000 267 038 - 1 000 277 038 266 038 267 028 267 138 268 038 Cor A Cor A Cor B Cor B Cor C Cor C Cor D Cor D 31 254 + 1 312 = 32 566 Ilu st ra çõ es : D AE Ilu st ra çõ es : Re in al do V ig na ti Trinta e nove .39 Atividades complementares ½ Sugestões de atividades com o ábaco 1. Faça um ditado de números, mas, em vez de escrever por extenso ou com algarismos indo-arábicos, os alunos devem representar nos ábacos os números ditados. 2. Peça a eles que, em duplas, represen- tem seis números diferentes nos ába- cos e os deem para outra dupla des- cobrir que números são. Apresente condições como: estar dentro de um intervalo numérico (por exemplo, entre 30 000 e 50 000); ser par ou ímpar; ter ou não algarismos repe- tidos; ser múltiplo de determinado número etc. (EF04MA01). 3. Peça aos alunos que representem o próximo número de determinada sequência. Por exemplo: 2 360, 2 365, 2 370, 2 375. 4. Peça que representem o número 99 999 no ábaco e, depois, acres- centem mais uma unidade. Antes de fazerem as trocas necessárias para obter o resultado (100 000), desa- fie-os a descobrir qual será ele. Em seguida, peça que façam as trocas até obter, no ábaco, esse resultado. ½ Desafios com o uso do ábaco Com apenas 15 peças, qual é o maior número ímpar que pode ser re- presentado no ábaco? 950 001 Com apenas 5 peças, que números entre 200 e 300 podem ser representa- dos? 203, 212, 221 e 230 Sem utilizar o mesmo número de peças em cada haste do ábaco, qual é o maior número de seis ordens que pode ser formado? E o menor? 987 654 e 102 345 Orientações Na atividade 2, apresentamos, propositalmente, quatro contas e cinco números como opções de resposta. Dessa forma, o aluno terá de pensar até o final da atividade, não bastando resolver apenas três contas (EF04MA03). manual do professor | 83 Quarenta 40 JOGO DO VALOR POSICIONAL Material: • caixa de ovos; • grãos de feijão. Como fazer Recorte ao meio a caixa de ovos e coloque diante dela o nome abre- viado das seis primeiras ordens do SND, como mostra a imagem acima. Como jogar Cada jogador lança 9 grãos de feijão, de uma só vez, na direção da caixa. Depois conta os pontos de acordo com os lugares em que os grãos caírem. Veja, como exemplo, a jogada de Letícia. Ela acertou 7 grãos na caixa, e 2 caíram fora. Letícia marcou 131 020 pontos. Quem vence? Vence quem, em quatro jogadas, fizer o maior número de pontos. 1 De acordo com as regras do jogo anterior, indique os pontos. a) b) c) d) e) f) g) h) 1 10 100 1 000 10 000 100 000 4 202 210 401 Re na to Ci ro ne Re na to Ci ro ne Re na to Ci ro ne Re na to Ci ro ne Re na to Ci ro ne Re na to Ci ro ne Re na to Ci ro ne Re na to Ci ro ne Re na to Ci ro ne Re na to Ci ro ne Orientações Como em todo jogo, é fundamen- tal que as regras, tanto do desenvol- vimento como da conduta dos joga- dores, sejam definidas e aceitas por todos os participantes antes de iniciar a primeira jogada. Como é um jogo que apresenta materiais frágeis e pe- quenos, é importante que todos te- nham cuidado para não amassar nem quebrar a caixa, tampouco perder os feijões, e que esperem com paciência e atenção sua vez de jogar. Seria interessante que os alunos jo- gassem antes de realizar as atividades e considerassem o jogo na sala de aula uma oportunidade de aprender de for- ma prazerosa, e não uma competição para “mostrar quem é o melhor”. 84 1 Ana acertou os 9 grãos na caixa, mas não conseguiu chegar à maior pontuação possível. Ela fez mais de 800 000 pontos. Quantos pontos ela pode ter conseguido? 800 001, 800 010, 800 100, 801 000 ou 810 000 2 Pedro acertou 6 grãos na caixa. Sabendo que os 6 grãos caíram na classe dos milhares e a pontuação obtida é maior que 400 000 e menor que 500 000, quantos pontos ele pode ter obtido? 402 000, 411 000 ou 420 000 3 Alice acertou 5 grãos na caixa. Sabendo que o resultado ficou entre 1 200 e 1 500, quantos pontos ela pode ter conseguido? 1 202, 1 211, 1 220, 1 301, 1 310 e 1 400 2 Veja as jogadas de Pedro e depois faça o que se pede 1a jogada 3a jogada 2a jogada 4a jogada a) Em que jogada ele obteve o menor número de pontos? b) Quantos pontos ele obteve em cada jogada? c) Discuta com os colegas e o professor sobre como você pensou para chegar às respostas anteriores. 3 Se todos os 9 grãos caírem dentro da caixa, qual é a maior pontuação possível de se obter? E a menor? Maior: 900 000; menor: 9. Na 4a jogada. 1 231, 21 010, 3 400 e 540 Resposta pessoal. Quarenta e um .41 Re na to Ci ro ne Re na to Ci ro ne Re na to Ci ro ne Re na to Ci ro ne Orientações Para responder ao item a da ati- vidade 2, os alunos não precisam calcular os pontos obtidos em cada jogada. É importante que eles perce- bam a estratégia de comparar as dis- posições dos grãos nas caixas. Quanto menor/maior for o número de grãos nas casas mais àda solução de uma situação, procurando chegar a um consenso; • discutir as dúvidas; • saber explicitar o próprio pensamento, persis- tindo na construção de ideias próprias; • tentar compreender as soluções ou o pensa- mento alheios, reconhecendo quando estes fa- zem sentindo, incorporando-os. Na função de organizador da aprendizagem, além de conhecer as condições socioculturais e a com- petência cognitiva dos alunos, cumpre ao professor adotar práticas pedagógicas que efetivamente pro- piciem o desenvolvimento da numeracia – conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes relaciona- das com a Matemática (BRASIL, 2019, p. 51) –, que possibilitem aos estudantes lidar com informações matemáticas e resolver problemas da vida cotidia- na. Se você espera, por exemplo, que o aluno as- suma uma atitude de solucionador de problemas, seja curioso e investigativo na busca de soluções e estratégias próprias de resolução e empenhe-se em estabelecer relações entre o que já sabe e o que está aprendendo, deve propor atividades que exijam essas posturas, no lugar de passividade e respostas únicas e padronizadas. Ao procurar oferecer condições para que todos os alunos tenham acesso às informações que sozinhos não teriam meios de obter, o professor deve assumir também o papel de consultor, orientando-os nos ca- minhos a seguir, oferecendo materiais, textos etc. En- tretanto, é possível que algumas vezes você não tenha as informações para transmitir aos alunos ou não sai- ba como obtê-las, uma condição natural ocasionada pelos limites da formação inicial para o exercício do magistério. Esse será, então, um dos momentos em que, reconhecendo o aspecto contínuo e permanente do processo de formação docente, você assumirá ou- tro papel exigido por sua função: o de eterno aprendiz. Entre tantos outros papéis, ainda podemos desta- car o de mediador, ao promover a mediação da cons- trução da aprendizagem pelos alunos e a confrontação de suas respostas, oferecendo condições nas quais cada aluno possa intervir para expor soluções, ques- tionar ou contestar, desenvolvendo o raciocínio lógico- -matemático. Merece destaque, ainda, o papel desem- penhado no acompanhamento da aprendizagem dos alunos, na identificação de seus ganhos, conquistas e evoluções, bem como das dificuldades apresentadas e a consequente necessidade de apoio. Não podemos deixar de ressaltar a importância de um bom planejamento para o alcance das expectati- vas de aprendizagem estabelecidas para o desenvol- vimento dos conceitos e procedimentos matemáticos e das habilidades de numeracia. Veja a seguir alguns aspectos que, se você considerar, podem contribuir para o sucesso de sua prática pedagógica. • Ter clareza dos objetivos a serem atingidos com uma atividade, explicitando-os também para os alunos. • Selecionar e tratar os conteúdos em concor- dância com o momento do processo de ensino e aprendizagem em que os alunos se encon- tram, de modo que a atividade não se torne muito difícil nem muito fácil, para não interferir negativamente no envolvimento deles. • Apresentar as propostas de forma clara, com vocabulário adequado ao nível de compreen- são dos alunos. • Estabelecer um tempo de realização da tarefa adequado ao que ela exige dos alunos. • Planejar a organização do espaço no qual se desenvolverá a atividade, envolvendo os alu- nos nesse planejamento e, sempre que possível, priorizando um ambiente fora da sala de aula. • Propor as atividades em um contexto significa- tivo para os alunos. • Selecionar e oferecer materiais variados. • Determinar os instrumentos que serão utiliza- dos para avaliar o desempenho dos alunos e registrar o caminho por eles percorrido. Finalmente, voltando a considerar as exigências atuais da sociedade, é indiscutível a necessidade do uso de computadores ou outras tecnologias digitais pelos alunos como instrumentos de aprendizagem. Novas linguagens e recursos, novas formas de comu- nicar e conhecer precisam ser incorporadas ao currí- culo como objetos de aprendizagem. Apresenta-se aí mais um desafio para a escola, que precisa ser en- frentado: contar com profissionais capacitados para essa empreitada e com a disponibilidade de disposi- tivos tecnológicos para alunos e professores. Tanto a inclusão digital dos alunos quanto a possibilidade do desenvolvimento cognitivo deles, devido ao caráter lógico-matemático desses dispositivos, justificam o investimento em estudos nessa área. 8 AVALIAÇÃO FORMATIVA Há alguns anos, os estudos e as políticas sobre avaliação da aprendizagem têm questionado o ca- ráter excessivamente quantitativo e classificatório e, por conseguinte, excludente da avaliação escolar, propondo, em contrapartida, a adoção de uma prá- tica avaliativa inovadora e inclusiva, condizente com as imposições da sociedade contemporânea. Nes- se sentido, e em conformidade com as concepções teóricas de avaliação da aprendizagem atualmente defendidas, a BNCC aponta, dentre o conjunto de decisões que caracterizam o currículo em ação, a construção e a aplicação de procedimentos de ava- liação formativa. Considerada parte integrante do processo de ensino e aprendizagem, a avaliação formativa pode ser definida como aquela que, por meio do acom- panhamento constante do desenvolvimento do aprendizado do aluno, fornece informações sobre seus avanços e dificuldades. Com base nisso, o do- cente pode decidir dar continuidade ou mudar suas intervenções, agindo na busca da aprendizagem do aluno. Por reconhecermos o conjunto de práticas pertinentes a esse modelo de avaliação adequado e favorável ao desenvolvimento de nossa propos- ta metodológica, esta é a forma de avaliação que adotamos. A avaliação do aluno, a ser realizada pelo pro- fessor e pela escola, é redimensionadora da ação pedagógica e deve assumir um cará- ter processual, formativo e participativo, ser contínua, cumulativa e diagnóstica. (BRASIL, 2013, p. 123). Cumprindo sua função diagnóstica, a avaliação formativa deve ser o ponto de partida do processo de ensino e aprendizagem, com a elaboração de um diagnóstico do que o aluno já sabe de determina- do assunto. Por isso, iniciamos cada capítulo com atividades na seção Mostre o que você sabe, por meio das quais tanto o aluno quanto você podem avaliar as ideias dele sobre alguns aspectos do as- sunto a ser abordado. Analisando as respostas dos alunos às questões dessa atividade, ou de outras que devem ser sugeridas de acordo com a realidade da turma, você obterá informações que o ajudarão no planejamento e direcionamento das atividades propostas. Outra característica fundamental da avaliação formativa é ser contínua, devendo ocorrer durante todo o processo e não se restringir aos diagnósticos inicial e final. Essa avaliação possibilita que você co- nheça melhor o aluno, faça intervenções e procure evitar que dúvidas e erros se acumulem e impeçam o progresso dele. Por isso, ao longo deste manual, dentre as atividades do Livro do Estudante, você en- contra algumas identificadas para esse fim. Próximo a elas, na parte destinada às orientações, também informamos o que se pretende avaliar em tais ativi- dades, e são apresentadas sugestões de interven- ções didáticas com vistas à superação das possíveis dificuldades discentes. A avaliação formativa também precisa ser ampla e coerente com os objetivos propostos. Assim, é im- portante que a forma de avaliar esteja em harmonia com a de ensinar e não se restrinja à busca da res- posta certa, obtida em um exercício ou teste. Abran- gendo muito mais que o ato de “medir”, deve incluir a percepção sobre o aluno em todos os aspectos, como o desenvolvimento de atitudes, a aquisição de conceitos e o domínio de procedimentos. Podemos considerar, então, que saber como o aluno constrói e adquire os conceitos, utiliza os procedimentos e resolve uma situação-problema é mais importante do que apenas registrar ou não a resposta certa. Logo, explicaçõesesquerda das caixas, menor/maior será o número obtido (EF04MA01). Proponha aos alunos que, em du- plas, elaborem novos desafios usando o contexto do jogo e os deem para outra dupla resolver. manual do professor | 85 TRABALHANDO COM... No bairro de Eduardo, as crianças estão juntando latinhas com o objetivo de vendê-las e, com o dinheiro, comprar brinquedos e jogos para a creche comunitária. O gráfico abaixo indica a quantidade de latinhas que elas con- seguiram juntar em cada mês. QUANTIDADE DE LATINHAS POR MÊS março abril maio junho Cada representa 10 000 latas. Observando o gráfico, responda: 1 A imagem da lata cortada corresponde à metade da lata inteira. Quantas latas a imagem da lata cortada representa? 2 Quantas latas as crianças conseguiram juntar em cada mês? a) março: b) abril: c) maio: d) junho: 3 Em que mês conseguiram juntar mais latas? 4 No total, quantas latas eles juntaram nos meses de março e abril? 5 E nos meses de maio e junho? 6 Se em agosto eles conseguirem juntar o dobro do que juntaram em junho, como ficará a representação dessa quantidade no gráfico? Agosto: desenho de 5 latinhas. 7 Elabore mais uma pergunta sobre o gráfico e entregue a um colega para ele responder. Depois, verifique se ele acertou. 5 000 latas 30 000 latas 40 000 latas 35 000 latas 25 000 latas Abril. 70 000 60 000 Resposta pessoal. Al ex an de r S an to s Al ex an de r S an to s Al ex an de r Sa nt os Quarenta e dois 42 Orientações O gráfico desta página é um gráfi- co pictórico, pois há um ícone que re- presenta determinada quantidade; no caso, cada lata representa 10 000 latas. Ele é utilizado para trabalhar a con- tagem com milhares exatos, valorizan- do as operações sem o auxílio do algo- ritmo (EF04MA27). Atividades complementares Exemplos de algumas perguntas que podem ser elaboradas na ativida- de 7 (EF04MA03). • Quantas latas as crianças conse- guiram juntar nos quatro meses? 130 000 latas • De março para abril, a arrecada- ção de latas aumentou ou dimi- nuiu? Aumentou. • De abril para maio, a arrecadação de latas aumentou ou diminuiu? Diminuiu. • De maio para junho, a arreca- dação aumentou ou diminuiu? Diminuiu. • Em qual mês o número de latas arrecadado superou o do mês an- terior em 10 000 unidades? Abril. 86 O SISTEMA DE NUMERAÇÃO ROMANO Os romanos também criaram o próprio sistema de numeração. Até hoje, a numeração romana é utilizada em algumas situações. Veja os símbolos utilizados no sistema de numeração romano: I um V cinco X dez L cinquenta C cem D quinhentos M mil Utilizando apenas os símbolos I, V e X, podemos representar números até 39. Para isso, precisamos conhecer algumas regras desse sistema. Os símbolos I e X podem ser repetidos até 3 vezes. Assim, temos as se- guintes possibilidades: II – doisI – um III – três XX – vinteX – dez XXX – trinta Quando I, II e III estão à direita de V ou de X, fazemos uma adição entre seus valores. Exemplos: XII – doze (10 + 2)VII – sete (5 + 2)VI – seis (5 + 1) VIII – oito (5 + 3) Ao colocarmos o símbolo I à esquerda de V ou de X, fazemos uma sub- tração entre seus valores. Exemplos: IX – nove (10 – 1) IV – quatro (5 – 1) Os demais números formam-se usando a decomposição em unidades. Exemplos: XXIII – vinte e três (20 + 3) XIV – catorze (10 + 4) XXXIX – trinta e nove (30 + 9) m ar ve llo us wo rld / iS to ck ph ot o. co m Ed ua rd o B el m iro Ig or D ol go v/ Dr ea m st im e. co m Quarenta e três .43 Orientações O sistema de numeração romano é apresentado aqui com o objetivo de proporcionar ao aluno a oportunidade de, ao conhecê-lo, observar semelhan- ças e diferenças entre ele e o sistema de numeração decimal, uma vez que o primeiro ainda é utilizado para diversas finalidades. manual do professor | 87 1 Escreva de 1 a 20 utilizando a numeração romana. I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX 2 Que números estão representados? a) VII b) XI c) XXXII d) XXVIII e) XVI f) XIV g) XIX h) XXVII i) XXX 3 Descubra a regra e continue cada sequência utilizando a numeração romana. a) II; IV; VI – VIII – X – XII – XIV – XVI – XVIII - XX b) XXXV; XXX; XXV – XX – XV – X – V 4 Joana está lendo o capítulo vinte de um livro. Utilizando a numeração roma- na, escreva: a) o número do capítulo que Joana está lendo: ; b) o número do capítulo anterior: ; c) o número do próximo capítulo: . 7 11 32 28 16 14 19 27 30 XX XIX XXI 1 Observe os números escritos usando o sistema de numeração romano: a) Que números estão representados acima? b) O que eles têm em comum? E de diferente? Resposta possível: São números formados pelos mesmos símbolos, mas em posições diferentes. 2 Utilizando somente os símbolos X e I, qual é o maior número que pode ser representado no sistema de numeração romano? 3 Sabendo que, ao colocarmos X à esquerda de L e de C, fazemos uma subtração entre seus valores, descubra que números estão represen- tados abaixo. a) XL b) XC 26 e 24 XXXIX quarenta noventa XXVI XXIV Quarenta e quatro 44 Orientações Sugira aos alunos que façam um le- vantamento de todas as situações nas quais se usa o sistema romano, trazen- do exemplos para a sala de aula e apre- sentando-os aos colegas. 88 MONITORAMENTO DA APRENDIZAGEM Observando os objetivos do Capítulo 1, sugere-se o quadro de monitoramento da aprendizagem em ní- veis de desempenho para cada descritor conceitual, procedimental ou atitudinal. DESCRITORES DE DESEMPENHO NÍVEIS DO DESEMPENHO Participa das atividades. A – Participa na maioria das vezes. AR – Participa quando incentivado. NA – Raramente participa. Relaciona-se com respeito e cooperação. A – Na maioria das vezes, sim. AR – Na maioria das vezes, não, mas busca melhorar. NA – Raramente. Age com independência e organização. A – Na maioria das vezes, sim. AR – Age com organização, mas pouca independência. NA – Raramente. Escreve com algarismos números até a ordem das dezenas de milhar. A – Escreve. AR – Escreve a maioria deles. NA – Escreve apenas alguns desses números. Compõe e decompõe números considerando o universo trabalhado. A – Compõe e decompõe. AR – Compõe e decompõe na maioria das vezes. NA – Raramente consegue. Compõe e decompõe números por meio de adições e multiplica- ções por potências de 10 (forma polinomial). A – Compõe e decompõe. AR – Compõe e decompõe na maioria das vezes. NA – Raramente. Compara e ordena números de até cinco algarismos. A – Compara e ordena. AR – Compara e ordena na maioria das vezes. NA – Raramente consegue. Identifica e completa regularidades em sequências numéricas. A – Identifica e completa. AR – Identifica e completa na maioria das vezes. NA – Raramente. Coleta e organiza informações. A – Coleta e organiza muitas vezes e sem ajuda. AR – Coleta e organiza às vezes sozinho ou com ajuda. NA – Raramente. Interpreta e completa tabelas e gráficos pictóricos. A – Interpreta e completa na maioria das vezes. AR – Interpreta e completa, mas em poucos contextos. NA – Raramente Interpreta. LEGENDA: A Apresenta AR Apresenta com restrições NA Não apresenta ainda manual do professor | 89 CONCLUSÃO - CAPÍTULO 1 90 INTRODUÇÃO - CAPÍTULO 2 OBJETIVOS • Resolver situações-problema de adição que envolvem as ideias de juntar e acrescentar. • Resolver situações-problema de subtração que envolvem as ideias de tirar, completar e comparar. • Identificar os termos dessas operações. • Reconhecer a adição e a subtração como operações inversas. • Representar adições e subtrações na reta numérica. • Resolver adições e subtrações empregan- do técnicas de cálculo mental: estender procedimentos para números terminados em zero; decompor os termos dessas ope- rações nos valores relativos de seus alga- rismos ou em outras partes, de forma que facilite o cálculo; alterar minuendos múlti- plos de 100. • Resolveradições e subtrações por estima- tivas, fazendo aproximações para dezenas ou centenas exatas mais próximas. • Utilizar o algoritmo para realizar adições ou subtrações com trocas, indicando as trocas feitas. • Resolver situações-problema que envol- vem troco. • Resolver situações-problema com uma ou mais operações. • Interpretar tabela de dupla entrada ou grá- fico de barra. • Resolver situações-problema aplicando as relações entre os termos das operações. APRESENTAÇÃO DO CAPÍTULO Apesar de termos iniciado o trabalho com adição e subtração desde o 1? ano, apenas agora, no 4? ano, algumas ideias e procedimentos podem adquirir mais significado para os alunos. Por essa razão, pro- fessor, você precisa observar e analisar as respos- tas deles, a fim de perceber possíveis dúvidas, ainda naturais, e auxiliar e mediar o processo de ensino e aprendizagem. Neste capítulo, propomos uma série de situações-problema para que os alunos tenham a oportunidade de empregar a adição e a subtração em diferentes contextos. Além disso, serão reto- mados outros conteúdos, como o nome dos termos dessas operações, as relações entre esses termos e a ideia de adição e subtração como operações in- versas. A reversibilidade entre essas operações será aplicada não só na resolução de situações-problema mas também na verificação de resultados alcança- dos em cálculos e na reta numérica. No início do ca- pítulo, os alunos terão a oportunidade de aplicar as ideias dessas operações com números maiores, po- dendo, entretanto, realizar os cálculos por meio de estratégias pessoais, sem usar o algoritmo. O obje- tivo principal, com essas atividades, é levar a turma a recordar – ou, só agora, constatar – que diferentes situações, envolvendo diferentes ideias, podem ser resolvidas por meio de uma mesma operação. O emprego e/ou desenvolvimento do cálculo mental é uma capacidade que será muito enfatizada ao longo deste capítulo. Além de utilizar formas pró- prias de resolver os cálculos, os alunos podem lan- çar mão de diferentes estratégias que serão apre- sentadas para fazer adições e subtrações de forma consciente, com a oportunidade de refletir sobre a grandeza dos números envolvidos. 222 a) Quantas prendas a turma 403 já le- vou para a escola? 133 prendas b) Quantas prendas as três turmas le- varam na 1a semana? 119 prendas c) Quantas prendas a turma 402 levou a mais que a 401 na 2a semana? 84 prendas d) Quantas prendas faltam para a tur- ma 401 empatar com a 402? 52 prendas a) 31 + 102 = 133 b) 60 + 28 + 31 = 119 c) 209 - 125 = 84 d) 237 - 185 = 52 Jo sé W ils on M ag al hã es Quarenta e cinco .45 ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO A escola onde Marina estuda organizou uma festa a fim de arrecadar dinheiro para a reforma da quadra de esportes. Veja, na tabela abaixo, o número de prendas que as turmas do 4o ano já leva- ram para a escola. PRENDAS ARRECADADAS PELAS TURMAS DO 4o ANO TURMA 1ª SEMANA 2ª SEMANA 3ª SEMANA 401 60 125 185 402 28 209 237 403 31 102 ****** Fonte: Dados fornecidos pela escola (fictícios). MOSTRE O QUE VOCÊ SABE 1 Responda às perguntas a seguir mostrando como calculou. Alguns cálculos possíveis: Orientações É interessante estimular os alunos a falar o que observaram nas informa- ções da tabela. Por exemplo: • os números da primeira coluna se referem à identificação das turmas; • a segunda e a terceira colunas re- gistram o número de prendas que cada turma do 4? ano levou nas duas primeiras semanas de coleta de prendas; • na última coluna estão os totais de prendas levadas pelas turmas nas duas semanas. Sugerimos estimular os alunos a conversar com os colegas explican- do como pensaram para responder a essas questões. Você pode propor também a eles que, em duplas, criem outras perguntas sobre os dados da tabela; os demais colegas da turma deverão escolher as mais interessantes para responder. Foco na BNCC Habilidades: EF04MA03, EF04MA04, EF04MA05, EF04MA14, EF04MA15, EF04MA25, EF04MA27 e EF04MA28. manual do professor | 91 REVENDO A ADIÇÃO E A SUBTRAÇÃO Resolva as situações-problema a seguir para recordar o que você já co- nhece das operações matemáticas de adição e subtração. 1 Para organizar a festa, os alunos gastaram 15 dias planejando o que fa- riam e 40 dias executando o que planejaram. Quantos dias, então, durou o período de organização da festa? 15 + 40 = 55; 55 dias 2 Das 45 prendas que Francisco levou para o bazar da festa, 24 já foram vendidas. Marque com um X as perguntas que podem ser respondidas usando as informações acima e depois as responda. X Quantas prendas sobraram? 21 prendas Quantas prendas Francisco levou a mais que Luciano? X Quantas prendas de Francisco ainda há no bazar? 21 prendas X O que é maior: o número de prendas vendidas ou o número de pren- das que não foram vendidas? O número de prendas vendidas. 3 Na escola de Marina estudam 488 alunos. Destes, 387 foram à festa. Qua- tos não compareceram? 488 - 387 = 101; 101 alunos 4 A escola já possuía 1 600 reais para a reforma da quadra. Com a festa, conseguiu arrecadar mais 2 100 reais. Quantos reais a escola possui ago- ra para a reforma? 2 100 + 1 600 = 3 700; 3 700 reais 5 O custo da reforma da quadra foi avaliado em 4 000 reais. Quanto os alu- nos e professores ainda precisam arrecadar para pagar a obra? 4 000 - 3 700 = 300; 300 reais SITUAÇÕES-PROBLEMA Quarenta e seis 46 Orientações Estas situações-problema envolvem as operações de adição e subtração (EF04MA03). Ao fazer a atividade 1, os alunos têm a oportunidade de lidar com uma situação em que há excesso de dados. Verifique se eles selecionaram os da- dos necessários para a resolução da situação-problema. Com a atividade 2, os alunos apri- moram a habilidade de interpretação de texto de um problema matemático que apresenta características específi- cas, como linguagem concisa e obje- tiva. Para identificar, entre as pergun- tas apresentadas, as que podem ser respondidas, eles têm de reconhecer a natureza dos dados do problema: prendas levadas por Francisco e pren- das vendidas. É interessante identificarem, tam- bém, que o dado deveria ter sido apresentado no problema para que a pergunta do 2? item pudesse ser res- pondida, ou seja, o número de prendas que Luciano levou para a escola. É importante levar os alunos a ob- servar que, apesar de as perguntas do 1? e do 3? itens serem diferen- tes, as respostas são iguais; e para responder ao 4? item, não é preciso fazer cálculo, pois o mesmo cálculo já foi feito para responder ao 1? e 3? itens (45 - 24 = 21), basta comparar 21 com 24. Atividades complementares A reforma da quadra da escola já começou. Assinale com um X a opção que mostra como se chegou ao número do cartaz ao lado. X Duração total da obra menos o período já trabalhado. Duração total da obra mais o período já trabalhado. Período já trabalhado menos a duração total da obra. Al ex an de r S an to s 92 TERMOS DAS OPERAÇÕES Você já sabe: Adição 1 1 7 4 Parcela + 6 7 3 Parcela 1 8 4 7 Soma ou total Subtração 4 7 3 2 Minuendo - 1 7 1 1 Subtraendo 3 0 2 1 Resto ou diferença 1 Encontre os termos que estão escondidos pelos cartões e indique os cál- culos que você fez para achá-los. a) 7 000 + 400 = soma ou total 7 400 → 7 000 + 400 = 7 400 b) 1a parcela + 1 = 720 719 → 720 - 1 = 719 c) 1 700 + 2a parcela = 1 741 41 → 1 741 - 1 700 = 41 d) 6 610 + 2a parcela = 6 700 90 → 6 700 - 6 610 = 90 2 Agora faça a mesma coisa com a subtração. a) 624 - 24 = resto ou diferença 600 → 624 - 24 = 600 b) minuendo - 999 = 4 000 4 999 → 4 000 + 999 = 4 999 c) 2 032 - subtraendo = 32 2 000 → 2 032 - 32 = 2 000 d) 4 164 - subtraendo = 3 000 1 164 → 4 164 - 3 000 = 1 164 3 Complete as igualdades com as parcelas que faltam. a) 406 + 4 = 400 + 10 b) 425 + 25 = 300 + 150 c) 432 + 0 = 400 + 32 d) 4 + 446 = 444 + 6 4 Complete as igualdades com os subtraendos que faltam. a) 482 +18 = 580 - 80 b) 481 + 9 = 500 - 10 c) 480 - 1 = 579 - 100 d) 479 - 476 = 476 - 473 Quarenta e sete .47 Orientações A nomenclatura aqui utilizada já deve ser do conhecimen- to dos alunos. Apesar disso, não é o foco do ensino, portanto, não a enfatize. Não cobre a memorização desses termos em testes ou pro- vas. O importante é o reconhecimento das relações entre os termos das operações. Eles podem armar os cálculos para resolvê-los. No entanto, incentive-os a calcular mentalmente usando a composição ou a decomposição de números. Ao resolver alguns itens das atividades, os alunos devem considerar a relação entre os termos das operações utilizan- do, quando necessário, as relações entre adição e subtração (EF04MA04). AVALIANDO A APRENDIZAGEM Você pode utilizar as ativida- des 3 e 4 desta página como instrumento para ajudá-lo a verificar se os alunos determi- nam um número desconheci- do que torna verdadeira uma igualdade. É importante lembrar que, antes de propor as atividades no livro, eles já devem ter feito outras atividades para desco- brir o número desconhecido. Enquanto respondem, percorra a sala de aula a fim de certifi- car-se de que todos compreen- deram o que deve ser feito. Concluídas as atividades, pro- mova um momento no qual eles expliquem as estratégias que usaram para completar as igualdades. Caso perceba que alguns apresentam dificuldade em determinar o número que tor- na verdadeira a igualdade, faça perguntas de entendimento usando alguma resposta já dada pelo aluno. Por exem- plo, na letra a, ele pode, por distração, ignorar o “+ 10” e responder, direto, 410. 406 + 4 = 410 + 10 (resposta incorreta) Pergunte: Por que você colo- cou 410 aqui? E quanto é 410 + 10? (Indique o “+ 10”, provavel- mente esquecido.) O resultado desta adição (406 + 4) é o mesmo desta (410 + 10)? Não faça perguntas somente em relação a uma possível resposta errada mas também em relação à resposta correta. Esta ação os auxilia a perceber o equívoco. Nas atividades 3 e 4, ao determi- nar o número desconhecido que torna verdadeira uma igualdade que envolve operações fundamentais com núme- ros naturais, os alunos devem perceber que diferentes sentenças matemáticas podem representar a mesma quantida- de. Essa habilidade é fundamental para desenvolver as bases do pensamento algébrico (EF04MA15). manual do professor | 93 Chamamos de propriedade comutativa da adição a característica de, nessa operação, podermos trocar a ordem das parcelas sem alterar o resultado. Al ex an de r S an to s Respostas pessoais. Quarenta e oito 48 FAZENDO DESCOBERTAS 1a descoberta 1 Complete os termos que faltam para obter igualdades verdadeiras. a) 6 + 82 + = 88 + b) 15 + 75 + = 90 + c) 260 + 17 + = 277 + d) 52 + 45 + = 97 + 2 Verifique se a sentença abaixo é verdadeira ou falsa. Reescreva-a se for falsa. “Uma igualdade deixa de ser verdadeira quando acrescentamos um mesmo número aos dois membros dela.” Falsa. (Uma das respostas possíveis: “Uma igualdade permanece verdadeira quando acrescentamos um mesmo número aos dois membros dela.”) 2ª descoberta 1 Siga as etapas abaixo. a) Arme e resolva cada adição dentro dos quadros azuis. b) Nos quadros rosas, resolva cada adição trocando a ordem das parcelas. 1 964 + 4 015 1 9 6 4 + 4 0 1 5 5 9 7 9 4 0 1 5 + 1 9 6 4 5 9 7 9 2 523 + 454 2 5 2 3 + 4 5 4 2 9 7 7 4 5 4 + 2 5 2 3 2 9 7 7 5 571 + 1 008 5 5 7 1 + 1 0 0 8 6 5 7 9 1 0 0 8 + 5 5 7 1 6 5 7 9 2 O que você pôde observar? Dis- cuta com um colega e registre o que concluíram. Pode-se observar que, trocando a ordem das parcelas, a soma ou o total não se altera. Orientações Com as atividades desta página, es- pera-se que os alunos percebam, por meio de exemplos, que uma igualda- de não se altera ao adicionarmos um mesmo número a seus dois membros (EF04MA14), da mesma forma que uma soma não se altera quando a or- dem das parcelas é trocada. Há infinitas respostas para a ativida- de 1, desde que, em cada igualdade, seja acrescentado o mesmo número nos dois membros dela. Exemplo: 6 + 82 + 24 = 88 + 24 1o membro 2o membro Atividades complementares Proponha que cada aluno escreva em um cartão uma adição ou uma subtração com determinado resulta- do. Por exemplo: 540. Na lousa já está escrito o sinal de igualdade. À esquer- da do sinal, posicione um dos cartões, como a seguir. Depois, pegue o cartão elaborado por outro aluno e posicione-o à direita do sinal de igualdade, mas, desta vez, oculte com sua mão, ou com um pe- daço de papel, uma das parcelas, ou, no caso da subtração, um dos termos, como mostrado a seguir. 330 += Além de auxiliar no entendimento da igualdade, essa atividade promove o compartilhamento de estratégias de cálculo mental. Outra sugestão é pedir que elabo- rem, em duplas, situações de igualdade com valores desconhecidos, depois tro- quem com outra dupla e resolvam-nas. Jo ão P. M az zo co Al in e R iv ol ta 94 ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO: OPERAÇÕES INVERSAS Observando as situações abaixo, podemos perceber por que a adição e a subtração são operações inversas: o que uma faz, a outra desfaz. 1 Responda de acordo com o que você observou acima. a) O total da adição passou a ser que termo da subtração? O minuendo. b) E as parcelas passaram a ser que termos da subtração? O subtraendo e o resto. Se subtrairmos do total de uma adição de duas parcelas uma delas, o re- sultado encontrado será a outra parcela? Justifique sua resposta dando um exemplo. Troque ideias com os colegas e o professor. 2 Complete o que falta. a) 102 112 +10 -10 b) 118 158 +40 -40 c) 1 383 1 283 -100 +100 d) e) 2028 28 -2 000 +2 000 f) 4 790 7 790 +3 000 -3 000 1 630 1 013 -600 +600 No auditório da escola havia 304 alunos. Chegaram mais 21. Ficaram 325 alunos no auditório, porque 304 + 21 = 325. Se, desse total de alunos, 21 saírem do auditório, ficarão 304, porque 325 - 21 = 304. Quarenta e nove .49 Orientações É importante que os alunos perce- bam que a adição e a subtração são operações inversas (EF04MA04) e utilizem essa relação entre elas para responder às questões desta página e às outras que você propuser. Após a leitura do texto pelos alunos, você pode fazer os seguintes questiona- mentos: O total da adição passou a ser que termo da subtração? (O minuendo.) O resto da subtração era que termo da adição? (Uma parcela.) E o que o sub- traendo era na adição? (A outra parcela.) Ao responder à questão da seção Defenda sua ideia, quando o aluno justificar sua resposta com exemplos, você terá a oportunidade de verificar se ele reconhece que a adição e a sub- tração são operações inversas, como em 388 + 2 = 390 e 390 - 2 = 388, por exemplo. É muito importante que o aluno dis- cuta sua resposta e o exemplo apresen- tado com os colegas da turma. Esse tipo de atividade, além de fazê- -lo refletir acerca dos conteúdos abor- dados, desenvolve a habilidade de par- ticipar de discussões, defendendo sua opinião, respeitando a opinião dos co- legas e questionando, se necessário. manual do professor | 95 3 Observe como podemos representar duas operações inversas na reta numérica. Ilu st ra çõ es : A le xa nd er Sa nt os Agora é com você: escreva a sentença matemática correspondente à ope- ração inversa de cada adição ou subtração abaixo e represente-as numa reta numérica. a) 434 + 8 442 - 8 = 434 436433 435 437432 434 439 441438 440 442 b) 528 - 9 519 + 9 = 528 523520 522 524519518 521 526 528525 527 c) 602 - 7 595 + 7 = 602 597594 596 598593 595 600 602599 601592 4 Complete cada linha com o dado que falta e com uma sentença matemá- tica usada para achá-lo. NOME DA PESSOA QUANTO POSSUÍA QUANTO GASTOU QUANTO SOBROU SENTENÇA MATEMÁTICA Carlos 654 reais 450 reais 204 reais 654 - 450 = 204 Márcia 564 reais 100 reais 464 reais 564 - 464 = 100 Leda 546 reais 500 reais 46 reais 500 + 46 = 546 Tiago503 reais 496 reais 7 reais 503 - 7 = 496 399396 398 400395 397 402 404 405401 403 397 + 6 = 403 403 - 6 = 397 Cinquenta 50 Orientações A reta numérica é um ótimo recur- so para o aluno observar a adição e a subtração como operações inversas. Ao representar a adição com setas que in- dicam o deslocamento para a direita, o aluno pode perceber que, para chegar ao número inicial, partindo do número final, deve se deslocar para a esquerda, fazendo uma subtração (EF04MA04). As retas representadas como respos- tas da atividade 3 são sugestões. Se quiser, o aluno pode representar na reta apenas os números envolvidos nas con- tagens, colocar as setas para a direita (adicionando) sempre na parte supe- rior da reta e as setas para a esquer- da (subtraindo) na parte inferior, como apresentamos aqui. Ou pode colocar na parte superior da reta as setas para a esquerda, que indicam subtração, e, na parte inferior, as setas viradas para a direita, que indicam adição. Compreender as relações entre adi- ção e subtração contribui para o de- senvolvimento de procedimentos de cálculo mental. Para completar o quadro da ativi- dade 4, o aluno deve interpretar as si- tuações propostas e perceber que cada quantia representa um termo de uma subtração, assim como a relação entre esses termos. 96 SOMANDO E SUBTRAINDO NÚMEROS TERMINADOS EM ZERO 50 + 40 + 30 = 120 5 dezenas 4 dezenas 3 dezenas 12 dezenas+ + = CÁLCULO MENTAL 1 Efetue as adições abaixo e descubra uma regra. He nr iq ue B ru m a) 5 + 3 = 8 50 + 30 = 80 500 + 300 = 800 5 000 + 3 000 = 8 000 b) 9 + 8 = 17 90 + 80 = 170 900 + 800 = 1 700 9 000 + 8 000 = 17 000 Você sabe o que é fazer conta mentalmente? Eu sei, é calcular sem armar a conta. É só raciocinar. Veja como eu faço! Discuta com os colegas e o professor a regra que você descobriu na atividade 1. 2 Nestas subtrações também há uma regra. Descubra-a. a) 4 - 2 = 2 40 - 20 = 20 400 - 200 = 200 4 000 - 2 000 = 2 000 b) 11 - 3 = 8 110 - 30 = 80 1 100 - 300 = 800 11 000 - 3 000 = 8 000 Cinquenta e um .51 Orientações Ao utilizar o cálculo mental, o aluno terá a oportunidade de refletir sobre a grandeza dos números envolvidos no cálculo e, também, de aplicar outros conceitos matemáticos já trabalhados em capítulos ou volumes anteriores, como: sequências numéricas; com- paração, ordenação e decomposição dos números; e valor posicional dos algarismos. Sugerimos estimular os alunos a ver- balizar suas conclusões adequadamen- te. Eles podem, por exemplo, explicar o que fizeram com números terminados com um zero, operando apenas com o número de dezenas, podem tam- bém fazer com números terminados com dois ou três zeros e operar ape- nas com o número de centenas ou de unidades de milhar, respectivamente. É interessante os alunos troca- rem ideias entre eles sobre os cál- culos da atividade 2 para verificar se empregaram as mesmas estraté- gias da atividade 1. manual do professor | 97 347 - 100 = = 300 + 47 - 100 = = 200 + 47 = 247 100 + 561 = = 100 + 500 + 61 = = 600 + 61 = 661 Veja uma maneira de somar ou subtrair, mentalmente, quando pelo menos um dos números termina com um ou mais zeros. 3 Resolva estas operações usando o cálculo mental. Registre como pensou e compare suas respostas com as dos colegas. a) 168 + 500 = 100 + 68 + 500 = 600 + 68 = 668 b) 3 000 + 1 845 = 3 000 + 1 000 + 845 = 4 000 + 845 = 4 845 c) 1 023 + 2 040 = 1 000 + 23 + 2 000 + 40 = 3 000 + 23 + 40 = 3 063 d) 962 - 600 = 900 + 62 - 600 = 300 + 62 = 362 e) 1 382 - 1 000 = 1 000 + 382 - 1 000 = 382 f) 8 927 - 5 000 = 8 000 + 927 - 5 000 = 3 000 + 927 = 3 927 4 Faça as subtrações abaixo como achar mais fácil. a) 60 - 35 60 - 30 = 30; 30 - 5 = 25 b) 900 - 590 900 - 500 = 400; 400 - 90 = 310 c) 600 - 207 600 - 200 = 400; 400 - 7 = 393 d) 5 000 - 3 800 5 000 - 3 000 = 2 000; 2 000 - 800 = 1 200 e) 1 900 - 810 1 900 - 800 = 1 100; 1 100 - 10 = 1 090 Respostas pessoais. Sugestão de respostas: He nr iq ue B ru m He nr iq ue B ru m Você mostrou como resolve mentalmente subtrações em que o subtraendo termina em zero. Mas como você faz quando é o minuendo que termina em zero? É fácil! É só ir fazendo subtrações sucessivas. Por exemplo, 400 - 180. Faço 400 - 100 = 300; 300 - 80 = 220. Então, 400 - 180 = 220. Cinquenta e dois 52 Orientações As respostas da atividade 3 foram ob- tidas aplicando a técnica de cálculo men- tal sugerida anteriormente e também por meio da decomposição do minuendo. Entretanto, os alunos podem usar outras estratégias para fazer esses cálculos. Incentive-os a verbalizar as es- tratégias utilizadas para realizar os cálculos propostos. Reiteramos a importância de es- timular os alunos a calcular mental- mente e discutir as diversas estratégias utilizadas para chegar mais facilmente aos resultados. 98 1 Veja as anotações que Laura fez no caderno e responda às questões. Al ex an de r S an to s Quanto gastei no supermercado: - carnes e frios R$ 150,00 - leite e derivados R$ 86,00 - legumes, verduras e frutas R$ 44,00 - alimentos industrializados R$ 110,00 - produtos de limpeza R$ 60,00 a) Com qual item da lista Laura gastou mais? Com carnes e frios. b) Quanto ela gastou com carnes e frios a mais do que com leite e derivados? 150 - 86 = 64; 64 reais c) Quanto Laura gastou no supermercado? 150 + 86 + 44 + 110 + 60 = 450; 450 reais d) Quanto faltou para Laura ter gastado 500 reais? 500 - 450 = 50; 50 reais e) Quanto ela teria gastado se não tivesse comprado carnes e frios? 450 - 150 = 300; 300 reais 2 Na festa da escola foi vendido arroz de carreteiro. Veja a lista dos os ingredientes que a cozinheira pediu que comprassem. Ingredientes para o arroz de carreteiro: - 25 quilos de carne-seca - 20 quilos de arroz - 5 quilos de cebola - 10 quilos de tomate - 9 quilos de pimentão verde Al ex an de r S an to s Com um colega, formulem, juntos, perguntas que podem ser feitas com base nessas informações. Escrevam essas perguntas no caderno. Depois, tro- quem suas questões com as de outra dupla e respondam às que ela formulou. Respostas pessoais. SITUAÇÕES-PROBLEMA Cinquenta e três .53 Orientações Com estas atividades, os alunos têm a oportunidade de desenvolver a habilidade de selecionar os dados relevantes entre os apresentados em determinado texto para resolver ou elaborar situações-problema de adição e subtração. Além disso, ao formular questões em dupla, cada aluno pode exercitar sua capacidade de argumentação (expressão oral) para convencer o colega a aceitar sua estratégia de resolução (EF04MA03). AVALIANDO A APRENDIZAGEM Você pode usar as situações- -problema apresentadas nesta página como mais um instrumento para ajudá-lo a verificar se os alunos resolvem e elaboram problemas com números naturais envolvendo adição e subtração. Durante as atividades, percorra a sala de aula a fim de certificar-se de que todos compreenderam os enunciados. Caso julgue ne- cessário, peça a alguns deles que leiam em voz alta para você. Concluídas as atividades, promova um momento em que os alunos mostrem como pensaram para resolver cada situação e avaliem as situações elaboradas pelos colegas. Aproveite para fazer, tam- bém, seus registros acerca da participação de cada um. Caso perceba que alguns ainda têm dúvidas, proponha mais situa- ções para resolverem, elabora- ção de problemas e análise de problemas já propostos a fim de modificar o resultado para um valor determinado. Exemplo: Luciano comprou um celular por 875 reais. Já pagou 375 reais. Quanto ainda falta para ele finalizar o pagamento do celular? Ainda faltam 500 reais. Você ainda pode perguntar: • Quanto ele teria pago se faltassem 400 reais? • Quanto ele teria pago para não faltar nada? Atividades complementares Sugerimos a você propor aos alunos uma pesquisa para descobrir quem já comeu arroz de carreteiroou qual é o prato preferido de cada um. Peça aos alunos que, após concluírem a pesquisa, apre- sentem o resultado na sala de aula usando tabela e gráfico de colunas (EF04MA28). Provavelmente haverá alunos que não conhecem o arroz de carreteiro. Pe- ça-lhes que pesquisem informações so- bre esse prato tradicional do sul do país. O arroz de carreteiro é um prato originário do Rio Grande do Sul e sur- giu quando os carreteiros (pessoas que dirigem carretas; naquela época, a carreta era uma pequena carroça de duas ou quatro rodas, puxadas ou não por animais) que atravessavam o sul do Brasil, em carretas puxadas por bois, começaram a cozinhar uma mistura de guisado de charque com arroz. Dessa forma, você valoriza a di- versidade cultural brasileira. manual do professor | 99 1 Veja no gráfico abaixo o número de alunos de uma escola nos três anos indicados e responda às perguntas a seguir. TRABALHANDO COM... 2022 2021 2020 An os Número de alunos 3500 50 100 150 250200 300 Fonte: Dados elaborados para esta atividade (fictícios). DA ENúmero de alunos matriculados na escola Santos Dumont a) A quantos alunos corresponde cada unidade de medida no eixo hori- zontal? 10 alunos b) Do ano de 2020 para o ano de 2022, o número de alunos matriculados nessa escola aumentou ou diminuiu? Aumentou. c) Qual foi o número de alunos matriculados nessa escola em cada um dos três anos mostrados no gráfico? 2020: 210; 2021: 280; 2022: 320 d) Observando esses dados, você acha que o número de alunos matricula- dos em 2023 aumentou ou diminuiu? Por quê? Resposta pessoal. APROXIMAÇÃO E ESTIMATIVA Quantos alunos, aproximadamente, estudaram na escola Santos Dumont nos três anos apresentados no gráfico anterior? Assim: 210 200 280 300 320 300 + 800 Se fizéssemos a conta 210 + 280 + 320, encontraríamos 810, que é um número próximo a 800. Podemos fazer uma estimativa desse total aproximando cada parcela para a centena exata mais próxima. He nr iq ue B ru m Cinquenta e quatro 54 Orientações Os alunos devem perceber que, ape- sar de a numeração no eixo horizontal do gráfico ser de 50 em 50, há a mar- cação de 5 intervalos com a mesma amplitude entre dois números segui- dos. Logo, cada unidade de medida corresponde a 10 alunos. É interessante pedir-lhes que expli- quem como pensaram para descobrir a que número de alunos corresponde cada barra do gráfico. Na segunda bar- ra, por exemplo, eles podem ter con- tado progressivamente, de 10 em 10, a partir de 250, ou regressivamente, a partir de 300. Lembramos que o gráfico de barras é similar ao gráfico de colunas. No grá- fico de colunas, as barras são verticais, e no gráfico de barras, elas são horizon- tais; há também a inversão dos eixos. O objetivo do item d é levar os alu- nos a fazer inferências. Espera-se deles que digam que, como o número de matrículas vem aumentando a cada ano, isso também pode ter ocorrido em 2023 (EF04MA27). É interessante que os alunos refli- tam e discutam situações da vida nas quais fazemos cálculo por estimativa: calcular gastos com compras, o tem- po necessário para fazer um conjunto de atividades etc. Estimule-os a ob- servar a situação apresentada e leve- -os a perceber que, para estimar resul- tados, podemos fazer aproximações (EF04MA03). 100 1 Aproxime cada parcela para a centena exata mais próxima e faça uma estimativa do total de cada adição. a) 220 + 370 200 + 400 = 600 b) 99 + 810 100 + 800 = 900 c) 730 + 620 700 + 600 = 1 300 d) 317 + 492 300 + 500 = 800 2 Faça a estimativa dos restos das subtrações aproximando cada termo para a centena exata mais próxima. a) 920 - 110 900 - 100 = 800 b) 830 - 290 800 - 300 = 500 c) 680 - 420 700 - 400 = 300 d) 310 - 190 300 - 200 = 100 Usando uma calculadora, resolva as adições e subtrações acima e verifi- que se os resultados encontrados estão próximos aos que você estimou. 1. a) 590, b) 909, c) 1 350, d) 809; 2. a) 810, b) 540, c) 260, d) 80 TRABALHANDO COM... Na sequência 305, 317, 336, 349, 384, 394, é possível encontrar um nú- mero que, somado a 305, dê 700, sem fazer conta? Troque ideias com seus colegas e professor sobre as estratégias utilizadas para descobrir a resposta. Não. Uma das estratégias possíveis é verificar que não há, na sequência, nenhum outro número com o algarismo 5 na ordem das unidades, o que seria necessário para encontrar o total estipulado. Cinquenta e cinco .55 Orientações Considerando a necessidade de am- pliar o universo numérico apresenta- do aos alunos e que a aproximação de números para a dezena exata mais próxima já foi trabalhada nos volumes anteriores desta coleção, optamos por abordar aqui apenas a aproximação para a centena exata mais próxima. En- tretanto, se você achar necessário, reto- me esse conteúdo com a turma toda ou com alguns alunos que tenham essa necessidade. Lembre-se de que a calculadora re- presenta uma tecnologia que faz parte de nossa vida e não podemos privar os alunos de aprender a usá-la correta- mente e de modo consciente. manual do professor | 101 3 Veja como Mila pensou para aproximar o primeiro número da tabela abai- xo para a centena exata mais próxima. Depois, complete a tabela com os dados que faltam. NÚMERO DE PESSOAS MATRICULADAS NO ENSINO FUNDAMENTAL EM ALGUMAS CIDADES BRASILEIRAS (2015) CIDADE UNIDADE DA FEDERAÇÃO NÚMERO DE ALUNOS APROXIMAÇÃO PARA A CENTENA EXATA MAIS PRÓXIMA Coqueiro Seco Alagoas 995 1 000 Ladário Mato Grosso do Sul 3 573 3 600 Lucena Paraíba 2 401 2 400 Mucajaí Roraima 3 059 3 100 Papanduva Santa Catarina 2 739 2 700 Paraipaba Ceará 4 963 5 000 Fontes: IBGE. Coqueiro Seco. Rio de Janeiro: IBGE Cidades, c2017. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/al/coqueiro-seco/ panorama; IBGE. Ladário. Rio de Janeiro: IBGE Cidades, c2017. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ms/ladario/panorama; IBGE. Lucena. Rio de Janeiro: IBGE Cidades, c2017. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pb/lucena/panorama; IBGE. Mucajaí. Rio de Janeiro: IBGE Cidades, c2017. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rr/mucajai/panorama; IBGE. Papanduva. Rio de Janeiro: IBGE Cidades, c2017. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sc/papanduva/panorama; IBGE. Paraipaba. Rio de Janeiro: IBGE Cidades, c2017. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/paraipaba/panorama. Acessos em: 3 maio 2021. Entre quais números terminados em 00 o número 995 está? Entre 900 e 1 000. Qual desses números está mais próximo de 995? O número 1 000. Encontre o número da terceira coluna da tabela mais próximo de cada número a seguir. a) 1 000 995 b) 2 000 2 401 c) 3 000 3 059 d) 4 000 3 573 Discuta com os colegas e o professor como você pensou para encontrá-los. Resposta pessoal. Ilu st ra Ca rt oo n Cinquenta e seis 56 Orientações É interessante levar os alunos a dis- cutir como pensaram para fazer as aproximações pedidas na tabela. Uma das maneiras possíveis para a primeira aproximação seria concluir que o nú- mero 995 está entre 9 centenas (ou 900) e 10 centenas (ou 1 000). Entretan- to, como 1 000 é a centena exata mais próxima, foi a escolhida. Uma das estratégias utilizadas pelo aluno para resolver o que a seção Defenda sua ideia propõe poderia ser procurar, para cada número, os dois mais próximos que vêm antes e depois, e calcular a diferença entre cada um deles e o respectivo número. Exemplo: 3 573 é o maior número que vem antes de 4 000 e 4 963 é o menor número que vem depois dele. Se 4 000 - 3 573 = 427 e 4 963 - 4 000 = 963, então 3 573 é o mais próximo de 4 000, pois 427 é menor que 963. Atividades complementares Proponha aos alunos uma pesquisa para descobrir quantas novas matrículas foram feitas na escola em que estudam nos últimos três anos. O resultado da pesquisa deve ser apresenta- do em uma tabela. Em seguida, peça-lhes que elaborem um pequeno texto para apresentar suas previsõesrelacionadas ao aumento ou à dimi- nuição do número de matrículas no próximo ano e justifiquem essa previsão (EF04MA28). 102 Você já ouviu falar do Estatuto da Criança e do Adolescente? É uma lei sobre a proteção a crianças e jovens de até 18 anos. A seguir, leia um trecho dela, em que se trata do direito de crianças e jo- vens à educação. Capítulo IV Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno de- senvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II – direito de ser respeitado por seus educadores; [...] Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: I – Ensino Fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria; II – progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao Ensino Médio; Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino. [...] Brasil. Lei no 8069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, [2019]. Disponível em: www.planalto.gov.br/ccivil_03/ leis/L8069.htm. Acesso em: 3 maio 2021. 1 Você acha importante que todas as crianças frequentem a escola? Por quê? 2 Do que você mais gosta na escola? 3 Há algo que você e os colegas gostariam de melhorar na escola? Se há, que tal vocês e o professor conversarem para encontrar um modo de con- seguir essa mudança? Respostas pessoais. Cinquenta e sete .57 Orientações Ao ler o texto apresentado na seção Aprenda mais esta, os alunos têm a oportunidade de desenvolver a capa- cidade de interpretar esse tipo de tex- to, além de conhecer um pouco mais sobre seus direitos. É interessante con- duzir a observação deles para a forma como uma lei se estrutura: capítulos e subitens numerados com algarismos romanos; artigos e parágrafos numera- dos com numerais ordinais até o nono e com algarismos indo-arábicos a par- tir do décimo. Para assegurar a compreensão do trecho da lei aqui destacado, sugeri- mos a você pedir aos alunos que o leiam oralmente, respeitando a pon- tuação, e, em seguida, explorem o significado das palavras ou dos pe- ríodos lidos e recorram ao dicionário quando necessário. manual do professor | 103 Numa adição de mais de duas parcelas, podemos substituir duas parce- las, ou mais, por sua soma. Assim: 15 + 60 + 24 = = 75 + 24 = 99 15 + 60 + 24 = = 15 + 84 = 99 Essa característica da adição chama-se propriedade associativa. ADIÇÃO POR DECOMPOSIÇÃO Veja como Eduarda pensa para resolver a conta 267 + 431 : CÁLCULO MENTAL Resolva as adições a seguir da mesma maneira que Eduarda. a) 456 + 253 b) 374 + 44 c) 567 + 233 d) 368 + 157 Jo sé W ils on M ag al hã es Jo sé W ils on M ag al hã es Jo sé W ils on M ag al hã es Então: 267 + 431 = 200 + 400 + 60 + 30 + 7 + 1 = = 600 + 90 + 8 = 698 a. 400 + 200 + 50 + 50 + 6 + 3 = 600 + 100 + 9 = 709; b. 300 + 70 + 40 + 4 + 4 = 300 + 110 + 8 = 418 c. 500 + 200 + 60 + 30 + 7 + 3 = 700 + 90 + 10 = 800; d. 300 + 100 + 60 + 50 + 8 + 7 = 400 + 110 + 15 = 525 ou Depois, faço 60 + 30 = 90. Com os 600 que já havia obtido, fico com 690. Primeiro, faço 200 + 400 = 600. Por último, faço 7 + 1 = 8. Juntando com os 690, obtenho 698. Cinquenta e oito 58 Orientações É importante levar o aluno a perce- ber que Eduarda decompôs as parcelas para fazer a adição, depois associou duas ou mais parcelas obtendo somas parciais, e, por fim, somou para chegar ao resultado final (EF04MA05). O aluno pode mudar a ordem das parcelas ao escrever as adições de cada item da atividade. Dessa forma, ele usa a propriedade comutativa da adição. Peça-lhes que procurem no dicioná- rio o significado de associar e tentem explicar por que essa propriedade da adição recebeu o nome de associativa. Não é necessário os alunos memoriza- rem o nome das propriedades. O im- portante é conhecê-las e usá-las para fazer cálculos, inclusive cálculo mental. Atividades complementares Faça as adições da forma que achar mais fácil (EF04MA05). a) 320 + 64 + 80 = 464 b) 38 + 430 + 70 = 538 c) 164 + 587 + 213 = 964 d) 264 + 36 + 497 + 203 = 1 000 104 O ALGORITMO DA ADIÇÃO Dona Elza fez 367 cocadas brancas e 278 cocadas pretas para vender. Quantas cocadas ela fez ao todo? Observe como podemos fazer esse cálculo usando o Material Dourado. 367 278 645 1ª parcela 2ª parcela Total Veja agora como fazemos essa adição usando o algoritmo. 1o) Somamos as unidades. Ob- temos 15 U. Formamos 1 D, que vai para a 2a ordem, e sobram 5 U, que ficam na 1a ordem. 2o) Somamos as dezenas. Obte- mos 14 D. Formamos 1 C, que vai para a 3a ordem, e sobram 4 D, que ficam na 2a ordem. 3o) Somamos as centenas. C D U 3 16 7 + 2 7 8 5 C D U 13 16 7 + 2 7 8 4 5 C D U 13 16 7 + 2 7 8 6 4 5 DA E Jo sé W ils on M ag al hã es Ilu st ra çõ es : D AE Na adição acima, 10 unidades foram trocadas por uma dezena, e 10 dezenas foram trocadas por uma centena. Cinquenta e nove .59 Orientações Lembre-se de que para os alunos compreenderem os algoritmos é ne- cessário que dominem as regras do sis- tema de numeração decimal. Para facilitar a conexão desses algo- ritmos com o sistema de numeração decimal, é importante que os alunos tenham o apoio de materiais como o Material Dourado, ou notas e moedas de real, ou outros materiais de con- tagem estruturados, além do quadro de ordens. Se na sua escola houver Material Dourado, peça aos alunos que o utili- zem para resolver as adições a seguir. Caso não haja, é interessante disponi- bilizar para eles outro material manipu- lável, como palitos coloridos ou ábaco. manual do professor | 105 Na semana passada, dona Elza fez 2 635 cocadas brancas e 2 508 coca- das pretas. Quantas cocadas ela fez ao todo? Veja como podemos fazer esse cálculo usando o Material Dourado. 2 6351ª parcela 2ª parcela Total 2 508 5 143 Agora vamos usar o algoritmo da adição. UM C D U 2 6 13 5 + 2 5 0 8 4 3 Primeiro, somamos as unidades. Obtemos 13 U. Formamos 1 D, que vai para a 2a ordem, e ficam 3 U na 1a ordem. Depois, somamos as dezenas. UM C D U 12 6 13 5 + 2 5 0 8 5 1 4 3 A seguir, somamos as centenas. Obtemos 11 C. Formamos 1 UM, que vai para a 4a ordem, e fica 1 C na 3a ordem. Por fim, somamos as unidades de milhar. Jo sé W ils on M ag al hã es DA E Nessa adição aconteceu uma troca diferente: 10 centenas foram trocadas por uma unidade de milhar. Sessenta 60 Orientações É importante os alunos registrarem com desenhos de que modo repre- sentaram cada adição usando o mate- rial de apoio. Por exemplo, se foi com o Material Dourado, podem utilizar a legenda abaixo para desenhar como ficou a representação de cada adição. Legenda: 1 placa ou 1 centena 1 barra ou 1 dezena 1 cubinho ou 1 unidade 106 Ilu st ra çõ es : D AE 1 Resolva as adições e explique as trocas feitas. Exemplos de respostas possíveis. a) UM C D U 4 17 12 6 + 9 7 4 8 2 3 1ª troca: somando 6 U com 7 U, obtemos 13 U. Formamos 1 D, que vai para a 2ª ordem, e ficam 3 U na 1ª ordem. 2ª troca: somando 1 D com 2 D e 9 D, formamos 1 C, que vai para a 3ª ordem, e ficam 2 D na 2ª ordem. b) UM C D U 15 8 13 2 + 2 7 3 8 8 5 7 0 1ª troca: somando 2 U com 8 U, formamos 1 D, que vai para a 2ª ordem, ficando 0 U na 1ª ordem. 2ª troca: somando 8 C com 7 C, formamos 1 UM, que vai para a 4ª ordem, e ficam 5 C na 3ª ordem. c) UM C D U 1 11 11 1 + 9 9 9 1 1 1 0 1ª troca: somando 1 U com 9 U, formamos 1 D, que vai para a 2ª ordem, ficando 0 U na 1ª ordem. 2ª troca: somando 1 D com 1 D e 9 D, formamos 1C, que vai para a 3ª ordem, e fica 1 D na 2ª ordem. 3ª troca: somando 1 C com 1 C e 9 C, formamos 1 UM, que vai para a 4ª ordem, e fica 1 C na 3ª ordem. 2 Na adição ao lado ocorrerá uma troca. Descubra qual é ela e descreva-a. Serão trocadas 20 dezenas por 2 centenas. 3 Resolva as adições usando o algoritmo. 4 7 3 + 7 2 5 1 1 9 8 a) 13 15 7 4 2 + 2 0 3 6 0 2 b) 22 8 3 3 9 5 + 5 8 0 1 2 5 8 c) 14 20 5 2 9 7 + 5 8 9 1 2 9 1 d) 21 17 14 2 3 8 2 6 + 3 4 5 7 9 0 2 5 e) C D U 21 8 5 7 0 + 8 1 3 3 6 Sessenta e um .61 Orientações Lembramos que o material concreto deve estar disponível em sala de aula para ser usado por alunos que ainda precisarem desse apoio. No entanto, é importante estar aten- to para intervir e levá-los a refletir sobre as trocas feitas, a fim de que façam adi- ções com reserva sem necessitarem representar essas trocas com material. Atividades complementares ½ Variante do jogo do "perde-perde" As peças do Material Dourado podem ser substituídas por cópias de notas ou moedas de real (100 reais, 10 reais e 1 real), ou por tampinhas ou palitos coloridos. Se usarem tampas ou palitos coloridos, deve ser combinado um valor para cada cor do material: 100, 10 ou 1. Atividades complementares Sugerimos propor o jogo a se- guir antes de retomar o algoritmo da subtração. ½ Jogo do "perde-perde" Material: • uma folha de papel ofício para cada aluno; • caixas de Material Dourado; • um dado. Como jogar 1. Os alunos devem estar sentados em grupos de quatro ou seis. Cada jogador começa com 2 placas, 4 barras e 6 cubinhos arrumados sobre uma folha de papel dividi- da em três colunas com os dizeres “centena”, “dezena” e “unidade” para representar o quadro valor de lugar ou quadro de ordens. 2. O jogador lança o dado duas vezes. A primeira é para saber quantas unidades perderá naquela roda- da; e a segunda, quantas dezenas perderá. Quando não tiver cubi- nhos para tirar, deve trocar 1 barra por 10 cubinhos para continuar perdendo unidades. Quando não houver barras para tirar ou trocar por unidades, o jogador deve tro- car 1 placa por 10 barras. E quando não houver cubinhos nem barras, deve trocar 1 placa por 10 barras e 1 dessas barras por 10 cubinhos para continuar perdendo unidades e dezenas. 3. Cada aluno só pode iniciar sua jogada quando o jogador que o antecede terminar de retirar as peças necessárias. 4. Vence o jogo quem estiver com o me- nor número depois de seis rodadas. manual do professor | 107 An to n C ha la ko v/ Sh ut te rs to ck .co m Sessenta e dois 62 O ALGORITMO DA SUBTRAÇÃO Uma fábrica de roupas fez 5 143 camisetas. Na semana passada, foram vendidas 3 536 unidades. Quantas ca- misetas sobraram? Observe a seguir como resolvemos essa subtração. UM C D U 5 1 43 313 - 3 5 3 6 7 1º) Para subtrair as unidades, precisamos fazer uma troca. Como, na 1ª ordem, não podemos subtrair 6 U de 3 U, tiramos 1 D das 4 D que estão na 2ª ordem. Trocamos essa 1 D por 10 U e juntamos às 3 U da 1ª ordem. Ficam 13 U. Tiramos 6 U e sobram 7 U. UM C D U 5 1 43 313 - 3 5 3 6 0 7 2º) Das 3 D que sobraram na 2ª ordem, subtraímos 3 D, e não sobra nenhuma. UM C D U 54 111 43 313 - 3 5 3 6 6 0 7 3º) Para subtrair as centenas, outra troca será feita, pois de 1 C não podemos tirar 5 C. Trocamos, então, 1 UM por 10 C, ficando com 11 C. Tiramos 5 C das 11 C e sobram 6 C. UM C D U 54 111 43 313 - 3 5 3 6 1 6 0 7 4º) Das 4 UM que sobraram, serão subtraídas 3 UM, sobrando 1 UM. Orientações Você pode sugerir aos alunos que leiam e discutam, em duplas, o texto ex- plicativo da subtração 5 143 - 3 536; depois, eles devem produzir um texto para explicar as etapas de resolução de outra subtração. Aproveite esse momento para resgatar, com os alunos, a noção de constituição das ordens no sistema de numeração decimal, ou seja, que um agrupamento composto de 1 unidade de milhar, por exemplo, é constituído de 10 centenas ou de 100 dezenas ou de 1 000 unidades; ou, ainda, que em cada centena há 10 dezenas ou 100 unidades. 108 Você também pode usar seu dinheiro para representar os mesmos pas- sos do algoritmo da subtração. Veja como Lia usou notas de 100 e 10 reais e moedas de 1 real para re- presentar a subtração 400 - 15 : 100 10 1 4 0 0 - 1 5 Lia tinha quatro notas de 100, nenhuma de 10 e nenhuma moeda de 1. Por isso, precisava fazer trocas. Primeiro, ela trocou uma das notas de 100 por dez notas de 10, ficando com três notas de 100 e dez notas de 10. 100 10 1 43 010 0 - 1 5 1 Essa troca já foi suficiente para Lia fazer a subtração? Por quê? Não, porque ainda não há moedas de 1 real (ou unidades desagrupadas) para Lia poder tirar 5. 2 Indique na subtração ao lado a segunda troca que Lia deve fazer para realizar a subtração. Depois, explique-a e dê o resultado. Ela deve trocar uma nota de 10 por dez moedas de 1. 3 Resolva as subtrações indicando as trocas que devem ser feitas. a) b) c) d) 100 10 1 43 9010 010 - 1 5 3 8 5 Ca sa da M oe da do B ra sil Ca sa da M oe da do B ra sil 3 67 100 - 4 1 3 2 9 9 45 100 100 - 8 7 4 1 3 8 34 177 2 - 3 8 0 8 0 9 2 4 12 100 6 - 2 3 4 1 8 3 Sessenta e três .63 Orientações O dinheirinho (reproduções em ta- manho menor de cédulas de 10 e de 100 reais e moedas de 1 real) é um óti- mo recurso, não só para a compreen- são dos algoritmos mas para o en- tendimento de situações de compra e venda com troco. Para isso, devem ser propostas situações-problema nas quais os alunos possam analisar se há troco e qual operação deve ser feita para calculá-lo, resolvendo-as. Atividades complementares 1. Mostre, usando material concreto, como se resolve cada operação a seguir. Depois, resolva a conta no papel rela- cionando com o que fez com o material concreto. a) 1 218 – 142 = 1 076 b) 3 240 – 1 163 = 2 077 c) 4 300 – 2 137 = 2 163 2. Agora, resolva as subtrações a seguir sem usar material concreto. a) 3 726 – 1 245 = 2 481 b) 4 320 – 1 786 = 2 534 c) 5 400 – 3 576 = 1 824 3. Escreva para explicar como fez cada conta acima, passo a passo. Resposta pessoal. manual do professor | 109 Eduarda tem uma maneira de fazer subtrações com números terminados com dois zeros sem precisar fazer trocas. Veja como ela resolve 400 - 267 : O que você achou dessa maneira de resolver a subtração acima? Troque ideias com os colegas e escreva sua opinião. Resposta pessoal. 1 Resolva as subtrações como Eduarda. a) 600 - 326 = 599 - 326 + 1 = 274 b) 200 - 134 = 199 - 134 + 1 = 66 c) 700 - 451 = 699 - 451 + 1 = 249 d) 800 - 432 = 799 - 432 + 1 = 368 2 Com um colega, escreva, em uma folha de papel, três subtrações com múltiplos de 100 no minuendo e passe-a para outra dupla resolvê-las. 3 Vamos recordar? Determine o antecessor dos números abaixo. a) 109 110-1 b) 409 410-1 c) 1 399 1 400-1 d) 2 099 2 100-1 Respostas pessoais. Tiro 1 unidade de 400 para facilitar a conta. Só não posso esquecer de devolvê-la no final. Assim a conta fica: E, no final, devolvo a unidade retirada no início: 132 + 1 = 133. Então, 400 - 267 = 133. 3 9 9 - 2 6 7 1 3 2 Al ex an de r S an to s Sessenta e quatro 64 Orientações É interessante explorar com os alu- nos as outras estratégias que eles po- dem utilizar para resolver as subtrações da atividade 1. Os alunos devem perceber que a estratégia de cálculo mental usada por Eduarda evita que sejam feitas várias trocas. Também é importante obser- var que a quantidade subtraída do mi- nuendo deve ser adicionada, no final, ao resto, para que não se altere o resul- tado da subtração (EF04MA04). AVALIANDO A APRENDIZAGEM Você pode usar as atividades 1 e 2 desta página como instrumento para ajudá-lo a verificar se os alunos utilizam as relações entre adição e subtra- ção para ampliar as estratégias de cálculo. Enquanto a turma faz as ativi- dades, percorra a sala de aula a fim decertificar-se de que todos compreenderam o que é para ser feito. Na atividade 2, incentive-os a resolver aplicando o que foi discutido no boxe Defenda sua ideia. Concluídas as atividades, pro- mova um momento no qual todos possam compartilhar as estratégias utilizadas. Caso perceba que alguns deles têm dificuldade em entender a adição e a subtração como operações inversas, incentive- -os a elaborar outros exemplos e a analisar as relações entre as operações. Para isso, você pode propor, inclusive, o uso de calculadora. 110 PROVA REAL 1 Efetue as subtrações a seguir e tire a prova real. Al ex an de r S an to s Podemos usar a adição para verificar se uma subtração está correta. Isso se chama tirar a prova real. 4 0 3 9 - 1 1 2 8 2 9 1 1 2 9 1 1 + 1 1 2 8 4 0 3 9 c) 8 8 2 6 - 9 3 4 7 8 9 2 7 8 9 2 + 9 3 4 8 8 2 6 a) 1 2 8 8 + 2 1 5 0 3 4 3 8 3 4 3 8 - 2 1 5 0 1 2 8 8 b) 7 1 7 1 - 2 4 3 9 4 7 3 2 4 7 3 2 + 2 4 3 9 7 1 7 1 E: 6 900 G: 1 012 I: 966 J: 2 450 L: 3 168 N: 7 585 O: 5 880 U: 6 652 V: 3 185 X: 1 340 2 500 - 50 2 450: J 5 306 + 574 5 880: O 1 021 - 9 1 012: G 7 400 - 748 6 652: U 6 831 + 69 6 900: E 6 000 - 120 5 880: O 3 240 - 72 3 168: L 1 077 - 111 966: I 1 550 - 210 1 340: X 5 877 + 3 5 880: O 966: I 824 + 142 7 790 - 205 7 585: N 5 945 - 65 5 880: O 1 500 + 1 668 3 168: L 1 355 - 15 1 340: X 2 005 + 3 875 5 880: O Os resultados das adições e subtrações estão associados a uma letra. Faça as contas e descubra a mensagem. Jogue o lixo no lixo. Sessenta e cinco .65 Orientações O uso da adição para verificar se uma subtração está correta ou o uso da sub- tração para verificar se o resultado de uma adição está correto deve-se ao fato de a subtração e a adição serem operações inversas (se M - S = R, então R + S = M). Outra maneira de ve- rificar se uma soma está certa é efetuar a adição invertendo a ordem das parcelas. Aproveite a mensagem da seção Divirta-se para conversar mais uma vez com os alunos sobre a atitude de não jogar lixo no chão e as conse- quências da não observância desse ato: além do aspecto desagradável do ambiente, o lixo pode atrair ani- mais transmissores de doenças, ser arrastado pela água da chuva para rios e mares, poluindo-os, ou ser le- vado para bueiros, causando enchen- tes porque os entope. Atividades complementares Determine o resultado das operações seguintes e use a prova real para verificar se você acertou. a) 2 036 + 2 435 = 4 471 b) 4 728 - 636 = 4 092 c) 3 267 + 375 = 3 642 d) 8 436 – 5 237 = 3 199 manual do professor | 111 SITUAÇÕES DE COMPRA COM TROCO 1 No mercado Dutra, os televisores de determinado modelo estavam em pro- moção: apenas 384 reais cada um. Dona Moema e seu Artur resolveram levar um televisor cada um. Veja a seguir quanto eles deram ao caixa para pagar seus televisores. DONA MOEMA SEU ARTUR a) Quanto o caixa deverá dar de troco a cada comprador? Desenhe as notas ou moedas correspondentes ao troco de cada um. DONA MOEMA SEU ARTUR 6 reais. Há várias possibilidades para representar essa quantia. Alguns exemplos: 1 nota de 5 reais e 1 moeda de 1 real; 3 notas de 2 reais; 6 moedas de 1 real; 1 nota de 2 reais e 4 moedas de 1 real; 2 notas de 2 reais e 2 moedas de 1 real. 16 reais. Também há várias possibilidades para representar essa quantia. b) Quem deverá receber o troco maior? Por quê? Seu Artur, porque ele deu o maior valor. c) Edson também comprou um televisor desse modelo, mas recebeu 1 real de troco. Quanto ele deu para pagar a compra? 385 reais Im ag en s: Ba nc o Ce nt ra l d o B ra sil Sessenta e seis 66 Orientações É interessante explorar com os alu- nos as estratégias utilizadas por eles para responder aos itens a e b. Se perceber que alguns têm dúvidas na interpretação das situações-proble- ma apresentadas (EF04MA25), incen- tive-os a dramatizar cada uma e a iden- tificar a operação que deve ser feita para resolvê-la usando o dinheirinho na representação. 112 O caixa da loja nunca erra o troco e nem precisa de máquina de calcular. Veja como ele fez para calcular o troco de dona Lúcia, que deu 250 reais para pagar uma compra de 236 reais: VALOR DA COMPRA TROCO QUANTIA DADA PELO CLIENTE mais é igual à Viu? Os 14 reais que acrescentei ao valor da compra é o troco que dona Lúcia deve receber. É fácil! É só ir acrescentando notas ou moedas ao valor da compra até chegar à quantia dada pelo cliente. 2 Pensando igual ao caixa da loja, escreva o troco que ele deu em cada si- tuação a seguir e represente-o com desenhos. As imagens não estão proporcionais entre si. VALOR DA COMPRA TROCO QUANTIA DADA PELO CLIENTE a) 237 reais 3 reais b) 310 reais 10 reais c) 139 reais 61 reais d) 306 reais 94 reais Ba nc o C en tr al do B ra sil Al ex an de r S an to s Ba nc o C en tr al do B ra sil Ba nc o C en tr al do B ra sil Ba nc o C en tr al do B ra sil Sessenta e sete .67 Orientações Verifique se os alunos perce- bem que na situação apresentada o troco é determinado usando-se uma adição – ideia de acrescentar (EF04MA25). Pergunte à turma que outra opera- ção poderia ser feita para determinar o troco nessa situação. O aluno pode utilizar uma subtra- ção, pois a quantia dada para pagar menos o valor da compra é igual ao troco. manual do professor | 113 3 Marque a opção que completa a frase corretamente. Numa compra, você recebe troco quando a quantia maior é: o valor da compra. X a quantia que você deu para pagar. Agora veja a dúvida de Ricardo. 4 Agora, calcule cada troco e indique os cálculos feitos. VALOR DA COMPRA QUANTIA DADA PELO CLIENTE CÁLCULO DO TROCO a) 746 reais 800 reais 800 - 746 = 54 b) 1 350 reais 1 400 reais 1 400 - 1 350 = 50 c) 2 269 reais 2 300 reais 2 300 - 2 269 = 31 Jo sé W ils on M ag al hã es 1 Invente uma adição com total 4 520 em que uma das parcelas seja maior que 4 000. 2 Invente uma subtração em que o minuendo seja 3 421 e o resto seja menor que o subtraendo. 3 Invente uma subtração em que o minuendo tenha três zeros e o resto seja 1. 4 Invente uma adição cuja diferença entre as parcelas seja 99. Respostas pessoais. Professora, que conta deve ser feita com a calculadora para encontrarmos o troco de uma compra? Pense! Vou dar uma dica: é uma subtração. Sessenta e oito 68 Orientações É importante os alunos refletirem sobre a necessidade de uso da calcula- dora para determinar o troco em uma situação de compra e venda. Estimu- le-os a trocar ideias com os colegas (EF04MA25). A atividade da seção Desafio propõe a elaboração de adições e subtrações com algumas condições. Valorize as diferentes respostas às questões.Você pode pedir a eles que formem grupos; os componentes de cada grupo devem verificar a corre- ção das respostas dos outros inte- grantes do grupo. 114 1 Veja o preço de alguns brinquedos à venda em uma loja e responda às perguntas. MERCADORIAS PREÇO boneca que fala R$ 216,00 boneca que anda R$ 190,00 boneca que faz pipi R$ 187,00 bicicleta de 18 marchas R$ 353,00 autorama R$ 99,00 video game R$ 209,00 SITUAÇÕES-PROBLEMA a) O senhor Sílvio comprou as 3 bone- cas. Quanto ele gastou? 593 reais b) Dona Ângela tem 500 reais e quer comprar 2 brinquedos. Se ela com- prar a bicicleta, poderá comprar ou- tro brinquedo? Qual? Sim, ela poderá comprar o autorama, pois lhe sobrarão 147 reais. c) Gustavo tem 150 reais. Quanto fal- ta para ele poder comprar o video game? 59 reais d) Calcule a diferença entre o preço da boneca mais cara e o preço da bone- ca mais barata. 29 reais e) Quantos reais o video game custa a mais que o autorama? 110 reais f) O senhor Diogo deu 800 reais para pagar sua compra e recebeu 44 reais de troco. Calcule o valor da com- pra dele e descubra que brinquedos ele comprou. Valor da compra: 756 reais. Ele comprou a bicicleta, a boneca que fala e a boneca que faz pipi. Jo séW ils on M ag al hã es Faça os cálculos aqui. a) 216 + 190 + 187 = 593; b) 500 - 353 = 147 c) 209 - 150 = 59 d) 216 - 187 = 29 e) 209 - 99 = 110 f) 800 - 44 = 756; 353 + 215 + 187 = 756 Sessenta e nove .69 Orientações Estimule os alunos a verbalizar como pensaram para resolver cada situação- -problema (EF04MA03). Para responder ao item f, o aluno deve calcular o valor da compra e des- cobrir quais são os brinquedos cuja soma dos preços dá 756 reais. Ele pode recorrer ao cálculo por estimativa. manual do professor | 115 2 Ontem Marcela fez aniversário. Ela nasceu em 1989. Quantos anos ela tem agora? 3 A biblioteca da escola de Carlos tem 5 114 livros. Hoje só há 4 218. Quan- tos livros estão emprestados? 896 livros 4 Você já ouviu falar em Monteiro Lobato, autor das histórias do Sítio do Picapau Amarelo? Em 18 de abril de 2022, co- memorou-se o 140º ano de seu nas- cimento. Calcule o ano de sua morte sabendo que ele viveu 66 anos. Monteiro Lobato morreu em 1948. Faça os cálculos aqui. 2. Resultado conforme o cálculo do ano atual me- nos 1989. 3. 5 114 - 4 218 = 896 4. 2022 - 140 = 1882 1882 + 66 = 1948 ou 140 - 66 = 74 2022 - 74 = 1948 5 Veja na tabela os dados de alguns circuitos do campeonato de Fórmula 1 de 2017. VOLTAS E COMPRIMENTO DE ALGUNS CIRCUITOS DE FÓRMULA 1 CIRCUITO CIDADE PAÍS NÚMERO DE VOLTAS COMPRIMENTO DA PISTA Albert Park Melbourne Austrália 58 5 303 m Xangai Xangai China 56 5 451 m Gilles Villeneuve Montreal Canadá 70 4 361 m Silverstone Silverstone Inglaterra 52 5 891 m Interlagos São Paulo Brasil 71 4 309 m Fonte: Todos [...]. Corrida F1, [s. l.], [20--?]. Disponível em: http://corridadeformula1.com/historia/#circuitos. Acesso em: 18 jun. 2020. a) Quantos metros o circuito maior tem a mais que o menor? 5 891 - 4 309 = 1 582; 1 582 m b) Há circuitos com aproximadamente 1 000 m a mais que o de Interla- gos. Que circuitos são esses? c) Observando os dados acima, podemos dizer que, quanto mais longo o circuito, menor será o número de voltas? Justifique sua resposta. Sim. Justificativa pessoal. O de Albert Park, em Melbourne, Austrália, com 5 303 m, e o de Xangai, na China, que mede 5 451 m. Setenta 70 Orientações O aluno deve interpretar cada situação-problema proposta para determinar a(s) operação(ões) ne- cessária(s) para resolvê-la e depois efetuar os cálculos para chegar à resposta (EF04MA03). Na atividade 5, os alunos têm a oportunidade de resolver problemas que envolvem medidas de compri- mento, bem como estabelecer rela- ções usando essas medidas. No item c, os alunos precisam fazer uma inferência com base nos dados mostrados. Para justificar a resposta, eles podem ordenar os circuitos do mais longo para o mais curto e do que tem menos voltas para o que tem mais. Eles deverão perceber que o resultado, das duas maneiras, é a mesma sequên- cia de circuitos. 116 6 Marina e seus colegas perguntaram aos alunos da escola em que mês eles nasceram. Depois, fizeram o registro a seguir. MÊS DE NASCIMENTO DOS ALUNOS DA ESCOLA 1o TRIMESTRE Mês Janeiro Fevereiro Março número de nascimentos 39 24 55 2o TRIMESTRE Mês Abril Maio Junho número de nascimentos 43 51 31 3o TRIMESTRE Mês Julho Agosto Setembro número de nascimentos 30 22 17 4o TRIMESTRE Mês Outubro Novembro Dezembro número de nascimentos 11 7 4 Fonte: Dados obtidos com os alunos da escola (fictícios). Observe a tabela acima e faça o que se pede a seguir. a) Em que mês nasceram mais crianças? Em março. b) Em que mês nasceram menos crianças? Em dezembro. c) Qual é a diferença entre o número de nascimentos nesses dois meses? 55 - 4 = 51; a diferença é 51 d) Determine quantos alunos nasceram em cada trimestre. 1o TRIMESTRE 2o TRIMESTRE 3o TRIMESTRE 4o TRIMESTRE 118 125 69 22 39 + 24 + 55 = 118 43 + 51 + 31 = 125 30 + 22 + 17 = 69 11 + 7 + 4 = 22 e) Quantos nascimentos faltaram para que no 1º trimestre houvesse o mesmo número de nascimentos que no 2º trimestre? 125 - 118 = 7; 7 nascimentos Setenta e um .71 Orientações É importante os alunos analisarem os dados da tabela para interpretá- -la. Ao resolver situações-problema (EF04MA03) cujos dados são apre- sentados em tabelas, eles devem se- lecionar os dados significativos para a resolução de cada situação. Atividades complementares 1. Pesquise com os colegas da turma quantos alunos fazem aniversário em cada trimestre do ano e apresente o resultado da pesquisa em uma tabela (EF04MA28). 2. Analise os dados da tabela e responda: a) Em que trimestre do ano há mais aniversariantes na sua turma? b) E em que trimestre há menos aniversariantes? c) Qual é a diferença entre o nú- mero de aniversariantes nesses dois trimestres? d) Quantos alunos da turma respon- deram à pesquisa? As respostas dependem dos dados apresentados na tabela. manual do professor | 117 MONITORAMENTO DA APRENDIZAGEM Considerando os objetivos do Capítulo 2, sugere-se um quadro de monitoramento da aprendizagem em níveis de desempenho para cada descritor conceitual, procedimental ou atitudinal. DESCRITORES DE DESEMPENHO NÍVEIS DE DESEMPENHO Participa das atividades. A – Participa na maioria das vezes. AR – Participa quando incentivado. NA – Raramente participa. Relaciona-se com respeito e cooperação. A – Na maioria das vezes, sim. AR – Na maioria das vezes, não, mas busca melhorar. NA – Raramente. Age com independência e organização. A – Na maioria das vezes, sim. AR – Age com organização, mas pouca independência. NA – Raramente. Resolve problemas de adição com números naturais que envolvem diferentes significados dessa operação (juntar e acrescentar). A – Resolve. AR – Resolve, dependendo do contexto. NA – Raramente resolve. Resolve problemas de subtração com números naturais que envolvem diferentes significados dessa operação (retirar, completar e comparar). A – Resolve. AR – Resolve, dependendo do contexto. NA – Raramente resolve. Resolve problemas que envolvem adição e subtração. A – Resolve. AR – Resolve na maioria das vezes. NA – Raramente resolve. Utiliza as relações entre adição e subtração para ampliar as estratégias de cálculo. A – Utiliza. AR – Utiliza algumas vezes. NA – Não utiliza as relações e não amplia as estratégias de cálculo. Resolve adições de números naturais com e sem trocas. A – Resolve. AR – Resolve na maioria das vezes. NA – Raramente resolve. Resolve subtrações de números naturais com e sem trocas. A – Resolve. AR – Resolve na maioria das vezes. NA – Raramente resolve. Determina o número desconhecido em uma igualdade que envolve adição ou subtração de números naturais. A – Determina. AR – Determina na maioria das vezes. NA – Raramente determina. Coleta e organiza informações. A – Coleta e organiza muitas vezes e sem ajuda. AR – Coleta e organiza às vezes sozinho ou com ajuda. NA – Raramente. Interpreta tabelas de dupla entrada e gráficos de barras. A – Interpreta sempre. AR – Interpreta às vezes ou com ajuda. NA – Raramente interpreta. LEGENDA: A Apresenta AR Apresenta com restrições NA Não apresenta ainda 118 CONCLUSÃO - CAPÍTULO 2 manual do professor | 119 INTRODUÇÃO - CAPÍTULO 3 APRESENTAÇÃO DO CAPÍTULO Por meio da percepção de características comuns e das diferenças entre as figuras, os alunos apren- dem conceitos fundamentais sobre o estudo geo- métrico, por exemplo, ao relacionar os prismas, as pirâmides, o cone e o cilindro com suas planificações. Eles deverão distinguir a planificação de um pris- ma da planificação de uma pirâmide, identificando na planificação as regiões que correspondem às partes referentes às faces de cada um desses sóli- dos. Pergunte aos alunos quais partes da planifica- ção da pirâmide correspondem às suas faces late- rais e qual corresponde à base da pirâmide. Da mesma forma, pergunte quais partes da planificação do prisma estão relacionadas às suas faces laterais e quais correspondem às bases do prisma. Eles deverão perceber que as faces laterais doprisma são retangulares e que as da pirâmide são triangulares. Deverão reconhecer, ainda, que o prisma tem duas bases que são figuras poligonais quaisquer, porém congruentes (“iguais”), e que a pirâmide tem apenas uma base que pode ser uma figura poligonal qualquer (EF04MA17). Espera-se que os alunos também percebam que a planificação de sólidos formados apenas por par- tes planas não apresenta círculos, o que ocorre com a planificação do cilindro ou do cone. OBJETIVOS DO CAPÍTULO • Identificar objetos que se parecem com sólidos geométricos ou com figuras planas. • Reconhecer a planificação de uma figura geo- métrica tridimensional (sólido geométrico), em especial de prismas e pirâmides. • Distinguir sólido geométrico de região plana. • Perceber as partes planas que formam um só- lido geométrico. • Identificar a forma das faces de prismas e pirâmides. • Identificar as três dimensões dos blocos retan- gulares: comprimento, largura e altura. • Perceber que no cubo as três dimensões têm a mesma medida. • Determinar o número de blocos em uma cons- trução a partir da visualização dessa construção. • Identificar uma construção a partir da visualiza- ção de sua parte de cima e de sua parte da frente. • Reconhecer a constituição de uma casa, dado o esboço de sua planta baixa. 333 SÓLIDOS GEOMÉTRICOS Na cena abaixo há imagens de objetos que têm a forma parecida com a de alguns sólidos geométricos. MOSTRE O QUE VOCÊ SABE 1 Observe a cena e identifique um objeto cuja forma seja parecida com: a) um prisma de base triangular; O pedestal da bailarina. b) uma esfera; As bolas usadas pelo malabarista. c) um bloco retangular; A caixa que o mágico está serrando. d) uma pirâmide de base quadrada.Não há pirâmide de base quadrada na cena. Algumas respostas possíveis. Jo sé W ils on M ag al hã es # Setenta e dois 72 Orientações Esta atividade oferece a oportuni- dade de você verificar se os alunos identificam os sólidos mais comuns – blocos retangulares, pirâmides, pris- mas, esferas etc. – e se estabelecem diferença entre uma figura plana e um sólido geométrico. Na cena, também há objetos cuja forma se parece com alguma figura plana. Você poderá fazer outras per- guntas além das que estão propostas – por exemplo: Qual é a figura plana que tem a forma do objeto que o palhaço equilibra na cabeça? – e verificar se eles confundem triângulo com pirâmide. Se isso acontecer, ofereça-lhes um objeto que tenha a forma de pirâmi- de (uma vela ou um porta-joias) e um objeto triangular (uma flâmula ou o instrumento musical chamado triângulo ou mesmo um pedaço de papel triangular) para que os alunos os comparem e registrem suas seme- lhanças e diferenças. Foco na BNCC Habilidades: EF04MA06 e EF04MA17. 120 PLANIFICAÇÕES DE SÓLIDOS Cada dupla de figuras abaixo representa um sólido geométrico e uma possível planificação desse sólido. Observe. 1 Ligue cada figura à sua possível planificação. Al in e R iv ol ta Al in e R iv ol ta Al in e R iv ol ta Al in e R iv ol ta Al in e R iv ol ta Al in e R iv ol ta Al in e R iv ol ta Al in e R iv ol ta Al in e R iv ol ta Al in e R iv ol taAl in e R iv ol ta Pirâmide de base quadrada. Prisma de base quadrada. Cubo. Cone. Prisma de base triangular. Cilindro. Pirâmide triangular. Setenta e três .73 Orientações O objetivo destas atividades é levar os estudantes a reconhecer prismas – inclusive o cubo e o bloco retangular –, pirâmides, esferas, cones e cilindros como sólidos geométricos, identifi- cando partes planas ou curvas em sua superfície. Eles podem fazer esse reco- nhecimento visualmente. Se você perceber que há alunos que ainda têm dificuldade nessa classifica- ção, oriente-os para, de olhos fechados, passar a mão na superfície de caixas ou de sólidos geométricos a fim de perce- ber se há partes curvas ou planas. Atividades complementares Solicite aos alunos que classifiquem cada afirmação como verdadeira ou fal- sa, escrevendo V ou F nos parênteses. a) Se a planificação de um sóli- do apresenta um círculo, o sóli- do formado a partir dessa plani- ficação só tem partes planas em sua superfície. ( F ) b) Se a planificação de um sólido só apresenta figuras poligonais, o sólido formado a partir dessa pla- nificação só tem partes curvas em sua superfície. ( F ) c) A planificação do cubo apresenta seis regiões quadradas. ( V ) d) A planificação de uma pirâmide de base triangular apresenta quatro regiões triangulares. ( V ) manual do professor | 121 2 Observe os sólidos desenhados a seguir. Complete o quadro indicando a quantidade de cada tipo de face que os compõe. TRIANGULAR RETANGULAR PENTAGONAL TOTAL 4 0 0 4 0 6 0 6 0 5 2 7 5 0 1 6 2 3 0 5 3 Comparando os prismas com as pirâmides, identifique o formato das fa- ces laterais: a) das pirâmides; Formato triangular. b) dos prismas. Formato retangular. SÓLIDO FACE Ilu st ra çõ es : D AE Setenta e quatro 74 Atividades preparatórias Antes de os alunos realizarem as ativi- dades desta página, ofereça-lhes alguns objetos ou representações de sólidos que tenham a forma de prismas ou de pirâmides. Peça que separem os que se parecem com prismas dos que se pare- cem com pirâmides. Caso haja dúvidas nessa classificação, direcione a observa- ção deles para a forma das faces laterais. Ofereça a eles um prisma e pergunte qual é a forma das faces laterais. Faça isso também com uma pirâmide. AVALIANDO A APRENDIZAGEM Você pode utilizar as atividades desta página como instrumen- to para avaliar se os alunos identificam o formato das faces que compõem uma pirâmide e um prisma e contam a quanti- dade de faces de cada sólido. Procure verificar, percorren- do a sala de aula durante a execução das atividades, se eles reconhecem as faces dos sólidos e seus formatos. Caso haja algum aluno que não reconheça os formatos das faces de cada sólido represen- tado, sugerimos pedir-lhe que contorne cada face sobre uma folha de papel e identifique os formatos dessas faces; em se- guida, ele deve contar quantas há de cada tipo. 122 Os prismas e as pirâmides são formados apenas por partes planas, deno- minadas faces, e apresentam também arestas e vértices. 1 Complete o quadro com o número de cada elemento do sólido. SÓLIDO NÚMERO DE FACES NÚMERO DE ARESTAS NÚMERO DE VÉRTICES 6 12 8 5 9 6 8 12 6 vértice face face facearesta aresta aresta vértice vértice DA E DA E DA E DA E Setenta e cinco .75 Orientações A atividade desta página explora as características e os elementos de cada sólido representado no quadro: cubo, prisma triangular e octaedro. É natural que alguns alunos tenham dificuldades em visualizar os elementos de uma figura tridimensional em um desenho no papel. Para ajudar nessa visualização, é interessante ter alguns sólidos montados feitos com moldes ou caixas na forma de bloco retangular, por exemplo, para eles manusearem e perceberem o que é face, aresta e vértice de um sólido, e assim poderem contá-los. Apesar deste quadro não citar os nomes dos sólidos, aproveite a ati- vidade para apresentar aos alunos o octaedro, porque ele tem 8 lados; e o prisma triangular, porque suas bases têm o formato de um triângulo. Mostre, assim, que a quantidade de lados e o formato da base podem dar nome aos sólidos. manual do professor | 123 altura largura comprimento Qual dos cubos corresponde à planificação dada? B. A B C D Al ex an de r S an to s Da ni el So uz a DA E Setenta e seis 76 2 O cubo tem três dimensões: comprimento, largura e altura. As medidas dessas dimensões são iguais ou diferentes? Por quê? São iguais porque suas faces são quadradas. 3 Anita colou palitos de fósforo nas arestas de uma caixa de madeira com a forma de um bloco retangular. Considerando o palito como unidade de medida de comprimento, determine a medida: a) da altura da caixa; 3 palitos b) da largura da caixa;orais e escritas produzidas por ele assumem papel fundamental na avaliação formativa. Quando o aluno explica como fez certa atividade, o modo que resolveu um pro- blema e como pensou, você tem uma excelente oportunidade de perceber as relações que ele fez, as conclusões a que chegou, as habilidades de ra- ciocínio lógico-matemático que já desenvolveu e, quando ocorre erro, analisá-lo, a fim de intervir pe- dagogicamente de forma adequada. Ao observar os erros cometidos pelo aluno, pro- cure diferenciar os que sinalizam avanços na forma de pensar dos que não evidenciam nenhum pro- gresso. Na primeira situação, apesar de não acertar a questão, o aluno demonstra ter adquirido novos conhecimentos, diferentemente da segunda, em que ele repete os mesmos equívocos anteriores. Com essa informação, leve-o a se conscientizar de seu erro estimulando, por exemplo, o confronto de sua resposta com as dos colegas, e crie uma nova situação de aprendizagem, adequada à etapa em que ele se encontra nesse processo. manual do professor | 9 Durante atividades nas quais o aluno expõe sua forma de pensar, seja oralmente, seja por escrito, você tampouco pode perder de vista as relações que ele faz entre os conteúdos da Matemática e en- tre estes e os de outras disciplinas, e como os aplica em situações cotidianas. Não existe uma forma única de avaliar. A avaliação contínua pode assumir várias for- mas, tais como a observação e o registro das atividades dos alunos, sobretudo nos anos iniciais do Ensino Fundamental, trabalhos in- dividuais, organizados ou não em portfólios, trabalhos coletivos, exercícios em classe e provas, dentre outros. (BRASIL, 2013, p. 123). Consideramos o registro das observações diá- rias de sala de aula sobre participação, colabora- ção, interesse e desempenho dos alunos, em tra- balhos individuais ou em grupo, um recurso valioso de avaliação contínua, pois pode levá-lo a conhe- cer melhor o progresso do desenvolvimento de cada indivíduo, facilitando a avaliação e o processo pedagógico. Assim, para ajudá-lo na organização dos dados colhidos nos registros diários, propo- mos que você construa, bimestralmente, uma fi- cha de acompanhamento das aprendizagens dos alunos, conforme modelo apresentado adiante, acompanhada de orientações de como montar e preenchê-la. Ainda que a avaliação formativa não se restrinja aos testes aplicados pelos professores às turmas, em situações pontuais de avaliação somativa, quan- do bem elaborados, pautados em objetivos bem de- finidos e acompanhados da análise dos resultados e da natureza dos erros, os testes podem gerar um rico diagnóstico a respeito do que os alunos apren- deram e servir de subsídio para a correção de er- ros e indicação de mudanças no processo de ensino e aprendizagem. Por isso, apresentamos, no iní- cio e ao final do Livro do Estudante, duas propostas de testes. O primeiro, apresentado na seção Che- gando ao 4o ano, busca verificar o domínio, pelo alu- no, de algumas habilidades básicas relativas ao ano anterior de escolaridade. Já o segundo, proposto na seção Encerrando o 4o ano, visa verificar o alcance de certas habilidades básicas do ano cursado. Essas habilidades estão indicadas na parte deste manual destinada às orientações desses testes, assim como sugestões de intervenções didáticas com vistas à superação das dificuldades apresentadas pelos alu- nos no teste inicial, como avaliação diagnóstica. Outra forma de avaliação que devemos conside- rar, quando realizamos uma avaliação formativa, é a autoavaliação. Nesse tipo de avaliação, a interação entre aluno e professor – protagonistas do proces- so de ensino e aprendizagem – é a base da relação pedagógica. Assim como é importante seu olhar na avaliação desse processo, é fundamental conhecer o olhar do aluno sobre si mesmo. Como sujeito da própria aprendizagem, é importante que ele tenha clareza do que se espera dele em determinado mo- mento e seja levado a refletir sobre seu desempe- nho na realização das tarefas propostas, tanto do ponto de vista cognitivo como social. Se não estiver acostumado à autoavaliação, o aluno poderá, no início, enfrentar dificuldades para realizá-la. No entanto, com o auxílio de roteiros de autoavaliação, ele se sentirá mais encorajado a ana- lisar a própria atuação. Vale a pena persistir na reali- zação dessa dinâmica, pois, além de obter melhores resultados no trabalho, a autoavaliação poderá con- tribuir muito para o crescimento individual do aluno. Muitos alunos serão benevolentes consigo mes- mos. Outros, ao contrário, poderão ser rigorosos. Para tentar minimizar possíveis distorções, apre- sente seu ponto de vista ao aluno e discuta as dife- renças encontradas. Como subsídio à prática dessas ideias, apresen- tamos, a seguir, um modelo de ficha com sugestões e questões a serem periodicamente propostas ao aluno. Ela pode ser modificada ou ampliada, inclu- sive com questões sugeridas pelos próprios alunos, adaptando-a, assim, às características particulares da turma. 10 • QUANTO ÀS ATITUDES 1) EM RELAÇÃO ÀS MINHAS ATITUDES NA SALA DE AULA: a) OUVI ATENTAMENTE A FALA DO PROFESSOR. SEMPRE ÀS VEZES NUNCA b) OUVI ATENTAMENTE A FALA DOS COLEGAS. SEMPRE ÀS VEZES NUNCA c) ESPEREI MINHA VEZ DE FALAR. SEMPRE ÀS VEZES NUNCA 2) NA REALIZAÇÃO DAS TAREFAS INDIVIDUAIS: a) REALIZEI AS TAREFAS PROPOSTAS. SEMPRE ÀS VEZES NUNCA b) PRECISEI DA AJUDA DE UM COLEGA OU DO PROFESSOR. SEMPRE ÀS VEZES NUNCA c) AJUDEI UM COLEGA QUE TEVE DÚVIDAS. SEMPRE ÀS VEZES NUNCA d) PROCUREI REFAZER EXERCÍCIOS NOS QUAIS TIVE DÚVIDAS. SEMPRE ÀS VEZES NUNCA 3) NA REALIZAÇÃO DAS TAREFAS EM GRUPO: a) COOPEREI COM O GRUPO NA EXECUÇÃO DAS TAREFAS. SEMPRE ÀS VEZES NUNCA b) PROCUREI COMPREENDER O PENSAMENTO DOS COLEGAS. SEMPRE ÀS VEZES NUNCA c) ACEITEI AS DECISÕES DO GRUPO. SEMPRE ÀS VEZES NUNCA • QUANTO AO CONTEÚDO 1) O QUE MAIS GOSTEI DE APRENDER E FAZER: 2) O QUE MENOS GOSTEI DE APRENDER E FAZER: NOME: TURMA: DATA: / / manual do professor | 11 FICHA DE AUTOAVALIAÇÃO A MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM E A MATEMÁTICA A aprendizagem da Matemática nos primeiros anos do Ensino Fundamental deve ser encarada como um processo que exige a aproximação dessa área do conhecimento com diversos outros compo- nentes curriculares, destacando-se principalmen- te a aprendizagem e o domínio da língua materna. Considerando o aprendiz um ser complexo, cuja formação envolve aspectos de ordem afetiva, emo- cional, cognitiva, física e de relação pessoal, direcio- naremos nosso foco ao modo pelo qual ele constrói os conceitos matemáticos por meio da linguagem. Não se pode imaginar o aprimoramento do racio- cínio lógico-matemático sem o desenvolvimento da organização e da conexão dos pensamentos. Para Vygotsky, o desenvolvimento consiste na progressi- va tomada de consciência dos conceitos e das ope- rações do próprio pensamento: Tomar consciência de alguma operação signi- fica transferi-la do plano da ação para o plano da linguagem, isto é, recriá-la na imaginação para que seja possível exprimi-la em pala- vras. (VYGOTSKY, 2000, p. 275). Assim, a compreensão de um conceito ou ideia está intimamente ligada à capacidade de comunicá-los. Com base nessa concepção, defendemos a práti- ca de incentivar o aluno a sempre ouvir, observar, fa- lar, desenhar, ler, escrever e interpretar nas aulas de Matemática, a fim de comunicar, de diferentes ma- neiras, aos colegas e a você, o que fez ou aprendeu, e explicar e defender suas respostas, exercitando e de- senvolvendo o raciocínio lógico-matemático por meio da representação concreta e verbal de raciocínios. Essa comunicação pode ser útil também para obter indícios do conhecimento dos alunos, suas crenças, seus erros e a forma pela qual constroem os concei- tos, dando pistas sobre a direção a seguir no trabalho didático e as intervenções que se fazem necessárias.2 palitos c) do comprimento da caixa. 4 palitos 4 Anita também decorou com palitos de fósforo as arestas de uma caixa cúbica. Em cada aresta ela usou 3 palitos. a) Desenhe no quadro ao lado a caixa de Anita. b) Quantos palitos ela colou ao todo nessa caixa? 12 * 3 = 36 palitos 5 Paula recebeu duas amostras de caixas para embalagem. A caixa ama- rela mede 20 cm de largura, 30 cm de comprimento e 15 cm de altura. A caixa verde mede 10 cm de largura, 10 cm de comprimento e 10 cm de altura. Paula escolheu a caixa cúbica. Qual é a cor da caixa que Paula escolheu? Verde. Atividades preparatórias Organize os alunos em grupo. Antes de realizarem as atividades 2, 3 e 4, ofereça-lhes uma caixa ou um objeto com a forma de um blo- co retangular e uma caixa ou obje- to cúbico. Peça que meçam a altura, a largura e o comprimento de cada caixa. Depois, solicite que desenhem cada caixa e anotem as medidas encontradas. Orientações O cubo tem as seis faces quadradas; logo a altura, o comprimento e a largu- ra do cubo têm a mesma medida. No bloco retangular essas três dimensões podem ser diferentes. Sabemos que o cubo é um bloco retangular que tem todas as faces quadradas. É importante que o aluno estabe- leça essa diferença entre o cubo e o bloco retangular. É interessante que os alunos tro- quem entre si os desenhos feitos na atividade 4 e que cada um expli- que ao outro as características de seu desenho. Para responder à questão da seção Desafio, eles podem montar o dado usando a planificação e observar a po- sição relativa de suas faces, diferencian- do-as pela quantidade de bolinhas em cada uma. 124 VISUALIZAÇÃO Uma fábrica produz cubos e os arruma em caixas. Quan- tos cubos já foram colocados nesta caixa? 20 Da ni el So uz a Da ni el So uz a Da ni el So uz a Da ni el So uz a Da ni el So uz a Da ni el So uz a Da ni el So uz a Da ni el So uz a Da ni el So uz a DA E 3 Quantos blocos retangulares iguais ao mostrado ao lado há em cada construção? a) 4 b) 8 c) 8 d) 12 4 Os blocos de madeira estão arrumados em caixas com a quantidade de blocos mostrada ao lado. a) Quantos blocos haverá em duas caixas iguais a esta? 2 * 3 * 3 * 3 = 54; 54 blocos b) E em 10 caixas iguais a esta? 10 * 3 * 3 * 3 = 270; 270 blocos Setenta e sete .77 1 Bento recortou o molde ao lado e montou um bloco retangular. Qual é a cor da face oposta à face verde? Laranja. 2 As construções a seguir foram feitas com cubos. Quantos cubos há em cada construção? a) 3 b) 4 c) 5 Orientações Na atividade 1 desta página, o alu- no pode determinar quais seriam as faces opostas do bloco retangular ana- lisando sua planificação. Contudo, se houver alunos que não conseguem imaginar esse sólido, proponha que, antes de responderem à pergunta da atividade 1, reproduzam o desenho, pintem a planificação de um bloco re- tangular, obedecendo à disposição das cores apresentadas, e montem esse só- lido (EF04MA17). Na seção Desafio e nas atividades 2, 3 e 4 os alunos utilizam conheci- mentos de visualização para resolver situações-problema que envolvam me- didas de volume com unidade de medi- das não padronizadas e/ou operações com números naturais (EF04MA06). Peça que façam a representação ver- bal de como pensaram para responder a cada questão. Essa estratégia favorece o desenvolvimento do raciocínio lógico e matemático. Por exemplo, ao resolver a questão da seção Desafio, os alunos podem identificar que, para preencher todo o espaço interior da caixa, são ne- cessárias 3 camadas de cubos e que em cada camada há 2 linhas com 4 cubos em cada linha (3 * 2 * 4 = = 24), mas faltam 4 cubos (1 linha); então, 24 - 4 = 20. manual do professor | 125 olhando de cima olhando de frente Esboço da planta baixa de uma casa. Faça aqui seu desenho. Resposta pessoal. quarto banheiro cozinha sala DA E DA E DA E DA E Re in al do V ig na ti Setenta e oito 78 5 Caio fez uma construção com cubi- nhos. Ele desenhou essa construção olhando-a de cima e de frente. Assina- le com um X a construção abaixo que corresponde aos desenhos de Caio. X 6 Risque a construção de blocos que pode ser vista de cima como mostrado ao lado. 7 Imagine que uma pessoa fez um dese- nho para mostrar quantos cômodos há na casa que ela quer comprar. Vamos chamar esse desenho de esboço da planta baixa da casa. Desenhe o esboço da planta baixa de sua casa e identifi- que cada cômodo dela. Atividades preparatórias Peça aos alunos que formem du- plas. Em cada dupla, um aluno deverá fazer uma construção com os cubi- nhos do Material Dourado e o outro desenhar, em papel quadriculado, como vê a parte de cima da constru- ção. Em seguida, os alunos das duplas mudam de função. Orientações Observe que na atividade 7 des- ta página é natural que o esboço da planta baixa da casa feito pelos alunos não respeite a proporção das medi- das dos vários cômodos. Nessa faixa etária, isso não pode ser considerado erro, mas observe se eles conseguem mostrar a localização dos aposentos e identificá-los na planta. Organize uma roda de conversa para eles falarem sobre os diferentes tipos de moradia que existem e a necessi- dade de todas elas contarem com in- fraestrutura básica de saneamento: água encanada e esgoto. AVALIANDO A APRENDIZAGEM Utilize as atividades 5 e 6 desta página como instrumen- to para avaliar se os alunos visualizam uma construção vista de diferentes posições. Percorra a sala de aula enquanto fazem as atividades e verifique se entenderam o que é solicitado e conseguem visualizar as construções. Caso alguns alunos não consi- gam visualizar as construções e não assinalem a opção correta, você deve propor atividades similares às da atividade preparatória. Eles podem fazer as constru- ções das atividades 5 e 6 usando cubinhos do Material Dourado ou caixas de fósforos, por exemplo. Oriente-os para que façam cada construção, de modo que a montagem fique na posição em que aparece para o leitor do livro e que esteja visível somente a parte de cima e/ou a parte da frente de cada construção. 126 MONITORAMENTO DA APRENDIZAGEM Considerando os objetivos do Capítulo 3, sugere-se um quadro de monitoramento da aprendizagem em níveis de desempenho para cada descritor conceitual, procedimental ou atitudinal. DESCRITORES DE DESEMPENHO NÍVEIS DE DESEMPENHO Participa das atividades. A – Participa na maioria das vezes. AR – Participa quando incentivado. NA – Raramente participa. Relaciona-se com respeito e cooperação. A – Na maioria das vezes, sim. AR – Na maioria das vezes, não, mas busca melhorar. NA – Raramente. Age com independência e organização. A – Na maioria das vezes, sim. AR – Age com organização, mas pouca independência. NA – Raramente. Associa prismas e pirâmides a suas planificações. A – Sempre associa. AR – Associa, na maioria das vezes. NA – Não associa. Identifica a forma da(s) base(s) e das faces laterais de prismas e de pirâmides, considerando a forma dos polígonos mais conhecidos. A – Identifica. AR – Identifica, na maioria das vezes. NA – Não identifica. Reconhece a constituição de uma casa dado o esboço de sua planta baixa. A – Reconhece. AR – Reconhece, na maioria das vezes. NA – Não reconhece. LEGENDA: A Apresenta AR Apresenta com restrições NA Não apresenta ainda manual do professor | 127 CONCLUSÃO - CAPÍTULO 3 128 INTRODUÇÃO - CAPÍTULO 4 OBJETIVOS • Identificar a multiplicação como: adição de par- celas iguais, disposição retangular, proporcio- nalidade e combinatória. • Identificar os nomes dos termos de uma multi‑ plicação. • Reconhecer as propriedades comutativa, asso- ciativa e distributiva da multiplicação e utilizar a calculadora para a aplicação das propriedades. • Verificar que as tabuadas do 4, do 6 e do 8 po- dem ser obtidas multiplicando‑se por 2 o resul- tado das tabuadas do 2, do 3 e do 4, respecti- vamente, e construir a tabuada do 7 com base nastabuadas do 2 e do 5 e a tabuada do 9, com base nas tabuadas do 5 e do 4. • Reconhecer e calcular os múltiplos de um nú- mero natural e identificar nomes usados para alguns casos, como dobro, triplo etc. • Descobrir uma forma simples de multiplicar um número por 10 e por 100. • Verificar como se resolve uma multiplicação com mais de dois fatores. • Efetuar mentalmente multiplicações em que pelo menos um dos fatores é múltiplo de 10. • Utilizar o algoritmo da multiplicação quando os dois fatores têm mais de um algarismo. • Fazer cálculos utilizando aproximação e esti‑ mativa. • Ler e interpretar gráficos de barras. • Resolver situações‑problema que envolvem diferentes significados da multiplicação. APRESENTAÇÃO DO CAPÍTULO Neste capítulo retomamos a operação de multi- plicação como adição de parcelas iguais, organiza- ção retangular, proporcionalidade e combinatória. Também revisamos o nome de cada termo, com a proposta do reconhecimento de relações entre eles. Utilizando uma situação em que a multiplicação é apresentada como organização retangular, os alunos podem compreender o significado da pro- priedade comutativa da multiplicação. Essa proprie- dade é importante para desenvolver a capacidade do aluno de fazer mentalmente determinados cál- culos e também pode ajudá‑lo na resolução de si- tuações‑problema e no aprendizado do algoritmo da multiplicação. O trabalho com situações que envolvem a mul- tiplicação como organização retangular tem outras razões importantes, relacionadas com o estudo de áreas de figuras retangulares e com a organização de dados em quadros e tabelas. 444 Veja as cenas abaixo. MOSTRE O QUE VOCÊ SABE Responda às perguntas a seguir mostrando como calculou. a) Que cálculo Alex poderia fazer para saber quantas figurinhas Ézio compra por semana? Poderia somar 10 parcelas iguais a 3 ou multiplicar 10 por 3. b) Se Ézio comprasse 7 pacotes de figurinhas por semana, quantas figu- rinhas ele teria? Ele teria 21 figurinhas (7 *3 = 21 ou 3 + 3 + 3 + 3 + 3 + 3 + 3 = 21). c) Se em cada pacote viessem 4 figurinhas e Ézio comprasse também 7 pacotes, quantas figurinhas ele compraria? Ele compraria 28 figurinhas (7 * 4 = 28 ou 4 + 4 + 4 + 4 + 4 + 4 + 4 = 28). Alex, estou colecionando figurinhas do álbum dos animais. Quantas figurinhas você compra de cada vez, Ézio? Eu compro 10 pacotes de figurinhas a cada semana. Em cada pacote vem 3 figurinhas. Il us tr a C ar to on Il us tr a C ar to on Setenta e nove .79 MULTIPLICAÇÃO manual do professor | 129 Orientações Estas atividades possibilitam verifi- car o conhecimento dos alunos sobre multiplicação. É importante saber, por exemplo, se eles já resolvem as situações com uma multiplicação, se ainda fazem a soma de parcelas iguais ou se somam erroneamente os números que corres- pondem aos dois fatores em vez de mul- tiplicá-los. Incentive-os a fazer desenhos para representar cada situação. Eles devem perceber as mudanças de dados ocorridas nos itens b e c da atividade. Pergunte o que mudou: ora o número de pacotes, ora o número de figurinhas em cada pacote. Foco na BNCC Habilidades: EF04MA05, EF04MA06, EF04MA08, EF04MA11, EF04MA25 e EF04MA27. MULTIPLICAÇÃO COMO ADIÇÃO DE PARCELAS IGUAIS Podemos calcular a quantidade de figurinhas que Ézio compra por sema- na de dois modos diferentes, descritos a seguir. • Uma adição de parcelas iguais: 3 + 3 + 3 + 3 + 3 + 3 + 3 + 3 + 3 + 3 = 30 10 parcelas ou • Uma multiplicação: 10 * 3 = 30. Pense: Qual dos dois modos de calcular é mais prático? Il us tr a C ar to on Junto as figurinhas em grupos de 5, coloco cada grupo em um pacote e vendo por R$ 2,00 cada um. Oitenta 80 Veja ao lado o que Ézio faz com as figurinhas repetidas. a) Hoje Ézio tem 7 pacotes de figurinhas repetidas. Quan- tas figurinhas repetidas Ézio tem? Escreva como você fez para calcular. 7 * 5 = 35 ou 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 = 35; ou ainda: "multipliquei 7 por 5 e encontrei 35". b) Complete o quadro abaixo calculando quanto Ézio ga- nha vendendo as figurinhas repetidas. NO DE PACOTES 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 PREÇO (REAL) 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 1 Ézio tem 25 figurinhas repetidas. Em quantos pacotes ele vai colocar essas figurinhas? Em 5 pacotes. 130 Orientações Nesta página é apresentada uma si- tuação que pode ser resolvida por uma adição de parcelas iguais. É importante que os alunos percebam a associação dessa operação com a multiplicação. Converse com eles sobre o que aconteceria se uma determinada si- tuação tivesse de ser resolvida por uma adição com 30 parcelas ou mais. Qual seria o modo mais prático de calcular? (EF04MA06). O Desafio pode ser resolvido cal- culando mentalmente ou por meio de desenhos. Aqui é trabalhada a noção de divisão como medida (“quantos cabem”). SITUAÇÕES-PROBLEMA Quantas figurinhas há em cada página dos outros álbuns que Ézio colecionou? a) Álbum de futebol: 4 linhas com 4 figurinhas em cada linha. 4 * 4 = 16; 16 figurinhas b) Álbum de carros: 5 linhas com 3 figurinhas em cada linha. 5 * 3 = 15; 15 figurinhas c) Álbum de super-heróis: 3 linhas com 6 figurinhas em cada linha. 3 * 6 = 18; 18 figurinhas 1 Para brincar com o “jogo dos pontinhos”, João e Camila fizeram, em uma folha de papel, 5 linhas com 6 pontinhos em cada uma. a) Quantos pontinhos eles fi- zeram? Desenhe os ponti- nhos e calcule quantos são. b) É possível arrumar 42 pontinhos em linhas com 5 pontinhos em cada linha? Não, ficariam 8 linhas com 5 pontinhos em cada uma e sobrariam 2 pontinhos. 2 Na sala de aula de Mauro há 5 filas com 8 carteiras em cada uma. Quantas carteiras há nessa sala? 5 * 8 = 40; 40 carteiras 5 * 6 = 30; 30 pontinhos Oitenta e um .81 MULTIPLICAÇÃO E ORGANIZAÇÃO RETANGULAR Em cada página do álbum de Ézio, as figurinhas são cola- das em 4 linhas com 3 figurinhas em cada linha. Para calcular quantas figurinhas Ézio pode colar em cada página de seu álbum, podemos pensar assim: • 4 linhas com 3 figurinhas em cada uma: 4 * 3 = 12; 12 figurinhas ou • 3 colunas com 4 figurinhas em cada uma: 3 * 4 = 12; 12 figurinhas Il us tr a C ar to on manual do professor | 131 Atividades preparatórias Organize os alunos em grupos e en- tregue 12 objetos iguais a cada grupo. Podem ser tampinhas, cubos de Mate- rial Dourado, cartões ou outros. Peça que arrumem sobre a mesa esses objetos em filas (linhas e colu- nas) de diversas maneiras diferentes (EF04MA06). Por exemplo, 3 filas com 4 objetos em cada uma, 6 filas com 2 objetos em cada uma, e assim por diante. Peça que desenhem cada arrumação e escrevam a multiplica- ção correspondente. Ao final, podem comparar os desenhos feitos por ou- tros grupos. AVALIANDO A APRENDIZAGEM A atividade 1 desta página pode ser utilizada como instrumento para avaliar se os alunos reconhecem a ideia de organização retangular da multiplicação. Na atividade 2, eles devem re- solver usando a ideia de adição de parcelas iguais. Enquanto eles fazem as ativi- dades, circule pela sala de aula e verifique se entenderam os enunciados das atividades e se as resolvem fazendo uma multiplicação. Se algum aluno tiver dificuldade em compreender as situações, você pode propor atividades semelhantes às da atividade preparatória com outras quanti- dades de objetos. Os primeiros cálculos realizados certamente envolveram estratégias rela- cionadas ao dobro e à metade. [...] Os nossos povos indígenas usavam esse procedimento para resolver os problemas cotidianos, como o da agricultura descrito pelos índios xavantes. 1 Discuta com os colegas e explique como o menino pensou para calcular o número de covas. 2 De que outra maneira você poderia calcular o número de covas? 5 * 9 = 45 ou 9 * 5 = 45; 45 covas Plantamos 5 fileiras de cebola. Em cada fileira, fizemos 9 covas para as sementes. Quantas covas fizemos ao todo? 9 + 9 = 18 18 + 18 = 36 36 + 9 = 45 45 covas! Paola Gentile.Cálculo mental: contas de cabeça e sem errar. Nova Escola, São Paulo, 7 mar. 2018. Disponível em: http://novaescola.org.br/conteudo/171/contas-de-cabeca-sem-errar-calculo-mental. Acesso em: 20 abr. 2021. Ed ua rd o B el m iro Ilu st ra Ca rt oo n Ilu st ra Ca rt oo n Oitenta e dois 82 3 Veja ao lado a representação da sala de aula de dona Vanessa. Crie uma pergunta sobre essa representa- ção que possa ser respondida fazendo-se a conta 5 × 6 e dê a resposta. Uma resposta possível: Quantos alunos há na sala de dona Vanessa? 5 * 6 = 30; 30 alunos 132 Orientações Os alunos podem fazer a atividade 3 em pequenos grupos ou em duplas. Há várias respostas possíveis. É interessante que, ao final, mos- trem suas perguntas à turma acompa- nhadas da solução e expliquem como pensaram. Na seção Defenda sua ideia é im- portante valorizar a explicação dos alunos quando elas são autênticas. Não deixe de verificar se eles com- preenderam o processo usado pelos índios xavantes, ou seja, calcularam em primeiro lugar quantas covas ha- via em duas linhas. Depois, dobraram o resultado e somaram o número de covas de mais uma linha, isto é, fize- ram 5 * 9 = (2 * 2 + 1) * 9. Seria proveitoso promover um de- bate no qual os alunos possam dizer o que pensam em relação a esse pro- cesso e se acham interessante usá-lo. TERMOS DA MULTIPLICAÇÃO Em uma multiplicação, os números multiplicados são chamados de fato- res e o resultado é chamado de produto. 5 * 2 = 10 fatores produto O sinal da multiplicação é * (vezes). 1 Qual é o produto da multiplicação em que os fatores são 3 e 6? 18 2 Um dos fatores da multiplicação é 4 e o outro é 5. Qual é o produto? 20 3 Um dos fatores da multiplicação é 2 e o produto é 6. Qual é o outro fator? 3 4 Um dos fatores da multiplicação é 7 e o produto é 35. Qual é o outro fator? 5 PROPRIEDADE COMUTATIVA DA MULTIPLICAÇÃO Vamos calcular quantos quadrados há na figura ao lado. Podemos calcular de duas maneiras di- ferentes, descritas a seguir. • Três linhas com cinco quadrados em cada uma: 3 * 5 = 15; 15 quadrados ou • Cinco colunas com três quadrados em cada uma: 5 * 3 = 15; 15 quadrados Em qualquer modo escolhido, encontramos o mesmo resultado. Assim, podemos trocar a ordem dos fatores de uma multiplicação e o re- sultado (produto) será sempre o mesmo. Esta é a chamada propriedade comutativa da multiplicação. linha coluna Oitenta e três .83 manual do professor | 133 Orientações Estas atividades visam aplicar o que foi mostrado no início da página, que faz uma revisão dos nomes dos termos da multiplicação para enfatizar o reconhe- cimento de relações entre eles. No en- tanto, não é necessário cobrar do aluno o uso ou a memorização dessa nomen- clatura. Ela será usada à medida que sur- girem situações nas quais esses nomes aparecem. Em seguida, é apresentada a pro- priedade comutativa da multiplica- ção, utilizando uma situação em que a multiplicação é aplicada com a ideia de organização retangular. Essa pro- priedade é importante para desen- volver a capacidade do aluno de fazer mentalmente determinados cálculos, ajudá-lo na resolução de situações- -problema e no aprendizado do algo- ritmo da multiplicação. Peça aos alunos que procurem no dicionário o significado da pa- lavra comutativa ou do verbo co- mutar (EF05MA05). Apesar de ser importante o aluno conhecer essa propriedade da multiplicação, não é necessário que memorize seu nome. Portanto, isso não deve ser cobrado em testes ou provas. MÚLTIPLOS DE UM NÚMERO Observe que, na sequência numérica a seguir, cada número pode ser ob- tido somando-se 2 ao anterior. Os números da sequência acima são os 11 primeiros múltiplos de 2 por- que são resultado da multiplicação de 2 pelos números 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10. 1 Complete as sequências seguindo as setas. a) b) 2 As duas sequências que você completou são formadas por múltiplos de quais números? 3 e 4 3 Os múltiplos de certos números recebem nomes especiais. Observe a seguir. • Dobro: múltiplo de 2. • Triplo: múltiplo de 3. • Quádruplo: múltiplo de 4. • Quíntuplo: múltiplo de 5. • Sêxtuplo: múltiplo de 6. Complete o quadro. NÚMERO DOBRO TRIPLO QUÁDRUPLO QUÍNTUPLO SÊXTUPLO 3 6 9 12 15 18 5 10 15 20 25 30 10 20 30 40 50 60 0 6 12 18 24 30 36 42 48 54 60 3 9 15 21 27 33 39 45 51 57 0 8 16 24 32 40 48 56 64 72 80 4 12 20 28 36 44 52 60 68 76 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 Oitenta e quatro 84 134 Orientações Peça aos alunos que procurem no dicionário o significado das palavras destacadas. A noção de múltiplo de um número é retomada e aprofundada, estimulan- do o aluno a conhecer a nomenclatura usada em alguns casos, como dobro, triplo, quádruplo etc. (EF04MA11). PENSANDO SOBRE AS TABUADAS TABUADA DO 2, DO 4 E DO 8 1 Observe o quadro e responda às questões. × 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 2 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 4 0 4 8 12 16 20 24 28 32 36 40 8 0 8 16 24 32 40 48 56 64 72 80 a) O quadro mostra os resultados de quais tabuadas? Do 2, do 4 e do 8. b) Como encontrar os resultados da tabuada do 4 usando os resultados da tabuada do 2? Multiplicando os resultados da tabuada do 2 por 2. c) Como encontrar os resultados da tabuada do 8 usando os resultados da tabuada do 4? Multiplicando os resultados da tabuada do 4 por 2. TABUADA DO 3, DO 5 E DO 6 2 Observe o quadro e responda às questões. × 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 3 0 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30 6 0 6 12 18 24 30 36 42 48 54 60 a) O quadro mostra os resultados de quais tabuadas? Do 3 e do 6. b) Como encontrar os resultados da tabuada do 6 usando os resultados da tabuada do 3? Multiplicando os resultados da tabuada do 3 por 2, por exemplo, 6 * 4 = (3 * 2) * 2 = 24. 3 Complete a sequência abaixo somando sempre 5. Depois, responda: Os números são resultados de que tabuada? Da tabuada do 5. 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 Oitenta e cinco .85 manual do professor | 135 Orientações Se necessário, faça uma revisão das tabuadas do 2, 3 e 5 antes de iniciar as atividades. Assim, para calcular 6 * 7 o aluno pode fazer 6 * 2 + 6 * 5 ou 6 * 3 + + 6 * 4 (EF04MA05). O JOGO DO BUM Agora que já recordamos algumas tabuadas, vamos brincar! Você e os colegas devem se sentar em roda. Um estudante será escolhido para começar a brincadeira. Ele inicia, então, uma contagem progressiva a partir do número 1. Na sequência, cada colega continua a contagem. Mas atenção! Se o número a ser falado por um de vocês for resultado de uma multiplicação por 3, digam apenas: “BUM!”. Quando alguém errar, o colega seguinte deve recomeçar a contagem a partir do 1. TABUADA DO 7 E DO 9 1 Complete o quadro a seguir e responda à questão. × 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 2 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 7 0 7 14 21 28 35 42 49 56 63 70 Como podemos encontrar os resultados da tabuada do 7 usando os resul- tados da tabuada do 2 e da tabuada do 5? Somando os resultados dessas duas tabuadas. 2 Agora observe este quadro: × 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 4 0 4 8 12 16 20 24 28 32 36 40 9 0 9 18 27 36 45 54 63 72 81 90 Descubra qual é a tabuada cujos resultados somados aos resultados da tabuada do 5 serão iguais aos da tabuada do 9. Complete a segunda linha do quadro com esses resultados. Tabuada do 4. Oitenta e seis 86 136 Orientações O jogo é uma atividade que, além de ser lúdica, promove a integração entre os alunos e desenvolve a capaci- dade de respeitar a estratégia de cada um. O jogo da seção Divirta-se, parti- cularmente, desenvolve a habilidade de atenção. Ele pode ser encaminhado em pe- quenos grupos. Procure não formar grupos com número de alunos múl- tiplo de 3. Se isso acontecer, apenas determinados alunos falarão “BUM” e a brincadeira ficará sem graça. Sugerimos combinar previamente com os alunos o que deve acontecer com aquele que errar. Ele pode pagar uma prenda, por exemplo, ousair. É possível também repetir o jogo com os resultados de multiplicações por ou- tros números, começando a contagem sempre pelo 1. Julgamos importante que o aluno produza as tabuadas usando diferen- tes recursos, como jogos, tabelas e sequências. Assim, o "jogo do bum" é uma maneira lúdica de trabalhar as tabuadas e de apresentar também a ideia de múltiplos. Sugerimos que esse jogo seja utilizado com diferentes ta- buadas, principalmente se os alunos tiverem dificuldade na memorização de algumas delas (EF04MA11). Na atividade 2, mostramos como a tabuada do 9 pode ser obtida soman- do-se os resultados das tabuadas do 5 e do 4. Ainda sugerimos que o aluno pense em outras tabuadas cujas somas dos resultados também são resultados da tabuada do 9, como a do 2 e do 7 e a do 3 e do 6. 3 Complete o quadro e responda às perguntas. × 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 2 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 3 0 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30 4 0 4 8 12 16 20 24 28 32 36 40 5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 6 0 6 12 18 24 30 36 42 48 54 60 7 0 7 14 21 28 35 42 49 56 63 70 8 0 8 16 24 32 40 48 56 64 72 80 9 0 9 18 27 36 45 54 63 72 81 90 10 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 a) Em que linhas só aparecem números pares? Nas linhas em que aparecem os resultados das multiplicações por números pares, ou seja, por 0, 2, 4, 6, 8 e 10. b) Há alguma linha ou coluna em que só aparecem números ímpares? Por quê? Não, porque os resultados das multiplicações por números ímpares nem sempre são números ímpares, já que, se um dos fatores for par, o produto será par. c) O que você pode concluir sobre os resultados das multiplicações por zero? Os resultados são todos iguais a zero. d) Qual é o resultado de uma multiplicação quando um dos fatores é igual a 1? O resultado é igual ao outro fator. Oitenta e sete .87 manual do professor | 137 Orientações Após completar o quadro das ta- buadas, os alunos podem consultá-las sempre que necessário. Acreditamos que, por meio da análise e observação desse quadro, eles percebam certas características e regularidades impor- tantes das tabuadas. Nosso objetivo não é que eles as re- citem para decorá-las, pois há formas mais agradáveis e eficientes de memo- rizar as tabuadas: jogos, contagens ou descobertas de regularidades. No entan- to, memorizar as tabuadas pode facilitar os cálculos e as resoluções de problemas. Acrescentamos, a seguir, uma estraté- gia para fazer a tabuada do 9. Você pode promover uma brincadeira em sala de aula para ensiná-los a usar essa estra- tégia que poderá ajudá-los na tabuada. • Estique os dez dedos (como na figura 1 abaixo) e imagine seus dedos numerados de 1 a 10, co- meçando pelo dedo mínimo da mão esquerda. Deve-se abaixar o dedo correspondente ao nú- mero que queremos multiplicar por 9. A quantidade de dedos que ficam antes do que foi abai- xado representa as dezenas do resultado, e a quantidade que fica depois do dedo representa as unidades. • Para multiplicar 9 * 3, abaixe o dedo de número 3. O resultado é 27, pois ficaram dois dedos antes e 7 depois do dedo que foi do- brado. Veja na figura 2. • Para fazer 9 * 7, abaixe o 7? dedo. O resultado é 63, pois fi- cam 6 dedos antes e 3 depois do dedo dobrado, como na figura 3. Figura 1. Figura 2. Figura 3. Ilu st ra çõ es : A lin e R iv ol ta MULTIPLICAÇÃO POR 10 E POR 100 1 Complete o quadro com os múltiplos de 10. × 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 10 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 2 O que há em comum entre os resultados da multiplicação por 10? Todos os números terminam em zero. 3 Qual é a maneira rápida e fácil de multiplicar um número por 10? É só acrescentar um zero à direita do número. 4 Resolva as multiplicações mentalmente. a) 11 * 10 = 110 b) 12 * 10 = 120 c) 20 * 10 = 200 d) 25 * 10 = 250 e) 45 * 10 = 450 f) 100 * 10 = 1 000 5 Uma loja estava fazendo uma promoção e vendendo camisas por 10 reais cada uma. Quanto gastaria uma pessoa que comprasse: a) 15 camisas? 15 * 10 = 150; 150 reais b) 2 dúzias de camisas? 24 * 10 = 240; 240 reais 6 Complete o quadro com os múltiplos de 100. × 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 100 0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1 000 7 Qual é a maneira rápida e fácil de multiplicar um número por 100? É só acrescentar dois zeros à direita do número. 8 Resolva as multiplicações mentalmente. a) 11 * 100 = 1 100 b) 12 * 100 = 1 200 c) 13 * 100 = 1 300 d) 20 * 100 = 2 000 e) 25 * 100 = 2 500 f) 29 * 100 = 2 900 g) 45 * 100 = 4 500 h) 100 * 100 = 10 000 Oitenta e oito 88 138 Orientações Antes de encaminhar as atividades, seria interessante que os alunos usas- sem uma calculadora para fazer des- cobertas. Peça-lhes que digitem um número qualquer entre 11 e 99 e, em seguida, teclem as teclas *, 1, 0 e =. Solicite que observem que o resultado é o número digitado com um zero à direita dele. A mesma coisa pode ser feita com a multiplicação por 100 e por 1 000 (EF04MA06). É interessante verificar quais foram as estratégias usadas pelos alunos para completar os quadros das atividades 1 e 6. Converse com eles sobre isso. Ed ua rd o B el m iro Oitenta e nove .89 9 Leandro tem um jogo de video game, chamado “come-come”, dividido em três fases. a) 1a fase: o bonequinho deve “comer” todas as 34 cruzinhas em um minuto, a fim de passar para a segunda fase. Cada cruz “comida” de- saparece da tela e vale 100 pontos. ª Com quantos pontos o jogador passa para a segunda fase? 34 * 100 = 3 400; 3 400 pontos b) 2a fase: aparece um monstrinho que tentará impedir o bonequinho de “comer” as 34 cruzinhas. Por isso, só passa para a fase seguinte o jo- gador que conseguir pelo menos 2 500 pontos em 2 minutos. ª Qual é o menor número de cruzinhas que o bonequinho precisa “co- mer” se cada uma vale 100 pontos? 2 500 / 100 = 25; 25 cruzinhas c) 3a fase: surgem dois monstrinhos para perseguir o bonequinho. Vence essa fase o jogador que conseguir pelo menos 2 000 pontos em 2 mi- nutos. Mas há uma vantagem! Além das cruzinhas, que valem 100 pon- tos cada uma, nessa fase há também estrelinhas, que valem 200 pontos cada uma. ª Observe a tabela, calcule o total de pontos de cada menino e indique quais deles venceram a 3a fase. TOTAL DE PONTOS CRUZINHAS ESTRELINHAS TOTAL Leandro 15 2 1 900 Tiago 12 4 2 000 Bruno 14 8 3 000 Fonte: Dados obtidos no jogo (fictícios). Tiago e Bruno venceram a terceira fase. 10 O que vale mais: 20 cruzinhas ou 10 estrelinhas? Justifique sua resposta. 20 * 100 = 2 000 e 10 * 200 = 2 000. As duas quantidades valem o mesmo número de pontos: 2 000. manual do professor | 139 Orientações Esta atividade promove integração com a disciplina Língua Portuguesa, pois estimula a leitura e a compreensão de um texto instrucional. É importante explicar aos alunos que, na segunda fase do jogo, a pon- tuação mínima para passar para a ter- ceira fase é 2 500 pontos. Entretanto, o jogador pode marcar até 3 400 pontos nessa fase (EF04MA06). 11 Escreva ao lado de cada expressão a letra que corresponde à quantidade de estrelinhas e cruzinhas que ela pode representar. B 3 * 100 + 6 * 200 D 6 * 100 + 3 * 200 A 5 * 200 + 4 * 100 A D B C 12 Pinte cada expressão e seu resultado com a mesma cor. 7 * 100 + 3 * 200 cor 1 22 * 100 + 8 * 100 cor 2 9 * 200 + 5 * 100 cor 3 2 300 cor 3 1 000 1 300 cor 1 3 000 cor 2 13 Ana, Júlia e Lena também jogaram. Escreva com algarismos os pontos que cada uma fez. Eu sou Ana. Fiz nove mil e duzentos pontos. Eu sou Lena. Fiz oito mil pontos. Eu sou Júlia. Fiz oito mil e quinhentos pontos. Ana: 9 200 Júlia: 8 500 Lena: 8 000 14 Calcule a diferença de pontos entre: a) Ana e Júlia; 700 pontos b) Júlia e Lena; 500 pontos c) Ana e Lena. 1 200 pontos Beto, Lucas e Carla também jogaram “come-come”. Veja os pontos de cada um: Beto: 9 600 Lucas: 9 800 Carla: 9 900 Se o bonequinho de cada criança tivesse “comido” mais uma estreli-nha, como ficaria a nova pontuação? Beto: 9 600 + 200 = 9 800; Lucas: 9 800 + 200 = 10 000; Carla: 9 900 + 200 = 10 100. Al ex an de r S an to s DA E Noventa 90 140 Orientações Na atividade 11, o item C não será utilizado. Pode ser interessante pro- por aos alunos que escrevam uma ex- pressão numérica que represente essa quantidade de pontos: 5 * 100 + 4 * * 200 (EF04MA06). Sempre que possível, peça aos alu- nos que façam oralmente a leitura dos números. SITUAÇÕES-PROBLEMA 1 Se Suzana tivesse comprado a bicicleta azul da vitrine, ela gastaria mais ou menos que R$ 600,00? Troque ideias com os colegas e explique como você pensou. Uma resposta possível: Aproximando 204 de 200 e fazendo 3 * 200 = 600. Como 204 é maior que 200, Suzana gastaria mais que R$ 600,00 se comprasse a bicicleta azul. 2 Na escola de Carlos há 10 turmas com 38 alunos em cada uma. Qual das contas abaixo tem o resultado mais próximo do número de alu- nos da escola? 10 * 30 X 10 * 40 10 * 50 3 Comprei uma televisão e paguei em 8 prestações de R$ 107,00 cada uma. O preço que paguei pela televisão está entre: R$ 600,00 e R$ 700,00. X R$ 800,00 e R$ 900,00. R$ 700,00 e R$ 800,00. M ar co Co rt ez Noventa e um .91 APROXIMAÇÃO E ESTIMATIVA Suzana comprou a bicicleta vermelha da vitrine. Essa bicicleta custa mais ou menos que R$ 300,00? Para encontrar o preço aproximado da bicicleta vermelha, podemos fazer uma aproximação do valor de cada parcela e, em seguida, multiplicar por 3. R$ 97,00 aproximamos para R$ 100,00, que é a centena exata mais próxima de 97. Se 3 * 100 = 300, então 3 * 97 é menor que 300, porque 97 é menor que 100. Logo, a bicicleta vermelha custa menos que R$ 300,00. manual do professor | 141 Orientações É interessante que o aluno perceba que podemos aproximar um número de outro maior ou menor que ele. Os alunos poderão usar cálculo mental para resolver as situações-pro- blema (EF04MA06). Atividades complementares Peça que criem, em duplas, proble- mas cuja solução seja R$ 100,00. Depois, eles devem entregar o problema à outra dupla para que ela resolva. Ao final, você pode pedir a uma du- pla que explique à turma como pensou para criar o problema. MULTIPLICAÇÃO E PROPORCIONALIDADE Para fazer um churrasco, Fernando precisa calcular a quantidade de car- ne que vai comprar. Ele sabe que cada pessoa consome, aproximadamente, 300 gramas. Veja como Fernando faz para calcular a quantidade de carne para o churrasco. Para 1 pessoa ..... 300 g Para 2 pessoas ..... 2 * 300 g = 600 g Para 3 pessoas ..... 3 * 300 g = 900 g Para 4 pessoas ..... 4 * 300 g = 1 200 g Hé lio Se na to re DA E Noventa e dois 92 1 Fernando vai fazer um churrasco para 12 pessoas. Quantos gramas de carne ele precisa comprar? 12 * 300 = 3 600; 3 600 g 2 Cada quilo de carne custa 30 reais. Se Fernando comprasse 4 quilos de carne, quanto gastaria? 4 * 30 = 120; 120 reais 3 Complete o quadro. QUANTIDADE DE CARNE 1 quilo meio quilo 2 quilos 3 quilos 6 quilos PREÇO 30 reais 15 reais 60 reais 90 reais 180 reais 4 Fernando calculou também que, no churrasco, cada pessoa bebe, aproxi- madamente, 3 copos de suco. Quantos copos de suco ele deverá preparar para: a) 5 pessoas? 5 * 3 = 15; 15 copos b) 6 pessoas? 6 * 3 = 18; 18 copos c) 7 pessoas? 7 * 3 = 21; 21 copos d) 12 pessoas? 12 * 3 = 36; 36 copos 142 Orientações O aluno pode usar estratégias pró- prias para responder às atividades pro- postas (EF04MA06). As atividades desta página traba- lham a multiplicação com a ideia de proporcionalidade. Além disso, fazem integração entre Números e Medidas, usando a unidade de medida de mas- sa, o quilograma ou quilo. Aproveite para conversar com os alunos sobre outras situações nas quais usamos a proporcionalidade, como em receitas culinárias, no cálculo da quan- tidade de carne necessária para um churrasco, entre outras. MULTIPLICAÇÃO E COMBINATÓRIA 1 Sábado haverá festa na escola de Leandro. As crianças já separaram al- gumas roupas, mas ainda não sabem como vão se vestir. Responda às perguntas de cada uma. a) De quatro maneiras diferentes: camisa vermelha com bermuda azul, camisa azul com bermuda verde, camisa vermelha com bermuda verde e camisa azul com bermuda azul. b) De seis maneiras diferentes: blusa verde com saia, blusa verde com short, blusa azul com saia, blusa azul com short, blusa amarela com saia e blusa amarela com short. Eu tenho 2 bermudas: 1 azul e 1 verde e 2 camisas novas: 1 vermelha e 1 azul. De quantas maneiras diferentes posso me vestir para ir à festa? É uma possibilidade, entre as 16 possíveis. M ar co s M ac ha do M ar co s M ac ha do Il us tr a C ar to on Il us tr a C ar to on O que acha? Você já sabe o que vai vestir? Eu tenho 1 saia, 1 short e 3 blusas novas: 1 verde, 1 azul e 1 amarela. De quantas maneiras diferentes eu posso me vestir? Noventa e três .93 manual do professor | 143 Atividades preparatórias Peça aos alunos que leiam com atenção os quadrinhos do início da pá- gina e analisem se a menina do segun- do quadrinho está certa ao dizer que são 16 combinações possíveis. Você pode organizar uma roda de conversa para pedir que falem sobre a história e expliquem como ela calculou esse número de combinações. Depois, os alunos podem redigir as conclusões no caderno. Orientações A ideia apresentada nesta página é a de combinatória da multiplicação. Você pode pedir que façam uma árvore de possibilidades (um esquema) com outro exemplo para mostrar como calcular a quantidade de combinações possíveis. Por exemplo: João tem 3 pares de meias: branca, verde e ver- melha, e 2 pares de tênis: preto e azul. Quantas combinações ele poderá fazer com essas peças? Árvore das possibilidades meia branca meia verde meia vermelha tênis preto tênis azul tênis preto tênis azul tênis preto tênis azul Com essa “árvore”, podemos visualizar quais e quantas são as combinações que João pode fazer com suas meias e seus tênis. Ed ua rd o B el m iro Ilu st ra çõ es : E du ar do B el m iro Podemos resolver as situações anteriores usando a multiplicação. Que mul- tiplicação você usaria para resolver cada uma delas? Discuta com os colegas. 1. a) 2 * 2 = 4; 4 maneiras; 1. b) 2 * 3 = 6 ou 3 × 2 = 6; 6 maneiras; 2. 2 * 3 = 6 ou 3 * 2 = 6; 6 maneiras; 3. 3 * 4 = 12 ou 4 * 3 = 12; 12 formas diferentes. Noventa e quatro 94 2 Para formar o uniforme de um time de futebol, cada camisa pode ser usada com qualquer um dos calções. De quantas maneiras diferentes os jogadores podem usar os uniformes? Desenhe para mostrar todas as combinações possíveis. Os jogadores podem usar os uniformes de maneiras diferentes. Desenhos de: camisa branca com calção vermelho, camisa branca com calção azul, camisa branca com calção verde, camisa amarela com calção vermelho, camisa amarela com calção azul, camisa amarela com calção verde. 3 Na lanchonete Lanche Bom, há 4 sabores diferentes de sorvete e 3 tipos de calda para escolher. Complete a tabela para descobrir de quantas ma- neiras diferentes uma pessoa pode montar seu sorvete. sorvete de creme com calda de chocolate sorvete de morango com calda de chocolate sorvete de chocolate com calda de chocolate sorvete de coco com calda de chocolate sorvete de creme com calda de morango sorvete de morango com calda de morango sorvete de chocolate com calda de morango sorvete de coco com calda de morango sorvete de creme com calda de caramelo sorvete de morango com calda de caramelo sorvete de chocolate com calda de caramelo sorvete de coco com calda de caramelo 144 Orientações Na atividade 2, os alunos podem escolher uma estratégia para fazer as combinações de camisas e calções, de modo a ter certeza de que não faltou nenhuma combinação. Um exem- plo seria combinar uma camisa com cada um dos três calções e depoisfazer o mesmo com a outra camisa (EF04MA08). Eles podem ainda construir uma ár- vore de possibilidades, como sugerido na página anterior. A organização de dados em tabela, como na atividade 3, facilita o apren- dizado das diversas possibilidades de combinação de dados (EF04MA08). AVALIANDO A APRENDIZAGEM As atividades desta página podem ser utilizadas como instrumento para avaliar se os alunos resolvem situações-pro- blema simples de contagem utilizando diversas estratégias. Circule pela sala de aula en- quanto eles fazem as atividades para observar se compreende- ram o que está sendo proposto e se sabem determinar todas as combinações possíveis em cada atividade. Caso algum aluno não consiga entender os problemas ou não souber calcular o número de combinações possíveis, leia os enunciados com ele para que entenda o que deve ser feito e faça perguntas que estimulem seu raciocínio. Peça que represente com desenhos as situações dos problemas e explique as estratégias usadas. 1 Efetue as multiplicações. a) 3 * 3 * 3 = 27 b) 2 * 2 * 2 = 8 c) 2 * 3 * 4 = 24 d) 4 * 1 * 2 = 8 2 Complete as sentenças com os números que faltam em cada uma. a) 3 * 1 * 2 * 2 = 12 b) 3 * 1 * 4 = 12 c) 2 * 4 * 2 = 16 d) 2 * 2 * 5 = 20 e) 3 * 2 * 1 = 6 f) 3 * 2 * 2 × 2 = 24 g) 3 * 2 * 4 = 24 h) 2 * 4 * 5 = 40 W ill ia n V ei ga Noventa e cinco .95 MULTIPLICAÇÃO COM MAIS DE DOIS FATORES A avó de Rita fez uma toalha de mesa formada por 4 filas de 4 quadrados de tecido em cada uma. Em cada quadrado, ela bordou duas flores. Quantas flores a avó de Rita bordou? Para calcular quantas flores a avó bordou, po- demos pensar assim: 1o) como em cada linha há 4 quadrados, temos 4 * 4 = 16. São 16 quadrados ao todo; 2o) para saber o total de flores que ela bordou, devemos multiplicar por 2 o número total de qua- drados da toalha, ou seja: 16 * 2 = 32. São 32 flores. Também podemos fazer: 4 * 4 * 2 = = 16 * 2 = = 32 manual do professor | 145 Orientações Nesta página é apresentado de ma- neira contextualizada o uso da multipli- cação com mais de 2 fatores. Para efetuar uma multiplicação com mais de 2 fatores, podemos multiplicar os dois primeiros fatores e o resultado pelo próximo, e assim por diante, ou podemos multiplicar o primeiro fator pelo produto dos outros que os resul- tados serão iguais. A troca da ordem dos fatores das multiplicações não altera o produto e pode ser usada como estratégia para ajudar no cálculo mental. Em outras palavras: uma multiplicação que en- volve 2 ou mais fatores pode ser feita em qualquer ordem. 3 Pinte o cartão com a sentença matemática que pode ser utilizada para resolver cada situação abaixo. a) No quarteirão onde moro, há 2 casas. Em cada casa, há 2 janelas com floreiras e, em cada floreira, há 5 flores. Quantas flores há, ao todo, nas janelas dessas casas? 2 * 2 * 2 2 * 2 * 5 1 * 2 * 5 2 * 4 * 5 b) Dona Edna tem 3 filhos. Ela comprou 2 livros para cada um, pagando 4 reais em cada livro. Quanto Dona Edna gastou? 3 * 3 * 4 2 * 3 * 3 3 * 2 * 4 3 * 2 * 2 4 Resolva as situações a seguir escrevendo uma sentença matemática para cada uma. a) Cada embalagem de água mineral vendida no mercado Bem Bara- to contém 2 garrafas e Marina comprou 2 embalagens. Sabendo que cada garrafa de água custa 6 reais, quanto ela gastou? 6 * 2 * 2 = 24; 24 reais b) No escritório do senhor José, há 4 salas de reunião. Em cada sala, há 2 mesas com 4 cadeiras em volta de cada uma. Quantas cadeiras há nessas 4 salas? 4 * 2 * 4 = 32; 32 cadeiras Na cozinha da escola de Fernando há 4 estantes, como mostra a fi- gura abaixo. Com um colega, crie uma situação-problema baseada nessa figura cuja resposta seja a seguinte: 4 × 3 × 5 = 60; 60 copos. Uma resposta possível: Nas 4 estantes da cozinha da escola de Fernando, há 3 prateleiras e, em cada prateleira, há 5 copos. Quantos copos há na cozinha? Ilu st ra çõ es : W ill ia n V ei ga Noventa e seis 96 146 Orientações Na atividade 3, sugerimos pergun- tar aos alunos se há outras expressões que também poderiam ser usadas nas respostas, como: “2 * 5 * 2” no item a e “2 * 3 * 4” no item b. Se necessário, proponha a eles que façam os desenhos relativos a essas situações. Isso pode auxiliá-los na re- solução dos problemas. CONDOMÍNIO CÉU AZUL 2 edifícios com 10 andares e 4 apartamentos por andar 1 Efetue cada multiplicação de duas maneiras diferentes. Use parênteses para mostrar a associação feita. a) 7 * 5 * 2 = 7 * (5 * 2) = 7 * 10 = 70 ou (7 * 5) * 2 = 35 * 2 = 70 b) 2 * 2 * 9 = 2 * (2 * 9) = 2 * 18 = 36 ou (2 * 2) * 9 = 4 * 9 = 36 c) 6 * 2 * 10= 6 * (2 * 10) = 6 * 20 = 120 ou (6 * 2) * 10 = 12 * 10 = 120 2 Pinte da mesma cor as multiplicações que têm o mesmo resultado. 5 * 4 * 2 5 * 7 * 2 5 * 14 8 * 4 * 2 5 * 8 20 * 2 32 * 2 35 * 2 8 * 8 cor C cor A cor B Al ex an de r S an to s cor A cor B cor B cor C cor A cor C Noventa e sete .97 PROPRIEDADE ASSOCIATIVA DA MULTIPLICAÇÃO Leandro mora em um condomínio com 2 blocos de apartamentos. Em cada bloco, há 10 andares com 4 apartamentos por andar. Para calcular o total de apartamentos desse condomínio, fazemos uma multiplica- ção de três fatores. 2 * 10 * 4 Podemos efetuar essa multiplicação de duas maneiras: (2 * 10) * 4 = = 20 × 4 = 80 ou 2 * (10 * 4) = = 2 × 40 = 80 Os parênteses nas sentenças indicam a operação feita em primeiro lugar. Observe que os resultados encontrados são iguais. A propriedade associativa da multiplicação possibilita que, em uma mul- tiplicação de mais de dois fatores, associemos esses fatores de maneiras diferentes sem, com isso, alterar o produto. manual do professor | 147 Orientações Pergunte aos alunos se eles co- nhecem o significado da palavra associativa e peça que a procurem no dicionário. Apesar de ser impor- tante conhecer essa propriedade da multiplicação, não é necessário que ele memorize o nome. Portanto, isso não deve ser cobrado em testes ou provas (EF04MA05). SITUAÇÕES-PROBLEMA 1 Na loja de presentes Chique, os clientes podem escolher como desejam que seus presentes sejam embrulhados. Há 3 cores diferentes de papel. O embrulho pode ser feito sem fita, com fita fina ou com fita grossa e com etiqueta ou sem etiqueta. Quantas opções de embrulho há na loja? (3 * 3) * 2 = 18 ou 3 * (3 * 2) = 18; 18 opções 2 Tia Zezé comprou 3 caixas de balões de festa para distribuir para a crian- çada. Em cada caixa havia 12 sacos de balões e, em cada saco, 100 ba- lões. Quantos balões tia Zezé comprou ao todo? (3 * 12) * 100 = 3 600 ou 3 * (12 * 100) = 3 600; 3 600 balões 3 Veja a promoção na lanchonete Coma Bem. Sucos: laranja manga goiaba PROMOÇÃO DO DIA 1 suco, 1 salada e 1 sanduíche por R$ 10,00 Saladas: mista alface Sanduíches: queijo presunto misto W ill ia n V ei ga M ar co s M ac ha do Noventa e oito 98 Quantas combinações diferentes de lanche com suco, sanduíche e salada a lanchonete oferece? 3 * 2 * 3 = 18; 18 combinações 4 Leandro tem um jogo de cartas para formar monstros juntando a cabeça, o tronco e as per- nas deles. Calcule quantos monstros diferentes ele pode formar sabendo que há três cartas para cada uma dessas partes. 3 * 3 * 3 = 27; 27 monstros 148 Orientações Ao resolverem as atividades da se- ção situações-problema, os alunos usam algumas das ideias e das proprie- dades da multiplicação já apresentadas (EF04MA05). Oriente-os na leitura do problema e peça que pensem em possíveis es- tratégias para resolvê-lo. Dê um mo- mento para que cada aluno pense, individualmente, em suas estratégias e depois forme duplas para que dis- cutam ideias sobre como resolver a situação-problema. Eles podem construir uma tabela com os dados do problema, como a apresentada na página 94 do Livro do Estudante. Após a conclusão da atividade, é in- teressante pedir que elaborem outros problemas com a ideia de combinató- ria da multiplicação,resolvam e deem a outra dupla para que ela resolva. TRABALHANDO COM... Carmem precisava calcular 37 * 8, mas a tecla 8 de sua calculadora es- tava quebrada. Veja, então, o que ela digitou: 23 4 =7 * * 296 1 Explique o raciocínio de Carmem ao resolver a operação 37 * 8 com a calculadora quebrada. Descubra outra maneira de fazer a mesma opera- ção sem usar a tecla 8. Multiplicar por 8 é o mesmo que multiplicar por 4 e, em seguida, por 2. Outra resposta possível: 37 * 2 * 2 * 2. 2 Para cada item, escreva na última coluna do quadro uma multiplicação que não use a tecla quebrada. OPERAÇÃO TECLA QUEBRADA OUTRA OPERAÇÃO 12 * 6 6 12 * 3 * 2 72 * 15 1 72 * 3 * 5 53 * 9 9 53 * 3 * 3 84 * 12 2 84 * 4 * 3 Carmem queria fazer a multiplicação 42 × 3 usando uma calculadora cuja tecla * estava quebrada. Mostre como ela pode descobrir o resultado dessa conta usando essa calculadora. 42 + 42 + 42 = 126 Noventa e nove .99 manual do professor | 149 Orientações É importante que o aluno saiba substituir a tecla quebrada, mesmo sem ter a calculadora (EF04MA05). De forma a acompanhar o desenvol- vimento tecnológico de nossa socieda- de, julgamos que o uso da calculadora precisa ser incorporado ao ensino da Matemática nas escolas de maneira criativa e construtiva. Propomos, en- tão, diversas atividades para serem rea- lizadas com a calculadora. Algumas são verificações de estimativas feitas pelos alunos, outras são observações de re- gularidades, e outras, ainda, utilizam propriedades da multiplicação pela si- mulação de que há uma tecla quebra- da na calculadora, o que obriga o aluno a escolher uma alternativa para efetuar o cálculo solicitado. TRABALHANDO COM... Grau de escolaridade Fonte: Dados fornecidos pela empresa (fictícios). 0 1 42 53 6 7 m ul he re s ho m en s Número de salários mínimos Ensino Superior Ensino Médio Ensino Fundamental DA E Cem 100 Veja no gráfico ao lado o núme- ro de salários mínimos recebidos pelas pessoas de certa empresa, em 2016, de acordo com o grau de escolaridade. Sabendo que o valor do salário mínimo em 2016 era de R$ 880,00, responda às questões a seguir. a) Quem recebia apenas um salário mínimo nessa empresa? As mulheres que estudaram até o Ensino Fundamental. b) Osvaldo recebia 4 salários mínimos. ª Até que grau ele estudou? Até o Ensino Médio. ª Ele recebia mais do que 3 mil reais? Sim, ele recebia R$ 3.520,00. c) João recebia 1 salário mínimo e meio. Qual é seu grau de escolaridade? E quantos reais ele recebia? Ensino Fundamental; R$ 1.320,00. d) Eliane estudou tanto quanto seu irmão Osvaldo. Quantos reais ela re- cebia a menos do que ele? R$ 880,00. e) A empregada de Eliane recebia 1 salário mínimo. Quantos reais ela recebia a menos do que sua patroa? R$ 1.760,00. f) O marido de Eliane terminou o Ensino Superior. Quanto ele e Eliane recebiam juntos? Eles recebiam juntos 9 salários mínimos, R$ 7.920,00. g) De acordo com os dados desse gráfico, existe alguma relação entre educação e salário? Sim. De acordo com os dados do gráfico, ganha mais quem mais estudou. 150 Orientações Além de interpretar gráficos, aqui os alunos terão a oportunidade de resolver situações que envolvam adição, subtração e multiplicação (EF04MA27). Estimule-os a fazer outras perguntas sobre o gráfico propondo-as aos cole- gas que as respondam. AVALIANDO A APRENDIZAGEM A atividade desta página pode ser utilizada como instrumento para avaliar se o aluno analisa e compara os dados apresenta- dos em gráficos de barras. Enquanto fazem a atividade, circule pela sala de aula e verifique se compreendem os dados apresentados no gráfico e conseguem interpretá-los. Se algum aluno não consegue ler nem interpretar esses da- dos, você deve fazer pergun- tas como: Qual é o assunto apresentado no gráfico? O que representa cada barra e por que são de cores diferentes? Onde está a explicação sobre as cores das barras? Em seguida, peça que leiam as perguntas e digam o que entenderam antes de respondê-las. No Brasil, o salário das mulheres, muitas vezes, é menor que o dos ho- mens com a mesma escolaridade. Discuta esse tema com os colegas e responda às questões: Por que isso ocorre? Você acha justo? O salário mínimo é o menor salário que um empregador pode, por lei, pagar a um funcionário por seu trabalho, de acordo com o número de horas de trabalho estabelecido pela lei. No Brasil, o salário mínimo existe desde a década de 1940 e foi criado por uma lei, no governo do então presidente da República, Getúlio Vargas. O valor do salário mínimo é reajustado periodicamente para acompanhar o aumento dos preços dos produtos. MULTIPLICAÇÃO POR MÚLTIPLOS DE 10 E DE 100 Veja como podemos resolver a multiplicação 7 * 30 . CÁLCULO MENTAL 7 * 30 = = 7 * (3 * 10) = = (7 * 3) * 10 = = 21 × 10 = 210 Mostre como podemos resolver a multiplicação 5 * 400 usando a pro- priedade associativa. Discuta a solução com os colegas. Uma resposta possível: Decompomos 400 em 4 * 100; associamos 5 com 4 e efetuamos a multiplica- ção, encontrando 20; multiplicamos, em seguida, 20 por 100. O resultado é 2 000. 1o) Primeiro, decompomos o 30 em uma multiplica- ção em que um dos fatores é 10. 2o) Depois, aplicamos a propriedade associativa e multiplicamos os fatores 7 e 3. 3o) Por fim, multiplicamos por 10 o produto obtido. Cento e um .101 manual do professor | 151 Orientações É interessante conversar com os alu- nos sobre as diferentes formas de dis- criminação existentes na sociedade em relação às mulheres, aos negros, aos ido- sos e a outros grupos que conheçam. Você pode organizar uma roda de conversa e pedir que apontem de que forma percebem as diversas discrimi- nações em nossa sociedade. Pergunte qual deve ser, na opinião deles, a atitu- de das pessoas ao notarem algum tipo de discriminação. Dessa forma, você estimula a representação verbal e faz integração com Língua Portuguesa. Peça aos alunos que façam uma lis- ta com os produtos que poderiam ser comprados com o salário mínimo atual. Em seguida, eles podem comparar suas listas com as dos colegas. Sugerimos também propor que os alunos façam uma pesquisa para se informar dos preços dos produtos de uma cesta básica em pelo menos três supermercados e, em seguida, com- parem esses preços com o salário mí- nimo atual. 1 Com um colega, explique os passos que devem ser dados para resolver 7 * 40 usando 10 como um dos fatores. Uma resposta possível: Decompor 40 em 4 * 10; multiplicar 7 por 4 e multiplicar o resultado por 10. Há outras respostas, por exemplo: 7 * 2 * 2 * 10. 2 Continue a resolver as multiplicações usando sempre o 10 como um dos fatores. a) 7 * 50 = 7 * ( 5 * 10) = = (7 × 5 ) × 10 = = 35 × 10 = 350 b) 7 × 60 = 7 * ( 6 × 10) = = ( 7 * 6 ) × 10 = = 42 * 10 = 420 c) 7 × 70 = 7 * ( 7 × 10) = = ( 7 * 7 ) × 10 = = 49 * 10 = 490 d) 7 × 80 = 7 * ( 8 × 10 ) = = (7 * 8) * 10 = = 56 * 10 = 560 3 Para multiplicar 7 por 90, podemos, primeiro, multiplicar 7 por qual núme- ro? E, em seguida, devemos multiplicar o resultado por quanto? Primeiro, multiplicamos por 9 e, em seguida, multiplicamos o resultado por 10. 4 Descubra o resultado fazendo os cálculos mentalmente. a) 6 * 50 = 300 b) 8 * 60 = 480 c) 4 * 80 = 320 d) 2 * 200 = 400 e) 5 * 300 = 1 500 f) 2 * 400 = 800 Veja como podemos calcular 58 * 30 e 58 * 300: 58 58 * 30 = 58 * 3 * 10 58 * 300 = 58 * 3 * 100 * 3 174 174 * 10 = 1 740 174 * 100 = 17 400 5 Resolva estas multiplicações: a) 27 * 40 = 27 * 4 * 10 = = 108 * 10 = 1 080 2 7 * 4 1 0 8 b) 27 * 400 = 27 * 4 * 100 = = 108 * 100 = 10 800 Cento e dois 102 152 Orientações Nesta página e na anterior são de- senvolvidas atividades de cálculo men- tal. Sabemos que, na prática do dia a dia, é importante que a pessoa tenha habilidade de realizar cálculos mental- mente e de fazer estimativas em diver- sas situações (EF04MA06). Fazer cálculo mental não significacalcular rapidamente, e essa não é a orientação adotada neste livro. Consi- deramos cálculo mental o conjunto de procedimentos que se articulam para obter resultados exatos ou aproxima- dos sem recorrer a um algoritmo. Por- tanto, o cálculo mental não é necessa- riamente feito sem lápis e papel, como o cálculo “de cabeça”, mas pensar no algoritmo também não é considerado cálculo mental. É importante conhecer o sistema de numeração decimal e as propriedades das operações para que sejam empre- gadas as estratégias adequadas para fazer esse tipo de cálculo. As atividades desta página apresen- tam algumas dessas estratégias para que os alunos treinem. PROPRIEDADE DISTRIBUTIVA DA MULTIPLICAÇÃO A professora da turma de Murilo arrumou os alunos em filas. Cada fila é formada por quantidades iguais de meninos e meninas. Veja como ela fez. Cada quadradinho representa um aluno. meninos meninas Murilo e Rafaela escreveram uma sentença matemática para calcular quantas crianças há ao todo, cada um de um jeito diferente. Veja como Murilo escreveu: Observando o que ambos fizeram, responda às questões. a) Quem está com a razão? Discuta com os colegas e o professor. As duas crianças. b) Experimente representar, com tampas coloridas, as duas formas de re- solver essa situação. Os estudantes devem concluir que as duas sentenças são equivalentes. 2 * (8 + 6) 2 * 14 = 28 Eu vejo duas filas, cada uma com oito meninos e seis meninas. Eu vejo duas filas com oito meninos e duas filas com seis meninas. (2 * 8) + (2 * 6) 16 + 12 = 28 Al ex an de r S an to s Al ex an de r S an to s Ul ho a C in tr a Ul ho a C in tr a Cento e três .103 manual do professor | 153 Orientações Apresentamos, nesta página, a pro- priedade distributiva da multiplicação por meio de desenho de quadradi- nhos representando alunos arruma- dos em filas. Não é relevante que o aluno co- nheça ou memorize o nome da pro- priedade nesse nível de escolarida- de. O importante é compreendê-la e saber aplicá-la quando necessário (EF04MA05). Essa propriedade é muito utilizada em cálculo mental com multiplicações, pois é possível decompor um dos fato- res para fazer essa operação de manei- ra mais fácil. A decomposição do fator pode ser feita por meio de adição ou subtração. Exemplos: • 3 * (40 + 5) = 3 * 40 + 3 * 5 = = 120 + 15 = 135 • 2 * 99 = 2 * (100 - 1) = 2 * * 100 - 2 * 1 = 200 - 2 = 198 As crianças descobriram a propriedade distributiva da multiplicação em relação à adição, em que: A propriedade distributiva da multiplicação também ocorre em relação à subtração. Observe: 2 * (8 - 6) = = 2 * 2 = 4 ou (2 * 8) - (2 * 6) = = 16 - 12 = 4 Então: 2 * (8 - 6) = (2 * 8) - (2 * 6). No jogo de Leandro há 6 fichas vermelhas, 9 fichas azuis e 15 fichas ama- relas. Ele as arrumou em apenas 3 filas iguais, distribuindo as fichas de cada cor igualmente nas 3 filas. Desenhe no seu caderno a arrumação feita por Leandro e escreva uma sentença que representa essa arrumação. (3 * 2) + (3 * 3) + (3 * 5) = 30 ou 3 * (2 + 3 + 5) = 30 ALGORITMO DA MULTIPLICAÇÃO A escola de Leandro comprou duas impressoras por 312 reais cada uma. Para saber quanto a escola pagou pela compra precisamos fazer a conta 2 * 312. 1o) Usando a propriedade distributiva: 2 * (300 + 10 + 2) = = 2 * 300 + 2 * 10 + 2 * 2 = = 600 + 20 + 4 = 624 2o) Armando a conta, ou seja, usando o algoritmo: 2 * (8 + 6) = (2 * 8) + (2 * 6) C D U 3 1 2 * 2 6 2 4 Multiplica-se o algarismo de cada or- dem (unidade, dezena e cen- tena) por 2. Cento e quatro 104 154 Orientações Na atividade que apresenta o “jogo de Leandro”, é interessante que antes de desenhar os alunos representem a situação usando tampas de garrafas PET coloridas. Você pode pedir que façam outras arrumações usando as tampas colori- das ou mudem a quantidade de tam- pas usadas. Depois que elas estiverem arrumadas, eles podem desenhar e es- crever a sentença matemática que re- presenta cada arrumação para calcular o resultado. 1 Use a propriedade distributiva para fazer as multiplicações abaixo. A se- guir, arme-as e efetue-as. a) 3 × 103 = 3 * (100 + 3) = 300 + 9 = 309 b) 2 × 311 = 2 * (300 + 10 + 1) = 600 + 20 + 2 = 622 c) 4 × 120 = 4 * (100 + 20) = 400 + 80 = 480 Suponha, agora, que a escola tenha comprado 5 impressoras iguais àquelas. Vamos multiplicar 5 × 312 . 1o) Pela propriedade distributiva: 5 × 312 = 5 × (300 + 10 + 2) = 1 500 + 50 + 10 = 1 560 2o) Usando o algoritmo: C D U 3 1 2 × 5 0 1 C D U 3 1 2 × 5 6 0 1 UM C D U 3 1 2 × 5 1 5 6 0 1 5 vezes 2 unidades é igual a 10 unidades. Colocamos o zero na ordem das unidades e o 1 na ordem das dezenas. 5 vezes 1 dezena é igual a 5 dezenas. Somando 1 dezena, que foi colocada an- teriormente, teremos 6 dezenas. 5 vezes 3 centenas é igual a 15 centenas. 2 Efetue: a) 312 × 6 1 8 7 2 b) 312 × 7 2 1 8 4 c) 312 × 8 2 4 9 6 1 0 3 * 3 3 0 9 3 1 1 * 2 6 2 2 1 2 0 * 4 4 8 0 Cento e cinco .105 manual do professor | 155 Orientações É importante ressaltar aos alunos que primeiro devemos multiplicar para depois somar o número da reserva. Na atividade 2, o aluno efetuará multiplicações com uma ou duas re- servas. Também são propostas multi- plicações em que aparece o zero em diferentes ordens. É importante obser- var se eles multiplicam corretamente um número por zero, encontrando zero como resultado (EF04MA06). Sugerimos trabalhar o algoritmo da multiplicação em etapas. Se perceber que os alunos ainda têm dificuldades no aprendizado do algoritmo da multiplicação, é recomen- dável pedir-lhes que representem o número a ser multiplicado com dese- nhos do Material Dourado, como foi feito no volume anterior. Por exemplo: efetuar 2 * 34. Armando a conta: 3 4 * 2 8 2 vezes 4 unidades + 6 0 2 vezes 3 dezenas 6 8 34 34 Ilu st ra çõ es : D AE 3 Calcule usando o algoritmo. a) 4 * 224 = 896 c) 3 * 245 = 735 e) 4 * 405 = 1 620 2 2 4 2 4 5 4 0 5 * 4 * 3 * 4 8 9 6 7 3 5 1 6 2 0 b) 5 * 321 = 1 605 d) 9 * 325 = 2 925 f) 7 * 240 = 1 680 3 2 1 3 2 5 2 4 0 * 5 * 9 * 7 1 6 0 5 2 9 2 5 1 6 8 0 Vamos multiplicar agora 18 * 12 usando a propriedade distributiva. 18 * 12 = 18 * (10 + 2) = (18 * 10) + (18 * 2) = = 180 + 36 = 216 4 Resolva as multiplicações usando a propriedade distributiva. a) 17 * 14 = 17 * (10 + 4) = (17 * 10) + + (17 * 4) = 170 + 68 = 238 b) 68 * 13 = 68 * (10 + 3) = (68 * 10) + + (68 * 3) = 680 + 204 = 884 c) 22 * 19 = 22 * (10 + 9) = (22 * 10) + + (22 * 9) = 220 + 198 = 418 d) 41 * 16 = 41 * (10 + 6) = (41 * 10) + + (41 * 6) = 410 + 246 = 656 e) 59 * 11 = 59 * (10 + 1) = (59 * 10) + + (59 * 1) = 590 + 59 = 649 f) 34 * 18 = 34 * (10 + 8) = (34 * 10) + + (34 * 8) = 340 + 272 = 612 1 11 2 1 2 4 2 Cento e seis 106 156 Orientações Na atividade 3, o aluno tem a opor- tunidade de efetuar algumas multipli- cações usando o algoritmo e, na ati- vidade 4, pode efetuá-las usando a propriedade distributiva (EF04MA05). AVALIANDO A APRENDIZAGEM A atividade 4 desta página pode ser utilizada como um instrumento para avaliar se os alunos utilizam a propriedade distributiva da multiplicação para efetuar os cálculos. Enquanto fazem as atividades, circule pela sala de aula para verificar se eles conseguem usar a propriedade distributiva da multiplicação para efetuar os cálculos. Caso algum aluno não consiga usar essa propriedade, peça que escolha um dos fatores da multiplicação e o decompo- nha em uma adição de duas parcelas. Em seguida, mostre a ele como efetuar aplicando a propriedade distributiva. Vamos efetuar 28 * 23 usando o algoritmo da multiplicação. Veja: 3 vezes 8 unidades é igual a 24 unidades. Colocamos o 4 na ordem das unidades e reserva- mos o 2 na ordem das dezenas. 3 vezes 2 dezenas é igual a 6 dezenas, que, so- madascom as 2 dezenas reservadas anteriormente, resultam em 8 dezenas; 2 dezenas vezes 8 unidades é igual a 16 dezenas. Colocamos o 6 na ordem das dezenas e reservamos o 1 na ordem das centenas. 2 dezenas vezes 2 dezenas, isto é, 20 * 20 = 400, que é igual a 4 centenas, que, somadas à 1 centena reservada anteriormente, resultam em 5 centenas. Somando os dois resultados parciais, encontramos 644. Logo: 28 * 23 = 644. D U 2 8 * 2 3 8 4 2 C D U 2 8 * 2 3 8 4 5 6 6 4 4 1 2 5 Resolva os cálculos abaixo usando o algoritmo. a) 49 * 26 = c) 71 * 45 = e) 37 * 34 = 4 9 7 1 3 7 * 2 6 * 4 5 * 3 4 2 9 4 3 5 5 1 4 8 + 9 8 0 + 2 8 4 0 + 1 1 1 0 1 2 7 4 3 1 9 5 1 2 5 8 b) 73 * 68 = d) 96 * 51 = f) 59 * 19 = 7 3 9 6 5 9 * 6 8 * 5 1 * 1 9 5 8 4 9 6 5 3 1 + 4 3 8 0 + 4 8 0 0 + 5 9 0 4 9 6 4 4 8 9 6 1 1 2 1 Cento e sete .107 manual do professor | 157 Orientações É importante que os alunos prati- quem o algoritmo da multiplicação. Antes de pedir que efetuem as mul- tiplicações, faça a leitura coletiva das orientações ao lado da conta para que eles acompanhem o passo a passo da elaboração desse algoritmo. Verifique, fazendo perguntas, se entenderam to- das as orientações escritas. Em seguida, apresente uma con- ta de divisão e peça que escrevam as orientações da mesma forma que foi feita para a multiplicação, explicitando o que deve ser feito em cada etapa do algoritmo. 6 Efetue as contas usando o algoritmo. 1 O salário líquido de Pedro é R$ 912,00. Quan- to ele recebe por ano, incluindo o 13o salário? 13 * 912 = 11 856; R$ 11.856,00 2 João recebe R$ 15,00 por semana dos pais. Quanto ele recebe ao final de 15 semanas? 15 * 15 = 225; R$ 225,00 3 Se Mário der 15 voltas em uma praça cujo contorno mede 200 metros, ele conseguirá completar 3 200 metros de caminhada? Ex- plique como raciocinou para chegar à resposta. Não, porque 15 * 200 = 3 000. Ficariam faltando 200 metros para completar os 3 200 metros. SITUAÇÕES-PROBLEMA 1 6 8 + 2 4 0 4 0 8 24 X 17 3 2 4 + 1 6 2 0 1 9 4 4 54 X 36 9 0 + 1 3 5 0 1 4 4 0 45 X 32 4 3 2 + 7 2 0 1 1 5 2 72 X 16 8 4 + 3 3 6 0 3 4 4 4 84 X 41 1 2 3 + 2 4 6 0 2 5 8 3 123 X 21 2 7 3 + 7 80 1 0 5 3 39 X 27 4 3 0 + 6 4 5 0 6 8 8 0 215 X 32 a) b) c) d) e) f) g) h) 1) 2) 9 1 2 * 1 3 2 7 3 6 + 9 1 2 0 1 1 8 5 6 1 5 * 1 5 7 5 + 1 5 0 2 2 5 Faça os cálculos aqui. Cento e oito 108 158 Orientações As atividades da seção Situações- -problema integram multiplicação e medidas. O aluno pode resolvê-las usando di- ferentes estratégias (EF04MA06). Organize a turma em duplas e peça a cada uma que elabore pelo menos um problema envolvendo medidas e que esteja conectado com operações com números naturais. Ao terminarem, peça que troquem o problema com outra dupla para que ela resolva. manual do professor | 159 CONCLUSÃO - CAPÍTULO 4 MONITORAMENTO DA APRENDIZAGEM Considerando os objetivos do Capítulo 4, sugerimos a seguir um quadro de monitoramento da aprendiza- gem com níveis de desempenho para cada descritor conceitual, procedimental ou atitudinal. DESCRITORES DE DESEMPENHO NÍVEIS DE DESEMPENHO Participa das atividades. A – Participa na maioria das vezes. AR – Participa quando incentivado. NA – Raramente participa. Relaciona-se com respeito e cooperação. A – Na maioria das vezes, sim. AR – Na maioria das vezes, não, mas busca melhorar. NA – Raramente. Age com independência e organização. A – Na maioria das vezes, sim. AR – Age com organização, mas pouca independência. NA – Raramente. Resolve problemas de multiplicação com números naturais envolven- do as ideias de adição de parcelas iguais, arrumação retangular e proporcionalidade. A – Resolve. AR – Resolve, dependendo do contexto. NA – Raramente resolve. Resolve multiplicação de números naturais com ou sem trocas. A – Resolve. AR – Resolve na maioria das vezes. NA – Raramente resolve. Utiliza as propriedades da multiplicação para desenvolver estraté- gias de cálculo. A – Utiliza. AR – Utiliza na maioria das vezes. NA – Raramente utiliza. Resolve problemas simples de contagem que envolvem a combinação de cada elemento de uma coleção com todos os elementos de outra. A – Resolve na maioria das vezes. AR – Resolve dependendo do contexto. NA – Raramente resolve. Coleta e organiza informações. A – Coleta e organiza muitas vezes e sem ajuda. AR – Coleta e organiza às vezes sozinho ou com ajuda. NA – Raramente. Ler e interpretar gráficos de barra. A – Lê e interpreta sempre. AR – Lê e interpreta às vezes ou com ajuda. NA – Raramente lê e interpreta. LEGENDA: A Apresenta AR Apresenta com restrições NA Não apresenta ainda 160 INTRODUÇÃO - CAPÍTULO 5 OBJETIVOS • Reconhecer a equivalência entre 1 hora e 60 minutos e entre 1 minuto e 60 segundos. • Utilizar medidas de tempo: dia, semana, mês, ano, década e século. • Fazer estimativas de tempo. • Escrever data de forma abreviada. • Estabelecer correspondência entre horários marcados em relógio analógico e digital. • Determinar a duração de um evento. • Reconhecer medidas e instrumentos de medida de temperatura. • Reconhecer metro, centímetro, milímetro e quilô- metro como unidades de medida de comprimen- to e identificar suas equivalências mais usuais. • Perceber qual unidade de medida de compri- mento é mais adequada para medir determi- nado objeto. • Fazer estimativas de comprimento. • Utilizar a régua para fazer medições. • Determinar o perímetro de uma figura. • Determinar a área de diferentes superfícies uti- lizando unidades não padronizadas de medida. • Ler, interpretar e construir tabelas e gráficos de barras. • Resolver situações-problema. APRESENTAÇÃO DO CAPÍTULO Neste capítulo aprofundamos o estudo das medi- das de tempo e de comprimento e introduzimos as medidas de temperatura. Ao trabalhar as medidas de tempo, apresentamos atividades que envolvem diversas unidades – horas, minutos (com leitura em relógios digital e analógico), dias, meses e anos –, nas quais o aluno é estimulado a utilizar o calendário. As medidas de temperatura são trabalhadas em di- ferentes situações, com indicadores de temperatura que fazem parte, principalmente, de notícias veicu- ladas nos meios de comunicação. Antes de encaminhar as atividades deste capítu- lo, é importante investigar e verificar o conhecimen- to prévio dos alunos sobre medidas de temperatura e os instrumentos utilizados para fazer as medições. Pergunte, por exemplo, quantos graus o termôme- tro marca em um dia muito quente ou em um dia frio e qual seria o vestuário adequado para esses dias. Ao trabalhar as medidas de comprimento, é preci- so primeiro explorar as situações nas quais o uso de unidades não padronizadas, como o palmo, gera di- vergência. Por exemplo, três palmos de João podem ser diferentes de três palmtos de Carlos. Assim, os alunos perceberão a necessidade de uma unidade- -padrão. É importante verificar se eles estão enten- dendo que o número que expressa o resultado de uma medida depende da unidade-padrão escolhi- da, pois, se ela mudar, o número que expressa essa medida vai variar. Você também deve ressaltar que algumas unidades-padrão são mais adequadas que outras e dependem do que se pretende medir. As conversões de unidades (de metro para centímetro, por exemplo) são propostas por meio de atividades que têm um significado prático para os alunos. 555 Observe os relógios a seguir. MOSTRE O QUE VOCÊ SABE 1 Quais desses relógios podem estar marcando a mesma hora? A, B, C e D. 2 Qual deles, com certeza, está indicando um horário do período da tarde? Relógio D. 3 Que horas está marcando: a) o relógio C? 3 horas e 30 minutos ou 15 horas e 30 minutos b) o relógio E? 4 horas e 40 minutos ou 16 horas e 40 minutos Ha l_ P/ Sh ut te rs to ck .co m Le ns ca p P ho to gr ap hy / Sh ut te rs to ck .co m ra ng iz zz /S hu tte rs to ck .co m fly flo or /iS to ck ph ot o. co m Al ek sa ndr V ol ko v/ Dr ea m st im e. co m A B D C E Cento e nove .109 MEDIDAS DE TEMPO, DE TEMPERATURA E DE COMPRIMENTO manual do professor | 161 Orientações Estas atividades lhe possibilitam perceber se os alunos têm dificulda- de com a leitura de algumas horas em relógios analógicos e digitais. Você po- derá também verificar se eles sabem ler horas a partir de meio-dia em relógios analógicos. Identificando o conhecimento pré- vio da turma, é possível planejar as au- las dedicando mais ou menos tempo aos próximos temas, dando-lhes um caráter de revisão ou objetivando a apropriação do conteúdo por parte dos alunos que ainda apresentem dúvidas. Foco na BNCC Habilidades: EF04MA03, EF04MA05, EF04MA06, EF04MA07, EF04MA11, EF04MA20, EF04MA21, EF04MA22, EF04MA23, EF04MA24 e EF04MA27. 1 Responda às questões. a) O que demora mais a passar: uma hora, um minuto ou um segundo? Uma hora. b) O que passa mais rápido: uma hora, um minuto ou um segundo? Um segundo. c) O que demora mais a passar: duas horas ou 120 minutos? Os dois demoram o mesmo tempo, pois 2 horas correspondem a 120 minutos. d) O que passa mais rápido: dois minutos ou 180 segundos? Dois minutos passam mais rápido, pois 180 segundos correspondem a 3 minutos. e) Quando o ponteiro dos minutos vai de um tracinho para o seguinte, quanto tempo se passou? Um minuto. f) Quanto tempo o ponteiro dos minutos leva para completar uma volta? Uma hora ou 60 minutos. Al ex an de r S an to s Cento e dez 110 MEDIDAS DE TEMPO HORAS, MINUTOS E SEGUNDOS No relógio ao lado, há três ponteiros. O ponteiro maior, dos minutos, leva cinco minutos para alcançar o número seguinte. Quando ele completar uma volta no mostrador, terá passado uma hora. Já o ponteiro menor, das horas, somente alcança o próximo número de- pois que o ponteiro maior der uma volta completa. O ponteiro dos segundos é mais fino e só aparece em alguns relógios. Ele leva um segundo para passar de um tracinho para o seguinte. Como no mostrador há 60 tracinhos, quando ele completar uma volta, terá passado um minuto ou 60 segundos. Assim: Uma hora tem 60 minutos. Um minuto tem 60 segundos. 162 Orientações É comum que alguns alunos não consigam ler horas em relógios analó- gicos. Isso acontece principalmente por- que os relógios digitais são mais encon- trados no dia a dia, além de ser mais fácil a leitura de horas nesse tipo de relógio. Recomendamos que você traga à sala de aula um relógio de ponteiros a fim de utilizá-lo para ajudar quem ainda apre- sentar essa dificuldade. Use-o para que o aluno perceba a equivalência: 1 hora = 60 minutos e 1 minuto = = 60 segundos (EF04MA22). Se necessário, você encontrará no vo- lume do 3o ano atividades que trabalham o desenvolvimento da habilidade de lei- tura de horas em relógios analógicos. Atividades complementares Desenhe nos relógios os ponteiros dos minutos e das horas para que mar- quem as horas indicadas (EF04MA22): a) 8 horas b) 18 horas c) 3 horas e meia d) 5 horas e 30 minutos a) b) c) d) AVALIANDO A APRENDIZAGEM Você pode utilizar a atividade desta página para avaliar se os alunos são capazes de ler e registrar medidas e inter- valos de tempo. Verifique, andando pela sala de aula, se eles estão conseguindo interpretar as questões e dar a resposta adequada- mente. Caso algum aluno não consiga compreender os enunciados, você pode ler com ele as perguntas feitas e, por meio de questionamentos, estimular seu raciocínio para que consiga respondê-las corretamente. Ilu st ra çõ es : D an ilo D ou ra do 2 Complete os quadros. HORAS MINUTOS 1 60 2 120 3 180 5 300 meia 30 MINUTOS SEGUNDOS 1 60 2 120 3 180 5 300 6 360 3 Responda às questões. a) Quantos minutos há em 1 hora e 40 minutos? 100 minutos b) Em 150 minutos há quantas horas? Sobram quantos minutos? Há 2 horas. Sobram 30 minutos. Se 1 hora tem 60 minutos e 1 minuto tem 60 segundos, quantos se- gundos há em 1 hora? Há 3 600 segundos. 2 horas da tarde ou 14 horas (12 + 2) 3 horas da tarde ou 15 horas (12 + 3) M au ric io M or ai s 1 hora da tarde ou 13 horas (12 + 1) Cento e onze .111 AS HORAS E O DIA Agora, vamos recordar algumas no- ções importantes. • Um dia tem 24 horas. • Nos relógios de ponteiros, os nú- meros vão até 12. Portanto, para completar o dia é necessário que o ponteiro das horas (o pequeno) dê 2 voltas completas. • Como no relógio de ponteiros os números só vão até 12, depois do meio-dia podemos indicar as horas deste modo: manual do professor | 163 Orientações É importante lembrar que a maioria dos alunos lerá a hora mostrada no re- lógio de ponteiros sem levar em con- sideração se passa ou não de meio- -dia. Por exemplo, mesmo que já sejam 15 horas, alguns alunos dirão somente que são 3 horas, muitas vezes sem res- saltar que são 3 horas da tarde. Isso não deve ser considerado erro, mas, para que eles percebam a importância de indicar corretamente as horas, sugeri- mos a você que faça perguntas como: • Se na receita médica estiver escrito “às 8 horas”, você deve tomar o re- médio às 8 horas da manhã ou às 8 horas da noite (20 horas)? • Se uma consulta médica está marca- da para as 7 horas, você deve com- parecer às 7 horas ou às 19 horas? (EF04MA22). 1 Leia o texto com atenção. Depois observe os relógios a seguir e escreva o horário mostrado em cada um. O ponteiro das horas, que é o ponteiro pequeno, só estará exatamente na direção do número da hora se estiver marcando a hora exata. Se já passaram alguns minutos, esse ponteiro vai se encaminhando para o número seguinte. a) 3 horas ou 15 horas b) 3 horas e 5 minutos ou c) 5 horas e 55 minutos, ou 2 Complete o quadro. DIAS 1 2 3 4 5 HORAS 24 48 72 96 120 3 Escreva o que você costuma fazer nos dias de aula: a) entre a hora em que acorda e o almoço; Resposta pessoal. b) entre o almoço e o jantar. Resposta pessoal. 4 Desenhe relógios de ponteiros que marquem: a) 5 horas e 5 minutos; b) 14 horas e 35 minutos; c) 10 horas e 50 minutos. 15 horas e 5 minutos 5 minutos para as 6 horas, ou 17 horas e 55 minutos, ou 5 minutos para as 18 horas Al ex ey B uh an ts of f/D re am st im e. co m Al ex ey B uh an ts of f/D re am st im e. co m Al ex ey B uh an ts of f/D re am st im e. co m 12 6 9 10 8 11 7 3 2 4 1 5 12 6 9 10 8 11 7 3 2 4 1 5 12 6 9 10 8 11 7 3 2 4 1 5 12 6 9 10 8 11 7 3 2 4 1 5 12 6 9 10 8 11 7 3 2 4 1 5 12 6 9 10 8 11 7 3 2 4 1 5 12 6 9 10 8 11 7 3 2 4 1 5 12 6 9 10 8 11 7 3 2 4 1 5 12 6 9 10 8 11 7 3 2 4 1 5 Cento e doze 112 164 Orientações Para que o aluno leia horas e minu- tos em relógios analógicos, é necessá- rio que ele conheça a relação entre o movimento dos ponteiros e o tempo transcorrido (EF04MA22). É importante que os alunos perce- bam que, em hora não exata, o pontei- ro pequeno não fica precisamente so- bre o número que indica a hora; ele se desloca entre esse número e o seguinte. Por exemplo, se o relógio marca 3 horas e 30 minutos, o ponteiro das horas estará apontado exatamente para a metade da distância entre o 3 e o 4. Atividades complementares Desenhe os ponteiros do relógio de acordo com as horas indicadas. a) 2 horas e 40 minutos b) 17 horas e 15 minutos c) 22 horas e 55 minutos a) b) c) Ilu st ra çõ es : D an ilo D ou ra do 5 Hoje, usa-se muito o relógio digital. Nele, a contagem do tempo é mos- trada num visor, que registra as horas e os minutos separados por dois- -pontos. Escreva os horários indicados nos relógios digitais abaixo. a) 14 horas e 17 minutos b) 1 hora e 50 minutos ou c) 19 horas e 25 minutos 6 Os relógios abaixo apresentam os números em numeração romana. Ob- serve-os e escreva o horário mostrado em cada um deles. a) 5 horas ou 17 horas b) 8 horas e 30 minutos ou c) 15 minutos para as 14 horas,Outro aspecto também importante é a apren- dizagem da linguagem matemática, composta de números, sinais, letras e palavras, com notação pró- pria, universal. Ao apropriar-se dessa linguagem, além de ser capaz de interpretar situações em outras áreas do conhecimento, como na interpretação e na análise crítica de dados, o aluno passa a ter mais uma forma de se comunicar, possibilitando o desenvolvimento da numeracia. Entretanto, por ser concisa, sem ambigui- dades e com desenvolvimento sintático e vocabulário peculiares – bem diferente de como o aluno está acos- tumado a pensar e se expressar –, a linguagem mate- mática na forma escrita exige o desenvolvimento de competências e habilidades diferentes das exigidas, por exemplo, na interpretação de um texto literário. Então, o processo de apropriação dessa linguagem impõe ao professor a organização de um trabalho que privilegie não só a leitura e interpretação de textos próprios da Matemática, como problemas matemá- ticos, mas também a produção desses textos. E, tra- tando especificamente a prática de ler para aprender Matemática como conteúdo específico a ser traba- lhado, consideramos fundamental você reconhecer a importância da leitura nas aulas e as possíveis dificul- dades apresentadas pelos alunos. Para que adquiram certa autonomia na leitura des- se tipo de texto, é necessário propiciar-lhes frequen- temente momentos diversificados e significativos de leitura, com diferentes objetivos, tais como: ler indi- vidualmente para extrair informação de um proble- ma ou do enunciado de uma atividade; ler oralmente para comunicar a estratégia de resolução utilizada e fazer uma leitura compartilhada para compreender as regras de um jogo. Essas situações efetivas de lei- tura podem contribuir não só para tornar os alunos leitores competentes como para que se apropriem de conceitos e procedimentos matemáticos. Visando à formação desse leitor autônomo, capaz de atribuir significado ao que lê e não simplesmen- te realizar decodificações, incluímos, nesta coleção, textos de diferentes gêneros. Além de terem uma ligação com o contexto da atividade proposta para a compreensão de um conceito matemático, muitos desses textos poderão despertar o interesse dos alu- nos. Poemas, parlendas, textos informativos, textos instrucionais e representações gráficas são alguns exemplos dessa variedade textual que, ao lado dos textos “inerentes à área de Matemática”, podem ser utilizados tanto para o desenvolvimento da leitura como para a observação e análise de sua estrutura. 12 Em relação à produção de textos, enfatizamos a im- portância de criar oportunidades para que o aluno fale sobre os conteúdos na sala de aula, possibilitando que conecte sua linguagem, seus conhecimentos e suas vi- vências com a linguagem dos colegas e da disciplina. Propor aos alunos que elaborem e apresentem trabalhos em grupo; avaliem e critiquem o próprio tra- balho e o dos demais; comuniquem suas ideias e pro- cedimentos, ou julguem qual foi a melhor estratégia criada para resolver determinado problema são ativi- dades que podem auxiliar o desenvolvimento tanto da capacidade de produção de textos orais quanto do raciocínio lógico-matemático, contemplando a re- presentação verbal de raciocínios. Da mesma forma, promover debates sobre um tema específico e pedir a opinião de cada aluno também podem contribuir para o desenvolvimento da oralidade. Pode ser pedido aos alunos que comentem suas atividades tanto oralmente como por meio de textos escritos – relatos, esquemas, tabelas, gráficos, dese- nhos, entre outros. Ao analisar os textos escritos por eles, você também terá a oportunidade de constatar o conhecimento que já construíram e o que ainda está “pendente” em relação a determinado assunto, não com a rapidez promovida pelo texto falado, no qual a interferência pode ser quase imediata, mas com a vantagem de dispor de mais tempo para ana- lisar os registros. Se for o caso, esses registros tam- bém poderão ser utilizados pelos alunos como fonte de pesquisa ou apoio para uma composição oral. Explorando os registros, peça a cada aluno que explique oralmente o que escreveu, possibilitando- -lhe uma retrospectiva de seus passos e criando oportunidade para uma possível autocorreção. Acreditamos que a produção de texto – oral e es- crito – que envolve conceitos matemáticos não só contribui para a aprendizagem destes como dá signi- ficado à atividade de produção textual. Dessa forma, a produção de textos matemáticos colabora para o aprimoramento da leitura e compreensão de textos dessa disciplina, com suas características peculiares. Incorporando à prática pedagógica uma dinâ- mica interdisciplinar por meio da proposição de tarefas que envolvem diferentes expressões da lin- guagem, podemos tornar os alunos capazes de ler com compreensão nas aulas de Matemática e reco- nhecer as funções sociais da escrita e da linguagem matemática. AS UNIDADES TEMÁTICAS DA MATEMÁTICA A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento que apresenta um conjunto de apren- dizagens consideradas essenciais – e, por isso, mí- nimas –, que todos os alunos devem desenvolver durante as etapas da educação básica. Esta coleção está em consonância com as indicações da BNCC para o ensino da Matemática nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Na área da Matemática, [...] a BNCC propõe cinco unidades temáticas, correlacionadas, que orientam a formulação de habilidades a ser desenvolvidas ao longo do Ensino Fundamental. Cada uma delas pode receber ênfase diferente, a depender do ano de escolarização. (BRASIL, 2017, p. 224). As unidades temáticas são: Números, Álgebra, Geometria, Grandezas e medidas e Probabilidade e Estatística – nas quais estão explicitadas as habilida- des que os alunos devem desenvolver e os respecti- vos objetos de conhecimento referentes a cada ano de escolaridade. É importante considerar, entretanto, que tal separação do conteúdo matemático em uni- dades temáticas tem caráter meramente pedagógi- co, para facilitar a organização e explanação de ha- bilidades e conceitos referentes a cada um. Em sala de aula, a abordagem dos conteúdos desses temas deve ocorrer de forma integrada, segundo as cone- xões que os contextos adotados exigem e permitem. Apresentamos a seguir as ideias básicas que orientaram o trabalho em cada uma delas. NÚMEROS Um cidadão comum depara-se diariamente com diversas situações que envolvem dados numéricos que precisam ser analisados, interpretados e utili- zados. Para isso, ele precisa ter familiaridade com números e desembaraço para operar com eles. Assim, em relação a Números, objetivamos que o aluno: • construa o significado do número com base em seus diversos usos na sociedade – contagens, medidas, ordenação e códigos –, pelo reconhe- cimento de relações e regularidades; • amplie o significado de número natural por meio de situações desafiadoras, para que manual do professor | 13 construa, nos anos posteriores, o significado de número racional e de suas representações (fracionária e decimal); • interprete e produza escritas numéricas por meio de linguagem oral, de registros informais e de linguagem matemática, considerando as regras do sistema de numeração decimal e aplicando-as para representar os números ra- cionais na forma decimal; • construa o significado das operações fun- damentais resolvendo situações-problema, identificando que uma mesma operação pode estar relacionada a situações diferentes e per- cebendo que uma mesma situação pode ser resolvida por meio de diferentes operações; • estabeleça relações entre as operações (multi- plicação como adição de parcelas iguais, divi- são como subtrações sucessivas e operações inversas); • desenvolva procedimentos de cálculo mental (exato e aproximado) para prever resultados observando regularidades e as propriedades das operações; • apreenda os algoritmos das operações, reconhe- cendo7 Veja quanto tempo Marcelo gasta, aproximadamente, para fazer algumas atividades. E você, quanto tempo gasta para fazê-las? ATIVIDADES TEMPO GASTO POR MARCELO TEMPO GASTO POR VOCÊ Merendar 20 minutos Respostas pessoais. Vestir o uniforme 10 minutos Escovar os dentes 4 minutos Piscar os olhos 1 segundo Tomar o café da manhã 15 minutos Estudar em casa 2 horas 10 minutos para as 2 horas 20 horas e 30 minutos 15 minutos para as 2 horas, ou ou 13 horas e 45 minutos, ou 1 hora e 45 minutos To vo va n/ Sh ut te rs to ck .co m To vo va n/ Sh ut te rs to ck .co m To vo va n/ Sh ut te rs to ck .co m Si ta R am /S hu tte rs to ck .co m Si ta R am /S hu tte rs to ck .co m Si ta R am /S hu tte rs to ck .co m Cento e treze .113 manual do professor | 165 Orientações A leitura de horas em relógios di- gitais não costuma apresentar dificul- dade para os alunos. Basta que você explique a eles que os dois pontos se- param as horas dos minutos. Portanto, lemos primeiramente as horas e, a se- guir, os minutos. Por exemplo, se o relógio marca 14:25, lê-se 14 horas e 25 minutos. É importante que os alunos con- sigam fazer estimativas do tempo que gastam para realizar atividades cotidianas. O desenvolvimento dessas habili- dade é fundamental para que o aluno possa controlar seu tempo. Por exem- plo, se estuda de manhã, precisa pre- ver a hora de acordar para ter o tempo necessário de fazer a higiene pessoal, vestir o uniforme, tomar o café da ma- nhã e percorrer o caminho até a escola (EF04MA22). Para desenvolver a capacidade de fazer estimativas de tempo, estipule um horário para o cumprimento de determinada tarefa ou elabore uma di- visão de tempo para as tarefas do dia. Por exemplo: fazer uma redação, ler um texto, fazer contagem até determinado número, entre outras. Os alunos também precisam apren- der a noção de segundos. Se você trou- xer um cronômetro à sala de aula, eles perceberão mais facilmente a duração de pequenos eventos, como piscar um olho, bocejar etc. 1 Joana resolveu registrar, por meio de um gráfico, o tempo que gasta com suas atividades. Observe-o e depois responda às questões. Tempo gasto com atividades Atividade Te m po (h or as ) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 alimentaçãoestudo lazerhigiene pessoal outrastarefas de casa sono Fonte: Dados registrados por Joana (fictícios). a) Quantas horas Joana passa: ª dormindo? 8 horas ª alimentando-se? 2 horas ª estudando? 6 horas b) O que significa o item “outras”? Indica as atividades que Joana faz e que não estão especifi- cadas no gráfico. Por exemplo, a caminhada de casa até a escola e vice-versa. c) Joana mostrou realmente como gasta todas as horas do dia? Explique. Sim. Porque, se somarmos todas as horas de suas atividades, obteremos 24 horas, que é o número de horas de um dia. d) Complete a tabela com as informações obtidas no gráfico. TEMPO GASTO COM ATIVIDADES ATIVIDADE TEMPO (HORAS) sono 8 estudo 6 higiene pessoal 1 tarefas de casa 1 alimentação 2 lazer 4 outras 2 TRABALHANDO COM... DA E Cento e catorze 114 166 Orientações Nesta atividade, os alunos deverão ler e interpretar as informações apre- sentadas no gráfico para saber o tem- po (em horas) gasto por Joana em cada uma de suas atividades diárias (EF04MA22), tirar conclusões com base em sua análise (EF04MA27) e completar a tabela correspondente ao gráfico. 2 Marcos gostou tanto da ideia de Joana que resolveu registrar em uma ta- bela o tempo que ele gasta com suas atividades. Observe-a. ATIVIDADES DE MARCOS ATIVIDADE Sono Estudo Alimentação Lazer Outras TEMPO (HORAS) 8 7 2 3 4 Fonte: Dados registrados por Marcos (fictícios). Na malha quadriculada, construa um gráfico com as informações da tabela. Não se esqueça dos títulos do gráfico e dos eixos. 3 Com base nos dados da tabela acima, responda: a) Se Marcos vai dormir diariamente às 21 horas e 30 minutos, a que horas ele acorda? Ele acorda às 5 horas e 30 minutos do dia seguinte. b) Qual é a diferença entre a quantidade de horas que ele passa estudan- do e a que gasta se alimentando? 5 horas c) Quantas horas Marcos gasta a mais com lazer do que com alimentação? Uma hora. d) Se Marcos fica estudando 5 horas na escola, quantas horas ele estuda em casa, diariamente? 2 horas e) Com que atividade Marcos gasta o quádruplo do tempo que usa para se alimentar? Com o sono. 4 E você, com que atividade gasta mais tempo? Quanto tempo? Respostas pessoais. Atividade Te m po (h or as ) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 alimentaçãoestudo lazer outrassono Atividades de Marcos Cento e quinze .115 manual do professor | 167 Orientações Na atividade 3, os alunos de- verão resolver situações-problema (EF04MA03) em que a maioria dos dados é obtida por meio da leitura da tabela. Atividades complementares Faça uma lista das atividades que você costuma realizar durante as 24 horas do dia e do tempo que você gasta em cada uma. Depois, organize essas informações em uma tabela e construa um gráfico de barras corres- pondente (EF04MA28). Resposta pessoal. Esta atividade pode ser feita no ca- derno ou por meio da tecnologia di- gital, caso em sua escola os alunos tenham acesso a computadores ou similares. Nesse caso, eles poderão uti- lizar planilha eletrônica para fazer a ta- bela e depois gerar o gráfico de barras correspondente. Para fazer o gráfico no papel, sugeri- mos usar papel quadriculado e, depois, colá-lo no caderno. 1 Uma partida de futebol é dividida assim: 1o tempo 45 minutos Intervalo 15 minutos 2o tempo 45 minutos a) Quantos minutos, ao todo, a partida é progra- mada para durar? 105 minutos b) A que horas, aproximadamente, terminará uma partida que começa às 10 horas? Às 11 horas e 45 minutos. c) Se uma partida terminou às 17 horas e 45 minutos, a que horas deve ter começado? Às 16 horas. 2 Na escola de Mariana, a festa em comemora- ção ao Dia da Consciência Negra começou às 14 horas e terminou às 18 horas e 15 minutos. Quanto tempo durou a festa? 4 horas e 15 minutos 3 Jorge leva 25 minutos para ir de sua casa à es- cola. Já Luciana, sua irmã, faz o mesmo percurso em 18 minutos. Quem gasta mais tempo: Jorge ou Luciana? Quantos minutos a mais? Jorge gasta 7 minutos a mais. 4 Luís sai da escola às 12 horas e 30 minutos. Ele permanece na escola por um período de 5 horas. a) A que horas Luís chega à escola? Às 7 horas e 30 minutos. b) Se ele caminha durante meia hora de sua casa até a escola, a que horas ele deve sair de casa? Às 7 horas. SITUAÇÕES-PROBLEMA Faça os cálculos aqui. 1. a) 45 + 15 + 45 = 105 b) 105 min = 1 h 45 min 1 hora e 45 min após às 10 horas serão 11 h 45 min c) 1 hora e 45 minutos antes das 17 ho- ras e 45 minutos eram 16 h. 2. 18 – 14 = 4 3. 25 – 18 = 7 4. a) 12 – 5 = 7 b) Meia hora são 30 minutos. Meia ho- ra antes das 7 horas e 30 minutos são 7 horas. Cento e dezesseis 116 168 Orientações Para resolver estas situações-proble- ma (EF04MA22), os alunos deverão interpretá-las e solucionar questões que envolvem adição ou subtração de medidas de tempo, determinando tan- to a duração como o horário de início ou de término de eventos. Atividades complementares Forme duplas com os alunos e peça que criem problemas que envolvam medida de tempo utilizando as opera- ções de adição e de subtração. Quando terminarem, podem trocar os proble- mas com outra dupla e resolvê-los. 5 A aula de Educação Física de José come- çou às 8 horas e 10 minutos e durou 50 minutos. A que horas terminou a aula? Às 9 horas. 6 Ontem, Patrícia assistiu a uma pales- tra, sobre a importância da leitura em nossa vida, que durou 55 minutos. A palestra estava marcada para come- çar às 15 horas. Entretanto, houve um atraso de 10 minutos. A que horas ter- minou a palestra? Às 16 horas e 5 minutos. 7 O relógio de Luísa esta- va atrasado 15 minutos. Veja ao lado a hora que ele marcava quando ela saiu de casa.as situações adequadas para sua aplicação. É importante salientar que o trabalho com as operações serve de subsídio para o aluno ampliar e solidificar seus conhecimentos acerca dos números. ÁLGEBRA Os conteúdos dessa unidade temática encon- tram-se diluídos em toda a obra, aplicados em ati- vidades que pretendem que o aluno desenvolva o pensamento algébrico, com vista a: • organizar e ordenar objetos familiares ou suas representações; • perceber equivalências entre operações; • resolver problemas simples que envolvam as operações aritméticas básicas em que um dos termos é desconhecido; • identificar as regras de formação de sequên- cias, completando-as; • estabelecer e explicitar regularidades e relações. GEOMETRIA Essa unidade temática engloba o estudo das figuras geométricas e das relações que visam à orientação e localização do cidadão ou de objetos no espaço físico. A construção do conhecimento geométrico deve começar de forma intuitiva nos anos iniciais, respei- tando-se o estágio de desenvolvimento do raciocí- nio dos alunos dessa fase de escolaridade, e cami- nhar para a conquista do rigor matemático a partir dos Anos Finais do Ensino Fundamental. Assim, nesta coleção, procuramos desenvolver um trabalho que possibilite ao estudante: • identificar semelhanças e diferenças entre ob- jetos e formas geométricas bidimensionais ou tridimensionais; • identificar semelhanças e diferenças entre figuras geométricas bidimensionais ou tridimensionais; • identificar e representar a localização de pessoas ou objetos utilizando terminologia adequada; • identificar e representar caminhos utilizando pontos de referência, posições, direções, sen- tidos e rotações. GRANDEZAS E MEDIDAS Os conteúdos aqui abordados destacam-se pela importância social, aplicação no cotidiano e prati- cidade. Eles também favorecem a integração com conteúdos de outros temas da Matemática. O que se pretende com as atividades propostas é que o aluno seja capaz de: • construir o significado de medida ao comparar grandezas de mesma natureza; • reconhecer grandezas mensuráveis, como comprimento, capacidade, massa e tempo; • medir elaborando estratégias próprias de me- dida e utilizando unidades de medida padroni- zadas ou não; • fazer estimativas de medidas; • desenvolver o senso crítico para a escolha da unidade de medida mais adequada; • representar numericamente os resultados das medições de acordo com o Sistema Internacio- nal de Unidades; • estabelecer relações entre diferentes unidades de medida. PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA Atualmente existe a necessidade de desenvolver habilidades que possibilitem ao cidadão interpretar as informações que recebe no dia a dia, transfor- mando-as em novos conhecimentos, lidar com da- dos estatísticos e formular ideias relativas à proba- bilidade de um evento. 14 CONTEÚDOS E DISTRIBUIÇÃO BIMESTRAL E SEMANAL Não é somente em relação à seleção dos con- teúdos que esta coleção está em consonância com a BNCC, mas também na forma como são empre- gados. Buscando dar orientações para o trabalho em sala de aula com base nos princípios e práticas pedagógicas apresentados anteriormente, contri- buí mos para a execução de ações didáticas que convergem para o desenvolvimento tanto de algu- mas das Competências Gerais da Educação Básica (CGEB) quanto das Competências Específicas de Matemática para o Ensino Fundamental (CEMEF) elencadas naquele documento. Veja a seguir algumas atividades apresenta- das no Livro do Estudante ou sugeridas neste ma- nual que podem levar os alunos a desenvolver tais competências. • Leitura e interpretação de textos que apresen- tam conceitos, procedimentos ou instrumentos criados pelo ser humano (CGEB1 e CEMEF1). • Resolução e formulação de problemas e desafios; criação de estratégias próprias de procedimentos de cálculo mental (CGEB2 e CEMEF 2 e 6). • Relatos ou registros, verbais ou não verbais, de ações realizadas; justificativas de respos- tas; criação de gráficos ou tabelas (CGEB6 e CEMEF 2 e 6). • Análise das questões da seção Conviver fazen- do a diferença com troca de ideias e proposta ou busca de soluções (CGEB7 e CEMEF 2 e 7). • Pesquisas e análise dos resultados obtidos (CEMEF 4). • Atividades em grupo (CEMEF9). Devemos destacar, ainda, que no Livro do Es- tudante os conteúdos das unidades temáticas de Matemática estão distribuídos gradualmente nos capítulos e não se esgotam em um só ano; são de- senvolvidos nos cinco volumes que compõem a co- leção, com avanços e retomadas. Apresentamos a seguir os conteúdos trabalhados no Livro do Estudante, ao qual este manual se refere, distribuídos em quatro quadros, um para cada bimes- tre. Em cada bimestre, os conteúdos estão divididos em 8 semanas, com um total de 32 semanas no ano. Nos quadros, indicamos as páginas deste manual que con- têm as páginas do Livro do Estudante nas quais cada conteúdo é apresentado. Sugerimos, assim, que você desenvolva, em sala de aula, as atividades propostas nessas páginas, seguindo as orientações para cada uma delas constantes neste manual. Você pode observar nos quadros que, para cada bimestre, são propostos conteúdos de mais de um capítulo, e que os conteúdos de um capítulo podem estar distribuídos em dois bimestres. Lançamos mão desses recursos para adequar um conjunto de conteúdos ao tempo disponível para desenvolvê-lo. É recomendável que você considere essa distribui- ção dos conteúdos, ao longo das semanas e bimestres, como uma sugestão. Faça as adaptações necessárias para o ano letivo, de acordo com as características de sua turma e dos objetivos propostos para ela. Na última coluna de cada quadro indicamos, ain- da, as habilidades da BNCC às quais os conteúdos propostos se relacionam e, adiante, apresentamos quatro sequências didáticas (SD) formadas por um conjunto de atividades direcionadas para o aprofun- damento de conteúdos trabalhados no Livro do Es- tudante. Assim, ao final de cada quadro indicamos a sequência didática que aborda conteúdos propos- tos para o respectivo bimestre. O que se pretende com as atividades propostas é que o estudante seja capaz de: • coletar e organizar dados, apresentando-os de diferentes formas; • identificar o uso de tabelas e gráficos para faci- litar a leitura e a interpretação de informações; • ler e interpretar diferentes tipos de tabela e de gráfico – de coluna, pictórico e de setor; • tirar conclusões com base em dados apresen- tados em tabelas e gráficos; • calcular a probabilidade de um evento em si- tuações-problema simples. Sempre que possível, o trabalho desenvolvido no Livro do Estudante, assim como as dicas e sugestões dadas ao professor, procuram fazer conexões entre as diferentes partes da Matemática. Podemos dizer que a Estatística está presente em quase todos os capítulos, fazendo conexão com outros conteúdos. Julgamos que essa forma de abordagem é a mais significativa para o aluno. manual do professor | 15 MATEMÁTICA 4o ANO CRONOGRAMA CONTEÚDOS HABILIDADES DA BNCC 1o BIMESTRE CA PÍ TU LO 1 : N Ú M ER O S Semana 1 • Avaliação diagnóstica de conteúdos básicos do ano anterior (páginas 51 e 52). • Diagnose do que o aluno sabe sobre a composição de um número pelos valores relativos de seus algarismos (página 55). • Leitura e interpretação de texto sobre a criação de sistemas de numeração pela humanida- de (página 56). • Identificação das regras do sistema de numeração egípcio (página 57). • Identificação dos algarismos do Sistema de Numeração Decimal (SND) e das regras do uso deles na representação dos números (páginas 58 e 59). • Composição das três primeiras ordens do SND (páginas 60 e 61). • Determinação do antecessor e do sucessor; construção de sequência numérica; decompo- sição e leitura de números até 999 (página 62). EF04MA01 EF04MA02 Semana 2 • Composição da quarta ordem do SND (páginas 63 e 64). • Construçãode sequências numéricas, composição, decomposição, leitura, comparação e ordenação de números até 1 999 (páginas 64 a 67). • Localização de números na reta numérica (páginas 68 e 69). • Reconhecimento das funções das teclas da calculadora (página 70). • Uso da calculadora para fazer operações (página 71). EF04MA01 EF04MA02 EF04MA03 Semana 3 • Determinação do antecessor e sucessor e construção de sequências numéricas de números até 9 999 (páginas 72 e 73). • Análise e aplicação de estratégia de cálculo mental para determinar, por meio da adição, quanto falta para chegar a uma quantidade (página 74). • Análise de dados apresentados em tabela (página 75). • Composição e decomposição de números na forma polinomial (página 76). • Composição da quinta ordem do SND (página 77). • Construção de sequências numéricas, determinação do antecessor e do sucessor e ordena- ção de números até 29 999 (página 78). • Leitura e escrita de números até 99 999 (página 79). • Identificação do valor relativo dos algarismos de um número (página 80). EF04MA01 EF04MA02 EF04MA04 EF04MA27 Semana 4 • Composição da sexta ordem do SND (página 81). • Leitura, composição, decomposição, reconhecimento do valor relativo dos algarismos e construção de sequências de números até 999 999, inclusive por meio do uso do ábaco (páginas 81 a 83). • Aplicação das noções de valor relativo dos algarismos de um número e de comparação e ordenação de números até 999 999 na resolução de situações originadas de um jogo (páginas 84 e 85). • Análise de dados de um gráfico pictórico (página 86). • Identificação das regras do sistema de numeração romano (página 87). • Leitura e escrita de números nesse sistema de numeração (página 88). EF04MA01 EF04MA03 EF04MA27 16 CRONOGRAMA CONTEÚDOS HABILIDADES DA BNCC 1o BIMESTRE (CONTINUAÇÃO) CA PÍ TU LO 2 : A D IÇ Ã O E S U B TR A ÇÃ O Semana 5 • Diagnose do que o aluno sabe sobre a resolução de situações envolvendo ideias da adição e subtração usando dados apresentados em tabela e como é efetuado o cálculo dessas operações (página 91). • Resolução de situações-problema de adição e subtração (página 92). • Determinação do número desconhecido que torna verdadeira uma igualdade (página 93). • Identificação de propriedades de uma igualdade e da propriedade comutativa da adição (página 94). • Ampliação de estratégias de cálculo de adições e de subtrações (páginas 95 a 98). • Resolução de situações-problema (página 99). EF04MA03 EF04MA04 EF04MA05 EF04MA14 EF04MA15 Semana 6 • Análise de dados de gráfico de barras (página 100). • Realização de cálculos por meio da aproximação de números (página 101). • Aproximação de números para a centena ou unidade de milhar exata mais próxima (pági- nas 101 e 102). • Resolução de adições por meio de estratégias de cálculo mental (página 104). • Identificação e aplicação das regras do algoritmo da adição (páginas 105 a 107). EF04MA03 EF04MA05 EF04MA27 EF04MA28 Semana 7 • Identificação e aplicação das regras do algoritmo da subtração (páginas 108 e 109). • Ampliação de estratégias de cálculo de subtrações (página 110). • Identificação da prova real como recurso para validar subtrações (página 111). • Resolução de situações de compra envolvendo troco (páginas 112 a 114). EF04MA02 EF04MA25 Semana 8 • Resolução de situações-problema envolvendo troco, diferentes significados da adição e da subtração e uso de dados de diversos tipos de tabela (páginas 114 a 117). EF04MA03 EF04MA25 EF04MA27 AVALIAÇÃO SEQUÊNCIA DIDÁTICA 1: CONSTRUÇÃO E EMPREGO DE DIFERENTES ESTRATÉGIAS DE RESOLUÇÃO DE ADIÇÕES E SUBTRAÇÕES (SEMANAS 5 E 6). 2o BIMESTRE CA PÍ TU LO 3 : S Ó LI D O S G EO M ÉT R IC O S Semana 9 • Atividade para verificar se o aluno identifica a forma e o nome de sólidos geométricos (página 120). • Reconhecimento da planificação de sólidos geométricos (página 121). • Identificação em prismas e pirâmides do número de faces, arestas e vértices e do formato de cada face (páginas 122 e 123). • Identificação das três dimensões do cubo e do bloco retangular (página 124). • Determinação do número de blocos de uma construção com base em sua visualização (página 125). • Identificação de uma construção por meio de imagens obtidas por sua visualização de diferentes ângulos (página 126). • Identificação e construção de esboço da planta baixa de uma casa (página126). EF04MA06 EF04MA17 manual do professor | 17 CRONOGRAMA CONTEÚDOS HABILIDADES DA BNCC 2o BIMESTRE (CONTINUAÇÃO) CA PÍ TU LO 4 : M U LT IP LI CA ÇÃ O Semana 10 • Avaliação diagnóstica do que o aluno sabe acerca da ideia da adição de parcelas iguais da multiplicação (página 129). • Resolução de situações de multiplicação com os significados de adição de parcelas iguais e organização retangular (páginas 130 a 132). • Relações entre os termos de uma multiplicação (página 133). • Identificação da propriedade comutativa da multiplicação (página 133). • Construção do conceito de múltiplo de um número (página 134). EF04MA05 EF04MA06 EF04MA11 Semana 11 • Identificação das relações entre as “tabuadas” do 2, 4 e 8 e entre as do 3, 5 e 6 (página 135). • Construção das “tabuadas” do 7 e do 9 por meio da adição dos produtos de parcelas desses números (página 136). • Identificação de regularidades entre os múltiplos de um número e entre os múltiplos de vários números (página 137). • Construção da multiplicação por 10 e por 100 (página 138). • Aplicação da multiplicação por 10 e por 100 na resolução de situações-problema, que também envolvem raciocínio lógico-matemático e dados de tabela (páginas 139 e 140). EF04MA05 EF04MA06 EF04MA11 EF04MA27 Semana 12 • Resolução de multiplicações por aproximação e estimativa (página 141). • Resolução de situações-problema envolvendo as noções de proporcionalidade e de combi- natória (páginas 142 a 144). • Resolução de cálculos e situações-problema envolvendo multiplicações com mais de dois fatores (páginas 145 e 146). EF04MA06 EF04MA08 Semana 13 • Identificação da propriedade associativa da multiplicação (página 147). • Resolução de situações-problema de multiplicação (página 148). • Uso da calculadora como recurso para aplicar propriedades da multiplicação (página 149). • Análise de gráfico de barras com duas categorias (página 150). • Construção da multiplicação por múltiplos de 10 e por 100 (páginas 151 e 152). EF04MA05 EF04MA06 EF04MA27 Semana 14 • Construção da propriedade distributiva da multiplicação (páginas 153 e 154). • Construção do algoritmo da multiplicação (páginas 154 a 158). • Aplicação do algoritmo na resolução de situações-problemas de multiplicação (página 158). EF04MA05 EF04MA06 CA PÍ TU LO 5 : M ED ID A S D E TE M PO , D E TE M PE R AT U R A E D E CO M PR IM EN TO Semana 15 • Diagnose do que o aluno sabe sobre leitura de horas em relógio analógico e digital (página 161). • Relações entre dia, hora, minuto e segundo (páginas 162 e 163). • Leitura de horas em relógios analógicos e digitais (páginas 164 e 165). • Preenchimento de tabela com os dados de um gráfico de colunas envolvendo tempo de duração de eventos (página 166). • Construção de gráfico de colunas com dados de tabela e posterior análise dele (página 167). • Resolução e elaboração de situações-problema para determinar hora de início, de término ou de duração de eventos (páginas 168 e 169). EF04MA22 EF04MA27 18 CRONOGRAMA CONTEÚDOS HABILIDADES DA BNCC 2o BIMESTRE (CONTINUAÇÃO) CA PÍ TU LO 5 : M ED ID A S D E TE M PO , D E TE M PE R AT U R A E D E CO M PR IM EN TO Semana 16 • Relação entre dias, semanas, meses e ano (página 170). • Identificação da forma abreviada de escrita de datas (páginas 171 e 172). • Identificação dos anos que constituem determinado século ou década (páginas 173 e 174). • Resolução de problemas envolvendo medidas de tempo (páginas175 e 176). EF04MA11 EF04MA22 AVALIAÇÃO SEQUÊNCIA DIDÁTICA 2: MULTIPLICAÇÃO ENTRE NÚMEROS NATURAIS MAIORES QUE 10 (SEMANA 14). 3o BIMESTRE CA PÍ TU LO 5 : M ED ID A S D E TE M PO , D E TE M PE R AT U R A E D E CO M PR IM EN TO Semana 17 • Identificação dos instrumentos e da unidade de medida usados para determinar a tempe- ratura de pessoas ou ambientes (páginas 176 e 177). • Comparação de temperaturas apresentadas em tabela (página 178). • Análise de temperaturas mínimas e máximas de uma tabela para o estabelecimento de conclusões (página 179). • Reconhecimento da necessidade de uso de medida de comprimento padronizada, com base na interpretação de um texto (página 180). • Relação entre medidas expressas em metro e centímetro (página 181), entre centímetro e milímetro e entre metro e milímetro (página 183). • Identificação de instrumentos de medida de comprimento (página 182). • Medição, comparação e estimativa de comprimentos (página 183). • Resolução de problemas com medidas de comprimento (página 184). EF04MA03 EF04MA06 EF04MA07 EF04MA20 EF04MA23 EF04MA24 Semana 18 • Relação entre medidas expressas em metro e quilômetro (página 185). • Comparação e estimativa de comprimentos (página 186). • Resolução de problemas com medidas de comprimento (página 187). • Cálculo do perímetro de figuras (páginas 188 e 189). • Comparação e cálculo da área de figuras desenhadas em malha quadriculada pela conta- gem dos quadradinhos (páginas 189 e 190). EF04MA03 EF04MA05 EF04MA20 EF04MA21 CA PÍ TU LO 6 : D IV IS Ã O Semana 19 • Avaliação diagnóstica do que o aluno sabe acerca das ideias de repartir em partes iguais e de medida da divisão (página 193). • Resolução de divisões pela identificação da multiplicação correspondente. (páginas 194, 195 e 197). • Resolução de problemas com as ideias da divisão (página 196). • Construção do conceito de divisores de um número (páginas 198 e 199). EF04MA04 EF04MA07 EF04MA13 manual do professor | 19 CRONOGRAMA CONTEÚDOS HABILIDADES DA BNCC 3o BIMESTRE (CONTINUAÇÃO) CA PÍ TU LO 6 : D IV IS Ã O Semana 20 • Resolução de divisões não exatas (páginas 200 e 201). • Relação entre os termos da divisão (página 201). • Desenvolvimento do conceito de maior resto possível (páginas 202 e 203). • Construção de estratégias de cálculo para a divisão de múltiplos de 10, 100 e 1 000 e apli- cação em situações-problema (páginas 204 e 205). • Resolução de problemas envolvendo cálculo aproximado (página 206). EF04MA04 EF04MA07 EF04MA12 Semana 21 • Construção do algoritmo da divisão por estimativa (páginas 207 e 208). • Resolução de situações-problema de divisão (página 209). • Construção do algoritmo da divisão (páginas 210 a 212). • Identificação da “prova real” para validar uma divisão (página 213). EF04MA05 EF04MA07 CA PÍ TU LO 7 : F IG U R A S PL A N A S E CA M IN H O S Semana 22 • Diagnose para verificar se os alunos identificam o formato de uma das bases de um prisma (página 216). • Conceito de região plana e de figura plana (páginas 217 e 218). • Identificação de linhas retas e linhas curvas em figuras (página 219). • Identificação de polígonos (página 220). • Construção de polígono usando software (página 221). • Identificação do nome e do número de lados e de vértices de polígonos (páginas 222 e 223). EF04MA17 Semana 23 • Comparação de quadriláteros quanto à medida de seus lados e de seus ângulos (retos ou não retos) (página 224). • Integração com outros temas da Matemática: resolução de situação-problema com a ideia de proporcionalidade e identificação do padrão de formação de uma faixa composta de figuras geométricas planas (página 225). • Associação de figuras geométricas planas com o formato das faces de um sólido e com o formato das peças de um quebra-cabeça (página 226). • Identificação de figuras com simetria (páginas 228 e 229). • Construção de figura que apresenta simetria em relação a uma reta vertical, dada a sua metade, usando software (página 230). • Figuras simétricas em relação a uma reta (páginas 231 e 232). EF04MA06 EF04MA17 EF04MA18 EF04MA19 Semana 24 • Desenvolvimento dos conceitos de reprodução, ampliação e redução de figuras desenha- das em malha quadriculada (página 233). • Construção, em malha quadriculada, de figuras que sejam reprodução, ampliação ou redução de outra (página 234). • Interpretação e descrição de caminhos percorridos por pessoas em esboço de planta baixa ou em representação de um espaço físico com o emprego de termos como “direita” e “esquerda” e com mudanças de sentido e de direção (páginas 235 a 237). EF04MA03 EF04MA16 EF04MA21 AVALIAÇÃO 20 CRONOGRAMA CONTEÚDOS HABILIDADES DA BNCC 4o BIMESTRE CA PÍ TU LO 8 : F R A ÇÕ ES Semana 25 • Diagnose para verificar se o aluno sabe que frações são usadas para representar partes menores que um inteiro (página 240). • Interpretação de texto sobre os primeiros usos das frações pelo ser humano (página 241). • Desenvolvimento do conceito de fração de um inteiro contínuo (página 242). • Comparação e equivalência de frações (página 243). • Representação gráfica de frações (páginas 244 a 246). EF04MA09 Semana 26 • Estabelecimento da relação parte/todo (páginas 247 e 248). • Conceito de fração de quantidades discretas (páginas 248 a 251). • Desenvolvimento do conceito de fração como medida (página 252). • Identificação do significado dos termos de uma fração (páginas 253 e 254). EF04MA09 EF04MA11 Semana 27 • Leitura e escrita de frações (páginas 253 a 256). • Identificação de frações equivalentes à metade do inteiro (página 257). • Desenvolvimento do conceito de centésimo (página 258). • Adição e subtração de frações (páginas 259 a 261). EF04MA09 Semana 28 • Análise dos dados de um gráfico de setor (página 262). • Desenvolvimento do conceito de probabilidade (páginas 263 e 264). • Localização de frações na reta numérica (páginas 265 e 266). • Resolução de situações-problema envolvendo os significados e o cálculo de frações (página 267). EF04MA08 EF04MA09 EF04MA26 CA PÍ TU LO 9 : M ED ID A S D E M A SS A E D E CA PA CI D A D E Semana 29 • Diagnose do que o aluno sabe acerca da aplicação da relação entre grama e quilograma em situações do cotidiano (página 270). • Relação entre medidas expressas em grama e quilograma (página 271). • Interpretação dos resultados de pesagem de produtos em balança de braço ou digital para resolver situações-problema (páginas 272 e 273). • Relação entre medidas expressas em quilograma e tonelada (página 273 e 274). • Comparação e estimativa de “pesos” de objetos ou seres usando grama, quilograma ou tonelada (página 274). • Resolução de problemas com medidas de massa (páginas 274 e 275). • Comparação e estimativa da capacidade de diferentes recipientes (páginas 276 e 277). • Resolução de situações-problema estabelecendo relações entre medidas expressas em litro e mililitro (páginas 276 a 278). • Resolução de problemas com medidas de massa e de capacidade envolvendo significados de multiplicação, divisão e fração (páginas 279 e 280). • Construção de gráfico de colunas com dados de gráfico pictórico (página 281). • Resolução de situações-problema com dados de gráfico de colunas (página 282). EF04MA06 EF04MA07 EF04MA09 EF04MA15 EF04MA20 EF04MA25 EF04MA27 manual do professor | 21 CRONOGRAMA CONTEÚDOS HABILIDADES DA BNCC 4o BIMESTRE (CONTINUAÇÃO) CA PÍ TU LO 1 0: N Ú M ER O S D EC IM A IS Semana 30 • Diagnose das noções do aluno sobre os números decimais e o uso deles no cotidiano (página 285). • Desenvolvimento do conceito de décimos e respectiva representação na forma decimal (páginas 286 e 287). • Conceito, representação, comparação e ordenação de números decimais com apenas uma casa decimal (páginas 288 e 289). • Preenchimento de tabela com dados de gráfico de colunas einterpretação desses dados (página 290). • Desenvolvimento do conceito de centésimos, sua relação com décimos e sua representa- ção na forma decimal (páginas 291 e 292). EF04MA04 EF04MA09 EF04MA27 Semana 31 • Representação, decomposição, comparação, leitura, escrita e ordenação de números decimais com até duas casas decimais (páginas 293 a 295). • Estabelecimento da relação de décimos e centésimos com a representação do sistema monetário brasileiro (página 296). • Resolução de problemas que envolvem compra e venda utilizando os termos “lucro” e “prejuízo” e dados apresentados em tabela (página 297). • Construção da adição e subtração de números decimais (página 298). • Identificação de procedimentos para cálculos com números decimais na calculadora (página 299). • Resolução de situações-problema envolvendo quantias usando aproximação e estimativa (página 300). EF04MA10 EF04MA25 EF04MA27 Semana 32 • Resolução de problemas com quantias apresentadas em tabela envolvendo situação com troco e análise das condições de venda (página 301). • Resolução de problemas de compra e venda utilizando as expressões “à vista”, “a prazo”, “em prestações” e “sem entrada” (páginas 302 e 303). • Aplicação da relação de decímetros e centímetros com décimos e centésimos do metro, respectivamente, na expressão da medida de um comprimento utilizando diferentes uni- dades de medida; na comparação de medidas de comprimento e na resolução de situações envolvendo medidas (páginas 304 e 305). • Resolução de situações-problema que envolvam compra e venda e as quatro operações matemáticas (páginas 306 e 307). • Aplicação do raciocínio lógico-matemático e da adição e comparação de números deci- mais na resolução de desafios (página 308). EF04MA03 EF04MA06 EF04MA07 EF04MA10 EF04MA25 EF04MA27 AVALIAÇÃO (PÁGINAS 311 E 312). SEQUÊNCIA DIDÁTICA 3: PROBABILIDADE (SEMANA 28). SEQUÊNCIA DIDÁTICA 4: TRABALHANDO MEDIDAS DE CAPACIDADE (SEMANA 29). Atendendo ao objetivo de auxiliá-lo no melhor aproveitamento dos recursos oferecidos nesta obra, apresentamos, no quadro a seguir, uma su- gestão de plano semanal, com o planejamento das atividades diárias para duas semanas do 1o bimes- tre. Ele foi desenvolvido conforme descrito nos tó- picos a seguir. • Para cada dia da semana, propomos duas atividades de Matemática. Essas ativida- des podem ser desenvolvidas uma logo depois da outra ou de acordo com sua pre- ferência. Caberá a você analisar, conforme as características de sua turma, o melhor momento do dia para aplicá-las. 22 • Explicitamos no quadro como conectar os diversos recursos oferecidos nesta obra – as atividades do Livro do Estudante (LE), as ati- vidades preparatórias ou complementares e as atividades para avaliação da aprendiza- gem propostas no Manual do Professor (MP), além de uma das sequências didáticas — em uma ordem que atenda às diversas etapas do processo de ensino-aprendizagem, como revisão, aprofundamento do conteúdo, ava- liação da aprendizagem, retomada e novos aprofundamentos do conteúdo. • Para essas semanas, propomos o desenvol- vimento da parte inicial do Capítulo 2, que aborda os conteúdos de adição e subtração. Esperamos que essa explanação auxilie você, seus colegas de série e a equipe didático-peda- gógica da escola na etapa de planejamento da in- serção dos materiais oferecidos nesta obra no tra- balho com a turma. E desejamos que tanto você como os alunos obtenham resultados proveitosos de sua aplicação. SUGESTÃO DE PLANO SEMANAL COM O PLANEJAMENTO DAS ATIVIDADES DIÁRIAS PARA DUAS SEMANAS DO 1O BIMESTRE DIA DA SEMANA ATIVIDADES PARA A 5a SEMANA DO ANO Segunda-feira 1. Diagnose do que os alunos sabem acerca da resolução de atividades que envolvem adições e subtrações: propor as atividades da p. 45 do LE seguindo as orientações do MP. 2. Revisão da resolução de situações-problema envolvendo adição e subtração: propor a p. 46 do LE seguindo as orienta- ções do MP e aplicando a atividade complementar proposta nele. Terça-feira 3. Relações entre os termos das operações de adição e subtração por meio da determinação do termo desconhecido: propor a p. 47 do LE seguindo as orientações do MP, inclusive sobre o uso das atividades 3 e 4 para avaliação. 4. Retomada dos procedimentos da aula anterior: propor as atividades sugeridas na p. 93 do MP, dando mais atenção aos alunos que apresentaram dificuldade nas atividades de avaliação. Quarta-feira 5. Identificação de propriedade de uma igualdade envolvendo adições e da propriedade comutativa: propor as atividades da p. 48 do LE seguindo as orientações do MP. 6. Reconhecimento da adição e da subtração como operações inversas: dirigir a leitura e a interpretação do texto da p. 49 do LE e propor as atividades 1 e 2 seguindo as orientações do MP. Quinta-feira 7. Aplicação da reversibilidade entre a adição e a subtração no cálculo mental e na resolução de problemas: propor as atividades da p. 50 do LE seguindo as orientações do MP. 8. Análise de estratégias de resolução de adições e subtrações: propor a etapa 1 da SD1 deste MP. Sexta-feira 9. Resolução de atividades que envolvem adições e subtrações por cálculo mental: propor as p. 51 e 52 do LE seguindo as orientações do MP. 10. Aplicação de adições e subtrações na resolução de situações-problema: propor a p. 53 do LE seguindo as orientações do MP, inclusive sobre o uso das atividades para avaliação. ATIVIDADES PARA A 6a SEMANA DO ANO Segunda-feira 11. Construção de fatos básicos da adição em universo numérico ampliado: propor a etapa 2 da SD1 deste MP. 12. Interpretação de gráfico de barra: propor a atividade 1 da p. 54 do LE seguindo as orientações do MP. Terça-feira 13. Resolução de cálculos por estimativa e aproximação: propor as p. 55 e 56 do LE seguindo as orientações do MP. 14. Coleta e registro de dados em tabela: encaminhar a atividade complementar da p. 102 do MP. Quarta-feira 15. Desenvolvimento da capacidade de argumentar e emitir opinião: propor a leitura e interpretação do texto da seção Aprenda mais esta e a resolução das questões da seção Conviver fazendo a diferença, da p. 57 do LE, seguindo as orientações do MP. 16. Resolução de situações-problema aplicando estimativa ou cálculo aproximado: propor a etapa 3 da SD1. Quinta-feira 17. Identificação da decomposição das parcelas de uma adição nos valores relativos de seus algarismos e do uso da proprie- dade associativa como estratégia de cálculo mental: propor a p. 58 do LE e a atividade complementar da p. 104 do MP. 18. Construção do algoritmo da adição com números de até 3 ordens usando como apoio o Material Dourado e o quadro de ordens: propor a p. 59 do LE seguindo as orientações do MP. Sexta-feira 19. Mesmos procedimentos da aula anterior com números de até 4 ordens: propor as p. 60 e 61 do LE seguindo as orientações do MP. 20. Revisão do recurso de uso de trocas para realizar subtrações: encaminhar o jogo do "perde-perde" da p. 107 do MP como etapa preparatória para a construção do algoritmo da subtração. manual do professor | 23 SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS Com o objetivo de ajudar você no desenvolvi- mento dos objetos de conhecimento e habilidades propostos na BNCC, apresentamos quatro Sequên- cias Didáticas (SD) para serem trabalhadas durante o ano letivo. No início de cada SD, são indicados os objetivos de aprendizagem almejados em todas as atividades propostas e as habilidades da BNCC aos quais esses objetivos estão relacionados. Você pode observar que cada uma delas é cons- tituída de um conjunto de situações didáticas va- riadas, organizadas sequencialmente e conectadas umas às outras, com o objetivo de levar à construção de uma noção, conceito ou procedimento. E como tais sequências já foram elaboradas em uma orde- nação que considerou as etapas do conceito a ser construído com alunos dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, cabe a você apenas decidir em qual momento