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CRYPTOSPORIDUM SP.
HISTÓRICO 
Ernest Edward Tyzzer, médico parasitologista da Harvard (1875–1965)
 Primeira vez suas observações sobre o gênero Cryptosporidium em 1907
 O Cryptosporidium recebeu esse nome devido à ausência de esporocistos nos oocistos, uma característica de outros coccídeos;
Agente etiológico 
✓ Cryptosporidium parvum (Tyzzer, 1907) 
➢ Taxonomia: 
✓ Filo: Apicomplexa 
✓ Classe: Sporozoea 
✓ Ordem: Eucoccidiida 
✓ Família: Cryptosporididae 
✓ Gênero: Cryptosporidium
Criptosporidiose
diarreia persistente e crônica em pacientes imunocomprometidos
morbidade mortalidade
Surtos zoonóticos ou de veiculação hídrica diarreia associada à desnutrição crônica e mortalidade prematura, países em desenvolvimento.
MORFOLOGIA PARASITÁRIA
Oocistos 
▪Possui 4 esporozoítos livres no seu interior (ausência de esporocistos) 
▪Álcool-ácido- resistente
Resistentes a desinfetantes antissépticos aquosos ou germicidas
✓remoção do solo
 ✓incineração com lança-chamas
✓hipoclorito de sódio
 ✓formol a 10% 
✓aquecimento a 56ºC por 30 minuto
CICLO BIOLÓGICO
Oocistos: infectantes quando eliminados com as fezes.
➢ Ocorre a formação do vacúolo parasitóforo porém sua localização é fora do citoplasma da célula hospedeira.
➢ Pode ocorrer transmissão direta pessoa a pessoa, autoreinfecção(fecal-oral) e por inalação
Patogenia e Sintomatologia
Imunocompetentes:
✓Assintomáticos
✓Sintomáticos:
P.I. 4 – 14 dias oocistos em fezes 3 dias após a contaminação
❖ diarreia autolimitada: cura espontânea 
❖ Intensa: ~20 evacuações/dia 
❖ dor abdominal, 
❖ náuseas e vômitos
 ❖ perda de peso, desidratação.
Patogenia e Sintomatologia
➢Imunocomprometidos: 
✓diarreia crônica e intermitente
❖Intensidade e duração da diarreia: número de células T CD4+ 
❖ Manifestações extra-intestinais: pacientes com AIDS
(hepatite, pancreatite criptosporidiose respiratória).
EPIDEMIOLOGIA
➢ A infecção humana foi relatada pela primeira vez em 1976
➢ A partir de 1982: oportunista em pacientes com AIDS
➢ A prevalência é de 5-10% em pacientes com AIDS e de 5-20% em crianças imunocompetentes (creches).
➢ São comuns infecções duplas com Cryptosporidium e Microsporídios.
➢ Surtos de criptosporidiose têm sido relatados em diversos países.
DIAGNÓSTICO
EIA para antígenos Exame microscópico das fezes (técnicas especiais são necessárias)
amostras fecais utilizando-se anticorpos monoclonais detecção de anticorpos por ELISA. 
Diagnóstico parasitológico:
➢ Pesquisa de oocistos maduros nas fezes ou outros líquidos orgânicos (aspirado duodenal e jejunal).
➢Há necessidade de examinar múltiplas amostras de fezes.
TRATAMENTO
Nitazoxanida em pacientes sem AIDS e com infecção persistente Terapia antirretroviral (TARV) em pacientes com AIDS junto com altas doses de nitazoxanida
Em pessoas imunocompetentes, a criptosporidiose é autolimitada. Para infecções persistentes, pode-se usar nitazoxanida oral; as doses recomendadas, administradas por 3 dias, são: De 1 a 3 anos de idade: 100 mg, 2 vezes/dia De 4 a 11 anos de idade: 200 mg, 2 vezes/dia ≥ 12 anos de idade: 500 mg, 2 vezes/dia.
PREVENÇÃO
•Evitar a ingestão de água contaminada com oocistos de Cryptosporidium. 
•É difícil precisar que tipo de água está livre deste protozoário, já que os oocistos são liberados por várias espécies de animais e são muito resistentes ao tratamento da água com produtos clorados.
 •Evitar contato com humanos ou animais com sintomas característicos de criptosporidiose.
 •O contato com crianças menores de 6 anos é considerado um fator de risco para a infecção.
ATENÇÃO
O parasito já foi encontrado em biofilmes no ambiente aquático, os quais podem liberar fragmentos ricos em oocistos ou em outras formas de vida livre do parasito. 
Este processo pode levar à recorrência de surtos de criptosporidiose em comunidades nas quais os sistemas de distribuição apresentem estes biofilmes.

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