Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Hanseníase:
1. Definição e Epidemiologia
• Doença crônica, infecciosa e transmissível, causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente nervos periféricos, pele e olhos.
• Considerada uma doença tropical negligenciada, prevalente em populações em situações de vulnerabilidade socioeconômica.
• Alta infectividade, mas baixa patogenicidade (muitas pessoas são infectadas, poucas adoecem).
• Brasil é o segundo país com maior número de casos, atrás da Índia, e contribui significativamente para os novos casos globais.
2. Modo de Transmissão e Incubação
• Transmissão de pessoa para pessoa por gotículas respiratórias, após contato próximo e prolongado com indivíduos não tratados.
• Período de incubação varia de 2 a 7 anos, podendo ser maior ou menor.
3. Manifestações Clínicas
• A resposta ao M. leprae determina diferentes formas clínicas:
• Indeterminada: Máculas claras únicas, com sensibilidade alterada.
• Tuberculoide: Lesões bem definidas, com comprometimento nervoso e perda de sensibilidade.
• Dimorfa: Lesões variadas, simétricas, com comprometimento neural grave.
• Virchowiana: Forma mais grave, com anestesia, deformidades e lesões nodulares.
4. Diagnóstico
• Inclui anamnese, exame dermatológico, neurológico e classificação operacional.
• Confirmado por testes laboratoriais (baciloscopia ou biópsia).
• Classificação operacional: Paucibacilar (PB): Até 5 lesões. Multibacilar (MB): Mais de 5 lesões.
5. Tratamento
• Poliquimioterapia (PQT) disponível no SUS: PB: Tratamento por 6 meses.
• MB: Tratamento por 12 meses.
• Inclui rifampicina, dapsona e clofazimina, com doses diferenciadas para adultos e crianças.
• Tratamento ambulatorial garante interrupção da transmissão logo no início.
6. Reações Hansênicas
• Podem ocorrer durante ou após o tratamento, sendo responsáveis por complicações neurais.
• Tipo I (Reversa): Alterações em lesões dermatológicas.
• Tipo II (Eritema nodoso hansênico): Nódulos dolorosos, febre e mal-estar.
7. Prevenção e Controle
• Medidas preventivas: Detecção precoce, tratamento específico e vacinação BCG para contatos próximos.
• Hanseníase é de notificação compulsória no Brasil, com investigação epidemiológica obrigatória.
8. Critérios de Alta
• Pacientes são avaliados quanto à cura após conclusão das doses supervisionadas (6 para PB e 12 para MB), com reavaliação clínica e neurológica.
Difteria: Doença toxi-infecciosa aguda, causada pelo Corynebacterium diphtheriae, que afeta vias respiratórias superiores e, ocasionalmente, a pele. Produz placas pseudomembranosas típicas.
• Epidemiologia: Frequente em locais com aglomerações e baixas coberturas vacinais. No Brasil, a incidência diminuiu devido à vacinação.
• Transmissão: Contato direto por gotículas respiratórias; raramente por objetos contaminados.
• Manifestações Clínicas: Placas pseudomembranosas branco-acinzentadas nas amígdalas e faringe, febre baixa, edema cervical (“pescoço taurino”) em casos graves, com risco de asfixia.
• Complicações: Miocardite, neurite e nefropatia.
• Diagnóstico: Clínico, confirmado por cultura de secreções nasofaríngeas.
• Tratamento: Soro antidiftérico (SAD) para neutralizar a toxina. Antibióticos (eritromicina ou penicilina).
• Prevenção: Vacinação com toxoide diftérico, reduzindo casos clínicos e transmissão.
Tétano: Doença causada pelo Clostridium tetani, um bacilo gram-positivo, que produz esporos resistentes. A toxina afeta o sistema nervoso central.
• Tipos: Acidental e Neonatal.
• Epidemiologia: Incidência no Brasil diminuiu, mas ainda é elevada em trabalhadores agropecuários e da construção civil. Letalidade entre 26% e 27% no Brasil.
• Transmissão: Entra no organismo por feridas contaminadas, em condições anaeróbicas.
• Manifestações Clínicas: Rigidez muscular, trismo (dificuldade de abrir a boca) e espasmos intensos.
• Insuficiência respiratória como principal causa de morte.
• Diagnóstico: Clínico, baseado nos sintomas.
• Tratamento: Soro antitetânico e antibioticoterapia. Controle de espasmos e suporte respiratório.
• Prevenção: Vacinação (dT ou pentavalente).
Tétano Neonatal:
• Acontece devido a práticas inadequadas no cuidado do coto umbilical.
• Prevenção envolve atenção pré-natal e vacinação materna.
Coqueluche: Doença infecciosa aguda, causada pela Bordetella pertussis, que afeta o trato respiratório e é altamente transmissível.
• Epidemiologia: Redução significativa com vacinação.
• Persistência de casos em lactentes menores de 6 meses.
• Transmissão: Contato direto por gotículas respiratórias.
• Manifestações Clínicas: Tosse seca em paroxismos, que pode durar semanas. Lactentes apresentam risco elevado de formas graves.
• Complicações: Pneumonia, convulsões e apneia.
•Diagnóstico: Isolamento da bactéria em cultura de secreções nasofaríngeas.
• Tratamento: Antibióticos (macrolídeos). Hospitalização para lactentes com formas graves.
• Prevenção: Vacinação (pentavalente e tríplice bacteriana).
Meningite: Definição e Epidemiologia
• Meningite: Inflamação das meninges (membranas que envolvem cérebro e medula espinhal), geralmente causada por infecções bacterianas, virais, fúngicas ou parasitárias. Pode ser também não infecciosa.
• Doença meningocócica: Principal causa de meningite bacteriana no Brasil, com maior incidência em crianças menores de 5 anos, especialmente lactentes.
• Entre 2007 e 2020, foram confirmados 265.644 casos de meningite no Brasil, sendo a meningite viral a mais frequente.
• A letalidade da doença meningocócica é alta: 20% a 24%, podendo chegar a 50% nos casos graves (meningococcemia).
Agentes Etiológicos
• Bacterianas: Neisseria meningitidis (meningococo), com os sorogrupos A, B, C, W, Y e X como os mais relevantes para surtos.
• Virais: Principalmente Enterovírus (poliovírus, Coxsackie A, entre outros).
Transmissão:
• Meningite bacteriana: Transmissão direta por gotículas respiratórias.
• Meningite viral: Via fecal-oral ou respiratória, com transmissão por assintomáticos.
Manifestações Clínicas
• Sintomas gerais: Febre, rigidez de nuca, náuseas, vômitos, irritabilidade e fotofobia.
• Casos graves podem evoluir para coma, convulsões e infecções generalizadas (meningococcemia).
• Em infecções virais, complicações graves são raras.
Diagnóstico: Confirmado por exames laboratoriais:
• Bacteriana: Cultura de líquido cefalorraquidiano (LCR), sangue ou lesões petequiais.
• Viral: Sorologia (IgG e IgM) e PCR em líquor ou fezes.
Tratamento
• Bacteriana: Uso de antibióticos específicos (meningocócica).
•Viral: Geralmente suporte clínico, pois não há antiviral amplamente utilizado.
Prevenção
•Vacinas: Meningocócica C e ACWY para crianças e adolescentes. Pneumocócica 10-valente.
• Quimioprofilaxia: Rifampicina para contatos próximos de casos suspeitos.
• Medidas gerais: Higiene, controle de surtos e imunização adequada.
Leishmaniose Tegumentar
Epidemiologia: É uma das seis doenças infecciosas mais relevantes, segundo a OMS, devido à alta incidência e capacidade de causar deformidades. No Brasil, entre 2020 e 2023, foram registrados mais de 57.000 casos, com maior prevalência nas regiões Norte e Nordeste.
• Causador: Protozoário do gênero Leishmania transmitido por mosquitos flebotomíneos (Lutzomyia). Reservatórios incluem animais silvestres, domésticos e sinantrópicos.
• Manifestações clínicas: Inclui formas cutâneas (úlceras na pele) e mucosas (lesões graves que podem atingir a boca e nariz).
• Complicações: Infecções secundárias, desnutrição por dificuldade de deglutição, perda da voz, miíase e, em casos raros, meningite.
• Diagnóstico: Realizado por exames parasitológicos (identificação do protozoário), imunológicos (IDRM, IFI, ELISA) e moleculares (PCR).
• Tratamento: Antimonial pentavalente como primeira escolha; anfotericina B e pentamidina em casos específicos. O acompanhamento regular é necessário por 12 meses para monitorar a cura.
Leishmaniose Visceral
•Epidemiologia: Também conhecida como calazar, é sistêmica e crônica. Se não tratada, possui letalidade de 90%. Entre 2020 e 2023, foram registrados cerca de 6.800 casos humanos e 682 óbitosno Brasil, com maior incidência em crianças menores de 10 anos, devido à desnutrição e exposição ao vetor.
• Causador: Leishmania chagasi, transmitida por flebotomíneos. Na área urbana, os cães são os principais reservatórios.
• Manifestações clínicas: Febre prolongada, perda de peso, hepatoesplenomegalia, anemia e adinamia. Apenas uma pequena parcela dos infectados desenvolve sintomas.
• Complicações: Incluem otites, piodermite, hemorragias, anemia aguda e quadros sépticos.
• Diagnóstico: Clínico-epidemiológico e laboratorial (sorologia e parasitologia).
• Tratamento: Realizado em ambiente hospitalar. Inclui medicamentos como anfotericina B e antimoniato de N-metil glucamina, associados a cuidados como hidratação e suporte nutricional.
Prevenção
• Individual: Uso de repelentes, mosquiteiros, telagem de janelas e coleiras repelentes para cães.
• Coletiva: Manejo ambiental (limpeza de terrenos, poda de árvores, descarte adequado de lixo orgânico) e eutanásia de cães com sorologia positiva.
• Educação: Orientar a população sobre sinais clínicos, diagnóstico precoce e tratamento. Capacitar equipes de saúde para o manejo adequado.
Hepatites Virais
As hepatites virais são doenças infecciosas causadas por diferentes vírus hepatotrópicos (HAV, HBV, HCV, HDV, HEV) e são consideradas um problema de saúde pública no Brasil. São de notificação compulsória desde 1996.
Epidemiologia
• Distribuição universal, mas com variações regionais.
• Fatores como vacinação, melhorias em higiene e avanços no diagnóstico têm alterado o perfil da doença.
• A desigualdade socioeconômica e o acesso irregular aos serviços de saúde influenciam a dinâmica da doença no Brasil.
Modo de Transmissão
• Hepatites A e E: Fecal-oral, frequentemente associadas à água e alimentos contaminados.
• Hepatites B, C e D: Contato com sangue ou fluidos corporais, transmissão sexual ou vertical (mãe-filho).
Manifestações Clínicas
• Hepatite aguda: Pode ser assintomática ou apresentar sintomas como icterícia, febre, dor abdominal e cansaço.
• Hepatite crônica: Relacionada às hepatites B, C e D, pode evoluir para cirrose e carcinoma hepatocelular.
• Hepatite fulminante: Forma rara e grave, com alta taxa de mortalidade.
Complicações
• Cronificação: Altamente prevalente nas hepatites B, C e D, podendo variar de acordo com a idade e tipo de infecção.
• Doença hepática grave: Inclui cirrose e câncer de fígado.
Diagnóstico
• Clínico-epidemiológico: Baseado em anamnese detalhada, fatores de risco e sintomas.
• Laboratorial: Inclui testes sorológicos e moleculares específicos para cada tipo de hepatite.
Tratamento
• Medicamentos: Incluem alfapeguinterferona, tenofovir e sofosbuvir, dependendo do tipo de hepatite.
• Hepatites agudas: Geralmente, apenas suporte clínico, exceto em casos graves.
Prevenção
• Vacinas: Disponíveis para hepatites A e B.
• Medidas de biossegurança: Evitar compartilhamento de objetos cortantes, seringas e outros materiais de uso pessoal.
• Higiene: Controle do consumo de água e alimentos para hepatites A e E.
• Educação em saúde: Promoção de orientações à comunidade e profissionais de saúde.
Prognóstico
• Hepatite A: Recuperação em 3 meses na maioria dos casos.
• Hepatite B: Boa evolução em 90% a 95% dos casos, exceto em infecções na infância.
• Hepatite C: Pode evoluir por décadas sem diagnóstico. Cura espontânea ocorre em 25% a 50% dos casos.
• Hepatite D: Elevada cronicidade na superinfecção.
• Hepatite E: Raramente crônica, mas grave em gestantes.

Mais conteúdos dessa disciplina