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Hepatites A hepatite é uma inflamação no fígado que pode ser causada por diversos fatores, incluindo vírus, bactérias, álcool, drogas, toxinas e doenças autoimunes. As hepatites virais são as mais comuns e são classificadas em hepatite A, B, C, D e E. Entretanto, outros vírus podem cursar com hepatite como uma de suas manifestações sistêmicas, a exemplo: citomegalovírus; herpes vírus; Epstein-Barr ;varicela; febre amarela; dengue, dentre outros. PERÍODO DE INCUBAÇÃO O tempo entre a penetração do vírus no organismo e o início dos sintomas, em geral, não é perfeitamente conhecido, a não ser em surtos epidêmicos e infecções experimentais: ● Hepatite A (HAV): 2 a 6 semanas (média de três semanas). ● Hepatite B (HBV): 2 a 6 meses (média de 70 dias). ● Hepatite C (HCV): 2 semanas a 5 meses (média de 50 dias). ● Hepatite delta (HDV): ainda não esclarecida totalmente, porém semelhante à HBV. ● Hepatite E (HEV): 2 a 8 semanas (média de 40 dias) Conceito: A hepatite viral é uma infecção que gera necroinflamação do fígado, com manifestações clínicas e laboratoriais relacionadas à lesão hepática inflamatória. O Brasil registra presença dos cinco vírus hepatotrópicos, porém, são mais importantes as infecções causadas pelos vírus A, B e C Conceitos importantes Hepatite aguda: é caracterizada por uma atividade inflamatória com duração inferior a 6 meses e com aumento das enzimas hepáticas transaminases (TGO/TGP). Hepatite crônica: é caracterizada por uma inflamação persistente, com duração superior a 6 meses e que tem, além da elevação das transaminases, alterações graves da histologia hepática (fibrose). Hepatite fulminante: falência hepática no curso da hepatite aguda, o processo inflamatório forma septos que caracterizam a necrose submaciça ou “em ponte”, podendo chegar à necrose maciça do órgão. Quando isso acontece, o paciente tende a evidenciar duas consequências muito dramáticas que são: coagulopatia (aumenta as chances de sangramento) e a encefalopatia (acúmulo de excretas nitrogenadas no sistema nervoso central). Isso costuma ocorrer em até 8 semanas do início da doença. HEPATITE A etiologia O Brasil registra presença dos cinco vírus hepatotrópicos, porém, são mais importantes as infecções causadas pelos vírus A, B e C https://www.todamateria.com.br/esofago/ Uma vez que o tempo é fator determinante das diarreias agudas e crônicas, toda diarreia crônica começa como um quadro de diarreia aguda, insidiosa ou exuberante, e, dependendo da regressão espontânea ou da resposta a medidas terapêuticas utilizadas, poderá se prolongar até caracterizar uma diarreia crônica. A diarreia é considerada crônica quando tem duração superior a 1 mês. Essa distinção auxilia na conduta médica desde a avaliação de etiologias mais frequentes até as necessidades de terapêuticas empíricas iniciais. Outra forma também muito utilizada na prática clínica de classificar diarreia é em relação ao local do trato gastrintestinal e sua origem. Denomina-se diarreia alta a originada no intestino delgado e baixa a relacionada com o intestino grosso. A importância dessa classificação está na diferenciação de causas mais frequentes em cada local, dirigindo melhor conduta médica investigativa e terapêutica iniciais. A maioria das etiologias que causam problemas ao trato gastrintestinal alto desencadeia diarreia de padrão secretor. Por outro lado, as diarréias baixas costumam apresentar padrão inflamatório ETIOLOGIA início abrupto, etiologia presumivelmente infecciosa, potencialmente autolimitado, com duração inferior a 14 dias, aumento no volume e/ou na frequência de evacuações com consequente aumento das perdas de água e eletrólitos. Apesar da definição de diarreia aguda considerar o limite máximo de duração de 14 dias, a maioria dos casos resolve- -se em até 7 dias (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA). DIARREIA AGUDA A doença diarreica aguda pode ser entendida como um episódio diarreico com as seguintes características: O organismo saudável possui mecanismos de defesa que permitem resistir aos agentes lesivos e que incluem: (1) o suco gástrico, que é letal a muitos organismos pelo baixo pH; (2) a motilidade intestinal, que dificulta a aderência dos microrganismos à parede do intestino; (3) os sistemas linfático e imune, que promovem a defesa celular e humoral contra os agentes nocivos. A falha desses mecanismos e/ou a alta agressividade do estímulo agressor do intestino causam a diarreia . Na diarreia aguda ocorre desequilíbrio entre a absorção e a secreção de líquidos e eletrólitos (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA). A diarreia aguda é um problema de saúde comum, frequentemente associado à infecção por microrganismos. No entanto, outras causas também podem desencadear episódios agudos, como a ingestão excessiva de solutos hiperosmolares devido a abusos alimentares ou medicamentos (diarreia osmótica), e estímulos de peristalse exacerbados por estresse emocional em síndromes funcionais (diarreia motora). Os principais agentes infecciosos responsáveis pela maioria dos casos de diarreia aguda incluem: Vírus: rotavírus, coronavírus, adenovírus, calicivírus (especialmente norovírus) e astrovírus. Bactérias: E. coli (diversos tipos), Aeromonas, Pleisiomonas, Salmonella, Shigella, Campylobacter jejuni, Vibrio cholerae, Yersinia. Parasitos: Entamoeba histolytica, Giardia lamblia, Cryptosporidium, Isospora. Fungos: Candida albicans. A maioria das diarreias agudas é autolimitada e tende a regredir espontaneamente, necessitando apenas de tratamento sintomático. A definição da causa deve ser baseada em dados epidemiológicos e clínicos para guiar o tratamento. Na história do paciente, é importante investigar onde e como a diarreia foi adquirida, incluindo ingestão de água ou alimentos contaminados, viagens recentes, uso de antibióticos, e contato com pessoas ou animais infectados. O período de incubação das infecções intestinais pode variar de horas a duas semanas. A apresentação clínica da diarreia aguda é similar, independentemente do agente causador, mas pode variar conforme a fisiopatogênese. Diarreias persistentes ou crônicas (mais de 15 ou 30 dias) requerem uma abordagem diagnóstica mais ampla. Diarreias tóxicas: Surgem entre 4 e 24 horas após a ingestão de alimentos contaminados por toxinas de bactérias como Staphylococcus aureus, Clostridium perfringens e Bacillus cereus. Geralmente, esses sintomas desaparecem entre 1 e 2 dias após o início, quando a toxina é eliminada. Diarreias infecciosas: Ocorrem 48 horas ou mais após a contaminação. São frequentemente causadas por infecções virais, mas também podem ser provocadas por bactérias ou protozoários. As diarreias virais duram geralmente de 3 a 4 dias, enquanto as bacterianas podem durar até 7 dias. Se a diarreia persistir por mais de uma semana, pode ser um sinal de infecção por protozoários. Diarreias funcionais: Diferente das diarreias orgânicas, as funcionais duram mais de três meses (segundo os critérios de Roma III), não apresentam sintomas ou sinais de alarme como perda de peso significativa, são intermitentes e não costumam ocorrer durante a noite. A diarreia aguda é uma condição prevalente mundialmente, com 3 a 5 bilhões de casos e 5 a 10 milhões de mortes anuais. No Brasil, em 2007, 5 em cada 1.000 mortes foram causadas por diarreia aguda infecciosa, com 30% dessas mortes ocorrendo em menores de 14 anos e 50% em maiores de 60 anos. A subnotificação dificulta a definição da prevalência real. Em 1980, a diarreia era a segunda principal causa de mortalidade infantil no Brasil, representando 24,3% dos óbitos. Em 2005, caiu para a quarta posição, responsável por 4,1% dos óbitos. Esse avanço se deve às melhorias nas condições de vida e à disseminação de práticas de tratamento, como a terapia de reidratação e cuidados alimentares. Entre 1990 e 2011, a proporção de óbitos por diarreia aguda em menores de 5 anos no Brasil caiu de 10,8% para 1,6%. No entanto, as regiões Norte e Nordeste ainda apresentam os maiores índices de mortalidade. Apesarda redução na mortalidade, a morbidade por diarreia aguda tem se mantido constante nas últimas duas décadas, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento, consumindo recursos substanciais da saúde Pacientes imunocomprometidos ou em antibioticoterapia prolongada podem apresentar diarreia causada por agentes como Klebsiella, Pseudomonas, Aerobacter, C. difficile, Cryptosporidium, Isospora, VIH, entre outros. Em populações mais pobres, a etiologia bacteriana é predominante, enquanto em populações de melhor nível social, a etiologia viral é mais comum. Outras causas possíveis incluem alergia ao leite de vaca, deficiência de lactase, apendicite aguda, uso de laxantes e antibióticos, e intoxicação por metais pesados EPIDEMIOLOGIA DIAGNÓSTICO https://www.drfernandopechy.com.br/post/gastrite-tipos-e-fatores-de-risco https://www.drfernandopechy.com.br/post/gastrite-tipos-e-fatores-de-risco https://www.drfernandopechy.com.br/post/gastrite-tipos-e-fatores-de-risco https://www.drfernandopechy.com.br/post/gastrite-tipos-e-fatores-de-risco https://www.drfernandopechy.com.br/post/gastrite-tipos-e-fatores-de-risco https://www.drfernandopechy.com.br/post/gastrite-tipos-e-fatores-de-risco https://www.drfernandopechy.com.br/post/gastrite-tipos-e-fatores-de-risco https://www.drfernandopechy.com.br/post/gastrite-tipos-e-fatores-de-risco https://www.drfernandopechy.com.br/post/gastrite-tipos-e-fatores-de-risco https://www.drfernandopechy.com.br/post/gastrite-tipos-e-fatores-de-risco 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https://www.eumedicoresidente.com.br/post/diarreia-aguda Perda de peso de até 5% indica desidratação leve, entre 5% e 10% indica desidratação moderada, e mais de 10% indica desidratação grave. A história clínica e o exame físico são essenciais para uma avaliação adequada. Avaliação da perda de peso em pacientes internados: Necessária quando o paciente apresenta diarreia e vômito. Em caso de dúvida sobre a classificação da desidratação, deve-se adotar o plano de tratamento para o pior cenário. Importante: Pacientes com maior risco de complicações incluem aqueles com menos de dois meses de idade, doenças graves como diabetes, insuficiência renal ou hepática, vômitos persistentes, e diarreia frequente (mais de oito episódios diários). Sintomas como boca seca, sede, diurese concentrada, oligúria, pele e mucosas desidratadas, hipotensão postural com taquicardia indicam desidratação. Sinais de toxemia, como febre alta, taquipneia, vasodilatação periférica com hipotensão e pulsos rápidos e finos, são sinais de alerta para um quadro mais grave. Ruídos hidroaéreos aumentados, dor localizada, sinais de irritação peritoneal, massas ou visceromegalias, distensão abdominal e ausência de ruídos são achados que requerem avaliação cuidadosa para outras possíveis afecções abdominais. Em pacientes com formas mais graves de diarreia aguda, podem ocorrer anemia e hemoconcentração. Nas diarreias virais, pode haver linfocitose. Já nas infecções bacterianas mais invasivas, que causam diarreia inflamatória, é comum encontrar leucocitose com neutrofilia e desvio à esquerda. O teste de leucócitos fecais é amplamente utilizado para avaliar a diarreia aguda e identificar processos inflamatórios intensos. No entanto, a presença de polimorfonucleares nas fezes não caracteriza necessariamente uma diarreia infecciosa, pois esses leucócitos também podem estar presentes em outras condições que afetam o intestino grosso. Características Físicas das Evacuações Consistência: Pode variar de líquida a pastosa. Presença de Sangue ou Muco: Indica infecção por microrganismos invasivos como Campylobacter, E. coli, Shigella e V. parahemolyticus. Volume: Doenças do Delgado: Fezes aquosas e volumosas, com maior risco de desidratação. Colites: Fezes de pequeno volume, podendo conter muco ou sangue. Número de Evacuações: Aumento no número de evacuações diárias. Presença de Gordura: Sugere doença disabsortiva. Outros Sintomas Febre: Sugestiva de doença infecciosa, geralmente viral. Náusea e Vômitos: Aumentam o risco de desidratação e podem indicar etiologia viral se presentes sem diarreia significativa. Dor Abdominal: Torna menos provável o diagnóstico de diarreia funcional. Exame Físico Avaliação da Desidratação: Através do turgor da pele, frequência cardíaca e pressão arterial. Exame do Abdome: Avalia distensão e sensibilidade abdominais. Variáveis para avaliação do estado de hidratação: 1. A Organização Mundial da Saúde destaca que a perda de peso é o melhor indicador de desidratação. A diarreia crônica é definida como uma alteração persistente da consistência das fezes e aumento da frequência das fezes com duração superior a quatro semanas. DIARREIA CRÔNICA Diagnóstico Clínico: A definição diagnóstica baseada apenas no quadro clínico é difícil devido à complexidade das possíveis causas. No entanto, uma avaliação clínica precisa pode direcionar a investigação complementar, reduzindo custos e exposição do paciente. Pseudodiarreia: Em pacientes com incontinência anal, ocorre um aumento na frequência das evacuações devido à incapacidade de conter as fezes, sem aumento na quantidade de água ou volume das fezes. Características das Fezes: Intestino Delgado: Fezes volumosas e mais claras. Colo: Presença de muco e sangue, podendo ser devido a infecções, parasitas, alergias ou inflamações. Diarreias Osmolares: Fezes líquidas, volumosas e de odor ácido, comuns na má absorção de carboidratos. Esteatorreia: Fezes oleosas, claras, volumosas e de odor pútrido, características da fibrose cística ou doença celíaca. Série Branca: Alterações sugerem diarreia inflamatória. Eosinofilia pode indicar parasitose intestinal ou síndrome eosinofílica, especialmente com histórico de atopia. Investigação Cuidadosa: A diarreia crônica, ao contrário da aguda, requer uma investigação cuidadosa para identificar o agente etiológico e permitir uma abordagem terapêutica específica. Aspecto das fezes: Pode ajudar na formulação de hipóteses diagnósticas. Diarreia crônica sanguinolenta: Geralmente associada à doença intestinal inflamatória, embora possa ser causada por infecções bacterianas como Shigella, Salmonella, C. difficile, E. coli, entre outras. Diarreia crônica não sanguinolenta: Menor probabilidade de infecções bacterianas ETIOLOGIA As causas de diarréia crônica são múltiplas e incluem: ● inflamação da mucosa; ● formação de gradiente osmótico; ● secreção de íons; ● causas iatrogênicas; ● má absorção de nutrientes; ● alteração da motilidade. De maneira geral, a diarréia resulta do somatório de mais de um desses fatores. Em países subdesenvolvidos, a diarreia crônica é frequentemente causada por infecções crônicas bacterianas, micobacterianas e parasitárias, embora distúrbios funcionais, má absorção e doença inflamatória intestinal também sejam comuns. OBS: Portadores de imunodeficiências apresentam frequentemente diarreia associada a infecções oportunistas crônicas. Algumas infecções persistentes (por exemplo, C. difficile, Aeromonas, Plesiomonas, Campylobacter, Giardia, Amebae, Cryptosporidium, doença de Whipple e Cyclospora) podem estar associadas à diarreia crônica. Microsporidium deve ser considerado em pacientes imunocomprometidos com diarreia persistente DIAGNÓSTICO EPIDEMIOLOGIA A prevalência da diarreia crônica varia entre 3% e 20% em diferentes populações. A mortalidade diminuiu significativamente em regiões com programas de reidratação oral, imunização contra rotavírus e combate à desnutrição infantil. Nos países desenvolvidos, as causas estão relacionadas a alterações imunológicas, inflamatórias e doenças genéticas, variando conforme a faixa etária e as condições higiênico-sanitárias comuns. A investigação deve focar em G. lamblia e C. difficile. Ureia e creatinina: Avaliação essencial da função renal em casos de diarreia intensa, pois a desidratação pode causar insuficiência renal, que pode ser irreversível se não tratada a tempo. Albumina sérica: Diarreia crônica com má absorção pode reduzir os níveis séricos dessa proteína. A calprotectina fecal, que compõe 60% do conteúdo proteico dos neutrófilos, aumenta significativamente em processos infecciosos ou inflamatórios, com níveis ainda mais elevados nas fezes. Tratamento da diarreia O tratamento inicial é: Hidratação oral nos casos mais leves e uso de sintomáticos naqueles que possuem náuseas e dores abdominais. 1. Dipirona e hioscina, se dor abdominal Metoclopromida ou ondasentron, se vômitos Antibioticoterapia nos pacientes com quadros mais graves com suspeita de agente bacteriano, com comorbidade associada, idade avançada e fezes com características de diarreia inflamatória. 2. Ciprofloxacino 500mg, VO, 12/12h/levofloxacino 500mg, VO, 1x ao dia ambos durante 3 dias, ou azitromicina dose única de 1.000mg Sintomáticos Reposição de potássio nos pacientes com hipotensão, diarreia persistente ou com sintomas sugestivos que possuem comprovação laboratorial. 3. Hidratação parenteral nos pacientes com alteração do nível de consciência, incapazes de ingerir líquidos, com sinais de desidratação severa, com comorbidade associada, idade avançada e fezes com características de diarreia inflamatória. 4. TRATAMENTO