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Magistratura e MP 
CARREIRAS JURÍDICAS 
Damásio Educacional 
MATERIAL DE APOIO 
 
Disciplina: Direito Penal Geral 
 Professor: Denis Pigozzi 
Aulas: 07 e 08 | Data: 31/03/2016 
 
 
ANOTAÇÃO DE AULA 
SUMÁRIO 
 
TEORIA DA PENA 
I. Penas proibidas no Brasil (cont.) 
II. Das penas permitidas no Brasil 
III. Regras dos regimes penitenciários 
IV. Remição 
V. Autorização de saída 
VI. Requisitos para escolha do regime prisional 
VII. Utilização de telefone celular em estabelecimentos penais 
VIII. Regime disciplinar diferenciado (RDD) 
 
 
 
@DenisPigozzi 
 
TEORIA DA PENA 
 
I. Penas proibidas no Brasil (cont.) 
 
1. Pena de morte – salvo em caso de guerra declarada (ocorre mediante fuzilamento) 
 
Em nossa última aula falamos apenas de uma das espécies de penas proibidas. Hoje daremos sequência a nosso 
estudo. 
 
2. Pena de caráter perpétuo 
O Brasil aprovou o Estatuto de Roma, que criou o Tribunal Penal Internacional. Porém, o Estatuto de Roma permite 
a prisão perpétua e a Constituição Federal proíbe. 
 
Como resolver esse conflito? 
O conflito é apenas aparente. A Constituição Federal, quando prevê a vedação da pena de caráter perpétuo, está 
direcionando seu comando para o legislador interno brasileiro, não alcançando o legislador estrangeiro e tampouco 
o legislador internacional. 
 
Atenção: de acordo com a súmula 527 do STJ, o tempo de duração da medida de segurança não deve ultrapassar 
o limite máximo da pena abstratamente cominada ao delito praticado. 
 
Súmula 527, STJ 
O tempo de duração da medida de segurança não deve ultrapassar o 
limite máximo da pena abstratamente cominada ao delito praticado. 
 
3. Pena de trabalhos forçados 
Isso não se confunde com o trabalho penitenciário, principalmente mencionado na LEP, aliás, como veremos, este 
constitui direito e dever do preso. 
 
 
 
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4. Pena de Banimento 
O banimento é a expulsão do nacional nato ou naturalizado. 
Quem pode ser expulso no Brasil é apenas o estrangeiro e caso retorne ao Brasil comete o crime de reingresso de 
estrangeiro expulso do art. 338 do CP, aliás crime contra a Administração da Justiça. 
 
CP - Art. 338 - Reingressar no território nacional o estrangeiro que dele 
foi expulso: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos, sem prejuízo de nova expulsão 
após o cumprimento da pena. 
 
5. Penas cruéis 
 
 
II. Das penas permitidas no Brasil 
 
 Espécies 
1. Penas privativas de liberdade 
Abrange as de reclusão, detenção e prisão simples, sendo que esta é exclusiva das contravenções penais. 
2. Penas alternativas 
Abrange as penas restritivas de direitos e a de multa 
 
 
 
 Diferenças entre as penas de reclusão e detenção 
 
1. Reclusão admite os 3 regimes iniciais de cumprimento: 
- fechado 
- Semiaberto 
- aberto 
 
Já se a pena for de detenção, só se admite regime inicial aberto e semiaberto, porém pode ocorrer a regressão (art. 
33, CP). 
 
Pena
Privativa de 
liberdade
Reclusão
Detenção
Prisão simples
Alternativa
Restritivas de 
direito
Multa
 
 
 
 Página 3 de 9 
 
CP - Art. 33 - A pena de reclusão deve ser cumprida em regime 
fechado, semi-aberto ou aberto. A de detenção, em regime semi-
aberto, ou aberto, salvo necessidade de transferência a regime 
fechado. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
 § 1º - Considera-se: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 
11.7.1984) 
 a) regime fechado a execução da pena em estabelecimento de 
segurança máxima ou média; 
 b) regime semi-aberto a execução da pena em colônia agrícola, 
industrial ou estabelecimento similar; 
 c) regime aberto a execução da pena em casa de albergado ou 
estabelecimento adequado. 
 § 2º - As penas privativas de liberdade deverão ser executadas em 
forma progressiva, segundo o mérito do condenado, observados os 
seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a 
regime mais rigoroso: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
 a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deverá começar a 
cumpri-la em regime fechado; 
 b) o condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 
(quatro) anos e não exceda a 8 (oito), poderá, desde o princípio, 
cumpri-la em regime semi-aberto; 
 c) o condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 
4 (quatro) anos, poderá, desde o início, cumpri-la em regime aberto. 
 § 3º - A determinação do regime inicial de cumprimento da pena 
far-se-á com observância dos critérios previstos no art. 59 deste 
Código.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
 § 4o O condenado por crime contra a administração pública terá 
a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à 
reparação do dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito 
praticado, com os acréscimos legais. (Incluído pela Lei nº 10.763, de 
12.11.2003) 
 
2. Se o fato for punido com reclusão, a medida de segurança cabível será internação; já se a pena for detenção, 
caberá internação ou tratamento ambulatorial (art. 96, CP). 
 
CP - Art. 96. As medidas de segurança são: (Redação dada pela Lei nº 
7.209, de 11.7.1984) 
 I - Internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico 
ou, à falta, em outro estabelecimento adequado; (Redação dada pela 
Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
 II - sujeição a tratamento ambulatorial. (Redação dada pela Lei 
nº 7.209, de 11.7.1984) 
 Parágrafo único - Extinta a punibilidade, não se impõe medida de 
segurança nem subsiste a que tenha sido imposta. (Redação dada 
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
 
 
 
 
 Página 4 de 9 
 
3. A incapacidade para o exercício do poder familiar, tutela ou curatela só pode ser decretada em crimes punidos 
com reclusão (art. 92, II, CP). 
 
Art. 92 - São também efeitos da condenação:(Redação dada pela Lei 
nº 7.209, de 11.7.1984) 
II - a incapacidade para o exercício do pátrio poder, tutela ou curatela, 
nos crimes dolosos, sujeitos à pena de reclusão, cometidos contra 
filho, tutelado ou curatelado; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 
11.7.1984) 
 
4. No caso da execução prioritária, conforme art. 76 do CP, 1º deve se cumprir a pena mais grave (reclusão). 
 
CP – Art. 76 - No concurso de infrações, executar-se-á primeiramente 
a pena mais grave. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
 
5. É cabível a interceptação telefônica de crimes apenados com reclusão, ressalvando aquele com pena de 
detenção conexo com outro de reclusão. 
 
 
III. Regras dos regimes penitenciários 
 
 Fechado Semiaberto Aberto 
Local Penitenciária de segurança 
máxima ou média 
Colônia penal agrícola ou 
industrial 
Casa do albergado 
Exame 
criminológico 
Obrigatório Facultativo Desnecessário 
Trabalho Interno ou externo 
(segue as regras da LEP) 
Interno e externo 
(seguem as regras da LEP) 
Externo 
(segue as regras da CLT) 
Remição É possível pelo trabalho e pelo 
estudo. 
É possível pelo trabalho e pelo 
estudo. 
Possível somente pelo 
estudo. 
Autorização 
de saída 
Permissão de Saída Permissão de saída e saída 
temporária. 
Permissão de saída e saída 
temporária. 
 
 
Obs.: Na inexistência de estabelecimento adequado (ex. falta de casa de albergado no município), não se pode 
permitir que o sentenciado fique em regime mais rigoroso do que aquele a que tem direito. 
Nesse caso, o juiz fixa uma prisão albergue domiciliar. 
 
Obs.2. Exame criminológico é aquele realizado logo no início de cumprimento da pena, para saber sua 
periculosidade. 
 
Já o trabalho é um direito e um dever do preso definitivo. Cuida-se de direito, pois lhe confere remuneração, que, 
aliás, não pode ser inferior a ¾ do salário mínimo. Trata-se também de um dever, podendo o preso, caso não 
trabalhe, embora possa fazê-lo, cometer falta grave. 
 
IV. Remição 
 
 
 
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Consiste no direito de descontar um dia de pena para cada 3 dias trabalhados ou 12 horas de estudo, dividas, no 
mínimo, em 3 dias. 
 
Com relação ao estudo,pode abranger atividade de ensino fundamental, médio ou até profissionalizante, superior 
ou, ainda, de requalificação profissional. 
 
Pode ser presencial ou à distância. 
 
Caso ocorra o prêmio pela conclusão do ensino fundamental, médio ou superior durante o cumprimento da pena, 
o tempo a remir em função das horas de estudo será acrescida de 1/3. 
 
A remição também pode ser concedida às hipóteses de prisão cautelar. 
 
LEP - Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime fechado 
ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por estudo, parte do 
tempo de execução da pena. (Redação dada pela Lei nº 12.433, de 
2011). 
§ 7o O disposto neste artigo aplica-se às hipóteses de prisão cautelar 
.(Incluído pela Lei nº 12.433, de 2011) 
 
Em caso da falta grave, o juiz poderá revogar até 1/3 do tempo remido. 
 
LEP - Art. 127. Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até 1/3 
(um terço) do tempo remido, observado o disposto no art. 57, 
recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar. 
(Redação dada pela Lei nº 12.433, de 2011) 
 
Por fim, a remição será declarada pelo juiz da execução, ouvidos o MP e a defesa. 
 
V. Autorização de saída 
 
As espécies são as seguintes? 
a) Permissão de saída  emergência 
Art. 120 e 121 da LEP 
A permissão de saída é autorizada pelo diretor do estabelecimento; não tem limite; tem vigilância. 
 
LEP - Art. 120. Os condenados que cumprem pena em regime fechado 
ou semi-aberto e os presos provisórios poderão obter permissão para 
sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer um dos 
seguintes fatos: 
I - falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, 
descendente ou irmão; 
II - necessidade de tratamento médico (parágrafo único do artigo 14). 
Parágrafo único. A permissão de saída será concedida pelo diretor do 
estabelecimento onde se encontra o preso. 
Art. 121. A permanência do preso fora do estabelecimento terá a 
duração necessária à finalidade da saída. 
 
 
 
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b) Saída temporária 
Art. 122 – 125, LEP 
Trata-se de beneficio. 
É concedida pelo juiz, por prazo não superior a 7 dias, podendo ser renovada por mais 4 vezes durante o ano. É 
decretada com base na confiança; 
 
LEP - Art. 122. Os condenados que cumprem pena em regime semi-
aberto poderão obter autorização para saída temporária do 
estabelecimento, sem vigilância direta, nos seguintes casos: 
I - visita à família; 
II - freqüência a curso supletivo profissionalizante, bem como de 
instrução do 2º grau ou superior, na Comarca do Juízo da Execução; 
III - participação em atividades que concorram para o retorno ao 
convívio social. 
Parágrafo único. A ausência de vigilância direta não impede a 
utilização de equipamento de monitoração eletrônica pelo 
condenado, quando assim determinar o juiz da execução. (Incluído 
pela Lei nº 12.258, de 2010) 
Art. 123. A autorização será concedida por ato motivado do Juiz da 
execução, ouvidos o Ministério Público e a administração penitenciária 
e dependerá da satisfação dos seguintes requisitos: 
I - comportamento adequado; 
II - cumprimento mínimo de 1/6 (um sexto) da pena, se o condenado 
for primário, e 1/4 (um quarto), se reincidente; 
III - compatibilidade do benefício com os objetivos da pena. 
Art. 124. A autorização será concedida por prazo não superior a 7 
(sete) dias, podendo ser renovada por mais 4 (quatro) vezes durante o 
ano. 
§ 1o Ao conceder a saída temporária, o juiz imporá ao beneficiário as 
seguintes condições, entre outras que entender compatíveis com as 
circunstâncias do caso e a situação pessoal do condenado: (Incluído 
pela Lei nº 12.258, de 2010) 
I - fornecimento do endereço onde reside a família a ser visitada ou 
onde poderá ser encontrado durante o gozo do benefício; (Incluído 
pela Lei nº 12.258, de 2010) 
II - recolhimento à residência visitada, no período noturno; (Incluído 
pela Lei nº 12.258, de 2010) 
III - proibição de frequentar bares, casas noturnas e estabelecimentos 
congêneres. (Incluído pela Lei nº 12.258, de 2010) 
§ 2o Quando se tratar de frequência a curso profissionalizante, de 
instrução de ensino médio ou superior, o tempo de saída será o 
necessário para o cumprimento das atividades discentes. 
(Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 12.258, de 2010) 
§ 3o Nos demais casos, as autorizações de saída somente poderão ser 
concedidas com prazo mínimo de 45 (quarenta e cinco) dias de 
intervalo entre uma e outra. (Incluído pela Lei nº 12.258, de 2010) 
 
 
 
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Art. 125. O benefício será automaticamente revogado quando o 
condenado praticar fato definido como crime doloso, for punido por 
falta grave, desatender as condições impostas na autorização ou 
revelar baixo grau de aproveitamento do curso. 
Parágrafo único. A recuperação do direito à saída temporária 
dependerá da absolvição no processo penal, do cancelamento da 
punição disciplinar ou da demonstração do merecimento do 
condenado. 
 
VI. Requisitos para escolha do regime prisional 
 
PPL Reclusão Detenção 
Em anos Reincidente Não reincidente Reincidente Não reincidente 
Superior a 8 Fechado Fechado Semiaberto Semiaberto 
Maior que 4 a 8 Fechado Semiaberto* Semiaberto Semiaberto 
Igual ou inferior a 4 Semiaberto/Fechado** Aberto * Semiaberto Aberto* 
* Se as circunstâncias judiciais do art. 59, CP forem desfavoráveis, o juiz poderá aplicar regime inicial mais rigoroso. 
**Súmula 269, STJ – é admissível a adoção do regime prisional semiaberto aos reincidentes condenados a pena 
igual ou inferior a 4 anos, se favoráveis as circunstâncias judiciais. 
Obs.: súmula 718 do STF – a opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não constitui motivação 
idônea para imposição de regime mais severo do que o permitido, segundo a pena aplicada. 
Obs.: Súmula 719 do STF – a imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir 
exige motivação idônea. 
 
CP – Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à 
conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às 
circunstâncias e conseqüências do crime, bem como ao 
comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e 
suficiente para reprovação e prevenção do crime: (Redação dada pela 
Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
 I - as penas aplicáveis dentre as cominadas;(Redação dada pela Lei 
nº 7.209, de 11.7.1984) 
 II - a quantidade de pena aplicável, dentro dos limites 
previstos;(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
 III - o regime inicial de cumprimento da pena privativa de 
liberdade;(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
 IV - a substituição da pena privativa da liberdade aplicada, por 
outra espécie de pena, se cabível. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 
11.7.1984) 
 
Súmula 269, STJ 
É admissível a adoção do regime prisional semi-aberto aos 
reincidentes condenados a pena igual ou inferior a quatro anos se 
favoráveis as circunstâncias judicias. 
 
SÚMULA 718 - STF 
 
 
 
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 A OPINIÃO DO JULGADOR SOBRE A GRAVIDADE EM ABSTRATO DO 
CRIME NÃO CONSTITUI MOTIVAÇÃO IDÔNEA PARA A IMPOSIÇÃO DE 
REGIME MAIS SEVERO DO QUE O PERMITIDO SEGUNDO A PENA 
APLICADA. 
 
SÚMULA 719 - STF 
 A IMPOSIÇÃO DO REGIME DE CUMPRIMENTO MAIS SEVERO DO QUE 
A PENA APLICADA PERMITIR EXIGE MOTIVAÇÃO IDÔNEA. 
 
VII. Utilização de telefone celular em estabelecimentos penais 
 
O preso que utiliza o telefone celular (na verdade, aparelho telefônico, de rádio ou similar) comete falta grave, nos 
termos do art. 50, VI, LEP. 
Neste caso, tal agente fica sujeito a regressão de regime, perda dos dias remidos etc. 
 
LEP - Art. 50. Comete falta grave o condenado à pena privativa de 
liberdade que: 
VII – tiver em sua posse, utilizar ou fornecer aparelho telefônico, de 
rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou 
com o ambiente externo. (Incluído pela Lei nº 11.466, de 2007) 
 
Cuidado:ver os crimes dos artigos 319 –A e 349-A, ambos do CP. 
 
CP – Art. 319-A. Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público, 
de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefônico, 
de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou 
com o ambiente externo: (Incluído pela Lei nº 11.466, de 2007). 
 Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano. 
Art. 349-A.Ingressar, promover, intermediar, auxiliar ou facilitar a 
entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel, de rádio ou 
similar, sem autorização legal, em estabelecimento prisional. (Incluído 
pela Lei nº 12.012, de 2009). 
 Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano. (Incluído pela Lei 
nº 12.012, de 2009). 
 
 
VIII. Regime disciplinar diferenciado (RDD) 
 
(Art. 52, LEP) 
 
LEP - Art. 52. A prática de fato previsto como crime doloso constitui 
falta grave e, quando ocasione subversão da ordem ou disciplina 
internas, sujeita o preso provisório, ou condenado, sem prejuízo da 
sanção penal, ao regime disciplinar diferenciado, com as seguintes 
características: (Redação dada pela Lei nº 10.792, de 2003) 
I - duração máxima de trezentos e sessenta dias, sem prejuízo de 
repetição da sanção por nova falta grave de mesma espécie, até o 
 
 
 
 Página 9 de 9 
 
limite de um sexto da pena aplicada; (Incluído pela Lei nº 10.792, 
de 2003) 
II - recolhimento em cela individual; (Incluído pela Lei nº 10.792, de 
2003) 
III - visitas semanais de duas pessoas, sem contar as crianças, com 
duração de duas horas; (Incluído pela Lei nº 10.792, de 2003) 
IV - o preso terá direito à saída da cela por 2 horas diárias para banho 
de sol. (Incluído pela Lei nº 10.792, de 2003) 
§ 1o O regime disciplinar diferenciado também poderá abrigar presos 
provisórios ou condenados, nacionais ou estrangeiros, que 
apresentem alto risco para a ordem e a segurança do estabelecimento 
penal ou da sociedade. (Incluído pela Lei nº 10.792, de 2003) 
§ 2o Estará igualmente sujeito ao regime disciplinar diferenciado o 
preso provisório ou o condenado sob o qual recaiam fundadas 
suspeitas de envolvimento ou participação, a qualquer título, em 
organizações criminosas, quadrilha ou bando. (Incluído pela Lei nº 
10.792, de 2003) 
 
Na verdade, o RDD é uma sanção disciplinar imposta pelo juiz das execuções ao preso definitivo ou pelo juiz que 
preside o processo de conhecimento. No caso de preso provisório, quando o detento: 
a) Cometer fato previsto com crime doloso e que ocasionar subversão da ordem ou disciplina interna do 
estabelecimento penitenciário 
b) Representar grave risco para a ordem e segurança do estabelecimento penal ou da sociedade 
c) For suspeito de envolvimento ou participação, a qualquer título, em organizações criminosas ou associação 
criminosa. 
 
Quais são as consequências? 
Veremos na próxima aula.

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