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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ INSTITUTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTES - IEFES CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA Profa. Dra. Nádya dos Santos Moura nadyasantosm@yahoo.com.br CONVULSÕES, TONTURAS, DESMAIOS mailto:nadyasantosm@yahoo.com.br CONVULSÃO CONVULSÃO A atividade elétrica irregular no cérebro pode causar uma súbita mudança de comportamento ou movimentos, é chamada de disritmia cerebral. Os movimentos musculares descontrolados são conhecidos como convulsões. DEFINIÇÃO CONVULSÃO CONVULSÃO CONVULSÃO Os sinais dependem do tipo de convulsão. Na convulsão parcial, pode ou não ocorrer alteração de consciência associados a movimentos involuntários em alguma parte do corpo. Na generalizada pode ocorrer a crise de ausência ou pequeno mal ou convulsão tônico-clônica, ou grande mal. SINAIS E SINTOMAS CONVULSÃO Para efeito de diagnóstico e tratamento, ajuda muito observar as seguintes características das convulsões: Durante a crise: duração (marcar o tempo no relógio); Contrações musculares terem terminado: se a pessoa recupera a consciência ou permanece sonolenta. SINAIS E SINTOMAS CONVULSÃO Para diagnóstico neurológico usa-se: eletroencefalograma, tomografia computadorizada, ressonância magnética do crânio e videoeletroencefalograma. SINAIS E SINTOMAS CONVULSÃO Deite a vítima no chão e afaste tudo que possa machucá-la (móveis, óculos, colares...) Afrouxe-lhes as roupas; Proteja a cabeça; Limpe as secreções salivares com pano ou papel para facilitar a respiração. PRIMEIROS SOCORROS CONVULSÃO O QUE FAZER? CONVULSÃO POSIÇÃO DE RECUPERAÇÃO: Mantenha a vítima deitada em decúbito lateral esquerdo; Caso necessário, abrir as vias aéreas manualmente e auxiliar com ventilações; Permitir que a vítima fique em repouso após a crise; Após a crise o paciente deverá receber assistência médica. PRIMEIROS SOCORROS CONVULSÃO O QUE NÃO SE DEVE FAZER: Não imobilizar os braços; Não colocar os dedos nem objetos na boca da vítima; Não dar banhos nem usar compressas com álcool; Não medicar; Não existe conduta específica para interromper a crise convulsiva, mas deve-se aguardar sua evolução natural. A atuação do socorrista é proteger a vítima dos traumas. Essas convulsões duram em torno de 2 a 4 min seguidos de enfraquecimento e recuperação lentos. PRIMEIROS SOCORROS CONVULSÃO O risco de novas crises diminuem nos pacientes com convulsões provocadas por álcool, drogas, pelo efeito colateral de alguns medicamentos e por distúrbios metabólicos, quando são retiradas essas substâncias ou corrigido o problema orgânico. Nos outros casos, existem vários medicamentos que devem ser indicados de acordo com o tipo de convulsão para evitar a recorrência e assegurar o controle das crises. ATENÇÃO! CONVULSÃO Convulsão NÃO é sinônimo de epilepsia! Epilepsia é uma doença específica, que predispõe a pessoas a convulsões, mesmo na ausência de problemas como febre alta, pancadas na cabeça, derrames ou tumores cerebrais. O aspecto emocional é importante em qualquer doença. Os pacientes sofrem menos ataques quando levam uma vida ativa e normal. ATENÇÃO! CONVULSÃO TONTURA TONTURA A maioria das pessoas não sentem tontura, mas sim confusas, como se estivessem em sonhos. A vertigem envolve alucinação de movimento (girando, ambiente dá voltas); sensação que o chão está puxando ou inclinou tanto que não é possível se manter em pé. SINAIS E SINTOMAS TONTURA VERTIGEM CENTRAL: disfunção dos músculos oculares, tamanho desigual das pupilas e flacidez facial. VERTIGEM LABIRÍNTICA: mais frequente distúrbio do ouvido interno; náuseas, vômitos, movimentos rápidos e involuntários do globo ocular, sensação de rotação, palidez e umidade da pele, batimentos cardíacos acelerados. SINAIS E SINTOMAS TONTURA Acalme a vítima; ajude-a a encontrar uma posição confortável e a se mover o mínimo possível; Faça uma avaliação para descartar qualquer condição que ofereça risco à vida; Incentive a vítima a procurar um médico. ATENDIMENTO TONTURA DESMAIO DESMAIO Desmaio ou síncope é a perda repentina e breve da consciência que ocorre quando o cérebro é temporariamente privado de oxigênio; Sensação de que está ficando escuro, seguida de colapso, colocando o corpo na horizontal, facilitando a oxigenação do cérebro. DEFINIÇÃO DESMAIO Náuseas Tonturas Fraqueza Tremores Dor abdominal profunda Dor de cabeça latejante SINAIS E SINTOMAS DESMAIO Evite que a vítima caia, colocando-a sentada, com a cabeça entre os joelhos, ou colocando-a deitada no chão com as pernas elevadas 20 ou 30 cm. Se a vítima já estiver desmaiada, mantenha-a deitada de costas, com as pernas elevadas em 20 ou 30 cm. ATENDIMENTO DESMAIO ATENDIMENTO DESMAIO Assuma que o cérebro foi privado de O2 até que esta hipótese seja descartada; Desobstrua vias aéreas; Monitore possíveis vômitos; Afrouxe as roupas que possam restringir a respiração; Avalie possíveis condições que tenham causado o desmaio. ATENDIMENTO DESMAIO Verifique se houve alguma lesão com a queda; Não deixe a pessoa que acabou de desmaiar sentar-se imediatamente. Ajude-a a sentar-se de forma lenta e gradual; Ajude a vítima a se sentir melhor levando-a para um local onde tenha ar fresco ou colocando um pano frio e úmido sobre seu rosto. ATENDIMENTO DESMAIO ATENDIMENTO INTOXICAÇÃO INTOXICAÇÃO É um conjunto de efeitos nocivos representado pelos sinais e sintomas que revelam o desequilíbrio orgânico produzido pela interação do agente químico com o sistema biológico. Corresponde ao estado patológico provocado pelo agente tóxico, em decorrência de sua interação com o organismo. ATENDIMENTO INTOXICAÇÃO Efeito tóxico = Dose da substância + tempo de contato ATENDIMENTO INTOXICAÇÃO Fase de exposição – contato do agente tóxico com o organismo Fase toxicocinética – interação do AT com o organismo Absorção Distribuição Armazenamento Eliminação ATENDIMENTO INTOXICAÇÃO Fase toxicodinâmica – ação do AT no organismo. Atingindo o alvo, o AT interage biologicamente causando alterações morfológicas e funcionais, produzindo danos. Fase clínica – manifestações clínicas dos efeitos resultantes da ação tóxica. Sinais e sintomas que caracterizam o efeito tóxico e evidenciam a intoxicação. ATENDIMENTO INTOXICAÇÃO Sua intensidade e a velocidade de aparecimento dos efeitos dependem de fatores, tais como: Via ou local de exposição: Via gastrintestinal (ingestão) Via pulmonar (inalação) Via cutânea (contato) Parenteral (injetável) FASE DE EXPOSIÇÃO INTOXICAÇÃO Classificação quanto à duração da exposição: Aguda: exposição única ou múltipla em até 24h Sub-aguda: durante algumas semanas (até 1 mês) Sub-crônica: ocorre geralmente entre 1 a 3 meses Crônica: >3 meses FASE DE EXPOSIÇÃO INTOXICAÇÃO Frequência – doses fracionadas que reduzem o efeito tóxico, caso a exposição não seja aumentada. Velocidade de eliminação/ efeito tóxico revertido. FASE DE EXPOSIÇÃO INTOXICAÇÃO Ação do organismo sobre o agente tóxico, procurando diminuir ou impedir a ação nociva da substância sobre ele. 1. Absorção 2. Distribuição 3. Eliminação : biotransformação e excreção. FASE TOXICOCINÉTICA INTOXICAÇÃO 1. Absorção – é a passagem do AT do meio externo para o meio interno, atravessando membranas biológicas Existem três tipos de absorção mais importantes: TGI ou Oral Cutânea Respiratória FASE TOXICOCINÉTICA INTOXICAÇÃO 2. Armazenamento - os agentes tóxicos podem ser armazenados no organismo, especialmente em dois tecidos: Tecido adiposo - lipossolubilidade – transporte por membranas Tecido ósseo – tecido relativamente inerte mas serve como local de armazenamento de AT inorgânicos. FASE TOXICOCINÉTICA INTOXICAÇÃO 3. Eliminação - é composta de dois processos: a biotransformação e a excreção. Biotransformação: conjunto de alterações que um agente químico sofre no organismo, visando aumentar sua polaridade e facilitar suaexcreção. Excreção: pode ser vista como um processo inverso ao da absorção – fatores que influem na entrada do AT podem influenciar na saída. FASE TOXICOCINÉTICA INTOXICAÇÃO Exterioração dos efeitos do agente tóxico, ou seja, o aparecimento de sinais e sintomas da intoxicação ou alterações laboratoriais causadas pela substância química. FASE CL[INICA INTOXICAÇÃO Classificação dos efeitos tóxicos Imediatos ou agudos – 24h Efeitos crônicos: exposição a pequenas doses – vários meses ou anos: Somatório ou acúmulo do AT – velocidade de eliminação < que a absorção. Somatória de efeitos – danos irreversíveis, aumentado em cada exposição. FASE CLÍNICA INTOXICAÇÃO Classificação dos efeitos tóxicos Quanto a gravidade Efeitos reversíveis – desaparece quando cessa a exposição. Efeitos irreversíveis – persistem mesmo após o térmico da exposição. Quanto a abrangência da lesão Local – local de primeiro contato (pele, mucosas) Sistêmico – exigem absorção e distribuição FASE CLÍNICA INTOXICAÇÃO Classificação dos efeitos tóxicos Quanto ao tipo de alteração provocada Efeitos morfológicos – mudanças micro e macroscópicas nos tecidos afetados (necrose, neoplasia) Efeitos funcionais – mudança de funcionamento do órgão (lesão renal) Efeitos bioquímicos – efeitos manisfestam-se sem modificações morfológicas aparentes. FASE CLÍNICA INTOXICAÇÃO • Sudorese, salivação e lacrimejamento • Cefaléia • Pulso lento, rápido ou irregular • Queimação olhos e mucosas • Disfagia • Queimaduras ou manchas ao redor da boca • Pele pálida, hiperemiada ou cianótica • Respiração anormal(taquipnéia, bradipnéia ou dispnéia) • Alterações pupilares(midríase ou miose) • Distensão e dores abdominais • Vômitos • Alterações do nível de consciência • Convulsões • Choque SINAIS E SINTOMAS INTOXICAÇÃO OBRIGADA!