Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

1 – QUAL A DIFERENÇA ENTRE CONTRATOS CÍVEIS, DE CONSUMO E EMPRESARIAIS?
De modo geral, o contrato é conceituado como um vínculo jurídico entre duas ou várias pessoas, que valerá como lei para as partes, regrando o tema convencionado.
Com efeito, o contrato civil é aquele praticado por qualquer pessoa que seja capaz, conforme dispõe o Código Civil. Por exemplo, o contrato de casamento, de locações residenciais, a compra da casa própria, etc. Contratos de consumo são os que os fornecedores de produtos ou prestadores de serviços celebram com os consumidores, por estes se entendendo s regras contidas no código de defesa do consumidor. Já o contrato empresarial é aquele praticado entre empresários no exercício de suas atividades empresariais, cujo objeto é um ato empresarial.
2 – A TEORIA DA IMPRESÃO APLICA-SE AOS CONTRATOS EMPRESARIAS? POR QUE?
Contratos empresariais não devem ser tratados da mesma forma que contratos cíveis em geral ou contratos de consumo. Nestes admite-se o dirigismo contratual. Naqueles devem prevalecer os princípios da autonomia da vontade e da força obrigatória das avenças. Direito Civil e Direito Empresarial, ainda que ramos do Direito Privado, submetem-se a regras e princípios próprios. O fato de o Código Civil de 2002 ter submetido os contratos cíveis e empresariais às mesmas regras gerais não significa que estes contratos sejam essencialmente iguais. 
3 – A TEORIA DO ADIMPLEMENTO SUBSTANCIAL APLICA-SE AOS CONTRATOS EMPRESARIAIS? POR QUE?
 A teoria do adimplemento substancial se aplica nos casos em que o contrato tiver sido quase todo cumprido, sendo a mora insignificante, não caberá sua extinção, mas apenas outros efeitos jurídicos, como a cobrança ou o pleito de indenização por perdas e danos.
Ele se aplica sim aos contratos empresariais, vejamos por que:
Mais recentemente o Tribunal da Cidadania aplicou a teoria substantial ao contrato de leasing celebrado entre duas empresas, uma financeira e uma empresa transportadora de mercadorias. O contrato dizia respeito à aquisição de 135 carretas, para a atividade da última. Como houve o adimplemento de 30 das 36 parcelas, correspondente a cerca de oitenta e três por cento do contrato, foi confirmado o afastamento da então ação reintegração de posse das carretas (STJ, REsp. 1.200.105/AM, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, j. 19.06.2012, DJe 27.06.2012). O aresto também traz como conteúdo a função social da empresa, pelo fato de que a retomada dos bens móveis fariam com que a atividade da devedora se tornasse totalmente inviável. Devendo, portanto, evidenciar o grande desafio da ideia de cumprimento relevante, deve-se analisá-lo casuisticamente, tendo em vista a finalidade econômico-social do contrato e dos negócios envolvidos
4- QUAIS AS DUAS HIPOTESES EM QUE SE PODE APLICAR O CDC AOS CONTRATOS EMPRESARIAIS? POR QUE
Nas relações entre empresários, em regra, não se aplica o CDC, porque nenhuma das partes assume a condição de destinatário final, já que os produtos ou serviços que são utilizados, direta ou indiretamente, na atividade econômica que exercem.
Contudo aplica-se o CDC quando uma das partes, ainda que seja um empresário individual ou sociedade empresária, assuma a condição de destinatário final econômico do produto ou serviço; e aplica-se excepcionalmente o CDC, ainda que nenhuma das partes seja destinatária final do bem, mas ostente vulnerabilidade técnica, econômica ou jurídica em elação à outra. 
5. O QUE DIFERENCIA UM CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE CARATER EMPRESARIAL EM RELAÇÃO À COMPRA E VENDA REGISTRADA NO CDC 
 O contrato de compra e venda empresarial possui como principal exigência o elemento subjetivo, ou seja, depende tão somente da qualidade de empresário em uma das partes contratantes, não assumindo condição de destinatários finais. O que diferencia dos contratos no CDC, é que esses consideram a relação de consumo, possuindo um sistema de proteção ao consumidor, exigindo que uma das partes seja destinatário final, sendo vulnerável, necessitando da tutela estatal. 
6 – O que são INCOTERMS? Qual a diferença entre a cláusula FOB e CIF?
INCOTERMS é a abreviação de International Commercial Terms (TERMOS INTERNACIONAIS DE COMÉRCIO). São normas que padronizam a distribuição, despesas e riscos de mercadorias no comércio exterior, assim as partes contratantes evitam litígios. As cláusulas são organizadas em siglas, o FOB e o CIF são algumas delas. 
FOB (Free on board) se aplica apenas aos transportes marítimos, significa livre a bordo, essa cláusula diz que as custas de tradição serão do vendedor até as mercadorias embarcarem no navio indicado pelo comprador. 
CIF (Cost, Insurance and Freight) significa custo, seguro e frete, também se aplica apenas aos transportes marítimos, essa cláusula o vendedor é responsável pelas despesas com a tradição até o ponto de destino e os riscos que as mercadorias estão expostas.
7 – Quais as diferenças entre venda com cláusula de reserva de domínio e alienação fiduciária em garantia?
Venda com cláusula de reserva de domínio assegura o vendedor a reserva de domínio sobre o objeto de venda até que o comprador o pague integralmente. Essa cláusula só se aplica a bens móveis e a transferência da propriedade só ocorre quando houver o pagamento integral da coisa, assim como dispõe o art. 524 do CC: “ a transferência de propriedade ao comprador dá-se no momento em que o preço esteja integralmente pago. Todavia pelos riscos da coisa responde o comprador, a partir de quando lhe foi entregue”. Em caso de inadimplemento há duas opções: cobrar as prestações com correção e juros, e tomar o bem de volta. Segundo o art. 525 do código: “ o vendedor somente poderá executar a cláusula de reserva de domínio após constituir o comprador em mora mediante protesto do título ou interpelação judicial. Se assim o vendedor o fizer, deverá restituir ao comprador as prestações eventualmente pagas por ele. 
Já a alienação fiduciária em garantia é um contrato instrumental, ou seja, é um meio de concretizar um outro negócio principal, servindo de garantia. Esse tipo de contrato se aplica a bens móveis e imóveis, o comprador coloca um bem em garantia em alguma instituição financeira da qual lhe empresta meios para realizar seu negócio. Nesse caso a posse permanece com o vendedor e esse terá a sua propriedade plena de volta ao satisfazer o empréstimo. 
8 – Qual a diferença entre contrato de colaboração empresarial e o contrato de trabalho entre o comprador e empregado?
O contrato de colaboração empresarial é uma espécie de contratos mercantis, é um instrumento de viabilização de mercadorias. Pode ocorrer de duas formas, por intermediação no qual o colaborador constrói elos para a circulação de mercadorias, ou por aproximação, no qual o colaborador promove a aproximação dos interessados pelas mercadorias com o fornecedor. 
O contrato de trabalho segundo o art. 442 da CLT: “contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente a relação de emprego. “Possui como objetos a prestação de serviços subordinados e não eventual mediante salário. O contrato é bilateral, consensual, oneroso, comutativo e de trato sucessivo. 
9 – É valida a cláusula contratual de eleição de foro em contratos de colaboração? Por que?
Sim, apesar da vulnerabilidade, do representante no exercício de sua atividade, ela não é absoluta em matéria de eleição de foro, pois é previsto dispositivos de proteção em caso de extinção do contrato, apesar deste entendimento não prevalecer na jurisprudência. 
10 – O que é cláusula de exclusividade nos contratos de colaboração? O CADE pode contestar essa cláusula contratual?
Essa cláusula assegura o investimento feito pelo colaborador para a inicialização da colaboração, como a pesquisa de mercado, formação de estoque, campanhas publicitárias. Assim o colaborado não pode comercializar seus produtos na região do colaborador. Não, pois essa clausula beneficia ambas as partes e são economicamente justificáveis
11- O que é cláusula del credere? É válida no contrato de comissão?E no contrato de representação? 
A cláusula "del credere" corresponde ao instituto ou previsão da parte contratante ou representada descontar os valores de comissões ou vendas dos representantes comercial na hipótese da venda ou da transação ser cancelada ou desfeita. No caso de contratos de comissão acentua-se que as negociações levadas a efeito pelo comissário atendem, na verdade, aos interesses do comitente sendo por esta razão, empreendidas por conta e risco deste último. Assim todos os riscos comerciais do negocio, cabem em principio ao comitente. Contudo a cláusula del credere,pode pelo cumprimento das obrigações assumidas pelo terceiro que contratou, solidariamente com este. Distribuem-se assim, os riscos da transação realizada relacionados ao adimplemento das obrigações pelo terceiro, mesmo na comissão del credere, correm por conta do comitente os demais riscos, como o de vicio na coisa vendida ou evicção. Já no caso da representação como bem esclarecido no Art. 43 da Lei 4886/65, " É vedado no contrato de representação comercial a inclusão da cláusula del credere."
12 - Qual a diferença entre contrato de representação comercial e contrato de mandato?
Contrato de representação comercial é o contrato pelo qual uma das partes ( representante comercial autônomo) se obriga a obter pedidos de compra e venda de mercadorias fabricadas ou comercializadas pela outra parte (representado). 
Sob o ponto de vista econômico, poderia ser entendido como uma espécie de mandato, mas juridicamente falando, este enfoque estaria equivocado, isto porque a atividade desenvolvida pelo representante comercial não tem poderes para concluir a negociação em nome do representado, cabe a este aprovar ou não os pedidos de compra obtidos pelo representante. O mandatário ao contrário, recebe poderes para negociar em nome do mandante.
13 - Há vínculo empregatício entre representante comercial e representado? Por que?
Inexiste qualquer tipo de vínculo de emprego entre o representado e o representante comercial autônomo. A subordinação deste àquele tem caráter exclusivamente empresarial ou seja, cinge-se á organização do exercício da atividade econômica. O representante comercial autônomo é um empresário, pessoa física ou jurídica, como tal, ele estrutura e dirige um negocio próprio, ainda que exíguo e simples.
14- Qual a diferença entre cláusula de exclusividade de zona e cláusula de exclusividade de representação?
Cláusula de exclusividade de zona, pela qual é obstado vender os seus produtos em uma área determinada em contrato, senão por meio do representante contratado para atuar naquela área. conforme descrito no Art. 31 da Lei 4886/65, " prevendo o contrato de representação a exclusividade de zona ou zonas, ou quando este for omissivo, fará jus o representante á comissão pelo negócios ai realizados, ainda que diretamente pelo representado ou por intermédio de terceiros, já a exclusividade de representação não se presume na ausência de ajuste legais.
15- O que é comissão no contrato de representação?
É o contrato pelo qual uma das partes se obriga a obter pedidos de compra e venda de mercadorias fabricadas ou comercializadas pela outra parte, e como bem determina a comissão fara isso em nome próprio, assumindo, portanto perante terceiros responsabilidade pessoal pelos atos praticados.
16 - O que é contrato de concessão mercantil e as duas principais clausulas? Existe lei especifica que que disciplina essa modalidade contratual?
Contrato de concessão mercantil o concessionário assume a obrigação comercializar produtos fabricados por outro empresário, o concedente. Sendo contrato atípico, se caracteriza pelo fato de a subordinação empresarial existe entre as partes ser um pouco maior, o concedente exerce sobre o concessionário um maior grau de ingerência na organização de sua atividade. 
 Esse contrato se configura como um contrato de distribuição – intermediação, existe clausulas essenciais, que são:
A) De exclusividade de distribuição, que obriga o concessionário a comercializar apenas produtos fabricados pelo concedente; 
B) De exclusividade de zona (ou de territorialidade) que obriga, por outro lado o concedente a só comercializar seus produtos na área de atuação do concessionário por intermediação deste. 
Caso especifico de concessão de venda de veículos automotores terrestres, como automóveis, caminhões, ônibus, tratores, motocicletas e similares, regulado pela Lei no nº729/79. 
	
17 – Quais as principais vantagens e finalidades do contrato de franquia?
Uma das vantagens com esse contrato, o meio pelo qual o comerciante, licencia o uso de sua marca a outro. Ambas as partes têm vantagens, o franquiado já se estabelece negociando produtos ou serviços, através de técnicas de marketing aprovadas pelo franqueador enquanto este pode ampliar seu negócio/empreendorismo sem novos aportes de capital, não necessitando estabelecer e administrar filiais. 
Sua finalidade pode-se verificar sendo, ser um sistema pelo qual um franqueador cede ao franquiado o direito de uso de marca ou patente, associado ao direito de distribuição exclusiva ou semiexclusiva de produtos ou serviços. 
18 - O que é circular de oferta de franquia? 
 A circular de oferta de franquia é um instrumento desenvolvido pelo franqueador e que apresenta todas as condições gerais do negócio, principalmente em relação aos aspectos legais, obrigações, deveres e responsabilidades das partes. Deve ser criterioso, claro, conciso e completo. Na circular de oferta de franquia devem estar contidas as principais informações sobre a franquia e aquilo que se espera do franqueado. A COF é a oportunidade de o franqueado esclarecer o quanto a presença do franqueado à frente da franquia será exigida. O descumprimento do prazo de entrega da circular, deve ocorrer até 10 dias antes da assinatura do pré-contrato, contrato ou pagamentos de qualquer taxa, pode levar à onulidade do contrato de franquia á devolução de taxas pagas e royalties. 
E no COF que o franqueado conhece os seus direitos e o que via receber dos franqueados, como supervisão de rede, orientação, treinamento manuais de franquia, auxilio na análise e escolha do ponto e layout. 
19 - Os contratos bancários estão sujeitos do CDC?
A caracterização do banco ou instituição financeira como fornecedor esta positivada no artigo 3º, caput, do CDC e especialmente no parágrafo 2º, o qual menciona expressamente como serviços as atividades de natureza bancaria, financeira, de crédito. “ A caracterização do banco ou instituição financeira como fornecedor sob a incidência do CDC, é hoje pacifico. 
O CDC rege as operações bancarias, inclusive as de mutuo ou de abertura de crédito, pois relações de consumo. O produto da empresa banco é o dinheiro ou o credito, bem juridicamente consumível sendo fornecedora, e consumidor o mutuário ou creditado. 
20 - Os bancos podem ficar livremente os juros remuneratórios em contratos bancários? Por que?
Os juros remuneratórios, ou compensatórios, são aqueles cobrados pelos bancos para remunerar o capital emprestado ou disponibilização ao cliente. São a fonte de lucros dos bancos pelas atividades de intermediação de empréstimos. Atualmente os tribunais principalmente o STJ e o STF, tem decido pela impossibilidade de rever as taxas de juros remuneratórios então livremente pactuadas pelas partes, permitindo a alteração desses juros somente se excessivos, conforme as circunstancias de cada caso. Assim, os juros remuneratórios bancários não encontram, a princípio, limite na legislação civil, ficando pacificado no STF que a Lei da Usura (Decreto-lei nº 22.626/33), não se aplica as atividades financeiras (sumulas 596, STF)
21 - Há limite para fixação, pelos bancos, dos juros moratórios?
      Sim, conforme o disposto na Súmula 379 do STJ: “Nos contratos bancários, não regidos por legislação específica, os juros moratórios poderão ser convencionadosaté o limite de 1% ao mês.”
22.Qual a redação da Súmula 381 do Superior Tribunal de Justiça?
   Diz a Súmula nº 381 do STJ: “Nos contratos bancários, é vedado ao julgador conhecer, de ofício, da abusividade das cláusulas.”
23 - O que é comissão de permanência nos contratos bancários e pode ser cobrada pelos bancos?
      A comissão de permanência é uma taxa cobrada pela instituição financeira de devedores que tenham algum título vencido. A cobrança da comissão de permanência é admitida, desde que pactuada, apenas no período de inadimplência e não cumulada com os encargos da normalidade (juros remuneratórios e correção monetária) e/ou com os encargos moratórios (juros de mora e multa contratual). 
24 - O que é capitalização dos juros? É válida a capitalização mensal dos juros pelos bancos?
     Capitalização dos juros significa juros compostos, em oposição aos juros simples. Enquanto naqueles os juros se incorporam ao capital ao final de cada período de contagem, nestes tal não ocorre. No caso de se incorporar, a taxa de juro do novo período incidirá sobre o quantum de juros do período anterior, porque incide sobre o capital total (capital inicial mais o juro que a ele se “incorporou”). É chamada “capitalização” de juros porque é a “ação” de tornar os juros em “capital”. 
     Segundo o entendimento do STJ, é permitida a capitalização mensal dos juros pelos bancos, desde que pactuada, e somente para os contratos celebrados a partir de 31 de março de 2000, data da primitiva publicação da MP 2.170-36/2001.
 
25 - Há diferença de alienação fiduciária de bens móveis e imóveis?
      A primeira distinção é quanto ao efeito da contratação da alienação fiduciária dos bens, no caso dos bens móveis, de acordo com o disposto no art. 10 do Dec Lei 911/69, transfere-se ao credor o domínio resolúvel e a posse indireta da coisa móvel alienada. Por sua vez, o efeito resultante da alienação fiduciária, de bem imóvel regulada pela Lei 9.514 é o negócio jurídico pelo qual o devedor, ou fiduciante, com o escopo de garantia, contrata a transferência ao credor, ou fiduciário, da propriedade resolúvel de coisa imóvel.
     Ocorre também que, na alienação fiduciária de coisa móvel, fica o fiduciante obrigado ao pagamento do saldo da dívida mesmo depois da alienação do bem, se o valor obtido não for suficiente para pagar a dívida (§ 5°, art. 66, Decreto-lei n° 911/69). Na alienação fiduciária de coisa imóvel, porém, a realização dos leilões implica a quitação integral da dívida independente do valor obtido
26 – O que é cobrança antecipada de valor residual (VRG) no contrato de leasing? É devida sua cobrança?
É a situação em que o valor residual é diluído nas prestações do aluguel, como se a opção de compra fosse feita no início do contrato e não ao seu término, como deveria ser, em tese. O entendimento do STJ determinou que a cobrança antecipada do valor residual (VRG) é legítima.
27 – Em caso de inadimplemento contratual do arrendatário, terá esse direito à restituição das paecelas do VRG?
Sim, mas essa devolução deve ser simples, e não em dobro, como alguns juízes vinham determinando. Nesse sentido o Enunciado 38 da I Jornada de Direito Comercial do CJF: “ É devida a devolução simples, e não em dobro do valor residual garantido em caso de reintegração de posse do bem objeto de arrendamento mercantil celebrado entre empresários”
28 – Quais as principais cláusulas de um contrato de factoring (faturização)?
As principais cláusulas são:
- CLÁUSULA DE EXCLUSIVIDADE: por meio da qual se compromete a não contratar outro faturizador.
- CLÁUSULA DE TOTALIDADE: por meio da qual o faturizado transmite todos os seus direitos creditícios ao faturizador, cabendo a este escolher os que vai garantir.
- E por fim a CLÁUSULA DE APROVAÇÃO, prévia pelo faturizador. 
29 – Qual a diferença entre contrato de desconto bancário e factoring?
A diferença fundamental entre Factoring e desconto bancário está no direito de regresso, na hipótese de inadimplemento pelo terceiro devedor. Tal direito não existe na faturização, mas está presente no desconto. Assim a empresa de Factoring, ou seja, o factor, assume os riscos da cobrança e, eventualmente da insolvência do devedor, recebendo uma remuneração ou comissão, ou fazendo a compra dos créditos com redução em relação ao valor do outro. 
30 – Quais as relações jurídicas existentes em uma operação de cartão de crédito?
É possível distinguir três relações jurídicas:
A ) a da operadora com o seu ciente; 
B ) a do cliente com os estabelecimento comercial; 
C ) a do estabelecimento comercial com a operadora. 
Percebe-se que só há relação de consumo nas duas primeiras relações jurídicas. 
31 – Qual a finalidade da cédula de crédito bancário?
A sua criação deu-se em razão da necessidade de se remover algumas barreiras à concessão de financiamentos decorrentes da insegurança e instabilidade das decisões dos tribunais brasileiros, notadamente sobre a força executiva dos contratos de concessão de crédito e sobre a capitalização de juros.

Mais conteúdos dessa disciplina