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CONTRATOS EMPRESARIAIS:
Conceito de Contrato empresarial:
Um contrato estabelece as partes direitos e obrigações, sob determinadas condições, com o objetivo comum de:
1.Criar, 2. Resguardar, 3. Modificar, 4. Extinguir. Desde que não contrário a lei.
Função econômica: Circulação de riquezas e difusão de bens >Operação econômica.
Função regulatória: “Organização” das relações > organização das obrigações.
Função social: O contrato também deve satisfazer os interesses sociais e respeitar interesse de terceiros (421, CC).
 	-Proteção do mercado/consumidor;
	-Proteção dos trabalhadores;
	-Proteção do meio ambiente;
-Preocupação com os direitos metaindividuais, quanto mais o empresário se preocupa com isso mais a empresa vale (Empresa X, usa material biodegradável, protege a Amazonia, etc..)
EXISTEM DIVERSOS TIPO DE CONTRATOS COM SUAS CARACTERÍSTICAS:
-Administrativos 🡪Licitações 🡪Supremacia do interesse público;
-Trabalhistas 🡪Vulnerabilidade do trabalhador;
-Relações de consumo 🡪Vulnerabilidade do consumidor;
-Civil 🡪Aluguel por exemplo 🡪Parte não profissionais;
O que define que um contrato é EMPRESARIAL/COMERCIAL, é quando as duas partes são empresárias!
Os polos da relação empresarial, são ambos empresarial, ambos 966, CC. Então o contrato empresarial pode ser chamado de INTEREMPRESARIAL!
Também conhecido como B2B = “Business to Business”.
Não há de que se falar de presunção RELATIVA, pois é impossível dizer que o empresário não entendeu o contrato, se presume que ele não é amador, pois ele tem equipe jurídica e contadores, se presume EQUILÍBRIO entre as partes. Pode-se, porém, a presunção relativa ser afastada no caso concreto, pois ele não se torna vulnerável, ele se torna eventualmente “dependente econômico”. Ex: Franquia (franqueado – relação de dependência econômica), representação comercial.
A presunção de dependência econômica, poderia revisar uma clausula ou extinguir uma clausula abusiva, por exemplo.
Em relações interempresariais, em que há VULNERABILIDADE TÉCNICA, deixa-se de ser uma relação empresarial e vira uma relação de consumo aplicando-se o CDC, ex: Junior Durski dono do Madero, compra um avião, veja-se que ele é vulnerável técnico, pois não possui conhecimento no ramo da aviação, ELE É VULNERÁVEL TÉCNICO INDEPENDENTEMENTE DE SER CONSUMIDOR FINAL, podendo ser de qualquer parte da cadeia.
RESUMINDO:
-Se for insumo da minha cadeia de relação 🡪 Sou a Volkswagen e tem um problema com os pneus = CONTRATOS EMPRESÁRIAIS.
-Se for um produto fora da cadeia da relação 🡪Empresa de alimentos, compra um avião, não entende nada de avião = VULNERÁVEL TÉCNICO, RELAÇÃO DE CONSUMO, APLICAÇÃO DO CDC.
“É contrato interempresarial, exceto quando no caso concreto o empresário apresente VULNERABILIDADE TÉCNICA, caso em que deixa de ser relação empresarial e se torna relação de consumo.” 
Características:
São esses conjuntos de características que tornam os contratos empresariais como categoria autônoma dos contratos.
a) Escopo de Lucro (OBJETIVO): Todo contrato visa lucro, seja IMEDIATO ou MEDIATO;
b) Profissionalismo: Experiente no negócio, presunção de entendimento. Inaplicabilidade da LESÃO (vicio de consentimento, 157, CC) PROVA*
“Art. 157. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob a premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta”.
Veja-se que esse vício ocorre de duas formas:
-Necessidade financeira;
-Por inexperiência (ex: vovó que pega um empréstimo absurdo com juros altíssimos, sendo enganada);
O VÍCIO DA LESÃO POR VIA DE REGRA NÃO SE APLICA AO EMPRESÁRIO, POIS ELE NÃO É INEXPERIENTE!!! PROVAAA*
Ou seja, empresário não pode anular o contrato por este vício.
c) Função Econômica: Circulação de riqueza 
Na qual se sobressai sobre, as demais: social e regulatória, prioriza o movimento de capital.
d) Pacta sunt servanda: Força obrigatória do cumprimento dos contratos.
Para um juiz anular/revisar um contrato empresarial é MUITO DIFICIL, pois são muito fortes. Pois o juiz já presume a experiência do empresário. Bem como os empresários são dotados de autonomia maior.
e) Instrumento de Alocação de risco PROVA*
Art. 421-A, II, CC “As partes podem eleger em clausula os riscos que toparão correr”.
Ou seja, se esses riscos previstos acontecerem, não muda a obrigatoriedade do contrato. Ex: Oscilação do dólar, se um contrato prever que mesmo se o dólar oscilar até 6 reais o contrato se mantém”. 
Os riscos são diversos e os contratos poderão prever e eleger os riscos que irão correr, assim mantendo a obrigação caso a situação ocorra.
f) Atipicidade: Existem contratos atípicos que não possuem lei.
Ex: Contrato de distribuição, de fornecimento;
g) Informalismo: A regra é que não tenha forma, ou seja, vale falado, vale escritura pública. Nesse caso o mais importante é o conteúdo, a forma tão pouco importa, ao contrário do direito civil.
É necessário entender o empresário para qual está trabalhando, se ele gosta mais de contratos curtos ou grandes, detalhados ou mais enxutos.
h) Prática comercial: Usos e costumes, hábito do mercado na prática.
i) Incompletude contratual: NUNCA um contrato conseguirá prever todas as hipóteses do mundo.
Quando há uma situação muito especifica deve-se utilizar a boa-fé, ver se há alguma lei, ou usos e costumes. Estes são grandes termômetros para resolver o conflito.
“Entenda-se que a incompletude e o desvio de pontos controvertidos de um contrato, não são falhas de um contrato, mas opções dos negociantes”.
j) Desvio de pontos controvertidos: Deliberadamente resolve não enfrentar pontos em que não há consenso com a outra parte.
Ex: Empresário faz um contrato menor, deixando de fora os pontos que discordam.
ENUNCIADOS DAS JORNADAS DE DIREITO COMERCIAL DO CONSELHO DE JUSTIÇA FEDERAL
Enunciado 21. Nos contratos empresariais, o dirigismo contratual deve ser mitigado, tendo em vista a simetria natural das relações interempresariais. (PROVA).
Dirigismo contratual = Deve ser mitigado(diminuído). É uma pro juiz não se meter, e se meter quanto menos, pois as partes conseguem escolher, dando menos autonomia ao juiz.
Enunciado 23. Virou lei, no art. 421-A, CC 🡪É lícito as partes estabelecerem parâmetros objetivos (PROVA). Então as partes, podem estabelecer parâmetros. 
Ou seja, as partes não devem utilizar parâmetros relativos, com relações a palavras:
“Maior parte”
“Volume alto”
“Menos demanda”
Ou seja “MAIOR PARTE” é quanto?
Enunciado 25. A revisão do contrato por onerosidade excessiva fundada no Código Civil deve levar em conta a natureza do objeto do contrato. Nas relações empresariais, deve se presumir a sofisticação dos contratantes e observar a alocação de riscos por eles acordada.
Sofisticação dos contratantes = Significa profissionalismo, que é um cara safo, no sentido de não ser inexperiente, ou seja, profissionais.
Enunciado 27. Não se presume violação da boa-fé objetiva se o empresário, durante as negociações do contrato empresarial, preservar segredo de empresa ou administrar a prestação de informações reservadas, confidenciais ou estratégicas, como o objetivo de descolar em risco competitividade de sua atividade (PROVA).
Mesmo não dando certo a negociação, havendo a troca de informação de estratégica, muitas vezes é permitido que não revele segredo industrial ou de faturamento, ou omitir uma parte, ou estratégia negocial, sendo permitido o TERMO DE CONFIDENCIALIDADE.
“Non Discloser Agreement”.
Enunciado 28. Em razão do profissionalismo com que os empresários devem exercer sua atividade, os contratos empresariais não podem ser anulados pelo vício da lesão fundada na inexperiência. (PROVA*)
Classificação dos contratos:
-Quanto ao dever obrigacional: Unilateral, bilateral ou plurilateral;
-Quanto à vantagem econômica: Onerosos ou gratuitos
Comutativos ou aleatórios;
-Quanto a constituição: Consensuais = Consentimento, reais = tradição;
-Quanto a duração: instantâneos, ou de duração.
-Principais X Acessórios
Ex: Principal = locação, acessório = fiança;
-Empresariais X Existenciais
-Quanto ao graude vinculação futura (PROVA):
Imediatos, chamados de contratos SPOT 🡪MENOR 🡪FICANTE NA BALADA, baixa vinculação futura, ex: compra e venda.
Híbridos 🡪Média vinculação futura, namoro, ex: contrato de representação comercial.
Societários 🡪Alta vinculação futura, casamento, ex: sociedades.
-Quanto ao grau de positivação: 
-Típicos: Formatação/existência é dada por lei, tipicidade legal.
-Atípicos: Artesanal, feito para necessidade especificas do empresário, para aquela situação.
-Socialmente típicos: Não tem lei, mas tem “modelos” consagrados no mercado.
-Quanto a abrangência do contrato (PROVA*):
-Contrato QUADRO (GUARDA-CHUVA): os contratos satélites ficam abaixo e protegidos pelo guarda-chuva; faz a moldura negocial, traz as linhas mestres, traz o panorama que será tratado no contrato, moldura do negócio;
-Contrato SATÉLITE: Contrato setorizado, e específico, orbita o quadro, individualizado em ponto especifico, tópico particularizado, é independente do contrato quadro, não é um aditivo, mas não existe sem um quadro, não é um acessório, mas é tecnicamente ligado a algo melhor (não liga/anula automaticamente).
O contrato quadro nem sempre vem antes do satélite, pode ser feito concomitante; não é caracterizado como um contrato preliminar (artigo 462 e seguintes CC), já é definitivo em si mesmo. Se não for cumprido, pode executar (mas tem que ser líquida, certa e exigível).
Uma obrigação inadimplida do contrato quadro pode ser executada se for liquida, certa e exigível.
 -Quanto ao grau de ligação de contratos celebrados entre as mesmas partes (PROVA*):
-Coligados: Desejados pelas partes como se fosse um único, mais de um contrato que estão conectados, com uma única ideia (Exemplo: Venda de viagem, tem incluído seguro, preço da passagem).
-Independentes: Tem existência autônoma, contextos diferenciados que nada dizem respeito ao outro. Não tem propósito/ideia única.
Nos contratos coligados, admite-se a interpretação conforma informação de outro contrato (informação externa). Sem necessariamente precisar fazer menção ao outro.
-Quanto ao grau de complexidade:
-Complexos: Pode ser por sua MATÉRIA(ex: importar de outro país), ou DURAÇÃO(geralmente são longos.
-Simples: Geralmente são imediatos, contratos com grau de dificuldade menor.
-Quanto ao grau de completude do regramento contratual:
-Completos: Em tese são contratos com todas as variáveis. Todas as hipóteses são contempladas. Utopia, em tese TODAS as hipóteses estão previstas
-Incompletos: Possui lacunas, impossível ter contratos completos.
-Quanto ao interesse principal das partes no contrato(PROVA*):
-De prestação: o foco é a prestação = Objeto do que vai ser produzido Ex: entrega de objeto.
-De relação (relacionais/pessoas): Relação de pessoas 🡪 Pessoa específica cumprir a obrigação, Bancário, plano de saúde, educação.
É MUITO RELAVANTE a boa-fé objetiva das partes nos contratos RELACIONAIS (PROVA*)
-Quanto ao tipo de negociação (PROVA*):
-Negociados: Discutível as cláusulas.
-De adesão: Uma das partes redige o contrato e a outra anui com o contrato (NÃO DISCUTE AS CLÁUSULAS).
EX PROVA: OS CONTRATOS DE ADESÃO, SÃO EXCLUSIVOS DO DIREITO CONSUMIDOR? FALSO!
Juridicamente:
1-Na dúvida se faz a interpretação mais benéfica pra quem aderiu (ART. 423, CC), SENDO AMBÍGUAS.
2-Art. 424, CC 🡪 São nulas as cláusulas que fazem uma renúncia antecipada de um direito implícito. EX: Um contrato de locação ter uma clausula de indisponibilidade do imóvel
	
	-Quanto ao poder econômico das partes (PROVA*):
	-Paritário: paridade das armas, nenhuma vantagem sobre o outro.
-Com dependência econômica: Uma das partes consegue impor condições, pois tem vantagem em relação a paridade das armas. Em contratos empresariais se presumem paritários e simétricos, mas havendo a dependência deverá ser provada. Art. 421-A, CC.
CONTRATO DE COMPRA E VENDA MERCANTIL
Principal contrato do empresário. É um contrato SPOT= IMEDIATO de pouco vinculação futura.
Principais diferenças de um contrato civil para o empresarial de compra a e venda mercantil:
a) No cível as partes são cíveis, e no empresarial são empresários.
b) Art. 495, CC:
No cível, quando o comprador não paga, entra em insolvência (FALÊNCIA), o vendedor tem a faculdade de não entregar o produto, bem como possui direito de exigir, garantia e CAUÇÃO.
No direito empresarial está indo contra a lógica, ELE NÃO PODE EXIGIR CAUÇÃO, ele pode habilitar seu crédito na recuperação judicial (PROVA*).
CLÁUSULAS ACESSÓRIAS DOS CONTRATOS DE COMPRA E VENDA MERCANTIL:
PRECISAM ESTAR EXPRESSAS.
-Pacto de retrovenda (art.s 505 a 508, CC)PROVA*: Só cabe em compra e venda de IMÓVEL, está registrada na matrícula do imóvel.
O vendedor do bem, tem direito de solicitar o DESFAZIMENTO/DEVOLUÇÃO do bem em até 3 anos. 
Para o vendedor é vantajoso, pois gera liquidez, na volta não tem ITBI, não é uma nova venda. A vantagem para o comprador é o valor abaixo do mercado.
Se trata de uma Cláusula RESOLUTIVA = Que extingue o processo.
-Venda a contento (arts. 509 a 512, CC): “Ao gosto do freguês”. A venda só se concretiza quando o comprador fica satisfeito, comunica seu agrado. Enquanto não se concretiza, o comprador assume aposição de comodatário (empréstimo).
É uma CLÁUSULA SUSPENSIVA 🡪 pois suspende a eficácia do contrato.
-Direito de preferência ou preempição (art. 513 a 520, CC) 
Exige que o comprador ofereça o bem para o antigo vendedor, notifica o antigo vendedor.
O prazo para o exercício do direito de preferência pode ser convencionado entre as partes, com limites de 180 dias para coisa móvel e 2 anos para imóvel.
Na hipótese de silêncio do contrato, será considerado 3 dias para bens móveis e 60 dias para imóveis (PARA DAR UMA RESPOSTA).
Sendo possível para herdeiros. A cláusula não caduca, mas por via de dúvida deixar expresso.
-Compra e venda com reserva de domínio (arts. 521 a 528)
Trata-se de compra e venda de BEM MÓVEL, em que o vendedor reserva para si a propriedade do bem até que o preço seja integralmente pago (521, CC). 
O comprador só recebe a posse. Se dá a transferência da propriedade somente com a quitação.
Mesmo que o comprador não tenha propriedade, se a coisa perecer ele arca com o prejuízo, e não o vendedor.
-Venda sobre documentos (arts. 529 a 532)
Ao invés do vendedor entregar a coisa, ele entrega um título/documento que representa a coisa. Ex: Container em Paranaguá.
Este documento representa o bem, o pagamento em via de regra é feito no ato da entrega do documento.
CONTRATOS DE COLABORAÇÃO
Se trata de uma estrutura de escoamento de mercadoria, ajuda a não ser tão custosa a cadeia de venda inteira. São aqueles contratos que por intermédio de um colaborador chegar no consumidor final.
O elo entre o empresário fornecedor e o empresário colaborador se dá de duas formas:
1-Contrato de intermediação
A grande diferença é que na distribuição entre A e B, é que no contrato B de Concessão mercantil, eles prestam assistência técnica, então se mexe no produto original da concedente, assim existe um grau maior de fiscalização.
Em A, não existe assistência técnica.
a) Distribuição-intermediação (NÃO ESQUECER DESSA DENOMINAÇÃO, PROVA*)
É um contrato socialmente TÍPICO (prova), ela não tem lei nem regramento, mas tem modelo consagrado no mercado.
Celebrado entre empresários:
Distribuído		É o fabricante ou o importador;
Distribuidor		É o cara que faz a distribuição do produto aos consumidores.
	Esse contrato pode ter qualquer nome, se descobre que é um contrato de distribuição pelas cláusulas:
I. Exclusividade de Distribuição: É vedado distribuidor de comercializar com produtos concorrentes, sempre vai ter. Ex: Coca, Pepsi.
II. Exclusividade de Zona: É vedado ao distribuidor comercializar produto objeto do contrato de distribuição na área de atuação do distribuído, pode ter ou não essa exclusividade.
III. Territorialidade: O distribuidor fica proibido de comercializar além dos limites de sua zona de atuação.
IV. Quota de fornecimento e aquisição: O distribuído, precisa fornecer no mínimo 40 unidades, mês. O distribuidor é obrigadoadquirir, pelo menos 20 unidades mês. Compra e venda mínima/máxima. Pode ter ou não.
V. Créditos e garantias
VI. Aparelhamento: Pode ser necessário ter um freezer, ou um tanque por exemplo para manter o produto. Um aparelho específico para manter, as vezes o distribuído já fornece ao distribuidor.
VII. Resolução: Como vai terminar o contrato. Cláusulas de rescisão, prazo etc..
b) Concessão Mercantil (ou comercial) PROVA 
	Empresário concedente		Concessionária			Consumidor
As concessionárias prestam assistência técnica. A Concessionária está autorizada a mexer no produto da concedente, há um maior grau de fiscalização por parte da concedente, pois mexe no produto.
Para veículos automotores terrestres existe a Lei Ferrari, Ferrari de sobrenome, não por conta da marca. 
Possui prazo mínimo de 5 anos esse contrato.
Pontos que merecem ser focados para o estudo, caem 100% (professora disse):
Tema 1- Introdução
-Profissionalismo
-Alocação de risco
-Art. 421-A, CC
-Presunção de paridade e simetria
-Enunciados
Tema 2- Classificação dos contratos
-Vinculação futura
-Abrangência (contratos satélites e guarda-chuva)
-Negociação
-Poder econômico 
Tema 3 – Contrato de compra e venda 
-Art. 495, não se aplica a compra e venda mercantil
-Clausula especiais: Retrovenda, contento e reserva de domínio
Tema 4 – Contratos de intermediação 
-Diferença entre distribuição e concessão mercantil
-Diferença entre contratos de aproximação e intermediação
2 BIMESTRE:
CONTRATOS DE COLABORAÇÃO(GÊNERO)
-Por Intermediação 
	a.Distribuição ou intermediação
	b.Concessão mercantil
-Por aproximação (ponte)
a. representação comercial
Representado → Representante comercial →Terceiro cliente
	
Representante anota o pedido e repassa, para o representado.
A relação jurídica entre vendedor e cliente é entre o representado e o terceiro cliente.
LEI DO REPRESENTANTE COMERCIAL = LRC. LEI 4.886 DE 1965
Art. 1o, trás o conceito de quem é o representante comercial > Pessoa física ou jurídica
O representante comercial, não representa juridicamente o representado > REGRA.
Parágrafo único > Pode ser que haja poder de mandato mercantil + representação comercial. DESDE QUE EXPRESSO. 
Art. 2o, deve o representante comercial se registrar nos conselhos regionais, OBRIGAÇÃO.
Se não registrado poderá sofrer sanção administrativa.
Art. 5o, Somente será devida remuneração, como mediador de negócios comerciais, a representante comercial devidamente direito → ATENÇÃO É INCONSTITUCIONAL!!
O representante comercial ganha COMISSÃO
o art. 32, LRC > Geralmente é um %. 
Para o representante comercial receber, só possui direito a receber com as duas:
1- Ele intermediou a venda;
2- Com o pagamento, da venda do cliente para o representado.
Art. 27, é o mais importante dessa lei! Pois se trata de uma receita de bolo, dos ELEMENTOS OBRIGATÓRIOS que precisam estar nos contratos de representação
 Art. 27. Do contrato de representação comercial, além dos elementos comuns e outros a juízo dos interessados, constarão obrigatoriamente: (Redação dada pela Lei nº 8.420, de 8.5.1992)
 	a) condições e requisitos gerais da representação;
 	b) indicação genérica ou específica dos produtos ou artigos objeto da representação;
 	c) prazo certo ou indeterminado da representação
 d) indicação da zona ou zonas em que será exercida a representação, bem como da permissibilidade ou não de a representada ali poder negociar diretamente;
 d) indicação da zona ou zonas em que será exercida a representação; (Redação dada pela Lei nº 8.420, de 8.5.1992)
 	e) garantia ou não, parcial ou total, ou por certo prazo, da exclusividade de zona ou setor de zona;
 	f) retribuição e época do pagamento, pelo exercício da representação, dependente da efetiva realização dos negócios, e recebimento, ou não, pelo representado, dos valôres respectivos;
 	g) os casos em que se justifique a restrição de zona concedida com exclusividade;
 	h) obrigações e responsabilidades das partes contratantes:
 	i) exercício exclusivo ou não da representação a favor do representado;
CLÁUSULAS OBRIGATÓRIAS:
-Cláusula de exclusividade de zona = Estabelece a COMPETÊNCIA DO REPRESENTANTE COMERCIAL ATUAR. 
Se nada for dito no contrato, APENAS ESTIVER O INDICANDO O LOCAL, há implícito QUE É EXCLUSIVO. 
“A zona comercial do representante será Curitiba”.
Neste caso em regra, se está implícito que o representante é EXCLUSIVO NESTA REGIÃO.
A menos que haja um falando que não no contrato, “o representante comercial, atuará sem exclusividade”. 
-Cláusula de exclusividade de representação = Só vai atuar marca representativa.
Se nada for DITO, não há nada EXCLUSIVIDADE.
Se quiser que haja exclusividade, deve haver PREVISTO NO CONTRATO
alínea I
VEJA QUE ESSAS DUAS CLÁUSULAS, POSSUEM REGRAS CONTRÁRIAS, A PROFESSORA IRÁ INVERTER NA PROVA PARA TENTAR CONFUNDIR!
Alínea importante J:
Resolução: 
-Término pode ser por prazo;
-Por acordo;
-Pela iniciativa da vontade do representado;
-Pela iniciativa da vontade do representante; 
-Justa causa> Quando alguém pisou na bola.
Ex: 
1.Representado Não pagou comissão.
2. Representante chegava bêbado para vender. 
NO CASO DE JUSTA CAUSA ele tem direito de receber no mínimo 1/12 de toda a comissão recebida de toda contratualidade.
O PRAZO PRESCRICIONAL DO REPRESENTANTE COBRAR, O REPRESENTADO É DE 5 ANOS, CONTADOS DA DATA DE RESCISÃO DO CONTRATO. ART. 40, Parágrafo único. A justiça comum é a competente. 
Art. 35: Trás as hipóteses de justa causa, cometida pelo representante >NÃO TERÁ INDENIZAÇÃO
Art. 36: Trás as hipóteses de justa causa, cometida pelo representaqdo> Terá indenização
Ler rol taxativo. 
OBRIGAÇÕES CONTRATUAIS MAIS COMUNS DO REPRESENTANTE COMERCIAL:
-Anotar pedidos e diligências;
-Seguir instruções passadas pelo representado;
-Informar o que ele está fazendo(andamento dos negócios)>Prestar contas;
O REPRESENTADO, TEM LEGÍTIMIDADE ATIVA PARA AJUIZAR CONTRA O REPRESENTANTE COMERCIAL AÇÃO DE EXIGIR CONTAS(antiga ação de prestação de contas).
-Obrigações profissionais;
O contrato pode estabelecer:
· Cumprir visitas, e conhecer clientes novos. 
· Cláusula valor que pode gastar com almoço
OBRIGAÇÕES CONTRATUAIS MAIS COMUNS DO REPRESENTADO:
-Pagamento da comissão
-Ela não pode fazer o contrato diretamente com o cliente, ignorando o representante comercial.
Aula 30.10
Cláusula del credere
Mandante - mandatário - 3º - em nome e por conta do mandante; 
Comitente - comissário - 3º - em nome próprio, por conta do comitente, que permanece oculto. Necessita ser expresso - artigo 698, CC - responsabilidade solidária do comissário, “garantidor” da adimplência do terceiro. 
No contrato de representação comercial, não se admite uma cláusula desse tipo. 
FRANCHISING - FRANQUIAS
Nova lei n. 13.966 de 2019
Possui 11 artigos, nao exaura > Traz as linhas mestres da franquia
CONCEITO DE FRANQUIA:
Sistema (conjunto)
→ Licença marca
→contrato de distribuição
→Contrato de administração de empresas 
Entre franqueador e franqueado não se aplica CDC entre as partes.
Explicou melhor que não tem vínculo com os empregados do franqueado, ainda que em época de treinamento
Contrato de franquia possui três pilares:
-Engineering (Aprende a montar a loja e estabelecimento) > Detalhamento do contrato absurda, padronizado.
-Management (Treinamento da equipe de funcionários e gerência)
-Marketing (Procedimento de divulgação e promoção dos produtos comercializados).
-Circular de oferta de franquia (COF) > Ele é o manual da franquia, que vem todas as informações da franquia
“Manual” > Verídica da franquia →escrito de maneira clara, em português
Antes de começar, de qualquer pagamento o interessado tem o DIREITO de ver a COF, a pessoa que tem interesse, precisa ter acesso, sendo entregue 10 dias antes de qualquer paGamento art. 2o, §1o 
O §2o diz que o não cumprimento da entrega da COF, pode gerar:
Nulidade RELATIVA →Anulabilidade
ou
Nulidade ABSOLUTA →Nulidade
JUIZ irá decidir se gera absoluta ou relativa
Omissa ou falsa.
Art. 2o da lei da franquia> Maior artigo da lei, que trás o rol de todos os itens que precisam ter na COF.
A lei recente, ampliou os itens que são necessários constar.
TRABALHO DO SEGUNDO BIMESTRE: ANALISAR UMA COF, VENDO SE TEM TODOS OS ITENS DO ART 2o, foram cumpridos, quais foram e quais não foram, quais erradas, quais obscura. >Pode ser em dupla, entregar fisicamente na prova, ambos da dupla entregar em papel. A NOSSA DO CASO, SERÁ OMISSA EM VÁRIOS PONTOS
PROVA: 
Destaque os pontos que foram trazidos pela nova lei e franquia(inovações):
-Consagrou entendimento jurisprudencial de que nao se aplica o CDC entre franqueador e franqueado;
-Detalhou que não constitui uma relação empregatícia entre franqueador e empregados do franqueado;
-Ampliou rol de itens obrigatórios na COF;
-Estabeleceu que o não cumprimento do prazo para entrega da COF, gera nulidade ou anulabilidade a ser decidida pelo juiz;
*Trabalho de Contrato Empresariais*
Sobre franquias
Para entrega no dia da prova
OUTRAS INFORMAÇÕES RELEVANTES:
Art. 221 da Lei de propriedade industriais = A eficácia do contrato de franquia, se torna eficaz com o regulamento do INPI.
Os contratos de franquia devem ser registrados no INPI.
A lei de franquia permite a aplicação do juízo arbitral, art. 7o, §1o. 
PODE FRANQUIA DE EMPRESAS PRIVADAS, ESTATAIS, ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVOS. Ou seja, a franquia nao é um modelo exclusivo do empresário, pois pode haver franquia de estatal, privada ou sem fins lucrativos. 
A LEI DE FRANQUIA SÓ É APLICADA PARA EMPRESÁRIOS, O MODELO →PARA O PRIVADO.
Se for pública é regida pela lei de licitações
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