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Neoplasia: Novo crescimento. 
Carcinogênese ou oncogênese são termos que designam o 
desenvolvimento do processo de uma neoplasia. 
O câncer é um distúrbio genético causado por mutações do DNA. 
Causas das mutações: lesões no DNA: genética (20%) ou por fatores ambientais 
(80%): agentes químicos (aminas, hormônios (estimulação por estrogênio não 
acompanhada de progesterona), metais, poluição), físicos (raios UV e raio X), 
biológicos (vírus do papiloma, epstein-barr e hepatite B) ou nutricionais 
(obesidade, alimentação inadequada, produtos industrializados, álcool, 
tabagismo). 
 
Genes envolvidos no processo 
As alterações ao DNA da célula, causam expressão anômala dos genes: 
ativando ou inativando genes que regulam processos celulares fundamentais, 
como proliferação, sobrevivência, diferenciação, senescência e morte por 
apoptose. No início do tumor, apenas 1 célula possui vantagens nos processos 
celulares e essa que o origina. Então, todos os tumores são clonais, ou seja, vem 
de uma única célula. 
1. Oncogenes: São versões superexpressas de genes celulares normais, os 
proto-oncogenes (tem potencial para se tornar um oncogene quando sofre 
mutação). Induzem um fenótipo transformado, promovendo o aumento do 
crescimento celular. 
2. Genes supressores de tumor: Reguladores negativos da proliferação 
celular: As proteínas impedem o crescimento descontrolado, porém, 
quando mutadas, se tornam ineficientes, podendo desenvolver também o 
fenótipo transformado. 
3. Genes de reparo ou genes que regulam a apoptose: Atuam no aumento 
da sobrevivência celular, em vez de estimular a proliferação em si. Muitas 
vezes estão superexpressos nas células cancerosas, enquanto aqueles 
que promovem a apoptose tendem a ser subexpressos ou inativados por 
mutações. 
 
Etapas 
- Iniciação: Interação agente iniciador com o DNA da célula alvo; 
- Promoção: Expressão da alteração do genoma ocorrida na iniciação. Os 
agentes promotores estimulam a proliferação celular, ocorrendo expansão clonal 
das células iniciadas e a alteração do fenótipo. 
- Progressão: Início da neoplasia em si. 
Características da célula cancerosa: desconsideração dos sinais da parada 
da proliferação e da diferenciação, insensibilidade aos fatores inibitórios de 
crescimento, capacidade de manter a proliferação, evasão à apoptose, invasão 
e angiogênese sustentada, capacidade de metástase. 
Crescimento das células neoplásicas: autônomo (independente dos fatores 
de crescimento), excessivo (tamanho do crescimento extra e duração da 
proliferação) e desorganizado. 
- Metástase: Tumor secundário: disseminação de um tumor para locais que são 
anatomicamente distantes do tumor primário. Para ocorrer, as células tumorais 
precisam perder a coesão, movimentar-se em direção a outros tecidos, digerir a 
matriz extracelular e a membrana basal dos vasos e escapar do sistema de 
defesa no interior do vaso. 
Indica um tumor maligno, pois, neoplasias benignas não metastatizam. 
 
Anaplasia 
É a perda da diferenciação. 
Neoplasias benignas são compostas por células bem diferenciadas que se 
assemelham com suas contrapartes normais. Já as neoplasias malignas são 
compostas por células indiferenciadas. 
Características das células anaplásicas: pleomorfismo (alteração de tamanho e 
forma), anormalidades nucleares (aumento e coloração escura), células tumorais 
gigantes e mitoses atípicas. 
 
Tumores benignos 
Os tumores benignos apresentam bom prognóstico, indicam que permanecerão 
localizados podendo ser removidos com cirurgia (existem exceções). Tendem a 
apresentam crescimento lento, são bem circunscritos e possuem uma cápsula. 
Nomenclatura: Tipo celular do qual a neoplasia se originou + sufixo OMA. 
Exemplos: fibroblastoma, condroma, lipoma, rabdomioma (musculares 
estriadas), leiomioma (musculares lisas), osteoma. 
Tumores epiteliais: adenoma (formado por células que formam glândulas), 
papiloma (estruturas semelhantes a mamilos na superfície da pele ou de órgãos 
ocos) e pólipos (massa que se projeta acima de uma superfície mucosa). 
 
Tumores malignos 
Os tumores malignos apresentam prognóstico desfavorável, podem causar 
metástase e levar à morte. Crescem mais rápidos e são mal circunscritos. 
Nomenclatura 
- Tumores malignos terminados em OMA: glioma, astrocitoma, 
oligodendroglioma e linfoma ou leucemias (originados a partir de células 
mesenquimais sanguíneas). Todos os tumores do sistema linfoide e nervoso são 
malignos; 
- Adenocarcinoma: Quando o adenoma se torna canceroso; 
- Sarcoma: Câncer que se desenvolve no tecido conjuntivo: ossos, músculos 
ou tecido conjuntivo propriamente dito; 
 
Displasia 
É um crescimento, proliferação e diferenciação desordenada, mas não 
neoplásica. O epitélio é reconhecido pela perda na uniformidade das células 
individuais e na sua orientação arquitetônica. 
Pode significar desenvolvimento patológico (rins displásicos) ou neoplásico. 
Presença de displasia denota um tecido com risco aumentado de desenvolver 
um câncer invasivo.

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