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claro desde início e não dá corda só para alimentar ego?", diz meme, que mostra como esse termo vem se popularizando. Ele é recorrente também em textos e vídeos e está relacionado ao modo como nossas palavras, ações e omissões afetam as pessoas. Ter responsabilidade afetiva é ser sincero sobre O que você sente pela pessoa com quem está se relacio- nando e que espera dessa troca. Trata-se daquela velha máxima do clássico O Pequeno do francês Antoine de SaintExupéry, em que a raposa diz ao personagem-título: "És responsável por aqui- lo que Trazendo que foi escrito pelo autor lá em 1945 para os dias de hoje, seria como con- tar para a pessoa que você conheceu em um aplicativo de relacionamento, por exemplo, que está à procura de relações casuais. Ou não fazer promessas (como viagens, encontros, conhecer a família) que sabe que não vão acontecer. "Essa é uma situação de colapso da responsabilidade afetiva, a de se colocar em um número maior de relações do que você pode conduzir. Inevitavelmente, alguém vai se machucar nessa história", afirma Christian Dunker, autor do livro A Reinvenção da Intimidade: Políticas do Sofrimento Cotidiano (Ubu Editora). Se alguém está saindo com duas (ou mais) pessoas ao mesmo tempo, existe a chance de desenvolver um sentimento mais profundo, uma intimidade maior, por alguém. Por esse motivo, todos os envolvidos em uma relação precisam estar cientes dos riscos para escolher se querem corrê-los ou não. acesso em janeiro de 2020, por Bárbara dos Anjos Lima e Fernanda Colavitti) Segundo texto, a comparação com clássico O pequeno príncipe se refere a: a) fazer com outro que quiser porque os adultos têm maturidade para lidar com frustrações. b) conhecer pessoas em aplicativos era previsto por metáforas do livro. c) ser honesto a respeito dos sentimentos acerca das pessoas com as quais se estabelece relacionamento. d) machucar outro é um resultado natural nos relacionamentos sexoafetivos. e) escolher correr risco é uma meta transmitida do livro para O aplicativo. 10. (VUNESP Câmara de Serrana Técnico Legislativo 2019) Nero e a lira O Brasil ficou chocado com O incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro. Só diante das chamas e do patrimônio desaparecido para sempre que alguns perceberam que nunca tinham ido ao espaço museológico agora perdido. Eu já tinha escrito mesmo sobre os riscos da nossa Biblioteca Na- cional e do seu acervo inestimável em condições de risco similar. Aqui em São Paulo, é caso do Mu- seu do Ipiranga, fechado há tanto tempo. Perde público, perde a cultura e empobrecemos em um campo já abalado da memória. Até quando? O que mais precisaria queimar no Brasil, para que a gente percebesse que patrimônio é algo que se vai para sempre? O descaso tem precedentes Em 1978, um conjunto inestimável de quadros virou cinzas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Patrimônio científico foi carbonizado várias vezes: a coleção do Instituto em São Paulo e do Museu de Ciências Naturais da PUC de Minas Gerais, Coleções insubstituíveis torraram por completo. O Museu da Língua Portuguesa ardeu em chamas, como também a tapeçaria de Tomie Ohtake no Memorial da América Latina: somos país que usa cultura como material de combustão. Nenhum Nero foi indiciado, ninguém responde, nada se faz com tantos e repetidos avisos trágicos. É uma política de terra arrasada, de resultados eficazes e criminosos. Mesmo aquilo que funciona e bem corre O risco do desamparo. A Sala São Paulo enche de orgulho os paulistas e brasileiros. A Osesp é uma joia esculpida com trabalho, talento e muito sacrifício. Manter algo 758do padrão da Osesp e da Sala São Paulo em um país como O Brasil é quase um milagre. A qualidade material da sala, esforço de todos e a educação de um público fiel. Por ela passa a fina flor da música brasileira e internacional. A cultura é assim. Muita coisa queimou, projetos sobreviveram em estado precário, e todos aguardam poderes sensíveis ao papel insubstituível da cultura na definição da cidadania. Quando eu vejo montante do fundo partidário em comparação ao estado precário de orquestras e museus, sou percor- rido por uma dor muito forte. O que mais terá de silenciar, queimar, desaparecer ou ficar no passado até que acordemos? Quantos artistas deixarão de comunicar seu talento com uma sociedade que necessita desesperadamente de criação e sensibilidade para pensar mais alto e melhor? Alguém aqui acha coincidência que a economia mais forte da Europa, a Alemanha, também seja uma terra de forte investimento privado e público na música e nas artes? O que mais precisa desaparecer para sempre, para que governos e eleitores descubram valor do nosso patrimônio material e imaterial? Para nós, pessoas sem poder, resta prestigiar O que ainda existe, visitar mais nossos museus, cobrar dos políticos que elegemos há pouco e valorizar com alunos e filhos os muitos heróis de uma resis- tência cultural. (Leandro Karnal. O Estado de S.Paulo. 18.11.2018. Adaptado) Ao afirmar que nenhum Nero foi indiciado, o autor ressalta a ideia de que a) figuras como Nero desapareceram ao longo dos períodos históricos. b) os responsáveis pelo descaso com patrimônio cultural continuam impunes. c) a população costuma se distanciar dos bens culturais e científicos. d) crimes contra patrimônio cultural não carecem de indiciamento. e) as autoridades brasileiras se empenham em apurar crimes contra a cultura. 11. (VUNESP Câmara de Serrana Técnico Legislativo 2019) Por que temos filhos? A pergunta do título comporta vários níveis de resposta. No plano biológico, a reprodução é um impe- rativo, fazendo parte de várias das definições de vida. Mas a biologia é só parte da história. A paternida- de também encerra dimensões culturais, econômicas e emocionais. Inspirado em "Anti-Pluralism", de William Galston, arrisco algumas reflexões sobre a matéria. Até começo do século 19, filhos eram um ativo econômico. Ajudavam desde cedo com O trabalho doméstico, colaborando para o bem-estar da família, e ainda faziam as vezes de plano de aposentadoria para os pais. Hoje, contudo, crianças ficaram caras. E, para piorar, elas demoram muito até começar a trazer contri- buições econômicas. Como observa Galston, no espaço de dois séculos, a criação de filhos deixou de ser um bem privado para tornar-se um bem público. Embora a paternidade possa trazer recompensas emocionais, do ponto de vista estritamente econômico, ela favorece a sociedade como um todo, enquanto a maior parte dos custos recai sobre os genitores. E por que crianças beneficiam a sociedade? A crer na análise de economistas como Julian Simon, rique- za são pessoas. Quanto mais gente, melhor, já que são indivíduos que têm ideias (além de consumir produtos) e são as novas ideias que vêm assegurando brutal aumento de produtividade a que assistimos nos últimos 200 anos. E isso nos coloca diante de um dos grandes dilemas dos tempos modernos. Para assegurar a sustentabili- dade da exploração dos recursos naturais do planeta, precisaríamos estabilizar ou até reduzir a população. 759Só que fazê-lo é uma espécie de suicídio econômico, já que ficaria muito manter taxas positivas de crescimento, sem as quais instituições como previdência e até democracia representativa podem entrar em colapso. (Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo. 18.11.2018. Adaptado) Conforme opinião do autor, constitui um dos mais importantes dilemas da atualidade a) a emergência de as famílias assumirem mais despesas com os filhos, já que os custos da paternidade pesam sobre estado, onerando-o cada vez mais. b) a necessidade de contenção do aumento populacional, visando atenuar a exploração dos recursos naturais, e as consequências econômicas dessa medida. c) a percepção da paternidade a partir do viés econômico, colocando em segundo plano as dimensões cultural e afetiva que envolvem as relações familiares. d) a decisão entre manter ou impor controle sobre os altos índices de produtividade dos últimos anos, para ajustá-los à tendência de queda nos níveis de consumo. e) aumento sistemático da produtividade fundado na crença, muito combatida por economistas, de que quanto mais pessoas maior a geração de riqueza. 12. (VUNESP TJ-SP - Enfermeiro Judiciário - 2019) Saúde não é brinquedo político, diz diretor da OMS "A saúde não é um brinquedo político, ela deve ser usada para promover bem-estar e a qualidade de vida. E isso só vai acontecer quando nos comprometermos a fazer da atenção primária à saúde a base da assistência universal." A afirmação é do diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebre- yesus, durante a assinatura nesta quinta (25/10/2018) de um acordo internacional em Astana, capital do Cazaquistão, em que 194 países membros da OMS, incluindo Brasil, comprometeram-se a fortalecer a atenção primária. Chamado de "Declaração de Astana", acordo também comemora O 40° aniversário da histórica De- claração de Alma Alta, que exortou mundo a fazer dos cuidados primários de saúde pilar da cober- tura universal de saúde em 1978. Ocorre que, embora nos últimos 40 anos a expectativa de vida tenha aumentado e a mortalidade infan- til, caído pela metade, por exemplo, progresso em saúde tem sido desigual e injusto entre países e dentro dos países. "Devemos reconhecer que não alcançamos esse objetivo [saúde para Em vez de saúde para todos, conseguimos saúde para alguns. Temos ficado muito focados em combater doenças específicas, muito focados no tratamento, em detrimento da prevenção de doenças", disse Ghebreyesus. Quase metade da população mundial não tem acesso a serviços essenciais de saúde e, segundo a OMS, 100 milhões de pessoas são empurradas para a pobreza a cada ano por causa de gastos catastróficos em saúde. A atenção primária à saúde pode fornecer de 80% a 90% das necessidades de saúde de uma pessoa durante sua vida. A Declaração de Astana aponta a necessidade de uma ação multissetorial que inclua tecnologia, conhe- cimento científico e tradicional, juntamente com profissionais de saúde bem treinados e remunerados, e participação das pessoas e da comunidade para que seja alcançada a tão sonhada saúde para todos com qualidade. (Cláudia Collucci, Saúde não é brinquedo político, diz diretor da OMS. Em: Folha de S.Paulo, 25.10.2018. Adaptado) 760As informações do texto mostram que a atenção primária à saúde a) vive ainda enfrentamentos para se estabelecer plenamente, uma vez que se identificam desigualdades entre os países e, até mesmo, dentro deles. b) obteve êxito em seu propósito a partir da Declaração de Alma Alta, razão pela qual os 40 anos subse- quentes a ela foram de saúde para todos os cidadãos. c) tende a ser brevemente atingida, uma vez que a Declaração de Astana ratifica os cuidados primários como pilar da cobertura universal de saúde. d) passou por um período de estabilização, mas vem sendo questionada recentemente com recrudes- cimento de uma série de doenças específicas. e) deixou de ser atendida porque a Organização Mundial da Saúde parou de perseguir os preceitos de- fendidos pelas Declarações de Alma Alta e Astana. Leia o texto abaixo para responder as questões 13 e 14. Mundo arriscado O próximo governo não encontrará um ambiente econômico internacional sereno. Dúvidas sobre a continuidade do crescimento do Produto Interno Bruto global, juros em alta nos EUA, riscos de con- flitos comerciais e de queda do fluxo de capitais para países emergentes são apenas alguns dos itens de um cardápio de problemas potenciais. Tudo indica, assim, que governo brasileiro terá de lidar de pronto com as fragilidades domésticas, em especial rombo das contas públicas. Não tardará até que investidores hoje aparentemente otimistas comecem a cobrar resultados concretos. As projeções para avanço do PIB mundial têm sido reduzidas nos últimos meses. O Fundo Monetário Internacional cortou sua previsão para 2018 e 2019 em 0,2 ponto percentual 3,7% em ambos os anos e apontou um cenário de menor sincronia entre os principais motores regionais. Se até início deste ano EUA, Europa e China davam sinais de vigor, agora acumulam-se decepções nos dois últimos Mesmo com juros ainda perto de zero, a zona do euro não deverá crescer mais que 1,5% neste ano. Há crescente insegurança no âmbito político, neste momento centrada na Itália e seu governo de direita populista, que propõe expansão do déficit de um setor público já endividado em excesso. Não é animador que a Comissão Europeia tenha tomado a decisão inédita de rejeitar a proposta orça- mentária da administração italiana. Embora país ainda conserve o selo de bom pagador, os juros brados no mercado para financiar sua dívida dispararam. Quanto à China, sua economia mostra menos vigor, e as autoridades precisam tomar decisões entre conter as dívidas já exageradas e estimular o crescimento. O risco de escalada nos conflitos comerciais também é concreto, dado que O governo americano amea- ça impor uma terceira rodada de tarifas, desta vez sobre os US$ 270 bilhões em vendas anuais chinesas que ainda não foram Nos EUA, a alta dos juros, num contexto de emprego elevado e inflação perto da meta, já leva parte do mercado a temer uma desaceleração abrupta do PIB em 2019. A vantagem do Brasil, hoje, é que há ampla ociosidade nas empresas, baixa inflação e, portanto, espaço para uma retomada mais forte. Folha de S.Paulo, 01.11.2018. Adaptado) 13. (VUNESP TJ-SP - Contador Judiciário 2019) De acordo com texto, o ambiente econômico internacional mostra-se 761a) tenso, resultado de uma conjuntura que indica desaceleração do crescimento e consequente redução do avanço do PIB mundial, O que exige de cada país atenção aos potenciais problemas que podem afetá-los. b) paradoxal, resultado da ascensão econômica de países da Europa, O que contraria a perda de vigor no crescimento constatada em países como China e Estados Unidos e até mesmo Brasil, sem elementos para crescer. c) previsível, resultado da manutenção de uma política orçamentária da maioria dos países do mundo de tal forma que conseguem manter-se com selo de bons pagadores e, ao mesmo tempo, veem suas economias crescerem. d) auspicioso, resultado de uma articulação exitosa entre EUA, Europa e China, que reduziram déficit do setor público e vêm obtendo bons resultados, como mostram as projeções do FMI para O PIB de 2018 e 2019. e) nebuloso, resultado de uma série de projeções negativas para os países que movimentam regionalmen- te as economias, casos como os da Europa, os EUA e a China, cujos PIBs decepcionaram nos dois últimos anos. 14. (VUNESP - TJ-SP - Contador Judiciário 2019) O editorial aponta como elementos que fragilizam a economia dos países: a) aumento da dívida interna e avanço do PIB mundial. b) rombo das contas públicas e insegurança no âmbito político. c) selo de bom pagador e elevação do índice de inflação. d) contenção de dívidas exageradas e baixa inflação. e) juros em alta e retração do déficit do setor público. 15. (VUNESP - UFABC - Assistente em Administração - 2019) Millennials são iguais aos pais, porém mais pobres, conclui Fed A turma nascida entre 1981 e 1997 não tem tantas particularidades assim na análise dos gastos com au- alimentação e moradia. Aos olhos da opinião pública americana, os jovens da geração Millen- nial são assassinos em série - responsabilizados pela morte lenta do queijo processado, do cartão de crédito, do táxi, do peru de Ação de Graças e até do divórcio. Poucos setores saíram ilesos da matança cultural promovida pela juventude americana. Agora surgiram argumentos em sua defesa. Um novo estudo do banco central dos EUA (Federal Reser- ve) afirma que a turma nascida entre 1981 e 1997 famosa por adorar aplicativos não é tão diferente dos pais. Essa geração é apenas mais pobre nesta mesma etapa da vida, já que muitos de seus integrantes chegaram à idade adulta durante a crise financeira. "Encontramos pouca evidência de que lares de millennials têm gostos e preferências de consumo infe- riores aos de gerações passadas, quando se leva em conta idade, renda e uma maior variedade de carac- terísticas demográficas", escreveram os autores Christopher Kurz, Geng Li e Daniel J.Vine. As conclu- sões deles se baseiam em uma análise de gastos, renda, endividamento, patrimônio líquido e fatores demográficos de várias gerações. A impressão de que os millennials não têm tantas particularidades assim também se revela na análise granular dos gastos deles com automóveis, alimentação e moradia. "São principalmente as diferenças de idade média e então as diferenças de renda média que explicam grande parte da diferença de consumo entre os millennials e outros grupos", segundo estudo. (Jeremy Herron e Luke Exame. 01.12.2018. br. Adaptado) 762De acordo com estudo do banco central dos EUA, a geração Millennial distingue-se da anterior prin- cipalmente por a) haver desencadeado a crise financeira. b) gastar de modo mais consciente. c) ter um menor poder aquisitivo. d) exibir gostos e preferências excêntricos. e) dar preferência a gastos com bens duráveis. 16. (VUNESP - Prefeitura de Itapevi Auditor Fiscal Tributário 2019) Leia texto para responder à questão. "Tire suas próprias conclusões" Essa é a frase que mais tenho ouvido recentemente. Passada a euforia de uma notícia qualificada como "bomba", logo os atores de uma das partes corriam a público para disponibilizar a íntegra daquilo que antes foi veiculado em partes. É preciso saber de tudo e entender de tudo. É preciso tirar as próprias conclusões para não depender de ninguém, e é esse o grande e contraditório imperativo dos nossos tempos. É uma ordem a uma experi- mentação libertária, e uma quase contradição do termo. O imperativo que liberta também aprisiona: você só passa a ser, ou a pertencer, se tiver uma conclusão. Sobre qualquer coisa. Nas últimas décadas psicanalistas se debruçaram sobre as mudanças nos arranjos produtivos e sociais de cada período histórico para compreender e nomear as formas de sofrimento decorrentes delas. A revo- lução industrial, a divisão social do trabalho, a urbanização desenfreada e as guerras, por exemplo, fizeram explodir número de sujeitos impacientes, irritadiços e perturbados com a velocidade das transformações e suas consequentes perdas de referências simbólicas. Pensando sobre imperativo "Leia/Veja/Assista" e "Tire suas próprias conclusões", começo a descon- fiar de que estamos diante de uma nova forma de sofrimento relacionado a um mal-estar ainda não nomeado. Afinal, que tipo de sujeito está surgindo de nossa nova organização social? O que a vida em rede diz sobre as formas como nos relacionamos com mundo? Que tipos de valores surgem dali? E, finalmen- te, que tipo de sofrimento essa vida em rede tem causado? Vou arriscar e sair correndo, já sob risco de percorrer um campo que não é meu: estamos vendo sur- gir sujeito preso à ideia da obrigação de ter algo a dizer. Ao longo dos séculos essa angústia era comum aos chamados formadores de opinião e artistas, responsáveis por reinterpretar mundo. Hoje basta ter um celular com conexão 3G para ser chamado a opinar sobre qualquer coisa. Pensamos estar pensando mesmo quando estamos apenas terceirizando convicções ao compartilhar aquilo que não escrevemos. É uma nova versão de um conflito descrito por Clarice Lispector a respeito da insuficiência da linguagem. Algo como "Não só não consigo dizer que penso como o que penso passa a ser que digo" Se vi- vesse nas redes que atribuem a ela frases que jamais disse, "dizer" e "pensar" teriam a interlocução de um outro verbo: "compartilhar". (Matheus Pichonelli, Carta Capital. 18.03.2016. Na opinião do autor, mal-estar provado pelos indivíduos atualmente está relacionado com a) a obrigação de produzir conteúdos que sejam instigantes e inéditos. b) imperativo de consultar fontes de informação dignas de credibilidade. 763

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