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CARACTERÍSTICAS DOS PARASITAS ENCONTRADOS NA URINA Parasitas urinários são organismos que podem infectar o trato urinário, causando sintomas e complicações. Importância clínica: diagnóstico precoce evita complicações graves. Exames laboratoriais são essenciais para identificar esses parasitas. Trichomonas spp Trichomonas vaginalis, Trichomonas tenax Trichomonas hominis Trichomitus fecalis Schistosoma S. mansoni S. haematobium S. japonicum Principais Parasitas Encontrados na Urina Schistosoma haematobium Trichomonas vaginalis. Schistosoma haematobium . Foi Biharz, em 1852, quem descreveu o parasita intravascular durante necrópsia dum rapaz, para o qual deu o nome de Distomum haematobium. Posteriormente, Weinland (1858) denominou o gênero deste helminto de Schistosoma, uma vez que o macho apresenta o corpo fendido (schisto= fenda; soma= corpo), sendo esta designação aceite até hoje. Morfologia A morfologia do Schistosoma sp compreende 5 fases que podem ser encontradas em seu ciclo biológico: adulto (macho e fêmea), ovo, miracídio, esporocisto cercária. Adulto: Macho e Adulto: fêmea O macho mede cerca de 1cm. Tem cor esbranquiçada, com tegumento recoberto de minúsculas projeções. A fêmea mede cerca de 1,5cm. Tem cor mais escura devido ao ceco com sangue semidigerido, com tegumento liso. Na metade anterior, encontramos a ventosa oral e o acetábulo. Ovo Mede cerca de 50µm de comprimento por 60µm de largura, sem opérculo, com um formato oval, e na parte mais larga apresenta um epísculo voltado para trás. O que caracteriza o ovo maduro é a presença de um miracídio formado, visível pela transparência da casca. O ovo maduro é a forma usualmente encontrada nas fezes. Miracídio O miracídio é uma larva ciliada que apresenta forma cilíndrica, com dimensões médias de 180µm de comprimento por 64µm de largura. Apresenta, ademais, células epidérmicas, onde se implantam os cílios, os quais permitem o movimento no meio aquático. Cercária As cercárias apresentam um comprimento total de 500µm, cauda bifurcada medindo 230µm por 50 µm e corpo cercariano com 190µm por 70µm. Patogenia O homem é o principal reservatório e é o hospedeiro definitivo. Hospedeiros intermediários são caracois de água doce, da família planorbidae. A transmissão da doença depende de sua existência. Os Principais hospedeiros intermediários são caracóis do gênero Bullinus. … Fase inicial (Penetração e Migração): Cercárias penetram na pele e entram na corrente sanguínea. Migram até os vasos sanguíneos da bexiga. Fase crônica (Deposição de Ovos): Ovos com espícula terminal perfuram os tecidos. Inflamação crônica → fibrose da parede da bexiga. Formação de pólipos vesicais e calcificações. Transmissão Os ovos do Schistosoma haematobium são eliminados junto com a urina do homem (dependendo da espécie envolvida). Em contacto com a água, esses ovos eclodem, liberando larvas ciliadas denominadas miracídios, que infectam o hospedeiro intermediário (caracóis). Após quatro a seis semanas, abandonam o caracol, na forma de cercárias que ficam livres nas águas naturais. O contato humano com água que contém cercárias, ao entrar em contacto com a água contamibnada, o homem pode adquirir a infecção. Ciclo de vida: Sinais e Sintomas Os sinais e sintomas incluem: Dermatite cercariana Fraqueza Tontura Alterações hepatosplénicas Dor ao urinar dor abdominal Diarreia Anorexia Hematúria. …. Diagnóstico O Clinico baseia – se em sintomas clinicos Laboratorial Pesquisa de ovos nas fezes Biópsia retal Biópsia hepática Eclosão de miracídios. Serologicos • Elisa Prevenção e Tratamento Tratamento Para o tratamento usa-se: Oxamniquine, Praziquantel, Niridazol e Metrifonato. Medidas de prevenção Evitar urinar/defecar nos rios, lagos. Construção de fossas sanitárias adequadas. Tratamento dos esgotos. Controle da população de caracóis. Diagnóstico e tratamento dos doentes. Uso de botas e luvas ao manipular águas poluídas. Orientar a população sobre o modo de transmissão da doença e como evitá-la. Trichomonas vaginalis Patogênica, foi descrita pela primeira vez em 1836, por Donné, que a isolou de uma mulher com vaginite. Em 1894, Marchand e, independentemente, Miura (1894) e Dock (1896), observaram este flagelado na uretrite de um homem. Morfologia Forma: Protozoário flagelado, tamanho 10-20 µm. Estruturas visíveis:4 flagelos anteriores + membrana ondulante. Núcleo oval com cromatina dispersa. Ciclo Biológico Sinais e Sintomas A infecção é, maior parte das vezes, assintomática. Nos casos em que há sintomas são: Irritação na vagina e/ou no pénis Prurido vulvar, Ardor ao urinar, Dor ao urinar (disúria) Aumento na frequência das micções (poliúria) Uretrite e Prostatite Diagnóstico Clinico Leucorrea espumosa amarelo-esverdeada, vulvovaginite, uretrite. Laboratorial - Exame a fresco das secreções, Esfregaço em lâmina (coloração com Giemsa), Exame de urina, Cultura Serologia. Tratamento e prevenção Medidas de prevenção Promover higiene pessoal. Evitar banhos colectivos e uso promíscuo de objectos ou roupa íntimo. Identificar e tratar portadores assintomáticos. Usar o preservativo em relações ocasionais. Reduzir o número de parceiros sexuais. Tratamento Metronidazol e Tinidazol. image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.jpeg