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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO - UEMA CURSO SUPERIOR DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS SOCIAIS
 DISCIPLINA: TEORIA POLÍTICA MODERNA PERÍODO: 3º
 PROFª ROLDÃO RIBEIRO BARBOSA
CAMILA DE ARAÚJO QUEIROZ
A RIQUEZA DAS NAÇÕES
ADAM SMITH
CAXIAS-MA
2025
O capítulo VI aborda a formação do preço das mercadorias, destacando os três principais fatores que o compõem: trabalho, lucro e renda da terra. Inicialmente, no estágio primitivo de uma sociedade, o valor das mercadorias era regulado pela quantidade de trabalho necessário para produzi-las. À medida que o capital se acumula, surge o conceito de lucro, pago ao empresário que investe em materiais e trabalhadores. Além disso, com a privatização da terra, os donos passam a exigir uma renda sobre os produtos naturais da terra, o que também impacta o preço.
O valor de uma mercadoria é, portanto, dividido em três componentes principais: o trabalho que envolve a produção, o lucro gerado pelo capital e a renda da terra. Em sociedades mais desenvolvidas, esses três fatores fazem parte da maioria das mercadorias, embora a proporção entre eles varie conforme o tipo de produto e sua complexidade de fabricação. Para exemplificar, o preço do trigo envolve a renda do proprietário da terra, os salários dos trabalhadores e os lucros do empresário responsável pela produção.
Além disso, o autor aborda como o preço de mercadorias transformadas, como tecidos ou pães, reflete a maior contribuição do lucro e dos salários em comparação com a renda da terra. Em algumas situações, como a pesca de peixe ou a extração de pedras, o preço pode ser composto apenas por salários e lucros, sem incluir a renda da terra.
Smith explica que a produção de um país é dividida entre os trabalhadores (salários), os empresários (lucros) e os proprietários de terra (renda), e que a proporção entre essas partes pode variar dependendo da sociedade. O valor total da produção, portanto, reflete a interação entre essas três fontes de renda.
No Capítulo VII, Adam Smith discute a diferença entre o preço natural e o preço de mercado das mercadorias. O preço natural de uma mercadoria é o valor que cobre todos os custos necessários para sua produção e venda, incluindo os salários do trabalho, os lucros do capital e a renda da terra. Esse preço é regulado pela oferta e demanda, sendo que o preço de mercado pode variar acima ou abaixo do preço natural, dependendo da quantidade disponível no mercado e da demanda efetiva. 
Quando a quantidade de mercadoria disponível é inferior à demanda, o preço de mercado sobe acima do preço natural devido à competição entre os compradores. Por outro lado, quando a oferta excede a demanda, o preço de mercado cai abaixo do preço natural, pois os vendedores precisam reduzir seus preços para vender a mercadoria. 
O preço natural é, portanto, o preço central em torno do qual os preços de mercado tendem a gravitar, ajustando-se ao equilíbrio entre oferta e demanda. Em alguns casos, o preço de mercado pode se manter acima do preço natural por longos períodos devido a causas naturais ou regulamentos específicos, como monopólios ou limitações na concorrência. No entanto, o preço de mercado raramente se mantém abaixo do preço natural por muito tempo, pois, em um mercado livre, os produtores e trabalhadores ajustam sua oferta e demanda para que o preço retorne ao seu valor natural.
No Capítulo VIII, "Os Salários do Trabalho", Adam Smith explora a origem e evolução dos salários, observando que, inicialmente, o trabalhador desfrutava de todo o produto de seu trabalho. Porém, com o surgimento da propriedade privada da terra e o acúmulo de capital, surgiram intermediários como o proprietário fundiário e os patrões, que passaram a deduzir parte do produto do trabalho, seja como pagamento pela terra ou pelo lucro do capital investido. Smith destaca que, ao contrário do trabalho independente, onde o trabalhador pode desfrutar integralmente do fruto de seu trabalho, a maioria dos trabalhadores depende de patrões para o fornecimento de recursos e a manutenção até o término do trabalho.
Ele também analisa a dinâmica entre patrões e trabalhadores, onde os primeiros têm mais facilidade para se organizar e reduzir salários, enquanto os trabalhadores enfrentam dificuldades devido à sua dependência da remuneração para sobreviver. Smith observa que as leis frequentemente protegem os patrões, permitindo que eles baixem salários sem enfrentar grandes obstáculos legais, enquanto leis contra a associação dos trabalhadores dificultam a luta por salários mais altos. No entanto, o autor reconhece que os trabalhadores podem, eventualmente, ver seus salários aumentados quando a escassez de mão-de-obra for significativa, como em países mais progressistas como a América do Norte, onde o aumento da população e a demanda de trabalho elevam os salários. Smith conclui que o aumento dos salários está ligado ao crescimento da riqueza nacional, com os salários mais altos sendo observados em países em rápido progresso, como os Estados Unidos, onde o trabalho é bem remunerado, permitindo uma vida melhor para as famílias.
Smith também ilustra a situação das classes trabalhadoras em países estagnados, como a China, onde a economia não evolui há séculos e os salários permanecem extremamente baixos, tornando a sobrevivência das classes mais pobres uma luta constante. Ele observa que a pobreza extrema dos trabalhadores chineses supera a de outros países mais pobres, e que, na falta de recursos, muitas famílias recorrem ao abandono de crianças ou à alimentação de restos de comida.
No Capítulo IX de A Riqueza das Nações, Adam Smith aborda as dinâmicas entre os lucros do capital e os salários do trabalho, ressaltando que o aumento de um tende a reduzir o outro, uma vez que a expansão do capital gera concorrência que, por sua vez, diminui os lucros. Ele observa que os lucros do capital variam constantemente devido a fatores como a flutuação dos preços das mercadorias, a concorrência e a sorte dos envolvidos. Mesmo sendo difícil calcular a média dos lucros em determinado momento ou local, Smith sugere que a taxa de juros pode ser um bom indicativo de como os lucros do capital evoluem: quando os juros aumentam, os lucros do capital tendem a aumentar e vice-versa.
Smith explora a história de regulamentações sobre juros, destacando como em vários períodos houve tentativas de controlar a taxa de juros, mas frequentemente sem sucesso, já que isso gerava mais usura do que solução para os problemas econômicos. Ele também compara as taxas de juros em diferentes países e regiões, como Inglaterra, Escócia e França, apontando que as variações na riqueza e nas políticas fiscais impactam diretamente os lucros e juros.
Além disso, Smith discute o fenômeno observado nas colônias, onde altos lucros e juros podem coexistir inicialmente devido à falta de capital e à grande quantidade de terra disponível para ser explorada. Contudo, com o tempo e o desenvolvimento das colônias, esses lucros tendem a diminuir à medida que os recursos mais férteis e de melhor localização são ocupados. Smith argumenta que, em períodos de crescimento e expansão, como o de grandes conquistas territoriais e comerciais, o capital de um país pode se redistribuir, alterando os lucros dos diversos setores da economia. Ele também menciona que a diminuição do estoque de capital em uma sociedade pode reduzir os salários, mas, ao mesmo tempo, aumentar os lucros do capital devido à menor concorrência no mercado e ao aumento de preços.

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