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02/05/2016 David Ricardo http://nomiaeco.blogspot.com.br/2011/07/davidricardoethomasmalthus.html 1/4 David Ricardo [http://www.pensamentoeconomico.ecn.br/images/ricardo.gif] Economia Política como uma ciência que se ocupava da distribuição do produto social entre as três classes (proprietários de terra, trabalhadores e capitalistas, através de renda da terra, salário e lucro, respectivamente). Teoria do valortrabalho A teoria do valor de Ricardo partiu da teoria do valor de Smith. Ricardo voltouse para o problema do valor ao tentar interpretar a inflação que ocorria na Inglaterra e envolveuse nas discussões sobre o preço das mercadorias. Para ele, o valor de uma mercadoria é dado pelo seu custo em trabalho. Para ambos, Ricardo e Smith, preço é a maneira de medir uma mercadoria para que ela possa ser trocada por outra. Apesar de discordar em alguns pontos da teoria smithiana, Ricardo via nesta última teoria algo que considerava correto: em uma economia simples, a quantidade de trabalho que uma mercadoria poderia colocar em movimento estava relacionada com a quantidade de trabalho contida nessa mercadoria, assim no ato da troca, o trabalho contido em ambas seria considerado. Outro princípio importante para a precificação de uma mercadoria era a satisfação que o produto poderia proporcionar. Um terceiro princípio era a questão da escassez, neste caso, o preço de uma mercadoria é determinado exclusivamente por este princípio. Ricardo entende por trabalho, o trabalho acumulado, todo o trabalho necessário para se chegar ao produto final gerador de riqueza. Ele considerava o trabalho incorporado mediato (recursos utilizados na elaboração dos meios de produção antes da produção), enquanto Smith considera apenas o trabalho comandado imediato (recursos usados na produção da mercadoria final). Se uma mercadoria for produzida pelo emprego de uma máquina e um trabalhador, para Ricardo, entram no cálculo do valor da mercadoria não só o custo em trabalho do trabalhador (custo imediato), mas também o custo do trabalho incorporado à máquina (custo mediato), enquanto para Smith só deve ser considerado o custo em trabalho do trabalhador. Todo custo pode ser decomposto em trabalho humano: a máquina foi construída com o dispêndio de certa quantidade de trabalho. Portanto, atrás do preço de uma mercadoria está o valor, atrás do valor estão os custos de produção e atrás dos custos de produção está o trabalho humano. David Ricardo http://www.pensamentoeconomico.ecn.br/images/ricardo.gif http://nomiaeco.blogspot.com/2011/07/david-ricardo-e-thomas-malthus.html 02/05/2016 David Ricardo http://nomiaeco.blogspot.com.br/2011/07/davidricardoethomasmalthus.html 2/4 Exceção da teoria do valor de Ricardo: bens escassos e/ou raros: obras de arte e vinhos. Porém na maioria das vezes aos produtos que podem ser reproduzidos pela indústria, pode ser aplicada a teoria do valor. Ricardo já considerava essas exceções ao dizer que sua teoria era aplicada somente ao que “a indústria humana pode reproduzir de maneira praticamente ilimitada”. Para Ricardo, assim como para Smith, há dois preços: preço natural e preço de mercado. Protecionismo Agrícola – A lei do trigo Proibição da importação de cereais do continente europeu para a ilha britânica sempre que o preço interno caísse. A Inglaterra tornouse importadora líquida (importava mais que exportava), pois a economia estava focada no mercado bélico durante o período de guerras napoleônicas entre França e Inglaterra. Com o fim da guerra em 1815, o comércio com o continente se tornou possível e foi recolocada a possibilidade de se importar cereais com preços mais baixos. Isso desencadeou reações dos agricultores que criaram ementas às leis dos cereais tornando praticamente absoluta a proteção e impedindo a importação. A explicação da taxa de lucro e a teoria dos rendimentos decrescentes As divisões do produto da terra são essencialmente diferentes. Ele defende que a questão central para explicar o comportamento da divisão é a taxa de lucro. Diz ele que a taxa de lucro tende a cair devido à menor produtividade do trabalho nas terras menos férteis e ao maior custo dos transportes. É do lucro que surge a renda, eles dependem da quantidade de trabalho suficiente para dar aos trabalhadores um volume de artigos necessários para sua subsistência, numa terra ou com um capital que não produzem renda. O aumento da demanda de alimento e sua produção implicam no uso de terras menos férteis e mais distantes, com isso, o custo de produção, medido em trabalho, vai aumentando. Assim, ele mostra que o comportamento das três principais formas de rendimentos da economia depende da dificuldade ou custo crescente da produção de alimentos. Comportamento dos salários Eles tendem a gravitar em torno do valor necessário para a subsistência, é a “lei de ferro” dos salários na qual a população cresce ou diminui de acordo com a disponibilidade de alimentos. Assim, a medida que custa mais caro produzir os alimentos para o consumo dos trabalhadores, seu salário de subsistência se elevará, pressionando os lucros do capital para baixo. A forma como o produto se distribui entre salários, lucros e renda da terra não interfere na determinação do valor ou do preço desse produto, por isso, o aumento dos salários não pode ser repassado ao preço. Mesmo assim, os lucros tendem a cair, porque são pressionados pelos salários, mesmo que estes girem em torno do valor mínimo para a subsistência. Comportamento da renda da terra Ela tende a aumentar progressivamente nas terras mais férteis, à medida que terras menos férteis são incorporadas ao cultivo. A renda é proporcional à produtividade da terra. Para ele, taxas de lucros cada vez menores desestimulariam o prosseguimento da acumulação de capital. Para solucionar esse problema, ele defendia a redução dos salários de subsistência e fazendo refluir o cultivo de terras menos férteis. Com isso, ele tentava revogar a lei dos cereais, defendendo o livre comércio. Vantagem comparativa (Smith) X Vantagem absoluta (Ricardo) Ricardo dizia que existiam mecanismos automáticos de regulação do comércio internacional. Ele os defendia, defendendo conseqüentemente o livre comércio internacional. Qualquer mecanismo de controle do comercio internacional seria eficaz, tornado assim pelo próprio mecanismo dos preços. Smith defendia o livre comercio sob o argumento de que a ampliação de mercado (interno e externo) incentivaria a divisão do trabalho e a produtividade, consumos de produtos mais 02/05/2016 David Ricardo http://nomiaeco.blogspot.com.br/2011/07/davidricardoethomasmalthus.html 3/4 baratos: produzir por menos geraria produtos mais baratos. Essa é a lei das vantagens absolutas. Ricardo aperfeiçoa a teoria Smithiana – princípio das vantagens comparativas: mesmo que um país seja produtivo na produção de todos os bens, ele deve concentrar sua produção apenas naquele em que a diferença entre produtividade e custos seja maior. Ricardo amplia harmonização do interesse individual e do interesse social. A divisão internacional do trabalho é uma conseqüência do princípio das vantagens comparativas. Conseqüências Econômicas de um superávit e de um déficit na balança comercial Ricardo se justificava nessa teoria em defesa da indústria britânica (eliminação de qualquer proteção e efetivo domínio do comércio internacional. O livre comércio desencadeava mecanismos que garantiriam o equilíbrio da balança comercial – qualquer medida protecionista das mercadorias nacionais ou qualquer medidopara dificultar a importação tinha pouca chance de se tornar eficaz (mecanismo de preços tornaria ineficaz). Um superávit comercial implicaria uma afluência de metais para o país superavitário, provocando uma alta dos preços internos, atuando negativamente sobre as exportações, até atingir novamente um equilíbrio das contas externas. Inversamente, um país deficitário teria seu estoque de moeda reduzido, forçando uma redução dos preços e tornando os produtos desse país mais competitivos internacionalmente. Assim, o equilíbrio seria novamente estabelecido, por isso Ricardo usa essa tese para defesa do livre comércio internacional. O papel do Estado e a proteção do mercado interno Ricardo não era totalmente doutrinário do liberalismo econômico. Ele propõe a proteção estatal quando a concorrência externa apresentava uma ameaça aos produtos ingleses, defendendo que, nesse caso, deveriam ser lançados impostos sobre importação. Liberdade de comércio, sim, mas onde e quando esta não representasse perigo para os produtos da Inglaterra. Referências Bibliográficas: CORAZZA, Gentil. Malthus e Ricardo: duas visões de economia política e de capitalismo. Canal IHU Idéias da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Rio Grande do Sul, ano 3, nº 39, 2005. Notas de aula da disciplina de ECONOMIA POLÍTICA, ministrada ao 1º período do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Goiás pela PROFESSORA DRª CLÁUDIA REGINA DE ROSAL CARVALHO durante o primeiro semestre de 2011. Postado há 12th July 2011 por Marcos Eduardo de S. Lauro Marcadores: Economia, Economia Política, História do Pensamento Econômico 0 Adicionar um comentário https://plus.google.com/103400313139394844713 http://nomiaeco.blogspot.com.br/search/label/Economia http://nomiaeco.blogspot.com.br/search/label/Economia%20Pol%C3%ADtica http://nomiaeco.blogspot.com.br/search/label/Hist%C3%B3ria%20do%20Pensamento%20Econ%C3%B4mico 02/05/2016 David Ricardo http://nomiaeco.blogspot.com.br/2011/07/davidricardoethomasmalthus.html 4/4 Sair Notifiqueme Digite seu comentário... Comentar como: Rafael Justo (Google) Publicar Visualizar http://nomiaeco.blogspot.com/logout?d=https://www.blogger.com/logout-redirect.g?blogID%3D4909495324844740320%26postID%3D4449513244412059946