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02/05/2016 David Ricardo
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David Ricardo
 [http://www.pensamentoeconomico.ecn.br/images/ricardo.gif]
Economia Política como uma ciência que se ocupava da distribuição do produto social entre
as três classes (proprietários de terra, trabalhadores e capitalistas, através de renda da terra,
salário e lucro, respectivamente).
Teoria do valor­trabalho
A  teoria  do  valor  de  Ricardo  partiu  da  teoria  do  valor  de  Smith.  Ricardo  voltou­se  para  o
problema do valor ao tentar interpretar a inflação que ocorria na Inglaterra e envolveu­se nas
discussões sobre o preço das mercadorias. Para ele, o valor de uma mercadoria é dado pelo
seu  custo  em  trabalho.  Para  ambos,  Ricardo  e  Smith,  preço  é  a  maneira  de  medir  uma
mercadoria para que ela possa ser trocada por outra.
Apesar de discordar em alguns pontos da teoria smithiana, Ricardo via nesta última teoria algo
que  considerava  correto:  em  uma  economia  simples,  a  quantidade  de  trabalho  que  uma
mercadoria poderia colocar em movimento estava relacionada com a quantidade de trabalho
contida  nessa  mercadoria,  assim  no  ato  da  troca,  o  trabalho  contido  em  ambas  seria
considerado.  Outro  princípio  importante  para  a  precificação  de  uma  mercadoria  era  a
satisfação  que  o  produto  poderia  proporcionar.  Um  terceiro  princípio  era  a  questão  da
escassez,  neste  caso,  o  preço  de  uma mercadoria  é  determinado  exclusivamente  por  este
princípio.
Ricardo  entende  por  trabalho,  o  trabalho  acumulado,  todo  o  trabalho  necessário  para  se
chegar ao produto  final gerador de  riqueza. Ele considerava o  trabalho  incorporado mediato
(recursos  utilizados  na  elaboração  dos  meios  de  produção  antes  da  produção),  enquanto
Smith  considera  apenas  o  trabalho  comandado  imediato  (recursos  usados  na  produção  da
mercadoria  final).  Se  uma  mercadoria  for  produzida  pelo  emprego  de  uma  máquina  e  um
trabalhador,  para  Ricardo,  entram  no  cálculo  do  valor  da  mercadoria  não  só  o  custo  em
trabalho  do  trabalhador  (custo  imediato),  mas  também  o  custo  do  trabalho  incorporado  à
máquina (custo mediato), enquanto para Smith só deve ser considerado o custo em trabalho
do trabalhador.
Todo  custo  pode  ser  decomposto  em  trabalho  humano:  a  máquina  foi  construída  com  o
dispêndio de certa quantidade de trabalho. Portanto, atrás do preço de uma mercadoria está o
valor,  atrás  do  valor  estão  os  custos  de  produção  e  atrás  dos  custos  de  produção  está  o
trabalho humano.
David Ricardo
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Exceção  da  teoria  do  valor  de Ricardo:  bens  escassos  e/ou  raros:  obras  de  arte  e  vinhos.
Porém na maioria das vezes aos produtos que podem ser reproduzidos pela  indústria, pode
ser aplicada a teoria do valor. Ricardo já considerava essas exceções ao dizer que sua teoria
era aplicada somente ao que  “a  indústria humana pode  reproduzir de maneira praticamente
ilimitada”.  Para Ricardo,  assim  como  para Smith,  há  dois  preços:  preço  natural  e  preço  de
mercado.
Protecionismo Agrícola – A lei do trigo
Proibição da importação de cereais do continente europeu para a ilha britânica sempre que o
preço  interno  caísse.  A  Inglaterra  tornou­se  importadora  líquida  (importava  mais  que
exportava), pois a economia estava focada no mercado bélico durante o período de guerras
napoleônicas entre França e Inglaterra.
Com  o  fim  da  guerra  em  1815,  o  comércio  com  o  continente  se  tornou  possível  e  foi
recolocada a possibilidade de se importar cereais com preços mais baixos. Isso desencadeou
reações  dos  agricultores  que  criaram  ementas  às  leis  dos  cereais  tornando  praticamente
absoluta a proteção e impedindo a importação.
A explicação da taxa de lucro e a teoria dos rendimentos decrescentes
As divisões  do  produto  da  terra  são  essencialmente  diferentes. Ele  defende que a  questão
central para explicar o comportamento da divisão é a taxa de lucro. Diz ele que a taxa de lucro
tende a cair  devido à menor  produtividade do  trabalho nas  terras menos  férteis  e  ao maior
custo dos transportes.
É do lucro que surge a renda, eles dependem da quantidade de trabalho suficiente para dar
aos  trabalhadores  um  volume  de  artigos  necessários  para  sua  subsistência,  numa  terra  ou
com um capital que não produzem renda.
O aumento da demanda de alimento e sua produção implicam no uso de terras menos férteis
e mais distantes, com isso, o custo de produção, medido em trabalho, vai aumentando. Assim,
ele  mostra  que  o  comportamento  das  três  principais  formas  de  rendimentos  da  economia
depende da dificuldade ou custo crescente da produção de alimentos.
            Comportamento dos salários
Eles tendem a gravitar em torno do valor necessário para a subsistência, é a “lei de ferro” dos
salários na qual a população cresce ou diminui de acordo com a disponibilidade de alimentos.
Assim,  a  medida  que  custa  mais  caro  produzir  os  alimentos  para  o  consumo  dos
trabalhadores, seu salário de subsistência se elevará, pressionando os lucros do capital para
baixo.
A  forma como o produto se distribui entre salários,  lucros e  renda da  terra não  interfere na
determinação do valor ou do preço desse produto, por isso, o aumento dos salários não pode
ser  repassado  ao  preço. Mesmo  assim,  os  lucros  tendem  a  cair,  porque  são  pressionados
pelos salários, mesmo que estes girem em torno do valor mínimo para a subsistência.
                Comportamento da renda da terra
Ela  tende a aumentar progressivamente nas  terras mais  férteis, à medida que  terras menos
férteis são incorporadas ao cultivo. A renda é proporcional à produtividade da terra. Para ele,
taxas  de  lucros  cada  vez  menores  desestimulariam  o  prosseguimento  da  acumulação  de
capital. Para solucionar esse problema, ele defendia a redução dos salários de subsistência e
fazendo  refluir  o  cultivo  de  terras  menos  férteis.  Com  isso,  ele  tentava  revogar  a  lei  dos
cereais, defendendo o livre comércio.
Vantagem comparativa (Smith) X Vantagem absoluta (Ricardo)
Ricardo dizia que existiam mecanismos automáticos de regulação do comércio internacional.
Ele  os  defendia,  defendendo  conseqüentemente  o  livre  comércio  internacional.  Qualquer
mecanismo  de  controle  do  comercio  internacional  seria  eficaz,  tornado  assim  pelo  próprio
mecanismo dos preços.
Smith defendia o livre comercio sob o argumento de que a ampliação de mercado (interno e
externo)  incentivaria  a  divisão  do  trabalho  e  a  produtividade,  consumos  de  produtos  mais
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baratos:  produzir  por  menos  geraria  produtos  mais  baratos.  Essa  é  a  lei  das  vantagens
absolutas.
Ricardo  aperfeiçoa  a  teoria Smithiana  – princípio  das  vantagens  comparativas: mesmo  que
um  país  seja  produtivo  na  produção  de  todos  os  bens,  ele  deve  concentrar  sua  produção
apenas naquele em que a diferença entre produtividade e custos seja maior.
Ricardo  amplia  harmonização  do  interesse  individual  e  do  interesse  social.  A  divisão
internacional do trabalho é uma conseqüência do princípio das vantagens comparativas.
Conseqüências  Econômicas  de  um  superávit  e  de  um  déficit  na  balança
comercial
Ricardo se  justificava nessa  teoria em defesa da  indústria britânica  (eliminação de qualquer
proteção  e  efetivo  domínio  do  comércio  internacional.  O  livre  comércio  desencadeava
mecanismos  que  garantiriam  o  equilíbrio  da  balança  comercial  –  qualquer  medida
protecionista das mercadorias nacionais ou qualquer medidopara dificultar a importação tinha
pouca chance de se tornar eficaz (mecanismo de preços tornaria ineficaz).
Um  superávit  comercial  implicaria  uma  afluência  de  metais  para  o  país  superavitário,
provocando uma alta dos preços internos, atuando negativamente sobre as exportações, até
atingir novamente um equilíbrio das contas externas.  Inversamente, um país deficitário  teria
seu estoque de moeda reduzido,  forçando uma redução dos preços e  tornando os produtos
desse  país  mais  competitivos  internacionalmente.  Assim,  o  equilíbrio  seria  novamente
estabelecido, por isso Ricardo usa essa tese para defesa do livre comércio internacional.
O papel do Estado e a proteção do mercado interno
Ricardo  não  era  totalmente  doutrinário  do  liberalismo  econômico.  Ele  propõe  a  proteção
estatal  quando  a  concorrência  externa  apresentava  uma  ameaça  aos  produtos  ingleses,
defendendo que, nesse caso, deveriam ser  lançados  impostos sobre  importação. Liberdade
de  comércio,  sim, mas  onde  e  quando  esta  não  representasse  perigo  para  os  produtos  da
Inglaterra.
 
Referências Bibliográficas:
CORAZZA,  Gentil.  Malthus  e  Ricardo:  duas  visões  de  economia  política  e  de  capitalismo.
Canal IHU Idéias da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Rio Grande do Sul, ano 3, nº 39,
2005. 
Notas  de  aula  da  disciplina  de  ECONOMIA  POLÍTICA, ministrada  ao  1º  período  do  curso  de  Ciências
Econômicas da Universidade Federal de Goiás pela PROFESSORA DRª CLÁUDIA REGINA DE ROSAL
CARVALHO durante o primeiro semestre de 2011.
Postado há 12th July 2011 por Marcos Eduardo de S. Lauro
Marcadores: Economia, Economia Política, História do Pensamento Econômico
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