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Políticas de Saúde, SUS – Princípios, 
Diretrizes
Conteudista
Prof. Me. Sérgio Ricardo Boff e Prof.ª M.ª Gizela Faleiros
Revisão Textual
Denise Costa
2
Sumário ................................................................................................................................... 2
Objetivos da Unidade ............................................................................................................3
A Saúde ................................................................................................................................... 4
Políticas Públicas de Saúde ................................................................................................. 9
SUS – Princípios, Diretrizes ................................................................................................ 11
Em Síntese .............................................................................................................................18
Material Complementar......................................................................................................19
Atividades de Fixação .........................................................................................................21
Referências ........................................................................................................................... 22
Gabarito ................................................................................................................................24
Sumário
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3
Atenção, estudante! Aqui, reforçamos o acesso ao conteúdo on-line para 
que você assista à videoaula. Será muito importante para o entendimento 
do conteúdo.
Este arquivo PDF contém o mesmo conteúdo visto on-line. Sua disponibili-
zação é para consulta off-line e possibilidade de impressão. No entanto, re-
comendamos que acesse o conteúdo on-line para melhor aproveitamento.
• Aprender um pouco sobre os conceitos de saúde, o que são e como são deter-
minadas as políticas públicas de saúde, além de conhecer um pouco sobre o 
Sistema Único de Saúde (SUS);
• Conhecer um pouco mais sobre questões relacionadas a saúde e entender um 
pouco do que é ter saúde;
• Compreender como são pensadas e traçadas as políticas públicas de saúde e 
em que se fundamentam, por último você terá uma visão do que é o Sistema 
Único de Saúde.
Objetivos da Unidade
4
A Saúde
A atual definição de saúde da Organização Mundial da Saúde diz respeito a uma 
“situação de completo bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente à au-
sência de doença ou enfermidade” (OMS, 1998).
No Brasil, em 1986, acontece a VII Conferência Nacional de Saúde, a partir da qual 
adotou-se o seguinte conceito sobre saúde: “em seu sentido mais abrangente, a 
saúde é resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio 
ambiente, trabalho, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a 
serviços de saúde. É assim, antes de tudo, o resultado das formas de organização 
social da produção, as quais podem gerar grandes desigualdades nos níveis de vida” 
(Brasil, 1986).
Sendo assim, o conceito de saúde não é compreendido apenas ausência de doen-
ça, e sim como uma somatória de fatores e condições que levam o indivíduo a ter 
melhor qualidade de vida, interagindo com o meio ambiente de forma a admitir uma 
longevidade condizente com os avanços tecnológicos do nosso século.
Para Evans & Stoddart (1990), “a doença não é mais que um constructo 
que guarda relação com o sofrimento, com o mal, mas não lhe correspon-
de integralmente. Quadros clínicos semelhantes, ou seja, com os mesmos 
parâmetros biológicos, prognóstico e implicações para o tratamento, po-
dem afetar pessoas diferentes de forma distinta, resultando em diferen-
tes manifestações de sintomas e desconforto, com comprometimento 
diferenciado de suas habilidades de atuar em sociedade. O conhecimen-
to clínico pretende balizar a aplicação apropriada do conhecimento e da 
tecnologia, o que implica que seja formulado nesses termos. No entanto, 
do ponto de vista do bem-estar individual e do desempenho social, a per-
cepção individual sobre a saúde é que conta”.
Fonte: Evans; Stoddart, 1990, n.p.
Dentro desse conceito, o Brasil promulga a Lei 8.080 (Brasil, 1990), com a qual insti-
tuiu o Sistema Único de Saúde (SUS), seu Artigo 3º diz que:
VOCÊ SABE RESPONDER?
Qual é o principal objetivo do Sistema Único de Saúde (SUS) e como ele se relaciona 
com a elaboração de políticas públicas de saúde no Brasil?
5
A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre ou-
tros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o 
trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e 
serviços essenciais; os níveis de saúde da população expressam a organi-
zação social e econômica do País.
Fonte: Brasil, 1990, n.p. 
Krieger (2001) introduz um elemento de intervenção, ao defini-lo como os fatores e 
mecanismos por meio dos quais as condições sociais afetam a saúde e que poten-
cialmente podem ser alterados através de ações baseadas em informação.
Vídeo
A Conferência de Alma-Ata, no final dos anos 
70, e as atividades inspiradas no lema “Saúde 
para todos no ano 2000” recolocam em des-
taque o tema dos determinantes sociais.
Há vários mecanismos por meio dos quais os fatores determinantes provocam as 
desigualdades de saúde. A produção da saúde e da doença, relaciona-se diretamen-
te às diferenças de renda, ou seja, influenciam a saúde pela escassez de recursos dos 
indivíduos e pela ausência de investimentos em infraestrutura comunitária (educa-
ção, transporte, saneamento, habitação, serviços de saúde etc.), decorrentes de pro-
cessos econômicos e de decisões políticas. Outra relação importante, explorando as 
desigualdades sociais, mecanismos psicobiológicos e situação de saúde, baseia-se 
na ideia de que as sociedades desiguais provocam estresse e prejuízos à saúde.
O principal desafio dos estudos sobre as relações entre determinantes sociais e saú-
de consiste em estabelecer uma hierarquia de determinações entre os fatores mais 
gerais de natureza social, econômica, política e as mediações por meio das quais 
esses fatores incidem sobre a situação de saúde de grupos e pessoas, já que a rela-
ção de determinação não é uma simples relação direta de causa-efeito (Buss, 2007).
A Figura 1, por meio do modelo de Dahlgren e Whitehead (Gunning-Schepers, 1999), 
mostra as relações entre características do indivíduo e outros fatores sociais e am-
bientais que quando associados permitem influenciar sobre as condições de saúde.
https://youtu.be/Eq0arxXfOiA
https://youtu.be/Eq0arxXfOiA
6
Figura 1 – O modelo de Fahlgren e Whitehead
Fonte: Adaptada de Gunning-Schepers, 1999
#ParaTodosVerem: esquema em formato circular, em quatro tons de roxo, em que se relacionam os seguintes 
elemento, do centro às bordas: Idade, sexo e fatores hereditários; Estilo de vida dos indivíduos; Redes sociais e 
comunitárias; Produção agrícola e de alimentos; Educação; Ambiente de trabalho; Condições de vida e de traba-
lho; Desemprego; Água e esgoto; Serviços sociais de saúde; Habitação; Condições Socieconômicas, Culturais e 
Ambientais Gerais. Fim da descrição.
Reflita
Então, como podemos avaliar ou quantificar a influência destes 
fatores sobre a saúde, ou mesmo como esses fatores poderiam 
servir como referência para novas políticas públicas de saúde? 
Como podemos mostrar por que não são as sociedades mais 
ricas as que possuem melhores níveis de saúde, mas as que são 
mais igualitárias e com alta coesão social?
Para responder a essas questões, é possível avaliar o bem-estar de uma população, 
poderíamos considerar o tamanho do Produto Interno Bruto (PIB) per capita de uma 
população. Porém, vale lembrar que o desenvolvimento humano e a melhora das con-
dições de vida não podem ser medidos apenas por sua dimensão econômica, o que 
nos faz continuar a busca por indicadores socioeconômicos mais abrangentes e justos,que incluam também outras dimensões fundamentais da vida e da condição humana.
Dessa maneira, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que foi cria-
do, no início da década de 1990 para o Pnud (Programa das Nações Unidas para 
o Desenvolvimento), combina três componentes básicos do desenvolvimento 
7
humano: a longevidade, que reflete, entre outras coisas, as condições de saúde da 
população, medida pela esperança de vida ao nascer; a educação, medida por uma 
combinação da taxa de alfabetização de adultos e a taxa combinada de matrícula 
nos níveis de ensino fundamental, médio e superior; e a renda, medida pelo poder 
de compra da população, baseado no PIB per capita ajustado ao custo de vida local 
para torná-lo comparável entre países e regiões, por meio da metodologia conheci-
da como paridade do poder de compra (Torres, 2003).
Para Gadamer, saúde e doença não são duas faces de uma mesma moeda. De fato, 
se considerarmos um sistema de saúde, como o SUS, é possível verificar que as 
ações voltadas para o diagnóstico e tratamento das doenças são apenas duas das 
suas atividades. Inclusão social, promoção de equidade ou de visibilidade e cidadania 
são consideradas ações de saúde. O entendimento da saúde como um dispositivo 
social relativamente autônomo em relação à ideia de doença, e as repercussões que 
este novo entendimento traz para a vida social e para as práticas cotidianas em geral 
e dos serviços de saúde em particular abre novas possibilidades na concepção do 
processo saúde e doença (apud Brêtas e Gamba, 2006).
Valendo-se do sucesso do IDH, é possível sinalizar aos governantes dos diversos 
países e regiões em desenvolvimento a proposição de que buscar crescimento não 
é sinônimo exclusivo de fazer aumentar o produto interno bruto. Com isso, tem sido 
possível constituir um considerável debate internacional a respeito de que, pelo me-
nos, a melhoria das condições de saúde e educação da população deve também ser 
considerada parte fundamental do processo de desenvolvimento (Scarpin, 2007).
Figura 2 – Estruturação do IDH global, segundo Fukuda-Parr
Fonte: Adaptada de Fukuda-Parr, 2004
#ParaTodosVerem: esquema no qual se relacionam os seguintes elementos: IDH; Dimensão / Indicador; Uma 
vida longa e saudável; Conhecimento; Um nível de vida digno; Esperança de vida à nascença; Taxa de alfabeti-
zação de adultos; Taxa de escolarização bruta (TEB); PIB (dólar PPC); Índice de alfabetização de adultos; Índice 
TEB; Índice de dimensão; Índice de esperança de vida; Índice de educação; Índice de desenvolvimento humano 
(IDH), Índice do PIB. Fim da descrição.
8
Sendo assim, a utilização desse indicador reflete a estreita relação a mensuração da 
qualidade de vida, ou seja, podemos admitir de que a qualidade de vida não se resu-
me apenas à esfera econômica, podemos também avaliar o nível de prosperidade ou 
qualidade de vida de um país, região ou município usando critérios que tenham sig-
nificado para o desenvolvimento humano. A questão da qualidade de vida, pode ser 
entendida por meio da conceituação adotada pela Organização Mundial da Saúde 
(OMS), definida como:
A percepção do indivíduo sobre a sua posição na vida, no contexto da 
cultura e dos sistemas de valores nos quais ele vive, e em relação a seus 
objetivos, expectativas, padrões e preocupações.
Fonte: OMS, 1998, n.p.
Com uma análise de forma mais ampla, podemos abordar qualidade de vida como 
uma representação social criada a partir de parâmetros subjetivos (bem-estar, fe-
licidade, amor, prazer, realização pessoal) e também objetivos, cujas referências 
são a satisfação das necessidades básicas e das necessidades criadas pelo grau 
de desenvolvimento econômico e social de determinada sociedade. Diferentes 
aspectos que definem a qualidade de vida são apresentados na literatura, como 
poder aproveitar as possibilidades da vida, de escolher, de decidir e ter controle de 
sua vida (Pereira, 2012).
Leitura
Apesar da grande relevância social, o tema qualidade 
de vida apresenta imprecisões teórico/metodológi-
cas, o que dificulta a investigação, o diálogo entre as 
diferentes áreas que trabalham com o tema e, prin-
cipalmente, a aplicação do conhecimento produzi-
do na melhoria da qualidade de vida da população. 
Buscando contribuir para a clarificação do conceito, 
este estudo teve como objetivo, a partir da leitura, 
discussão e análise da literatura especializada, apre-
sentar as principais abordagens, conceitos e propos-
tas de classificação e avaliação da qualidade de vida. 
Verificou-se que as abordagens e conceitualizações 
sobre a qualidade de vida se apresentam na literatu-
ra de forma diversificada, e, por vezes, divergentes. 
A falta de consenso teórico leva muitas pesquisas a 
utilizarem conceitos como saúde, bem-estar e estilo 
de vida como sinônimos de qualidade de vida. Novas 
abordagens epistemológicas no estudo do tema são 
necessárias, bem como estudos que analisem a qua-
lidade de vida em situações de intervenção. 
https://bit.ly/47ARVaM
https://bit.ly/47ARVaM
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Portanto, entende-se que saúde é um direito humano fundamental inscrito na carta 
de fundação da OMS, em 1948, seguindo o compromisso mundial com a Declaração 
Universal dos Direitos do Homem (Dalari, 1998). Assim, espera-se que o mais alto ní-
vel de saúde seja a mais importante meta social mundial, cuja realização requer a ação 
de muitos outros setores sociais e econômicos, além especificamente do setor saúde.
Políticas Públicas de Saúde
A política pública pode ser compreendida como a tradução de propósitos de gover-
nos e de anseios da sociedade. Segundo Souza (2003), não existe uma única, nem 
melhor, definição sobre o que seja política pública, a formulação de uma política 
pública deve ser compreendida como um processo por meio do qual os governos 
traduzem seus propósitos em programas e ações, que produzirão resultados ou as 
mudanças desejadas no mundo real.
Então, podemos entender como sendo um conjunto de medidas e procedimentos 
que orientam as atividades governamentais, sendo medidas tomadas baseadas no in-
teresse público, são atividades diretas de produção de serviços pelo próprio Estado.
Portanto, políticas públicas em saúde convergem para a melhoria das condições de 
saúde da população e dos ambientes nos quais o indivíduo transita, seja natural, 
social ou do trabalho, consiste ainda em organizar e dirigir as ações governamentais 
para a promoção, proteção e recuperação da saúde dos indivíduos e da coletividade.
Neste contexto, a Constituição Federal de 1988, no artigo 196, assegura que:
A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políti-
cas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de 
outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para 
a promoção, proteção e recuperação.
Fonte: Brasil, 1988, n.p.
A Organização Mundial de Saúde definiu promoção da saúde como sendo o “proces-
so de capacitação da comunidade para atuar na melhoria da sua qualidade de vida 
e saúde incluindo uma maior participação no controle deste processo”. Além disso, 
identifica algumas estratégias fundamentais para a promoção da saúde: a defesa da 
saúde, a capacitação (proporcionar meios para) e a mediação, cita também ações 
importantes a serem cumpridas pelo Estado e pela comunidade, como elaborar a 
implementação de políticas públicas saudáveis; criação de ambientes favoráveis à 
saúde; esforço da ação comunitária desenvolvimento de habilidades pessoais; reo-
rientação do sistema de saúde (OMS, 1988).
10
Ações preventivas são intervenções com o objetivo de evitar o surgimento de 
doenças específicas, reduzindo sua incidência e prevalência, tendo como base co-
nhecimento epidemiológico. Projetos de prevenção tem forte fundamentação na 
educação em saúde, pois ações de divulgação de informação e de recomendações 
normativas levam a mudanças de hábitos na população.
Por último e não menos importante, temos a recuperação ou reabilitação, que consiste 
na recuperação parcialou total das capacidades no processo de doença e na reintegra-
ção do indivíduo ao seu ambiente social e na sua atividade profissional. Sempre deve 
visar à reeducação e ao treinamento, objetivando o reemprego ou a colocação do reabi-
litado na sociedade. Assim, as ações de recuperação da saúde devem ser integradas às 
ações promotoras e protetoras, todas regidas pelas necessidades da comunidade.
Glossário
‘Promover’ significa “dar impulso a; fazer com que se execute; que 
se ponha em prática; propor; fomentar; desenvolver; causar: ori-
ginar; gerar”. Assim, a promoção da saúde é bem mais ampla que 
a prevenção, pois relaciona-se com medidas mais abrangentes, e 
não se limita apenas a uma determinada doença ou desordem, mas 
visa a melhoria da saúde e o bem-estar da comunidade. Baseia-se 
em estratégias em que se enfatiza a transformação das condições 
de vida e de trabalho em conformidade aos problemas de saúde. 
O termo prevenir significa “advertir, preparar, precaver, infor-
mar, tentar evitar; chegar antes de; dispor de maneira que evite 
(dano, mal); impedir que se realize”. Dessa maneira, a prevenção 
em saúde exige antecipação de ações baseadas na história na-
tural da doença na tentativa de controlar o progresso da doença.
Site
Site 1: Para saber mais sobre a legislação a respeito das políticas 
públicas de saúde no Brasil, acesse.
Site 2: Projeto promoção da Saúde: as cartas da promoção da 
saúde.
 Site 1 Site 2
http://bit.ly/4227EOQ
http://bit.ly/4227EOQ
http://bit.ly/42fIooN
http://bit.ly/42fIooN
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Figura 3 - Comunicação
Fonte: Freepik
#ParaTodosVerem: A imagem traz o desenho de 4 pessoas segurando círculos coloridos que estão interligados. 
Fim da descrição.
SUS – Princípios, Diretrizes
As décadas de 1980 e 1990 no Brasil foram marcadas por crises econômicas, PIB 
baixo e inflação alta.
A década de 1980 é o período da redemocratização do país, logo após o período 
obscuro da ditadura militar, o processo de instalação da democracia é acompanha-
do pela instabilidade econômica, quando ocorre uma maxidesvalorização da moeda 
e a tentativa de controle da economia por meio de diversos planos econômicos com 
pouco efeito prático. Além disso, é claro, o sucateamento dos serviços públicos, 
sendo forte a ideia de que tudo que o Estado oferece seria de qualidade duvidosa. 
A década de 1990 é marcada por políticas neoliberais com um forte processo de 
privatização dos serviços públicos, o ponto alto do período é a implantação do Plano 
Real, que acaba com a inflação alta, mudando também a moeda.
12
Nesse cenário, é convocada a Assembleia Nacional Constituinte, sendo o Congresso 
nacional eleito em 1986 transformado em Assembleia Constituinte, cuja função se-
ria a de elaborar e aprovar uma nova Constituição. Assim, em 5 de outubro de 1988, 
a Constituição da República Federativa do Brasil foi promulgada.
A nova Carta Magna fundamenta-se em valores como, a soberania, a cidadania, a 
dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, esses 
valores servirão de base para a criação, interpretação e aplicação das leis.
Paralelo a isso, em 1986 é realizada a 8ª Conferência Nacional de Saúde, e o relató-
rio produzido serve como referência para os deputados constituintes elaborarem a 
Seção II da Constituição Federal, na qual os artigos entre 196 a 200 tratam exclusi-
vamente da Saúde, assim na Constituição de 1988, a saúde ganha rumos diferentes 
com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) (FALEIROS, 2006).
Nesse contexto, o Artigo 196 diz:
A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políti-
cas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de 
outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para 
sua promoção, proteção e recuperação.
Fonte: Brasil, 1988, n.p.
A criação do SUS é regulamentada pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, na 
qual, em seu Artigo 1º, diz que em “todo o território nacional, as ações e serviços de 
saúde, executados isolada ou conjuntamente, em caráter permanente ou eventual, 
por pessoas naturais ou jurídicas de direito Público ou privado” (Brasil, 1990).
Já o Artigo 4º refere-se “ao conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por 
órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração 
direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público, constitui o Sistema 
Único de Saúde (SUS) (Brasil, 1990).
Dessa maneira, fica claro que o Sistema Único de Saúde ou somente SUS é uma 
nova formulação política e organizacional para o reordenamento dos serviços e das 
Vídeo
Sobre a história da saúde pública no Brasil. 
http://bit.ly/48WnLjr
http://bit.ly/48WnLjr
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ações de saúde estabelecida pela Constituição de 1988. Portanto, o SUS não é um 
serviço ou uma instituição, mas um sistema que significa um conjunto de unidades, 
de serviços e ações voltadas para um fim comum, as políticas públicas de saúde, ou 
seja os elementos integrantes do sistema referem-se ao mesmo tempo às ativida-
des de promoção, proteção e recuperação da saúde.
Sendo um sistema de saúde, o SUS fundamenta-se em princípios doutrinários e 
organizativos, sendo necessário a constante atualização por meio de leis, normas e 
regulamentações que vão sendo promulgadas em função de adequações a novas 
necessidades da população.
Para tanto, os princípios doutrinários do SUS (universalidade, equidade e inte-
gralidade) dizem respeito às ideias filosóficas que permeiam a implementação 
do sistema e consolidam o conceito ampliado de saúde e o princípio do direito à 
saúde (Faleiros, 2006).
O princípio da Universalidade encara a saúde como um direito de cidadania para 
todos, é a garantia de atenção à saúde por parte do sistema, a todo e qualquer cida-
dão. O indivíduo passa a ter direito de acesso a todos os serviços públicos de saúde, 
assim como aqueles contratados pelo poder público, sendo este o Governo muni-
cipal, estadual e federal. Pressupõe a abrangência de todos os cidadãos na política 
distributiva do SUS, e não distingue o tipo de cuidado. Significa dizer que todos, 
independentemente de sua classe econômica e social, são acolhidos pela política 
nacional de saúde (Brasil, 1990a).
Vídeo
Série SUS. 
Leitura
Nesta cartilha, o Ministério da Saúde produz 
um documento sobre o Sistema Único de 
Saúde – SUS, que permite a compreensão de 
suas doutrinas e seus princípios, inspirados na 
Constituição e na Lei Orgânica da Saúde. 
http://bit.ly/3vwuKB5
http://bit.ly/3vwuKB5
http://bit.ly/48S3ewi
http://bit.ly/48S3ewi
14
A integralidade é um dos princípios doutrinários do SUS e deve ser entendida como 
um princípio relativo à prática de saúde, em que deve ser observado que cada pes-
soa é um todo indivisível e integrante de uma comunidade; as ações de promoção, 
proteção e recuperação da saúde formam, também, um todo indivisível e não po-
dem ser compartimentalizadas; e as unidades prestadoras de serviço, com seus di-
versos graus de complexidade, formam, também, um todo indivisível, configurando 
um sistema capaz de prestar assistência integral (Brasil, 1990a).
Na conceituação oficial, Equidade significa assegurar ações e serviços de todos os 
níveis de acordo com a complexidade exigida pelos cidadãos em suas necessidades 
distintas, no âmago da política nacional (Brasil, 1990). Considerando que todo cidadão 
é igual perante o SUS e será atendido conforme suas necessidades, considerando que 
a iniquidade se caracteriza por uma diferença que afeta a vida dos indivíduos de for-
ma injusta, desnecessária e totalmente evitável, pois estabelece diferenças que são 
moralmente inaceitáveis. É de responsabilidade dos gestores do sistema a regulação 
entre os componentes da rede de atenção à saúde, com definição de fluxos para fins 
de controle do acesso e da garantia do atendimento, promovendo a otimização de 
recursos segundo a complexidade e a densidade tecnológica necessárias à atençãoda pessoa. Deve ir além das suas necessidades de saúde, respeitando as diversidades 
étnico-raciais, culturais, sociais, territoriais e religiosas (Brasil, 1990a).
Os princípios organizativos (regionalização, hierarquização, participação do cidadão 
e descentralização) orientam a forma como o sistema deve funcionar, tendo como 
eixo norteador os princípios doutrinários (Faleiros, 2006).
Os princípios da Regionalização e da Hierarquização sugerem que os serviços devem 
ser organizados em níveis de complexidade tecnológica crescente, dispostos numa 
área geográfica delimitada e com a definição da população a ser atendida (regiona-
lização). Isso implica na capacidade dos serviços em oferecer a uma determinada 
população todas as modalidades de assistência, bem como o acesso a todo tipo de 
tecnologia disponível, possibilitando um ótimo grau de resolubilidade (solução de seus 
problemas). O acesso da população à rede deve se dar por meio dos serviços de nível 
primário de atenção que devem estar qualificados para atender e resolver os principais 
problemas que demandam os serviços de saúde (hierarquização). Os demais deverão 
ser referenciados para os serviços de maior complexidade tecnológica (Brasil,1990a).
A rede de serviços, organizada de forma hierarquizada e regionalizada, permite um 
conhecimento maior dos problemas de saúde da população da área delimitada, favo-
recendo ações em todos os níveis de complexidade (Brasil,1990a). A resolubilidade é 
a exigência de que, quando um indivíduo busca o atendimento ou quando surge um 
problema de impacto coletivo sobre a saúde, o serviço correspondente esteja ca-
pacitado para enfrentá-lo e resolvê-lo até o nível da sua competência (Brasil,1990a).
15
Já a Descentralização é entendida como uma redistribuição das responsabilidades 
quanto às ações e serviços de saúde entre os vários níveis de governo, a partir da 
ideia de que quanto mais perto do fato a decisão for tomada, mais chance haverá de 
acerto. Assim, o que é abrangência de um município deve ser de responsabilidade 
do governo municipal; o que abrange um estado ou uma região estadual deve estar 
sob responsabilidade do governo estadual, e o que for de abrangência nacional será 
de responsabilidade federal (Brasil,1990a).
Rolim (2013) destaca que a ênfase ao controle refere-se às ações em que os cida-
dãos exercem para monitorar, fiscalizar, avaliar, interferir na gestão estatal e não 
o inverso, a organização e mobilização popular é garantia do acesso aos direitos à 
saúde, surge, então, a perspectiva de um controle da sociedade civil sobre o Estado.
A principal forma para participação e controle social sobre a implementação das 
políticas de saúde em todas as esferas governamentais é por meio dos Conselhos e 
Conferências de Saúde, que são espaços privilegiados para a explicitação de neces-
sidades e para a prática do exercício da participação e do controle social sobre a im-
plementação das políticas de saúde nas três instâncias públicas, municipal, estadual 
e federal (CONASS, 2006).
Ainda vale lembrar que existe a garantia constitucional ao direito de que 
a população, participe do processo de formulação das políticas de saúde 
e do controle da sua execução, em todos os níveis, desde o federal até 
o local, assim a participação popular na gestão da saúde é prevista pela 
Constituição Federal de 1988, em seu artigo 198, que trata das diretrizes do 
SUS (Brasil,1988).
Saiba Mais
Os Conselhos de Saúde, como meios pelos quais a população, 
de forma autônoma, pode intervir no processo de gestão das 
políticas públicas, para em conjunto com o órgão gestor criar 
estratégias, controlar, fiscalizar e deliberar sobre as políticas pú-
blicas em cada esfera do governo, podem se constituir ainda 
em espaços democráticos de construção de uma nova ordem 
capaz de revigorar o sentido autêntico de liberdade, democracia 
e igualdade social (CONASS, 2006).
16
E como fica a gestão do SUS? Os gestores são encarregados de fazer com que o 
SUS seja implantado e funcione adequadamente dentro das diretrizes doutrinárias 
e organizacionais. Haverá gestores nas três esferas do Governo, no nível municipal, 
estadual e federal (Brasil,1990a).
Nos municípios, os gestores são as secretarias municipais de saúde ou as prefei-
turas, sendo responsáveis pelas mesmas, os respectivos secretários municipais e 
prefeitos. Nos estados, os gestores são os secretários estaduais de saúde e, no nível 
federal, o Ministério da Saúde. A responsabilidade sobre as ações e serviços de saú-
de em cada esfera de governo, portanto, é do titular da secretaria respectiva, e do 
Ministério da Saúde no nível federal (Brasil,1990a).
Outra questão importante é saber de onde vem o dinheiro para pagar tudo isso. A 
Constituição Federal de 1988 determina que os governos federal, estadual e muni-
cipal financiem o SUS, gerando receita necessária para custear todas as despesas 
com saúde. Este financiamento vem da arrecadação e do repasse necessários para 
garantir a funcionalidade do sistema.
Os recursos, geridos pelo Ministério da Saúde, são divididos em duas partes: uma é 
retida para o investimento e custeio das ações federais; e a outra é repassada às se-
cretarias de saúde, estaduais e municipais, de acordo com critérios previamente de-
finidos em razão da população, necessidades de saúde e rede assistencial. Em cada 
estado, os recursos repassados pelo Ministério da Saúde são somados aos alocados 
pelo próprio governo estadual, de suas receitas, e geridos pela respectiva secretaria 
de saúde, por meio de um fundo estadual de saúde. Desse montante, uma parte fica 
retida para as ações e os serviços estaduais, enquanto outra parte é repassada aos 
municípios, de acordo também com critérios específicos. Finalmente, cabe aos pró-
prios municípios destinar parte adequada de seu próprio orçamento para as ações e 
os serviços de saúde de sua população (Brasil, 1990a).
Os percentuais de investimento financeiro dos municípios, estados e União no SUS 
são definidos atualmente pela Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012. 
Esta lei determina que municípios e Distrito Federal devem aplicar anualmente, no 
mínimo, 15% da arrecadação dos impostos em ações e serviços públicos de saúde, 
cabendo aos estados 12%. No caso da União, o montante aplicado deve correspon-
der ao valor empenhado no exercício financeiro anterior, acrescido do percentual 
relativo à variação do Produto Interno Bruto (PIB) do ano antecedente ao da lei orça-
mentária anual (Brasil, 2012).
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Concluindo, a política de saúde brasileira foi pensada num modelo prevencionista e 
aglutinador de ações o qual pudesse atender a todos os cidadãos indistintamente, 
tornando-se uma das políticas sociais do Estado brasileiro mais inclusivas e iguali-
tárias, oferece uma visão não parcializada e fragmentada do cuidado, seja no nível 
das ações e dos serviços, seja na perspectiva do usuário que necessita de atenção 
preventiva e curativa (CONASS, 2006).
Site
Para saber mais sobre os recursos do SUS.
https://bit.ly/48VElQi
https://bit.ly/48VElQi
18
Ao longo deste processo de aprendizado, obtivemos uma compreensão mais pro-
funda dos conceitos fundamentais relacionados à saúde e às políticas públicas de 
saúde. Também adquirimos um conhecimento básico sobre o Sistema Único de 
Saúde (SUS) e seu papel no sistema de saúde brasileiro.
Além disso, refletimos sobre questões essenciais relacionadas à saúde e co-
meçamos a entender o que é ter saúde, indo além da mera ausência de doença. 
Compreendemos como as políticas públicas de saúde são elaboradas e fundamen-
tadas, reconhecendo a importância de abordar questões de saúde de forma holística.
Por fim, adquirimos uma visão mais abrangente do SUS, percebendo seu papel na 
promoção, prevenção, assistência e vigilância em saúde, bem como seu compro-
misso com a equidade e o acesso universal aos serviços de saúde. Esse processo de 
aprendizado nos preparou para compreender melhor o sistema de saúde brasileiro e 
as políticasde saúde que o sustentam.
Em Síntese
19
Material Complementar
Promoção à Saúde: Trajetória Histórica de suas Concepções
Este artigo aborda uma revisão da literatura das cartas e declarações sobre a estra-
tégia da promoção à saúde a partir da Carta de Ottawa, em 1986, e busca um res-
gate histórico das suas correntes e concepções a fim de trazer subsídios para com-
preendêla no momento atual. Conclui-se que a Carta de Ottawa ainda permanece 
como peça central de direcionamento da estratégia de promoção à saúde em todo o 
mundo. Ela tem orientado as demais conferências, principalmente quando enfatiza a 
dimensão social e a importância de cinco estratégias fundamentais para se alcançar 
plena saúde: política pública, ambiente saudável, reforço da ação comunitária, cria-
ção de habilidades pessoais e reorientação do serviço de saúde.
https://bit.ly/3S125Me
Qualidade de Vida e Saúde: Aspectos Conceituais e Metodológicos
Na área da saúde, o interesse pelo conceito Qualidade de Vida é relativamente re-
cente e decorre, em parte, dos novos paradigmas que têm influenciado as políticas 
e as práticas do setor nas últimas décadas. Os determinantes e condicionantes do 
processo saúde-doença são multifatoriais e complexos. Assim, saúde e doença con-
figuram processos compreendidos como um continuum, relacionados aos aspectos 
econômicos, socioculturais, à experiência pessoal e estilos de vida. Consoante essa 
mudança de paradigma, a melhoria da QV passou a ser um dos resultados espera-
dos, tanto das práticas assistenciais quanto das políticas públicas para o setor nos 
campos da promoção da saúde e da prevenção de doenças.
https://bit.ly/425qK76
Processo de Revisão da Política Nacional de Promoção da Saúde: Múltiplos Movi-
mentos Simultâneos
A política pública pode ser compreendida como a tradução de propósitos de gover-
nos e de anseios da sociedade. Impulsionados pelos avanços e desafios das trans-
formações sociais, pela necessidade de articulação de agendas e a pequena partici-
pação social na elaboração da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS), de 
2006, o Ministério da Saúde e o Grupo Temático de Promoção da Saúde/Abrasco 
propuseram a revisão dela. Este artigo descreve os movimentos desse processo. 
Trata-se de uma análise de política, realizada por revisão de literatura e análise docu-
mental na perspectiva da “triangulação interna”.
https://bit.ly/3HnLMEo
Leituras
https://bit.ly/3S125Me
20
Material Complementar
O SUS nos seus 20 Anos: Reflexões num Contexto de Mudanças
A partir de uma breve retrospectiva sobre o direito à saúde conquistado pelo ci-
dadão brasileiro, este artigo tem como objetivo discorrer sobre o Sistema Único 
de Saúde (SUS) ao longo da sua trajetória de 20 anos, destacando em forma de 
análise crítica os avanços conquistados na saúde e os desafios a serem superados. 
São discutidas as temáticas do direito à saúde como responsabilidade do Estado 
a partir da Conferência de Alma-Ata, da Constituição Federal e das Leis Orgânicas 
da Saúde; as diretrizes do SUS envolvendo as competências da União, do Estado 
e do Município. Discute ainda a importância da Estratégia Saúde da Família na 
consolidação da Atenção Básica no Brasil, as dificuldades do processo de regiona-
lização e o papel da gestão e da participação social como bases para a construção 
do SUS que queremos.
https://bit.ly/3U6yCD8
Participação Popular e o Controle Social como Diretriz do SUS: Uma Revisão Narrativa
O objetivo deste texto é realizar uma análise do modelo de participação popular e 
controle social no SUS, bem como favorecer reflexões aos atores envolvidos neste 
cenário, por meio de uma pesquisa narrativa baseada em publicações relevantes 
produzidas no Brasil nos últimos 11 anos. É insuficiente o controle social estar apenas 
na lei, é preciso que isso aconteça na prática. Entretanto, a sociedade civil ainda não 
ocupa de forma efetiva esses espaços de participação.
https://bit.ly/3Ounv3x
Leituras
21
1 – Com base no texto, qual fator é apontado como um dos principais mecanismos 
por meio dos quais os determinantes sociais afetam a saúde das pessoas?
a) Diferenças de renda. 
b) Acesso a serviços de saúde. 
c) Educação e transporte. 
d) Investimentos em infraestrutura comunitária. 
e) Mecanismos psicobiológicos.
2 – Com base no texto, qual é a importância da resolubilidade na organização dos 
serviços de saúde hierarquizados e regionalizados?
a) A resolubilidade permite que a população tenha acesso a todos os tipos de tec-
nologia disponível. 
b) A resolubilidade garante que os serviços de saúde sejam organizados em níveis 
de complexidade tecnológica crescente. 
c) A resolubilidade exige que os serviços estejam capacitados para enfrentar e resol-
ver problemas de saúde até o nível de sua competência. 
d) A resolubilidade está relacionada à participação da população na gestão da saúde. 
e) A resolubilidade é necessária para a redistribuição das responsabilidades quanto 
às ações e serviços de saúde entre os vários níveis de governo.
Atividades de Fixação
Atenção, estudante! Veja o gabarito desta atividade de fixação no fim 
deste conteúdo.
22
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. 16 ed. 
Organização de Alexandre de Moraes. São Paulo: Atlas, 2000.
BRASIL Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Projeto Promoção 
da Saúde. Distritos sanitários: concepção e organização do conceito de saúde e do 
processo saúde-doença. Brasília. Ministério da Saúde, 1986.
BRASIL. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a 
promoção, proteção e recuperação da saúde, da organização e funcionamento dos 
serviços correspondentes e dá outras providências (Lei Orgânica da Saúde). Diário 
Oficial da União, Brasília, DF, 1990.
BRASIL. Ministério da Saúde (1990a). Abc do SUS doutrinas e princípios. Disponível 
em: . Acesso em: 10/10/2023
BRASIL. Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012. Dispõe sobre a recom-
posição de recursos financeiros do SUS. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2012.
BRASIL Ministério da saúde (1990a). Abc do SUS doutrinas e princípios. Disponível 
em: . Acesso em: 30/10/2023.
BRÊTAS, A.C.P.; GAMBA, M.A. Enfermagem e saúde do adulto. Barueri: Manole, 
2006
BUSS, P. M; PELLEGRINI FILHO, A. A saúde e seus determinantes sociais. Physis, Rio 
de Janeiro, v. 17, n. 1, p. 77-93, abr. 2007. 
CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE. Diretrizes nacionais para o processo de edu-
cação permanente no controle social do SUS. Brasília: Editora do Ministério da 
Saúde, 2006.
DALLARI, S.G. O Direito à Saúde. Rev Saúde Pública. São Paulo, v. 22, n. 1, p. 
57-6, 1988.
EVANS, R.G.; STODDART G.L. Consuming research, producing policy? American 
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Referências
23
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tural num mundo diversificado. Lisboa: Mensagem, 2004.
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Health, n. 55, p. 693–700, 2001.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Declaração de Jakarta. In: BUSS, P. M. 
Promoção da saúde e saúde pública. Rio de Janeiro. ENSP, 1997, p. 174-178. 21 
UNIDADE Políticas de Saúde, SUS – Princípios, Diretrizes
OMS. Promoción de la salud: glosario. Genebra: OMS, 1998.
PEREIRA, É. F.; TEIXEIRA, C. S.; SANTOS, A. dos. Qualidade de vida: abordagens, 
conceitos e avaliação. Rev. bras. educ. fís. esporte, São Paulo, v. 26, n. 2, p. 241-
250, jun. 2012.
ROLIM, L. B.; CRUZ, R. de S. B. L. C.; SAMPAIO, K. J. A. de J. Participação popular e o 
controlesocial como diretriz do SUS: uma revisão narrativa. Saúde debate, Rio de 
Janeiro, v. 37, n. 96, p. 139- 147, mar. 2013. Disponível em: . Acesso em: 16/12/2016.
SCARPIN, J. E.; SLOMSKI, V. Estudo dos fatores condicionantes do índice de desen-
volvimento humano nos municípios do estado do Paraná: instrumento de controla-
doria para a tomada de decisões na gestão governamental. Rev. Adm. Pública, Rio 
de Janeiro, v. 41, n. 5, p. 909-933, out. 2007.
SOUZA, C. Políticas públicas: questões temáticas e de pesquisa. Caderno CRH. 
Salvador, v. 39, n. 16, p. 11-24, 2003.
TORRES, H. da G.; FERREIRA, M. P.; DINI, Nádia Pinheiro. Indicadores sociais: por 
que construir novos indicadores como o IPRS. São Paulo Perspec. v. 17, n. 3-4, jul./
dez. 2003.
Referências
24
Questão 1
a. Diferenças de renda. 
Justificativa: As diferenças de renda são frequentemente apontadas como um dos 
principais mecanismos pelos quais os determinantes sociais afetam a saúde das 
pessoas. A renda influencia a saúde de várias maneiras. Pessoas com rendimentos 
mais baixos muitas vezes têm acesso limitado a serviços de saúde de qualidade, 
enfrentam condições de vida e de trabalho mais precárias e têm menor acesso a 
alimentos nutritivos. Além disso, o estresse associado à insegurança financeira pode 
ter impactos negativos diretos na saúde. As diferenças de renda podem levar a desi-
gualdades significativas em termos de saúde e bem-estar, impactando não apenas 
a saúde física, mas também a saúde mental e a expectativa de vida.
Questão 2
c. A resolubilidade exige que os serviços estejam capacitados para enfrentar e 
resolver problemas de saúde até o nível de sua competência.
Justificativa: A resolubilidade é um conceito-chave na organização dos serviços 
de saúde, especialmente em sistemas hierarquizados e regionalizados. Refere-se à 
capacidade dos serviços de saúde de resolver efetivamente os problemas de saú-
de apresentados pela população. Isso significa que cada nível do sistema de saúde 
(primário, secundário, terciário) deve ser capaz de tratar condições de saúde dentro 
de seu escopo de competência e complexidade. Por exemplo, serviços de atenção 
primária devem ser capazes de resolver a maioria dos problemas de saúde comuns 
e referenciar casos mais complexos para níveis de maior complexidade. Essa abor-
dagem garante que os pacientes recebam cuidados adequados ao seu estado de 
saúde, evitando sobrecarga nos serviços de maior complexidade e garantindo uma 
utilização mais eficiente dos recursos do sistema de saúde.
Gabarito

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