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107 QUESTÕES COMENTADAS 45. (PC-RJ - Papiloscopista Policial de 3ª Classe - Ano: 2014 - IBFC) Sobre a Lei nº 12.830/2013, que dispõe sobre a investigação criminal conduzida pelo delegado de polícia, assinale a alternativa correta: (A) As funções de polícia judiciária e a apuração de in- frações penais exercidas pelo delegado de polícia são de natureza jurídica e essenciais, porém, não exclusivas de Es- tado. (B) Ao delegado de polícia, na qualidade de autoridade policial, cabe a condução da investigação criminal somente por meio de inquérito policial, que tem como objetivo a apuração das circunstâncias, da materialidade e da autoria das infrações penais. (C) Durante a investigação criminal, cabe ao delegado de polícia representar ao juiz para a realização de perícias, obtenção de informações, documentos e dados que inte- ressem à apuração dos fatos. (D) A remoção do delegado de polícia dar-se-á somen- te por ato fundamentado. (E) Em nenhuma hipótese, o inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei em curso poderá ser avoca- do ou redistribuído por superior hierárquico. 46. (PC-RJ - Papiloscopista Policial de 3ª Classe – 2014 - IBFC) Conforme prevê a Lei nº 12.850/2013 (Lei de Combate às Organizações Criminosas), são direitos do agente infiltrado: (A) Praticar crimes no curso da investigação, mesmo quando exigível conduta diversa. (B) Ter seu nome, sua qualificação, sua imagem, sua voz e demais informações pessoais preservadas durante a in- vestigação e o processo criminal, salvo se houver decisão judicial em contrário. (C) Fazer cessar a atuação infiltrada por meio de deci- são judicial autorizadora, sendo vedado ao agente recusar a atuação. (D) Guardar a devida proporcionalidade na sua atuação com a finalidade da investigação, não respondendo pelos excessos praticados. (E) Não ter sua identidade revelada, podendo, todavia, ser fotografado ou filmado pelos meios de comunicação independentemente da sua autorização, para que possa ser garantida a liberdade de imprensa. 47. (PC-RJ - Papiloscopista Policial de 3ª Classe – 2014 - IBFC) Segundo a Lei nº 12.850/2013 (Lei de Com- bate às Organizações Criminosas), o juiz poderá, a reque- rimento das partes, conceder o perdão judicial, reduzir em até 2/3 (dois terços) a pena privativa de liberdade ou subs- tituí-la por restritiva de direitos daquele que tenha colabo- rado efetiva e voluntariamente com a investigação e com o processo criminal, desde que dessa colaboração advenha um ou mais resultados. Assinale a alternativa que NÃO cor- responde a um dos resultados previstos na referida lei: (A) A recuperação total ou parcial do produto ou do proveito das infrações penais praticadas pela organização criminosa. (B) A identificação dos demais coautores e partícipes da organização criminosa e das infrações penais por eles praticadas. (C) A localização de eventual vítima, estando ou não com a sua integridade física preservada. (D) A prevenção de infrações penais decorrentes das atividades da organização criminosa. (E) A revelação da estrutura hierárquica e da divisão de tarefas da organização criminosa. 48. (PC-SE - Escrivão Substituto – 2014 - IBFC) . A Lei n° 7.716/89 pune criminalmente algumas formas de preconceito e discriminação praticados contra a pessoa humana. NÃO serão punidos criminalmente por esta lei o preconceito e a discriminação decorrente de: (A) Religião. (B) Procedência nacional. (C) Etnia. (D) Orientação sexual 49. (PC-SE - Escrivão Substituto – 2014 - IBFC) Segun- do dispõe a Lei de Abuso de Autoridade (Lei n° 4.898/65), o direito de representação será exercido por meio de petição dirigida à autoridade superior que tiver competência legal para aplicar a respectiva sanção, ou ao órgão do Ministério Público que tiver competência para iniciar o processo-cri- me contra a autoridade. Desta feita, pode-se concluir que os referidos crimes são de: (A) Ação penal pública incondicionada. (B) Ação penal pública condicionada à representação da vítima. (C) Ação penal pública de iniciativa privada (D) Ação penal pública de iniciativa privada subsidiária da pública 50. (PC-SE - Agente de Polícia Judiciária – Substitu- to - 2014 - IBFC) No crime de favorecimento pessoal, pre- visto no título “Dos Crimes contra a Administração Públi- ca” do Código Penal, algumas pessoas, pela sua qualidade pessoal, ficam isentas de pena em decorrência do auxílio prestado ao criminoso. NÃO se inclui entre elas: (A) O irmão do autor do crime. (B) O colateral até o segundo grau do autor do crime. (C) O cônjuge do autor do crime. (D) O ascendente do autor do crime. 108 QUESTÕES COMENTADAS Respostas 01. E. Dos crimes contra a pessoa (arts.121 a 154-B) Capítulo I - Dos crimes contra a vida (arts. 121 a 128) ; Capítulo II - Das lesões corporais (art. 129); Capítulo III - Da periclitação da vida e da saúde (arts. 130 a 136); Capítulo IV - Da rixa (art.137); Capítulo V - Doscrimes contra a honra (arts. 138 a 145); Capítulo VI - Dos crimes contra a liberda- de individual (art. 146 a 154-B). Seção I - Dos crimes contra a liberdade pessoal (arts. 146 a 149) Seção II - Dos crimes contra a inviolabilidade do domicílio (art.150); Seção III - Dos crimes contra a inviolabilidade de correspondência (art. 151 e 152) Seção IV - Dos crimes contra a invioabili- dade dos segredos (arts. 153 e 154 - B). Acrescenta-se aos crimes contra a vida: infanticídio (artigo 123) e VII – contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Públi- ca, no exercício da função ou em decorrência dela, ou con- tra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição (Lei nº 13.142, de 6 de julho de 2015). 02. B. Lesão corporal Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem. Pena - detenção, de três meses a um ano. Lesão corporal de natureza grave Lesão corporal de natureza grave § 1º se resulta: I - Incapacidade para as ocupações ha- bituais, por mais de trinta dias; II - perigo de vida; III - debilidade permanente de membro, sentido ou função; IV - aceleração de parto. 03. A. Nos termos do art. 25 do Código Penal: “Entende-se em legítima defesa quem, usando mode- radamente dos meios necessário, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem”. 04. C. Art. 26, caput, do CP - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incomple- to ou retardado (critério biológico – incapacidade abso- luta), era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de deter- minar-se de acordo com esse entendimento. (critério psi- cológico). Art. 27 do CP - Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas esta- belecidas na legislação especial. 05. B. Concurso de Pessoas - Autoria; Co-Autoria; Participa- ção. CP - Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. Concurso de Crimes - Concurso Material e Concurso Formal. Concurso material - CP - Art. 69 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. No caso de aplicação cumulativa de penas de reclusão e de detenção, executa-se primeiro aquela. Concurso Formal - CP - Art. 70 - Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas au- mentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos, consoante o disposto no artigo an- terior(concurso material). Parágrafo único - Não poderá a pena exceder aque seria cabível pela regra do art. 69 deste Código. 06. B. CP Art. 342. Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em processo judicial, ou administrativo, inquéri- to policial, ou em juízo arbitral: (Redação dada pela Lei nº 10.268, de 28.8.2001) Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. 07. D. CORRETA Lei nº 11.343, de 2006: Art. 50: § 4º A destruição das drogas será executada pelo de- legado de polícia competente no prazo de 15 (quinze) dias na presença do Ministério Público e da autoridade sanitá- ria. 08. B. O art. 28 nos diz que o crime de porte de drogas para consumo pessoal estará sujeito às seguintes penas: adver- tência sobre os efeitos das drogas; prestação de serviços à comunidade; medida educativa de comparecimento a pro- grama ou curso educativo. 09. A. Art. 7º São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras: I - a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal; II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da au- to-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desen- 109 QUESTÕES COMENTADAS volvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chan- tagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação; (...) 10. B. Lei 11.350/2006 - Violência doméstica Art. 9.º § 1.º O juiz determinará, por prazo certo, a in- clusão da mulher em situação de violência doméstica e fa- miliar no cadastro de programas assistenciais do gorverno federal, estadual e municipal. 11. C. Súmula nº 501/STJ: “É cabível a aplicação retroativa da Lei n. 11.343/2006, desde que o resultado da incidência das suas disposições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que o advindo da aplicação da Lei n. 6.368/1976, sendo vedada a combinação de leis.” 12. B. Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado. O Código Penal adota a teoria da Atividade. 13. C. Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes praticados contra a Administração Pública por quem está a seu serviço, ainda que absolvido ou condenado o agente no estrangeiro. O presente caso diz respeito à regra de extraterritoria- lidade incondicionada, na qual será aplicada a lei brasileira a fatos ocorridos no exterior, independentemente de qual- quer condição, sendo assim adotada a teoria da Defesa Real ou da Proteção. 14. A. Não é qualificadora.Trata-se de causa de aumento de pena que está previsto no artigo 121, §4º do Código Penal. Aumento de pena § 4º No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa me- nor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos 15. A. O policial civil era garantidor logo, no crime comissivo por omissão (ou omissivo impróprio), o agente garantidor tem o dever de agir, por isso na sua omissão responde pelo resultado que deveria ter evitado. 16. C. I - Correta II - Errada - Não houve injusta provocação da vítima III - Errada - O fato de colaborar com traficantes locais não é suficiente para afirmar que houve ali um relevante valor social IV - Correta V - Errada - Tortura qualificada pela morte, pois o ele- mento subjetivo do agente era o emprego de violência físi- ca visando extrair confissão . 17. D. IV- Correto: letra fria da lei, conforme artigo 121, §2°, V do CP Art. 121. Matar alguém: (...) § 2° Se o homicídio é cometido: (...) V - para assegurar a execução, a ocultação, a impuni- dade ou vantagem de outro crime: 18. A. Arrependimento posterior Art. 16 - Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato volun- tário do agente, a pena será reduzida de um a dois terços (1/3 a 2/3). 19. E. A alternativa E está Incorreta. Tentativa imperfeita = Ocorre tal espécie de tentati- va quando o sujeito ativo não consegue praticar todos os atos necessários à consumação por interferência externa (circunstâncias alheias a sua vontade), interrompendo-se assim a execução. Assim, não há o esgotamento dos meios executórios disponíveis. P. ex. o agente começa a atirar na vitima, com o dolo de matar, mas, terceira pessoa o imobi- liza e o crime não se consuma. 20. D. Lei nº 7.437, de 20 de dezembro de 1985. Art. 5º. Recusar a entrada de alguém em estabeleci- mento público, de diversões ou de esporte, por preconcei- to de raça, de cor, de sexo ou de estado civil. Pena - Prisão simples, de 15 (quinze dias a 3 (três) me- ses, e multa de 1 (uma) a 3 (três) vezes o maior valor de referência (MVR). 21. C. O Código Penal dispõe, em seu art. 28, II, que a embria- guez, voluntária ou culposa, não exclui a imputabilidade penal. 22. D. Ato obsceno é crime de mera conduta, ou seja, não precisa de resultado. Crime material/ causal - toda ação humana que lesa ou expões a perigo um bem jurídico de 3°, que por sua relevância precisa de proteção penal - precisa do resultado. 110 QUESTÕES COMENTADAS Crime formal/ consumação antecipada/ resultado cor- tado - toda ação penal que a lei comina pena de detenção ou reclusão - não precisa de resultado. 23. B. CP Contratação de operação de crédito Art. 359-A. Ordenar, autorizar ou realizar operação de crédito, interno ou externo, sem prévia autorização legis- lativa: Pena – reclusão, de 1 (um) a 2 (dois) anos. Parágrafo único. Incide na mesma pena quem ordena, autoriza ou realiza operação de crédito, interno ou externo: I – com inobservância de limite, condição ou montante estabelecido em lei ou em resolução do Senado Federal; II – quando o montante da dívida consolidada ultra- passa o limite máximo autorizado por lei. 24. A. Art. 2° I - fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas, bens ou fatos, ou empregar outra fraude, para eximir-se, total ou parcialmente, de pagamento de tributo; 25. D. Facilitação de contrabando ou descaminho Art.318 – Facilitar, com infração de dever funcional, a prática de contrabando ou descaminho. 26. D. Art. 15 - É competente, por opção da ofendida, para os processos cíveis regidos por esta Lei, o Juizado. 1. do seu domicílio ou de sua residência; 2. do lugar do fato em que se baseou a demandada; 3. do domicílio do agressor. 27. C. Art. 1º Constitui crime de tortura: II - submeter alguém, sob sua guarda, poder ou au- toridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo. Pena - reclusão, de dois a oito anos. 28. A. Art. 19, § 2º. As medidas protetivas de urgência se- rão aplicadas isolada ou cumulativamente, e poderão ser substituídas a qualquer tempo por outras de maior eficá- cia, sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados. 29. A. Art. 5º Recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial, negando-se a servir, atender ou receber cliente ou comprador. Pena: reclusão de um a três anos. 30. C. Art. 29. Os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher que vierem a ser criados poderão contar com uma equipe de atendimento multidisciplinar, a ser in- tegrada por profissionais especializados nas áreas psicos- social, jurídica e de saúde. 31. B. Nos termos do §1, II doart. 140, do CP, o juiz pode deixar de aplicar a pena no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria; 32. E. Lei nº 7.716/1989: Art. 10. Impedir o acesso ou recusar atendimento em salões de cabeleireiros, barbearias, termas ou casas de massagem ou estabelecimento com as mesmas finalida- des. Pena: reclusão de um a três anos. Art. 16. Constitui efeito da condenação a perda do car- go ou função pública, para o servidor público, e a suspen- são do funcionamento do estabelecimento particular por prazo não superior a três meses. 33. A. Art. 7º São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras: I a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal; II a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da auto estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e deci- sões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, persegui- ção contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, ex- ploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação; III a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos; IV a violência patrimonial, entendida como qual- quer conduta que configure retenção, subtração, des- truição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e di- reitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades; V a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.