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CONTABILIDADE 
GERAL I
PROF. DR. ANDRÉ DE FARIA THOMÁZ
REITORIA: 
Dr. Roberto Cezar de Oliveira
PRÓ-REITORIA:
Profa. Ma. Gisele Colombari Gomes
DIREÇÃO DE GESTÃO EAD:
Prof. Me. Ricardo Dantas Lopes
EQUIPE DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS:
Diagramação
Revisão textual
Produção audiovisual
Gestão
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01
SUMÁRIO DA UNIDADE
INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................................4
1. EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE COMO UMA CIÊNCIA .......................................................................................5
2. HISTÓRICOS CONTÁBEIS .......................................................................................................................................6
3. ESCOLAS E SIMBOLOGIA CONTÁBIL .................................................................................................................... 7
4. OBJETO, FUNÇÕES E CONTROLES CONTÁBEIS ..................................................................................................8
5. CONTABILIDADE NO BRASIL X CONTABILIDADE INTERNACIONAL .................................................................9
6. TÉCNICAS CONTÁBEIS ......................................................................................................................................... 11
7. O PAPEL DO PATRIMÔNIO NA CONTABILIDADE ................................................................................................. 12
CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................................................................... 15
APLICABILIDADE DA CONTABILIDADE 
PROF. DR. ANDRÉ DE FARIA THOMÁZ
ENSINO A DISTÂNCIA
DISCIPLINA:
CONTABILIDADE GERAL I
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INTRODUÇÃO
A contabilidade é uma ciência aplicada, baseada em normas, procedimentos e princípios, 
que são amparados por regras e legislações, as quais oferecem diretrizes para a execução das 
práticas contábeis. As transações na contabilidade, realizadas pelos sistemas de informações, 
apresentam um desafio no sentido para a área.
A gestão de organizações é composta por diversas áreas, como administração, contabilidade, 
marketing, tecnologia da informação, recursos humanos, financeiros, sustentabilidade, dentre 
outros. A contabilidade é uma área decisiva na tomada de decisão dos gestores, por apresentar 
os dados financeiros e contábeis das instituições. Ela proporciona conhecimentos, por meio de 
informações, demonstrações contábeis e financeiras, lançamentos e registros das transações 
realizadas.
A contabilidade geral é uma área na gestão, capacitada para fornecer informações de 
uma organização privada ou pública, com a finalidade de identificar o patrimônio e as mutações, 
os elementos que podem influenciar nas mudanças das variáveis, seja para reduzir despesas, 
aumentar o lucro, diminuir o endividamento, ampliar o patrimônio e/ou proporcionar a melhor 
alternativa de tributação.
A contabilidade tem um objetivo central: o patrimônio da pessoa física ou da pessoa 
jurídica e a sua mensuração de forma quantitativa e monetária, conforme a moeda do país, no 
caso do Brasil, em reais, a moeda vigente.
As informações econômicas e financeiras do patrimônio das organizações, levantadas 
pela contabilidade, podem influenciar as decisões estratégicas dos negócios no mercado. Por 
exemplo, se, em uma situação de crise econômica, a empresa perde patrimônio, terá redução 
brusca de receita e lucro. Quais as demonstrações financeiras da contabilidade que podem passar 
informações para a gestão do negócio? Como influenciam as decisões da gestão?
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1. EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE COMO UMA CIÊNCIA 
A contabilidade é a ciência responsável pela mensuração, controle e estudo das mutações 
que ocorrem no patrimônio das entidades. Estas podem ser com ou sem fins lucrativos, ou ainda, 
relacionadas a uma ou mais pessoas física ou jurídica. 
Compreender as características e o conceito do patrimônio das entidades e como este é 
formado são os primeiros passos para aqueles que querem entender qual é o objeto e o campo de 
atuação da contabilidade. De forma bastante básica, o patrimônio pode ser definido pelo conjunto 
de bens, direitos e obrigações, sejam estes pertencentes a uma pessoa física ou jurídica, com ou 
sem fins lucrativos, e que terão suas mutações e aspectos estudados por essa ciência.
Figura 1 – Controle das manifestações Contábeis. Fonte: Pixabay (2023). 
O campo de aplicação da contabilidade irá contemplar tanto as aziendas, as quais estão 
voltadas para além da questão dos fins lucrativos, como para aquelas empresas que comercializam 
produtos, mercadorias e serviços em sua atividade principal. É preciso também compreender que 
a contabilidade possui como objeto de estudo e se aplica às pessoas físicas da mesma forma que 
às jurídicas, já que estas também possuem patrimônio.
O patrimônio, do ponto de vista contábil, é representado pelo conjunto de 
bens, direitos e obrigações de qualquer uma despesa entidades as quais são 
reconhecidas pela contabilidade em todas as suas nuances. Além disso, é preciso 
entender, como esse patrimônio se forma, ou seja, quais são as movimentações 
que levam a alterações na situação patrimonial em uma entidade alterada sua 
situação de um período a período.
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2. HISTÓRICOS CONTÁBEIS 
Segundo afirmam Viceconti e Neves (2018), “[...] a contabilidade desempenha importantes 
funções tanto enquanto funções administrativas quanto econômicas” (VICECONTI; NEVES, 
2018). 
Em outras palavras, a contabilidade é responsável por controlar a administração do 
patrimônio de uma empresa, seus recursos e também pelo controle dos resultados financeiros de 
uma organização.
Nesse sentido, a contabilidade serve como uma importante ferramenta administrativa, 
financeira e econômica para o controle das operações das empresas na atualidade, fornecendo 
importantes informações para os processos decisórios na gestão empresarial. 
Estudar a contabilidade atende não só aos administradores de empresas, mas também 
todos os interessados em suas operações. Dos próprios funcionários a clientes, fornecedores, 
concorrentes e o governo por meio dos controles de mercado e arrecadação de impostos, muitos 
são os envolvidos nos resultados de ações de controle contábil nas empresas.
A contabilidade visa não só permitir o acompanhamento, registro e o controle das 
atividades empresariais, mas também permitir o planejamento do futuro da empresa. Sem a 
contabilidade, ou, em outra visão, os dados que a contabilidade proporciona, as empresas não são 
capazes de tomar decisões racionais e com eficiência. Imagine a situação em que a empresa quer 
melhorar o seu lucro sem saber quanto suas operações custam, quanto precisa para manter seus 
funcionários e quanto precisa pagar em impostos.
Nesse sentido, fica evidente a necessidade de ter controles contábeis eficientes que 
sejam capazes de refletir a realidade patrimonial e financeira da empresa. “A contabilidade 
retrata a imagem da empresa, conta sua história, objetivos e o método pela qual é administrada” 
(CREPALDI, 2019).
Partindo deste raciocínio, em que a contabilidade apresenta grande importância no 
andamento das atividades em empresas, o que acontece caso os controles da empresa, isto é, sua 
contabilidade não seja controlada corretamente? Quem controla os controles da empresa? Como 
garantir que os dados empresariais estejam de fato corretos, que os controles sobre o patrimônio 
empresarial reflitam de fato a realidade ocorrida na empresa?
Uma vez que entendemos a necessidade de controles contábeis eficientes, ao mesmo 
tempoo patrimônio líquido, elas têm natureza 
devedora. Uma vez compreendida a natureza da conta, basta identificar o que o fato provocou: 
aumento ou diminuição, para, então, realizar o lançamento contábil.
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1. CONCEITUALIZAÇÃO DOS DÉBITO E CRÉDITO
Você deve ter ouvido dizer que o débito e o crédito da Contabilidade são o contrário 
do débito e crédito do extrato bancário. Na verdade, não se trata de uma questão de oposição: 
na Contabilidade, a palavra débito também se refere àquilo que se deve, assim como a palavra 
crédito se refere àquilo que se tem a haver, a diferença está na interpretação de quem deve e de 
quem tem a haver. O mecanismo de débito e crédito é aplicado pela Contabilidade segundo a 
teoria personalista das contas. Segundo ela, cada conta contábil possui personalidade própria, e 
a interação entre a conta e a empresa, que também possui personalidade própria, dá origem aos 
débitos e créditos.
Figura 1 – Apresentação das Contas. Fonte: Pixabay (2023).
É em função dessa teoria que as contas do ativo têm natureza devedora e as contas do 
passivo e patrimônio líquido têm natureza credora, assim como as contas de receita têm natureza 
credora e as de despesa têm natureza devedora. 
2. NATUREZA E MOVIMENTAÇÃO DAS CONTAS CONTÁBEIS
A informação contábil, seja ela de cunho financeiro ou econômico, é essencial para que 
os tomadores de decisão, sejam eles partes da organização ou não, elaborarem suas análises e 
estratégias de forma assertiva, adequada e com base em dados que sejam confiáveis e passíveis de 
fazer a diferença nesse âmbito. 
Desta forma, o conjunto de informações contábeis, somado às informações 
sobre mercado, economia, índices e outros que os profissionais envolvidos na 
organização possuem, ajudam em todos os processos decisórios. Entretanto, é 
preciso refletir sobre quais são as possibilidades de utilização das informações 
geradas na contabilidade, quais seriam elas e como podem ser usadas por estes 
tomadores de decisão.
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Para tomar uma decisão, diversos tipos de informações podem ser úteis. Assim, o processo 
de tomada de decisão pode envolver elementos como o tempo utilizado pela mão de obra, quais 
materiais foram usados, o volume de recursos que a empresa possui, o valor do patrimônio, 
quanto tem a receber e a pagar, além de outras informações essenciais e pertinentes na avaliação 
de processos, atividades tanto de pessoas quanto de departamentos. 
A informação é tão relevante que promove a melhoria dos custos, aumento da eficiência, 
dos indicadores da empresa e dos resultados da organização como um todo (PADOVEZE, 2017). 
Sem tais informações, seria impossível que as empresas definissem corretamente seus preços de 
venda, pudessem tomar decisões estratégicas, entre outras possibilidades que levam diretamente 
à melhoria de resultado.
Pensando, agora, nos usuários externos. Sem as informações geradas pela contabilidade, 
seria impossível que um investidor pudesse definir se investiria ou não em um determinado 
negócio. Os financiadores, como bancos e outras instituições também precisam saber se a empresa 
tem liquidez para pagá-los, caso forneçam capital, além de empregados que estão interessados na 
manutenção de seus cargos e de seus benefícios.
Além disso, os usuários externos também podem ser representados por outras empresas 
já que elas podem ter, por exemplo, interesses em adquirir uma organização. Logo, com base 
nos indicadores repassados pela organização, as firmas terão uma base para fazer suas ofertas, 
negociar valores ou, ainda, repensar suas estratégias no mercado.
3. MECANISMOS DE DÉBITO E CRÉDITO
Como já abordado neste material, a base dos registros contábeis é o Método das Partidas 
Dobradas. Não é à toa que o frei Luca Pacioli, que foi o primeiro a publicar o método, ficou 
conhecido como o “pai da Contabilidade”. O Método das Partidas Dobradas estabelece que:
Para cada causa, existe um efeito.
Para cada origem, existe uma aplicação.
Para cada débito, existe um crédito.
É justamente por essa relação de causa e efeito, origem e aplicação, débito e crédito que o 
balanço sempre se mantém em equilíbrio. 
A ideia é que o registro contábil não deve evidenciar somente o recurso financeiro, 
mas sim contar como tal recurso foi adquirido. É por isso que todo registro contábil 
envolve, no mínimo, duas contas contábeis. Tudo isso ficará mais claro com os 
exemplos apresentados mais adiante.
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4. TEORIA DAS CONTAS 
A prática de lançamentos contábeis é fundamental para o registro e a organização das 
transações financeiras em uma empresa. Esses lançamentos são realizados com base no princípio 
contábil das partidas dobradas, que estabelece que, para cada débito em uma conta, deve haver 
um crédito correspondente em outra conta.
Lançamentos contábeis são os registros das transações financeiras de uma entidade. 
Eles são feitos em forma de escrituração, utilizando-se o método das partidas dobradas. Um 
lançamento contábil consiste em duas partes: débito e crédito. O débito indica a origem do valor, 
enquanto o crédito representa o destino do valor. Esses lançamentos são registrados em um livro 
chamado livro diário, que permite o controle e a contabilização das operações financeiras.
O método das partidas dobradas é o sistema utilizado pela contabilidade para garantir 
que todos os lançamentos estejam corretos e em equilíbrio. Esse método se baseia no princípio 
fundamental de que todo débito deve ter um crédito equivalente, e vice-versa. 
Ou seja, a soma dos débitos deve ser igual à soma dos créditos. Por exemplo, se uma 
empresa vende um produto e recebe o pagamento em dinheiro, o lançamento contábil seria o 
seguinte:
D- Caixa 100,00 
C Receita de Vendas 100,00
Nesse exemplo, a conta “Caixa” é debitada com o valor de 100,00, indicando a entrada de 
dinheiro, enquanto a conta “Receita de Vendas” é creditada com o mesmo valor, representando a 
receita gerada pela venda.
A prática de lançamentos contábeis requer o conhecimento das contas e das regras de 
débito e crédito. As contas podem ser classificadas em contas patrimoniais e contas de resultado. 
As contas patrimoniais representam os elementos patrimoniais (bens, direitos, obrigações) da 
empresa e são divididas em contas do ativo, do passivo e do patrimônio líquido. Já as contas de 
resultado registram as transações relacionadas à receita, despesa, custos e resultado. Além disso, 
é importante conhecer as regras de débito e crédito. 
As contas do ativo têm saldo devedor, o que significa que aumentam com lançamentos a 
débito e diminuem com lançamentos a crédito. Já as contas do passivo e do patrimônio líquido 
têm saldo credor, sendo que aumentam com lançamentos a crédito e diminuem com lançamentos 
a débito. 
As contas de resultado têm natureza variável, podendo ter saldo devedor ou credor, 
dependendo da sua classificação. Durante a prática de lançamentos contábeis, é essencial verificar 
se as contas estão sendo lançadas corretamente, de acordo com as regras de débito e crédito e 
em conformidade com o método das partidas dobradas. Erros nos lançamentos podem causar 
desequilíbrios nas contas e prejudicar a precisão das informações contábeis.
O uso das Partidas Dobradas na contabilidade traz várias vantagens importantes. Algumas 
das principais vantagens são: 
1. Precisão nos registros: o princípio das Partidas Dobradas garante que todas as transações 
sejam registradas de maneira correta e precisa, evitando erros e omissões. 
2. Rastreabilidade financeira: com as Partidas Dobradas, é possível rastrear e verificar 
facilmente as transações financeiras, criando uma trilha de auditoria confiável. 
3. Equilíbrio contábil: a aplicação das Partidas Dobradas assegura que o total dosdébitos 
seja igual ao total dos créditos, mantendo o equilíbrio na contabilidade.
Vejamos um exemplo prático para entender melhor como a técnica das Partidas Dobradas 
funciona na prática: suponha que uma empresa adquira um novo equipamento por R$ 5.000,00, 
pagando R$ 2.000,00 em dinheiro e financiando o restante. Para registrar essa transação usando 
as Partidas Dobradas, a empresa faria o seguinte lançamento:
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D- Equipamentos 5.000,00 
D - Caixa 2.000,00 
C - Financiamentos 3.000,00
Nesse exemplo, a conta de “Equipamentos” é debitada em R$ 5.000,00, já que a empresa 
recebeu um novo equipamento. A conta de “Caixa” é creditada em R$ 2.000,00, pois esse valor 
foi pago em dinheiro para a aquisição. Por fim, a conta de “Financiamentos” é creditada em R$ 
3.000,00 para representar o valor financiado. 
Como pudemos observar, o total dos débitos (equipamentos) é igual ao total dos créditos 
(caixa + financiamentos), mantendo o equilíbrio contábil. Esse é apenas um exemplo simples, 
mas é possível ver como as Partidas Dobradas garantem a precisão e o equilíbrio nos registros 
contábeis, permitindo uma análise financeira precisa e confiável.
Imagine a constituição de uma empresa: para dar início às atividades operacionais, os 
sócios investem dinheiro na empresa, o qual é representado pela conta contábil Capital Social. 
Agora, use a sua imaginação e se coloque no lugar dessa conta, afinal, segundo a teoria personalista, 
cada conta possui sua própria personalidade. 
Assim, você, enquanto conta contábil, fornece dinheiro para a empresa, por isso, você, 
enquanto conta contábil, fica com crédito com a empresa. Assim, como as contas do passivo e 
patrimônio líquido representam fontes de recursos, elas sempre ficam com créditos na empresa, 
daí, então, a sua natureza credora.
Para entender essa aplicação, utilizaremos o exemplo de uma compra de mercadorias 
a prazo no valor de R $2.000,00. Primeiramente, precisamos entender o fato: ao comprar 
mercadorias, o estoque da empresa aumentou, por outro lado, a compra a prazo gerou uma 
obrigação. Agora, identificamos as contas: mercadorias para revenda e fornecedores. 
Por fim, conciliamos a conta contábil à sua movimentação: houve aumento na conta 
mercadorias e aumento na conta fornecedores, por isso, a conta contábil mercadorias deverá 
receber um lançamento a débito, e a conta fornecedores, um lançamento a crédito. Assim, a 
contabilização desse fato por meio do mecanismo de débito e crédito ficaria desta forma:
• Débito: Mercadorias R$ 2.000,00.
• Crédito: Fornecedores R$ 2.000,00.
Perceba que o valor lançado a débito é igual ao valor lançado a crédito, atendendo à 
determinação do Método das Partidas Dobradas. No exemplo apresentado, houve aumento nas 
duas contas, mas existem fatos que provocam aumento em uma conta e diminuição em outra ou, 
até mesmo, diminuição em duas. De qualquer forma, não importa o fato a ser contabilizado, uma 
vez identificadas as alterações nas contas contábeis. 
Para complementar nossos estudos, segue um vídeo sobre: Você 
sabe sobre a teoria das contas? Papiro Contábil. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=abZgVyzotKM. 
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O princípio fundamental do método compreende a perspectiva de que não há devedor 
sem que haja credor, correspondendo a cada débito um crédito de igual valor. Nesse sentido, 
Marion (2018) complementa que cada transação afeta duas ou mais contas para manter a equação 
contábil básica em equilíbrio, e isso garante que, no final do exercício, a soma de todos os débitos 
será igual à soma de todos os créditos. 
Para entender melhor, vamos utilizar um exemplo. Imagine que você está pensando 
em abrir uma empresa de venda de equipamentos para informática (estamos utilizando essa 
atividade como exemplo, mas caberia qualquer outra). Para iniciar esse negócio, você vai investir 
R$ 15.000,00. Então, a partir desse momento, esse valor não é mais seu, porque contará como 
parte do patrimônio da empresa. O impacto desse fato na empresa será o seguinte:
D Caixa 15.000,00
C Capital Social 15.000,00
As contas caixa e capital sofrerão variação. O registro de R$ 15.000,00 ao entrar no Caixa 
da empresa – disponível para começar as suas operações – refletirá no registro da integralização 
do capital do sócio no valor do investimento realizado, como contrapartida.
Os atos administrativos são decisões tomadas pelos gestores da entidade, os quais não 
impactam, a priori, os elementos patrimoniais ou de resultado. Quando se decide contratar um 
funcionário, adquirir um imóvel, firmar uma parceria etc., esses fatos, inicialmente, não impactam 
os elementos: somente quando o funcionário for contratado e trabalhar durante um mês é que 
surgirá a obrigação (passivo) de pagar o seu salário; somente quando a documentação do imóvel 
estiver pronta, ele representará um bem (ativo) para a entidade; e assim por diante. 
Por outro lado, os fatos administrativos, também denominados fatos contábeis, são aqueles 
que provocam alterações nos elementos, patrimoniais ou de resultado, como os pagamentos, 
recebimentos, compras, vendas, entre outros.
Vamos ver juntos alguns exemplos de lançamentos contábeis a partir das partidas 
dobradas:
Imagine que a empresa Sol da Educação Ltda. foi constituída no dia 1º de setembro de 
2023.
Nesse primeiro mês, ocorreram os seguintes fatos:
a. Fato 01:
01/09/2023: subscrição do Capital Social no valor de R $800.000,00.
C- Capital Social 800,000,00
b. Fato 02:
02/09/2023: integralização de 60% do capital subscrito da seguinte maneira: R$30.000,00 
em dinheiro, R $260.000,00 em depósito bancário na conta corrente da empresa e R $190.000,00 
em mesas, cadeiras, armários e outros móveis.
D – Caixa 30.000,00
D – Banco 260.000,00
D – Móveis 190.000,00
C – Capital 320.000,00 
 
c. Fato 03:
02/09/2023: compra de computadores à vista no valor de R $80.000,00. O pagamento foi 
feito por meio de transferência bancária.
D – Computadores 80.000,00
C – Bancos 80.000,00
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d. Fato 04:
05/09/2023: compra de calçados a prazo no valor de R $200.000,00, a vencer em 30 dias.
D – Material de Consumo 200.000,00
C – Duplicatas a pagar 200.000,00
e. Fato 05:
06/09/2023: compra de calçados à vista no valor de R $50.000,00. O pagamento foi feito 
por meio de transferência bancária.
D – Material de Consumo 50.000,00
C – Bancos 50.000,00
5. CONTAS DE CUSTOS
Estando diretamente relacionada ao controle, à mensuração e ao registro de gastos 
produtivos de uma entidade, a contabilidade voltada aos custos evoluiu bastante. Essa evolução 
foi marcada, principalmente, pela revolução industrial, que foi responsável por elevar o volume 
destes gastos.
Figura 2 – Centro de Custos. Fonte: Pixabay (2023).
Para complementar nossos estudos segue um artigo sobre: 
A contabilidade de custos e sua relevância para Gestão. 
UFGRS. Disponível em: https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/
handle/10183/27218/000763037.pdf. 
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Identificar e classificar as contas de custos numa organização empresarial, portanto, 
começou a se tornar uma tarefa cada vez mais complexa, uma vez que esses custos devem ser 
identificados e alocados aos diversos produtos e serviços produzidos e vendidos.
Uma outra distinção entre custos e despesas é que as despesas impactam diretamente o 
resultado das entidades no período em que elas ocorreram. Os custos, por sua vez, são acumulados 
em conta de ativo até que os produtos e serviços produzidos sejam entregues ao cliente.
Para uma melhor compreensão dos custos, pode-se dizer que eles são gastos que se 
relacionam com os bens e/ou com os serviços componentesda produção de outros bens, 
conhecidos como insumos. Nesse sentido, os custos só aparecem no resultado da empresa quando 
os produtos fabricados a partir dos insumos forem vendidos.
Os custos diretos são aqueles que podem ser diretamente relacionados a um produto 
ou serviço específico, e que apresente sua medição de forma clara, sem restar dúvidas de sua 
apuração e alocação. Um exemplo de custo direto, é a mão-de obra direta.
A mão-de-obra (MOD) pode ser tanto um custo direto como um custo indireto, a 
chamada mão-de-obra indireta (MOI). A MOD é reconhecida como um custo direto quando 
podemos atribuir claramente (sem a necessidade de critérios de rateio) o custo a um produto ou 
serviço específico. Por outro lado, a MOI é considerada um custo indireto pois representa gastos 
na produção que não conseguimos atribuir a um único produto ou serviço.
Já os custos indiretos não podem ser diretamente relacionados a um produto ou serviço, 
pois decorrem do uso de recursos compartilhados por diversos produtos e serviços produzidos/
ofertados pela entidade, como os gastos com energia elétrica, depreciação de máquinas e mão 
de obra indireta. Mas atenção, esses são apenas alguns exemplos de custos indiretos e não são, 
necessariamente, considerados custos indiretos em todas as empresas. Para serem considerados 
indiretos, basta que não possam ser diretamente atribuídos a um produto ou serviço específico.
Assim, é possível determinar que todas as vezes que um custo puder ser relacionado 
diretamente a um único produto ou serviço, ele pode ser considerado direto. Por outro lado, 
quando um custo não puder ser identificado diretamente a um produto ou serviço específico, ele 
é considerado indireto.
A classificação dos custos em diretos e indiretos depende unicamente da forma como 
ocorrem os gastos na produção. Essa classificação de custos mais detalhada é fundamental para 
auxiliar os gestores e administradores na tomada de decisão nos negócios, pois traz fidedignidade 
à informação e aumenta sua relevância.
Enquanto nas despesas, são considerados variáveis os gastos que oscilam de acordo com a 
quantidade vendida, no caso dos custos, a classificação entre fixo ou variável está relacionada com 
a produção. Crepaldi (2019) define que o um custo variável é aquele que varia proporcionalmente 
à quantidade produzida, ou seja, quanto mais unidades de um produto forem produzidas, maior 
será o custo. De igual modo, quanto menor for a quantidade produzida menor será o custo. 
O maior exemplo de custo variável é, sem dúvidas, a matéria-prima, pois sem produção, 
esse custo se mantém guardado sob a forma de investimento nos estoques de matéria-prima, 
porém quanto mais unidades forem produzidas, maior será esse custo.
A distinção em custos e despesas é fundamental para a elaboração dos relatórios 
contábeis financeiros, uma vez que as receitas precisam confrontar esses gastos 
que foram necessários para serem obtidas. 
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Figura 3 – Controle dos Custos. Fonte: Pixabay (2023).
Por outro lado, os custos fixos são aqueles que se mantém estáveis até um determinado 
período de tempo ou volume de produção (MARION, 2018). Para entendermos melhor, pense 
no custo com aluguel de um galpão de fábrica. 
Porém, à medida que o tempo passa, este valor de aluguel certamente sofrerá variações, 
seja por um aumento periódico previsto em contrato, seja porque a empresa precisou alugar um 
espaço maior, ainda assim são considerados fixos, pois são fixos por um determinado período de 
tempo ou volume de produção.
Este é um valor gasto pela empresa independentemente da quantidade que ela 
conseguir produzir dentro de um período. Produzindo apenas uma unidade ou um 
milhão, o valor cobrado pelo proprietário do imóvel será o mesmo. 
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CONSIDERAÇÕES FINAIS 
As teorias contábeis são desenvolvidas visando a melhor maneira de registrar, avaliar 
e controlar o patrimônio, seja em seu aspecto estático, que evidencia o conjunto de elementos 
patrimoniais em um determinado momento, seja em suas variações. O estudo sobre o patrimônio 
tem como finalidade fornecer aos seus usuários informações econômicas, financeiras e 
patrimoniais que auxiliem no processo de tomada de decisão, através da composição dos Débitos 
e Créditos, teoria das contas para desenvolver melhorias dentro das organizações empresariais. 
Quanto aos custos, eles correspondem aos gastos que são depreendidos para a elaboração 
final do produto ou serviço oferecido. Esses custos também podem ser classificados como diretos 
ou indiretos, ou como fixos ou variáveis, e tais classificações devem observar o comportamento 
dos custos durante o processo produtivo ou de prestação de serviços.
Podemos dizer, porém, que não é uma tarefa fácil atender a todos os usuários da 
Contabilidade, isso porque a necessidade de informação é diferente entre eles. Os gestores, 
enquanto usuários internos, necessitam de informações financeiras e operacionais específicas 
dependendo do seu cargo ou função, normalmente, precisam saber sobre o fluxo de caixa, itens 
em estoque, valores a receber e a pagar, custo de produção, pedidos de clientes a serem atendidos, 
entre outras. Já os usuários externos, como fornecedores e instituições financeiras, normalmente, 
estão preocupados com a situação financeira da entidade, visando analisar sua capacidade de 
pagamento. Já o Governo e as entidades reguladoras procuram informações que possibilitem 
verificar se o regime tributário e os respectivos recolhimentos estão corretos.
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SUMÁRIO DA UNIDADE
INTRODUÇÃO ...............................................................................................................................................................43
1. RECEITAS E DESPESAS .........................................................................................................................................44
2. REGIMES DE CONTABILIZAÇÃO DAS RECEITAS E DESPESAS ..........................................................................45
3. RESULTADOS COM MERCADORIAS, PRODUTOS E SERVIÇOS ..........................................................................48
4. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO .......................................................................................................................49
4.1 MODELO DE DRE .................................................................................................................................................... 51
CONSIDERAÇÕES FINAIS ..........................................................................................................................................52
APURAÇÃO DO RESULTADO 
DO EXERCÍCIO
PROF. DR. ANDRÉ DE FARIA THOMÁZ
ENSINO A DISTÂNCIA
DISCIPLINA:
CONTABILIDADE GERAL I
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INTRODUÇÃO
Quando observamos uma empresa em pleno funcionamento, não temos muita noção 
do que ocorreu com ela desde a ideia principal dos sócios ou proprietários, passando pela sua 
abertura oficial, início das atividades até chegar ao momento em que as operações financeiras 
são realizadas, as demonstrações contábeis são elaboradas e as obrigações tributárias, societárias 
e acessórias são cumpridas. Um olhar um pouco mais detalhado sobre estes elementos contribui 
diretamente para que o profissional da área saiba como agir frente a esse contexto, reconhecendo 
como tal algumas de suas principais funções. 
Neste caminho, diversas preocupações norteiam os pensamentos dos gestores, que vão 
desde a compra de um simples material de escritório, passando pela aquisição de maquinário 
e matéria-prima para a produção, contratação e treinamento de funcionários produtivos, 
pagamento de tributos, dentre outras ações fundamentais para a perenidadede um negócio.
Os usuários possuem necessidades diferentes de informação, e a Contabilidade deve 
buscar atender a todos. Contudo, no nosso país, a legislação fiscal e tributária é muito complexa, 
e, por isso, na maioria das vezes, as empresas buscam os serviços contábeis apenas para atender 
à legislação. Esse problema, na verdade, possui duas vertentes: por um lado, existem contadores 
que deixam de expor aos seus clientes o importante papel da Contabilidade no fornecimento 
de informações que são úteis ao processo decisório, por outro, as empresas não querem gastar 
dinheiro com os serviços contábeis e contratam apenas os serviços exigidos por lei.
Por esse motivo, existem diferentes campos de atuação da ciência contábil: a Contabilidade 
Fiscal, a Contabilidade Financeira e a Contabilidade Gerencial, e cada uma é voltada para 
finalidades específicas dos usuários. De acordo com Padoveze (2017), “[...] a atuação segmentada 
da Contabilidade Gerencial, da Contabilidade Financeira e da Contabilidade Fiscal retrata este 
processo que fornece, no conjunto, as informações mais utilizadas no mundo dos negócios” 
(PADOVEZE, 2017), e assim definem a capacidade de descrever os resultados empresariais e do 
exercício.
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1. RECEITAS E DESPESAS 
As receitas fazem parte da apuração do resultado de uma empresa e são, em grande 
parte, relacionadas à atividade principal da organização. Podem ser provenientes da prestação 
de serviços, de venda de mercadorias ou da transformação e venda de produtos. Cada tipo de 
negócio pode ter tipos distintos de receita, de acordo com a atividade que executa.
Figura 1 – Controle das Receitas e Despesas. Fonte: Pixabay (2023).
As despesas são valores essenciais para a manutenção da atividade empresarial, mas que 
diminuem os resultados da organização. Sem a aquisição de material, a empresa não conseguiria 
manter a sua atividade. E, sem pagamento do aluguel de uma sala comercial, não seria possível o 
funcionamento do escritório de uma indústria (IUDICIBUS, 2020). 
Nas organizações, existem também receitas financeiras, como aquelas 
relacionadas às aplicações financeiras, descontos obtidos e juros recebidos. 
Porém, estas ocorrem em menor número em empresas que não atuam no ramo 
financeiro. Outro conceito parecido com o de receita é o de ganho, que são 
valores esporádicos como aqueles relacionados, por exemplo, à venda de Ativo 
Não-Circulante, como uma máquina ou veículo, ou seja, que não fazem parte da 
atividade principal de uma empresa.
 Para complementar nossos estudos, segue um artigo: 
A teoria das Receitas e Despesas. FGV. Disponível em: https://
gvpesquisa.fgv.br/sites/gvpesquisa.fgv.br/files/arquivos/7279-
25806-1-pb.pdf.
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Assim, as despesas são necessárias para que as atividades ocorram, no entanto, é importante 
que fique claro que, nem sempre, há relação direta entre um e outro. A diferenciação entre o 
conceito de custo e despesa ocorrerá a depender da atividade da empresa e de como ela aplica o 
recurso em seu processo produtivo, de prestação de serviços ou venda. Agora, se os valores não 
forem utilizados de forma direta para a obtenção do resultado, o gasto será classificado como 
despesa.
2. REGIMES DE CONTABILIZAÇÃO DAS RECEITAS E DESPESAS
A compreensão do conceito de receita e sua classificação se torna crucial para podermos 
estudar a composição dos resultados de uma entidade. Porém, assim como as receitas, existem 
outras atividades da empresa que geram benefícios econômicos, são os valores denominados de 
ganho. Sendo assim, antes de nos aprofundarmos de fato no conceito de receitas, iremos aprender 
o que são ganhos.
A Estrutura Conceitual do CPC tem como principal objetivo fornecer um conjunto de 
conceitos e princípios que orientem a elaboração e divulgação dos relatórios contábil-financeiros. 
Ela define os fundamentos que devem ser seguidos na preparação desses relatórios, com o intuito 
de garantir a relevância, confiabilidade, comparabilidade e compreensibilidade das informações 
contábeis.
O Comitê de Pronunciamento Contábil (CPC) tem como objetivo estabelecer as normas 
contábeis no Brasil, visando aumentar a transparência e a confiabilidade das informações 
financeiras apresentadas pelas empresas. O CPC 00 – Estrutura Conceitual para Elaboração 
e Apresentação das Demonstrações Contábeis – é uma norma fundamental que estabelece os 
princípios e conceitos utilizados na contabilidade.
A aplicação prática do CPC 00 é fundamental para a correta elaboração das demonstrações 
contábeis:
• Demonstração do Resultado: o CPC 00 estabelece as regras para a classificação das receitas 
e despesas, incluindo a distinção entre receitas e ganhos, e despesas e perdas. Além disso, 
a norma define as despesas financeiras, operacionais e não operacionais, permitindo a 
apresentação clara e precisa do resultado das operações da empresa.
• Demonstração do Patrimônio Líquido: o CPC 00 define os critérios para o reconhecimento 
e mensuração dos componentes do patrimônio líquido, como o capital social, reserva de 
lucros, lucros acumulados, entre outros. Com base nessas diretrizes, é possível elaborar 
uma demonstração que reflete a evolução do patrimônio líquido ao longo do tempo.
• Balancete e Balanço Patrimonial: o CPC 00 orienta a classificação e o agrupamento dos 
ativos, passivos e patrimônio líquido nas demonstrações contábeis. Isso auxilia na correta 
apresentação das informações financeiras, permitindo que os usuários compreendam a 
situação financeira e patrimonial da empresa.
Em sua constituição e formalização, uma empresa define qual é sua atividade 
principal. Por exemplo, uma loja que vende roupas tem como sua atividade 
principal o comércio de artigos de vestuário. Por ser sua atividade principal, na 
contabilidade, ela é definida como atividade operacional.
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O CPC 00 é essencial para a contabilidade brasileira, pois estabelece os princípios 
fundamentais da contabilidade e orienta a elaboração e apresentação das demonstrações 
financeiras. Compreender os principais conceitos do CPC 00 é fundamental para todos os 
profissionais e estudantes da área contábil.
Agora imagine que essa mesma entidade que comercializa artigos de vestuário tenha 
decidido renovar sua loja e, para isso, vendeu os manequins antigos. Um erro muito comum 
é classificar essa venda como receita, mas é preciso esclarecer que os benefícios econômicos 
oriundos de transações que não fazem parte da atividade operacional de uma empresa devem ser 
definidos como ganhos. Mas o que seria então uma receita? 
O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (2011) define receita como sendo: 
[...] aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil sob a forma 
de entrada ou aumento de ativos ou diminuição de passivos, que resultam em 
aumentos do patrimônio líquido e que não sejam provenientes de aporte dos 
proprietários da entidade (COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS, 
2011). 
Prevista no CPC 00 (Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade Brasileira), a definição 
de receita é muito mais abrangente, pois contempla tanto os recursos advindos das atividades 
operacionais de uma empresa (a venda de artigos de vestuário em nosso exemplo), como os 
ganhos (a venda de manequins em nosso exemplo). 
As receitas, portanto, surgem das atividades usuais da entidade – por exemplo, um 
escritório de contabilidade aufere receitas de honorários, enquanto uma empresa comercial 
aufere receitas com vendas de mercadorias. Esses exemplos usam a classificação de receitas, pois 
fornece serviços contábeis (objeto social de um escritório contábil) são suas atividades usuais. 
Assim, como a comercialização de mercadorias é o objeto social de uma entidade comercial, o 
aumento de benefícios econômicosocasionado por essas atividades é denominado de receita.
A receitas oriundas da atividade operacional podem ser divididas em receitas de prestação 
de serviços e receitas de comercialização de mercadorias. As receitas de prestação de serviços 
são os aumentos de benefícios econômicos, obtidos pela empresa que presta serviços aos seus 
clientes. Assim, as receitas de comercialização de mercadorias são obtidas quando a entidade 
realiza atividade de venda de produtos. 
Por outro lado, os ganhos, segundo o CPC (2011) “[...] representam outros itens que 
se enquadram na definição de receita e podem ou não surgir no curso das atividades 
usuais da entidade, representando aumentos nos benefícios econômicos” (CPC, 
2011). O próprio CPC 00 de 2011 traz como exemplo a venda de bens que estão 
no ativo não circulante. Por exemplo, quando um escritório contábil vende o prédio 
em que está localizado, ele obtém um ganho.
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Figura 2 – Planejamento Financeiro. Fonte: Pixabay (2023).
A diferenciação entre essas duas receitas é fundamental para que possamos representar 
de forma fidedigna a informação contábil e acrescentar a ela uma característica que eleve sua 
utilidade. Para poder exemplificar melhor a importância dessa classificação, imagine uma 
concessionária de veículos, normalmente esse tipo de empresa, além de realizar a revenda de 
veículos (comercialização), também presta serviços de manutenção nos automóveis (prestação 
de serviços).
Conforme orienta a Estrutura Conceitual, as despesas e receitas precisam ser confrontadas. 
Esse processo faz parte da produção de uma informação contábil útil, com características de 
fidedignidade e relevância. Mas o que seriam as despesas?
A classificação das despesas em direta ou indireta é essencial para fins gerenciais, 
permitindo o fornecimento de informações úteis e, consequentemente, influenciando a tomada 
de decisões. 
Nesse viés, a teoria da contabilidade classifica as despesas diretas e indiretas do seguinte 
modo (MARION, 2018):
a) Despesas Diretas (de vendas): Representam os gastos com a atividade operacional da 
organização, sejam produtos ou serviços, sendo mais facilmente identificadas.
b) Despesas Indiretas (administrativas): Representam os gastos com a gestão da 
organização, compreendendo as diversas dimensões de suas operações e de sua funcionalidade 
social.
É importante ressaltar que a classificação das despesas em diretas ou indiretas deve 
obedecer a ordem de seus acontecimentos, sendo relacionadas ao seu período de apuração. Ou 
seja, uma despesa paga antecipadamente será reconhecida apenas no período em que ocorrerem 
e não no momento do seu pagamento. Esse reconhecimento respeita o regime de competência 
para a apuração de receitas e despesas, e assim se descrevem em dois regimes, conforme segue a 
seguir:
1. Regime de competência:
O regime de competência é aceito e recomendado pela legislação, pois evidencia o 
resultado das empresas de forma mais adequada (MARION, 2018). Os fundamentos básicos 
deste regime são:
a) as receitas devem ser reconhecidas e contabilizadas no período em que foram geradas, 
independentemente do recebimento; 
b) as despesas devem ser contabilizadas no período em que ocorreram, independentemente 
da data de pagamento.
Assim, o lucro é determinado através das receitas e despesas de determinado período, 
mesmo que a receita ainda não tenha sido recebida, ou que as despesas tenham sido pagas.
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2. Regime de Caixa:
O regime de caixa consiste em uma forma simplificada de registro de fatos e é aplicado 
somente em microempresas ou instituições sem fins lucrativos, como igrejas e organizações não 
governamentais (ONGs) (MARION, 2018). Os fundamentos básicos deste regime são:
a) as receitas são contabilizadas no seu recebimento, ou seja, quando entra o dinheiro no 
caixa;
b) as despesas são contabilizadas no momento do pagamento.
O box “Exemplo” mostra a você a diferença na apuração dos resultados, considerando 
ambos os regimes.
Exemplo: A empresa Sol da Educação, em determinado período, realizou um total de 
vendas de R$ 40.000, mas recebeu somente R$ 20.000 à vista, ficando o saldo para 30 dias após 
a venda. As despesas do período somaram R$ 10.000, sendo que apenas R$ 15.000 foram pagos, 
e o saldo foi parcelado. A demonstração do resultado do período em cada um dos regimes ficou 
assim:
Tabela 1 – Demonstração do resultado do período em cada um dos regimes.
DRE COMPETÊNCIA CAIXA
Receitas 40.000 20.000
(-) Despesas 10.000 15.000
= Lucro 30.000 5.000
Fonte: O autor.
Entretanto, pode existir uma parcela de despesas que são variáveis. Tomemos como 
exemplo o caso do salário de um vendedor. É muito comum que as empresas comerciais 
bonifiquem seus vendedores com comissões variáveis sobre o total de vendas. Dessa forma, 
essas comissões funcionam em sentido oposto às despesas fixas, pois sofrem direta influência do 
comportamento operacional da organização quanto ao resultado dos seus esforços comerciais, ou 
seja, quanto mais vendas a empresa realizar, maiores serão essas despesas. 
3. RESULTADOS COM MERCADORIAS, PRODUTOS E SERVIÇOS
Agora que você já compreende a definição de receita e sua classificação em receitas de 
serviços e receitas de venda (comercialização), iremos nos aprofundar em um outro aspecto da 
receita, as operações com mercadoria.
Portanto, a apresentação ideal das receitas de uma entidade deve considerar a separação 
entre aquelas que são originadas por meio da comercialização de mercadorias das que ocorrem 
por meio da prestação de serviços. 
Essas operações de comercialização de mercadorias e de prestação de serviços 
resultam de atividades principais (operacionais) da empresa, porém são realizadas 
em momentos distintos e, provavelmente, têm relevância distinta. Desse modo, é 
importante distinguir uma da outra para que seja possível mensurar e reconhecer 
a origem dos resultados obtidos pela entidade.
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Agora que você já compreende a definição de receita e sua classificação em receitas de 
serviços e receitas de venda (comercialização), iremos nos aprofundar em um outro aspecto da 
receita, as contas redutoras de receita.
Como já estudado, através do comércio de mercadorias e da prestação de serviços, a 
entidade obtém receitas. Essas receitas originadas por meio dessas transações são denominadas 
de Receita Bruta, cujo próprio nome alerta, corresponde a um valor bruto, ou seja, que ainda não 
sofreu nenhuma dedução. 
Em outras palavras, podemos dizer que a receita bruta não está levando em consideração 
a existência de descontos incondicionais, cancelamentos de vendas, entre outas deduções, como 
a tributação incidente sobre a geração de receita pela entidade.
O resultado após as deduções da receita bruta, é denominado de receita líquida, pois as 
contas redutoras (apresentadas após a receita bruta) têm natureza devedora, portanto contrária 
as do grupo de origem que têm natureza credora e, portanto, reduzem o valor da Receita Bruta. 
Como no Brasil a carga tributária representa na maioria dos segmentos, a principal 
redução da receita bruta, vamos agora detalhar nossos conhecimentos sobre as deduções da 
receita bruta que são ligadas a tributação sobre a receita.
4. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO 
A demonstração do resultado (DRE) é um relatório de contas de resultado que demonstra 
quais foram as receitas obtidas pela empresa em operações, investimentos e transações. Demonstra, 
também, quais foram as despesas necessárias para a obtenção das receitas e qual foi o resultado 
obtido da confrontação das receitas e despesas (IUDICIBUS, 2020).
A DRE é um relatório ordenado das receitas e despesas da empresa em um exercício, ou 
período específico. Nela, são apresentadas as receitas doperíodo e as despesas a deduzir dessas 
receitas, em uma sequência vertical. A seguir, é apresentado o resultado desse processo, podendo 
ser positivo (lucro) ou negativo (prejuízo).
Para micro e pequenas empresas, a DRE pode ser simplificada, de forma que sejam 
evidenciadas todas as receitas e deduzidas todas as despesas, sendo possível apurar o lucro em 
uma análise minuciosa dos grupos e despesas (IUDICIBUS, 2020).
Assim se descreve a DRE e suas aplicabilidades:
a. Receita bruta e receita líquida:
A receita bruta de uma empresa representa o total das vendas realizadas em um período, 
ou seja, é a soma dos valores referentes a todos os produtos vendidos ou serviços prestados.
Figura 3 – Elaboração dos Resultados. Fonte: Pixabay (2023).
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A receita líquida é dada pelo valor da receita bruta menos a tributação sobre vendas, como 
o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), PIS e COFINS (Programas de Integração Social 
e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social), ICMS (Imposto sobre Circulação de 
Mercadorias e Serviços) e ISS (Imposto Sobre Serviços de qualquer natureza), além de descontos 
concedidos a clientes e devoluções.
b. Resultado ou lucro bruto:
O lucro bruto é o montante resultante da receita líquida menos os custos do período. Os 
custos do período podem ser:
1) CPV – custo dos produtos vendidos (para indústria).
2) CMV – custo das mercadorias vendidas (empresa comercial).
3) CSP – custo dos serviços prestados (empresa de serviços).
Segundo Ribeiro (2015), deve-se subtrair da receita o custo da mercadoria ou do produto, 
ou do serviço prestado, não considerando as despesas administrativas, financeiras e de vendas. 
O lucro bruto cobre, primeiramente, os custos de fabricação do produto, e depois é 
destinado a remunerar as despesas de vendas e administrativas e também o governo (Imposto de 
Renda) e os proprietários (lucro líquido). Assim, quanto maior for a fatia do lucro bruto, maior 
será a remuneração dos administradores, diretores e proprietários. Por isso, há uma atenção 
especial ao controle de custos da empresa, pois há impacto direto na remuneração do capital 
investido.
c. Lucro operacional:
O lucro operacional consiste na soma do lucro bruto e outras receitas operacionais (por 
exemplo, recuperação de impostos, aluguel de imóveis que não estão sendo usados pela empresa). 
Depois, são diminuídas as despesas operacionais, que são as despesas necessárias para gerar 
receita, e são divididas em três grupos:
1) Despesas de venda – marketing, fretes, comissões, entre outros.
2) Despesas administrativas – salários da equipe administrativa, encargos sociais, energia 
elétrica, material de escritório.
3) Despesas financeiras – juros, descontos a clientes, despesas bancárias, entre outros.
Segundo Universidade Luterana do Brasil (2009), há ainda as receitas financeiras, que são 
demonstradas em grupo específico, pois não são geradas na operação da empresa. São exemplos 
de receitas financeiras os juros de aplicações e os descontos ganhos de fornecedores.
d. Resultado antes da contribuição social:
É o lucro operacional somado a algum resultado não operacional, o qual sofre uma 
tributação de 9%, que é destinada aos cofres públicos para o auxílio--desemprego e outras 
finalidades sociais.
e. Resultado antes do Imposto de Renda:
É o lucro antes da contribuição social após o desconto desta contribuição, e ao qual incide 
uma tributação, destinada ao governo, de 15% sobre o lucro apurado ou presumido.
f. Resultado depois do Imposto de Renda:
É o lucro antes do Imposto de Renda, já deduzido o valor do tributo.
g. Lucro líquido do exercício:
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Consiste no resultado depois do imposto de renda menos algumas provisões, ou seja, é o 
saldo da DRE após todas as deduções.
4.1 Modelo de DRE
Receita Bruta
(-) Tributos incidentes sobre vendas
(-) Devoluções e abatimentos
(-) Descontos
(=) Receita Liquida
 (-) Custo dos produtos vendidos (se indústria) ou (-) Custo da mercadoria vendida 
(se comércio) ou (-) Custos dos serviços prestados (se prestação de serviços)
(=) Resultado Bruto
 (+) Outras receitas operacionais
 (-) Despesas operacionais 
 a. vendas
 b. administrativas
 c. financeiras liquidas (receitas – despesas financeiras)
(=) Resultado Operacional 
 (+) ou (-) Outras receitas e Despesas *
(=) Resultado antes da contribuição social
 (-) Provisão para contribuição social
(=) Resultado antes do imposto de renda
(-) Provisão para IR
(=) Resultado depois do Imposto de Renda 
 (-) Provisões
(=) Resultado Líquido do Exercício 
* De acordo com a Lei 11.941/09 substituiu “Despesas e Receitas não operacionais” por 
“outras Receitas e Despesas”.
Fonte: Iudicibus (2020).
É importante destacar que, de acordo com orientação do CPC 26 (CPC, 2011), para efeito 
de divulgação da DRE, ela deve ser apresentada a partir da Receita Liquida e não da Receita 
Bruta. Além disso, vale mencionar também que, quando a demonstração for consolidada, na 
apresentação do resultado líquido, a empresa precisa discriminar qual é a parte que cabe aos 
acionistas controladores e qual parte refere-se aos acionistas não controladores, como está 
apresentado no modelo anterior.
Para complementar nossos estudos, segue um vídeo: Aprenda a 
DRE de forma clara e rápida. Professor Fábio Araújo. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=zLqbpV64Q8I.
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Assim, podemos observar que as receitas são consideradas acréscimos ao patrimônio da 
entidade, advindo da venda de bens e/ou de serviços. As despesas, por sua vez, correspondem ao 
uso ou ao consumo de bens e/ou serviços no processo de obtenção dessas receitas. Elas podem ser 
tanto diretas ou indiretas, ou seja, elas podem estar relacionadas ou não com o objeto operacional 
da organização. Além disso, elas também podem ser classificadas em fixas ou variáveis, sendo que 
as despesas fixas independem do volume vendido, enquanto as variáveis dependem.
A questão do regime de competência também possui influência nos ajustes de avaliação 
patrimonial, uma vez que as contrapartidas desta conta ficam no Patrimônio Líquido, justamente 
por causa desse regime, já que os valores não podem ser reconhecidos como resultado por não 
estarem associados a um fato gerador. Assim, quando forem devidamente realizados, poderão 
ser reconhecidos como resultados do período e contabilizados como tal na Demonstração 
do Resultado. Tais ajustes relativos à avaliação serão retificadores deste grupo do patrimônio 
líquido quando forem negativos, ou seja, no caso de estoques e clientes, já que estes valores são 
contrapartidas devedoras das contas do ativo que foram retificadas por estarem com seus valores 
superavaliados. 
Por fim, a desatenção em relação ao regime de competência pode distorcer completamente 
as informações geradas, além de dificultar totalmente o processo de conciliação bancária e 
apropriação de resultado do período.
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ENSINO A DISTÂNCIA
REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei nº. 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por Ações. 
Brasília, DF: Presidência da República, [1976]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/leis/l6404consol.htm. Acesso em: 05 set. 2023.
COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS – CPC 00 (R1). Estrutura Conceitual 
para elaboração e divulgação de relatório econômico-financeiro, de 2 de dezembro de 
2011a. Brasília, DF: CPC, 2011. Disponível em: www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/
Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=80. Acesso em: 05 set. 2023.
COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS – CPC 16 (R1). Estoques, de 8 de maio de 
2009. Brasília, DF: CPC, 2011. Disponível em: . Acesso em: 05 set. 2023.CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE – CFC. Resolução CFC nº. 1.282/2010. 
Atualiza e consolida dispositivos da Resolução CFC nº. 750/1993, que dispõe sobre os Princípios 
Fundamentais de Contabilidade, Brasília, DF: Diário Oficial da União, 2010.
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE – CFC. Resolução CFC nº. 750/1993. Dispõe 
sobre os Princípios de Contabilidade (PC). Brasília, DF: Diário Oficial da União, 1993. Disponível 
em: http://www.oas.org/juridico/portuguese/res_750.pdf. Acesso em: 05 set. 2023.
CREPALDI, S. A. Curso básico de contabilidade. São Paulo: Atlas, 2019.
IUDICIBUS, S. Contabilidade introdutória. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2020.
MARION, J. C. Contabilidade básica. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2018.
PADOVEZE, C. L. Manual de contabilidade básica: contabilidade introdutória e intermediária. 
10. ed. São Paulo: Atlas, 2017.
PIXABAY. Banco de Imagens. 2023. Disponível em: https://pixabay.com/pt/. Acesso em: 05 set. 
2023.
RIBEIRO, O. M. Contabilidade básica. São Paulo: Saraiva, 2015.que se faz necessária a realização de procedimentos de classificação contábil, outro conceito 
igualmente essencial surge: a contabilidade.
Com o uso da contabilidade, temos a certeza de aplicar corretamente os conceitos de 
contabilidade nas práticas de administração empresarial.
Manter sistemas contábeis unificados, capazes de identificar, mensurar, acumular, 
interpretar e comunicar informações que auxiliem os gestores a atingir os objetivos da empresa é 
essencial para o sucesso de qualquer empresa (MARION, 2018).
Dessa forma, utilizar conceitos da contabilidade representa uma importante ferramenta 
na administração e condução das operações em qualquer empresa, independentemente de seu 
ramo, de seu porte ou de seus objetivos.
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3. ESCOLAS E SIMBOLOGIA CONTÁBIL 
A contabilidade é responsável por demonstrar a realidade do patrimônio da empresa, bem 
como suas eventuais alterações em determinado período. Proporciona aos gestores diferentes 
informações sobre a realidade financeira da empresa e permite a estes tomarem decisões gerenciais.
Assim, ao longo dos tempos, a contabilidade busca administrar o dinheiro em uma 
empresa necessita de controles rígidos, um planejamento bem elaborado, bem como mecanismos 
corretivos em caso de acontecimentos que venham a mudar o cenário em que a empresa esteja 
em determinado momento, principalmente no que tange o controle e a evolução das escolas 
contábeis.
Desta forma, temos que a pioneira foi a escola contista e teve seu início no século X, 
com foco no aumento e evolução populacional, e, desta forma, averiguar novas possibilidades 
de proteção ao patrimônio e suas aplicabilidades, devido à uma economia mais acirrada e 
controlada, seu pensamento está centrado que a contabilidade é uma ciência baseada nas contas 
e na escrituração.
A escola administrativa surgiu em 1840, através do olhar crítico e bem elaborado de 
Luca Pacioli, com foco que as contas devam ser representadas sempre por valores, através de um 
método sistêmico, e sua utilização tem como pilar o desenvolvimento científico da contabilidade 
para tomada de decisão empresarial.
A escola personalista teve sua repercussão no século XIX, e sua manifestação inicial é 
aplicar as contas em separado para pessoas físicas e jurídicas.
A escola controlista foi criada em 1880, na Itália, e vem para caracterizar o controle do 
patrimônio como foco central da contabilidade e da gestão econômica.
Desta forma, em 1887, foi apresentada ao universo contábil a escola norte-americana, 
delegando mais responsabilidades e informações aos profissionais da área e com destaque para a 
contabilidade gerencial e a contabilidade financeira.
Assim, a escola matemática vem apresentar uma contabilidade mais científica e não 
social, em que a escola neocontista apresenta o foco no controle econômico, em 1914, trouxe a 
contribuição da analise patrimonial.
Assim, com o surgimento da moderna escola italiana, o controle passa a ser pelos sistemas 
e doutrinas contábeis. 
A escola patrimonialista, prioriza o patrimônio como fonte de recursos e atividades 
econômicas dentro das rotinas administrativas e financeiras. 
E por último a escola do Neopatronalismo, que descreve o cuidado com o patrimônio 
através das atividades financeiras, tendo como percursor Prof. Lopes de Sá, que defendeu as 
ideias de uma conciliação do patrimônio as escriturações contábeis. 
Ao passo de que uma empresa administra seus recursos econômicos visando evoluir 
suas operações, as empresas em determinado mercado também interagem entre si. Desse modo, 
entender as estruturas também se faz necessário para a compreensão das dinâmicas empresariais 
que envolvem o uso do capital e consequentemente, a aplicação da contabilidade.
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O mercado econômico é dinâmico, apresenta muitos detalhes e características. Entendê-
lo permite refinar capacidades de controle administrativo-contábil ao adaptar realidades 
empresariais que diferem entre os mercados existentes.
Assim, com a evolução das escolas contábeis, evidencia-se que a contabilidade é uma 
área multidisciplinar. Envolve práticas de economia ao tratar sobre empresas, seus recursos, seus 
níveis de atuação e seus objetivos. Além da economia, relaciona-se também com a administração 
de empresas. Sendo a auditoria uma ferramenta que auxilia no controle de aspectos gerenciais, 
é fundamental entender o que é a administração e como ela ocorre nas organizações. Por fim, 
também é necessário compreender a administração financeira, conhecida comumente como as 
finanças empresariais, responsáveis por gerenciar os recursos financeiros e monetários de uma 
companhia. A contabilidade se relaciona diretamente com estas áreas de estudo, e, com isso, 
compreendê-las permite ampliar conhecimentos sobre as rotinas de controle administrativo e 
financeiro. 
4. OBJETO, FUNÇÕES E CONTROLES CONTÁBEIS 
A contabilidade utiliza ferramentas de controle interno, somadas a práticas de governança 
corporativa para gerenciar as informações úteis para os processos decisórios em uma empresa. 
Assim, podemos definir que o objeto da contabilidade e o estudo e a proteção do 
patrimônio sejam de pessoas físicas ou jurídicas, com foco em aprimorar o comportamento deste 
para que ele possa se desenvolver nas rotinas contábeis através dos bens, direitos e obrigações.
Figura 2 – Controle Financeiro. Fonte: Pixabay (2023). 
Uma empresa que está sozinha em seu mercado possui necessidades específicas 
quanto a seus controles internos em contabilidade e, com isso, apresenta 
especificidades relacionadas à necessidade de processos de controle interno. 
Por outro lado, empresas que possuem muitos concorrentes podem necessitar 
realizar uma auditoria para obter ganhos de excelência operacional e aumento de 
vantagem competitiva perante seus concorrentes.
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 Segundo Ribeiro (2015), “[...] a contabilidade utiliza técnicas e procedimentos contábeis 
que são capazes de proporcionar apoio à mensuração, decisão e geração de novas informações 
em empresas” (RIBEIRO, 2015).
Afinal, como as funções da contabilidade funcionam nas empresas?
Uma das formas de aplicarmos os controles contábeis voltados ao processo de controle de 
decisões gerenciais está na capacidade de processar diferentes dados e transformá-los em novas 
informações.
Vale explicitar aqui a diferença entre dados e informação. Dados, quando isolados, nada 
mais são do que fragmentos de informação. A informação corresponde a dados em conjunto que 
possuem significado, utilidade, aplicação definida.
Por exemplo, uma informação contábil pode ser a quantidade de custos com a compra de 
determinada matéria-prima, bem como qual foi o resultado de vendas, em valores, do produto 
que utilizou essa matéria-prima. Em um primeiro momento, estes são apenas dados. No momento 
que estes dados são cruzados, interligados no sentido de, por exemplo, analisar qual foi o lucro 
desta operação, qual foi a aceitação por parte do público em relação a esse produto, qual foi o 
tempo médio de estoque e de venda, bem como quaisquer outras análises, os dados, outrora 
isolados, tornam-se uma importante informação à empresa que os possui.
A informação é um processo essencial à contabilidade e à proteção do patrimônio. 
Uma das formas de coletarmos informações contábeis em uma empresa está presente na figura 
dos documentos contábeis. Os documentos, em contabilidade, também conhecidos como 
demonstrações financeiras, correspondem, segundo Padoveze (2017), “[...] aos dados coletados 
pela contabilidade, que são apresentados periodicamente a todos os seus interessados de maneira 
organizada, resumida e ordenada” (PADOVEZE, 2017).
5. CONTABILIDADE NO BRASIL X CONTABILIDADE INTERNACIONAL 
A contabilidade possui, comouma das principais qualidades, a capacidade de mensuração, 
ou seja, transformar itens não numéricos em número e narrar uma história através desses números. 
Antes mesmo da harmonização às normas internacionais de contabilidade, o Brasil já 
possuía um grande arcabouço de normas, técnicas e legislações que buscavam evidenciar, da 
melhor maneira possível, o patrimônio das empresas deste setor.
Com a elucidação, através da criação dos CPCs – Comitê de Pronunciamentos Contábeis 
–, a contabilidade aplicada às organizações ganhou mais essência e menos forma. Entretanto, faz-
se necessário entender como era antes dessa convergência, haja vista que, ainda existem muitos 
conceitos válidos e nem todos são ultrapassados.
Dito isso, essa parte da unidade tem a missão de elucidar sobre o passado de modo que 
esclarece e auxilia o presente, no que tange o momento contábil da contabilidade aplicada às 
organizações empresariais. 
Contudo, a contabilidade sofre naturalmente com o viés normativo, esse viés 
leva a ciência contábil para uma perigosa via na qual prevalece a forma sobre a 
essência. Quando pensamos em contabilidade, antes das normas internacionais 
de contabilidade, o principal fator era o orçamento, em que a peça orçamentária 
da obra era o item monetário mais importante.
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A adoção das normas internacionais de contabilidade (International Financial Reporting 
Standards – IFRS) no Brasil representou um marco importante na evolução da contabilidade no 
país, trazendo novos desafios e oportunidades.
Antes da adoção das normas internacionais, o Brasil tinha suas próprias normas contábeis, 
conhecidas como “Princípios Contábeis Brasileiros” (PCBs), que eram diferentes das normas 
internacionais. Isso criava dificuldades para a comparação de demonstrações financeiras entre 
empresas brasileiras e empresas estrangeiras, prejudicando a integração das empresas brasileiras 
no mercado internacional.
Desde o início do século XX, o Brasil vinha carecendo de uma normatização mais 
adequada sobre questões relativas aos princípios de contabilidade. Existiam algumas regras que 
eram aceitas por quase todos os profissionais, mas não representavam unanimidade. Pode-se 
afirmar que um dos fatores mais representativos para o fortalecimento e busca de um arcabouço 
teórico da contabilidade no Brasil foi a influência norte-americana no ensino de graduação em 
ciências contábeis. 
Além disso, houve a criação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nos moldes 
da SEC norte-americana e a edição da Lei 6.404/76, em seu artigo 177, descrito a seguir: A 
escrituração da companhia será mantida em registros permanentes, com obediência aos preceitos 
da legislação comercial e desta Lei e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, devendo 
observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais 
segundo o regime de competência. Dez anos após a emissão da Lei das Sociedades por Ações 
(Lei 6.404/76), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), através da Deliberação nº 29, de 5 de 
fevereiro de 1986, aprovou e referendou o pronunciamento do Instituto Brasileiro de Contadores 
(IBRACON) sobre a estrutura conceitual básica da contabilidade. 
Nela, além de apresentar os objetivos da contabilidade e os cenários contábeis, discorre 
também sobre os princípios fundamentais da contabilidade. No escopo da Deliberação nº 29, os 
princípios fundamentais dividem-se em: 
- Postulados ambientais; 
- Princípios propriamente ditos; 
- Convenções (restrições aos princípios). 
Observa-se claramente a adoção de estrutura já evidenciada após anos de estudos na 
contabilidade norte-americana. Essa é a razão pela qual uma análise no desenvolvimento e busca 
de princípios naquele país é importante para entendermos certos conceitos e práticas adotados 
por aqui.
Para complementar nossos estudos sobre a aplicabilidade e os 
efeitos sociais da contabilidade internacional, segue um artigo: 
UFSC. Contabilidade Internacional – análise dos periódicos 
internacionais sobre pesquisas em educação contábil face 
à convergência e globalização. Disponível em: https://
periodicos.ufsc.br/index.php/contabilidade/article/view/2175-
8069.2011v8n15p177. 
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Com a adoção das normas internacionais, as empresas brasileiras passaram a ter uma 
base contábil comum com empresas de outros países, facilitando a comparação de informações 
financeiras e aumentando a transparência e a confiança dos investidores.
Além disso, as normas internacionais trazem uma abordagem mais padronizada e 
coerente para a contabilidade, o que ajuda a melhorar a qualidade das informações financeiras e 
a confiabilidade dos relatórios contábeis.
Outra vantagem da adoção das normas internacionais é que elas são atualizadas 
regularmente para refletir as mudanças nas condições econômicas e financeiras do mundo, 
garantindo que as empresas estejam sempre seguindo as melhores práticas contábeis. Além 
disso, as normas internacionais promovem a consistência na aplicação da contabilidade, o que é 
fundamental para a confiabilidade dos relatórios financeiros.
Além disso, a falta de conhecimento e de treinamento sobre as normas internacionais 
pode levar a aplicações incorretas ou incompletas, prejudicando a qualidade das informações 
financeiras.
Antes das normas internacionais de contabilidade, a base da contabilidade aplicada às 
organizações empresariais era a mesma legislação que regia as demais áreas contábeis, que é a 
Lei nº 6.404/76. No entanto, em nenhum ponto esta legislação aborda especificidades da área 
imobiliária. De acordo com Marion (2018):
A Secretaria da Receita Federal determinou, por meio da Instrução Normativa 
número 84/79, os parâmetros para balizamento dos procedimentos contábeis 
necessários a serem adotados nesses casos para fins de apuração do lucro 
tributável. Essa Instrução, apesar de ainda vigorar, apresenta pontos de 
divergência com as práticas baseadas na teoria da contabilidade, nos princípios 
fundamentais de contabilidade e na legislação societária vigente (MARION, 
2018).
Nesse contexto, a adoção das normas internacionais de contabilidade no Brasil trouxe 
muitos benefícios, incluindo uma base contábil comum com outros países, uma abordagem 
padronizada e coerente para a contabilidade, além de uma possibilidade de seguir as melhores 
práticas.
6. TÉCNICAS CONTÁBEIS 
Para que ocorra o correto reconhecimento e registro das mutações patrimoniais, é preciso 
delimitar corretamente quais são as políticas contábeis da entidade. Este processo começa com a 
diferenciação entre atos e fatos contábeis e seu correto reconhecimento dentro da contabilidade, 
além do impacto que cada um destes irá ter para as organizações, no que tange aos controles, 
impacto legal e tomada de decisões. 
No entanto, a adoção das normas internacionais também trouxe desafios para 
as empresas brasileiras. O processo de transição para as normas internacionais 
exigiu uma grande quantidade de tempo, esforço e recursos financeiros para se 
adaptar aos novos requisitos contábeis. 
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Outro fator determinante é a elaboração do plano de contas, sua adequação é de acordo 
com as atividades da empresa e, posteriormente, o lançamento de todos os fatos que produzirão 
efeitos no patrimônio das entidades. Adicionalmente, é preciso lembrar da documentação do 
processo, assim como as atribuições dos envolvidos de forma direta e indireta nestas atividades. 
Tais fatores serão determinantes para a inserção de contas, ou ainda a criação de centros de custos 
e maiores detalhamentos nos planos de contas de uma organização.
Quando uma empresa está sendo constituída, ou seja, quando os sócios se reúnem e 
resolvem que irão constituir uma pessoa jurídica jáconfigura o momento em que as normas 
contábeis necessitam ser definidas, e, para isso, vários elementos precisam ser analisados e 
colocados em evidência, como seu porte, segmento, nicho de mercado, tipo societário e natureza 
dos produtos ou serviços que irá oferecer. Isto é importante porque a seleção de tais variáveis é 
que definirá se a entidade estará ou não suscetível a uma determinada legislação. 
Podemos admitir como exemplo uma construtora de médio porte a ser instituída. 
Certamente, ela deverá seguir normas e leis especificas das construtoras, que, por exemplo, as 
revendas de produtos industrializados não estarão suscetíveis. Assim, neste momento, muitos 
detalhes essenciais são importantes para que nenhuma surpresa ou fato inesperado ocorra 
durante a operação da empresa.
7. O PAPEL DO PATRIMÔNIO NA CONTABILIDADE 
A contabilidade auxilia os gestores de empresas no processo de tomada de decisão, 
baseando-se na demonstração do seu patrimônio, os sistemas de informação tornam este 
processo integrado, informatizado e que utiliza a tecnologia para processar informações de uma 
forma mais eficiente, rápida e confiável.
Quando comparamos o uso de métodos tradicionais de composição e análise contábil 
apenas por seres humanos, ao uso de sistemas integrados de informação, como os SIGs, fica 
evidente o ganho de capacidade no manuseio da informação e consequentemente a melhoria nos 
processos de análise.
O uso destes sistemas visa uma série de benefícios, que são, inclusive, comuns aos objetivos 
da contabilidade enquanto ferramenta gerencial para controle da proteção do patrimônio. Dentre 
estes objetivos, destacam-se: o alcance e as melhorias em excelência operacional; a criação de 
novos produtos, serviços e modelos de negócios; proporcionar um relacionamento mais estreito 
com os clientes e fornecedores; proporciona melhores tomadas de decisão; aumenta as vantagens 
competitivas e melhora as chances de sobrevivência da organização (CREPALDI, 2019).
Para que possamos aprofundar um pouco mais nossa troca de 
conhecimento, segue um vídeo que apresentar a importância e 
as características do patrimônio na ótica contábil. Patrimônio 
(Contabilidade). Professor Quintino. Disponível: 
https://www.youtube.com/watch?v=ltyDuc5zRxI.
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Figura 03 – Análise X Tomada de Decisão. Fonte: Pixabay (2023).
Ao aplicar os Sistemas de Informação (SI) em sistemas de contabilidade, a empresa passa 
a ter melhores condições de controlar suas finanças, utilizando o controle contábil para melhorar 
itens relevantes em sua precificação, em seus processos operacionais, em sua estrutura geral de 
custos etc.
O objetivo da proteção do patrimônio está em melhorar sua excelência operacional, 
alcançando, assim, melhores resultados financeiros e, com estes resultados, ser capaz de reinvestir 
em suas operações para criar condições de evolução em seus negócios.
Segundo afirma Ribeiro (2015):
[...] os SIG devem ser baseados em informações advindas da contabilidade 
financeira, contabilidade baseada em outras moedas (câmbio), custos e 
orçamentos, contabilidade por setores e/ou unidades de negócios, gestão 
tributária, gestão da tesouraria, análise financeira das demonstrações contábeis e 
a controladoria estratégica (RIBEIRO, 2015).
Com sua aplicação, diferentes setores, processos e pessoas são conectados e utilizam as 
mesmas informações para realizar os processos organizacionais. Dessa forma, ao mesmo tempo 
que a informação é utilizada, novas são criadas, armazenadas e distribuídas por toda a empresa. 
A contabilidade ganha eficiência e agilidade, integrando suas informações e tornando-as muito 
mais acessíveis de forma digital em sistemas de informação integrados.
A contabilidade representa inúmeros benefícios ao planejamento e ao controle 
das atividades das empresas. Contudo, sem processos de controle e verificação 
quanto sua correta aplicação, a contabilidade pode não desempenhar funções 
plenamente eficientes ou mesmo apresentar inconsistências em seus processos.
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O foco da contabilidade está em garantir que os processos utilizados reflitam de forma 
verídica, ética e confiável, a realidade patrimonial da empresa. Essa representação correta dos 
dados contábeis atende não só aos interesses da própria empresa, no sentido de verificar que 
seus métodos de controle interno estão sendo aplicados de maneira eficiente, mas também para 
assegurar o cumprimento de leis, regulamentos e normas vigentes.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
No decorrer desta unidade, você aprendeu que o uso da contabilidade é consideravelmente 
antigo devido à sua alta relevância no controle de atividades humanas que envolvem o controle de 
apurações financeiras e contábeis. Mesmo que de forma “primitiva” ou não intencional, além de 
exercer o controle sobre as atividades realizadas por meio das anotações, de uma contabilidade 
inicial, o processo de conferência sobre esses métodos analisados também surgiu como uma 
necessidade humana em melhorar os processos aplicados nos controles contábeis.
A aplicação da contabilidade, por muito tempo, foi realizada de forma minuciosa, 
detalhada e demorada, pois os lançamentos contábeis eram exaustivamente conferidos.
Como forma de melhorar essa realidade, a evolução dos processos de controle do 
patrimônio levou a uma nova realidade na qual os auditores analisam os sistemas de controle 
internos das organizações empresariais, buscando identificar falhas nos seus processos e emitir 
relatórios visando sua correção.
Com isso, podemos verificar que a contabilidade é uma importante área profissional e, por 
meio de suas análises, demonstrativos e ações de controle sobre o patrimônio da empresa, uma 
organização pode melhorar a maneira em que administra seus recursos e, consequentemente, ser 
capaz de melhorar seus resultados.
Adicionalmente, a contabilidade e o controle financeiro adicionam importantes aspectos 
no desempenho da contabilidade, melhorando seu desempenho e tornando possível utilizar 
aspectos de controle contábil para trazer melhorias a uma organização.
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02
SUMÁRIO DA UNIDADE
INTRODUÇÃO .............................................................................................................................................................. 17
1. EQUAÇÃO PATRIMONIAL ..................................................................................................................................... 18
2. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA ................................................................................................................................ 18
3. POR QUE ATIVOS, PASSIVOS E PATRIMÔNIO LÍQUIDO? ................................................................................... 19
4. TIPOS DE CAPITAL .............................................................................................................................................. 21
5. ORIGEM E APLICAÇÃO DOS RECURSOS .............................................................................................................22
6. BALANÇO PATRIMONIAL .....................................................................................................................................23
7. CPC – COMITÊ DOS PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS .....................................................................................25
8. PRINCÍPIOS CONTÁBEIS ......................................................................................................................................27
CONSIDERAÇÕES FINAIS ..........................................................................................................................................30
CONTEXUALIZAÇÃO PATRIMONIAL
PROF.DR. ANDRÉ DE FARIA THOMÁZ
ENSINO A DISTÂNCIA
DISCIPLINA:
CONTABILIDADE GERAL I
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INTRODUÇÃO 
Você sabia que a contabilidade teve sua origem na necessidade da proteção do 
patrimônio e na evolução da sociedade e do homem? Essa evolução é mais ampla e abrange toda 
a organização, sendo projetada para o longo prazo com seus efeitos perdurando por diversos 
anos. Envolve toda a empresa, em sua totalidade, utilizando seus recursos e áreas de atividade. 
Ainda, deve ser definida pela alta administração de uma empresa, que detém o poder de decisão, 
bem como amplo acesso à diferentes informações organizacionais. O planejamento estratégico 
corresponde ao plano maior ao qual todos os demais planos (departamentais e operacionais) 
estão subordinados.
Ao passo que o planejamento pode ser utilizado por diferentes setores em uma organização, 
é o planejamento estratégico o responsável por ditar as diretrizes gerais de uma organização. Do 
setor operacional ao tático (gerência média), todos estes planejamentos devem estar de acordo 
com os objetivos e procedimentos de ação traçados pelo planejamento do balanço patrimonial e 
da proteção do patrimônio de uma empresa. 
Nos tempos passados, o foco principal de uma empresa era de apenas gerar lucro, quanto 
maior possível para os seus acionistas e seus proprietários. As pressões da atualidade modificaram 
significativamente este cenário. Tais pressões ocasionam em riscos financeiros às empresas, no 
sentido de que, a depender das estratégias desenvolvidas por uma corporação no que diz respeito 
ao uso de seus recursos, às políticas trabalhistas, bem como na sua relação com seu público 
externo (clientes, fornecedores e mercado em geral), uma empresa pode deixar de faturar, terdes 
valorização em suas ações (caso seja listada em bolsa de valores), sofrer sanções ou punições por 
órgãos reguladores etc. 
Ao longo dos anos, a contabilidade serve como meio de informar os gestores
de uma empresa em relação à situação real do seu patrimônio, bem como proporcionar 
meios de tomada de decisão sobre investimentos, alocação de recursos, financiamentos e 
outros aspectos financeiros, executar corretamente a contabilidade é fundamental para que as 
necessidades, tanto do público interno, quanto do externo de uma organização, sejam atendidas 
pela gestão de riscos.
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1. EQUAÇÃO PATRIMONIAL 
Dentro da terminologia contábil, há uma linguagem utilizada pelos profissionais da área, 
sendo um exemplo o termo equação patrimonial. Mas o que será que ele quer dizer? Segundo 
Padoveze (2017), a equação patrimonial é aquela que define o patrimônio em uma situação 
normal ou positiva e pode ser entendida como na ilustração Equação Patrimonial:
Figura 1 – Equação Patrimonial. Fonte: O autor (2023).
Veja que, aqui, começam a surgir conceitos muito utilizados dentro da contabilidade. A 
representação da equação básica do patrimônio em forma de T é denominada Balanço Patrimonial 
a qual deve estar em equilíbrio. Este, por sua vez, é dado pela dinâmica equação patrimonial de 
bens mais os direitos, menos as obrigações os quais resultam no patrimônio líquido.
2. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA 
O patrimônio, seja ele de uma pessoa física ou jurídica, pode apresentar mais bens e 
direitos que obrigações, certo? Mas será que ele poderá trazer mais obrigações que ativos? É neste 
momento que a organização deverá evidenciar a representação gráfica do patrimônio. Como o 
próprio nome diz, trata-se de um retrato que demonstra como está a situação patrimonial da 
empresa em dado momento.
Situação patrimonial está relacionada a uma possível configuração do patrimônio, ou 
seja, do conjunto de bens, direitos e obrigações e como estes estão dispostos ou ainda organizados 
na empresa.
Veja que a utilização convencionada desta representação na contabilidade é 
uma maneira simples e didática. A partir de um gráfico, percebe-se o elemento 
essencial, que é o equilíbrio, ou seja, parte-se do princípio de que os dois lados, 
ou seja, o dos bens e direitos e o das obrigações deve estar sempre equilibrado. 
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Uma das maneiras mais simples e didáticas que ficou convencionada para que ocorresse 
esta representação é a utilização de figuras ou ainda gráficos dentro da contabilidade. Outro 
elemento essencial é o equilíbrio, ou seja, parte-se do princípio que os dois lados, ou melhor 
dizendo, o dos bens e direitos e o das obrigações devem estar sempre equilibrados.
Aqui temos o Ativo, representado pelos Bens e Direitos, o qual deve sempre estar em 
equilíbrio com o Passivo, que, por sua vez, é representado pelas obrigações, cujo saldo residual é 
demonstrado pelo Patrimônio Líquido. Este último grupo de contas, aliás, é o responsável (em 
alguns casos, quando as obrigações são maiores que os bens e direitos), por continuar mantendo 
o equilíbrio do balanço, uma de suas características mais importantes. Mas como isso acontece?
3. POR QUE ATIVOS, PASSIVOS E PATRIMÔNIO LÍQUIDO?
Importante ressaltar que o Balanço Patrimonial tem este nome, justamente, porque deve 
possuir uma relação de equilíbrio, ou seja, balanceada. Assim, vamos imaginar uma balança com 
dois pratos, sendo que o lado esquerdo é representado pelo Ativo e o outro, é representado pelo 
Passivo (CREPALDI, 2019). 
O balanço patrimonial tem diversas finalidades, sendo uma das principais proporcionar 
aos gestores, investidores e demais stakeholders uma análise completa das finanças da empresa. 
Por meio do balanço patrimonial, é possível avaliar a capacidade de uma organização em honrar 
seus compromissos financeiros, identificar eventuais riscos e analisar o desempenho e eficiência 
na alocação e utilização de recursos. 
Além disso, o balanço patrimonial é importante para que os gestores possam tomar 
decisões estratégicas eficientes, como a realização de investimentos, busca por financiamentos, 
distribuição de dividendos, entre outras ações que impactam diretamente o resultado financeiro 
da empresa.
A interpretação do balanço patrimonial é fundamental para compreender a real situação 
financeira de uma empresa. É importante analisar os valores apresentados nas diferentes contas 
e compará-los com períodos anteriores ou com outras empresas do mesmo setor. Um balanço 
patrimonial saudável é caracterizado por um ativo maior do que o passivo, indicando que a 
empresa possui mais bens e direitos do que obrigações a pagar. Além disso, também é importante 
observar a composição do ativo e do passivo, identificando a capacidade de liquidez da empresa, 
sua dependência de financiamentos de curto prazo e sua capacidade de investir em ativos de 
longo prazo.
É normal que o Ativo e o Passivo tenham valores diferentes, assim a balança irá pender 
para um dos lados. Para a manutenção da noção de equilíbrio, é utilizado o grupo do Patrimônio 
Líquido, que, por razões matemáticas e de lógica, será apresentado do lado de menor valor. Para 
isso, são demonstradas algumas situações hipotéticas, sem detalhamento dos lançamentos ou de 
como ocorreram.
a. Inexistência de Riqueza Própria:
Neste caso, pode-se compreender que há a inexistência de riqueza própria, a qual ocorre 
quando a empresa possui o Ativo Igual ao Passivo, ou seja, o conjunto de bens e direitos igual ao 
de obrigações. Assim, segundo Vicencoti e Neves (2013), caso tudo pudesse ser liquidado nesse 
momento, o valor obtido saldaria apenas as dívidas, sem que sobrasse nenhum valor para os 
sócios ou para os acionistas.
Ativos = Passivos. 
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b. Situação Líquida Positiva: 
Aqui denominamos como riqueza própria, também conhecida como situação líquida 
positiva, ativa ou superavitária. Neste caso, o totalde bens e direitos supera o valor das obrigações, 
algo que é o mais desejado pelas organizações, já que apresenta um alívio financeiro. Mas, isto só 
acontece quando o Ativo é maior que o Passivo.
Observando a situação líquida positiva, podemos verificar que o Ativo é maior que o 
Passivo e sobra da diferença dessa equação é representado pelo Patrimônio Líquido. A situação 
líquida superavitária é um cenário positivo e, em caso de necessidade de liquidação da entidade, 
a empresa ainda teria riqueza líquida ou patrimônio líquido, referente à parte dos proprietários.
Geralmente, trata-se de uma situação patrimonial que ocorre no início da formação do 
capital, quando a empresa está sendo constituída, sendo que o Patrimônio Líquido é o grupo em 
que fica o Capital Social e o Ativo é a contrapartida natural desse valor. Este pode ser absorvido 
de diferentes formas: em Dinheiro, no caixa ou em bancos, na forma de Mercadorias ou de outros 
ativos (IUDICIDUS, 2020). 
Estas situações patrimoniais irão ocorrer em diferentes momentos da empresa e não 
necessariamente uma organização irá passar por todas elas ou ainda permanecerá em uma 
situação por muito tempo, todas fazem parte das mutações patrimoniais a que estas estão sujeitas 
na dinâmica na qual registra suas mutações. De acordo com Marion (2018), uma situação também 
pouco explorada é quando a empresa se encontra em fase de liquidação. Esta, é conhecida como 
Situação Líquida Igual a Passivo, momento em que não há ativos, apenas obrigações. Assim, 
quando a firma está prestes a liquidar as suas atividades, poderá apresentar esse tipo de quadro. 
Outra possibilidade, não tão positiva, é conhecida como Passivo a Descoberto, ou 
Patrimônio Líquido Negativo. Neste caso, a empresa apresenta dificuldades de liquidez, o que a 
impede de manter as suas atividades de forma normal e liquidar os valores que possui para pagar 
e, consequentemente, continuar o negócio como um todo.
Assim, é possível compreender que ela não tem riqueza própria, apresenta mais dívidas 
que ativos, o que a coloca em uma situação bastante complicada. Agora, partindo do pressuposto 
de que o objetivo de uma empresa é o lucro, como elas apuram os seus resultados?
Quando a empresa apresenta passivo a descoberto, as suas dívidas são tão 
grandes que ela tem uma inexistência de riqueza própria. Logo, o seu Patrimônio 
Líquido fica representado do lado do Ativo, somente para fins de manutenção 
do equilíbrio. Neste ponto, a empresa entra em um movimento constante de 
dificuldades, já que não consegue mais liquidez e também não possui, em grande 
parte do tempo, crédito no mercado para arcar com seus compromissos. 
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4. TIPOS DE CAPITAL 
O Patrimônio Líquido, assim como o Passivo, representa parte das fontes de recurso das 
organizações. A diferença é que são fontes de recursos próprias, advindas dos valores investidos 
por sócios ou dos próprios resultados. Segundo definição do CPC 00, “[...] é o interesse residual 
nos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus passivos” (PADOVEZE, 2017).
A natureza das contas do Patrimônio Líquido é credora. Contudo, assim como nos ativos 
e nos passivos, há algumas exceções, representadas pelas contas retificadoras, que, no caso, são 
devedoras e servem para reduzir o valor do Patrimônio Líquido e representar adequadamente a 
situação patrimonial e financeira da entidade.
Inicialmente, o capital social representa os valores investidos pelos sócios da empresa, mas, 
com o passar do tempo, pode passar por aumentos em decorrência da incorporação de resultados 
da entidade a essa conta. De acordo com Crepaldi (2019), o capital social denota os valores 
recebidos dos sócios e os gerados pela empresa que tenham sido formalmente (juridicamente) 
incorporados ao capital (lucros aos quais os sócios renunciaram e incorporaram como capital).
Essas contas representam boa parte da riqueza própria de uma entidade. Sendo assim, 
acompanhar sua evolução permite que o usuário identifique se a empresa tem obtido resultados 
positivos (lucro) ou se tem aumentado seu capital próprio por meio de novos aportes dos sócios.
As contas de reserva de capital demonstram uma parte da destinação dos resultados das 
empresas. Isso acontece porque, desde a Lei n. 11.638/2007 (PADOVEZE, 2017), elas têm que 
destinar seu lucro para distribuição a sócios e investidores, por meio de dividendos ou juros 
sobre o capital próprio, ou retê-lo por meio de reservas, no que denominamos reservas de lucros. 
Outra forma de constituir reservas é quando os acionistas entregam valores à organização, o que 
chamamos de reservas de capital.
As reservas devem ter finalidades específicas. Sendo assim, as reservas de lucro podem ser: 
legal, estatutária, para contingências, de lucros a realizar, de lucros para expansão e de incentivos 
fiscais. Já as reservas de capital contemplam: contas de ágio na emissão de ações, reserva especial 
de ágio na incorporação, alienação de partes beneficiárias e alienação de bônus de subscrição 
(MARION, 2018).
As reservas para contingências, por exemplo, só são constituídas em caso de haver a 
previsão de algum problema futuro pela entidade, que requeira o uso de recursos adicionais para 
o cumprimento de obrigações ou para o reparo de danos a seu patrimônio. É o caso de empresas 
do agronegócio, que constituem esse tipo de reserva para minimizar os efeitos de chuvas ou de 
secas sobre plantações.
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5. ORIGEM E APLICAÇÃO DOS RECURSOS 
A função econômica da contabilidade pode ser compreendida toda vez que ela apura o 
seu resultado, seja este lucro ou prejuízo. Quando isso ocorre, ela confronta Receitas que, em um 
conceito amplo e em grande parte, estão relacionadas à atividade principal, e também aos custos 
e despesas da empresa. Cabe ressaltar que os custos são utilizados para obtenção de receitas, e as 
despesas para a manutenção da atividade principal da organização.
 
Figura 2 – Proteção Financeira. Fonte: Pixabay (2023).
Neste caso, a função econômica da contabilidade é apurada na Demonstração do 
Resultado (DRE) ou ainda conforme denomina o CPC 26 (R1) “Demonstração do Resultado do 
Período”, que entre outras, é uma das demonstrações contábeis obrigatórias. Porém, ela deve ser 
complementada pela função financeira que é apresentada no Balanço Patrimonial e que apresenta 
informações como os recursos disponíveis, valores a receber e a pagar e a riqueza líquida.
Conhecer os fundamentos do planejamento dos recursos e origens dos bens e direitos, seus 
detalhes, modalidades e principais características, permite ao auditor melhorar suas habilidades 
em relação à elaboração de programas e planos de auditoria, melhorando todos os processos 
envolvidos na etapa de execução da auditoria.
Além de conhecer sobre o planejamento em si, ter conhecimentos de ferramentas 
administrativas voltadas a ele também amplia as habilidades teóricas e práticas de um profissional 
da área da contabilidade. Utilizar tais ferramentas permite não só melhorias no planejamento 
prévio das ações, mas também melhora nas etapas como o controle de riscos e a gestão da 
qualidade em seus processos.
Ferramentas de planejamento servem como um importante meio para que o auditor 
consiga melhorar e aprimorar suas técnicas e conhecimentos em busca de melhorias contínuas, o 
que, consequentemente, permitirá, também, melhorias à empresa.
É fundamental conhecer e saber como aplicar o planejamento que está ao redor das 
aplicações em recursos e suas ferramentas nas práticas de auditoria contábil, a fim de usufruir de 
seus benefícios e tornar os processos e práticas mais eficientes e produtivos.
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6. BALANÇO PATRIMONIAL 
Algumas demonstrações financeiras (ou contábeis), a dependerda modalidade 
e composição jurídica da empresa podem apresentar caráter obrigatório. O caráter de 
obrigatoriedade condiz com o processo de divulgação das informações ao público em geral, e 
não em sua realização, isto é, a realização de controle contábil.
As empresas, independentemente de seu porte ou natureza jurídica, devem manter 
escrituração contábil completa, em documentos denominados livro diário, para controlar o seu 
patrimônio e gerenciar adequadamente suas operações (CREPALDI, 2019).
Por exemplo, empresas de Sociedade Limitada, as Ltda., necessitam elaborar suas 
demonstrações financeiras e apresentá-las ao Fisco (governo, responsável por recolher os 
impostos). Por outro lado, empresas com capital dividido em ações, as S/A, devem realizar os seus 
controles contábeis e divulgá-los em meios de grande circulação, como jornais, sites ou outros 
meios (MARION, 2018).
O objetivo do CPC 26 é garantir que as demonstrações contábeis forneçam informações 
relevantes e confiáveis, que auxiliem os usuários na avaliação da posição financeira, desempenho 
e fluxos de caixa de uma entidade. Essas informações são essenciais para que os usuários possam 
tomar decisões informadas sobre a alocação de recursos.
O CPC 26 se aplica a todas as entidades que elaboram e apresentam demonstrações 
contábeis de propósito geral, independentemente do seu porte ou natureza jurídica. Essas 
demonstrações incluem balanço patrimonial, demonstração do resultado, demonstração dos 
lucros ou prejuízos acumulados, demonstração dos fluxos de caixa e notas explicativas.
Outra mudança importante é a exigência de divulgação das políticas contábeis utilizadas 
e das estimativas significativas adotadas na preparação das demonstrações financeiras. Isso visa 
fornecer aos usuários das demonstrações uma maior clareza sobre os critérios utilizados na 
elaboração dos registros contábeis.
É importante observar que o CPC 26 exige que as demonstrações financeiras sejam 
apresentadas de forma comparativa com o período anterior. Isso permite aos usuários avaliar as 
mudanças ocorridas ao longo do tempo e compreender a evolução dos indicadores financeiros 
da entidade.
O cumprimento do CPC 26 impacta diretamente na forma como as empresas elaboram 
suas demonstrações financeiras. As entidades precisam se certificar de que suas demonstrações 
estejam em conformidade com todas as exigências da norma, garantindo a transparência e a 
confiabilidade das informações contábeis. Portanto, o impacto do CPC 26 nas demonstrações 
financeiras é significativo uma vez que a norma estabelece diretrizes claras e objetivas para a 
apresentação das informações contábeis. O cumprimento dessas diretrizes contribui para uma 
melhor compreensão e análise das demonstrações financeiras por parte dos usuários, fortalecendo 
a credibilidade das informações contábeis apresentadas pelas entidades.
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A elaboração dos documentos contábeis por caráter obrigatório por parte do governo e 
órgãos reguladores é benéfica não só à empresa, pois permite com que ela controle seu patrimônio, 
bem como as suas mutações, mas também permite benefícios ao mercado em geral, seja por 
meio dos clientes, dos concorrentes, fornecedores e os funcionários da empresa. Todos esses 
stakeholders dependem dos resultados financeiros da empresa, cada um a seu modo.
A estrutura do Balanço Patrimonial é dividida em três grupos principais:
• Ativos: todas as disponibilidades e direitos financeiros da empresa.
• Passivos: responsabilidades, dívidas e obrigações de pagamento.
• Patrimônio Líquido: lucros ou prejuízos, reservas de capital, capital disponível aos 
sócios.
ATIVO PASSIVO
Ativo Circulante Passivo Circulante 
Ativo Não Circulante Passivo Não Circulante
Patrimônio Líquido 
Total do Ativo Total do Passivo
Quadro 1 – Balanço Patrimonial. Fonte: O autor (2023).
O enfoque do BP está em registrar de forma eficiente todo o patrimônio da empresa, 
bem como as suas alterações no decorrer do exercício contábil, que nada mais é do que o ano 
de operações da empresa. Segundo afirma Marion (2021), “[...] o balanço patrimonial é o mais 
importante relatório gerado pela contabilidade, pois através dele pode-se identificar a saúde 
financeira e econômica da empresa em uma data pré-determinada” (MARION, 2021). 
O balanço demonstra, por exemplo, quanto a empresa possui de dinheiro em caixa, em 
investimentos de curto ou longo prazo, quais são os valores dispostos em seus estoques, em suas 
máquinas, analisando também a estrutura de custos e despesas, dívidas, obrigações de pagamento 
de curto, médio e longo prazo, e, por fim, analisa quanto de capital foi agregado ao patrimônio 
de seus sócios.
Na contabilidade, o BP não só representa formas de controle sobre as realidades 
econômico-financeiras da empresa, mas possibilita também um melhor controle em relação 
ao seu planejamento. Ao controlar e conhecer a realidade empresarial em dado momento, cabe 
a empresa realizar o planejamento de ações com o objetivo de agregar valor à suas operações, 
melhorando seus resultados seja no sentido de aumentar ativos ou diminuir passivos.
Para complementar nossos estudos, vamos conversar um pouco 
mais sobre como o Balanço Patrimonial atua dentro da tomada 
de decisão gerencial e o controle das atividades financeiras 
dentro das ações contábeis. ANÁLISE DAS CONTAS DO 
BALANÇO PATRIMONIAL E DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO 
COMO FERRAMENTA DE CONTROLE PARA CONTROLADORIA. 
Disponível em: http://ensinosuperior.sed.sc.gov.br/wp-content/
uploads/2016/03/ARTIGO-MAICON-CESAR-DE-SOUZA.pdf. 
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Evidencia-se, novamente, a importância da contabilidade na função de apoio à 
administração de empresas, pois fornece subsídio para o planejamento, organização, execução e 
controle de inúmeras tarefas organizacionais.
7. CPC – COMITÊ DOS PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS
Para atrair investimentos e auxiliar no desenvolvimento da economia local, organizações 
governamentais e não governamentais, com ou sem fins lucrativos, precisaram melhorar a 
qualidade e a confiabilidade das demonstrações financeiras produzidas no Brasil para, assim, 
obter mais credibilidade no contexto mundial.
Assim, em 2008, institui-se o CPC 00, que marca o início da convergência das Normas 
Brasileiras de Contabilidade com as Normas Internacionais IFRS (International Federal Reporting 
Standards – Padrões Internacionais para relatórios financeiros) e orienta os normativos contábeis 
brasileiros a seguirem uma Estrutura Conceitual Básica.
O CPC 00 foi instituído em 2008 e elevou o nível da contabilidade brasileira à altura do 
Generally Accepted Accounting Principles (GAAP) – Princípios Contábeis Geralmente Aceitos, 
em português. Esses Princípios Contábeis (GAAP) foram, por muitos anos, os norteadores para 
a elaboração de normas contábeis. Essa mudança possibilitou que a contabilidade brasileira 
começasse a ser comparada a padrões internacionais.
Dessa forma, em 2011 o CPC revogou o pronunciamento adotado em 2008 e aprovou 
uma nova versão do pronunciamento conceitual básico, consonante a uma revisão efetuada pelo 
IASB um ano antes, em 2010. Houve mudanças significativas nessa revisão, como a reformulação 
das características qualitativas da informação. 
O pronunciamento conceitual tem o claro objetivo de estabelecer conceitos que visam 
fundamentar a preparação e a apresentação das demonstrações contábeis com foco nos usuários 
externos. Para tanto, são abordados, dentre outros assuntos, os objetivos das demonstrações 
Vale ressaltar que a estrutura do BP prevê o balanço de suas contas, ou seja, o total 
dos ativos deve ser exatamente igual à soma de Passivos e Patrimônio Líquido. 
Sua estrutura permite analisar detalhadamente a estrutura de seu patrimônio e 
a partir destas análises surgem diferentes índices financeiros, importantíssimos 
para diferentesfunções gerenciais nos processos de gestão financeira.
Para complementar nossos estudos, segue um vídeo que nos 
descreve a importância dos CPC’s e suas variações nas rotinas 
contábeis. Descomplicando os CPC´s (Comitê de Pronunciamentos 
Contábeis). Contabilizando. Disponível em: https://www.youtube.
com/watch?v=a3jbyfovb4Q. 
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contábeis, as características qualitativas da informação, a definição, formas de reconhecimento 
e critérios de medição dos elementos componentes das demonstrações contábeis (ativos, 
passivos, patrimônio líquido, receitas e despesas), além dos conceitos de capital e manutenção 
de capital. Nesse sentido, o pronunciamento conceitual básico difere da proposta dos demais 
pronunciamentos contábeis, os quais têm o objetivo de estabelecer como fazer, e não de explicar 
as premissas básicas e conceitos do porquê fazer. 
Essa estrutura conceitual, tanto aqui no Brasil quanto no exterior, surgiu após anos de 
tentativas de se estabelecerem princípios e conceitos gerais que pudessem orientar os profissionais 
de modo geral. Discorreremos sobre os tópicos desse pronunciamento conceitual básico, tecendo 
comentários sobre a situação atual. Em seguida, apresentaremos uma breve evolução da estrutura 
conceitual básica da contabilidade até a concepção atual.
O atual Pronunciamento Conceitual Básico (R1) – Estrutura Conceitual para Elaboração 
e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro (CPC, 2011) – é um documento não finalizado. 
Possui capítulos já previstos, mas ainda não redigidos. Tal informação consta, inclusive, no 
prefácio do pronunciamento: O International Accounting Standards Board – IASB está em pleno 
processo de atualização de sua Estrutura Conceitual. 
O projeto dessa Estrutura Conceitual está sendo conduzido em fases. À medida que 
um capítulo é finalizado, itens da Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das 
Demonstrações Contábeis, que foi emitida em 1989, vão sendo substituídos (CPC, 2011, p. 1).
No pronunciamento conceitual de 2008, eram previstos diversos usuários da informação 
contábil: investidores, empregados, credores por empréstimos, fornecedores e outros credores 
comerciais, clientes, governo e suas agências e público. 
No entanto, a revisão de 2011 clarifica que, apesar de as informações de natureza 
contábil serem demandadas por diversos tipos de usuários, as demonstrações produzidas à luz 
dos pronunciamentos contábeis destinam-se, especificamente, a dois usuários da informação 
contábil, quais sejam: 
• Investidores: os acionistas (sócios) da entidade que injetam recursos e esperam retornos 
com seu investimento e, portanto, demandam os relatórios produzidos pela contabilidade, 
os quais mostram a situação econômico-financeira da entidade. 
• Credores: subdivididos em credores por empréstimos (geralmente bancos) e outros 
credores (por exemplo, fornecedores), os quais financiam as atividades da entidade e 
precisam de razoável segurança de que esta cumprirá com as obrigações assumidas. 
A visibilidade da situação geral da entidade é obtida por meio dos relatórios emanados da 
contabilidade, preparados sob o prisma dos pronunciamentos contábeis.
Em 2011, o CPC 00 foi aprimorado, o que garantiu uma melhor divisão das qualidades 
necessárias para que uma informação econômico-financeira fosse útil ao usuário. Dessa forma, 
as informações contábeis passaram a ser divididas em: características qualitativas fundamentais 
(Relevância, Materialidade e Representação Fidedigna) e as de melhoria (Comparabilidade, 
Verificabilidade, Tempestividade e Compreensibilidade).
Na década de 1990, o Brasil passou por uma de suas maiores crises inflacionárias, 
atingindo o que os estudiosos chamaram de hiperinflação. Para que se tenha noção dos motivos 
que levaram os especialistas a definir o período com o termo hiper, podemos destacar a inflação 
de 1990, que fechou o ano em 1.476,56%, conforme destaca Crepaldi (2019).
Por fim, podemos dizer a convergência da contabilidade brasileira com os padrões 
internacionais conferiu maior cientificidade à atividade contábil, o que a tornou mais adequada 
aos usuários da informação. Isso impactou diretamente a formação dos profissionais, que, em 
vez de serem puramente técnicos, se formaram como profissionais carregados de competências 
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ligadas ao desenvolvimento da Ciência Contábil.
A estrutura conceitual da contabilidade brasileira para a elaboração de demonstrações 
contábeis apresenta alinhamento, ainda, com o Conceptual Framework for the Preparation of 
Financial Statements (Estrutura Conceitual para a Elaboração das Demonstrações Contábeis) do 
IASB. Isso acontece porque essa estrutura envolve objetivos e pressupostos básicos, características 
qualitativas da informação, reconhecimento, avaliação e mensuração das demonstrações, além 
do capital e de sua manutenção, como nos alerta Padoveze (2017).
A estrutura do CPC 00 é dividida em quatro capítulos, de acordo com Padoveze (2017):
1. Apresenta o objetivo da elaboração e da divulgação de relatório contábil-financeiro; 
2. Deve apresenta orientações sobre a entidade que reporta a informação. Porém este 
capítulo é apresentado no CPC 00 como a ser acrescentado futuramente, pois não está pronto;
3. Apresenta as características qualitativas da informação contábil-financeira, dando ao 
contador os direcionamentos necessários para produzir e apresentar uma informação contábil 
útil aos seus usuários;
4. Apresenta um texto remanescente da Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade, 
elaborada em 1989. 
Nesse último capítulo do pronunciamento CPC 00, são apresentadas orientações sobre 
os elementos das demonstrações contábeis e seus critérios de reconhecimento e mensuração, por 
exemplo.
8. PRINCÍPIOS CONTÁBEIS 
Os princípios fundamentais de contabilidade correspondem a um conjunto de normas, 
regras e conceitos que direcionam a profissão contábil. No período da Revolução Industrial, no 
século XIX, durante a evolução da história da contabilidade, surgiram diversas empresas que 
tinham a necessidade de efetuar registros, mensurar e controlar o patrimônio. 
Da mesma forma, surgiram os mercados de capitais. Muitos investidores tinham interesse 
na posição patrimonial, econômica e financeira das organizações para poderem decidir os meios 
de investimentos.
Porém, nesse mesmo período, não existiam regulamentações para as informações 
contábeis. Sabemos que alguns países faziam o registro das receitas somente quando recebiam o 
dinheiro, enquanto em outros as receitas eram identificadas no momento em que eram geradas. 
Da forma como as informações eram registradas, ou seja, de acordo com cada empresa, ficava 
difícil comparar balanços e demonstrações de resultados, mesmo entre empresas com a mesma 
segmentação. 
Assim, os profissionais da contabilidade da época elaboraram regras básicas, 
impostas a todos os países, com o objetivo de interpretar os dados contábeis das 
organizações.
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De acordo com a Lei nº. 6.404, de 15 de dezembro de 1976, art. 177, a contabilidade é 
normatizada de forma rigorosa. Para que as informações sejam apresentadas de modo correto, o 
profissional deve seguir o que é imposto por seus princípios: Art. 177. A escrituração da companhia 
será mantida em registros permanentes, com obediência aos preceitos da legislação comercial e 
desta Lei e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou 
critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime 
de competência (BRASIL, 1976).
Figura 3 – Equilíbrio das Contas. Fonte: Pixabay (2023).
A Resolução CFC nº. 1.282, de 28 de maio de 2010, alterou e consolidou a Resolução CFC 
nº. 750, de 29 de dezembro de 1993, que dá ênfaseaos princípios de contabilidade (CONSELHO, 
2010). 
O Brasil adotou as normas internacionais de contabilidade, e os princípios contábeis 
passaram a ser entendidos de maneira indireta pelo Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2), 
emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, que trata da Estrutura Conceitual para 
Relatório Financeiro. Entretanto, alguns princípios apresentam importância em serem conhecidos 
e seguidos, como os da entidade; continuidade; oportunidade; registro pelo valor original; e 
competência.
Os princípios fundamentais da contabilidade são os alicerces sobre os quais a contabilidade 
se baseia. Eles estão contemplados no CPC 00 e são:
• Entidade — reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade e garante a autonomia 
patrimonial. Afirma a importância em separar o patrimônio individual do proprietário 
daquele que pertence à entidade.
• Continuidade — causa efeitos no valor econômico dos ativos e pode ainda influenciar 
o valor ou o vencimento dos passivos, principalmente se o término da entidade possuir 
prazo estabelecido ou previsível.
• Oportunidade — corresponde, respectivamente, à tempestividade e à integridade 
do registro patrimonial e das suas variações, estabelecendo que este seja realizado de 
modo instantâneo e com a expansão adequada, independentemente dos motivos que os 
originaram.
• Registro pelo valor original — os elementos patrimoniais precisam ser registrados 
conforme os valores originais das operações com o mundo exterior, evidenciados a valor 
presente na moeda do país, que se manterão conservados na avaliação das mutações 
patrimoniais posteriores.
• Competência — as receitas e as despesas precisam ser consideradas na apuração do 
resultado, de acordo com o período em que aconteceram, continuamente quando se 
correlacionarem, desconsiderando seu recebimento ou pagamento.
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A NBC TG Estrutura Conceitual, de 21 de novembro de 2019 – correlacionada ao 
Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2), Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação 
de Relatório Contábil-Financeiro – apresenta, no Capítulo 2, as características qualitativas de 
informações financeiras úteis, dividindo-se em dois grupos: as características qualitativas 
fundamentais, que são relevância e representação fidedigna, e as características qualitativas de 
melhoria, sendo representadas por comparabilidade, capacidade de verificação, tempestividade 
e compreensibilidade.
No setor público, que possui norma específica desde 2016, por meio da NBC TSP 
– Estrutura Conceitual, é possível consultar no Capítulo 3 as características qualitativas da 
informação incluída nos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público 
(RCPGs), que são relevância, representação fidedigna, compreensibilidade, tempestividade, 
comparabilidade e verificabilidade. 
Além dessas, existem as restrições inerentes à informação contida nos RCPGs, que 
são materialidade, custo-benefício e alcance do equilíbrio apropriado entre as características 
qualitativa. 
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CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Desta forma, é importante destacar que o reporte de informações contábeis-financeiras 
deve sempre prezar pelas características de utilidade da informação e de representação fidedigna. 
Mas, ao realizar esse controle de patrimônio, a Contabilidade precisa dividi-lo e categorizá-lo de 
forma a tornar a informação compreensível. Sendo assim, nesse capitulo entenderemos como a 
contabilidade representa o patrimônio por meio de composições contábeis.
Se, diante das informações do Balanço Patrimonial (BP), por exemplo, mostramos a 
redução do patrimônio e o aumento no grau de endividamento de uma organização, então, a 
gestão da empresa pode adotar medidas no sentido de reduzir a dívida, com a negociação da 
dívida e perspectivas de aumento na receita. 
O princípio contábil visa uniformizar o pilar do exercício da profissão, da conduta do 
profissional contábil e da constituição ou desenvolvimento das demonstrações contábeis. Eles são 
considerados primordiais e buscam eliminar ou reduzir as aleatórias modificações dos métodos, 
decorrentes de ideias distintas relacionadas à função da contabilidade.
Para que possamos atingir a finalidade da contabilidade produção de informação contábil 
financeira útil para a tomada de decisão, é fundamental compreender como o patrimônio de uma 
entidade é afetado pela dinâmica patrimonial.
Nesse sentido, pode-se dizer que o patrimônio de uma entidade tem seu valor aumentado 
ou prejudicado no desenvolvimento de suas atividades. Ou seja, a venda de produtos e mercadorias, 
ou a prestação de serviços, geram resultados (lucro ou prejuízo) que acabam por modificar o 
patrimônio.
Para compreender essa dinâmica patrimonial, é necessário entender que o resultado de 
uma entidade em um determinado período de tempo, seja lucro ou prejuízo, é composto por 
receitas, custos, despesas e receitas, sendo o estudo desses elementos fundamental para medir e 
avaliar o desempenho de uma entidade na geração de benefícios econômicos e, consequentemente, 
para a gestão de seu patrimônio.
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SUMÁRIO DA UNIDADE
INTRODUÇÃO ...............................................................................................................................................................32
1. CONCEITUALIZAÇÃO DOS DÉBITO E CRÉDITO ....................................................................................................33
2. NATUREZA E MOVIMENTAÇÃO DAS CONTAS CONTÁBEIS ................................................................................33
3. MECANISMOS DE DÉBITO E CRÉDITO .................................................................................................................34
4. TEORIA DAS CONTAS ............................................................................................................................................35
5. CONTAS DE CUSTOS...............................................................................................................................................38
CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................................................................................... 41
ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL
PROF. DR. ANDRÉ DE FARIA THOMÁZ
ENSINO A DISTÂNCIA
DISCIPLINA:
CONTABILIDADE GERAL I
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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
INTRODUÇÃO
Para entender a figura e compreender a natureza das contas, imagine a constituição de 
uma empresa: para dar início às atividades operacionais, os sócios investem dinheiro na empresa, 
o qual é representado pela conta contábil Capital Social. Agora, use a sua imaginação e se 
coloque no lugar dessa conta, afinal, segundo a teoria personalista, cada conta possui sua própria 
personalidade. Assim, você, enquanto conta contábil, fornece dinheiro para a empresa, por isso, 
você, enquanto conta contábil, fica com crédito com a empresa. Assim, como as contas do passivo 
e patrimônio líquido representam fontes de recursos, elas sempre ficam com créditos na empresa, 
daí, então, a sua natureza credora.
Agora, ainda utilizando a sua imaginação, coloque-se no lugar da conta caixa.
A empresa recebeu dinheiro dos sócios e aplicou esse recurso em você, enquanto conta 
contábil, assim você fica com um compromisso com a empresa, ou seja, torna-se devedor(a). 
Quando a empresa precisar do dinheiro, você devolverá o recurso a ela. Assim, como as contas do 
ativo representam aplicação de recursos, elas sempre ficam devedoras para a empresa, daí, então, 
a sua natureza devedora. As contas de resultado, por sua vez, impactam no patrimônio líquido. 
Dessa forma, como as receitas provocam aumento no patrimônio líquido, elas possuem natureza 
credora; por outro lado, como as despesas diminuem

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