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Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Unidade 1 Introdução à Contabilidade Aula 1 Fundamentos da Contabilidade Fundamentos da contabilidade Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Olá, estudante! Boas-vindas a esta videoaula na qual exploraremos os princípios e os fundamentos introdutórios da contabilidade. Durante nossa jornada, mergulharemos nos conceitos, no objeto e nas aplicações dessa ciência, visando proporcionar-lhe uma compreensão sólida sobre como as informações contábeis contribuem para a tomada de decisões dos usuários da informação. Cada um desses usuários busca obter informações sobre a realidade das entidades para orientar suas escolhas. Este convite é para explorarmos juntos esses conhecimentos essenciais que formam a base da contabilidade. Vamos lá! Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula você estudará os conceitos fundamentais da ciência contábil, a �m de que possa compreender o papel da contabilidade, seu objeto de estudo e sua aplicação. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Considerando que o objetivo da contabilidade é estudar e controlar o patrimônio, o contador tem um papel fundamental na sociedade, pois é ele quem produz a informação e a distribui para seus usuários, que a utilizarão de acordo com suas necessidades para a tomada de decisão. Nesse sentido, guiaremos nossas discussões a partir das seguintes perguntas: o que é contabilidade? Qual seu objeto de estudo e sua aplicabilidade? Quem utiliza as informações geradas? Existe diferença entre os usuários da informação? As informações geradas pela ciência contábil são utilizadas para auxiliar a tomada de decisão? Essas são apenas algumas das questões fundamentais que precisamos explorar à medida que embarcamos nesta jornada pelo universo contábil. Durante esta aula, exploraremos juntos conceitos importantes que o capacitarão a responder a essas perguntas. Esses conhecimentos introdutórios são essenciais para que você compreenda o funcionamento da contabilidade e seu papel como ferramenta crucial no suporte à tomada de decisões em diversos contextos. Vamos Começar! Conceito de contabilidade A contabilidade pode ser entendida simplesmente como sistemas de informações. Nesse sentido, além de coletar dados econômicos – de fatos e de eventos –, processa-os mediante registros contábeis para gerar informações úteis ao processo de tomada de decisão. Segundo Marion (2023), a contabilidade fornece o máximo de informações úteis ao processo decisório dentro e fora das organizações, algo que, ao longo de sua existência, sempre foi sua função. Pode-se dizer que as informações geradas pela contabilidade, inicialmente, são as de natureza patrimonial, econômica e �nanceira. Além disso, a contabilidade existe para controle e para gestão (vide Figura 1), de modo que os responsáveis pelas organizações utilizam essas informações para conduzir o rumo das empresas. Ela serve também aos interesses daqueles que estão em uma relação com organizações como entidades governamentais, fornecedores, bancos, sociedades em geral, entre outros. A contabilidade é classi�cada como uma ciência social, uma vez que é in�uenciada pelas ações humanas e evolui em resposta às demandas da sociedade. Embora muitos associem, de forma equivocada, a contabilidade a uma ciência exata devido à presença da matemática e de números em suas operações, é importante considerar o propósito e a �nalidade subjacentes desse campo do conhecimento para determinar sua verdadeira natureza cientí�ca. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Figura 1 | Utilidades da contabilidade Siga em Frente... Patrimônio como objeto de estudo da contabilidade Essencialmente, a contabilidade busca fornecer informações relevantes e con�áveis sobre o patrimônio de uma entidade, sendo este o objeto de estudo central da contabilidade, visto que todas as informações relativas a uma entidade ou afetam o patrimônio ou convergem para ele. Conforme destaca Padoveze (2016, p. 3), “podemos de�nir a contabilidade como o sistema de informação que controla o patrimônio de uma entidade. Uma entidade contábil é o conjunto patrimonial pertencente a uma pessoa jurídica ou pessoa física”. Para entender melhor isso, é preciso compreender o signi�cado de patrimônio e controle no contexto contábil. O patrimônio representa o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma pessoa física ou de uma empresa (ou organização, entidade, etc.). São os recursos que uma empresa tem à disposição, conjugados com as dívidas que possui. São aqueles itens que a civilização convencionou chamar de riquezas, por serem raros, úteis, fungíveis (característica de troca), tangíveis, desejáveis, etc. (Padoveze, 2016). Acerca disso, o aspecto do controle está relacionado à coleta, ao armazenamento e ao processamento de dados advindos dos fatos que alteram o patrimônio e que servirão de base para gerar as informações. O controle na contabilidade desempenha um papel fundamental na administração do patrimônio das entidades, pois envolve a implementação de medidas e procedimentos que visam assegurar a integridade e a con�abilidade das informações. Isso inclui a correta identi�cação, a mensuração e o registro dos elementos patrimoniais, bem como o monitoramento constante para detectar possíveis irregularidades. Em suma, o objetivo básico da contabilidade é o fornecimento de informações úteis relativas ao patrimônio aos usuários, para que possam tomar decisões conscientes. Na atualidade, o objetivo da contabilidade envolve os aspectos econômico-�nanceiros, sociais e ambientais (Iudícibus, 2021). Aplicações A contabilidade pode ser abordada de maneira ampla, aplicável a todas as empresas, ou de forma especí�ca, focada em setores ou ramos de atividade especí�cos. Segundo Marion (2023), Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA dependendo do tipo de entidade, a contabilidade recebe denominações distintas: comercial para empresas comerciais, industrial para indústrias, pública para órgãos governamentais, bancária para instituições �nanceiras, hospitalar para estabelecimentos de saúde, agropecuária para o setor agrícola e pecuário, securitária para empresas de seguros, do terceiro setor para entidades não lucrativas, entre outras. Tomada de decisão e usuários da contabilidade Conforme já aprendemos, como o foco da contabilidade é o controle do patrimônio, é possível inferir que o contador tem um papel de extrema importância na sociedade, pois é ele quem produz as informações e as distribui para os indivíduos que as usarão segundo suas necessidades para a tomada de decisão. E como isso ocorre? Quando as demonstrações contábeis são geradas, o pro�ssional contábil fornece aos usuários, aos destinatários, relatórios da informação para conhecerem a situação da empresa (Marion, 2023). Dessa forma, os usuários da informação, por meio de relatórios contábeis, recordam os fatos acontecidos, analisam os resultados obtidos, as causas que levaram àqueles resultados e tomam suas decisões de forma mais assertiva (Marion, 2023). Os usuários das informações contábeis incluem uma variedade de partes interessadas (stakeholders) que buscam entender a situação contábil de uma empresa a partir dessas informações e que as utilizam para diversas �nalidades. Esses usuários podem ser categorizados em dois grupos distintos: internos e externos. Vamos compreender as diferenças entre eles? Os usuários internos incluem gestores, administradores, sócio-empreendedores, diretores e todos aqueles que têm uma atuação ligada à rotina diária das empresas ou que estão envolvidos nos aspectos internos, estratégicos e operacionais. Eles utilizam relatórios contábeis para avaliar o desempenho da empresa, monitorar orçamentos e planejar metas futuras, por exemplo.da Unidade https://revistaft.com.br/relevancia-da-analise-e-compreensao-da-estrutura-das-demonstracoes-contabeis-para-gestao-das-organizacoes/ https://revistaft.com.br/relevancia-da-analise-e-compreensao-da-estrutura-das-demonstracoes-contabeis-para-gestao-das-organizacoes/ http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/race/article/download/23711/14499 http://atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/viewFile/3424/2617 https://mail.revista.ajes.edu.br/index.php/rca/article/download/356/271 https://revistaft.com.br/relevancia-da-analise-e-compreensao-da-estrutura-das-demonstracoes-contabeis-para-gestao-das-organizacoes/ https://revistaft.com.br/relevancia-da-analise-e-compreensao-da-estrutura-das-demonstracoes-contabeis-para-gestao-das-organizacoes/ Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Introdução à contabilidade Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Olá, estudante! Na videoaula de encerramento desta unidade, abordaremos os desa�os da contabilidade introdutória, tratando, a partir de uma visão geral, dos fundamentos da contabilidade e de suas bases legais e normativas. Além disso, retomaremos o conceito de patrimônio e seu re�exo nas estruturas de relatórios contábeis, a �m de que você possa �xar o conhecimento acerca do conjunto das demonstrações contábeis. Por �m, proporemos uma re�exão sobre a importância da contabilidade no apoio ao processo de tomada de decisão. Vamos juntos nesta jornada de aprendizado! Ponto de Chegada Olá, estudante! Para desenvolver as competências desta unidade, que são compreender os fundamentos e a aplicação prática da contabilidade, levando em consideração as bases legais e normativas que a regem, e entender os fundamentos da contabilidade que sustentam os princípios contábeis, compreendendo o conceito de patrimônio e que elementos de ativo, passivo e patrimônio líquido estão inter-relacionados para desenvolver a capacidade de elaborar e interpretar as demonstrações contábeis fundamentais, você precisou, primeiramente, estudar os conceitos fundamentais que estruturam a contabilidade. Esse conhecimento o ajudou a relacionar os tipos de informações contábeis dentro dos padrões legais e normativos exigidos. Para alcançar essas competências, você explorou inicialmente os conceitos fundamentais de contabilidade, entendendo o que é patrimônio e como ele se constitui dos elementos de ativo, passivo e patrimônio líquido. Essa base conceitual foi imprescindível para o avanço na compreensão das estruturas das demonstrações contábeis, como Balanço Patrimonial e Demonstração do Resultado do Exercício. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Na sequência, você se aprofundou nas bases legais e normativas que regem a contabilidade no Brasil, incluindo os princípios contábeis geralmente aceitos e as normas emitidas por órgãos reguladores. Esse estudo foi fundamental para garantir que a prática contábil esteja em conformidade com as exigências legais e éticas da pro�ssão. Além disso, a unidade abordou a elaboração e a interpretação das demonstrações contábeis fundamentais. Com isso, você aprendeu sobre o conjunto das demonstrações contábeis e as regras aplicáveis a ele. Esse processo ajudou a solidi�car sua compreensão de como a contabilidade retrata a realidade das empresas. A partir de agora, estudante, com o intuito de reforçar as competências desenvolvidas, é essencial praticar a análise dessas demonstrações sempre que possível, identi�cando como as decisões empresariais impactam a saúde �nanceira das empresas. Ao �nal desta unidade, esperamos que você esteja apto a identi�car e aplicar os conceitos fundamentais de contabilidade relativos às operações �nanceiras de uma empresa, compreendendo as bases legais e normativas na prática contábil, assegurando a conformidade e a ética pro�ssional e entendendo as demonstrações contábeis fundamentais, a �m de utilizá-las como ferramentas para a tomada de decisão. É Hora de Praticar! Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. A TS, uma empresa emergente do setor de tecnologia, passou por um ano de signi�cativo crescimento e expansão, o que a levou a uma diversi�cação nas operações e, consequentemente, a uma complexidade maior em sua estrutura patrimonial. Ao �nal do ano �scal, a equipe �nanceira da TS Ltda. se deparou com o desa�o de revisar e organizar as �nanças da empresa, garantindo uma representação clara da situação patrimonial para os stakeholders. A atividade proposta visa aprofundar o entendimento sobre como diferentes ativos, passivos e o patrimônio líquido da empresa interagem entre si, re�etindo o estado atual da TS e planejando futuras estratégias �nanceiras. A equipe deve começar organizando as contas em um balanço patrimonial estruturado, o que envolve alocar os elementos positivos (ativos) no lado esquerdo e os elementos negativos (passivos) no lado direito, seguindo as práticas contábeis padronizadas. Isso ajudará a visualizar claramente os recursos disponíveis e as obrigações �nanceiras da TS. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Em seguida, a equipe precisa calcular o patrimônio líquido, posicionando-o abaixo dos passivos no balanço patrimonial. O patrimônio líquido é fundamental para entender o valor real que pertence aos proprietários ou acionistas da empresa, após a quitação de todas as dívidas. Nessa situação-problema, são quatro os cenários que precisam ser analisados. Veja os dados dispostos nos quadros de 1 a 4. Conta Valor (R$) Veículos 4.000 Móveis e utensílios 2.000 Máquinas e equipamentos 1.000 Fornecedores 2.000 Impostos a pagar 5.000 Caixa 1.000 Contas a Receber (Clientes) 500 Aluguéis a Receber 500 Duplicatas a Pagar 7.000 Quadro 1 | Situação A Conta Valor (R$) Imóveis para uso 6.000 Veículos 1.500 Fornecedores 5.000 Clientes 3.000 Contas a pagar 1.000 Impostos a pagar 4.500 Quadro 2 | Situação B Conta Valor (R$) Imóveis (para uso) 100.000 Instalações 10.000 Bancos conta movimento 63.000 Empréstimos bancários 100.000 Caixa 5.000 Estoques 50.000 Clientes 10.000 Fornecedores 69.000 Salários a pagar 28.000 Impostos a recuperar 8.000 Móveis e utensílios 5.000 Veículos 14.000 Impostos a pagar 40.000 Quadro 3 | Situação C Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Conta Valor (R$) Estoques e mercadorias 18.000 Ferramentas e pertences 3.000 Terrenos 12.000 Financiamentos bancários 5.000 Salários a pagar 1.500 Caixa 14.000 Duplicatas a receber 3.500 Capital social 50.000 Quadro 4 | Situação D Espera-se que você possa não apenas organizar e interpretar um balanço patrimonial complexo, mas também aplicar esses conhecimentos na tomada de decisões estratégicas para a TS. Essa experiência prática visa reforçar a compreensão das dinâmicas �nanceiras e patrimoniais em um contexto empresarial realista, preparando a equipe para enfrentar desa�os �nanceiros com con�ança e competência. Diante disso, com base nessas informações, faça o que se pede: Para cada cenário, organize as contas em forma de balanço patrimonial: do lado esquerdo os elementos positivos (ativos) e do lado direito os elementos negativos (passivos). Para cada cenário, calcule o patrimônio líquido, demonstrando-o logo abaixo dos elementos negativos (passivos), dentro da estrutura patrimonial. Responda: qual cenário apresenta uma situação patrimonial desfavorável? O que isso pode signi�car para a empresa? Para encorajar a re�exão sobre o aprendizado desta unidade, considere as seguintes perguntas: Como o entendimentodos conceitos de ativo, passivo e patrimônio líquido pode in�uenciar a tomada de decisões estratégicas de uma empresa? De que maneira as bases legais e normativas impactam as práticas contábeis das organizações? Qual a importância da habilidade de interpretar as demonstrações contábeis para os pro�ssionais da área de contabilidade e gestão �nanceira? Para resolver a situação apresentada, é preciso estruturar os balanços patrimoniais de cada tabela e calcular o patrimônio líquido, por meio da diferença da soma dos ativos com a soma das dívidas existentes. Logo, para cada situação, ocorrerá o seguinte (vide Quadros de 5 a 8). Caixa 1.000 Fornecedores 2.000 Contas a receber (clientes) 500 Duplicatas a pagar 7.000 Aluguéis a receber 500 Impostos a pagar 5.000 Máquinas e equipamentos 1.000 Móveis e utensílios 2.000 Patrimônio líquido (5.000) Veículos 4.000 TOTAL 9.000 TOTAL 9.000 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Quadro 5 | Balanço patrimonial relativo à situação A Clientes 3.000 Fornecedores 5.000 Veículos 1.500 Contas a pagar 1.000 Imóveis para uso 6.000 Impostos a pagar 4.500 Patrimônio líquido 0 TOTAL 10.500 TOTAL 10.500 Quadro 6 | Balanço patrimonial relativo à situação B Caixa 5.000 Empréstimos bancários 100.000 Bancos conta movimento 63.000 Fornecedores 69.000 Clientes 10.000 Salários a pagar 28.000 Impostos a recuperar 8.000 Impostos a pagar 40.000 Estoques 50.000 Móveis e utensílios 5.000 Veículos 14.000 Instalações 10.000 Imóveis (para uso) 100.000 Patrimônio líquido 28.000 TOTAL 265.000 TOTAL 265.000 Quadro 7 | Balanço patrimonial relativo à situação C Caixa 14.000 Financiamentos bancários 5.000 Duplicatas a receber 3.500 Salários a pagar 1.500 Estoques e mercadorias 18.000 Patrimônio líquido 45.000 Ferramentas e pertences 3.000 Capital social 50.000 Terrenos 12.000 Prejuízos acumulados (6.000) TOTAL 50.500 TOTAL 50.500 A situação A apresenta uma situação patrimonial desfavorável, pois o patrimônio líquido é negativo (-R$ 5.000). Isso indica que os passivos superam os ativos, sugerindo que a empresa tem mais dívidas do que recursos para cobri-las. Uma situação patrimonial desfavorável pode levar a empresa a di�culdades �nanceiras, a problemas de liquidez e a potencial risco de insolvência, afetando sua capacidade de atrair investimentos, obter créditos e até mesmo de continuar suas operações. O mapa mental a seguir aborda os principais aspectos da primeira unidade da disciplina Contabilidade introdutória, oferecendo uma visão abrangente e estruturada dessa área por meio do enfoque de diversos aspectos-chave estudados. Dito isso, neste esquema, você observará os principais tópicos e subtemas que foram abordados ao longo das aulas, desde os fundamentos da contabilidade, passando pelas bases legais e normativas, até a análise patrimonial e as demonstrações contábeis fundamentais. Essa abordagem facilita o entendimento das conexões entre os diferentes elementos da contabilidade, Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA pois melhora a compreensão e a capacidade de tomada de decisão, além de destacar o papel crítico do pro�ssional contábil no manejo de informações �nanceiras. Figura 1 | Mapa mental Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga dispositivos da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações �nanceiras. Brasília: Presidência da República, 2007. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm. Acesso em: 14 set. de 2024. CPC. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. [S. l.: s. n.], 2019. Disponível em: http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf. Acesso em: 14 set. de 2024. IUDÍCIBUS, S. de. Teoria da contabilidade. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2023. MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. PADOVEZE, C. L. Manual de contabilidade básica: contabilidade introdutória e intermediária. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2018. , Unidade 2 Demonstrações Contábeis Aula 1 Balanço Patrimonial Balanço patrimonial Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Olá, estudante! Nesta videoaula, mergulharemos nos principais aspectos do balanço patrimonial, conforme a base normativa, para que você aprenda sobre a representação detalhada da posição patrimonial de uma empresa, incluindo seus ativos, passivos e patrimônio líquido, e como esses elementos https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA se equilibram para re�etir a saúde econômica e a capacidade de uma organização de sustentar operações e promover crescimento. O conhecimento sobre esse tipo de relatório permite a análise da liquidez, da solvência e das decisões estratégicas de investimentos e �nanciamentos. Bons estudos! Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula você aprenderá sobre o balanço patrimonial, considerado o principal relatório elaborado pela contabilidade por retratar a informação patrimonial e ser base para o processo decisório. Nesse sentido, estudaremos os princípios e as estruturas que compõem o balanço patrimonial e exploraremos sua importância não apenas como um requisito normativo, mas como uma ferramenta para a análise e tomada de decisões estratégicas. A partir dos conceitos de ativos, passivos e patrimônio líquido, você conhecerá como cada informação re�ete a saúde e a gestão de recursos dentro de uma organização. A compreensão profunda disso é essencial para qualquer pro�ssional da área, pois oferece uma visão clara da realidade da empresa em um momento especí�co. A problematização norteadora de nossa discussão leva em consideração como o balanço patrimonial pode ser utilizado para avaliar a liquidez, a solvência e a capacidade de crescimento de uma empresa e a compreensão da maneira como a informação é organizada. Nesse sentido, veremos como a classi�cação dos ativos e dos passivos, entre circulantes e não circulantes, ajuda na análise da gestão de curto e longo prazo dos recursos empresariais. Além disso, exploraremos a teoria das origens e das aplicações de recursos, por meio do estudo de como as decisões de investimento e �nanciamento re�etem no balanço e de quais as implicações dessas decisões para o futuro da organização. Ao �nal desta aula, espera-se que você esteja não apenas mais informado sobre o que constitui um balanço patrimonial e como interpretá-lo, mas também inspirado a aplicar esses conhecimentos na prática pro�ssional. Aprofunde-se nos tópicos que discutiremos, pois entender a estrutura e as nuances do balanço patrimonial é um passo fundamental para se tornar um pro�ssional capacitado e diferenciado no mercado de trabalho. Vamos juntos desvendar os segredos por trás dos números e preparar-nos para tomar decisões estratégicas embasadas em sólidos conhecimentos contábeis. Bons estudos! Vamos Começar! Balanço patrimonial Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Conforme o CPC 00 (R2) e o CPC 26, balanço patrimonial é uma representação da informação patrimonial (que incorpora também a informação �nanceira e econômica), com detalhes dos recursos sob controle de uma empresa (ativos), das obrigações que deve cumprir (passivos exigíveis) e do valor residual desses ativos após a quitação dos passivos, conhecido como patrimônio líquido (PL). Esse conceito se baseia no CPC 00 (R2), que orienta a contabilidade. Os ativos representam recursos controlados, advindos de eventos passados, com potencial benefício econômicofuturo para a empresa. Os passivos, por outro lado, re�etem obrigações atuais que resultarão na saída de recursos. O PL expressa o valor que sobraria aos proprietários da empresa após a liquidação de todos os passivos. A expressão “balanço patrimonial” remete, de fato, à imagem de uma balança em equilíbrio, em virtude da necessidade de equilibrar as aplicações de recursos (ativos) com suas origens (passivos exigíveis e PL). A �nalidade do balanço patrimonial é fornecer informações sintéticas sobre a situação patrimonial, de forma estática, e permitir a realização da análise de suas mutações e con�gurações. Esse relatório visa apresentar, de maneira clara e organizada, a situação patrimonial da empresa em uma data especí�ca, permitindo análise e interpretação dos dados para a tomada de decisões. Para facilitar a compreensão e a análise, os itens do balanço são agrupados por características similares. Como indica Iudícibus (2017), no ativo, por exemplo, agrupam-se caixa e bancos como disponibilidades, bem como máquinas, veículos e equipamentos como bens de uso duradouro. No passivo, agrupam-se obrigações a serem pagas no curto prazo, como salários, fornecedores e impostos. A base legal e a base normativa categorizam os itens do balanço em ativo circulante e não circulante e, no passivo, em circulante, não circulante e patrimônio líquido. O termo circulante refere-se aos bens, aos direitos e às obrigações de curto prazo, isto é, que terão movimentação dentro do ciclo operacional da empresa. Já a expressão não circulante representa os bens, os direitos e as obrigações de longo prazo, ou seja, recursos que a empresa espera utilizar por longos períodos ou dívidas que estão longe de vencer. A distinção entre curto e longo prazo é fundamental na contabilidade. Geralmente, o curto prazo refere-se a um período de até um ano, enquanto o longo prazo abrange períodos superiores. Essa classi�cação in�uencia como as contas a receber e a pagar são apresentadas no balanço, o que ajuda na análise da liquidez e da solvência da empresa. Em síntese, o balanço patrimonial é um instrumento para entender a saúde de uma empresa, uma vez que apresenta em detalhes seus ativos, passivos e PL em determinada data, com o objetivo de fornecer uma visão clara e ordenada que auxilie gestores, investidores e outros stakeholders na avaliação do desempenho e na tomada de decisões estratégicas. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Figura 1 | Estrutura do balanço patrimonial Siga em Frente... Estrutura do balanço patrimonial Como explica Marion (2023), o balanço patrimonial é dividido em duas partes principais: ativo e passivo, incluindo também o patrimônio líquido. Exploraremos, a partir de agora, cada um desses grupos e suas subdivisões, detalhando suas características e classi�cações. Ativo Ativo circulante: engloba recursos imediatamente disponíveis, como caixa e depósitos bancários, além de ativos que se espera converter em dinheiro no curto prazo, como recebíveis e estoques. Esses itens são essenciais para o �nanciamento das operações diárias e o pagamento de obrigações a curto prazo, constituindo o capital de giro da empresa, que se renova continuamente. Ativo não circulante: inclui itens com conversão em dinheiro prevista para o longo prazo (além de um ano ou mais, dependendo do ciclo operacional da empresa). Esse grupo se subdivide em: Realizável a longo prazo: compreende ativos que serão convertidos em dinheiro após o período de um ano, como empréstimos concedidos e contas a receber e estoques de longo prazo. Investimento: refere-se a aplicações de recursos que não estão diretamente relacionadas com a atividade principal da empresa, como ações de outras empresas ou imóveis para renda. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Imobilizado: é constituído por bens tangíveis como máquinas, equipamentos, veículos e imóveis usados na operação da empresa. Intangível: inclui direitos sobre bens incorpóreos (não tangíveis) que contribuem para a manutenção ou a operação da empresa, como patentes, marcas e softwares. Passivo Passivo circulante: representa as obrigações da empresa de curto prazo, ou seja, dívidas que estão prestes a vencer e que devem ser pagas dentro de 12 meses. Isso inclui contas a pagar, salários devidos, impostos e empréstimos bancários de curto prazo. Passivo não circulante: abarca as obrigações de longo prazo, que são dívidas com vencimento superior a um ano. Geralmente, envolve �nanciamentos de longo prazo obtidos de instituições �nanceiras. Patrimônio líquido: re�ete o valor que os proprietários investiram na empresa somado ao acúmulo de lucros. É formado inicialmente pelo capital social e, depois, pelos lucros retidos, que são os não distribuídos aos acionistas e reinvestidos no negócio. Além do capital social, o PL pode incluir reservas e outros itens que representam a parte dos lucros reservada para propósitos especí�cos, conforme de�nido pela legislação. Teoria das origens e aplicações de recursos Esse panorama construído até aqui já dá uma visão clara das diferentes categorias do balanço patrimonial e de como elas se relacionam com as operações e a estrutura �nanceira da empresa. A seguir, veja uma representação grá�ca do balanço patrimonial, na qual o total dos recursos (fontes, passivos) é aplicado nos ativos da empresa, evidenciando que o ativo é igual à soma do passivo e do PL. Esse conceito re�ete o princípio fundamental da contabilidade, o método das partidas dobradas, que assegura a cada aplicação de recurso uma origem correspondente (Vide Figura 2). Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Figura 2 | Interpretação do balanço patrimonial. Fonte: Malacrida, Yamamoto e Paccez (2019, p. 17). A teoria das origens e das aplicações de recursos analisa as movimentações de uma empresa, com distinção entre as fontes de recursos (origens) e seu uso (aplicações). As origens de recursos referem-se a qualquer entrada de capital na empresa, seja por meio de empréstimos, seja por aumento de capital social, lucros retidos ou outras formas de �nanciamento. Já as aplicações de recursos representam o uso desse capital, seja na aquisição de ativos, seja no pagamento de dívidas, na distribuição de dividendos, entre outros. Essa teoria sustenta a ideia de que todo recurso obtido (origem) deve ser aplicado com alguma �nalidade dentro da empresa (aplicação), mantendo, assim, o equilíbrio �nanceiro e possibilitando a análise das decisões de investimento. O balanço patrimonial re�ete essa teoria, indicando como a empresa gerencia suas �nanças e utiliza seus recursos para sustentar operações e promover crescimento. Além disso, a estrutura das contas contábeis no balanço patrimonial mostra os ativos classi�cados por liquidez (do item mais líquido ao menos) no lado esquerdo e, no lado direito, passivo e patrimônio líquido organizados por exigibilidade. A liquidez refere-se à capacidade de um item do balanço se converter em caixa facilmente, enquanto a exigibilidade relaciona-se com a prioridade dos reclamantes na lista de credores de uma empresa. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Figura 3 | Ordem das contas contábeis. Fonte: Malacrida, Yamamoto e Paccez (2019, p. 17). Em conclusão, o balanço patrimonial emerge como um pilar fundamental para a análise �nanceira, oferecendo um panorama detalhado da saúde econômica de uma empresa em um momento especí�co. Através de sua estrutura meticulosamente organizada, dividida entre ativos, passivos e patrimônio líquido, proporciona aos stakeholders uma visão clara e abrangente da origem e da aplicação dos recursos da empresa. Esse relatório não apenas cumpre com os requisitos normativos e legais estabelecidos pelo CPC 00 (R2), mas também facilita a tomada de decisões estratégicas ao destacar a liquidez e solvência da organização. A classi�cação dos elementos em circulante e não circulante, além de re�etir a liquidez e exigibilidade, sublinha a capacidade de uma empresa em cumprir com suas obrigações no curto e no longo prazo, respectivamente. Assim, obalanço patrimonial não é apenas um re�exo da posição �nanceira atual, mas também uma ferramenta crucial para planejamento futuro e avaliação da performance empresarial. Vamos Exercitar? Estudante, concluamos esta aula com a re�exão sobre as problematizações iniciais que guiaram nossos estudos. Ao longo destas páginas, discutimos como o relatório do balanço patrimonial, fundamentado nos conceitos de ativos, passivos e patrimônio líquido, é importante não apenas para cumprir com requisitos normativos, mas também como uma ferramenta essencial para a análise e tomada de decisões estratégicas nas organizações. Abordamos, também, a importância da classi�cação dos ativos e dos passivos em circulantes e não circulantes, ressaltando como essa distinção é vital para entender a gestão de recursos no curto e no longo prazo. Essa análise contribuiu para avaliar a liquidez e a solvência da empresa, além de sua capacidade de crescimento, fornecendo insights valiosos sobre sua saúde �nanceira e operacional. Durante a aula, exploramos, ainda, a teoria das origens e das aplicações de recursos, demonstrando como as decisões de investimento e �nanciamento são re�etidas no balanço patrimonial e as implicações destas no futuro da organização. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA O balanço patrimonial é uma ferramenta fundamental para avaliar a liquidez, a solvência e a capacidade de crescimento de uma empresa, pois organiza as informações de forma a destacar a saúde �nanceira atual. Por meio da análise dos ativos circulantes em relação aos passivos circulantes, pode-se avaliar a liquidez, ou seja, a aptidão que a empresa tem de cumprir suas obrigações de curto prazo. A solvência, por outro lado, é medida pela comparação entre o total de ativos e passivos, indicando a habilidade de a empresa atender às suas obrigações de longo prazo. Já a capacidade de crescimento pode ser inferida pelo exame do patrimônio líquido e dos investimentos em ativos não circulantes, que sugerem o potencial de expansão e sustentabilidade da empresa a longo prazo. A organização das informações no balanço patrimonial, portanto, permite uma visão abrangente e detalhada da posição �nanceira da empresa, facilitando a tomada de decisões estratégicas. As discussões realizadas aqui forneceram caminhos para a resolução das questões propostas, destacando a importância de uma análise dos relatórios �nanceiros. No entanto, a jornada de aprendizado não termina aqui: continue explorando e analisando a estrutura do balanço patrimonial sempre que possível e re�ita sobre como as informações podem ser interpretadas sob diferentes perspectivas e como isso pode in�uenciar a tomada de decisão em diversos contextos empresariais. A capacidade de analisar criticamente essas informações e aplicá-las de maneira estratégica no cotidiano pro�ssional é o que distingue um verdadeiro pro�ssional no campo de contabilidade e �nanças. Com o encerramento desta aula, tenha em mente que o conhecimento que você adquiriu é apenas o ponto de partida. Esperamos que você se sinta motivado a continuar explorando, aprendendo e crescendo nessa área. Que esta aula seja um impulso para sua jornada contínua de aprendizado e sucesso pro�ssional. Até a próxima! Saiba mais Para aumentar ainda mais a sua capacidade de pensar criticamente nos conteúdos de contabilidade, recomendamos as leituras indicadas adiante. Um estudo piloto realizado com 17 alunos de pós-graduação stricto sensu em ciências contábeis da UFRN buscou compreender como o per�l comportamental dos indivíduos afeta a análise do balanço patrimonial. Utilizando um questionário em duas etapas, que incluiu o teste psicométrico DISC, o estudo revelou que características comportamentais especí�cas podem impactar signi�cativamente a interpretação das demonstrações contábeis. Per�s dominantes tendem a análises diretas e rápidas; in�uentes mostram otimismo e habilidade comunicativa; estáveis são mais conservadores; e conformes focam no pessimismo e nos detalhes. Este trabalho destaca a importância da contabilidade comportamental, ampliando o entendimento sobre a interação entre o comportamento humano e a prática contábil. PAULA, C. R.; SANTOS, I. de A. B. dos; SILVA, J. D. G. da. A In�uência do Per�l Comportamental na Análise Do Balanço Patrimonial: um Estudo Piloto. Revista Paraense de Contabilidade – RPC, Belém, v. 8, n. 1, p. 1-18, 2023. https://crcpa.org.br/revistaparaense/index.php/crcpa/article/download/119/130 https://crcpa.org.br/revistaparaense/index.php/crcpa/article/download/119/130 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Leia, agora, o estudo a seguir, que destaca como a análise de índices �nanceiros, derivada das demonstrações contábeis, serve de alicerce para decisões fundamentas. Utilizando uma abordagem técnica, essa análise permite a usuários internos e externos avaliarem a saúde econômico-�nanceira das empresas por meio da comparação, ao longo do tempo, de diversos índices, elaborados com base no balanço patrimonial, ou frente aos concorrentes. Especi�camente focado no setor calçadista, em 2017, o objetivo foi analisar o desempenho econômico-�nanceiro para orientar decisões de investimento, evidenciando a análise �nanceira como uma ferramenta crítica para investidores. SILVA, G. D.; ANJOS, M. A. D. dos. Análise de balanço patrimonial em empresas de capital aberto no ramo calçadista. Revista GeTeC, [s. l.], v. 9, n. 24, p. 58-73, 2020. Em um ambiente de intensa concorrência e necessidade de decisões rápidas e de qualidade, as micro e pequenas empresas precisam de um sistema de informações robusto para guiar seus gestores. Diante disso, este estudo enfoca a empregabilidade dos índices econômico-�nanceiros para analisar as principais demonstrações contábeis – o balanço patrimonial e a demonstração do resultado do exercício. Com foco especial nessas empresas, que desempenham um papel signi�cativo na economia, a pesquisa visa destacar a relevância da análise de indicadores a partir de demonstrações contábeis, incluindo o balanço patrimonial. Tais análises oferecem aos gestores uma perspectiva detalhada dos aspectos positivos e negativos da operação, sublinhando a importância dos indicadores econômico-�nanceiros para uma gestão e�caz e um crescimento sustentável. COBACHO, G. R.; MATO, D. C. M.; TARICHI, A. P. A Importância da Análise das Demonstrações Contábeis para a Gestão de Micro e Pequenas Empresas. Revista Unifev: Ciência & Tecnologia, [s. l.], v. 3, n. 1, p. 3-18, 2023. Referências COBACHO, G. R.; MATO, D. C. M.; TARICHI, A. P. A Importância da Análise das Demonstrações Contábeis para a Gestão de Micro e Pequenas Empresas. Revista Unifev: Ciência & Tecnologia, [s. l.], v. 3, n. 1, p. 3-18, 2023. Disponível em: https://www.linhasjuridicas.com.br/index.php/revistaunifev/article/view/1669/1507. Acesso em: 14 mar. 2024. CPC. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. [S. l.: s. n.], 2019. Disponível em: http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf. Acesso em: 14 set. de 2024. CPC. Pronunciamento Técnico CPC 26 (R1) – Apresentação das Demonstrações Contábeis. [S. l.: s. n.], 2023. Disponível em: https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf. Acesso em: 15 set. de 2024. https://periodicos.unifev.edu.br/index.php/revistaunifev/article/view/1669 https://periodicos.unifev.edu.br/index.php/revistaunifev/article/view/1669 https://www.linhasjuridicas.com.br/index.php/revistaunifev/article/view/1669/1507 http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA IUDÍCIBUS, S. de. Análise de balanços. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2017. MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. MALACRIDA, M. J. C.; YAMAMOTO, M. M.; PACCEZ, J. D. Fundamentos da contabilidade: a contabilidade no contexto global. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2019. PAULA, C. R.; SANTOS, I. de A. B. dos; SILVA, J. D. G. da.A In�uência do Per�l Comportamental na Análise Do Balanço Patrimonial: um Estudo Piloto. Revista Paraense de Contabilidade – RPC, Belém, v. 8, n. 1, p. 1-18, 2023. Disponível em: https://crcpa.org.br/revistaparaense/index.php/crcpa/article/download/119/130. Acesso em: 14 mar. 2024. SILVA, G. D.; ANJOS, M. A. D. dos. Análise de balanço patrimonial em empresas de capital aberto no ramo calçadista. Revista GeTeC, [s. l.], v. 9, n. 24, p. 58-73, 2020. Disponível em: https://www.revistas.fucamp.edu.br/index.php/getec/article/view/2260/1402. Acesso em: 14 mar. 2024. Aula 2 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) Histórico e origens do cerimonial no mundo e no Brasil Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Olá, estudante! Na videoaula de hoje, você irá explorar as raízes do cerimonial e protocolo, da antiguidade aos tempos modernos no Brasil e no mundo. Vamos desvendar como a história in�uenciou as práticas atuais e por que conhecer o passado é essencial para a execução perfeita de eventos. Além disso, vamos analisar a quebra de protocolo e os "3 Bs do cerimonial": bom senso, boa organização e boa vontade. https://crcpa.org.br/revistaparaense/index.php/crcpa/article/download/119/130 https://www.revistas.fucamp.edu.br/index.php/getec/article/view/2260/1402 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Essas informações são valiosas para sua jornada pro�ssional, pois irão aprimorar suas habilidades na gestão de eventos com maestria e pro�ssionalismo. Prepare-se para uma viagem no tempo do cerimonial! Vamos lá! Ponto de Partida Olá, estudante! Para se aprofundar na competência de aplicar o cerimonial e protocolo em diferentes tipos de eventos, você precisa começar pelo início. A história nos mostra que o cerimonial e o protocolo têm raízes profundas que moldam a nossa compreensão atual e a aplicação dessas práticas em eventos contemporâneos. Para entender melhor, você vai conhecer a história de Rafael, um organizador de eventos históricos, que se depara com o desa�o de planejar uma exposição comemorativa que deve re�etir os costumes de diferentes eras, sem cometer falhas protocolares. Diante disso, sua missão é ajudar Rafael a pensar de que maneira ele irá integrar tradições antigas em um evento moderno, mantendo o respeito pelas origens e garantindo a relevância cultural. Ao longo desta aula, acompanharemos Rafael na busca por estratégias que honrem o passado enquanto inovam o presente. Essa trajetória irá lhe auxiliar no desenvolvimento do seu conhecimento teórico e de sua habilidade de aplicar esses conceitos de forma prática e inovadora no mundo dos eventos. Comece a construir sua ponte entre a tradição e a inovação no cerimonial e protocolo. Está pronto para essa aventura? Vamos para a aula! Vamos Começar! Todos nós praticamos cerimonial e protocolo inúmeras vezes ao longo de nossas vidas. Na história da humanidade, os rituais e as regras sempre estiveram presentes muito antes da descoberta do fogo e da roda, em que clãs possuíam hierarquia até no momento de se alimentarem da caça (Lukower, 2016). No antigo Egito, o cerimonial era vinculado, em grande parte, às crenças religiosas, sobretudo no que diz respeito às ações dos sacerdotes nos rituais de nascimento, casamento, morte, plantio e colheita. A �gura do Faraó era emblemática, pois ele era considerado a manifestação da divindade. Segundo Takahashi (2016), existe registro de tratado de igualdade de Estados feito entre Ramsés Mori Amon e Kattusi III, incrustrados nos ladrilhos dos muros do templo de Karnak. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Na China antiga, a in�uência religiosa era menor, de modo que o cerimonial e o protocolo eram mais frequentemente encontrados na música, na escrita, na aritmética e em alguns cerimoniais especí�cos. O mais antigo registrado é do século XII a.C., de Chou Kung, que, segundo Takahashi (2016), foi fundador da dinastia Chou e responsável pelo livro de etiqueta e cerimonial de sua época, que valorizava o respeito mútuo e a hierarquia na formação do indivíduo. Na civilização greco-romana, o cerimonial também estava vinculado às crenças da época, como casamento e funeral, que eram realizados com muita pompa. Já na Idade Média, a in�uência da Igreja Católica no ocidente foi marcante, sobretudo nas cortes europeias, com destaque para a austríaca, a francesa e a inglesa. Nesse período, os monarcas eram coroados pelo papa em ritual litúrgico e os cavaleiros eram abençoados antes de saírem para as batalhas. No Oriente, o cerimonial dessa época foi vinculado ao poderio militar, fato que aconteceu no Ocidente somente após a Revolução Industrial (Dorta, 2015). Para o cerimonial, a Conferência de Viena, em 1815, que estabeleceu as regras do protocolo internacional, foi um marco nas relações internacionais, uma vez que regulamentou as relações diplomáticas entre chefes de Estado. No Brasil, o processo histórico de estabelecimento do cerimonial e do protocolo ocorreu de forma similar ao da Europa. Com o desembarque dos portugueses neste continente, no ano de 1500, foram trazidos os costumes lusitanos e os rituais católicos, disseminados pelos padres jesuítas e que perduraram nos períodos da Colônia, da Corte e da República, sendo importante destacar que, neste último período, estabeleceram-se in�uências militares notadas até os dias de hoje. Como o cerimonial brasileiro tem sua origem na Coroa portuguesa, e esta nas cortes da França e da Inglaterra, muitas palavras utilizadas são francesas e inglesas, como mise en place e place card. Como visto na aula anterior, o protocolo se caracteriza por leis, normas e regras que regem o cerimonial, porém, em algumas ocasiões especí�cas, pode haver a quebra de protocolo, que acontece quando não se segue o que foi estabelecido previamente no cerimonial, isto é, quando uma lei, uma norma, uma regra ou um costume são desobedecidos ou ignorados. Nesses casos, existem consequências, que podem ser positivas ou negativas dependendo da situação, pois a quebra de protocolo pode ser espontânea ou intencional. A quebra de protocolo espontânea é quando uma pessoa comete o ato de forma natural, sem a intenção de infringir a lei, a norma ou a regra, infração que, na maioria das vezes, é bem-vista. Já a quebra de protocolo feita de forma intencional não é bem-vista, o que gera críticas à pessoa que a praticou. Siga em Frente... Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA A quebra de protocolo e os 3 Bs do cerimonial Como visto, as raízes do cerimonial moderno são �xadas em matrizes religiosas e militares, sendo percebidas até hoje tanto no âmbito público quanto no privado. Notadamente, não se constituem como algo acessório, mas essencial para o convívio em sociedade, em que diferentes culturas se relacionam. Os exemplos dessas in�uências, que são muitos, são reproduzidos no cerimonial e no protocolo por meio dos rituais, que, em virtude de necessidades de adaptação, são, aos poucos, modi�cados. A quebra de protocolo muitas vezes acontece pela necessidade de mudança. Vamos aos exemplos. O cerimonial do Vaticano segue normas rígidas, inclusive de segurança do Papa, como a restrição da autoridade máxima da Igreja Católica ao papamóvel em caso de des�les públicos. Porém, em muitos momentos, a saída do automóvel é feita em direção à multidão de �éis, quebrando o protocolo. Nesse caso, é evidente a espontaneidade do Papa Francisco, que é bem- vista aos olhos da sociedade em geral. Outro exemplo de quebra de protocolo, dessa vez vista como intencional, é quando uma autoridade ou um político pede para discursar quando não está na programação do evento e no script do mestre de cerimônias. Forçar uma situação não programada para autopromoção não é uma atitude bem-vista pela maioria daspessoas, causando mal-estar e desconforto a todos e prejudicando a imagem da própria pessoa. Muitos mestres de cerimônias quebram protocolos ao sair do script predeterminado, comprometendo, assim, a organização e a execução do evento. Sair do script, nesses casos, não se �xando, por exemplo, na leitura do que está escrito, mas improvisando de forma aleatória e inconsequente, signi�ca quebrar protocolo. É importante ressaltar que o improviso é necessário somente em casos de necessidade e pode ser feito em conjunto com o chefe do cerimonial ou cerimonialista, que darão o suporte necessário. O planejamento, a organização e a execução do cerimonial em eventos devem ser balizados por algumas normas que, segundo Takahashi (2016), podem ser traduzidas por 3 Bs: bom senso, boa organização e boa vontade, aos quais se adiciona o bom equilíbrio. Sobre isso, veja o esquema a seguir: Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Figura 1 | Os 4 Bs do cerimonial O bom senso é desenvolvido pela experiência e pela expertise que o pro�ssional adquire diante de situações pro�ssionais e pessoais que dão respaldo às suas ações sempre em busca das soluções mais adequadas aos problemas. Para a boa organização, é necessário planejamento, que em eventos deve contar com ferramentas de gestão básicas: cronograma e checklist, que, aliados ao conhecimento da fundamentação histórica e da legislação do cerimonial, são imprescindíveis para o sucesso do evento. A boa vontade se caracteriza pela presteza e pela cordialidade, que, segundo Takahashi (2016), devem estar expressas nos rostos de toda a equipe envolvida no evento. O bom equilíbrio complementa o bom senso, a boa organização e a boa vontade com a estabilidade emocional e a segurança do pro�ssional de cerimonial no evento, transmitindo tranquilidade e sensação de bem-estar. Vale ressaltar que a equipe de cerimonial deve estar alinhada com a organização do evento e que os 4 Bs são fundamentais para sua execução. Técnicas e aplicabilidades dos 4 Bs do cerimonial Com o aumento da população mundial e, consequentemente, com a globalização, o cerimonial passa a ser imprescindível nas relações sociais e pro�ssionais entre diferentes culturas, com Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA necessidade de adaptações e ajustes. O trabalho do cerimonialista e de sua equipe deve ser realizado com base nos 4 Bs do cerimonial para garantir a entrega do evento de forma satisfatória. Dessa forma, alguns passos devem ser seguidos: Recepção e credenciamento: para o participante, o evento começa neste momento. É quando a equipe deve recebê-lo com sorriso e hospitalidade, validando sua presença, entregando a programação, se for o caso, e indicando a localização dos espaços. A boa vontade deve prevalecer. Apoio de autoridades, VIP (Very Important Person) e convidados: no momento da chegada, a equipe de cerimonial deve estar atenta à rápida identi�cação dessas pessoas para que não haja tumulto e inconvenientes, levando-as aos espaços ou aos lugares reservados. Nesse momento, é muito comum a chamada “carteirada”, em que pessoas que não estão na lista tentam entrar. O bom senso e o bom equilíbrio devem ser considerados. Execução da programação: após a chegada de todos os participantes do evento, a equipe de cerimonial deve estar atenta aos horários de início e término, pois atrasos demonstram falta de respeito, já que todos têm agendas preestabelecidas. A boa organização assegura a pontualidade. Encerramento e �nalização: despedidas e condução para a saída devem ser pautadas pela rapidez, pela calma e pelos detalhes. O esquecimento e as perdas são comuns nessa fase do evento. Assim, a equipe precisa dar suporte aos participantes e ser detalhista na checagem e na entrega do espaço do evento. Lidar com quebra de protocolo não é algo simples ou fácil nem para a equipe de cerimonial nem para a de segurança em eventos. No Brasil, muitas autoridades e celebridades a fazem com frequência e até se divertem com isso. Porém, tudo o que sai do planejamento e do controle pode se tornar um problema e deve ser previsto para ser sanado ou mitigado. Encontros de chefes de Estado que pertencem a regimes políticos diferentes e des�les em que há aglomeração de pessoas são exemplos clássicos. No caso de encontros diplomáticos entre chefes de Estado monárquicos e republicanos, por exemplo, as che�as de cerimonial devem alinhar todos os detalhes do encontro para que não haja quebra de protocolo, evitando, assim, inconvenientes, pois eles muitas vezes são diferentes. Já em des�les ou passeatas com grande número de pessoas, a segurança não pode falhar e a quebra de protocolo coloca isso em risco, podendo resultar em acidentes ou atentados graves. Portanto, para um bom resultado do trabalho desempenhado pelo chefe de cerimonial, pelo cerimonialista e por sua equipe, observar e aplicar os 4 Bs do cerimonial, considerando as possíveis quebras de protocolo em todas as etapas do evento, é fundamental. Vamos Exercitar? Para ajudar Rafael em seu desa�o, precisamos conectar as lições aprendidas sobre o histórico do cerimonial e a importância dos 3 Bs com a prática. Rafael terá que se aprofundar nas tradições históricas de cada época que deseja representar, garantindo autenticidade e respeito Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA nas representações. Ele também deverá utilizar tecnologias modernas para trazer essas tradições à vida de uma maneira que dialogue com o público contemporâneo, sem perder a essência histórica. Por �m, ele deverá planejar com os 4 Bs, para garantir que a organização e a execução do evento sejam permeadas pelo bom senso, boa organização, boa vontade e bom equilíbrio, especialmente ao lidar com as várias eras representadas. Você pode aconselhar Rafael a decidir utilizar realidade aumentada para criar experiências imersivas que contam a história de cada cerimonial, desde a antiguidade até o presente. Ele também pode organizar o espaço para que os visitantes sigam um caminho cronológico, experimentando as mudanças nos protocolos e na etiqueta ao longo do tempo. Com isso, Rafael garante que cada detalhe, desde o convite até a decoração e as atividades interativas, seja cuidadosamente planejado e executado com precisão, re�etindo a dignidade e o respeito que cada período histórico merece. Saiba mais Para aprofundar seu entendimento sobre os fundamentos e as práticas do cerimonial e do protocolo, convidamos você a explorar o livro Os 3 Bs do cerimonial: bom senso, boa organização e boa vontade, de Carlos Takahashi, disponível para acesso no link fornecido. Esse trabalho detalha o papel vital que os 3 Bs desempenham no sucesso de qualquer evento, oferecendo uma abordagem prática e estratégica que ressoa tanto com pro�ssionais experientes quanto com aqueles que estão começando na área. A leitura desse livro irá enriquecer sua prática pro�ssional ao demonstrar como a aplicação consciente do bom senso, da boa organização e da boa vontade – elementos essenciais para qualquer cerimonialista ou organizador de eventos – pode ser a chave para a realização de eventos memoráveis e e�cazes. Você encontrará também exemplos práticos e dicas valiosas que poderão ser implementadas em sua rotina pro�ssional. Descubra mais sobre como esses princípios podem aprimorar sua capacidade de lidar com imprevistos e manter o alto padrão de qualidade em todos os eventos que organizar. Acesse e mergulhe na leitura: Os 3 Bs do Cerimonial: Bom Senso, Boa Organização e Boa Vontade. Boa leitura! Referências DORTA, L. O. (org.). Fundamentos em técnicas de eventos. Porto Alegre: Bookman, 2015. LUKOWER, A. Cerimonial e protocolo. São Paulo: Contexto, 2016. TAKAHASHI, C. Os 3 Bs do Cerimonial – Introdução às Normas do Cerimonial Público Brasileiro. São Paulo: [s. n.], 2016. https://carlostakahashi.com.br/arquivos/site/3Bs.pdf Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Aula 3 Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessárioque você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Olá, estudante! Com esta videoaula, você entenderá o conceito de �uxo de caixa, uma ferramenta crítica para a tomada de decisões empresariais, e passará a compreender como a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) re�ete as entradas e saídas de dinheiro e como é importante para o contexto empresarial. Esse conhecimento é vital para entender a saúde �nanceira de uma organização e como as decisões de investimento e �nanciamento afetam o caixa disponível. Não perca essa oportunidade de aprender mais sobre contabilidade. Vamos lá! Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula você aprenderá o conceito de �uxo de caixa, um pilar fundamental da gestão empresarial e das tomadas de decisão, pois entender o movimento de entrada e saída de dinheiro não é apenas uma prática contábil, mas uma necessidade para garantir a sustentabilidade e o crescimento dos negócios. Diante disso, exploraremos como a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) oferece uma visão clara sobre as movimentações �nanceiras, destacando sua importância não só para a gestão empresarial, mas também para a tomada de decisões estratégicas. Veremos, também, como o �uxo de caixa é categorizado em atividades operacionais, de investimento e de �nanciamento, proporcionando uma análise aprofundada da saúde �nanceira da empresa. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Nesse contexto, esta aula abordará, sobretudo, a capacidade de uma empresa de gerar �uxos de caixa positivos e sustentáveis ao longo do tempo, por isso discutiremos como a e�ciente gestão do �uxo de caixa pode in�uenciar a liquidez, o investimento e o �nanciamento da empresa. Para guiar esse aprendizado, as seguintes questões serão fundamentais: Como a classi�cação dos �uxos de caixa pode auxiliar na tomada de decisões estratégicas? De que maneira a previsão e a análise de �uxos de caixa podem prevenir crises �nanceiras? Essas re�exões têm como objetivo tanto ajudá-lo a entender a teoria por trás da DFC quanto proporcionar-lhe as habilidades necessárias para aplicar esse conhecimento na análise e na resolução de desa�os �nanceiros reais. Ao �nal desta aula, espera-se que você esteja motivado a se aprofundar no estudo do �uxo de caixa, reconhecendo sua aplicabilidade e relevância no cotidiano pro�ssional. A capacidade de interpretar e agir com base nas informações fornecidas pela DFC é uma competência inestimável para qualquer pro�ssional. Faça uma boa leitura e bons estudos! Vamos Começar! Conceito de �uxo de caixa Fluxo de caixa é o movimento de entradas e saídas de dinheiro dentro de uma empresa, em um período especí�co. Como uma prática contábil amplamente reconhecida e adotada, o �uxo de caixa, ou Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), tornou-se uma demonstração �nanceira obrigatória no Brasil a partir de 2007. Segundo Chagas (2019), essa demonstração tem como �nalidade principal fornecer uma visão clara sobre as movimentações �nanceiras da empresa, incluindo não apenas o caixa físico, mas também recursos em bancos e aplicações �nanceiras de liquidez imediata. A inclusão da DFC entre as demonstrações obrigatórias visa à transparência e ao fornecimento de dados essenciais para a gestão empresarial, a análise �nanceira e a tomada de decisão. Além disso, a DFC destaca-se por sua capacidade de mostrar a origem e o destino dos recursos �nanceiros da empresa, assim como seu resultado �nanceiro, oferecendo um panorama completo do saldo inicial e do �nal de caixa. Reconhecida legalmente como peça fundamental nas �nanças corporativas, a DFC ganhou destaque com a Lei nº 11.638/2007, que a estabeleceu como obrigatória para determinadas empresas, ampliando seu papel na contabilidade e na administração �nanceira. Caixa e equivalentes de caixa Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Os equivalentes de caixa são ativos mantidos para cumprir obrigações de caixa de curto prazo. As expressões caixa e equivalentes de caixa se referem ao conjunto das contas contábeis de caixa, bancos e aplicações �nanceiras de liquidez imediata. Juntas essas contas representam os ativos de mais alta liquidez que uma empresa pode ter e que são necessários para a preservação do ciclo �nanceiro e operacional da empresa. A razão de haver �uxos A forma mais simples de compreender um �uxo de caixa é simplesmente entender que ele corresponde a uma lista de pagamentos e recebimentos de uma empresa. Contudo, quando os pagamentos e recebimentos são organizados por critérios especí�cos, é possível ter a identi�cações de �uxos (no plural). A DFC deve classi�car os �uxos do período segundo atividades operacionais, de investimento e de �nanciamento, adequando-se à natureza dos negócios da entidade. Tal classi�cação ajuda os usuários a avaliarem o impacto dessas atividades na posição �nanceira e no caixa da entidade, além de permitir uma análise da relação entre elas. A identi�cação do caixa por meio de �uxos permite o usuário entender a maneira como o caixa da empresa está sendo composto ou utilizado. Transações individuais podem ser divididas em mais de uma categoria de atividade, dependendo da natureza do �uxo de caixa. Siga em Frente... Utilidade da DFC A DFC é um relatório contábil útil por diversas razões: Previsão �nanceira: ajuda a prever as necessidades de caixa, a capacidade de gerar caixa e o �nanciamento de mudanças nas atividades da entidade. Avaliação e comparabilidade: facilita a avaliação das variações nos ativos líquidos e a comparação entre diferentes entidades, removendo discrepâncias causadas por diferentes métodos contábeis. Análise histórica: fornece dados para analisar o valor, a periodicidade e a certeza dos �uxos de caixa futuros. A DFC é estruturada para destacar as fontes de entrada e os itens de saída do caixa, além do saldo disponível na data das demonstrações contábeis. Seu principal objetivo é apresentar informações detalhadas sobre os recebimentos e pagamentos em recursos �nanceiros, o que permite uma análise aprofundada da capacidade de geração e consumo de caixa e equivalentes, em conjunto com outros relatórios contábeis. Veja um exemplo no Quadro 1. FLUXO DAS OPERAÇÕES ( + ) Entradas Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA ( - ) Saídas (=) CAIXA GERADO OU CONSUMIDO PELAS OPERAÇÕES FLUXO DOS INVESTIMENTOS ( + ) Entradas ( - ) Saídas (=) CAIXA GERADO OU CONSUMIDO PELOS INVESTIMENTOS FLUXO DOS FINANCIAMENTOS ( + ) Entradas ( - ) Saídas (=) CAIXA GERADO OU CONSUMIDO PELOS FINANCIAMENTOS VARIAÇÃO TOTAL DAS DISPONIBILIDADES (soma dos três �uxos) (+) SALDO INICIAL DAS DISPONIBILIDADES (=) SALDO FINAL DAS DISPONIBILIDADES Quadro 1 | Exemplo sintético da Demonstração dos Fluxos de Caixa Fluxos da DFC Conforme explica Iudícibus (2017) e segundo o CPC 03 (R2), a DFC deve ser elaborada de forma a evidenciar as alterações de caixa e equivalentes de caixa categorizadas em três tipos de atividades (vide Figura 1): Fluxo das Atividades Operacionais (FAO): refere-se às entradas e às saídas de caixa advindas de re�exos da demonstração de resultado que tiveram impacto no caixa ou de operações diárias da entidade. Engloba a venda de produtos ou a prestação de serviços, e os pagamentos relacionados, como salários e impostos. Essencialmente, esse �uxo re�ete o lucro ou prejuízo gerado pelas operações da empresa do ponto de vista da concretização �nanceira, com entradas por vendas e saídas para despesas operacionais. Fluxo das Atividades de Investimento (FAI): refere-se às entradas e às saídas de caixa ligadas a movimentações do ativo não circulante. Inclui aplicações de recursos em ativos de longo prazo, como a compra de maquinário e imóveis ou investimentos em outras empresas, e entradas de caixa resultantes da venda desses ativos. Esse �uxo indica como a empresa aloca recursos para expandirou manter suas operações e capacidade produtiva. Fluxo das Atividades de Financiamento (FAF): refere-se às entradas e às saídas de caixa associadas às necessidades de �nanciamentos com entidades �nanceiras e com sócios ou acionistas da empresa. Assim, inclui a emissão ou resgate de ações, obtenção ou amortização de empréstimos, pagamento de dividendos, recebimentos de aporte de capital, etc. A soma desses três �uxos �nanceiros deve ser igual à variação entre os saldos de caixa e equivalentes de caixa no início e no �m do período analisado. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Figura 1 | DFC na exibição por �uxos Tipos de DFC Uma análise do �uxo de caixa pode focar apenas nos resultados �nanceiros do período (FAO) ou abranger todas as mudanças no caixa, incluindo atividades de investimento (FAI) e �nanciamento (FAF). Para Marion (2023), a empresa ilustrada pela Figura 2 exempli�ca um modelo completo, mais detalhado e informativo, que fornece uma visão abrangente das �nanças da empresa, se comparado com o modelo operacional. Figura 2 | Comparativo entre a DFC operacional e a DFC completa. Fonte: Marion (2023, p. 123). Embora o modelo operacional seja útil para comparar resultados �nanceiros com a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), a DFC pode ser elaborada por meio de dois Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA métodos: direto ou indireto. A principal diferença entre eles reside na forma como as atividades operacionais são apresentadas. No método direto, as entradas e saídas de caixa das atividades operacionais são listadas explicitamente, fornecendo um detalhamento claro dos recebimentos e dos pagamentos de caixa decorrentes das operações da empresa, como recebimentos de clientes e pagamentos a fornecedores e empregados. Esse método oferece uma visão mais direta e transparente do �uxo de caixa operacional. Por outro lado, o método indireto começa com o lucro líquido (ou prejuízo) do período, conforme apurado na DRE, e ajusta esse resultado pelas variações nos saldos das contas do balanço patrimonial que afetam as atividades operacionais, mas que não envolveram movimentação de caixa. Esses ajustes incluem itens como depreciação, variações em contas a receber, estoques e contas a pagar, entre outros. O método indireto é mais utilizado pelas empresas, pois é considerado mais simples de ser preparado a partir das informações já disponíveis nas demonstrações contábeis, apesar de oferecer uma visão menos direta das fontes e dos usos reais de caixa das atividades operacionais. Além disso, as diferenças entre os métodos se restringem somente ao FAO. Vamos Exercitar? Estudante, estamos chegando ao �nal desta aula, na qual você aprendeu sobre informação �nanceira, retratada pelo �uxo de caixa. Re�itamos, agora, sobre as questões levantadas no início da aula, para que você perceba como, ao longo do nosso estudo, conseguimos esclarecer dúvidas e traçar caminhos para soluções e�cazes. Com o reconhecimento da importância da Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) na gestão empresarial, foi destacada sua capacidade de fornecer uma visão clara das movimentações �nanceiras de uma empresa, abrangendo as atividades operacionais, de investimento e de �nanciamento. A capacidade de uma empresa de gerar �uxos de caixa positivos e sustentáveis ao longo do tempo foi um ponto central da discussão. Durante a aula, aprendemos que a classi�cação das movimentações de entradas e saídas dos �uxos de caixa melhora a informação e facilita a tomada de decisões estratégicas. A ideia por trás dos �uxos é compreendermos como o caixa está sendo gerado e consumido: se pelas operações, se por �nanciamentos ou se por investimentos (que se realizam ou se desfazem). Além disso, vimos como uma análise aprofundada e a previsão de �uxos de caixa podem ser ferramentas poderosas na prevenção de crises �nanceiras. Através das discussões, portanto, compreendemos que a e�ciente gestão do �uxo de caixa não é apenas uma prática contábil, é uma estratégia de negócios que sustenta a saúde �nanceira e o crescimento sustentável da empresa. As re�exões mostraram que, ao aplicar os conceitos aprendidos, é possível enfrentar desa�os �nanceiros com con�ança e competência. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Estudante, pense em como as tecnologias emergentes, como a análise de dados e a inteligência arti�cial, podem aprimorar a gestão do �uxo de caixa. Re�ita sobre as implicações éticas e sociais das decisões �nanceiras tomadas com base na DFC. Como essas decisões impactam os stakeholders da empresa, incluindo empregados, clientes e a comunidade? Continue explorando, questionando e aplicando o conhecimento adquirido sobre o �uxo de caixa em cenários práticos e acadêmicos. O aprendizado é um processo contínuo, e a capacidade de adaptar e aplicar conceitos �nanceiros em um ambiente empresarial em constante mudança é uma habilidade que o distinguirá como pro�ssional. Lembre-se de que o conhecimento do �uxo de caixa é fundamental para qualquer pro�ssional que deseje se destacar no mundo dos negócios. Boa sorte em suas futuras explorações e que o conhecimento adquirido ilumine seu caminho para o sucesso. Até a próxima! Saiba mais Para que você desenvolva ainda mais o pensamento crítico sobre os conteúdos de contabilidade estudados até aqui, faça a leitura dos textos indicados a seguir. Um estudo recente analisou a Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC) do Estado de São Paulo dos anos de 2021 e 2022 e descobriu inconsistências signi�cativas. Isso inclui divergências do modelo da DFC com as diretrizes da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), omissões de pagamentos e inclusões inapropriadas para ajustes �nanceiros. Esses achados ressaltam a necessidade de revisão dos padrões da DFC no setor público a �m de melhorar a transparência e fortalecer o controle social sobre as �nanças públicas. SILVA, M. C. da. Demonstração de �uxo de caixa do Estado de São Paulo: análises com suporte da Teoria da Divulgação. Revista de Gestão e Secretariado, São Paulo, v. 14, n. 9, p. 15838-15857, 2023. A Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) complementa as informações da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), permitindo uma análise mais precisa das �nanças empresariais, especialmente sob a perspectiva tributária. Enquanto a DRE utiliza o regime de competência para registrar receitas, custos e despesas, a DFC, adotando o regime de caixa, revela o real movimento �nanceiro da empresa, o que impacta diretamente a gestão tributária. Esse contraste entre o resultado contábil e a disponibilidade de caixa evidencia situações como inadimplência, investimentos em ativos �xos e variações cambiais, que são essenciais para estratégias de minimização da carga tributária e para a adequada gestão dos tributos. Assim, a DFC emerge como uma ferramenta gerencial indispensável, não apenas para cumprimento das obrigações �scais, mas também para a otimização da estrutura contratual e �scal das empresas. Leia mais sobre o assunto: FERNANDES, E. C. Demonstração dos �uxos de caixa – DFC: comentários tributários ao pronunciamento técnico CPC 03 (R2). Revista de Direito Contábil Fiscal, São Paulo, v. 2, n. 4, p. https://ojs.revistagesec.org.br/secretariado/article/view/2726 https://ojs.revistagesec.org.br/secretariado/article/view/2726 https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/view/92 https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/view/92 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA 213-217, jul./dez. 2020. Este estudo enfatiza a importância da Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) na contabilidade gerencial e na administração efetiva de microempresas a partir da análise de um caso prático de uma empresa de paisagismo em Varginha (MG) para ilustrar seu valor. Ao revelar como a DFC é uma ferramenta vital para o controle, o planejamento e a tomada de decisões �nanceiras, o trabalho destaca o papel dessa demonstração na orientação dos gestores para a redução de custos desnecessários e na promoção de uma gestão �nanceira otimizada. Através de entrevistase análise documental, constatou-se que a DFC contribui signi�cativamente para melhorias nos resultados da empresa e suporta positivamente as decisões cotidianas do gestor, reforçando a sua importância estratégica na sustentabilidade e no crescimento das microempresas. BARROS, R. R. et al. Demonstração do �uxo de caixa – sua importância na gestão de uma microempresa. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 7, n. 3, p. 31894-31905, fev./mar. 2021. Referências BARROS, R. R. et al. Demonstração do �uxo de caixa – sua importância na gestão de uma microempresa. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 7, n. 3, p. 31894-31905, fev./mar. 2021. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/download/27250/21541. Acesso em: 14 mar. 2024. CHAGAS, J. G. das. Contabilidade geral e simpli�cada: demonstrações �nanceiras após alterações na lei das S.As. e as sociedades empresárias à luz do novo Código Civil. 4. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019. CPC. Pronunciamento Técnico CPC 03 (R2) – Demonstração dos Fluxos de Caixa. [S. l.: s. n.], 2024. Disponível em: https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/183_CPC_03_R2_rev%2024.pdf. Acesso em: 16 set. 2024. FERNANDES, E. C. Demonstração dos �uxos de caixa – DFC: comentários tributários ao pronunciamento técnico CPC 03 (R2). Revista de Direito Contábil Fiscal, São Paulo, v. 2, n. 4, p. 213-217, jul./dez. 2020. Disponível em: https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/92/65. Acesso em: 14 mar. 2024. IUDÍCIBUS, S. de. Análise de balanços. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2017. MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/27250 https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/27250 https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/download/27250/21541 https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/183_CPC_03_R2_rev%2024.pdf https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/92/65 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA SILVA, M. C. da. Demonstração de �uxo de caixa do Estado de São Paulo: análises com suporte da Teoria da Divulgação. Revista de Gestão e Secretariado, São Paulo, v. 14, n. 9, p. 15838-15857, 2023. Disponível em: https://ojs.revistagesec.org.br/secretariado/article/download/2726/1626. Acesso em: 14 mar. 2024. Aula 4 Outros Fundamentos das Demonstrações Contábeis Outros fundamentos das demonstrações contábeis Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Olá, estudante! Nesta videoaula, você estudará os regimes de escrituração contábil e, com isso, compreenderá a importância e as diferenças dos regimes de caixa e de competência. ao longo do vídeo, exploraremos como esses regimes garantem a precisão das transações contábeis, in�uenciando diretamente a apresentação das informações contábeis das empresas. Prepare-se para essa jornada de aprendizado que enriquecerá sua compreensão sobre contabilidade introdutória na prática. Vamos lá! Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula você aprenderá sobre regimes de escrituração contábil. Nesse sentido, estudaremos mais detidamente os dois pilares fundamentais do universo contábil: o regime de caixa e o regime de competência, que são métodos de registro. Ao compreender profundamente como cada regime funciona e se aplica no contexto empresarial, você poderá para garantir a conformidade legal e a otimização da saúde �nanceira da empresa. https://ojs.revistagesec.org.br/secretariado/article/download/2726/1626 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA A questão que guiará esta jornada de aprendizado diz respeito à escolha entre o regime de caixa e o regime de competência para aplicação. Qual deles oferece a visão mais precisa da realidade �nanceira de uma empresa? Como essa aplicação in�uencia a tomada de decisões estratégicas? E mais profundamente, como os conceitos de receitas e despesas são tratados em cada regime? Essas questões são cruciais, pois, ao entender as nuances desses regimes, você será capaz de identi�car a importância de cada um deles. Além disso, você verá informações sobre balanços sucessivos e a tipologia de informações gerada pela contabilidade. À medida que avançamos, mantenha a mente aberta e curiosa, fazendo conexões entre o que aprende e como isso se aplica ao mundo real das �nanças e da gestão empresarial. Lembre-se: a contabilidade é muito mais do que números em um papel; é uma linguagem que, quando bem interpretada, revela a saúde e o potencial de uma empresa. Dito isso, você está convidado a embarcar nesta jornada de descoberta conosco. Prepare-se para explorar ainda mais a área contábil e descobrir como esses conhecimentos fundamentais podem abrir portas para oportunidades inimagináveis em sua carreira futura! Bons estudos! Vamos Começar! Regimes de escrituração contábil Os regimes contábeis são sistemas de escrituração contábil essenciais e, frequentemente, obrigatórios para garantir a consistência e a precisão na contabilização das transações contábeis. A contabilidade trabalha com dois regimes de escrituração contábil, utilizados para registrar dados e transformá-los em informações uteis aos usuários: regime de caixa e regime de competência. Regime de caixa Nesse regime, o foco é a movimentação �nanceira, isto é, entradas e saídas de caixa. As receitas são reconhecidas quando arrecadadas e/ou as despesas quando pagas, independentemente do período a que se referem. O registro ocorre quando há movimentação de caixa. Por exemplo, o regime de caixa é aplicado quando a empresa registra a entrada de valores de vendas à vista ou quando ocorrem pagamentos de dívidas. Esse regime se caracteriza pela apuração dos resultados com base nas transações efetivas de caixa. Regime de competência Aqui, as transações, receitas e despesas são reconhecidas e registradas no período em que ocorrem, independentemente de quando são pagas ou recebidas, ou seja, no momento da sua ocorrência, independentemente do recebimento ou do pagamento. Assim, no regime de Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA competência, a ênfase não está na movimentação efetiva de recursos, mas no momento da ocorrência do fato gerador. As receitas e despesas são atribuídas ao exercício �nanceiro em que efetivamente ocorrem. Esse método é amplamente reconhecido e endossado pela teoria da contabilidade e pela legislação tributária, incluindo o Imposto de Renda, por fornecer uma representação precisa e integral do resultado �nanceiro da empresa (lucro ou prejuízo). Segundo Marion (2023), as diretrizes fundamentais do regime de competência estipulam que, se ocorrem vendas a prazo realizadas em dezembro em x1, com recebimentos de vendas previsto para x2, as receitas são reconhecidas como sendo x1, pois é nesse momento que são efetivamente geradas. Já as despesas são reconhecidas no período em que ocorrem, independentemente de quando são pagas. Por exemplo, o pagamento de salários em 10 de janeiro de x2, referente ao trabalho realizado em dezembro de x1, é contabilizado como despesa de x1, visto que é nesse período que a despesa incorre. Veja a Figura 1. Figura 1 | Apuração de resultado. Fonte: Marion (2023, p. 89). O resultado operacional líquido, portanto, é calculado com base em determinado período, geralmente anual, subtraindo-se todas as despesas incorridas no período (mesmo que não pagas) do total de receitas geradas (mesmo que não recebidas). Exemplo de regime de competência versus caixa Considere uma empresa que tenha vendido em x1 R$ 20.000, mas que tenha recebido R$ 12.000 no ato da venda e receberá o restante no futuro. Nesse caso, considere ainda que a organização teve uma despesa de R$ 16.000 e que pagará, até o últimodia do ano, o montante de R$ 10.000. A apuração do resultado pela competência e pelo caixa está expressa no exemplo do Quadro 1. Bloco 1 Resultado Ativo (caixa) Ativo (contas a receber) Receita 20.000 12.000 8.000 ( - ) Despesas (16.000) (10.000) Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA ( = ) Lucro ou prejuízo 4.000 2.000 Bloco 2 Passivo (contas a pagar) 6.000 Quadro 1 | Comparativo entre regimes contábeis. Fonte: adaptado de Marion (2023). Repare que, no Quadro 1, a empresa gerou R$ 4.000 de lucro no período e R$ 2.000 de caixa. A diferença entre o lucro e o caixa é temporal. É justamente a diferença entre aquilo que a empresa tem para receber e aquilo que ela tem para pagar que torna possível entender que o lucro se transforma em caixa à medida que a empresa vai pagando o que precisa pagar e vai recebendo o que precisa receber. Se todas as operações da empresa fossem à vista, o lucro seria igual ao caixa. Siga em Frente... Balanços sucessivos Balanços sucessivos são um conceito aplicado para demonstrar como as transações (fatos contábeis) afetam o balanço patrimonial de uma empresa, indicando uma evolução patrimonial. O �uxo mostrado na Figura 2 pode ser explicado da seguinte forma: Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Figura 2 | Balanços sucessivos Fatos contábeis: são eventos que provocam mudanças quantitativas ou qualitativas no patrimônio de uma entidade. Podem ser transações como vendas, compras, pagamentos ou recebimentos. Registro dos fatos contábeis: após a ocorrência de um fato contábil, ele deve ser registrado nos livros contábeis da empresa. Esses registros são conhecidos como lançamentos contábeis e devem respeitar o princípio da competência. Balanço patrimonial: com base nesses registros, é elaborado um balanço patrimonial. Novos fatos contábeis: mesmo após a elaboração de um balanço patrimonial, a empresa continua a realizar transações. Esses novos eventos econômicos também afetarão o patrimônio da empresa e precisarão ser registrados e re�etidos em um novo balanço. "Novo" registro dos fatos contábeis: assim como os fatos contábeis iniciais, os novos fatos também precisam ser registrados seguindo os princípios contábeis. Novo balanço patrimonial: após o registro dos novos fatos contábeis, um novo balanço patrimonial é elaborado para re�etir a nova realidade patrimonial da empresa. Esse processo é contínuo e cíclico, com o patrimônio sendo constantemente atualizado a cada novo fato contábil. A ideia que os balanços sucessivos trazem é a de que a contabilidade de uma empresa é um processo dinâmico e contínuo, no qual cada transação altera o estado patrimonial da empresa, mudança re�etida na elaboração de novos balanços patrimoniais. Isso permite que os gestores e stakeholders tenham uma visão atualizada sobre a evolução patrimonial, algo essencial para o planejamento e a tomada de decisão. Tomada de decisão respaldada De todo o rol de demonstrações contábeis apresentado pelo CPC 26 e destacado por Iudícibus (2017), o balanço patrimonial, a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) formam o núcleo essencial de informações para uma análise plena e e�caz da saúde �nanceira e operacional de uma empresa (veja a Figura 3). Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA O balanço patrimonial oferece uma fotogra�a instantânea da situação patrimonial da empresa em determinado momento, detalhando ativos, passivos e patrimônio líquido. Essa informação patrimonial é crucial para entender a estrutura de capital da empresa, sua capacidade de gerar valor no futuro e quanto dessa geração de valor é sustentável a longo prazo. É a base para análises de solvência e liquidez, pois permite aos investidores e aos gestores avaliarem a capacidade da empresa de cumprir suas obrigações �nanceiras. Figura 3 | Tripé básico de informações Por outro lado, a DRE e a DFC complementam o balanço patrimonial ao oferecerem uma visão dinâmica do desempenho econômico e �nanceiro da empresa. A DRE expõe a informação econômica da empresa ao longo de um período, detalhando receitas, custos, despesas e lucros ou prejuízos. Essa informação econômica serve para entender a e�cácia das operações da empresa, sua capacidade de gerar lucro a partir de suas atividades centrais e o controle de custos. A DFC, ao revelar o �uxo real de caixa de operações, investimentos e �nanciamentos, fornece a base para a gestão �nanceira da empresa, sua capacidade de gerar caixa e �nanciar suas atividades, expansão ou pagamento de dívidas. Juntos, esses três tipos de informações oferecem uma base sólida para uma análise completa da empresa, permitindo uma tomada de decisão respaldada, seja para investimento, seja para gestão, seja para planejamento estratégico, o que possibilita o exercício do controle. Vamos Exercitar? Ao encerrar os estudos sobre regimes de escrituração contábil, �ca evidente que tanto o regime de caixa quanto o de competência desempenham papéis fundamentais na representação contábil e na tomada de decisões estratégicas dentro de uma empresa. Através das discussões, Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA pudemos vislumbrar que o regime de caixa se aplica à visão da Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), sinalizando movimentações efetivas de entrada e saída �nanceira, ao passo que o regime de competência é trabalhado nas demais demonstrações contábeis para registrar os eventos segundo a competência. A questão inicial da aula propunha a re�exão sobre qual dos regimes proporcionaria a melhor base para decisões estratégicas e como cada um trataria conceitos como receitas e despesas. Concluímos que o regime de competência, ao reconhecer receitas e despesas no momento em que ocorrem, independentemente do �uxo de caixa, oferece uma representação mais acurada do desempenho econômico de uma empresa em um período. Isso facilita uma análise mais aprofundada da lucratividade e da e�ciência operacional, sendo essencial para o planejamento a longo prazo e a sustentabilidade �nanceira. Por outro lado, o regime de caixa, ao focar nas entradas e nas saídas reais de caixa, é insuperável para entender a liquidez da empresa e sua capacidade de gerenciar o �uxo de caixa no curto prazo. Isso é útil para as empresas entenderem onde a gestão de caixa é crítica para a sobrevivência. Integrando essa compreensão com os conceitos de balanços sucessivos e a tipologia de informações geradas pela contabilidade, destacamos como cada transação afeta o patrimônio da empresa e como isso é re�etido nos relatórios �nanceiros. Isso reforça a ideia de que a contabilidade é uma ferramenta dinâmica e vital para o planejamento e o controle �nanceiro. Agora, convidamos você, estudante, a ponderar sobre os efeitos dos eventos contábeis, como operações de compra e venda, e sobre as demonstrações contábeis, considerando os regimes de caixa e de competência. A contabilidade, em sua essência, é a linguagem dos negócios. Logo, ao dominá-la e ao compreender profundamente os princípios que regem os regimes de escrituração contábil, você se equipará não apenas para enfrentar desa�os �nanceiros e operacionais, mas também para identi�car oportunidades de crescimento e inovação. Esperamos que esta aula tenha ampliado sua perspectiva sobre o papel crítico da contabilidade na gestão empresarial e motivado você a aplicar esses conhecimentos no avanço de sua carreira pro�ssional. Até a próxima! Saiba mais Estudante, se você deseja aumentar ainda mais sua capacidade de pensar criticamente nos conteúdos de contabilidade, leia os textos indicados a seguir. Saiba mais sobre a implementação do regime contábil de competência no setor público brasileiro, focando no registro de receitas e despesas conforme o fator gerador, independentemente do recebimento ou do pagamento. Através de uma análise teórica, examinou-se a adoção desse regime sob perspectivas orçamentária e patrimonial, revelando dúvidas sobre sua aplicação tanto no Brasil quanto no exterior, especialmente em relação à Disciplina CONTABILIDADEPor outro lado, os usuários externos são aqueles que estão do lado de fora de uma empresa, mas que detêm algum tipo de interesse a respeito da empresa por serem partes interessadas. Há uma gama diversi�cada de usuários externos: investidores, como sócios ou acionistas, procuram analisar a rentabilidade através de relatórios contábeis; fornecedores e bancos estão interessados na capacidade de pagamento da empresa; enquanto o governo foca na arrecadação de impostos. Outros grupos, como empregados, sindicatos e concorrentes, também se interessam pelas informações contábeis para conhecer melhor a posição patrimonial, econômica e �nanceira da empresa. Dito isso, o Quadro 1 traz exemplos de usuários internos e externos da contabilidade. USUÁRIOS INTERNOS USUÁRIOS EXTRNOS Sócios (empreendedores) Investidores Gerentes Fornecedores Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Diretores Governos Conselhos internos Sindicatos Administradores Bancos Funcionários Concorrentes Quadro 1 | Exemplos de usuários da informação contábil Essencialmente, a contabilidade busca atender a todos que dela necessitem para o processo de tomada de decisão. Com isso, compreendemos quão importante é o papel que a contabilidade desempenha em toda a sociedade. Uma ilustração interessante para re�etirmos sobre isso é a de que “uma empresa sem boa Contabilidade é como um barco, em alto-mar, sem bússola, totalmente à deriva” (Marion, 2023, p. 24). Vamos Exercitar? Nesta aula, você foi introduzido aos fundamentos da disciplina, de modo que aprendeu sobre o papel da contabilidade nas organizações, o patrimônio como foco de estudo e como ela é indispensável na tomada de decisões para os usuários. Agora é hora de avançarmos, conectando os conceitos abordados a as re�exões profundas sobre o tema. Considere o seguinte cenário: você tem uma quantia de dinheiro poupada e surge a oportunidade de investir em uma empresa. Como investidor, você optaria por fazer o investimento imediatamente ou buscaria mais informações sobre a empresa para informar sua decisão? Provavelmente, optaria pelo segundo cenário, buscando garantir a segurança do seu investimento. Isso nos leva a ponderar: emprestaríamos dinheiro ou faríamos negócios sem conhecer as partes envolvidas? Nesse contexto, a contabilidade desempenha um papel vital para a sociedade ao produzir e distribuir informações para seus usuários, facilitando as tomadas de decisão. Além de seu impacto nas organizações, a contabilidade afeta investidores, credores e outros stakeholders, demonstrando a amplitude e a importância da informação contábil. Ressaltamos que informações contábeis fortalecem a con�ança e a credibilidade das empresas, in�uenciando de maneira positiva as decisões de investimento e parcerias. Com os fundamentos estabelecidos, continue nessa jornada de aprendizado contábil. Até a próxima! Saiba mais Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Que tal mergulhar ainda mais nos assuntos que você está aprendendo? Para aumentar ainda mais a sua capacidade de pensar criticamente no conteúdo desta aula, faça as leituras recomendadas a seguir. Saiba mais sobre como a contabilidade é importante para as empresas por oferecer suporte não só em questões �scais, mas também na gestão, com informações precisas e relatórios úteis para melhorar a competitividade. O estudo apresentado a seguir analisou o uso da contabilidade por micro e pequenas empresas na Serra Gaúcha, adotando uma metodologia de pesquisa descritiva, qualitativa e do tipo survey. Os achados revelam que gestores valorizam e frequentemente usam dados contábeis na administração de seus negócios, com destaque para o papel consultivo do contador. Contudo, algumas críticas emergiram, como a utilização dessas informações majoritariamente para atender obrigações legais. VACARI, S. S. et al. A Contabilidade como Ferramenta de Gestão e Incremento da Competitividade para Micro e Pequenas Empresas. Revista Conhecimento Contábil, Mossoró, v. 13, n. 2, p. 71-92, 2023. Leia, agora, sobre como a teoria da contabilidade afeta o propósito dos relatórios �nanceiros de uso geral, analisando trabalhos de renomados pesquisadores da área nos Estados Unidos e no Reino Unido. Com essas pesquisas, descobriu-se que a teoria contábil britânica teve uma in�uência signi�cativa na estrutura conceitual de 1989, enquanto as versões de 2010 e 2018 se alinharam mais com a perspectiva americana, priorizando investidores e credores. Conclui-se que, como as estruturas conceituais re�etem as teorias contábeis dessas regiões, in�uenciadas pelas contribuições de pesquisadores envolvidos em entidades pro�ssionais importantes, as diretrizes do IASB acabam sendo afetadas, o que, via pronunciamentos contábeis, impacta a realidade brasileira. Descubra mais! IUDÍCIBUS, S. de et al. In�uência da teoria da contabilidade no objetivo do relatório �nanceiro de �nalidade geral. Revista Contemporânea de Contabilidade, Florianópolis, v. 19, n. 50, p. 107-121, jan./mar. 2022. Entenda como a contabilidade evoluiu para um importante recurso de gestão empresarial, essencial para o planejamento, a execução, o controle e a prevenção de problemas nas organizações. O estudo apresentado a seguir buscou evidenciar a relevância da contabilidade gerencial para o sucesso de micro e pequenas empresas através de uma revisão sistemática de literatura que examinou artigos publicados de 2015 a 2020 no SciELO e no Google Acadêmico. Os resultados indicaram que, apesar de a contabilidade gerencial contribuir positivamente para o desempenho dessas empresas, muitas ainda a utilizam de forma limitada devido à falta de conhecimento gerencial e di�culdades de comunicação com contadores. Conclui-se, portanto, que o uso e�caz da contabilidade gerencial pode fomentar um planejamento mais assertivo e melhorar o desempenho no mercado das micro e pequenas empresas. MARCELINO, J. A. et al. Contabilidade gerencial como ferramenta de apoio à gestão de pequenas empresas. Revista Controladoria e Gestão, [s. l.], v. 2, n. 2, p. 469-485, jul./dez. 2021. https://periodicos.apps.uern.br/index.php/RCC/article/view/5302 https://periodicos.apps.uern.br/index.php/RCC/article/view/5302 https://periodicos.ufsc.br/index.php/contabilidade/article/view/79548 https://periodicos.ufsc.br/index.php/contabilidade/article/view/79548 https://periodicos.ufs.br/rcg/article/view/15244 https://periodicos.ufs.br/rcg/article/view/15244 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Referências EQUIPE DE PROFESSORES FEA-USP. Contabilidade Introdutória. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2023. IUDICIBUS, S. de. Teoria da Contabilidade. 12 ed. Rio de Janeiro: Atlas, 2021. IUDÍCIBUS, S. de. Teoria da contabilidade. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2023. IUDÍCIBUS, S. de et al. In�uência da teoria da contabilidade no objetivo do relatório �nanceiro de �nalidade geral. Revista Contemporânea de Contabilidade, Florianópolis, v. 19, n. 50, p. 107-121, jan./mar. 2022. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/8255988.pdf. Acesso em: 14 set. 2024. MARCELINO, J. A. et al. Contabilidade gerencial como ferramenta de apoio à gestão de pequenas empresas. Revista Controladoria e Gestão, [s. l.], v. 2, n. 2, p. 469-485, jul./dez. 2021. Disponível em: https://periodicos.ufs.br/rcg/article/download/15244/11816. Acesso em: 14 set. 2024. MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. PADOVEZE, C. L. Manual de Contabilidade Básica - Contabilidade Introdutória e Intermediária, 10ª edição. Rio de Janeiro: Atlas, 2016. PADOVEZE, C. L. Manual de contabilidade básica: contabilidade introdutória e intermediária. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2018. VACARI, S. S. et al. A Contabilidade como Ferramenta de Gestão e Incremento da Competitividade para Micro e Pequenas Empresas. Revista Conhecimento Contábil, Mossoró, v. 13, n. 2, p. 71-92, 2023. Disponível em: https://periodicos.apps.uern.br/index.php/RCC/article/download/5302/3880. Acesso em: 14 set. 2024. Aula 2 Bases Legais e Normativas e Pilares da Contabilidade Bases Legais e NormativasINTRODUTÓRIA elaboração de orçamentos e ao tratamento de receitas orçamentárias. O estudo sugere que há uma lacuna de conhecimento signi�cativa impedindo sua implementação e�caz no setor público brasileiro, indicando uma necessidade urgente de desenvolvimento de competências nessa área. Este ensaio contribui para o debate acadêmico sobre o regime de competência e incentiva pesquisas futuras para esclarecer as incertezas identi�cadas. Não deixe de conferi-lo! SILVA, M. C. da; OLIVEIRA, E. J. de. Ensaio teórico sobre a adoção do regime de competência no setor público brasileiro: uma questão de competência ou incompetência? Cuadernos de Educación y Desarrollo, [s. l.], v. 16, n. 1, p. 2102-2123, 2024. A contabilidade, apesar de sua importância tanto para o controle gerencial quanto para a prestação de contas, é frequentemente negligenciada por empresas de menor porte, in�uenciadas por regimes de tributação que focam na manutenção do livro caixa, como o lucro presumido e o simples nacional. Esse cenário destaca a necessidade de se observar a obrigatoriedade da escrituração contábil para todas as empresas, independentemente do regime tributário, pois a contabilidade não só oferece uma visão precisa da situação econômica e da performance da entidade, mas também serve como uma ferramenta de gestão essencial, além de protegê-la contra a desconsideração da personalidade jurídica e possibilitar a distribuição isenta de lucros e dividendos. A legislação, especialmente o Código Civil de 2002, reforça a obrigatoriedade da escrituração contábil para empresários e sociedades empresárias, sublinhando sua relevância e a necessidade dela para uma gestão e�caz e em conformidade legal. EVARISTO, A. Mas a�nal, é obrigatória a escrituração contábil para todas as empresas?. Revista de Direito Contábil Fiscal, São Paulo, v. 5, n. 9, p. 97-109, 2023. A relação entre contabilidade e direito tributário se intensi�ca com as normas internacionais de contabilidade (IFRS), que promovem alterações signi�cativas nos princípios contábeis e impactam diretamente o âmbito tributário. A contabilidade, adaptando-se às IFRS, passou por uma reinterpretação de seus princípios, como a prevalência da essência sobre a forma, enquanto o direito tributário incorporou e adaptou essas mudanças aos seus próprios princípios, destacando-se a neutralidade e a rastreabilidade. Aproximações entre essas áreas incluem a reconhecida importância dos princípios contábeis no direito tributário e a adaptação de ambos aos padrões IFRS. Contudo, distanciamentos surgem na interpretação e na aplicação dos princípios, especialmente na preferência da contabilidade pela subjetividade, em contraste com a objetividade mais estrita do direito tributário. Essas diferenças re�etem a complexidade e a necessidade de constante diálogo entre as duas áreas frente às inovações internacionais de contabilidade. Leia o texto a seguir e descubra mais sobre essa relação. MOREIRA, J. G. Princípios contábeis e �scais: aproximações e distanciamentos pós-IFRS. Revista de Direito Contábil Fiscal, São Paulo, v. 3, n. 5, p. 111-135, 2021. https://ojs.europubpublications.com/ojs/index.php/ced/article/view/3141 https://ojs.europubpublications.com/ojs/index.php/ced/article/view/3141 https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/16/109 https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/view/73 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Referências CPC. Pronunciamento Técnico CPC 26 (R1) – Apresentação das Demonstrações Contábeis. [S. l.: s. n.], 2023. Disponível em: https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf. Acesso em: 15 set. de 2024. EVARISTO, A. Mas a�nal, é obrigatória a escrituração contábil para todas as empresas? Revista de Direito Contábil Fiscal, São Paulo, v. 5, n. 9, p. 97-109, 2023. Disponível em: https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/16/109. Acesso em: 14 mar. 2024. IUDÍCIBUS, S. de. Análise de balanços. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2017. MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. MOREIRA, J. G. Princípios contábeis e �scais: aproximações e distanciamentos pós-IFRS. Revista de Direito Contábil Fiscal, São Paulo, v. 3, n. 5, p. 111-135, 2021. Disponível em: https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/73/47. Acesso em: 14 mar. 2024. SILVA, M. C. da; OLIVEIRA, E. J. de. Ensaio teórico sobre a adoção do regime de competência no setor público brasileiro: uma questão de competência ou incompetência? Cuadernos de Educación y Desarrollo, [s. l.], v. 16, n. 1, p. 2102-2123, 2024. Disponível em: https://ojs.europubpublications.com/ojs/index.php/ced/article/download/3141/2640. Acesso em 14 mar. 2024. Aula 5 Encerramento da Unidade Demonstrações contábeis Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/16/109 https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/73/47 https://ojs.europubpublications.com/ojs/index.php/ced/article/download/3141/2640 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Olá, estudante! Nesta videoaula de encerramento, considerando a teoria das origens e as aplicações de recursos, você relembrará as principais demonstrações contábeis – ativo, passivo, patrimônio líquido, entre outros – e recordará a importância da estrutura patrimonial, do resultado econômico e dos �uxos de caixa para a prática pro�ssional. Esse conhecimento é fundamental, pois permite que você interprete e gerencie as �nanças de uma organização e�cientemente ou mesmo que apoie o processo decisório dos usuários. Bons estudos! Ponto de Chegada Olá, estudante! Para desenvolver as competências desta unidade, que são conhecer a estrutura e os elementos do balanço patrimonial; interpretar os resultados para avaliar a situação �nanceira e patrimonial da empresa em determinado momento; e compreender a Demonstração dos Resultados do Exercício (DRE) e a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), você teve de, primeiramente, conhecer os conceitos fundamentais que sustentam as práticas contábeis modernas. Sua jornada começou com a teoria das origens e as aplicações de recursos, essencial para entender como os recursos são mobilizados dentro de uma empresa e como impactam diretamente o ativo, o passivo e o patrimônio líquido. Esses elementos formam a base da estrutura patrimonial, sendo importantes para a análise e a interpretação do balanço patrimonial. Ao explorar os conceitos de receitas e despesas, você se preparou para compreender a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), uma ferramenta dedutiva que classi�ca e agrupa resultados para apurar o resultado líquido da empresa. A estrutura do resultado econômico, detalhada na DRE, revela o desempenho operacional de uma organização. Além disso, o estudo dos fundamentos de �uxos de caixa, incluindo os pagamentos e recebimentos organizados em �uxos, permitiu-lhe compreender como acompanhar as movimentações �nanceiras da empresa. Isso é fundamental para analisar as fontes e os usos de caixa ao longo do tempo, uma vez que oferece uma perspectiva clara sobre a saúde �nanceira da empresa. Mais adiante, a compreensão dos regimes contábeis ampliou sua visão sobre como as transações são reconhecidas e registradas, afetando as demonstrações contábeis. O entendimento da prática de balanços sucessivos, por sua vez, permitiu-lhe conhecer como acompanhar a evolução patrimonial da empresa ao longo do tempo. Finalmente, após todo esse estudo, esperamos que você esteja apto a identi�car e aplicar os conceitos fundamentais de contabilidade relativos às principais demonstrações contábeis, valorizando as informações patrimoniais,econômicas e �nanceiras que o orientam na identi�cação e no uso correto das informações para a tomada de decisão. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA É Hora de Praticar! Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Paulo, motivado pelo desejo de empreender diante do desemprego e da proximidade com o período natalino, identi�cou uma oportunidade de negócio em sua comunidade. Observando que o preço do papel de embrulho era consideravelmente elevado nas lojas locais, decidiu adquirir esse material de um fornecedor da região e revendê-lo nas imediações de sua residência. Com um investimento inicial de R$ 40,00, proveniente de seus próprios recursos, Paulo deu início à sua empreitada. No primeiro dia de atividade, uma segunda-feira, ele realizou a compra de papéis de embrulho no valor de R$ 40,00 e conseguiu vender 3/4 do total adquirido por R$45,00. Diante desse cenário, surgem as seguintes questões para análise: Qual foi a movimentação �nanceira de Paulo nesse primeiro dia de vendas? Como se caracterizou o desempenho �nanceiro da iniciativa de Paulo nessa data, considerando-se a relação entre lucro e prejuízo? Qual era a situação patrimonial da empreitada de Paulo ao término desse dia? Para solidi�car seu entendimento e sua re�exão sobre esses conteúdos, considere as seguintes perguntas: Como a compreensão da estrutura do balanço patrimonial pode in�uenciar a tomada de decisões estratégicas dentro de uma empresa? De que maneira a análise da Demonstração dos Resultados do Exercício (DRE) ajuda a identi�car áreas de melhoria ou preocupação na performance da empresa? Quais percepções podem ser obtidas ao analisar a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) e como eles afetam a gestão �nanceira de longo prazo da empresa? Para resolver esse estudo de caso, vamos analisar a movimentação de caixa, o desempenho �nanceiro e a riqueza patrimonial da empresa de Paulo na segunda-feira, considerando as informações fornecidas. Movimentação de caixa na segunda-feira A movimentação de caixa (Quadro 1) refere-se a todas as entradas e saídas de dinheiro em caixa da empresa de Paulo, em determinado período, neste caso, na segunda-feira. Um caixa líquido de R$ 5,00, que corresponde à diferença entre o saldo inicial de caixa e o saldo �nal, é apresentado no período. Movimentação na Demonstração dos Fluxos de Caixa Valor (R$) Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Saldo de caixa inicial (aportado por Paulo) 40 Caixa gerado pela venda do papel de presente 45 Caixa consumido para pagar o papel de presente ( 40 ) Saldo de caixa �nal 45 Quadro 1 | Fluxo de caixa Desempenho (lucro ou prejuízo) na segunda-feira O desempenho da empresa de Paulo (Quadro 2) pode ser medido pelo aspecto econômico de lucro ou prejuízo obtido pela atividade na segunda-feira. O lucro ou o prejuízo é calculado como a diferença entre as receitas de vendas e os custos dos produtos vendidos. Movimentação na Demonstração dos Resultado do Exercício Valor (R$) Receita de vendas 45 Custo das mercadorias vendidas ( 3/4 de R$ 40) ( 30 ) Lucro obtido 15 Quadro 2 | Resultado econômico Veja que a atividade apresentou receitas de vendas de R$ 45,00 (vendas de 3/4 das unidades compradas) e custo dos produtos vendidos (CPV) de $ 30,00. O cálculo do CPV, considera que Paulo vendeu 3/4 das unidades que comprou por R$ 40,00. Portanto, o CPV corresponde ao custo dessas unidades vendidas. Lucro (ou prejuízo) = R$ 45 - R$ 30 = R$15 Repare que até o momento houve uma geração de R$ 5,00 no caixa e uma geração de R$ 15,00 no lucro. Essa diferença é justi�cada pelo fato de que apenas parte do custo pago foi efetivamente realizado, ou seja, ainda existe 1/4 dos valores dos papéis de embrulho no estoque, que corresponde a R$ 10,00. Riqueza patrimonial na segunda-feira A riqueza patrimonial da empresa de Paulo (Quadro 3) ao �nal da segunda-feira é representada pelo seu patrimônio líquido, que é a diferença entre o ativo (o que a empresa possui) e o passivo (o que a empresa deve). Nesse caso, como Paulo começou com R$ 40,00 de seu próprio dinheiro e não há menção de dívidas, o patrimônio líquido inicial era de R$ 40,00. Após as operações do dia, precisamos ajustar o patrimônio líquido com o lucro obtido e considerar os ativos restantes (papel de embrulho não vendido). Balanço Patrimonial Ativo circulante 55 Passivo circulante 0 Caixa 45 Estoques de mercadorias ( ¼ de 40) 10 Ativo não circulante 0 Passivo não circulante 0 Patrimônio líquido 55 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Recursos próprios 55 Total de ativos 55 Total de passivos/PL 55 Quadro 3 | Riqueza patrimonial Com base nos cálculos realizados, a movimentação líquida de caixa de Paulo foi de R$5,00. Isso indica que, após considerar as entradas e saídas de caixa relacionadas às operações do dia, o caixa da empresa aumentou em R$ 5,00. O desempenho (lucro ou prejuízo) da empresa na segunda-feira foi de R$ 15,00. Esse lucro foi obtido pela diferença entre a receita de vendas (R$ 45,00) e o custo dos produtos vendidos (R$ 30,00), considerando que 3/4 das unidades foram vendidas. A riqueza patrimonial, ou o patrimônio líquido da empresa de Paulo, ao �nal da segunda-feira, foi de R$ 55,00. Esse valor re�ete o ativo total da empresa, que inclui o caixa após as vendas, o valor dos papéis de embrulho não vendidos e o caixa inicial, indicando o total de recursos �nanceiros e ativos que a empresa possui. Esse estudo de caso demonstra como a aplicação prática dos conceitos de balanço patrimonial, DRE e DFC pode fornecer uma compreensão valiosa sobre a saúde �nanceira e o desempenho de uma empresa. Ao acompanhar a movimentação de caixa, avaliar o desempenho econômico através do lucro ou do prejuízo e entender a composição e a variação do patrimônio líquido, os gestores podem tomar decisões mais conscientes para o sucesso do negócio. O mapa mental a seguir aborda os conceitos fundamentais e as estruturas das demonstrações contábeis, essenciais para a compreensão da situação �nanceira, econômica e patrimonial de uma entidade. No balanço patrimonial, tem-se a teoria das origens e as aplicações de recursos, nas quais estão detalhadas as fontes de recursos (origens) e suas respectivas aplicações, bem como a estrutura patrimonial, que inclui a categorização do ativo em circulante e não circulante e do passivo em circulante e não circulante, ordenados por liquidez e exigibilidade, respectivamente, além do patrimônio líquido. Na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), explora-se a estrutura dedutiva dos resultados econômicos, envolvendo receitas, despesas e a classi�cação dos resultados. Na Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), analisam-se os fundamentos dos �uxos de caixa, incluindo as entradas e saídas de caixa organizadas em atividades operacionais, de investimento e de �nanciamento. Por �m, abordam-se outros fundamentos, como os regimes contábeis de competência e de caixa, além dos balanços sucessivos, oferecendo uma visão abrangente sobre a mecânica e a interpretação das demonstrações contábeis. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Título 1 | Mapa mental BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga dispositivos da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações �nanceiras. Brasília: Presidência da República, 2007. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm. Acesso em: 16 set. 2024. CPC. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. [S. l.: s. n.], 2019. Disponível em: http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf. Acesso em: 14 set. de 2024. CPC. Pronunciamento Técnico CPC 26 (R1) – Apresentação das Demonstrações Contábeis. [S. l.:s. n.], 2023. Disponível em: https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf. Acesso em: 15 set. de 2024. IUDÍCIBUS, S. de. Análise de balanços. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2017. MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. , Unidade 3 Ciclo Contábil https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Aula 1 Método das Partidas Dobradas Método das partidas dobradas Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Olá, estudante! Nesta videoaula, em que estudará a escrituração contábil, você conhecerá o método da contabilidade para a realização dos registros contábeis e aprenderá sobre o registro dos elementos patrimoniais, a importância das contas contábeis e como débitos e créditos in�uenciam o equilíbrio �nanceiro e os aspectos em torno do método das partidas dobradas. Esse conhecimento apoiará sua prática pro�ssional no mundo dos negócios. Não perca a chance de aprimorar suas habilidades contábeis. Vamos lá! Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula, você percorrerá uma jornada pelo mundo da contabilidade, explorando a metodologia contábil de registro conhecida como método das partidas dobradas. Nesse sentido, você estudará desde a identi�cação de transações que alteram o patrimônio, o uso e a classi�cação das contas contábeis até a realização de lançamentos contábeis. A importância desta aula reside na capacidade de entender como eventos econômicos são traduzidos em registros contábeis que re�etem a saúde �nanceira de uma empresa, permitindo uma análise precisa de seu estado patrimonial e de resultados. Com isso, nosso foco será desvendar a complexidade das contas contábeis, o método das partidas dobradas e o processo de lançamentos contábeis, conceitos fundamentais no campo da contabilidade por fornecerem a base para a construção de relatórios contábeis precisos e con�áveis. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA As questões que guiarão nossa discussão nos levarão a entender como os registros afetam a interpretação dos dados contábeis e, consequentemente, as decisões gerenciais. São elas: Como a escolha de uma conta contábil especí�ca pode afetar a apresentação da informação? De que maneira o método das partidas dobradas garante a integridade dos registros contábeis? Tenha-as sempre em mente ao longo de seus estudos, pois elas serão essenciais para o entendimento prático da contabilidade. Ao �nal desta aula, você será capaz de navegar com con�ança pelo mar dos registros contábeis, pois terá compreendido não apenas como registrar eventos econômicos, mas também como interpretá-los. Esse conhecimento é basilar, não só para aqueles que aspiram a uma carreira em contabilidade, mas também para qualquer pro�ssional envolvido na gestão empresarial. Portanto, embarque nesta jornada de aprendizado e descubra como aplicar esses conceitos na prática, preparando-se para enfrentar os desa�os do mundo empresarial com conhecimento e competência. Bons estudos! Vamos Começar! Metodologia contábil para o registro A metodologia contábil tem como �nalidade gerenciar o patrimônio de uma empresa, apoiando decisões através do registro e da análise das variações patrimoniais. Isso envolve identi�car eventos que impactam ativos e passivos, bem como despesas e receitas, para avaliar o valor atual dos ativos e dos passivos e o total acumulado de despesas e receitas, seguindo os princípios contábeis. Resumidamente, inclui: identi�cação de transações que alteram o patrimônio, método de registro contábil, uso de contas contábeis para organizar a escrituração, avaliação monetária das transações, aplicação de critérios de valorização, classi�cação das contas para relatórios e estruturação dos relatórios para usuários da informação contábil. Na prática, a identi�cação de transações diferencia atos não registráveis, como pedidos de compra sem recebimento de mercadoria, de eventos com impacto patrimonial efetivo, como perdas por danos materiais, que devem ser registradas. A escrituração contábil é feita através do método das partidas dobradas, por meio do qual se registra cada transação com seus valores especí�cos por meio de contas contábeis que funcionam como categorias para agrupar transações similares, facilitando a análise e o controle �nanceiro. Contas contábeis Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Uma conta contábil é a representação de elementos patrimoniais, que podem abranger itens idênticos ou similares para facilitar a gestão e a tomada de decisões empresariais. Ela é essencial para registrar transações como compras, vendas ou despesas. Essas contas podem representar um único elemento patrimonial ou agrupar vários, escolha que depende da utilidade gerencial. A conta contábil é essencial para registrar variações patrimoniais, o que é feito através de um sistema no qual cada elemento patrimonial pode ser controlado conforme suas alterações. Os pro�ssionais contábeis padronizam os nomes das contas para facilitar o entendimento universal. Exemplos incluem o registro de um carro na conta “Veículos”, dinheiro em espécie na conta “Caixa”, imóveis na conta “Imóveis”, economias na conta “Aplicações �nanceiras” e dívidas em “Financiamentos”, conforme ilustrado na Figura 1. Figura 1 | Exemplo de contas contábeis. Fonte: Padoveze (2017, p. 58). A função da conta contábil é capturar registros contábeis, proporcionando uma análise detalhada e acumulativa das transações e dos eventos econômicos, o que facilita o gerenciamento dos elementos patrimoniais envolvidos. As contas são classi�cadas conforme sua natureza patrimonial e o processo de lançamento contábil, destacando-se entre elas as contas patrimoniais, que re�etem os ativos e passivos; as contas de resultado, que registram despesas e receitas de um período e são zeradas ao seu término; e as contas transitórias, usadas para calcular o resultado do período, como lucro ou prejuízo, sendo a conta de lucros ou prejuízos acumulados um exemplo, ao centralizar os resultados das confrontações entre receitas e despesas para determinar o resultado �nal. Siga em Frente... Débito e crédito Na contabilidade, os termos “débito” e “crédito” referem-se aos lados esquerdo e direito de uma conta contábil em um razonete, respectivamente, substituindo as designações de “lado esquerdo” e “lado direito”. Os débitos e créditos geram efeitos diferentes a depender do tipo de conta contábil. Por exemplo, contas de ativo aumentam o seu valor quando sofrem débitos e Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA reduzem quando sofrem créditos. Contas de passivo aumentam o seu valor quando sofrem créditos e reduzem quando sofrem débitos. O método das partidas dobradas baseia-se na ideia de que cada transação deve ser registrada em pelo menos duas contas, com uma denominada “partida” e a outra “contrapartida”, podendo esses termos se aplicarem tanto ao débito quanto ao crédito, dependendo da conta alterada, o que mantém o equilíbrio patrimonial expresso pela equação patrimonial. Isso signi�ca que cada débito em uma conta corresponde a um crédito de igual valor em outra, re�etindo a relação de causa e efeito nas variações patrimoniais, seja de ativos, seja de passivos, seja de despesas ou receitas. Lançamentos contábeis O lançamento contábil é o processo de registro dos fatos contábeis, que segue o método das partidas dobradas por basear-se no princípio de que cada débito deve corresponder a um crédito equivalente (ou que a soma dos débitos deve igualar-se a soma dos créditos), evidenciando a origem e a aplicação de recursos. A prática da escrituraçãoexige aderência a um conjunto de procedimentos e técnicas especí�cas. Os lançamentos contábeis devem incluir informações essenciais como local e data do registro, contas devedoras e credoras, histórico e valor da operação. O histórico do lançamento deve ser claro e objetivo, contendo informações adicionais sem repetir os dados já registrados. Os registros contábeis devem ser realizados na moeda do país, devem estar ordenados cronologicamente e precisam estar baseados sempre em documentos que comprovem o fato contábil. Quando ocorre um registro fora do período adequado ou há necessidade de correção, deve-se documentar a data real do evento e os motivos do registro tardio ou da reti�cação. A preparação de um lançamento contábil envolve a identi�cação do documento que comprova a operação, a determinação do local e da data do fato contábil, a identi�cação da origem e da aplicação de recursos e a seleção das contas a serem debitadas e creditadas, além da elaboração de um histórico detalhado. A Figura 2 demonstra o lançamento da aquisição de um veículo em 10 de janeiro de x1, pelo valor de R$ 30.000,00, �nanciado em 10 parcelas através de uma instituição �nanceira. Esse exemplo destaca a importância de iniciar o lançamento com a(s) conta(s) devedora(s), as quais indicam a aplicação dos recursos. Depois, são registradas as contas credoras, que representam a origem dos recursos. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Figura 2 | Exemplo de lançamento contábil. Fonte: Carvalho, Guimarães e Cruz (2019, p. 68). A numeração de identi�cação vincula o lançamento, no diário contábil, ao respectivo registro no livro-razão e ao documento que deu origem a tal registro. Na ausência de um documento especí�co, eventos contábeis podem servir como base, uma prática usual em ajustes de entradas contábeis. Os registros são efetivamente realizados em um livro chamado diário de lançamento contábil (livro-diário). Embora tradicionalmente realizada de forma manual, a maioria dos lançamentos contábeis hoje é feita por meio de softwares, mantendo a lógica do método das partidas dobradas. Resumo da regra do método das partidas dobradas Segundo Marion (2023), nos regimes contábeis o razonete registra individualmente as movimentações contábeis de cada conta, apresentando o título dela no topo e diferenciando os aumentos e as diminuições em lados opostos. Para contas de ativo, por exemplo, aumentos são lançados à esquerda e diminuições à direita, re�etindo sua posição no lado esquerdo do balanço patrimonial. Em contraste, para contas de passivo e patrimônio líquido, localizadas no lado direito do balanço, os aumentos são registrados à direita e as diminuições à esquerda, invertendo a lógica do ativo, segundo a qual o lado direito representa valores positivos e o esquerdo negativos. Essa regra é resumida no Quadro 1, que mostra o efeito dessa regra para as contas contábeis, conforme a natureza da conta, isto é, conforme a posição do saldo remanescente na conta, em um razonete (se à esquerda, devedora; se à direita, credora). Bloco 1 Contas de: Natureza da conta DEVEDORA CREDORA Ativo X Aumentam a débito Despesa X Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Redutora de passivo/PL X Passivo X Reduzem a débitoPatrimônio líquido X Receitas X Redutora de ativo X Bloco 2 Reduzem a crédito Aumentam a crédito Quadro 1 | Síntese da regra do método das partidas dobradas Cabe destacar que existem exceções em relação à regra, pois as contas transitórias de apuração do resultado e de lucros ou prejuízos acumulados podem ser devedoras ou credoras, dada a possibilidade de representarem lucros ou prejuízos apurados. Vamos Exercitar? Estudante, você chegou ao �nal desta aula explorando as regras do método das partidas dobradas, que lhe proporciona a base para traduzir fatos em registros que espelham a saúde �nanceira de uma empresa e que, mais tarde, se tornarão relatórios. Você aprendeu os conceitos das contas contábeis, conheceu o método das partidas dobradas e se aprofundou no processo de lançamentos contábeis por meio de débitos e créditos. Esses elementos são fundamentais para a construção de relatórios contábeis precisos, indispensáveis para a tomada de decisões. As questões apresentadas no início da aula, a respeito da maneira como a escolha de uma conta contábil especí�ca pode afetar a apresentação da informação e a garantia de integridade dos registros pelo método das partidas dobradas, foram abordadas e esclarecidas ao longo das discussões. Aprendemos que a escolha adequada de uma conta contábil não apenas afeta a clareza e a precisão do registro de uma transação, mas também pode in�uenciar signi�cativamente a interpretação dos dados contábeis. Além disso, compreendemos que o método das partidas dobradas, ao exigir que cada débito tenha um crédito correspondente, garante o equilíbrio do sistema contábil, re�etindo com precisão as movimentações patrimoniais e assegurando a con�abilidade dos registros �nanceiros. As discussões realizadas e os conteúdos explorados oferecem um caminho sólido para resolver as questões propostas, fornecendo a você, estudante, uma base robusta para aplicar esses conceitos no cotidiano pro�ssional. No entanto, a contabilidade, como ciência, está em constante evolução, logo sempre há novas perspectivas sendo desenvolvidas. Por isso, continue explorando e questionando, buscando entender não apenas como aplicar os conhecimentos Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA adquiridos, mas também como eles podem ser adaptados ou ampliados para enfrentar novos desa�os. Lembre-se de que a informação pode ter implicações amplas e afetar não apenas os relatórios �nanceiros, mas também a percepção de stakeholders, a avaliação de desempenho e a estratégia empresarial. A contabilidade é uma ferramenta poderosa para a gestão empresarial, e sua aplicação consciente e criteriosa é fundamental para o sucesso de qualquer empreendimento. Com isso, concluímos a aula de hoje. Esperamos que esta jornada tenha sido esclarecedora e que tenha despertado em você uma curiosidade ainda maior sobre a contabilidade e suas aplicações. Boa sorte em sua jornada contábil e pro�ssional! Até a próxima! Saiba mais Para enriquecer ainda mais sua capacidade de pensar criticamente nos conteúdos de contabilidade, recomendamos a leitura das fontes apresentadas a seguir. A �loso�a, desde tempos antigos, tem explorado temas como pensamento, razão, verdade, ética e conhecimento nas diversas áreas do saber, incluindo a contabilidade. A abordagem ética na teoria da contabilidade ressalta a importância de princípios justos e imparciais, que variam globalmente, re�etindo as diferenças culturais, éticas e jurídicas de cada país. A análise dos fundamentos �losó�cos dos princípios contábeis no Brasil e na França, inspirada pelas origens italianas da contabilidade e pelo Iluminismo francês, demonstra que esses princípios, tomando como base o método das partidas dobradas, estão profundamente enraizados na ética, na moral e na busca pela verdade. IUDÍCIBUS, S. de et al. Re�exões sobre as bases �losó�cas dos princípios contábeis. Revista Contemporânea de Contabilidade, Florianópolis, v. 17, n. 42, p. 158-173, jan./mar. 2020. A contabilidade, vista como precursora das �nanças, desempenha um papel essencial na moldagem de teorias �nanceiras e na evolução dos estudos econômicos. Desde a invenção do método de partidas dobradas, no século XV, até as complexas �nanças modernas, a interação entre contabilidade, economia e �nanças tem sido fundamental. Essa relação é destacada na contribuição de teóricos como Benedetto Cotrugli e Luca Pacioli, e mais tarde, por economistas in�uentes como Adam Smith, David Ricardo e John Maynard Keynes. A evolução contínua dessas áreas re�ete não apenas nas práticas contábeis e �nanceiras, mas também nas decisões de política econômica, demonstrando a importância da contabilidade como a base sobre a qual repousam a economia e as �nanças. Leia mais sobre esse assunto! CORDEIRO, F. F. Contabilidade& Finanças, uma relação íntima. Revista Contabilidade & Finanças, São Paulo, v. 31, n. 84, p. 385-391, set./dez. 2020. https://periodicos.ufsc.br/index.php/contabilidade/article/view/2175-8069.2020v17n42p158 https://www.scielo.br/j/rcf/a/mQJ6X9z5n5MjWJqDz9LzmFv/?lang=pt&format=pdf Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Este artigo visa enaltecer a pro�ssão contábil, destacando sua importância tanto para contabilistas técnicos quanto para contadores, focando no impacto positivo que têm na sociedade e na economia. O texto explora como a contabilidade, bene�ciada pela evolução, oferece suporte importante, mediante os registros contábeis, para novos empresários e microempreendedores, facilitando a gestão e a tomada de decisões estratégicas, com base em uma ampla revisão teórica e tendências atuais. FERNANDES, M. da S. M. A importância da pro�ssão contábil para a sociedade e auxílio para empresários que estão iniciando seu negócio. Brazilian Journal of Business, Curitiba, v. 4, n. 3, p. 1274-1287, jul./set. 2022. Referências CARVALHO, M. da S.; GUIMARÃES, G. O. M.; CRUZ, C. F. da. Contabilidade geral: uma abordagem interativa. São Paulo: Atlas, 2019. CORDEIRO, F. F. Contabilidade & Finanças, uma relação íntima. Revista Contabilidade & Finanças, São Paulo, v. 31, n. 84, p. 385-391, set./dez. 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rcf/a/mQJ6X9z5n5MjWJqDz9LzmFv/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 14 mar. 2024. FERNANDES, M. da S. M. A importância da pro�ssão contábil para a sociedade e auxílio para empresários que estão iniciando seu negócio. Brazilian Journal of Business, Curitiba, v. 4, n. 3, p. 1274-1287, jul./set. 2022. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJB/article/download/51542/38650. Acesso em: 14 mar. 2024. IUDÍCIBUS, S. de et al. Re�exões sobre as bases �losó�cas dos princípios contábeis. Revista Contemporânea de Contabilidade, Florianópolis, v. 17, n. 42, p. 158-173, jan./mar. 2020. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/contabilidade/article/download/2175- 8069.2020v17n42p158/43344. Acesso em: 14 mar. 2024. MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. PADOVEZE, C. L. Contabilidade geral facilitada. São Paulo: Método, 2017. Aula 2 Contabilização das Contas Patrimoniais Contabilização das Contas Patrimoniais https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJB/article/view/51542 https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJB/article/view/51542 https://www.scielo.br/j/rcf/a/mQJ6X9z5n5MjWJqDz9LzmFv/?format=pdf&lang=pt https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJB/article/download/51542/38650 https://periodicos.ufsc.br/index.php/contabilidade/article/download/2175-8069.2020v17n42p158/43344 https://periodicos.ufsc.br/index.php/contabilidade/article/download/2175-8069.2020v17n42p158/43344 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Olá, estudante! Nesta videoaula, você aprenderá sobre as dinâmicas patrimoniais e os registros relacionados às contas contábeis patrimoniais, para compreender como se dá a geração da informação do balanço patrimonial. Além disso, você verá como a dinâmica com os razonetes facilita o registro de aumentos e diminuições nas contas, por meio da aplicação do método das partidas dobradas. Você estudará, também, a respeito das contas redutoras. Esses conhecimentos são proveitosos para sua formação e sua prática pro�ssional, pois fornecem a base para análises contábeis. Vamos nessa! Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula, em que você aprenderá os aspectos de contabilização por meio de contas patrimoniais, você também compreenderá que a contabilidade segue um processo particular de coleta, processamento e apresentação de relatórios. Esse processo ocorre por meio de lançamentos contábeis, observáveis em razonetes, e de aplicação do método das partidas dobradas. O registro de contas patrimoniais inclui também a consideração sobre as chamadas contas redutoras que consideram, entre outros fatores, aspectos de depreciação, amortização e exaustão. É por meio dos lançamentos contábeis que podemos gerar demonstrações contábeis a serem levadas ao processo decisório. Diante disso, nossa prioridade, aqui, será entender como a contabilização dos elementos patrimoniais, através de razonetes, re�ete diretamente na precisão do balanço patrimonial. Por isso, discutiremos como transações, tais quais constituição de capital, aquisições de ativos, �nanciamentos e outros eventos, são registradas e como impactam na saúde �nanceira e na tomada de decisões dentro de uma empresa. Nesse sentido, a questão central que guiará nossas discussões será: como a aplicação correta de razonetes para o registro de eventos, por meio de contas patrimoniais, pode contribuir para uma gestão �nanceira empresarial e�caz? Esse conhecimento não só é vital para o pro�ssional de contabilidade, mas também para gestores, empresários e outros pro�ssionais que buscam entender melhor as nuances Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA �nanceiras das operações. Ao �nal desta aula, espera-se que você esteja motivado a aplicar esses conceitos em situações práticas, visualizando a contabilidade não como uma mera obrigação, mas como uma ferramenta poderosa de gestão e tomada de decisões. Bons estudos! Vamos Começar! Razonetes O razonete, uma ferramenta grá�ca em forma de T que permite o registro individualizado das contas, é usado em contabilidade para facilitar o desenvolvimento do raciocínio contábil (Carvalho; Guimarães; Cruz, 2019). Cada conta contábil do balanço patrimonial recebe um razonete, no qual se registram aumentos e diminuições, dependendo da natureza da conta (ativo, passivo ou patrimônio líquido), o que determina qual lado do razonete é usado para cada tipo de movimento. Contabilização de elementos patrimoniais Conforme Marion (2023), os lançamentos contábeis podem ser trabalhos em razonetes. Por exemplo, considere a constituição de capital de uma empresa transportadora com R$ 900.000, re�etida integralmente na conta Bancos c/Movimento. O registro contábil em razonete e seu re�exo no balanço patrimonial �cará conforme demonstrado na Figura 1. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Figura 1 | Lançamento contábil da constituição de capital. Fonte: Marion (2023, p. 156). Agora, supondo que a mesma empresa obtenha um veículo por R$ 800.000 e realize o pagamento à vista, mediante recursos do Banco c/Movimento, o registro �cará conforme demonstrado na Figura 2. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Figura 2 | Lançamento contábil da aquisição de veículo. Fonte: Marion (2023, p. 157). Se a empresa transportadora ainda contraísse um �nanciamento (passivo) por empréstimos, cuja entrada de dinheiro ocorrerá conta Bancos c/Movimento, no valor R$ 200.000, o registro Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA contábil se apresentaria tal qual se vê na Figura 3. Figura 3 | Lançamento contábil da aquisição de veículo. Fonte: Marion (2023, p. 161). Siga em Frente... Contabilização de contas redutoras As contas redutoras são utilizadas no sistema contábil para diminuir o valor de outras no balanço patrimonial, de forma a re�etir, com mais precisão, o valor líquido dos ativos, dos passivos ou do patrimônio líquido. Aqui estão alguns exemplos de contas redutoras em diferentes categorias: Provisão para crédito de liquidação duvidosa (PECLD): contabiliza possíveis perdas de vendas a prazo, reduzindo o valor das duplicatas a receber (ou conta clientes) baseando-se no princípio da prudência. Por exemplo, a empresa Futura estima uma perda de 5% sobre R$ 800.000 a receber, o que resulta em uma provisão de R$ 40.000. O lançamento contábil seria um débito em “Despesa com PECLD”e um crédito em “PECLD” (redutora do ativo) no valor de R$ 40.000. Provisão para ajuste do valor de mercado: adequa o valor dos estoques ao preço de mercado quando este é inferior ao custo registrado, seguindo o princípio da prudência. Por exemplo, se a empresa Vivente possui estoques avaliados em R$ 150.000, mas o valor de mercado é de R$ 124.000, é necessário ajustar a contabilidade para re�etir uma perda de R$ 26.000. Ajuste para redução ao valor recuperável (impairment): reduz o valor de ativos quando há indicativos de que o seu valor recuperável é inferior ao valor contábil registrado. Valores a pagar descontados: reduz o valor de dívidas �nanceiras quando são negociadas ou quitadas antes do vencimento a um valor menor que o nominal. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Ações em tesouraria: reduz o valor do patrimônio líquido, representando as ações que a própria empresa adquiriu de volta e ainda detém. Ajustes de avaliação patrimonial: reduz o valor de ativos e passivos afetados por variações de mercado ou reavaliações, garantindo que o patrimônio líquido re�ita ajustes de valor não realizados. Essas contas permitem que as empresas apresentem, de forma mais precisa, sua situação �nanceira, porém, além destas, existem também reduções relativas aos bens tangíveis e intangíveis que a contabilidade deve registrar. Registro contábil da depreciação, da amortização e da exaustão A depreciação refere-se à alocação dos gastos de ativos imobilizados, excluindo terrenos e obras de arte, ao longo de sua vida útil para re�etir o desgaste e a perda de utilidade atribuída ao bem. Esse gasto é reconhecido como uma despesa nos períodos contábeis em que o ativo é utilizado, impactando diretamente a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e reduzindo o valor do ativo no balanço patrimonial (BP) através de uma conta reti�cativa. Por exemplo, a depreciação, em 20%, de um veículo adquirido por R$ 200.000 resultaria em uma despesa de R$ 40.000 na DRE e uma redução correspondente no valor do veículo, no BP, para R$ 160.000, com a depreciação acumulada aumentando a cada ano. Ou seja, em termos de lançamentos contábeis, haveria um débito na conta “Despesa de depreciação” (resultado) e um crédito em “Depreciação acumulada” (conta redutora de ativo) no valor de R$ 40.000. A amortização, por sua vez, é semelhante à depreciação, mas aplicada a ativos intangíveis com vida útil de�nida, como direitos autorais, patentes e direitos de exploração. A amortização re�ete a perda de valor desses ativos ao longo do tempo, com efeitos contábeis parecidos com os da depreciação, afetando tanto a DRE quanto o BP por meio de contas especí�cas de “Despesa de amortização” (resultado) e “Amortização acumulada” (conta redutora de ativo). Por �m, a exaustão aborda o reconhecimento da diminuição do valor dos recursos naturais (minas, �orestas, poços de petróleo, etc.) conforme são explorados. A exaustão é contabilizada de maneira similar à amortização, considerando a extinção do valor do recurso natural e re�etindo-se tanto na DRE quanto no BP. Assim como na depreciação e na amortização, o valor residual do recurso pode ser considerado no cálculo do montante de exaustão. Em resumo, a depreciação, a amortização e a exaustão são processos contábeis essenciais para re�etir a perda de valor de ativos tangíveis e intangíveis e de recursos naturais ao longo do tempo, o que afeta a DRE e o BP das empresas. Vamos Exercitar? Ao longo desta aula, caro estudante, você adquiriu conhecimentos essenciais sobre a contabilização de elementos patrimoniais e o impacto signi�cativo que a correta utilização de razonetes tem na precisão do balanço patrimonial. Ao longo destas páginas, discutimos como Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA eventos �nanceiros, tais como a constituição de capital, as aquisições de ativos e os �nanciamentos, são registrados por meio de contas patrimoniais. Você conheceu as contas redutoras, que geram impactos na informação patrimonial, tal como ocorre em fatores de depreciação, amortização e exaustão. Pensando na questão levantada no início da aula, a aplicação correta de razonetes para o registro de eventos por meio de contas patrimoniais é fundamental para a gestão �nanceira empresarial, pois permite uma visualização clara e organizada das transações �nanceiras, facilitando o acompanhamento dos aumentos e das diminuições em cada conta do balanço patrimonial. Isso contribui para uma maior precisão na elaboração de relatórios �nanceiros, auxilia na tomada de decisões consciente e na análise da saúde �nanceira da empresa, garantindo que gestores e empresários possam planejar estratégias e�cazes de crescimento e de controle orçamentário com base em dados con�áveis e atualizados. Esperamos que, ao aplicar esses conceitos em situações práticas, você visualize a contabilidade não apenas como uma necessidade, mas como uma prática valiosa na condução e no sucesso de suas atividades pro�ssionais. Convidamos você a, sempre que possível, re�etir e aplicar esses conceitos. Bons estudos e sucesso na sua jornada pro�ssional! Até a próxima! Saiba mais Para aumentar ainda mais sua capacidade de pensar criticamente nos conteúdos de contabilidade, recomendamos as leituras a seguir. O estudo apresentado a seguir põe em destaque a questão da escrituração contábil nas paróquias da Arquidiocese de Natal (RN), avaliando sua aderência à Interpretação Técnica Geral – ITG 2000 (R1) –, que de�ne os padrões de transparência e prestação de contas. Utilizando métodos exploratórios, incluindo pesquisa bibliográ�ca, documental e análise estatística, revelou- se uma discrepância signi�cativa entre as práticas contábeis adotadas e os requisitos normativos. A investigação, apoiada por dados coletados no site da Arquidiocese e visitas ao departamento de contabilidade da Cúria Metropolitana, com análise feita no Excel, sublinha a importância da conformidade contábil no setor sem �ns lucrativos, especialmente em termos de responsabilidade �nanceira. PEREIRA, T. R. L.; FREIRE, A. M.; CAMARA, R. P. de B. Escrituração contábil no processo de accountability: um estudo nas igrejas católicas da Arquidiocese de Natal/RN. Revista de Estudos e Pesquisas Avançadas do Terceiro Setor, Brasília, v. 4, n. 2, p. 352-373, jul./dez. 2017. O estudo disponibilizado a seguir analisa a importância do conceito de ativo na contabilidade de entidades do setor público e do terceiro setor, destacando a necessidade de uma gestão responsável. Através de uma revisão da literatura sobre a evolução do conceito de ativo e de suas implicações nesses setores e com base em diretrizes de normas tanto nacionais quanto internacionais, o trabalho revela os desa�os especí�cos de contabilização e gestão enfrentados. Propõe-se, nesse estudo, uma abordagem holística e interdisciplinar, que enfatiza que https://portalrevistas.ucb.br/index.php/REPATS/article/view/8490 https://portalrevistas.ucb.br/index.php/REPATS/article/view/8490 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA normatizadores e contabilistas devem considerar os ativos de maneira ampliada para atender às necessidades e às especi�cidades de cada setor, contribuindo, assim, para o avanço da teoria contábil e das práticas normativas. SANTOS, R. F. dos; NIYAMA, J. K. Conceito de ativo e seus re�exos na contabilização de elementos patrimoniais: um olhar para o setor público e o terceiro setor. Revista de Contabilidade da UFBA, Salvador, v. 17, p. 1-18, 2023. A crescente globalização e a conscientização ambiental estão levando as empresas não só a adotarem práticas sustentáveis, mas também a buscarem o equilíbrio entre o desenvolvimento �nanceiro e a preservação ambiental. Nesse contexto, a contabilidade tem se modernizado, incorporando tecnologias digitais que otimizam a gestão de arquivos e capitais e que a alinham aos princípios de sustentabilidade. Estudos destacam que a digitalização contábil não apenas aprimora a e�ciência e segurança dos processos, inclusive a escrituração contábil, mas também fortalece a identidadeambiental das empresas, contribuindo para uma atuação mais responsável perante a sociedade e o meio ambiente. PAZ, A. C. do N. et al. A sustentabilidade e seus efeitos sobre os processos de modernização da escrituração contábil no Brasil. Revista de Administração e Contabilidade da FAT, Feira de Santana, v. 15, ed. esp., p. 1-17, dez. 2023. Referências CARVALHO, M. da S.; GUIMARÃES, G. O. M.; CRUZ, C. F. da. Contabilidade geral: uma abordagem interativa. São Paulo: Atlas, 2019. MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. PAZ, A. C. do N. et al. A sustentabilidade e seus efeitos sobre os processos de modernização da escrituração contábil no Brasil. Revista de Administração e Contabilidade da FAT, Feira de Santana, v. 15, ed. esp., p. 1-17, dez. 2023. Disponível em: https://www.reacfat.com.br/index.php/reac/article/download/315/315. Acesso em: 28 mar. 2024. PEREIRA, T. R. L.; FREIRE, A. M.; CAMARA, R. P. de B. Escrituração contábil no processo de accountability: um estudo nas igrejas católicas da Arquidiocese de Natal/RN. Revista de Estudos e Pesquisas Avançadas do Terceiro Setor, Brasília, v. 4, n. 2, p. 352-373, jul./dez. 2017. Disponível em: https://portalrevistas.ucb.br/index.php/repats/article/download/8490/5595. Acesso em: 28 mar. 2024. SANTOS, R. F. dos; NIYAMA, J. K. Conceito de ativo e seus re�exos na contabilização de elementos patrimoniais: um olhar para o setor público e o terceiro setor. Revista de Contabilidade da UFBA, Salvador, v. 17, p. 1-18, 2023. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/rcontabilidade/article/view/56199 https://periodicos.ufba.br/index.php/rcontabilidade/article/view/56199 https://www.reacfat.com.br/index.php/reac/article/view/315 https://www.reacfat.com.br/index.php/reac/article/view/315 https://www.reacfat.com.br/index.php/reac/article/download/315/315 https://portalrevistas.ucb.br/index.php/repats/article/download/8490/5595 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA https://periodicos.ufba.br/index.php/rcontabilidade/article/download/56199/30846. Acesso em: 28 mar. 2024. Aula 3 Contabilização das Contas de Resultado Contabilização das contas de resultado Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Olá, estudante! Nesta videoaula, desvendaremos o processo de registro das contas de resultado nas empresas, abordando os efeitos de receitas e despesas para a geração de lucro ou prejuízo e seus impactos no patrimônio líquido. Nesse sentido, você conhecerá aspectos do desempenho econômico por meio do processo de Apuração do Resultado do Exercício (ARE) e aprenderá como as receitas são creditadas e as despesas debitadas, além de entender a importância de encerrar as contas de resultado periodicamente. Con�ra isso e muito mais no vídeo a seguir! Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula, você conhecerá as regras de registro das contas de resultado nas empresas, aspecto fundamental para o impacto das operações diárias de uma organização, visto que gera efeitos no patrimônio líquido e, consequentemente, na situação �nanceira dela. Além disso, detalharemos o processo de contabilização das receitas e despesas, a relevância da Apuração do Resultado do Exercício (ARE) e como esses fatores se combinam para formar o resultado �nanceiro de uma empresa. https://periodicos.ufba.br/index.php/rcontabilidade/article/download/56199/30846 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Nosso enfoque estará na questão de como os registros contábeis in�uenciam a geração da informação econômica da empresa e como esta impacta o patrimônio líquido, abrangendo tanto os cenários de lucro quanto os de prejuízo. Essa abordagem nos conduzirá à seguinte re�exão: qual o impacto do lucro gerado em uma empresa? Esteja atento, pois vamos detalhar esses aspectos, por meio de perspectivas que o auxiliarão a entender essa e outras questões importantes. Inicie esta aula com disposição e curiosidade. Aqui, você adquirirá não apenas conhecimento técnico fundamental para sua trajetória em contabilidade ou gestão �nanceira, mas também compreenderá profundamente como a teoria se traduz na prática pro�ssional. Prepare-se para uma jornada de mais descobertas pelo universo da contabilidade! Bons estudos! Vamos Começar! Regras de registro das contas de resultado Nas empresas, o aumento de receita eleva o lucro e, por consequência, o patrimônio líquido (PL), uma vez que o lucro não distribuído é um fator de reinvestimento que amplia o PL. Conforme as regras contábeis, incrementos no passivo e no PL são creditados, enquanto reduções são debitadas (Carvalho; Guimarães; Cruz, 2019). Assim, receitas, que aumentam o PL, devem ser creditadas e, por outro lado, despesas, que diminuem o lucro e o PL, devem ser debitadas, estabelecendo-se como regra que todas as receitas são creditadas e todas as despesas são debitadas. Figura 1 | Efeito da geração de receitas sobre o patrimônio líquido. Fonte: Marion (2023, p. 186). Contabilização das contas de resultado Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Conforme exempli�ca Marion (2023), considere que em 20x1, uma entidade empresária tenha iniciado suas operações com um capital inicial de R$ 20.000 em caixa. Ao longo do período, gerou R$ 45.000 em receitas, sendo R$ 15.000 recebidos à vista e R$ 30.000 a prazo. As despesas incluíram R$ 16.000 em salários, que foram integralmente pagos, e R$ 7.000 em materiais de consumo, dos quais R$ 4.000 foram pagos e R$ 3.000 �caram para ser pagos no futuro. Os registros contábeis desses eventos �cariam como demonstrado na Figura 2. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Figura 2 | Os registros contábeis em 20x1. Fonte: Marion (2023, p. 188). Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Siga em Frente... Apuração do Resultado do Exercício (ARE) A cada período, é preciso veri�car se a entidade gerou lucro ou prejuízo, o que é realizado por meio da confrontação de despesas e receitas pertinentes ao intervalo de tempo analisado. Nesse ponto, é importante não confundir despesas ou receitas de diferentes momentos, respeitando a independência dos períodos contábeis, em alinhamento ao princípio da competência. Legalmente, as empresas devem encerrar as contas de resultado ao menos uma vez ao ano, zerando os saldos de receitas e despesas ao confrontá-los para determinar o resultado do período. Isso permite iniciar o acúmulo de novas receitas e despesas no período subsequente. Para isso, utiliza-se uma conta transitória, denominada Apuração do Resultado do Exercício (ARE). O procedimento exige que os saldos de todas as contas de resultados (e somente contas de resultado) sejam transferidos para a conta ARE, encerrando as contas de receita e despesa. Por exemplo, as contas de despesas com salários, despesas de materiais de consumo e receita, expressas na Figura 2, podem ser encerradas contra a conta ARE para obter o resultado econômico da empresa. Para �nalizar as contas de despesa, credita-se um valor equivalente com o débito correspondente em ARE. Da mesma forma, para encerrar a conta de receita, debita-se R$ 45.000, com crédito correspondente em ARE, conforme demonstrado na Figura 3. Figura 3 | ARE. Fonte: Marion (2023, p. 189). Se as receitas superarem as despesas, o resultado é um lucro. Caso contrário, ocorre um prejuízo. No exemplo dado, a receita de R$ 45.000 excedeu as despesas de $23.000, resultando Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA em um lucro de $22.000. O lucro apurado na ARE se incorpora ao patrimônio líquido (PL) da empresa por meio da conta de lucros ou prejuízos acumulados (LPA), sendo depois o seu valor destinado principalmente à distribuição aos investidores e/ou retida no PL sob a forma de reservas. Na contabilidade, por efeito, o lucro aumenta o PL, representando a remuneraçãoaos proprietários pelo capital investido. Aumentar o lucro resulta no acréscimo do PL, nesse caso, em R$ 22.000, registrado na conta de LPA e indicando um crédito ao PL. Figura 4 | Transferência da ARE para LPA. Fonte: Marion (2023, p. 191). Se a empresa tivesse gerado prejuízos, o saldo da conta ARE seria devedor e o lançamento contábil seria o inverso, com débito em LPA e crédito em ARE. Por exemplo: se existisse um prejuízo de R$ 18.000, o registro contábil seria expresso conforme ilustra a Figura 5. Figura 5 | Lançamento contábil na hipótese da empresa gerar prejuízos. Fonte: Marion (2023, p. 191). Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA A conta LPA faz parte do PL com sinal negativo e se apresentaria com sinal negativo, isto é, com o valor de prejuízos de R$ 18.600, tendo por efeito uma redução nos recursos próprios da entidade e na capacidade de a empresa realizar investimentos. Vamos Exercitar? Ao longo desta aula, você explorou as regras essenciais de registro das contas de resultado nas empresas e entendeu como essas operações diárias as afetam. É importante destacar que os registros de receitas e despesas denotam a interação da empresa com o mercado, isto é, seus esforços (despesas) e suas recompensas (obtendo receitas). Discutimos, também, o processo de contabilização de receitas e despesas, além da importância da Apuração do Resultado do Exercício (ARE), enfatizando como esses elementos determinam o resultado econômico empresarial. Enfrentamos a questão crítica de como os registros contábeis contribuem para a criação de informações econômicas valiosas para a empresa. Quando ela gera lucro ou prejuízo pela confrontação de receitas e despesas, seu valor se incorpora ao patrimônio líquido para fortalecê- lo ou não. Quando a empresa gera lucro, ela sustenta a continuidade de suas operações e aumenta as possibilidades de expansão e crescimento. Nesse sentido, re�etimos sobre a signi�cância do lucro para a empresa e como a gestão adequada desses registros é vital para a tomada de decisão. Encorajamos você a prosseguir com o pensamento crítico e a curiosidade, aplicando o conhecimento técnico adquirido aqui na sua prática pro�ssional. Mantenha-se engajado e explore além do aprendizado em sala, contemplando as inúmeras possibilidades que a contabilidade oferece para o crescimento e a sustentabilidade das empresas. Continue sua jornada de aprendizado e descoberta no vasto e dinâmico mundo da contabilidade. Bons estudos! Até a próxima! Saiba mais Para aumentar ainda mais sua capacidade de pensar criticamente nos conteúdos de contabilidade, recomendamos a leitura das fontes apresentadas a seguir. A relação entre suavização de resultados e qualidade da informação contábil ainda é um tema em destaque no cenário contemporâneo, dada a dualidade entre ser uma prática de gerenciamento de resultados e ser associada com a persistência do lucro. Nesse sentido, o estudo a seguir analisou 295 empresas brasileiras de 2010 a 2015, descobrindo que certas contas de resultado apresentam persistência, o que sugere capacidade preditiva para os investidores. No entanto, entre as empresas que mais suavizam seus resultados, algumas contas perdem essa persistência, indicando uma possível redução na previsibilidade dos �uxos de caixa futuros, especialmente quando a suavização é feita através de accruals discricionários. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA KAJIMOTO, C. G. K.; NAKAO, S. H.; MORAES, M. B. da C. A suavização do lucro líquido e a persistência das contas de resultado nas empresas brasileiras de capital aberto. Revista de Contabilidade e Organizações, Ribeirão Preto, v. 13, 2019. O estudo indicado adiante investigou os elementos que in�uenciam o lucro líquido das empresas listadas na B3, utilizando dados de 295 empresas entre 1995 e 2013. Por meio de regressões lineares que consideraram 31 variáveis relacionadas ao ativo, ao passivo e à Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), identi�cou-se que ativos totais, estoques, dividendos a pagar, passivos não circulantes e capital social são fundamentais para o lucro líquido. Ao se fazer a análise feita por setor, fatores como ativos circulantes e totais, investimentos e empréstimos mostraram-se signi�cativos. Outro destaque do estudo é o fato de que um aumento no passivo não circulante pode reduzir os lucros, evidenciando o impacto negativo do endividamento sobre a rentabilidade. PIETRO NETO, J. de et al. Fatores determinantes do lucro nas empresas listadas na B3. Revista BASE, [s. l.], v. 16, n. 1, p. 84-105, jan. 2019. No cenário atual, muitas empresas enfrentam desa�os de gestão e composição �nanceira, evidenciando a necessidade de métodos que apoiem seu crescimento organizacional. Nesse contexto, a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) emerge como uma ferramenta essencial para auxiliar no desenvolvimento empresarial, oferecendo suporte à tomada de decisões e à estruturação �nanceira. Este estudo destaca a importância de entender o contexto dos empreendedores brasileiros, que frequentemente carecem de conhecimento �nanceiro, e propõe uma abordagem prática através do resultado econômico. Aplicando-a em pequenas empresas, focando em produtos especí�cos e estabelecendo objetivos e metas mensais, observou-se uma otimização signi�cativa das operações e do fortalecimento do negócio. PENTIADO, A. C. Como utilizar a DRE para fornecer suporte à tomada de decisão empresarial e direcionar a composição �nanceira de um negócio. Saber Humano, [s. l.], ed. esp. p. 227-245, fev. 2024. Referências CARVALHO, M. da S.; GUIMARÃES, G. O. M.; CRUZ, C. F. da. Contabilidade geral: uma abordagem interativa. São Paulo: Atlas, 2019. KAJIMOTO, C. G. K.; NAKAO, S. H.; MORAES, M. B. da C. A suavização do lucro líquido e a persistência das contas de resultado nas empresas brasileiras de capital aberto. Revista de Contabilidade e Organizações, Ribeirão Preto, v. 13, 2019. Disponível em: https://www.redalyc.org/journal/2352/235260267017/235260267017.pdf. Acesso em: 28 mar. 2024. MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. https://revistas.unisinos.br/index.php/base/article/view/base.2019.161.04/60746984 https://saberhumano.emnuvens.com.br/sh/article/view/227-245/623 https://saberhumano.emnuvens.com.br/sh/article/view/227-245/623 https://www.redalyc.org/journal/2352/235260267017/235260267017.pdf Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA PENTIADO, A. C. Como utilizar a DRE para fornecer suporte à tomada de decisão empresarial e direcionar a composição �nanceira de um negócio. Saber Humano, [s. l.], ed. esp. p. 227-245, fev. 2024. Disponível em: https://saberhumano.emnuvens.com.br/sh/article/view/227-245/623. Acesso em: 14 mar. 2024. PIETRO NETO, J. de et al. Fatores determinantes do lucro nas empresas listadas na B3. Revista BASE, [s. l.], v. 16, n. 1, p. 84-105, jan. 2019. Disponível em: https://revistas.unisinos.br/index.php/base/article/view/base.2019.161.04/60746984. Acesso em: 19 set. 2024. Aula 4 Balancete de Veri�cação Balancete de veri�cação Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Olá, estudante! Nesta videoaula, você descobrirá o poder do balancete de veri�cação na contabilidade. Para tanto, estudará como essa ferramenta essencial ajuda a veri�car a acurácia dos registros contábeis e a importância de sua utilização periódica. Descobrirá também suas limitações e como ela se insere no contexto da tomada de decisões. Entender o balancete é vital para sua prática pro�ssional, pois é a base para a análise �nanceira e a preparação de relatórios. Bons estudos! Ponto de Partida Olá, estudante! https://saberhumano.emnuvens.com.br/sh/article/view/227-245/623 https://revistas.unisinos.br/index.php/base/article/view/base.2019.161.04/60746984Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Nesta aula você aprenderá o balancete de veri�cação, uma ferramenta fundamental da contabilidade que permite aos pro�ssionais garantirem a precisão e a integridade dos registros contábeis. Ao longo desta aula, exploraremos não apenas o conceito e a importância do balancete de veri�cação, mas investigaremos também exemplos práticos que ilustram sua aplicação no dia a dia da contabilidade. Abordaremos, ainda, as limitações dessa ferramenta e como ela se integra ao processo de tomada de decisões nas organizações. Nosso ponto de partida será a compreensão do método das partidas dobradas e como o balancete de veri�cação, seguindo esse método, assegura a igualdade entre os totais de débitos e créditos, uma premissa fundamental para a correta execução dos lançamentos contábeis. Adiante em nossos estudos, discutiremos a frequência ideal para a elaboração dos balancetes e como a escolha desse intervalo impacta a e�ciência da contabilidade e a capacidade de identi�car e corrigir erros em tempo hábil. A questão que norteará nossa discussão se concentra nas limitações do balancete de veri�cação para detectar certos tipos de erros, como lançamentos em contas incorretas ou a inversão de débitos e créditos. Como esses erros não alteram a soma total dos lançamentos, apresentam desa�os únicos para os contadores. Por isso, estimulamos você, estudante, a re�etir sobre como essas limitações podem afetar a análise �nanceira e a tomada de decisões nas empresas e como a tecnologia pode ser empregada para minimizar esses riscos. Ao �nal desta aula, esperamos que você não apenas compreenda o papel crítico que o balancete de veri�cação desempenha na contabilidade, mas também que esteja motivado a aplicar esse conhecimento no seu futuro pro�ssional. Embarquemos juntos nesta jornada de aprendizado, explorando a profundidade e a aplicabilidade do balancete de veri�cação no mundo contábil. Bons estudos! Vamos Começar! Conceito do balancete de veri�cação Os pro�ssionais de contabilidade devem, periodicamente (diariamente, semanalmente, quinzenalmente, mensalmente), examinar se os registros feitos estão corretos. Uma ferramenta utilizada com frequência para essa tarefa é o balancete de veri�cação, que, apesar de muito útil, não é capaz de identi�car todos os possíveis erros nos registros. Além de detectar imprecisões, o balancete serve como um instrumento para a tomada de decisões contábeis, sendo um resumo ordenado de todas as contas contábeis em uso. Baseado no método das partidas dobradas, que assegura igualdade entre débitos e créditos totais, ele facilita a veri�cação da correta execução dos lançamentos contábeis. Os resumos ordenados de todas as contas contábeis em uso pela contabilidade são balancetes (vide Figura 1). Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Figura 1 | Balancete de veri�cação. Fonte: Marion (2023, p. 169). Considere o exemplo prático (Figura 2) de uma entidade empresária com as seguintes transações: formação de capital de R$ 1.500.000 aplicado no caixa, compra de estoque à vista por R$ 500.000 e aquisição de móveis e utensílios à vista por R$ 300.000. Figura 2 | Lançamentos Contábeis. Fonte: Marion (2023, p. 186). A partir dos lançamentos contábeis efetuados, é possível criar balancetes para representar as movimentações ocorridas a débito e a crédito, tal como visto no Quadro 1. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA CONTAS SALDO Lançamentos de débito Lançamentos de crédito Caixa 1.500.000 800.000 Capital - 1.500.000 Móveis e utensílios 300.000 - Estoques 500.000 - Total 1.500.000 1.500.000 Quadro 1 | Exemplo de balancete de veri�cação com exibição de movimentações. Fonte: adaptado de Marion (2023). O balancete pode ser apresentado pelo método simpli�cado, isto é, utilizando-se os saldos �nais das contas (Marion, 2023), como visto no Quadro 2. CONTAS SALDO Devedor Credor Caixa 700.000 - Capital - 1.500.000 Móveis e utensílios 300.000 - Estoques 500.000 - Total 1.500.000 1.500.000 Quadro 2 | Exemplo de balancete de veri�cação com exibição de saldos. Fonte: adaptado de Marion (2023). Siga em Frente... Identi�cação e solução de erros no lançamento contábil A precisão dos registros contábeis é essencial e pode ser veri�cada ao comparar as somas dos débitos e dos créditos. Se esses valores não coincidirem, isso indica um possível erro nos lançamentos, o que requer uma revisão minuciosa dos registros. O contador é quem tem a tarefa de localizar o erro, algo desa�ador e que envolve uma investigação detalhada dos lançamentos já realizados. Nesses casos, é recomendado não prosseguir com mais registros até que as discrepâncias sejam resolvidas. A frequência dos balancetes in�uencia a e�ciência da contabilidade, pois balancetes periódicos facilitam a identi�cação e a correção de erros. Por exemplo, os bancos optam por balancetes diários devido ao volume de lançamentos, enquanto muitas empresas preferem balancetes mensais. Os anuais são desaconselhados devido à di�culdade de corrigir erros em um período Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA tão extenso. Felizmente, o uso de tecnologia e software contábil minimiza os possíveis equívocos. Limitações do balancete na detecção de erros Certos erros não são detectados pelo balancete de veri�cação, como o lançamento na conta incorreta ou a inversão de débitos e créditos. Isso acontece porque tais erros não alteram a soma total dos lançamentos, fazendo com que o balancete pareça correto. Portanto, apesar de sua utilidade, essa ferramenta tem limitações na identi�cação de todos os tipos de erros contábeis. Balancete de veri�cação em múltiplas colunas O balancete de veri�cação pode variar em complexidade, com formatos que vão de duas a oito colunas, aumentando a riqueza de detalhes à medida que o número de colunas cresce. Um exemplo é o balancete de seis colunas que inclui saldos anteriores, movimentações de débitos e créditos do período e saldos atuais, como visto na Figura 3. Figura 3 | Exemplo de balancete de veri�cação com exibição de movimentações e saldos. Fonte: Marion (2023, p. 177). É importante distinguir contas patrimoniais de contas de resultado no balancete, agrupando-as para facilitar a tomada de decisões. O balancete serve como ferramenta decisória importante, especialmente para empresas que não elaboram balanços frequentemente, uma vez que fornece um resumo operacional e �nanceiro do período. A so�sticação do balancete amplia sua utilidade na tomada de decisões, porém ele tem limitações na detecção de certos erros, como débitos em contas erradas ou inversões de débito por crédito, não sendo capaz de identi�car todas as incorreções nos registros contábeis. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA O balancete de veri�cação exige que os totais das colunas de saldos devedores e credores sejam equivalentes, re�etindo a premissa de que toda aplicação de recurso tem uma origem. Um exemplo mais detalhado do balancete pode ser observado na Figura 4. Figura 4 | Exemplo de balancete de veri�cação detalhado de contas patrimoniais. Fonte: Carvalho, Guimarães e Cruz (2019, p. 82). A estrutura do balancete facilita uma análise precisa da situação �nanceira da entidade. A organização das contas segundo seus grupos e a utilização de razonetes simpli�cam a montagem do balancete, que dá a base para a preparação do balanço patrimonial e outros relatórios contábeis. Vamos Exercitar? Nesta aula, você aprendeu o papel do balancete de veri�cação na contabilidade, instrumento essencial para assegurar que os registros contábeis estejam precisos e íntegros, um alicerce para a correta execução dos lançamentos contábeis. Exploramos, também, como o método das partidas dobradas sustenta a igualdade entre débitos e créditos e discutimos a importância de realizar balancetes periodicamente para manter a e�ciência contábil e identi�car rapidamente qualquer erro. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Além disso, abordamos as limitações do balancete de veri�cação, especialmente na identi�cação de errosque não afetam a igualdade entre os totais de débitos e créditos, como lançamentos em contas incorretas ou inversões. Essas limitações destacam os desa�os enfrentados pelos contadores, mas também apontam para a solução através do uso da tecnologia e de práticas contábeis so�sticadas para minimizar riscos. Ao �nal desta jornada de aprendizado, esperamos que você esteja preparado para aplicar esses conhecimentos na sua prática pro�ssional, contribuindo para a precisão e a con�abilidade dos registros �nanceiros em qualquer contexto organizacional. Agora, convidamos você a re�etir sobre como esses insights podem ser aplicados na superação de desa�os na contabilidade e como podem estimular a tomada de decisões estratégicas nas organizações. Continue explorando as possibilidades que o balancete de veri�cação oferece como ferramenta. Até a próxima! Saiba mais Quer aprofundar seus conhecimentos em contabilidade? Então faça a leitura dos materiais indicados a seguir. A Matriz de Saldos Contábeis (MSC), um tipo de balancete de veri�cação, é uma inovação voltada para entidades do setor público, focada em transparência e prestação de contas, que oferece um conjunto detalhado de informações para uma visão completa da execução orçamentária. Essa metodologia busca estabelecer uma contabilidade uni�cada conforme normas nacionais e internacionais. Está atualmente em fase de ajustes e discussões técnicas. A MSC visa facilitar a auditoria eletrônica e a consolidação de informações �nanceiras, contribuindo para o aprimoramento do controle e da e�ciência dos recursos públicos. Para saber mais sobre ela, leia o artigo sugerido. MUNIZ, D. de O.; SOUZA, E. R. de. Panorama sobre a Matriz de Saldos Contábeis. Revista Cientí�ca Unilago, [s. l.], v. 1, n. 1, 2021. Este estudo explora como as informações contábeis fornecidas pelos contadores in�uenciam o processo de tomada de decisão dos gestores, destacando a importância da disponibilização dessas informações de acordo com as necessidades dos gestores e em tempo hábil. Utilizando questionários aplicados a gestores e contadores, a pesquisa identi�ca quais relatórios e dados contábeis são essenciais para os gestores, revelando que, apesar da alta importância atribuída a informações sobre custos, receitas e análises �nanceiras, muitas vezes, relatórios como balancete de veri�cação não são fornecidos mensalmente. Além disso, descobre-se que os gestores frequentemente têm um baixo nível de compreensão de ferramentas contábeis fundamentais, indicando a necessidade de relatórios gerenciais mais especí�cos e informativos para suportar decisões estratégicas e operacionais. OLIVEIRA, C. E. de et al. Um estudo acerca da utilização da informação contábil no processo decisório pelos gestores de uma empresa do setor de automóveis. Revista de Administração da https://revistas.unilago.edu.br/index.php/revista-cientifica/article/view/578 https://www.revista.ueg.br/index.php/revista_administracao/article/view/5845 https://www.revista.ueg.br/index.php/revista_administracao/article/view/5845 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA UEG, [s. l.], v. 8, n. 3, set./dez. 2017. Uma pesquisa explorou o emprego de ferramentas de contabilidade gerencial em pequenas e médias empresas e sua oferta por um escritório contábil especí�co. Analisando 39 empresas- cliente e entrevistando gestores do escritório, descobriu-se que, embora as demonstrações contábeis e o planejamento tributário sejam frequentemente fornecidos, os clientes tendem a utilizar mais intensamente ferramentas operacionais, como o controle de contas a pagar e a receber. Notavelmente, a adoção de instrumentos contábeis gerenciais modernos é mínima, com uma predileção pelos instrumentos de estágio intermediário para controle e planejamento. O estudo também sublinha a importância dos balancetes de veri�cação. SANTOS, V. dos et al. Uso dos instrumentos de contabilidade gerencial em pequenas e médias empresas e seu fornecimento pelo escritório de contabilidade. Pensar contábil, Rio de Janeiro, v. 20, n. 71, p. 53-67, jan./abr. 2018. Disponível em: http://atena.org.br/revista/ojs-2.2.3- 06/index.php/pensarcontabil/article/view/3321/2562. Acesso em: 28 mar. 2024. Referências CARVALHO, M. da S.; GUIMARÃES, G. O. M.; CRUZ, C. F. da. Contabilidade geral: uma abordagem interativa. São Paulo: Atlas, 2019. MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. MUNIZ, D. de O.; SOUZA, E. R. de. Panorama sobre a Matriz de Saldos Contábeis. Revista Cientí�ca Unilago, [s. l.], v. 1, n. 1, 2021. Disponível em: https://revistas.unilago.edu.br/index.php/revista-cienti�ca/article/view/578/350. Acesso em: 28 mar. 2024. OLIVEIRA, C. E. de et al. Um estudo acerca da utilização da informação contábil no processo decisório pelos gestores de uma empresa do setor de automóveis. Revista de Administração da UEG, [s. l.], v. 8, n. 3, set./dez. 2017. Disponível em: https://www.revista.ueg.br/index.php/revista_administracao/article/view/5845/5025. Acesso em: 28 mar. 2024. SANTOS, V. dos et al. Uso dos instrumentos de contabilidade gerencial em pequenas e médias empresas e seu fornecimento pelo escritório de contabilidade. Pensar contábil, Rio de Janeiro, v. 20, n. 71, p. 53-67, jan./abr. 2018. Disponível em: http://atena.org.br/revista/ojs-2.2.3- 06/index.php/pensarcontabil/article/view/3321/2562. Acesso em: 28 mar. 2024. Aula 5 Encerramento da Unidade http://atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/viewFile/3321/2562 http://atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/viewFile/3321/2562 http://atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/view/3321/2562 http://atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/view/3321/2562 https://revistas.unilago.edu.br/index.php/revista-cientifica/article/view/578/350 https://www.revista.ueg.br/index.php/revista_administracao/article/view/5845/5025 http://atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/view/3321/2562 http://atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/view/3321/2562 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Ciclo contábil Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Olá, estudante! Nesta videoaula de encerramento da unidade, você terá uma síntese dos conhecimentos da escrituração contábil. Nesse sentido, você recordará as regras de aplicação do método das partidas dobradas, mediante débitos e créditos para a realização de lançamentos contábeis, a contabilização de elementos patrimoniais e muito mais. Esses conceitos são importantes para sua atuação no campo pro�ssional e para a realização do ciclo contábil de geração de informações. Não perca esta oportunidade de consolidar seu aprendizado. Vamos nessa! Ponto de Chegada Olá, estudante! Para desenvolver as competências desta unidade, que são: aprender as regras e as aplicações do método das partidas dobradas para a contabilização de eventos contábeis; conhecer as características e a natureza das contas patrimoniais, a �m de classi�cá-las de forma correta em seus grupos e registrá-las; bem como conhecer a contabilização das contas de resultado, entendendo a proposta do balancete de veri�cação, que consiste em listar todas as contas contábeis e seus respectivos saldos para veri�car a exatidão e a integridade dos registros contábeis, além de identi�car possíveis erros; e adquirir conhecimentos necessários para interpretar as informações contábeis e aprimorar a qualidade dos registros, você precisou primeiramente familiarizar-se com os conceitos fundamentais de débito e crédito. Essa base é essencial para entender como realizar lançamentos contábeis em razonetes, sintetizando as regras gerais de contabilização. Aoe Pilares da Contabilidade Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/8255988.pdf https://periodicos.ufs.br/rcg/article/download/15244/11816 https://periodicos.apps.uern.br/index.php/RCC/article/download/5302/3880 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Olá, estudante! Nesta videoaula, exploraremos a base legal e normativa da contabilidade, com ênfase na Lei nº 11.638/2007 e nos pronunciamentos técnicos contábeis, para mostrar-lhe como in�uenciam a prática e a qualidade das informações contábeis. Você conhecerá também as entidades contábeis e seus papéis no estabelecimento de padrões para as práticas contábeis. Além disso, será dedicado um tempo à análise dos princípios contábeis e das características fundamentais que conferem qualidade às informações contábeis. Sem mais delongas, vamos começar! Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula exploraremos temas fundamentais que moldam a prática contábil e aprimoram a qualidade das informações contábeis. Para tanto, estudaremos a legislação especí�ca, as normas e os princípios que regem a contabilidade, tópicos que o pro�ssional dessa área deve conhecer e aplicar em todas as operações contábeis. Além disso, o pro�ssional precisa entender o cenário social e econômico, acompanhar as mudanças ocorridas na contabilidade e compreender sua evolução. Não se esqueça de que ela é uma ciência social aplicada, certo? Começaremos, então, tratando da Lei nº 11.638/2007 e dos pronunciamentos técnicos contábeis, depois entenderemos o papel que as entidades nacionais e internacionais desempenham dentro do contexto contábil e, por �m, exploraremos os princípios e as características fundamentais que temos como direcionadores da contabilidade. Desse modo, guiaremos nossas discussões para que possamos responder às seguintes questões: como essas diretrizes e normas in�uenciam diretamente o modo como registramos e comunicamos transações �nanceiras? Como as organizações trabalham para estabelecer padrões e práticas contábeis consistentes em um contexto global? Como os princípios e as características fundamentais impactam a qualidade e a utilidade das demonstrações �nanceiras? É isso que vamos descobrir juntos neste nosso encontro. Bons estudos! Vamos Começar! Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Os anos de 2007 e 2008 são considerados marcos na história da contabilidade brasileira. Isso porque ela passou por um processo de reestruturação para se harmonizar às normas internacionais e ao processo de harmonização. Assim, a antiga Lei nº 6.404/1976 foi alterada e revogada pela Lei nº 11.638/2007, porque, a partir de 2007, o Brasil passaria a aplicar normas segundo os padrões internacionais. Isso levou à criação do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), entidade emissora dos pronunciamentos técnicos contábeis que servem de porta de entrada para esses padrões. A partir de agora, estudante, vamos compreender como se deu esse processo. Bases legais e normativas da contabilidade A harmonização contábil surgiu como resposta à globalização, aos avanços tecnológicos e à crescente complexidade das transações comerciais internacionais, visando uni�car leis, regras e estruturas contábeis globalmente. Essa uni�cação permite que demonstrações contábeis de empresas de qualquer parte do mundo sejam compreensíveis e comparáveis internacionalmente. No Brasil, a harmonização impactou a legislação, especialmente com as alterações introduzidas pelas Leis nº 11.638/2007 e 11.941/2009, que adequam os procedimentos contábeis do país aos padrões internacionais. No contexto global, a contabilidade é vista como um meio de comunicar dados empresariais a stakeholders que estão em nações distintas do país de origem da empresa. Assim, a contabilidade ganha uma dimensão importante no que diz respeito à divulgação de informações, enfatizando a perspectiva dos usuários, como ilustrado na Figura 1. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Figura 1 | As dimensões da contabilidade internacional. Fonte: adaptada de Padoveze, Benedicto e Leite (2014). De forma geral, as informações contábeis são evidenciadas pelas entidades empresariais, principalmente a partir da divulgação do relatório de administração, das demonstrações contábeis e das notas explicativas. Nesse contexto, é relevante pontuar que as práticas contábeis são guiadas por entidades nacionais e internacionais que atuam na sua padronização e orientação. As entidades regulamentadoras No contexto internacional, destacam-se organizações que contribuem para a convergência e harmonização das práticas contábeis globalmente. Entre os órgãos reguladores da contabilidade no mundo estão: International Accounting Standards Board (IASB): entidade independente que promove as Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRS), buscando transparência, responsabilidade e e�ciência nos mercados �nanceiros globais. Financial Accounting Standards Board (FASB): responsável pela normatização contábil nos Estados Unidos; emite padrões que guiam a contabilidade �nanceira e relatórios contábeis. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Já entre órgãos reguladores da contabilidade no Brasil, tem-se: Conselho Federal de Contabilidade (CFC): órgão máximo da contabilidade no Brasil, responsável por orientar, normatizar e �scalizar o exercício da pro�ssão contábil, além de participar ativamente do processo de convergência das normas brasileiras aos padrões internacionais. Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC): centraliza a emissão de normas contábeis no Brasil, visando à convergência com os padrões internacionais. É composto por representantes de diversas entidades interessadas e emite pronunciamentos técnicos, orientações e interpretações. O IASB é responsável pelo desenvolvimento e pela emissão das normas internacionais (IFRS). Essas normas são adotadas por muitos países ao redor do mundo, buscando uniformizar a apresentação das demonstrações contábeis e facilitar a comparação entre entidades de diferentes jurisdições. No Brasil, essas normas são harmonizadas à realidade brasileira pelos chamados pronunciamentos técnicos contábeis emitidos pelo CPC. Depois, esses pronunciamentos ganham o peso efetivo de norma quando seu texto é expresso sob a forma de Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC), emitidas pelo CFC. Assim, o CFC é visto como a principal entidade reguladora da pro�ssão no Brasil. Vale reforçar que os pronunciamentos técnicos são elaborados e emitidos pelo CPC, com o objetivo de promover a convergência das práticas contábeis brasileiras com as normas internacionais de contabilidade, especialmente as IFRS que estabelecem diretrizes, princípios e procedimentos contábeis a serem seguidos pelas entidades na elaboração e na apresentação de suas demonstrações �nanceiras. Siga em Frente... Princípios da contabilidade Os princípios de contabilidade são diretrizes fundamentais para o registro e a apresentação das informações das empresas. Eles garantem que as informações contábeis sejam transparentes, con�áveis e comparáveis. Os princípios são: Continuidade: pressupõe que a empresa continuará suas operações no futuro, afetando a avaliação de ativos e passivos. Oportunidade: exige o registro dos eventos contábeis no momento adequado, assegurando a integridade e tempestividade da apresentação das informações. Prudência: orienta a adoção de uma postura conservadora para a avaliação de ativos e passivos a �m de evitar a superestimação de desempenhos �nanceiros. Competência: determina que as receitas e despesas sejam reconhecidas nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou do pagamento. Registro pelo valor original: estabelece que os itens patrimoniais devem ser registrados peloscompreender a contabilização de elementos patrimoniais, você conseguiu classi�car contas no patrimônio de maneira correta, inclusive entendendo a importância das contas redutoras, assim como os conceitos e a contabilização de depreciação, amortização e exaustão, fundamentais para a mensuração correta do valor dos ativos ao longo do tempo. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA As competências levaram em consideração também a habilidade de registrar operações de compra e venda de mercadorias, de modo a fazê-lo entender como essas operações modi�cam o desempenho econômico da empresa. Por �m, o estudo da Apuração do Resultado do Exercício (ARE) foi um ponto-chave da unidade, pois mostrou-lhe que, para veri�car o sucesso econômico da empresa em um período, enquanto o balancete de veri�cação surge como um instrumento fundamental para conferir as informações contábeis, ele permite a identi�cação de erros nos lançamentos contábeis. É Hora de Praticar! Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. O escritório de contabilidade CONTSEMPRE é responsável pela escrituração contábil de diversas empresas, incluindo o Bazar Silva. Recentemente, o Bazar Silva solicitou ao escritório um balancete de veri�cação atualizado, com o objetivo de analisar os saldos de suas contas e veri�car detalhadamente suas movimentações �nanceiras. BALANCETE DE VERIFICAÇÃO CONTAS SALDO ANTERIOR MOVIMENTAÇÕES SALDO ATUAL Débito Crédito Débito Crédito Débito Crédito Caixa/bancos 4.500 - Duplicatas a receber 8.400 - Estoques de mercadorias 12.600 - Veículos 7.400 - Fornecedores - 9.300 Salários e encargos a pagar - 3.800 ICMS a recolher - 2.700 Financiamentos - 6.400 Capital social - 9.700 Vendas de mercadorias - 28.100 Impostos sobre vendas 5.300 - Custo das mercadorias 16.700 - Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Despesas administrativas 3.900 - Despesas �nanceiras 1.200 - Totais 60.000 60.000 Quadro 1 | Balancete de veri�cação em x0 Veri�cação de documentação Em resposta ao pedido, o contador do escritório CONTSEMPRE questionou se havia alguma movimentação recente cuja documentação correspondente ainda não tivesse sido entregue ao escritório. Em resposta, o Bazar Silva forneceu uma lista detalhada de fatos contábeis recentes, que incluía: Pagamento ao fornecedor: realizado em dinheiro, no valor de R$ 2.300. Recebimento de duplicata de cliente: no valor de R$ 1.400. Venda de estoque: produtos vendidos por R$ 6.000 a prazo, com custo de estoque de R$ 2.600 e impostos associados de R$ 1.000. Procedimento de atualização do balancete Proceda com o registro desses fatos contábeis entregues pelo Bazar Silva, porém veri�cando primeiro os saldos anteriores das contas envolvidas. Apresente o balancete após os ajustes necessários. Para solidi�car seu aprendizado e estimular a re�exão sobre os temas abordados, considere as seguintes perguntas: Como os conceitos de débito e crédito se aplicam na prática para garantir a precisão dos registros contábeis? De que maneira a contabilização correta de operações de venda impacta o desempenho econômico da empresa? Qual a importância do balancete de veri�cação na identi�cação de erros e na garantia da integridade dos registros contábeis? Para resolver esse estudo de caso, é preciso considerar, no registro, a contabilização das movimentações de cada um dos três fatos contábeis não registrados. Para isso os saldos de x0 são transpostos para as colunas de saldo anterior no balancete de veri�cação para, a partir daí, considerar as movimentações. Registro do fato 1 O primeiro fato envolve o pagamento ao fornecedor realizado em dinheiro no montante de R$ 2.300. Isso exige um lançamento contábil em que haverá um débito em fornecedor (débitos em contas de passivo reduzem o passivo) e um crédito na conta de caixa/bancos (créditos em contas de ativo reduzem o ativo). Com essa movimentação, o balancete apresentará os valores, conforme Quadro 2. BALANCETE DE VERIFICAÇÃO Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA CONTAS SALDO ANTERIOR MOVIMENTAÇÕES SALDO ATUAL Débito Crédito Débito Crédito Débito Crédito Caixa/bancos 4.500 - 2.300 2.200 - Duplicatas a receber 8.400 - 8.400 - Estoques de mercadorias 12.600 - 12.600 - Veículos 7.400 - 7.400 - Fornecedores - 9.300 2.300 - 7.000 Salários e encargos a pagar - 3.800 - 3.800 ICMS a recolher - 2.700 - 2.700 Financiamentos - 6.400 - 6.400 Capital social - 9.700 - 9.700 Vendas de mercadorias - 28.100 - 28.100 Impostos sobre vendas 5.300 - 5.300 - Custo das mercadorias 16.700 - 16.700 - Despesas administrativas 3.900 - 3.900 - Despesas �nanceiras 1.200 - 1.200 - Totais 60.000 60.000 2.300 2.300 57.700 57.700 Quadro 2 | Balancete de veri�cação em x0 Registro do fato 2 O segundo fato envolve o recebimento de duplicata de cliente no valor de R$ 1.400. Esse valor é recebido no caixa/banco. Logo, haverá um débito na conta caixa/bancos e um crédito na conta duplicatas a receber, no montante de R$ 1.400. O balancete de veri�cação, após registrado esse fato, �cará como demonstrado no Quadro 3. BALANCETE DE VERIFICAÇÃO CONTAS SALDO ANTERIOR MOVIMENTAÇÕES SALDO ATUAL Débito Crédito Débito Crédito Débito Crédito Caixa/bancos 4.500 - 1.400 2.300 3.600 - Duplicatas a receber 8.400 - 1.400 7.000 - Estoques de mercadorias 12.600 - 12.600 - Veículos 7.400 - 7.400 - Fornecedores - 9.300 2.300 - 7.000 Salários e encargos a pagar - 3.800 - 3.800 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA ICMS a recolher - 2.700 - 2.700 Financiamentos - 6.400 - 6.400 Capital social - 9.700 - 9.700 Vendas de mercadorias - 28.100 - 28.100 Impostos sobre vendas 5.300 - 5.300 - Custo das mercadorias 16.700 - 16.700 - Despesas administrativas 3.900 - 3.900 - Despesas �nanceiras 1.200 - 1.200 - Totais 60.000 60.000 3.700 3.700 57.700 57.700 Quadro 3 | Balancete de veri�cação em x0 Registro do fato 3 O último e terceiro fato retrata uma venda não registrada. Dessa forma, será registrado um débito na conta duplicatas a receber e um crédito na conta vendas de mercadorias, ambos no valor de R$ 6.000, re�etindo uma venda realizada a prazo. Adicionalmente, será efetuado um registro de débito na conta custo das mercadorias vendidas e um crédito na conta estoque de mercadorias, no valor de R$ 2.600, para representar a saída dos produtos do estoque e o reconhecimento do custo associado. Por �m, a transação exigirá um registro de débito na conta despesas com impostos sobre vendas e um crédito na conta ICMS a recolher, totalizando R$ 1.000, a �m de documentar o impacto �scal da operação. Com esses lançamentos contábeis, espera-se que o balancete de veri�cação re�ita tais movimentações, as quais, quando somadas aos registros anteriores, serão apresentadas conforme indicado no Quadro 4. BALANCETE DE VERIFICAÇÃO CONTAS SALDO ANTERIOR MOVIMENTAÇÕES SALDO ATUAL Débito Crédito Débito Crédito Débito Crédito Caixa/bancos 4.500 - 1.400 2.300 3.600 - Duplicatas a receber 8.400 - 6.000 1.400 13.000 - Estoques de mercadorias 12.600 - 2.600 10.000 - Veículos 7.400 - 7.400 - Fornecedores - 9.300 2.300 - 7.000 Salários e encargos a pagar - 3.800 - 3.800 ICMS a recolher - 2.700 1.000 - 3.700 Financiamentos - 6.400 - 6.400 Capital social - 9.700 - 9.700 Vendas de mercadorias - 28.100 6.000 - 34.100 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Impostos sobre vendas 5.300 - 1.000 6.300 - Custo das mercadorias 16.700 - 2.600 19.300 - Despesas administrativas 3.900 - 3.900 - Despesas �nanceiras 1.200 - 1.200 - Totais 60.000 60.000 13.300 13.300 64.700 64.700 Quadro 4 | Balancete de veri�cação em x0 Este último balancete de veri�cação considera as movimentações que precisavam ser registradas.Com esses registros, a contabilidade pode, agora, apresentar informações corretas sobre a realidade da entidade e se pautar nos saldos do balancete para gerar as demonstrações contábeis que apoiarão o processo de tomada de decisão. Este mapa mental aborda o ciclo contábil, que representa o processo completo de registro e processamento de transações �nanceiras de uma empresa durante um período contábil. O mapa é dividido em três ramos principais: o método das partidas dobradas, que é a base da contabilidade moderna e envolve o registro de débitos e créditos em contas contábeis; a contabilização de elementos patrimoniais, que aborda como os eventos afetam o patrimônio da empresa, incluindo a análise de contas redutoras e conceitos como PECLD (Perdas Estimadas de Créditos de Liquidação Duvidosa), depreciação, amortização e exaustão; e a contabilização de elementos econômicos, que foca nos eventos que afetam a interação da empresa com o mercado e a Apuração do Resultado do Exercício (ARE), analisando lucro ou prejuízo. Por �m, o mapa mental apresenta o balancete de veri�cação, que veri�ca as contas contábeis, aponta limitações e propõe soluções para erros identi�cados. Esse mapa é uma ferramenta visual que auxilia na compreensão da estrutura e dos processos contábeis dentro de uma organização. Não deixe de conferir! Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Figura 1 | Mapa mental CARVALHO, M. da S.; GUIMARÃES, G. O. M.; CRUZ, C. F. da. Contabilidade geral: uma abordagem interativa. São Paulo: Atlas, 2019. BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga dispositivos da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações �nanceiras. Brasília: Presidência da República, 2007. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm. Acesso em: 14 set. de 2024. CPC. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. [S. l.: s. n.], 2019. Disponível em: http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf. Acesso em: 14 set. de 2024. MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. PADOVEZE, C. L. Contabilidade geral facilitada. São Paulo: Método, 2017. , Unidade 4 Dinâmicas e Registros da Informação Contábil https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Aula 1 Dinâmica Patrimonial Dinâmica patrimonial Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Olá, estudante! Nesta videoaula, exploraremos a dinâmica patrimonial das empresas. Para tanto, daremos ênfase a como o lucro é gerado e incorporado ao balanço patrimonial. Você aprenderá sobre a distribuição de lucros para criação reservas e distribuição de dividendos, ou seja, compreenderá os caminhos que o lucro pode percorrer dentro de uma empresa. Esses conhecimentos são importantes para qualquer pro�ssional que deseja entender a saúde �nanceira das empresas e contribuir ativamente com as decisões empresariais. Bons estudos! Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula você aprenderá a dinâmica patrimonial das empresas, aspecto fundamental da contabilidade, que afeta diretamente a relação entre as demonstrações contábeis. Esta aula é de extrema importância para que você compreenda como as empresas gerenciam e destinam seus lucros, algo com que um futuro contador ou gestor precisará lidar no dia a dia pro�ssional. Para guiar nossos estudos, focaremos em dois grandes temas: a incorporação de lucros ao patrimônio líquido (PL) e as decisões estratégicas entre a retenção de lucros e a distribuição de dividendos. Esses processos são vitais para sustentar o crescimento de longo prazo das empresas e oferecer retornos justos aos acionistas. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA A questão sobre a qual vamos re�etir é: como as decisões de retenção de lucros versus distribuição de dividendos podem in�uenciar a sustentabilidade e a expansão das empresas? Preste atenção em como diferentes políticas de dividendos e estratégias de retenção de lucros são aplicadas dependendo dos objetivos corporativos e das condições de mercado. Analisaremos exemplos práticos e teóricos para ilustrar esses conceitos. Ao �nal desta aula, espera-se que você esteja não apenas mais informado sobre a dinâmica patrimonial, mas também esteja inspirado a aplicar esses conhecimentos em sua futura carreira. Com a compreensão dos temas que discutiremos, você estará mais bem preparado para enfrentar os desa�os do mundo empresarial. Vamos juntos nessa jornada! Vamos Começar! Dinâmica patrimonial O lucro de uma empresa, quando gerado, representa o saldo positivo obtido após a subtração de todas as despesas e de todos os custos das receitas totais em determinado período. Esse lucro, uma vez apurado, tem destinações especí�cas dentro da estrutura contábil da empresa. Tendo isso em mente, pode-se observar a dinâmica patrimonial quando o lucro gerado na Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) se incorpora ao balanço patrimonial, no patrimônio líquido (PL). Assim, quando uma empresa gera lucro, podemos dizer que ela gerou recursos próprios porque o lucro representará uma parte do PL, além do capital social. Inicialmente, o lucro líquido (ou o prejuízo) é incorporado ao PL na conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados (LPA). A partir daí, ele pode percorrer diferentes caminhos até sua destinação, que pode variar de acordo com a política da empresa e as exigências dos acionistas. O lucro pode percorrer dois caminhos dentro de uma organização, isto é, pode sofrer destinação em duas grandes categorias: Retenção de lucro no PL sob a forma de reservas: esta é uma prática que visa fortalecer a estrutura de capital da empresa e sustentar planos de investimento a longo prazo. Ao reter lucros, a empresa pode acumular um montante substancial para promover expansões, crescimentos, inovações ou melhorias sem a necessidade de recorrer a empréstimos ou emissões adicionais de capital. Essas reservas são classi�cadas geralmente como reservas legais, reservas estatutárias, reservas para contingências, entre outras, cada uma com um propósito especí�co de�nido pela governança corporativa. Independentemente dos objetivos especí�cos das reservas, todas elas contribuem para fortalecer o PL, o que assegura a continuidade das operações da empresa e a melhora as possibilidades de expansão. Distribuição de dividendos: os dividendos representam a parcela do lucro distribuída diretamente aos acionistas ou aos sócios como retorno sobre o investimento realizado na empresa. A decisão de quanto do lucro será distribuído em forma de dividendos depende da política da empresa, que pode buscar um equilíbrio entre oferecer um retorno atrativo ao acionista e reter fundos su�cientes para o crescimento e a saúde �nanceira da Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA organização. A distribuição de dividendos pode ser vista tanto como um incentivo para manter ou atrair investidores quanto como uma demonstração de solidez �nanceira da empresa. Essas estratégias re�etem diferentes abordagens de gestão �nanceira e dependem das metas de longo prazo da empresa, das expectativas dos investidores e das condições de mercado. A escolha entre retenção de lucros e pagamento de dividendos deve alinhar-se com os objetivos estratégicos da companhia, garantindo sustentabilidade e crescimento contínuo enquanto proporciona retornos justos a seus acionistas. Siga em Frente... Lucros ou Prejuízos Acumulados Conforme a Lei nº 11.638/2007, a conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados (LPA)deve ser zerada ao �m de cada exercício social nas Sociedades Anônimas, exceto em caso de saldo devedor (prejuízo), que é transferido para a conta de prejuízos acumulados. Ou seja, as Sociedades Anônimas são obrigadas a dar destinação total a seus lucros, seja para reservas, seja para dividendos. A dinâmica patrimonial consiste na movimentação dos valores dos lucros, primeiro pela conta transitória Apuração do Resultado do Exercício (ARE), na qual o lucro é identi�cado pela confrontação de receitas e despesas, depois, sendo transferido para a conta de LPA. Após isso, é, em parte, considerado como geração de reservas de lucros e, em parte, considerado como Dividendos a Pagar para a distribuição de lucros aos donos da empresa. Compensação de prejuízos Quando a empresa gerar prejuízos, os do exercício devem ser absorvidos pela LPA, pelas reservas de lucros e pela reserva legal, nesta ordem, conforme o art. 189 da Lei nº 6.404/1976. A distribuição de lucros só ocorrerá se o lucro líquido do exercício for superior ao saldo de prejuízos acumulados. LPA em pequenas e médias empresas A resolução CFC nº 1.157/2009 do Conselho Federal de Contabilidade permite que as pequenas e médias empresas (PMEs) mantenham a conta de LPA no PL, sem necessariamente realizar destinações, diferentemente das grandes empresas e das sociedades anônimas. Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA A Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) tem como �nalidade principal evidenciar as destinações do lucro de uma empresa e as mudanças no saldo dos Lucros ou Prejuízos Acumulados dentro do PL de uma empresa. Segundo o art. 186 da Lei nº 6.404/1976, a DLPA deve detalhar: O saldo inicial e os ajustes de exercícios anteriores. As reversões de reservas e o lucro líquido do exercício. As transferências para reservas, os dividendos distribuídos, a parte dos lucros incorporada ao capital e o saldo �nal do período. Veja, no Quadro 1, um exemplo de DLPA elaborado com base nos dados do balanço patrimonial e da DRE da companhia. Composição de valores Total Saldo inicial em 31/12/x1 10.000 ( +/- ) Ajustes de exercício anterior 800 ( + ) Reversão de reservas 1.200 ( + ) Lucro líquido do exercício 1.200 Resultado Total Disponível 13.200 ( - ) Constituição de reservas: Reserva legal (1.500) Reserva de contingência (2.500) Reserva estatutária (7.200) ( - ) Dividendos propostos (2.000) Saldo �nal em 31/12/x2 - Quadro 1 | Exemplo de estrutura de DLPA As reservas constituem alocações do resultado econômico do período que podem ser exigidas por lei, pelo estatuto da empresa ou determinadas pela gestão da entidade. Por outro lado, os dividendos são a fração do lucro líquido do exercício destinada aos sócios ou aos acionistas, geralmente especi�cada no estatuto da empresa. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Com a Lei nº 11.638/2007, que modi�cou a Lei nº 6.404/1976, a categoria de Lucros ou Prejuízos Acumulados foi renomeada para apenas Prejuízos Acumulados em Sociedades Anônimas, eliminando-se a possibilidade de manter saldos nessa conta. Isso implica que todos os lucros devem ser obrigatoriamente distribuídos aos acionistas ou destinados a reservas. Apenas para reforçar: o lucro apurado na ARE se incorpora ao patrimônio líquido (PL) da empresa por meio da conta de LPA, sendo depois o seu valor destinado principalmente à distribuição aos investidores e/ou à retida no PL sob a forma de reservas. Na contabilidade, por efeito, o lucro aumenta o PL, o que representa a remuneração aos proprietários pelo capital investido. Aumentar o lucro resulta no acréscimo do PL em R$ 22.000, no exemplo da Figura 1, registrado na conta de LPA, o que indica crédito ao PL. Figura 1 | Transferência de ARE para LPA. Fonte: Marion (2023, p. 191). Depois, o lucro que está em LPA é destinado para reservas, por exemplo, debitando-se a conta LPA e creditando-se a conta de reserva de lucro. Vamos Exercitar? Nesta aula, você aprendeu a dinâmica patrimonial das empresas, focando especialmente na forma como os lucros são incorporados ao patrimônio líquido (PL) e nas estratégias envolvendo a retenção de lucros e a distribuição de dividendos. Esses elementos são essenciais para o sustento do crescimento empresarial a longo prazo e para assegurar retornos equitativos aos acionistas. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Além disso, discutimos como a escolha entre reter lucros ou distribuir dividendos depende das metas de longo prazo da empresa, das expectativas dos investidores e das condições de mercado. Ao longo da aula, utilizamos exemplos práticos e teóricos para ilustrar como essas decisões podem impactar a sustentabilidade e a expansão das empresas. Encerramos a aula re�etindo sobre a importância de uma gestão contábil consciente e estratégica. Como futuro contador ou gestor, você terá a responsabilidade de aplicar esses conhecimentos para tomar decisões que não apenas favoreçam o crescimento econômico das organizações, mas também contribuam para sua estabilidade �nanceira e a credibilidade no mercado. Esperamos que esta aula tenha lhe fornecido uma base sólida sobre a dinâmica patrimonial e tenha lhe inspirado a buscar novas maneiras de aplicar esses conceitos em sua futura carreira. Continue explorando e questionando, pois cada situação empresarial trará desa�os e oportunidades únicas para a aplicação prática do aprendizado de hoje. Até a próxima! Saiba mais Vamos explorar mais a contabilidade? Leia os materiais indicados a seguir. A política de dividendos é um dos assuntos mais debatidos e complexos em �nanças corporativas. Tendo isso em vista, esta pesquisa procura entender os fatores que in�uenciam o pagamento de dividendos, especialmente em empresas brasileiras com mais ou menos de 50 anos de operação. Realizada entre 2010 e 2016, a análise incluiu 203 empresas listadas na BM&FBovespa. Os resultados mostram que fatores como rentabilidade, liquidez, tamanho da empresa e histórico de dividendos estão associados ao aumento no pagamento de dividendos, principalmente em empresas mais antigas. Por outro lado, o endividamento tem um impacto negativo. Em empresas mais novas, os efeitos são similares, exceto pela liquidez, que não teve impacto signi�cativo. Em geral, empresas com mais de 50 anos tendem a pagar dividendos com mais frequência do que as mais novas, con�rmando teorias anteriores sobre o tema. LEITE, M.; PAMPLONA, E.; HEIN, N. Determinantes do pagamento de dividendos de empresas cinquentenárias e não cinquentenárias brasileiras. Revista de Contabilidade do Mestrado em Ciências Contábeis da UERJ, Rio de Janeiro, v. 26, n. 1, p. 137-154, jan./abr. 2023. Este estudo teve como foco o mapeamento das principais teorias de distribuição de dividendos no mercado de capitais brasileiro, a partir do qual analisou artigos dos periódicos Qualis/CAPES A2 e B1 do período entre 2008 e 2019. Foram revisados inicialmente 252 artigos, selecionando- se, ao �nal, 34 que discutiam nove teorias distintas, envolvendo 85 autores e 27 instituições de ensino. A análise detalhada desses trabalhos permitiu con�rmar a aplicabilidade de certas teorias no contexto brasileiro, além de identi�car os autores mais produtivos na área, suas citações e o impacto de seus estudos. Este trabalho é uma contribuição signi�cativa para entender as dinâmicas de dividendos no Brasil, pois oferece uma visão clara das teorias mais reconhecidas e suas implicações práticas. http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/UERJ/article/viewPDFInterstitial/3312/2875 http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/UERJ/article/viewPDFInterstitial/3312/2875 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA MARQUES, B. dos S.; PERPÉTUO, A. A. G.; ROCHA, D. M. Análise bibliométrica sobre os estudos de dividendos no Brasil. Research, Society and Development, [s. l.], v. 9, n. 8, 2020. Este estudo investigou a distribuição de dividendos de empresas listadas na B3, de 2010 a 2020, comparando aquelascom certi�cação no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e as não certi�cadas, focando especialmente em períodos de crises econômicas. A amostra incluiu 665 empresas, com uma média anual de 28 empresas certi�cadas pelo ISE, e utilizou-se a regressão de dados em painel com efeitos �xos e o método pooled tobit para análise. Os resultados não con�rmaram uma relação direta entre a certi�cação ISE e uma menor distribuição de dividendos durante crises econômicas, no entanto veri�cou-se que as empresas com certi�cação ISE tendem a manter a estabilidade na distribuição de dividendos, independentemente da ocorrência de crises. O estudo destaca a importância da certi�cação ISE na sinalização de estabilidade �nanceira para o mercado, mesmo em períodos de severas crises �nanceiras. Sugerem-se estudos futuros com períodos mais extensos para con�rmar esses achados, já que houve uma limitação neste estudo devido a seu início em 2010, após a implementação do IFRS. SANTOS, M. A. et al. Dividendos e crises: efeitos nas empresas sustentáveis e demais companhias da B3. Revista de Negócios, [s. l.], v. 28, n. 2, p. 23-39, abr. 2023. Referências CARVALHO, M. da S.; GUIMARÃES, G. O. M.; CRUZ, C. F. da. Contabilidade geral: uma abordagem interativa. São Paulo: Atlas, 2019. LEITE, M.; PAMPLONA, E.; HEIN, N. Determinantes do pagamento de dividendos de empresas cinquentenárias e não cinquentenárias brasileiras. Revista de Contabilidade do Mestrado em Ciências Contábeis da UERJ, Rio de Janeiro, v. 26, n. 1, p. 137-154, jan./abr. 2023. Disponível em: http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3- 06/index.php/UERJ/article/viewPDFInterstitial/3312/2875. Acesso em: 16 abr. 2024. MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. MARQUES, B. dos S.; PERPÉTUO, A. A. G.; ROCHA, D. M. Análise bibliométrica sobre os estudos de dividendos no Brasil. Research, Society and Development, [s. l.], v. 9, n. 8, 2020. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/download/5658/5047. Acesso em: 28 mar. 2024. SANTOS, M. A. et al. Dividendos e crises: efeitos nas empresas sustentáveis e demais companhias da B3. Revista de Negócios, [s. l.], v. 28, n. 2, p. 23-39, abr. 2023. Disponível em: https://ojsrevista.furb.br/ojs/index.php/rn/article/download/9995/5982. Acesso em: 28 mar. 2024. https://ojsrevista.furb.br/ojs/index.php/rn/article/view/9995/5982 https://ojsrevista.furb.br/ojs/index.php/rn/article/view/9995/5982 http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/UERJ/article/viewPDFInterstitial/3312/2875 http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/UERJ/article/viewPDFInterstitial/3312/2875 https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/download/5658/5047 https://ojsrevista.furb.br/ojs/index.php/rn/article/download/9995/5982 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Aula 2 Plano de Contas Plano de contas Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Olá, estudante! Nesta videoaula, você aprenderá a importância e a estruturação do plano de contas dentro das empresas. Com isso, você descobrirá como ele é essencial para a organização e o registro de eventos contábeis e como ele se adapta às particularidades de cada entidade, seja grande, seja pequena. Abordaremos exemplos práticos para ilustrar como um plano de contas bem de�nido pode in�uenciar a precisão da geração da informação. Bons estudos! Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula você estudará um tema fundamental para a contabilidade de qualquer empresa: o plano de contas. O conjunto de contas contábeis representa a espinha dorsal dos registros contábeis e é vital para uma gestão e�ciente e transparente do patrimônio empresarial. Cada conta tem sua função especí�ca e re�ete as operações econômicas de uma organização, facilitando não apenas a elaboração de relatórios contábeis, mas também a tomada de decisões estratégicas. Nossa discussão, hoje, será guiada por esta questão: como o plano de contas deve ser adaptado para re�etir �elmente a realidade e as necessidades especí�cas de uma empresa? Este questionamento é essencial, visto que um plano de contas inadequado pode distorcer a realidade �nanceira da empresa e comprometer análises e decisões. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Durante a aula, exploraremos como diferentes tipos de organizações, desde indústrias a supermercados, adaptam seus planos de contas. Esse entendimento vai ajudá-lo a analisar e, eventualmente, a desenvolver planos de contas e�cazes que atendam às necessidades especí�cas de companhias que você possa vir a assessorar. À medida que abordamos esse tema, procure pensar criticamente sobre as implicações da estrutura de contas contábeis e sobre como as mudanças no ambiente de negócios podem necessitar de ajustes no plano de contas. Esse é um exercício de previsão e adaptação, qualidades essenciais para qualquer contador de sucesso. Ao �nal desta aula, esperamos que você esteja não apenas mais informado sobre a estrutura e a funcionalidade do plano de contas, mas que esteja também mais inspirado a aplicar todo esse conhecimento em sua futura carreira. Vamos começar! Bons estudos! Vamos Começar! Plano de contas O plano de contas representa uma organização sistemática de todas as contas contábeis em potencial de uso pelo setor contábil de uma empresa. Esse conjunto de contas é a base para o registro de eventos contábeis. Trata-se de um elenco organizado e sistemático de contas contábeis possíveis de serem utilizadas ao longo do tempo e que contempla as contas de uso frequente e não frequente que fazem sentido na realidade da entidade. Cada empresa deve desenvolver um plano de contas personalizado, considerando seu setor de atuação e porte (seja micro, pequena, média ou grande empresa). Por exemplo, não faz sentido para uma prestadora de serviços incluir uma conta de estoque de produtos em processo em seu ativo circulante, se geralmente não há manuseio para fabricar produtos. Isso seria incoerente. Por isso, o plano de contas sempre re�etirá a realidade da entidade, seu porte e seu setor. Da mesma forma, uma pequena empresa não precisa incluir a conta empréstimos concedidos a empresas coligadas em seu realizável a longo prazo, a menos que haja empresas coligadas de fato. Portanto, o plano de contas deve listar as contas que são ou serão afetadas pelas atividades contábeis da empresa, considerando os eventos econômicos e fatos contábeis que possam vir a afetar o patrimônio da entidade, incluindo aquelas que, mesmo não estando ativas atualmente, possam ser necessárias no futuro. Por exemplo, ao desenvolver o plano de contas de uma indústria de eletrodomésticos, um contador incluiria contas relacionadas a impostos como ICMS a recolher, devido à circulação de mercadorias e serviços, IPI a recolher, em virtude da industrialização de produtos, e, caso haja Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA planos imediatos para oferecer serviços de assistência técnica, ISS a recolher também seria considerado. Veja, no Quadro 1, um exemplo resumido de plano de contas. PLANO DE CONTAS Balanço Patrimonial DRE 1. ATIVO 2. PASSIVO 4.1 Receita 4.1.1 (–) Deduções 5.1 Custo 5.2 Despesas 1.1 Circulante 1.2 Não Circulante 1.2.1 Realizável L. P. 1.2.2 Investimento 1.2.3 Imobilizado 1.2.4 Intangível 2.1 Circulante 2.2 Não Circulante 3. Patrimônio Líquido 3.1 Capital 3.2 Reservas de Lucros Quadro 1 | Exemplo de plano de contas. Fonte: adaptado de Marion (2023, p. 169). Plano de contas personalizado Muitas empresas optam por copiar o plano de contas de outras organizações, uma prática que pode comprometer a e�cácia de seus pro�ssionais de contabilidade. Mesmo quando o plano é adaptado de uma empresa do mesmo setor, as diferenças de tamanho, características operacionais,equipe de contabilidade, �uxo documental, equipamentos e sistemas de pagamentos e recebimentos podem ser signi�cativas. O ideal é que cada empresa desenvolva seu próprio plano de contas, seguindo as normas e os padrões da contabilidade brasileira. O plano de contas pode ser ajustado ao longo do tempo para aprimoramento, garantindo, assim, uma maior precisão e e�ciência na gestão contábil. Cabe destacar que alterações no plano de contas podem ocorrer para inserir alguma conta não prevista antes, mas que seria necessária para a contabilização dos fatos. Às vezes, contas podem ser removidas também se não �zerem mais sentido para empresa. Todavia, as alterações ocorridas no plano de contas devem ser sempre sutis e nunca bruscas para não prejudicar a comparabilidade das informações nas demonstrações contábeis. Siga em Frente... Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Importância do plano de contas A utilização de um plano de contas bem de�nido é importante quando a empresa realiza vendas a prazo, criando contas a receber conhecidas como clientes, duplicatas a receber ou contas a receber. Tais nomenclaturas, embora diferentes, referem-se ao mesmo tipo de transação. As contas contábeis podem ter terminologias diferentes quando comparadas a diversos planos de contas, mas o sentido, a natureza e a codi�cação de cada uma sinalizarão o sentido daquela conta contábil ao patrimônio da empresa, independentemente da terminologia utilizada. Outro ponto a ressaltar é que os termos utilizados para as contas contábeis geralmente são termos óbvios. Isso é proposital para facilitar a compreensão da informação contábil e favorecer a leitura dos relatórios contábeis. Um plano de contas com títulos únicos para cada conta evita que diferentes colaboradores do setor contábil registrem a mesma operação sob nomenclaturas variadas, o que assegura a uniformidade dos registros contábeis e facilita a continuidade do trabalho mesmo com mudanças na equipe. Um plano de contas e�caz deve ser desenvolvido conforme normas técnicas e adaptado às necessidades da entidade, oferecendo clareza, consistência técnica e �exibilidade para ajustes (Carvalho; Guimarães; Cruz, 2019). Sua principal função é guiar a escrituração contábil, assegurando precisão e proteção contra erros. O plano pode conter um pequeno manual que explica a função, o funcionamento e a natureza de cada conta, como a conta clientes, que é usada para registrar vendas ou serviços a prazo, sendo debitada nas faturas emitidas e creditada quando o pagamento é recebido, classi�cando-a como devedora. Atualmente, a contabilidade é predominantemente digital, sendo uma raridade a escrituração manual. O plano de contas é organizado de maneira lógica e numerada, adequando-se tanto a processos mecânicos descontinuados quanto a métodos eletrônicos, que utilizam tecnologias atuais como softwares de contabilidade. Essa estruturação permite manter os registros contábeis em conformidade com a lei vigente, reforçando a transparência e a precisão nas operações �nanceiras da empresa. Plano de contas e os usuários contábeis Segundo Marion (2023), o elenco de contas e o nível de detalhamento em um plano de contas dependem do volume e da natureza dos negócios de uma empresa. Entretanto, na estruturação do plano de contas devem ser considerados os interesses dos usuários (gerentes, proprietários da empresa, governo, bancos, etc.). Para uma grande indústria química, por exemplo, é necessário destacar, para a tomada de decisões, as contas de salários e encargos sociais relativos ao pessoal da fábrica, de vendas, do pessoal administrativo, de honorários da diretoria, etc. Em uma drogaria, contudo, não é interessante tanta minúcia, logo poderiam ser destacados apenas os honorários da diretoria e os Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA salários dos demais funcionários. Para um bar ou uma farmácia, uma única conta denominada salários poderia ser o su�ciente. Codi�cação do plano de contas A seguir, veja um miniplano de contas, relativo a uma indústria (Marion, 2023), que foi codi�cado da seguinte maneira: Inicia-se com a unidade 1 para todas as contas do ativo. A unidade 2 destina-se a todas as contas do passivo; a 3 para todas as do patrimônio líquido; a 4 para todas as contas receita e deduções das receitas; e a 5 para as contas dedutivas no resultado (custo, despesas, participações, etc.). Em seguida, adiciona-se um segundo número, que representa o grupo de contas do ativo, do passivo e assim por diante. Desse modo, no código 1.1, tem-se o ativo circulante (o primeiro 1 é ativo, o segundo 1 é circulante); no 1.2, não circulante; no 2.1, passivo circulante; no 2.2 passivo não circulante, etc. O terceiro dígito signi�ca a conta do grupo. Observe o código 1.1.1 no Quadro 2. 1. Ativo 1.1 Ativo circulante 1.1.1 Ativo circulante – Caixa 1.1.2 Ativo circulante – Bancos, etc. Quadro 2 | Ativo circulante Como adequar o plano de contas a outras atividades Se temos um plano de contas voltado para uma pequena indústria, o que fazer quando desejamos elaborar outro para uma empresa comercial? Certamente, devem ser consideradas as peculiaridades da atividade comercial para conseguir melhor adequação do plano de contas. Um supermercado, por exemplo, tem características bem diferentes de uma revendedora de automóveis, embora ambas as empresas sejam comerciais. No caso de um plano de contas de um supermercado, normalmente não há a conta duplicatas a receber (o supermercado normalmente só vende à vista) e, muito menos, itens do imobilizado, tais como: máquinas, equipamentos, ferramentas (são peculiares em uma indústria). No caso de uma empresa de transportes coletivos (ônibus urbanos), normalmente não há as contas Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA duplicatas a receber (recebe à vista) e estoque (não opera com mercadorias). O imobilizado, todavia, seria elevado no item veículos. Vamos Exercitar? Nesta aula, você explorou o plano de contas, uma ferramenta básica para os registros contábeis e para a gestão contábil de qualquer empresa. O conjunto de contas contábeis proposto pelo contador é a base para os registros contábeis, re�etindo as operações econômicas e apoiando a geração de relatórios contábeis. Nesse sentido, discutimos como adaptar o plano de contas para que ele espelhe a realidade e as necessidades especí�cas de diferentes tipos de negócios. Abordamos, também, a importância de um plano bem estruturado, que evite distorções na realidade �nanceira da empresa e garanta análises precisas. Diante disso, encorajamos você a pensar criticamente sobre a estruturação das contas e os ajustes necessários diante de mudanças no ambiente de negócios, pois as habilidades de previsão e adaptação são essenciais para um contador de sucesso. Esperamos que essa discussão tenha enriquecido seu entendimento sobre o plano de contas e o tenha motivado a aplicar esses conhecimentos em sua carreira. Bons estudos e continue explorando as possibilidades de adaptação e inovação na contabilidade! Até a próxima! Saiba mais Que tal explorar mais a contabilidade? Aprofunde-se nos conhecimentos que já adquiriu com a leitura dos materiais indicados a seguir. A contabilidade ambiental emerge como uma ferramenta essencial para as organizações que desejam identi�car e gerenciar o impacto ambiental de suas atividades. Esse ramo da contabilidade destaca-se por integrar aspectos econômico-�nanceiros diretamente relacionados ao meio ambiente, in�uenciando o patrimônio das empresas. O artigo em questão propõe um plano de contas detalhado, desenvolvido após uma análise de modelos internacionais e uma extensa revisão bibliográ�ca na base SCOPUS. Foram identi�cadas 42 contas ambientais que cobrem ativos, passivos, receitas, custos e despesas relacionadas ao meio ambiente, oferecendo às empresas uma base para realçar a importância dos fatores ambientais em suas práticas contábeis. FARINELLI, T. C.; RODRIGUES, A. M.; PONCE, R. O. Construção de um plano de contas para a contabilidade ambientalempresarial. Revista de Contabilidade do Mestrado em Ciências Contábeis da UERJ, Rio de Janeiro, v. 24, n. 1, p. 20-38, jan./abr. 2019. Este estudo apresenta a implantação do Plano de Contas Aplicado ao Setor Público (PCASP) na Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina (SEF-SC). A pesquisa, com abordagem qualitativa, buscou entender como gestores e contadores públicos perceberam esse processo, https://www.e-publicacoes.uerj.br/rcmccuerj/article/view/50683 https://www.e-publicacoes.uerj.br/rcmccuerj/article/view/50683 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA aplicando a teoria institucional e a velha economia institucional. Foram usados questionários, com 36 respondentes, para analisar o planejamento, a codi�cação, a incorporação, a reprodução e a institucionalização do plano. Os resultados indicaram um planejamento e�caz e uma percepção positiva quanto à melhoria das rotinas contábeis, sem prejudicar a con�abilidade das informações. Além disso, houve um avanço signi�cativo na qualidade das informações contábeis, com destaque para o patrimônio público e o regime de competência. THEODORO, A. P. et al. Institucionalização do Plano de Contas Aplicado ao Setor Público: análise da percepção dos gestores e contadores de Santa Catarina. Revista Mineira de Contabilidade, Belo Horizonte, v. 20, n. 2, p. 70-82, maio/ago. 2019. Esta pesquisa explora a implementação do novo plano de contas no setor público e como ele contribui para a adequação da contabilidade aos padrões internacionais. Discute-se, ainda, a tendência mundial de uniformizar procedimentos contábeis, enfatizando a necessidade de o Brasil adaptar-se, a �m de aumentar sua competitividade e transparência no cenário global. O artigo analisa o processo histórico de implementação desse novo padrão e suas implicações para o setor público brasileiro. HALIK, A. R.; NEIVA, L. J. F.; FALCÃO, M. A. Os alicerces do novo plano de contas aplicado ao setor público. Revista FSA, Teresina, v. 14, n. 2, p. 53-67, mar./abr. 2017. Referências CARVALHO, M. da S.; GUIMARÃES, G. O. M.; CRUZ, C. F. da. Contabilidade geral: uma abordagem interativa. São Paulo: Atlas, 2019. FARINELLI, T. C.; RODRIGUES, A. M.; PONCE, R. O. Construção de um plano de contas para a contabilidade ambiental empresarial. Revista de Contabilidade do Mestrado em Ciências Contábeis da UERJ, Rio de Janeiro, v. 24, n. 1, p. 20-38, jan./abr. 2019. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/rcmccuerj/article/download/50683/pdf/171243. Acesso em: 28 mar. 2024. HALIK, A. R.; NEIVA, L. J. F.; FALCÃO, M. A. Os alicerces do novo plano de contas aplicado ao setor público. Revista FSA, Teresina, v. 14, n. 2, p. 53-67, mar./abr. 2017. Disponível em: http://www4.unifsa.com.br/revista/index.php/fsa/article/view/1302/1166. Acesso em: 28 mar. 2024. MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. THEODORO, A. P. et al. Institucionalização do Plano de Contas Aplicado ao Setor Público: análise da percepção dos gestores e contadores de Santa Catarina. Revista Mineira de Contabilidade, Belo Horizonte, v. 20, n. 2, p. 70-82, maio/ago. 2019. Disponível em: https://crcmg.emnuvens.com.br/rmc/article/download/803/577757. Acesso em: 28 mar. 2024. https://revista.crcmg.org.br/rmc/article/view/803/577757 https://revista.crcmg.org.br/rmc/article/view/803/577757 http://www4.unifsa.com.br/revista/index.php/fsa/article/view/1302/1166 http://www4.unifsa.com.br/revista/index.php/fsa/article/view/1302/1166 https://www.e-publicacoes.uerj.br/rcmccuerj/article/download/50683/pdf/171243 http://www4.unifsa.com.br/revista/index.php/fsa/article/view/1302/1166 https://crcmg.emnuvens.com.br/rmc/article/download/803/577757 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Aula 3 Livros Contábeis Livros contábeis Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Olá, estudante! Nesta videoaula, você conhecerá os livros contábeis obrigatórios: o livro-diário e o livro-razão, que são essenciais para a organização e a legalidade das operações empresariais. Nesse contexto, discutiremos como cada transação é registrada e qual o impacto desses registros no panorama contábil das empresas. Essa compreensão garante a precisão e a conformidade dos dados contábeis. Por isso, esteja atento aos exemplos práticos que ajudarão a ilustrar a aplicação desses livros no dia a dia pro�ssional. Bons estudos! Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula, você explorará os livros contábeis obrigatórios e a mecânica dos registros contábeis, uma vez que a contabilidade não só é uma exigência legal para as empresas, como é também uma ferramenta essencial para a gestão �nanceira e para a tomada de decisões estratégicas. Nesse sentido, nossa aula será guiada pelo estudo do livro-diário e do livro-razão. Discutiremos como os registros são efetuados cronologicamente no primeiro e como cada transação é detalhada para garantir precisão e transparência. Isso contribui para evitar erros e manipulações, visto que cada lançamento re�ete diretamente no patrimônio da empresa. A questão central que norteará nossa discussão é: como a prática de escrituração contábil, através do livro-diário e do livro-razão, pode contribuir para a tomada de decisão em uma Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA empresa? Esse questionamento nos levará a explorar a importância da precisão nos lançamentos e como os erros podem ter consequências severas, incluindo decisões empresariais mal-informadas. Além disso, analisaremos como a tecnologia transformou a contabilidade com sistemas eletrônicos, facilitando processos. Nesse contexto, observaremos como o livro-razão permite um controle detalhado de cada conta, facilitando análises �nanceiras e elaboração de relatórios. Ao �nal desta aula, espera-se que você esteja motivado não apenas para entender os conceitos aqui discutidos, mas também para aplicá-los no cotidiano pro�ssional. A contabilidade é muito mais do que apenas números: ela é uma linguagem de negócios que comunica a realidade contábil de uma empresa. Com esse conhecimento, você estará mais preparado para enfrentar os desa�os do mundo empresarial. Bons estudos! Vamos Começar! Livros contábeis obrigatórios Os livros contábeis obrigatórios, nos quais são feitos os lançamentos contábeis, são o livro-diário e o livro-razão. No primeiro, os lançamentos são registrados cronologicamente, re�etindo todos os eventos econômicos que impactam o patrimônio da empresa. Além de documentar esses eventos, o registro também visa garantir a con�abilidade dos dados, prevenindo a manipulação das entradas através da inserção de lançamentos retroativos. No livro-razão os mesmos lançamentos são observados segundo a ordenação de contas contábeis. Embora hoje os softwares contábeis realizem a maior parte dessa tarefa, é fundamental que você desenvolva uma compreensão do raciocínio contábil para facilitar o aprendizado do processo contábil como um todo. Siga em Frente... Livro-diário O livro-diário é uma exigência legal para todas as empresas, pois é nele que se registram os eventos contábeis por meio do método das partidas dobradas. O aspecto marcante desse livro é que todos os lançamentos contábeis são registrados nele seguindo uma ordem cronológica. O livro deve ser encadernado, ter páginas numeradas e ser atualizado diariamente. Com a adoção de sistemas informatizados, a numeração das páginas pode ser automática, e o livro é encadernado no �nal do período. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Esse livro deve incluir termos de abertura e encerramento e ser autenticado pelo órgão competente. Atrasos na atualização do diário podem resultar em multas. Ele registra dados como datas de transações, contas de débito e crédito, valores e um histórico detalhado das operações.Por exemplo, em fevereiro de 20X5, a empresa Bascos & Cia. registrou a compra de um equipamento e um depósito signi�cativo, demonstrando a prática de escrituração. Figura 1 | Exemplo de diário. Fonte: Marion (2023, p. 206). Normalmente, no livro-diário, a coluna de débito �ca à esquerda e a de crédito à direita. Para veri�car a precisão dos lançamentos, somam-se as colunas de débito e crédito. Essa veri�cação, que é parcial, deve coincidir com o balancete de veri�cação, conforme o método das partidas dobradas, que exige que os totais sejam iguais. Livro-razão O livro-razão surgiu da necessidade de controlar individualmente os valores de cada conta contábil, uma vez que o livro-diário apenas lista os lançamentos por data sem permitir esse controle. O termo “razão” indica a necessidade de se realizarem cálculos para cada conta, a �m de apurar os saldos após os lançamentos. Essencialmente, o livro-razão é o principal instrumento contábil para determinar o saldo de cada conta, facilitando a análise �nanceira e a elaboração de relatórios contábeis. Segundo Padoveze (2017), na prática, cada lançamento do livro-diário é transcrito no livro-razão, atribuindo-se a cada conta envolvida a parte correspondente ao lançamento. Esse processo é comum em sistemas contábeis eletrônicos, e os saldos são identi�cados como “saldo devedor” (D) ou “saldo credor” (C). Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Os aspecto-chave desse livro residem no fato de que ele registra transações e apresenta informações em contas especí�cas, segundo a ordem do plano de contas da empresa, facilitando o controle contábil, como no caso da conta caixa, na qual todas as movimentações �nanceiras são detalhadamente registradas para cálculo do saldo atual. O razonete, derivado do livro-razão, serve como uma versão didática simpli�cada deste. Originalmente, o livro-razão era composto de páginas individuais para cada conta, mas, com o avanço tecnológico, adotou-se o uso de folhas avulsas e �chas para maior praticidade, especialmente com a introdução da contabilidade mecanizada. A resolução CFC nº 1.330, de 18 de março de 2011, através da ITG 2000 – Escrituração Contábil, de�ne os padrões para a escrituração contábil das empresas, destacando que os livros contábeis, incluindo o razão, devem seguir formalidades especí�cas. Em versão física, os livros devem ser encadernados e numerados, enquanto, na versão digital, devem ser assinados digitalmente e autenticados o�cialmente. No passado, �chas do livro-razão eram coloridas para facilitar a organização: cores diferentes para contas de balanço e contas de resultado ou para grupos como ativo e passivo. A cor, marcada no topo da �cha, ajudava a visualizar e fazer o arquivamento. Com a tecnologia atual, o processo evoluiu, permitindo mais recursos. Tecnicamente, o livro-razão pode ter caráter sintético, abrangendo toda a conta, ou analítico, com desdobramentos para melhor controle. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Figura 2 | Exemplo de razão. Fonte: Marion (2023, p. 203). O livro-razão inclui tanto as contas patrimoniais quanto as de resultados e controla cada uma individualmente. Além disso, todos os registros contábeis devem ser objetivos e baseados em Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA documentos comprovativos, exigindo que o contador mantenha neutralidade e não crie valores �ctícios. Outros livros contábeis Para contas com grande volume de transações, as empresas utilizam livros auxiliares, considerados obrigatórios, como livro-caixa, livro de contas a receber, livros de contas a pagar e livro de controle patrimonial. A base legal de escrituração contábil foi estabelecida pelo Decreto- Lei nº 486 de 1969, que destaca a obrigatoriedade dos livros diário, razão, inventário, de entradas e de apuração do lucro real (Lalur). Desde 2008, as empresas devem transmitir eletronicamente seus livros contábeis ao Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), incluindo o Lalur (livro de apuração do lucro real) e a Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ). Essa transmissão substitui a necessidade de arquivamento físico e conta com um prazo de guarda de cinco anos mais o ano corrente. O SPED contábil (ECD) envia os livros contábeis, enquanto o SPED �scal (ECF) aborda os livros �scais e as declarações de imposto de renda, desobrigando as empresas de certas normativas anteriores. Vamos Exercitar? Nesta aula, você explorou os livros contábeis obrigatórios e entendeu como eles fundamentam a mecânica dos registros contábeis, essenciais não apenas diante da exigência legal, mas como ferramentas vitais para a gestão �nanceira e tomada de decisões. Nesse contexto, aprofundamos nossos conhecimentos quanto ao funcionamento do livro-diário e do livro-razão, dando destaque à importância de manter registros precisos e transparentes para evitar manipulações e erros que possam afetar o patrimônio da empresa. Abordamos, ainda, como a contabilidade, apoiada por sistemas eletrônicos modernos, facilita a escrituração e permite um controle detalhado das �nanças através do livro-razão. A tecnologia não só simpli�ca o registro e a análise de dados, mas também contribui decisivamente para a elaboração de relatórios �nanceiros precisos. Esperamos que a aula de hoje tenha despertado seu interesse em aplicar os conceitos de contabilidade no seu dia a dia pro�ssional, reconhecendo-a como uma linguagem de negócios essencial para comunicar a realidade �nanceira de uma empresa e prepará-lo para os desa�os do mundo empresarial. Bons estudos e continue explorando as possibilidades que a contabilidade oferece! Saiba mais Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Para aprofundar mais seus conhecimentos nos aspectos da contabilidade estudados nesta aula, faça a leitura dos materiais indicados a seguir. O estudo apresentado adiante explora o uso da tecnologia blockchain nos sistemas de registros da contabilidade. A blockchain, caracterizada por ser um sistema distribuído que cria registros seguros e imutáveis, mostra-se promissora para aplicações �nanceiras, inclusive na contabilidade. Historicamente, a evolução contábil foi marcada pela adoção de novas tecnologias, e a blockchain pode ser a próxima. Apesar dos benefícios potenciais, como maior transparência, redução de erros e fraudes, além de aumento da e�ciência através da automação de processos, a implementação da blockchain enfrenta desa�os. Entre eles, destacam-se a falta de regulamentação especí�ca, a necessidade de treinamento especializado para contadores e limitações tecnológicas em termos de processamento de transações. No entanto, a pesquisa conclui que, apesar desses obstáculos, a integração da blockchain na contabilidade é viável e pode representar uma tendência signi�cativa no futuro, já que oferece economia de tempo e custos, além de revolucionar práticas contábeis tradicionais. SILVA, G. S. da; PAPANDRÉA, P. J. Aplicação da blockchain na contabilidade: uma avaliação dos benefícios e desa�os. Revista Cientí�ca e-Locução, Extrema, ed. 24, v. 12, p. 27-27, 2023. Este estudo investigou a escrituração contábil de uma operadora de saúde com rede própria, focando em suas demonstrações contábeis para avaliar tanto o desempenho econômico quanto o �nanceiro. O artigo começa com conceitos essenciais para a compreensão do relatório �nal e emprega metodologias como pesquisa bibliográ�ca, documental e analítica-descritiva. Os materiais de pesquisa incluíram relatórios contábeis, de administração, auditorias independentes, normas especí�cas e pesquisa histórica. A análise contábil revelou que a empresa seguiu as normas contábeis e diretrizes da Agência Nacional de Saúde (ANS) para os anos de 2018 e 2019. Concluiu-se, então, que a operadora deve manter sua escrituração alinhada às normas da ANS e às Normas Brasileiras de Contabilidade Técnica Geral (NBC TG). PASSOS, F. S.; SANTOS, G. L.; MACEDO, C. T. A escrituração contábil de uma operadora de saúde em conformidade com a normatização da Agência Nacional de Saúde (ANS).Qualia: a ciência em movimento, [s. l.], v. 6, n. 2, p. 68-86, jul./dez. 2020. Este artigo destaca as mudanças estruturais e intelectuais na contabilidade, provocadas pela evolução das demandas do mundo moderno. Nesse sentido, aborda-se a evolução dos métodos de escrituração, desde as formas tradicionais até as tecnologias atuais, como o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED). Essas mudanças não apenas alteraram as práticas cotidianas, mas também aumentaram as responsabilidades dos contadores, exigindo deles maior conhecimento e adaptação às novas ferramentas. As legislações adaptadas por órgãos reguladores buscam um controle mais e�caz das obrigações empresariais, impactando diretamente o trabalho dos contadores. A análise realizada no artigo mostra que os pro�ssionais que não se atualizarem �carão para trás, enquanto aqueles que se adaptarem terão vantagens competitivas. A pesquisa se apoia em revisões bibliográ�cas de teóricos da área, concluindo que https://periodicos.faex.edu.br/index.php/e-Locucao/article/view/555 https://periodicos.faex.edu.br/index.php/e-Locucao/article/view/555 https://revistas.unifan.edu.br/index.php/RevistaICSA/article/view/769 https://revistas.unifan.edu.br/index.php/RevistaICSA/article/view/769 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA a constante evolução tecnológica desa�a os contadores a se adaptarem e a se tornarem �guras cada vez mais importantes na sociedade. SILVA, S. E. de S. P.; COSTA, S. T. F.; SILVA, C. R. A evolução da escrituração contábil à era digital, com foco na escrituração contábil digital e escrituração contábil �scal: desa�os dos contadores no cenário atual. Revista Saber Eletrônico, Jussara, ano 8, v. 1, n. 3, p. 19-56, 2017. Referências CARVALHO, M. da S.; GUIMARÃES, G. O. M.; CRUZ, C. F. da. Contabilidade geral: uma abordagem interativa. São Paulo: Atlas, 2019. MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. PADOVEZE, C. L. Contabilidade geral facilitada. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2017. PASSOS, F. S.; SANTOS, G. L.; MACEDO, C. T. A escrituração contábil de uma operadora de saúde em conformidade com a normatização da Agência Nacional de Saúde (ANS). Qualia: a ciência em movimento, [s. l.], v. 6, n. 2, p. 68-86, jul./dez. 2020. Disponível em: https://www.revistas.unifan.edu.br/index.php/RevistaICSA/article/view/769/516. Acesso em: 28 mar. 2024. SILVA, G. S. da; PAPANDRÉA, P. J. Aplicação da blockchain na contabilidade: uma avaliação dos benefícios e desa�os. Revista Cientí�ca e-Locução, Extrema, ed. 24, v. 12, p. 27-27, 2023. Disponível em: https://periodicos.faex.edu.br/index.php/e-Locucao/article/download/555/354. Acesso em: 28 mar. 2024. SILVA, S. E. de S. P.; COSTA, S. T. F.; SILVA, C. R. A evolução da escrituração contábil à era digital, com foco na escrituração contábil digital e escrituração contábil �scal: desa�os dos contadores no cenário atual. Revista Saber Eletrônico, Jussara, ano 8, v. 1, n. 3, p. 19-56, 2017. Disponível em: https://sabereletronico.emnuvens.com.br/saber/article/download/4/15. Acesso em: 28 mar. 2024. Aula 4 Sistemas Contábeis Sistemas contábeis https://sabereletronico.emnuvens.com.br/saber/article/view/4 https://sabereletronico.emnuvens.com.br/saber/article/view/4 https://sabereletronico.emnuvens.com.br/saber/article/view/4 https://www.revistas.unifan.edu.br/index.php/RevistaICSA/article/view/769/516 https://periodicos.faex.edu.br/index.php/e-Locucao/article/download/555/354 https://sabereletronico.emnuvens.com.br/saber/article/download/4/15 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Olá, estudante! Nesta videoaula, você verá os avanços e a evolução dos sistemas contábeis, de modo que conhecerá desde os tradicionais métodos manuais até os so�sticados sistemas eletrônicos de contabilidade. A compreensão desses sistemas é útil, pois cada um desempenha um papel vital na e�ciência operacional das empresas e na precisão das informações �nanceiras, conforme o contexto de cada época. Prepare-se para descobrir como essas práticas impactam o cotidiano pro�ssional. Não perca esta oportunidade de enriquecer sua prática pro�ssional! Bons estudos! Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula, você explorará como os sistemas de contabilidade evoluíram, desde os métodos manuais até os avançados sistemas eletrônicos que predominam na atualidade. Você entenderá como cada sistema foi criado para atender às necessidades especí�cas de sua época, focando na e�ciência, na acessibilidade e na conformidade com regulamentações vigentes. A compreensão dessas mudanças não só é importante para quem estuda contabilidade, mas também é vital para qualquer pro�ssional que busca otimizar o desempenho de uma empresa através de práticas contábeis e�cientes. Para guiar esta discussão, pense no seguinte questionamento: que desa�os os contadores enfrentam ao adaptar sistemas antigos para atender às novas demandas de mercado e de regulamentações? Essa pergunta nos ajudará a mergulhar nos diferentes tipos de sistemas contábeis e como eles se adaptam ou falham em se adaptar ao ambiente empresarial dinâmico da atualidade. Fique atento a como os sistemas contábeis interagem com outros aspectos de gestão empresarial, tais quais a tomada de decisões, o controle de estoque e o processamento de folha de pagamento. Essa visão integrada será essencial para você aplicar os conhecimentos adquiridos no seu futuro pro�ssional. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Espera-se que, ao �nal desta aula, você não só compreenda melhor os sistemas contábeis, mas também se sinta motivado a explorar como os sistemas são aplicados no cotidiano pro�ssional, trazendo clareza e e�ciência para as operações empresariais. Bons estudos! Vamos Começar! Sistemas contábeis Um sistema contábil é um conjunto de atividades que envolvem a compreensão das operações empresariais, a análise de eventos contábeis e a elaboração e interpretação de demonstrações contábeis, visando otimizar o desempenho da empresa. A escolha de um sistema deve levar em conta as necessidades administrativas da organização, os interesses dos diversos usuários da contabilidade (governo, bancos, funcionários, etc.) e os recursos disponíveis. Diante disso, torna- se necessário selecionar um sistema que se adapte bem às características especí�cas da empresa, evitando a adoção direta de sistemas usados por outras organizações. Os sistemas contábeis têm evoluído com o passar do tempo, desde o formato manual, utilizado historicamente para �nalidades simples e com recursos limitados, até os modernos sistemas eletrônicos. Sistema manual Segundo Marion (2023), o sistema contábil manual dependia de ferramentas simples, como canetas, livros e �chas, e era comum em pequenas entidades que não requeriam dados contábeis frequentes para tomadas de decisão. Os livros diário e razão eram essenciais nesse processo, sendo que o diário necessitava de registro na Junta Comercial antes de ser usado. Esse método, predominante por muitos anos, exigia boa caligra�a dos contadores, mas atualmente está em desuso. Sistema mecanizado Já o sistema maquinizado, que surgiu como um avanço, envolvia o uso de máquinas de escrever, calculadoras e um formulário especial chamado �cha tríplice (vide Figura 1). Esse sistema diferenciava-se pelo uso de tipogra�a colorida para cada via do formulário, com �nalidades especí�cas para integração nos livros contábeis diário e razão. Com a inovação dos microcomputadores, na década de 1980, grandes fabricantes de máquinas de escrever, como Olivetti e Remington, declinaram signi�cativamente. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Figura 1 | Modelo de �cha tríplice. Fonte: Marion (2023, p. 221). Essesistema era popular entre pequenas empresas e escritórios de contabilidade devido a seu custo acessível e a sua e�ciência moderada. As �chas datilografadas funcionavam como razão quando organizadas corretamente e podiam atuar como diário se copiadas sequencialmente em um livro apropriado, usando gelatina e outros métodos para reprodução. Sistema mecanizado de contabilidade Para Marion (2023), esse sistema utilizava máquinas contábeis especializadas, como as da Ruf e da Olivetti, que permitiam a escrituração simultânea do diário e da razão através de inserção frontal. Equipadas com múltiplos somadores, essas máquinas calculavam saldos, facilitando o processo contábil. As �chas voucher, inspiradas nas �chas tríplices, também otimizavam a produtividade ao reduzir a necessidade de novas inserções. Com a digitalização, o uso dessas máquinas tem diminuído. Sistema eletrônico de contabilidade Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA O sistema eletrônico se baseia no uso de computadores para gerenciar a contabilidade empresarial de forma e�ciente e rápida. Atualmente, serviços de processamento de dados oferecem relatórios detalhados em poucas horas, abrangendo não só a contabilidade, mas também folha de pagamentos e controle de estoque. Com o desenvolvimento dos microcomputadores, a análise de dados se tornou acessível e econômica, permitindo até mesmo a pequenos negócios a realização de gestões complexas diariamente. Os softwares contábeis modernos integram diversas funções empresariais, simpli�cando sua operação. Siga em Frente... Registros mercantis A escrituração mercantil, conforme a legislação comercial brasileira, refere-se aos registros contábeis obrigatórios no diário. Embora o pequeno empresário, de�nido como microempreendedor individual (MEI), e empresas com lucro presumido estejam geralmente dispensados da escrituração para �ns de Imposto de Renda, ainda são obrigados a manter registros mercantis. O Decreto nº 64.567/1969 e o Código Civil fornecem diretrizes sobre a escrituração, incluindo a possibilidade de uma versão resumida do diário por até um mês, com o suporte de livros auxiliares para operações frequentes ou externas e a conservação dos documentos relevantes para veri�cação. Os livros auxiliares, como o diário auxiliar de caixa, recebimentos, pagamentos, bancos, fornecedores e clientes, permitem uma contabilidade detalhada e adaptada às necessidades de negócios com grande volume de transações ou muitos parceiros comerciais. O livro-diário e seus auxiliares, incluindo �chas e formulários, devem ser autenticados por órgãos competentes, como JUCESP e cartórios, contendo termos de abertura e encerramento nas primeiras e últimas páginas, respectivamente. A escrituração pode ser feita em �chas quando mecanizada, permitindo o uso simultâneo do diário e do razão. As �chas podem ser soltas, numeradas e com termos nas primeiras e últimas páginas de cada conjunto, ou contínuas, sem possibilidade de destaque, e com termos na primeira página e no verso da última dobra de cada bloco. Já os formulários contínuos, usados com computadores e sem autenticação prévia, são processados eletronicamente e depois encadernados e autenticados. Normalmente, a autenticação é realizada na Junta Comercial ou em cartórios, e, para entidades sem �ns lucrativos, esse processo é realizado no Cartório de Registro Civil. Para a inscrição do balanço patrimonial, as empresas devem adotar um livro especí�co e autenticá-lo se a escrituração for realizada por meio de �chas. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Figura 2 | Ilustrações de �chas e formulários. Fonte: Marion (2023, p. 226). Software contábil e contabilidade digital Os contadores têm utilizado uma variedade de ferramentas ao longo do tempo, desde calculadoras e máquinas contábeis até computadores modernos. Com o aumento das complexidades e dos volumes das operações nas organizações, in�uenciadas por mudanças ambientais, políticas e sociais, utilizar software contábil se tornou essencial. Esses programas são criados para automatizar e simpli�car as tarefas contábeis, liberando o contador para se concentrar mais em atividades intelectuais e de análises. A modernização das funções contábeis torna impensável a operação sem esses softwares, apesar de seus custos serem ainda muito elevados para estudantes e pro�ssionais iniciantes. No entanto, existem várias empresas que oferecem softwares acessíveis e licenças acadêmicas a estudantes que buscam a aprendizagem contábil. Além disso, a contabilidade digital permite a escrituração contábil automática através de sistemas de processamento eletrônico de dados. Isso inclui o uso de Nota Fiscal Eletrônica e o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital), que uni�ca a gestão de documentos contábeis e �scais digitalmente. A escrituração digital facilita a padronização e o controle �scal, contribuindo para a luta contra a sonegação e melhorando o gerenciamento de dados contábeis e �scais. Regulamentações, como a ITG 2000, dispensam a necessidade de impressão física dos livros contábeis, exigindo apenas a manutenção de arquivos digitais autenticados. Vamos Exercitar? Nesta aula, você, estudante, teve a oportunidade de explorar a trajetória dos sistemas contábeis, desde as práticas manuais tradicionais até as modernas soluções eletrônicas que hoje dominam o campo. Ao longo desse percurso, abordamos como cada sistema foi desenvolvido para Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA responder às exigências de sua época, enfatizando e�ciência, acessibilidade e conformidade regulatória. Discutimos, também, os desa�os enfrentados pelos contadores ao atualizar sistemas antigos para atender novas demandas de mercado e de regulamentações. Além disso, examinamos como essas adaptações são fundamentais para a integração e�caz com outras áreas de gestão empresarial, como tomada de decisões e controle de estoque. Esperamos que essa visão abrangente dos sistemas contábeis não só enriqueça seu conhecimento, mas também inspire você a aplicar esses conceitos de forma prática e e�ciente no ambiente pro�ssional. Continuar explorando e se adaptando às novas tecnologias será essencial para seu sucesso na área de contabilidade. Até a próxima! Saiba mais Vamos explorar mais a contabilidade? Faça a leitura dos materiais indicados a seguir. A pro�ssão contábil passou por uma grande transformação a partir das décadas de 1980 e 1990, momento em que predominava a imagem do contador como um burocrata ocupado com papéis. Com o avanço da tecnologia na época, que trouxe computadores pessoais e softwares contábeis, os contadores começaram a se dedicar mais ao planejamento estratégico e à consultoria. A introdução do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) no Brasil, em 2006, por exemplo, acelerou a digitalização dos processos contábeis, e as exigências das normas internacionais e os avanços tecnológicos, como Inteligência Arti�cial e blockchain, têm elevado a necessidade de habilidades digitais e estratégicas. Estudos indicam que, embora as tarefas operacionais possam ser automatizadas, a capacidade de agregar valor estratégico ao negócio continua essencial para os contadores no futuro. Portanto, ainda que a pro�ssão esteja se adaptando a um ambiente mais complexo e integrado, mantém ainda sua relevância na era digital. MARION, J. C. Pro�ssional contábil: um pouco da nossa história e o per�l ideal do pro�ssional moderno. Revista CINTEC, [s. l.], v. 1, n. 2, p. 74-87, nov. 2023; abr. 2024. Esta pesquisa explorou como os avanços tecnológicos in�uenciaram um escritório de contabilidade. Para isso, os autores analisaram mudanças feitas desde o início de suas operações. Através de um estudo de caso qualitativo e entrevistas semiestruturadas, foram identi�cados diversos efeitos da tecnologia na contabilidade. Entre os resultados, destacam-se a melhoria na qualidade, na agilidade e na segurança das informações, na simpli�cação das tarefas, na redução do quadro de funcionários, na alteração no per�l dos pro�ssionais contábeis, e navariação nos custos e nos lucros relacionados à tecnologia da informação. O estudo concluiu que a adoção de tecnologias requer adaptação tanto dos processos quanto dos pro�ssionais, visto que impacta diretamente a gestão do escritório e da equipe. https://revistas.pucsp.br/index.php/cintec/article/view/64235 https://revistas.pucsp.br/index.php/cintec/article/view/64235 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA SANTOS, B. L. dos S. et al. Pro�ssão contábil em tempos de mudança: implicações do avanço tecnológico nas atividades em um escritório de contabilidade. Revista de Contabilidade & Controladoria, Curitiba, v. 11, n. 3, p. 113-133, set./dez. 2019. Este artigo analisa a implementação do programa SPED Contábil nos escritórios de contabilidade, destacando como essa mudança melhorou a e�ciência e a segurança na transmissão de informações �scais tanto para clientes quanto para o �sco. No estudo, explora-se a ideia de que as ferramentas auxiliares são essenciais nesse processo, conferindo maior e�cácia às rotinas contábeis. A pesquisa adotou uma metodologia descritiva, com abordagens quantitativa e qualitativa, permitindo concluir como é vital integrar tecnologias e programas que simpli�cam o trabalho diário dos contadores. MACEDO, S. L. Sped contábil – Uma pesquisa sobre o uso de ferramentas auxiliares e sua e�ciência em um pequeno escritório de contabilidade em Feira de Santana. Revista Cientí�ca BSSP, [s. l.], v. 1, n. 2, ago./dez. 2021. Referências CARVALHO, M. da S.; GUIMARÃES, G. O. M.; CRUZ, C. F. da. Contabilidade geral: uma abordagem interativa. São Paulo: Atlas, 2019. MACEDO, S. L. Sped contábil – Uma pesquisa sobre o uso de ferramentas auxiliares e sua e�ciência em um pequeno escritório de contabilidade em Feira de Santana. Revista Cientí�ca BSSP, [s. l.], v. 1, n. 2, ago./dez. 2021. Disponível em: https://app.periodikos.com.br/article/604baa0ea9539543a736c1f2/pdf/rcbssp-1-2- 604baa0ea9539543a736c1f2.pdf. Acesso em: 21 set. 2024. MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. MARION, J. C. Pro�ssional contábil: um pouco da nossa história e o per�l ideal do pro�ssional moderno. Revista CINTEC, [s. l.], v. 1, n. 2, p. 74-87, nov. 2023; abr. 2024. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/cintec/article/download/64235/43552. Acesso em: 28 mar. 2024. SANTOS, B. L. dos S. et al. Pro�ssão contábil em tempos de mudança: implicações do avanço tecnológico nas atividades em um escritório de contabilidade. Revista de Contabilidade & Controladoria, Curitiba, v. 11, n. 3, p. 113-133, set./dez. 2019. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/rcc/article/download/71765/41607. Acesso em: 28 mar. 2024. Aula 5 Encerramento da Unidade https://revistas.ufpr.br/rcc/article/view/71765 https://revistas.ufpr.br/rcc/article/view/71765 https://app.periodikos.com.br/article/604baa0ea9539543a736c1f2/pdf/rcbssp-1-2-604baa0ea9539543a736c1f2.pdf https://app.periodikos.com.br/article/604baa0ea9539543a736c1f2/pdf/rcbssp-1-2-604baa0ea9539543a736c1f2.pdf https://app.periodikos.com.br/article/604baa0ea9539543a736c1f2/pdf/rcbssp-1-2-604baa0ea9539543a736c1f2.pdf https://app.periodikos.com.br/article/604baa0ea9539543a736c1f2/pdf/rcbssp-1-2-604baa0ea9539543a736c1f2.pdf https://revistas.pucsp.br/cintec/article/download/64235/43552 https://revistas.ufpr.br/rcc/article/download/71765/41607 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Dinâmicas e registros da informação contábil Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Olá, estudante! Chegamos à videoaula de encerramento desta unidade, na qual revisaremos conceitos-chave, como destinações do lucro do exercício, estruturas patrimoniais e interações entre diversas demonstrações contábeis. Exploraremos a importância do plano de contas, a organização dos livros contábeis e as inovações trazidas pela contabilidade digital. Entender esses elementos é fundamental para aprimorar sua prática pro�ssional e para capacitá- lo a gerir com e�ciência as �nanças e a tomar decisões acertadas. Não perca essa oportunidade de solidi�car seu conhecimento! Vamos nessa! Ponto de Chegada Olá, estudante! Para desenvolver a competência desta unidade, que é Conhecer, compreender e conseguir executar os conceitos e procedimentos contábeis relacionados à organização e ao registro das informações �nanceiras e patrimoniais de uma empresa, você precisou, primeiramente, familiarizar-se com a estrutura e as modi�cações do patrimônio líquido. Isso envolveu o estudo e a compreensão das destinações do lucro do exercício e como ele in�uencia o patrimônio líquido, aspecto fundamental para a análise �nanceira. Com isso, você entendeu a inter-relação entre as diversas demonstrações contábeis. Ao analisar como o balanço patrimonial se conecta com a Demonstração de Resultado do Exercício (DRE), você desenvolveu uma visão integrada das informações contábeis da empresa, essencial para a tomada de decisões estratégicas. Ao aprofundar-se no conceito e na utilidade do plano de contas, você deu outro passo importante, pois passou a compreender como organizar o plano de contas não só para ajudar a manter os registros contábeis sistemáticos e consistentes, mas também para facilitar a preparação de relatórios �nanceiros precisos. Com isso, você pôde entender a ordenação e a Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA estrutura do plano de contas, bem como a diferenciação entre contas patrimoniais e de resultado. Além disso, você estudou que a prática contábil moderna demanda conhecimento sobre os livros contábeis, como o livro-diário e o livro-razão, que registram as operações diárias e sistematizam as informações para análise. Essa compreensão foi ampliada ao explorar outros livros contábeis que podem ser necessários conforme o contexto da empresa. Por �m, a familiarização com os sistemas de contabilidade, especialmente no contexto da contabilidade digital, foi indispensável. Isso envolveu a exploração de como as tecnologias modernas e softwares de contabilidade podem aprimorar a coleta e o processamento de dados contábeis, gerando informações estratégicas para gestores e stakeholders. É Hora de Praticar! Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Ao encerrar o exercício social de 20x1, a empresa Armazena e Entrega Tudo apurou os seguintes saldos: CONTA/MOVIMENTAÇÃO VALOR (R$) Capital social 160.000 Receita de vendas 540.000 Estoque de mercadorias 180.000 Duplicatas a receber 140.000 Caixa 70.000 ICMS sobre vendas 100.000 Duplicatas a pagar 100.000 Ações em outras companhias 50.000 Fornecedores 150.000 Móveis e utensílios 310.000 Férias a pagar 15.000 Depreciação 60.000 Duplicatas descontadas 90.000 Depreciação acumulada 180.000 Despesa de fretes e carretos 25.000 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Lucros ou prejuízos acumulados (31.000) Salários a pagar 18.000 Salários 88.000 Perdas Estimadas de Créditos de Liquidação Duvidosa (PECLD)* (2.000) Rendimento de aplicações 12.000 Taxas bancárias 7.000 ICMS a recolher 65.000 Reserva legal 6.000 Ações em tesouraria 30.000 Despesa de prêmios de seguros 17.000 * conta redutora do ativo. Quadro 1 | Conta/movimentação Informação adicional: durante o período, a empresa realizou compras de mercadorias no valor de R$ 230.000. Além disso, o inventário físico apontou o valor de R$ 154.000 de mercadorias em estoque no �m do ano. Informações das demonstrações contábeis Para elaborar o balanço patrimonial com os dados apresentados e uma Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), quais seriam os valores do(a): Ativo total. Ativo circulante. Ativo não circulante. Passivo total.valores originais das transações. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Princípio da entidade: enfatiza a separação entre o patrimônio da empresa e o pessoal dos seus proprietários ou sócios. Os princípios da prudência e da oportunidade estão estabelecidos de forma intrínseca às normativas contábeis. Todos eles asseguram a correta apuração dos resultados e a adequada representação da situação �nanceira da empresa nas demonstrações contábeis. Características qualitativas da informação contábil Com o processo de harmonização, houve uma valorização dos pressupostos básicos e das características qualitativas das informações contábeis, segundo o CPC 00 (R2) (CPC, 2019), que é uma espécie de espinha dorsal da contabilidade no Brasil por fornecer os fundamentos conceituais que orientam a elaboração das normas contábeis. De acordo o CPC 00 (R2), a informação contábil é útil (de utilidade) se ela for, ao mesmo tempo, relevante e representar com �dedignidade o que se propõe a representar. A informação é relevante se tiver o potencial ou a capacidade de fazer diferença no processo decisório, independentemente de o usuário a utilizar ou não. A utilidade de uma informação contábil já existente, de maneira geral, pode ser melhorada ou aperfeiçoada se for comparável, veri�cável, tempestiva e compreensível. Assim, as características qualitativas delineadas no CPC 00 (R2) são separadas em dois grupos: as características fundamentais (relevância e representação �dedigna) e características de melhoria (comparabilidade, capacidade de veri�cação, tempestividade e compreensibilidade). A relevância assegura que as informações in�uenciem as decisões econômicas dos usuários, enquanto a representação �dedigna requer que as demonstrações contábeis retratem de maneira precisa a realidade econômica e �nanceira da entidade. Para a informação retratar a realidade, deve ser completa, neutra e livre de erros. Para ser completa, precisa demonstrar todas as suas características, pois só assim o usuário compreende a informação e sua realidade. A neutralidade é caracterizada pelo fato de a informação não ter distorções e manipulações. Livre de erros signi�ca demonstrar a informação sem omissões e que o processo para produzir a informação não apresente falhas. De acordo com o CPC 00 (R2), as características de melhoria são: Comparabilidade: permite que os usuários identi�quem e compreendam semelhanças e diferenças entre itens econômicos, seja dentro da mesma entidade, seja entre diferentes entidades, facilitando a análise de tendências e a avaliação do desempenho �nanceiro ao longo do tempo. Isso requer uniformidade e consistência na mensuração e na apresentação das informações. Capacidade de veri�cação: indica que diferentes observadores bem-informados e independentes podem chegar a um consenso, embora não a um acordo necessariamente completo quanto ao retrato de uma realidade econômica em particular ser uma representação �dedigna. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Tempestividade: preconiza que as informações devem estar disponíveis para os tomadores de decisão a tempo de poder in�uenciá-los em suas decisões. Em geral, a informação mais antiga é a que tem menos utilidade. Contudo, certa informação pode ter a sua tempestividade prolongada após o encerramento de um período contábil para os usuários que precisam avaliar tendências. Compreensibilidade: refere-se à classi�cação, à caracterização e à apresentação de informações de modo claro e conciso para que se tornem compreensíveis. Essa característica retrata que as informações contábeis devam ser prontamente entendidas pelos usuários. Por �m, destacamos a importância dos princípios contábeis e das características qualitativas para guiar o registro e a interpretação das transações empresariais. Assim, perceba o quanto a contabilidade é dinâmica e está em constante movimento, atendendo o compromisso contínuo com a qualidade e a relevância da informação para a tomada de decisão. Vamos Exercitar? Nesta aula, você re�etiu sobre as principais mudanças que ocorreram na contabilidade, nos últimos anos, durante o processo de harmonização contábil aos padrões internacionais. Esse processo se tornou necessário para que a contabilidade brasileira atingisse padrões contábeis universais que transcendem fronteiras e promovem a comparabilidade global. A Lei nº 11.638/2007, marco legislativo signi�cativo, e os pronunciamentos técnicos contábeis emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), destacam-se como pilares que sustentam a evolução e a adaptação da contabilidade brasileira aos padrões internacionais. Essas iniciativas não apenas delineiam regras, mas também moldam a forma como as entidades comunicam suas realidades contábeis. Nesse sentido, convidamos você a re�etir sobre os principais motivos que tornaram inevitável o processo de harmonização da contabilidade com os padrões internacionais. O primeiro deles é comparabilidade global, uma vez que os padrões internacionais permitem que as demonstrações contábeis de diferentes empresas e países sejam comparáveis, algo fundamental para investidores, analistas e outras partes interessadas que buscam avaliar o desempenho e a saúde �nanceira das organizações em um contexto global. Além disso, a harmonização simpli�ca a conformidade contábil para empresas multinacionais, reduzindo custos operacionais e fortalecendo a con�ança dos stakeholders. Essa padronização não apenas re�ete a adaptação às tendências globais, mas também contribui para a integridade dos mercados �nanceiros, proporcionando às empresas uma base sólida para competir e crescer em um cenário empresarial cada vez mais interconectado. Concluímos esta aula, caro estudante, com a convicção de que a contabilidade, em sua busca incessante pela transparência e relevância, desempenha um papel vital no cenário empresarial moderno. Ao seguir os princípios, atender às legislações e adotar padrões internacionais, os Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA pro�ssionais contábeis contribuem para a construção de organizações mais resilientes e transparentes, preparadas para os desa�os e as oportunidades que o futuro reserva. Até a próxima! Saiba mais Que tal buscar mais conhecimentos? Para aumentar ainda mais a sua capacidade de pensar criticamente no conteúdo desta aula, recomendamos a leitura dos textos a seguir. Nesta discussão sobre contabilidade, torna-se essencial aprofundar seu conhecimento nos fundamentos teóricos que dão base à contabilidade. Por isso, sugerimos que você se dedique à leitura recorrente do CPC 00 (R2), pois isso lhe permitirá familiarizar-se com o vocabulário técnico utilizado nas normativas contábeis e conhecer detalhes dos fundamentos contábeis. CPC. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. [S. l.: s. n.], 2019. O estudo a seguir investiga a adoção das Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRS) no Brasil, utilizando modelos de mudança institucional. Ele explora como ações individuais e critérios legais in�uenciam a convergência às IFRS em vários níveis sociais. Os resultados destacam a importância das colaborações transnacionais e a adaptação de práticas operacionais às normas internacionais, evidenciando a relevância do estudo para reguladores e pro�ssionais da contabilidade no Brasil. DUARTE, A. M. da P.; SAUR-AMARAL, I.; AZEVEDO, G. M. do C. Processo de Convergência e Adoção das IFRS: Estudo de caso do Brasil. Sociedade, Contabilidade e Gestão, Rio de Janeiro, v. 15, n. 2, p. 40-62, maio/ago. 2020. Saiba mais sobre a percepção dos contabilistas de Nova Mutum (MT) frente às alterações na prática contábil devido à convergência com as normas internacionais, a partir da leitura do estudo a seguir. Realizada entre 2 de setembro e 4 de outubro de 2019, essa pesquisa de campo coletou opiniões de 52 pro�ssionais através de um questionário aplicado em 19 escritórios de contabilidade do município. Os resultados revelam que, na visão dos contabilistas, embora essas mudanças marquemPassivo circulante. Passivo não circulante. Patrimônio líquido. Lucro bruto. Lucro líquido ou prejuízo. Procedimento para a elaboração dos relatórios Faça o cálculo do CMV. Proceda para a estruturação da DRE a partir das contas de resultado. Estruture o balanço patrimonial, considerando a incorporação do resultado da DRE na conta de lucros ou prejuízos acumulados. Para solidi�car seu aprendizado e estimular a re�exão sobre os temas abordados, considere as seguintes perguntas: Como a estrutura e a funcionalidade do plano de contas contribuem para uma informação contábil de qualidade? De que maneira a compreensão detalhada dos livros contábeis, como o livro-diário e o livro- razão, pode in�uenciar a tomada de decisões estratégicas na empresa? Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Qual é o impacto da contabilidade digital na e�ciência e na transparência dos registros contábeis? Para realizar a atividade, é necessário primeiro calcular o CMV. O valor do estoque inicial é obtido no balancete, e o valor das compras e do estoque �nal é dado na atividade. A informação do CMV deve ser apresentada na estrutura da DRE. CMV = Ei + Compras – Ef CMV = R$ 180.000 + R$ 230.000 – R$ 154.000 = R$ 256.000 Estruturação da demonstração de resultado do exercício Na sequência, é possível estruturar a DRE com base na informação do CMV e nas demais contas de resultados, identi�cados no balancete. A DRE apresentará prejuízos e sua estrutura será tal como vista no Quadro 2: CONTA/GRUPO VALOR (R$) Receita de vendas 540.000 ( - ) ICMS sobre vendas (100.000) Receita líquida 440.000 ( - ) CMV (256.000) Lucro bruto 184.00 Despesas operacionais (190.000) Depreciação 60.000 Despesa de fretes e carretos 25.000 Salários 88.000 Despesa de prêmios de seguros 17.000 ( + ) Receita �nanceira Rendimento de aplicações 12.000 ( - ) Despesa �nanceira Taxas bancárias (7.000) Lucro líquido ou prejuízo (1.000) Quadro 2 | DRE Estruturação do balanço patrimonial Na sequência, o balanço patrimonial deve ser estruturado com base nas classi�cações das contas patrimoniais. O valor obtido de prejuízo incorpora-se à conta lucros ou prejuízos acumulados. Com isso, a conta passa de (R$ 31.000) para (R$ 32.000). Além disso, no balanço patrimonial deve-se considerar o valor dos estoques �nais de R$ 154.000. O balanço se apresentará conforme visto na Quadro 3. ATIVO PASSIVO ATIVO CIRCULANTE 362.000 PASSIVO CIRCULANTE 438.000 Caixa 70.000 Fornecedores 150.000 Duplicatas a receber 140.000 Duplicatas descontadas 90.000 ( - ) PECLD (2.000) Duplicatas a pagar 100.000 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Estoque de mercadorias 154.000 Salários a pagar 18.000 Férias a pagar 15.000 ICMS a recolher 65.000 ATIVO NÃO CIRCULANTE 180.000 PASSIVO NÃO CIRCULANTE - Realizável a longo prazo - -- - Investimentos 50.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 104.000 Ações em outras cias 50.000 Capital social 160.000 Imobilizado 130.000 Reserva legal 6.000 Móveis e utensílios 310.000 Ações em tesouraria (30.000) Depreciação acumulada (180.000) Prejuízos acumulados (32.000) Intangível TOTAL 542.000 TOTAL 542.000 Quadro 3 | Balanço patrimonial A utilização das contas contábeis do balancete é fundamental para estruturar adequadamente o balanço patrimonial e a DRE. Essas contas fornecem informações detalhadas sobre os ativos, os passivos e o patrimônio líquido da empresa, possibilitando uma visão clara e precisa da posição patrimonial da organização em determinado momento. Para a DRE, as contas de resultado do balancete permitem identi�car as receitas, os custos e as despesas operacionais, oferecendo um panorama dos resultados operacionais. Tal prática não só garante conformidade com normas contábeis, mas também auxilia gestores e investidores na tomada de decisões, que pode ser fundamentada em informações transparentes. Este mapa mental apresenta uma estrutura organizada sobre as dinâmicas e os registros da informação contábil, dividindo-se nas grandes áreas: compreendendo os resultados econômicos, estruturas e registros contábeis, plano de contas, sistemas contábeis e digitalização contábil. Em “compreendendo os resultados econômicos”, são abordados tópicos como resultado da contabilidade, seja positivo (lucro), seja negativo (prejuízo), destinações do lucro, incluindo reservas, dividendos e retenções para fortalecimento de capital, e investimentos futuros. Também apresenta o tratamento dos prejuízos. Em “estruturas e registros contábeis”, destaca-se a DLPA, que apresenta as alterações no saldo de Lucros ou Prejuízos Acumulados (LPA) e menciona a Lei nº 11638/2007 que determina a destinação dos lucros em Sociedades Anônimas. O “plano de contas” expressa que sua estrutura adaptável é baseada no esforço e no porte da empresa. Em “sistemas contábeis”, detalham-se os livros contábeis obrigatórios, como o livro-diário e livro- razão, que guardam a história da empresa. Nesse tópico também se destaca a transição dos sistemas manuais para eletrônicos, que usam softwares para e�ciência operacional. Esse segmento ressalta a importância da tecnologia na contabilidade atual. A última área, “digitalização contábil”, retrata a modernização dos sistemas contábeis através da adoção do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) para integração, gestão de documentos �scais e contábeis digitalmente. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Este mapa é uma ferramenta visual que auxilia na compreensão das dinâmicas e registros da informação contábil. Con�ra! Figura 1 | Mapa mental BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga dispositivos da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações �nanceiras. Brasília: Presidência da República, 2007. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm. Acesso em: 14 set. de 2024. CARVALHO, M. da S.; GUIMARÃES, G. O. M.; CRUZ, C. F. da. Contabilidade geral: uma abordagem interativa. São Paulo: Atlas, 2019. CPC. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. [S. l.: s. n.], 2019. Disponível em: http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf. Acesso em: 14 set. de 2024. MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. PADOVEZE, C. L. Contabilidade geral facilitada. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2017. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdfuma evolução na contabilidade, a falta de clareza sobre o processo de convergência se apresenta como um desa�o signi�cativo. Por outro lado, a convergência é vista como bené�ca por trazer maior transparência e con�abilidade para a área. SANTOS, J. C.; ANTONIO, M. O. de M. Mudanças na Prática Contábil frente às IFRS: Uma análise sob a percepção dos contabilistas do município de Nova Mutum (MT). Revista Cientí�ca da Ajes, Juína, v. 9, n. 18, p. 79-99, jan./jun. 2020. Referências http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf https://revistas.ufrj.br/index.php/scg/article/view/27293 https://revistas.ufrj.br/index.php/scg/article/view/27293 https://revista.ajes.edu.br/index.php/rca/article/view/356 https://revista.ajes.edu.br/index.php/rca/article/view/356 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga dispositivos da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações �nanceiras. Brasília: Presidência da República, 2007. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm. Acesso em: 14 set. de 2024. CPC. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. [S. l.: s. n.], 2019. Disponível em: http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf. Acesso em: 14 set. de 2024. DUARTE, A. M. da P.; SAUR-AMARAL, I.; AZEVEDO, G. M. do C. Processo de Convergência e Adoção das IFRS: Estudo de caso do Brasil. Sociedade, Contabilidade e Gestão, Rio de Janeiro, v. 15, n. 2, p. 40-62, maio/ago. 2020. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/scg/article/download/27293/pdf. Acesso em: 14 set. 2024. LOPES, A. B.; MARTINS, E. Teoria da Contabilidade: uma nova abordagem. São Paulo: Atlas, 2017. MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. PADOVEZE, C. L. BENEDICTO, G. C. de, LEITE, J. da S. J. Manual de contabilidade internacional: IFRS, US Gaap e Br Gaap: teoria e prática. São Paulo: Cengage Learning, 2014. SANTOS, J. C.; ANTONIO, M. O. de M. Mudanças na Prática Contábil frente às IFRS: Uma análise sob a percepção dos contabilistas do município de Nova Mutum (MT). Revista Cientí�ca da Ajes, Juína, v. 9, n. 18, p. 79-99, jan./jun. 2020. Disponível em: https://mail.revista.ajes.edu.br/index.php/rca/article/download/356/271. Acesso em: 14 set. 2024. Aula 3 Patrimônio Patrimônio Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf https://revistas.ufrj.br/index.php/scg/article/download/27293/pdf https://mail.revista.ajes.edu.br/index.php/rca/article/download/356/271 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Olá, estudante! Nesta videoaula, você aprofundará seus conhecimentos em patrimônio, elemento importantíssimo para a contabilidade e cuja de�nição é conjunto de bens, direitos e obrigações de entidades. Ao longo deste vídeo, você estudará a importância dos conceitos de bens, direitos e obrigações, que são fundamentais para as demonstrações contábeis e para entender a saúde �nanceira de uma organização. Esses elementos, dinâmicos e essenciais para análises contábeis e decisões de negócios, permitem avaliar a situação passada, presente e futura de uma entidade. Vamos lá? Ponto de Partida Nesta aula, caro estudante, não apenas entenderemos o que é patrimônio teoricamente, mas estudaremos como os conceitos relacionados a esse elemento interagem para criar um panorama claro e preciso das �nanças de uma entidade. Quando falamos de patrimônio, os conceitos de bens, direitos e obrigações desempenham papéis fundamentais, moldando a essência das demonstrações �nanceiras e fornecendo uma compreensão profunda da saúde �nanceira de uma entidade. Os bens e direitos representam recursos controlados pela entidade, enquanto as obrigações são as responsabilidades que assumimos. O patrimônio líquido, por sua vez, é o resultado líquido entre bens/direitos e obrigações, proporcionando uma visão panorâmica da posição �nanceira da entidade. A necessidade de compreensão do que são os bens, direitos e obrigações na contabilidade transcende o simples cumprimento de exigências normativas, porque esses conceitos são as ferramentas fundamentais para desbloquear a narrativa �nanceira de uma organização, capacitando pro�ssionais e líderes a tomar decisões informadas que impulsionem o sucesso sustentável no mundo empresarial. Bons estudos! Vamos Começar! O patrimônio, objeto de estudo da contabilidade, é a expressão dos recursos, das responsabilidades e das perspectivas de crescimento de uma organização. Refere-se ao conjunto de bens, direitos e obrigações de uma entidade em um determinado momento, ou seja, à representação quantitativa e qualitativa dos recursos que a empresa possui e das suas Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA obrigações para com terceiros. “A palavra patrimônio tem sentido amplo: por um lado signi�ca o conjunto de bens e direitos pertencentes a uma pessoa ou empresa; por outro lado, inclui as obrigações a serem pagas” (Marion, 2022, p. 35). Bens e direitos Os bens são coisas, elementos ou eventos capazes de satisfazer as necessidades humanas. Quanto à tangibilidade, podem ser classi�cados em: tangíveis ou intangíveis. Bens tangíveis são os bens corpóreos, que detêm forma física e são palpáveis. Eles servem para uso (por exemplo: móveis, computadores, veículos, imóveis), consumo (por exemplo: materiais de limpeza, materiais de escritório, embalagens) e troca (por exemplo: mercadorias, matérias-primas, produtos e dinheiro, que na contabilidade também chamamos de caixa). Já os bens intangíveis são os bens incorpóreos, ou seja, não palpáveis por não serem constituídos de matéria, como marcas, patentes, fundo de comércio e direito de uso do software. Quanto à mobilidade, os bens podem ser divididos em bens imóveis – aqueles que não podem ser transportados de um local para o outro sem que haja destruição do local em que se encontram, ou seja, não podem ser retirados sem destruição ou algum dano no local, como edifícios, árvores ou alguma construção – e bens móveis – aqueles que podem ser movidos ou alocados em outros lugares por pessoas, tais como máquinas, equipamentos, estoques, etc. Os direitos são valores de propriedade da entidade em posse de terceiros, os quais têm uma dívida para com a entidade, isto é, a entidade tem um direito em relação a esses terceiros. Em outras palavras, os direitos são os valores que a empresa tem a receber de terceiros e que geralmente não estão disponíveis para utilização imediata, tais como: direitos provenientes de vendas a prazo, como duplicatas a receber ou clientes; adiantamentos para empregados, sócios, fornecedores; impostos a recuperar; aluguéis a receber; bancos, como direitos de saque ou aplicação em poupanças. As contas contábeis de direitos geralmente são acompanhadas da expressão “a receber”. Note que os bens e direitos representam aquilo que é controlado pela entidade, ou seja, representam o ativo. Desde propriedades físicas e equipamentos até direitos contratuais, esses elementos compõem a base patrimonial, re�etindo os recursos que a organização possui. A análise detalhada desses itens não apenas proporciona uma visão tangível da capacidade da entidade para gerar valor, mas também orienta decisões estratégicas sobre investimentos e alocação de recursos. Obrigações As obrigações são recursos de terceiros que estão em posse da entidade, isto é, enquanto os terceiros têm um direito em relação à entidade, esta tem uma obrigaçãopara com esses terceiros. Nesse sentido, pode-se dizer que as obrigações representam os compromissos e as responsabilidades �nanceiras da entidade com terceiros. Elas podem se apresentar na forma de empréstimos, contas a pagar ou obrigações contratuais. Por meio do rol de obrigações, é Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA possível avaliar o grau de endividamento e a capacidade da entidade de cumprir seus compromissos. Conforme destaca Marion (2022, p. 37), na contabilidade, essas dívidas são denominadas obrigações exigíveis, ou seja, compromissos que serão reclamados, exigidos: será necessário pagamento na data do vencimento, de sua exigibilidade. Geralmente as contábeis de obrigações são acompanhadas da expressão “a pagar”. Agora que você já sabe o conceito de cada item do patrimônio, é hora conhecer a estrutura patrimonial. O patrimônio é representado por um grá�co no formato de “T”, no qual os bens e direitos são apresentados no lado esquerdo, retratando os ativos, e as obrigações no lado direito, os passivos (exigíveis). No Quadro 1, podemos observar um exemplo da representação grá�ca do patrimônio. PATRIMÔNIO BENS OBRIGAÇÕES Caixa (dinheiro) Fornecedores a pagar Estoque Salários a pagar Veículos Financiamentos a pagar Móveis Contas a pagar Impostos a pagar DIREITOS Duplicatas a receber Títulos a receber Quadro 1 | Aspecto qualitativo do patrimônio Agora que você consegue visualizar o patrimônio como o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma entidade, é preciso compreender o patrimônio líquido. Siga em Frente... Patrimônio líquido Segundo Padoveze (2016, p. 4), “os bens e direitos, por serem desejáveis, são considerados elementos patrimoniais positivos, e as obrigações, por serem de caráter restritivo, serão consideradas elementos patrimoniais negativos”. Essa perspectiva de elementos patrimoniais positivos e negativos permitiu criar uma equação de igualdade, obtida pela diferença que chamamos de patrimônio líquido. Essa equação é chamada de equação fundamental da contabilidade. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Figura 1 | Equação fundamental da contabilidade O patrimônio líquido (PL), como evidencia a Figura 1, é a diferença entre o total de bens e direitos e o total de obrigações, representando a parcela que pertence aos proprietários da empresa em termos de valores residuais. Em termos simples, o PL é a “propriedade líquida” (riqueza líquida, situação líquida) da empresa, indicando a porção dos recursos que pertence aos proprietários (acionistas, sócios ou titulares), após a quitação das dívidas O PL é estrategicamente vital para a avaliação da saúde �nanceira da entidade, pois está ligado diretamente à continuidade das operações. Se, com o passar do tempo, o PL aumenta seu valor, a empresa preserva a continuidade das operações e aumenta as possibilidades de expansão e crescimento; caso contrário, se o PL enfraquece, a empresa pode retardar seu crescimento e, em casos graves, entrar em cenários de tendência à falência. Outra forma de entender o PL é compreender que ele é composto inicialmente pelo capital social, valor disposto pelos sócios ou proprietários para a empresa desenvolver suas atividades, somados aos acúmulos de lucros que a empresa gera, os quais normalmente �cam sob a forma de reservas como reinvestimentos. Estrutura patrimonial A partir desse entendimento, tem-se expressões como ativo, passivo e patrimônio líquido, categorias essenciais da estrutura patrimonial. Os ativos são representados pelos bens e direitos e são considerados aplicações de recursos obtidas pela empresa. Já os passivos são representados pelas obrigações exigíveis (as dívidas) e não exigíveis (PL) e são considerados origens de recursos de terceiros e próprios, respectivamente. Por �m, temos o patrimônio líquido, ou PL, que é representado pela diferença entre ativos e passivos. Conforme de�nição apresentada no CPC 00 (R2), PL é a participação residual nos ativos da entidade após a dedução de todos os seus passivos. A Figura 2 ilustra um diagrama de balanço patrimonial e mostra que os ativos de uma empresa (bens e direitos) são �nanciados tanto por dívidas (obrigações exigíveis) quanto por capital próprio (obrigações não exigíveis). O diagrama re�ete, ainda, a equação contábil básica: ativo = passivo + patrimônio líquido. Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Figura 2 | Estrutura patrimonial Situações patrimoniais No contexto da contabilidade, o patrimônio de uma empresa é composto por seus ativos (bens e direitos) e passivos (obrigações). A relação entre esses elementos pode resultar em diferentes situações patrimoniais: Situação positiva: quando o total de ativos (bens e direitos) supera o total de passivos (obrigações com terceiros). Isso signi�ca que a empresa tem mais recursos próprios do que dívidas, indicando uma situação �nanceira saudável. Situação negativa: ocorre quando o total de passivos exigíveis é maior do que o total de ativos. Isso signi�ca que a empresa deve mais do que possui em recursos, o que pode indicar problemas de insolvência a longo prazo se a situação persistir. Essa situação é chamada de passivo a descoberto. Situação nula: acontece quando os ativos são exatamente iguais aos passivos exigíveis. Isso pode signi�car que todo o investimento na empresa (ativos) é igual ao montante que a empresa deve (passivos), deixando o patrimônio líquido igual a zero. Situação plena: ocorre quando a empresa está no início de suas atividades, momento em que o total de ativos é equivalente ao total do patrimônio líquido. É uma situação na qual a empresa ainda não está utilizando recursos de terceiros. Essas situações re�etem a saúde �nanceira da empresa e são importantes para gestores, investidores, credores e outras partes interessadas na avaliação do desempenho e da estabilidade da empresa. Vamos Exercitar? Nesta aula, abordamos bens, direitos e obrigações, de um modo que você pudesse compreender a composição do patrimônio, que é o objeto de estudo da contabilidade. Ao demonstrar a interconexão desses elementos, abrimos as portas para uma análise mais profunda da saúde �nanceira de uma entidade. Diante disso, lembre-se de que, por trás de cada número apresentado Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA pela contabilidade, há uma história contada pelos bens que a entidade possui, pelos direitos que ela detém e pelas responsabilidades que assume. Conforme vimos, a análise das situações patrimoniais é um elemento essencial para a interpretação da saúde �nanceira de uma entidade. Mas, como isso ocorre na prática? Considere, por exemplo, a perspectiva de um fornecedor que delibera sobre fornecer mercadorias a uma empresa, com pagamento previsto para 90 dias. Nesse caso, uma análise da situação patrimonial da empresa pode ser decisiva: se a entidade apresenta uma condição patrimonial favorável, com ativos excedendo passivos, isso indica uma posição �nanceira robusta, o que oferece maior segurança ao fornecedor em sua decisão. É válido re�etir, ainda, que em qualquer cenário a análise cuidadosa das situações patrimoniais é essencial para compreender a estabilidade �nanceira de uma entidade e orientar decisões estratégicas. Além disso, manter um patrimônio líquido saudável é vital para garantir a capacidade da empresa de cumprir obrigações, sustentar operações e criar valor para os proprietários ao longo do tempo. Estudante, este é apenas o início de nossa jornada pelo mundo da contabilidade! No nosso próximo encontro, daremos sequência a esta exploração. Até lá! Saiba mais Que tal descobrir mais sobre os aspectos patrimoniais da contabilidade? Para aumentar ainda mais sua capacidade de pensar criticamente o conteúdo desta aula, recomendamos que leia os textos apresentados a seguir e assista aos vídeos indicados. Para aprofundar as discussões sobre patrimônio, recomendamos que assista ao vídeo intitulado Patrimônio, disponível no início do Capítulo 2 do livro Contabilidade básica, de autoria do renomado professor José Carlos Marion. Nesserecurso audiovisual, o professor Marion revisita e explica, de forma detalhada, os conceitos fundamentais de patrimônio, incluindo bens, direitos, obrigações e o conceito de patrimônio líquido, proporcionando uma compreensão mais ampla e aprofundada sobre esses elementos essenciais da contabilidade. PATRIMÔNIO. In: MARION, J. C. Contabilidade Básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. Disponível na Biblioteca Virtual. Também recomendamos que você dedique um tempo para ler o capítulo 1, Patrimônio, do livro Manual de contabilidade básica, de autoria de Padoveze, do item 1.1 até 1.5. Essa leitura permitirá que você aprofunde seus conhecimentos nos fundamentos da contabilidade, incluindo a de�nição e o objetivo da contabilidade, a compreensão do patrimônio e seu controle, bem como os conceitos de direitos e obrigações, patrimônio líquido, ativos e passivos. Esse estudo complementar é essencial para solidi�car sua base teórica e prática no campo da contabilidade. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559773220/epubcfi/6/32%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dhtml16%5D!/4/2/4/3:44%5Bnio%2C%E2%80%9D.%5D https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597010091/epubcfi/6/24[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter01]!/4/84/2 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA PADOVEZE, C. L. Manual de contabilidade básica: contabilidade introdutória e intermediária. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2018. Disponível na Biblioteca Virtual. Este estudo enfatiza a importância vital da contabilidade para organizações de todos os tamanhos, inclusive para as pequenas empresas. Através de práticas contábeis, as empresas adquirem informações importantes para o planejamento estratégico, como dados �nanceiros, �scais e operacionais. Com uma metodologia que combina revisão bibliográ�ca e um estudo de caso, o trabalho investiga o impacto positivo da implementação de demonstrações de �uxo de caixa e de resultados nas pequenas empresas, destacando a relevância da contabilidade para o sucesso empresarial. Leia mais! SILVA, M. T. da; BARBOSA, J. E. do C. A Importância da Contabilidade para as Micro e Pequenas Empresas. Revista Cientí�ca e-Locução, v. 1, n. 19, p. 13-13, 2021. Referências CPC. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. [S. l.: s. n.], 2019. Disponível em: http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf. Acesso em: 14 set. de 2024. MARION, J. C. Contabilidade Básica. 13ª edição. Rio de Janeiro: Atlas, 2022. MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. PADOVEZE, C. L. Manual de Contabilidade Básica - Contabilidade Introdutória e Intermediária, 10ª edição. Rio de Janeiro: Atlas, 2016. PADOVEZE, C. L. Manual de contabilidade básica: contabilidade introdutória e intermediária. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2018. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597010091/epubc�/6/24[%3Bvnd.v st.idref%3Dchapter01]!/4/84/2. Acesso em: 14 set. de 2024. PATRIMÔNIO. In: MARION, J. C. Contabilidade Básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559773220/epubc�/6/32%5B%3Bv nd.vst.idref%3Dhtml16%5D!/4/2/4/3:44%5Bnio%2C%E2%80%9D.%5D. Acesso em: 14 set. de 2024. SILVA, M. T. da; BARBOSA, J. E. do C. A Importância da Contabilidade para as Micro e Pequenas Empresas. Revista Cientí�ca e-Locução, v. 1, n. 19, p. 13-13, 2021. Disponível em: https://periodicos.faex.edu.br/index.php/e-Locucao/article/view/328. Acesso em: fev. 2024. https://periodicos.faex.edu.br/index.php/e-Locucao/article/view/328 https://periodicos.faex.edu.br/index.php/e-Locucao/article/view/328 http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597010091/epubcfi/6/24%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter01%5d!/4/84/2 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597010091/epubcfi/6/24%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter01%5d!/4/84/2 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559773220/epubcfi/6/32%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dhtml16%5D!/4/2/4/3:44%5Bnio%2C%E2%80%9D.%5D https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559773220/epubcfi/6/32%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dhtml16%5D!/4/2/4/3:44%5Bnio%2C%E2%80%9D.%5D Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Aula 4 Demonstrações Contábeis Fundamentais Demonstrações contábeis fundamentais Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Olá, estudante! Nesta videoaula sobre contabilidade, você estudará o conjunto das demonstrações contábeis, aprofundando-se, para isso, nos detalhes das estruturas que revelam a saúde patrimonial, econômica e �nanceira das organizações. O foco deste vídeo está nos fundamentos dos principais demonstrativos, na sua estrutura, na forma de apresentação e nas técnicas contábeis que garantem a precisão e relevância das informações apresentadas. Vamos lá! Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula, você estudará os aspectos das técnicas de contabilidade e a compreensão das demonstrações contábeis. Como a contabilidade é um campo essencial para a tomada de decisões, envolve métodos e práticas complexas que ajudam a compreender a saúde �nanceira de uma empresa e a orientação de suas estratégias futuras. Diante disso, é importante que você conheça algumas das técnicas contábeis, a �m de entender como cada uma contribui para o processo contábil e a transparência para stakeholders. Nesse contexto, a questão que norteará nossas discussões foca na aplicabilidade e na importância dessas técnicas no cotidiano pro�ssional: como a escolha e a implementação correta dessas técnicas podem afetar a precisão das informações contábeis e, Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA consequentemente, as decisões de uma empresa? Com isso, re�etiremos sobre as regras relativas à preparação de relatórios contábeis que atendam às necessidades diversas dos usuários da informação, sem perder a clareza e a adequação exigidas pelas normas e pelos princípios contábeis vigentes. Ao �nal desta aula, espera-se que você esteja motivado a aprofundar seus conhecimentos na contabilidade e inspirado a aplicar esses conceitos no seu futuro pro�ssional. Lembre-se: a contabilidade não é apenas uma ferramenta para registrar eventos contábeis, ela é uma linguagem que permite às empresas comunicarem sua saúde �nanceira e suas estratégias para o sucesso. Vamos juntos descobrir mais! Vamos Começar! Técnicas de contabilidade Os dados coletados pela contabilidade são apresentados periodicamente aos usuários da informação de maneira resumida e ordenada, por meio de relatórios contábeis, elaborados de acordo com as necessidades dos usuários, segundo Marion (2023), ou de demonstrações contábeis. Evidentemente, um relatório sobre o resultado anual de uma farmácia destacará menos pormenores que o de uma siderúrgica, que, normalmente, tem um número elevado de proprietários, grande volume de negócios, diversos tipos de impostos a recolher e operações em muitas agências bancárias. A �m de gerar informações contábeis, técnicas de escrituração são empregadas para coletar dados dos eventos contábeis e fatos contábeis, que são processados e registrados. Técnicas de contabilidade (vide Figura 1) são métodos e práticas utilizados por pro�ssionais da área para registrar, classi�car, resumir, analisar e interpretar as informações contábeis de uma empresa ou organização. Essas técnicas são essenciais para a gestão e�caz das �nanças e para a tomada de decisões. Entre as principais técnicas de contabilidade, destacam-se a auditoria, a perícia contábil e a análise das demonstrações contábeis. Leia a seguir um breve comentário sobre cada uma delas: Auditoria: é a avaliação sistemática das atividades �nanceiras e do conjuntodas demonstrações contábeis de uma organização. Ela é realizada para assegurar a precisão e a conformidade das informações contábeis em relação aos princípios e às normas contábeis vigentes. O trabalho da auditoria consiste, então, em identi�car se existem ou não distorções nas informações que poderiam prejudicar o processo decisório. Existem dois tipos principais de auditoria: a interna, realizada por pro�ssionais que são empregados da organização, com o objetivo de melhorar seus processos internos; e a externa, realizada por auditores independentes, com o objetivo de validar as demonstrações contábeis para os usuários externos. Perícia contábil: é um conjunto de procedimentos técnicos cujo objetivo é a emissão de um laudo pericial sobre questões contábeis que são levadas a conhecimento do judiciário ou de outras entidades. Esse tipo de perícia é realizada por um perito contábil, que deve ser Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA um pro�ssional habilitado e devidamente registrado em órgão de classe. Esse trabalho é essencial em disputas judiciais, processos de falência, entre outros casos que requerem um exame detalhado e técnico das questões �nanceiras. Análise das demonstrações contábeis: essa técnica envolve a revisão e interpretação das demonstrações contábeis de uma empresa, incluindo o balanço patrimonial, a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), entre outras. O objetivo é avaliar a saúde �nanceira da empresa, sua performance e a e�cácia de suas operações. Utilizam-se indicadores �nanceiros e econômicos, como liquidez, endividamento, rentabilidade e atividade, para analisar as tendências ao longo do tempo e comparar com outras empresas do mesmo setor. Figura 1 | Técnicas Contábeis Cada uma dessas técnicas desempenha um papel essencial na contabilidade e na gestão �nanceira, oferecendo bases para a tomada de decisão e a transparência para investidores, credores e outros stakeholders. Siga em Frente... Conjunto das demonstrações contábeis O objetivo principal das demonstrações contábeis, conforme estabelecido pelo Pronunciamento Técnico CPC 26 (R1), é apresentar de forma clara e adequada a situação �nanceira, o patrimônio, o desempenho e os �uxos de caixa da entidade. Essas informações são destinadas a um amplo espectro de usuários com a �nalidade de auxiliá-los nas avaliações e na tomada de decisões econômicas. De acordo com o CPC 00 (R2), o objetivo é fornecer dados úteis para decisões Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA econômicas sem se concentrar nas necessidades especí�cas de determinados grupos de usuários, visando, ao contrário, a uma aplicabilidade geral. As demonstrações contábeis (vide Figura 2) , segundo Iudícibus (2017), sintetizam os eventos gerenciais que afetam o patrimônio das empresas e são fundamentais tanto para as sociedades anônimas de grande porte, que devem divulgar suas �nanças publicamente, quanto para empresas de médio e pequeno porte, visando à transparência e à comparabilidade das informações contábeis. Figura 2 | Conjunto das demonstrações contábeis. As demonstrações contábeis incluem o Balanço Patrimonial (BP), a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), a Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA), a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) – obrigatória para entidades com patrimônio líquido acima de R$ 2 milhões –, a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) – para companhias abertas – e notas explicativas. Há também a Demonstração do Resultado Abrangente (DRA), que é divulgada quando há mutações no patrimônio líquido (PL). Geralmente, as empresas preferem divulgar a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL), o que elimina a necessidade de publicar separadamente a DLPA e a DRA, pois ela já inclui as informações contidas nesses relatórios. A Lei nº 11.638/2007 detalha as obrigações de divulgação contábil para diferentes tipos de empresas, promovendo a clareza e a utilidade das informações divulgadas. As demonstrações contábeis são tratadas de maneira diferente dependendo da estrutura jurídica da empresa, que pode ser de dois tipos principais: sociedade anônima (SA) e sociedade limitada (Ltda.). Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA As sociedades anônimas são identi�cadas pelo capital dividido em ações e estão obrigadas a divulgar as demonstrações contábeis. Além disso, todos os atos, conforme a legislação societária, precisam estar registrados no registro comercial. As sociedades limitadas, por sua vez, são caracterizadas pelo capital dividido em quotas e proprietários referidos como sócios ou quotistas. Elas não são obrigadas a publicar suas demonstrações, mas devem apresentá-las aos seus usuários, ao �sco, mediante declaração de imposto de renda, ou conforme exigido pelo Código Civil. Empresas ou grupos de empresas sob controle comum com o ativo total superior a R$ 240 milhões ou receita bruta anual superior a R$ 300 milhões no ano anterior são classi�cadas como de grande porte. Essas empresas, mesmo que não sejam constituídas como sociedades por ações, devem seguir as leis sobre escrituração e elaboração das demonstrações. As sociedades anônimas de capital fechado com patrimônio líquido inferior a R$ 2 milhões na data do balanço não são obrigadas a elaborar e publicar a DFC. Além das demonstrações mencionadas, as notas explicativas são partes integrantes das demonstrações, servindo como complemento. Elas fornecem informações adicionais e são comumente referidas como notas de rodapé. Pequenas e médias empresas, com receita bruta anual de até R$ 300 milhões e ativo total não superior a R$ 240 milhões, devem alinhar-se à Norma Brasileira de Contabilidade NBC TG 1000, focando na relevância da informação contábil para uma variedade de usuários externos, como investidores não diretamente envolvidos na gestão, credores e agências de avaliação de crédito. O CPC 26 (R1) sugere um conjunto abrangente de demonstrações contábeis, incluindo a Demonstração do Resultado Abrangente (DRA) e a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL), além dos já mencionados, para fornecer uma visão completa da saúde �nanceira da empresa. Essas demonstrações, junto com as notas explicativas, fornecem compreensões valiosas sobre a posição patrimonial, econômica e �nanceira, facilitando a análise por parte dos stakeholders. Notas explicativas As notas explicativas são informações complementares obrigatórias às demonstrações contábeis, destinadas a esclarecer a situação �nanceira, econômica e patrimonial da entidade. Essas informações podem ser apresentadas de forma descritiva ou em quadros analíticos, visando a um entendimento completo da performance econômica da empresa. Segundo a legislação e as normas contábeis, as notas devem detalhar, entre outros aspectos, os critérios de avaliação patrimonial, investimentos, ônus reais, obrigações de longo prazo, composição do capital social, opções de compra de ações, ajustes de exercícios anteriores e eventos subsequentes, garantindo, assim, a clareza e a completa compreensão dos relatórios Divulgação dos relatórios contábeis Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA No momento da divulgação, é importante incluir informações, como o nome da empresa, o nome de cada relatório �nanceiro (por exemplo, Balanço Patrimonial, Demonstração de Resultado do Exercício, etc.) e a data do período contábil. Para cada período contábil, os relatórios devem ser divulgados, mostrando os valores do período atual em comparação com o período anterior, o que garante a comparabilidade. Portanto, os relatórios devem ser apresentados em duas colunas: a do ano corrente e a do ano anterior. Na apresentação das demonstrações contábeis, é possível simpli�car os números eliminando os três últimos dígitos (três casas decimais), especialmente em valores elevados. Nesse caso, é necessário incluir a nota “em milhares de reais” no cabeçalho dos relatórios. Por exemplo, um valor de R$ 500.800.750 seria simpli�cado para R$ 500.800, excluindo-se os últimos três dígitos.Essa simpli�cação dos números é particularmente útil para facilitar a publicação dos relatórios em duas colunas. Vamos Exercitar? Com a conclusão desta aula, é essencial re�etirmos sobre como as problemáticas inicialmente apresentadas encontraram resolução ao longo de nosso aprendizado, em que discutimos as técnicas de contabilidade e a importância das demonstrações contábeis, enfatizando como esses elementos são importantes para as tomadas de decisão empresariais, já que é a aplicabilidade dessas técnicas que dá sustentação para a qualidade das informações contábeis. Você viu que o cuidado na preparação dos relatórios contábeis deve satisfazer as necessidades dos diferentes usuários dessas informações, mantendo-se alinhada às normas e aos princípios contábeis vigentes. Os caminhos para a resolução das problemáticas passam pela prática consciente da contabilidade e pela constante atualização pro�ssional frente às mudanças nas legislações e nas demandas do mercado. A contabilidade, como vimos, vai além do registro de eventos contábeis, pois é uma ferramenta que permite às empresas comunicar sua situação por meio de demonstrações contábeis, reportando informações patrimoniais, econômicas e �nanceiras e permitindo o planejamento dos futuros passos com maior segurança. Para �nalizar, faça mais algumas re�exões: como você pode aplicar os conhecimentos adquiridos hoje em situações reais e complexas do mundo empresarial? Como as técnicas de contabilidade podem ser aprimoradas para atender ainda melhor às necessidades dos usuários das informações contábeis? A resposta a essas perguntas será o guia para a continuidade do seu desenvolvimento pro�ssional na área de contabilidade. Ao encerrar esta aula, espera-se que esteja não apenas mais informado sobre os aspectos técnicos da contabilidade e do conjunto das demonstrações contábeis, mas também inspirado a seguir explorando, questionando e aplicando esses conhecimentos na sua vida pro�ssional. A contabilidade é uma área dinâmica, que exige de seus praticantes não apenas habilidades técnicas, mas também uma visão crítica e inovadora. Até a próxima! Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Saiba mais Estudante, para aumentar ainda mais a sua capacidade de pensar criticamente nos conteúdos de contabilidade, recomendamos as leituras apresentadas adiante. O estudo a seguir objetivou avaliar a percepção dos contadores de Cascavel/PR em relação aos princípios contábeis pós-convergência das normas ao padrão internacional, visando, especi�camente, diferenciar princípio, postulado e conceito; entender o impacto da convergência para a estrutura conceitual internacional; e analisar a percepção e aplicação desses princípios na prática pro�ssional, sob a perspectiva da teoria da estruturação. Realizadas em agosto e setembro de 2017, entrevistas semiestruturadas com 17 contabilistas do oeste do Paraná revelaram divergências pontuais quanto à legitimação/sanção no processo, evidenciando como a teoria da estruturação pode desvendar as práticas contábeis em um contexto social e de ação. Com a pesquisa, con�rmou-se que a adoção de normas internacionais in�uencia na produção e reprodução da ordem social nas práticas contábeis, destacando o papel da Teoria da Estruturação em elucidar as relações sociais nas práticas contábeis e na reprodução da ordem social organizacional. ROVARIS, N. R. S.; DALL'ASTA, D.; WALTER, S. A. Os pro�ssionais da Contabilidade e a Estrutura Conceitual Básica: percepções acerca dos alicerces contábeis sob a óptica da teoria da estruturação. Pensar Contábil, Rio de Janeiro, v. 20, n. 73, p. 23-33, set./dez. 2019. Leia, agora, este estudo que explora como as práticas de gerenciamento de resultados in�uenciam a decisão das empresas listadas na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) de republicarem suas demonstrações contábeis. O estudo que envolveu 154 empresas e 201 casos de republicação entre 2011 e 2017 utilizou análise de conteúdo, estatística descritiva, correlação e regressão logística para examinar a relação entre gerenciamento de resultados por accruals discricionários e a republicação de informações contábeis. Os achados con�rmam que existe uma tendência de as empresas que gerenciam resultados republicarem suas demonstrações contábeis. Surpreendentemente, a maioria dessas republicações é feita voluntariamente, indicando um esforço das companhias para melhorar a qualidade das informações disponibilizadas aos stakeholders, reforçando a transparência e a con�abilidade no ambiente corporativo. LUCA, M. M. M. de et al. Gerenciamento de resultados e republicação de demonstrações contábeis em empresas listadas na B3. Revista de Administração, Contabilidade e Economia, Joaçaba, v. 19, n. 2, p. 249-272, maio/ago. 2020. As demonstrações contábeis são ferramentas que re�etem a saúde econômica, �nanceira e patrimonial de uma entidade. Servindo como um meio de comunicação entre a empresa e seus stakeholders, essas demonstrações revelam informações essenciais sobre o desempenho e os �uxos de recursos, fundamentais para a gestão empresarial e�caz, a formulação de estratégias e a tomada de decisões. Este estudo destaca a importância de analisar e compreender a estrutura dessas demonstrações para o sucesso organizacional. Utilizando uma metodologia de pesquisa qualitativa e descritiva, baseada em fontes bibliográ�cas e plataformas on-line, identi�ca-se que o exame detalhado das demonstrações contábeis é vital não apenas para os gestores, na http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/view/3424/2617 http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/view/3424/2617 http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/view/3424/2617 https://periodicos.unoesc.edu.br/race/article/view/23711 https://periodicos.unoesc.edu.br/race/article/view/23711 Disciplina CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA otimização do controle e do planejamento estratégico, mas também para investidores, credores e outras partes interessadas, oferecendo uma visão transparente e detalhada da situação real da empresa. Veja mais! ZUCCO, A. Relevância da análise e compreensão da estrutura das demonstrações contábeis para gestão das organizações. Revistaft, [s. l.], v. 27, n. 119, 2023. Referências CPC. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. [S. l.: s. n.], 2019. Disponível em: http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf. Acesso em: 14 set. de 2024. CPC. Pronunciamento Técnico CPC 26 (R1) – Apresentação das Demonstrações Contábeis. [S. l.: s. n.], 2023. Disponível em: https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf. Acesso em: 15 set. de 2024. IUDÍCIBUS, S. de. Análise de Balanços. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2017. LUCA, M. M. M. de et al. Gerenciamento de resultados e republicação de demonstrações contábeis em empresas listadas na B3. Revista de Administração, Contabilidade e Economia, Joaçaba, v. 19, n. 2, p. 249-272, maio/ago. 2020. Disponível em: https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/race/article/download/23711/14499. Acesso em: 15 set. 2024. MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. ROVARIS, N. R. S.; DALL'ASTA, D.; WALTER, S. A. Os pro�ssionais da Contabilidade e a Estrutura Conceitual Básica: percepções acerca dos alicerces contábeis sob a óptica da teoria da estruturação. Pensar Contábil, Rio de Janeiro, v. 20, n. 73, p. 23-33, set./dez. 2019. Disponível em: http://atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/viewFile/3424/2617 https://mail.revista.ajes.edu.br/index.php/rca/article/download/356/271. Acesso em: 15 set. 2024. ZUCCO, A. Relevância da análise e compreensão da estrutura das demonstrações contábeis para gestão das organizações. Revistaft, [s. l.], v. 27, n. 119, 2023. Disponível em: https://revistaft.com.br/relevancia-da-analise-e-compreensao-da-estrutura-das-demonstracoes- contabeis-para-gestao-das-organizacoes/. Acesso em: 15 set. 2024. Aula 5 Encerramento