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Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Unidade 1
Introdução à Contabilidade
Aula 1
Fundamentos da Contabilidade
Fundamentos da contabilidade
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Dica para você
Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua
aprendizagem ainda mais completa.
Olá, estudante!
Boas-vindas a esta videoaula na qual exploraremos os princípios e os fundamentos introdutórios
da contabilidade. Durante nossa jornada, mergulharemos nos conceitos, no objeto e nas
aplicações dessa ciência, visando proporcionar-lhe uma compreensão sólida sobre como as
informações contábeis contribuem para a tomada de decisões dos usuários da informação.
Cada um desses usuários busca obter informações sobre a realidade das entidades para orientar
suas escolhas. Este convite é para explorarmos juntos esses conhecimentos essenciais que
formam a base da contabilidade. Vamos lá!
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Nesta aula você estudará os conceitos fundamentais da ciência contábil, a �m de que possa
compreender o papel da contabilidade, seu objeto de estudo e sua aplicação.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Considerando que o objetivo da contabilidade é estudar e controlar o patrimônio, o contador tem
um papel fundamental na sociedade, pois é ele quem produz a informação e a distribui para seus
usuários, que a utilizarão de acordo com suas necessidades para a tomada de decisão.
Nesse sentido, guiaremos nossas discussões a partir das seguintes perguntas: o que é
contabilidade? Qual seu objeto de estudo e sua aplicabilidade? Quem utiliza as informações
geradas? Existe diferença entre os usuários da informação? As informações geradas pela ciência
contábil são utilizadas para auxiliar a tomada de decisão? Essas são apenas algumas das
questões fundamentais que precisamos explorar à medida que embarcamos nesta jornada pelo
universo contábil.
Durante esta aula, exploraremos juntos conceitos importantes que o capacitarão a responder a
essas perguntas. Esses conhecimentos introdutórios são essenciais para que você compreenda
o funcionamento da contabilidade e seu papel como ferramenta crucial no suporte à tomada de
decisões em diversos contextos.
Vamos Começar!
Conceito de contabilidade
A contabilidade pode ser entendida simplesmente como sistemas de informações. Nesse
sentido, além de coletar dados econômicos – de fatos e de eventos –, processa-os mediante
registros contábeis para gerar informações úteis ao processo de tomada de decisão. Segundo
Marion (2023), a contabilidade fornece o máximo de informações úteis ao processo decisório
dentro e fora das organizações, algo que, ao longo de sua existência, sempre foi sua função.
Pode-se dizer que as informações geradas pela contabilidade, inicialmente, são as de natureza
patrimonial, econômica e �nanceira.
Além disso, a contabilidade existe para controle e para gestão (vide Figura 1), de modo que os
responsáveis pelas organizações utilizam essas informações para conduzir o rumo das
empresas. Ela serve também aos interesses daqueles que estão em uma relação com
organizações como entidades governamentais, fornecedores, bancos, sociedades em geral, entre
outros.
A contabilidade é classi�cada como uma ciência social, uma vez que é in�uenciada pelas ações
humanas e evolui em resposta às demandas da sociedade. Embora muitos associem, de forma
equivocada, a contabilidade a uma ciência exata devido à presença da matemática e de números
em suas operações, é importante considerar o propósito e a �nalidade subjacentes desse campo
do conhecimento para determinar sua verdadeira natureza cientí�ca.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Figura 1 | Utilidades da contabilidade
Siga em Frente...
Patrimônio como objeto de estudo da contabilidade
Essencialmente, a contabilidade busca fornecer informações relevantes e con�áveis sobre o
patrimônio de uma entidade, sendo este o objeto de estudo central da contabilidade, visto que
todas as informações relativas a uma entidade ou afetam o patrimônio ou convergem para ele.
Conforme destaca Padoveze (2016, p. 3), “podemos de�nir a contabilidade como o sistema de
informação que controla o patrimônio de uma entidade. Uma entidade contábil é o conjunto
patrimonial pertencente a uma pessoa jurídica ou pessoa física”. Para entender melhor isso, é
preciso compreender o signi�cado de patrimônio e controle no contexto contábil.
O patrimônio representa o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma pessoa física ou de
uma empresa (ou organização, entidade, etc.). São os recursos que uma empresa tem à
disposição, conjugados com as dívidas que possui. São aqueles itens que a civilização
convencionou chamar de riquezas, por serem raros, úteis, fungíveis (característica de troca),
tangíveis, desejáveis, etc. (Padoveze, 2016).
Acerca disso, o aspecto do controle está relacionado à coleta, ao armazenamento e ao
processamento de dados advindos dos fatos que alteram o patrimônio e que servirão de base
para gerar as informações. O controle na contabilidade desempenha um papel fundamental na
administração do patrimônio das entidades, pois envolve a implementação de medidas e
procedimentos que visam assegurar a integridade e a con�abilidade das informações. Isso inclui
a correta identi�cação, a mensuração e o registro dos elementos patrimoniais, bem como o
monitoramento constante para detectar possíveis irregularidades.
Em suma, o objetivo básico da contabilidade é o fornecimento de informações úteis relativas ao
patrimônio aos usuários, para que possam tomar decisões conscientes. Na atualidade, o objetivo
da contabilidade envolve os aspectos econômico-�nanceiros, sociais e ambientais (Iudícibus,
2021). 
Aplicações
A contabilidade pode ser abordada de maneira ampla, aplicável a todas as empresas, ou de
forma especí�ca, focada em setores ou ramos de atividade especí�cos. Segundo Marion (2023),
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
dependendo do tipo de entidade, a contabilidade recebe denominações distintas: comercial para
empresas comerciais, industrial para indústrias, pública para órgãos governamentais, bancária
para instituições �nanceiras, hospitalar para estabelecimentos de saúde, agropecuária para o
setor agrícola e pecuário, securitária para empresas de seguros, do terceiro setor para entidades
não lucrativas, entre outras. 
Tomada de decisão e usuários da contabilidade
Conforme já aprendemos, como o foco da contabilidade é o controle do patrimônio, é possível
inferir que o contador tem um papel de extrema importância na sociedade, pois é ele quem
produz as informações e as distribui para os indivíduos que as usarão segundo suas
necessidades para a tomada de decisão. E como isso ocorre?
Quando as demonstrações contábeis são geradas, o pro�ssional contábil fornece aos usuários,
aos destinatários, relatórios da informação para conhecerem a situação da empresa (Marion,
2023). Dessa forma, os usuários da informação, por meio de relatórios contábeis, recordam os
fatos acontecidos, analisam os resultados obtidos, as causas que levaram àqueles resultados e
tomam suas decisões de forma mais assertiva (Marion, 2023).
Os usuários das informações contábeis incluem uma variedade de partes interessadas
(stakeholders) que buscam entender a situação contábil de uma empresa a partir dessas
informações e que as utilizam para diversas �nalidades. Esses usuários podem ser
categorizados em dois grupos distintos: internos e externos. Vamos compreender as diferenças
entre eles?
Os usuários internos incluem gestores, administradores, sócio-empreendedores, diretores e
todos aqueles que têm uma atuação ligada à rotina diária das empresas ou que estão envolvidos
nos aspectos internos, estratégicos e operacionais. Eles utilizam relatórios contábeis para avaliar
o desempenho da empresa, monitorar orçamentos e planejar metas futuras, por exemplo.da Unidade
https://revistaft.com.br/relevancia-da-analise-e-compreensao-da-estrutura-das-demonstracoes-contabeis-para-gestao-das-organizacoes/
https://revistaft.com.br/relevancia-da-analise-e-compreensao-da-estrutura-das-demonstracoes-contabeis-para-gestao-das-organizacoes/
http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf
https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf
https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/race/article/download/23711/14499
http://atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/viewFile/3424/2617
https://mail.revista.ajes.edu.br/index.php/rca/article/download/356/271
https://revistaft.com.br/relevancia-da-analise-e-compreensao-da-estrutura-das-demonstracoes-contabeis-para-gestao-das-organizacoes/
https://revistaft.com.br/relevancia-da-analise-e-compreensao-da-estrutura-das-demonstracoes-contabeis-para-gestao-das-organizacoes/
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Introdução à contabilidade
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Dica para você
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Olá, estudante!
Na videoaula de encerramento desta unidade, abordaremos os desa�os da contabilidade
introdutória, tratando, a partir de uma visão geral, dos fundamentos da contabilidade e de suas
bases legais e normativas. Além disso, retomaremos o conceito de patrimônio e seu re�exo nas
estruturas de relatórios contábeis, a �m de que você possa �xar o conhecimento acerca do
conjunto das demonstrações contábeis. Por �m, proporemos uma re�exão sobre a importância
da contabilidade no apoio ao processo de tomada de decisão.
Vamos juntos nesta jornada de aprendizado!
Ponto de Chegada
Olá, estudante!
Para desenvolver as competências desta unidade, que são compreender os fundamentos e a
aplicação prática da contabilidade, levando em consideração as bases legais e normativas que a
regem, e entender os fundamentos da contabilidade que sustentam os princípios contábeis,
compreendendo o conceito de patrimônio e que elementos de ativo, passivo e patrimônio líquido
estão inter-relacionados para desenvolver a capacidade de elaborar e interpretar as
demonstrações contábeis fundamentais, você precisou, primeiramente, estudar os conceitos
fundamentais que estruturam a contabilidade. Esse conhecimento o ajudou a relacionar os tipos
de informações contábeis dentro dos padrões legais e normativos exigidos.
Para alcançar essas competências, você explorou inicialmente os conceitos fundamentais de
contabilidade, entendendo o que é patrimônio e como ele se constitui dos elementos de ativo,
passivo e patrimônio líquido. Essa base conceitual foi imprescindível para o avanço na
compreensão das estruturas das demonstrações contábeis, como Balanço Patrimonial e
Demonstração do Resultado do Exercício.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Na sequência, você se aprofundou nas bases legais e normativas que regem a contabilidade no
Brasil, incluindo os princípios contábeis geralmente aceitos e as normas emitidas por órgãos
reguladores. Esse estudo foi fundamental para garantir que a prática contábil esteja em
conformidade com as exigências legais e éticas da pro�ssão.
Além disso, a unidade abordou a elaboração e a interpretação das demonstrações contábeis
fundamentais. Com isso, você aprendeu sobre o conjunto das demonstrações contábeis e as
regras aplicáveis a ele. Esse processo ajudou a solidi�car sua compreensão de como a
contabilidade retrata a realidade das empresas.
A partir de agora, estudante, com o intuito de reforçar as competências desenvolvidas, é
essencial praticar a análise dessas demonstrações sempre que possível, identi�cando como as
decisões empresariais impactam a saúde �nanceira das empresas.
Ao �nal desta unidade, esperamos que você esteja apto a identi�car e aplicar os conceitos
fundamentais de contabilidade relativos às operações �nanceiras de uma empresa,
compreendendo as bases legais e normativas na prática contábil, assegurando a conformidade e
a ética pro�ssional e entendendo as demonstrações contábeis fundamentais, a �m de utilizá-las
como ferramentas para a tomada de decisão.
É Hora de Praticar!
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A TS, uma empresa emergente do setor de tecnologia, passou por um ano de signi�cativo
crescimento e expansão, o que a levou a uma diversi�cação nas operações e,
consequentemente, a uma complexidade maior em sua estrutura patrimonial.
Ao �nal do ano �scal, a equipe �nanceira da TS Ltda. se deparou com o desa�o de revisar e
organizar as �nanças da empresa, garantindo uma representação clara da situação patrimonial
para os stakeholders. A atividade proposta visa aprofundar o entendimento sobre como
diferentes ativos, passivos e o patrimônio líquido da empresa interagem entre si, re�etindo o
estado atual da TS e planejando futuras estratégias �nanceiras.
A equipe deve começar organizando as contas em um balanço patrimonial estruturado, o que
envolve alocar os elementos positivos (ativos) no lado esquerdo e os elementos negativos
(passivos) no lado direito, seguindo as práticas contábeis padronizadas. Isso ajudará a visualizar
claramente os recursos disponíveis e as obrigações �nanceiras da TS.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Em seguida, a equipe precisa calcular o patrimônio líquido, posicionando-o abaixo dos passivos
no balanço patrimonial. O patrimônio líquido é fundamental para entender o valor real que
pertence aos proprietários ou acionistas da empresa, após a quitação de todas as dívidas.
Nessa situação-problema, são quatro os cenários que precisam ser analisados. Veja os dados
dispostos nos quadros de 1 a 4.
Conta Valor (R$)
Veículos 4.000
Móveis e utensílios 2.000
Máquinas e equipamentos 1.000
Fornecedores 2.000
Impostos a pagar 5.000
Caixa 1.000
Contas a Receber (Clientes) 500
Aluguéis a Receber 500
Duplicatas a Pagar 7.000
Quadro 1 | Situação A
 
Conta Valor (R$)
Imóveis para uso 6.000
Veículos 1.500
Fornecedores 5.000
Clientes 3.000
Contas a pagar 1.000
Impostos a pagar 4.500
Quadro 2 | Situação B
Conta Valor (R$)
Imóveis (para uso) 100.000
Instalações 10.000
Bancos conta movimento 63.000
Empréstimos bancários 100.000
Caixa 5.000
Estoques 50.000
Clientes 10.000
Fornecedores 69.000
Salários a pagar 28.000
Impostos a recuperar 8.000
Móveis e utensílios 5.000
Veículos 14.000
Impostos a pagar 40.000
Quadro 3 | Situação C
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Conta Valor (R$)
Estoques e mercadorias 18.000
Ferramentas e pertences 3.000
Terrenos 12.000
Financiamentos bancários 5.000
Salários a pagar 1.500
Caixa 14.000
Duplicatas a receber 3.500
Capital social 50.000
Quadro 4 | Situação D
 
Espera-se que você possa não apenas organizar e interpretar um balanço patrimonial complexo,
mas também aplicar esses conhecimentos na tomada de decisões estratégicas para a TS. Essa
experiência prática visa reforçar a compreensão das dinâmicas �nanceiras e patrimoniais em um
contexto empresarial realista, preparando a equipe para enfrentar desa�os �nanceiros com
con�ança e competência. Diante disso, com base nessas informações, faça o que se pede:
Para cada cenário, organize as contas em forma de balanço patrimonial: do lado esquerdo
os elementos positivos (ativos) e do lado direito os elementos negativos (passivos).
Para cada cenário, calcule o patrimônio líquido, demonstrando-o logo abaixo dos elementos
negativos (passivos), dentro da estrutura patrimonial.
Responda: qual cenário apresenta uma situação patrimonial desfavorável? O que isso pode
signi�car para a empresa?
Para encorajar a re�exão sobre o aprendizado desta unidade, considere as seguintes perguntas:
Como o entendimentodos conceitos de ativo, passivo e patrimônio líquido pode in�uenciar
a tomada de decisões estratégicas de uma empresa?
De que maneira as bases legais e normativas impactam as práticas contábeis das
organizações?
Qual a importância da habilidade de interpretar as demonstrações contábeis para os
pro�ssionais da área de contabilidade e gestão �nanceira?
Para resolver a situação apresentada, é preciso estruturar os balanços patrimoniais de cada
tabela e calcular o patrimônio líquido, por meio da diferença da soma dos ativos com a soma das
dívidas existentes. Logo, para cada situação, ocorrerá o seguinte (vide Quadros de 5 a 8).
Caixa 1.000 Fornecedores 2.000
Contas a receber (clientes) 500 Duplicatas a pagar 7.000
Aluguéis a receber 500 Impostos a pagar 5.000
Máquinas e equipamentos 1.000    
Móveis e utensílios 2.000 Patrimônio líquido (5.000)
Veículos 4.000    
TOTAL 9.000 TOTAL 9.000
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Quadro 5 | Balanço patrimonial relativo à situação A
Clientes 3.000 Fornecedores 5.000
Veículos 1.500 Contas a pagar 1.000
Imóveis para uso 6.000 Impostos a pagar 4.500
    Patrimônio líquido 0
TOTAL 10.500 TOTAL 10.500
Quadro 6 | Balanço patrimonial relativo à situação B
Caixa 5.000 Empréstimos bancários 100.000
Bancos conta movimento 63.000 Fornecedores 69.000
Clientes 10.000 Salários a pagar 28.000
Impostos a recuperar 8.000 Impostos a pagar 40.000
Estoques 50.000    
Móveis e utensílios 5.000    
Veículos 14.000    
Instalações 10.000    
Imóveis (para uso) 100.000 Patrimônio líquido 28.000
TOTAL 265.000 TOTAL 265.000
Quadro 7 | Balanço patrimonial relativo à situação C
Caixa 14.000 Financiamentos
bancários 5.000
Duplicatas a receber 3.500 Salários a pagar 1.500
Estoques e mercadorias 18.000 Patrimônio líquido 45.000
Ferramentas e pertences 3.000 Capital social 50.000
Terrenos 12.000 Prejuízos acumulados (6.000)
TOTAL 50.500 TOTAL 50.500
A situação A apresenta uma situação patrimonial desfavorável, pois o patrimônio líquido é
negativo (-R$ 5.000). Isso indica que os passivos superam os ativos, sugerindo que a empresa
tem mais dívidas do que recursos para cobri-las. Uma situação patrimonial desfavorável pode
levar a empresa a di�culdades �nanceiras, a problemas de liquidez e a potencial risco de
insolvência, afetando sua capacidade de atrair investimentos, obter créditos e até mesmo de
continuar suas operações.
O mapa mental a seguir aborda os principais aspectos da primeira unidade da disciplina
Contabilidade introdutória, oferecendo uma visão abrangente e estruturada dessa área por meio
do enfoque de diversos aspectos-chave estudados.
Dito isso, neste esquema, você observará os principais tópicos e subtemas que foram abordados
ao longo das aulas, desde os fundamentos da contabilidade, passando pelas bases legais e
normativas, até a análise patrimonial e as demonstrações contábeis fundamentais. Essa
abordagem facilita o entendimento das conexões entre os diferentes elementos da contabilidade,
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
pois melhora a compreensão e a capacidade de tomada de decisão, além de destacar o papel
crítico do pro�ssional contábil no manejo de informações �nanceiras.
Figura 1 | Mapa mental
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga dispositivos da Lei nº 6.404,
de 15 de dezembro de 1976, e da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende às
sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações
�nanceiras. Brasília: Presidência da República, 2007. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm. Acesso em: 14 set.
de 2024. 
CPC. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. [S.
l.: s. n.], 2019. Disponível em: http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf.
Acesso em: 14 set. de 2024. 
IUDÍCIBUS, S. de. Teoria da contabilidade. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
PADOVEZE, C. L. Manual de contabilidade básica: contabilidade introdutória e intermediária. 10.
ed. São Paulo: Atlas, 2018.
,
Unidade 2
Demonstrações Contábeis
Aula 1
Balanço Patrimonial
Balanço patrimonial
Este conteúdo é um vídeo!
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Dica para você
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Olá, estudante!
Nesta videoaula, mergulharemos nos principais aspectos do balanço patrimonial, conforme a
base normativa, para que você aprenda sobre a representação detalhada da posição patrimonial
de uma empresa, incluindo seus ativos, passivos e patrimônio líquido, e como esses elementos
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm
http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
se equilibram para re�etir a saúde econômica e a capacidade de uma organização de sustentar
operações e promover crescimento. O conhecimento sobre esse tipo de relatório permite a
análise da liquidez, da solvência e das decisões estratégicas de investimentos e �nanciamentos.
Bons estudos!
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Nesta aula você aprenderá sobre o balanço patrimonial, considerado o principal relatório
elaborado pela contabilidade por retratar a informação patrimonial e ser base para o processo
decisório. Nesse sentido, estudaremos os princípios e as estruturas que compõem o balanço
patrimonial e exploraremos sua importância não apenas como um requisito normativo, mas
como uma ferramenta para a análise e tomada de decisões estratégicas.
A partir dos conceitos de ativos, passivos e patrimônio líquido, você conhecerá como cada
informação re�ete a saúde e a gestão de recursos dentro de uma organização. A compreensão
profunda disso é essencial para qualquer pro�ssional da área, pois oferece uma visão clara da
realidade da empresa em um momento especí�co.
A problematização norteadora de nossa discussão leva em consideração como o balanço
patrimonial pode ser utilizado para avaliar a liquidez, a solvência e a capacidade de crescimento
de uma empresa e a compreensão da maneira como a informação é organizada. Nesse sentido,
veremos como a classi�cação dos ativos e dos passivos, entre circulantes e não circulantes,
ajuda na análise da gestão de curto e longo prazo dos recursos empresariais. Além disso,
exploraremos a teoria das origens e das aplicações de recursos, por meio do estudo de como as
decisões de investimento e �nanciamento re�etem no balanço e de quais as implicações dessas
decisões para o futuro da organização.
Ao �nal desta aula, espera-se que você esteja não apenas mais informado sobre o que constitui
um balanço patrimonial e como interpretá-lo, mas também inspirado a aplicar esses
conhecimentos na prática pro�ssional. Aprofunde-se nos tópicos que discutiremos, pois
entender a estrutura e as nuances do balanço patrimonial é um passo fundamental para se tornar
um pro�ssional capacitado e diferenciado no mercado de trabalho. Vamos juntos desvendar os
segredos por trás dos números e preparar-nos para tomar decisões estratégicas embasadas em
sólidos conhecimentos contábeis.
Bons estudos!
Vamos Começar!
Balanço patrimonial
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Conforme o CPC 00 (R2) e o CPC 26, balanço patrimonial é uma representação da informação
patrimonial (que incorpora também a informação �nanceira e econômica), com detalhes dos
recursos sob controle de uma empresa (ativos), das obrigações que deve cumprir (passivos
exigíveis) e do valor residual desses ativos após a quitação dos passivos, conhecido como
patrimônio líquido (PL). Esse conceito se baseia no CPC 00 (R2), que orienta a contabilidade.
Os ativos representam recursos controlados, advindos de eventos passados, com potencial
benefício econômicofuturo para a empresa. Os passivos, por outro lado, re�etem obrigações
atuais que resultarão na saída de recursos. O PL expressa o valor que sobraria aos proprietários
da empresa após a liquidação de todos os passivos.
A expressão “balanço patrimonial” remete, de fato, à imagem de uma balança em equilíbrio, em
virtude da necessidade de equilibrar as aplicações de recursos (ativos) com suas origens
(passivos exigíveis e PL). A �nalidade do balanço patrimonial é fornecer informações sintéticas
sobre a situação patrimonial, de forma estática, e permitir a realização da análise de suas
mutações e con�gurações. Esse relatório visa apresentar, de maneira clara e organizada, a
situação patrimonial da empresa em uma data especí�ca, permitindo análise e interpretação dos
dados para a tomada de decisões.
Para facilitar a compreensão e a análise, os itens do balanço são agrupados por características
similares. Como indica Iudícibus (2017), no ativo, por exemplo, agrupam-se caixa e bancos como
disponibilidades, bem como máquinas, veículos e equipamentos como bens de uso duradouro.
No passivo, agrupam-se obrigações a serem pagas no curto prazo, como salários, fornecedores e
impostos. A base legal e a base normativa categorizam os itens do balanço em ativo circulante e
não circulante e, no passivo, em circulante, não circulante e patrimônio líquido.
O termo circulante refere-se aos bens, aos direitos e às obrigações de curto prazo, isto é, que
terão movimentação dentro do ciclo operacional da empresa. Já a expressão não circulante
representa os bens, os direitos e as obrigações de longo prazo, ou seja, recursos que a empresa
espera utilizar por longos períodos ou dívidas que estão longe de vencer.
A distinção entre curto e longo prazo é fundamental na contabilidade. Geralmente, o curto prazo
refere-se a um período de até um ano, enquanto o longo prazo abrange períodos superiores. Essa
classi�cação in�uencia como as contas a receber e a pagar são apresentadas no balanço, o que
ajuda na análise da liquidez e da solvência da empresa.
Em síntese, o balanço patrimonial é um instrumento para entender a saúde de uma empresa,
uma vez que apresenta em detalhes seus ativos, passivos e PL em determinada data, com o
objetivo de fornecer uma visão clara e ordenada que auxilie gestores, investidores e outros
stakeholders na avaliação do desempenho e na tomada de decisões estratégicas.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Figura 1 | Estrutura do balanço patrimonial
Siga em Frente...
Estrutura do balanço patrimonial
Como explica Marion (2023), o balanço patrimonial é dividido em duas partes principais: ativo e
passivo, incluindo também o patrimônio líquido. Exploraremos, a partir de agora, cada um desses
grupos e suas subdivisões, detalhando suas características e classi�cações. 
Ativo
Ativo circulante: engloba recursos imediatamente disponíveis, como caixa e depósitos
bancários, além de ativos que se espera converter em dinheiro no curto prazo, como
recebíveis e estoques. Esses itens são essenciais para o �nanciamento das operações
diárias e o pagamento de obrigações a curto prazo, constituindo o capital de giro da
empresa, que se renova continuamente.
Ativo não circulante: inclui itens com conversão em dinheiro prevista para o longo prazo
(além de um ano ou mais, dependendo do ciclo operacional da empresa). Esse grupo se
subdivide em:
Realizável a longo prazo: compreende ativos que serão convertidos em dinheiro após
o período de um ano, como empréstimos concedidos e contas a receber e estoques
de longo prazo.
Investimento: refere-se a aplicações de recursos que não estão diretamente
relacionadas com a atividade principal da empresa, como ações de outras empresas
ou imóveis para renda.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Imobilizado: é constituído por bens tangíveis como máquinas, equipamentos, veículos
e imóveis usados na operação da empresa.
Intangível: inclui direitos sobre bens incorpóreos (não tangíveis) que contribuem para
a manutenção ou a operação da empresa, como patentes, marcas e softwares. 
Passivo
Passivo circulante: representa as obrigações da empresa de curto prazo, ou seja, dívidas
que estão prestes a vencer e que devem ser pagas dentro de 12 meses. Isso inclui contas a
pagar, salários devidos, impostos e empréstimos bancários de curto prazo.
Passivo não circulante: abarca as obrigações de longo prazo, que são dívidas com
vencimento superior a um ano. Geralmente, envolve �nanciamentos de longo prazo obtidos
de instituições �nanceiras.
Patrimônio líquido: re�ete o valor que os proprietários investiram na empresa somado ao
acúmulo de lucros. É formado inicialmente pelo capital social e, depois, pelos lucros
retidos, que são os não distribuídos aos acionistas e reinvestidos no negócio. Além do
capital social, o PL pode incluir reservas e outros itens que representam a parte dos lucros
reservada para propósitos especí�cos, conforme de�nido pela legislação. 
Teoria das origens e aplicações de recursos
Esse panorama construído até aqui já dá uma visão clara das diferentes categorias do balanço
patrimonial e de como elas se relacionam com as operações e a estrutura �nanceira da empresa.
A seguir, veja uma representação grá�ca do balanço patrimonial, na qual o total dos recursos
(fontes, passivos) é aplicado nos ativos da empresa, evidenciando que o ativo é igual à soma do
passivo e do PL. Esse conceito re�ete o princípio fundamental da contabilidade, o método das
partidas dobradas, que assegura a cada aplicação de recurso uma origem correspondente (Vide
Figura 2).
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Figura 2 | Interpretação do balanço patrimonial. Fonte: Malacrida, Yamamoto e Paccez (2019, p. 17).
A teoria das origens e das aplicações de recursos analisa as movimentações de uma empresa,
com distinção entre as fontes de recursos (origens) e seu uso (aplicações). As origens de
recursos referem-se a qualquer entrada de capital na empresa, seja por meio de empréstimos,
seja por aumento de capital social, lucros retidos ou outras formas de �nanciamento. Já as
aplicações de recursos representam o uso desse capital, seja na aquisição de ativos, seja no
pagamento de dívidas, na distribuição de dividendos, entre outros. Essa teoria sustenta a ideia de
que todo recurso obtido (origem) deve ser aplicado com alguma �nalidade dentro da empresa
(aplicação), mantendo, assim, o equilíbrio �nanceiro e possibilitando a análise das decisões de
investimento. O balanço patrimonial re�ete essa teoria, indicando como a empresa gerencia suas
�nanças e utiliza seus recursos para sustentar operações e promover crescimento.
Além disso, a estrutura das contas contábeis no balanço patrimonial mostra os ativos
classi�cados por liquidez (do item mais líquido ao menos) no lado esquerdo e, no lado direito,
passivo e patrimônio líquido organizados por exigibilidade. A liquidez refere-se à capacidade de
um item do balanço se converter em caixa facilmente, enquanto a exigibilidade relaciona-se com
a prioridade dos reclamantes na lista de credores de uma empresa.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Figura 3 | Ordem das contas contábeis. Fonte: Malacrida, Yamamoto e Paccez (2019, p. 17).
Em conclusão, o balanço patrimonial emerge como um pilar fundamental para a análise
�nanceira, oferecendo um panorama detalhado da saúde econômica de uma empresa em um
momento especí�co. Através de sua estrutura meticulosamente organizada, dividida entre ativos,
passivos e patrimônio líquido, proporciona aos stakeholders uma visão clara e abrangente da
origem e da aplicação dos recursos da empresa. Esse relatório não apenas cumpre com os
requisitos normativos e legais estabelecidos pelo CPC 00 (R2), mas também facilita a tomada de
decisões estratégicas ao destacar a liquidez e solvência da organização. A classi�cação dos
elementos em circulante e não circulante, além de re�etir a liquidez e exigibilidade, sublinha a
capacidade de uma empresa em cumprir com suas obrigações no curto e no longo prazo,
respectivamente. Assim, obalanço patrimonial não é apenas um re�exo da posição �nanceira
atual, mas também uma ferramenta crucial para planejamento futuro e avaliação da performance
empresarial.
Vamos Exercitar?
Estudante, concluamos esta aula com a re�exão sobre as problematizações iniciais que guiaram
nossos estudos. Ao longo destas páginas, discutimos como o relatório do balanço patrimonial,
fundamentado nos conceitos de ativos, passivos e patrimônio líquido, é importante não apenas
para cumprir com requisitos normativos, mas também como uma ferramenta essencial para a
análise e tomada de decisões estratégicas nas organizações.
Abordamos, também, a importância da classi�cação dos ativos e dos passivos em circulantes e
não circulantes, ressaltando como essa distinção é vital para entender a gestão de recursos no
curto e no longo prazo. Essa análise contribuiu para avaliar a liquidez e a solvência da empresa,
além de sua capacidade de crescimento, fornecendo insights valiosos sobre sua saúde �nanceira
e operacional.
Durante a aula, exploramos, ainda, a teoria das origens e das aplicações de recursos,
demonstrando como as decisões de investimento e �nanciamento são re�etidas no balanço
patrimonial e as implicações destas no futuro da organização.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
O balanço patrimonial é uma ferramenta fundamental para avaliar a liquidez, a solvência e a
capacidade de crescimento de uma empresa, pois organiza as informações de forma a destacar
a saúde �nanceira atual. Por meio da análise dos ativos circulantes em relação aos passivos
circulantes, pode-se avaliar a liquidez, ou seja, a aptidão que a empresa tem de cumprir suas
obrigações de curto prazo. A solvência, por outro lado, é medida pela comparação entre o total
de ativos e passivos, indicando a habilidade de a empresa atender às suas obrigações de longo
prazo. Já a capacidade de crescimento pode ser inferida pelo exame do patrimônio líquido e dos
investimentos em ativos não circulantes, que sugerem o potencial de expansão e
sustentabilidade da empresa a longo prazo. A organização das informações no balanço
patrimonial, portanto, permite uma visão abrangente e detalhada da posição �nanceira da
empresa, facilitando a tomada de decisões estratégicas.
As discussões realizadas aqui forneceram caminhos para a resolução das questões propostas,
destacando a importância de uma análise dos relatórios �nanceiros. No entanto, a jornada de
aprendizado não termina aqui: continue explorando e analisando a estrutura do balanço
patrimonial sempre que possível e re�ita sobre como as informações podem ser interpretadas
sob diferentes perspectivas e como isso pode in�uenciar a tomada de decisão em diversos
contextos empresariais. A capacidade de analisar criticamente essas informações e aplicá-las de
maneira estratégica no cotidiano pro�ssional é o que distingue um verdadeiro pro�ssional no
campo de contabilidade e �nanças.
Com o encerramento desta aula, tenha em mente que o conhecimento que você adquiriu é
apenas o ponto de partida. Esperamos que você se sinta motivado a continuar explorando,
aprendendo e crescendo nessa área. Que esta aula seja um impulso para sua jornada contínua
de aprendizado e sucesso pro�ssional. Até a próxima!
Saiba mais
Para aumentar ainda mais a sua capacidade de pensar criticamente nos conteúdos de
contabilidade, recomendamos as leituras indicadas adiante.
Um estudo piloto realizado com 17 alunos de pós-graduação stricto sensu em ciências contábeis
da UFRN buscou compreender como o per�l comportamental dos indivíduos afeta a análise do
balanço patrimonial. Utilizando um questionário em duas etapas, que incluiu o teste psicométrico
DISC, o estudo revelou que características comportamentais especí�cas podem impactar
signi�cativamente a interpretação das demonstrações contábeis. Per�s dominantes tendem a
análises diretas e rápidas; in�uentes mostram otimismo e habilidade comunicativa; estáveis são
mais conservadores; e conformes focam no pessimismo e nos detalhes. Este trabalho destaca a
importância da contabilidade comportamental, ampliando o entendimento sobre a interação
entre o comportamento humano e a prática contábil.
PAULA, C. R.; SANTOS, I. de A. B. dos; SILVA, J. D. G. da. A In�uência do Per�l Comportamental na
Análise Do Balanço Patrimonial: um Estudo Piloto. Revista Paraense de Contabilidade – RPC,
Belém, v. 8, n. 1, p. 1-18, 2023. 
https://crcpa.org.br/revistaparaense/index.php/crcpa/article/download/119/130
https://crcpa.org.br/revistaparaense/index.php/crcpa/article/download/119/130
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Leia, agora, o estudo a seguir, que destaca como a análise de índices �nanceiros, derivada das
demonstrações contábeis, serve de alicerce para decisões fundamentas. Utilizando uma
abordagem técnica, essa análise permite a usuários internos e externos avaliarem a saúde
econômico-�nanceira das empresas por meio da comparação, ao longo do tempo, de diversos
índices, elaborados com base no balanço patrimonial, ou frente aos concorrentes.
Especi�camente focado no setor calçadista, em 2017, o objetivo foi analisar o desempenho
econômico-�nanceiro para orientar decisões de investimento, evidenciando a análise �nanceira
como uma ferramenta crítica para investidores.
SILVA, G. D.; ANJOS, M. A. D. dos. Análise de balanço patrimonial em empresas de capital aberto
no ramo calçadista. Revista GeTeC, [s. l.], v. 9, n. 24, p. 58-73, 2020. 
Em um ambiente de intensa concorrência e necessidade de decisões rápidas e de qualidade, as
micro e pequenas empresas precisam de um sistema de informações robusto para guiar seus
gestores. Diante disso, este estudo enfoca a empregabilidade dos índices econômico-�nanceiros
para analisar as principais demonstrações contábeis – o balanço patrimonial e a demonstração
do resultado do exercício. Com foco especial nessas empresas, que desempenham um papel
signi�cativo na economia, a pesquisa visa destacar a relevância da análise de indicadores a
partir de demonstrações contábeis, incluindo o balanço patrimonial. Tais análises oferecem aos
gestores uma perspectiva detalhada dos aspectos positivos e negativos da operação,
sublinhando a importância dos indicadores econômico-�nanceiros para uma gestão e�caz e um
crescimento sustentável.
COBACHO, G. R.; MATO, D. C. M.; TARICHI, A. P. A Importância da Análise das Demonstrações
Contábeis para a Gestão de Micro e Pequenas Empresas. Revista Unifev: Ciência & Tecnologia, [s.
l.], v. 3, n. 1, p. 3-18, 2023. 
Referências
COBACHO, G. R.; MATO, D. C. M.; TARICHI, A. P. A Importância da Análise das Demonstrações
Contábeis para a Gestão de Micro e Pequenas Empresas. Revista Unifev: Ciência & Tecnologia, [s.
l.], v. 3, n. 1, p. 3-18, 2023. Disponível em:
https://www.linhasjuridicas.com.br/index.php/revistaunifev/article/view/1669/1507. Acesso em:
14 mar. 2024. 
CPC. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. [S.
l.: s. n.], 2019. Disponível em: http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf.
Acesso em: 14 set. de 2024. 
CPC. Pronunciamento Técnico CPC 26 (R1) – Apresentação das Demonstrações Contábeis. [S. l.:
s. n.], 2023. Disponível em:
https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf. Acesso em: 15
set. de 2024. 
https://periodicos.unifev.edu.br/index.php/revistaunifev/article/view/1669
https://periodicos.unifev.edu.br/index.php/revistaunifev/article/view/1669
https://www.linhasjuridicas.com.br/index.php/revistaunifev/article/view/1669/1507
http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf
https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
IUDÍCIBUS, S. de. Análise de balanços. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2017. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
MALACRIDA, M. J. C.; YAMAMOTO, M. M.; PACCEZ, J. D. Fundamentos da contabilidade: a
contabilidade no contexto global. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2019. 
PAULA, C. R.; SANTOS, I. de A. B. dos; SILVA, J. D. G. da.A In�uência do Per�l Comportamental na
Análise Do Balanço Patrimonial: um Estudo Piloto. Revista Paraense de Contabilidade – RPC,
Belém, v. 8, n. 1, p. 1-18, 2023. Disponível em:
https://crcpa.org.br/revistaparaense/index.php/crcpa/article/download/119/130. Acesso em: 14
mar. 2024. 
SILVA, G. D.; ANJOS, M. A. D. dos. Análise de balanço patrimonial em empresas de capital aberto
no ramo calçadista. Revista GeTeC, [s. l.], v. 9, n. 24, p. 58-73, 2020. Disponível em:
https://www.revistas.fucamp.edu.br/index.php/getec/article/view/2260/1402. Acesso em: 14
mar. 2024.
Aula 2
Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)
Histórico e origens do cerimonial no mundo e no Brasil
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Dica para você
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Olá, estudante!
Na videoaula de hoje, você irá explorar as raízes do cerimonial e protocolo, da antiguidade aos
tempos modernos no Brasil e no mundo. Vamos desvendar como a história in�uenciou as
práticas atuais e por que conhecer o passado é essencial para a execução perfeita de eventos.
Além disso, vamos analisar a quebra de protocolo e os "3 Bs do cerimonial": bom senso, boa
organização e boa vontade.
https://crcpa.org.br/revistaparaense/index.php/crcpa/article/download/119/130
https://www.revistas.fucamp.edu.br/index.php/getec/article/view/2260/1402
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Essas informações são valiosas para sua jornada pro�ssional, pois irão aprimorar suas
habilidades na gestão de eventos com maestria e pro�ssionalismo. Prepare-se para uma viagem
no tempo do cerimonial! Vamos lá!
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Para se aprofundar na competência de aplicar o cerimonial e protocolo em diferentes tipos de
eventos, você precisa começar pelo início. A história nos mostra que o cerimonial e o protocolo
têm raízes profundas que moldam a nossa compreensão atual e a aplicação dessas práticas em
eventos contemporâneos.
Para entender melhor, você vai conhecer a história de Rafael, um organizador de eventos
históricos, que se depara com o desa�o de planejar uma exposição comemorativa que deve
re�etir os costumes de diferentes eras, sem cometer falhas protocolares.
Diante disso, sua missão é ajudar Rafael a pensar de que maneira ele irá integrar tradições
antigas em um evento moderno, mantendo o respeito pelas origens e garantindo a relevância
cultural.
Ao longo desta aula, acompanharemos Rafael na busca por estratégias que honrem o passado
enquanto inovam o presente. Essa trajetória irá lhe auxiliar no desenvolvimento do seu
conhecimento teórico e de sua habilidade de aplicar esses conceitos de forma prática e
inovadora no mundo dos eventos.
Comece a construir sua ponte entre a tradição e a inovação no cerimonial e protocolo. Está
pronto para essa aventura? Vamos para a aula!
Vamos Começar!
Todos nós praticamos cerimonial e protocolo inúmeras vezes ao longo de nossas vidas. Na
história da humanidade, os rituais e as regras sempre estiveram presentes muito antes da
descoberta do fogo e da roda, em que clãs possuíam hierarquia até no momento de se
alimentarem da caça (Lukower, 2016).
No antigo Egito, o cerimonial era vinculado, em grande parte, às crenças religiosas, sobretudo no
que diz respeito às ações dos sacerdotes nos rituais de nascimento, casamento, morte, plantio e
colheita. A �gura do Faraó era emblemática, pois ele era considerado a manifestação da
divindade. Segundo Takahashi (2016), existe registro de tratado de igualdade de Estados feito
entre Ramsés Mori Amon e Kattusi III, incrustrados nos ladrilhos dos muros do templo de Karnak.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Na China antiga, a in�uência religiosa era menor, de modo que o cerimonial e o protocolo eram
mais frequentemente encontrados na música, na escrita, na aritmética e em alguns cerimoniais
especí�cos. O mais antigo registrado é do século XII a.C., de Chou Kung, que, segundo Takahashi
(2016), foi fundador da dinastia Chou e responsável pelo livro de etiqueta e cerimonial de sua
época, que valorizava o respeito mútuo e a hierarquia na formação do indivíduo.
Na civilização greco-romana, o cerimonial também estava vinculado às crenças da época, como
casamento e funeral, que eram realizados com muita pompa.
Já na Idade Média, a in�uência da Igreja Católica no ocidente foi marcante, sobretudo nas cortes
europeias, com destaque para a austríaca, a francesa e a inglesa. Nesse período, os monarcas
eram coroados pelo papa em ritual litúrgico e os cavaleiros eram abençoados antes de saírem
para as batalhas. No Oriente, o cerimonial dessa época foi vinculado ao poderio militar, fato que
aconteceu no Ocidente somente após a Revolução Industrial (Dorta, 2015).
Para o cerimonial, a Conferência de Viena, em 1815, que estabeleceu as regras do protocolo
internacional, foi um marco nas relações internacionais, uma vez que regulamentou as relações
diplomáticas entre chefes de Estado.
No Brasil, o processo histórico de estabelecimento do cerimonial e do protocolo ocorreu de
forma similar ao da Europa. Com o desembarque dos portugueses neste continente, no ano de
1500, foram trazidos os costumes lusitanos e os rituais católicos, disseminados pelos padres
jesuítas e que perduraram nos períodos da Colônia, da Corte e da República, sendo importante
destacar que, neste último período, estabeleceram-se in�uências militares notadas até os dias de
hoje.
Como o cerimonial brasileiro tem sua origem na Coroa portuguesa, e esta nas cortes da França e
da Inglaterra, muitas palavras utilizadas são francesas e inglesas, como mise en place e place
card.
Como visto na aula anterior, o protocolo se caracteriza por leis, normas e regras que regem o
cerimonial, porém, em algumas ocasiões especí�cas, pode haver a quebra de protocolo, que
acontece quando não se segue o que foi estabelecido previamente no cerimonial, isto é, quando
uma lei, uma norma, uma regra ou um costume são desobedecidos ou ignorados. Nesses casos,
existem consequências, que podem ser positivas ou negativas dependendo da situação, pois a
quebra de protocolo pode ser espontânea ou intencional.
A quebra de protocolo espontânea é quando uma pessoa comete o ato de forma natural, sem a
intenção de infringir a lei, a norma ou a regra, infração que, na maioria das vezes, é bem-vista. Já
a quebra de protocolo feita de forma intencional não é bem-vista, o que gera críticas à pessoa
que a praticou.
Siga em Frente...
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
A quebra de protocolo e os 3 Bs do cerimonial 
Como visto, as raízes do cerimonial moderno são �xadas em matrizes religiosas e militares,
sendo percebidas até hoje tanto no âmbito público quanto no privado. Notadamente, não se
constituem como algo acessório, mas essencial para o convívio em sociedade, em que
diferentes culturas se relacionam.
Os exemplos dessas in�uências, que são muitos, são reproduzidos no cerimonial e no protocolo
por meio dos rituais, que, em virtude de necessidades de adaptação, são, aos poucos,
modi�cados.
A quebra de protocolo muitas vezes acontece pela necessidade de mudança. Vamos aos
exemplos. O cerimonial do Vaticano segue normas rígidas, inclusive de segurança do Papa, como
a restrição da autoridade máxima da Igreja Católica ao papamóvel em caso de des�les públicos.
Porém, em muitos momentos, a saída do automóvel é feita em direção à multidão de �éis,
quebrando o protocolo. Nesse caso, é evidente a espontaneidade do Papa Francisco, que é bem-
vista aos olhos da sociedade em geral.
Outro exemplo de quebra de protocolo, dessa vez vista como intencional, é quando uma
autoridade ou um político pede para discursar quando não está na programação do evento e no
script do mestre de cerimônias. Forçar uma situação não programada para autopromoção não é
uma atitude bem-vista pela maioria daspessoas, causando mal-estar e desconforto a todos e
prejudicando a imagem da própria pessoa.
Muitos mestres de cerimônias quebram protocolos ao sair do script predeterminado,
comprometendo, assim, a organização e a execução do evento. Sair do script, nesses casos, não
se �xando, por exemplo, na leitura do que está escrito, mas improvisando de forma aleatória e
inconsequente, signi�ca quebrar protocolo. É importante ressaltar que o improviso é necessário
somente em casos de necessidade e pode ser feito em conjunto com o chefe do cerimonial ou
cerimonialista, que darão o suporte necessário.
O planejamento, a organização e a execução do cerimonial em eventos devem ser balizados por
algumas normas que, segundo Takahashi (2016), podem ser traduzidas por 3 Bs: bom senso, boa
organização e boa vontade, aos quais se adiciona o bom equilíbrio. Sobre isso, veja o esquema a
seguir:
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Figura 1 | Os 4 Bs do cerimonial
O bom senso é desenvolvido pela experiência e pela expertise que o pro�ssional adquire diante
de situações pro�ssionais e pessoais que dão respaldo às suas ações sempre em busca das
soluções mais adequadas aos problemas.
Para a boa organização, é necessário planejamento, que em eventos deve contar com
ferramentas de gestão básicas: cronograma e checklist, que, aliados ao conhecimento da
fundamentação histórica e da legislação do cerimonial, são imprescindíveis para o sucesso do
evento.
A boa vontade se caracteriza pela presteza e pela cordialidade, que, segundo Takahashi (2016),
devem estar expressas nos rostos de toda a equipe envolvida no evento. O bom equilíbrio
complementa o bom senso, a boa organização e a boa vontade com a estabilidade emocional e a
segurança do pro�ssional de cerimonial no evento, transmitindo tranquilidade e sensação de
bem-estar. Vale ressaltar que a equipe de cerimonial deve estar alinhada com a organização do
evento e que os 4 Bs são fundamentais para sua execução. 
Técnicas e aplicabilidades dos 4 Bs do cerimonial
Com o aumento da população mundial e, consequentemente, com a globalização, o cerimonial
passa a ser imprescindível nas relações sociais e pro�ssionais entre diferentes culturas, com
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
necessidade de adaptações e ajustes. O trabalho do cerimonialista e de sua equipe deve ser
realizado com base nos 4 Bs do cerimonial para garantir a entrega do evento de forma
satisfatória. Dessa forma, alguns passos devem ser seguidos:
Recepção e credenciamento: para o participante, o evento começa neste momento. É
quando a equipe deve recebê-lo com sorriso e hospitalidade, validando sua presença,
entregando a programação, se for o caso, e indicando a localização dos espaços. A boa
vontade deve prevalecer.
Apoio de autoridades, VIP (Very Important Person) e convidados: no momento da chegada,
a equipe de cerimonial deve estar atenta à rápida identi�cação dessas pessoas para que
não haja tumulto e inconvenientes, levando-as aos espaços ou aos lugares reservados.
Nesse momento, é muito comum a chamada “carteirada”, em que pessoas que não estão
na lista tentam entrar. O bom senso e o bom equilíbrio devem ser considerados.
Execução da programação: após a chegada de todos os participantes do evento, a equipe
de cerimonial deve estar atenta aos horários de início e término, pois atrasos demonstram
falta de respeito, já que todos têm agendas preestabelecidas. A boa organização assegura
a pontualidade.
Encerramento e �nalização: despedidas e condução para a saída devem ser pautadas pela
rapidez, pela calma e pelos detalhes. O esquecimento e as perdas são comuns nessa fase
do evento. Assim, a equipe precisa dar suporte aos participantes e ser detalhista na
checagem e na entrega do espaço do evento.
Lidar com quebra de protocolo não é algo simples ou fácil nem para a equipe de cerimonial nem
para a de segurança em eventos. No Brasil, muitas autoridades e celebridades a fazem com
frequência e até se divertem com isso. Porém, tudo o que sai do planejamento e do controle
pode se tornar um problema e deve ser previsto para ser sanado ou mitigado.
Encontros de chefes de Estado que pertencem a regimes políticos diferentes e des�les em que
há aglomeração de pessoas são exemplos clássicos. No caso de encontros diplomáticos entre
chefes de Estado monárquicos e republicanos, por exemplo, as che�as de cerimonial devem
alinhar todos os detalhes do encontro para que não haja quebra de protocolo, evitando, assim,
inconvenientes, pois eles muitas vezes são diferentes. Já em des�les ou passeatas com grande
número de pessoas, a segurança não pode falhar e a quebra de protocolo coloca isso em risco,
podendo resultar em acidentes ou atentados graves.
Portanto, para um bom resultado do trabalho desempenhado pelo chefe de cerimonial, pelo
cerimonialista e por sua equipe, observar e aplicar os 4 Bs do cerimonial, considerando as
possíveis quebras de protocolo em todas as etapas do evento, é fundamental.
Vamos Exercitar?
Para ajudar Rafael em seu desa�o, precisamos conectar as lições aprendidas sobre o histórico
do cerimonial e a importância dos 3 Bs com a prática. Rafael terá que se aprofundar nas
tradições históricas de cada época que deseja representar, garantindo autenticidade e respeito
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
nas representações. Ele também deverá utilizar tecnologias modernas para trazer essas
tradições à vida de uma maneira que dialogue com o público contemporâneo, sem perder a
essência histórica. Por �m, ele deverá planejar com os 4 Bs, para garantir que a organização e a
execução do evento sejam permeadas pelo bom senso, boa organização, boa vontade e bom
equilíbrio, especialmente ao lidar com as várias eras representadas.
Você pode aconselhar Rafael a decidir utilizar realidade aumentada para criar experiências
imersivas que contam a história de cada cerimonial, desde a antiguidade até o presente. Ele
também pode organizar o espaço para que os visitantes sigam um caminho cronológico,
experimentando as mudanças nos protocolos e na etiqueta ao longo do tempo. Com isso, Rafael
garante que cada detalhe, desde o convite até a decoração e as atividades interativas, seja
cuidadosamente planejado e executado com precisão, re�etindo a dignidade e o respeito que
cada período histórico merece.
Saiba mais
Para aprofundar seu entendimento sobre os fundamentos e as práticas do cerimonial e do
protocolo, convidamos você a explorar o livro Os 3 Bs do cerimonial: bom senso, boa
organização e boa vontade, de Carlos Takahashi, disponível para acesso no link fornecido. Esse
trabalho detalha o papel vital que os 3 Bs desempenham no sucesso de qualquer evento,
oferecendo uma abordagem prática e estratégica que ressoa tanto com pro�ssionais experientes
quanto com aqueles que estão começando na área.
A leitura desse livro irá enriquecer sua prática pro�ssional ao demonstrar como a aplicação
consciente do bom senso, da boa organização e da boa vontade – elementos essenciais para
qualquer cerimonialista ou organizador de eventos – pode ser a chave para a realização de
eventos memoráveis e e�cazes. Você encontrará também exemplos práticos e dicas valiosas
que poderão ser implementadas em sua rotina pro�ssional.
Descubra mais sobre como esses princípios podem aprimorar sua capacidade de lidar com
imprevistos e manter o alto padrão de qualidade em todos os eventos que organizar. Acesse e
mergulhe na leitura: Os 3 Bs do Cerimonial: Bom Senso, Boa Organização e Boa Vontade.
Boa leitura!
Referências
DORTA, L. O. (org.). Fundamentos em técnicas de eventos. Porto Alegre: Bookman, 2015.
LUKOWER, A. Cerimonial e protocolo. São Paulo: Contexto, 2016.
TAKAHASHI, C. Os 3 Bs do Cerimonial – Introdução às Normas do Cerimonial Público Brasileiro.
São Paulo: [s. n.], 2016. 
https://carlostakahashi.com.br/arquivos/site/3Bs.pdf
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Aula 3
Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)
Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)
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Olá, estudante!
Com esta videoaula, você entenderá o conceito de �uxo de caixa, uma ferramenta crítica para a
tomada de decisões empresariais, e passará a compreender como a Demonstração dos Fluxos
de Caixa (DFC) re�ete as entradas e saídas de dinheiro e como é importante para o contexto
empresarial.
Esse conhecimento é vital para entender a saúde �nanceira de uma organização e como as
decisões de investimento e �nanciamento afetam o caixa disponível. Não perca essa
oportunidade de aprender mais sobre contabilidade. Vamos lá!
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Nesta aula você aprenderá o conceito de �uxo de caixa, um pilar fundamental da gestão
empresarial e das tomadas de decisão, pois entender o movimento de entrada e saída de
dinheiro não é apenas uma prática contábil, mas uma necessidade para garantir a
sustentabilidade e o crescimento dos negócios. Diante disso, exploraremos como a
Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) oferece uma visão clara sobre as movimentações
�nanceiras, destacando sua importância não só para a gestão empresarial, mas também para a
tomada de decisões estratégicas. Veremos, também, como o �uxo de caixa é categorizado em
atividades operacionais, de investimento e de �nanciamento, proporcionando uma análise
aprofundada da saúde �nanceira da empresa.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Nesse contexto, esta aula abordará, sobretudo, a capacidade de uma empresa de gerar �uxos de
caixa positivos e sustentáveis ao longo do tempo, por isso discutiremos como a e�ciente gestão
do �uxo de caixa pode in�uenciar a liquidez, o investimento e o �nanciamento da empresa.
Para guiar esse aprendizado, as seguintes questões serão fundamentais:
Como a classi�cação dos �uxos de caixa pode auxiliar na tomada de decisões
estratégicas?
De que maneira a previsão e a análise de �uxos de caixa podem prevenir crises �nanceiras?
Essas re�exões têm como objetivo tanto ajudá-lo a entender a teoria por trás da DFC quanto
proporcionar-lhe as habilidades necessárias para aplicar esse conhecimento na análise e na
resolução de desa�os �nanceiros reais.
Ao �nal desta aula, espera-se que você esteja motivado a se aprofundar no estudo do �uxo de
caixa, reconhecendo sua aplicabilidade e relevância no cotidiano pro�ssional. A capacidade de
interpretar e agir com base nas informações fornecidas pela DFC é uma competência inestimável
para qualquer pro�ssional. Faça uma boa leitura e bons estudos!
Vamos Começar!
Conceito de �uxo de caixa
Fluxo de caixa é o movimento de entradas e saídas de dinheiro dentro de uma empresa, em um
período especí�co. Como uma prática contábil amplamente reconhecida e adotada, o �uxo de
caixa, ou Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), tornou-se uma demonstração �nanceira
obrigatória no Brasil a partir de 2007. Segundo Chagas (2019), essa demonstração tem como
�nalidade principal fornecer uma visão clara sobre as movimentações �nanceiras da empresa,
incluindo não apenas o caixa físico, mas também recursos em bancos e aplicações �nanceiras
de liquidez imediata.
A inclusão da DFC entre as demonstrações obrigatórias visa à transparência e ao fornecimento
de dados essenciais para a gestão empresarial, a análise �nanceira e a tomada de decisão. Além
disso, a DFC destaca-se por sua capacidade de mostrar a origem e o destino dos recursos
�nanceiros da empresa, assim como seu resultado �nanceiro, oferecendo um panorama
completo do saldo inicial e do �nal de caixa. Reconhecida legalmente como peça fundamental
nas �nanças corporativas, a DFC ganhou destaque com a Lei nº 11.638/2007, que a estabeleceu
como obrigatória para determinadas empresas, ampliando seu papel na contabilidade e na
administração �nanceira. 
Caixa e equivalentes de caixa
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Os equivalentes de caixa são ativos mantidos para cumprir obrigações de caixa de curto prazo.
As expressões caixa e equivalentes de caixa se referem ao conjunto das contas contábeis de
caixa, bancos e aplicações �nanceiras de liquidez imediata. Juntas essas contas representam os
ativos de mais alta liquidez que uma empresa pode ter e que são necessários para a preservação
do ciclo �nanceiro e operacional da empresa. 
A razão de haver �uxos
A forma mais simples de compreender um �uxo de caixa é simplesmente entender que ele
corresponde a uma lista de pagamentos e recebimentos de uma empresa. Contudo, quando os
pagamentos e recebimentos são organizados por critérios especí�cos, é possível ter a
identi�cações de �uxos (no plural).
A DFC deve classi�car os �uxos do período segundo atividades operacionais, de investimento e
de �nanciamento, adequando-se à natureza dos negócios da entidade. Tal classi�cação ajuda os
usuários a avaliarem o impacto dessas atividades na posição �nanceira e no caixa da entidade,
além de permitir uma análise da relação entre elas. A identi�cação do caixa por meio de �uxos
permite o usuário entender a maneira como o caixa da empresa está sendo composto ou
utilizado. Transações individuais podem ser divididas em mais de uma categoria de atividade,
dependendo da natureza do �uxo de caixa.
Siga em Frente...
Utilidade da DFC
A DFC é um relatório contábil útil por diversas razões:
Previsão �nanceira: ajuda a prever as necessidades de caixa, a capacidade de gerar caixa e
o �nanciamento de mudanças nas atividades da entidade.
Avaliação e comparabilidade: facilita a avaliação das variações nos ativos líquidos e a
comparação entre diferentes entidades, removendo discrepâncias causadas por diferentes
métodos contábeis.
Análise histórica: fornece dados para analisar o valor, a periodicidade e a certeza dos �uxos
de caixa futuros.
A DFC é estruturada para destacar as fontes de entrada e os itens de saída do caixa, além do
saldo disponível na data das demonstrações contábeis. Seu principal objetivo é apresentar
informações detalhadas sobre os recebimentos e pagamentos em recursos �nanceiros, o que
permite uma análise aprofundada da capacidade de geração e consumo de caixa e equivalentes,
em conjunto com outros relatórios contábeis. Veja um exemplo no Quadro 1.
FLUXO DAS OPERAÇÕES
    ( + ) Entradas
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
    ( - ) Saídas
(=) CAIXA GERADO OU CONSUMIDO PELAS OPERAÇÕES
FLUXO DOS INVESTIMENTOS
    ( + ) Entradas
    ( - ) Saídas
(=) CAIXA GERADO OU CONSUMIDO PELOS INVESTIMENTOS
FLUXO DOS FINANCIAMENTOS
    ( + ) Entradas
    ( - ) Saídas
(=) CAIXA GERADO OU CONSUMIDO PELOS FINANCIAMENTOS
VARIAÇÃO TOTAL DAS DISPONIBILIDADES (soma dos três �uxos)
(+) SALDO INICIAL DAS DISPONIBILIDADES
(=) SALDO FINAL DAS DISPONIBILIDADES
Quadro 1 | Exemplo sintético da Demonstração dos Fluxos de Caixa
 
Fluxos da DFC
Conforme explica Iudícibus (2017) e segundo o CPC 03 (R2), a DFC deve ser elaborada de forma
a evidenciar as alterações de caixa e equivalentes de caixa categorizadas em três tipos de
atividades (vide Figura 1):
Fluxo das Atividades Operacionais (FAO): refere-se às entradas e às saídas de caixa
advindas de re�exos da demonstração de resultado que tiveram impacto no caixa ou de
operações diárias da entidade. Engloba a venda de produtos ou a prestação de serviços, e
os pagamentos relacionados, como salários e impostos. Essencialmente, esse �uxo re�ete
o lucro ou prejuízo gerado pelas operações da empresa do ponto de vista da concretização
�nanceira, com entradas por vendas e saídas para despesas operacionais.
Fluxo das Atividades de Investimento (FAI): refere-se às entradas e às saídas de caixa
ligadas a movimentações do ativo não circulante. Inclui aplicações de recursos em ativos
de longo prazo, como a compra de maquinário e imóveis ou investimentos em outras
empresas, e entradas de caixa resultantes da venda desses ativos. Esse �uxo indica como
a empresa aloca recursos para expandirou manter suas operações e capacidade produtiva.
Fluxo das Atividades de Financiamento (FAF): refere-se às entradas e às saídas de caixa
associadas às necessidades de �nanciamentos com entidades �nanceiras e com sócios ou
acionistas da empresa. Assim, inclui a emissão ou resgate de ações, obtenção ou
amortização de empréstimos, pagamento de dividendos, recebimentos de aporte de
capital, etc.
A soma desses três �uxos �nanceiros deve ser igual à variação entre os saldos de caixa e
equivalentes de caixa no início e no �m do período analisado.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Figura 1 | DFC na exibição por �uxos
Tipos de DFC
Uma análise do �uxo de caixa pode focar apenas nos resultados �nanceiros do período (FAO) ou
abranger todas as mudanças no caixa, incluindo atividades de investimento (FAI) e �nanciamento
(FAF). Para Marion (2023), a empresa ilustrada pela Figura 2 exempli�ca um modelo completo,
mais detalhado e informativo, que fornece uma visão abrangente das �nanças da empresa, se
comparado com o modelo operacional.
Figura 2 | Comparativo entre a DFC operacional e a DFC completa. Fonte: Marion (2023, p. 123).
Embora o modelo operacional seja útil para comparar resultados �nanceiros com a
Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), a DFC pode ser elaborada por meio de dois
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
métodos: direto ou indireto. A principal diferença entre eles reside na forma como as atividades
operacionais são apresentadas. No método direto, as entradas e saídas de caixa das atividades
operacionais são listadas explicitamente, fornecendo um detalhamento claro dos recebimentos e
dos pagamentos de caixa decorrentes das operações da empresa, como recebimentos de
clientes e pagamentos a fornecedores e empregados. Esse método oferece uma visão mais
direta e transparente do �uxo de caixa operacional.
Por outro lado, o método indireto começa com o lucro líquido (ou prejuízo) do período, conforme
apurado na DRE, e ajusta esse resultado pelas variações nos saldos das contas do balanço
patrimonial que afetam as atividades operacionais, mas que não envolveram movimentação de
caixa. Esses ajustes incluem itens como depreciação, variações em contas a receber, estoques e
contas a pagar, entre outros. O método indireto é mais utilizado pelas empresas, pois é
considerado mais simples de ser preparado a partir das informações já disponíveis nas
demonstrações contábeis, apesar de oferecer uma visão menos direta das fontes e dos usos
reais de caixa das atividades operacionais. Além disso, as diferenças entre os métodos se
restringem somente ao FAO.
Vamos Exercitar?
Estudante, estamos chegando ao �nal desta aula, na qual você aprendeu sobre informação
�nanceira, retratada pelo �uxo de caixa. Re�itamos, agora, sobre as questões levantadas no
início da aula, para que você perceba como, ao longo do nosso estudo, conseguimos esclarecer
dúvidas e traçar caminhos para soluções e�cazes.
Com o reconhecimento da importância da Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) na gestão
empresarial, foi destacada sua capacidade de fornecer uma visão clara das movimentações
�nanceiras de uma empresa, abrangendo as atividades operacionais, de investimento e de
�nanciamento.
A capacidade de uma empresa de gerar �uxos de caixa positivos e sustentáveis ao longo do
tempo foi um ponto central da discussão. Durante a aula, aprendemos que a classi�cação das
movimentações de entradas e saídas dos �uxos de caixa melhora a informação e facilita a
tomada de decisões estratégicas. A ideia por trás dos �uxos é compreendermos como o caixa
está sendo gerado e consumido: se pelas operações, se por �nanciamentos ou se por
investimentos (que se realizam ou se desfazem). Além disso, vimos como uma análise
aprofundada e a previsão de �uxos de caixa podem ser ferramentas poderosas na prevenção de
crises �nanceiras.
Através das discussões, portanto, compreendemos que a e�ciente gestão do �uxo de caixa não é
apenas uma prática contábil, é uma estratégia de negócios que sustenta a saúde �nanceira e o
crescimento sustentável da empresa. As re�exões mostraram que, ao aplicar os conceitos
aprendidos, é possível enfrentar desa�os �nanceiros com con�ança e competência.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Estudante, pense em como as tecnologias emergentes, como a análise de dados e a inteligência
arti�cial, podem aprimorar a gestão do �uxo de caixa. Re�ita sobre as implicações éticas e
sociais das decisões �nanceiras tomadas com base na DFC. Como essas decisões impactam os
stakeholders da empresa, incluindo empregados, clientes e a comunidade?
Continue explorando, questionando e aplicando o conhecimento adquirido sobre o �uxo de caixa
em cenários práticos e acadêmicos. O aprendizado é um processo contínuo, e a capacidade de
adaptar e aplicar conceitos �nanceiros em um ambiente empresarial em constante mudança é
uma habilidade que o distinguirá como pro�ssional.
Lembre-se de que o conhecimento do �uxo de caixa é fundamental para qualquer pro�ssional
que deseje se destacar no mundo dos negócios. Boa sorte em suas futuras explorações e que o
conhecimento adquirido ilumine seu caminho para o sucesso. Até a próxima!
Saiba mais
Para que você desenvolva ainda mais o pensamento crítico sobre os conteúdos de contabilidade
estudados até aqui, faça a leitura dos textos indicados a seguir. 
Um estudo recente analisou a Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC) do Estado de São Paulo
dos anos de 2021 e 2022 e descobriu inconsistências signi�cativas. Isso inclui divergências do
modelo da DFC com as diretrizes da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), omissões de
pagamentos e inclusões inapropriadas para ajustes �nanceiros. Esses achados ressaltam a
necessidade de revisão dos padrões da DFC no setor público a �m de melhorar a transparência e
fortalecer o controle social sobre as �nanças públicas.
SILVA, M. C. da. Demonstração de �uxo de caixa do Estado de São Paulo: análises com suporte
da Teoria da Divulgação. Revista de Gestão e Secretariado, São Paulo, v. 14, n. 9, p. 15838-15857,
2023. 
A Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) complementa as informações da Demonstração do
Resultado do Exercício (DRE), permitindo uma análise mais precisa das �nanças empresariais,
especialmente sob a perspectiva tributária. Enquanto a DRE utiliza o regime de competência para
registrar receitas, custos e despesas, a DFC, adotando o regime de caixa, revela o real movimento
�nanceiro da empresa, o que impacta diretamente a gestão tributária. Esse contraste entre o
resultado contábil e a disponibilidade de caixa evidencia situações como inadimplência,
investimentos em ativos �xos e variações cambiais, que são essenciais para estratégias de
minimização da carga tributária e para a adequada gestão dos tributos. Assim, a DFC emerge
como uma ferramenta gerencial indispensável, não apenas para cumprimento das obrigações
�scais, mas também para a otimização da estrutura contratual e �scal das empresas. Leia mais
sobre o assunto:
FERNANDES, E. C. Demonstração dos �uxos de caixa – DFC: comentários tributários ao
pronunciamento técnico CPC 03 (R2). Revista de Direito Contábil Fiscal, São Paulo, v. 2, n. 4, p.
https://ojs.revistagesec.org.br/secretariado/article/view/2726
https://ojs.revistagesec.org.br/secretariado/article/view/2726
https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/view/92
https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/view/92
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
213-217, jul./dez. 2020. 
Este estudo enfatiza a importância da Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) na contabilidade
gerencial e na administração efetiva de microempresas a partir da análise de um caso prático de
uma empresa de paisagismo em Varginha (MG) para ilustrar seu valor. Ao revelar como a DFC é
uma ferramenta vital para o controle, o planejamento e a tomada de decisões �nanceiras, o
trabalho destaca o papel dessa demonstração na orientação dos gestores para a redução de
custos desnecessários e na promoção de uma gestão �nanceira otimizada. Através de
entrevistase análise documental, constatou-se que a DFC contribui signi�cativamente para
melhorias nos resultados da empresa e suporta positivamente as decisões cotidianas do gestor,
reforçando a sua importância estratégica na sustentabilidade e no crescimento das
microempresas.
BARROS, R. R. et al. Demonstração do �uxo de caixa – sua importância na gestão de uma
microempresa. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 7, n. 3, p. 31894-31905, fev./mar.
2021. 
Referências
BARROS, R. R. et al. Demonstração do �uxo de caixa – sua importância na gestão de uma
microempresa. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 7, n. 3, p. 31894-31905, fev./mar.
2021. Disponível em:
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/download/27250/21541. Acesso
em: 14 mar. 2024. 
CHAGAS, J. G. das. Contabilidade geral e simpli�cada: demonstrações �nanceiras após
alterações na lei das S.As. e as sociedades empresárias à luz do novo Código Civil. 4. ed. São
Paulo: Saraiva Educação, 2019. 
CPC. Pronunciamento Técnico CPC 03 (R2) – Demonstração dos Fluxos de Caixa. [S. l.: s. n.],
2024. Disponível em:
https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/183_CPC_03_R2_rev%2024.pdf. Acesso em: 16
set. 2024. 
FERNANDES, E. C. Demonstração dos �uxos de caixa – DFC: comentários tributários ao
pronunciamento técnico CPC 03 (R2). Revista de Direito Contábil Fiscal, São Paulo, v. 2, n. 4, p.
213-217, jul./dez. 2020. Disponível em:
https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/92/65. Acesso em: 14 mar. 2024. 
IUDÍCIBUS, S. de. Análise de balanços. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2017. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/27250
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/27250
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/download/27250/21541
https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/183_CPC_03_R2_rev%2024.pdf
https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/92/65
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
SILVA, M. C. da. Demonstração de �uxo de caixa do Estado de São Paulo: análises com suporte
da Teoria da Divulgação. Revista de Gestão e Secretariado, São Paulo, v. 14, n. 9, p. 15838-15857,
2023. Disponível em: https://ojs.revistagesec.org.br/secretariado/article/download/2726/1626.
Acesso em: 14 mar. 2024.
Aula 4
Outros Fundamentos das Demonstrações Contábeis
Outros fundamentos das demonstrações contábeis
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computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo
para assistir mesmo sem conexão à internet.
Dica para você
Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua
aprendizagem ainda mais completa.
Olá, estudante!
Nesta videoaula, você estudará os regimes de escrituração contábil e, com isso, compreenderá a
importância e as diferenças dos regimes de caixa e de competência. ao longo do vídeo,
exploraremos como esses regimes garantem a precisão das transações contábeis, in�uenciando
diretamente a apresentação das informações contábeis das empresas.
Prepare-se para essa jornada de aprendizado que enriquecerá sua compreensão sobre
contabilidade introdutória na prática. Vamos lá!
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Nesta aula você aprenderá sobre regimes de escrituração contábil. Nesse sentido, estudaremos
mais detidamente os dois pilares fundamentais do universo contábil: o regime de caixa e o
regime de competência, que são métodos de registro. Ao compreender profundamente como
cada regime funciona e se aplica no contexto empresarial, você poderá para garantir a
conformidade legal e a otimização da saúde �nanceira da empresa.
https://ojs.revistagesec.org.br/secretariado/article/download/2726/1626
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
A questão que guiará esta jornada de aprendizado diz respeito à escolha entre o regime de caixa
e o regime de competência para aplicação. Qual deles oferece a visão mais precisa da realidade
�nanceira de uma empresa? Como essa aplicação in�uencia a tomada de decisões estratégicas?
E mais profundamente, como os conceitos de receitas e despesas são tratados em cada regime?
Essas questões são cruciais, pois, ao entender as nuances desses regimes, você será capaz de
identi�car a importância de cada um deles. Além disso, você verá informações sobre balanços
sucessivos e a tipologia de informações gerada pela contabilidade.
À medida que avançamos, mantenha a mente aberta e curiosa, fazendo conexões entre o que
aprende e como isso se aplica ao mundo real das �nanças e da gestão empresarial. Lembre-se: a
contabilidade é muito mais do que números em um papel; é uma linguagem que, quando bem
interpretada, revela a saúde e o potencial de uma empresa.
Dito isso, você está convidado a embarcar nesta jornada de descoberta conosco. Prepare-se para
explorar ainda mais a área contábil e descobrir como esses conhecimentos fundamentais podem
abrir portas para oportunidades inimagináveis em sua carreira futura!
Bons estudos!
Vamos Começar!
Regimes de escrituração contábil
Os regimes contábeis são sistemas de escrituração contábil essenciais e, frequentemente,
obrigatórios para garantir a consistência e a precisão na contabilização das transações
contábeis. A contabilidade trabalha com dois regimes de escrituração contábil, utilizados para
registrar dados e transformá-los em informações uteis aos usuários: regime de caixa e regime de
competência. 
Regime de caixa
Nesse regime, o foco é a movimentação �nanceira, isto é, entradas e saídas de caixa. As receitas
são reconhecidas quando arrecadadas e/ou as despesas quando pagas, independentemente do
período a que se referem. O registro ocorre quando há movimentação de caixa. Por exemplo, o
regime de caixa é aplicado quando a empresa registra a entrada de valores de vendas à vista ou
quando ocorrem pagamentos de dívidas. Esse regime se caracteriza pela apuração dos
resultados com base nas transações efetivas de caixa. 
Regime de competência
Aqui, as transações, receitas e despesas são reconhecidas e registradas no período em que
ocorrem, independentemente de quando são pagas ou recebidas, ou seja, no momento da sua
ocorrência, independentemente do recebimento ou do pagamento. Assim, no regime de
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
competência, a ênfase não está na movimentação efetiva de recursos, mas no momento da
ocorrência do fato gerador. As receitas e despesas são atribuídas ao exercício �nanceiro em que
efetivamente ocorrem.
Esse método é amplamente reconhecido e endossado pela teoria da contabilidade e pela
legislação tributária, incluindo o Imposto de Renda, por fornecer uma representação precisa e
integral do resultado �nanceiro da empresa (lucro ou prejuízo). Segundo Marion (2023), as
diretrizes fundamentais do regime de competência estipulam que, se ocorrem vendas a prazo
realizadas em dezembro em x1, com recebimentos de vendas previsto para x2, as receitas são
reconhecidas como sendo x1, pois é nesse momento que são efetivamente geradas. Já as
despesas são reconhecidas no período em que ocorrem, independentemente de quando são
pagas. Por exemplo, o pagamento de salários em 10 de janeiro de x2, referente ao trabalho
realizado em dezembro de x1, é contabilizado como despesa de x1, visto que é nesse período
que a despesa incorre. Veja a Figura 1.
Figura 1 | Apuração de resultado. Fonte: Marion (2023, p. 89).
O resultado operacional líquido, portanto, é calculado com base em determinado período,
geralmente anual, subtraindo-se todas as despesas incorridas no período (mesmo que não
pagas) do total de receitas geradas (mesmo que não recebidas). 
Exemplo de regime de competência versus caixa
Considere uma empresa que tenha vendido em x1 R$ 20.000, mas que tenha recebido R$ 12.000
no ato da venda e receberá o restante no futuro. Nesse caso, considere ainda que a organização
teve uma despesa de R$ 16.000 e que pagará, até o últimodia do ano, o montante de R$ 10.000.
A apuração do resultado pela competência e pelo caixa está expressa no exemplo do Quadro 1.
Bloco 1
  Resultado Ativo (caixa) Ativo 
(contas a receber)
Receita 20.000 12.000 8.000
( - ) Despesas (16.000) (10.000)  
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
( = ) Lucro ou
prejuízo 4.000 2.000  
Bloco 2
Passivo 
(contas a pagar)
 
6.000
 
Quadro 1 | Comparativo entre regimes contábeis. Fonte: adaptado de Marion (2023).
 
Repare que, no Quadro 1, a empresa gerou R$ 4.000 de lucro no período e R$ 2.000 de caixa. A
diferença entre o lucro e o caixa é temporal. É justamente a diferença entre aquilo que a empresa
tem para receber e aquilo que ela tem para pagar que torna possível entender que o lucro se
transforma em caixa à medida que a empresa vai pagando o que precisa pagar e vai recebendo o
que precisa receber. Se todas as operações da empresa fossem à vista, o lucro seria igual ao
caixa.
Siga em Frente...
Balanços sucessivos
Balanços sucessivos são um conceito aplicado para demonstrar como as transações (fatos
contábeis) afetam o balanço patrimonial de uma empresa, indicando uma evolução patrimonial.
O �uxo mostrado na Figura 2 pode ser explicado da seguinte forma:
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Figura 2 | Balanços sucessivos
Fatos contábeis: são eventos que provocam mudanças quantitativas ou qualitativas no
patrimônio de uma entidade. Podem ser transações como vendas, compras, pagamentos
ou recebimentos.
Registro dos fatos contábeis: após a ocorrência de um fato contábil, ele deve ser registrado
nos livros contábeis da empresa. Esses registros são conhecidos como lançamentos
contábeis e devem respeitar o princípio da competência.
Balanço patrimonial: com base nesses registros, é elaborado um balanço patrimonial.
Novos fatos contábeis: mesmo após a elaboração de um balanço patrimonial, a empresa
continua a realizar transações. Esses novos eventos econômicos também afetarão o
patrimônio da empresa e precisarão ser registrados e re�etidos em um novo balanço.
"Novo" registro dos fatos contábeis: assim como os fatos contábeis iniciais, os novos fatos
também precisam ser registrados seguindo os princípios contábeis.
Novo balanço patrimonial: após o registro dos novos fatos contábeis, um novo balanço
patrimonial é elaborado para re�etir a nova realidade patrimonial da empresa. Esse
processo é contínuo e cíclico, com o patrimônio sendo constantemente atualizado a cada
novo fato contábil.
A ideia que os balanços sucessivos trazem é a de que a contabilidade de uma empresa é um
processo dinâmico e contínuo, no qual cada transação altera o estado patrimonial da empresa,
mudança re�etida na elaboração de novos balanços patrimoniais. Isso permite que os gestores e
stakeholders tenham uma visão atualizada sobre a evolução patrimonial, algo essencial para o
planejamento e a tomada de decisão. 
Tomada de decisão respaldada
De todo o rol de demonstrações contábeis apresentado pelo CPC 26 e destacado por Iudícibus
(2017), o balanço patrimonial, a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e a
Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) formam o núcleo essencial de informações para uma
análise plena e e�caz da saúde �nanceira e operacional de uma empresa (veja a Figura 3).
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
O balanço patrimonial oferece uma fotogra�a instantânea da situação patrimonial da empresa
em determinado momento, detalhando ativos, passivos e patrimônio líquido. Essa informação
patrimonial é crucial para entender a estrutura de capital da empresa, sua capacidade de gerar
valor no futuro e quanto dessa geração de valor é sustentável a longo prazo. É a base para
análises de solvência e liquidez, pois permite aos investidores e aos gestores avaliarem a
capacidade da empresa de cumprir suas obrigações �nanceiras.
Figura 3 | Tripé básico de informações
Por outro lado, a DRE e a DFC complementam o balanço patrimonial ao oferecerem uma visão
dinâmica do desempenho econômico e �nanceiro da empresa. A DRE expõe a informação
econômica da empresa ao longo de um período, detalhando receitas, custos, despesas e lucros
ou prejuízos. Essa informação econômica serve para entender a e�cácia das operações da
empresa, sua capacidade de gerar lucro a partir de suas atividades centrais e o controle de
custos. A DFC, ao revelar o �uxo real de caixa de operações, investimentos e �nanciamentos,
fornece a base para a gestão �nanceira da empresa, sua capacidade de gerar caixa e �nanciar
suas atividades, expansão ou pagamento de dívidas. Juntos, esses três tipos de informações
oferecem uma base sólida para uma análise completa da empresa, permitindo uma tomada de
decisão respaldada, seja para investimento, seja para gestão, seja para planejamento estratégico,
o que possibilita o exercício do controle.
Vamos Exercitar?
Ao encerrar os estudos sobre regimes de escrituração contábil, �ca evidente que tanto o regime
de caixa quanto o de competência desempenham papéis fundamentais na representação
contábil e na tomada de decisões estratégicas dentro de uma empresa. Através das discussões,
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
pudemos vislumbrar que o regime de caixa se aplica à visão da Demonstração dos Fluxos de
Caixa (DFC), sinalizando movimentações efetivas de entrada e saída �nanceira, ao passo que o
regime de competência é trabalhado nas demais demonstrações contábeis para registrar os
eventos segundo a competência.
A questão inicial da aula propunha a re�exão sobre qual dos regimes proporcionaria a melhor
base para decisões estratégicas e como cada um trataria conceitos como receitas e despesas.
Concluímos que o regime de competência, ao reconhecer receitas e despesas no momento em
que ocorrem, independentemente do �uxo de caixa, oferece uma representação mais acurada do
desempenho econômico de uma empresa em um período. Isso facilita uma análise mais
aprofundada da lucratividade e da e�ciência operacional, sendo essencial para o planejamento a
longo prazo e a sustentabilidade �nanceira.
Por outro lado, o regime de caixa, ao focar nas entradas e nas saídas reais de caixa, é insuperável
para entender a liquidez da empresa e sua capacidade de gerenciar o �uxo de caixa no curto
prazo. Isso é útil para as empresas entenderem onde a gestão de caixa é crítica para a
sobrevivência.
Integrando essa compreensão com os conceitos de balanços sucessivos e a tipologia de
informações geradas pela contabilidade, destacamos como cada transação afeta o patrimônio
da empresa e como isso é re�etido nos relatórios �nanceiros. Isso reforça a ideia de que a
contabilidade é uma ferramenta dinâmica e vital para o planejamento e o controle �nanceiro.
Agora, convidamos você, estudante, a ponderar sobre os efeitos dos eventos contábeis, como
operações de compra e venda, e sobre as demonstrações contábeis, considerando os regimes de
caixa e de competência. A contabilidade, em sua essência, é a linguagem dos negócios. Logo, ao
dominá-la e ao compreender profundamente os princípios que regem os regimes de escrituração
contábil, você se equipará não apenas para enfrentar desa�os �nanceiros e operacionais, mas
também para identi�car oportunidades de crescimento e inovação.
Esperamos que esta aula tenha ampliado sua perspectiva sobre o papel crítico da contabilidade
na gestão empresarial e motivado você a aplicar esses conhecimentos no avanço de sua carreira
pro�ssional. Até a próxima!
Saiba mais
Estudante, se você deseja aumentar ainda mais sua capacidade de pensar criticamente nos
conteúdos de contabilidade, leia os textos indicados a seguir.
Saiba mais sobre a implementação do regime contábil de competência no setor público
brasileiro, focando no registro de receitas e despesas conforme o fator gerador,
independentemente do recebimento ou do pagamento. Através de uma análise teórica,
examinou-se a adoção desse regime sob perspectivas orçamentária e patrimonial, revelando
dúvidas sobre sua aplicação tanto no Brasil quanto no exterior, especialmente em relação à
Disciplina
CONTABILIDADEPor outro lado, os usuários externos são aqueles que estão do lado de fora de uma empresa, mas
que detêm algum tipo de interesse a respeito da empresa por serem partes interessadas. Há
uma gama diversi�cada de usuários externos: investidores, como sócios ou acionistas, procuram
analisar a rentabilidade através de relatórios contábeis; fornecedores e bancos estão
interessados na capacidade de pagamento da empresa; enquanto o governo foca na
arrecadação de impostos. Outros grupos, como empregados, sindicatos e concorrentes, também
se interessam pelas informações contábeis para conhecer melhor a posição patrimonial,
econômica e �nanceira da empresa.
Dito isso, o Quadro 1 traz exemplos de usuários internos e externos da contabilidade.
USUÁRIOS INTERNOS USUÁRIOS EXTRNOS
Sócios (empreendedores) Investidores
Gerentes Fornecedores
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Diretores Governos
Conselhos internos Sindicatos
Administradores Bancos
Funcionários Concorrentes
Quadro 1 | Exemplos de usuários da informação contábil
 
Essencialmente, a contabilidade busca atender a todos que dela necessitem para o processo de
tomada de decisão. Com isso, compreendemos quão importante é o papel que a contabilidade
desempenha em toda a sociedade. Uma ilustração interessante para re�etirmos sobre isso é a
de que “uma empresa sem boa Contabilidade é como um barco, em alto-mar, sem bússola,
totalmente à deriva” (Marion, 2023, p. 24).
 
Vamos Exercitar?
Nesta aula, você foi introduzido aos fundamentos da disciplina, de modo que aprendeu sobre o
papel da contabilidade nas organizações, o patrimônio como foco de estudo e como ela é
indispensável na tomada de decisões para os usuários. Agora é hora de avançarmos, conectando
os conceitos abordados a as re�exões profundas sobre o tema.
Considere o seguinte cenário: você tem uma quantia de dinheiro poupada e surge a oportunidade
de investir em uma empresa. Como investidor, você optaria por fazer o investimento
imediatamente ou buscaria mais informações sobre a empresa para informar sua decisão?
Provavelmente, optaria pelo segundo cenário, buscando garantir a segurança do seu
investimento. Isso nos leva a ponderar: emprestaríamos dinheiro ou faríamos negócios sem
conhecer as partes envolvidas?
Nesse contexto, a contabilidade desempenha um papel vital para a sociedade ao produzir e
distribuir informações para seus usuários, facilitando as tomadas de decisão. Além de seu
impacto nas organizações, a contabilidade afeta investidores, credores e outros stakeholders,
demonstrando a amplitude e a importância da informação contábil. Ressaltamos que
informações contábeis fortalecem a con�ança e a credibilidade das empresas, in�uenciando de
maneira positiva as decisões de investimento e parcerias.
Com os fundamentos estabelecidos, continue nessa jornada de aprendizado contábil. Até a
próxima!
Saiba mais
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Que tal mergulhar ainda mais nos assuntos que você está aprendendo? Para aumentar ainda
mais a sua capacidade de pensar criticamente no conteúdo desta aula, faça as leituras
recomendadas a seguir.
Saiba mais sobre como a contabilidade é importante para as empresas por oferecer suporte não
só em questões �scais, mas também na gestão, com informações precisas e relatórios úteis
para melhorar a competitividade. O estudo apresentado a seguir analisou o uso da contabilidade
por micro e pequenas empresas na Serra Gaúcha, adotando uma metodologia de pesquisa
descritiva, qualitativa e do tipo survey. Os achados revelam que gestores valorizam e
frequentemente usam dados contábeis na administração de seus negócios, com destaque para o
papel consultivo do contador. Contudo, algumas críticas emergiram, como a utilização dessas
informações majoritariamente para atender obrigações legais.
VACARI, S. S. et al. A Contabilidade como Ferramenta de Gestão e Incremento da
Competitividade para Micro e Pequenas Empresas. Revista Conhecimento Contábil, Mossoró, v.
13, n. 2, p. 71-92, 2023. 
Leia, agora, sobre como a teoria da contabilidade afeta o propósito dos relatórios �nanceiros de
uso geral, analisando trabalhos de renomados pesquisadores da área nos Estados Unidos e no
Reino Unido. Com essas pesquisas, descobriu-se que a teoria contábil britânica teve uma
in�uência signi�cativa na estrutura conceitual de 1989, enquanto as versões de 2010 e 2018 se
alinharam mais com a perspectiva americana, priorizando investidores e credores. Conclui-se
que, como as estruturas conceituais re�etem as teorias contábeis dessas regiões, in�uenciadas
pelas contribuições de pesquisadores envolvidos em entidades pro�ssionais importantes, as
diretrizes do IASB acabam sendo afetadas, o que, via pronunciamentos contábeis, impacta a
realidade brasileira. Descubra mais!
IUDÍCIBUS, S. de et al. In�uência da teoria da contabilidade no objetivo do relatório �nanceiro de
�nalidade geral. Revista Contemporânea de Contabilidade, Florianópolis, v. 19, n. 50, p. 107-121,
jan./mar. 2022.
Entenda como a contabilidade evoluiu para um importante recurso de gestão empresarial,
essencial para o planejamento, a execução, o controle e a prevenção de problemas nas
organizações. O estudo apresentado a seguir buscou evidenciar a relevância da contabilidade
gerencial para o sucesso de micro e pequenas empresas através de uma revisão sistemática de
literatura que examinou artigos publicados de 2015 a 2020 no SciELO e no Google Acadêmico.
Os resultados indicaram que, apesar de a contabilidade gerencial contribuir positivamente para o
desempenho dessas empresas, muitas ainda a utilizam de forma limitada devido à falta de
conhecimento gerencial e di�culdades de comunicação com contadores. Conclui-se, portanto,
que o uso e�caz da contabilidade gerencial pode fomentar um planejamento mais assertivo e
melhorar o desempenho no mercado das micro e pequenas empresas.
MARCELINO, J. A. et al. Contabilidade gerencial como ferramenta de apoio à gestão de pequenas
empresas. Revista Controladoria e Gestão, [s. l.], v. 2, n. 2, p. 469-485, jul./dez. 2021.
https://periodicos.apps.uern.br/index.php/RCC/article/view/5302
https://periodicos.apps.uern.br/index.php/RCC/article/view/5302
https://periodicos.ufsc.br/index.php/contabilidade/article/view/79548
https://periodicos.ufsc.br/index.php/contabilidade/article/view/79548
https://periodicos.ufs.br/rcg/article/view/15244
https://periodicos.ufs.br/rcg/article/view/15244
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Referências
EQUIPE DE PROFESSORES FEA-USP. Contabilidade Introdutória. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2023.
IUDICIBUS, S. de. Teoria da Contabilidade. 12 ed. Rio de Janeiro: Atlas, 2021.
IUDÍCIBUS, S. de. Teoria da contabilidade. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2023.
IUDÍCIBUS, S. de et al. In�uência da teoria da contabilidade no objetivo do relatório �nanceiro de
�nalidade geral. Revista Contemporânea de Contabilidade, Florianópolis, v. 19, n. 50, p. 107-121,
jan./mar. 2022. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/8255988.pdf. Acesso
em: 14 set. 2024.
MARCELINO, J. A. et al. Contabilidade gerencial como ferramenta de apoio à gestão de pequenas
empresas. Revista Controladoria e Gestão, [s. l.], v. 2, n. 2, p. 469-485, jul./dez. 2021. Disponível
em: https://periodicos.ufs.br/rcg/article/download/15244/11816. Acesso em: 14 set. 2024.
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023.
PADOVEZE, C. L. Manual de Contabilidade Básica - Contabilidade Introdutória e Intermediária, 10ª
edição. Rio de Janeiro: Atlas, 2016.
PADOVEZE, C. L. Manual de contabilidade básica: contabilidade introdutória e intermediária. 10.
ed. São Paulo: Atlas, 2018.
VACARI, S. S. et al. A Contabilidade como Ferramenta de Gestão e Incremento da
Competitividade para Micro e Pequenas Empresas. Revista Conhecimento Contábil, Mossoró, v.
13, n. 2, p. 71-92, 2023. Disponível em:
https://periodicos.apps.uern.br/index.php/RCC/article/download/5302/3880. Acesso em: 14 set.
2024.
Aula 2
Bases Legais e Normativas e Pilares da Contabilidade
Bases Legais e NormativasINTRODUTÓRIA
elaboração de orçamentos e ao tratamento de receitas orçamentárias. O estudo sugere que há
uma lacuna de conhecimento signi�cativa impedindo sua implementação e�caz no setor público
brasileiro, indicando uma necessidade urgente de desenvolvimento de competências nessa área.
Este ensaio contribui para o debate acadêmico sobre o regime de competência e incentiva
pesquisas futuras para esclarecer as incertezas identi�cadas. Não deixe de conferi-lo!
SILVA, M. C. da; OLIVEIRA, E. J. de. Ensaio teórico sobre a adoção do regime de competência no
setor público brasileiro: uma questão de competência ou incompetência?  Cuadernos de
Educación y Desarrollo, [s. l.], v. 16, n. 1, p. 2102-2123, 2024. 
A contabilidade, apesar de sua importância tanto para o controle gerencial quanto para a
prestação de contas, é frequentemente negligenciada por empresas de menor porte,
in�uenciadas por regimes de tributação que focam na manutenção do livro caixa, como o lucro
presumido e o simples nacional. Esse cenário destaca a necessidade de se observar a
obrigatoriedade da escrituração contábil para todas as empresas, independentemente do regime
tributário, pois a contabilidade não só oferece uma visão precisa da situação econômica e da
performance da entidade, mas também serve como uma ferramenta de gestão essencial, além
de protegê-la contra a desconsideração da personalidade jurídica e possibilitar a distribuição
isenta de lucros e dividendos. A legislação, especialmente o Código Civil de 2002, reforça a
obrigatoriedade da escrituração contábil para empresários e sociedades empresárias,
sublinhando sua relevância e a necessidade dela para uma gestão e�caz e em conformidade
legal.
EVARISTO, A. Mas a�nal, é obrigatória a escrituração contábil para todas as empresas?. Revista
de Direito Contábil Fiscal, São Paulo, v. 5, n. 9, p. 97-109, 2023.
A relação entre contabilidade e direito tributário se intensi�ca com as normas internacionais de
contabilidade (IFRS), que promovem alterações signi�cativas nos princípios contábeis e
impactam diretamente o âmbito tributário. A contabilidade, adaptando-se às IFRS, passou por
uma reinterpretação de seus princípios, como a prevalência da essência sobre a forma, enquanto
o direito tributário incorporou e adaptou essas mudanças aos seus próprios princípios,
destacando-se a neutralidade e a rastreabilidade.
Aproximações entre essas áreas incluem a reconhecida importância dos princípios contábeis no
direito tributário e a adaptação de ambos aos padrões IFRS. Contudo, distanciamentos surgem
na interpretação e na aplicação dos princípios, especialmente na preferência da contabilidade
pela subjetividade, em contraste com a objetividade mais estrita do direito tributário. Essas
diferenças re�etem a complexidade e a necessidade de constante diálogo entre as duas áreas
frente às inovações internacionais de contabilidade.
Leia o texto a seguir e descubra mais sobre essa relação.
MOREIRA, J. G. Princípios contábeis e �scais: aproximações e distanciamentos pós-IFRS. Revista
de Direito Contábil Fiscal, São Paulo, v. 3, n. 5, p. 111-135, 2021.
https://ojs.europubpublications.com/ojs/index.php/ced/article/view/3141
https://ojs.europubpublications.com/ojs/index.php/ced/article/view/3141
https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/16/109
https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/view/73
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Referências
CPC. Pronunciamento Técnico CPC 26 (R1) – Apresentação das Demonstrações Contábeis. [S. l.:
s. n.], 2023. Disponível em:
https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf. Acesso em: 15
set. de 2024. 
EVARISTO, A. Mas a�nal, é obrigatória a escrituração contábil para todas as empresas? Revista
de Direito Contábil Fiscal, São Paulo, v. 5, n. 9, p. 97-109, 2023. Disponível em:
https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/16/109. Acesso em: 14 mar. 2024. 
IUDÍCIBUS, S. de. Análise de balanços. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2017. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
MOREIRA, J. G. Princípios contábeis e �scais: aproximações e distanciamentos pós-IFRS. Revista
de Direito Contábil Fiscal, São Paulo, v. 3, n. 5, p. 111-135, 2021. Disponível em:
https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/73/47. Acesso em: 14 mar. 2024. 
SILVA, M. C. da; OLIVEIRA, E. J. de. Ensaio teórico sobre a adoção do regime de competência no
setor público brasileiro: uma questão de competência ou incompetência? Cuadernos de
Educación y Desarrollo, [s. l.], v. 16, n. 1, p. 2102-2123, 2024. Disponível em:
https://ojs.europubpublications.com/ojs/index.php/ced/article/download/3141/2640. Acesso
em 14 mar. 2024.
Aula 5
Encerramento da Unidade
Demonstrações contábeis
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Dica para você
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aprendizagem ainda mais completa.
https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf
https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/16/109
https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/73/47
https://ojs.europubpublications.com/ojs/index.php/ced/article/download/3141/2640
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Olá, estudante!
Nesta videoaula de encerramento, considerando a teoria das origens e as aplicações de recursos,
você relembrará as principais demonstrações contábeis – ativo, passivo, patrimônio líquido, entre
outros – e recordará a importância da estrutura patrimonial, do resultado econômico e dos �uxos
de caixa para a prática pro�ssional.
Esse conhecimento é fundamental, pois permite que você interprete e gerencie as �nanças de
uma organização e�cientemente ou mesmo que apoie o processo decisório dos usuários.
Bons estudos!
Ponto de Chegada
Olá, estudante!
Para desenvolver as competências desta unidade, que são conhecer a estrutura e os elementos
do balanço patrimonial; interpretar os resultados para avaliar a situação �nanceira e patrimonial
da empresa em determinado momento; e compreender a Demonstração dos Resultados do
Exercício (DRE) e a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), você teve de, primeiramente,
conhecer os conceitos fundamentais que sustentam as práticas contábeis modernas.
Sua jornada começou com a teoria das origens e as aplicações de recursos, essencial para
entender como os recursos são mobilizados dentro de uma empresa e como impactam
diretamente o ativo, o passivo e o patrimônio líquido. Esses elementos formam a base da
estrutura patrimonial, sendo importantes para a análise e a interpretação do balanço patrimonial.
Ao explorar os conceitos de receitas e despesas, você se preparou para compreender a
Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), uma ferramenta dedutiva que classi�ca e agrupa
resultados para apurar o resultado líquido da empresa. A estrutura do resultado econômico,
detalhada na DRE, revela o desempenho operacional de uma organização.
Além disso, o estudo dos fundamentos de �uxos de caixa, incluindo os pagamentos e
recebimentos organizados em �uxos, permitiu-lhe compreender como acompanhar as
movimentações �nanceiras da empresa. Isso é fundamental para analisar as fontes e os usos de
caixa ao longo do tempo, uma vez que oferece uma perspectiva clara sobre a saúde �nanceira da
empresa.
Mais adiante, a compreensão dos regimes contábeis ampliou sua visão sobre como as
transações são reconhecidas e registradas, afetando as demonstrações contábeis. O
entendimento da prática de balanços sucessivos, por sua vez, permitiu-lhe conhecer como
acompanhar a evolução patrimonial da empresa ao longo do tempo.
Finalmente, após todo esse estudo, esperamos que você esteja apto a identi�car e aplicar os
conceitos fundamentais de contabilidade relativos às principais demonstrações contábeis,
valorizando as informações patrimoniais,econômicas e �nanceiras que o orientam na
identi�cação e no uso correto das informações para a tomada de decisão.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
É Hora de Praticar!
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Paulo, motivado pelo desejo de empreender diante do desemprego e da proximidade com o
período natalino, identi�cou uma oportunidade de negócio em sua comunidade. Observando que
o preço do papel de embrulho era consideravelmente elevado nas lojas locais, decidiu adquirir
esse material de um fornecedor da região e revendê-lo nas imediações de sua residência. Com
um investimento inicial de R$ 40,00, proveniente de seus próprios recursos, Paulo deu início à sua
empreitada.
No primeiro dia de atividade, uma segunda-feira, ele realizou a compra de papéis de embrulho no
valor de R$ 40,00 e conseguiu vender 3/4 do total adquirido por R$45,00.
Diante desse cenário, surgem as seguintes questões para análise:
Qual foi a movimentação �nanceira de Paulo nesse primeiro dia de vendas?
Como se caracterizou o desempenho �nanceiro da iniciativa de Paulo nessa data,
considerando-se a relação entre lucro e prejuízo?
Qual era a situação patrimonial da empreitada de Paulo ao término desse dia?
Para solidi�car seu entendimento e sua re�exão sobre esses conteúdos, considere as seguintes
perguntas:
Como a compreensão da estrutura do balanço patrimonial pode in�uenciar a tomada de
decisões estratégicas dentro de uma empresa?
De que maneira a análise da Demonstração dos Resultados do Exercício (DRE) ajuda a
identi�car áreas de melhoria ou preocupação na performance da empresa?
Quais percepções podem ser obtidas ao analisar a Demonstração dos Fluxos de Caixa
(DFC) e como eles afetam a gestão �nanceira de longo prazo da empresa?
Para resolver esse estudo de caso, vamos analisar a movimentação de caixa, o desempenho
�nanceiro e a riqueza patrimonial da empresa de Paulo na segunda-feira, considerando as
informações fornecidas. 
Movimentação de caixa na segunda-feira
A movimentação de caixa (Quadro 1) refere-se a todas as entradas e saídas de dinheiro em caixa
da empresa de Paulo, em determinado período, neste caso, na segunda-feira. Um caixa líquido de
R$ 5,00, que corresponde à diferença entre o saldo inicial de caixa e o saldo �nal, é apresentado
no período.
Movimentação na Demonstração dos Fluxos de Caixa Valor (R$)
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Saldo de caixa inicial (aportado por Paulo) 40
Caixa gerado pela venda do papel de presente 45
Caixa consumido para pagar o papel de presente ( 40 )
Saldo de caixa �nal 45
Quadro 1 | Fluxo de caixa
 
Desempenho (lucro ou prejuízo) na segunda-feira
O desempenho da empresa de Paulo (Quadro 2) pode ser medido pelo aspecto econômico de
lucro ou prejuízo obtido pela atividade na segunda-feira. O lucro ou o prejuízo é calculado como a
diferença entre as receitas de vendas e os custos dos produtos vendidos.
Movimentação na Demonstração dos Resultado do Exercício Valor (R$)
Receita de vendas 45
Custo das mercadorias vendidas ( 3/4 de R$ 40) ( 30 )
Lucro obtido 15
Quadro 2 | Resultado econômico
 
Veja que a atividade apresentou receitas de vendas de R$ 45,00 (vendas de 3/4 das unidades
compradas) e custo dos produtos vendidos (CPV) de $ 30,00. O cálculo do CPV, considera que
Paulo vendeu 3/4 das unidades que comprou por R$ 40,00. Portanto, o CPV corresponde ao
custo dessas unidades vendidas.
Lucro (ou prejuízo) = R$ 45 - R$ 30 = R$15
Repare que até o momento houve uma geração de R$ 5,00 no caixa e uma geração de R$ 15,00
no lucro. Essa diferença é justi�cada pelo fato de que apenas parte do custo pago foi
efetivamente realizado, ou seja, ainda existe 1/4 dos valores dos papéis de embrulho no estoque,
que corresponde a R$ 10,00.
Riqueza patrimonial na segunda-feira
A riqueza patrimonial da empresa de Paulo (Quadro 3) ao �nal da segunda-feira é representada
pelo seu patrimônio líquido, que é a diferença entre o ativo (o que a empresa possui) e o passivo
(o que a empresa deve). Nesse caso, como Paulo começou com R$ 40,00 de seu próprio dinheiro
e não há menção de dívidas, o patrimônio líquido inicial era de R$ 40,00. Após as operações do
dia, precisamos ajustar o patrimônio líquido com o lucro obtido e considerar os ativos restantes
(papel de embrulho não vendido).
Balanço Patrimonial
Ativo circulante 55 Passivo
circulante
0
Caixa 45    
Estoques de
mercadorias ( ¼ de
40)
10    
Ativo não circulante 0 Passivo não
circulante
0
    Patrimônio
líquido
55
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
    Recursos
próprios
55
Total de ativos 55 Total de
passivos/PL
55
Quadro 3 | Riqueza patrimonial
 
Com base nos cálculos realizados, a movimentação líquida de caixa de Paulo foi de R$5,00. Isso
indica que, após considerar as entradas e saídas de caixa relacionadas às operações do dia, o
caixa da empresa aumentou em R$ 5,00.
O desempenho (lucro ou prejuízo) da empresa na segunda-feira foi de R$ 15,00. Esse lucro foi
obtido pela diferença entre a receita de vendas (R$ 45,00) e o custo dos produtos vendidos (R$
30,00), considerando que 3/4 das unidades foram vendidas.
A riqueza patrimonial, ou o patrimônio líquido da empresa de Paulo, ao �nal da segunda-feira, foi
de R$ 55,00. Esse valor re�ete o ativo total da empresa, que inclui o caixa após as vendas, o valor
dos papéis de embrulho não vendidos e o caixa inicial, indicando o total de recursos �nanceiros e
ativos que a empresa possui.
Esse estudo de caso demonstra como a aplicação prática dos conceitos de balanço patrimonial,
DRE e DFC pode fornecer uma compreensão valiosa sobre a saúde �nanceira e o desempenho de
uma empresa. Ao acompanhar a movimentação de caixa, avaliar o desempenho econômico
através do lucro ou do prejuízo e entender a composição e a variação do patrimônio líquido, os
gestores podem tomar decisões mais conscientes para o sucesso do negócio.
O mapa mental a seguir aborda os conceitos fundamentais e as estruturas das demonstrações
contábeis, essenciais para a compreensão da situação �nanceira, econômica e patrimonial de
uma entidade.
No balanço patrimonial, tem-se a teoria das origens e as aplicações de recursos, nas quais estão
detalhadas as fontes de recursos (origens) e suas respectivas aplicações, bem como a estrutura
patrimonial, que inclui a categorização do ativo em circulante e não circulante e do passivo em
circulante e não circulante, ordenados por liquidez e exigibilidade, respectivamente, além do
patrimônio líquido.
Na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), explora-se a estrutura dedutiva dos
resultados econômicos, envolvendo receitas, despesas e a classi�cação dos resultados. Na
Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), analisam-se os fundamentos dos �uxos de caixa,
incluindo as entradas e saídas de caixa organizadas em atividades operacionais, de investimento
e de �nanciamento.
Por �m, abordam-se outros fundamentos, como os regimes contábeis de competência e de
caixa, além dos balanços sucessivos, oferecendo uma visão abrangente sobre a mecânica e a
interpretação das demonstrações contábeis.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Título 1 | Mapa mental
BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga dispositivos da Lei nº 6.404,
de 15 de dezembro de 1976, e da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende às
sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações
�nanceiras. Brasília: Presidência da República, 2007. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm. Acesso em: 16 set.
2024. 
CPC. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. [S.
l.: s. n.], 2019. Disponível em: http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf.
Acesso em: 14 set. de 2024. 
CPC. Pronunciamento Técnico CPC 26 (R1) – Apresentação das Demonstrações Contábeis. [S. l.:s. n.], 2023. Disponível em:
https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf. Acesso em: 15
set. de 2024. 
IUDÍCIBUS, S. de. Análise de balanços. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2017. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023.
,
Unidade 3
Ciclo Contábil
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm
http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf
https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Aula 1
Método das Partidas Dobradas
Método das partidas dobradas
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Nesta videoaula, em que estudará a escrituração contábil, você conhecerá o método da
contabilidade para a realização dos registros contábeis e aprenderá sobre o registro dos
elementos patrimoniais, a importância das contas contábeis e como débitos e créditos
in�uenciam o equilíbrio �nanceiro e os aspectos em torno do método das partidas dobradas.
Esse conhecimento apoiará sua prática pro�ssional no mundo dos negócios. Não perca a chance
de aprimorar suas habilidades contábeis. Vamos lá!
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Nesta aula, você percorrerá uma jornada pelo mundo da contabilidade, explorando a metodologia
contábil de registro conhecida como método das partidas dobradas. Nesse sentido, você
estudará desde a identi�cação de transações que alteram o patrimônio, o uso e a classi�cação
das contas contábeis até a realização de lançamentos contábeis. A importância desta aula
reside na capacidade de entender como eventos econômicos são traduzidos em registros
contábeis que re�etem a saúde �nanceira de uma empresa, permitindo uma análise precisa de
seu estado patrimonial e de resultados. Com isso, nosso foco será desvendar a complexidade
das contas contábeis, o método das partidas dobradas e o processo de lançamentos contábeis,
conceitos fundamentais no campo da contabilidade por fornecerem a base para a construção de
relatórios contábeis precisos e con�áveis.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
As questões que guiarão nossa discussão nos levarão a entender como os registros afetam a
interpretação dos dados contábeis e, consequentemente, as decisões gerenciais. São elas:
Como a escolha de uma conta contábil especí�ca pode afetar a apresentação da
informação?
De que maneira o método das partidas dobradas garante a integridade dos registros
contábeis?
Tenha-as sempre em mente ao longo de seus estudos, pois elas serão essenciais para o
entendimento prático da contabilidade.
Ao �nal desta aula, você será capaz de navegar com con�ança pelo mar dos registros contábeis,
pois terá compreendido não apenas como registrar eventos econômicos, mas também como
interpretá-los. Esse conhecimento é basilar, não só para aqueles que aspiram a uma carreira em
contabilidade, mas também para qualquer pro�ssional envolvido na gestão empresarial.
Portanto, embarque nesta jornada de aprendizado e descubra como aplicar esses conceitos na
prática, preparando-se para enfrentar os desa�os do mundo empresarial com conhecimento e
competência.
Bons estudos!
Vamos Começar!
Metodologia contábil para o registro
A metodologia contábil tem como �nalidade gerenciar o patrimônio de uma empresa, apoiando
decisões através do registro e da análise das variações patrimoniais. Isso envolve identi�car
eventos que impactam ativos e passivos, bem como despesas e receitas, para avaliar o valor
atual dos ativos e dos passivos e o total acumulado de despesas e receitas, seguindo os
princípios contábeis. Resumidamente, inclui: identi�cação de transações que alteram o
patrimônio, método de registro contábil, uso de contas contábeis para organizar a escrituração,
avaliação monetária das transações, aplicação de critérios de valorização, classi�cação das
contas para relatórios e estruturação dos relatórios para usuários da informação contábil.
Na prática, a identi�cação de transações diferencia atos não registráveis, como pedidos de
compra sem recebimento de mercadoria, de eventos com impacto patrimonial efetivo, como
perdas por danos materiais, que devem ser registradas. A escrituração contábil é feita através do
método das partidas dobradas, por meio do qual se registra cada transação com seus valores
especí�cos por meio de contas contábeis que funcionam como categorias para agrupar
transações similares, facilitando a análise e o controle �nanceiro. 
Contas contábeis
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Uma conta contábil é a representação de elementos patrimoniais, que podem abranger itens
idênticos ou similares para facilitar a gestão e a tomada de decisões empresariais. Ela é
essencial para registrar transações como compras, vendas ou despesas. Essas contas podem
representar um único elemento patrimonial ou agrupar vários, escolha que depende da utilidade
gerencial.
A conta contábil é essencial para registrar variações patrimoniais, o que é feito através de um
sistema no qual cada elemento patrimonial pode ser controlado conforme suas alterações. Os
pro�ssionais contábeis padronizam os nomes das contas para facilitar o entendimento universal.
Exemplos incluem o registro de um carro na conta “Veículos”, dinheiro em espécie na conta
“Caixa”, imóveis na conta “Imóveis”, economias na conta “Aplicações �nanceiras” e dívidas em
“Financiamentos”, conforme ilustrado na Figura 1.
Figura 1 | Exemplo de contas contábeis. Fonte: Padoveze (2017, p. 58).
A função da conta contábil é capturar registros contábeis, proporcionando uma análise detalhada
e acumulativa das transações e dos eventos econômicos, o que facilita o gerenciamento dos
elementos patrimoniais envolvidos. As contas são classi�cadas conforme sua natureza
patrimonial e o processo de lançamento contábil, destacando-se entre elas as contas
patrimoniais, que re�etem os ativos e passivos; as contas de resultado, que registram despesas
e receitas de um período e são zeradas ao seu término; e as contas transitórias, usadas para
calcular o resultado do período, como lucro ou prejuízo, sendo a conta de lucros ou prejuízos
acumulados um exemplo, ao centralizar os resultados das confrontações entre receitas e
despesas para determinar o resultado �nal.
Siga em Frente...
Débito e crédito
Na contabilidade, os termos “débito” e “crédito” referem-se aos lados esquerdo e direito de uma
conta contábil em um razonete, respectivamente, substituindo as designações de “lado
esquerdo” e “lado direito”. Os débitos e créditos geram efeitos diferentes a depender do tipo de
conta contábil. Por exemplo, contas de ativo aumentam o seu valor quando sofrem débitos e
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
reduzem quando sofrem créditos. Contas de passivo aumentam o seu valor quando sofrem
créditos e reduzem quando sofrem débitos.
O método das partidas dobradas baseia-se na ideia de que cada transação deve ser registrada
em pelo menos duas contas, com uma denominada “partida” e a outra “contrapartida”, podendo
esses termos se aplicarem tanto ao débito quanto ao crédito, dependendo da conta alterada, o
que mantém o equilíbrio patrimonial expresso pela equação patrimonial. Isso signi�ca que cada
débito em uma conta corresponde a um crédito de igual valor em outra, re�etindo a relação de
causa e efeito nas variações patrimoniais, seja de ativos, seja de passivos, seja de despesas ou
receitas. 
Lançamentos contábeis
O lançamento contábil é o processo de registro dos fatos contábeis, que segue o método das
partidas dobradas por basear-se no princípio de que cada débito deve corresponder a um crédito
equivalente (ou que a soma dos débitos deve igualar-se a soma dos créditos), evidenciando a
origem e a aplicação de recursos. A prática da escrituraçãoexige aderência a um conjunto de
procedimentos e técnicas especí�cas.
Os lançamentos contábeis devem incluir informações essenciais como local e data do registro,
contas devedoras e credoras, histórico e valor da operação. O histórico do lançamento deve ser
claro e objetivo, contendo informações adicionais sem repetir os dados já registrados. Os
registros contábeis devem ser realizados na moeda do país, devem estar ordenados
cronologicamente e precisam estar baseados sempre em documentos que comprovem o fato
contábil. Quando ocorre um registro fora do período adequado ou há necessidade de correção,
deve-se documentar a data real do evento e os motivos do registro tardio ou da reti�cação.
A preparação de um lançamento contábil envolve a identi�cação do documento que comprova a
operação, a determinação do local e da data do fato contábil, a identi�cação da origem e da
aplicação de recursos e a seleção das contas a serem debitadas e creditadas, além da
elaboração de um histórico detalhado.
A Figura 2 demonstra o lançamento da aquisição de um veículo em 10 de janeiro de x1, pelo valor
de R$ 30.000,00, �nanciado em 10 parcelas através de uma instituição �nanceira. Esse exemplo
destaca a importância de iniciar o lançamento com a(s) conta(s) devedora(s), as quais indicam a
aplicação dos recursos. Depois, são registradas as contas credoras, que representam a origem
dos recursos.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Figura 2 | Exemplo de lançamento contábil. Fonte: Carvalho, Guimarães e Cruz (2019, p. 68).
A numeração de identi�cação vincula o lançamento, no diário contábil, ao respectivo registro no
livro-razão e ao documento que deu origem a tal registro. Na ausência de um documento
especí�co, eventos contábeis podem servir como base, uma prática usual em ajustes de
entradas contábeis. Os registros são efetivamente realizados em um livro chamado diário de
lançamento contábil (livro-diário). Embora tradicionalmente realizada de forma manual, a maioria
dos lançamentos contábeis hoje é feita por meio de softwares, mantendo a lógica do método das
partidas dobradas. 
Resumo da regra do método das partidas dobradas
Segundo Marion (2023), nos regimes contábeis o razonete registra individualmente as
movimentações contábeis de cada conta, apresentando o título dela no topo e diferenciando os
aumentos e as diminuições em lados opostos. Para contas de ativo, por exemplo, aumentos são
lançados à esquerda e diminuições à direita, re�etindo sua posição no lado esquerdo do balanço
patrimonial. Em contraste, para contas de passivo e patrimônio líquido, localizadas no lado
direito do balanço, os aumentos são registrados à direita e as diminuições à esquerda, invertendo
a lógica do ativo, segundo a qual o lado direito representa valores positivos e o esquerdo
negativos. Essa regra é resumida no Quadro 1, que mostra o efeito dessa regra para as contas
contábeis, conforme a natureza da conta, isto é, conforme a posição do saldo remanescente na
conta, em um razonete (se à esquerda, devedora; se à direita, credora).
Bloco 1
Contas de: Natureza da conta  DEVEDORA CREDORA
Ativo X   Aumentam a débito
Despesa X  
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Redutora de
passivo/PL X  
Passivo   X
Reduzem a débitoPatrimônio líquido   X
Receitas   X
Redutora de ativo   X
Bloco 2
  Reduzem a crédito
Aumentam a crédito
Quadro 1 | Síntese da regra do método das partidas dobradas
 
Cabe destacar que existem exceções em relação à regra, pois as contas transitórias de apuração
do resultado e de lucros ou prejuízos acumulados podem ser devedoras ou credoras, dada a
possibilidade de representarem lucros ou prejuízos apurados.
Vamos Exercitar?
Estudante, você chegou ao �nal desta aula explorando as regras do método das partidas
dobradas, que lhe proporciona a base para traduzir fatos em registros que espelham a saúde
�nanceira de uma empresa e que, mais tarde, se tornarão relatórios. Você aprendeu os conceitos
das contas contábeis, conheceu o método das partidas dobradas e se aprofundou no processo
de lançamentos contábeis por meio de débitos e créditos. Esses elementos são fundamentais
para a construção de relatórios contábeis precisos, indispensáveis para a tomada de decisões.
As questões apresentadas no início da aula, a respeito da maneira como a escolha de uma conta
contábil especí�ca pode afetar a apresentação da informação e a garantia de integridade dos
registros pelo método das partidas dobradas, foram abordadas e esclarecidas ao longo das
discussões. Aprendemos que a escolha adequada de uma conta contábil não apenas afeta a
clareza e a precisão do registro de uma transação, mas também pode in�uenciar
signi�cativamente a interpretação dos dados contábeis. Além disso, compreendemos que o
método das partidas dobradas, ao exigir que cada débito tenha um crédito correspondente,
garante o equilíbrio do sistema contábil, re�etindo com precisão as movimentações patrimoniais
e assegurando a con�abilidade dos registros �nanceiros.
As discussões realizadas e os conteúdos explorados oferecem um caminho sólido para resolver
as questões propostas, fornecendo a você, estudante, uma base robusta para aplicar esses
conceitos no cotidiano pro�ssional. No entanto, a contabilidade, como ciência, está em
constante evolução, logo sempre há novas perspectivas sendo desenvolvidas. Por isso, continue
explorando e questionando, buscando entender não apenas como aplicar os conhecimentos
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
adquiridos, mas também como eles podem ser adaptados ou ampliados para enfrentar novos
desa�os.
Lembre-se de que a informação pode ter implicações amplas e afetar não apenas os relatórios
�nanceiros, mas também a percepção de stakeholders, a avaliação de desempenho e a
estratégia empresarial. A contabilidade é uma ferramenta poderosa para a gestão empresarial, e
sua aplicação consciente e criteriosa é fundamental para o sucesso de qualquer
empreendimento.
Com isso, concluímos a aula de hoje. Esperamos que esta jornada tenha sido esclarecedora e
que tenha despertado em você uma curiosidade ainda maior sobre a contabilidade e suas
aplicações. Boa sorte em sua jornada contábil e pro�ssional! Até a próxima!
Saiba mais
Para enriquecer ainda mais sua capacidade de pensar criticamente nos conteúdos de
contabilidade, recomendamos a leitura das fontes apresentadas a seguir.
A �loso�a, desde tempos antigos, tem explorado temas como pensamento, razão, verdade, ética
e conhecimento nas diversas áreas do saber, incluindo a contabilidade. A abordagem ética na
teoria da contabilidade ressalta a importância de princípios justos e imparciais, que variam
globalmente, re�etindo as diferenças culturais, éticas e jurídicas de cada país. A análise dos
fundamentos �losó�cos dos princípios contábeis no Brasil e na França, inspirada pelas origens
italianas da contabilidade e pelo Iluminismo francês, demonstra que esses princípios, tomando
como base o método das partidas dobradas, estão profundamente enraizados na ética, na moral
e na busca pela verdade.
IUDÍCIBUS, S. de et al. Re�exões sobre as bases �losó�cas dos princípios contábeis. Revista
Contemporânea de Contabilidade, Florianópolis, v. 17, n. 42, p. 158-173, jan./mar. 2020.
A contabilidade, vista como precursora das �nanças, desempenha um papel essencial na
moldagem de teorias �nanceiras e na evolução dos estudos econômicos. Desde a invenção do
método de partidas dobradas, no século XV, até as complexas �nanças modernas, a interação
entre contabilidade, economia e �nanças tem sido fundamental. Essa relação é destacada na
contribuição de teóricos como Benedetto Cotrugli e Luca Pacioli, e mais tarde, por economistas
in�uentes como Adam Smith, David Ricardo e John Maynard Keynes. A evolução contínua dessas
áreas re�ete não apenas nas práticas contábeis e �nanceiras, mas também nas decisões de
política econômica, demonstrando a importância da contabilidade como a base sobre a qual
repousam a economia e as �nanças. Leia mais sobre esse assunto!
CORDEIRO, F. F. Contabilidade& Finanças, uma relação íntima. Revista Contabilidade & Finanças,
São Paulo, v. 31, n. 84, p. 385-391, set./dez. 2020.
https://periodicos.ufsc.br/index.php/contabilidade/article/view/2175-8069.2020v17n42p158
https://www.scielo.br/j/rcf/a/mQJ6X9z5n5MjWJqDz9LzmFv/?lang=pt&format=pdf
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Este artigo visa enaltecer a pro�ssão contábil, destacando sua importância tanto para
contabilistas técnicos quanto para contadores, focando no impacto positivo que têm na
sociedade e na economia. O texto explora como a contabilidade, bene�ciada pela evolução,
oferece suporte importante, mediante os registros contábeis, para novos empresários e
microempreendedores, facilitando a gestão e a tomada de decisões estratégicas, com base em
uma ampla revisão teórica e tendências atuais.
FERNANDES, M. da S. M. A importância da pro�ssão contábil para a sociedade e auxílio para
empresários que estão iniciando seu negócio. Brazilian Journal of Business, Curitiba, v. 4, n. 3, p.
1274-1287, jul./set. 2022.
Referências
CARVALHO, M. da S.; GUIMARÃES, G. O. M.; CRUZ, C. F. da. Contabilidade geral: uma abordagem
interativa. São Paulo: Atlas, 2019. 
CORDEIRO, F. F. Contabilidade & Finanças, uma relação íntima. Revista Contabilidade & Finanças,
São Paulo, v. 31, n. 84, p. 385-391, set./dez. 2020. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/rcf/a/mQJ6X9z5n5MjWJqDz9LzmFv/?format=pdf&lang=pt. Acesso em:
14 mar. 2024. 
FERNANDES, M. da S. M. A importância da pro�ssão contábil para a sociedade e auxílio para
empresários que estão iniciando seu negócio. Brazilian Journal of Business, Curitiba, v. 4, n. 3, p.
1274-1287, jul./set. 2022. Disponível em:
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJB/article/download/51542/38650. Acesso
em: 14 mar. 2024. 
IUDÍCIBUS, S. de et al. Re�exões sobre as bases �losó�cas dos princípios contábeis. Revista
Contemporânea de Contabilidade, Florianópolis, v. 17, n. 42, p. 158-173, jan./mar. 2020.
Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/contabilidade/article/download/2175-
8069.2020v17n42p158/43344. Acesso em: 14 mar. 2024. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
PADOVEZE, C. L. Contabilidade geral facilitada. São Paulo: Método, 2017.
Aula 2
Contabilização das Contas Patrimoniais
Contabilização das Contas Patrimoniais
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJB/article/view/51542
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJB/article/view/51542
https://www.scielo.br/j/rcf/a/mQJ6X9z5n5MjWJqDz9LzmFv/?format=pdf&lang=pt
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJB/article/download/51542/38650
https://periodicos.ufsc.br/index.php/contabilidade/article/download/2175-8069.2020v17n42p158/43344
https://periodicos.ufsc.br/index.php/contabilidade/article/download/2175-8069.2020v17n42p158/43344
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CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
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computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo
para assistir mesmo sem conexão à internet.
Dica para você
Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua
aprendizagem ainda mais completa.
Olá, estudante!
Nesta videoaula, você aprenderá sobre as dinâmicas patrimoniais e os registros relacionados às
contas contábeis patrimoniais, para compreender como se dá a geração da informação do
balanço patrimonial. Além disso, você verá como a dinâmica com os razonetes facilita o registro
de aumentos e diminuições nas contas, por meio da aplicação do método das partidas dobradas.
Você estudará, também, a respeito das contas redutoras.
Esses conhecimentos são proveitosos para sua formação e sua prática pro�ssional, pois
fornecem a base para análises contábeis. Vamos nessa!
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Nesta aula, em que você aprenderá os aspectos de contabilização por meio de contas
patrimoniais, você também compreenderá que a contabilidade segue um processo particular de
coleta, processamento e apresentação de relatórios. Esse processo ocorre por meio de
lançamentos contábeis, observáveis em razonetes, e de aplicação do método das partidas
dobradas. O registro de contas patrimoniais inclui também a consideração sobre as chamadas
contas redutoras que consideram, entre outros fatores, aspectos de depreciação, amortização e
exaustão. É por meio dos lançamentos contábeis que podemos gerar demonstrações contábeis
a serem levadas ao processo decisório.
Diante disso, nossa prioridade, aqui, será entender como a contabilização dos elementos
patrimoniais, através de razonetes, re�ete diretamente na precisão do balanço patrimonial. Por
isso, discutiremos como transações, tais quais constituição de capital, aquisições de ativos,
�nanciamentos e outros eventos, são registradas e como impactam na saúde �nanceira e na
tomada de decisões dentro de uma empresa. Nesse sentido, a questão central que guiará nossas
discussões será: como a aplicação correta de razonetes para o registro de eventos, por meio de
contas patrimoniais, pode contribuir para uma gestão �nanceira empresarial e�caz?
Esse conhecimento não só é vital para o pro�ssional de contabilidade, mas também para
gestores, empresários e outros pro�ssionais que buscam entender melhor as nuances
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
�nanceiras das operações. Ao �nal desta aula, espera-se que você esteja motivado a aplicar
esses conceitos em situações práticas, visualizando a contabilidade não como uma mera
obrigação, mas como uma ferramenta poderosa de gestão e tomada de decisões.
Bons estudos!
Vamos Começar!
Razonetes
O razonete, uma ferramenta grá�ca em forma de T que permite o registro individualizado das
contas, é usado em contabilidade para facilitar o desenvolvimento do raciocínio contábil
(Carvalho; Guimarães; Cruz, 2019). Cada conta contábil do balanço patrimonial recebe um
razonete, no qual se registram aumentos e diminuições, dependendo da natureza da conta (ativo,
passivo ou patrimônio líquido), o que determina qual lado do razonete é usado para cada tipo de
movimento. 
Contabilização de elementos patrimoniais
Conforme Marion (2023), os lançamentos contábeis podem ser trabalhos em razonetes. Por
exemplo, considere a constituição de capital de uma empresa transportadora com R$ 900.000,
re�etida integralmente na conta Bancos c/Movimento. O registro contábil em razonete e seu
re�exo no balanço patrimonial �cará conforme demonstrado na Figura 1.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Figura 1 | Lançamento contábil da constituição de capital. Fonte: Marion (2023, p. 156).
Agora, supondo que a mesma empresa obtenha um veículo por R$ 800.000 e realize o
pagamento à vista, mediante recursos do Banco c/Movimento, o registro �cará conforme
demonstrado na Figura 2.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Figura 2 | Lançamento contábil da aquisição de veículo. Fonte: Marion (2023, p. 157).
Se a empresa transportadora ainda contraísse um �nanciamento (passivo) por empréstimos,
cuja entrada de dinheiro ocorrerá conta Bancos c/Movimento, no valor R$ 200.000, o registro
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
contábil se apresentaria tal qual se vê na Figura 3.
Figura 3 | Lançamento contábil da aquisição de veículo. Fonte: Marion (2023, p. 161).
Siga em Frente...
Contabilização de contas redutoras
As contas redutoras são utilizadas no sistema contábil para diminuir o valor de outras no balanço
patrimonial, de forma a re�etir, com mais precisão, o valor líquido dos ativos, dos passivos ou do
patrimônio líquido. Aqui estão alguns exemplos de contas redutoras em diferentes categorias:
Provisão para crédito de liquidação duvidosa (PECLD): contabiliza possíveis perdas de
vendas a prazo, reduzindo o valor das duplicatas a receber (ou conta clientes) baseando-se
no princípio da prudência. Por exemplo, a empresa Futura estima uma perda de 5% sobre
R$ 800.000 a receber, o que resulta em uma provisão de R$ 40.000. O lançamento contábil
seria um débito em “Despesa com PECLD”e um crédito em “PECLD” (redutora do ativo) no
valor de R$ 40.000.
Provisão para ajuste do valor de mercado: adequa o valor dos estoques ao preço de
mercado quando este é inferior ao custo registrado, seguindo o princípio da prudência. Por
exemplo, se a empresa Vivente possui estoques avaliados em R$ 150.000, mas o valor de
mercado é de R$ 124.000, é necessário ajustar a contabilidade para re�etir uma perda de
R$ 26.000.
Ajuste para redução ao valor recuperável (impairment): reduz o valor de ativos quando há
indicativos de que o seu valor recuperável é inferior ao valor contábil registrado.
Valores a pagar descontados: reduz o valor de dívidas �nanceiras quando são negociadas
ou quitadas antes do vencimento a um valor menor que o nominal.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Ações em tesouraria: reduz o valor do patrimônio líquido, representando as ações que a
própria empresa adquiriu de volta e ainda detém.
Ajustes de avaliação patrimonial: reduz o valor de ativos e passivos afetados por variações
de mercado ou reavaliações, garantindo que o patrimônio líquido re�ita ajustes de valor não
realizados.
Essas contas permitem que as empresas apresentem, de forma mais precisa, sua situação
�nanceira, porém, além destas, existem também reduções relativas aos bens tangíveis e
intangíveis que a contabilidade deve registrar. 
Registro contábil da depreciação, da amortização e da exaustão
A depreciação refere-se à alocação dos gastos de ativos imobilizados, excluindo terrenos e obras
de arte, ao longo de sua vida útil para re�etir o desgaste e a perda de utilidade atribuída ao bem.
Esse gasto é reconhecido como uma despesa nos períodos contábeis em que o ativo é utilizado,
impactando diretamente a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e reduzindo o valor do
ativo no balanço patrimonial (BP) através de uma conta reti�cativa. Por exemplo, a depreciação,
em 20%, de um veículo adquirido por R$ 200.000 resultaria em uma despesa de R$ 40.000 na
DRE e uma redução correspondente no valor do veículo, no BP, para R$ 160.000, com a
depreciação acumulada aumentando a cada ano. Ou seja, em termos de lançamentos contábeis,
haveria um débito na conta “Despesa de depreciação” (resultado) e um crédito em “Depreciação
acumulada” (conta redutora de ativo) no valor de R$ 40.000.
A amortização, por sua vez, é semelhante à depreciação, mas aplicada a ativos intangíveis com
vida útil de�nida, como direitos autorais, patentes e direitos de exploração. A amortização re�ete
a perda de valor desses ativos ao longo do tempo, com efeitos contábeis parecidos com os da
depreciação, afetando tanto a DRE quanto o BP por meio de contas especí�cas de “Despesa de
amortização” (resultado) e “Amortização acumulada” (conta redutora de ativo).
Por �m, a exaustão aborda o reconhecimento da diminuição do valor dos recursos naturais
(minas, �orestas, poços de petróleo, etc.) conforme são explorados. A exaustão é contabilizada
de maneira similar à amortização, considerando a extinção do valor do recurso natural e
re�etindo-se tanto na DRE quanto no BP. Assim como na depreciação e na amortização, o valor
residual do recurso pode ser considerado no cálculo do montante de exaustão.
Em resumo, a depreciação, a amortização e a exaustão são processos contábeis essenciais para
re�etir a perda de valor de ativos tangíveis e intangíveis e de recursos naturais ao longo do
tempo, o que afeta a DRE e o BP das empresas.
Vamos Exercitar?
Ao longo desta aula, caro estudante, você adquiriu conhecimentos essenciais sobre a
contabilização de elementos patrimoniais e o impacto signi�cativo que a correta utilização de
razonetes tem na precisão do balanço patrimonial. Ao longo destas páginas, discutimos como
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
eventos �nanceiros, tais como a constituição de capital, as aquisições de ativos e os
�nanciamentos, são registrados por meio de contas patrimoniais. Você conheceu as contas
redutoras, que geram impactos na informação patrimonial, tal como ocorre em fatores de
depreciação, amortização e exaustão.
Pensando na questão levantada no início da aula, a aplicação correta de razonetes para o
registro de eventos por meio de contas patrimoniais é fundamental para a gestão �nanceira
empresarial, pois permite uma visualização clara e organizada das transações �nanceiras,
facilitando o acompanhamento dos aumentos e das diminuições em cada conta do balanço
patrimonial. Isso contribui para uma maior precisão na elaboração de relatórios �nanceiros,
auxilia na tomada de decisões consciente e na análise da saúde �nanceira da empresa,
garantindo que gestores e empresários possam planejar estratégias e�cazes de crescimento e
de controle orçamentário com base em dados con�áveis e atualizados.
Esperamos que, ao aplicar esses conceitos em situações práticas, você visualize a contabilidade
não apenas como uma necessidade, mas como uma prática valiosa na condução e no sucesso
de suas atividades pro�ssionais. Convidamos você a, sempre que possível, re�etir e aplicar esses
conceitos. Bons estudos e sucesso na sua jornada pro�ssional! Até a próxima!
Saiba mais
Para aumentar ainda mais sua capacidade de pensar criticamente nos conteúdos de
contabilidade, recomendamos as leituras a seguir. 
O estudo apresentado a seguir põe em destaque a questão da escrituração contábil nas
paróquias da Arquidiocese de Natal (RN), avaliando sua aderência à Interpretação Técnica Geral
– ITG 2000 (R1) –, que de�ne os padrões de transparência e prestação de contas. Utilizando
métodos exploratórios, incluindo pesquisa bibliográ�ca, documental e análise estatística, revelou-
se uma discrepância signi�cativa entre as práticas contábeis adotadas e os requisitos
normativos. A investigação, apoiada por dados coletados no site da Arquidiocese e visitas ao
departamento de contabilidade da Cúria Metropolitana, com análise feita no Excel, sublinha a
importância da conformidade contábil no setor sem �ns lucrativos, especialmente em termos de
responsabilidade �nanceira.
PEREIRA, T. R. L.; FREIRE, A. M.; CAMARA, R. P. de B. Escrituração contábil no processo de
accountability: um estudo nas igrejas católicas da Arquidiocese de Natal/RN. Revista de Estudos
e Pesquisas Avançadas do Terceiro Setor, Brasília, v. 4, n. 2, p. 352-373, jul./dez. 2017.
O estudo disponibilizado a seguir analisa a importância do conceito de ativo na contabilidade de
entidades do setor público e do terceiro setor, destacando a necessidade de uma gestão
responsável. Através de uma revisão da literatura sobre a evolução do conceito de ativo e de
suas implicações nesses setores e com base em diretrizes de normas tanto nacionais quanto
internacionais, o trabalho revela os desa�os especí�cos de contabilização e gestão enfrentados.
Propõe-se, nesse estudo, uma abordagem holística e interdisciplinar, que enfatiza que
https://portalrevistas.ucb.br/index.php/REPATS/article/view/8490
https://portalrevistas.ucb.br/index.php/REPATS/article/view/8490
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
normatizadores e contabilistas devem considerar os ativos de maneira ampliada para atender às
necessidades e às especi�cidades de cada setor, contribuindo, assim, para o avanço da teoria
contábil e das práticas normativas.
SANTOS, R. F. dos; NIYAMA, J. K. Conceito de ativo e seus re�exos na contabilização de
elementos patrimoniais: um olhar para o setor público e o terceiro setor. Revista de Contabilidade
da UFBA, Salvador, v. 17, p. 1-18, 2023.
A crescente globalização e a conscientização ambiental estão levando as empresas não só a
adotarem práticas sustentáveis, mas também a buscarem o equilíbrio entre o desenvolvimento
�nanceiro e a preservação ambiental. Nesse contexto, a contabilidade tem se modernizado,
incorporando tecnologias digitais que otimizam a gestão de arquivos e capitais e que a alinham
aos princípios de sustentabilidade. Estudos destacam que a digitalização contábil não apenas
aprimora a e�ciência e segurança dos processos, inclusive a escrituração contábil, mas também
fortalece a identidadeambiental das empresas, contribuindo para uma atuação mais responsável
perante a sociedade e o meio ambiente.
PAZ, A. C. do N. et al. A sustentabilidade e seus efeitos sobre os processos de modernização da
escrituração contábil no Brasil. Revista de Administração e Contabilidade da FAT, Feira de
Santana, v. 15, ed. esp., p. 1-17, dez. 2023.
Referências
CARVALHO, M. da S.; GUIMARÃES, G. O. M.; CRUZ, C. F. da. Contabilidade geral: uma abordagem
interativa. São Paulo: Atlas, 2019. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
PAZ, A. C. do N. et al. A sustentabilidade e seus efeitos sobre os processos de modernização da
escrituração contábil no Brasil. Revista de Administração e Contabilidade da FAT, Feira de
Santana, v. 15, ed. esp., p. 1-17, dez. 2023. Disponível em:
https://www.reacfat.com.br/index.php/reac/article/download/315/315. Acesso em: 28 mar.
2024. 
PEREIRA, T. R. L.; FREIRE, A. M.; CAMARA, R. P. de B. Escrituração contábil no processo de
accountability: um estudo nas igrejas católicas da Arquidiocese de Natal/RN. Revista de Estudos
e Pesquisas Avançadas do Terceiro Setor, Brasília, v. 4, n. 2, p. 352-373, jul./dez. 2017. Disponível
em: https://portalrevistas.ucb.br/index.php/repats/article/download/8490/5595. Acesso em: 28
mar. 2024. 
SANTOS, R. F. dos; NIYAMA, J. K. Conceito de ativo e seus re�exos na contabilização de
elementos patrimoniais: um olhar para o setor público e o terceiro setor. Revista de Contabilidade
da UFBA, Salvador, v. 17, p. 1-18, 2023. Disponível em:
https://periodicos.ufba.br/index.php/rcontabilidade/article/view/56199
https://periodicos.ufba.br/index.php/rcontabilidade/article/view/56199
https://www.reacfat.com.br/index.php/reac/article/view/315
https://www.reacfat.com.br/index.php/reac/article/view/315
https://www.reacfat.com.br/index.php/reac/article/download/315/315
https://portalrevistas.ucb.br/index.php/repats/article/download/8490/5595
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
https://periodicos.ufba.br/index.php/rcontabilidade/article/download/56199/30846. Acesso em:
28 mar. 2024.
Aula 3
Contabilização das Contas de Resultado
Contabilização das contas de resultado
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Dica para você
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Olá, estudante!
Nesta videoaula, desvendaremos o processo de registro das contas de resultado nas empresas,
abordando os efeitos de receitas e despesas para a geração de lucro ou prejuízo e seus impactos
no patrimônio líquido. Nesse sentido, você conhecerá aspectos do desempenho econômico por
meio do processo de Apuração do Resultado do Exercício (ARE) e aprenderá como as receitas
são creditadas e as despesas debitadas, além de entender a importância de encerrar as contas
de resultado periodicamente.
Con�ra isso e muito mais no vídeo a seguir!
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Nesta aula, você conhecerá as regras de registro das contas de resultado nas empresas, aspecto
fundamental para o impacto das operações diárias de uma organização, visto que gera efeitos no
patrimônio líquido e, consequentemente, na situação �nanceira dela. Além disso, detalharemos o
processo de contabilização das receitas e despesas, a relevância da Apuração do Resultado do
Exercício (ARE) e como esses fatores se combinam para formar o resultado �nanceiro de uma
empresa.
https://periodicos.ufba.br/index.php/rcontabilidade/article/download/56199/30846
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Nosso enfoque estará na questão de como os registros contábeis in�uenciam a geração da
informação econômica da empresa e como esta impacta o patrimônio líquido, abrangendo tanto
os cenários de lucro quanto os de prejuízo. Essa abordagem nos conduzirá à seguinte re�exão:
qual o impacto do lucro gerado em uma empresa? Esteja atento, pois vamos detalhar esses
aspectos, por meio de perspectivas que o auxiliarão a entender essa e outras questões
importantes.
Inicie esta aula com disposição e curiosidade. Aqui, você adquirirá não apenas conhecimento
técnico fundamental para sua trajetória em contabilidade ou gestão �nanceira, mas também
compreenderá profundamente como a teoria se traduz na prática pro�ssional. Prepare-se para
uma jornada de mais descobertas pelo universo da contabilidade!
Bons estudos!
Vamos Começar!
Regras de registro das contas de resultado
Nas empresas, o aumento de receita eleva o lucro e, por consequência, o patrimônio líquido (PL),
uma vez que o lucro não distribuído é um fator de reinvestimento que amplia o PL. Conforme as
regras contábeis, incrementos no passivo e no PL são creditados, enquanto reduções são
debitadas (Carvalho; Guimarães; Cruz, 2019). Assim, receitas, que aumentam o PL, devem ser
creditadas e, por outro lado, despesas, que diminuem o lucro e o PL, devem ser debitadas,
estabelecendo-se como regra que todas as receitas são creditadas e todas as despesas são
debitadas.
Figura 1 | Efeito da geração de receitas sobre o patrimônio líquido. Fonte: Marion (2023, p. 186).
Contabilização das contas de resultado
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Conforme exempli�ca Marion (2023), considere que em 20x1, uma entidade empresária tenha
iniciado suas operações com um capital inicial de R$ 20.000 em caixa. Ao longo do período,
gerou R$ 45.000 em receitas, sendo R$ 15.000 recebidos à vista e R$ 30.000 a prazo. As
despesas incluíram R$ 16.000 em salários, que foram integralmente pagos, e R$ 7.000 em
materiais de consumo, dos quais R$ 4.000 foram pagos e R$ 3.000 �caram para ser pagos no
futuro. Os registros contábeis desses eventos �cariam como demonstrado na Figura 2.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Figura 2 | Os registros contábeis em 20x1. Fonte: Marion (2023, p. 188).
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Siga em Frente...
Apuração do Resultado do Exercício (ARE)
A cada período, é preciso veri�car se a entidade gerou lucro ou prejuízo, o que é realizado por
meio da confrontação de despesas e receitas pertinentes ao intervalo de tempo analisado.
Nesse ponto, é importante não confundir despesas ou receitas de diferentes momentos,
respeitando a independência dos períodos contábeis, em alinhamento ao princípio da
competência.
Legalmente, as empresas devem encerrar as contas de resultado ao menos uma vez ao ano,
zerando os saldos de receitas e despesas ao confrontá-los para determinar o resultado do
período. Isso permite iniciar o acúmulo de novas receitas e despesas no período subsequente.
Para isso, utiliza-se uma conta transitória, denominada Apuração do Resultado do Exercício
(ARE). O procedimento exige que os saldos de todas as contas de resultados (e somente contas
de resultado) sejam transferidos para a conta ARE, encerrando as contas de receita e despesa.
Por exemplo, as contas de despesas com salários, despesas de materiais de consumo e receita,
expressas na Figura 2, podem ser encerradas contra a conta ARE para obter o resultado
econômico da empresa.
Para �nalizar as contas de despesa, credita-se um valor equivalente com o débito
correspondente em ARE. Da mesma forma, para encerrar a conta de receita, debita-se R$ 45.000,
com crédito correspondente em ARE, conforme demonstrado na Figura 3.
Figura 3 | ARE. Fonte: Marion (2023, p. 189).
Se as receitas superarem as despesas, o resultado é um lucro. Caso contrário, ocorre um
prejuízo. No exemplo dado, a receita de R$ 45.000 excedeu as despesas de $23.000, resultando
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
em um lucro de $22.000. O lucro apurado na ARE se incorpora ao patrimônio líquido (PL) da
empresa por meio da conta de lucros ou prejuízos acumulados (LPA), sendo depois o seu valor
destinado principalmente à distribuição aos investidores e/ou retida no PL sob a forma de
reservas. Na contabilidade, por efeito, o lucro aumenta o PL, representando a remuneraçãoaos
proprietários pelo capital investido. Aumentar o lucro resulta no acréscimo do PL, nesse caso, em
R$ 22.000, registrado na conta de LPA e indicando um crédito ao PL.
Figura 4 | Transferência da ARE para LPA. Fonte: Marion (2023, p. 191).
Se a empresa tivesse gerado prejuízos, o saldo da conta ARE seria devedor e o lançamento
contábil seria o inverso, com débito em LPA e crédito em ARE. Por exemplo: se existisse um
prejuízo de R$ 18.000, o registro contábil seria expresso conforme ilustra a Figura 5.
Figura 5 | Lançamento contábil na hipótese da empresa gerar prejuízos. Fonte: Marion (2023, p. 191).
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
A conta LPA faz parte do PL com sinal negativo e se apresentaria com sinal negativo, isto é, com
o valor de prejuízos de R$ 18.600, tendo por efeito uma redução nos recursos próprios da
entidade e na capacidade de a empresa realizar investimentos.
Vamos Exercitar?
Ao longo desta aula, você explorou as regras essenciais de registro das contas de resultado nas
empresas e entendeu como essas operações diárias as afetam. É importante destacar que os
registros de receitas e despesas denotam a interação da empresa com o mercado, isto é, seus
esforços (despesas) e suas recompensas (obtendo receitas). Discutimos, também, o processo
de contabilização de receitas e despesas, além da importância da Apuração do Resultado do
Exercício (ARE), enfatizando como esses elementos determinam o resultado econômico
empresarial.
Enfrentamos a questão crítica de como os registros contábeis contribuem para a criação de
informações econômicas valiosas para a empresa. Quando ela gera lucro ou prejuízo pela
confrontação de receitas e despesas, seu valor se incorpora ao patrimônio líquido para fortalecê-
lo ou não. Quando a empresa gera lucro, ela sustenta a continuidade de suas operações e
aumenta as possibilidades de expansão e crescimento. Nesse sentido, re�etimos sobre a
signi�cância do lucro para a empresa e como a gestão adequada desses registros é vital para a
tomada de decisão.
Encorajamos você a prosseguir com o pensamento crítico e a curiosidade, aplicando o
conhecimento técnico adquirido aqui na sua prática pro�ssional. Mantenha-se engajado e
explore além do aprendizado em sala, contemplando as inúmeras possibilidades que a
contabilidade oferece para o crescimento e a sustentabilidade das empresas. Continue sua
jornada de aprendizado e descoberta no vasto e dinâmico mundo da contabilidade. Bons
estudos! Até a próxima!
Saiba mais
Para aumentar ainda mais sua capacidade de pensar criticamente nos conteúdos de
contabilidade, recomendamos a leitura das fontes apresentadas a seguir. 
A relação entre suavização de resultados e qualidade da informação contábil ainda é um tema
em destaque no cenário contemporâneo, dada a dualidade entre ser uma prática de
gerenciamento de resultados e ser associada com a persistência do lucro. Nesse sentido, o
estudo a seguir analisou 295 empresas brasileiras de 2010 a 2015, descobrindo que certas
contas de resultado apresentam persistência, o que sugere capacidade preditiva para os
investidores. No entanto, entre as empresas que mais suavizam seus resultados, algumas contas
perdem essa persistência, indicando uma possível redução na previsibilidade dos �uxos de caixa
futuros, especialmente quando a suavização é feita através de accruals discricionários.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
KAJIMOTO, C. G. K.; NAKAO, S. H.; MORAES, M. B. da C. A suavização do lucro líquido e a
persistência das contas de resultado nas empresas brasileiras de capital aberto. Revista de
Contabilidade e Organizações, Ribeirão Preto, v. 13, 2019.
O estudo indicado adiante investigou os elementos que in�uenciam o lucro líquido das empresas
listadas na B3, utilizando dados de 295 empresas entre 1995 e 2013. Por meio de regressões
lineares que consideraram 31 variáveis relacionadas ao ativo, ao passivo e à Demonstração do
Resultado do Exercício (DRE), identi�cou-se que ativos totais, estoques, dividendos a pagar,
passivos não circulantes e capital social são fundamentais para o lucro líquido. Ao se fazer a
análise feita por setor, fatores como ativos circulantes e totais, investimentos e empréstimos
mostraram-se signi�cativos. Outro destaque do estudo é o fato de que um aumento no passivo
não circulante pode reduzir os lucros, evidenciando o impacto negativo do endividamento sobre a
rentabilidade.
PIETRO NETO, J. de et al. Fatores determinantes do lucro nas empresas listadas na B3. Revista
BASE, [s. l.], v. 16, n. 1, p. 84-105, jan. 2019.
No cenário atual, muitas empresas enfrentam desa�os de gestão e composição �nanceira,
evidenciando a necessidade de métodos que apoiem seu crescimento organizacional. Nesse
contexto, a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) emerge como uma ferramenta
essencial para auxiliar no desenvolvimento empresarial, oferecendo suporte à tomada de
decisões e à estruturação �nanceira. Este estudo destaca a importância de entender o contexto
dos empreendedores brasileiros, que frequentemente carecem de conhecimento �nanceiro, e
propõe uma abordagem prática através do resultado econômico. Aplicando-a em pequenas
empresas, focando em produtos especí�cos e estabelecendo objetivos e metas mensais,
observou-se uma otimização signi�cativa das operações e do fortalecimento do negócio.
PENTIADO, A. C. Como utilizar a DRE para fornecer suporte à tomada de decisão empresarial e
direcionar a composição �nanceira de um negócio. Saber Humano, [s. l.], ed. esp. p. 227-245, fev.
2024. 
Referências
CARVALHO, M. da S.; GUIMARÃES, G. O. M.; CRUZ, C. F. da. Contabilidade geral: uma abordagem
interativa. São Paulo: Atlas, 2019. 
KAJIMOTO, C. G. K.; NAKAO, S. H.; MORAES, M. B. da C. A suavização do lucro líquido e a
persistência das contas de resultado nas empresas brasileiras de capital aberto. Revista de
Contabilidade e Organizações, Ribeirão Preto, v. 13, 2019. Disponível em:
https://www.redalyc.org/journal/2352/235260267017/235260267017.pdf. Acesso em: 28 mar.
2024. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
https://revistas.unisinos.br/index.php/base/article/view/base.2019.161.04/60746984
https://saberhumano.emnuvens.com.br/sh/article/view/227-245/623
https://saberhumano.emnuvens.com.br/sh/article/view/227-245/623
https://www.redalyc.org/journal/2352/235260267017/235260267017.pdf
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
PENTIADO, A. C. Como utilizar a DRE para fornecer suporte à tomada de decisão empresarial e
direcionar a composição �nanceira de um negócio. Saber Humano, [s. l.], ed. esp. p. 227-245, fev.
2024. Disponível em: https://saberhumano.emnuvens.com.br/sh/article/view/227-245/623.
Acesso em: 14 mar. 2024. 
PIETRO NETO, J. de et al. Fatores determinantes do lucro nas empresas listadas na B3. Revista
BASE, [s. l.], v. 16, n. 1, p. 84-105, jan. 2019. Disponível em:
https://revistas.unisinos.br/index.php/base/article/view/base.2019.161.04/60746984. Acesso
em: 19 set. 2024.
Aula 4
Balancete de Veri�cação
Balancete de veri�cação
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Olá, estudante!
Nesta videoaula, você descobrirá o poder do balancete de veri�cação na contabilidade. Para
tanto, estudará como essa ferramenta essencial ajuda a veri�car a acurácia dos registros
contábeis e a importância de sua utilização periódica. Descobrirá também suas limitações e
como ela se insere no contexto da tomada de decisões.
Entender o balancete é vital para sua prática pro�ssional, pois é a base para a análise �nanceira e
a preparação de relatórios.
Bons estudos!
Ponto de Partida
Olá, estudante!
https://saberhumano.emnuvens.com.br/sh/article/view/227-245/623
https://revistas.unisinos.br/index.php/base/article/view/base.2019.161.04/60746984Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Nesta aula você aprenderá o balancete de veri�cação, uma ferramenta fundamental da
contabilidade que permite aos pro�ssionais garantirem a precisão e a integridade dos registros
contábeis. Ao longo desta aula, exploraremos não apenas o conceito e a importância do
balancete de veri�cação, mas investigaremos também exemplos práticos que ilustram sua
aplicação no dia a dia da contabilidade. Abordaremos, ainda, as limitações dessa ferramenta e
como ela se integra ao processo de tomada de decisões nas organizações.
Nosso ponto de partida será a compreensão do método das partidas dobradas e como o
balancete de veri�cação, seguindo esse método, assegura a igualdade entre os totais de débitos
e créditos, uma premissa fundamental para a correta execução dos lançamentos contábeis.
Adiante em nossos estudos, discutiremos a frequência ideal para a elaboração dos balancetes e
como a escolha desse intervalo impacta a e�ciência da contabilidade e a capacidade de
identi�car e corrigir erros em tempo hábil.
A questão que norteará nossa discussão se concentra nas limitações do balancete de
veri�cação para detectar certos tipos de erros, como lançamentos em contas incorretas ou a
inversão de débitos e créditos. Como esses erros não alteram a soma total dos lançamentos,
apresentam desa�os únicos para os contadores. Por isso, estimulamos você, estudante, a re�etir
sobre como essas limitações podem afetar a análise �nanceira e a tomada de decisões nas
empresas e como a tecnologia pode ser empregada para minimizar esses riscos.
Ao �nal desta aula, esperamos que você não apenas compreenda o papel crítico que o balancete
de veri�cação desempenha na contabilidade, mas também que esteja motivado a aplicar esse
conhecimento no seu futuro pro�ssional. Embarquemos juntos nesta jornada de aprendizado,
explorando a profundidade e a aplicabilidade do balancete de veri�cação no mundo contábil.
Bons estudos!
Vamos Começar!
Conceito do balancete de veri�cação
Os pro�ssionais de contabilidade devem, periodicamente (diariamente, semanalmente,
quinzenalmente, mensalmente), examinar se os registros feitos estão corretos. Uma ferramenta
utilizada com frequência para essa tarefa é o balancete de veri�cação, que, apesar de muito útil,
não é capaz de identi�car todos os possíveis erros nos registros. Além de detectar imprecisões,
o balancete serve como um instrumento para a tomada de decisões contábeis, sendo um resumo
ordenado de todas as contas contábeis em uso. Baseado no método das partidas dobradas, que
assegura igualdade entre débitos e créditos totais, ele facilita a veri�cação da correta execução
dos lançamentos contábeis. Os resumos ordenados de todas as contas contábeis em uso pela
contabilidade são balancetes (vide Figura 1).
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Figura 1 | Balancete de veri�cação. Fonte: Marion (2023, p. 169).
Considere o exemplo prático (Figura 2) de uma entidade empresária com as seguintes
transações: formação de capital de R$ 1.500.000 aplicado no caixa, compra de estoque à vista
por R$ 500.000 e aquisição de móveis e utensílios à vista por R$ 300.000.
Figura 2 | Lançamentos Contábeis. Fonte: Marion (2023, p. 186).
A partir dos lançamentos contábeis efetuados, é possível criar balancetes para representar as
movimentações ocorridas a débito e a crédito, tal como visto no Quadro 1.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
CONTAS SALDO
Lançamentos de débito Lançamentos de crédito
Caixa 1.500.000 800.000
Capital - 1.500.000
Móveis e utensílios 300.000 -
Estoques 500.000 -
Total 1.500.000 1.500.000
Quadro 1 | Exemplo de balancete de veri�cação com exibição de movimentações. Fonte:
adaptado de Marion (2023).
 
O balancete pode ser apresentado pelo método simpli�cado, isto é, utilizando-se os saldos �nais
das contas (Marion, 2023), como visto no Quadro 2.
CONTAS SALDO
Devedor Credor
Caixa 700.000 -
Capital - 1.500.000
Móveis e utensílios 300.000 -
Estoques 500.000 -
Total 1.500.000 1.500.000
Quadro 2 | Exemplo de balancete de veri�cação com exibição de saldos. Fonte: adaptado de
Marion (2023).
Siga em Frente...
Identi�cação e solução de erros no lançamento contábil
A precisão dos registros contábeis é essencial e pode ser veri�cada ao comparar as somas dos
débitos e dos créditos. Se esses valores não coincidirem, isso indica um possível erro nos
lançamentos, o que requer uma revisão minuciosa dos registros. O contador é quem tem a tarefa
de localizar o erro, algo desa�ador e que envolve uma investigação detalhada dos lançamentos já
realizados. Nesses casos, é recomendado não prosseguir com mais registros até que as
discrepâncias sejam resolvidas.
A frequência dos balancetes in�uencia a e�ciência da contabilidade, pois balancetes periódicos
facilitam a identi�cação e a correção de erros. Por exemplo, os bancos optam por balancetes
diários devido ao volume de lançamentos, enquanto muitas empresas preferem balancetes
mensais. Os anuais são desaconselhados devido à di�culdade de corrigir erros em um período
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
tão extenso. Felizmente, o uso de tecnologia e software contábil minimiza os possíveis
equívocos. 
Limitações do balancete na detecção de erros
Certos erros não são detectados pelo balancete de veri�cação, como o lançamento na conta
incorreta ou a inversão de débitos e créditos. Isso acontece porque tais erros não alteram a soma
total dos lançamentos, fazendo com que o balancete pareça correto. Portanto, apesar de sua
utilidade, essa ferramenta tem limitações na identi�cação de todos os tipos de erros contábeis. 
Balancete de veri�cação em múltiplas colunas
O balancete de veri�cação pode variar em complexidade, com formatos que vão de duas a oito
colunas, aumentando a riqueza de detalhes à medida que o número de colunas cresce. Um
exemplo é o balancete de seis colunas que inclui saldos anteriores, movimentações de débitos e
créditos do período e saldos atuais, como visto na Figura 3.
Figura 3 | Exemplo de balancete de veri�cação com exibição de movimentações e saldos. Fonte: Marion (2023, p. 177).
É importante distinguir contas patrimoniais de contas de resultado no balancete, agrupando-as
para facilitar a tomada de decisões. O balancete serve como ferramenta decisória importante,
especialmente para empresas que não elaboram balanços frequentemente, uma vez que fornece
um resumo operacional e �nanceiro do período. A so�sticação do balancete amplia sua utilidade
na tomada de decisões, porém ele tem limitações na detecção de certos erros, como débitos em
contas erradas ou inversões de débito por crédito, não sendo capaz de identi�car todas as
incorreções nos registros contábeis.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
O balancete de veri�cação exige que os totais das colunas de saldos devedores e credores sejam
equivalentes, re�etindo a premissa de que toda aplicação de recurso tem uma origem. Um
exemplo mais detalhado do balancete pode ser observado na Figura 4.
Figura 4 | Exemplo de balancete de veri�cação detalhado de contas patrimoniais. Fonte: Carvalho, Guimarães e Cruz (2019, p.
82).
A estrutura do balancete facilita uma análise precisa da situação �nanceira da entidade. A
organização das contas segundo seus grupos e a utilização de razonetes simpli�cam a
montagem do balancete, que dá a base para a preparação do balanço patrimonial e outros
relatórios contábeis.
Vamos Exercitar?
Nesta aula, você aprendeu o papel do balancete de veri�cação na contabilidade, instrumento
essencial para assegurar que os registros contábeis estejam precisos e íntegros, um alicerce
para a correta execução dos lançamentos contábeis. Exploramos, também, como o método das
partidas dobradas sustenta a igualdade entre débitos e créditos e discutimos a importância de
realizar balancetes periodicamente para manter a e�ciência contábil e identi�car rapidamente
qualquer erro.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Além disso, abordamos as limitações do balancete de veri�cação, especialmente na
identi�cação de errosque não afetam a igualdade entre os totais de débitos e créditos, como
lançamentos em contas incorretas ou inversões. Essas limitações destacam os desa�os
enfrentados pelos contadores, mas também apontam para a solução através do uso da
tecnologia e de práticas contábeis so�sticadas para minimizar riscos.
Ao �nal desta jornada de aprendizado, esperamos que você esteja preparado para aplicar esses
conhecimentos na sua prática pro�ssional, contribuindo para a precisão e a con�abilidade dos
registros �nanceiros em qualquer contexto organizacional. Agora, convidamos você a re�etir
sobre como esses insights podem ser aplicados na superação de desa�os na contabilidade e
como podem estimular a tomada de decisões estratégicas nas organizações. Continue
explorando as possibilidades que o balancete de veri�cação oferece como ferramenta. Até a
próxima!
Saiba mais
Quer aprofundar seus conhecimentos em contabilidade? Então faça a leitura dos materiais
indicados a seguir. 
A Matriz de Saldos Contábeis (MSC), um tipo de balancete de veri�cação, é uma inovação
voltada para entidades do setor público, focada em transparência e prestação de contas, que
oferece um conjunto detalhado de informações para uma visão completa da execução
orçamentária. Essa metodologia busca estabelecer uma contabilidade uni�cada conforme
normas nacionais e internacionais. Está atualmente em fase de ajustes e discussões técnicas. A
MSC visa facilitar a auditoria eletrônica e a consolidação de informações �nanceiras,
contribuindo para o aprimoramento do controle e da e�ciência dos recursos públicos. Para saber
mais sobre ela, leia o artigo sugerido.
MUNIZ, D. de O.; SOUZA, E. R. de. Panorama sobre a Matriz de Saldos Contábeis. Revista
Cientí�ca Unilago, [s. l.], v. 1, n. 1, 2021. 
Este estudo explora como as informações contábeis fornecidas pelos contadores in�uenciam o
processo de tomada de decisão dos gestores, destacando a importância da disponibilização
dessas informações de acordo com as necessidades dos gestores e em tempo hábil. Utilizando
questionários aplicados a gestores e contadores, a pesquisa identi�ca quais relatórios e dados
contábeis são essenciais para os gestores, revelando que, apesar da alta importância atribuída a
informações sobre custos, receitas e análises �nanceiras, muitas vezes, relatórios como
balancete de veri�cação não são fornecidos mensalmente. Além disso, descobre-se que os
gestores frequentemente têm um baixo nível de compreensão de ferramentas contábeis
fundamentais, indicando a necessidade de relatórios gerenciais mais especí�cos e informativos
para suportar decisões estratégicas e operacionais.
OLIVEIRA, C. E. de et al. Um estudo acerca da utilização da informação contábil no processo
decisório pelos gestores de uma empresa do setor de automóveis. Revista de Administração da
https://revistas.unilago.edu.br/index.php/revista-cientifica/article/view/578
https://www.revista.ueg.br/index.php/revista_administracao/article/view/5845
https://www.revista.ueg.br/index.php/revista_administracao/article/view/5845
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
UEG, [s. l.], v. 8, n. 3, set./dez. 2017.
Uma pesquisa explorou o emprego de ferramentas de contabilidade gerencial em pequenas e
médias empresas e sua oferta por um escritório contábil especí�co. Analisando 39 empresas-
cliente e entrevistando gestores do escritório, descobriu-se que, embora as demonstrações
contábeis e o planejamento tributário sejam frequentemente fornecidos, os clientes tendem a
utilizar mais intensamente ferramentas operacionais, como o controle de contas a pagar e a
receber. Notavelmente, a adoção de instrumentos contábeis gerenciais modernos é mínima, com
uma predileção pelos instrumentos de estágio intermediário para controle e planejamento. O
estudo também sublinha a importância dos balancetes de veri�cação.
SANTOS, V. dos et al. Uso dos instrumentos de contabilidade gerencial em pequenas e médias
empresas e seu fornecimento pelo escritório de contabilidade. Pensar contábil, Rio de Janeiro, v.
20, n. 71, p. 53-67, jan./abr. 2018. Disponível em: http://atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-
06/index.php/pensarcontabil/article/view/3321/2562. Acesso em: 28 mar. 2024.
Referências
CARVALHO, M. da S.; GUIMARÃES, G. O. M.; CRUZ, C. F. da. Contabilidade geral: uma abordagem
interativa. São Paulo: Atlas, 2019. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
MUNIZ, D. de O.; SOUZA, E. R. de. Panorama sobre a Matriz de Saldos Contábeis. Revista
Cientí�ca Unilago, [s. l.], v. 1, n. 1, 2021. Disponível em:
https://revistas.unilago.edu.br/index.php/revista-cienti�ca/article/view/578/350. Acesso em: 28
mar. 2024. 
OLIVEIRA, C. E. de et al. Um estudo acerca da utilização da informação contábil no processo
decisório pelos gestores de uma empresa do setor de automóveis. Revista de Administração da
UEG, [s. l.], v. 8, n. 3, set./dez. 2017. Disponível em:
https://www.revista.ueg.br/index.php/revista_administracao/article/view/5845/5025. Acesso
em: 28 mar. 2024. 
SANTOS, V. dos et al. Uso dos instrumentos de contabilidade gerencial em pequenas e médias
empresas e seu fornecimento pelo escritório de contabilidade. Pensar contábil, Rio de Janeiro, v.
20, n. 71, p. 53-67, jan./abr. 2018. Disponível em: http://atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-
06/index.php/pensarcontabil/article/view/3321/2562. Acesso em: 28 mar. 2024.
Aula 5
Encerramento da Unidade
http://atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/viewFile/3321/2562
http://atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/viewFile/3321/2562
http://atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/view/3321/2562
http://atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/view/3321/2562
https://revistas.unilago.edu.br/index.php/revista-cientifica/article/view/578/350
https://www.revista.ueg.br/index.php/revista_administracao/article/view/5845/5025
http://atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/view/3321/2562
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Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Ciclo contábil
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Dica para você
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Olá, estudante!
Nesta videoaula de encerramento da unidade, você terá uma síntese dos conhecimentos da
escrituração contábil. Nesse sentido, você recordará as regras de aplicação do método das
partidas dobradas, mediante débitos e créditos para a realização de lançamentos contábeis, a
contabilização de elementos patrimoniais e muito mais.
Esses conceitos são importantes para sua atuação no campo pro�ssional e para a realização do
ciclo contábil de geração de informações. Não perca esta oportunidade de consolidar seu
aprendizado. Vamos nessa!
Ponto de Chegada
Olá, estudante!
Para desenvolver as competências desta unidade, que são: aprender as regras e as aplicações do
método das partidas dobradas para a contabilização de eventos contábeis; conhecer as
características e a natureza das contas patrimoniais, a �m de classi�cá-las de forma correta em
seus grupos e registrá-las; bem como conhecer a contabilização das contas de resultado,
entendendo a proposta do balancete de veri�cação, que consiste em listar todas as contas
contábeis e seus respectivos saldos para veri�car a exatidão e a integridade dos registros
contábeis, além de identi�car possíveis erros; e adquirir conhecimentos necessários para
interpretar as informações contábeis e aprimorar a qualidade dos registros, você precisou
primeiramente familiarizar-se com os conceitos fundamentais de débito e crédito. Essa base é
essencial para entender como realizar lançamentos contábeis em razonetes, sintetizando as
regras gerais de contabilização.
Aoe Pilares da Contabilidade
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https://periodicos.apps.uern.br/index.php/RCC/article/download/5302/3880
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
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Olá, estudante!
Nesta videoaula, exploraremos a base legal e normativa da contabilidade, com ênfase na Lei nº
11.638/2007 e nos pronunciamentos técnicos contábeis, para mostrar-lhe como in�uenciam a
prática e a qualidade das informações contábeis.
Você conhecerá também as entidades contábeis e seus papéis no estabelecimento de padrões
para as práticas contábeis. Além disso, será dedicado um tempo à análise dos princípios
contábeis e das características fundamentais que conferem qualidade às informações contábeis.
Sem mais delongas, vamos começar!
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Nesta aula exploraremos temas fundamentais que moldam a prática contábil e aprimoram a
qualidade das informações contábeis. Para tanto, estudaremos a legislação especí�ca, as
normas e os princípios que regem a contabilidade, tópicos que o pro�ssional dessa área deve
conhecer e aplicar em todas as operações contábeis. Além disso, o pro�ssional precisa entender
o cenário social e econômico, acompanhar as mudanças ocorridas na contabilidade e
compreender sua evolução. Não se esqueça de que ela é uma ciência social aplicada, certo?
Começaremos, então, tratando da Lei nº 11.638/2007 e dos pronunciamentos técnicos
contábeis, depois entenderemos o papel que as entidades nacionais e internacionais
desempenham dentro do contexto contábil e, por �m, exploraremos os princípios e as
características fundamentais que temos como direcionadores da contabilidade. Desse modo,
guiaremos nossas discussões para que possamos responder às seguintes questões: como
essas diretrizes e normas in�uenciam diretamente o modo como registramos e comunicamos
transações �nanceiras? Como as organizações trabalham para estabelecer padrões e práticas
contábeis consistentes em um contexto global? Como os princípios e as características
fundamentais impactam a qualidade e a utilidade das demonstrações �nanceiras? É isso que
vamos descobrir juntos neste nosso encontro.
Bons estudos!
Vamos Começar!
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Os anos de 2007 e 2008 são considerados marcos na história da contabilidade brasileira. Isso
porque ela passou por um processo de reestruturação para se harmonizar às normas
internacionais e ao processo de harmonização. Assim, a antiga Lei nº 6.404/1976 foi alterada e
revogada pela Lei nº 11.638/2007, porque, a partir de 2007, o Brasil passaria a aplicar normas
segundo os padrões internacionais. Isso levou à criação do Comitê de Pronunciamentos
Contábeis (CPC), entidade emissora dos pronunciamentos técnicos contábeis que servem de
porta de entrada para esses padrões.
A partir de agora, estudante, vamos compreender como se deu esse processo. 
Bases legais e normativas da contabilidade
A harmonização contábil surgiu como resposta à globalização, aos avanços tecnológicos e à
crescente complexidade das transações comerciais internacionais, visando uni�car leis, regras e
estruturas contábeis globalmente. Essa uni�cação permite que demonstrações contábeis de
empresas de qualquer parte do mundo sejam compreensíveis e comparáveis internacionalmente.
No Brasil, a harmonização impactou a legislação, especialmente com as alterações introduzidas
pelas Leis nº 11.638/2007 e 11.941/2009, que adequam os procedimentos contábeis do país aos
padrões internacionais.
No contexto global, a contabilidade é vista como um meio de comunicar dados empresariais a
stakeholders que estão em nações distintas do país de origem da empresa. Assim, a
contabilidade ganha uma dimensão importante no que diz respeito à divulgação de informações,
enfatizando a perspectiva dos usuários, como ilustrado na Figura 1.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Figura 1 | As dimensões da contabilidade internacional. Fonte: adaptada de Padoveze, Benedicto e Leite (2014).
De forma geral, as informações contábeis são evidenciadas pelas entidades empresariais,
principalmente a partir da divulgação do relatório de administração, das demonstrações
contábeis e das notas explicativas. Nesse contexto, é relevante pontuar que as práticas
contábeis são guiadas por entidades nacionais e internacionais que atuam na sua padronização
e orientação. 
As entidades regulamentadoras
No contexto internacional, destacam-se organizações que contribuem para a convergência e
harmonização das práticas contábeis globalmente. Entre os órgãos reguladores da contabilidade
no mundo estão:
International Accounting Standards Board (IASB): entidade independente que promove as
Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRS), buscando transparência,
responsabilidade e e�ciência nos mercados �nanceiros globais.
Financial Accounting Standards Board (FASB): responsável pela normatização contábil nos
Estados Unidos; emite padrões que guiam a contabilidade �nanceira e relatórios contábeis.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Já entre órgãos reguladores da contabilidade no Brasil, tem-se:
Conselho Federal de Contabilidade (CFC): órgão máximo da contabilidade no Brasil,
responsável por orientar, normatizar e �scalizar o exercício da pro�ssão contábil, além de
participar ativamente do processo de convergência das normas brasileiras aos padrões
internacionais.
Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC): centraliza a emissão de normas contábeis
no Brasil, visando à convergência com os padrões internacionais. É composto por
representantes de diversas entidades interessadas e emite pronunciamentos técnicos,
orientações e interpretações.
O IASB é responsável pelo desenvolvimento e pela emissão das normas internacionais (IFRS).
Essas normas são adotadas por muitos países ao redor do mundo, buscando uniformizar a
apresentação das demonstrações contábeis e facilitar a comparação entre entidades de
diferentes jurisdições. No Brasil, essas normas são harmonizadas à realidade brasileira pelos
chamados pronunciamentos técnicos contábeis emitidos pelo CPC. Depois, esses
pronunciamentos ganham o peso efetivo de norma quando seu texto é expresso sob a forma de
Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC), emitidas pelo CFC. Assim, o CFC é visto como a
principal entidade reguladora da pro�ssão no Brasil.
Vale reforçar que os pronunciamentos técnicos são elaborados e emitidos pelo CPC, com o
objetivo de promover a convergência das práticas contábeis brasileiras com as normas
internacionais de contabilidade, especialmente as IFRS que estabelecem diretrizes, princípios e
procedimentos contábeis a serem seguidos pelas entidades na elaboração e na apresentação de
suas demonstrações �nanceiras.
Siga em Frente...
Princípios da contabilidade
Os princípios de contabilidade são diretrizes fundamentais para o registro e a apresentação das
informações das empresas. Eles garantem que as informações contábeis sejam transparentes,
con�áveis e comparáveis. Os princípios são:
Continuidade: pressupõe que a empresa continuará suas operações no futuro, afetando a
avaliação de ativos e passivos.
Oportunidade: exige o registro dos eventos contábeis no momento adequado, assegurando
a integridade e tempestividade da apresentação das informações.
Prudência: orienta a adoção de uma postura conservadora para a avaliação de ativos e
passivos a �m de evitar a superestimação de desempenhos �nanceiros.
Competência: determina que as receitas e despesas sejam reconhecidas nos períodos a
que se referem, independentemente do recebimento ou do pagamento.
Registro pelo valor original: estabelece que os itens patrimoniais devem ser registrados
peloscompreender a contabilização de elementos patrimoniais, você conseguiu classi�car contas
no patrimônio de maneira correta, inclusive entendendo a importância das contas redutoras,
assim como os conceitos e a contabilização de depreciação, amortização e exaustão,
fundamentais para a mensuração correta do valor dos ativos ao longo do tempo.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
As competências levaram em consideração também a habilidade de registrar operações de
compra e venda de mercadorias, de modo a fazê-lo entender como essas operações modi�cam o
desempenho econômico da empresa. Por �m, o estudo da Apuração do Resultado do Exercício
(ARE) foi um ponto-chave da unidade, pois mostrou-lhe que, para veri�car o sucesso econômico
da empresa em um período, enquanto o balancete de veri�cação surge como um instrumento
fundamental para conferir as informações contábeis, ele permite a identi�cação de erros nos
lançamentos contábeis.
É Hora de Praticar!
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O escritório de contabilidade CONTSEMPRE é responsável pela escrituração contábil de diversas
empresas, incluindo o Bazar Silva. Recentemente, o Bazar Silva solicitou ao escritório um
balancete de veri�cação atualizado, com o objetivo de analisar os saldos de suas contas e
veri�car detalhadamente suas movimentações �nanceiras.
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO
CONTAS
SALDO ANTERIOR MOVIMENTAÇÕES SALDO ATUAL
Débito Crédito Débito Crédito Débito Crédito
Caixa/bancos         4.500 -
Duplicatas a receber         8.400 -
Estoques de mercadorias         12.600 -
Veículos         7.400 -
Fornecedores         - 9.300
Salários e encargos a
pagar         - 3.800
ICMS a recolher         - 2.700
Financiamentos         - 6.400
Capital social         - 9.700
Vendas de mercadorias         - 28.100
Impostos sobre vendas         5.300 -
Custo das mercadorias         16.700 -
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Despesas
administrativas         3.900 -
Despesas �nanceiras         1.200 -
Totais         60.000 60.000
Quadro 1 | Balancete de veri�cação em x0
 
Veri�cação de documentação
Em resposta ao pedido, o contador do escritório CONTSEMPRE questionou se havia alguma
movimentação recente cuja documentação correspondente ainda não tivesse sido entregue ao
escritório. Em resposta, o Bazar Silva forneceu uma lista detalhada de fatos contábeis recentes,
que incluía:
Pagamento ao fornecedor: realizado em dinheiro, no valor de R$ 2.300.
Recebimento de duplicata de cliente: no valor de R$ 1.400.
Venda de estoque: produtos vendidos por R$ 6.000 a prazo, com custo de estoque de R$
2.600 e impostos associados de R$ 1.000.
 
Procedimento de atualização do balancete
Proceda com o registro desses fatos contábeis entregues pelo Bazar Silva, porém
veri�cando primeiro os saldos anteriores das contas envolvidas.
Apresente o balancete após os ajustes necessários.
Para solidi�car seu aprendizado e estimular a re�exão sobre os temas abordados, considere as
seguintes perguntas:
Como os conceitos de débito e crédito se aplicam na prática para garantir a precisão dos
registros contábeis?
De que maneira a contabilização correta de operações de venda impacta o desempenho
econômico da empresa?
Qual a importância do balancete de veri�cação na identi�cação de erros e na garantia da
integridade dos registros contábeis?
Para resolver esse estudo de caso, é preciso considerar, no registro, a contabilização das
movimentações de cada um dos três fatos contábeis não registrados. Para isso os saldos de x0
são transpostos para as colunas de saldo anterior no balancete de veri�cação para, a partir daí,
considerar as movimentações. 
Registro do fato 1
O primeiro fato envolve o pagamento ao fornecedor realizado em dinheiro no montante de R$
2.300. Isso exige um lançamento contábil em que haverá um débito em fornecedor (débitos em
contas de passivo reduzem o passivo) e um crédito na conta de caixa/bancos (créditos em
contas de ativo reduzem o ativo). Com essa movimentação, o balancete apresentará os valores,
conforme Quadro 2.
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
CONTAS
SALDO ANTERIOR MOVIMENTAÇÕES SALDO ATUAL
Débito Crédito Débito Crédito Débito Crédito
Caixa/bancos 4.500 -   2.300 2.200 -
Duplicatas a receber 8.400 -     8.400 -
Estoques de mercadorias 12.600 -     12.600 -
Veículos 7.400 -     7.400 -
Fornecedores - 9.300 2.300   - 7.000
Salários e encargos a
pagar - 3.800     - 3.800
ICMS a recolher - 2.700     - 2.700
Financiamentos - 6.400     - 6.400
Capital social - 9.700     - 9.700
Vendas de mercadorias - 28.100     - 28.100
Impostos sobre vendas 5.300 -     5.300 -
Custo das mercadorias 16.700 -     16.700 -
Despesas
administrativas 3.900 -     3.900 -
Despesas �nanceiras 1.200 -     1.200 -
Totais 60.000 60.000 2.300 2.300 57.700 57.700
Quadro 2 | Balancete de veri�cação em x0
Registro do fato 2
O segundo fato envolve o recebimento de duplicata de cliente no valor de R$ 1.400. Esse valor é
recebido no caixa/banco. Logo, haverá um débito na conta caixa/bancos e um crédito na conta
duplicatas a receber, no montante de R$ 1.400. O balancete de veri�cação, após registrado esse
fato, �cará como demonstrado no Quadro 3.
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO
CONTAS
SALDO
ANTERIOR MOVIMENTAÇÕES SALDO ATUAL
Débito Crédito Débito Crédito Débito Crédito
Caixa/bancos 4.500 - 1.400 2.300 3.600 -
Duplicatas a
receber 8.400 -   1.400 7.000 -
Estoques de
mercadorias 12.600 -     12.600 -
Veículos 7.400 -     7.400 -
Fornecedores - 9.300 2.300   - 7.000
Salários e
encargos a
pagar
- 3.800
    - 3.800
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
ICMS a recolher - 2.700     - 2.700
Financiamentos - 6.400     - 6.400
Capital social - 9.700     - 9.700
Vendas de
mercadorias - 28.100     - 28.100
Impostos sobre
vendas 5.300 -     5.300 -
Custo das
mercadorias 16.700 -     16.700 -
Despesas
administrativas 3.900 -     3.900 -
Despesas
�nanceiras 1.200 -     1.200 -
Totais 60.000 60.000 3.700 3.700 57.700 57.700
Quadro 3 | Balancete de veri�cação em x0
Registro do fato 3
O último e terceiro fato retrata uma venda não registrada. Dessa forma, será registrado um débito
na conta duplicatas a receber e um crédito na conta vendas de mercadorias, ambos no valor de
R$ 6.000, re�etindo uma venda realizada a prazo. Adicionalmente, será efetuado um registro de
débito na conta custo das mercadorias vendidas e um crédito na conta estoque de mercadorias,
no valor de R$ 2.600, para representar a saída dos produtos do estoque e o reconhecimento do
custo associado. Por �m, a transação exigirá um registro de débito na conta despesas com
impostos sobre vendas e um crédito na conta ICMS a recolher, totalizando R$ 1.000, a �m de
documentar o impacto �scal da operação. Com esses lançamentos contábeis, espera-se que o
balancete de veri�cação re�ita tais movimentações, as quais, quando somadas aos registros
anteriores, serão apresentadas conforme indicado no Quadro 4.
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO
CONTAS
SALDO ANTERIOR MOVIMENTAÇÕES SALDO ATUAL
Débito Crédito Débito Crédito Débito Crédito
Caixa/bancos 4.500 - 1.400 2.300 3.600 -
Duplicatas a receber 8.400 - 6.000 1.400 13.000 -
Estoques de mercadorias 12.600 -   2.600 10.000 -
Veículos 7.400 -     7.400 -
Fornecedores - 9.300 2.300   - 7.000
Salários e encargos a
pagar - 3.800     - 3.800
ICMS a recolher - 2.700   1.000 - 3.700
Financiamentos - 6.400     - 6.400
Capital social - 9.700     - 9.700
Vendas de mercadorias - 28.100   6.000 - 34.100
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Impostos sobre vendas 5.300 - 1.000   6.300 -
Custo das mercadorias 16.700 - 2.600   19.300 -
Despesas
administrativas 3.900 -     3.900 -
Despesas �nanceiras 1.200 -     1.200 -
Totais 60.000 60.000 13.300 13.300 64.700 64.700
Quadro 4 | Balancete de veri�cação em x0
 
Este último balancete de veri�cação considera as movimentações que precisavam ser
registradas.Com esses registros, a contabilidade pode, agora, apresentar informações corretas
sobre a realidade da entidade e se pautar nos saldos do balancete para gerar as demonstrações
contábeis que apoiarão o processo de tomada de decisão.
Este mapa mental aborda o ciclo contábil, que representa o processo completo de registro e
processamento de transações �nanceiras de uma empresa durante um período contábil. O mapa
é dividido em três ramos principais: o método das partidas dobradas, que é a base da
contabilidade moderna e envolve o registro de débitos e créditos em contas contábeis; a
contabilização de elementos patrimoniais, que aborda como os eventos afetam o patrimônio da
empresa, incluindo a análise de contas redutoras e conceitos como PECLD (Perdas Estimadas de
Créditos de Liquidação Duvidosa), depreciação, amortização e exaustão; e a contabilização de
elementos econômicos, que foca nos eventos que afetam a interação da empresa com o
mercado e a Apuração do Resultado do Exercício (ARE), analisando lucro ou prejuízo. Por �m, o
mapa mental apresenta o balancete de veri�cação, que veri�ca as contas contábeis, aponta
limitações e propõe soluções para erros identi�cados.
Esse mapa é uma ferramenta visual que auxilia na compreensão da estrutura e dos processos
contábeis dentro de uma organização. Não deixe de conferir!
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Figura 1 | Mapa mental
CARVALHO, M. da S.; GUIMARÃES, G. O. M.; CRUZ, C. F. da. Contabilidade geral: uma abordagem
interativa. São Paulo: Atlas, 2019. 
BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga dispositivos da Lei nº 6.404,
de 15 de dezembro de 1976, e da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende às
sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações
�nanceiras. Brasília: Presidência da República, 2007. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm. Acesso em: 14 set.
de 2024. 
CPC. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. [S.
l.: s. n.], 2019. Disponível em: http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf.
Acesso em: 14 set. de 2024. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
PADOVEZE, C. L. Contabilidade geral facilitada. São Paulo: Método, 2017.
,
Unidade 4
Dinâmicas e Registros da Informação Contábil
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm
http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Aula 1
Dinâmica Patrimonial
Dinâmica patrimonial
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aprendizagem ainda mais completa.
Olá, estudante!
Nesta videoaula, exploraremos a dinâmica patrimonial das empresas. Para tanto, daremos
ênfase a como o lucro é gerado e incorporado ao balanço patrimonial. Você aprenderá sobre a
distribuição de lucros para criação reservas e distribuição de dividendos, ou seja, compreenderá
os caminhos que o lucro pode percorrer dentro de uma empresa. Esses conhecimentos são
importantes para qualquer pro�ssional que deseja entender a saúde �nanceira das empresas e
contribuir ativamente com as decisões empresariais.
Bons estudos!
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Nesta aula você aprenderá a dinâmica patrimonial das empresas, aspecto fundamental da
contabilidade, que afeta diretamente a relação entre as demonstrações contábeis. Esta aula é de
extrema importância para que você compreenda como as empresas gerenciam e destinam seus
lucros, algo com que um futuro contador ou gestor precisará lidar no dia a dia pro�ssional.
Para guiar nossos estudos, focaremos em dois grandes temas: a incorporação de lucros ao
patrimônio líquido (PL) e as decisões estratégicas entre a retenção de lucros e a distribuição de
dividendos. Esses processos são vitais para sustentar o crescimento de longo prazo das
empresas e oferecer retornos justos aos acionistas.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
A questão sobre a qual vamos re�etir é: como as decisões de retenção de lucros versus
distribuição de dividendos podem in�uenciar a sustentabilidade e a expansão das empresas?
Preste atenção em como diferentes políticas de dividendos e estratégias de retenção de lucros
são aplicadas dependendo dos objetivos corporativos e das condições de mercado.
Analisaremos exemplos práticos e teóricos para ilustrar esses conceitos.
Ao �nal desta aula, espera-se que você esteja não apenas mais informado sobre a dinâmica
patrimonial, mas também esteja inspirado a aplicar esses conhecimentos em sua futura carreira.
Com a compreensão dos temas que discutiremos, você estará mais bem preparado para
enfrentar os desa�os do mundo empresarial. Vamos juntos nessa jornada!
Vamos Começar!
Dinâmica patrimonial
O lucro de uma empresa, quando gerado, representa o saldo positivo obtido após a subtração de
todas as despesas e de todos os custos das receitas totais em determinado período. Esse lucro,
uma vez apurado, tem destinações especí�cas dentro da estrutura contábil da empresa. Tendo
isso em mente, pode-se observar a dinâmica patrimonial quando o lucro gerado na
Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) se incorpora ao balanço patrimonial, no
patrimônio líquido (PL). Assim, quando uma empresa gera lucro, podemos dizer que ela gerou
recursos próprios porque o lucro representará uma parte do PL, além do capital social.
Inicialmente, o lucro líquido (ou o prejuízo) é incorporado ao PL na conta de Lucros ou Prejuízos
Acumulados (LPA). A partir daí, ele pode percorrer diferentes caminhos até sua destinação, que
pode variar de acordo com a política da empresa e as exigências dos acionistas. O lucro pode
percorrer dois caminhos dentro de uma organização, isto é, pode sofrer destinação em duas
grandes categorias:
Retenção de lucro no PL sob a forma de reservas: esta é uma prática que visa fortalecer a
estrutura de capital da empresa e sustentar planos de investimento a longo prazo. Ao reter
lucros, a empresa pode acumular um montante substancial para promover expansões,
crescimentos, inovações ou melhorias sem a necessidade de recorrer a empréstimos ou
emissões adicionais de capital. Essas reservas são classi�cadas geralmente como
reservas legais, reservas estatutárias, reservas para contingências, entre outras, cada uma
com um propósito especí�co de�nido pela governança corporativa. Independentemente
dos objetivos especí�cos das reservas, todas elas contribuem para fortalecer o PL, o que
assegura a continuidade das operações da empresa e a melhora as possibilidades de
expansão.
Distribuição de dividendos: os dividendos representam a parcela do lucro distribuída
diretamente aos acionistas ou aos sócios como retorno sobre o investimento realizado na
empresa. A decisão de quanto do lucro será distribuído em forma de dividendos depende
da política da empresa, que pode buscar um equilíbrio entre oferecer um retorno atrativo ao
acionista e reter fundos su�cientes para o crescimento e a saúde �nanceira da
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
organização. A distribuição de dividendos pode ser vista tanto como um incentivo para
manter ou atrair investidores quanto como uma demonstração de solidez �nanceira da
empresa.
Essas estratégias re�etem diferentes abordagens de gestão �nanceira e dependem das metas de
longo prazo da empresa, das expectativas dos investidores e das condições de mercado. A
escolha entre retenção de lucros e pagamento de dividendos deve alinhar-se com os objetivos
estratégicos da companhia, garantindo sustentabilidade e crescimento contínuo enquanto
proporciona retornos justos a seus acionistas.
Siga em Frente...
Lucros ou Prejuízos Acumulados
Conforme a Lei nº 11.638/2007, a conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados (LPA)deve ser
zerada ao �m de cada exercício social nas Sociedades Anônimas, exceto em caso de saldo
devedor (prejuízo), que é transferido para a conta de prejuízos acumulados. Ou seja, as
Sociedades Anônimas são obrigadas a dar destinação total a seus lucros, seja para reservas,
seja para dividendos.
A dinâmica patrimonial consiste na movimentação dos valores dos lucros, primeiro pela conta
transitória Apuração do Resultado do Exercício (ARE), na qual o lucro é identi�cado pela
confrontação de receitas e despesas, depois, sendo transferido para a conta de LPA. Após isso,
é, em parte, considerado como geração de reservas de lucros e, em parte, considerado como
Dividendos a Pagar para a distribuição de lucros aos donos da empresa. 
Compensação de prejuízos
Quando a empresa gerar prejuízos, os do exercício devem ser absorvidos pela LPA, pelas
reservas de lucros e pela reserva legal, nesta ordem, conforme o art. 189 da Lei nº 6.404/1976. A
distribuição de lucros só ocorrerá se o lucro líquido do exercício for superior ao saldo de
prejuízos acumulados. 
LPA em pequenas e médias empresas
A resolução CFC nº 1.157/2009 do Conselho Federal de Contabilidade permite que as pequenas
e médias empresas (PMEs) mantenham a conta de LPA no PL, sem necessariamente realizar
destinações, diferentemente das grandes empresas e das sociedades anônimas. 
Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA)
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
A Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) tem como �nalidade principal
evidenciar as destinações do lucro de uma empresa e as mudanças no saldo dos Lucros ou
Prejuízos Acumulados dentro do PL de uma empresa. Segundo o art. 186 da Lei nº 6.404/1976, a
DLPA deve detalhar:
O saldo inicial e os ajustes de exercícios anteriores.
As reversões de reservas e o lucro líquido do exercício.
As transferências para reservas, os dividendos distribuídos, a parte dos lucros incorporada
ao capital e o saldo �nal do período.
Veja, no Quadro 1, um exemplo de DLPA elaborado com base nos dados do balanço patrimonial e
da DRE da companhia.
Composição de valores Total
  Saldo inicial em
31/12/x1 10.000
( +/- )
Ajustes de
exercício
anterior
800
( + ) Reversão de
reservas 1.200
( + ) Lucro líquido do
exercício 1.200
  Resultado Total
Disponível 13.200
( - ) Constituição de
reservas:  
  Reserva legal (1.500)
  Reserva de
contingência (2.500)
  Reserva
estatutária (7.200)
( - ) Dividendos
propostos (2.000)
  Saldo �nal em
31/12/x2 -
Quadro 1 | Exemplo de estrutura de DLPA
As reservas constituem alocações do resultado econômico do período que podem ser exigidas
por lei, pelo estatuto da empresa ou determinadas pela gestão da entidade. Por outro lado, os
dividendos são a fração do lucro líquido do exercício destinada aos sócios ou aos acionistas,
geralmente especi�cada no estatuto da empresa.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Com a Lei nº 11.638/2007, que modi�cou a Lei nº 6.404/1976, a categoria de Lucros ou Prejuízos
Acumulados foi renomeada para apenas Prejuízos Acumulados em Sociedades Anônimas,
eliminando-se a possibilidade de manter saldos nessa conta. Isso implica que todos os lucros
devem ser obrigatoriamente distribuídos aos acionistas ou destinados a reservas.
Apenas para reforçar: o lucro apurado na ARE se incorpora ao patrimônio líquido (PL) da empresa
por meio da conta de LPA, sendo depois o seu valor destinado principalmente à distribuição aos
investidores e/ou à retida no PL sob a forma de reservas. Na contabilidade, por efeito, o lucro
aumenta o PL, o que representa a remuneração aos proprietários pelo capital investido.
Aumentar o lucro resulta no acréscimo do PL em R$ 22.000, no exemplo da Figura 1, registrado
na conta de LPA, o que indica crédito ao PL.
Figura 1 | Transferência de ARE para LPA. Fonte: Marion (2023, p. 191).
Depois, o lucro que está em LPA é destinado para reservas, por exemplo, debitando-se a conta
LPA e creditando-se a conta de reserva de lucro.
Vamos Exercitar?
Nesta aula, você aprendeu a dinâmica patrimonial das empresas, focando especialmente na
forma como os lucros são incorporados ao patrimônio líquido (PL) e nas estratégias envolvendo
a retenção de lucros e a distribuição de dividendos. Esses elementos são essenciais para o
sustento do crescimento empresarial a longo prazo e para assegurar retornos equitativos aos
acionistas.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Além disso, discutimos como a escolha entre reter lucros ou distribuir dividendos depende das
metas de longo prazo da empresa, das expectativas dos investidores e das condições de
mercado. Ao longo da aula, utilizamos exemplos práticos e teóricos para ilustrar como essas
decisões podem impactar a sustentabilidade e a expansão das empresas.
Encerramos a aula re�etindo sobre a importância de uma gestão contábil consciente e
estratégica. Como futuro contador ou gestor, você terá a responsabilidade de aplicar esses
conhecimentos para tomar decisões que não apenas favoreçam o crescimento econômico das
organizações, mas também contribuam para sua estabilidade �nanceira e a credibilidade no
mercado.
Esperamos que esta aula tenha lhe fornecido uma base sólida sobre a dinâmica patrimonial e
tenha lhe inspirado a buscar novas maneiras de aplicar esses conceitos em sua futura carreira.
Continue explorando e questionando, pois cada situação empresarial trará desa�os e
oportunidades únicas para a aplicação prática do aprendizado de hoje. Até a próxima!
Saiba mais
Vamos explorar mais a contabilidade? Leia os materiais indicados a seguir.
A política de dividendos é um dos assuntos mais debatidos e complexos em �nanças
corporativas. Tendo isso em vista, esta pesquisa procura entender os fatores que in�uenciam o
pagamento de dividendos, especialmente em empresas brasileiras com mais ou menos de 50
anos de operação. Realizada entre 2010 e 2016, a análise incluiu 203 empresas listadas na
BM&FBovespa. Os resultados mostram que fatores como rentabilidade, liquidez, tamanho da
empresa e histórico de dividendos estão associados ao aumento no pagamento de dividendos,
principalmente em empresas mais antigas. Por outro lado, o endividamento tem um impacto
negativo. Em empresas mais novas, os efeitos são similares, exceto pela liquidez, que não teve
impacto signi�cativo. Em geral, empresas com mais de 50 anos tendem a pagar dividendos com
mais frequência do que as mais novas, con�rmando teorias anteriores sobre o tema.
LEITE, M.; PAMPLONA, E.; HEIN, N. Determinantes do pagamento de dividendos de empresas
cinquentenárias e não cinquentenárias brasileiras. Revista de Contabilidade do Mestrado em
Ciências Contábeis da UERJ, Rio de Janeiro, v. 26, n. 1, p. 137-154, jan./abr. 2023.
Este estudo teve como foco o mapeamento das principais teorias de distribuição de dividendos
no mercado de capitais brasileiro, a partir do qual analisou artigos dos periódicos Qualis/CAPES
A2 e B1 do período entre 2008 e 2019. Foram revisados inicialmente 252 artigos, selecionando-
se, ao �nal, 34 que discutiam nove teorias distintas, envolvendo 85 autores e 27 instituições de
ensino. A análise detalhada desses trabalhos permitiu con�rmar a aplicabilidade de certas
teorias no contexto brasileiro, além de identi�car os autores mais produtivos na área, suas
citações e o impacto de seus estudos. Este trabalho é uma contribuição signi�cativa para
entender as dinâmicas de dividendos no Brasil, pois oferece uma visão clara das teorias mais
reconhecidas e suas implicações práticas.
http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/UERJ/article/viewPDFInterstitial/3312/2875
http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/UERJ/article/viewPDFInterstitial/3312/2875
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
MARQUES, B. dos S.; PERPÉTUO, A. A. G.; ROCHA, D. M. Análise bibliométrica sobre os estudos
de dividendos no Brasil. Research, Society and Development, [s. l.], v. 9, n. 8, 2020.
Este estudo investigou a distribuição de dividendos de empresas listadas na B3, de 2010 a 2020,
comparando aquelascom certi�cação no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e as não
certi�cadas, focando especialmente em períodos de crises econômicas. A amostra incluiu 665
empresas, com uma média anual de 28 empresas certi�cadas pelo ISE, e utilizou-se a regressão
de dados em painel com efeitos �xos e o método pooled tobit para análise. Os resultados não
con�rmaram uma relação direta entre a certi�cação ISE e uma menor distribuição de dividendos
durante crises econômicas, no entanto veri�cou-se que as empresas com certi�cação ISE
tendem a manter a estabilidade na distribuição de dividendos, independentemente da ocorrência
de crises. O estudo destaca a importância da certi�cação ISE na sinalização de estabilidade
�nanceira para o mercado, mesmo em períodos de severas crises �nanceiras. Sugerem-se
estudos futuros com períodos mais extensos para con�rmar esses achados, já que houve uma
limitação neste estudo devido a seu início em 2010, após a implementação do IFRS.
SANTOS, M. A. et al. Dividendos e crises: efeitos nas empresas sustentáveis e demais
companhias da B3. Revista de Negócios, [s. l.], v. 28, n. 2, p. 23-39, abr. 2023.
Referências
CARVALHO, M. da S.; GUIMARÃES, G. O. M.; CRUZ, C. F. da. Contabilidade geral: uma abordagem
interativa. São Paulo: Atlas, 2019. 
LEITE, M.; PAMPLONA, E.; HEIN, N. Determinantes do pagamento de dividendos de empresas
cinquentenárias e não cinquentenárias brasileiras. Revista de Contabilidade do Mestrado em
Ciências Contábeis da UERJ, Rio de Janeiro, v. 26, n. 1, p. 137-154, jan./abr. 2023. Disponível em:
http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-
06/index.php/UERJ/article/viewPDFInterstitial/3312/2875. Acesso em: 16 abr. 2024. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
MARQUES, B. dos S.; PERPÉTUO, A. A. G.; ROCHA, D. M. Análise bibliométrica sobre os estudos
de dividendos no Brasil. Research, Society and Development, [s. l.], v. 9, n. 8, 2020. Disponível em:
https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/download/5658/5047. Acesso em: 28 mar. 2024. 
SANTOS, M. A. et al. Dividendos e crises: efeitos nas empresas sustentáveis e demais
companhias da B3. Revista de Negócios, [s. l.], v. 28, n. 2, p. 23-39, abr. 2023. Disponível em:
https://ojsrevista.furb.br/ojs/index.php/rn/article/download/9995/5982. Acesso em: 28 mar.
2024.
https://ojsrevista.furb.br/ojs/index.php/rn/article/view/9995/5982
https://ojsrevista.furb.br/ojs/index.php/rn/article/view/9995/5982
http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/UERJ/article/viewPDFInterstitial/3312/2875
http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/UERJ/article/viewPDFInterstitial/3312/2875
https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/download/5658/5047
https://ojsrevista.furb.br/ojs/index.php/rn/article/download/9995/5982
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Aula 2
Plano de Contas
Plano de contas
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para assistir mesmo sem conexão à internet.
Dica para você
Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua
aprendizagem ainda mais completa.
Olá, estudante!
Nesta videoaula, você aprenderá a importância e a estruturação do plano de contas dentro das
empresas. Com isso, você descobrirá como ele é essencial para a organização e o registro de
eventos contábeis e como ele se adapta às particularidades de cada entidade, seja grande, seja
pequena. Abordaremos exemplos práticos para ilustrar como um plano de contas bem de�nido
pode in�uenciar a precisão da geração da informação.
Bons estudos! 
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Nesta aula você estudará um tema fundamental para a contabilidade de qualquer empresa: o
plano de contas. O conjunto de contas contábeis representa a espinha dorsal dos registros
contábeis e é vital para uma gestão e�ciente e transparente do patrimônio empresarial. Cada
conta tem sua função especí�ca e re�ete as operações econômicas de uma organização,
facilitando não apenas a elaboração de relatórios contábeis, mas também a tomada de decisões
estratégicas.
Nossa discussão, hoje, será guiada por esta questão: como o plano de contas deve ser adaptado
para re�etir �elmente a realidade e as necessidades especí�cas de uma empresa? Este
questionamento é essencial, visto que um plano de contas inadequado pode distorcer a realidade
�nanceira da empresa e comprometer análises e decisões.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Durante a aula, exploraremos como diferentes tipos de organizações, desde indústrias a
supermercados, adaptam seus planos de contas. Esse entendimento vai ajudá-lo a analisar e,
eventualmente, a desenvolver planos de contas e�cazes que atendam às necessidades
especí�cas de companhias que você possa vir a assessorar.
À medida que abordamos esse tema, procure pensar criticamente sobre as implicações da
estrutura de contas contábeis e sobre como as mudanças no ambiente de negócios podem
necessitar de ajustes no plano de contas. Esse é um exercício de previsão e adaptação,
qualidades essenciais para qualquer contador de sucesso.
Ao �nal desta aula, esperamos que você esteja não apenas mais informado sobre a estrutura e a
funcionalidade do plano de contas, mas que esteja também mais inspirado a aplicar todo esse
conhecimento em sua futura carreira.
Vamos começar! Bons estudos!
Vamos Começar!
Plano de contas
O plano de contas representa uma organização sistemática de todas as contas contábeis em
potencial de uso pelo setor contábil de uma empresa. Esse conjunto de contas é a base para o
registro de eventos contábeis. Trata-se de um elenco organizado e sistemático de contas
contábeis possíveis de serem utilizadas ao longo do tempo e que contempla as contas de uso
frequente e não frequente que fazem sentido na realidade da entidade.
Cada empresa deve desenvolver um plano de contas personalizado, considerando seu setor de
atuação e porte (seja micro, pequena, média ou grande empresa). Por exemplo, não faz sentido
para uma prestadora de serviços incluir uma conta de estoque de produtos em processo em seu
ativo circulante, se geralmente não há manuseio para fabricar produtos. Isso seria incoerente.
Por isso, o plano de contas sempre re�etirá a realidade da entidade, seu porte e seu setor. Da
mesma forma, uma pequena empresa não precisa incluir a conta empréstimos concedidos a
empresas coligadas em seu realizável a longo prazo, a menos que haja empresas coligadas de
fato.
Portanto, o plano de contas deve listar as contas que são ou serão afetadas pelas atividades
contábeis da empresa, considerando os eventos econômicos e fatos contábeis que possam vir a
afetar o patrimônio da entidade, incluindo aquelas que, mesmo não estando ativas atualmente,
possam ser necessárias no futuro.
Por exemplo, ao desenvolver o plano de contas de uma indústria de eletrodomésticos, um
contador incluiria contas relacionadas a impostos como ICMS a recolher, devido à circulação de
mercadorias e serviços, IPI a recolher, em virtude da industrialização de produtos, e, caso haja
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
planos imediatos para oferecer serviços de assistência técnica, ISS a recolher também seria
considerado. Veja, no Quadro 1, um exemplo resumido de plano de contas.
PLANO DE CONTAS
Balanço Patrimonial DRE
1. ATIVO 2. PASSIVO
4.1 Receita
4.1.1 (–) Deduções
5.1 Custo
5.2 Despesas
1.1 Circulante
1.2 Não Circulante
1.2.1 Realizável L. P.
1.2.2 Investimento
1.2.3 Imobilizado
1.2.4 Intangível
2.1 Circulante
2.2 Não Circulante
3. Patrimônio Líquido
3.1 Capital
3.2 Reservas de Lucros
Quadro 1 | Exemplo de plano de contas. Fonte: adaptado de Marion (2023, p. 169).
 
Plano de contas personalizado
Muitas empresas optam por copiar o plano de contas de outras organizações, uma prática que
pode comprometer a e�cácia de seus pro�ssionais de contabilidade. Mesmo quando o plano é
adaptado de uma empresa do mesmo setor, as diferenças de tamanho, características
operacionais,equipe de contabilidade, �uxo documental, equipamentos e sistemas de
pagamentos e recebimentos podem ser signi�cativas.
O ideal é que cada empresa desenvolva seu próprio plano de contas, seguindo as normas e os
padrões da contabilidade brasileira. O plano de contas pode ser ajustado ao longo do tempo para
aprimoramento, garantindo, assim, uma maior precisão e e�ciência na gestão contábil. Cabe
destacar que alterações no plano de contas podem ocorrer para inserir alguma conta não
prevista antes, mas que seria necessária para a contabilização dos fatos. Às vezes, contas
podem ser removidas também se não �zerem mais sentido para empresa. Todavia, as alterações
ocorridas no plano de contas devem ser sempre sutis e nunca bruscas para não prejudicar a
comparabilidade das informações nas demonstrações contábeis.
Siga em Frente...
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Importância do plano de contas
A utilização de um plano de contas bem de�nido é importante quando a empresa realiza vendas
a prazo, criando contas a receber conhecidas como clientes, duplicatas a receber ou contas a
receber. Tais nomenclaturas, embora diferentes, referem-se ao mesmo tipo de transação. As
contas contábeis podem ter terminologias diferentes quando comparadas a diversos planos de
contas, mas o sentido, a natureza e a codi�cação de cada uma sinalizarão o sentido daquela
conta contábil ao patrimônio da empresa, independentemente da terminologia utilizada.
Outro ponto a ressaltar é que os termos utilizados para as contas contábeis geralmente são
termos óbvios. Isso é proposital para facilitar a compreensão da informação contábil e favorecer
a leitura dos relatórios contábeis.
Um plano de contas com títulos únicos para cada conta evita que diferentes colaboradores do
setor contábil registrem a mesma operação sob nomenclaturas variadas, o que assegura a
uniformidade dos registros contábeis e facilita a continuidade do trabalho mesmo com
mudanças na equipe.
Um plano de contas e�caz deve ser desenvolvido conforme normas técnicas e adaptado às
necessidades da entidade, oferecendo clareza, consistência técnica e �exibilidade para ajustes
(Carvalho; Guimarães; Cruz, 2019). Sua principal função é guiar a escrituração contábil,
assegurando precisão e proteção contra erros. O plano pode conter um pequeno manual que
explica a função, o funcionamento e a natureza de cada conta, como a conta clientes, que é
usada para registrar vendas ou serviços a prazo, sendo debitada nas faturas emitidas e creditada
quando o pagamento é recebido, classi�cando-a como devedora.
Atualmente, a contabilidade é predominantemente digital, sendo uma raridade a escrituração
manual. O plano de contas é organizado de maneira lógica e numerada, adequando-se tanto a
processos mecânicos descontinuados quanto a métodos eletrônicos, que utilizam tecnologias
atuais como softwares de contabilidade. Essa estruturação permite manter os registros
contábeis em conformidade com a lei vigente, reforçando a transparência e a precisão nas
operações �nanceiras da empresa. 
Plano de contas e os usuários contábeis
Segundo Marion (2023), o elenco de contas e o nível de detalhamento em um plano de contas
dependem do volume e da natureza dos negócios de uma empresa. Entretanto, na estruturação
do plano de contas devem ser considerados os interesses dos usuários (gerentes, proprietários
da empresa, governo, bancos, etc.).
Para uma grande indústria química, por exemplo, é necessário destacar, para a tomada de
decisões, as contas de salários e encargos sociais relativos ao pessoal da fábrica, de vendas, do
pessoal administrativo, de honorários da diretoria, etc. Em uma drogaria, contudo, não é
interessante tanta minúcia, logo poderiam ser destacados apenas os honorários da diretoria e os
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
salários dos demais funcionários. Para um bar ou uma farmácia, uma única conta denominada
salários poderia ser o su�ciente. 
Codi�cação do plano de contas
A seguir, veja um miniplano de contas, relativo a uma indústria (Marion, 2023), que foi codi�cado
da seguinte maneira:
Inicia-se com a unidade 1 para todas as contas do ativo. A unidade 2 destina-se a todas as
contas do passivo; a 3 para todas as do patrimônio líquido; a 4 para todas as contas receita e
deduções das receitas; e a 5 para as contas dedutivas no resultado (custo, despesas,
participações, etc.).
Em seguida, adiciona-se um segundo número, que representa o grupo de contas do ativo, do
passivo e assim por diante. Desse modo, no código 1.1, tem-se o ativo circulante (o primeiro 1 é
ativo, o segundo 1 é circulante); no 1.2, não circulante; no 2.1, passivo circulante; no 2.2 passivo
não circulante, etc.
O terceiro dígito signi�ca a conta do grupo. Observe o código 1.1.1 no Quadro 2.
1. Ativo
 1.1 Ativo circulante
 1.1.1 Ativo circulante – Caixa
 1.1.2 Ativo circulante – Bancos, etc.
Quadro 2 | Ativo circulante
 
Como adequar o plano de contas a outras atividades
Se temos um plano de contas voltado para uma pequena indústria, o que fazer quando
desejamos elaborar outro para uma empresa comercial?
Certamente, devem ser consideradas as peculiaridades da atividade comercial para conseguir
melhor adequação do plano de contas. Um supermercado, por exemplo, tem características bem
diferentes de uma revendedora de automóveis, embora ambas as empresas sejam comerciais.
No caso de um plano de contas de um supermercado, normalmente não há a conta duplicatas a
receber (o supermercado normalmente só vende à vista) e, muito menos, itens do imobilizado,
tais como: máquinas, equipamentos, ferramentas (são peculiares em uma indústria). No caso de
uma empresa de transportes coletivos (ônibus urbanos), normalmente não há as contas
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
duplicatas a receber (recebe à vista) e estoque (não opera com mercadorias). O imobilizado,
todavia, seria elevado no item veículos.
Vamos Exercitar?
Nesta aula, você explorou o plano de contas, uma ferramenta básica para os registros contábeis
e para a gestão contábil de qualquer empresa. O conjunto de contas contábeis proposto pelo
contador é a base para os registros contábeis, re�etindo as operações econômicas e apoiando a
geração de relatórios contábeis. Nesse sentido, discutimos como adaptar o plano de contas para
que ele espelhe a realidade e as necessidades especí�cas de diferentes tipos de negócios.
Abordamos, também, a importância de um plano bem estruturado, que evite distorções na
realidade �nanceira da empresa e garanta análises precisas. Diante disso, encorajamos você a
pensar criticamente sobre a estruturação das contas e os ajustes necessários diante de
mudanças no ambiente de negócios, pois as habilidades de previsão e adaptação são essenciais
para um contador de sucesso.
Esperamos que essa discussão tenha enriquecido seu entendimento sobre o plano de contas e o
tenha motivado a aplicar esses conhecimentos em sua carreira. Bons estudos e continue
explorando as possibilidades de adaptação e inovação na contabilidade! Até a próxima!
Saiba mais
Que tal explorar mais a contabilidade? Aprofunde-se nos conhecimentos que já adquiriu com a
leitura dos materiais indicados a seguir. 
A contabilidade ambiental emerge como uma ferramenta essencial para as organizações que
desejam identi�car e gerenciar o impacto ambiental de suas atividades. Esse ramo da
contabilidade destaca-se por integrar aspectos econômico-�nanceiros diretamente relacionados
ao meio ambiente, in�uenciando o patrimônio das empresas. O artigo em questão propõe um
plano de contas detalhado, desenvolvido após uma análise de modelos internacionais e uma
extensa revisão bibliográ�ca na base SCOPUS. Foram identi�cadas 42 contas ambientais que
cobrem ativos, passivos, receitas, custos e despesas relacionadas ao meio ambiente, oferecendo
às empresas uma base para realçar a importância dos fatores ambientais em suas práticas
contábeis.
FARINELLI, T. C.; RODRIGUES, A. M.; PONCE, R. O. Construção de um plano de contas para a
contabilidade ambientalempresarial. Revista de Contabilidade do Mestrado em Ciências
Contábeis da UERJ, Rio de Janeiro, v. 24, n. 1, p. 20-38, jan./abr. 2019.  
Este estudo apresenta a implantação do Plano de Contas Aplicado ao Setor Público (PCASP) na
Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina (SEF-SC). A pesquisa, com abordagem
qualitativa, buscou entender como gestores e contadores públicos perceberam esse processo,
https://www.e-publicacoes.uerj.br/rcmccuerj/article/view/50683
https://www.e-publicacoes.uerj.br/rcmccuerj/article/view/50683
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
aplicando a teoria institucional e a velha economia institucional. Foram usados questionários,
com 36 respondentes, para analisar o planejamento, a codi�cação, a incorporação, a reprodução
e a institucionalização do plano. Os resultados indicaram um planejamento e�caz e uma
percepção positiva quanto à melhoria das rotinas contábeis, sem prejudicar a con�abilidade das
informações. Além disso, houve um avanço signi�cativo na qualidade das informações
contábeis, com destaque para o patrimônio público e o regime de competência.
THEODORO, A. P. et al. Institucionalização do Plano de Contas Aplicado ao Setor Público: análise
da percepção dos gestores e contadores de Santa Catarina. Revista Mineira de Contabilidade,
Belo Horizonte, v. 20, n. 2, p. 70-82, maio/ago. 2019.  
Esta pesquisa explora a implementação do novo plano de contas no setor público e como ele
contribui para a adequação da contabilidade aos padrões internacionais. Discute-se, ainda, a
tendência mundial de uniformizar procedimentos contábeis, enfatizando a necessidade de o
Brasil adaptar-se, a �m de aumentar sua competitividade e transparência no cenário global. O
artigo analisa o processo histórico de implementação desse novo padrão e suas implicações
para o setor público brasileiro.
HALIK, A. R.; NEIVA, L. J. F.; FALCÃO, M. A. Os alicerces do novo plano de contas aplicado ao
setor público. Revista FSA, Teresina, v. 14, n. 2, p. 53-67, mar./abr. 2017.
Referências
CARVALHO, M. da S.; GUIMARÃES, G. O. M.; CRUZ, C. F. da. Contabilidade geral: uma abordagem
interativa. São Paulo: Atlas, 2019. 
FARINELLI, T. C.; RODRIGUES, A. M.; PONCE, R. O. Construção de um plano de contas para a
contabilidade ambiental empresarial. Revista de Contabilidade do Mestrado em Ciências
Contábeis da UERJ, Rio de Janeiro, v. 24, n. 1, p. 20-38, jan./abr. 2019. Disponível em:
https://www.e-publicacoes.uerj.br/rcmccuerj/article/download/50683/pdf/171243. Acesso em:
28 mar. 2024. 
HALIK, A. R.; NEIVA, L. J. F.; FALCÃO, M. A. Os alicerces do novo plano de contas aplicado ao
setor público. Revista FSA, Teresina, v. 14, n. 2, p. 53-67, mar./abr. 2017. Disponível em:
http://www4.unifsa.com.br/revista/index.php/fsa/article/view/1302/1166. Acesso em: 28 mar.
2024. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
THEODORO, A. P. et al. Institucionalização do Plano de Contas Aplicado ao Setor Público: análise
da percepção dos gestores e contadores de Santa Catarina. Revista Mineira de Contabilidade,
Belo Horizonte, v. 20, n. 2, p. 70-82, maio/ago. 2019. Disponível em:
https://crcmg.emnuvens.com.br/rmc/article/download/803/577757. Acesso em: 28 mar. 2024.
https://revista.crcmg.org.br/rmc/article/view/803/577757
https://revista.crcmg.org.br/rmc/article/view/803/577757
http://www4.unifsa.com.br/revista/index.php/fsa/article/view/1302/1166
http://www4.unifsa.com.br/revista/index.php/fsa/article/view/1302/1166
https://www.e-publicacoes.uerj.br/rcmccuerj/article/download/50683/pdf/171243
http://www4.unifsa.com.br/revista/index.php/fsa/article/view/1302/1166
https://crcmg.emnuvens.com.br/rmc/article/download/803/577757
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Aula 3
Livros Contábeis
Livros contábeis
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Dica para você
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Olá, estudante!
Nesta videoaula, você conhecerá os livros contábeis obrigatórios: o livro-diário e o livro-razão,
que são essenciais para a organização e a legalidade das operações empresariais. Nesse
contexto, discutiremos como cada transação é registrada e qual o impacto desses registros no
panorama contábil das empresas. Essa compreensão garante a precisão e a conformidade dos
dados contábeis. Por isso, esteja atento aos exemplos práticos que ajudarão a ilustrar a
aplicação desses livros no dia a dia pro�ssional.
Bons estudos!
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Nesta aula, você explorará os livros contábeis obrigatórios e a mecânica dos registros contábeis,
uma vez que a contabilidade não só é uma exigência legal para as empresas, como é também
uma ferramenta essencial para a gestão �nanceira e para a tomada de decisões estratégicas.
Nesse sentido, nossa aula será guiada pelo estudo do livro-diário e do livro-razão. Discutiremos
como os registros são efetuados cronologicamente no primeiro e como cada transação é
detalhada para garantir precisão e transparência. Isso contribui para evitar erros e manipulações,
visto que cada lançamento re�ete diretamente no patrimônio da empresa.
A questão central que norteará nossa discussão é: como a prática de escrituração contábil,
através do livro-diário e do livro-razão, pode contribuir para a tomada de decisão em uma
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
empresa? Esse questionamento nos levará a explorar a importância da precisão nos
lançamentos e como os erros podem ter consequências severas, incluindo decisões
empresariais mal-informadas.
Além disso, analisaremos como a tecnologia transformou a contabilidade com sistemas
eletrônicos, facilitando processos. Nesse contexto, observaremos como o livro-razão permite um
controle detalhado de cada conta, facilitando análises �nanceiras e elaboração de relatórios.
Ao �nal desta aula, espera-se que você esteja motivado não apenas para entender os conceitos
aqui discutidos, mas também para aplicá-los no cotidiano pro�ssional. A contabilidade é muito
mais do que apenas números: ela é uma linguagem de negócios que comunica a realidade
contábil de uma empresa. Com esse conhecimento, você estará mais preparado para enfrentar
os desa�os do mundo empresarial.
Bons estudos!
Vamos Começar!
Livros contábeis obrigatórios
Os livros contábeis obrigatórios, nos quais são feitos os lançamentos contábeis, são o livro-diário
e o livro-razão. No primeiro, os lançamentos são registrados cronologicamente, re�etindo todos
os eventos econômicos que impactam o patrimônio da empresa. Além de documentar esses
eventos, o registro também visa garantir a con�abilidade dos dados, prevenindo a manipulação
das entradas através da inserção de lançamentos retroativos. No livro-razão os mesmos
lançamentos são observados segundo a ordenação de contas contábeis. Embora hoje os
softwares contábeis realizem a maior parte dessa tarefa, é fundamental que você desenvolva
uma compreensão do raciocínio contábil para facilitar o aprendizado do processo contábil como
um todo.
Siga em Frente...
Livro-diário
O livro-diário é uma exigência legal para todas as empresas, pois é nele que se registram os
eventos contábeis por meio do método das partidas dobradas. O aspecto marcante desse livro é
que todos os lançamentos contábeis são registrados nele seguindo uma ordem cronológica.
O livro deve ser encadernado, ter páginas numeradas e ser atualizado diariamente. Com a
adoção de sistemas informatizados, a numeração das páginas pode ser automática, e o livro é
encadernado no �nal do período.
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CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Esse livro deve incluir termos de abertura e encerramento e ser autenticado pelo órgão
competente. Atrasos na atualização do diário podem resultar em multas. Ele registra dados
como datas de transações, contas de débito e crédito, valores e um histórico detalhado das
operações.Por exemplo, em fevereiro de 20X5, a empresa Bascos & Cia. registrou a compra de
um equipamento e um depósito signi�cativo, demonstrando a prática de escrituração.
Figura 1 | Exemplo de diário. Fonte: Marion (2023, p. 206).
Normalmente, no livro-diário, a coluna de débito �ca à esquerda e a de crédito à direita. Para
veri�car a precisão dos lançamentos, somam-se as colunas de débito e crédito. Essa veri�cação,
que é parcial, deve coincidir com o balancete de veri�cação, conforme o método das partidas
dobradas, que exige que os totais sejam iguais. 
Livro-razão
O livro-razão surgiu da necessidade de controlar individualmente os valores de cada conta
contábil, uma vez que o livro-diário apenas lista os lançamentos por data sem permitir esse
controle. O termo “razão” indica a necessidade de se realizarem cálculos para cada conta, a �m
de apurar os saldos após os lançamentos. Essencialmente, o livro-razão é o principal instrumento
contábil para determinar o saldo de cada conta, facilitando a análise �nanceira e a elaboração de
relatórios contábeis.
Segundo Padoveze (2017), na prática, cada lançamento do livro-diário é transcrito no livro-razão,
atribuindo-se a cada conta envolvida a parte correspondente ao lançamento. Esse processo é
comum em sistemas contábeis eletrônicos, e os saldos são identi�cados como “saldo devedor”
(D) ou “saldo credor” (C).
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Os aspecto-chave desse livro residem no fato de que ele registra transações e apresenta
informações em contas especí�cas, segundo a ordem do plano de contas da empresa,
facilitando o controle contábil, como no caso da conta caixa, na qual todas as movimentações
�nanceiras são detalhadamente registradas para cálculo do saldo atual.
O razonete, derivado do livro-razão, serve como uma versão didática simpli�cada deste.
Originalmente, o livro-razão era composto de páginas individuais para cada conta, mas, com o
avanço tecnológico, adotou-se o uso de folhas avulsas e �chas para maior praticidade,
especialmente com a introdução da contabilidade mecanizada.
A resolução CFC nº 1.330, de 18 de março de 2011, através da ITG 2000 – Escrituração Contábil,
de�ne os padrões para a escrituração contábil das empresas, destacando que os livros
contábeis, incluindo o razão, devem seguir formalidades especí�cas. Em versão física, os livros
devem ser encadernados e numerados, enquanto, na versão digital, devem ser assinados
digitalmente e autenticados o�cialmente.
No passado, �chas do livro-razão eram coloridas para facilitar a organização: cores diferentes
para contas de balanço e contas de resultado ou para grupos como ativo e passivo. A cor,
marcada no topo da �cha, ajudava a visualizar e fazer o arquivamento. Com a tecnologia atual, o
processo evoluiu, permitindo mais recursos. Tecnicamente, o livro-razão pode ter caráter
sintético, abrangendo toda a conta, ou analítico, com desdobramentos para melhor controle.
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CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Figura 2 | Exemplo de razão. Fonte: Marion (2023, p. 203).
O livro-razão inclui tanto as contas patrimoniais quanto as de resultados e controla cada uma
individualmente. Além disso, todos os registros contábeis devem ser objetivos e baseados em
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CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
documentos comprovativos, exigindo que o contador mantenha neutralidade e não crie valores
�ctícios. 
Outros livros contábeis
Para contas com grande volume de transações, as empresas utilizam livros auxiliares,
considerados obrigatórios, como livro-caixa, livro de contas a receber, livros de contas a pagar e
livro de controle patrimonial. A base legal de escrituração contábil foi estabelecida pelo Decreto-
Lei nº 486 de 1969, que destaca a obrigatoriedade dos livros diário, razão, inventário, de entradas
e de apuração do lucro real (Lalur).
Desde 2008, as empresas devem transmitir eletronicamente seus livros contábeis ao Sistema
Público de Escrituração Digital (SPED), incluindo o Lalur (livro de apuração do lucro real) e a
Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ). Essa transmissão
substitui a necessidade de arquivamento físico e conta com um prazo de guarda de cinco anos
mais o ano corrente. O SPED contábil (ECD) envia os livros contábeis, enquanto o SPED �scal
(ECF) aborda os livros �scais e as declarações de imposto de renda, desobrigando as empresas
de certas normativas anteriores.
Vamos Exercitar?
Nesta aula, você explorou os livros contábeis obrigatórios e entendeu como eles fundamentam a
mecânica dos registros contábeis, essenciais não apenas diante da exigência legal, mas como
ferramentas vitais para a gestão �nanceira e tomada de decisões. Nesse contexto,
aprofundamos nossos conhecimentos quanto ao funcionamento do livro-diário e do livro-razão,
dando destaque à importância de manter registros precisos e transparentes para evitar
manipulações e erros que possam afetar o patrimônio da empresa.
Abordamos, ainda, como a contabilidade, apoiada por sistemas eletrônicos modernos, facilita a
escrituração e permite um controle detalhado das �nanças através do livro-razão. A tecnologia
não só simpli�ca o registro e a análise de dados, mas também contribui decisivamente para a
elaboração de relatórios �nanceiros precisos.
Esperamos que a aula de hoje tenha despertado seu interesse em aplicar os conceitos de
contabilidade no seu dia a dia pro�ssional, reconhecendo-a como uma linguagem de negócios
essencial para comunicar a realidade �nanceira de uma empresa e prepará-lo para os desa�os
do mundo empresarial. Bons estudos e continue explorando as possibilidades que a
contabilidade oferece!
Saiba mais
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Para aprofundar mais seus conhecimentos nos aspectos da contabilidade estudados nesta aula,
faça a leitura dos materiais indicados a seguir. 
O estudo apresentado adiante explora o uso da tecnologia blockchain nos sistemas de registros
da contabilidade. A blockchain, caracterizada por ser um sistema distribuído que cria registros
seguros e imutáveis, mostra-se promissora para aplicações �nanceiras, inclusive na
contabilidade.
Historicamente, a evolução contábil foi marcada pela adoção de novas tecnologias, e a
blockchain pode ser a próxima. Apesar dos benefícios potenciais, como maior transparência,
redução de erros e fraudes, além de aumento da e�ciência através da automação de processos, a
implementação da blockchain enfrenta desa�os. Entre eles, destacam-se a falta de
regulamentação especí�ca, a necessidade de treinamento especializado para contadores e
limitações tecnológicas em termos de processamento de transações. No entanto, a pesquisa
conclui que, apesar desses obstáculos, a integração da blockchain na contabilidade é viável e
pode representar uma tendência signi�cativa no futuro, já que oferece economia de tempo e
custos, além de revolucionar práticas contábeis tradicionais.
SILVA, G. S. da; PAPANDRÉA, P. J. Aplicação da blockchain na contabilidade: uma avaliação dos
benefícios e desa�os. Revista Cientí�ca e-Locução, Extrema, ed. 24, v. 12, p. 27-27, 2023. 
Este estudo investigou a escrituração contábil de uma operadora de saúde com rede própria,
focando em suas demonstrações contábeis para avaliar tanto o desempenho econômico quanto
o �nanceiro. O artigo começa com conceitos essenciais para a compreensão do relatório �nal e
emprega metodologias como pesquisa bibliográ�ca, documental e analítica-descritiva. Os
materiais de pesquisa incluíram relatórios contábeis, de administração, auditorias independentes,
normas especí�cas e pesquisa histórica. A análise contábil revelou que a empresa seguiu as
normas contábeis e diretrizes da Agência Nacional de Saúde (ANS) para os anos de 2018 e 2019.
Concluiu-se, então, que a operadora deve manter sua escrituração alinhada às normas da ANS e
às Normas Brasileiras de Contabilidade Técnica Geral (NBC TG).
PASSOS, F. S.; SANTOS, G. L.; MACEDO, C. T. A escrituração contábil de uma operadora de saúde
em conformidade com a normatização da Agência Nacional de Saúde (ANS).Qualia: a ciência
em movimento, [s. l.], v. 6, n. 2, p. 68-86, jul./dez. 2020. 
Este artigo destaca as mudanças estruturais e intelectuais na contabilidade, provocadas pela
evolução das demandas do mundo moderno. Nesse sentido, aborda-se a evolução dos métodos
de escrituração, desde as formas tradicionais até as tecnologias atuais, como o Sistema Público
de Escrituração Digital (SPED). Essas mudanças não apenas alteraram as práticas cotidianas,
mas também aumentaram as responsabilidades dos contadores, exigindo deles maior
conhecimento e adaptação às novas ferramentas. As legislações adaptadas por órgãos
reguladores buscam um controle mais e�caz das obrigações empresariais, impactando
diretamente o trabalho dos contadores. A análise realizada no artigo mostra que os pro�ssionais
que não se atualizarem �carão para trás, enquanto aqueles que se adaptarem terão vantagens
competitivas. A pesquisa se apoia em revisões bibliográ�cas de teóricos da área, concluindo que
https://periodicos.faex.edu.br/index.php/e-Locucao/article/view/555
https://periodicos.faex.edu.br/index.php/e-Locucao/article/view/555
https://revistas.unifan.edu.br/index.php/RevistaICSA/article/view/769
https://revistas.unifan.edu.br/index.php/RevistaICSA/article/view/769
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
a constante evolução tecnológica desa�a os contadores a se adaptarem e a se tornarem �guras
cada vez mais importantes na sociedade.
SILVA, S. E. de S. P.; COSTA, S. T. F.; SILVA, C. R. A evolução da escrituração contábil à era digital,
com foco na escrituração contábil digital e escrituração contábil �scal: desa�os dos contadores
no cenário atual. Revista Saber Eletrônico, Jussara, ano 8, v. 1, n. 3, p. 19-56, 2017.
Referências
CARVALHO, M. da S.; GUIMARÃES, G. O. M.; CRUZ, C. F. da. Contabilidade geral: uma abordagem
interativa. São Paulo: Atlas, 2019. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
PADOVEZE, C. L. Contabilidade geral facilitada. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método,
2017. 
PASSOS, F. S.; SANTOS, G. L.; MACEDO, C. T. A escrituração contábil de uma operadora de saúde
em conformidade com a normatização da Agência Nacional de Saúde (ANS). Qualia: a ciência
em movimento, [s. l.], v. 6, n. 2, p. 68-86, jul./dez. 2020. Disponível em:
https://www.revistas.unifan.edu.br/index.php/RevistaICSA/article/view/769/516. Acesso em: 28
mar. 2024. 
SILVA, G. S. da; PAPANDRÉA, P. J. Aplicação da blockchain na contabilidade: uma avaliação dos
benefícios e desa�os. Revista Cientí�ca e-Locução, Extrema, ed. 24, v. 12, p. 27-27, 2023.
Disponível em: https://periodicos.faex.edu.br/index.php/e-Locucao/article/download/555/354.
Acesso em: 28 mar. 2024. 
SILVA, S. E. de S. P.; COSTA, S. T. F.; SILVA, C. R. A evolução da escrituração contábil à era digital,
com foco na escrituração contábil digital e escrituração contábil �scal: desa�os dos contadores
no cenário atual. Revista Saber Eletrônico, Jussara, ano 8, v. 1, n. 3, p. 19-56, 2017. Disponível em:
https://sabereletronico.emnuvens.com.br/saber/article/download/4/15. Acesso em: 28 mar.
2024.
Aula 4
Sistemas Contábeis
Sistemas contábeis
https://sabereletronico.emnuvens.com.br/saber/article/view/4
https://sabereletronico.emnuvens.com.br/saber/article/view/4
https://sabereletronico.emnuvens.com.br/saber/article/view/4
https://www.revistas.unifan.edu.br/index.php/RevistaICSA/article/view/769/516
https://periodicos.faex.edu.br/index.php/e-Locucao/article/download/555/354
https://sabereletronico.emnuvens.com.br/saber/article/download/4/15
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Olá, estudante!
Nesta videoaula, você verá os avanços e a evolução dos sistemas contábeis, de modo que
conhecerá desde os tradicionais métodos manuais até os so�sticados sistemas eletrônicos de
contabilidade. A compreensão desses sistemas é útil, pois cada um desempenha um papel vital
na e�ciência operacional das empresas e na precisão das informações �nanceiras, conforme o
contexto de cada época. Prepare-se para descobrir como essas práticas impactam o cotidiano
pro�ssional. Não perca esta oportunidade de enriquecer sua prática pro�ssional!
Bons estudos!
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Nesta aula, você explorará como os sistemas de contabilidade evoluíram, desde os métodos
manuais até os avançados sistemas eletrônicos que predominam na atualidade. Você entenderá
como cada sistema foi criado para atender às necessidades especí�cas de sua época, focando
na e�ciência, na acessibilidade e na conformidade com regulamentações vigentes. A
compreensão dessas mudanças não só é importante para quem estuda contabilidade, mas
também é vital para qualquer pro�ssional que busca otimizar o desempenho de uma empresa
através de práticas contábeis e�cientes.
Para guiar esta discussão, pense no seguinte questionamento: que desa�os os contadores
enfrentam ao adaptar sistemas antigos para atender às novas demandas de mercado e de
regulamentações? Essa pergunta nos ajudará a mergulhar nos diferentes tipos de sistemas
contábeis e como eles se adaptam ou falham em se adaptar ao ambiente empresarial dinâmico
da atualidade.
Fique atento a como os sistemas contábeis interagem com outros aspectos de gestão
empresarial, tais quais a tomada de decisões, o controle de estoque e o processamento de folha
de pagamento. Essa visão integrada será essencial para você aplicar os conhecimentos
adquiridos no seu futuro pro�ssional.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Espera-se que, ao �nal desta aula, você não só compreenda melhor os sistemas contábeis, mas
também se sinta motivado a explorar como os sistemas são aplicados no cotidiano pro�ssional,
trazendo clareza e e�ciência para as operações empresariais.
Bons estudos!
Vamos Começar!
Sistemas contábeis
Um sistema contábil é um conjunto de atividades que envolvem a compreensão das operações
empresariais, a análise de eventos contábeis e a elaboração e interpretação de demonstrações
contábeis, visando otimizar o desempenho da empresa. A escolha de um sistema deve levar em
conta as necessidades administrativas da organização, os interesses dos diversos usuários da
contabilidade (governo, bancos, funcionários, etc.) e os recursos disponíveis. Diante disso, torna-
se necessário selecionar um sistema que se adapte bem às características especí�cas da
empresa, evitando a adoção direta de sistemas usados por outras organizações.
Os sistemas contábeis têm evoluído com o passar do tempo, desde o formato manual, utilizado
historicamente para �nalidades simples e com recursos limitados, até os modernos sistemas
eletrônicos. 
Sistema manual
Segundo Marion (2023), o sistema contábil manual dependia de ferramentas simples, como
canetas, livros e �chas, e era comum em pequenas entidades que não requeriam dados
contábeis frequentes para tomadas de decisão. Os livros diário e razão eram essenciais nesse
processo, sendo que o diário necessitava de registro na Junta Comercial antes de ser usado.
Esse método, predominante por muitos anos, exigia boa caligra�a dos contadores, mas
atualmente está em desuso. 
Sistema mecanizado
Já o sistema maquinizado, que surgiu como um avanço, envolvia o uso de máquinas de escrever,
calculadoras e um formulário especial chamado �cha tríplice (vide Figura 1). Esse sistema
diferenciava-se pelo uso de tipogra�a colorida para cada via do formulário, com �nalidades
especí�cas para integração nos livros contábeis diário e razão. Com a inovação dos
microcomputadores, na década de 1980, grandes fabricantes de máquinas de escrever, como
Olivetti e Remington, declinaram signi�cativamente.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Figura 1 | Modelo de �cha tríplice. Fonte: Marion (2023, p. 221).
Essesistema era popular entre pequenas empresas e escritórios de contabilidade devido a seu
custo acessível e a sua e�ciência moderada. As �chas datilografadas funcionavam como razão
quando organizadas corretamente e podiam atuar como diário se copiadas sequencialmente em
um livro apropriado, usando gelatina e outros métodos para reprodução. 
Sistema mecanizado de contabilidade
Para Marion (2023), esse sistema utilizava máquinas contábeis especializadas, como as da Ruf e
da Olivetti, que permitiam a escrituração simultânea do diário e da razão através de inserção
frontal. Equipadas com múltiplos somadores, essas máquinas calculavam saldos, facilitando o
processo contábil. As �chas voucher, inspiradas nas �chas tríplices, também otimizavam a
produtividade ao reduzir a necessidade de novas inserções. Com a digitalização, o uso dessas
máquinas tem diminuído. 
Sistema eletrônico de contabilidade
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
O sistema eletrônico se baseia no uso de computadores para gerenciar a contabilidade
empresarial de forma e�ciente e rápida. Atualmente, serviços de processamento de dados
oferecem relatórios detalhados em poucas horas, abrangendo não só a contabilidade, mas
também folha de pagamentos e controle de estoque. Com o desenvolvimento dos
microcomputadores, a análise de dados se tornou acessível e econômica, permitindo até mesmo
a pequenos negócios a realização de gestões complexas diariamente. Os softwares contábeis
modernos integram diversas funções empresariais, simpli�cando sua operação.
Siga em Frente...
Registros mercantis
A escrituração mercantil, conforme a legislação comercial brasileira, refere-se aos registros
contábeis obrigatórios no diário. Embora o pequeno empresário, de�nido como
microempreendedor individual (MEI), e empresas com lucro presumido estejam geralmente
dispensados da escrituração para �ns de Imposto de Renda, ainda são obrigados a manter
registros mercantis.
O Decreto nº 64.567/1969 e o Código Civil fornecem diretrizes sobre a escrituração, incluindo a
possibilidade de uma versão resumida do diário por até um mês, com o suporte de livros
auxiliares para operações frequentes ou externas e a conservação dos documentos relevantes
para veri�cação. Os livros auxiliares, como o diário auxiliar de caixa, recebimentos, pagamentos,
bancos, fornecedores e clientes, permitem uma contabilidade detalhada e adaptada às
necessidades de negócios com grande volume de transações ou muitos parceiros comerciais.
O livro-diário e seus auxiliares, incluindo �chas e formulários, devem ser autenticados por órgãos
competentes, como JUCESP e cartórios, contendo termos de abertura e encerramento nas
primeiras e últimas páginas, respectivamente. A escrituração pode ser feita em �chas quando
mecanizada, permitindo o uso simultâneo do diário e do razão. As �chas podem ser soltas,
numeradas e com termos nas primeiras e últimas páginas de cada conjunto, ou contínuas, sem
possibilidade de destaque, e com termos na primeira página e no verso da última dobra de cada
bloco. Já os formulários contínuos, usados com computadores e sem autenticação prévia, são
processados eletronicamente e depois encadernados e autenticados. Normalmente, a
autenticação é realizada na Junta Comercial ou em cartórios, e, para entidades sem �ns
lucrativos, esse processo é realizado no Cartório de Registro Civil. Para a inscrição do balanço
patrimonial, as empresas devem adotar um livro especí�co e autenticá-lo se a escrituração for
realizada por meio de �chas.
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CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Figura 2 | Ilustrações de �chas e formulários. Fonte: Marion (2023, p. 226).
Software contábil e contabilidade digital
Os contadores têm utilizado uma variedade de ferramentas ao longo do tempo, desde
calculadoras e máquinas contábeis até computadores modernos. Com o aumento das
complexidades e dos volumes das operações nas organizações, in�uenciadas por mudanças
ambientais, políticas e sociais, utilizar software contábil se tornou essencial. Esses programas
são criados para automatizar e simpli�car as tarefas contábeis, liberando o contador para se
concentrar mais em atividades intelectuais e de análises. A modernização das funções contábeis
torna impensável a operação sem esses softwares, apesar de seus custos serem ainda muito
elevados para estudantes e pro�ssionais iniciantes. No entanto, existem várias empresas que
oferecem softwares acessíveis e licenças acadêmicas a estudantes que buscam a aprendizagem
contábil.
Além disso, a contabilidade digital permite a escrituração contábil automática através de
sistemas de processamento eletrônico de dados. Isso inclui o uso de Nota Fiscal Eletrônica e o
SPED (Sistema Público de Escrituração Digital), que uni�ca a gestão de documentos contábeis e
�scais digitalmente. A escrituração digital facilita a padronização e o controle �scal, contribuindo
para a luta contra a sonegação e melhorando o gerenciamento de dados contábeis e �scais.
Regulamentações, como a ITG 2000, dispensam a necessidade de impressão física dos livros
contábeis, exigindo apenas a manutenção de arquivos digitais autenticados.
Vamos Exercitar?
Nesta aula, você, estudante, teve a oportunidade de explorar a trajetória dos sistemas contábeis,
desde as práticas manuais tradicionais até as modernas soluções eletrônicas que hoje dominam
o campo. Ao longo desse percurso, abordamos como cada sistema foi desenvolvido para
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
responder às exigências de sua época, enfatizando e�ciência, acessibilidade e conformidade
regulatória.
Discutimos, também, os desa�os enfrentados pelos contadores ao atualizar sistemas antigos
para atender novas demandas de mercado e de regulamentações. Além disso, examinamos
como essas adaptações são fundamentais para a integração e�caz com outras áreas de gestão
empresarial, como tomada de decisões e controle de estoque.
Esperamos que essa visão abrangente dos sistemas contábeis não só enriqueça seu
conhecimento, mas também inspire você a aplicar esses conceitos de forma prática e e�ciente
no ambiente pro�ssional. Continuar explorando e se adaptando às novas tecnologias será
essencial para seu sucesso na área de contabilidade. Até a próxima!
Saiba mais
Vamos explorar mais a contabilidade? Faça a leitura dos materiais indicados a seguir. 
A pro�ssão contábil passou por uma grande transformação a partir das décadas de 1980 e 1990,
momento em que predominava a imagem do contador como um burocrata ocupado com papéis.
Com o avanço da tecnologia na época, que trouxe computadores pessoais e softwares
contábeis, os contadores começaram a se dedicar mais ao planejamento estratégico e à
consultoria.
A introdução do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) no Brasil, em 2006, por exemplo,
acelerou a digitalização dos processos contábeis, e as exigências das normas internacionais e
os avanços tecnológicos, como Inteligência Arti�cial e blockchain, têm elevado a necessidade de
habilidades digitais e estratégicas. Estudos indicam que, embora as tarefas operacionais possam
ser automatizadas, a capacidade de agregar valor estratégico ao negócio continua essencial para
os contadores no futuro. Portanto, ainda que a pro�ssão esteja se adaptando a um ambiente
mais complexo e integrado, mantém ainda sua relevância na era digital.
MARION, J. C. Pro�ssional contábil: um pouco da nossa história e o per�l ideal do pro�ssional
moderno. Revista CINTEC, [s. l.], v. 1, n. 2, p. 74-87, nov. 2023; abr. 2024. 
Esta pesquisa explorou como os avanços tecnológicos in�uenciaram um escritório de
contabilidade. Para isso, os autores analisaram mudanças feitas desde o início de suas
operações. Através de um estudo de caso qualitativo e entrevistas semiestruturadas, foram
identi�cados diversos efeitos da tecnologia na contabilidade. Entre os resultados, destacam-se a
melhoria na qualidade, na agilidade e na segurança das informações, na simpli�cação das
tarefas, na redução do quadro de funcionários, na alteração no per�l dos pro�ssionais contábeis,
e navariação nos custos e nos lucros relacionados à tecnologia da informação. O estudo
concluiu que a adoção de tecnologias requer adaptação tanto dos processos quanto dos
pro�ssionais, visto que impacta diretamente a gestão do escritório e da equipe.
https://revistas.pucsp.br/index.php/cintec/article/view/64235
https://revistas.pucsp.br/index.php/cintec/article/view/64235
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
SANTOS, B. L. dos S. et al. Pro�ssão contábil em tempos de mudança: implicações do avanço
tecnológico nas atividades em um escritório de contabilidade. Revista de Contabilidade &
Controladoria, Curitiba, v. 11, n. 3, p. 113-133, set./dez. 2019. 
Este artigo analisa a implementação do programa SPED Contábil nos escritórios de
contabilidade, destacando como essa mudança melhorou a e�ciência e a segurança na
transmissão de informações �scais tanto para clientes quanto para o �sco.
No estudo, explora-se a ideia de que as ferramentas auxiliares são essenciais nesse processo,
conferindo maior e�cácia às rotinas contábeis. A pesquisa adotou uma metodologia descritiva,
com abordagens quantitativa e qualitativa, permitindo concluir como é vital integrar tecnologias e
programas que simpli�cam o trabalho diário dos contadores.
MACEDO, S. L. Sped contábil – Uma pesquisa sobre o uso de ferramentas auxiliares e sua
e�ciência em um pequeno escritório de contabilidade em Feira de Santana. Revista Cientí�ca
BSSP, [s. l.], v. 1, n. 2, ago./dez. 2021. 
Referências
CARVALHO, M. da S.; GUIMARÃES, G. O. M.; CRUZ, C. F. da. Contabilidade geral: uma abordagem
interativa. São Paulo: Atlas, 2019. 
MACEDO, S. L. Sped contábil – Uma pesquisa sobre o uso de ferramentas auxiliares e sua
e�ciência em um pequeno escritório de contabilidade em Feira de Santana. Revista Cientí�ca
BSSP, [s. l.], v. 1, n. 2, ago./dez. 2021. Disponível em:
https://app.periodikos.com.br/article/604baa0ea9539543a736c1f2/pdf/rcbssp-1-2-
604baa0ea9539543a736c1f2.pdf. Acesso em: 21 set. 2024. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
MARION, J. C. Pro�ssional contábil: um pouco da nossa história e o per�l ideal do pro�ssional
moderno. Revista CINTEC, [s. l.], v. 1, n. 2, p. 74-87, nov. 2023; abr. 2024. Disponível em:
https://revistas.pucsp.br/cintec/article/download/64235/43552. Acesso em: 28 mar. 2024. 
SANTOS, B. L. dos S. et al. Pro�ssão contábil em tempos de mudança: implicações do avanço
tecnológico nas atividades em um escritório de contabilidade. Revista de Contabilidade &
Controladoria, Curitiba, v. 11, n. 3, p. 113-133, set./dez. 2019. Disponível em:
https://revistas.ufpr.br/rcc/article/download/71765/41607. Acesso em: 28 mar. 2024.
Aula 5
Encerramento da Unidade
https://revistas.ufpr.br/rcc/article/view/71765
https://revistas.ufpr.br/rcc/article/view/71765
https://app.periodikos.com.br/article/604baa0ea9539543a736c1f2/pdf/rcbssp-1-2-604baa0ea9539543a736c1f2.pdf
https://app.periodikos.com.br/article/604baa0ea9539543a736c1f2/pdf/rcbssp-1-2-604baa0ea9539543a736c1f2.pdf
https://app.periodikos.com.br/article/604baa0ea9539543a736c1f2/pdf/rcbssp-1-2-604baa0ea9539543a736c1f2.pdf
https://app.periodikos.com.br/article/604baa0ea9539543a736c1f2/pdf/rcbssp-1-2-604baa0ea9539543a736c1f2.pdf
https://revistas.pucsp.br/cintec/article/download/64235/43552
https://revistas.ufpr.br/rcc/article/download/71765/41607
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Dinâmicas e registros da informação contábil
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Dica para você
Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua
aprendizagem ainda mais completa.
Olá, estudante!
Chegamos à videoaula de encerramento desta unidade, na qual revisaremos conceitos-chave,
como destinações do lucro do exercício, estruturas patrimoniais e interações entre diversas
demonstrações contábeis. Exploraremos a importância do plano de contas, a organização dos
livros contábeis e as inovações trazidas pela contabilidade digital.
Entender esses elementos é fundamental para aprimorar sua prática pro�ssional e para capacitá-
lo a gerir com e�ciência as �nanças e a tomar decisões acertadas. Não perca essa oportunidade
de solidi�car seu conhecimento! Vamos nessa!
Ponto de Chegada
Olá, estudante!
Para desenvolver a competência desta unidade, que é Conhecer, compreender e conseguir
executar os conceitos e procedimentos contábeis relacionados à organização e ao registro das
informações �nanceiras e patrimoniais de uma empresa, você precisou, primeiramente,
familiarizar-se com a estrutura e as modi�cações do patrimônio líquido. Isso envolveu o estudo e
a compreensão das destinações do lucro do exercício e como ele in�uencia o patrimônio líquido,
aspecto fundamental para a análise �nanceira.
Com isso, você entendeu a inter-relação entre as diversas demonstrações contábeis. Ao analisar
como o balanço patrimonial se conecta com a Demonstração de Resultado do Exercício (DRE),
você desenvolveu uma visão integrada das informações contábeis da empresa, essencial para a
tomada de decisões estratégicas.
Ao aprofundar-se no conceito e na utilidade do plano de contas, você deu outro passo
importante, pois passou a compreender como organizar o plano de contas não só para ajudar a
manter os registros contábeis sistemáticos e consistentes, mas também para facilitar a
preparação de relatórios �nanceiros precisos. Com isso, você pôde entender a ordenação e a
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
estrutura do plano de contas, bem como a diferenciação entre contas patrimoniais e de
resultado.
Além disso, você estudou que a prática contábil moderna demanda conhecimento sobre os livros
contábeis, como o livro-diário e o livro-razão, que registram as operações diárias e sistematizam
as informações para análise. Essa compreensão foi ampliada ao explorar outros livros contábeis
que podem ser necessários conforme o contexto da empresa.
Por �m, a familiarização com os sistemas de contabilidade, especialmente no contexto da
contabilidade digital, foi indispensável. Isso envolveu a exploração de como as tecnologias
modernas e softwares de contabilidade podem aprimorar a coleta e o processamento de dados
contábeis, gerando informações estratégicas para gestores e stakeholders.
É Hora de Praticar!
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Ao encerrar o exercício social de 20x1, a empresa Armazena e Entrega Tudo apurou os seguintes
saldos:
CONTA/MOVIMENTAÇÃO VALOR (R$)
Capital social 160.000
Receita de vendas 540.000
Estoque de mercadorias 180.000
Duplicatas a receber 140.000
Caixa 70.000
ICMS sobre vendas 100.000
Duplicatas a pagar 100.000
Ações em outras companhias 50.000
Fornecedores 150.000
Móveis e utensílios 310.000
Férias a pagar 15.000
Depreciação 60.000
Duplicatas descontadas 90.000
Depreciação acumulada 180.000
Despesa de fretes e carretos 25.000
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CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Lucros ou prejuízos acumulados (31.000)
Salários a pagar 18.000
Salários 88.000
Perdas Estimadas de Créditos de Liquidação Duvidosa (PECLD)* (2.000)
Rendimento de aplicações 12.000
Taxas bancárias 7.000
ICMS a recolher 65.000
Reserva legal 6.000
Ações em tesouraria 30.000
Despesa de prêmios de seguros 17.000
* conta redutora do ativo.
Quadro 1 | Conta/movimentação
 
Informação adicional: durante o período, a empresa realizou compras de mercadorias no valor de
R$ 230.000. Além disso, o inventário físico apontou o valor de R$ 154.000 de mercadorias em
estoque no �m do ano. 
Informações das demonstrações contábeis
Para elaborar o balanço patrimonial com os dados apresentados e uma Demonstração do
Resultado do Exercício (DRE), quais seriam os valores do(a):
Ativo total.
Ativo circulante.
Ativo não circulante.
Passivo total.valores originais das transações.
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CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Princípio da entidade: enfatiza a separação entre o patrimônio da empresa e o pessoal dos
seus proprietários ou sócios.
Os princípios da prudência e da oportunidade estão estabelecidos de forma intrínseca às
normativas contábeis. Todos eles asseguram a correta apuração dos resultados e a adequada
representação da situação �nanceira da empresa nas demonstrações contábeis. 
Características qualitativas da informação contábil
Com o processo de harmonização, houve uma valorização dos pressupostos básicos e das
características qualitativas das informações contábeis, segundo o CPC 00 (R2) (CPC, 2019), que
é uma espécie de espinha dorsal da contabilidade no Brasil por fornecer os fundamentos
conceituais que orientam a elaboração das normas contábeis.
De acordo o CPC 00 (R2), a informação contábil é útil (de utilidade) se ela for, ao mesmo tempo,
relevante e representar com �dedignidade o que se propõe a representar. A informação é
relevante se tiver o potencial ou a capacidade de fazer diferença no processo decisório,
independentemente de o usuário a utilizar ou não. A utilidade de uma informação contábil já
existente, de maneira geral, pode ser melhorada ou aperfeiçoada se for comparável, veri�cável,
tempestiva e compreensível.
Assim, as características qualitativas delineadas no CPC 00 (R2) são separadas em dois grupos:
as características fundamentais (relevância e representação �dedigna) e características de
melhoria (comparabilidade, capacidade de veri�cação, tempestividade e compreensibilidade).
A relevância assegura que as informações in�uenciem as decisões econômicas dos usuários,
enquanto a representação �dedigna requer que as demonstrações contábeis retratem de
maneira precisa a realidade econômica e �nanceira da entidade. Para a informação retratar a
realidade, deve ser completa, neutra e livre de erros. Para ser completa, precisa demonstrar todas
as suas características, pois só assim o usuário compreende a informação e sua realidade. A
neutralidade é caracterizada pelo fato de a informação não ter distorções e manipulações. Livre
de erros signi�ca demonstrar a informação sem omissões e que o processo para produzir a
informação não apresente falhas.
De acordo com o CPC 00 (R2), as características de melhoria são:
Comparabilidade: permite que os usuários identi�quem e compreendam semelhanças e
diferenças entre itens econômicos, seja dentro da mesma entidade, seja entre diferentes
entidades, facilitando a análise de tendências e a avaliação do desempenho �nanceiro ao
longo do tempo. Isso requer uniformidade e consistência na mensuração e na
apresentação das informações.
Capacidade de veri�cação: indica que diferentes observadores bem-informados e
independentes podem chegar a um consenso, embora não a um acordo necessariamente
completo quanto ao retrato de uma realidade econômica em particular ser uma
representação �dedigna.
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CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Tempestividade: preconiza que as informações devem estar disponíveis para os tomadores
de decisão a tempo de poder in�uenciá-los em suas decisões. Em geral, a informação mais
antiga é a que tem menos utilidade. Contudo, certa informação pode ter a sua
tempestividade prolongada após o encerramento de um período contábil para os usuários
que precisam avaliar tendências.
Compreensibilidade: refere-se à classi�cação, à caracterização e à apresentação de
informações de modo claro e conciso para que se tornem compreensíveis. Essa
característica retrata que as informações contábeis devam ser prontamente entendidas
pelos usuários.
Por �m, destacamos a importância dos princípios contábeis e das características qualitativas
para guiar o registro e a interpretação das transações empresariais. Assim, perceba o quanto a
contabilidade é dinâmica e está em constante movimento, atendendo o compromisso contínuo
com a qualidade e a relevância da informação para a tomada de decisão.
Vamos Exercitar?
Nesta aula, você re�etiu sobre as principais mudanças que ocorreram na contabilidade, nos
últimos anos, durante o processo de harmonização contábil aos padrões internacionais. Esse
processo se tornou necessário para que a contabilidade brasileira atingisse padrões contábeis
universais que transcendem fronteiras e promovem a comparabilidade global.
A Lei nº 11.638/2007, marco legislativo signi�cativo, e os pronunciamentos técnicos contábeis
emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), destacam-se como pilares que
sustentam a evolução e a adaptação da contabilidade brasileira aos padrões internacionais.
Essas iniciativas não apenas delineiam regras, mas também moldam a forma como as entidades
comunicam suas realidades contábeis.
Nesse sentido, convidamos você a re�etir sobre os principais motivos que tornaram inevitável o
processo de harmonização da contabilidade com os padrões internacionais. O primeiro deles é
comparabilidade global, uma vez que os padrões internacionais permitem que as demonstrações
contábeis de diferentes empresas e países sejam comparáveis, algo fundamental para
investidores, analistas e outras partes interessadas que buscam avaliar o desempenho e a saúde
�nanceira das organizações em um contexto global.
Além disso, a harmonização simpli�ca a conformidade contábil para empresas multinacionais,
reduzindo custos operacionais e fortalecendo a con�ança dos stakeholders. Essa padronização
não apenas re�ete a adaptação às tendências globais, mas também contribui para a integridade
dos mercados �nanceiros, proporcionando às empresas uma base sólida para competir e crescer
em um cenário empresarial cada vez mais interconectado.
Concluímos esta aula, caro estudante, com a convicção de que a contabilidade, em sua busca
incessante pela transparência e relevância, desempenha um papel vital no cenário empresarial
moderno. Ao seguir os princípios, atender às legislações e adotar padrões internacionais, os
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
pro�ssionais contábeis contribuem para a construção de organizações mais resilientes e
transparentes, preparadas para os desa�os e as oportunidades que o futuro reserva. Até a
próxima!
Saiba mais
Que tal buscar mais conhecimentos? Para aumentar ainda mais a sua capacidade de pensar
criticamente no conteúdo desta aula, recomendamos a leitura dos textos a seguir.
Nesta discussão sobre contabilidade, torna-se essencial aprofundar seu conhecimento nos
fundamentos teóricos que dão base à contabilidade. Por isso, sugerimos que você se dedique à
leitura recorrente do CPC 00 (R2), pois isso lhe permitirá familiarizar-se com o vocabulário
técnico utilizado nas normativas contábeis e conhecer detalhes dos fundamentos contábeis.
CPC. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. [S.
l.: s. n.], 2019.
O estudo a seguir investiga a adoção das Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRS)
no Brasil, utilizando modelos de mudança institucional. Ele explora como ações individuais e
critérios legais in�uenciam a convergência às IFRS em vários níveis sociais. Os resultados
destacam a importância das colaborações transnacionais e a adaptação de práticas
operacionais às normas internacionais, evidenciando a relevância do estudo para reguladores e
pro�ssionais da contabilidade no Brasil.
DUARTE, A. M. da P.; SAUR-AMARAL, I.; AZEVEDO, G. M. do C. Processo de Convergência e
Adoção das IFRS: Estudo de caso do Brasil. Sociedade, Contabilidade e Gestão, Rio de Janeiro, v.
15, n. 2, p. 40-62, maio/ago. 2020.
Saiba mais sobre a percepção dos contabilistas de Nova Mutum (MT) frente às alterações na
prática contábil devido à convergência com as normas internacionais, a partir da leitura do
estudo a seguir. Realizada entre 2 de setembro e 4 de outubro de 2019, essa pesquisa de campo
coletou opiniões de 52 pro�ssionais através de um questionário aplicado em 19 escritórios de
contabilidade do município. Os resultados revelam que, na visão dos contabilistas, embora essas
mudanças marquemPassivo circulante.
Passivo não circulante.
Patrimônio líquido.
Lucro bruto.
Lucro líquido ou prejuízo. 
Procedimento para a elaboração dos relatórios
Faça o cálculo do CMV.
Proceda para a estruturação da DRE a partir das contas de resultado.
Estruture o balanço patrimonial, considerando a incorporação do resultado da DRE na conta
de lucros ou prejuízos acumulados.
Para solidi�car seu aprendizado e estimular a re�exão sobre os temas abordados, considere as
seguintes perguntas:
Como a estrutura e a funcionalidade do plano de contas contribuem para uma informação
contábil de qualidade?
De que maneira a compreensão detalhada dos livros contábeis, como o livro-diário e o livro-
razão, pode in�uenciar a tomada de decisões estratégicas na empresa?
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Qual é o impacto da contabilidade digital na e�ciência e na transparência dos registros
contábeis?
Para realizar a atividade, é necessário primeiro calcular o CMV. O valor do estoque inicial é obtido
no balancete, e o valor das compras e do estoque �nal é dado na atividade. A informação do
CMV deve ser apresentada na estrutura da DRE.
CMV = Ei + Compras – Ef
CMV = R$ 180.000 + R$ 230.000 – R$ 154.000 = R$ 256.000 
Estruturação da demonstração de resultado do exercício
Na sequência, é possível estruturar a DRE com base na informação do CMV e nas demais contas
de resultados, identi�cados no balancete. A DRE apresentará prejuízos e sua estrutura será tal
como vista no Quadro 2:
CONTA/GRUPO VALOR (R$)
Receita de vendas 540.000
( - ) ICMS sobre vendas (100.000)
Receita líquida 440.000
( - ) CMV (256.000)
Lucro bruto 184.00
Despesas operacionais (190.000)
Depreciação 60.000
Despesa de fretes e carretos 25.000
Salários 88.000
Despesa de prêmios de seguros 17.000
( + ) Receita �nanceira  
Rendimento de aplicações 12.000
( - ) Despesa �nanceira  
Taxas bancárias (7.000)
Lucro líquido ou prejuízo (1.000)
Quadro 2 | DRE
 
Estruturação do balanço patrimonial
Na sequência, o balanço patrimonial deve ser estruturado com base nas classi�cações das
contas patrimoniais. O valor obtido de prejuízo incorpora-se à conta lucros ou prejuízos
acumulados. Com isso, a conta passa de (R$ 31.000) para (R$ 32.000). Além disso, no balanço
patrimonial deve-se considerar o valor dos estoques �nais de R$ 154.000. O balanço se
apresentará conforme visto na Quadro 3.
ATIVO PASSIVO
ATIVO CIRCULANTE 362.000 PASSIVO CIRCULANTE 438.000
Caixa 70.000 Fornecedores 150.000
Duplicatas a receber 140.000 Duplicatas descontadas 90.000
( - ) PECLD (2.000) Duplicatas a pagar 100.000
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Estoque de
mercadorias 154.000 Salários a pagar 18.000
    Férias a pagar 15.000
    ICMS a recolher 65.000
ATIVO NÃO CIRCULANTE 180.000 PASSIVO NÃO
CIRCULANTE -
Realizável a longo prazo - -- -
Investimentos 50.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 104.000
Ações em outras cias 50.000 Capital social 160.000
Imobilizado 130.000 Reserva legal 6.000
Móveis e utensílios 310.000 Ações em tesouraria (30.000)
Depreciação acumulada (180.000) Prejuízos acumulados (32.000)
Intangível      
TOTAL 542.000 TOTAL 542.000
Quadro 3 | Balanço patrimonial
 
A utilização das contas contábeis do balancete é fundamental para estruturar adequadamente o
balanço patrimonial e a DRE. Essas contas fornecem informações detalhadas sobre os ativos, os
passivos e o patrimônio líquido da empresa, possibilitando uma visão clara e precisa da posição
patrimonial da organização em determinado momento. Para a DRE, as contas de resultado do
balancete permitem identi�car as receitas, os custos e as despesas operacionais, oferecendo um
panorama dos resultados operacionais. Tal prática não só garante conformidade com normas
contábeis, mas também auxilia gestores e investidores na tomada de decisões, que pode ser
fundamentada em informações transparentes.
Este mapa mental apresenta uma estrutura organizada sobre as dinâmicas e os registros da
informação contábil, dividindo-se nas grandes áreas: compreendendo os resultados econômicos,
estruturas e registros contábeis, plano de contas, sistemas contábeis e digitalização contábil.
Em “compreendendo os resultados econômicos”, são abordados tópicos como resultado da
contabilidade, seja positivo (lucro), seja negativo (prejuízo), destinações do lucro, incluindo
reservas, dividendos e retenções para fortalecimento de capital, e investimentos futuros.
Também apresenta o tratamento dos prejuízos.
Em “estruturas e registros contábeis”, destaca-se a DLPA, que apresenta as alterações no saldo
de Lucros ou Prejuízos Acumulados (LPA) e menciona a Lei nº 11638/2007 que determina a
destinação dos lucros em Sociedades Anônimas. O “plano de contas” expressa que sua estrutura
adaptável é baseada no esforço e no porte da empresa.
Em “sistemas contábeis”, detalham-se os livros contábeis obrigatórios, como o livro-diário e livro-
razão, que guardam a história da empresa. Nesse tópico também se destaca a transição dos
sistemas manuais para eletrônicos, que usam softwares para e�ciência operacional. Esse
segmento ressalta a importância da tecnologia na contabilidade atual.
A última área, “digitalização contábil”, retrata a modernização dos sistemas contábeis através da
adoção do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) para integração, gestão de
documentos �scais e contábeis digitalmente.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Este mapa é uma ferramenta visual que auxilia na compreensão das dinâmicas e registros da
informação contábil. Con�ra!
Figura 1 | Mapa mental
BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga dispositivos da Lei nº 6.404,
de 15 de dezembro de 1976, e da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende às
sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações
�nanceiras. Brasília: Presidência da República, 2007. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm. Acesso em: 14 set.
de 2024. 
CARVALHO, M. da S.; GUIMARÃES, G. O. M.; CRUZ, C. F. da. Contabilidade geral: uma abordagem
interativa. São Paulo: Atlas, 2019. 
CPC. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. [S.
l.: s. n.], 2019. Disponível em: http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf.
Acesso em: 14 set. de 2024. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
PADOVEZE, C. L. Contabilidade geral facilitada. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2017.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm
http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdfuma evolução na contabilidade, a falta de clareza sobre o processo de
convergência se apresenta como um desa�o signi�cativo. Por outro lado, a convergência é vista
como bené�ca por trazer maior transparência e con�abilidade para a área.
SANTOS, J. C.; ANTONIO, M. O. de M. Mudanças na Prática Contábil frente às IFRS: Uma análise
sob a percepção dos contabilistas do município de Nova Mutum (MT). Revista Cientí�ca da Ajes,
Juína, v. 9, n. 18, p. 79-99, jan./jun. 2020.
Referências
http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf
https://revistas.ufrj.br/index.php/scg/article/view/27293
https://revistas.ufrj.br/index.php/scg/article/view/27293
https://revista.ajes.edu.br/index.php/rca/article/view/356
https://revista.ajes.edu.br/index.php/rca/article/view/356
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga dispositivos da Lei nº 6.404,
de 15 de dezembro de 1976, e da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende às
sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações
�nanceiras. Brasília: Presidência da República, 2007. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm. Acesso em: 14 set.
de 2024. 
CPC. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. [S.
l.: s. n.], 2019. Disponível em: http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf.
Acesso em: 14 set. de 2024. 
DUARTE, A. M. da P.; SAUR-AMARAL, I.; AZEVEDO, G. M. do C. Processo de Convergência e
Adoção das IFRS: Estudo de caso do Brasil. Sociedade, Contabilidade e Gestão, Rio de Janeiro, v.
15, n. 2, p. 40-62, maio/ago. 2020. Disponível em:
https://revistas.ufrj.br/index.php/scg/article/download/27293/pdf. Acesso em: 14 set. 2024. 
LOPES, A. B.; MARTINS, E. Teoria da Contabilidade: uma nova abordagem. São Paulo: Atlas,
2017. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
PADOVEZE, C. L. BENEDICTO, G. C. de, LEITE, J. da S. J. Manual de contabilidade internacional:
IFRS, US Gaap e Br Gaap: teoria e prática. São Paulo: Cengage Learning, 2014. 
SANTOS, J. C.; ANTONIO, M. O. de M. Mudanças na Prática Contábil frente às IFRS: Uma análise
sob a percepção dos contabilistas do município de Nova Mutum (MT). Revista Cientí�ca da Ajes,
Juína, v. 9, n. 18, p. 79-99, jan./jun. 2020. Disponível em:
https://mail.revista.ajes.edu.br/index.php/rca/article/download/356/271. Acesso em: 14 set.
2024.
Aula 3
Patrimônio
Patrimônio
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https://revistas.ufrj.br/index.php/scg/article/download/27293/pdf
https://mail.revista.ajes.edu.br/index.php/rca/article/download/356/271
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Dica para você
Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua
aprendizagem ainda mais completa.
Olá, estudante!
Nesta videoaula, você aprofundará seus conhecimentos em patrimônio, elemento
importantíssimo para a contabilidade e cuja de�nição é conjunto de bens, direitos e obrigações
de entidades.
Ao longo deste vídeo, você estudará a importância dos conceitos de bens, direitos e obrigações,
que são fundamentais para as demonstrações contábeis e para entender a saúde �nanceira de
uma organização. Esses elementos, dinâmicos e essenciais para análises contábeis e decisões
de negócios, permitem avaliar a situação passada, presente e futura de uma entidade. Vamos lá?
Ponto de Partida
Nesta aula, caro estudante, não apenas entenderemos o que é patrimônio teoricamente, mas
estudaremos como os conceitos relacionados a esse elemento interagem para criar um
panorama claro e preciso das �nanças de uma entidade. Quando falamos de patrimônio, os
conceitos de bens, direitos e obrigações desempenham papéis fundamentais, moldando a
essência das demonstrações �nanceiras e fornecendo uma compreensão profunda da saúde
�nanceira de uma entidade.
Os bens e direitos representam recursos controlados pela entidade, enquanto as obrigações são
as responsabilidades que assumimos. O patrimônio líquido, por sua vez, é o resultado líquido
entre bens/direitos e obrigações, proporcionando uma visão panorâmica da posição �nanceira
da entidade.
A necessidade de compreensão do que são os bens, direitos e obrigações na contabilidade
transcende o simples cumprimento de exigências normativas, porque esses conceitos são as
ferramentas fundamentais para desbloquear a narrativa �nanceira de uma organização,
capacitando pro�ssionais e líderes a tomar decisões informadas que impulsionem o sucesso
sustentável no mundo empresarial.
Bons estudos!
Vamos Começar!
O patrimônio, objeto de estudo da contabilidade, é a expressão dos recursos, das
responsabilidades e das perspectivas de crescimento de uma organização. Refere-se ao
conjunto de bens, direitos e obrigações de uma entidade em um determinado momento, ou seja,
à representação quantitativa e qualitativa dos recursos que a empresa possui e das suas
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
obrigações para com terceiros. “A palavra patrimônio tem sentido amplo: por um lado signi�ca o
conjunto de bens e direitos pertencentes a uma pessoa ou empresa; por outro lado, inclui as
obrigações a serem pagas” (Marion, 2022, p. 35). 
Bens e direitos
Os bens são coisas, elementos ou eventos capazes de satisfazer as necessidades humanas.
Quanto à tangibilidade, podem ser classi�cados em: tangíveis ou intangíveis. Bens tangíveis são
os bens corpóreos, que detêm forma física e são palpáveis. Eles servem para uso (por exemplo:
móveis, computadores, veículos, imóveis), consumo (por exemplo: materiais de limpeza,
materiais de escritório, embalagens) e troca (por exemplo: mercadorias, matérias-primas,
produtos e dinheiro, que na contabilidade também chamamos de caixa). Já os bens intangíveis
são os bens incorpóreos, ou seja, não palpáveis por não serem constituídos de matéria, como
marcas, patentes, fundo de comércio e direito de uso do software.
Quanto à mobilidade, os bens podem ser divididos em bens imóveis – aqueles que não podem
ser transportados de um local para o outro sem que haja destruição do local em que se
encontram, ou seja, não podem ser retirados sem destruição ou algum dano no local, como
edifícios, árvores ou alguma construção – e bens móveis – aqueles que podem ser movidos ou
alocados em outros lugares por pessoas, tais como máquinas, equipamentos, estoques, etc.
Os direitos são valores de propriedade da entidade em posse de terceiros, os quais têm uma
dívida para com a entidade, isto é, a entidade tem um direito em relação a esses terceiros. Em
outras palavras, os direitos são os valores que a empresa tem a receber de terceiros e que
geralmente não estão disponíveis para utilização imediata, tais como: direitos provenientes de
vendas a prazo, como duplicatas a receber ou clientes; adiantamentos para empregados, sócios,
fornecedores; impostos a recuperar; aluguéis a receber; bancos, como direitos de saque ou
aplicação em poupanças. As contas contábeis de direitos geralmente são acompanhadas da
expressão “a receber”.
Note que os bens e direitos representam aquilo que é controlado pela entidade, ou seja,
representam o ativo. Desde propriedades físicas e equipamentos até direitos contratuais, esses
elementos compõem a base patrimonial, re�etindo os recursos que a organização possui. A
análise detalhada desses itens não apenas proporciona uma visão tangível da capacidade da
entidade para gerar valor, mas também orienta decisões estratégicas sobre investimentos e
alocação de recursos. 
Obrigações
As obrigações são recursos de terceiros que estão em posse da entidade, isto é, enquanto os
terceiros têm um direito em relação à entidade, esta tem uma obrigaçãopara com esses
terceiros. Nesse sentido, pode-se dizer que as obrigações representam os compromissos e as
responsabilidades �nanceiras da entidade com terceiros. Elas podem se apresentar na forma de
empréstimos, contas a pagar ou obrigações contratuais. Por meio do rol de obrigações, é
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
possível avaliar o grau de endividamento e a capacidade da entidade de cumprir seus
compromissos.
Conforme destaca Marion (2022, p. 37), na contabilidade, essas dívidas são denominadas
obrigações exigíveis, ou seja, compromissos que serão reclamados, exigidos: será necessário
pagamento na data do vencimento, de sua exigibilidade. Geralmente as contábeis de obrigações
são acompanhadas da expressão “a pagar”.
Agora que você já sabe o conceito de cada item do patrimônio, é hora conhecer a estrutura
patrimonial. O patrimônio é representado por um grá�co no formato de “T”, no qual os bens e
direitos são apresentados no lado esquerdo, retratando os ativos, e as obrigações no lado direito,
os passivos (exigíveis). No Quadro 1, podemos observar um exemplo da representação grá�ca
do patrimônio.
PATRIMÔNIO
BENS OBRIGAÇÕES
Caixa (dinheiro) Fornecedores a pagar
Estoque Salários a pagar
Veículos Financiamentos a pagar
Móveis Contas a pagar
  Impostos a pagar
DIREITOS  
Duplicatas a receber  
Títulos a receber  
Quadro 1 | Aspecto qualitativo do patrimônio
 
Agora que você consegue visualizar o patrimônio como o conjunto de bens, direitos e obrigações
de uma entidade, é preciso compreender o patrimônio líquido.
Siga em Frente...
Patrimônio líquido
Segundo Padoveze (2016, p. 4), “os bens e direitos, por serem desejáveis, são considerados
elementos patrimoniais positivos, e as obrigações, por serem de caráter restritivo, serão
consideradas elementos patrimoniais negativos”. Essa perspectiva de elementos patrimoniais
positivos e negativos permitiu criar uma equação de igualdade, obtida pela diferença que
chamamos de patrimônio líquido. Essa equação é chamada de equação fundamental da
contabilidade.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Figura 1 | Equação fundamental da contabilidade
O patrimônio líquido (PL), como evidencia a Figura 1, é a diferença entre o total de bens e direitos
e o total de obrigações, representando a parcela que pertence aos proprietários da empresa em
termos de valores residuais. Em termos simples, o PL é a “propriedade líquida” (riqueza líquida,
situação líquida) da empresa, indicando a porção dos recursos que pertence aos proprietários
(acionistas, sócios ou titulares), após a quitação das dívidas
O PL é estrategicamente vital para a avaliação da saúde �nanceira da entidade, pois está ligado
diretamente à continuidade das operações. Se, com o passar do tempo, o PL aumenta seu valor,
a empresa preserva a continuidade das operações e aumenta as possibilidades de expansão e
crescimento; caso contrário, se o PL enfraquece, a empresa pode retardar seu crescimento e, em
casos graves, entrar em cenários de tendência à falência.
Outra forma de entender o PL é compreender que ele é composto inicialmente pelo capital social,
valor disposto pelos sócios ou proprietários para a empresa desenvolver suas atividades,
somados aos acúmulos de lucros que a empresa gera, os quais normalmente �cam sob a forma
de reservas como reinvestimentos. 
Estrutura patrimonial
A partir desse entendimento, tem-se expressões como ativo, passivo e patrimônio líquido,
categorias essenciais da estrutura patrimonial. Os ativos são representados pelos bens e direitos
e são considerados aplicações de recursos obtidas pela empresa. Já os passivos são
representados pelas obrigações exigíveis (as dívidas) e não exigíveis (PL) e são considerados
origens de recursos de terceiros e próprios, respectivamente. Por �m, temos o patrimônio líquido,
ou PL, que é representado pela diferença entre ativos e passivos. Conforme de�nição
apresentada no CPC 00 (R2), PL é a participação residual nos ativos da entidade após a dedução
de todos os seus passivos.
A Figura 2 ilustra um diagrama de balanço patrimonial e mostra que os ativos de uma empresa
(bens e direitos) são �nanciados tanto por dívidas (obrigações exigíveis) quanto por capital
próprio (obrigações não exigíveis). O diagrama re�ete, ainda, a equação contábil básica: ativo =
passivo + patrimônio líquido.
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Figura 2 | Estrutura patrimonial
Situações patrimoniais
No contexto da contabilidade, o patrimônio de uma empresa é composto por seus ativos (bens e
direitos) e passivos (obrigações). A relação entre esses elementos pode resultar em diferentes
situações patrimoniais:
Situação positiva: quando o total de ativos (bens e direitos) supera o total de passivos
(obrigações com terceiros). Isso signi�ca que a empresa tem mais recursos próprios do
que dívidas, indicando uma situação �nanceira saudável.
Situação negativa: ocorre quando o total de passivos exigíveis é maior do que o total de
ativos. Isso signi�ca que a empresa deve mais do que possui em recursos, o que pode
indicar problemas de insolvência a longo prazo se a situação persistir. Essa situação é
chamada de passivo a descoberto.
Situação nula: acontece quando os ativos são exatamente iguais aos passivos exigíveis.
Isso pode signi�car que todo o investimento na empresa (ativos) é igual ao montante que a
empresa deve (passivos), deixando o patrimônio líquido igual a zero.
Situação plena: ocorre quando a empresa está no início de suas atividades, momento em
que o total de ativos é equivalente ao total do patrimônio líquido. É uma situação na qual a
empresa ainda não está utilizando recursos de terceiros.
Essas situações re�etem a saúde �nanceira da empresa e são importantes para gestores,
investidores, credores e outras partes interessadas na avaliação do desempenho e da
estabilidade da empresa.
Vamos Exercitar?
Nesta aula, abordamos bens, direitos e obrigações, de um modo que você pudesse compreender
a composição do patrimônio, que é o objeto de estudo da contabilidade. Ao demonstrar a
interconexão desses elementos, abrimos as portas para uma análise mais profunda da saúde
�nanceira de uma entidade. Diante disso, lembre-se de que, por trás de cada número apresentado
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
pela contabilidade, há uma história contada pelos bens que a entidade possui, pelos direitos que
ela detém e pelas responsabilidades que assume.
Conforme vimos, a análise das situações patrimoniais é um elemento essencial para a
interpretação da saúde �nanceira de uma entidade. Mas, como isso ocorre na prática? Considere,
por exemplo, a perspectiva de um fornecedor que delibera sobre fornecer mercadorias a uma
empresa, com pagamento previsto para 90 dias. Nesse caso, uma análise da situação
patrimonial da empresa pode ser decisiva: se a entidade apresenta uma condição patrimonial
favorável, com ativos excedendo passivos, isso indica uma posição �nanceira robusta, o que
oferece maior segurança ao fornecedor em sua decisão.
É válido re�etir, ainda, que em qualquer cenário a análise cuidadosa das situações patrimoniais é
essencial para compreender a estabilidade �nanceira de uma entidade e orientar decisões
estratégicas. Além disso, manter um patrimônio líquido saudável é vital para garantir a
capacidade da empresa de cumprir obrigações, sustentar operações e criar valor para os
proprietários ao longo do tempo.
Estudante, este é apenas o início de nossa jornada pelo mundo da contabilidade! No nosso
próximo encontro, daremos sequência a esta exploração. Até lá!
Saiba mais
Que tal descobrir mais sobre os aspectos patrimoniais da contabilidade? Para aumentar ainda
mais sua capacidade de pensar criticamente o conteúdo desta aula, recomendamos que leia os
textos apresentados a seguir e assista aos vídeos indicados. 
Para aprofundar as discussões sobre patrimônio, recomendamos que assista ao vídeo intitulado
Patrimônio, disponível no início do Capítulo 2 do livro Contabilidade básica, de autoria do
renomado professor José Carlos Marion. Nesserecurso audiovisual, o professor Marion revisita
e explica, de forma detalhada, os conceitos fundamentais de patrimônio, incluindo bens, direitos,
obrigações e o conceito de patrimônio líquido, proporcionando uma compreensão mais ampla e
aprofundada sobre esses elementos essenciais da contabilidade.
PATRIMÔNIO. In: MARION, J. C. Contabilidade Básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. Disponível
na Biblioteca Virtual. 
Também recomendamos que você dedique um tempo para ler o capítulo 1, Patrimônio, do livro
Manual de contabilidade básica, de autoria de Padoveze, do item 1.1 até 1.5. Essa leitura
permitirá que você aprofunde seus conhecimentos nos fundamentos da contabilidade, incluindo
a de�nição e o objetivo da contabilidade, a compreensão do patrimônio e seu controle, bem
como os conceitos de direitos e obrigações, patrimônio líquido, ativos e passivos. Esse estudo
complementar é essencial para solidi�car sua base teórica e prática no campo da contabilidade.
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559773220/epubcfi/6/32%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dhtml16%5D!/4/2/4/3:44%5Bnio%2C%E2%80%9D.%5D
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597010091/epubcfi/6/24[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter01]!/4/84/2
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CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
PADOVEZE, C. L. Manual de contabilidade básica: contabilidade introdutória e intermediária. 10.
ed. São Paulo: Atlas, 2018. Disponível na Biblioteca Virtual. 
Este estudo enfatiza a importância vital da contabilidade para organizações de todos os
tamanhos, inclusive para as pequenas empresas. Através de práticas contábeis, as empresas
adquirem informações importantes para o planejamento estratégico, como dados �nanceiros,
�scais e operacionais. Com uma metodologia que combina revisão bibliográ�ca e um estudo de
caso, o trabalho investiga o impacto positivo da implementação de demonstrações de �uxo de
caixa e de resultados nas pequenas empresas, destacando a relevância da contabilidade para o
sucesso empresarial. Leia mais!
SILVA, M. T. da; BARBOSA, J. E. do C. A Importância da Contabilidade para as Micro e Pequenas
Empresas. Revista Cientí�ca e-Locução, v. 1, n. 19, p. 13-13, 2021.
Referências
CPC. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. [S.
l.: s. n.], 2019. Disponível em: http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf.
Acesso em: 14 set. de 2024. 
MARION, J. C. Contabilidade Básica. 13ª edição. Rio de Janeiro: Atlas, 2022. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
PADOVEZE, C. L. Manual de Contabilidade Básica - Contabilidade Introdutória e Intermediária, 10ª
edição. Rio de Janeiro: Atlas, 2016. 
PADOVEZE, C. L. Manual de contabilidade básica: contabilidade introdutória e intermediária. 10.
ed. São Paulo: Atlas, 2018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597010091/epubc�/6/24[%3Bvnd.v
st.idref%3Dchapter01]!/4/84/2. Acesso em: 14 set. de 2024. 
PATRIMÔNIO. In: MARION, J. C. Contabilidade Básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. Disponível
em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559773220/epubc�/6/32%5B%3Bv
nd.vst.idref%3Dhtml16%5D!/4/2/4/3:44%5Bnio%2C%E2%80%9D.%5D. Acesso em: 14 set. de
2024. 
SILVA, M. T. da; BARBOSA, J. E. do C. A Importância da Contabilidade para as Micro e Pequenas
Empresas. Revista Cientí�ca e-Locução, v. 1, n. 19, p. 13-13, 2021. Disponível em:
https://periodicos.faex.edu.br/index.php/e-Locucao/article/view/328. Acesso em: fev. 2024. 
https://periodicos.faex.edu.br/index.php/e-Locucao/article/view/328
https://periodicos.faex.edu.br/index.php/e-Locucao/article/view/328
http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597010091/epubcfi/6/24%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter01%5d!/4/84/2
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597010091/epubcfi/6/24%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter01%5d!/4/84/2
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559773220/epubcfi/6/32%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dhtml16%5D!/4/2/4/3:44%5Bnio%2C%E2%80%9D.%5D
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559773220/epubcfi/6/32%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dhtml16%5D!/4/2/4/3:44%5Bnio%2C%E2%80%9D.%5D
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CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Aula 4
Demonstrações Contábeis Fundamentais
Demonstrações contábeis fundamentais
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Olá, estudante!
Nesta videoaula sobre contabilidade, você estudará o conjunto das demonstrações contábeis,
aprofundando-se, para isso, nos detalhes das estruturas que revelam a saúde patrimonial,
econômica e �nanceira das organizações.
O foco deste vídeo está nos fundamentos dos principais demonstrativos, na sua estrutura, na
forma de apresentação e nas técnicas contábeis que garantem a precisão e relevância das
informações apresentadas. Vamos lá!
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Nesta aula, você estudará os aspectos das técnicas de contabilidade e a compreensão das
demonstrações contábeis.
Como a contabilidade é um campo essencial para a tomada de decisões, envolve métodos e
práticas complexas que ajudam a compreender a saúde �nanceira de uma empresa e a
orientação de suas estratégias futuras. Diante disso, é importante que você conheça algumas
das técnicas contábeis, a �m de entender como cada uma contribui para o processo contábil e a
transparência para stakeholders.
Nesse contexto, a questão que norteará nossas discussões foca na aplicabilidade e na
importância dessas técnicas no cotidiano pro�ssional: como a escolha e a implementação
correta dessas técnicas podem afetar a precisão das informações contábeis e,
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
consequentemente, as decisões de uma empresa? Com isso, re�etiremos sobre as regras
relativas à preparação de relatórios contábeis que atendam às necessidades diversas dos
usuários da informação, sem perder a clareza e a adequação exigidas pelas normas e pelos
princípios contábeis vigentes.
Ao �nal desta aula, espera-se que você esteja motivado a aprofundar seus conhecimentos na
contabilidade e inspirado a aplicar esses conceitos no seu futuro pro�ssional. Lembre-se: a
contabilidade não é apenas uma ferramenta para registrar eventos contábeis, ela é uma
linguagem que permite às empresas comunicarem sua saúde �nanceira e suas estratégias para
o sucesso. Vamos juntos descobrir mais!
Vamos Começar!
Técnicas de contabilidade
Os dados coletados pela contabilidade são apresentados periodicamente aos usuários da
informação de maneira resumida e ordenada, por meio de relatórios contábeis, elaborados de
acordo com as necessidades dos usuários, segundo Marion (2023), ou de demonstrações
contábeis. Evidentemente, um relatório sobre o resultado anual de uma farmácia destacará
menos pormenores que o de uma siderúrgica, que, normalmente, tem um número elevado de
proprietários, grande volume de negócios, diversos tipos de impostos a recolher e operações em
muitas agências bancárias. A �m de gerar informações contábeis, técnicas de escrituração são
empregadas para coletar dados dos eventos contábeis e fatos contábeis, que são processados e
registrados.
Técnicas de contabilidade (vide Figura 1) são métodos e práticas utilizados por pro�ssionais da
área para registrar, classi�car, resumir, analisar e interpretar as informações contábeis de uma
empresa ou organização. Essas técnicas são essenciais para a gestão e�caz das �nanças e para
a tomada de decisões. Entre as principais técnicas de contabilidade, destacam-se a auditoria, a
perícia contábil e a análise das demonstrações contábeis. Leia a seguir um breve comentário
sobre cada uma delas:
Auditoria: é a avaliação sistemática das atividades �nanceiras e do conjuntodas
demonstrações contábeis de uma organização. Ela é realizada para assegurar a precisão e
a conformidade das informações contábeis em relação aos princípios e às normas
contábeis vigentes. O trabalho da auditoria consiste, então, em identi�car se existem ou
não distorções nas informações que poderiam prejudicar o processo decisório. Existem
dois tipos principais de auditoria: a interna, realizada por pro�ssionais que são empregados
da organização, com o objetivo de melhorar seus processos internos; e a externa, realizada
por auditores independentes, com o objetivo de validar as demonstrações contábeis para
os usuários externos.
Perícia contábil: é um conjunto de procedimentos técnicos cujo objetivo é a emissão de um
laudo pericial sobre questões contábeis que são levadas a conhecimento do judiciário ou
de outras entidades. Esse tipo de perícia é realizada por um perito contábil, que deve ser
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CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
um pro�ssional habilitado e devidamente registrado em órgão de classe. Esse trabalho é
essencial em disputas judiciais, processos de falência, entre outros casos que requerem
um exame detalhado e técnico das questões �nanceiras.
Análise das demonstrações contábeis: essa técnica envolve a revisão e interpretação das
demonstrações contábeis de uma empresa, incluindo o balanço patrimonial, a
Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), a Demonstração dos Fluxos de Caixa
(DFC), entre outras. O objetivo é avaliar a saúde �nanceira da empresa, sua performance e a
e�cácia de suas operações. Utilizam-se indicadores �nanceiros e econômicos, como
liquidez, endividamento, rentabilidade e atividade, para analisar as tendências ao longo do
tempo e comparar com outras empresas do mesmo setor.
Figura 1 | Técnicas Contábeis
Cada uma dessas técnicas desempenha um papel essencial na contabilidade e na gestão
�nanceira, oferecendo bases para a tomada de decisão e a transparência para investidores,
credores e outros stakeholders.
Siga em Frente...
Conjunto das demonstrações contábeis
O objetivo principal das demonstrações contábeis, conforme estabelecido pelo Pronunciamento
Técnico CPC 26 (R1), é apresentar de forma clara e adequada a situação �nanceira, o patrimônio,
o desempenho e os �uxos de caixa da entidade. Essas informações são destinadas a um amplo
espectro de usuários com a �nalidade de auxiliá-los nas avaliações e na tomada de decisões
econômicas. De acordo com o CPC 00 (R2), o objetivo é fornecer dados úteis para decisões
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CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
econômicas sem se concentrar nas necessidades especí�cas de determinados grupos de
usuários, visando, ao contrário, a uma aplicabilidade geral.
As demonstrações contábeis (vide Figura 2) , segundo Iudícibus (2017), sintetizam os eventos
gerenciais que afetam o patrimônio das empresas e são fundamentais tanto para as sociedades
anônimas de grande porte, que devem divulgar suas �nanças publicamente, quanto para
empresas de médio e pequeno porte, visando à transparência e à comparabilidade das
informações contábeis.
Figura 2 | Conjunto das demonstrações contábeis.
As demonstrações contábeis incluem o Balanço Patrimonial (BP), a Demonstração do Resultado
do Exercício (DRE), a Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA), a
Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) – obrigatória para entidades com patrimônio líquido
acima de R$ 2 milhões –, a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) – para companhias
abertas – e notas explicativas. Há também a Demonstração do Resultado Abrangente (DRA), que
é divulgada quando há mutações no patrimônio líquido (PL). Geralmente, as empresas preferem
divulgar a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL), o que elimina a
necessidade de publicar separadamente a DLPA e a DRA, pois ela já inclui as informações
contidas nesses relatórios. A Lei nº 11.638/2007 detalha as obrigações de divulgação contábil
para diferentes tipos de empresas, promovendo a clareza e a utilidade das informações
divulgadas.
As demonstrações contábeis são tratadas de maneira diferente dependendo da estrutura jurídica
da empresa, que pode ser de dois tipos principais: sociedade anônima (SA) e sociedade limitada
(Ltda.).
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CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
As sociedades anônimas são identi�cadas pelo capital dividido em ações e estão obrigadas a
divulgar as demonstrações contábeis. Além disso, todos os atos, conforme a legislação
societária, precisam estar registrados no registro comercial.
As sociedades limitadas, por sua vez, são caracterizadas pelo capital dividido em quotas e
proprietários referidos como sócios ou quotistas. Elas não são obrigadas a publicar suas
demonstrações, mas devem apresentá-las aos seus usuários, ao �sco, mediante declaração de
imposto de renda, ou conforme exigido pelo Código Civil.
Empresas ou grupos de empresas sob controle comum com o ativo total superior a R$ 240
milhões ou receita bruta anual superior a R$ 300 milhões no ano anterior são classi�cadas como
de grande porte. Essas empresas, mesmo que não sejam constituídas como sociedades por
ações, devem seguir as leis sobre escrituração e elaboração das demonstrações.
As sociedades anônimas de capital fechado com patrimônio líquido inferior a R$ 2 milhões na
data do balanço não são obrigadas a elaborar e publicar a DFC. Além das demonstrações
mencionadas, as notas explicativas são partes integrantes das demonstrações, servindo como
complemento. Elas fornecem informações adicionais e são comumente referidas como notas de
rodapé.
Pequenas e médias empresas, com receita bruta anual de até R$ 300 milhões e ativo total não
superior a R$ 240 milhões, devem alinhar-se à Norma Brasileira de Contabilidade NBC TG 1000,
focando na relevância da informação contábil para uma variedade de usuários externos, como
investidores não diretamente envolvidos na gestão, credores e agências de avaliação de crédito.
O CPC 26 (R1) sugere um conjunto abrangente de demonstrações contábeis, incluindo a
Demonstração do Resultado Abrangente (DRA) e a Demonstração das Mutações do Patrimônio
Líquido (DMPL), além dos já mencionados, para fornecer uma visão completa da saúde
�nanceira da empresa. Essas demonstrações, junto com as notas explicativas, fornecem
compreensões valiosas sobre a posição patrimonial, econômica e �nanceira, facilitando a análise
por parte dos stakeholders. 
Notas explicativas
As notas explicativas são informações complementares obrigatórias às demonstrações
contábeis, destinadas a esclarecer a situação �nanceira, econômica e patrimonial da entidade.
Essas informações podem ser apresentadas de forma descritiva ou em quadros analíticos,
visando a um entendimento completo da performance econômica da empresa. Segundo a
legislação e as normas contábeis, as notas devem detalhar, entre outros aspectos, os critérios de
avaliação patrimonial, investimentos, ônus reais, obrigações de longo prazo, composição do
capital social, opções de compra de ações, ajustes de exercícios anteriores e eventos
subsequentes, garantindo, assim, a clareza e a completa compreensão dos relatórios 
Divulgação dos relatórios contábeis
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
No momento da divulgação, é importante incluir informações, como o nome da empresa, o nome
de cada relatório �nanceiro (por exemplo, Balanço Patrimonial, Demonstração de Resultado do
Exercício, etc.) e a data do período contábil. Para cada período contábil, os relatórios devem ser
divulgados, mostrando os valores do período atual em comparação com o período anterior, o que
garante a comparabilidade. Portanto, os relatórios devem ser apresentados em duas colunas: a
do ano corrente e a do ano anterior.
Na apresentação das demonstrações contábeis, é possível simpli�car os números eliminando os
três últimos dígitos (três casas decimais), especialmente em valores elevados. Nesse caso, é
necessário incluir a nota “em milhares de reais” no cabeçalho dos relatórios. Por exemplo, um
valor de R$ 500.800.750 seria simpli�cado para R$ 500.800, excluindo-se os últimos três dígitos.Essa simpli�cação dos números é particularmente útil para facilitar a publicação dos relatórios
em duas colunas.
Vamos Exercitar?
Com a conclusão desta aula, é essencial re�etirmos sobre como as problemáticas inicialmente
apresentadas encontraram resolução ao longo de nosso aprendizado, em que discutimos as
técnicas de contabilidade e a importância das demonstrações contábeis, enfatizando como
esses elementos são importantes para as tomadas de decisão empresariais, já que é a
aplicabilidade dessas técnicas que dá sustentação para a qualidade das informações contábeis.
Você viu que o cuidado na preparação dos relatórios contábeis deve satisfazer as necessidades
dos diferentes usuários dessas informações, mantendo-se alinhada às normas e aos princípios
contábeis vigentes.
Os caminhos para a resolução das problemáticas passam pela prática consciente da
contabilidade e pela constante atualização pro�ssional frente às mudanças nas legislações e
nas demandas do mercado. A contabilidade, como vimos, vai além do registro de eventos
contábeis, pois é uma ferramenta que permite às empresas comunicar sua situação por meio de
demonstrações contábeis, reportando informações patrimoniais, econômicas e �nanceiras e
permitindo o planejamento dos futuros passos com maior segurança.
Para �nalizar, faça mais algumas re�exões: como você pode aplicar os conhecimentos
adquiridos hoje em situações reais e complexas do mundo empresarial? Como as técnicas de
contabilidade podem ser aprimoradas para atender ainda melhor às necessidades dos usuários
das informações contábeis? A resposta a essas perguntas será o guia para a continuidade do
seu desenvolvimento pro�ssional na área de contabilidade.
Ao encerrar esta aula, espera-se que esteja não apenas mais informado sobre os aspectos
técnicos da contabilidade e do conjunto das demonstrações contábeis, mas também inspirado a
seguir explorando, questionando e aplicando esses conhecimentos na sua vida pro�ssional. A
contabilidade é uma área dinâmica, que exige de seus praticantes não apenas habilidades
técnicas, mas também uma visão crítica e inovadora. Até a próxima!
Disciplina
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
Saiba mais
Estudante, para aumentar ainda mais a sua capacidade de pensar criticamente nos conteúdos de
contabilidade, recomendamos as leituras apresentadas adiante.
O estudo a seguir objetivou avaliar a percepção dos contadores de Cascavel/PR em relação aos
princípios contábeis pós-convergência das normas ao padrão internacional, visando,
especi�camente, diferenciar princípio, postulado e conceito; entender o impacto da convergência
para a estrutura conceitual internacional; e analisar a percepção e aplicação desses princípios na
prática pro�ssional, sob a perspectiva da teoria da estruturação. Realizadas em agosto e
setembro de 2017, entrevistas semiestruturadas com 17 contabilistas do oeste do Paraná
revelaram divergências pontuais quanto à legitimação/sanção no processo, evidenciando como
a teoria da estruturação pode desvendar as práticas contábeis em um contexto social e de ação.
Com a pesquisa, con�rmou-se que a adoção de normas internacionais in�uencia na produção e
reprodução da ordem social nas práticas contábeis, destacando o papel da Teoria da
Estruturação em elucidar as relações sociais nas práticas contábeis e na reprodução da ordem
social organizacional.
ROVARIS, N. R. S.; DALL'ASTA, D.; WALTER, S. A. Os pro�ssionais da Contabilidade e a Estrutura
Conceitual Básica: percepções acerca dos alicerces contábeis sob a óptica da teoria da
estruturação. Pensar Contábil, Rio de Janeiro, v. 20, n. 73, p. 23-33, set./dez. 2019. 
Leia, agora, este estudo que explora como as práticas de gerenciamento de resultados
in�uenciam a decisão das empresas listadas na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) de republicarem suas
demonstrações contábeis. O estudo que envolveu 154 empresas e 201 casos de republicação
entre 2011 e 2017 utilizou análise de conteúdo, estatística descritiva, correlação e regressão
logística para examinar a relação entre gerenciamento de resultados por accruals discricionários
e a republicação de informações contábeis. Os achados con�rmam que existe uma tendência de
as empresas que gerenciam resultados republicarem suas demonstrações contábeis.
Surpreendentemente, a maioria dessas republicações é feita voluntariamente, indicando um
esforço das companhias para melhorar a qualidade das informações disponibilizadas aos
stakeholders, reforçando a transparência e a con�abilidade no ambiente corporativo.
LUCA, M. M. M. de et al. Gerenciamento de resultados e republicação de demonstrações
contábeis em empresas listadas na B3. Revista de Administração, Contabilidade e Economia,
Joaçaba, v. 19, n. 2, p. 249-272, maio/ago. 2020. 
As demonstrações contábeis são ferramentas que re�etem a saúde econômica, �nanceira e
patrimonial de uma entidade. Servindo como um meio de comunicação entre a empresa e seus
stakeholders, essas demonstrações revelam informações essenciais sobre o desempenho e os
�uxos de recursos, fundamentais para a gestão empresarial e�caz, a formulação de estratégias e
a tomada de decisões. Este estudo destaca a importância de analisar e compreender a estrutura
dessas demonstrações para o sucesso organizacional. Utilizando uma metodologia de pesquisa
qualitativa e descritiva, baseada em fontes bibliográ�cas e plataformas on-line, identi�ca-se que
o exame detalhado das demonstrações contábeis é vital não apenas para os gestores, na
http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/view/3424/2617
http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/view/3424/2617
http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/view/3424/2617
https://periodicos.unoesc.edu.br/race/article/view/23711
https://periodicos.unoesc.edu.br/race/article/view/23711
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CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
otimização do controle e do planejamento estratégico, mas também para investidores, credores e
outras partes interessadas, oferecendo uma visão transparente e detalhada da situação real da
empresa. Veja mais!
ZUCCO, A. Relevância da análise e compreensão da estrutura das demonstrações contábeis para
gestão das organizações. Revistaft, [s. l.], v. 27, n. 119, 2023.
Referências
CPC. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. [S.
l.: s. n.], 2019. Disponível em: http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf.
Acesso em: 14 set. de 2024. 
CPC. Pronunciamento Técnico CPC 26 (R1) – Apresentação das Demonstrações Contábeis. [S. l.:
s. n.], 2023. Disponível em:
https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf. Acesso em: 15
set. de 2024. 
IUDÍCIBUS, S. de. Análise de Balanços. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2017. 
LUCA, M. M. M. de et al. Gerenciamento de resultados e republicação de demonstrações
contábeis em empresas listadas na B3. Revista de Administração, Contabilidade e Economia,
Joaçaba, v. 19, n. 2, p. 249-272, maio/ago. 2020. Disponível em:
https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/race/article/download/23711/14499. Acesso em: 15 set.
2024. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
ROVARIS, N. R. S.; DALL'ASTA, D.; WALTER, S. A. Os pro�ssionais da Contabilidade e a Estrutura
Conceitual Básica: percepções acerca dos alicerces contábeis sob a óptica da teoria da
estruturação. Pensar Contábil, Rio de Janeiro, v. 20, n. 73, p. 23-33, set./dez. 2019. Disponível em:
http://atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/viewFile/3424/2617
https://mail.revista.ajes.edu.br/index.php/rca/article/download/356/271. Acesso em: 15 set.
2024. 
ZUCCO, A. Relevância da análise e compreensão da estrutura das demonstrações contábeis para
gestão das organizações. Revistaft, [s. l.], v. 27, n. 119, 2023. Disponível em:
https://revistaft.com.br/relevancia-da-analise-e-compreensao-da-estrutura-das-demonstracoes-
contabeis-para-gestao-das-organizacoes/. Acesso em: 15 set. 2024.
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