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As correntes interferenciais é outro tipo de corrente eletroanalgesia. • É um tipo de pulso elétrico diferente da TENS. • Os mecanismos analgésicos são os mesmos. • O melhor depende do paciente, as duas tem o mesmo potencial de requerer opióides endógenos e não endógenos. • A qual das duas (em termos de percepção) é melhor para o paciente? Qual das duas o efeito é mais rápido? TENS: Corrente de baixa frequência, de pulso quadrado, simétrico ou assimétrico. Se a TENS é de baixa frequência o estímulo é um pouco mais forte? Interferenciais: Média frequência, pulso senoidal. TENS • Corrente bifásica (polo positivo e negativo). • Esses polos que determinam o pulso. • Alternada (os pulsos se invertem – porque é despolarizada). • A alternância entre os polos é que indica a existência da corrente despolarizada – muita segurança. • O pulso é quadrado e pode ser simétrico ou assimétrico. • A duração do pulso é de 80 a 400 microssegundos – para estimular mais a analgesia do paciente. • Frequência é a quantidade de vezes que o pulso ocorre por segundo. Ex.: 2 pulsos por segundo é muito demorado. O SN o percebe (pode acomodar logo?). Libera mais opióides? Ex.: 200 pulsos por segundo. O SN tem dificuldade de perceber – total efeito analgésico. • Uma estimula a analgesia por via de opióides porque ativa um tipo de receber e a outra ativa outros receptores. • A intensidade é independente, depende do limiar sensorial. • Ao subir a intensidade começa a contrair, alcançando o limiar motor – inicialmente fraca. • Ao doer alcança o limiar doloroso – a contração é muito forte – sensibilização periférica do músculo com estímulos fortes. A TENS precisa entre o sensorial e o mais perto do doloroso possível! Libera opióides quando sensibiliza! No paciente com fibromialgia o limiar doloroso é muito próximo ao motor, então qualquer movimento pode doer – “bagunça” nos centros superiores – área motora é ativada e a da dor entender que também precisa ser ativada. Pode aumentar frequência, não apenas intensidade! Quem dita a frequência é o paciente. A frequência e a duração do pulso variam em relação aos limiares. • Pulso que demora muito tende a ser mais irritativo – para SN mais tranquilo. • Pulsos mais curtos para SN mais “irritado” porque tolera menos. Quanto mais sensibilização do SN menos tolerante a estímulos irritativos eles são. • A frequência é inversamente proporcional a duração do pulso. • Quanto maior a frequência menor tem que ser a duração do pulso. • Quanto menor a frequência o pulso precisa ser maior. Tem que tornar o SN mais tolerante! Correntes Por: Islane Bandeira - Quando mais localizada a irritação for mais fácil de tratar. - Se houve dano tecidual e saiu da fase inflamatória (em lesões agudas) deve ter logo um tratamento para que isso não retorne, porque senão altera a estrutura do córtex, provocando um efeito chamado de Nosiplastic, que é a plasticidade negativa que ocorre por conta da percepção dolorosa nociceptiva. Cria uma alteração neuroplástica (rompe sinapse e distorce a função na região cerebral). Ou porque teve nocicepção, que é decorrente de um dano periférico, ou porque teve uma lesão neuropática – condições patológicas do SN (de nervo periférico, córtex, pares cranianos, AVC e etc). Se mantém sensibilização periférica a nível central não tem dor! Se tem sensibilização periférica e não tem central tem dor, porque a periferia estará sensibilizada. Se não tem sensibilização periférica, mas tem central, tem dor! Se os dois estiverem sensibilizados também tem dor! Teoria das comportas: O estímulo doloroso entra por meio das fibras finas. Agudos, traumáticos por meio da fibra A delta e crônicos, de longa duração, trafegam pelas fibras do tipo C. Ambas as fibras entram no corno posterior da medula espinhal... - A ciência não consegue comprovar a teoria das comportas, ninguém prova a existência. • Em uma lesão medular, por exemplo, não tem analgesia. • Há redução da hiperanalgesia secundária com o tempo. Por que a teoria das comportas não é comprovada cientificamente? Alta frequência: Estimula a teoria da comporta da dor e serve para tratar dores agudas. Baixa frequência: Estimula os opióides e trata dor crônica. - Pode trabalhar com alta frequência na fase aguda como na fase crônica. Quem dita é o paciente. A analgesia acontece a nível supraespinhal, espinhal e locais (periféricos). • Quando é a nível supraespinhal estimula a substância cinzenta periaquedutal, opióides tipo Mi e as vias inibitórias descentes. • Na medula também tem receptores de opióides Mi e delta, mas também tem receptores gaba (inibitórios), serotoninérgicos (5HT2, 5HT3), receptores muscarínicos (M1 e M3), provoca redução da substância P do glutamato e do aspartato a nível medular. • A nível periférico, local, também tem receptores opióides, mas apenas o Mi. Mas tem receptores alfa 2 adrenérgicos e diminui substância P (diminui substâncias estimuladoras de dor). • A substância P quando encosta na terminação nervosa livre irrita. Ex.: Uso de cafeína – mais resistente a analgesia – a cafeína é antagonista da atividade de opióides – não pode ser tratada com eletroanalgesia. O estímulo analgésico de vibração é bloqueado. A percepção da intensidade da corrente e do estímulo doloroso é menor. Analgesia com exercício nesse caso. • Diminui a sensibilização periférica central e o estímulo pode ser mecânica ou superficial (massagem). ➢ Não farmacológico; ➢ Não invasivo; ➢ Custo baixo; ➢ Fácil aplicação; ➢ Acredita-se que não tenha efeito adverso (mas literatura mostra tolerância aos opióides). Por isso tem que ter variação de estímulo. • TENS de alta frequência: 80 a 110 Hz. • Acima de 10 Hz até 100 – 110 Hz é alta. • Baixa: 2 a 10 Hz.