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TOXOPLASMOSE
T. GONDII
P
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SI
TO
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G
IA
PROFESSORA
FAIRUS DUARTE
NASRALLA
ANA KAROLINE UTZIG, 
BRUNA KROETZ 
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Reino: Protista 
Subreino: Protozoa 
Filo: Apicomplexa 
Classe: Conoidasida 
Ordem: Eucoccidiorida 
Família: Sarcocystidae 
Género: Toxoplasma 
Espécie: Toxoplasma gondii Figura 1. Morfologia geral da forma taquizoíta de Toxoplasma gondii. (A) Representação esquemática. o
esquema foi construído a partir de corte aleatórios do parasito observados em microscopia eletrônica de
transmissão. (B) Corte longitudinal onde várias das estruturas representadas em (A) estão assinaladas: 
N - núcleo, c - conóide, R - róptrias, A - apicoplasto, CG - Complexo de Golgi, g - grânulo denso, seta -
micronema, VP - vacúolo parasitóforo. Barra: 1μm. 
ET
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LO
G
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Toxoplasmose é a doença parasitária causada pelo Toxoplasma Gondii;
Geralmente assintomática, mas pode
desenvolver febre, linfadenopatia,
encefalomielite, coriorretinite;
Zoonose que infecta o felídeos;
Muito grave na forma congênita.
Toxoplasma gondii: esporozoário intracelular;
Infecção oportunista;
EP
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EM
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LO
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IA
É uma doença cosmopolita, principalmente em países em
desenvolvimento;
Tivemos um surto no Brasil na cidade de
Santa Maria (2018) com mais de 700 pessoas
contaminadas simultaneamente, através da
água.
Possui ampla distribuição, infectando cronicamente
aproximadamente um terço da população mundial (porém
os casos clínicos são menos frequentes);
80% das infecções primárias são assintomáticas.
No Brasil mais de 60% da população já teve
contato com taxoplasma;
Via oral (ingestão de alimentos e água contaminados
pelas fezes do gato ou carne mal cozida com cistos);
Congênita (transmitido de mãe para filho durante
gestação);
Amamentação;
Casos raros: transmissão por inalação de aerossóis
contaminados, inoculação acidental, transfusão
sanguínea e transplante de órgãos.
TRANSMISSÃO
CICLO BIOLÓGICO
Ciclo Biológico: Heteroxeno
HD: Gato
HI: Homem, ratos, bovinos,
suínos, caprinos, aves 
Animação
https://www.youtube.com/watch?v=q9Tp7nyUFQ8
Felídeos - únicos animais em que o protozoário
pode completar o ciclo (apenas produz ovos
(oocistos) nas células que revestem o intestino dos
gatos por conter os esporozoítos e são estágios
que se formam neste trato intestinal, sendo,
portanto, dependentes, obrigatoriamente, do
hospedeiro definitivo), que são infectados ao
ingerir o hospedeiro intermediário com
Toxoplasma (rato) e isso faz com que eles
eliminem oocistos imaturos nas suas fezes. 
HOSPEDEIRO
DEFINITIVO
Humanos, pássaros silvestres, roedores, veados
e muitos animais domésticos (principalmente
porcos e ovelhas) podem ingerir os ovos nos
alimentos ou no solo contaminado por fezes de
gato. Ou ingerindo carne com os cistos
teciduais. Os ovos liberam formas do parasita
chamadas taquizoítos. Os taquizoítos se
disseminam nos tecidos do animal e acabam
por formar cistos.
HOSPEDEIRO
INTERMEDIÁRIO
Forma de
disseminação.
Infectam todo o
organismo.
Se transformam
em bradizoítos.
Infecção aguda
MORFOLOGIA
Oocisto: 2 esporocistos e 4
esporozoítos em cada
esporocisto.
Oocisto maduro: com
esporozoítos.
Taquizoíto Bradizoíto
Encontrados dentro
de cistos teciduais.
Podem ser liberados
dos cistos e se
diferenciarem em
taquizoítos.
Infecção crônica.
Ocorre quando a mãe se infecta durante a gestação e o feto entra em
contato com os taquizoitos via placenta;
Para que se instale a toxoplasmose congênita é necessário que a mãe
esteja na fase aguda da doença ou tenha havido uma "reagudização"
da mesma durante a gravidez.
 Gestantes com outras condições que imunodepressão são as únicas
consideradas sujeitas a "reagudização".
PATOGENIA
TOXOPLASMOSE CONGÊNITA OU PRÉ-NATAL
Pode ser muito grave, podendo causar aborto, natimortos, doença
neonatal grave ou prematuridade;
Os riscos da toxoplasmose congênita no período pré-natal estão no
desenvolvimento de doenças como: hidroencefalia, coriorretinite,
retardo mental e calcificação intra-craniana;
Muitos recém-nascidos assintomáticos apresentaram lesões oculares
ou de sistema nervoso central que podem ser evitadas ou minimizadas
com tratamento precoce.
PATOGENIA
TOXOPLASMOSE CONGÊNITA OU PRÉ-NATAL
H
ID
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C
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A
LI
A
Acomete a retina e leva a um quadro de uveíte posterior (retinocoroidite),
acompanhada frequentemente de uveite anterior (iridociclite), causada
pela retinocoroidite; 
As lesões podem evoluir para uma cegueira parcial ou total ou podem se
curar por cicatrização;
Dois tipos de lesões podem ser observados: Retinite aguda com intensa
inflamação de início súbito que desaparece após um curto período e a
retinite crônica, que é progressiva e pode levar até a perda da visão.
PATOGENIA
TOXOPLASMOSE OCULAR
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Forma mais frequente encontrada em crianças e adultos havendo um
comprometimento ganglionar, generalizado ou não, com febre alta.
Geralmente de curso crônico e benigno podendo às vezes levar a
complicações de outros órgãos. 
PATOGENIA
TOXOPLASMOSE GANGLIONAR 
OU FEBRIL AGUDA
Formação de lesões generalizadas na pele. Raramente encontrada. Os
casos conhecidos foram de evolução rápida e fatal.
PATOGENIA
TOXOPLASMOSE CUTÂNEA
Os parasitos atacam as células
nervosas, provocando lesões focais
múltiplas.
Podem causar dor de cabeça, febre,
perda da coordenação muscular,
confusão mental, convulsões e cansaço
excessivo, coma e até morte do
paciente. 
PATOGENIA
TOXOPLASMOSE MENINGOENCEFÁLICA
Forma rara, mas de evolução mortal.
Em imunodeficientes, tem sido registrados alguns casos de
toxoplasmose sistêmica com comprometimento meningoencefálico,
miocárdio, pulmonar, ocular, digestivo e até testicular.
PATOGENIA
TOXOPLASMOSE GENERALIZADA
Exames sorológicos( IgG e IgM);
Tomografia, ressonância magnética e punção lombar; 
Ensaios baseados em PCR do sangue, líquido cefalorraquidiano, tecido
ou, durante a gestação, do líquido amniótico.
DIAGNÓSTICO
Alimentar os gatos com ração ou outros produtos comerciais de qualidade;
Em casos em que os gatos comem carne, utilizar somente se for bem
cozida (para humanos também aplica-se);
Ter cuidado ao manusear as fezes de gatos e dar destino adequado às
mesmas (usar pás e lavar as mãos após a manipulação). 
Evitar acesso dos gatos à rua porque podem adquirir o parasita;
Isolar os animais domésticos das áreas de preparação de alimentos.
PROFILAXIA 
Paciente do sexo masculino, 12 anos, procurou a equipe pediátrica da UBS
no dia 16 de abril queixando-se febre de 39ºC, duas a três vezes ao dia, sem
outros sintomas.
Corado, hidratado, acianótico, anictérico, febril, sem linfonodos palpáveis ou
visceromegalias, com hipótese diagnóstica de sinusite com prescrição de
Clavulanato.
Após 7 dias, retornou apresentando astenia e persistência da febre em uso
do antibiótico anteriormente prescrito, e sem nenhuma outra
sintomatologia. 
Houve suspensão do medicamento, pois persistia a FOI.
O CASO 
O CASO 
Exames: Rastreio infeccioso; Pesquisa de TORCHS (Toxoplasmose, Rubéola,
Citomegalovírus, vírus Herpes simples e Sífilis); Raio X de tórax e face;
Pesquisa anti-HCV, sorologia para sarampo, HIV 1 e 2 e VDRL; Ultrassom 
abdominal; Exame parasitológico de fezes e foi injetado derivado proteico
purificado para verificar a presença de tuberculose (exame PPD). 
Ultrassom abdominal apresentou hepatomegalia discreta de etiologia
inespecífica e PPD e EPF inalterados.
O CASO 
No dia 29 de abril (após 13 dias), obteve-se resultados positivos para Epstein
Barr e Toxoplasmose; 
Hemograma completo e PCR estiveram inalterados durantetodo curso da
doença; 
Paciente teve alta e foi orientado a manter o acompanhamento
ambulatorial devido à manutenção do quadro de febres altas para
reavaliação a cada 72 horas;
Manteve picos febris intermitentes sem outros sintomas durante as
reavaliações. 
O CASO 
O CASO 
Dia 7 de maio (21 dias após a procura pela UBS) realizou tratamento para
toxoplasmose, comSulfadiazina, Pirimetamina e Ácido Folíco; 
Após 12 dias do início do tratamento medicamentoso (19 de maio) paciente
apresentou melhora total do quadro, totalizados 33 dias de febre. 
O CASO 
O CASO 
Um caso familiar… 
CURIOSIDADE 
GRIBEL, Camile Rabello Netto; SOFAL, Joana Campos; SALOMÃO, Júlia
Azevedo Lemos; MEDEIROS, Marina Lourenço; SILVA, Marcilene Rezende;
GRIBEL, Navarro Santos. Toxoplasmos: Relato de Caso de uma Febre de
Origem Indeterminada. Disponível em: ojs.brazilianjournals.com.br. Acesso
em: 06 de novembro de 2023.
MANUAL MSD. Ciclo de Vida do Toxoplasma Gondii. Disponível em:
www.msdmanuals.com. Acesso em: 06 de novembro de 2023. 
REFERÊNCIAS 
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