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Pós-graduação em “Prática em Advocacia Trabalhista e Previdenciária” Disciplina: “Pensão por morte: Requisitos de concessão” Prof. Dr. João Batista Lazzari PENSÃO POR MORTE Códigos da Espécie (INSS): B-21 (previdenciária) ou B-93 (acidentária) Evento Gerador Falecimento do segurado ou decretação de sua morte presumida, durante o período em que manteve essa qualidade. PENSÃO POR MORTE Beneficiários É paga ao conjunto de dependentes do segurado, segundo classificação do art. 16 da Lei n. 8.213/1991. A dependência econômica na classe 1 (o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave) é presumida e não admite prova em contrário. Dos dependentes da classe 2 (pais) e 3 (o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave), a dependência econômica deve ser comprovada. TNU: RC n. 226: “A dependência econômica do cônjuge ou do companheiro relacionados no inciso I do art. 16 da Lei 8.213/91, em atenção à presunção disposta no § 4º do mesmo dispositivo legal, é absoluta”. PENSÃO POR MORTE Requisitos Qualidade de segurado do de cujus ou direito adquirido à aposentadoria deste antes do óbito, mesmo que não requerida; e prova do enquadramento em alguma das classes de dependentes do(s) requerente(s). Carência – óbitos anteriores a 5.4.1991: 12 contribuições mensais; – óbitos a partir de 5.4.1991: não tem período de carência. PENSÃO POR MORTE Qualidade de Segurado Súmula n. 416 do STJ: “É devida a pensão por morte aos dependentes do segurado que, apesar de ter perdido essa qualidade, preencheu os requisitos legais para a obtenção de aposentadoria até a data do seu óbito”. Se o óbito ocorrer após a perda da qualidade de segurado, os dependentes terão direito a pensão desde que o trabalhador tenha cumprido, até o dia da morte, os requisitos para obtenção de benefício previdenciário (ex.: aposentadoria, auxílio por incapacidade temporária), dentro do período de manutenção da qualidade do segurado, caso em que a incapacidade deverá ser verificada por meio de parecer da perícia médica federal com base em atestados ou relatórios médicos, exames complementares, prontuários ou documentos equivalentes. PENSÃO POR MORTE Pensão Provisória a) por morte presumida do segurado, declarada pela autoridade judicial competente, depois de 6 (seis) meses de ausência; b) mediante prova do desaparecimento do segurado em consequência de acidente, desastre ou catástrofe, independentemente da declaração e de prazo. – Verificado o reaparecimento do segurado, o pagamento da pensão cessará imediatamente, desobrigados os dependentes da reposição dos valores recebidos, salvo má-fé. PENSÃO POR MORTE: Renda Mensal Inicial A partir de 28.6.1997 (Lei n. 9.528/1997), até a publicação da EC n. 103/2019: 100% do valor da aposentadoria que o segurado recebia ou daquela a que teria direito se estivesse aposentado por invalidez na data do óbito. A partir da EC n. 103/2019: equivalente a uma cota familiar de 50% do valor da aposentadoria recebida pelo segurado ou daquela a que teria direito se fosse aposentado por incapacidade permanente na data do óbito, acrescida de cotas de dez pontos percentuais por dependente, até o máximo de 100%. Na hipótese de existir dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave, o valor da pensão por morte será equivalente a 100% da aposentadoria recebida pelo segurado ou daquela a que teria direito se fosse aposentado por incapacidade permanente na data do óbito. Segurado especial: um salário mínimo. Se estiver contribuindo facultativamente sobre valores superiores o benefício será calculado na sistemática anterior. PENSÃO POR MORTE: Data de Início do Benefício a) para óbitos ocorridos até o dia 10.11.1997 (véspera da publicação da Lei n. 9.528, de 1997), a contar da data: – do óbito, tratando-se de dependente capaz ou incapaz, observada a prescrição quinquenal de parcelas vencidas ou devidas, ressalvado o pagamento integral dessas parcelas aos dependentes menores de dezesseis anos e aos inválidos incapazes; b) para óbitos ocorridos a partir de 11.11.1997 (Lei n. 9.528/1997) até 4.11.2015, a contar da data: – do óbito, quando requerida em até 30 dias deste; – do requerimento, se requerido depois de 30 dias; – o beneficiário menor de 16 anos poderia requerer até 30 dias após completar essa idade, quando então retroagiria ao dia do óbito; PENSÃO POR MORTE: Data de Início do Benefício c) para os óbitos ocorridos a partir de 5.11.2015 até 17.1.2019: – do óbito, quando requerida até 90 dias depois deste; – do requerimento, quando requerida após o prazo de 90 dias; – o beneficiário menor de 16 anos poderia requerer até 90 dias após completar essa idade, quando então retroagiria ao dia do óbito; – os inválidos capazes equiparam-se aos maiores de dezesseis anos de idade; d) para os óbitos ocorridos a partir de 18.1.2019 (MP n. 871/2019, convertida na Lei n. 13.846/2019): I – do óbito, quando requerida em até 180 dias após o óbito, para os filhos menores de 16 anos, ou quando requerida no prazo de 90 dias, para os demais dependentes; II – do requerimento, quando requerida após o prazo previsto no item I. e) da decisão judicial, no caso de morte presumida; e f) da data da ocorrência, no caso de catástrofe, acidente ou desastre. PENSÃO POR MORTE Companheiros do mesmo Sexo Por força de decisão judicial, ACP 2000.71.00.009347-0, foi garantido o direito ao companheiro ou companheira do mesmo sexo, para óbitos ocorridos a partir de 5.4.1991, desde que atendidas todas as condições exigidas para o reconhecimento do direito a esse benefício. PENSÃO POR MORTE Companheiro e Cônjuge do Sexo Masculino Em face da ACP 2000.71.00.009347-0, o INSS passou a admitir como devido para óbitos ocorridos a partir de 5.4.1991. Para óbitos anteriores a essa data, desde que comprovada a invalidez, conforme o art. 12 do Decreto n. 83.080/1979. STF: “o óbito da segurada em data anterior ao advento da Constituição Federal de 1988 não afasta o direito à pensão por morte ao seu cônjuge varão”. Nesse sentido: STF, RE 880.521 AgR/SP, 2ª Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 28.3.2016. PENSÃO POR MORTE Cônjuge Separado O cônjuge separado de fato, divorciado ou separado judicialmente, terá direito à pensão por morte, mesmo que este benefício já tenha sido requerido e concedido à companheira ou ao companheiro, desde que beneficiário de pensão alimentícia. Equipara-se à percepção de pensão alimentícia o recebimento de ajuda econômica ou financeira sob qualquer forma. Poderá ser concedida pensão por morte, apesar do instituidor ou dependente, ou ambos, serem casados com outrem, desde que comprovada a separação (de fato, judicial ou por acordo extrajudicial) em observância ao disposto no art. 1.723 do Código Civil. STJ - Súmula n. 336: “A mulher que renunciou aos alimentos na separação judicial tem direito à pensão previdenciária por morte do ex-marido, comprovada a necessidade econômica superveniente”. UNIÃO ESTÁVEL CÓDIGO CIVIL Art. 1.723. É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família. § 1 o A união estável não se constituirá se ocorrerem os impedimentos do art. 1.521; não se aplicando a incidência do inciso VI no caso de a pessoa casada se achar separada de fato ou judicialmente. § 2 o As causas suspensivas do art. 1.523 não impedirão a caracterização da união estável. Art. 1.724. As relações pessoais entre os companheiros obedecerão aos deveres de lealdade, respeito e assistência, e de guarda, sustento e educação dos filhos. UNIÃO ESTÁVEL CÓDIGO CIVIL Art. 1.725. Na união estável, salvo contrato escrito entre os companheiros, aplica-seàs relações patrimoniais, no que couber, o regime da comunhão parcial de bens. Art. 1.726. A união estável poderá converter-se em casamento, mediante pedido dos companheiros ao juiz e assento no Registro Civil. Art. 1.727. As relações não eventuais entre o homem e a mulher, impedidos de casar, constituem concubinato. PENSÃO POR MORTE Concubina/ Relacionamentos Paralelos STF – RG Tema 526: “É incompatível com a Constituição Federal o reconhecimento de direitos previdenciários (pensão por morte) à pessoa que manteve, durante longo período e com aparência familiar, união com outra casada, porquanto o concubinato não se equipara, para fins de proteção estatal, às uniões afetivas resultantes do casamento e da união estável”. STF – RG Tema 529: “A preexistência de casamento ou de união estável de um dos conviventes, ressalvada a exceção do artigo 1.723, § 1º, do Código Civil, impede o reconhecimento de novo vínculo referente ao mesmo período, inclusive para fins previdenciários, em virtude da consagração do dever de fidelidade e da monogamia pelo ordenamento jurídico-constitucional brasileiro”. PENSÃO POR MORTE Beneficiário Inválido De acordo os arts. 108 e 115 do RPS (com redação conferida pelo Decreto n. 10.410/2020): a pensão por morte será devida ao filho, ao enteado, ao menor tutelado e ao irmão, desde que comprovada a dependência econômica dos três últimos, que sejam inválidos ou que tenham deficiência intelectual, mental ou grave, cuja invalidez ou deficiência tenha ocorrido antes da data do óbito. E, o mais grave é a previsão de que a cota desses dependentes somente será devida caso tornem-se inválidos ou pessoas com deficiência intelectual, mental ou grave antes de completar 21 anos de idade. PENSÃO POR MORTE Beneficiário Inválido Citada regra, cria restrição não prevista na Lei de Benefícios e afasta a concessão da prestação previdenciária justamente nos casos de flagrante vulnerabilidade social enfrentadas pelos dependentes inválidos. Ou seja, comprovada a invalidez antes do óbito, o benefício deve ser concedido, mesmo que a invalidez tenha surgido após as hipóteses de cessação da dependência. ANEXO I DA PORTARIA CONJUNTA GP Nº 4 DE 15/4/2024 – TEMA 02 – “É possível o reconhecimento da condição de dependente de filho ou irmão inválidos, quando a invalidez for posterior à maioridade e anterior ao óbito” PENSÃO POR MORTE Menor sob Guarda A Lei n. 9.528/1997 excluiu o menor sob guarda da qualidade de dependente de segurado do RGPS, no entanto, a jurisprudência reconhece a possibilidade de concessão de pensão por morte ao menor sob guarda, sob o argumento da prevalência do ECA (Lei n. 8.069/1990, art. 33, § 3º), mesmo para os óbitos dos segurados ocorridos sob a vigência da Lei n. 9.528/1997 (STJ, Repetitivo Tema 732, TNU, PEDILEF 0515410-31.2013.4.05.8400, Sessão de 16.6.2016). No mesmo sentido, STF nas ADIs 4.878 e 5.083. ANEXO I DA PORTARIA CONJUNTA GP Nº 4 DE 15/4/2024 – TEMA 03: “É possível o enquadramento do menor sob guarda judicial como dependente para fins de concessão de benefício previdenciário, ante a decisão do Supremo Tribunal Federal nas ADIs 4878 e 5083, desde que comprovada a dependência econômica. Não aplicação a benefícios cujo fato gerador tenha ocorrido após 13/11/2019 (data da vigência do art. 23, § 6º, da EC nº 103/2019). PENSÃO POR MORTE Menor sob Guarda A EC n. 103/2019 voltou a estabelecer nas regras transitórias que: “Equiparam-se a filho, para fins de recebimento da pensão por morte, exclusivamente o enteado e o menor tutelado, desde que comprovada a dependência econômica” (art. 25, § 6º). Entendemos que essa vedação é inconstitucional por afrontar o art. 227, caput, da CF (as ADIs 4.878 e 5.083 não contemplaram a redação da EC n. 103). STF RG Tema 1271 – “Exclusão da criança e do adolescente sob guarda do rol de beneficiários, na condição de dependentes, do segurado do Regime Geral de Previdência Social, implementada pelo art. 23 da Emenda Constitucional nº 103/2019.” (RE 1442021, mérito a ser julgado) PENSÃO POR MORTE Habilitação Posterior A concessão da pensão por morte não será protelada pela falta de habilitação de outro possível dependente, e qualquer inscrição ou habilitação posterior que importe em exclusão ou inclusão de dependente só produzirá efeito a contar da data da inscrição ou habilitação (art. 76 da Lei n. 8.213/1991). PENSÃO POR MORTE Regularização das Contribuições Caberá a concessão nas solicitações de pensão por morte em que haja débito decorrente do exercício de atividade do segurado contribuinte individual, desde que comprovada a manutenção da qualidade de segurado perante o RGPS na data do óbito. TNU: Súmula n. 52 – “Para fins de concessão de pensão por morte, é incabível a regularização do recolhimento de contribuições de segurado contribuinte individual posteriormente a seu óbito, exceto quando as contribuições devam ser arrecadadas por empresa tomadora de serviços”. PENSÃO POR MORTE Regularização das Contribuições O RPS (redação dada pelo Decreto n. 10.410/2020) permite a regularização de contribuições abaixo do mínimo legal: art. 19-E, “§ 7º Na hipótese de falecimento do segurado, os ajustes previstos no § 1º poderão ser solicitados por seus dependentes para fins de reconhecimento de direito para benefício a eles devidos até o dia quinze do mês de janeiro subsequente ao do ano civil correspondente”. Não será admitida a inscrição post mortem de segurado contribuinte individual e de segurado facultativo (§ 7º do art. 17 da Lei n. 8.213/1991, incluído pela Lei n. 13.846/2019). PENSÃO POR MORTE Duração Indeterminada, em caso de invalidez ou deficiência do pensionista; 4 meses para o cônjuge ou companheiro, se o óbito do segurado ocorrer sem a comprovação do recolhimento de 18 contribuições mensais e de 2 anos de casamento ou de união estável. Em caso de invalidez ou deficiência do cônjuge ou companheiro e na hipótese do óbito do segurado decorrer de acidente de qualquer natureza ou de doença profissional ou do trabalho, não tem aplicação a regra que limita o pagamento da pensão a apenas 4 meses. Temporária, observada a faixa de idade, para cônjuge ou companheiro pensionista com idade inferior a 45 anos na data do óbito do segurado; Vitalícia, para o cônjuge ou companheiro com idade superior a 45 anos na data do óbito do segurado. PENSÃO POR MORTE Cessação A parte individual da pensão extingue-se: I – pela morte do pensionista; II – para filho, pessoa a ele equiparada ou irmão, de ambos os sexos, ao completar 21 anos de idade, salvo se for inválido ou tiver deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave; III – para filho ou irmão inválido, pela cessação da invalidez; IV – para filho ou irmão que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave, pelo afastamento da deficiência, nos termos do regulamento; (...) Cessação A parte individual da pensão extingue-se: (...) IV – para cônjuge ou companheiro: a) se inválido ou com deficiência, pela cessação da invalidez ou pelo afastamento da deficiência, respeitados os períodos mínimos decorrentes da aplicação das alíneas “b” e “c”; b) em 4 meses, se o óbito ocorrer sem que o segurado tenha vertido 18 contribuições mensais ou se o casamento ou a união estável tiverem sido iniciados em menos de 2 anos antes do óbito do segurado; c) transcorridos os seguintes períodos, estabelecidos de acordo com a idade do beneficiário na data de óbito do segurado, se o óbito ocorrer depois de vertidas 18 contribuições mensais e pelo menos 2 anos após o início do casamento ou da união estável (a partir de 1º.1.2021, as idades foram elevadas em um ano pela Portaria ME n. 424/2020), ficando em: 1) 3 anos, com menos de 22 anos de idade; 2) 6 anos, entre 22 e 27 anos de idade; 3) 10 anos, entre 28 e 30 anos de idade; 4) 15 anos, entre 31 e 41 anos de idade; 5) 20 anos, entre 42 e 44 anos de idade; 6) vitalícia, com 45 ou mais anos de idade. Perda do Direito à Pensão(...) VI – pela perda do direito, na forma do art. 74 da LBPS: §1º (...) o condenado criminalmente por sentença com trânsito em julgado, como autor, coautor ou partícipe de homicídio doloso, ou de tentativa desse crime, cometido contra a pessoa do segurado, ressalvados os absolutamente incapazes e os inimputáveis. § 2o (...) o cônjuge, o companheiro ou a companheira se comprovada, a qualquer tempo, simulação ou fraude no casamento ou na união estável, ou a formalização desses com o fim exclusivo de constituir benefício previdenciário, apuradas em processo judicial no qual será assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa. O novo casamento não constitui causa de extinção do direito à pensão (art. 77 da Lei n. 8.213/1991). PENSÃO POR MORTE Acumulação Salvo no caso de direito adquirido, não é permitido o recebimento conjunto mais de uma pensão deixada por cônjuge ou companheiro, ressalvado o direito de opção pela mais vantajosa (art. 124 da Lei n. 8.213/1991, redação dada pela Lei n. 9.032/1995); No caso de óbito anterior a 29.4.1995 (Lei n. 9.032/1995) para o segurado que recebia cumulativamente duas ou mais aposentadorias concedidas por ex-institutos, será devida a concessão de tantas pensões quantos forem os benefícios que as precederam. PENSÃO POR MORTE Acumulação após a entrada em vigor da EC n. 103/2019 (art. 24) É vedada a acumulação de mais de uma pensão por morte deixada por cônjuge ou companheiro, no âmbito do mesmo regime de previdência social, ressalvadas as pensões do mesmo instituidor decorrentes do exercício de cargos acumuláveis na forma do art. 37 da CF. Será admitida, a acumulação de: I – pensão por morte deixada por cônjuge ou companheiro de um regime de previdência social com pensão por morte concedida por outro regime de previdência social ou com pensões decorrentes das atividades militares de que tratam os arts. 42 e 142 da CF; II – pensão por morte deixada por cônjuge ou companheiro de um regime de previdência social com aposentadoria concedida no âmbito do RGPS ou de RPPS ou com proventos de inatividade decorrentes das atividades militares de que tratam os arts. 42 e 142 da CF; ou (...) PENSÃO POR MORTE Acumulação após a entrada em vigor da EC n. 103/2019 (art. 24) III – pensões decorrentes das atividades militares de que tratam os arts. 42 e 142 da CF com aposentadoria concedida no âmbito do RGPS ou de RPPS. Nessas hipóteses, é assegurada a percepção do valor integral do benefício mais vantajoso e de uma parte de cada um dos demais benefícios, apurada cumulativamente de acordo com as seguintes faixas: I – 60% do valor que exceder 1 salário mínimo, até o limite de 2 salários mínimos; II – 40% do valor que exceder 2 salários mínimos, até o limite de 3 salários mínimos; III – 20% do valor que exceder 3 salários mínimos, até o limite de 4 salários mínimos; e IV – 10% do valor que exceder 4 salários mínimos. Não incide a proibição de acumulação sobre a acumulação de uma pensão decorrente do óbito do pai e outra do óbito da mãe da mesma criança. PENSÃO POR MORTE Observações Finais – As regras gerais sobre a pensão por morte encontram-se no art. 201 da CF, nos arts. 23 e 24 da EC n. 103/2019, e naquilo que não conflita com esses dispositivos, nos arts. 74 a 79 da Lei n. 8.213/1991 e arts. 105 a 115 do Decreto n. 3.048/1999 (com as alterações introduzidas pelo Decreto n. 10.410/2020). BIBLIOGRAFIA Muito obrigado! https://www.instagram.com/joaobatistalazzari/ https://comunidade.notoriosaber.com.br/ image2.png image3.png image4.png image5.png image1.jpeg