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91UNIDADE IV Relações Étnico-Raciais e Direitos Humanos Material Complementar LIVRO • Título: “Nós Do Brasil. Estudo Das Relações Étnico-Raciais”. • Autor: RODRIGUES, Roseane. • Editora: Moderna; Janeiro de 2003). • Sinopse: O livro “Nós do Brasil” fala de integridade negra, identidade africana, identidade indígena. Fala de ciganos, de judeus, de muçulmanos, das diversas Áfricas que existem dentro da África, suas diferenças culturais, povos e religiões, e fala do Brasil. Este livro proporciona viagens, buscando possibilitar conexões históricas para a compreensão de quem somos nós. Ele busca mostrar que há saídas para a aplicação da temática das Relações Raciais sem incorrer em dogmas, estereótipos ou folclorizações. LIVRO • Título: “Relações étnico-raciais para o ensino da identidade e da diversidade cultural brasileira”. • Autor: MICHALISZYN, Mario Sergio. • Editora: INTERSABERES, 2014. • Sinopse: A pluralidade de crenças, costumes e conhecimentos no Brasil exige um constante aprendizado de respeito às diferenças e de percepção da riqueza cultural. Por isso, é indispensável que os profissionais envolvidos com a educação discutam as relações étnicas e raciais. Com o propósito de oferecer subsídios para o acompanhamento e a compreensão dos conteúdos acerca das relações étnico-raciais, esta obra aborda os aspectos relacionados à cultura, ao imaginário social e à construção de representações sociais. LIVRO • Título: “Identidade racial”. • Autor: BISPO, Luane; OLIVEIRA, Jéssica; FERRARI, Mônica. • Editora: Adonis; Edição: 1 (23 de novembro de 2017). • Sinopse: As relações étnicas são temas complexos e por isso, faz-se necessário que os profissionais envolvidos na formação das crianças sejam sensibilizados acerca da importância de seu papel, compreendendo também que o respeito aos negros e sua cultura deve ser trabalhado diariamente e não apenas no dia da consciência negra. Espera-se, ainda, contribuir para desmistificar o racismo implícito existente no cotidiano escolar, muitas vezes presente de maneira simbólica. Pois esse conjunto de fatores pode desencadear nas crianças negras e não negras um ego branco, descaracterizando suas identidades desde a primeira infância, percorrendo o ensino fundamental e seguir pela vida toda. 92UNIDADE IV Relações Étnico-Raciais e Direitos Humanos FILME/VÍDEO • Título: “A Massai Branca” • Ano: (2005). • Diretor: Hermine Huntgeburth. • Sinopse: Carola Lehmann (Nina Hoss) está em férias no Quênia. Quando faltam poucos dias para retornar ela conhece Samburu (Jacky Ido), um guerreiro Lemalian que usa armas e roupas tradicionais. Fascinada, ela logo se apaixona. Carola decide cancelar o vôo de volta e mandar Stefan (Janek Rieke), seu namorado, retornar sozinho, enquanto ela própria percorre o Quênia tentando reencontrar Samburu. FILME/VÍDEO • Título. “Cores e Botas”. • Ano. São Paulo, (2010). • Diretor: Juliana Vicente. • Sinopse. Joana tem um sonho comum a muitas meninas dos anos 80: ser Paquita. Sua família é bem sucedida e a apoia em seu sonho. Porém, Joana é negra, e nunca se viu uma paquita negra no programa da Xuxa. FILME/VÍDEO • Título. Vista Minha Pele. • Ano. (2003). • Diretor: Joel Zito Araújo. • Sinopse. O filme coloca a realidade dos negros em evidência ao propor uma inversão: narra a história de brancos e negros, em papéis trocados. A empregada da família negra rica é branca, os padrões de beleza são pautados na beleza negra etc. Nesse con- texto, ele retrata a trajetória de uma aluna branca que tenta se adaptar nesse universo. 93UNIDADE IV Relações Étnico-Raciais e Direitos Humanos REFERÊNCIAS _______. Plano nacional de implementação das diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-bra- sileira e africana/ Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Brasília, 2009. ALENCAR, José de. O guarani. 3 ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2014. ALENCASTRO, Luiz Felipe de Alencastro. O trato dos viventes. Companhia das Letras. 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Negritude: usos e sentidos. 3ªed. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem. São Paulo: Vozes, 1999. 95UNIDADE IV Relações Étnico-Raciais e Direitos Humanos NÓBREGA, Padre Manuel da. Diálogo sobre conversão do gentio. Texto disponível em:. Acesso em: 15 junho 2019. NOGUEIRA, Oracy. (1985 [1954]), “Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem — sugestão de um quadro de referência para a interpretação do material sobre relações raciais no Brasil”, in O. Nogueira (org.), Tanto preto quanto branco: estudos de relações raciais, São Paulo, T.A. Queiroz. PEREIRA, João Baptista Borges. Religiosidade no Brasil. EDIUSP. São Paulo, 2012. RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Com- panhia das Letras, 1995. RIBEIRO, Darcy. Os índios e a civilização: a integração das populações indígenas no Brasil moderno. 4ª ed. Petrópolis, Vozes, 1982. RICARDO, Beto e RICARDO, Fany. Povos Indígenas no Brasil 2001-2005. 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Também compreendemos como foi a vida do africano no Brasil através da biografia de um ex-escravizado chamado Mohammah G. Baquaqua e por fim, entendemos como esses escravizados resistiram à escravidão e como foi o maior exemplo de resistência negra no Brasil, o Quilombo dos Palmares. Verificamos nas Unidades III e IV, durante o processo histórico brasileiro, vários fatos historiográficos sobre a cultura indígena no Brasil. Desde o século XV quando os africanos ainda não eram trazidos às Américas até o século XIX e XX onde africanos e seus descendentes são libertos e indígenas, mesmo livres legalmente, eram sequestrados de suas tribos para serem utilizados como mão de obra escrava nos seringais do norte do país. Usamos a Lei 11.645/2008 para complementar a Lei 10.639/2003 que trata de grupos minoritários no Brasil, como negros e indígenas. Para essa análise foi necessário combater um olhar eurocêntrico e promover uma desmistificação do eurocentrismo com o objetivo de destacar a história e cultura indígena no país. Mostramos o conceito de índio e indígena na sociedade atual através da reflexão da sociodiversidade indígena, seus direitos e suas diferenças entre seus troncos étnico-lin- guísticos. E claro, ressaltamos que não é possível desprezar o indígena na historiografia brasileira e para isso comparamos passado e presente, semelhanças e diferenças, inclusive religiosas, entre as várias culturas que compõem esses povos. Portanto, ao fim dessa viagem espero que seu horizonte de expectativa tenha sido alterado, pois somos fruto de uma herança multiétnica e, desta forma, a humanização das relações entre esses povos se torna possível quando os conhecemos melhor e possamos ver que o outro é igualzinho a mim. CONCLUSÃO