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CAPÍTULO 9Cinemática vetorial Cinemática vetorial 161 1. Vetor deslocamento 2. Velocidade vetorial média 3. Velocidade vetorial instantânea 4. Aceleração vetorial média 5. Aceleração vetorial instantânea 1. Vetor deslocamento Consideremos uma partícula mo- vendo-se em uma trajetória qualquer. Na Cinemática escalar determinamos a posição da partícula pela sua abscissa s; na Cinemática vetorial determina- mos a posição da partícula através de seu vetor posição p (fi g. 1). O vetor posição da partícula, em um instante t, é um vetor que tem origem em um ponto O (arbitrariamente escolhido) e extremidade no ponto onde se encon- tra a partícula. Sejam s 1 e s 2 as abscissas da par- tícula nos instantes t 1 e t 2 , respectiva- mente (com t 2 > t 1 ), e sejam p 1 e p 2 os vetores posição da partícula nos mes- mos instantes. Na Cinemática escalar defi nimos a variação de abscissa Δs por Δs = s 2 – s 1 . Na Cinemática vetorial de- fi nimos o vetor deslocamento (d ) da partícula entre os instantes t 1 e t 2 por: d = p 2 – p 1 isto é, o vetor deslocamento é o vetor representado pelo segmento orientado cuja origem é a extremidade do vetor p 1 e cuja extremidade é a extremidade do vetor p 2 (fi g. 2). Observando a fi gura 2, percebemos que: |Δs| ⩾ |d| O caso |Δs| = |d| ocorre quando a trajetória é retilínea (fi g. 3) ou quando Δs = 0. p O s t Figura 1. d Δs p 1 p 2 O s 1 t 1 t 2 s 2 Figura 2. d s 1 s 2 Δs Figura 3. Quando a trajetória é retilínea, temos |Δs| = |d|. IL u ST R A ç õ eS : ZA PT Capítulo 9162 2. Velocidade vetorial média Na Cinemática escalar, definimos a velocidade escalar média v m por: v m = Δs Δt Na Cinemática vetorial, definimos a velocidade vetorial média v m por: v m = d Δt Como Δt > 0, o vetor v m deve ter a mesma direção e o mesmo sentido de d (fig. 4), desde que d ≠ 0. Vimos no item anterior que: |Δs| ⩾ |d| Dividindo os dois membros por Δt, obtemos: |Δs| Δt ⩾ |d| Δt ou: |v m | ⩾ |v m | isto é: O módulo da velocidade escalar média é maior ou igual ao módulo da velocidade vetorial média, num mesmo intervalo de tempo. v m d Figura 4. Exercícios de Aplicação 1. Uma partícula move-se sobre uma superfície plana horizontal. Ela parte de um ponto A, move- se 3,0 m para o norte, em trajetória retilínea, e, em seguida, move-se 4,0 m para o leste, também em trajetória retilínea, gastando 10 segundos nessa viagem. Calcule os módulos: a) da distância percorrida; b) do vetor deslocamento; c) da velocidade escalar média; d) da velocidade vetorial média. Resolu•‹o: a) A partícula sai do ponto A (veja a figura) e move-se 3,0 m para o norte, atingindo o ponto B. A seguir move-se 4,0 m para o leste, atingindo o ponto C. B A C 4,0 m 3,0 m v m d LO N S |Δs| = 3,0 + 4,0 |Δs| = 7,0 m b) |d|2 = (3,0)2 + (4,0)2 = 25 |d| = 5,0 m c) |v m | = |Δs| Δt = 7,0 10 |v m | = 0,70 m/s d) |v m | = |d| Δt = 5,0 10 |v m | = 0,50 m/s 2. Uma partícula move-se em linha reta com veloci- dade escalar constante e igual a 5,0 m/s. Para um intervalo de tempo Δt = 4,0 segundos, calcule os módulos: Cinemática vetorial 163 a) da distância percorrida; b) do vetor deslocamento; c) da velocidade escalar média; d) da velocidade vetorial média. 3. Uma partícula move-se com velocidade escalar constante sobre uma circunferência de raio R = 20 m, gastando 12 segundos para completar uma volta. Para um intervalo de tempo Δt = 2,0 s, calcule os módulos: a) da distância percorrida; b) do vetor deslocamento; c) da velocidade escalar média; d) da velocidade vetorial média. Exercícios de Reforço 4. (UF-MA) Partindo de um ponto A (figura a seguir) um menino anda, passando pelos pontos B, C, D, B e E, onde para. C 20 m 20 m 40 m40 m 30 m 30 m D E B A O caminho percorrido e o módulo do vetor deslo- camento são, respectivamente, iguais a: a) 150 m e 30 m d) 160 m e 30 m b) 150 m e 20 m e) 180 m e 20 m c) 160 m e 20 m 5. Uma partícula tem trajetória circular de raio R = 2,0 m. Num certo intervalo de tempo Δt, a partícula executa um quarto de volta. Para esse intervalo de tempo calcule o módulo do vetor deslocamento. 6. Uma partícula percorreu em dois segundos a tra- jetória ABCD da figura a seguir. 1 cm C D BA 1 cm Para esse percurso calcule os módulos da: a) velocidade escalar média; b) velocidade vetorial média. 7. Uma pedra é lançada verticalmente para cima, a partir do solo, com velocidade ini- cial 40 m/s, num local onde g = 10 m/s2. Calcule o módulo da velocidade vetorial média da pedra para o intervalo de tempo que vai do instante de lançamento até o instante em que a pedra volta ao solo. 3. Velocidade vetorial instantânea Na Cinemática escalar definimos a velocidade escalar instantânea (v) por: v = lim Δt→0 Δs Δt Agora definiremos a velocidade vetorial instant‰nea (v) por: v = lim Δt→0 d Δt Assim, se quisermos calcular a velocidade vetorial instantânea de uma partícula quando esta passa por um ponto P, devemos tomar outro ponto Q da trajetória, de- Capítulo 9164 v 2 v 1 |v 1 | = |v 2 |, mas v 1 ≠ v 2 Figura 8. terminar o deslocamento entre P e Q e fazer Q tender a P. Mas é fácil perceber que quando isso ocorre (fig. 5) a direção de d aproxima-se da direção da reta tangente à trajetória no ponto P. Portanto, a direção da velocidade vetorial instantânea é a da tangente à trajetória no ponto considerado (fig. 6). O sentido será o mesmo do movimento. Outro fato importante é que, para Δt → 0, teremos |Δs| → |d|. Assim: lim Δt→0 |Δs| Δt = lim Δt→0 |d| Δt ou |v| = |v|, isto é: O módulo da velocidade vetorial instantânea é igual ao módulo da velocidade escalar instantânea. Lembremos que para as velocidades médias a conclusão é diferente (como vimos no item anterior): |v m | ⩾ |v m | Resumindo: A velocidade vetorial instantânea tem as seguintes características: • direção: a reta tangente à trajetória no ponto considerado; • sentido: o mesmo do movimento; • módulo: igual ao módulo da velocidade escalar instantânea. P Q 3 Q 2 Q 1 reta tangente em P sentido do movimento d 3 d 2 d 1 Figura 5. P reta tangente em P sentido do movimento v Figura 6. ObsERVAçõEs 1ª. ) Quando se fala em velocidade vetorial e não se esclarece se é média ou instantânea, admite-se que se trata da instantânea. 2ª. ) Quando se fala em velocidade e não se dá nenhuma outra informação, admite-se que se trata da velocidade vetorial. Alguns casos particulares Movimento retilíneo uniforme Como a trajetória é retilínea, a velocidade vetorial terá sempre a mesma direção. Como o movimento é uniforme, a velocidade vetorial terá sempre o mesmo módulo e sentido (fig. 7). Podemos então dizer que, nesse caso, a velocidade veto- rial é constante. Movimento circular e uniforme Como a trajetória é circular, a direção da velocidade ve- torial não é constante; mas, como o movimento é unifor- me, o módulo da velocidade é constante. Podemos então dizer que, nesse caso, a velocidade vetorial é variável, pois muda a direção da velocidade, embora o módulo fique constante (fig. 8). Figura 7. v 1 trajetóriav 2 |v 1 | = |v 2 | v 1 = v 2 Cinemática vetorial 165 Movimento retilíneo uniformemente acelerado Pelo fato de a trajetória ser retilínea, a direção da velocidade vetorial é constante. Como o movimento é acelerado, o módulo da velocidade vetorial aumenta sempre e o sentido se mantém constante (fig. 9). v 1 trajetóriav 2 |v 1 | ≠ |v 2 | v 2 ≠ v 1 Figura 9. Movimento retilíneo uniformemente retardado Como a trajetória é retilínea, a direção de v se mantém constante. Pelo fato de o movimento ser retardado, o módulo de v diminui. O sentido permanece constante (fig. 10). v 2 trajetóriav 1 |v 1 | ≠ |v 2 | v 1 ≠ v 2 Figura 10. Movimento circular uniformemente acelerado Nessecaso variam tanto o módulo como a direção da velocidade vetorial, conforme podemos observar na figura 11. v 1 v 2 Figura 11. Exercícios de Aplicação 8. Consideremos um movimento retilíneo e uniforme com velocidade escalar v = 2,0 m/s. Assinale ver- dadeiro (V) ou falso (F) nas seguintes sentenças: a) A velocidade vetorial é constante em módulo, mas tem direção variável. b) A velocidade vetorial é constante. 9. Consideremos um movimento circular e unifor- me com velocidade escalar constante v = 3 m/s. Assinale verdadeiro ou falso nas seguintes sentenças: a) A velocidade vetorial é constante. b) A velocidade vetorial é constante em módulo. c) A velocidade vetorial é variável em direção. 10. No movimento retilíneo uniformemente acelerado temos: a) A velocidade é constante em módulo. b) A velocidade é constante em direção. c) A velocidade varia em direção. 11. No movimento circular uniformemente acelerado temos: a) A velocidade é constante em módulo. b) A velocidade é constante em direção. c) A velocidade varia em direção e módulo. 4. Aceleração vetorial média Consideremos uma partícula que tem velocidade vetorial v 1 no instante t 1 e veloci- dade vetorial v 2 no instante t 2 (com t 2 > t 1 ). A acelera•‹o vetorial mŽdia da partícula (a m ) entre os instantes t 1 e t 2 é definida por: a m = Δv Δt = v 2 – v 1 t 2 – t 1 Capítulo 9166 Exercícios de Reforço 14. (FEI-SP) A velocidade v de um móvel em função do tempo acha-se representada pelo diagrama vetorial da figura. A intensidade da velocidade inicial é v 0 = 20 m/s. v 0 t = 0 t = 8 s t = 2 s t = 4 s t = 6 s 0 30° Determine o módulo da aceleração vetorial média entre os instantes t = 0 e t = 8 s. 15. Uma partícula tem movimento circular e unifor- me sobre uma circunferência de raio R = 4,0 m, com velocidade escalar 8,0 m/s. Calcule: a) o módulo da aceleração escalar; b) o módulo da aceleração vetorial média para um intervalo de tempo em que a partícula percorre 1 4 de volta; c) o módulo da aceleração vetorial média para um intervalo de tempo em que a partícula percorre meia volta. 12. Uma partícula move-se em trajetória circular, com velocidade escalar constante e igual a 4,0 m/s, dando uma volta a cada 12 segundos. Calcule o módulo da aceleração vetorial média para um intervalo de tempo Δt = 2,0 s. 13. Uma partícula move-se sobre uma circunferência, de modo que no instante t 1 = 7, 0 s sua velocidade Consideremos uma partícula em movimento circular uniforme de velocidade escalar 10 m/s, dando uma volta a cada 8,0 segundos. Como a velocidade escalar é constante, a aceleração escalar é nula; no entanto, dependendo do intervalo de tempo considerado, a aceleração vetorial média pode ser não nula. Tomemos, por exemplo, o intervalo de tempo Δt, em que a partícula dá 1 4 de volta (fig. 12); como a volta toda é completada em 8,0 segundos, para 1 4 de volta teremos Δt = 2,0 segundos. Nesse intervalo de tempo, a velocidade vetorial inicial (v 1 ) e a velocidade vetorial final (v 2 ) são perpendiculares (fig. 13) e teremos: |v 1 | = |v 2 | = 10 m/s Determinemos a seguir a variação da velocidade vetorial (Δv ): Δv = v 2 – v 1 |Δv |2 = |v 1 |2 + |v 2 |2 = 102 + 102 = 200 |Δv | = 200 ⇒ |Δv | = 10 2 m/s Podemos agora obter a aceleração vetorial média a m = Δv Δt , que tem a mesma direção de Δv (fig. 14). |a m | = |Δv | Δt = 10 2 2,0 ⇒ |a m | = 5 2 m/s2 Exemplo v 1 v 2 Figura 12. Δv v 1 v 2 Figura 13. a m Δv Figura 14. Exercícios de Aplicação é v 1 e no instante t 2 = 11 s sua velocidade é v 2 . Sabendo que |v 1 | = 6, 0 m/s e |v 2 | = 8,0 m/s, calcule o módulo da aceleração veto- rial média do movimento para o intervalo de tempo Δt = t 2 – t 1 . v 2 v 1 53¡ Cinemática vetorial 167 5. Aceleração vetorial instantânea Na Cinemática escalar definimos a aceleração escalar instantânea (α) por: α = lim Δt→0 Δv Δt Definiremos agora a aceleração vetorial instantânea (a) por: a = lim Δt→0 Δv Δt Se a = 0, teremos v constante, o que significa que ou a partícula está em repouso ou está em movimento retilíneo uniforme. Se a ≠ 0, consideremos dois casos: trajetória retilínea e trajetória curvilínea. Trajetória retilínea Nesse caso o vetor a tem a mesma direção da trajetória e módulo igual ao módulo da aceleração escalar α (|a| = |α|). Se o movimento for acelerado, a terá o mesmo sentido da velocidade vetorial v (fig. 15); se o movimento for retardado, a terá sentido contrário ao de v (fig. 16). Trajetória curvilínea Nesse caso, verifica-se que a “aponta para dentro” da curva (como, por exemplo, na figura 17) e pode ser decomposta em duas acelerações componentes, como ilustra a figura 18: uma componente tangente à trajetória, chamada aceleração tangencial (a t ), e outra componente normal à trajetória, chamada aceleração normal ou centrípeta (a c ). a = a t + a c Pelo Teorema de Pitágoras: |a|2 = |a t |2 + |a c |2 É possível demonstrar que a aceleração tangencial a t tem módulo igual ao módulo da aceleração escalar α: |a t | = |α| Portanto, se α = 0, isto é, se o movimento for uniforme, teremos |a t | = 0. A aceleração tangencial está relacionada com a variação do mó- dulo de v (e às vezes do sentido de v , quando o movimento passa de retardado para acelerado), mas não muda a sua direção. O sentido de a t é o mesmo da velocidade vetorial instantânea v , se o movimento for acelerado (fig. 19), e contrário ao de v , se o movi- mento for retardado (fig. 20). Quanto à aceleração centrípeta a c , é possível demonstrar que seu módulo é dado por: |a c | = v2 R em que v é o módulo da velocidade e R é o raio de curvatura. a v Figura 15. Movimento retilíneo e acelerado. a v Figura 16. Movimento retilíneo e retardado. IL u ST RA ç õ eS : Z A PT a Figura 17. tan gen te trajetória normal a a c a t Figura 18. a a c a t v Figura 19. Movimento acelerado. a a c a t v Figura 20. Movimento retardado. Capítulo 9168 Quando a trajetória é circular, o raio de curvatura é o próprio raio da cir- cunferência. Quando a trajetória é curva mas não circular, é possível obter uma circunferência tangente à trajetória (fig. 21), denominada circunfe- rência osculadora, cujo raio é o raio de curvatura a ser usado no cálculo do módulo da aceleração centrípeta, a qual aponta para o centro da circun- ferência osculadora. No CD, demonstramos a fórmula a c = v2 R para o caso particular do mo- vimento circular e uniforme. A aceleração centrípeta está relacionada com a variação da direção da velocidade. É importante então ressaltar que: 1º. ) Se o movimento for retilíneo, teremos sempre a c = 0, isto é, a aceleração centrípeta é não nula apenas nos movimentos de trajetória curvilínea. 2º. ) Se o movimento for uniforme, teremos sempre a t = 0. 3º. ) Quando se fala em aceleração e não se dá nenhuma outra informação, admite-se que se trata da aceleração vetorial instantânea ( a). Alguns casos particulares Movimento retilíneo e uniforme Nesse caso, temos a t = 0 e a c = 0, isto é, a = 0. Movimento circular e uniforme Como o movimento é uniforme, a aceleração escalar α é nula e, portanto, a aceleração tangencial também é nula: a t = 0. Po- rém, a trajetória é curva, e assim temos a c ≠ 0 . Nesse caso, a ace- leração centrípeta coincide com a aceleração vetorial instantânea: a c = a (fig. 22). Sabemos que o módulo de a c é dado por |a c | = v2 R ; já que o movimento é circular e uniforme, os valores de R e v são constan- tes, e assim |a c | é constante, isto é, o módulo da aceleração centrípeta é constante. Porém, como a direção de a c é variável, podemos dizer que a aceleração vetorial é variável. Assim, na figura 23 temos a c1 ≠ a c2 , embora |a c1 | = |a c2 | = v2 R . Movimento circular uniformemente acelerado Sendo o movimento uniformemente acelerado, a aceleração escalarα é constante e não nula; assim, a aceleração tangencial a t (cujo módulo é igual ao módulo de α) é não nula e tem módulo constante. Porém, a di- reção de a t varia; então podemos dizer que a t é variável (fig. 24). Como o movimento é acelerado, o módulo da velocidade é variável e, portanto, o módulo da aceleração centrípeta também é variável pois |a c | = v2 R . Assim, a aceleração centrípeta varia em módulo e direção (fig. 24). a t1 ≠ a t2 e |a t1 | = |a t2 | = α a c1 ≠ a c2 e |a c1 | ≠ |a c2 | R circunferência osculadora trajetória a c Figura 21. a c = a Figura 22. a c 1 a c 2 Figura 23. IL u ST RA ç õ eS : Z A PT a 1 a c 1 a t 1 a c 2 a t 2 a 2 Figura 24. Cinemática vetorial 169 Exercícios de Aplicação 16. Uma partícula move-se em trajetória circular de raio R = 2,0 m com velocidade escalar constante igual a 6,0 m/s. Calcule: a) o módulo da aceleração tangencial; b) o módulo da aceleração centrípeta; c) o módulo da aceleração vetorial instantânea. Resolução: a) Como a velocidade escalar é constante, a ace- leração escalar α é nula e, assim, a aceleração tangencial também é nula. Trata-se então de um movimento circular e uniforme. Logo: a t = 0 b) |a c | = v2 R = (6,0)2 2,0 ⇒ |a c | = 18 m/s2 c) Sabemos que a aceleração vetorial instantâ- nea é dada por a = a t + a c . Mas, como a t = 0, temos a = a c e, portanto, |a| = |a c |: |a| = 18 m/s2 17. Consideremos uma partícula em movimento cir- cular e uniforme cuja velocidade escalar é 20 m/s. Sabendo que o raio da trajetória é igual a 4,0 m, calcule os módulos da: a) aceleração tangencial; b) aceleração centrípeta; c) aceleração vetorial instantânea. 18. Uma partícula move-se em trajetória circular de raio R = 24 m, em movimento uniformemente acelerado, de aceleração escalar α = 3,0 m/s2. Sabendo que no instante t = 0 a velocidade esca- lar da partícula é 6,0 m/s, calcule no instante t = 2,0 s os módulos da: a) aceleração tangencial; c) aceleração. b) aceleração normal; Resolução: a) O módulo da aceleração tangencial a t é igual ao módulo da aceleração escalar α: |a t | = |α| ⇒ |a t | = 3,0 m/s2 b) Como o movimento é uniformemente acelerado, a velocidade escalar v é dada por v = v 0 + αt. Assim, no instante t = 2,0 s, temos: v = 6,0 + 3,0(2,0) ⇒ v = 12 m/s Portanto, a aceleração normal (ou centrípeta) tem módulo dado por: |a c | = v2 R = (12)2 24 = 6,0 ⇒ |a c | = 6,0 m/s2 c) Quando se pede a acele- ração e não se diz mais nada, supõe-se que seja a aceleração vetorial ins- tantânea. Temos então: |a|2 = |a t |2 + |a c |2 |a| = (3,0)2 + (6,0)2 Assim: |a| = 45 = 3 5 ⇒ |a| = 3 5 m/s2 19. Uma partícula tem movimento uniformemente ace- lerado, de aceleração escalar α = 3,0 m/s2, sobre uma trajetória circular de raio R = 25 m, tendo velocidade escalar v 0 = 4,0 m/s no instante t = 0. No instante t = 2,0 s, calcule os módulos da: a) aceleração tangencial; b) aceleração normal; c) aceleração. a a c a t Exercícios de Reforço 20. Um movimento retilíneo uniforme tem velocida- de escalar 3,0 m/s. Calcule os módulos da: a) aceleração escalar; b) aceleração tangencial; c) aceleração centrípeta; d) aceleração. 21. Um movimento retilíneo uniformemente variado tem aceleração escalar 8 m/s2. Calcule os módu- los da: a) aceleração tangencial; b) aceleração centrípeta; c) aceleração. Capítulo 9170 Exercícios de Aprofundamento Enunciado para as questões 27 e 28. Uma partícula tem movimento uniforme sobre uma circunfe- rência de raio R = 6 m. Num intervalo de tempo Δt = 2 s percorre um arco corresponden- te a um ângulo central de 120°. A v A B v B C v C D v D E v E F v F Em seu caderno, identifique a(s) proposição(ões) correta(s): I. O carro tem movimento uniforme de A até C. II. O carro tem movimento uniforme de A até F. III. O carro tem aceleração de A até C. IV. O carro tem aceleração de D até F. V. O carro tem movimento retilíneo uniforme- mente variado de D até F. 26. (Cefet-MG) Nos esquemas seguintes estão repre- sentadas a velocidade v e a aceleração a do pon- to material P. O módulo da velocidade desse ponto material permanece constante em: a) a P v b) a P v c) a P v d) a P v e) a P v IL u ST R A ç õ eS : ZA PT 22. Consideremos um movimento circular uniforme de velocidade escalar 6,0 m/s e raio da trajetória R = 4,0 m. Calcule: a) a aceleração escalar; b) o módulo da aceleração tangencial; c) o módulo da aceleração centrípeta; d) o módulo da aceleração. 23. Uma partícula percorre uma trajetória circular de raio R = 18 m, com movimento uniformemente variado cuja aceleração escalar é 6,0 m/s2. Sabendo que no instante t = 0 sua velocidade é nula, calcu- le, no instante t = 2,0 s, os módulos da: a) velocidade vetorial; b) aceleração tangencial; c) aceleração normal; d) aceleração vetorial. 24. (Unifesp-SP) A trajetória de uma partícula, representada na figura, é um arco de circunferên- cia de raio r = 2,0 m, percorrido com velocidade de módulo constante v = 3,0 m/s. v O módulo da aceleração vetorial dessa partícula nesse trecho, em m/s2, é: a) zero b) 1,5 c) 3,0 d) 4,5 e) impossível de ser calculado. 25. (UF-SC) Um carro com velocidade de módulo cons- tante de 20 m/s percorre a trajetória descrita na figura, sendo que de A a C a trajetória é retilínea e de D a F é circular, no sentido indicado. 27. O módulo da velocidade vale: a) 3π 2 m/s d) 5π 2 m/s b) 2π m/s e) zero c) 4π 3 m/s 120¡ Capítulo 9170 Cinemática vetorial 171 a) a2 t · t R c) v2 R e) a t · t2 R b) R a2 t · t d) a t · t R 33. (FESP-SP) Em determinado instante, a velocidade vetorial e a aceleração vetorial de uma partícula estão representadas na figura. Qual dos pares oferecidos representa, no instante considerado, os valores da aceleração escalar α e do raio de curvatura R da trajetória? a) α = 4,0 m/s2 e R = 0 b) α = 4,0 m/s2 e R → ∞ c) α = 2,0 m/s2 e R = 29 m d) α = 2,0 m/s2 e R = 2,9 m e) α = 3,4 m/s2 e R = 29 m 60° 10 m/s 4,0 m/s2 34. (ITA-SP) Na figura, um ciclista percorre o trecho AB com velocidade escalar média de 22,5 km/h e, em seguida, o trecho BC de 3,00 km de extensão. No retorno, ao passar em B, verifica ser de 20,0 km/h sua velocidade escalar média no percurso então percorrido, ABCB. Finalmente, ele chega a A per- fazendo todo o percurso de ida e volta em 1,00 h, com velocidade escalar média de 24,0 km/h. A B C 3,00 km Assinale o módulo v do vetor velocidade média referente ao percurso ABCB. a) v = 12,0 km/h d) v = 20,00 km/h b) v = 12,00 km/h e) v = 36,0 km/h c) v = 20,0 km/h 35. (UE-CE) Um ventilador acaba de ser desligado e está paran- do vagarosamente, girando no sentido horário, conforme a figura. A aceleração vetorial da pá do ventilador no ponto P tem orientação mais bem representada na opção: a) P c) P b) P d) P IL u ST R A ç õ eS : ZA PT 28. O módulo da aceleração vetorial média para o intervalo de tempo dado é: a) π 3 m/s2 d) 3 2 m/s2 b) π m/s2 e) zero c) π 2 3 m/s2 29. Uma partícula P move-se em trajetória circular de centro O, tendo velocidade escalar v 0 = 8,0 m/s no instante t = 0. No instan- te t = 1,0 s a aceleração vetorial instantânea a tem módulo 20 m/s2 e está representada no desenho. Sabendo que sen θ = 0,60 e cos θ = 0,80, calcule: a) o módulo da aceleração escalar; b) o módulo da aceleração centrípeta no instan- te t = 1,0 s; c) o módulo da velocidade no instante t = 1,0 s; d) o raio da trajetória. 30. A figura representa a veloci- dade vetorial v e a aceleração vetorial a de uma partícula que se move em trajetória circular de centro O, num mesmo instante t. Sabendo que θ = 30°, |v| = 6,0 m/s e |a| = 4,0 m/s2, calcule: a) o raio da trajetória; b) o módulo da aceleração tangencial no instan- te t. 31. Um automóvel executa umavolta completa em uma pista circular, em dois minutos, mantendo constante a indicação do velocímetro. Em um dos pontos da trajetória, a aceleração vetorial do automóvel tem módulo igual a 4 m/s2. O raio da pista é aproximadamente igual a: a) zero c) 1 000 m e) 3 000 m b) 500 m d) 1 500 m 32. (ITA-SP) Uma partícula descreve um movimento circular de raio R, partindo do repouso no ins- tante t = 0 e com uma aceleração tangencial a t cujo módulo é constante. Sendo t o tempo e a c a aceleração centrípeta no instante t, podemos afirmar que a c a t é igual a: a O θ P a v O θ P Cinemática vetorial 171