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Análise Funcional do Comportamento O brincar como ferramenta de avaliação e intervenção na clínica analítico-comportamental infantil As ações da criança, em contexto de brincadeira, muitas vezes expressam sentimentos, desejos e valores que ela não consegue, ainda, expressar por meio de relatos verbais, devido às limitações próprias de seu estágio de desenvolvimento em linguagem. Definição O brincar em terapia pode ser compreendido como um conjunto de procedimentos que utilizam atividades lúdicas como mediadoras da interação terapeuta-paciente Para Skinner (1991) o brincar envolve contingências de reforçamento planejadas, regras pré estabelecidas. O jogo do brincar livre foge desse controle e é o meio efetivo de construir vínculo Ao brincar com a criança, o clínico pode manipular variáveis e avaliar como a criança reage. Ele pode, por exemplo, ganhar propositalmente em um jogo e então observar se a criança desiste, se reage de maneira agressiva, se solicita ajuda ou se tenta jogar melhor. O brincar é um contexto particularmente rico de oportunidades para ensinar comportamentos alternativos à criança por meio de procedimentos característicos da análise do comportamento Usos do brincar Construção de uma relação terapêutica favorável Estratégia de avaliação Estratégia de intervenção Entrevista inicial Operacionalizando os termos – são feitas perguntas para se obter descrições comportamentais de relatos obscuros. Exemplo: Mae: Meu filho é muito nervoso. Terapeuta: Como é esse nervoso? O que a senhora observa seu filho fazendo quando acha que ele está nervoso? Dê um exemplo de uma situação em que ele fica nervoso. avaliação quando perceberam o aparecimento dos primeiros “problemas”; o que os pais e as outras pessoas costumavam fazer; o que já fizeram para resolver o “problema”; como a queixa afeta a vida da criança e de cada membro da família; frequência de ocorrência. Contexto atual: obter a descrição da rotina da família . A entrevista inicial com a criança tem como objetivos a formação de vínculo, dar esclarecimentos à criança sobre o que é terapia, leva‑la a identificar que a terapia deve favorecer o seu bem‑estar e o de sua família e mostrar‑lhe as formas lúdicas através das quais poderá interagir com o clínico Além da avaliação lúdica, é fundamental que outros recursos sejam utilizados para a identificação de variáveis relevantes, tais como: a) contato com a escola; b) contato com outros profissionais que acompanham a criança (por exemplo: psiquiatra, neurologista, fonoaudiólogo) , Na Terapia Analítico Comportamental Infantil, a utilização do registro comportamental pode ocorrer nas fases iniciais e intermediárias, podendo ter diversas funções. São elas: coleta de dados mais fidedignas sobre as possíveis variáveis mantenedoras dos comportamentos-alvos; formulação do diagnóstico comportamental; direcionamento e seleção dos programas de intervenções para mudança de comportamento; avaliação do procedimento interventivo; e até mesmo ser o instrumento de intervenção exemplos Este protocolo, denominado “Objetivos Psicoterapêuticos”, tem o propósito de delinear objetivos terapêuticos com os pais e/ou outros responsáveis da criança, permitindo uma definição clara sobre quais classes comportamentais poderão ser trabalhadas ao longo das sessões com a criança. , Este protocolo foi denominado “Minhas Emoções”, em que é possível criar condições para 1) a coleta de informações sobre os comportamentos-alvos da criança ou de terceiros e as variáveis de controle desses comportamentos, 2)formulação de análises funcionais e 3) auxiliar na construção dos objetivos terapêuticos . tem como objetivo sinalizar as regras que deverão ser seguidas acerca dos horários das sessões. Esta atividade pode permitir previsibilidade à criança de 1) qual momento é seu ou do(a) psicoterapeuta em escolher a atividade, 2) de organizar a sala (ou o local que está, caso o atendimento seja online) e 3) de encerrar a sessão. Referência Bibliográfica DEL PRETTE, G. e MAYER, S. B. O brincar como ferramenta de avaliação e intervenção na clínica analítico-comportamental Infantil. Em: BORGES, N. B. e CASSAS, F. A. Clínica analítico-comportamental: aspectos teóricos e práticos. Porto Alegre: ARTMED, 2012 (p. 239-250) Análise Funcional do Comportamento Treinamento de habilidades comportamentais THC Treinamento em habilidade comportamentais (THC) Os procedimentos de treinamento de habilidades comportamentais consistem em instruções, modelagem, treino e feedback, são usados em sessões de treinamento para ajudar a pessoa a adquirir habilidades úteis (como as sociais e as relações de trabalho). Procedimentos de THC são normalmente utilizados para ensinar habilidades que podem ser simuladas em uma dramatização. Generalização O objetivo do THC é que o aprendiz utilize o que aprendeu fora da sessão de treinamento. Para isso pode-se utilizar: Dramatizações muito próximas as condições reais ( Role playing) Incorporar situações da vida real ao treinamento Fornecer tarefas para realizar fora da sessão Organizar reforço fora da sessão THC Dentro do contexto Clínico, uma das técnicas utilizadas é o Ensaio Comportamental, também conhecido como Role Playing, que consiste em reproduzir durante a sessão, por meio de dramatização, situações parecidas a dos contextos sociais em que o cliente tem déficit e treinar a forma socialmente relevante do comportamento. Como o objetivo de toda intervenção em Terapia Comportamental, é que os comportamentos emitidos em sessão ocorram também nos diversos ambientes em que o cliente está inserido. THC Habilidades Sociais referem-se à capacidade do indivíduo de se comportar de forma socialmente adequada, em diversos ambientes (Del Prette e Del Prette, 2009)Os conceitos de habilidades sociais e de competência social remetem à ocorrência de comportamentos (socialmente habilidosos) que aumentariam a probabilidade de resolver problemas sem, contudo, prejudicar as demais pessoas Procedimentos para reduzir a ansiedade: Treino de relaxamento As técnicas mais comuns são: Relaxamento muscular progressivo Enrijecer e relaxar sistematicamente cada um dos principais grupos musculares do corpo até alcançar um estado mais relaxado Respiração diafragmática: Respiração lenta, profunda e ritmada utilizando os músculos do diafragma para levar oxigênio aos pulmões. Procedimentos para reduzir a ansiedade: Dessensibilização sistemática O uso da técnica de dessensibilização sistemática tem três etapas importantes: Aprender habilidades de relaxamento Desenvolver hierarquia de estímulos produtores de medo Praticar o relaxamento diante das cenas . o automonitoramento é o comportamento de registrar sistematicamente a ocorrência de algum comportamento público e/ou privado e eventos ambientais associados, realizados pela própria pessoa. O procedimento padrão utilizado é fornecer material (agenda ou folhas para registrar os comportamentos alvo) e instrução apropriada para o cliente, ou seja, quais comportamentos devem ser registrados, como fazê-lo e a frequência do registro. Um exemplo de automonitoramento é o diário alimentar. Análise custo benefício Avaliar os prós e contras de determinada ação, usada para situações de tomada de decisão Resolução de problemas image1.png image2.png image3.png