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UNIVERSIDADE PAULISTA- UNIP INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS CURSO DE PSICOLOGIA Semestre: 9º Turno: noturno Docente: Discente: RA CONTROLE POR REGRAS E SUA APLICAÇÃO NA PRÁTICA CLÍNICA DA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO. O capítulo 18 do livro clínica analítico comportamental retrata os aspectos conceituais do comportamento governado por regras, destacando como a intervenção verbal do terapeuta pode influenciar o comportamento do cliente fora do contexto terapêutico. Neste capítulo é discutido uma questão central da prática clínica: de que maneira aquilo é dito durante a sessão terapêutica influencia o comportamento do cliente em seu cotidiano. Segundo B. F. Skinner, o termo regra refere-se a estímulos verbais antecedentes que descrevem contingências, isto é, relações entre situações comportamentais e suas consequências. O texto também diferencia comportamento governado por regras e comportamento modelado por contingências, sendo que o primeiro ocorre quando o comportamento é controlado por descrições verbais de contingências, enquanto o segundo é aprendido diretamente por meio da experiência consequências do ambiente. Outro conceito discutido é o de autorregras que são regras formuladas pelo próprio indivíduo para orientar seu comportamento desempenhando um papel importante na organização e manutenção das ações no cotidiano. Na clínica as regras podem ser utilizadas como procedimentos de intervenções terapêutica, no qual o terapeuta, ao descrever contingências ou ajudar o cliente a identificar relações entre comportamentos e consequências, contribui para o desenvolvimento de novos repertórios comportamentais, fazendo-se assim as intervenções verbais presentes na terapia funcionar como regras que orientam o comportamento do cliente fora da sessão. O texto ressalta as vantagens do uso de regras, como possibilidade de acelerar processos de aprendizagem e permitir e permitir que o indivíduo aprenda sem precisar entrar em contato direto com consequências negativas, entretanto destaca-se que o controle excessivo por regras pode levar a comportamentos mais rígidos às contingências reais do ambiente. Os autores ressaltam a necessidade de equilíbrio entre comportamento governado por regras e comportamento modelado por contingências, de modo a favorecer repertórios comportamentais flexíveis e adaptativos. Referência VEIGA, Dhayana Inthamouussu; LEONARDI, Jan Luiz. Considerações conceituais sobre o controle por regras na clínica analítico-comortamental.in: Porto Alegre: ARTMED, 2012.cap. 18