Prévia do material em texto
Clareamento dental Dentística II – aula 2 23/08/2022 · Clareia dente, mas não clareia restaurações. Atua em elemento dentário e não em material restaurador. · “a desarmonia de cor é mais imediata e rapidamente percebida do que outras anormalidades estéticas”. OBS da imagem: peroxido de carbamida e o peroxido de hidrogênio são usados em dentes vitais. Enquanto o perborato de sódio é usado em dentes que passaram pelo tratamento endodôntico. · Mecanismo de ação dos agentes clareadores. OBS da imagem: peroxido de hidrogênio se decompõe quando entra em contato com o meio, liberando água e O2 sendo esse o responsável pelo clareamento. O OXIGÊNIO é o responsável pelo clareamento, pois ele cliva as macromoléculas do pigmento. OBS da imagem: há a decomposição pelos tecidos ou saliva em água oxigenada que liberara o oxigênio responsável pelo clareamento. OBS: depois do ponto de saturação não consegue mais clarear, só desnatura as proteínas. · Sucesso no tratamento depende: · Etiologia da alteração de cor. · Escurecimento pela idade, alteração na polpa, alimentos que pigmentam... · Colaboração do paciente. · Grau de descoloração dental. · Idade do paciente. · Quando mais velho, pode demorar mais. · Técnica e agente clareador empregado. · Se o dente é vital ou não vital. · Etiologias das alterações de cor: · Manchas Extrínsecas – localizadas sobre o dente. · São adquiridas do meio após a erupção dos dentes, através da precipitação superficial de corantes e pigmentos da dieta sobre a placa bacteriana e/ou sobre a película adquirida que reveste o esmalte. · Manchas Intrínsecas - localizadas no íntimo da estrutura dental. · Pré-eruptivas - fisiológicas, ingestão de medicamentos, doenças sistêmicas, ... · Pós-eruptivas - fisiológicas, medicamentos, traumatismos, iatrogênicas, ... · Clareamento caseiro supervisionado. · Vantagens. · Técnica simples e fácil aplicação. · Baixo custo. · Altamente conservador. · Utiliza agentes de baixa concentração. · Empregado em vários dentes simultaneamente. · Não promove efeitos deletérios nos dentes e tecidos. · Fácil reaplicação nos casos de recidiva de cor. · Limitações. · Paciente não colaborador. · Não age em dentes em manchas brancas ou opacas. · Não age em dentes manchados por tetraciclina. · Requer tempo de tratamento mais longo. · Pacientes com alergia ao clareador. · Gravidas e lactantes não devem realizar. · Não atua de modo eficaz em dentes que apresentam restaurações extensas. · Consulta inicial: · Realizar a remoção de tártaro e profilaxia. · Identificar o tipo de descoloração dental presente. · Necessidade da troca de restaurações ou confecção de restaurações provisórias. · Realização do clareamento das duas arcadas simultânea ou separadamente. · Escolher o tipo, a concentração e a posologia do agente clareador. · Registro da cor (escala de cor, fotografia e comparação com a arcada antagonista). · Moldagem e confecção dos modelos. · Plastificação. · Recorte. · 2 ª consulta: · Prova de moldeira. · Prova da mordida para ver se tem algum desconforto. · Orientação ao paciente: · Não exagerar no volume do gel (1 a 2 gotas). · Estabelecer o tempo e a quantidade de aplicações diárias. · Escovação menos agressiva, usando escova ultra macia e dentifrício sem abrasivos. · Higienizar a moldeira após o uso, e guardá-la em recipiente próprio. · Alimentação livre de corantes e ácidos. · 3ª consulta: · Verifique se o paciente está usando de acordo com suas recomendações. · Solicite ao paciente que manifeste sua impressão. · Se necessário, forneça uma nova unidade de clareador e relembre as instruções de uso. · Finalização do caso: · Registro da cor. · Fotografia final. · Orientações. OBS da imagem: quando pacientes não toleram moldeira, mas a limitação é de pacientes que possuem sorrio mais largo, pois elas são mais curtas. Não tem dessensibilizante, por isso pode ter uma sensibilidade maior. · Vernizes clareadores: · Instruções: · Deve ser usado por 30 min 2 vezes ao dia. · Depois da escovação deixar a superfície secar. · Aplicar uma fina camada do produto. · Não comer e beber durante 30 min. · Cremes dentais clareadores: · Podem ser usados na manutenção do tratamento clareador. · Apresentam um ph médio de 6,8 (4.2 a 8.35). · Clareamento em consultório: · Vantagens: · Maior controle da técnica pois não depende da colaboração do paciente. · Maior controle dos locais de aplicação (principalmente nos locais de retração gengival, propícios à formação de hipersensibilidade). · Menor tempo de tratamento comparado à técnica caseira. · Tratamento estético altamente conservador (sem desgaste dental). · Limitações: · Necessita de um tempo maior de atendimento clínico. · É indispensável o uso de barreiras com resina específica ou dique de borracha para proteger tecidos moles. · Não age em manchas escuras como as derivadas de tetraciclina. · Não age em dentes que apresentam restaurações extensas. · Maior custo. · Ativação do agente clareador: · O aumento da temperatura, implica numa maior decomposição do peróxido. · Sensibilidade pós-operatória: · Um dos principais efeitos adversos da utilização dos agentes clareadores nos tecidos bucais. · Ocorre como resposta da polpa à difusão do agente clareador pelos túbulos dentinários. · A intercorrência mais comum pós-operatória é a SENSIBILIDADE. · O H2O2 entra em contato com a polpa provocando um estado transitório de pulpite. · Parar o tratamento por 2 a 3 dias. · Diminuir a quantidade de gel clareador na moldeira. · Diminuir o tempo de uso diário. · Recomendar o uso de um agente dessensibilizante, na moldeira por 15 minutos diários, como o nitrato de potássio. · Chega na inervação do dente, alterando o limiar de sensibilidade. · A utilização de um gel dessensibilizante com base em 5% de nitrato de potássio e 2% de fluoreto de sódio, antes do processo de clareamento dental, pode reduzir a incidência e a intensidade da sensibilidade dental, sem reduzir a eficácia do clareamento. OBS da imagem: utilização de um gel acido que irá remover camada superficial fina de esmalte em casos de fluorose, por exemplo. · Clareamento em dentes não vitais: · Em cerca de 10% dos dentes tratados endodonticamente, podem ser notadas alterações de cor. Destes 10%, 7 a 8% responderão de modo satisfatório ao clareamento. · O sucesso é maior em dentes mais recentemente tratados endodonticamnte. · “O tratamento endodôntico quando adequadamente realizado, não constitui causa de alteração de cor dos dentes.” OBS da imagem: o hidróxido de cálcio neutraliza a ação do agente clareador na porção + cervical para que se diminua a chance de absorção desse material e reabsorção externa. Veda com CIV, coloca gel clareador e depois CIV de novo, depois material restaurador. Antes da restauração remover a vedação da câmara pulpar, irrigar abundantemente a camada pulpar. image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png