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CURSO TÉCNICO EM PRÓTESE DENTARIA-CEOSP TAUANA GHISSI SELEÇÃO DE DENTES ARTIFICIAIS PARA PRÓTESE TOTAL SÃO MIGUEL DO OESTE - SC 2019 CURSO TÉCNICO EM PRÓTESE DENTARIA-CEOSP TAUANA GHISSI SELEÇÃO DE DENTES ARTIFICIAIS PARA PRÓTESE TOTAL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito final para a obtenção do certificado de Técnico em Prótese Dentária. SÃO MIGUEL DO OESTE - SC 2019 RESUMO O presente trabalho é uma revisão da literatura referente à seleção de dentes artificiais para a reabilitação oral. Procurou-se reunir propostas que foram utilizadas ao longo dos tempos, em busca de métodos para a escolha dos dentes, observando aspectos tais como cor, tamanho, material empregado, linhas determinantes e formato, além disso, aborda-se um pequeno histórico do surgimento dos dentes artificiais e sua evolução com o passar dos anos até atualidade. Traz um resumo como a seleção dos dentes artificiais é feita nos tempos atuais com o avanço da odontologia. ABSTRACT This paper is a review of literature concerning the selection of artificial teeth for oral. We tried to gather proposals that have been used throughout the ages in search of methods for selection of teeth, focusing on aspects such as color, size, material used, lines and shape determinants; moreover, it approaches a brief history of the emergence of artificial teeth and their evolution over time until today. Summarizes how the selection of artificial teeth is done nowadays with the advancement of dentistry. SUMÁRIO Introdução 06 Revisão de Literatura 07 Atualidade 09 Conclusão 13 Referências Bibliográficas 14 INTRODUÇÃO Ao longo do tempo juntaram-se vários estudos sobre a seleção dos dentes artificiais, como sempre foi uma preocupação estabelecer a reabilitação oral, na falta dos dentes naturais, perdidos por algum motivo dentário ou periodontal, os dentes artificiais supriram esta ausência. Os primeiros dentes artificiais que se têm relatos eram confeccionados em material de porcelana, este possuía muitas desvantagens, começaram então a confeccionar os dentes em resina acrílica por suas inúmeras vantagens. Muito se foi estudado, para obter métodos mais eficientes baseando-se em teorias, formatos, sobre a face do rosto, sexo, idade e etc... Os métodos foram se difundindo, uns permaneceram por pouco tempo por não ter eficiência suficiente, pois a maioria da população em geral possui indivíduos com características diferentes impossibilitando seguir uma só teoria. Com passar dos séculos foi-se aprimorando cada vez mais, este procedimento, para que se tenha um resultado satisfatório, pois muitas vezes não se tem referência nenhuma já que muitas vezes os futuros portadores de prótese total já estão sem seus dentes na boca. REVISÃO DE LITERATURA A ausência de alguns dentes no arco dentário humano sempre foi uma preocupação do ponto de vista estético. Sendo assim necessária, a substituição destes, feita por dentes artificiais. O surgimento dos primeiros dentes artificiais fabricados tem relatos nos fins do século XVI Guilhermeau tentou pela primeira vez confeccionar, não obtendo sucesso. Dois séculos depois, em 1774, Guehard, um farmacêutico francês teve a idéia de fabricar, dentes artificiais em porcelana, suas tentativas não deram certo, devido à falta de conhecimentos anatômicos. Porem, aliando-se a Chermant, que era dentista conseguiu resultados satisfatórios. Depois deste feito, surgiram ao longo dos tempos métodos em busca para a seleção desses dentes artificiais. Com o crescimento da população misturas de raças, esses métodos surgiram exatamente para facilitar na escolha dos dentes, obtendo assim mais harmonia facial para o indivíduo. Atribuiu-se neste trabalho algumas teorias para a seleção de dentes artificiais, mais utilizadas com o passar do tempo. Spurzhein introduziu uma teoria baseada em temperamentos, onde certas características anatômicas, fisiológicas e até psíquicos, eram usadas para determinar o temperamento sanguíneo, bilioso ou colérico, linfático e nervoso. Na época, Foster Flagg descreveu minuciosamente cada tipo e Eben Flagg desenhou os dentes correspondentes a cada temperamento. Este método foi utilizado durante 50 anos não sendo eficiente, pois nem todos os indivíduos se assemelham aos tipos descritos. Berry, em 1906, expôs suas observações baseadas no fato de que tanto a face como os dentes são estruturas físicas que podem ser vistas, estudadas e medidas. Ele demonstrou a existência de uma analogia e proporção definida, entre a forma da face e a dos incisivos centrais. À proporção que encontrou foi que: o incisivo central tem na sua largura mésio-distal, a proporção de 1/16 a da largura da face, medida na distância bi zigomática, e a altura 1/20 da altura do rosto. 15 Por volta de 1910, segundo Wood Clapp, a seleção dos dentes artificiais para pacientes desdentados totais era baseada na largura da boca. Esta técnica é largamente empregada, com o intuito de tornar mais fácil a seleção de dentes artificiais. Com as comissuras labiais em repouso sobre os planos de orientação determinam-se as linhas caninas onde estarão dispostas as faces distais dos caninos superiores da prótese total. Removendo os planos de orientação, a distância entre as duas marcações posiciona-se uma régua flexível seguindo a curvatura do rolete de cera obtendo-se a largura mais desejável dos seis dentes anteriores. Seguindo um princípio similar com o plano de orientação na boca do paciente é possível obter a altura do dente artificial, fazendo com que o paciente levante o lábio superior até onde for confortável e marca-se no rolete de cera uma linha denominada com “linha alta do sorriso”. Deve-se medir a distância dessa linha a borda incisal do rolete de cera, obtendo-se mais precisamente a altura dos dentes artificiais. Por fim marca-se a linha mediana, é obtida pela marcação do centro do rosto facilitando para o técnico de prótese dentaria a iniciar a montagem dos dentes artificiais começando pelo incisivo central. Para obter um resultado satisfatório na seleção dos dentes artificiais devem ser considerados alguns fatores como a forma do rosto, o sexo e a idade. Berry percebeu a semelhança da forma do rosto com a forma do incisivo central superior. Williams, em 1911, classificou a forma do rosto e dos dentes em: quadrangular, triangular e ovóide, afirmando que deveria haver concordância entre as formas destes para se obter a harmonia fisionômica. O sexo também é um fator que influência na escolha dos dentes, pessoas cujo sexo é feminino a tonalidade dos dentes são mais claras e o sexo masculino a tonalidade é mais escura. Para indivíduos idosos, geralmente apresentam os dentes mais escuros, desgastados nas bordas incisais com o passar dos anos. Pessoas mais jovens os dentes são mais claros. Estes são fatores que devem ser respeitado, pois é uma classificação pessoal de cada indivíduo para que se tenha uma seleção mais correta. Assim como os dentes anteriores, os dentes posteriores devem ser selecionados de acordo com sua classificação. Os dentes posteriores são classificados em dois: anatômicos e não anatômico. Dentes anatômicos: são dentes artificiais, que possuem cúspides proeminentes nas superfícies, que irá articular com os dentes inferiores protéticos. O dente anatômico é reproduzido com as formas dos dentes naturais. Dentes não anatômicos: são dentes artificiais com superfície oclusais planas ou quase planas, com cúspides menos visíveis. ATUALIDADE No início deste trabalho foi feita uma pequena revisão de literatura como; a evolução histórica dos dentes artificiais e teorias utilizadas ao longo dos séculos observaram que a escolha de dentes artificiais para prótese total é de extrema importância. A odontologia evoluiu-se muito com o passar dos anos e com ela técnicas mais eficientes e precisaspara a seleção dos dentes artificiais. Neste tópico serão abordadas etapas utilizadas na atualidade para a seleção de dentes artificiais para uma prótese total. O cirurgião-dentista tem uma participação importante na seleção de dentes, pois ele é quem registrara alguns fatores importantes que influenciarão na escolha dos dentes. O dentista após ter feito todas as moldagens necessárias e ter enviado ao técnico em prótese dentária os modelos para a confecção do plano de orientação, que é constituído por base de prova e rolete de cera, o técnico encaminha novamente ao dentista o plano de orientação para ser provado pelo paciente. No plano de orientação serão tomadas a Dimensão Vertical de Repouso, quando o paciente esta com a boca relaxada, e é medida também a Dimensão Vertical de Oclusão quando os dois roletes de cera se tocam simulando uma oclusão, o dentista ajusta o volume de cera na vestibular o qual dará o contorno de onde os dentes serão montados, guiando assim o dentista, a estética do paciente. O paciente ainda com o plano de orientação, o dentista registra algumas linhas determinantes, como a linha alta do sorriso com o paciente sorrindo e a linha baixa do sorriso registrada no o lábio inferior, registra-se a linha mediana, que é uma linha imaginária, baseando-se no centro da face, por fim, registra-se a linha canina com o paciente estando com a boca em repouso e marca-se a comissura labial direita e esquerda. Figura 1 – A = Linha Mediana; B = Linha Canina Direita e Esquerda C = Parte Superior Linha Alta do Sorriso; C´ = Parte Inferior Linha Baixa do Sorriso As linhas marcadas pelo dentista no rolete de cera serão medidas com o auxilio de uma régua flexível, para a verificação da altura do dente e a largura dos seis dentes em curva. A seleção dos dentes anteriores inferiores é baseada pela tabela de articulação dispostas geralmente pelos fabricantes de dentes sugerindo assim os dentes mais aconselháveis para serem selecionados a articularem com os dentes artificiais superiores já escolhidos. Os dentes posteriores são fabricados com cúspides e faces oclusais, os mesmo devem possuir estética e função proporcionando qualidade de vida ao portador da prótese. Devemos levar em consideração alguns itens relevantes, antes de selecionarmos os dentes posteriores como: -Inclinação Cuspídicas: essa inclinação só o dentista é capaz de medir, chamamos de inclinação condilar da articulação temporomandibular: -Mesa Oclusal: as faces oclusais dos dentes artificiais, para que se permitam a trituração dos alimentos, as mesas oclusais (ápice da cúspide vestibular e palatina) não devem ser muito extensas na superfície, os tamanhos existentes são M de média, S de Small em inglês = pequeno e L de large= largo. Essas medidas para serem selecionadas dependem da zona de suporte principal. O rebordo é classificado por: tamanho, altura e formato. Estas características como: inclinação condilar e a mesa oclusal que é escolhida de acordo com o rebordo que é a zona principal de suporte, influenciam na escolha dos dentes artificiais posteriores como também na estabilidade e mastigação da prótese. O formato do dente é sempre baseado de acordo com o formato da face do paciente, geralmente pode ser: quadrado, ovóide e triangular. Também pode ser escolhido por algum dente que o paciente tenha antes da extração para confeccionar a prótese. Figura 2 – Formas das Faces A cor dos dentes artificiais é escolhida de acordo com a idade, sexo e a cor de pele, o dentista ira sugerir a cor mais adequada, embora esta técnica nem sempre é seguida, pois há exemplos de pacientes com a idade mais avançada, mas que se cuida esteticamente não querendo aparentar a idade que se tem realmente, rejeitando a sugestão do dentista e opinando por dentes mais claros. No mercado atualmente há fabricas de dentes artificiais de várias marcas, todas possuem um encarte onde dispõe para o conhecimento dos dentistas e técnicos em prótese dentária seus modelos, cores e tamanhos. Na pratica o dentista ou o técnico irá basear em todos os dados que se foi registrado e compará-los com as medidas do fabricante auxiliando a encontrar dentes que se assemelham com as medidas do paciente. Para a os dentes superiores anteriores, verifica-se o formato e a cor dos dentes já escolhidos e observa com referência ao que se foi medido, o tamanho do Incisivo Central e a Largura dos Seis Dentes anteriores em curva e compara o que mais se assemelham com a tabela do fabricante, escolhendo assim os dentes anteriores superiores. Figura 3 – Escala de Cores Os dentes anteriores inferiores verificam-se na tabela articulação quais deles articulam melhor com os dentes anteriores superiores já escolhidos. Os dentes posteriores são selecionados de acordo com a inclinação das cúspides e tamanho da mesa oclusal, tendo esses dados escolhem-se os dentes posteriores superiores e inferior que devem ter a mesma inclinação e tamanho de mesa oclusal, a cor é de acordo com os dentes anteriores. A seleção de dentes artificiais estando completo, o próximo passo será a montagem dos mesmos. Mostrou-se neste tópico, com simplicidade e clareza a melhor forma de selecionar os dentes artificiais. CONCLUSÃO: Conclui-se que para uma seleção de dentes artificiais devem-se seguir alguns fatores importantes já falados neste trabalho, assim teremos uma finalização da escolha dos dentes artificiais para prótese total mais eficaz e satisfatório, um item importante que temos que levar em consideração também à vontade do paciente, pois ele é quem vai fazer uso de sua prótese por muitos anos já que seus dentes permanentes foram perdidos ao longo de sua vida. O portador da Prótese Total tem que se sentir como se estivesse com seus próprios dentes naturais elevando sua autoestima e confiança. A seleção de dentes artificiais correta é muito importante, para que se tenha um excelente resultado tanto laboratorial quanto clínico, consequentemente deixará a prótese total o mais natural possível e ao portador da prótese lhe proporcionar aceitação, qualidade de vida e reabilitação oral, pois ao sorrir reproduzirá o que lhe foi perdido. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 1. Dentsply. 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