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As vias de medicação são os diferentes caminhos pelos quais os medicamentos podem ser administrados no corpo. A atuação do profissional de enfermagem é crucial para garantir que os medicamentos sejam administrados de forma segura e eficaz, respeitando as vias de medicação prescritas e os protocolos estabelecidos. As principais vias de medicação incluem: 1. Via oral (VO): A administração de medicamentos por via oral é uma das mais comuns. O enfermeiro deve garantir que o paciente consiga engolir o medicamento adequadamente e verificar a dosagem correta. 2. Via intravenosa (IV): Administrar medicamentos diretamente na corrente sanguínea. Requer precisão no preparo, no cálculo da dosagem e na velocidade de infusão. O enfermeiro deve estar atento às reações imediatas. 3. Via intramuscular (IM): Medicamentos são administrados diretamente no músculo. É importante escolher corretamente o local de aplicação e a técnica adequada para evitar complicações. 4. Via subcutânea (SC): A administração ocorre sob a pele, geralmente em áreas com mais tecido adiposo. É comum em tratamentos com insulina e anticoagulantes. 5. Via tópica: Medicamentos aplicados diretamente na pele ou mucosas. O profissional de enfermagem deve garantir que a área esteja limpa e que a aplicação seja feita conforme a orientação médica. 6. Via inalatória: Administração de medicamentos através da respiração, comum em tratamentos respiratórios. O enfermeiro deve orientar o paciente sobre a forma correta de usar inaladores ou nebulizadores. Além de administrar os medicamentos de acordo com as vias estabelecidas, o profissional de enfermagem deve monitorar as reações do paciente, identificar possíveis efeitos adversos, registrar todas as informações corretamente e garantir a adesão ao tratamento. Em todas as vias, a segurança do paciente é a prioridade, e o enfermeiro deve ter domínio sobre a farmacologia, dosagens, contra-indicações e possíveis interações medicamentosas. A imprudência, negligência e imperícia são conceitos fundamentais no contexto da administração de medicamentos na enfermagem, pois envolvem a responsabilidade dos profissionais de saúde para garantir a segurança dos pacientes. · Imprudência: Refere-se a ações realizadas de maneira apressada ou sem cautela, sem avaliar os riscos adequados. No caso da administração de medicamentos, isso poderia ser, por exemplo, a administração de um medicamento sem verificar se ele é o correto para o paciente, ou fazê-lo sem observar os protocolos de segurança. · Negligência: É a falta de cuidado ou atenção. Um enfermeiro que deixa de verificar as informações do paciente ou a dosagem correta de um medicamento, ou ainda, que esquece de realizar uma etapa do procedimento necessário para a segurança do paciente, está sendo negligente. Isso pode resultar em erros graves, como overdose ou reações adversas. · Imperícia: Relaciona-se à falta de habilidade técnica ou conhecimento. No contexto da enfermagem, seria a administração de um medicamento sem o devido conhecimento sobre sua dosagem, efeitos colaterais ou interações com outros medicamentos. A imperícia também pode se manifestar quando um profissional não tem conhecimento suficiente sobre como realizar um procedimento de administração, resultando em danos ao paciente. Esses três conceitos têm implicações legais e éticas para os profissionais de enfermagem, que devem sempre seguir as melhores práticas, protocolos e regulamentações para garantir a segurança e bem-estar dos pacientes.