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Administração de Medicamentos na Enfermagem 
 
1. Introdução 
 
A administração de medicamentos é uma das atividades mais frequentes e relevantes na prática da 
enfermagem. Envolve não apenas a execução técnica do procedimento, mas também o conhecimento 
profundo sobre fármacos, vias de administração, dosagens, interações medicamentosas e segurança do 
paciente. A correta administração é essencial para o sucesso terapêutico e a prevenção de erros que 
possam comprometer a saúde e a vida do paciente. Diante disso, este trabalho visa abordar os principais 
aspectos relacionados à administração de medicamentos no contexto da enfermagem, com foco nos 
princípios fundamentais, tipos de via, responsabilidades legais e cuidados de segurança. 
 
2. Fundamentos da Administração de Medicamentos 
 
A administração de medicamentos envolve o preparo, manuseio e entrega do fármaco ao paciente, 
respeitando normas técnicas, legais e éticas. A enfermagem é a categoria responsável, em grande parte, 
por esse processo, especialmente em ambientes hospitalares. Utiliza-se os 9 Princípios da Administração 
Segura. 
 
● Paciente; 
● Medicamento; 
● Dose; 
● Via de administração; 
● Horário; 
● Documentação; 
● Razão/indicação; 
● Resposta/avaliação; 
● Direito de recusa do paciente. 
 
3. Vias de Administração 
 
A escolha da via depende do tipo de medicamento, urgência, condições do paciente e características 
farmacocinéticas. 
 
Via Oral (VO) 
 
É a mais comum e prática. Envolve ingestão do medicamento por via digestiva. Deve-se verificar se o 
paciente consegue deglutir. 
 
Via Subcutânea (SC) 
 
Introdução do medicamento no tecido subcutâneo, geralmente para insulina e anticoagulantes. Exige 
rotação de locais de aplicação. 
 
Via Intramuscular (IM) 
 
Aplicação no tecido muscular, proporcionando absorção rápida. Locais comuns: glúteo, vasto lateral da 
coxa, deltoide. 
 
Via Intravenosa (IV) 
 
Permite ação imediata. Usada em situações críticas, com necessidade de técnica asséptica rigorosa. 
 
 
 
Sublingual (SL) 
 
Consiste na colocação do medicamento embaixo da língua, onde é rapidamente absorvido pela mucosa 
oral, entrando diretamente na corrente sanguínea. Exemplo:Nitroglicerina para angina. 
 
Tópica (TO) 
 
Aplicação de pomadas, cremes ou loções diretamente na pele ou mucosas, com ação local. 
Exemplo:Pomadas para queimaduras ou cremes antifúngicos. 
 
Retal e Vaginal 
 
Administração por via retal ou vaginal, geralmente sob forma de supositórios, cremes ou óvulos. Pode ter 
efeito local ou sistêmico. Exemplos: Supositório de paracetamol em crianças. 
 
Inalatória 
 
Consiste na inalação de medicamentos através do trato respiratório, geralmente com nebulizadores ou 
inaladores. Tem ação rápida nos pulmões. Exemplo: Salbutamol (bombinha) em crises asmáticas. 
 
Intradérmica (ID) 
 
Aplicação do medicamento na camada superficial da pele (derme). Usada para testes de sensibilidade e 
vacinas. Exemplo: Teste de tuberculina (PPD) ou vacina BCG. 
 
4. Cuidados no Preparo 
 
● Higiene das mãos; 
● Conferência da prescrição médica; 
● Checagem dos 9 certos; 
● Cálculo correto da dose; 
● Registro em prontuário. 
 
5. Erros de Medicação 
 
São eventos evitáveis que podem causar dano ao paciente. Os mais comuns incluem: dose errada, 
medicamento errado ou via incorreta. A notificação de erros é importante para melhorar os processos e 
evitar reincidências. 
 
6. Considerações Finais 
 
A administração de medicamentos é uma prática central e de alta responsabilidade na enfermagem. O 
domínio técnico, o conhecimento científico e a postura ética são fundamentais para garantir um cuidado 
seguro e eficaz. O compromisso com os princípios da administração correta e a atenção a cada etapa do 
processo são essenciais para reduzir riscos e promover a qualidade na assistência ao paciente.

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