Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

LAPAROTOMIA DE OVÁRIO
SÃO GONÇALO 2025
CTEA – Curso Técnico de Enfermagem Alcântara.
Coordenação do Curso Técnico Especialização em Instrumentação Cirúrgica
DANIELLE TRINDADE CAETANO DA SILVA
LAPAROTOMIA DE OVÁRIO
SÃO GONÇALO
2025
Coordenação do Curso Técnico Especialização em Instrumentação Cirúrgica
DANIELLE TRINDADE CAETANO DA SILVA
LAPAROTOMIA DE OVÁRIO
Trabalho apresentado à Coordenação do Curso Técnico de Especialização em Instrumentação Cirúrgica; como requisito para conclusão de curso.
Coordenadora Orientadora: Cristiane Tuzze
Período de Realização de Estágio: 21 de agosto de 2024 a 30 de janeiro de 2025
Carga horária total: 120 horas
Instituição: HCCOR
SÃO GONÇALO 2025
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO	6
2 DESENVOLVIMENTO	8
2.1 LAPAROTOMIA DE TUMOR OVARIANO	8
2.2 A INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA	8
3 RELATÓRIO: ATIVIDADE SUPERVISIONADA	12
3.1 ESCOVAÇÃO E PARAMENTAÇÃO:	13
3.1.1 Escovação Cirúrgica das mãos:	13
3.1.2 Paramentação Cirúrgica:	15
3.1.3 Uniformes privativos ou vestes cirúrgicas	15
3.1.4 Propés	16
3.1.5 Gorros ou toucas	16
3.1.6 Máscaras cirúrgicas ou protetores respiratórios	17
3.1.7 Protetores oculares ou óculos ou máscaras protetoras dos olhos	17
3.1.8 Aventais cirúrgicos	17
3.1.9 Luvas	18
4 MONTAGEM DA MESA MAYO:	20
5 CONCLUSÃO	22
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:	23
10
1 INTRODUÇÃO
Durante nossa experiência como instrumentador cirúrgico, conseguimos examinar diversos aspectos que dividem nossa prática devido a diversas controvérsias sobre a profissão, especialmente em relação aos aspectos legais da profissão de instrumentador cirúrgico. Entendemos que nosso papel é crucial para o bom andamento de um procedimento cirúrgico, então surgiu a necessidade de recuperar algumas informações históricas para debatermos sobre essa prática tão crucial tanto para a segurança do paciente quanto para o próprio procedimento cirúrgico.
Notamos que o uso de instrumentação cirúrgica é uma prática praticada há bastante tempo. Apesar de ainda estar em discussão o seu reconhecimento como profissão. De acordo com o PLC 75/2014, o exercício da profissão é exclusivo para aqueles que concluíram um curso de instrumentação cirúrgica em uma instituição oficial ou reconhecida pelo Governo Federal, ou no exterior, desde que o diploma seja revalidado no Brasil. Também os profissionais que já exercem profissão há pelo menos dois anos, a partir da data de entrada em vigor da lei .
No entanto, a sua execução tem crescido ao longo dos anos, ampliando as suas responsabilidades e definindo a instrumentação cirúrgica como uma especialidade da enfermagem, subordinada ao técnico responsável pela unidade. A resolução nº 214/1998 do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) estabelece que a instrumentação cirúrgica é uma atividade de enfermagem, não sendo, contudo, um ato exclusivo desta.
Ao analisar o contexto histórico, percebemos que a origem deve ao aumento na quantidade de cirurgias, exigindo profissionais mais capacitados. Surgem então as primeiras instituições de ensino técnico, conhecidas como Escola Técnica de Instrumentos Cirúrgicos em Nice, na França, em 1954.
Essas instituições de ensino visavam capacitar os profissionais para acompanhar o progresso nas cirurgias ocorridas no início do século XX, suprindo a demanda crescente por tais procedimentos.Eles ensinaram sobre procedimentos cirúrgicos, instrumentos e materiais adequados para cada especialidade e os tempos de cirurgia. No Brasil, a instrumentação cirúrgica é representada por um nível técnico.
De acordo com Brunner & Suddarth (2009), a função do instrumento é crucial para o procedimento cirúrgico. Auxilia na redução do tempo de cirurgia, preparação antecipada da mesa cirúrgica, método de disponibilização dos instrumentos para uso imediato do auxílio e dos assistentes na sequência de cada tempo de cirurgia. Portanto, reduz a exposição aos anestésicos e aos perigos de acidentes biológicos por perfurações afiadas, garantindo a segurança do paciente e de toda a equipe cirúrgica, reduzindo o trauma cirúrgico especificamente aqui que o paciente é submetido.
Um outro ponto importante diz respeito aos princípios éticos. O instrumentador tem a responsabilidade de manter a assepsia do campo cirúrgico, das mesas cirúrgicas, instrumentos e materiais para garantir a saúde do paciente. Em caso de contaminação acidental, ele deverá informar a equipe e providenciar uma troca. 
O instrumentador precisa dominar técnicas de esterilização, manutenção do material cirúrgico, operação dos períodos cirúrgicos, técnicas assépticas, fios de sutura, sutura mecânica, anatomia, microbiologia, fisiologia, posicionamentos cirúrgicos, além de equipamentos e acessórios específicos para cada procedimento cirúrgico.
Parra e Saad (2003) relatam a importância de conhecer a cirurgia proposta sincronizando tempos e ações manuais com o manuseio e os auxiliares cirúrgicos , segundo a técnica utilizada .​​​​​​​​​​​ é a qualidade e segurança do procedimento cirúrgico que atende a equipe com eficiência e eficácia.
O presente estudo versará sobre a Laparotomia de ovário. No campo da cirurgia ginecológica,a escolha da melhor técnica para tratar tumores ovarianos é frequentemente objeto de debate, seja por meio de laparoscopia ou laparotomia. Isso ocorre porque os benefícios da cirurgia endoscópica são indiscutíveis, incluindo recuperação rápida, menor tempo de internação hospitalar e menor intensidade do período pós-operatório. 
O estágio aconteceu no HCCOR, com a carga horária que contemplou 208 horas.
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 LAPAROTOMIA DE TUMOR OVARIANO
Para as lesões ovarianas, é essencial avaliar conjuntamente a história clínica, o exame físico (toque bimanual e retal), os exames de ultrassonografia transvaginal para análise do índice morfológico, a ultrassonografia com Doppler colorido para verificar a existência de angiogênese e, por fim, a dosagem sérica do CA 125 para determinar se uma lesão ovariana precisa de cirurgia e qual a técnica cirúrgica mais específica - laparoscopia ou laparotomia. 
A distinção entre lesões benignas e malignas, em exames pré e pós-operatórios e transoperatórios, é crucial para planejar a intervenção cirúrgica de um tumor ovariano. 
A laparotomia é frequentemente escolhida quando o paciente apresenta instabilidade hemodinâmica, pois possibilita uma entrada mais ágil e uma visualização direta da estrutura afetada. No entanto, isso acarreta incisões mais extensas, maior tempo de internação e tempo de recuperação prolongado.
As incisões para laparotomias variam e são recomendadas de acordo com cada situação. A meta é obter o acesso necessário para a técnica cirúrgica, causando o mínimo possível de danos às estruturas anatômicas, proporcionando resultados positivos com um índice reduzido de complicações.
2.2 A INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA
Separar todo o material necessário para o procedimento cirúrgico, eliminando da sala de cirurgia o que não for usado. RDC 50-2002 / SOBECC-2013. 
• Selecionar os materiais descartáveis: fios de sutura, drenos, gaze, compressas, esponjas, cotonóides, selantes, etc. 
• Selecionar as caixas de instrumentais cirúrgicos necessários ao procedimento cirúrgico, de acordo com o tamanho das estruturas do corpo do paciente e natureza dos órgãos envolvidos. 
A escolha adequada exige compreensão geral dos procedimentos cirúrgicos, abordagens e conhecimento de anatomia. *Atenção a integridade dos invólucros de cada material quanto a lacres violados e estado de conservação. Atenção a validade das esterilizações. Atenção aos integradores biológicos. 
• Solicitar previamente solução fisiológica e ou água destilada no estado físico que indicado a cirurgia: morno para lavagem de cavidade, frio/gelado para auxiliar a vaso constrição e congelado, para conservação de órgãos. 
• Solicitar os instrumentais específicos conforme a necessidade da cirurgia; tais como: afastadores de cavidade, afastadores de fígado, serras, drill, craniótomos e etc. Cirurgias com implantes• Separar todo o material consignado, o qual deverá ser conferido e aberto na mesa antes do paciente ser solicitado ao bloco cirúrgico e antes dos demais materiais e anestésicos. Conforme RDC 15–2012, todo material de implantes e próteses necessitam passar por teste biológico, caso ocorra violação de lacres das caixas, material molhado, ausência de integradores ou falha dos mesmos, indica que esse material está condenado para uso. Com estas medidas de segurança do paciente, evita o desperdício dos materiais descartáveis e os medicamentos/anestésicos. Certificar se todo o equipamento necessário a cirurgia está em ordem e em funcionamento.
• Foco principal de teto, foco acessório/auxiliar e foco frontal: Atenção quanto: lâmpadas queimadas e as baterias, que podem estar descarregadas.
 • Mesa operatória: Atenção quanto ao funcionamento manual e por controle remoto, quanto a execução de todas as posições cirúrgicas. 
• Bisturi elétrico monopolar: Utilizado em todas as cirurgias oncológicas, através de corrente elétrica corta e cauteriza, seu uso necessita de placa neutro (eletrodo dispersivo) para evitar queimaduras. * Atenção quanto a disponibilidade de caneta descartável e placas de aterramento descartável. 
• Bisturi elétrico bipolar: pode ser utilizado em todas as cirurgias oncológicas, dependendo da preferência do cirurgião. É fundamental nas cirurgias de neuro, devido trabalhar com tensões mais abaixas, empregando menos energia. Sua função é de cauterizar. Não necessita de placa de neutro (eletrodo dispersivo) devido a pinça bipolar. Atenção quanto a disponibilidade do pedal, pinça bipolar e cabo.
 • Bisturi de argônio: utilizado principalmente nas cirurgias cardíacas, transplantes e ressecções de fígado. Além de cirurgias de trauma, torácica e urológica. O aparelho direciona o feixe de argônio com precisão sobre o tecido sem contato com a superfície do mesmo, garantindo rápida hemostasia, diminui riscos de infecção e melhora o processo de cicatrização
• Bisturi Ultrassônico ou ultracision: Utilizado nas cirurgias oncológicas de abdômen, urológica, torácica em cirurgias de Vídeo Laparoscopia e bariatricas. É um instrumento de corte e coagulação avançado, permite selar com segurança e rapidez vasos mais calibrosos, ele converte energia elétrica em mecânica funciona em temperaturas mais baixas, diminui o dano nos tecidos adjacentes e não altera as proteínas do tecido. maior poder de hemostasia, diminuição do tempo cirúrgico. Atenção quanto a disponibilidade de pinça descartável. * Atenção quanto a disponibilidade da capa descartável para vídeo câmera (utilizado para encapar o cabo que não é esterilizado).
 • Bisturi elétrico ligaSure: Com a plataforma de energia ForceTriad, controlada pela tecnologia sensora TissiereFect, usa o próprio colágeno e a elastina do corpo para criar uma zona permanente de fusão. Essa tecnologia pode unir vasos de até 7mm, inclusive, do sistema linfático. Realiza a selagem dos vasos de 2 a 4 segundos, pode ser utilizado em procedimentos laparoscópicos e ou abertos. * Atenção a disponibilidade da pinça descartável e o modelo indicado à cirurgia. 
• Aspirador permanente da sala. Atenção ao sistema de vácuo quanto a pressão, a disponibilidade de borracha de aspiração com ou sem ponta descartável e a disponibilidade dos frascos aspira descartável. 
• Aspirador elétrico portátil: utilizado de forma sobressalente para cirurgias com risco eminente de hemorragia arterial, exemplo: clipagem de aneurisma. Atenção quanto a funcionabilidade.
 • Aspirador ultrasônico: utilizado nas cirurgias de tumor cerebral, preferencialmente para os tumores sólidos e fibróticos, isto porque os císticos são facilmente aspirados pelo aspirador convencional. Atenção quanto a disponibilidade do equipo apropriado descartável, a funcionabilidade e esterilização das ponteiras e cabos (referente a integridade das embalagens, lacres e a presença de integrador biológico). 
• Microscópio: é um instrumento óptico com capacidade de ampliar imagens de estruturas muito pequenas através da microscopia. Através da espectroscopia permite a identificação e informação químico e estrutural de qualquer tecido orgânico. Atenção quanto a disponibilidade da capa descartável, calibragem e iluminação.
	Todas as atividades em qualquer tipo de cirurgia devem ser executadas de forma ordenada, segura e harmônica por todo os integrantes da equipe cirúrgica. Portanto é imprescindível a execução do trabalho sistematizado pelos membros da equipe, assim como o instrumentador cirúrgico, o qual deve preparar previamente a montagem de todos os materiais cirúrgicos e instrumentais para que a intervenção cirúrgica ocorra.
 
3 RELATÓRIO: ATIVIDADE SUPERVISIONADA
A Laparotomia de tumor de ovário foi a cirurgia eleita para o relato deste estudo, e , conforme supracitado , demanda e execução do trabalho sistematizado pelos membros da equipe, assim como o instrumentador cirúrgico, o qual deve preparar previamente a montagem de todos os materiais cirúrgicos e instrumentais para que a intervenção cirúrgica ocorra. A seguir, está o relato do passo a passo da da minha participação como instrumentadora em uma Laparotomia de tumor de ovário.
As imagens a seguir ,ilustram minha atuação no referido procedimento cirurgico.
 
3.1 ESCOVAÇÃO E PARAMENTAÇÃO:
3.1.1 Escovação Cirúrgica das mãos:
 
Fonte: Acervo pessoal
A higienização das mãos é um processo que, embora seja comum, apresenta certa complexidade. O seu procedimento baseia - se em dois pilares fundamentais: o produto - antisséptico - e o método de utilização deste. Antes de mais nada, é crucial destacar que não existem métodos infalíveis para a lavagem das mãos, apenas orientações sobre como realizá-la. Quanto às minúcias que compõe o preparo pré-cirúrgico das mãos, é importante determinar dois aspectos básicos: (1) a qualidade da ação aplicada na lavagem; (2) a duração do procedimento realizado. O que se busca atualmente é a combinação de métodos eficazes aliados a procedimentos rápidos, porém eficientes.
O procedimento de lavagem de mãos possui algumas principais variáveis que vêm sendo estudadas ao longo dos anos. Elas são constituídas principalmente pelo uso de escovas para a realização da fricção da pele contendo a substância antimicrobiana; pela utilização das esponjas como único meio de aplicação dos produtos de limpeza e pela ordem propícia para as zonas que devem ser higienizadas. 
A lavagem de mãos, independentemente da substância utilizada, do tempo de aplicação e da utilização – ou não – de artefatos, deve seguir um protocolo prédeterminado que estipule uma sequência de procedimentos e suas respectivas zonas de ação. De modo de geral, a lavagem de mãos é realizada em palma, dorso, unhas, espaços interdigitais, antebraço e cotovelo; o objetivo principal de tal divisão é priorizar as regiões de maior contato com o paciente, evitando sua contaminação.
No Brasil, a ANVISA publicou o manual Segurança do Paciente – Higienização das mãos utilizando o uso de escovas na degermação. O órgão brasileiro determina a lavagem nas seguintes etapas: 1. Abrir a torneira, molhar as mãos, antebraços e cotovelos; 2. Recolher, com as mãos em concha, o antisséptico e espalhar nas mãos, antebraços e cotovelos. No caso de esponjas impregnadas com o antisséptico, pressione a parte da esponja contra a pele e espalhe por todas as partes; 3. Limpar sob as unhas com as cerdas da escova; 4. Friccionar as mãos observando os espaços interdigitais e antebraço por no mínimo três a cinco minutos, mantendo as mãos acima do cotovelo; 5. Enxaguar as mãos em água corrente no sentido das mãos para cotovelos, retirando todo o resíduo do produto. Fechar a torneia com cotovelo, joelhos ou pés. 
As principais diferenças a serem analisadas baseiam-se primeiramente na adição dos cotovelos no processo de degermação, em seguida pode-se observar a fricção das unhas realizadas primeiramente, conferindo uma alteração na ordem da lavagem . 
A OrganizaçãoMundial da Saúde definiu em 2009 um sequenciamento padrão para o uso das escovas na degermação pré-cirúrgica das mãos. Nele é realizada uma lavagem anterior das mãos e antebraços com água e sabão não medicamentoso, incluindo a limpeza das unhas e leitos ungueais com o uso de uma lixa específica. A organização não indica o uso de escovas por lesar as camadas da pele e expor bactérias alojadas em regiões mais profundas; se o seu uso for inevitável, determina-se que estas sejam estéreis e utilizadas uma única vez .
 A etapa seguinte consiste na aplicação da substância antisséptica. Primeiramente esfregam-se cada lado dos dedos e as suas faces anteriores e posteriores, durante cerca de dois minutos. Em seguida lava-se o antebraço no sentido punho-cotovelo durante cerca de um minuto. Após a realização da lavagem completa de uma das mãos lava-se a outra. É importante notar que o sentido da escovação é especificado e que este se mantém das regiões de maior (como as mãos, por exemplo) para as regiões de menor contato; esse procedimento faz com que os resíduos sejam carregados para pontos menos nobres, diminuindo a possibilidade de contaminação do paciente.
3.1.2 Paramentação Cirúrgica:
A paramentação cirúrgica foi desenvolvida para proteger os pacientes no centro cirúrgico (CC) de riscos biológicos causados por microrganismos presentes e liberados por eles, pelos médicos, funcionários, materiais, equipamentos e pelo ar do ambiente. Como os riscos para a equipe multiprofissional tornaram-se uma realidade, essa paramentação também passou a ser uma forma de proteção para os profissionais envolvidos nas diversas atividades do centro cirúrgico. 
A paramentação cirúrgica consiste na troca das vestimentas cotidianas por roupas adequadas nas dependências do CC hospitalar, criando barreiras contra a infiltração de microrganismos nos locais cirúrgicos dos pacientes e protegendo os profissionais da exposição a sangue, fluidos ou tecidos orgânicos presentes. 
Todos os profissionais de saúde devem, antes de entrar na área limpa ou restrita do CC, trocar suas roupas no vestiário localizado na área semirrestrita, pelo uniforme privativo ou veste cirúrgica (calça e blusa), propés, gorro, máscara buconasal ou facial e luvas de procedimentos. O avental cirúrgico e as luvas cirúrgicas esterilizadas devem ser colocados na área restrita do CC antes do início dos procedimentos. 
A paramentação adequada deve seguir as especificações e normas técnicas de biossegurança do hospital, tanto em sua confecção quanto nas formas, tamanhos, tipos de tecidos, se reprocessadas ou descartáveis. Seu uso deve iniciar pela correta sequência de colocação até a retirada adequada. 
3.1.3 Uniformes privativos ou vestes cirúrgicas
São compostos por jaleco e calça, geralmente feitos de tecido de algodão, não esterilizados e reprocessáveis. Seu uso é exclusivo dentro do CC, e devem ser trocados por profissionais em operações de longa duração. O jaleco deve cobrir inteiramente a pele do tronco, axilas e parte superior dos braços, iniciando na nuca e indo até a pelve, para criar uma barreira contra a penetração ou saída de microrganismos. Devem estar disponíveis em tamanhos variados, para atender diferentes usuários. A calça deve cobrir os membros inferiores da cintura até os tornozelos e ter fechamento elástico nessa altura. Não podem entrar em contato com superfícies estéreis, pois não são esterilizados. Devem ser trocados no vestiário apropriado antes de acessar a área restrita do CC(DUARTE ,2013).
3.1.4 Propés
São colocados antes da área restrita do CC e têm como finalidade a prevenção da contaminação do chão dessas áreas por microrganismos presentes nas solas dos calçados dos profissionais. Sua eficácia no controle de infecções hospitalares ainda é questionada, mesmo após o pisoteamento de secreções orgânicas. O ato de caminhar promove uma maior dispersão de microrganismos no chão do que o tipo de cobertura utilizada nos pés. A contaminação da ferida cirúrgica ocorre mais pela veiculação e pelo contato do que pela disseminação dos microrganismos do chão para o ar ambiente. Devem ser, entretanto, usados para garantir mais proteção aos usuários e calçados com sapatos fechados, evitando ferimentos por material perfurocortante nos pés. Disponíveis em vários tamanhos e diferentes tipos de tecidos, os de brim, desde que limpos e secos, são mais eficientes como barreira microbiológica, em função da porosidade do tecido, do que os de algodão, malha ou tecidos descartáveis, desde que tenham rigorosos controles de reprocessamento (FERNANDES; MISSURA; RONG,2022).
3.1.5 Gorros ou toucas
Há diversos tamanhos e tipos de tecidos, visando evitar a contaminação do campo cirúrgico por cabelos ou pela microbiota, mesmo que a maior parte dessas espécies não seja patogênica. Eles devem ser colocados antes da área restrita do centro cirúrgico. Devem estar bem ajustados, cobrindo completamente os cabelos da cabeça e do rosto, sem falhas. Não é necessário que sejam esterilizados e não devem entrar em contato com superfícies estéreis. Gorros com amarração abaixo da nuca e sem elástico expõem uma quantidade significativa de cabelos. Os mais adequados são aqueles com elástico em toda a abertura, sejam de tecido ou descartáveis, seguindo rigorosamente os controles de reprocessamento(OLIVEIRA; SILVA,2024).
3.1.6 Máscaras cirúrgicas ou protetores respiratórios
Seu uso é justificado pela eficácia na filtração de partículas maiores que 5 micras, embora nem todas as partículas expelidas da orofaringe dos profissionais ao falarem, tossirem ou espirrarem contenham microrganismos. O paciente deve ser protegido contra elas, assim como as mucosas dos profissionais devem ser protegidas contra respingos infectantes originados dos pacientes. As máscaras devem ter uma capacidade mínima de filtração por um certo período, o que tem dificultado a escolha do material mais adequado(DUARTE ,2013). 
Elas devem cobrir totalmente desde a base nasal, passando pela boca e fixando-se no queixo, aderindo à pele nessas regiões e nas laterais do rosto. Utilizam-se máscaras descartáveis, sanfonadas, de polipropileno ou poliéster, ou as de dupla gaze de algodão, com adaptadores maleáveis de metal ao nariz, que não são estéreis, e não devem entrar em contato com superfícies estéreis. Devem ser trocadas quando molhadas ou sujas, ou após quatro horas de uso, pois a eficácia de proteção diminui, e nunca devem ser deixadas penduradas no pescoço ou guardadas em bolsos para reutilização(OLIVEIRA; SILVA,2024).
3.1.7 Protetores oculares ou óculos ou máscaras protetoras dos olhos
São especialmente recomendados para proteger o profissional do contato com sangue, secreções e fluidos dos pacientes. Disponíveis em diversos materiais e cores, devem aderir bem à pele sem causar desconforto. Com viseiras amplas de acrílico ou vidro e protetores faciais contra fluidos, tem-se observado resistência ao seu uso, pois podem diminuir a acuidade visual do cirurgião e embaçar devido à respiração que escapa para dentro do visor. Não são estéreis e devem ser de uso pessoal para cada profissional, além de serem limpos antes do uso(SOUZA et al,.2024).
3.1.8 Aventais cirúrgicos
Colocados sobre o uniforme cirúrgico na área restrita do centro cirúrgico, os aventais evitam a disseminação de microrganismos do corpo do profissional para os locais cirúrgicos, além de proteger o profissional da exposição ao sangue, secreções e fluidos dos pacientes que possam contaminá-lo. Diversos tipos de tecidos foram utilizados e estudados, mas não há consenso sobre o melhor. Com tamanhos variados, de acordo com os manequins dos usuários, devem iniciar na base do pescoço, cobrindo totalmente o tronco, membros superiores até o punho e membros inferiores até abaixo dos joelhos, permitindo livre movimentação(FERNANDES; MISSURA; RONG,2022).
 São esterilizados e devem ser apresentáveis em pacotes estéreis. Ao serem desdobrados, devem ser vestidos, tocando apenas o lado interno que ficará em contato com o corpo do profissional. O fechamentoserá feito com amarraduras nas costas, realizadas pela equipe de enfermagem. Os punhos devem ser de tecido elástico, comprimindo suavemente toda a circunferência do punho do usuário e contendo uma pequena argola de tecido para manter o polegar preso ao avental, impedindo o deslizamento da manga e a exposição do antebraço(BRAGA et al.,2024). 
Não devem tocar superfícies não estéreis e sua remoção também deve ser feita pelo lado interno, com a ajuda de desamarração pela enfermagem. Embora existam aventais descartáveis, estes ainda não são recomendados para procedimentos cirúrgicos prolongados devido à porosidade de seu tecido. Preferem-se os de brim ou algodão, que dificultam a passagem de sangue, secreções e/ou fluidos, embora possam causar desconforto em cirurgias longas devido ao aumento da transpiração e à liberação da microbiota do usuário, além de reduzir a evaporação do corpo. Não há um método adequado para definir a porosidade ideal que os aventais devem ter, nem sua resistência em diferentes circunstâncias, bem como o controle de seu reprocessamento e integridade após limpezas e reesterilizações. Devem ser trocados se estiverem sujos, úmidos ou durante operações prolongadas(DUARTE ,2013).
3.1.9 Luvas
Os modelos não esterilizados, ou de procedimentos, nos tamanhos pequeno, médio e grande, devem ser utilizados por aqueles que têm contato constante com material contaminado ou sangue, secreções e fluidos. As luvas esterilizadas devem ser empregadas pela equipe cirúrgica para proteção contra sangue e fluidos contaminados, bem como para prevenir a liberação de microrganismos por parte da equipe. É recomendável o uso de luvas sobrepostas durante cirurgias prolongadas, a fim de reduzir o risco de perda de continuidade, ou substituí-las em procedimentos que durem mais de duas horas(OLIVEIRA; SILVA,2024).
 Elas variam de tamanho entre seis e oito, possuem punhos reforçados, devem ser esterilizadas, descartáveis, antialérgicas ou não, e devem assegurar uma boa aderência para facilitar o tato e minimizar o desconforto nas mãos. São fabricadas em látex ou silicone e vêm acondicionadas em pacotes esterilizados, contendo pares direitas e esquerdas, permitindo a abertura do pacote e a colocação com técnica asséptica(JUNIOR et al.,2021).
4 MONTAGEM DA MESA MAYO:
Antes de montar a mesa cirúrgica, é fundamental garantir que você esteja hygienizado e utilizando roupas estéreis.Para isso, lave e escove as mãos conforme as recomendações da Anvisa para pré e pós-operatório; em seguida, seque as mãos corretamente e vista todo o capote cirúrgico, seguindo este passo a passo. Após a paramentação, entre na sala de cirurgia e comece a preparação da mesa cirúrgica. A disposição correta dos materiais na mesa cirúrgica deve ser feita de acordo com o tempo cirúrgico, visando facilitar as ações durante a cirurgia.
1. Vestir a mesa mayo com o campo estéril;
2. Utilizar compressa ou campo disponível para fazer um rolinho e apoiar os instrumentais;
3. Montar a mesa mayo com os instrumentais na ordem a ser utilizado, colocando apenas o que vai ser usado na cirurgia;
4. Organizar os demais instrumentos auxiliares.
Os materiais cirúrgicos costumam ser embalados em duas camadas. A primeira embalagem, geralmente feita de pano estéril, protege os itens durante o transporte da Central de Esterilização de Materiais (CME) até a sala de cirurgia. Cada procedimento cirúrgico exige instrumentos específicos, que devem ser solicitados antecipadamente na CME. Assim, o pacote enviado para a sala de cirurgia contém apenas os instrumentos necessários para a realização do procedimento. Antes de abrir o pacote, é importante verificar se a lista de materiais está correta e se a fita termossensível foi exposta ao calor. Se a fita apresentar listras nas cores marrom ou cinza, isso indica que o material está pronto para uso. 
Puxe a fita com cuidado e, em seguida, desdobre as partes externas da embalagem de pano, evitando qualquer contato com os materiais internos. Após isso, troque o par de luvas por um novo par de luvas estéreis, a fim de remover a segunda camada e expor a caixa de metal contendo os materiais cirúrgicos. Utilize as embalagens de pano para cobrir a mesa cirúrgica e organizar os itens conforme os setores recomendados. A disposição dos setores pode ser ajustada de acordo com as normas internas de cada hospital ou as preferências do instrumentador cirúrgico.
5 CONCLUSÃO
O Estágio Curricular tem por objetivo complementar a formação do aluno, proporcionando uma experiência acadêmico-profissional através de vivências nos campos de prática no ambiente hospitalar. Além disso, busca estabelecer relações entre a teoria e a prática profissional, refletindo sua aprendizagem com reflexões sobre o trabalho cotidiano; aperfeiçoar habilidades técnico-científicas necessárias ao exercício profissional.
O estágio é um processo de aprendizagem essencial para profissionais que desejam estar preparados para enfrentar os obstáculos de sua carreira. É uma oportunidade para o acadêmico assimilar a teoria e a prática, aprender sobre as particularidades da profissão e conhecer a realidade do dia-a-dia, no que ele escolheu exercer. O objetivo do estágio é fornecer aos alunos um trabalho para complementar sua educação no curso que estão estudando. É de natureza pedagógica, com o objetivo de melhorar a formação profissional do estagiário.
Além da avaliação do conhecimento técnico, os preceptores também avaliam a conduta do profissional do estudante como profissional de saúde. Isso inclui respeito ao local (instituição), cumprimento do horário, vestimenta adequada e respeito aos colegas e equipes multidisciplinares. 
A importância deste estágio em minha vivência acadêmica foi a possibilidade de consolidar o aprendizado, servir como instrumento de avaliação da minha capacidade de expressão crítica ,analise da realidade e de associação da prática com a bagagem teórico-prática adquirida ao longo do curso .
10
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BRAGA, Luciene et al. APLICABILIDADE DE UM CHECKLIST PARA PARAMENTAÇÃO/DESPARAMENTAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. Enfermagem Atual in Derme, v. 98, n. 2, 2024.
BRUNNER & SUDDARTH – Tratado de enfermagem médico cirúrgico, Ed Guanabara Koogan, 2009
DUARTE, Ian Göedert Leite; MD, Leite. Paramentação cirúrgica: artigo de revisão. Revista Médica de Minas Gerais [Internet], v. 23, n. 3, p. 343-346, 2013.
FERNANDES, Sarah Rabelo; MISSURA, Livia Bagodi; RONG, Felipe Azevedo. Paramentação cirúrgica. Amplla Editora, 2022.
JUNIOR, Antônio Carlos Pereira et al. Métodos e eficácia da antissepsia cirúrgica das mãos no pré-operatório. Research, Society and Development, v. 10, n. 9, p. e15710917836-e15710917836, 2021.
Ministério da Saúde, Agência de Vigilância Sanitária. Regulamentos Técnicos ANVISA -RDC 15-2012, RDC 306-2004 e RDC 08-2009
NR 32/2005 Norma Regulamentadora que dispõe Segurança e Saúde do Trabalhador em Serviços de Saúde
OLIVEIRA, Priscilla Moura; SILVA, Alisson Luiz. MEDIDAS PROFILÁTICAS PARA EVITAR CONTAMINAÇÃO NO AMBIENTE CIRÚRGICO. Revista Contemporânea, v. 4, n. 10, p. e5974-e5974, 2024.
SOUZA, Jamilly Kelly Andrade et al. BIOSSEGURANÇA NO CENTRO CIRÚRGICO: ESTRATÉGIAS PARA PREVENÇÃO DE INFECÇÕES. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 10, n. 11, p. 470-479, 2024.
image2.jpeg
image3.jpeg
image4.jpeg
image5.jpeg
image6.jpeg
image7.jpeg
image1.jpeg

Mais conteúdos dessa disciplina