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INTERNET DAS COISAS - 
IOT
Unidade 3
Conectando as coisas 
com a internet
CEO 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Diretora Editorial 
ALESSANDRA FERREIRA
Gerente Editorial 
LAURA KRISTINA FRANCO DOS SANTOS
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
MARCELO DALSOCHIO DIPP 
JÉSSICA LAISA DIAS DA SILVA
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Marcelo Dalsochio Dipp e Jéssica Laisa Dias da Silva
Olá. Somos Marcelo Dalsochio Dipp e Jéssica Laisa Dias da 
Silva. 
Eu, Marcelo, sou formado em Técnico de Redes de Dados 
e Técnico em Informática pelo CTT Maxwell, Gestão de Tecnologia 
da Informação na UNISUL, onde atualmente estou cursando 
a segunda graduação de Licenciatura em Matemática, assim 
como possuo certificação em ITIL, com uma experiência técnico-
profissional na área de Tecnologia de mais de 25 anos. Passei por 
empresas como a Tim Celular, Spread, Sonda do Brasil, SENAC, 
Instituto Federal do Sul do Brasil, Alcides Maya entre outros. 
Escrevo livros didáticos na área de informática e, atualmente, 
estou escrevendo um segundo livro. Ministro aulas há 7 anos. Sou 
apaixonado pelo que faço e adoro transmitir minha experiência 
de vida àqueles que estão iniciando em suas profissões. 
Eu, Jéssica, possuo graduação em Sistema da Informação e 
Mestrado em Sistema e Computação na UFRN. Tenho experiência 
na área de Informática na educação, com ênfase em Mineração de 
Dados Educacionais como também atual no estímulo dos jovens 
e crianças no estudo de ensino a programação. Realizo trabalhos 
e pesquisas voltados ao universo dos jogos digitais inseridos no 
contexto educacional, como incentivo no ensino dos jovens e 
aos professores. Atualmente, realizo pesquisas no contexto de 
disseminação do pensamento computacional para crianças e 
jovens. As áreas de interesse de estudo são: Educação, Engenharia 
de Software, Mineração de dados, Pensamento Computacional, 
Jogos Digitais Educativos e Gerenciamento de projeto.
Por este motivo, fomos convidados pela Editora 
Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. 
Estamos muito felizes em poder ajudar você nesta fase de muito 
estudo e trabalho. Conte conosco!
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ÍC
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OBJETIVO
 
 
 
DEFINIÇÃO
 
 
NOTA
 
 
 
 IMPORTANTE
 
 
 
EXPLICANDO 
MELHOR
 
 
VOCÊ SABIA?
 
 
 
 
SAIBA MAIS
 
 
 
 ACESSE
 
 
 
 
REFLITA
 
 
 
 
 RESUMINDO
 
 
 
ATIVIDADES
 
 
 
TESTANDO
 
 
 
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Mídia Multisessão ................................................................... 10
Eletricidade básica .............................................................................................10
Eletricidade básica ..............................................................................12
Corrente alternada ..............................................................12
Corrente contínua ...............................................................13
Diferença entre elétrica e eletrônica .............................................................15
Componentes eletrônicos ................................................................................16
Resistor ou resistência .......................................................................17
Capacitores ..........................................................................................18
Indutores ..............................................................................................18
Diodos ...................................................................................................19
LED (Ligth-Emitting Diode – Diodo Emissor de Luz) ....................... 19
Planejando um equipamento ..........................................................................20
Arduino e Raspberry PI ........................................................... 21
Automação ..........................................................................................................21
Automação comercial .........................................................................22
Automação residencial .......................................................................23
Raspberry PI ........................................................................................................24
Arduino ................................................................................................................26
Montando um projeto rápido no Arduino .................................................... 27
Utilizando o Arduino .........................................................................................27
Utilizando o Fritzing ...........................................................................................32
Conexão de equipamentos à internet ................................... 33
Conexão por Bluetooth ....................................................................................33
Conexão na Rede local .....................................................................................35
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Conexão na internet..........................................................................................37
DNS ........................................................................................................38
Usufruindo da internet ......................................................................40
Vantagens de conectar os equipamentos à internet ........... 42
Ascensão .............................................................................................................42
Apogeu .................................................................................................................44
Melhoria Contínua .............................................................................................47
Segurança............................................................................................................48
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PR
ES
EN
TA
ÇÃ
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Nesta unidade da nossa disciplina de IoT (Internet Of 
Things – Internet das Coisas), vamos ver a diferença entre elétrica 
e eletrônica, conceitos básicos de eletricidade, os principais 
componentes eletrônicos, como transformar uma ideia em um 
projeto e onde adquirir os devidos equipamentos para transformar 
o projeto em algo real. Conheceremos também a diferença entre 
Raspberry PI e Arduinos, pois são considerados minicomputadores 
e podem ajudar com automação de nossos equipamentos. Além 
de tudo isso, veremos também os equipamentos e componentes 
necessários para conectar nosso projeto à internet (criando 
um equipamento da IoT). Se não fosse o bastante tudo isso, 
passaremos para vocês também os motivos e vantagens de se 
conectar estes projetos à internet. Esperamos que gostem desta 
jornada de conhecimento. Venha conosco!
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Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 3. Nosso objetivo 
é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências 
profissionais até o término desta etapa de estudos:
1. Conceituar Elétrica e Eletrônica.
2. Conhecer as características e utilização de Raspberry PI 
e Arduinos.
3. Saber como conectar os projetos e protótipos à internet.
4. Conhecer os motivos e vantagens de se conectar um 
equipamento à internet.
A nova fase desse divertidíssimo jogo da Internet das 
Coisas já está iniciando, está pronto? Mãos à obra e vamos ao 
conhecimento! Contem conosco!
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Mídia Multisessão
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz de 
entender os conceitos básicos de eletricidade 
e a importância dela para os equipamentos 
eletrônicos, além disso também saberá a diferença 
entre elétrica e eletrônica e seus componentes. 
Com todo este conhecimento será possível começar 
a pensar em um projeto de equipamento. E então? 
Motivado para desenvolver essa competência? 
Vamos lá. Avante!
Eletricidadebásica
Sempre que falamos de equipamentos, principalmente 
os eletrônicos, temos que pensar de que forma ele será ligado. 
Prontamente, nos vem duas formas de ligarmos: ou colocando 
eles na tomada ou carregando suas baterias.
Mas mesmo no caso das baterias, é necessário ligarmos 
elas nas tomadas elétricas para que sejam carregadas e só então 
colocadas nos respectivos aparelhos e os mesmos ligados.
Imagem 3.1 - Lâmpada elétrica
Fonte: Pixabay 
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O problema maior de ligar os equipamentos eletrônicos 
nas tomadas é que eles possuem polos positivos e neutros, e se 
não for respeitada esta posição, podem ser queimados.
Para isso, vamos ver como são as tomadas brasileiras, 
observe a imagem a seguir:
Imagem 3.2 -Tomadas Elétricas
Tomada Monofásica
FASE NEUTRO TERRA
Tomada Bifásica
 
Fonte: Arquivo Telesapiens 
Analisando essas imagens de tomadas, podemos ver que 
têm dois tipos de tomadas, as monofásicas e as bifásicas.
A diferença entre essas tomadas é que a monofásica é 
apenas para tensões de 127V (volts) e para utilização de potência 
máxima de 8000W (watts), já as tomadas bifásicas são para redes 
de tensões de 127 a 220V e podem ser utilizados para potências 
máximas de 12000W e 25000W, respectivamente.
Ainda a respeito à imagem das tomadas, tem que ser 
levado em conta a posição do FASE e do NEUTRO, pois, como já 
falado anteriormente, os equipamentos eletrônicos podem ser 
sensíveis à troca de fase pelo neutro e, na melhor das hipóteses, 
não funcionar ou funcionar invertidos ou na pior das hipóteses 
haver a queima do equipamento.
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Passada esta informação, vamos ver um pouco sobre a 
eletricidade básica.
Eletricidade básica
A fundamentação da eletricidade básica está relacionada 
à investigação das cargas elétricas geradas por meio de dois 
processos distintos: Eletrostática e Eletrodinâmica. 
Na eletricidade estática, que é extremamente importante 
como veremos logo mais adiante, é a geração de energia elétrica 
por atrito, ou por passagem de íons de um corpo mais carregado 
para outro menos carregado.
A eletricidade dinâmica refere-se à energia elétrica 
produzida pela movimentação de elétrons em uma pilha. Existem 
duas modalidades de transmissão dessa energia: corrente 
alternada (AC) e corrente contínua (DC). Essas siglas deram origem 
à famosa banda de rock ACDC.
Corrente alternada 
A corrente alternada foi criada por Nickolas Tesla, que 
na época era assistente de Thomas Edison (criador da Corrente 
Contínua – que falaremos mais adiante). 
Nickolas Tesla criou uma forma de transmissão de energia 
que conseguia alcançar enormes distâncias com poucos geradores 
no percurso, além disso, não havia tantas perdas de energia ao 
longo do percurso.
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Imagem 3.3 - Nickolas Tesla
Fonte: Pixabay 
A corrente alternada é o padrão utilizado em todas as 
tomadas do mundo.
Corrente contínua 
Thomas Edison, famoso por ter criado a lâmpada e a 
energia elétrica, utilizava como forma de transmissão de sua 
energia a corrente contínua (DC), pois era mais segura. Após Tesla 
ter publicado a sua forma de transmissão de energia (AC), Edson 
passou a ser completamente contra, inclusive tendo matado 
elefantes com corrente alternada para mostrar os perigos de tal 
modo de transmissão.
Para que a corrente contínua pudesse ser transmitida 
a longas distâncias, seria necessário que tivessem múltiplas 
estações geradoras de energia ao longo do percurso. Dessa forma, 
encarecendo o processo de transmissão.
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Mas este tipo de transmissão não foi abandonado, pelo 
contrário. A corrente contínua é amplamente utilizada, inclusive 
nos dias atuais, nos equipamentos eletrônicos.
Imagem 3.4 - Thomas Edison
Fonte: Pixabay 
REFLITA
Mas se nas tomadas que temos em nossas 
residências vem corrente alternada, como 
utilizamos corrente contínua nos equipamentos 
eletrônicos?
Você sabe aquele carregador de celular? A “caixinha” que 
liga na tomada para carregar o notebook ou outros equipamentos? 
Estas “caixinhas” e até mesmo em alguns equipamentos, 
mesmo sem ter estas caixinhas externamente (estando 
presentes dentro de alguns equipamentos), trazem dentro delas 
um transformador que faz com que a corrente alternada da 
tomada seja transformada em corrente contínua para uso dos 
equipamentos.
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Diferença entre elétrica e eletrônica
De acordo com Carlos (2020):
Os componentes elétricos definem-se por 
serem dispositivos onde circula a corrente 
elétrica sem ser no vácuo ou em material 
semicondutor, os componentes eletrônicos, 
por outro lado, transmitem a corrente elétrico 
no vácuo ou em material semicondutor. 
Algumas definições incluem os componentes 
elétricos como uma subdivisão dos 
componentes eletrônicos.
Vou traduzir um pouco para você o que Carlos (2020) 
expôs ao diferenciar componentes eletrônicos de elétricos.
Os componentes elétricos são peças onde a corrente elétrica 
circula através de cabos ou materiais condutores, metálicos.
Imagem 3.5 - Componentes elétricos
Fonte: Pixabay 
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Já os componentes eletrônicos, são equipamentos que 
transmitem ou recebem a corrente elétrica através de materiais 
semicondutores ou então através de vácuo.
Dois exemplos destes tipos de materiais são o silício e o 
germânio. O silício é amplamente utilizado em equipamentos e 
também deu o nome de um local nos Estados Unidos da América 
(EUA) – Vale do Silício, por ser um local onde várias empresas da área 
de eletrônica e informática se instalaram ou iniciaram seus serviços.
Imagem 3.6 - Componentes eletrônicos
Fonte: Pixabay 
Componentes eletrônicos
Vou apresentar para vocês agora os principais componentes 
eletrônicos, e com eles você pode facilmente começar a criar seus 
projetos e brincadeiras.
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Resistor ou resistência
Como o nome já indica, serve para criar uma resistência à 
corrente elétrica, para fazer com que diminua a intensidade que a 
corrente chega ao local onde deve chegar.
Para ficar mais claro, imagine se colocarmos um LED 
(aquelas “mini lâmpadas”) ligados diretamente à tomada ou então 
à uma bateria de carro? Certamente queimaríamos esse LED. Para 
evitar isso, colocamos uma resistência antes do LED para diminuir 
a intensidade que a corrente chegará até ele.
IMPORTANTE
A resistência ou resistor serve para diminuir a 
intensidade da corrente elétrica, mas não a tensão 
que a corrente chegará no equipamento.
Imagem 3.7 - Resistores
Fonte: Pixabay 
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Os resistores possuem cores em seu corpo que simbolizam 
o quanto de resistência que farão à corrente elétrica.
Capacitores
Os capacitores têm como função armazenar cargas 
elétricas em um campo elétrico e quando necessário descarregar 
esta energia de uma única vez.
Imagem 3.8 - Capacitores
Fonte: Pixabay 
A medida dos capacitores é dada em FARD (podendo ser 
microfarad (µF), nanofard(nF) ou picofarad(pF)).
Indutores
Os indutores são peças eletrônicas capazes de armazenar 
energia na forma de campo magnético. Sempre são feitos com 
fios de cobre fazendo voltas sobre algum material de ferrite.
A medida dos indutores é dada por HENRYS (H).
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Diodos
Os diodos são utilizados em circuitos para determinar 
o sentido da corrente elétrica, ou seja, se colocarmos os polos 
invertidos, para não queimar o equipamento todo, queimaria 
somente o diodo (é óbvio que isso depende da intensidade da 
corrente elétrica que o diodo receber).
Os diodos são componentes com tamanhos que variam de 
alguns milímetros a vários centímetros.
LED (Ligth-Emitting Diode – Diodo 
Emissor de Luz)
É o componente mais comum utilizado para iluminação 
nos dias atuais. Amplamente utilizado em lanternas, lâmpadas 
caseiras,iluminação automotiva e outras tantas iluminações. 
Consome muito menos energia que uma lâmpada fluorescente.
Imagem 3.9 - LED
Fonte: Wikimedia Commons
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Estes são os principais componentes eletrônicos que 
encontramos no mercado e os que você certamente usará em 
praticamente todos os seus projetos, mas existem inúmeros 
outros componentes e para as mais variadas funções possíveis.
Planejando um equipamento
Para planejar um equipamento, antes de sairmos comprando 
as peças, é necessário que saibamos o que queremos fazer, para só 
então pesquisar que tipo de componente utilizaremos. Logo, um 
bom projeto inicia sempre no papel, seguindo de protótipos e para 
só então ser colocado em prática mesmo.
RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza 
de que você realmente entendeu o tema de 
estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o 
que vimos. Você deve ter aprendido que existem 
diferenças entre os tipos de correntes elétricas 
e que a que recebemos em nossas tomadas 
são as correntes alternadas e as “caixinhas” dos 
nossos equipamentos transformam essa corrente 
em contínua. Aprendemos quais os principais 
componentes eletrônicos e para que servem cada 
um deles. Bom, agora que revisamos, partiremos 
para o nosso próximo capítulo, continue junto 
e pode contar sempre conosco, afinal recém 
acabamos a primeira parte deste e-book.
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Arduino e Raspberry PI
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz 
de entender como trabalhar com sistemas de 
automações de equipamentos e componentes 
eletrônicos, para isso, vou mostrar para vocês 
a diferença entre o Arduino e o Raspberry PI, 
apresentando que os dois não são concorrentes, 
mas parceiros em uma criação de automação. 
E então? Motivado para desenvolver essa 
competência? Vamos lá. Avante!
Automação
Segundo Ferreira (2010, p. 80), automação é: “Sistema 
automático pelo qual os mecanismos controlam seu próprio 
funcionamento, quase sem a interferência do homem”.
Falando em outras palavras, automação é colocar um 
equipamento em algum lugar, que realize tarefas sozinho, sem a 
necessidade, ou com pouca interação, do ser humano.
Quando abordamos o assunto de automação, a maioria 
das pessoas logo pensa em equipamentos industriais, hospitalares 
ou computadores. Mas vamos muito mais além.
Podemos ver sistemas automatizados em nossas próprias 
casas. Um exemplo bem básico é o micro-ondas, que ao colocarmos 
um alimento nele e dissermos que queremos que apenas descongele 
ou então que esse algo, ele saberá a potência de energia que deverá 
aplicar a este alimento e parará após determinado tempo para que 
seja apenas descongelado ou então assado, diferentemente de um 
forno à gás, onde nós é que regulamos a intensidade da chama (se 
ficar muito alta corremos o risco de queimar logo, ou se ficar muito 
baixa irá demorar mais para o cozimento) e se o alimento colocado 
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no forno ficar além de um tempo ideal, este não se auto desligará, 
ou seja continuará queimando.
Claro que é um exemplo simples e vamos ver mais coisas 
daqui para frente.
Automação comercial
Claro que quando falamos de automação comercial, 
podemos ver muitas coisas em práticas, como por exemplo 
abertura e fechamentos de portões, controle de localização 
por GPS e liberação do conteúdo de determinado caminhão 
somente quando chegar ao destino, sistemas de almoxarifados 
automatizados, onde não precisa mais um ser humano buscar 
determinado item, ficando a cargo de robôs esta tarefa, e para 
finalizar o que quero expor, mas não a totalidade do que pode ser 
automatizado, temos as cirurgias hospitalares.
REFLITA
Mas certamente você me perguntará: mas para 
uma cirurgia à distância vai ter um médico do outro 
lado (em qualquer parte do mundo) manuseando 
equipamentos, o que faz com que isso seja 
automação?
Sim, o médico que estará em qualquer lugar do mundo 
deverá manusear equipamentos virtuais para que robôs façam 
o trabalho dele, mas não é esse tipo de cirurgia que estou 
comentando com você. 
Imagine o cenário: você entra em um hospital com muita 
dor abdominal, vai até uma sala onde uma máquina faz um 
escaneamento do seu corpo e identifica que está com o apêndice 
em fase inflamatória. Os médicos estão todos ocupados e necessita 
de uma cirurgia emergencial. Você aceitaria esperar algum médico 
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desocupar ou aceitaria que um robô já realizasse sua cirurgia? 
(Lembre-se que foi uma máquina que lhe deu um diagnóstico).
Esta cena pode parecer coisa dos “Jetsons” ou de algum 
filme de ficção científica, mas já é realidade. Já temos em nossa 
atualidade robôs fazendo este tipo de atendimento e cirurgias 
de modo autônomo e com uma precisão muito maior que os 
humanos, gerando assim uma recuperação muito mais rápida.
Pense agora se já existe tudo isso para a indústria 
e comércio, será que não tem automação para ambientes 
residenciais?
Automação residencial
Certamente já ouviu falar de casas inteligentes, onde fazem 
tarefas mesmo sem você estar presente (sendo autônomas). 
Já viram em muitos filmes pessoas acordando com as cortinas 
abrindo sozinhas, o café sendo passado antes mesmo de você 
levantar, para que quando você estiver pronto possa bebê-lo 
quentinho, ou ainda, voltando do trabalho em pleno inverno 
e dando um comando pelo celular para deixar a casa em uma 
temperatura bem agradável, não tendo que esperar chegar em 
casa para ligar aquecedor ou ar condicionado.
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Imagem 3.10 - Casa Inteligente ou Smart House
Fonte: Pixabay 
Saiba que essas casas já existem e não é um produto 
de milionários, podendo algumas das coisas serem realizadas 
diretamente por vocês através de placas simples como Raspberry 
PI ou até mesmo um Arduíno.
A seguir, vamos conhecer as características de cada 
uma dessas placas, e onde podem ser encontradas, além de 
seu preço médio.
Raspberry PI
O Raspberry PI é um computador minúsculo, como pode 
ser visto na imagem a seguir, criado com o intuito da promoção e 
ensino de ciência da computação básica para jovens em escolas 
e universidades de toda a Europa. Foi criado pela Fundação 
Rapberry PI no Reino Unido.
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Imagem 3.11 - Raspberry PI
Fonte: Pixabay 
De acordo com o site do “Olhar Digital”, a fundação foi 
criada em 2006, por um grupo de cientistas da Universidade de 
Cambridge, quando trabalhavam em um microcomputador com 
processador baseado no ATMEL ATmega644, que serviria de base 
para o Raspberry Pi.
Este micro (no sentido literal da palavra, pois as medidas 
dele são de 85mm x 56mm) computador vai trabalhar como 
qualquer outro computador, com a diferença que pode ficar 
escondido, ligado em tempo integral (gerenciando outros 
equipamentos da casa – como um Arduino por exemplo) e ele 
estando conectado à internet.
O Raspberry Pi pode ser adquirido com valores a partir de 
US$ 35,00 (35 dólares) e chegar até US$ 150,00 (150 dólares). Tudo 
dependerá da configuração que escolher e onde será adquirido, uma 
vez que a própria Raspberry Pi não importa para o Brasil diretamente.
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Arduino
Arduino é uma placa de 53mm por 68mm e sua ideia 
de ser algo, uma vez programada, executar tarefas de modo 
autônomo, sozinho.
Essa ideia partiu de Massimo Benzi, David Cuartielles, Tom 
Igoe, Gianluca Martino e David Mellis. 
O Professor Benzi, de uma escola de design italiana queria 
uma maneira fácil e barata que seus alunos pudessem criar 
dispositivos eletrônicos e reagissem fisicamente conforme fossem 
provocados. Dessa forma, nasce o Arduino, uma placa montada 
com um microprocessador ATMEL, circuitos de E/S (Entrada e Saída) 
e que pudesse ser facilmente conectada a qualquer computador 
e programada via Ambiente de Desenvolvimento Integrado(IDE) 
através de linguagem baseada em C ou C++ (linguagens essas 
consideradas fáceis no mundo da programação).
Imagem 3.12 - Arduino UNO
Fonte: Wikimedia Commons
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O Arduino é uma placa de hardware livre, ou seja, qualquer 
um pode fazer o seu próprio tipo de “Arduino”, como alguns que já 
existem no mercado (por exemplo o Tcheduino - desenvolvido por 
profissionais de TI e radioamadores do Rio Grande do Sul, Claudio 
Chicon e Marcelo Rocha). 
Os arduinos podem ser encontrados à venda a partir de 
$19,00 (19 dólares) e pode chegar a $500,00 (500 dólares), tudo 
dependerá do tipo de Arduino e qual os acessórios que quer 
comprar junto com ele.
Nessas placas, é possível colocar sensores, como 
ultrassom, termômetros, motores, outras placas controladoras 
(também chamadas de Shields) e uma infinidade de periféricos.
Montando um projeto rápido no 
Arduino
Você aprenderá agora como montar um projeto rápido no 
Arduino, mas não se preocupe, mostraremos também uma forma 
de você treinar como usar o Arduino com um simulador gratuito 
desta plaquinha maravilhosa.
Utilizando o Arduino
Para o projeto que faremos, será necessário obter um LED 
vermelho, um amarelo e um verde, três resistores, alguns fios, uma 
placa Protoboard para conexão, cabo USB e o software do ARDUINO 
IDE (que para quem utiliza o Windows 10 já está na loja da Microsoft, 
e para quem utiliza uma versão anterior do Windows é necessário 
entrar no site do Arduino para fazer o download deste software).
Você irá ligar os LEDs à Protoboard (na posição que desejar, 
porém, cuidando a perninha pequena e maior dos LED), como na 
imagem a seguir:
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Imagem 3.13 - Conectando os LEDs na protoboard
Fonte: Acervo da autoria (2023)
Agora, na linha de baixo de onde conectaram os leds, você vai 
conectar os resistores (tem que ser no buraquinho que está abaixo 
da perninha menor do led), ficando como na imagem a seguir.
Imagem 3.14 - Conectando os resistores na protoboard
Fonte: Acervo da autoria (2023)
Como já vimos anteriormente, os resistores não são diodos, 
logo, não importa como são colocados, note que foi colocado um 
resistor ao contrário para mostrar isso para você.
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Na outra perninha do LED, conectarei o fio que ligará no 
Arduino (foi utilizado as mesmas cores dos leds para ficar mais 
fácil identificação).
Imagem 3.15 - Conectando os fios jumpers na protoboard
Fonte: Acervo da autoria (2023)
Agora, você vai ligar os fios ao seu Arduino, foram utilizadas 
as portas 8, 9 e 10 para os leds e a porta GND (terra) para o jumper 
preto, para ser o “fio neutro”. 
 Imagem 3.16 - Conectando os fios jumpers ao arduino
Fonte: Acervo da autoria (2023)
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Agora, falta pouco para acabarmos, conecte seu Arduino 
ao seu computador ou a seu Raspberry Pi.
Após realizado o download e instalação da IDE do Arduino, 
copie e cole o código abaixo:
Imagem 3.17
//Projeto Arduino sinal de trânsito
//Por Professor Marcelo Dipp
 
void setup() {
  pinMode(8,OUTPUT);     //define o pino 8 como saída
  pinMode(9,OUTPUT);     //define o pino 9 como saída
  pinMode(10,OUTPUT);    //define o pino 10 como saída
}
//Método loop, é executado enquanto o arduino estiver ligado.
void loop() {
 //Controle do led verde
 digitalWrite(8,HIGH); //acende o led
 delay(4000); //espera 4 segundos
 digitalWrite(8,LOW); //apaga o led
 
  //Controle do led amarelo
 digitalWrite(9,HIGH); //acende o led
 delay(2000); //espera 2 segundos
 digitalWrite(9,LOW); //apaga o led
 
  //Controle do led vermelho
 digitalWrite(10,HIGH); //acende o led
 delay(4000); //espera 4 segundos
 digitalWrite(10,LOW); //apaga o led
}
Fonte: Acervo da autoria (2023)
Após colocarem este código na IDE, ficando com a seguinte 
imagem:
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Imagem 3.18 - IDE do Arduino
Fonte: Acervo da autoria (2023)
Clique no botão de “check” e após cliquem no botão ao 
lado, que é para encaminhar o programa para o seu Arduino.
Ao acabar certamente os leds de vocês já trabalharão 
como se fossem uma sinaleira.
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Utilizando o Fritzing
Você pode fazer exatamente tudo que fizemos 
anteriormente, porém virtualmente, sem ter que gastar 
comprando um Arduino.
ACESSE
Acesse o site KiCad EDA e faça o download do app 
KiCad para o sistema operacional que você utiliza. 
Disponível no QR code . 
Neste aplicativo, você terá tanto o Arduino virtual como 
qualquer componente eletrônico.
RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza 
de que você realmente entendeu o tema de 
estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que 
vimos. Você deve ter aprendido que automação 
é a possibilidade de máquinas e equipamentos 
trabalharem sozinhas e que as automações podem 
ser tanto de níveis industriais e comerciais como 
também residenciais. Você viu também a diferença 
entre o Raspberry Pi e o Arduino e como pode ser 
muito divertido trabalhar com este. Bom, agora 
que revisamos, partiremos para o nosso próximo 
capítulo, continue junto e pode contar sempre 
conosco, afinal, acabamos a metade deste e-book.
https://www.kicad.org/ 
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Conexão de equipamentos à 
internet
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz 
de entender como você pode conectar os 
equipamentos, seja através de uma conexão PAN 
(Rede de Área Pessoal) com Bluetooth, na sua rede 
local da sua residência ou então indo um pouco 
mais além, na internet, que a partir dela você 
pode dar comandos para seus equipamentos 
trabalharem sozinhos. E então? Motivado para 
desenvolver essa competência? Vamos lá. Avante!
Conexão por Bluetooth
Você viu como brincar com um Arduino, e essa é realmente 
a melhor forma de aprender a criar coisas para você.
Já imaginou alterar a sua cafeteira para que com um 
simples toque na tela do seu celular ela passe o seu café? Ou 
melhor ainda, que quando o seu despertador tocar, seja enviado 
um sinal automaticamente para seu café começar a ser passado? 
Ou vamos um pouco mais além, sua porta reconhecer que é 
você que está chegando em casa e automaticamente abrir, sem 
nenhuma chave mais.
REFLITA
Mas como fazer isso? Uma vez que nem o Arduino 
e nem o Raspberry Pi possuem Bluetooth.
Você está correto em partes. Eles realmente não possuem 
nativo em suas placas o Bluetooth, mas é possível conectar a elas um 
shield (como já comentamos anteriormente, é uma placa extra) de 
Bluetooth e, dessa forma, atribuir a elas esta nova funcionalidade. 
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Na imagem a seguir está o shield de Bluetooth para Arduino.
Imagem 3.19 - Shield Bluetooth
Fonte: Acervo da autoria (2023)
O melhor de tudo é que você não precisa desenvolver 
um aplicativo novo para o seu telefone e nem saber programar 
aplicativos, bastando apenas baixar um aplicativo padrão de 
comunicação via Bluetooth para gerenciar seu Arduino, veja na 
imagem que segue. 
Imagem 3.20 - App controlador de Arduino por Bluetooth
Fonte: Acervo da autoria (2023)
Fácil né? Agora, vamos ver como conectar o seu Arduino à 
sua rede local.
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Conexão na Rede local
Não estamos ainda falando de conectar direto à internet. 
Recomendo sempre que inicie conectando via Bluetooth, para 
depois conectar à rede e só então à internet, e agora é justamente o 
segundo ponto, conectar à sua rede local, ao seu roteador.
Além do módulo de Bluetooth, existem ainda os módulos 
de rede (tanto o módulo Ethernet, rede cabeada, e o módulo de 
Wifi, sem fio).
Imagem 3.21 - Módulo Ethernet
Fonte: Acervo da autoria (2023)
Imagem 3.22 - Módulo WiFi
ANTENA
Fonte: Acervo da autoria (2023)
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Através da Rede (tantoa cabeada como a sem fio), 
podemos mandar comandos para nossos equipamentos, e agora 
nossa distância aumenta de uns 10 metros (que é o alcance do 
Bluetooth) para até algumas centenas de metros, dependendo da 
potência do roteador WiFi que você possui.
Agora, fica um pouco mais fácil de criar uma fechadura 
para sua porta com controle de acesso via rede, ou seja, só é 
liberado quem está conectado na sua rede (podendo ter mais de 
um celular liberando o acesso).
Agora, podemos também controlar lâmpadas que serão 
acesas ou desligadas, tudo ao toque do celular. A seguir, temos 
os programas que controlam o Arduino, tanto via rede ethernet 
como Wifi.
Imagem 3.23 - App de controle do Arduino via WiFi
Fonte: Acervo da autoria (2023)
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Imagem 3.24 - App de controle do Arduino via Ethernet
Fonte: Acervo da autoria (2023)
Todos esses programas de controle de Arduino mostrados 
são voltados para ambiente Android, mas existem também app 
similares para o ambiente de IOS, da Apple Co.
Conexão na internet
Bom, se você já aprendeu a conectar seu Arduino na sua 
rede local, seja de modo cabeado ou através do WiFi (sem fio), está 
quase pronto para dar o próximo passo.
Vamos ver como conectar seu Arduino à internet, para que 
aí sim, você estando distante possa ligar sua cafeteira, acender 
luzes sem estar em casa, ou mesmo atender à sua campainha, 
tudo isso pelo seu smartphone e pela internet.
Apesar da ideia ser simples, tem algumas coisas que 
nos colocam impasses, uma delas é: como acessarei o meu 
equipamento de fora da minha casa? Vamos lembrar que para 
fazer um acesso remoto à algum computador é necessário que 
os dois equipamentos tenham um mesmo programa e os dois 
conectados à internet. 
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Mas o que faz destes programas algo diferente? É que 
eles criam uma espécie de rede virtual, onde os computadores 
“pensam” que estão na mesma rede, mesmo estando a quilômetros 
de distância um do outro.
Para o Arduino, teremos que fazê-lo “pensar” também que 
está na mesma rede que nós. E para isso temos que entender o 
que é DNS.
DNS
DNS (Domain Name System), é um sistema que gerencia 
nomes de domínio.
Domínio, de acordo com Ferreira (2010), é uma grande 
extensão de terras pertencentes a alguém. Na internet não 
é tão diferente o significado. Significa que determinada rede 
pertencente a alguém.
Outro exemplo do uso da palavra domínio é quando algo 
pertence a alguém, como no caso da imagem a seguir que mostra 
alguém de posse de uma bola, provavelmente em um jogo de futebol.
Imagem 3.25 - Domínio
Fonte: Pixabay 
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Para você ter um DNS e um Domínio próprio, é necessário 
que tenha IP (endereço de internet) fixo e válido por parte do seu 
provedor de internet (melhor ainda se for um IP versão 6).
SAIBA MAIS
IP é um endereço de internet e está atualmente 
na versão 6. Alguns provedores de internet não 
colocam um IP fixo para cada cliente, fazendo com 
que vários clientes utilizem um mesmo IP.
Além do seu endereço IP fixo, é necessário registrar um 
domínio através do site REGISTRO.BR. O valor da anuidade é de 
R$ 40,00 para você ter um endereço do jeito como deseja (por 
exemplo: nome.com.br).
Por último, é necessário configurar um servidor DNS em sua 
casa (aí entra um possível Raspberry PI) em um computador que 
fique constantemente ligado e conectado à internet, pois será ele que 
reconhecerá o seu acesso e passará o comando para o seu Arduino.
Neste ponto, certamente é necessário um nível de 
conhecimento de redes de computador avançado.
Existem outras formas também, um pouco mais 
complicadas, para se conectar seu Arduino à internet, mesmo 
sem ter os módulos de WiFi ou Ethernet, utilizando apenas a 
USB, mas para isso é necessário que o computador esteja perto 
do Arduino e constantemente ligado (novamente o Raspberrry Pi 
é uma alternativa, por seu tamanho pequeno, um pouco maior 
que o próprio Arduino, e ambos podendo ser colocados em uma 
caixinha fechada e discreta).
https://registro.br
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Usufruindo da internet
 Agora, uma vez que seu Arduino está conectado à internet, 
você pode fazer as automações que desejar, colocando lâmpadas 
para serem acesas quando clicar em um botão, bloqueando portas 
e portões sem nem sair da cama, e para os que gostam apenas de 
colocar coisas mais “legais” na sua casa, podem ainda fazer com 
que a cortina se abra ou feche com o toque na tela do celular e 
também à distância.
Imagem 3.26 - SmartHouse (Casa Inteligente)
Fonte: Pixabay 
Claro que, dependendo da versão do seu Arduino, poderá 
colocar mais ou menos automação.
O Arduino UNO, que é um Arduino de “entrada” para 
o aprendizado, é possível colocar até 13 controles nele, para 
automatizarmos mais coisas ou equipamentos mais robustos, é 
necessário outro modelo, como o Arduino Mega ou o Arduino Nano.
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RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo 
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. 
Você deve ter aprendido que existem diversas 
formas de conectar seu Arduino com seu celular, 
seja através de bluetooth, criando uma conexão 
exclusiva, ou através da rede local, onde mais 
pessoas podem ter acesso à sua plaquinha ou 
ainda através da internet, em que você pode 
realmente pedir que algo seja acionado em sua 
casa mesmo sem você estar presente. Bom, agora 
que revisamos, partiremos para o nosso próximo 
capítulo, continue junto e pode contar sempre 
conosco, afinal, falta pouco para terminarmos este 
e-book, apenas um capítulo. Não desista agora.
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Vantagens de conectar os 
equipamentos à internet
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz de 
abordar as vantagens e desvantagens de se 
conectar um equipamento novo à internet. Pois, 
por mais que pareça muito interessante algo 
conectado à internet e que possamos coordenar 
remotamente, certamente tem suas desvantagens. 
E então? Motivado para desenvolver essa 
competência? Vamos lá. Avante!
Ascensão
Gosto de pensar que a internet das coisas é algo como 
“Ascensão, Apogeu”, porém a parte da queda pode ou não vir, 
depende única e exclusivamente de quem a utiliza.
Mas agora vou falar para você sobre a ascensão.
Imagem 3.27 - Enchendo o balão
Fonte: Pixabay 
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No início, pode parecer que IoT é algo longe, mas muito 
bonito, como os balões da imagem anterior. 
Ao nos aproximarmos, as coisas vão ficando mais 
encantadoras e chamando ainda mais a nossa atenção. Temos 
ciência de que para criar um balão é um processo muito trabalhoso, 
assim como para criar um equipamento conectado à internet e 
fazendo com que fique pelo menos semiautônomo.
Quando inflamos nosso balão das ideias, as coisas ficam 
ainda mais belas e vão criando sua forma e vamos nos contagiando 
com aquela alegria de que tudo está funcionando, mais ou menos 
como a imagem a seguir:
Imagem 3.28 - Início da subida
Fonte: Pixabay 
É este o momento mais crítico, pois podemos nos auto 
sabotar com ideias erradas, esquecer de conectar algum “fiozinho” 
e, por isso, temos que manter nosso foco, e estar sempre buscando 
maiores conhecimento de alternativas, para possíveis erros que 
possam vir a ocorrer.
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Antes de lançarmos nosso produto na internet, é 
necessário que façamos inúmeros testes, tanto localmente como 
na nossa rede mesmo.
Quando comentares de seu projeto com alguém, algumas 
pessoas vão desvalorizar você, desencorajando, vão dizer que é mais 
fácil comprar o produto pronto, mesmo que custe 10, 20 ou 100 vezes 
mais, outras vão querer copiar seu projeto e talvez levar créditos do 
que você tenha realizado, mas tem uma pessoa que não pode se deixar 
levarpelos outros, é você. Certamente terá pessoas lhe apoiando.
Neste momento do seu projeto, ainda não existem 
vantagens, nem desvantagens, apenas algo que está sendo criado 
e tomando seu corpo e começando a iniciar seus serviços.
Agora é que entra a próxima etapa.
Apogeu
Passamos pela ascensão e agora estamos atingindo nosso 
apogeu, onde nosso projeto já saiu do papel, já tomou forma, e 
está funcionando, como na imagem a seguir:
Imagem 3.29 - A beleza
Fonte: Pixabay 
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Já passeou de balão? Até chegar no topo é um frio, um 
medo, mas quando se chega lá em cima, a vista é maravilhosa. 
Como tem que ser seu projeto.
Fazer algo que todos querem ter, todos querem usar, mas 
você é que fez. Agora entra uma etapa extremamente importante 
do seu projeto de TI:
 • Ter em mãos aqueles possíveis erros que você previu 
que poderão acontecer;
 • Saber o rumo que está tomando o seu equipamento;
 • Saber quem é que está usufruindo dos serviços dele; e
 • Saber como está o seu equipamento.
Vamos agora analisar ponto a ponto do que foi exposto.
Quando temos os possíveis erros que podem acontecer com 
o nosso projeto, podemos prever quando ocorrerá e como resolvê-los.
Vamos imaginar uma situação mais prática: você criou 
uma fechadura eletrônica baseada em conexão por Bluetooth, 
tudo funcionando e até tirou a opção de chave convencional da 
sua porta. Você previu que um dia pudesse faltar luz? E se faltar? 
Vai ficar do lado de fora da sua casa ou terá como entrar?
Isso é saber se antever aos problemas.
Saber o rumo que seu projeto está tomando é saber como 
andar com ele. Como fazer as devidas manutenções como fazer 
novos testes. 
Em uma outra situação. Seu projeto está fazendo sucesso 
inclusive com seus vizinhos que querem a mesma fechadura. 
Você está preparado para entrar neste novo projeto? Será que 
não é melhor ficar um pouco mais em sua rota sozinho para 
experimentar seu equipamento um pouco mais? 
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Esta seção do capítulo é sem dúvida a sessão dos 
questionamentos, pois só assim podemos manter tudo 
funcionando.
O que nos leva a outra questão, quem está utilizando 
meu produto? Certamente, se você implementou uma fechadura 
eletrônica, mais pessoas de sua casa à utilizarão. E vão saber 
utilizar? Quando der algum problema vão recorrer a você ou 
vão tentar consertar eles mesmos? A centralização é a alma do 
funcionamento. 
Responda à pergunta a seguir:
REFLITA
Porque motivo as empresas tiram a garantia de 
seus produtos se levarmos para consertar em 
alguém que não está autorizado?
Por último, é necessário saber como está o nosso 
equipamento. Fazer uma avaliação constante. Não podemos 
esquecer que até o momento é um protótipo, não é um produto 
comercializável ainda.
Visualizem a seguinte situação-problema: você mora na 
praia, o seu maior inimigo é a maresia. A maioria das pessoas que 
moram no litoral não checam seus computadores e nem fazem uma 
limpeza neles com frequência, gerando muita ferrugem, tanto no 
gabinete como nas placas. Por este motivo é que você tem que avaliar 
constantemente seu projeto e ver como está. Se as conexões estão 
firmes, se as soldas estão boas ainda, se as baterias que colocou no 
seu projeto param em caso de falta de luz estão boas também.
Tudo que falamos até agora vai fazer com que se mantenha 
em seu “voo” pleno.
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Mas complete a frase e siga para a próxima parte do nosso 
capítulo: “Ascenção, Apogeu e ____!”
Melhoria Contínua
Se você respondeu “queda”, não vou dizer que está errado, 
pois muitos que iniciam nesta jornada de criar um produto de 
Internet Of the Things (Internet das Coisas), ou desistem deles ou 
para em no ponto onde estão no auge.
Quantos produtos já foram lançados no mercado, tiveram 
uma venda maravilhosa, mas por falta de atualizações, melhorias 
e adaptações, perderam seu espaço para outros concorrentes? É 
o que esperamos que não aconteça com você.
Já ouviu falar do PDCA, muito conhecido no mundo da 
administração?
Observe a imagem a seguir.
Imagem 3.30 - PDCA
4 - ACT
Agir
Implementar
Checar
Resultados
Planejar
Melhorias
Executar
Testes
1 - PLAN
2 - DO3 - CHECK
Fonte: Arquivo Telesapiens
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1. Plan – Planejar: o planejamento é a primeira das tarefas, 
é nele que verá se seu orçamento não vai estourar, se 
tudo que pensou pode ser colocado em prática e de 
que forma será executado.
2. Do – Fazer: a execução do planejamento, este é o 
momento de executar testes, fazer as análises das 
falhas e exaltar o que deu certo.
3. Check – Checar: é o momento de checar os resultados, 
entender o que deu errado e corrigir, verificar o que 
deu certo e tentar melhorar um pouco mais.
4. Act – Agir: este é o momento de implementação final do 
seu projeto. Mas, se fosse só isso, não mostraria uma 
figura circular, ou seja, agora você tem que voltar para 
o planejamento do seu projeto original para melhorá-
lo. Nenhum produto que permanece igual por muito 
tempo se mantém no mercado.
Então, prefiro dizer que a sentença que completa melhor 
aquela frase é: “Ascensão – Apogeu – Melhoria Continuada e 
mais apogeu”.
Segurança
Um detalhe muito importante que poucos se dão por conta, 
ou realmente não o levam tão a sério é a questão de segurança.
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Imagem 3.31 - Segurança Digital
Fonte: Pixabay 
Quando vocês forem conectar seus equipamentos à 
internet é necessário que busquem informações sobre o quanto 
podem estar deixando sua própria rede vulnerável, ou ainda não 
ter ideia de que quanto vulnerável está o seu roteador.
Façamos agora um último exercício mental de visualização: 
você conecta seu novo dispositivo na internet (digamos que seja a 
sua tradicional fechadura de porta eletrônica), porém não verificou 
se o seu roteador está seguro. Ao entrar nas configurações dele 
verifica que além de você e sua família, estão conectados mais 30 
outros equipamentos, pessoas estas que você nem sabe quem 
são ou quão próximas estão. Será que não tem nenhuma que 
pode “utilizar” do seu sistema para abrir sua porta? 
Por este motivo que a senha do seu WiFi tem que ser muito 
bem pensada, as configurações de portas que estão liberadas 
para uso no roteador revistas, criar uma política de segurança com 
Firewall, e até mesmo antivírus em seus computadores estarem 
sempre atualizados.
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Mas você pode fazer outra pergunta:
REFLITA
Mas meu gadget (equipamento conectado à 
internet) não é uma fechadura, é apenas um 
equipamento para ligar ou desligar luzes, tenho 
ainda que me preocupar?
Respondo à sua pergunta com uma outra, imagino que 
sua casa tenha pelo menos duas portas para se chegar até a rua (a 
porta da casa mesmo e a porta do portão). Você deixaria a porta 
da sua casa aberta só porque a do portão está fechada?
Sei que a resposta será um “CLARO QUE NÃO”. Então, por que 
motivo tem que ser diferente com a questão da segurança digital?
Então, mesmo que não conecte nenhum novo gadget na 
sua rede, verifique-a e esteja pronto para os novos itens que você 
comprará (caso não crie nenhum), pois certamente dentro de poucos 
anos você terá muitos novos brinquedos conectados à sua internet.
RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo 
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. 
Você deve ter percebido que trabalhar com a 
Internet das Coisas é maravilhoso e até um pouco 
viciante. Criar um dispositivo funcional leva a 
outro, e assim por diante. No entanto, é crucial 
cuidar deles continuamente, mantendo-os em 
pleno funcionamento. É necessário conhecer bem 
suas funcionalidades e estar preparado para lidar 
com problemas que possam surgir. Por fim, nunca 
descuide da segurança de sua rede.
Agora que revisamos o último capítulo,esperamos 
que tenha apreciado todo o e-book e ampliado 
seus conhecimentos. Até logo!
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RE
FE
RÊ
N
CI
A
S
ASSOCIAÇÃO BRASILIEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 
14136: Plugues e tomadas para uso doméstico e análogo até 20 
A/250 V em correntes alternadas – Padronização. Rio de Janeiro, 
2002. 38 p
ARDUINO. Disponível em: http://www.arduino.cc/. Acesso em: 10 
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MATTEDE, H. Código de cores de resistores. Mundo da Elétrica. 
[s.d.]. Disponível em: https://www.mundodaeletrica.com.br/
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THOMSEN, A. O que é Arduino. MAKERHERO, 02 de set. de 2014. 
Disponível em: https://www.filipeflop.com/blog/o-que-e-arduino/. 
Acesso em: 10 mai. 2020.
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