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Sociedade 
Brasileira de 
Diabetes 
 
2022 
Licenciado para - A
nna Júlia Lim
a B
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orte S
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Classificação do Diabetes Mellitus (DM) 
DM tipo 1 
• Tipo 1A: deficiência de insulina por destruição autoimune das células β comprovada 
por exames laboratoriais 
• Tipo 1B: deficiência de insulina de natureza idiopática 
DM tipo 2 
Perda progressiva de secreção insulínica pelas células ß pancreáticas combinada com 
resistência à insulina 
DM gestacional 
Hiperglicemia de graus variados diagnosticada durante a gestação, na ausência de 
critérios de DM prévio 
Outros tipos de DM 
• Latent Autoimmune Diabetes in Adults - LADA* 
• Monogênicos (MODY*, Diabetes neonatal transitório ou permanente, Diabetes 
mitocondrial) 
• Defeitos genéticos na ação da insulina (Síndrome de resistência à insulina tipo A, 
Leprechaunismo, Síndrome de Rabson-Mendenhall, Diabetes lipoatrófico) 
• Secundário a endocrinopatias 
• Secundário a doenças do pâncreas exócrino 
• Secundário a infecções 
• Secundário a medicamentos 
• Formas incomuns de DM imunomediado 
• Outras síndromes genéticas associadas ao DM 
Critérios Laboratoriais para Diagnóstico de Normoglicemia, Pré-
Diabetes e DM 
 Normoglicemia Pré-diabetes DM2 
Glicemia em jejum 
(mg/dL) 
100 e 125 
Glicemia 2 horas após 
sobrecarga com 75g 
de glicose (mg/dL) 
140 e 199 
Glicose ao acaso 
(mg/dL) 
- - ≥ 200 com sintomas inequívocos 
de hiperglicemia 
HbA1c (%) 
nutricional não deve ser somente prescritiva, mas também abordar 
a mudança de comportamento alimentar, colocando o indivíduo no centro do 
cuidado e considerando a disposição e a prontidão do paciente para mudar. 
 
Recomendações Nutricionais no Diabetes 
Princípios Gerais da 
Orientação Nutricional 
no Diabetes Mellitus 
• Abordagem nutricional individualizada 
• A orientação nutricional tem como alicerce uma alimentação variada e 
equilibrada. 
• Foco em atender às necessidades nutricionais em todas as fases da vida. 
• Macro e micronutrientes devem ser prescritos de forma individualizada 
Recomendações Nutricionais no para Pacientes Adultos e Idosos 
com DM e DCNT 
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Dislipidemias 
 
● A alteração lipídica mais frequente no DM2 é a hipertrigliceridemia associada ao 
colesterol HDL. As concentrações do colesterol LDL não apresentam diferenças 
significativas, quando comparadas com as de indivíduos sem diabetes. 
● O manejo das dislipidemias, metas lipídicas e recomendações são apresentadas 
primariamente de acordo com o risco cardiovascular em relação ao uso de 
estatinas 
Hipertensão arterial 
 
● Limite de ingestão de sódio em até 1,5 g/dia, ou de sal, em até 3,75 g/dia, quando 
houver hipertensão arterial 
● Recomenda-se o seguimento do padrão DASH (Dietary Approaches to Stop 
Hypertension), isto é, com elevado consumo de frutas, vegetais e produtos lácteos 
magros. Em pacientes com DM2, esse padrão de dieta está associado a menores 
valores de pressão arterial. 
Doença Renal do Diabetes Mellitus 
Restrição proteica 
● Doença renal fase pré-diálise recomenda-se 0,8 g/kg de peso ideal/dia 
● Individualizar as condutas de acordo com as condições clínicas de cada paciente 
com IRC é fundamental para reduzir o risco de desnutrição 
Dieta a base de carne de 
Frango 
 
● A intervenção dietoterápica sobre o conteúdo lipídico da dieta mediante 
substituição da carne vermelha por outras fontes proteicas, como frango, esta 
última rica em ácidos graxos poli-insaturados 
● Diminuiu a excreção urinária de albumina (EUA) em pacientes com DM2 micro e 
macroalbuminúricos 
Ingestão de sódio 
● Limite de ingestão de sódio em até 1,5 g/dia, ou de sal, em até 3,75 g/dia, quando 
houver hipertensão arterial 
● A dieta do tipo DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), não é 
recomendada para pacientes em diálise 
Estatinas 
● O uso de estatinas diminui o número de eventos cardiovasculares (desfecho 
combinado), sem diminuir a mortalidade geral ou cardiovascular nos pacientes 
com DRD avançada, independentemente das doses utilizadas. 
● Pacientes com DRD e TFG 126 92 - 125 
 
Glicemia ao acaso 
>200 - 
HbA1c >6,5% 
Risco aumentado 
>5,7 a 6,4% 
TOTG após 24º semana: 
glicemia 1h 
NA >180 
 
Glicemia 2h 
>200 153 - 199 
Transtornos Alimentares e Diabetes Mellitus 
Transtornos Alimentares 
 
• Caracterizam-se por alterações severas no hábito ou no comportamento 
alimentar que ocorrem em razão de um distúrbio psíquico ou metabólico, 
e encontram-se descritos no DSM-V (Diagnostic and Statistical Manual of Mental 
Disorders) e no CID-10 (Classificação Internacional de Doenças) 
• Os principais transtornos alimentares são bulimia nervosa, anorexia nervosa, 
transtornos alimentares não especificados (TANEs) e transtorno compulsivo 
alimentar (TCA) 
Diabulimia (BN 
purgativa) 
 
Prática da omissão (deixar de tomar e/ou pular doses) ou diminuição intencional da 
dose de insulina, com o objetivo de perder peso. Desta forma, a glicemia se mantém 
alta de forma constante, promovendo glicosúria (perda de glicose na urina), levando 
ao emagrecimento. 
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Fatores predisponentes 
 
• Fatores psicológicos, biológicos, socioculturais, familiares e genéticos 
• A natureza crônica do diabetes 
• Dietas para o controle do diabetes podem ser percebidas por muitas jovens 
como um tipo de restrição 
• Automonitoramento 
Sinais e Sintomas de 
Alerta para o 
Diagnóstico de 
Transtorno Alimentar no 
paciente com Diabetes 
 
• Omissão de doses de insulina 
• Episódios recorrentes de cetoacidose diabética 
• Episódios recorrentes de hipoglicemia 
• Níveis sempre elevados de HbA1c 
• Atraso no crescimento 
• Atraso puberal 
• Queixas de menstruação irregular 
• Episódios frequentes de infecções urinárias 
• Perda de apetite ou comer em excesso buscando perda de peso 
• Flutuações no peso 
• perda severa ou ganho rápido de peso sem explicações clínicas 
• início precoce de retinopatia, neuropatia, gastroparesia e nefropatia 
• Depressão, ansiedade e outros distúrbios psicológicos. 
• Pedidos frequentes para mudar o plano alimentar. 
• Insistência na autoadministração de insulina 
• Abuso de levotiroxina quando concomitante ao hipotireoidismo 
• Abuso de metformina 
Conduta Terapêutica nos Transtornos Alimentares e Diabetes 
Mellitus 
Orientações gerais 
• Atenção especial da equipe multidisciplinar ao maior risco de episódios de 
hipoglicemia e de cetoacidose em pessoas com DM1 e transtornos alimentares. 
• Orientar um planejamento alimentar alertando quanto aos riscos de hipoglicemia 
e cetoacidose 
Anorexia 
Destaca-se que na anorexia, a terapia envolve várias fases, como: 
• Restituição do peso perdido, utilizando-se, quando necessário, suplementos 
alimentares e reposição vitamínica 
• Tratamento de distúrbios psicológicos, tais como distorção da imagem corporal, 
baixa autoestima e conflitos interpessoais 
• Medicações antidepressivas devem ser evitadas na fase inicial do tratamento. 
Quando necessário, pode utilizar inibidores de recaptação da serotonina 
Bulimia 
O primeiro objetivo do tratamento consiste na redução dos comportamentos de 
compulsão alimentar e purgativos 
 
 
 
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Central de Atendimento ao Aluno 
contato@nutriçãomoderna.com.br 
(11) 9.3312-8708 
 
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