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APG 10 Endocardite infecciosa - SOI - III Medicina (Centro Universitário Redentor) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade APG 10 Endocardite infecciosa - SOI - III Medicina (Centro Universitário Redentor) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Baixado por Jhúlia Rafaela (jujura3@gmail.com) lOMoARcPSD|45200540 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=apg-10-endocardite-infecciosa-soi-iii https://www.studocu.com/pt-br/document/centro-universitario-redentor/medicina/apg-10-endocardite-infecciosa-soi-iii/24795422?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=apg-10-endocardite-infecciosa-soi-iii https://www.studocu.com/pt-br/course/centro-universitario-redentor/medicina/4724989?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=apg-10-endocardite-infecciosa-soi-iii https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=apg-10-endocardite-infecciosa-soi-iii https://www.studocu.com/pt-br/document/centro-universitario-redentor/medicina/apg-10-endocardite-infecciosa-soi-iii/24795422?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=apg-10-endocardite-infecciosa-soi-iii https://www.studocu.com/pt-br/course/centro-universitario-redentor/medicina/4724989?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=apg-10-endocardite-infecciosa-soi-iii A endocardite infecciosa é uma infecção grave, potencialmente fatal, que consiste no acometimento das valvas cardíacas e do endocárdio mural por agentes infecciosos, mais comumente bactérias. A colonização ou invasão dessas estruturas por microrganismos pode levar à formação de vegetações, compostas de resíduos de trombos e microrganismos, e à destruição dos tecidos cardíacos subjacentes. A endocardite infecciosa pode ser classificada em aguda e fulminante ou subaguda e lenta, com base na velocidade e na gravidade da evolução clínica; as diferenças são atribuídas à virulência do microrganismo responsável e à presença ou não de doença cardíaca subjacente. A endocardite aguda consiste em uma infecção destrutiva e turbulenta causada com frequência por um microrganismo altamente virulento que ataca uma valva previamente normal. Essa infecção é capaz de causar morbidade e mortalidade substanciais, mesmo com antibioticoterapia e/ou cirurgia apropriadas. A endocardite subaguda consiste em uma infecção causada por microrganismos de baixa virulência que afetam um coração previamente anormal, principalmente com valvas cicatrizadas ou deformadas. A doença normalmente aparece de modo insidioso e, mesmo sem tratamento, segue um curso demorado de semanas a meses; a maioria dos pacientes recupera-se após receber a antibioticoterapia adequada. . Usuário de drogas intravenosas; . Valvulopatias: história de danos à válvula cardíaca e/ou substituição da válvula; . Imunossupressão: diabetes, corticosteróides; . Implantação de marca - passo; . Doença cardíaca congênita; . Cateter venoso central; . Procedimentos dentários invasivos. O coração normal é relativamente resistente à infecção. As bactérias e os fungos não aderem facilmente à superfície endocárdica e o fluxo sanguíneo constante ajuda a prevenir a colonização em estruturas endocárdicas. FATORES DE RISCO APRESENTAÇÃO CLÍNICA ETIOLOGIA Baixado por Jhúlia Rafaela (jujura3@gmail.com) lOMoARcPSD|45200540 https://wikimedi.ca/index.php?title=Utilisateur_de_drogues_intraveineuses&action=view&redlink=1 https://wikimedi.ca/index.php?title=Valvulopathies&action=view&redlink=1 https://wikimedi.ca/index.php?title=Remplacement_valvulaire&action=view&redlink=1 https://wikimedi.ca/index.php?title=Immunosuppression&action=view&redlink=1 https://wikimedi.ca/wiki/Diab%C3%A8te https://wikimedi.ca/wiki/Corticost%C3%A9ro%C3%AFdes https://wikimedi.ca/index.php?title=Stimulateur_cardiaque&action=view&redlink=1 https://wikimedi.ca/index.php?title=Stimulateur_cardiaque&action=view&redlink=1 https://wikimedi.ca/index.php?title=Cardiopathies_cong%C3%A9nitales&action=view&redlink=1 https://wikimedi.ca/index.php?title=Cath%C3%A9ter_veineux_central&action=view&redlink=1 https://wikimedi.ca/index.php?title=Soins_dentaires&action=view&redlink=1 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=apg-10-endocardite-infecciosa-soi-iii Assim, 2 fatores são normalmente necessários para endocardite: . Uma anormalidade predisponente do endocárdio; . Microorganismos no fluxo sanguíneo (bacteremia). Anormalidades estruturais cardíacas valvares e não valvares, hemodinâmica alterada, lesão endotelial e deposição de fibrina e plaquetas são importantes fatores de predisposição para o desenvolvimento de EI. Apesar de o endotélio valvar ser resistente à colonização e infecção por bactérias circulantes, tais fatores de predisposição podem facilitar a aderência de microrganismos. A contaminação da corrente sanguínea pode ocorrer através de procedimentos odontológicos ou cirúrgicos que causem uma bacteremia transitória, compartilhamento de agulhas contaminadas e o rompimento das barreiras epiteliais do intestino, da cavidade oral ou da pele. As causas mais comuns são infecções por estafilococos, estreptococos e enterococos. A doença se desenvolve em 3 fases: . Bacteremia: microrganismos estão presentes no sangue; . Adesão: o microrganismo adere ao endotélio anormal ou danificado pelas adesinas de superfície; . Colonização: proliferação do organismo junto com inflamação, levando a uma vegetação madura. A etapa inicial no estabelecimento de uma vegetação é lesão endocárdica, seguida de aderência focal de plaquetas e fibrina. O ninho plaquetário-fibrina inicialmente estéril se torna secundariamente infectado por microorganismos que circulam no sangue. Geralmente o endotélio é lesado devido a jatos anormais de sangue, que exercem ação abrasiva sobre a superfície endotelial provocando desgaste, como em lesões valvares do tipo FISIOPATOLOGIA Baixado por Jhúlia Rafaela (jujura3@gmail.com) lOMoARcPSD|45200540 estenose e insuficiência que expõem tecido colagenoso. Além dia via induzida por dano, cujos sítios de infecção liberam continuamente microrganismos para a corrente sanguínea, tem-se a via induzida por inflamação, na qual o patógeno pode se desenvolver no contexto de inflamação induzida por bacteremia e ativação endotelial generalizada na ausência de lesão valvar cardíaca pré-existente. A inflamação (induzida por infusão de histamina) causa a liberação do fator de von Willebrand e extenso recrutamento de plaquetas para a válvula superfície. Dentro desses agregados de plaquetas, as células bacterianas de S. aureus ficam "presas" e plaquetas ativadas e neutrófilos amplificam a vegetação em crescimento. O crescimento microbiano subsequente resulta em uma ativação adicional do sistema de coagulação através da via de coagulação extrínseca. Os monócitos aderentes liberam uma variedade de citocinas e células endoteliais ativadas continuam a levar a mais deposição de fibronectina. Esses processos culminam em uma excrescência macroscópica ou vegetação. Nas vegetações estabelecidas, as colônias dos microrganismos são protegidas por fibrina, plaqueta e células vermelhas, com pouca presença de granulócitos. Estas vegetações são relativamente avasculares, prejudicando a penetração de anticorpos, células fagocíticas e antibióticos. Pressupõe-seque altos títulos de anticorpos aglutinantes, responsáveis por provocarem agregação bacteriana, maximizem as infecções inoculadas, assumindo um importante papel na patogênese de alguns casos. A liberação do fator de necrose tumoral alfa (TNF-a) e a interleucina-1 (IL-1) pelos macrófagos, bem como a liberação de outras células inflamatórias oriundas da resposta ao contato com endotoxina bacteriana e seus respectivos componentes e produtos, ativam as células endoteliais e outras células efetoras, como: linfócitos T e B, macrófagos, monócitos e neutrófilos, induzindo a liberação de mais citocinas inflamatórias, como: IL-6 e IL-8, fator de crescimento transformador beta (TGF-β), prostaglandina (PGE2), fator estimulante de colônias, fator ativador de plaquetas, eicosanoides e mediadores inflamatórios. Esses componentes alteram a fisiologia e estabelecem a sepse. Outros mediadores de adesão Fibronectinas - As fibronectinas das células endoteliais promovem uma superfície adesiva aos patógenos circulantes, visto que os mesmos possuem esse agente ligante em suas superfícies. Glucosiltransferases – têm a capacidade de converter sacarose em polissacarídeos, que podem atuar como modulinas, induzindo citocinas que recrutam leucócitos para as vegetações. Dextrana – polissacarídeo produzido por bactérias que facilitam sua aderência ao complexo plaqueta-fibrina. Outros mediadores potenciais de aderência microbiana incluem fibrinogênio, laminina e colágeno tipo IV. Baixado por Jhúlia Rafaela (jujura3@gmail.com) lOMoARcPSD|45200540 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=apg-10-endocardite-infecciosa-soi-iii As infecções estabelecidas geralmente levam à anemia normocítica e normocrômica, leucocitose, aumento da velocidade de hemossedimentação, níveis de imunoglobulina e a presença de imunocomplexos circulantes e fator reumatoide positivo. Resultados negativos de hemocultura podem indicar supressão decorrente de terapêutica antimicrobiana prévia, infecção por organismos que não crescem em meios de cultura padrão ou outro diagnóstico (p. ex., endocardite não infecciosa, mixoma atrial com fenômenos embólicos e vasculite). Permite a visualização das lesões, sejam primárias como a vegetação, ou secundárias a infecção como calcificação distrófica, regurgitação e estenose. APRESENTAÇÃO CLÍNICA DIAGNÓSTICO Dois critérios clínicos principais OU um critério clínico principal e três critérios clínicos secundários OU cinco critérios clínicos menores. Baixado por Jhúlia Rafaela (jujura3@gmail.com) lOMoARcPSD|45200540 . Antibióticos (com base no organismo e suscetibilidade); . Algumas vezes, debridamento, reparo ou troca valvar; . Avaliação e tratamento dentários (para minimizar fontes orais de bacteremia); . Remoção de potencial fonte de bacteremia (p. ex., cateteres internos, dispositivos). A taxa de cura das infecções por microrganismos de baixa virulência (p. ex., Streptococcus viridans ou Streptococcus bovis) é de 98%, e as taxas de cura das infecções por enterococos e Staphylococcus aureus variam de 60% a 90%; contudo, metade dos pacientes com infecção causada por bacilos aeróbicos Gram-negativos ou fungos acaba com uma taxa de mortalidade de 50%. . Insuficiência cardíaca; . Bloqueio cardíaco; . Angina pectoris; . Tamponamento cardíaco. . Derrame; . Paralisia; . Cegueira; . Isquemia das extremidades; . Infarto esplênico ou renal; . Embolia pulmonar; . Infarto agudo do miocárdio. . AVC embólico; . Abscesso cerebral ou cerebrite; . Meningite purulenta ou asséptica; . Encefalopatia aguda; . Meningoencefalite; . Hemorragia cerebral; . Convulsões. . Infarto ou abscesso renal; . Glomerulonefrite. . Osteomielite vertebral; . Artrite séptica. . Pneumonia bacteriana; . Abscesso pulmonar; . Derrame pleural; . Pneumotórax. TRATAMENTO COMPLICAÇÕES Baixado por Jhúlia Rafaela (jujura3@gmail.com) lOMoARcPSD|45200540 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=apg-10-endocardite-infecciosa-soi-iii AUGUSTO, Ludmila de Souza Fernandes; DE OLIVEIRA LEMOS, Nathália Marques; ALBERIGI, Bruno. Endocardite infecciosa em cães: Revisão. PUBVET, v. 13, p. 127, 2019. CHU, Vivian H.; SEXTON, D. J. Pathogenesis of vegetation formation in infective endocarditis. UpToDate. Last updated: Jul, v. 21, p. 2017, 2017. GALVÃO, José Lucas Ferreira Marques et al. Endocardite infecciosa: uma revisão do microrganismo ao tratamento. 2016. ORTEL, Thomas L.; GAASCH, William H.; SEXTON, Daniel J. Antithrombotic therapy in patients with infective endocarditis. Robbins patologia básica/Vinay Kumar, Abul K. Abbas, Jon C. Aster; [tradução Tatiana Ferreira Robaina] ... [et al.] - 10. ed. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2018. 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