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Benefícios para a família
Auxílio por morte e reclusão – solicitado pela família.
Auxilio maternidade – solicitado pela segurada, em caso de nascimento do filho ou de aborto.
Auxílio família – solicitado pelo segurado em razão da existência de dependentes
Auxílio reclusão – Dec 3048 , Arts 116 a 119
Art. 116. O auxílio-reclusão, cumprida a carência prevista no inciso IV do caput do art. 29, será devido, nas 
condições da pensão por morte, aos dependentes do segurado de baixa renda recolhido à prisão em regime fechado 
que não receber remuneração da empresa nem estiver em gozo de auxílio por incapacidade temporária, de pensão 
por morte, de salário-maternidade, de aposentadoria ou de abono de permanência em serviço. 
Requisitos
- Carência de 24 meses – validade que depende do fato gerador, prisão, ou seja, se a prisão ocorreu antes de 
18/01/19, vai ter que analisar a carência. Se a prisão foi antes disso, vale se for apenas segurado. Esse auxílio é 
pago aos dependentes.
- Qualidade de segurado – estar filiado a prev social ou estar no período de graça.
- Segurado de baixa renda – ganhar até um determinado valor 
- Prisão – regime fechado – não precisa estar cumprindo pena, tendo em vista que algumas pessoas são presas 
por medida cautelar, basta que esteja em regime fechado
- Sem remuneração
- Sem benefícios: auxílio por incapacidade temporária, pensão por morte, salário maternidade ou 
aposentadoria. Quem não pode receber esses auxílios é o segurado. Mas, se acontecer de um dependente receber 
alguma dessas coisas, cumpridos os outros requisitos terá direito sim. Exceção: se estiver recebendo seguro 
desemprego ou auxílio acidente, a família também pode dar entrada no auxílio reclusão.
Segurado de baixa renda
Art, 116, § 1º Para fins de concessão do benefício de que trata este artigo, considera-se segurado de baixa renda 
aquele que tenha renda bruta mensal igual ou inferior a R$ 1.425,56 (um mil quatrocentos e vinte e cinco reais e 
cinquenta e seis centavos), corrigidos pelos mesmos índices de reajuste aplicados aos benefícios do RGPS, 
calculada com base na média aritmética simples dos salários de contribuição apurados no período dos doze meses 
anteriores ao mês do recolhimento à prisão.
Prova da prisão
Art 116, § 2º O requerimento do auxílio-reclusão será instruído com certidão judicial que ateste o recolhimento efetivo
à prisão e será obrigatória a apresentação de prova de permanência na condição de presidiário para a manutenção 
do benefício.
Ou seja, precisa comprovar a prisão e a manutenção da mesma. Se o preso fugir, o benefício é suspenso. Se ele 
cumprir pena e for solto, também será suspenso. Pode ser uma certidão judicial, informando que a pessoa está presa
devido àquele processo. Pode ainda ser a certidão carcerária, que é solicitada no presidio.
DIB (data do início do benefício) – DER (data de entrada do requerimento)
Art 116, § 4º A data de início do benefício será:
I - a do efetivo recolhimento do segurado à prisão, se o benefício for requerido no prazo de cento e oitenta dias, para 
os filhos menores de dezesseis anos, ou de noventa dias, para os demais dependentes; ou
II - a do requerimento, se o benefício for requerido após os prazos a que se refere o inciso I.
Valor RMI
Art. 117. O valor do auxílio-reclusão será apurado na forma estabelecida para o cálculo da pensão por morte, não 
poderá exceder o valor de um salário-mínimo e será mantido enquanto o segurado permanecer em regime fechado.
Isso vale a partir da EC 103.
Manutenção do benefício
Art 116, § 5º O auxílio-reclusão será devido somente durante o período em que o segurado estiver recolhido à prisão 
sob regime fechado.
Art. 119. É vedada a concessão do auxílio-reclusão após a soltura do segurado.
Art 117, § 1º Até que o acesso à base de dados a que se refere o § 2º-B do art. 116 seja disponibilizado pelo 
Conselho Nacional de Justiça, o beneficiário apresentará trimestralmente atestado de que o segurado continua em 
regime fechado, que deverá ser firmado pela autoridade competente.
E se houver fuga?
Art 117, § 2º No caso de fuga, o benefício será suspenso e, se houver recaptura do segurado, será restabelecido a 
contar da data em que esta ocorrer, desde que esteja ainda mantida a qualidade de segurado.
§ 3º Se houver exercício de atividade dentro do período de fuga, o mesmo será considerado para a verificação da 
perda ou não da qualidade de segurado. A família pode fazer pagamento como contribuinte individual, no caso dele 
fugir, para que seja mantida a qualidade de segurado. 
Ou seja, se fugir, o benefício é cessado. Se for recapturado e ainda mantiver a qualidade de segurado, o benefício 
será restabelecido. Qd ele foge, o período de qualidade de segurado volta a correr.
Perde a qualidade de segurado 12 meses após a data do alvará de soltura, ou seja, fica no período de graça. 
Importante lembrar que isso acontece qd ele cumpre a pena e é solto direitinho. 
E se o preso morrer?
Art. 118. Na hipótese de óbito do segurado recluso, o auxílio-reclusão que estiver sendo pago será cessado e será 
concedida a pensão por morte em conformidade com o disposto nos art. 105 ao art. 115. Ou seja, tem que ver se 
cumpre os requisitos para recebimento da pensão por morte.
Parágrafo único. Não havendo concessão de auxílio-reclusão, em razão da não comprovação da baixa renda, será 
devida pensão por morte aos dependentes se o óbito do segurado tiver ocorrido no prazo previsto no inciso IV 
do caput do art. 13. Ou seja, o fato de não ser segurado de baixa renda não obsta o recebimento da pensão por 
morte, mesmo que a família não estivesse recebendo o auxílio reclusão, tendo em vista que não era de baixa renda.
Salário família – Art 81 a 92, Dec 3048
 Art. 81. O salário-família é devido, mensalmente, ao segurado empregado, inclusive o doméstico, e ao trabalhador 
avulso com salário de contribuição inferior ou igual a R$ 1.425,56 (mil quatrocentos e vinte e cinco reais e cinquenta 
e seis centavos), na proporção do respectivo número de filhos ou de enteados e de menores tutelados, desde que 
comprovada a dependência econômica dos dois últimos nos termos do disposto no art. 16, observado o disposto no 
art. 83.
Os filhos têm que ser menores de 14 anos ou inválidos, sendo paga uma cota para cada dependente. Se for um 
aposentado, pode solicitar no INSS, que ele pagará o valor.
Como provar a invalidez?
Art. 85. A invalidez do filho, do enteado ou do menor tutelado, desde que comprovada a dependência econômica dos
dois últimos, maior de quatorze anos de idade será verificada em exame médico-pericial realizado pela Perícia 
Médica Federal. 
Valor
Art. 83. O valor da cota do salário-família por filho ou por enteado e por menor tutelado, desde que comprovada a 
dependência econômica dos dois últimos, até quatorze anos de idade ou inválido, é de R$ 48,62 (quarenta e oito 
reais e sessenta e dois centavos).
Pagamento
Art. 82. O salário-família será pago mensalmente:
I - ao empregado, inclusive o doméstico, pela empresa ou pelo empregador doméstico, juntamente com o salário, e 
ao trabalhador avulso, pelo sindicato ou órgão gestor de mão de obra, por meio de convênio; 
II - ao empregado, inclusive o doméstico, e ao trabalhador avulso aposentados por incapacidade permanente ou em 
gozo de auxílio por incapacidade temporária, pelo INSS, juntamente com o benefício; 
III - ao trabalhador rural aposentado por idade aos sessenta anos, se do sexo masculino, ou cinqüenta e cinco anos, 
se do sexo feminino, pelo Instituto Nacional do Seguro Social, juntamente com a aposentadoria; e
IV - aos demais empregados, inclusive os domésticos, e aos trabalhadores avulsos aposentados aos sessenta e 
cinco anos de idade, se homem, ou aos sessenta anos, se mulher, pelo INSS, juntamente com a aposentadoria. 
§ 4º As cotas do salário-família pagas pela empresa ou pelo empregador doméstico serão deduzidas quando do 
recolhimento das contribuições.
Pagamento dúplice
Art 82, § 3º Quando o pai e a mãe são segurados empregados,inclusive domésticos, ou trabalhadores avulsos, 
ambos têm direito ao salário-família. 
Ou seja, ambos podem receber o auxílio, desde que comprovada a baixa renda.
Separação / divórcio
Art. 87. Tendo havido divórcio, separação judicial ou de fato dos pais, ou em caso de abandono legalmente 
caracterizado ou perda do pátrio-poder, o salário-família passará a ser pago diretamente àquele a cujo cargo ficar o 
sustento do menor, ou a outra pessoa, se houver determinação judicial nesse sentido.
Permanecerá recebendo aquele segurado que permanecer com a guarda do filho.
Documentos necessários
Art. 84. O pagamento do salário-família será devido a partir da data de apresentação da certidão de nascimento do 
filho ou da documentação relativa ao enteado e ao menor tutelado, desde que comprovada a dependência 
econômica dos dois últimos , e fica condicionado à apresentação anual de atestado de vacinação obrigatória dos 
referidos dependentes, de até seis anos de idade, e de comprovação semestral de frequência à escola dos referidos 
dependentes, a partir de quatro anos de idade, observado, para o empregado doméstico, o disposto no § 5º.
Cessação
 Art. 88. O direito ao salário-família cessa automaticamente:
I - por morte do filho, do enteado ou do menor tutelado, a contar do mês seguinte ao do óbito; 
II - quando o filho, o enteado ou o menor tutelado completar quatorze anos de idade, exceto se inválido, a contar do 
mês seguinte ao da data do aniversário; 
III - pela recuperação da capacidade do filho, do enteado ou do menor tutelado inválido, a contar do mês seguinte ao 
da cessação da incapacidade; ou 
IV - pelo desemprego do segurado.
Questões finais
 Art. 91. O empregado, inclusive o doméstico, ou o trabalhador avulso deve dar quitação à empresa ou ao 
empregador doméstico de cada recebimento mensal do salário-família, na própria folha de pagamento ou por outra 
forma admitida, de modo que a quitação fique claramente caracterizada. 
Art. 92. As cotas do salário-família não serão incorporadas, para qualquer efeito, ao salário ou ao benefício.
Salário maternidade – Art 93 a 103, Dec 3048
Importante ressaltar que independe de ser baixa renda. Precisa apenas ter a qualidade de segurado.
Art. 93. O salário-maternidade é devido à segurada da previdência social, durante cento e vinte dias, com início vinte
e oito dias antes e término noventa e um dias depois do parto, podendo ser prorrogado na forma prevista no § 3o
- Prazo de 120 dias, em regra
- Início: 28 dias antes do parto / parto. Para antecipar esses 28 dias do salário maternidade, precisa de laudo médico.
Se precisar antecipar esses dias por conta de gravidez de risco, é mais interessante solicitar um laudo médico e dar 
entrada no auxilio por incapacidade temporária, pq dessa forma não “perde” esses 28 dias.
Antecipação X prorrogação
- Art 93, § 3º Em casos excepcionais, os períodos de repouso anterior e posterior ao parto podem ser aumentados de
mais duas semanas, por meio de atestado médico específico submetido à avaliação medico-pericial. Ou seja, pode 
aumentar mais duas semanas, para casos de risco para gestante (anterior ao parto) ou para o bebê (posterior ao 
parto). 
Carência
Contribuinte individual, contribuinte facultativo e segurado especial: 10 meses
Avulso e empregada, inclusive doméstico, não tem.
Fato gerador
- Parto 
- Aborto não criminoso – Art 93, § 5º Em caso de aborto não criminoso, comprovado mediante atestado médico, a 
segurada terá direito ao salário-maternidade correspondente a duas semanas.
- Adoção ou guarda para fins de adoção - Art. 93-A. O salário-maternidade é devido ao segurado ou à segurada 
da previdência social que adotar ou obtiver guarda judicial, para fins de adoção de criança de até doze anos de 
idade, pelo período de cento e vinte dias.
Art 93-A, § 1º O salário-maternidade é devido ao segurado ou à segurada independentemente de a mãe biológica ter
recebido o mesmo benefício quando do nascimento da criança. Ou seja, o que vincula é nome da segurada e não da
criança, logo, tanto a mãe biológica como a que adotou podem receber o salário maternidade.
§ 4º Na hipótese de haver adoção ou guarda judicial para adoção de mais de uma criança, será devido somente um 
salário-maternidade, observado o disposto no art. 98. Se adotar mais de uma criança no mesmo processo, te´ra 
direito a apenas um salário maternidade. Se acontecer de serem processos diferente, terá direito a quantidade de 
processos existentes. 
§ 6o O salário-maternidade de que trata este artigo é pago diretamente pela previdência social. Ou seja, sempre que 
for adoção será pago pelo INSS. Se for parto, a empresa é quem paga.
§ 7º Ressalvadas as hipóteses de pagamento de salário-maternidade à mãe biológica e de pagamento ao cônjuge 
ou companheiro sobrevivente, nos termos do disposto no art. 93-B, não poderá ser concedido salário-maternidade a 
mais de um segurado ou segurada em decorrência do mesmo processo de adoção ou guarda, ainda que o cônjuge 
ou companheiro esteja vinculado a regime próprio de previdência social. 
Art. 93-C. A percepção do salário-maternidade, inclusive nos termos do disposto no art. 93-B, está condicionada ao 
afastamento do trabalho ou da atividade desempenhada pelo segurado ou pela segurada, sob pena de suspensão do
benefício. Ou seja, tem que haver o afastamento da segurada, sob pena de suspensão do benefício.
Valor da segurada empregada
Art. 94. O salário-maternidade para a segurada empregada consiste numa renda mensal igual à sua remuneração 
integral e será pago pela empresa, efetivando-se a compensação, observado o disposto no art. 248 da Constituição, 
quando do recolhimento das contribuições incidentes sobre a folha de salários e demais rendimentos pagos ou 
creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, devendo aplicar-se à renda mensal do benefício 
o disposto no art. 198. 
Ela recebera como salário maternidade o mesmo valor que ela recebia na empresa, e a empresa é quem vai pagar.
Desempregada, quem paga é o INSS.
Para segurada especial, o valor é de 1 sal mínimo. Art 101, II - em um salário mínimo, para a segurada especial; 
Contribuinte individual, contribuinte facultativo ou desempregada: Art 101, III - em um doze avos da soma dos 
doze últimos salários de contribuição, observado o disposto no art. 19-E, apurados em período não superior a quinze 
meses, para as seguradas contribuinte individual e facultativa e para a desempregada que mantenha a qualidade de 
segurada na forma prevista no art. 13
Trabalhadora avulsa: equipara a empregada.
Empregada doméstica: Art 101, I - no valor correspondente ao do último salário de contribuição, para a segurada 
empregada doméstica, observado o disposto no art. 19-E;
Limitação para o valor do salário maternidade
Art. 248. Os benefícios pagos, a qualquer título, pelo órgão responsável pelo regime geral de previdência social, 
ainda que à conta do Tesouro Nacional, e os não sujeitos ao limite máximo de valor fixado para os benefícios 
concedidos por esse regime observarão os limites fixados no art. 37, XI. Ou seja, o limite é o subsídio do Ministro do 
STF.
Documentação
Art. 95. Compete à interessada instruir o requerimento do salário-maternidade com os atestados médicos 
necessários
Parágrafo único. Quando o benefício for requerido após o parto, o documento comprobatório é a Certidão de 
Nascimento, podendo, no caso de dúvida, a segurada ser submetida à avaliação pericial junto ao Instituto Nacional 
do Seguro Social.
DIB – data do início do benefício
Art. 96. O início do afastamento do trabalho da segurada empregada, inclusive da doméstica, será determinado com 
base em atestado médico ou certidão de nascimento do filho.
Prazo para solicitar: começa a ser pago a partir do afastamento da atividade, tendo como limite o prazo normal 
prescricional, de 5 anos.
Óbito da segurada
Art. 93-B. No caso de óbito do segurado ou da segurada que fazia jus ao recebimento do salário-maternidade, o 
benefícioserá pago, pelo tempo restante a que o segurado ou a segurada teria direito ou por todo o período, ao 
cônjuge ou companheiro sobrevivente que tenha a qualidade de segurado, exceto no caso de óbito do filho ou de seu
abandono. 
§ 1º O pagamento do benefício nos termos do disposto no caput deverá ser requerido até o último dia do prazo 
previsto para o término do salário-maternidade originário.
Para isso, precisa ser solicitado o salário maternidade, podendo solicitar até o ultimo dia previsto para o término do 
salário maternidade original. 
Questões finais
Art. 102. O salário-maternidade não pode ser acumulado com benefício por incapacidade.
Parágrafo único. Quando ocorrer incapacidade em concomitância com o período de pagamento do salário-
maternidade, o benefício por incapacidade, conforme o caso, deverá ser suspenso enquanto perdurar o referido 
pagamento, ou terá sua data de início adiada para o primeiro dia seguinte ao término do período de cento e vinte 
dias. 
Art. 103. A segurada aposentada que retornar à atividade fará jus ao pagamento do salário-maternidade, de acordo 
com o disposto no art. 93. Cumula com aposentadoria, desde que continue trabalhando.

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