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CUIDADOS DE ENFERMAGEM
NO TRAUMA ABDOMINAL 
Prof° Dr. Enf° Gilberto de Jesus
 Trauma  Abdominal
Divide-se em... 
 
 Aberto  
    Fechado
ABERTO OU FERIDA :
*Lesão de continuidade da pele, mecanismo direto da lesão, pode ser penetrante com ou sem lesão interna.
Ex; arma branca , projétil de arma de fogo...
FECHADO OU CONTUSÃO:
* Mecanismo indireto da lesão,
não apresenta solução de continuidade.
Ex: colisão, atropelamento, queda, agressão... 
ALGUNS ITENS... 
 Presença de lesão significativa 
- História: Paciente / Resgate 
- Mecanismo de trauma 
- Tempo decorrido 
- Tratamento / Resposta 
AVALIAÇÃO TRAUMA FECHADO 
Velocidade
-Tipo de colisão
- Deformidade / Intrusão
-Dispositivos de segurança
- Restrição
- Air bag (acionamento)
- Posição / Ejeção
 
 
 Impacto Frontal
 
 Agressão
 TRAUMA ABERTO 
- Tempo
- Tipo de arma
- Distância
- Ferimentos (quantos / onde)
- Sangramento externo
De acordo com Buff, no politraumatizado, o tórax e o abdome são atingidos em 23% dos casos. 
No RJ, no Hospital GV, até 1990, os traumas abertos eram quase três vezes mais freqüentes dos que os fechados. 
Em 35 anos (1955-1990), foram atendidos 6.166 pacientes com trauma abdominal; destes 4.478 com trauma abdominal aberto e 1.688, correspondiam ao trauma fechado. 
Um estudo realizado em 1990, no HPS, em Porto Alegre, mostrou que o acidente automobilístico é a causa mais freqüente de trauma abdominal fechado (68 %).     (NASI, 2005) 
É a região do corpo onde é mais difícil de se fazer o diagnóstico correto das lesões traumáticas.  
Quando não identificado o trauma abdominal é uma das principais causas de morte. 
A ausência de sinais e sintomas locais não afasta a possibilidade de trauma abdominal (mecanismo do trauma).
 O objetivo principal é detectar se há lesão abdominal interna. 
 Na anamnese procura-se identificar o tipo de trauma e o seu mecanismo.  
Exame Físico
Inspeção 
- Distúrbios respiratórios;
- Marcas do trauma;
- Feridas por projétil ou por arma branca;
- Hematomas, escoriações; 
 
- Distensão abdominal;
- Evisceração;
- Deformidade da bacia;
- Alterações no períneo e genitália.
 
Ausculta
Detectar diminuição ou ausência de ruídos hidroaéreos (analisar com outros dados clínicos do paciente) 
 
Palpação
- 
Dor difusa ( Ex: líquido extravasado e irritante na cavidade)
- Dor localizada é menos comum (Ex: hematoma hepático) 
 
Percussão
-
 Macicez (presença de líquido intraperitoneal)
- Desaparecer a macicez hepática (possibilidade de presença de ar cavidade em caso de lesões do tubo digestivo) 
 
 Quando não houver sinais claros de lesões internas deve-se realizar 
Vigilância (sinais e sintomas, ssvv)
“O primeiro exame não deve ser o último”
Paciente instável (provável lesão interna)
Repetir exame físico
Lavado peritonial diagnóstico (LPD)
O que é LPD? 
É um procedimento médico, para irrigação da cavidade peritonial e exame do líquido de irrigação com a finalidade de avaliar os efeitos dos traumatismos abdominais. Realizado na sala de emergência e pode definir a indicação de laparotomia e diagnosticar lesões intra-abdominais. 
Em um estudo realizado, por Cushing e cols.,  com 16.000 casos de trauma fechado de abdome, identificou-se os seguintes fatores associados com risco aumentado para lesão intra-abdominal: 
Hematúria franca
Hipotensão na admissão
Fraturas de últimas costelas
Hematoma ou escoriação de parede abdominal
Identificadas as suspeitas/lesões...
O QUE EU FAÇO ????????????????
Cuidados de Enfermagem ao paciente  
Preparar material (catéter, SF, equipo)
Explicar o procedimento...
Realizar SVD e SNG.
Colocar o paciente em posição supina.
Realizar anti-sepsia abdominal.
A  punção e  a lavagem    ajudam    a     detectar hemorragias    intra-abdominais.
O líquido peritonial normal é de aspecto amarelo claro.
Sangue  grosso,  bile,  urina  ou material fecal indicam lesão com necessidade de cirurgia.
Se não aparecer nenhum material citado, o médico poderá fazer a lavagem  infundindo  1 litro de SF.
O paciente deve ser cuidadosamente inclinado de um lado para o outro.
Um coletor colocado em nível mais baixo que o abdome coleta o líquido por drenagem gravitacional.
Sonda gástrica (naso/oro)
 Sonda vesical
 Exames especiais (final)
Lavagem peritoneal diagnóstica
Radiografias / Ultra-som / Tomografia
Estudos contrastados
SINDROME COMPARTIMENTAL ABDOMINAL 
É uma complicação do trauma abdominal. Caracteriza-se por efeitos adversos no coração, rins, pulmões entre outros órgãos, além de alterações metabólicas importantes que são causadas pelo aumento da Pressão Intra – Abdominal (PIA). 
A PIA é importante parâmetro indicador do estado fisiológico  do paciente.
Aumento da PIA  hipertensão Intra – Abdominal (IA) 
Hipertensão IA ocorre por alterações do conteúdo ou da forma abdominal. 
 
 
 
No entanto, o aumento da PIA é pouco reconhecido e tratado nos centros de traumas. 
A SCA é definida como uma PIA > 20 a 25 mmHg e ocorre em 30 % das grandes cirurgias abdominais e em 40% das cirurgias abdominais de emergência
Quando lesados, os órgãos sólidos e vasculares (fígado, baço, aorta e cava) sangram e os órgãos ocos (intestino, vesícula biliar e bexiga) derramam seu conteúdo dentro da cavidade peritoneal (peritonite).  
Traumatismo de Vísceras Ocas 
Lesões do estômago, jejuno, íleo, mesentério e cólons.
Causas: FAF e FAB
Compressão direta  da  víscera,  compressão  do intestino  contra  a  coluna (“efeito guilhotina”)  e  lesões  por desaceleração.
Trauma Esplênico 
- O baço  é  um  reservatório  sangüíneo  e  também  
tem  função importante  de  filtro  imunológico.
 
É  um  dos  órgãos  mais freqüentemente lesados no trauma abdominal, com grande e fatais hemorragias.
 
A esplenectomia é uma cirurgia de emergência.
Traumatismo Renal 
As lesões renais representam em torno de 10% dos traumas abdominais.
 Sinais e Sintomas: o mais importante é a hematúria, dor e equimose local, fratura de costelas e orifício de entrada 
( FAF ). 
Traumatismo Pelviperineal 
São  na  maioria  das  vezes, decorrentes de acidentes de trânsito, FAF, acidente de trabalho, agressão sexual e auto erotismo.
 
São classificados em: ferimentos, contusões e empalamentos.
Corpos Estranhos no Reto 
No caso de auto erotismo raramente há lesão de esfíncter ou do reto.
O  diagnóstico  é  feito  pela história, toque retal e RX.
O tratamento consiste na retirada  do  corpo  estranho  sob anestesia geral ou raquidiana e dilatação do esfincter anal.
OBRIDAGO À TODOS
 FIQUEM NA PAZ DE 
 JESUS CRISTO DE NAZARÉ
 Prof° Dr. Enf° Gilberto de Jesus
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