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N O Ç Õ ES D E R EC U R SO S M AT ER IA IS 425 z Transportadores de esteira ou de roletes São as famosas esteiras que, se colocadas em sequên- cia, impulsionam a carga ao longo de um circuito. Os transportadores de esteiras (roletes) são econô- micos, flexíveis e de baixa manutenção. Transportadores de esteira. Fonte: Dias, Marco Aurélio P. Administração de Materiais (p. 209). Atlas. A movimentação ocorre através da aceleração da gra- vidade, assim não é necessário nenhum acionamento. z Pontes rolantes ou guindastes São equipamentos empregados no transporte e elevação de cargas em instalações industriais. É composta por uma viga suspensa sobre um vão livre, que roda sobre dois trilhos; a viga é dotada de um carrinho que se movimenta sobre os trilhos. Tipos de ponte rolante. Fonte: Dias, Marco Aurélio P. Administração de Materiais (p. 226). Atlas. z Carrinhos transportadores É normalmente utilizado para movimentação de cargas a curta distância, na região interna do almoxa- rifado, para separação de pedidos internos. Suas principais vantagens são: a praticidade, o baixo custo e que não carece de mão de obra especializada. Carrinhos transportadores. Fonte: Dias, Marco Aurélio P. Administração de Materiais (p. 230). Atlas. Na figura abaixo, temos diferentes modelos de carrinhos, cujo princípio básico permanece o mesmo: uma plataforma com rodas e um timão direcional. Modelos de carrinhos. Fonte: Dias, Marco Aurélio P. Administração de Materiais (p. 230). Atlas. Armazenagem A armazenagem é claramente a atividade primor- dial do almoxarifado, suas instalações devem propor- cionar a movimentação rápida e fácil de suprimentos, desde o recebimento até a expedição. Desta maneira, podemos definir a armazenagem de materiais como a atividade de planejamento e organização das operações, com a finalidade de man- ter e abrigar adequadamente os itens de materiais adquiridos, mantendo-os em condições de uso até o momento de sua efetiva utilização pela organização. z Objetivos da armazenagem Em razão da defasagem entre a produção e o con- sumo, armazenar é a solução para absorver o acúmu- lo de materiais. Desse modo, a armazenagem é necessária para: z Obter economias de transporte através da consoli- dação das cargas. z Permitir o pleno atendimento dos pedidos de materiais, assim, reduzindo os custos de produção. z Economia de escala, ou seja, obtendo maiores des- contos nas compras de grandes quantidades. z Auxiliar o processo de marketing. z Atender às exigências dos clientes. Neste sentido, o objetivo crucial do armazena- mento é utilizar o espaço na maneira mais adequada e eficiente possível, assim como manter o ambiente adequado à conservação dos produtos (instalações limpas, longe de umidade e na temperatura ideal). z Grupos e critérios de armazenagem O administrador de materiais, entre as alterna- tivas expostas pelos especialistas, deve escolher os melhores critérios, que se adequem às características do material armazenado pela organização. 426 Adentrando nessa escolha, podemos dividir a armazenagem em dois grupos: armazenagem simples e armazenagem complexa. Vamos entender a diferença entre esses grupos! A armazenagem simples abrange os materiais que, devido a suas características físicas ou químicas, não demandam cuidados especiais para a guarda. Por outro lado, a armazenagem complexa envolve materiais que necessitam de medidas especiais para a sua guarda. Armazenagem Simples Complexa Não demandam Cuidados Adicionais Carecem de Medidas Especiais Na tabela abaixo, listamos os aspectos físicos e/ou químicos que justificam uma armazenagem complexa: ASPECTOS FÍSICOS ASPECTOS QUÍMICOS z Fragilidade z Volume z Peso z Forma z Inflamabilidade z Explosividade z Volatilização z Oxidação z Radiação z Perecibilidade z Potencial intoxicação Diante das informações do grupo (tipo) de arma- zenagem, cabe ao responsável pela administração de materiais adotar um dos critérios abaixo para o melhor aproveitamento do espaço físico e o aumento da produtividade: z Armazenagem por agrupamento Também conhecida como armazenagem por complementariedade, esse critério facilita as tarefas de arrumação e busca, mas nem sempre permite o melhor aproveitamento do espaço físico. Os materiais associados ou compatíveis são aloca- dos na mesma seção. Um exemplo de armazenagem por agrupamento é quando armazenamos todos os sobressalentes de uma máquina em uma mesma estante. z Armazenagem por acomodabilidade Também conhecida como armazenagem por tama- nho, peso ou forma, os materiais de características físicas semelhantes são armazenados próximos uns dos outros. Como exemplo, podemos citar a armazena- gem de pregos e parafusos em um mesmo setor do almoxarifado. A principal vantagem desse critério é o maior apro- veitamento do espaço físico do almoxarifado, mas, consequentemente, uma demanda de maior controle. z Armazenagem por frequência de entrada e saída Nesse critério, analisa-se a frequência de entrada e saída dos materiais. Assim, os itens de maior entrada e saída são alocados próximos à entrada/saída do almoxarifado. É o caso de se armazenar os galões de água na entra- da e saída do almoxarifado de uma repartição pública, devido as frequentes requisições deste material. Nesse critério, o espaço cúbico do almoxarifado não é aproveitado na sua máxima eficiência. z Armazenagem Especial É a armazenagem destinada aos materiais que carecem de uma atenção especial, tais como: inflamá- veis, perecíveis, explosivos e perigosos. É a típica armazenagem complexa! Um bom exemplo de armazenagem complexa é quando se armazena combustíveis (gasolina) em tan- ques especiais, localizados em áreas afastadas da cir- culação com a devida sinalização. Os produtos perecíveis devem ser armazenados conforme o método FIFO (First In, First Out – ou em português, PEPS – Primeiro a Entrar, Primeiro a sair), ou então, pelo método derivado FEFO (First Expire, First Out – ou em português, Primeiro que vence, Pri- meiro que sai). z Armazenagem em área externa Esse critério de armazenagem é especifico para os materiais que podem ser armazenados em áreas externas, permitindo um maior aproveitamento da área interna para aqueles materiais que necessitam de maior proteção. Como exemplo, podemos citar a armazenagem de automóveis em pátios da indústria automobilística. z Coberturas alternativas Devido à escassez de áreas e o custo de construção de almoxarifados, em determinadas circunstâncias, é necessário a utilização temporária de áreas externas para abrigar materiais. Nesses casos, são utilizados ambientes cobertos, mas, quando não é possível, a solução do pro- blema está na utilização de coberturas plásticas. É o caso de armazenagem de tijolos em coberturas PVC nas lojas de materiais de construção. Importante! Essas coberturas plásticas dispensam funda- ções, permitindo a guarda dos materiais ao menor custo de armazenagem. Por fim, conhecendo o grupo de material e definin- do os critérios, é o momento de escolher os disposi- tivos (equipamentos) mais adequados para a guarda dos itens materiais, são eles: z Paletes (Pallets) É uma plataforma disposta horizontalmente para carregamento e empilhamento das cargas. Trata-se de uma estrutura que permite o arranjo e o agrupamento de materiais, possibilitando o manuseio, a estocagem, a movimentação e o transporte em um único carre- gamento, maximizando, assim, a utilização do espaço cúbico do almoxarifado. N O Ç Õ ES D E R EC U R SO S M AT ER IA IS 427 Paletes. Fonte: VIANA, João José. Administração de materiais: um enfoque prático. (pág.326). Vantagens da utilização de pallets: z Melhor aproveitamento do espaço disponível do almoxarifado (utiliza-se totalmente o espaço ver- tical, através do empilhamento). z Economia nos custos de manuseio de materiais. z Compatibilidade com todos os meios de transportes. z Facilita a carga,descarga e distribuição. z Podem ser manuseados por uma grande quanti- dade de equipamentos (paleteiras, empilhadeiras, elevadores, entre outros). z Permite a disposição uniforme do estoque de materiais. Os pallets podem ser de madeira, metal, papelão ou plástico. Quando fabricados em madeira, sua vida útil é mais curta, devido ao ataque de pragas. A introdução dos paletes revolucionou a armaze- nagem e movimentação de materiais, pois permitiu a unitização da carga. Com isso, ocorreu a redução de custos de manipulação da carga fracionada, bem como aumentou a rapidez na movimentação. Segundo Dias, temos a definição de carga unitiza- da como “uma carga constituída de embalagens de transporte, arranjadas ou acondicionadas de modo que possibilite o seu manuseio, transporte e arma- zenagem por meios mecânicos, como uma unidade” (DIAS, 2019). z Prateleiras São armações madeira ou perfis metálicos. Pres- tam-se para acomodar materiais das mais diversas formas. A prateleira metálica tem como vantagem a flexi- bilidade, permitindo modificações na altura e largura das divisões e resistindo melhor aos danos acidentais causados por veículos de movimentação. As prateleiras de aço têm sua durabilidade bem maior, porém são mais caras. Prateleira Metálica. Fonte: Dias, Marco Aurélio P. Administração de Materiais (p. 178). Atlas. z Racks São estruturas fabricadas em madeira ou aço e construídas especialmente para acomodar peças lon- gas e estreitas, como tubos, vergalhões, barras, tiras etc. Racks. Fonte: Dias, Marco Aurélio P. Administração de Materiais (p. 179). z Caixas diversas De fácil aquisição e padronizadas, são recomenda- das para materiais de pequenas dimensões. As caixas também são grandemente utilizadas em armazenagem na própria linha de produção. z Engradados São destinados à guarda e ao transporte de mate- riais frágeis ou irregulares, constituem-se em estrados com proteção lateral e obedecem ao princípio da car- ga unitária. z Containers (Contentor) São caixas retangulares, revestido de chapa de alu- mínio, aço ou fibra de vidro; hermeticamente fechado e selado, destinado ao acondicionamento e ao trans- porte unitizado de mercadorias. Devido as suas características de resistência e identificação, é considerado o equipamento com maior segurança, inviolabilidade e rapidez na uniti- zação das cargas. Container Dry Box. Fonte: Brandalise, Loreni. Administração de materiais e logística. Simplíssimo. Containers Flexíveis (Big Bag) são sacos feitos com um tecido à base de neoprene, cordas de dacron (náilon ou raiom) e borracha vulcanizada. Sua capacidade varia em 428 torno de 500 a 1.000 kg. São utilizados para a estocagem e movimentação de sólidos a granel e líquidos. Containers Flexíveis.Fonte: Dias, Marco Aurélio P. Administração de Materiais (p. 182). Atlas. Arranjo Físico (Layout) Tão importante quanto definir os critérios de armazenagem e seus equipamentos, é o planejamento físico do almoxarifado, e isso é o papel do estudo do arranjo físico. O arranjo físico (Layout) é o planejamento da área física dos almoxarifados. Desse modo, para alcançar a realização eficiente da armazenagem, depende-se de um bom arranjo físico, que é responsável por deter- minar o grau de acesso ao material, aos modelos de fluxo de material, a melhor utilização da mão de obra e à segurança do pessoal e do armazém. Atualmente, a definição do arranjo físico não é mais apenas intuitiva, mas, baseia-se em técnicas de visualização da movimentação dos materiais no depósito. Neste sentido, o mestre Dias conceitua arranjo físico como a disposição física dos homens, máquinas e materiais, da maneira mais adequada ao processo produtivo. Arranjo Físico (Layout) Homens Materiais Máquinas Diante do exposto, inferimos que o arranjo físi- co (Layout) é a integração do fluxo de materiais, da operação dos equipamentos de movimentação, com- binados com as características que conferem maior produtividade ao elemento humano. Dica A banca CEBRASPE (CESPE), de maneira pecu- liar, utiliza a nomenclatura “LEIAUTE” como sinô- nimo de arranjo físico (layout). De acordo com Viana, são objetivos a serem alcan- çados na elaboração de um bom Layout: z Assegurar a utilização máxima do espaço; z Proporcionar a mais eficiente movimentação de materiais; z Propiciar a estocagem mais econômica; z Fazer do almoxarifado um modelo de organização. Conhecendo a definição e os objetivos do arranjo físico, cabe ao gestor planejar a área física do almo- xarifado, analisando cuidadosamente os três aspectos básicos abaixo: z Acessibilidade Elaborar um planejamento racional da área física do armazém, combinado com um sistema de localiza- ção bem estruturado. z Equipamentos de movimentação e armazenagem Alocar equipamentos de movimentação e arma- zenagem que permitam o melhor aproveitamento do espaço do almoxarifado, além de facilitar o trabalho dos trabalhadores. z Tipos de embalagens utilizadas no armazenamento Definir os tipos de embalagens que permitam o empilhamento de cargas. Sintetizamos, no quadro abaixo, alguns elementos que devem ser considerados na definição de um bom arranjo físico: ELEMENTOS QUE DEVEM SER ANALISADOS NA DEFINIÇÃO DO ARRANJO FÍSICO (LAYOUT) z Quantitativo de material a ser armazenado; z Equipamentos de movimentação e armazenagem a serem utilizados; z Tipos de embalagens utilizadas na armazenagem; z Tempo médio de armazenagem do material; z Possibilidade de expansão da área do almoxarifado; z Flexibilidade de alteração do arranjo físico. Outro ponto que também deve ser analisado para elaboração do projeto perfeito do arranjo físico é a escolha do sistema de estocagem. A literatura especializada apresenta dois sistemas principais de estocagem: sistema de estocagem fixa e sistema de estocagem livre. Vamos entender como funciona cada um desses sistemas! Sistema de Estocagem Fixa No sistema de estocagem fixa as áreas são pré- -determinadas, conforme o tipo de material. Assim, somente o material deste tipo poderá ser estocado nestes locais. Na figura abaixo, temos exemplos do sistema de estocagem fixa: