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 z Transportadores de esteira ou de roletes
São as famosas esteiras que, se colocadas em sequên-
cia, impulsionam a carga ao longo de um circuito. 
Os transportadores de esteiras (roletes) são econô-
micos, flexíveis e de baixa manutenção.
Transportadores de esteira. Fonte: Dias, Marco Aurélio P. 
Administração de Materiais (p. 209). Atlas. 
A movimentação ocorre através da aceleração da gra-
vidade, assim não é necessário nenhum acionamento.
 z Pontes rolantes ou guindastes
São equipamentos empregados no transporte e 
elevação de cargas em instalações industriais.
É composta por uma viga suspensa sobre um vão 
livre, que roda sobre dois trilhos; a viga é dotada de 
um carrinho que se movimenta sobre os trilhos.
Tipos de ponte rolante. Fonte: Dias, Marco Aurélio P. Administração 
de Materiais (p. 226). Atlas.
 z Carrinhos transportadores
É normalmente utilizado para movimentação de 
cargas a curta distância, na região interna do almoxa-
rifado, para separação de pedidos internos.
Suas principais vantagens são: a praticidade, o baixo 
custo e que não carece de mão de obra especializada. 
Carrinhos transportadores. Fonte: Dias, Marco Aurélio P. 
Administração de Materiais (p. 230). Atlas.
Na figura abaixo, temos diferentes modelos de 
carrinhos, cujo princípio básico permanece o mesmo: 
uma plataforma com rodas e um timão direcional.
Modelos de carrinhos. Fonte: Dias, Marco Aurélio P. Administração 
de Materiais (p. 230). Atlas.
Armazenagem
A armazenagem é claramente a atividade primor-
dial do almoxarifado, suas instalações devem propor-
cionar a movimentação rápida e fácil de suprimentos, 
desde o recebimento até a expedição. 
Desta maneira, podemos definir a armazenagem 
de materiais como a atividade de planejamento e 
organização das operações, com a finalidade de man-
ter e abrigar adequadamente os itens de materiais 
adquiridos, mantendo-os em condições de uso até o 
momento de sua efetiva utilização pela organização.
 z Objetivos da armazenagem
Em razão da defasagem entre a produção e o con-
sumo, armazenar é a solução para absorver o acúmu-
lo de materiais. 
Desse modo, a armazenagem é necessária para:
z Obter economias de transporte através da consoli-
dação das cargas.
z Permitir o pleno atendimento dos pedidos de 
materiais, assim, reduzindo os custos de produção.
z Economia de escala, ou seja, obtendo maiores des-
contos nas compras de grandes quantidades.
 z Auxiliar o processo de marketing.
 z Atender às exigências dos clientes.
Neste sentido, o objetivo crucial do armazena-
mento é utilizar o espaço na maneira mais adequada 
e eficiente possível, assim como manter o ambiente 
adequado à conservação dos produtos (instalações 
limpas, longe de umidade e na temperatura ideal).
 z Grupos e critérios de armazenagem
O administrador de materiais, entre as alterna-
tivas expostas pelos especialistas, deve escolher os 
melhores critérios, que se adequem às características 
do material armazenado pela organização. 
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Adentrando nessa escolha, podemos dividir a 
armazenagem em dois grupos: armazenagem simples 
e armazenagem complexa.
Vamos entender a diferença entre esses grupos!
A armazenagem simples abrange os materiais que, 
devido a suas características físicas ou químicas, não 
demandam cuidados especiais para a guarda.
Por outro lado, a armazenagem complexa envolve 
materiais que necessitam de medidas especiais para a 
sua guarda.
Armazenagem
Simples
Complexa
Não demandam 
Cuidados 
Adicionais
Carecem de 
Medidas Especiais
Na tabela abaixo, listamos os aspectos físicos 
e/ou químicos que justificam uma armazenagem 
complexa:
ASPECTOS FÍSICOS ASPECTOS QUÍMICOS
z Fragilidade
z Volume
z Peso
z Forma
z Inflamabilidade
z Explosividade
z Volatilização
z Oxidação
z Radiação
z Perecibilidade
z Potencial intoxicação
Diante das informações do grupo (tipo) de arma-
zenagem, cabe ao responsável pela administração 
de materiais adotar um dos critérios abaixo para o 
melhor aproveitamento do espaço físico e o aumento 
da produtividade:
 z Armazenagem por agrupamento
Também conhecida como armazenagem por 
complementariedade, esse critério facilita as tarefas 
de arrumação e busca, mas nem sempre permite o 
melhor aproveitamento do espaço físico.
Os materiais associados ou compatíveis são aloca-
dos na mesma seção. 
Um exemplo de armazenagem por agrupamento é 
quando armazenamos todos os sobressalentes de uma 
máquina em uma mesma estante.
 z Armazenagem por acomodabilidade
Também conhecida como armazenagem por tama-
nho, peso ou forma, os materiais de características 
físicas semelhantes são armazenados próximos uns 
dos outros.
Como exemplo, podemos citar a armazena-
gem de pregos e parafusos em um mesmo setor do 
almoxarifado.
A principal vantagem desse critério é o maior apro-
veitamento do espaço físico do almoxarifado, mas, 
consequentemente, uma demanda de maior controle.
 z Armazenagem por frequência de entrada e saída
Nesse critério, analisa-se a frequência de entrada e 
saída dos materiais. Assim, os itens de maior entrada 
e saída são alocados próximos à entrada/saída do 
almoxarifado.
É o caso de se armazenar os galões de água na entra-
da e saída do almoxarifado de uma repartição pública, 
devido as frequentes requisições deste material. 
Nesse critério, o espaço cúbico do almoxarifado 
não é aproveitado na sua máxima eficiência.
 z Armazenagem Especial
É a armazenagem destinada aos materiais que 
carecem de uma atenção especial, tais como: inflamá-
veis, perecíveis, explosivos e perigosos.
É a típica armazenagem complexa!
Um bom exemplo de armazenagem complexa é 
quando se armazena combustíveis (gasolina) em tan-
ques especiais, localizados em áreas afastadas da cir-
culação com a devida sinalização. 
Os produtos perecíveis devem ser armazenados 
conforme o método FIFO (First In, First Out – ou em 
português, PEPS – Primeiro a Entrar, Primeiro a sair), 
ou então, pelo método derivado FEFO (First Expire, 
First Out – ou em português, Primeiro que vence, Pri-
meiro que sai).
 z Armazenagem em área externa
Esse critério de armazenagem é especifico para 
os materiais que podem ser armazenados em áreas 
externas, permitindo um maior aproveitamento da 
área interna para aqueles materiais que necessitam 
de maior proteção.
Como exemplo, podemos citar a armazenagem de 
automóveis em pátios da indústria automobilística.
 z Coberturas alternativas
Devido à escassez de áreas e o custo de construção 
de almoxarifados, em determinadas circunstâncias, é 
necessário a utilização temporária de áreas externas para 
abrigar materiais. Nesses casos, são utilizados ambientes 
cobertos, mas, quando não é possível, a solução do pro-
blema está na utilização de coberturas plásticas. 
É o caso de armazenagem de tijolos em coberturas 
PVC nas lojas de materiais de construção.
Importante!
Essas coberturas plásticas dispensam funda-
ções, permitindo a guarda dos materiais ao 
menor custo de armazenagem.
Por fim, conhecendo o grupo de material e definin-
do os critérios, é o momento de escolher os disposi-
tivos (equipamentos) mais adequados para a guarda 
dos itens materiais, são eles:
 z Paletes (Pallets)
É uma plataforma disposta horizontalmente para 
carregamento e empilhamento das cargas. Trata-se de 
uma estrutura que permite o arranjo e o agrupamento 
de materiais, possibilitando o manuseio, a estocagem, 
a movimentação e o transporte em um único carre-
gamento, maximizando, assim, a utilização do espaço 
cúbico do almoxarifado.
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Paletes. Fonte: VIANA, João José. Administração de materiais: um 
enfoque prático. (pág.326).
Vantagens da utilização de pallets:
 z Melhor aproveitamento do espaço disponível do 
almoxarifado (utiliza-se totalmente o espaço ver-
tical, através do empilhamento).
 z Economia nos custos de manuseio de materiais.
 z Compatibilidade com todos os meios de transportes.
 z Facilita a carga,descarga e distribuição.
 z Podem ser manuseados por uma grande quanti-
dade de equipamentos (paleteiras, empilhadeiras, 
elevadores, entre outros).
 z Permite a disposição uniforme do estoque de 
materiais.
Os pallets podem ser de madeira, metal, papelão 
ou plástico. Quando fabricados em madeira, sua vida 
útil é mais curta, devido ao ataque de pragas. 
A introdução dos paletes revolucionou a armaze-
nagem e movimentação de materiais, pois permitiu 
a unitização da carga. Com isso, ocorreu a redução 
de custos de manipulação da carga fracionada, bem 
como aumentou a rapidez na movimentação.
 Segundo Dias, temos a definição de carga unitiza-
da como “uma carga constituída de embalagens de 
transporte, arranjadas ou acondicionadas de modo 
que possibilite o seu manuseio, transporte e arma-
zenagem por meios mecânicos, como uma unidade” 
(DIAS, 2019).
 z Prateleiras
São armações madeira ou perfis metálicos. Pres-
tam-se para acomodar materiais das mais diversas 
formas.
A prateleira metálica tem como vantagem a flexi-
bilidade, permitindo modificações na altura e largura 
das divisões e resistindo melhor aos danos acidentais 
causados por veículos de movimentação.
As prateleiras de aço têm sua durabilidade bem 
maior, porém são mais caras.
Prateleira Metálica. Fonte: Dias, Marco Aurélio P. Administração de 
Materiais (p. 178). Atlas.
 z Racks
São estruturas fabricadas em madeira ou aço e 
construídas especialmente para acomodar peças lon-
gas e estreitas, como tubos, vergalhões, barras, tiras 
etc. 
Racks. Fonte: Dias, Marco Aurélio P. Administração de Materiais (p. 179).
 z Caixas diversas
De fácil aquisição e padronizadas, são recomenda-
das para materiais de pequenas dimensões.
As caixas também são grandemente utilizadas em 
armazenagem na própria linha de produção.
 z Engradados
São destinados à guarda e ao transporte de mate-
riais frágeis ou irregulares, constituem-se em estrados 
com proteção lateral e obedecem ao princípio da car-
ga unitária.
 z Containers (Contentor)
São caixas retangulares, revestido de chapa de alu-
mínio, aço ou fibra de vidro; hermeticamente fechado 
e selado, destinado ao acondicionamento e ao trans-
porte unitizado de mercadorias.
Devido as suas características de resistência e 
identificação, é considerado o equipamento com 
maior segurança, inviolabilidade e rapidez na uniti-
zação das cargas. 
Container Dry Box. Fonte: Brandalise, Loreni. Administração de 
materiais e logística. Simplíssimo.
Containers Flexíveis (Big Bag) são sacos feitos com um 
tecido à base de neoprene, cordas de dacron (náilon ou 
raiom) e borracha vulcanizada. Sua capacidade varia em 
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torno de 500 a 1.000 kg. São utilizados para a estocagem e 
movimentação de sólidos a granel e líquidos.
Containers Flexíveis.Fonte: Dias, Marco Aurélio P. Administração de 
Materiais (p. 182). Atlas.
Arranjo Físico (Layout)
Tão importante quanto definir os critérios de 
armazenagem e seus equipamentos, é o planejamento 
físico do almoxarifado, e isso é o papel do estudo do 
arranjo físico.
O arranjo físico (Layout) é o planejamento da área 
física dos almoxarifados. Desse modo, para alcançar a 
realização eficiente da armazenagem, depende-se de 
um bom arranjo físico, que é responsável por deter-
minar o grau de acesso ao material, aos modelos de 
fluxo de material, a melhor utilização da mão de obra 
e à segurança do pessoal e do armazém.
Atualmente, a definição do arranjo físico não é 
mais apenas intuitiva, mas, baseia-se em técnicas 
de visualização da movimentação dos materiais no 
depósito.
Neste sentido, o mestre Dias conceitua arranjo 
físico como a disposição física dos homens, máquinas 
e materiais, da maneira mais adequada ao processo 
produtivo.
Arranjo Físico
(Layout)
Homens
Materiais Máquinas
Diante do exposto, inferimos que o arranjo físi-
co (Layout) é a integração do fluxo de materiais, da 
operação dos equipamentos de movimentação, com-
binados com as características que conferem maior 
produtividade ao elemento humano.
Dica
A banca CEBRASPE (CESPE), de maneira pecu-
liar, utiliza a nomenclatura “LEIAUTE” como sinô-
nimo de arranjo físico (layout).
De acordo com Viana, são objetivos a serem alcan-
çados na elaboração de um bom Layout:
 z Assegurar a utilização máxima do espaço;
 z Proporcionar a mais eficiente movimentação de 
materiais;
 z Propiciar a estocagem mais econômica;
 z Fazer do almoxarifado um modelo de organização.
Conhecendo a definição e os objetivos do arranjo 
físico, cabe ao gestor planejar a área física do almo-
xarifado, analisando cuidadosamente os três aspectos 
básicos abaixo:
 z Acessibilidade
Elaborar um planejamento racional da área física 
do armazém, combinado com um sistema de localiza-
ção bem estruturado.
 z Equipamentos de movimentação e armazenagem
Alocar equipamentos de movimentação e arma-
zenagem que permitam o melhor aproveitamento do 
espaço do almoxarifado, além de facilitar o trabalho 
dos trabalhadores.
 z Tipos de embalagens utilizadas no armazenamento 
Definir os tipos de embalagens que permitam o 
empilhamento de cargas.
Sintetizamos, no quadro abaixo, alguns elementos 
que devem ser considerados na definição de um bom 
arranjo físico:
ELEMENTOS QUE DEVEM SER ANALISADOS NA 
DEFINIÇÃO DO ARRANJO FÍSICO (LAYOUT)
 z Quantitativo de material a ser armazenado;
 z Equipamentos de movimentação e armazenagem a 
serem utilizados;
 z Tipos de embalagens utilizadas na armazenagem;
 z Tempo médio de armazenagem do material;
 z Possibilidade de expansão da área do almoxarifado;
 z Flexibilidade de alteração do arranjo físico.
Outro ponto que também deve ser analisado para 
elaboração do projeto perfeito do arranjo físico é a 
escolha do sistema de estocagem.
A literatura especializada apresenta dois sistemas 
principais de estocagem: sistema de estocagem fixa e 
sistema de estocagem livre.
Vamos entender como funciona cada um desses 
sistemas!
Sistema de Estocagem Fixa
No sistema de estocagem fixa as áreas são pré-
-determinadas, conforme o tipo de material. Assim, 
somente o material deste tipo poderá ser estocado 
nestes locais.
Na figura abaixo, temos exemplos do sistema de 
estocagem fixa:

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